VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Política

“Rodas administra a USP como se administrasse a sua fazenda”


05/11/2011 - 18h31

Posição do coletivo Universidade em Movimento sobre a ocupação da reitoria

1- A ocupação da reitoria da USP deve ser vista e julgada dentro de seu contexto. E o contexto é o de uma universidade onde não existe nenhuma democracia. A USP é a universidade mais antidemocrática do Brasil. Se os estudantes tivessem voz no Conselho Universitário, se essa instância fosse paritária, se o reitor fosse eleito pelo voto direto da comunidade universitária, certamente não haveria ocupações, greves, paralisações, protestos. Errando ou acertando, o fato é que os estudantes lutam porque as decisões na USP são tomadas por um pequeno círculo de poder que se comporta como se fosse proprietário da USP.

2- O atual reitor, João Grandino Rodas, não foi eleito por ninguém. Sua legitimidade é tão nula que mesmo na pseudoeleição para reitor, em que 1% dos professores da USP vota, ele ficou em segundo lugar. Rodas é o reitor de um voto só, imposto pelo governador do Estado. E a sua gestão é a mais autoritária dos últimos anos, de fazer inveja aos reitores da Ditadura Militar.

A verdade é que Rodas administra a USP como se estivesse administrando a sua fazenda. E a assinatura do convênio com a Polícia Militar foi apenas mais uma de muitas iniciativas que ele tomou de forma absolutamente unilateral e arbitrária. A ocupação da reitoria é uma resposta de uma parcela do movimento estudantil a tanto abuso e a tanta arbitrariedade.

3- A presença da Polícia Militar no campus não resolve o problema da segurança de seus usuários. No dia em que o estudante Felipe foi assassinado na FEA, havia uma ronda na USP. Há poucos dias, já com a presença ostensiva da PM, o CA da ECA foi assaltado. O problema da segurança exige medidas que a reitoria não enfrentou até agora, e sobre as quais sequer se pronunciou, como a total escuridão do campus, a enorme carência de pontos de ônibus e circulares e a situação precária da Guarda Universitária.

Desde que a PM foi autorizada a atuar de forma ostensiva no campus, a única coisa que mudou foram os constrangimentos e os abusos. Tornaram-se recorrentes os “enquadros” sobretudo de trabalhadores terceirizados que moram na favela São Remo, mas também de estudantes e professores. Na véspera da revolta que houve no estacionamento da FFLCH, a PM fez uma “operação saturação”: constranger, abusar, humilhar, “impor a autoridade”. A revolta não foi pela defesa do direito de fumar maconha; foi na verdade uma explosão contra essa prática fascista. A reivindicação da ocupação é, portanto, mais do que justa – inclusive do ponto de vista da segurança no campus.

4- Apoiamos todas as formas de lutas que perseguem causas justas, e reconhecemos a ocupação como um instrumento legítimo de luta levado adiante por uma parcela do movimento estudantil. Sabemos que existem grupos sectários e inconsequentes que tentam instrumentalizar e manipular a ocupação para a sua autoconstrução, alimentando o sectarismo e a beligerância no interior do movimento.

Mas sabemos também que, apesar de táticas e métodos que nem sempre contribuem para que obtenhamos apoio entre os estudantes e na sociedade, a maioria dos estudantes que está na ocupação está lá por acreditar na justeza da causa pela qual lutam. São companheiros e companheiras que lutam de peito aberto pela universidade pública. Justa é a sua luta. Injustos são os que os agridem.

5- O movimento estudantil encontra-se cindido. A assembleia que deliberou a desocupação da administração da FFLCH, e da qual se seguiu a ocupação da reitoria, é um retrato disso. A cisão é fruto de um vazio político deixado sobretudo pelas entidades estudantis, que precisam fazer uma autocrítica e voltar a cumprir o papel de organizadoras do movimento, ao invés de se tornar instrumento de autoconstrução e propaganda dos grupos que as dirigem.

Enquanto estiver cindido, o movimento acumulará derrotas. A força de nossos inimigos está no dinheiro, na mídia e no Estado; nossa força está no número de pessoas que agregamos em torno das causas pelas quais lutamos, e em nossa coesão e unidade.

