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Adrián Fanjul: USP, projeto totalitário, tiros no pé


03/11/2011 - 01h27

por Adrián Pablo Fanjul

Um convênio assinado no dia 8/9 entre a reitoria da USP e a Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP) tem dado lugar a uma presença ostensiva da Polícia Militar no campus Butantã que, longe de direcionar-se ao combate contra criminosos, parece mais dedicada a uma vigilância sobre estudantes, funcionários e professores, que crescentemente foi dando lugar a humilhantes abordagens e revistas de pessoas.

Já na sua edição de outubro, o Jornal do Campus informava a abordagem de um aluno motivada por “olhar feio” (segundo os próprios policiais) e registrava desconfiança, inclusive de membros da Guarda Universitária, em relação à presença e aos critérios de periculosidade usados pela PM. Nessa mesma matéria do Jornal do Campus, informava-se que, enquanto a PM abordava alunos, havia acontecido um roubo ao Centro Acadêmico e à Atlética da ECA.

No dia 27 de outubro, efetivos da PM realizaram múltiplas abordagens na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, inclusive dentro dos prédios e da biblioteca, situação evidentemente não relacionada com o combate ao crime e que não pode deixar de nos remeter ao conjunto do clima de intimidação que a gestão Rodas instala na sua relação com a Universidade.

Da mesma maneira que as demissões de funcionários no começo do ano, com base num plano não consultado com nenhum diretor das unidades afetadas, igual que as aquisições de imóveis e deslocamentos de áreas, agora as rondas policiais são realizadas sem explicação nenhuma sobre seu sentido, antes de tudo como um modo de afirmar “eis aqui a autoridade, a força a vigilância”.

O modo conspirativo escolhido pela reitoria para gerir a Universidade baseia sua eficácia imediata na desproporção, na naturalização da existência de um poder cujas decisões não poderiam ser revertidas por ninguém.

Porém, esse rumo totalitário acaba de sofrer um acidente de percurso. No mesmo dia 27 de outubro, a tentativa da PM de prender 3 alunos em posse de maconha gerou uma revolta entre os estudantes presentes, e deflagrou um questionamento público de grandes repercussões em torno da validade desse acordo com a SSP, bem como discussões no campus todo sobre outras respostas possíveis aos problemas de segurança.

Mas se incluímos no título desta matéria a menção de “tiros no pé” é porque nesta ocasião, como em outras durante a gestão Rodas, entrou em cena um setor que resulta completamente funcional ao projeto totalitário e cujas ações têm a constante de desviar a atenção toda vez que esse projeto é ameaçado. Um setor de estudantes ocupou, com base na votação apertadíssima de uma assembléia improvisada, a Administração da FFLCH, única Faculdade da USP que tem se pronunciado constantemente, por meio da sua Congregação, contra vários passos dados pela reitoria.

Com efeito, a FFLCH foi contrária às demissões de funcionários no começo do ano, várias delas já revertidas por ordem judicial, manifestou-se contra os processos em andamento que afetam estudantes e funcionários e contra o regimento de 1972 que os embasa, opôs-se à precarização e terceirização do trabalho na Universidade e questionou o acordo já mencionado com a Secretaria de Segurança.

A absurda ocupação foi encerrada pela assembléia de estudantes de 1 de novembro, e ainda veremos se o grupo ocupante acata a decisão dessa assembléia, muito maior do que a anterior. Por enquanto, foram ocupar a reitoria, em uma ação ainda mais minoritária e sem apoio, um verdadeiro convite a que aconteça mais uma ação repressiva.

Um dos modos de justificar o bloqueio do prédio da FFLCH foi uma grotesca falsificação sobre qual teria sido a atitude da diretora da unidade, Sandra Nitrini. Em um documento inicialmente atribuído aos ocupantes, bem como em sites e panfletos das organizações políticas que os apoiaram, foi dito que a diretora teria favorecido que os alunos fossem levados pela PM, ou que os teria persuadido de irem à delegacia.

