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Rede Feminista de Saúde alerta: A Rede Cegonha é retrocesso de 30 anos

05 de abril de 2011 às 18h17

por Conceição Lemes

A presidenta Dilma Rousseff lançou dia 28 de março, em Belo Horizonte (MG), a Rede Cegonha. Sobre ela o site do Ministério da Saúde informa:

Composta por um conjunto de medidas para garantir a todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado, seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida do bebê. As medidas previstas na Rede Cegonha abrangem a assistência obstétrica às mulheres – com foco na gravidez, no parto e pós-parto como também a assistência infantil (às crianças).

A Rede Cegonha contará com R$ 9,397 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde para investimentos até 2014. Estes recursos serão aplicados na construção de uma rede de cuidados primários à mulher e à criança.

Só que o bicho está pegando nos movimentos de mulheres e de saúde.

“A Rede Cegonha é no bojo da concepção de mulher-mala [mãe e filho no mesmo cestinho], antiga, antiga”, chia a médica e escritora Fátima Oliveira, que está nessa luta há mais de 30 anos.

A doutora Fátima é do Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR) e do Conselho Consultivo da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe (RSMLAC). De 2002 a 2006, foi secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde. Em outubro do ano passado, ela já havia manifestado essa preocupação no artigo Algumas ausências que foram paradigmáticas no debate eleitoral: “Numa olhada de relance nos discursos das campanhas à Presidência, a concepção de mulher-mala foi o tom das propostas para a ‘saúde feminina’. Foi de amargar… Ai, meus sais!”.

As cegonhas vão parir…tudo está resolvido! ”, ironiza a farmacêutica Clair Castilhos, professora do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que, seguida,  desabafa. “É profundamente doloroso que tenhamos que criticar a formulação e implantação de um programa do Ministério da Saúde voltado para nós mulheres. E o mais irônico e melancólico é que isto aconteça precisamente no momento em que temos um governo presidido por uma mulher com valorosa e digna trajetória política.”

“O conceito trazido pela Rede Cegonha é um retrocesso nas políticas com enfoque de gênero, saúde integral da mulher e direitos reprodutivos e sexuais”, alerta a cientista social Telia Negrão, secretária-executiva da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e diretora da RSMLAC,  em entrevista exclusiva ao Viomundo.

“A ideia da Rede Cegonha desumaniza o evento reprodutivo, quando retira das mulheres o papel de trazedoras dos filhos ao mundo”, critica Telia. “Em consequência, elas deixam também de ser detentoras dos direitos reprodutivos. Adetentora será a cegonha.”

Detalhe: a Rede Cegonha foi lançada em 28 de março; no dia 22, a sua proposta foi apresentada numa oficina de trabalho no Ministério da Saúde às agências governamentais e agências de saúde das Nações Unidas, à Rede Feminista e a pessoas da Pastoral da Criança da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“A presença da CNBB nos causou muito estranhamento”, observa Telia Negrão. “Se era para termos agremiações religiosas, por que só a CNBB? Infelizmente, parece uma sinalização da capacidade desses setores de influirem nas nossas políticas públicas. E isso fere profundamente o caráter laico do Estado brasileiro.”

A seguir a íntegra da entrevista que Telia Negrão concedeu a esta repórter. Vale a pena a conferir, para entender o pano de fundo da Rede Cegonha, suas implicações e por que os movimentos de feministas e de saúde a estão criticando.

Viomundo – Como a Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos recebeu o anúncio da Rede Cegonha?

Telia Negrão – Como um retrocesso. É a concepção materno-infantil de saúde da mulher, que criticamos há cerca de 30 anos, pois é reducionista. Na verdade, na campanha eleitoral do ano passado nós tivemos um primeiro sinal nesse sentido.

Viomundo – Explique melhor.

Telia Negrão — Na campanha eleitoral do ano passado, a Rede Feminista, como fez em eleições anteriores,  elaborou uma carta — A saúde das mulheres merece o teu voto — para os candidatos de todos níveis da disputa, deputados a presidente da Republica. Nela, reafirmamos mais uma vez o paradigma que defendemos há cerca de 30 anos no âmbito das políticas públicas de saúde: a atenção integral à saúde das mulheres, a garantia dos direitos sexuais e direitos reprodutivos como parte dos direitos humanos das mulheres, o enfoque de gênero, diversidade de raça e de etnia.