O movimento estudantil precisa voltar a perseguir o APOIO DA MAIORIA dos estudantes para as causas pelas quais luta, caso contrário só acumulará derrotas. Ao mesmo tempo, o movimento precisa com urgência sair da lógica fratricida do denuncismo e da beligerância – o que não significa deixar de fazer a crítica e a autocrítica quando estas devem ser feitas -, e voltar a ter coesão e unidade. Mas para isso muitos grupos que atuam no movimento estudantil precisam deixar a vaidade em casa.

O coletivo Universidade em Movimento é integrado por alunos da USP

Leia também:

Pablo Ortellado: A cortina de fumaça da segurança na USP



Ajude o VIOMUNDO a sobreviver

Nós precisamos da ajuda financeira de vocês, leitores, por isso ajudem-nos a garantir nossa sobrevivência comprando um de nossos livros.

Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia

Edição Limitada

R$ 79 + frete

O lado sujo do futebol: Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

R$ 40 + frete

Pacote de 2 livros - O lado sujo do futebol e Rede Globo

Promoção

R$ 99 + frete

A gente sobrevive. Você lê!


44 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

A USP Leste corre mesmo o risco de "explodir"? - Viomundo - O que você não vê na mídia

18 de setembro de 2013 às 22h18

[…] “Rodas administra a USP como se administrasse a sua fazenda” […]

Responder

Thiago

14 de novembro de 2011 às 20h04

Como contribuinte eu exijo a PM na Usp.Universidade não é lugar de fumar maconha!! Espero que a PM desça o cacete nos maconheiro da USP, e nos funcionários apoiadores do tráfico tb… MACONHA É DROGA ! MATA E É PROIBIDO POR LEI !! SE VOCÊS ALUNOS E FUNCIONÁRIOS DA USP NÃO CONCORDA DE O FORA!! A USP NÃO É DE VOCÊS É DE TODA A POPULAÇÃO BRASILERIA …

Responder

Gustavo Voll

09 de novembro de 2011 às 16h07

Tem coisa mais fascista do que proibir de trabalhar ou estudar quem não concorda com a greve? Alguns alunos são contra o poder autoritário e retribuem com a mesma moeda? Foi mal, mas esse argumento da esquerda e dos líderes estudantis de "defender a liberdade" e "evitar a volta da ditadura" não colam mesmo. Os tempos mudaram, os problemas hoje em dia são outros, e a forma de resolvê-los deveria evoluir.

Responder

Questionador

06 de novembro de 2011 às 20h28

Esse Rodas deve ser muito bom, pra essa comunistada safada não gostar dele.

Responder

    ana

    07 de novembro de 2011 às 11h01

    fala direitisma ignorante

    Paulinha

    04 de janeiro de 2012 às 18h01

    Comunistas? Será que são apenas os comunistas e maconheiros que não gostam dele?

Julio Silveira

06 de novembro de 2011 às 15h09

Quem sabe, em sua própria fazenda, seja desses que se orgulhem de oferecer uma refeição a seus empregados se atribuindo por esse feito grande generosidade.

Responder

Jairo_Beraldo

06 de novembro de 2011 às 13h29

"Quando foi governador da Locomotiva da Nação, o Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, deu inestimáveis demonstrações de visão estratégica e de respeito pela USP.Um dos pontos altos da gestão do Presidente de Nascença foi a magnífica aula de democracia que deu com a nomeação do super-herói Justiceiro Rodante para o cargo de reitor da USP.Muito criticado à época, o tempo deu razão ao Maior dos Filhos da Mooca. O Sr. Justiceiro Rodante é hoje aclamado pela comunidade universitária. Com seu estilo democrático, que lembra o do pres. Zezinho, já é considerado uma das maiores lideranças universitárias que a UDN já produziu."(Blog Tia Carmela)

Responder

Pedro

06 de novembro de 2011 às 13h07

Fora baderneiros! Deixem os estudantes estudarem em paz.

Responder

Pafúncio Brasileiro

06 de novembro de 2011 às 12h51

Azenha,
Essas são as RODAS, que não fazem a USP caminhar.