Em alguns desses meios chegou a ser incluído na acusação o próprio DCE, como entregando estudantes à polícia. Os próprios alunos flagrados com maconha desmentiram já publicamente ambas as infâmias, em nota divulgada pelo seu centro acadêmico. Também a direção do sindicato dos funcionários, SINTUSP, em uma demonstração de absoluta irresponsabilidade política, no seu Boletim 86, de 1/11/2011, fez eco dessas acusações, escrevendo que “a diretora Sandra Nitrini e a professora Marlene, da História Antiga da FFLCH, tentavam convencer os estudantes de irem até a delegacia e assinar um documento assumindo que portavam maconha” e “Um absurdo a diretora e uma professora da FFLCH entregar estudantes para a policia para criminalizá-los”. Haverá uma retratação pública da direção do SINTUSP agora, diante da palavra dos supostos “entregues”?

Outra ocasião em que os mesmos setores montaram um episódio que desviou o foco em relação a um fato extremamente desfavorável à reitoria foi quando da greve de terceirizados da limpeza em abril deste ano. A previsível solidariedade de estudantes, funcionários e docentes da FFLCH com os trabalhadores que não recebiam seu salário foi neutralizada pelo reiterado ato de espalhar montes de lixo nos corredores dessa Faculdade (EXCLUSIVAMENTE dessa Faculdade).

Desse modo, a responsabilidade da reitoria pela manutenção e crescimento de um trabalho terceirizado desumano e que onera grandemente a Universidade foi constantemente opacada pela irritação provocada pelo lixo, que não fez mais do que arrastar docentes, funcionários e estudantes para uma posição ainda mais contrária a todo movimento grevista ou de protesto.

Que esses grupos tão incapazes de angariar qualquer simpatia política para uma causa justa consigam realizar algumas escaramuças e happenings como as que comentamos se relaciona diretamente com a quase absoluta falta de mobilização dos setores que poderiam promover uma transformação democrática na Universidade, e alimenta essa passividade. No adormecimento, soa mais forte essa voz ou, no outro (?) extremo, a dos que consideram que o campus deve ser uma extensão dos condomínios fechados ou dos prédios de luxo que sonham com habitar ou habitam, longe dos perigos da pobreza, das raças, das minorais, da “gente diferenciada”.

Porém, o resultado da assembléia estudantil que votou a desocupação do prédio da FFLCH e a continuidade da mobilização, com outras formas, contra o projeto autoritário, é o primeiro sintoma, em muitos anos, da possibilidade de uma nova voz. Sua sintonia com o sentimento democrático que, apesar das provocações, prevaleceu na FFLCH, é auspiciosa. Em 2011 há novas vozes no mundo, e, afinal, a USP, e o Brasil, são parte dele. Irremediavelmente otimista, aposto nisso. No quê, se não?

Adrián Pablo Fanjul é professor do Departamento de Letras Modernas da FFLCH/USP

Leia também:

PM na USP: Reitoria afirma que funcionários concordaram, eles negam

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17 comentários

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USP, projeto totalitário, tiros no pé – Adrián Fanjul « Ágora

06 de dezembro de 2011 às 01h11

[…] publicado no blog VI O MUNDO, em 3 de novembro de 2011 às […]

Responder

Intransigência da Reitoria da USP em dialogar pode produzir um verdadeiro massacre | Viomundo - O que você não vê na mídia

06 de novembro de 2011 às 12h07

[…] Adrián Fanjul: USP, projeto totalitário, tiros no pé […]

Responder

cronopio

04 de novembro de 2011 às 12h40

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

PRAVDA.RU

Em 2011, a cidade de São Paulo teve 629 pessoas mortas, sendo que 128 foi a própria polícia que matou. Entretanto, para escapar da fama de 'polícia assassina', a própria corporação alega que 60% dos confrontos no período não tiveram mortos.

A aposentada Valquíria Marques dos Santos, que teve o filho de 15 anos assassinado por um policial militar diz que "Os policiais que levaram meu menino continuam na ativa".

De cada cinco pessoas assassinadas na cidade de São Paulo em 2011, uma foi morta pela Polícia Militar. Os dados fazem parte de relatório da Secretaria da Segurança Pública do estado.

Nos primeiros meses do ano, entre janeiro e julho, 629 pessoas foram assassinadas na capital paulista. Deste total, 128 registros foram feitos como "pessoas mortas em confrontos com a Polícia Militar em serviço".