Responder

EUNAOSABIA

06 de novembro de 2011 às 12h28

Reflitam sobre isto…

O pai do menino de três anos encontrado morto na quinta-feira (3) em uma rua da zona leste de São Paulo confessou, segundo a polícia, ter cometido o crime sob o efeito de maconha. O homem de 31 anos foi interrogado na tarde desta quinta-feira pelos delegados do 24º DP.

De acordo com a polícia, ele disse que saiu com o filho de Itapevi (Grande São Paulo) na noite de quarta-feira (2) em direção à sua casa para que os dois passassem o fim de semana juntos.

No meio do caminho, ele teria parado o carro em um posto de gasolina e dado vários socos na criança, até que ela ficasse inconsciente. O pai ainda relatou à polícia que estava sob o efeito de drogas (maconha) e que a criança agonizou durante aproximadamente meia hora antes de morrer.

Ao perceber que o filho tinha morrido, o homem teria dirigido por algum tempo até deixar o corpo próximo ao meio fio na rua Sambaíba, na Vila Marieta, zona leste de SP. Em seguida, ele fugiu do local.

O corpo foi encontrado por um vigia e tinha sinais de espancamento.

O pai deu uma bicicleta ao menino e participou de sua festa de aniversário na noite anterior ao crime.

A polícia já pediu a prisão temporária da suspeito.

Essa lenga e esse papo furado já encheu…. vão se tratar, vocês não passam é de uma minoria insignificante e que não enganam é ninguém.

Responder

    Pedro

    06 de novembro de 2011 às 13h02

    Mas segundo os progressistas a maconha não faz mal a ninguém…

    cronopio

    06 de novembro de 2011 às 17h04

    Os Trolls se encontraram! Vão fazer trollzinhos!

    Vinícius

    07 de novembro de 2011 às 01h45

    Maconha faz mal. Mas faz menos que álcool.

    E a proibição alimenta o crime organizado. 1+1=2.

    Regiane

    06 de novembro de 2011 às 19h18

    Alegar insanidade ou uso de drogas é comum pra se livrar ou justificar um crime, já pessoas brigarem, tomar atitudes idiotas e irresponsáveis sob efeito de álcool, mas nunca de maconha. maconha não deixa ninguém fora da realidade. Eu não sou usuária mas defendo a legalização, tenho certeza que isso vai reduzir a criminalidade e o poder dos traficantes – a droga entra npão brasil pela porta da frente e quem abre essa porta são as autoridades corruptas que ganham dinheiro com toda essa porcaria.

    Thiago_Leal

    07 de novembro de 2011 às 00h48

    Você quer que a gente traga notícias de crimes cometidos sob efeito de álcool ou a gente para com sua hipocrisia por aqui?

    ana

    07 de novembro de 2011 às 11h00

    o eu não sabia, o cara é assassino, doente, psicopata. quem precisa se tratar é você que não consegue entender nada de nada. tambem, com esse nome….

O_Brasileiro

06 de novembro de 2011 às 11h09

Estudantes e professores que produzem muito por esforço próprio poderiam render muito mais tendo apoio da direção da instituição, incluindo melhorias na infra-estrutura…

Responder

Celso Melgaré

06 de novembro de 2011 às 10h31

Por Uma universidade sem Rodas…

Responder

    M.S. Romares

    07 de novembro de 2011 às 12h49

    Mas com direção certa.

Luciano Prado

06 de novembro de 2011 às 10h11

Tem algum sentido levar a Polícia para resolver um problema da competência e do interesse de alunos e professores?

Só mesmo em São Paulo isso é possível.

Os tucanos têm uma necessidade sobre-humano de se mostrarem autoritários.

Decisão desse tipo não leva a resolução de nenhum problema.

Pobre povo paulista.

Responder

will

06 de novembro de 2011 às 01h48

a invasão dos alunos, representa uma espécie de elite.
reflexão, determinação, convicção, constatação e sacrifício. pensadores, que tem atitude.

o governo, o reitor, e de quebra a pm, foram rebaixados a entreguistas, lambe-botas, e incapazes respectivamente.
ali, vejo alguns fazendo o dever de muitos…
de clamar seus direitos democráticos.
é uma pena.

lamentável também, que tantos achem que o que está em jogo é apenas a mera liberação da erva ou a incômoda presença da pm.

latrocínios, homicídios, roubos assaltos e viciados estão em toda a cidade. por exemplo na região de pinheiros já ocorreu todo o tipo de crime e continua acontecendo. Nem por isso vemos a presença da polícia abordando os pedestres, revistando as bolsas das pessoas. nem blitz da lei seca é vista por lá cujo o "costume" de consumir álcool, drogas e praticar todos os tipos de crimes já é rotina.

é uma tremenda injustiça a concentração militar na usp, e enquanto os demais não tem a mesma atenção. no mínimo estranho.
se pudesse, aconselharia rodas a buscar uma solução política para este caso. pois se estivesse lá na reitoria, de lá não sairia.

Responder

    Felipe

    07 de novembro de 2011 às 10h29

    Direitos democráticos? Eles sequer representam a maioria dos alunos! Dizer que a minoria dos alunos que invadiu a reitoria é uma "elite" de pensadores, fazendo o dever de muitos, é ridículo. Para mim, ISSO é ditadura. Uma minoria querendo impor seu ponto de vista sobre a maioria na base da força.

    Além disso, a esmagadora maioria da comunidade da USP, aquela que não é baderneira e de fato estuda e produz, não vê a presença da PM como "incômoda", mas algo que é desejado há bastante tempo. Desde a presença da PM, o índice de criminalidade na Cidade Universitária caiu em 92%. ISSO é o que a maioria quer.

    É lógico que o ideal seria ter o mesmo tipo de proteção no resto da cidade inteira. A presença da PM na forma como existe dentro da USP deveria ser expandida para todo o resto da cidade. Mas este argumento não invalida o ponto de que a presença da PM na USP é necessária, e que finalmente ela existe. A Cidade Universitária era antro dos mais diversos tipos de criminosos, como estupradores, assaltantes, ladrões, vândalos, traficantes, entre outros. A Guarda Universitária é apenas uma guarda patrimonial e incapaz de lidar com este tipo de situação. Isto tornava a USP o maior parque de diversões para criminosos na cidade, onde poderiam fazer o que quisessem sem conseqüências.

    A "solução política" NÃO é tirar a PM da USP, é colocar a PM na mesma concentração que ela existe na USP em todo o resto da cidade. Isso NÃO JUSTIFICA a retirada da PM da USP. Isso mostra, sim, é que todas as outras regiões da cidade deveriam é exigir a contratação de um mega contingente da PM para que atuem da mesma forma na cidade inteira.

    A presença da PM no campus incomoda sim é a essa minoria autoritária e ditatorial que existe dentro da USP, de estudantes pseudo-revolucionários e baderneiros de sindicato, que antes eram as forças mais armadas existentes dentro da USP e que impunham sua vontade de forma agressiva contra a VERDADEIRA maioria da universidade, aquela interessada na pesquisa, ensino e extensão.

    A "solução política" seria colocar a PM para fazer uma barricada na reitoria. Ninguém entra e ninguém sai. Porque se a PM entrar lá pra desocupar, os playboyzinhos lá dentro vão ficar choramingando depois pagando de heróis que a PM é violenta, e esse é o objetivo deles. Coloque a PM para fazer uma barricada, assim eles não conseguem pegar a marmita com a mamãe e rapidinho vão sair chorando de lá.

    Lorenzo Tozzi-Evola

    07 de novembro de 2011 às 11h40

    A "esmagadora maioria" precisa se manifestar na Universidade, não no Facebook – ficar reclamando não resolve.

    Segundo seu argumento lógico, quanto mais PM, mais segurança. Ora essa! Pois que contratem 500 mil PMs, coloquem um em cada esquina de São Paulo, e viveremos num paraíso da justiça. A própria USP tem núcleos de estudo de violência urbana. Vá informar-se.

    Alegar que há dois pólos, os que estudam (contra PM) vs os que não estudam (maconheiros, filhinhos de papai e toda a bobageira dita), é estereotipar toda a diversidade uspiana. É preciso ser mais crítico, sob pena de ser superficial, ou papagaio de analistas políticos.