O tipo de ocorrência, conhecido em outros estados como "auto de resistência", é um indicativo de revides da Polícia Militar a ataque de criminosos ou enfrentamento em ação policial.

Dez policiais militares estão sendo investigados através de vídeos que registraram a violência policial. Dez policiais militares estão presos sob a suspeição de não socorrer assaltantes baleados pela própria polícia.

Em todo o estado de São Paulo, no primeiro semestre de 2011, foram registrados 2.241 homicídios. Desses, 241 foram cometidos por policiais, o que dá uma proporção de um assassinato pela PM para cada 9,3 cometidos por outros cidadãos.

A proporção de um assassinato cometido pela polícia para cada cinco que acontecem na cidade de São Paulo faz da Polícia Militar da capital paulista uma das policiais mais violentas do mundo.

Nos Estados Unidos, em 2009, foram registradas 406 mortes causadas por policiais em um total de 14.402 homicídios, o que significa que de cada 34 assassinatos um foi cometido pela polícia norte-americana. Na Argentina, de acordo com o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), em todo o ano de 2007 – os últimos dados disponíveis -, a região metropolitana de Buenos Aires (que tinha, à época, 12 milhões de habitantes) registrou 79 casos de pessoas mortas em confronto com a polícia.

Neste mesmo ano de 2007, só na capital paulista – excluídas as cidades da Grande São Paulo -, a PM registrou 203 mortes "em confronto". Moram na capital 11 milhões de habitantes.
(…)

Responder

Mário SF Aives

04 de novembro de 2011 às 09h49

E o recente movimento estudantil no Chile? Será que não inspiraria ninguém por aqui?

Responder

FrancoAtirador

03 de novembro de 2011 às 14h53

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Esta ação militar policialesca no espaço interno da Universidade, originada de um convênio da Reitoria da USP com o Governo do PSDB de São Paulo, tentou transformar a questão da segurança no espaço acadêmico em um faroeste caboclo, como diria o saudoso Renato Russo, uma luta de Mocinho x Bandido, nos moldes das estórias em quadrinhos da Marvel Comics, tipo SUPER-RODAS x PETRALHAS.

Aliás, isso já é praxe em todo o estado de São Paulo e em especial na capital paulista, embora não seja a única unidade da federação com este "modus operandi".

Neste caso, ao prender estudantes que estavam em paz no seu canto fumando um cigarro de maconha,

que muitos ignorantes no assunto ou mesmo mal-intencionados dizem que tornam o indivíduo ameaçador ou violento, portanto suscetível a cometer crimes, como se somente por ser um usuário de cannabis fosse, por si só, um potencial estuprador ou assassino,
quando, ao contrário, o THC na verdade entorpece, isto é, causa torpor e altera os reflexos, porque é um depressor do sistema nervoso central,
o que o SUPER-RODAS escamoteia, em conluio com o SUPER-XUXU, é a intenção de promover de fato a repressão política às livres e constitucionais manifestações de estudantes, professores e funcionários, em número cada vez maior, contrárias aos interesses da atual administração da USP.

Chegará o momento, porém, que esses falsos super-herois terão sua real face revelada e assim se verá com clareza que não passam de VENONS FASCISTAS.
.
.

Responder

    Mário SF Aives

    04 de novembro de 2011 às 09h44

    A depender deles, dos tais SUPER, o xuxu e o outro, a USP seria transformada numa província! Ou, trocando em miúdos, SERIA a desuniversalização da universidade, tranformando-a em uma província sujeita ao autoritarismo do Estado. É isso o que pretendem!

    FrancoAtirador

    05 de novembro de 2011 às 03h10

    .
    .
    São dois os principais objetivos da administração da USP:

    1) Manter o controle político, através da prepotência e do arbítrio;

    2) Direcionar a pesquisa científica para benefício do setor privado.
    .
    .

Zé Bolinha de Papel

03 de novembro de 2011 às 14h45

Lamento, mas eu tenho que mandar a nota. Hoje, 3/11, or volta das 12:30, uma garota, vestindo camiseta vermelha, distribuía na porta do bandejão um panfleto, com o título "Chamado à Assembleia Geral". Até aí, tudo bem, não tem problema, se a questão é angariar apoio, faz sentido.