Souto Maior: Intransigência da Reitoria da USP em dialogar pode produzir um verdadeiro massacre | Viomundo - O que você não vê na mídia

06 de novembro de 2011 às 01h17

[…] Coletivo Universidade em Movimento: “Rodas administra a USP como a sua fazenda”   […]

Responder

Mariano

05 de novembro de 2011 às 21h35

Ah claro, ele tem que ouvir moleques mimados posando de revolucionarios vestidinhos de GAP e Ray Ban antes de qualquer coisa. "Universitarios que escrevem "trabaliadores" numa faixa. Só rindo de tanata babaquice. O pior é que ainda acham adultos para dar trela a isso.

Responder

Jair Almansur

05 de novembro de 2011 às 21h20

Tratam a USP como se fosse deles. A USP é nossa, do povo paulista que a sustenta duramente com nossos impostos, inclusive com gastos que poderiam ir para creches e melhoria dos cursos de primeiro grau. Somos um dos raros países do mundo que formam estudantes que não têm qualquer responsabilidade social ou com o pagamento de seus estudos. Nos EU os estudantes pagam seus estudos em dinhero, em Com prestação de serviços comunitários. E aqui? A grande discussão é a liberdade de fumar maconha no campus. Me envergono de haver estudado ali.
As pesquisas indicam: os partidos de direita sempre foram majoritarios nas universidades públicas. Ronado Caidado já foi paraninfo de várias escolas de curso superior. A USP é eleitora do DEM e do PSDB.

Responder

Pedrôncio

05 de novembro de 2011 às 21h17

"Enquanto estiver cindido, o movimento acumulará derrotas". Leia-se : enquanto as instâncias representativas estudantis não representarem a NOSSA opinião e vontade, o movimento acumulará derrotas. A ocupação da reitoria foi decidida à REVELIA DA VONTADE DOS ESTUDANTES REUNIDOS EM ASSEMBLÉIA, que é o fórum representativo último do movimento estudantil. Ou seja, quem está lá ocupando a reitoria apenas representa a si mesmo.

Infelizmente o texto não é assinado, mas dizer que "o movimento estudantil precisa voltar a perseguir o APOIO DA MAIORIA dos estudantes para as causas pelas quais luta" quando se IGNOROU A DECISÃO DA MAIORIA é de um cinismo extremamente cachorro.

Responder

    Mariano

    05 de novembro de 2011 às 22h24

    Exatamente. E mentira que se houvesse representação dos estudantes a ocupação não aconteceria, simplesmente porque esses moleques mimados de roupinha de boy não aceitaram nem o resultado da própria assembléia. Isso e cinismo puro e simples.

    Ze Duarte

    05 de novembro de 2011 às 23h12

    Só vale quando o resultado é o que se quer…

    Fabio SP

    06 de novembro de 2011 às 09h28

    Se o pai deles cortar a mesada, quero ver como é que fica…

FrancoAtirador

05 de novembro de 2011 às 21h00

.
.
USP abriga 30 fundações privadas

Por Por Paulo Cavalcanti, no Luis Nassif OnLine

Atuam hoje na USP trinta fundações de direito privado, segundo dados oficiais da Reitoria. Algumas delas com centenas de funcionários e orçamentos milionários. Embora sejam, por definição, sem fins lucrativos, as fundações são empreendimentos que usam a "marca" USP, a estrutura física e os professores formados pela universidade (na maioria contratados em regime de dedicação integral) para fins privados, através de prestação de consultorias a empresas e oferecimento de cursos pagos.

Elas têm isenção de impostos, desde que sejam declaradas entidades de utilidade pública (Constituição Federal, artigo 150, inciso VI, letra "c"). As fundações precisam apenas requerer ao Ministério Público Estadual (MPE) a declaração de utilidade pública.

A Fundação Paulo Vanzolini, é um exemplo típico instalado dentro da USP, se utilizando de toda a infra-estrutura de uma universidade pública, em benefício próprio, eu pelo menos desconheço qual é a contra partida que a Fundação fornece à universidade, em troca do uso dela, à não ser, beneficiar a própria Fundação.