PORÉM, vejamos o seu início: "Na última terça-feira, dia 1/11, a assembleia dos estudantes da USP DELIBEROU A OCUPAÇÃO DO PRÉDIO DA REITORIA", etc, etc.

Na boa, esse panfleto possui uma DESCARADA MENTIRA. Não foi isto o que se deliberou, mas a desocupação do prédio da Administração da FFLCH e do início das negociações relativas à questão da segurança no campus.

"Essa ocupação é uma continuidade da ocupação da Administração da FFLCH, que será desocupada como deliberado democraticamente", seguem números dos votos da assembleia. OUTRA DISTORÇÃO. E óbvia: a desocupação da FFLCH teve votação (448 contra; 559 a favor), mas o texto NÃO CITA NENHUM NÚMERO A RESPEITO DA SUPOSTA DELIBERAÇÃO DA OCUPAÇÃO DA REITORIA, que seria uma SEGUNDA DELIBERAÇÃO. Sabe, por mais que eu possa apoiar certas causas, não estou a fim de me relacionar com gente que, MENTINDO, subestima a inteligência de quem lê. Trata-se de "esquentar" a ação dos ocupantes que fizeram isto como minoria insatisfeita (mas com direito de agir, conforme lhe convier) como se fosse uma deliberação da Assembleia!

Sabe o que é pior? Ficam usando o nome de professores – como Chico de Oliveira – como "apoiadores" da ocupação à Reitoria sem ao menos CITAR A FONTE! Só uma foto medíocre, cuja origem é duvidosa. Tenha santa paciência!

Segue o texto (sic), quando chegamos à pérola: …"o PSOL e o PSTU se colocam ao lado da Reitoria". Epa, espera aí! Vamos pensar… não tenho a menor paixão por estes grupos, mas isto cheira a briga partidária. Qual o sentido? "Nós (que não somos PSTU e PSOL) fizemos a ocupação". E, aí, a gente vai "eliminando" os grupos… até descobrirmos o tapado que fez o texto horrível e mentiroso! Está fazendo essa ocupação para "prejudicar", inclusive, o nome de algum grupo no qual se opõe? Isso é molecagem. E tem mais: desconfio que os mesmos que fizeram essa monstruosidade textual plantaram o boato contra a Sandra Nitrini para justificar a ocupação na FFLCH.

A Reitoria não parou, pois a maioria das atividades essenciais continuam FORA da USP, em prédios já locados para tal há muito tempo. O SINTUSP sabe disso?

Aproveitem o tempo para ler o blog da Reitoria Ocupada, sobretudo os comentários da traquinagem pimpona. Com essa gente, o Rodas vai em céu de brigadeiro! É o que dá pensar e agir de modo tão estreito.

&lt ;http://ocupauspcontrarepressao.blogspot.com/2011/11/reitoria-ocupada.html#comments>

Responder

Zé Bolinha de Papel

03 de novembro de 2011 às 02h35

É curiosa a questão da "falsificação", pois, embora não fique claro no artigo quais são os sites ou grupos que divulgaram a nota fria (excluindo o SINTUSP), ela teria duas consequências: ou dividiria a FFLCH (professores x alunos) ou justificaria a ação. No caso do SINTUSP, de fato, ele tem que se retratar: deviam ter perguntado na fonte. (Manja fofoca? Só tem solução quando você se dirige ao fofocado e não ao fofoqueiro). Parece haver uma comunicação, no mínimo, precária entre professores, alunos e trabalhadores não docentes. Mesmo que soe "teoria da conspiração", é necessária uma estratégia de comunicação entre as partes, FAZÊ-LA FUNCIONAR a partir de pessoas confiáveis e pelos meios disponíveis (telefone, e-mail, programas de comunicação on-line) e EVITAR ATRAVESSADORES, evitar "telefone sem fio", informações de segunda ou terceira mão, sempre se reportar à fonte ou aos envolvidos, manter o sangue frio e não agir ao sabor dos acontecimentos. Em Unidades menores, fica mais fácil; em Unidades maiores – como a FFLCH – é preciso de uma divulgação "corpo a corpo", para saber que uma informação, um panfleto, um comunicado, tenha cara. Por outro lado, isto pode tornar alguns alunos visados demais. Logo, a internet e a montagem de blogs e divulgá-los corretamente tornam-se forma de "divulgação oficial" confiável. Nessas horas, comunicar-se e planejamento da ação são essenciais… sem esquecer do principal… sangue frio.