A jornalista Marlene Felinto, escreveu na revista "Caros Amigos" em 2008, um artigo, tratando a USP-LESTE, como "DASLUSP", uma alusão à grife dos granfinos Daslú, por conta de sua parceria entre a unversidade e uma tal "Casa do Saber" – empresa privada, que ministra cursos "rápidos", sobre filosofia, decoração, moda, pscologia, para"madames" – ao custo médio de R$ 600,00 – essa empresa, tem como conselheiro, ninguém menos que Gabriel Chalita, ex-secretário da educação do governo Alckmin (2003-2007) – que ajudou a falir o ensino público no Estado de S. Paulo.

Detalhes em:

http://migre.me/5FauN

Responder

    Avelino

    06 de novembro de 2011 às 09h14

    Caro FrancoAtirador
    Pois é, estão usando a questão da maconha, como se em nennhuma instituição educacional municipal, estadual, (nesta não existe, USP a parte) ou federal não se encontre seus usuários.
    É uma campanha nitidamente para desmoralizar a combatividade dos uspinianos.É mais um golpe neoliberal.
    Saudações

    FrancoAtirador

    06 de novembro de 2011 às 14h36

    .
    .
    Pois é, meu caro Avelino.

    Quem conhece de perto o tal Rodas confirma isso:

    Tripé.

    Quem conviveu com o reitor Rodas quando ele foi diretor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco não se surpreende com os conflitos estimulados por sua gestão à frente da Reitoria.

    O professor Marcus Orione Gonçalves Correia, que conheceu o reitor quando ambos davam aulas na Unesp de Franca, diz que a gestão dele, seja na São Francisco, seja na Reitoria, está baseada em um tripé programático :

    “1) enxugamento , com o simples uso da 'racionalidade de cortes' da máquina estatal universitária;

    2) atuação contundente para preservar a ordem, ainda que com a utilização da força policial;

    3) intensa participação do setor privado nos destinos da universidade pública”.

    http://www.adusp.org.br/revista/50/r50a12.pdf

Yes we créu !!!

05 de novembro de 2011 às 20h18

A USP hoje, infelizmente, reflete os anos de (des)governo do PSDB. Rodas eh apenas um fantoche nas maos do Palacio dos Bandeirantes, como tem sido os ultimos reitores. O Alckmin deu um golpe quando criou a USP Leste, pois aquele campus eh mantido com recursos da universidade, sem nenhum acrescimo por parte do estado, mas que no entanto a epoca em que foi construido, o Sr. Alckmin capitalizou eleitoralmente junto a populacao. E assim foi. Sem nenhum piu do entao reitor (Favas?), aceitou-se que o orcamento da universidade bancasse a manutencao da USP Leste, diminuindo a capacidade de investimento em outras areas prioritarias. Nao sou contra absolutamente a criacao daquele campus, mas um reitor que defendesse os interesses da universidade nao deveria aceitar aquilo naqueles termos, deveria sim exigir uma contrapartida por parte do estado. Assim, com o mesmo orcamento, teve-se que se administrar dois campi. A critica deve ser feita, no meu entender, principalmente aos governos tucanos, que se tornaram o maior inimigo da USP. Alias, da educacao.

Responder

    Jair Almansur

    05 de novembro de 2011 às 21h25

    Querem mais dinheiro? Não acredito. Do ICMS da população mais pobre? Dinheiro da creche a bancar formandos sem nenhum compromisso social. Veterinarios de pet shops de grã finas, médicos de Avenida Paulista, advogados de multinacionais?, arquitetos de palacetes flutuantes. Por que eu tenho que pagar por tudo isso.

    ricardo

    05 de novembro de 2011 às 22h51

    A USP leste não é um campus…é parte do campus capital…e a USP tem mais 6 campi administrados com o mesmo orçamento pequenininho de quase 4 bi…fora o que passa pelas fundações. Rolou uma grana a mais sim pra construção das novas instalações…se informe melhor. De resto concordo com o desgoverno tucano.