Responder

Daniel

03 de novembro de 2011 às 01h38

É só dar uma olhada no currículo Lattes do cidadão para ver que ele
deveria gastar mais tempo tentando emplacar um paper em uma
publicação decente, e menos fazendo panfletagem política.

Responder

    Lucas Gordon

    03 de novembro de 2011 às 03h44

    Você não parece ser uma boa pessoa, ordenando assim com o que desconhecidos deveriam ocupar suas vidas ou não. Certamente não passa uma boa imagem de sua forma de pensar a política.

    Adrián Fanjul

    03 de novembro de 2011 às 10h18

    Daniel, não sei o que você entende por "emplacar um paper", mas precisamente meu CV na plataforma Lattes mostra não poucos artigos nos últimos anos em periódicos muito bem avaliados no Qualis. E todos de autoria única, não costumo assinar trabalhos com dez co-autores para multiplicar linhas no curriculum. Você não tem nada a dizer sobre o conteúdo do que eu escrevi, além de tentar me desqualificar?

    Daniel

    03 de novembro de 2011 às 15h39

    Ok,

    "(…) resultado da assembléia estudantil que votou a desocupação do prédio da FFLCH e a continuidade da mobilização, com outras formas, contra o projeto autoritário, é o primeiro sintoma, em muitos anos, da possibilidade de uma nova voz. Sua sintonia com o sentimento democrático que, apesar das provocações, prevaleceu na FFLCH, é auspiciosa."

    Claro… como em todas as votações da assembléia, após serem derrotados da questão
    da invasão da FFLCH, fizeram uma votação, quando a maioria dos estudantes
    já havia saido, para votar a invasão da reitoria…

    Já vi isso uma centena de vezes na USP: grupos minoritários
    fazem quantas votações forem necessárias, até que o resultado desejado
    seja alcançado — e travestido, então, de "democrático". Misteriosamente,
    esses alunos parecem ter muito mais tempo livre que a maioria dos estudantes, para comparecerem
    com tamanha assiduidade nas votações.

    Do Estadão:

    "Após duas votações sem maioria expressiva, o comando da assembleia, formado por um diretor do DCE e uma representante do Centro Acadêmico da Letras, resolveu encerrar os trabalhos. Já passava de 23h30 e uma das primeiras deliberações da assembleia, por volta das 19h, era de que a reunião terminaria às 22h.

    Com isso, a maioria dos alunos que queria discutir os "eixos políticos" e o calendário de atividades se retirou. Mas logo em seguida um outro grupo de estudantes assumiu o comando da assembleia e começou nova reunião. Em nova votação, venceu a proposta de discutir a invasão da reitoria. Na derradeira votação, a maioria aprovou a ocupação do prédio da administração central."

    Thiago_Leal

    03 de novembro de 2011 às 17h03

    Daniel, o que você viu exatamente "centenas de vezes" na USP? Você, por acaso, faz parte dos alunos que insinua serem vagabundos por sacrificarem seu tempo à atividade política? Não parece. E se não está lá, o que é que você vê, então?

    Fabio SP

    04 de novembro de 2011 às 09h02

    Daniel, como você se atreve a ter um pensamento diferente dos "baderneiros" de lá? Lá é um espaço onde a multiplicidade de idéias é o berço do futuro do Brasil.
    Desde que você sempre pense do jeito deles.

    Everas

    03 de novembro de 2011 às 12h01

    "tentando emplacar um paper" – lamentável.
    Aprenda português.

    Polengo

    03 de novembro de 2011 às 12h58

    Você só pode estar falando do reitor, né?

    Aquele que o serra empurrou goela abaixo.


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