Maria Fulô

05 de novembro de 2011 às 19h58

E tem mais um detalhe… Existe um fosso entre a alta administração da USP e o que é conhecido como "chão de sala de aula", algo equivalente ao que nas empresas se chama de "chão de fábrica". Em qualquer empresa, até as menos sérias, o Presidente, ou o dono, e a diretoria, constantemente visitam a Fábrica, conversam com os operários, enfim, sentem o pulso dos funcionários até para detectar possíveis descontentamento. Estou na USP há 3 anos, e jamais vi o Reitor ou o tal Prefeito (sabiam que a USP tem, além do Reitor, um Prefeito?) ou até mesmo os diretos das diferentes Faculdades visitando as salas de aula, ou as cantinas, nada… Estão isolados, cada um cuidando de seu feudo e também de seus interesses particulares (a chancela USP num cartão de visita vale muito no mercado…). Abandonam os alunos ao Deus dará… e depois não sabem porque acontecem estes movimentos. Isso tem que mudar… e não pode demorar muito.

Responder

will

05 de novembro de 2011 às 19h44

realmente é revoltante. a confronto está marcado. e espero que os estudantes tenham êxito nas suas reivindicações. rodas não vai retroceder, e vai acontecer uma espécie de carandirú…tomara que a presidenta intervenha no caso. nada mais certo. ela só é presidenta pelos caminhos abertos pelo movimento estudantil graças a Deus.

Responder

    Fabio SP

    06 de novembro de 2011 às 09h31

    Cara, vc quer ver sangue? é isso? hummm, desde que não seja o seu… né!

    will

    06 de novembro de 2011 às 13h37

    não se trata de sangue. sou ex-estudante e estou acompanhando o caso, sinto na pele a indignação e pra fazer opinião aqui, tive como base, aquilo que vc não lê no pig. entre outras coisas, a unanimidade que seu partido é um lixo. isso já sabia…

    cronopio

    08 de novembro de 2011 às 15h08

    Por ANTONIO CARLOS LACERDA

    PRAVDA.RU

    Em 2011, a cidade de São Paulo teve 629 pessoas mortas, sendo que 128 foi a própria polícia que matou. Entretanto, para escapar da fama de 'polícia assassina', a própria corporação alega que 60% dos confrontos no período não tiveram mortos.

    A aposentada Valquíria Marques dos Santos, que teve o filho de 15 anos assassinado por um policial militar diz que "Os policiais que levaram meu menino continuam na ativa".

    De cada cinco pessoas assassinadas na cidade de São Paulo em 2011, uma foi morta pela Polícia Militar. Os dados fazem parte de relatório da Secretaria da Segurança Pública do estado.

    Nos primeiros meses do ano, entre janeiro e julho, 629 pessoas foram assassinadas na capital paulista. Deste total, 128 registros foram feitos como "pessoas mortas em confrontos com a Polícia Militar em serviço".

    O tipo de ocorrência, conhecido em outros estados como "auto de resistência", é um indicativo de revides da Polícia Militar a ataque de criminosos ou enfrentamento em ação policial.

    Dez policiais militares estão sendo investigados através de vídeos que registraram a violência policial. Dez policiais militares estão presos sob a suspeição de não socorrer assaltantes baleados pela própria polícia.

    Em todo o estado de São Paulo, no primeiro semestre de 2011, foram registrados 2.241 homicídios. Desses, 241 foram cometidos por policiais, o que dá uma proporção de um assassinato pela PM para cada 9,3 cometidos por outros cidadãos.

    A proporção de um assassinato cometido pela polícia para cada cinco que acontecem na cidade de São Paulo faz da Polícia Militar da capital paulista uma das policiais mais violentas do mundo.

    Nos Estados Unidos, em 2009, foram registradas 406 mortes causadas por policiais em um total de 14.402 homicídios, o que significa que de cada 34 assassinatos um foi cometido pela polícia norte-americana. Na Argentina, de acordo com o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), em todo o ano de 2007 – os últimos dados disponíveis -, a região metropolitana de Buenos Aires (que tinha, à época, 12 milhões de habitantes) registrou 79 casos de pessoas mortas em confronto com a polícia.

    Neste mesmo ano de 2007, só na capital paulista – excluídas as cidades da Grande São Paulo -, a PM registrou 203 mortes "em confronto". Moram na capital 11 milhões de habitantes.
    (…)

edv

05 de novembro de 2011 às 18h39

Segurança para o corpo docente, discente e demais cidadãos não havia, né?
A bandidagem rolava solta…
Agora tem PM! Tem puliça!
Pra controlar o corpo docente, discente e demais cidadãos…
É isso?

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!