Num determinado momento disputa, porém, o aborto foi trazido para dentro da agenda campanha eleitoral pelos setores conservadores, porque sabiam da posição da então candidata Dilma, que era favorável à descriminalização do aborto.

Foi feita toda aquela  pressão para que ela recuasse na sua posição e garantisse  uma postura o mais aproximada possível da concepção materno-infantil, que consideramos uma posição limitada da saúde das mulheres, porque não leva em conta os ciclos de vida nem a possibilidade de as mulheres não desejarem a maternidade. Esse foi o primeiro momento.

Depois, ainda durante a campanha, soubemos que Dilma, em visita ao Rio de Janeiro, conheceu um projeto denominado Rede Cegonha, um serviço de transporte de grávidas para ganhar o bebê,  e se apaixonou pelo nome.  Pelo menos, foi a informação que tivemos de dentro da campanha.

Soubemos também que os marqueteiros consideraram então Rede Cegonha um bom nome para a proposta da atenção às mulheres no período gestação-parto-puerpério,  ou seja,  o período gravídico puerperal.  De forma que, ao final da campanha já se nota uma tendência à focalização da atenção materno-infantil em vez da atenção integral à saúde das mulheres. Ficou claro que corríamos o risco de nesse governo, frente às pressões dos setores conservadores, ser anunciada uma política com viés reducionista.

Viomundo – Mas esse período já é abordado pelas políticas públicas existentes no Brasil?

Telia Negrão – Sim. Temos o Plano Nacional de Humanização do Parto (PNHP) e uma  norma regulamentadora, a RDC 36,  que definem uma abordagem de como deve ser a atenção das mulheres no período gravídico-puerperal.  Outras políticas juntas constituem a Atenção aos Direitos Reprodutivos das Mulheres,  que engloba o planejamento reprodutivo, a anticoncepção de emergência, as políticas destinadas ao enfrentamento da violência sexual. Esse conjunto de ações chama-se Política Nacional dos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos das Mulheres Brasileiras.

Viomundo – E o ministro Alexandre Padilha?

Telia Negrão – Nós tivemos audiência com ele em Brasília, em13 de janeiro. Na ocasião, cobramos que o Ministério da Saúde reafirmasse a política de atenção integral à saúde e de direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Também que retomasse a discussão de temas extremamente importantes, como a mortalidade materna, os abortos inseguros, a prevenção do HIV.

O ministro nos garantiu que essas políticas seriam reafirmadas, embora já soubesse que teria de estruturar a Rede Cegonha. Disse que estruturaria essa proposta a partir da visão de integralidade.

No mês de fevereiro, soubemos que a proposta da Rede Cegonha já estava sendo construída. Nós contatamos então o ministério  e dissemos que gostaríamos de discutir  já na sua elaboração.

No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, emitimos uma nota, dizendo que queríamos saber o conteúdo da proposta. Ou seja, vimos que o gato estava subindo no telhado.

Em 22 de março – o lançamento foi no dia 28! –, a Rede Cegonha nos foi apresentada numa oficina de trabalho no Ministério da Saúde. Além das agências governamentais e agências de saúde das Nações Unidas, estiveram presentes uma integrante do Conselho Nacional de Saúde, uma do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, representado pela Abrasco [Associação Brasileira de Saúde Coletiva],  a Rede Feminista de Saúde  e pessoas da Pastoral da Criança da CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil]. A presença da CNBB nos causou muito estranhamento.

Viomundo – Da sociedade civil só a Rede Feminista e a CNBB?

Telia Negrão – Sim, isso obviamente produziu em nós uma estranheza. E quando a proposta foi apresentada, de imediato reagimos  com  uma análise crítica. Dissemos que o que tinha entrado na proposta era muito bom, pois visa à redução dos índices de mortalidade materna e de sequelas no período gravídico-puerperal,  que nos inquietam também.  Mas o que nos preocupou foi aquilo que não tinha sido incluído na proposta. Afinal, se havia um diagnóstico, por sinal muito bom, para cada item, deveria haver uma proposta correspondente.

Viomundo – E qual o diagnóstico?

Telia Negrão —  O primeiro ponto era o dado de aborto: 189 mil por ano. Na verdade, correspondem às curetagens realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS).  E a estimativa de 1 milhão de abortos provocados por ano, feitos em condições inseguras, decorrentes de falta de acesso das mulheres ao planejamento reprodutivo, falha do método contraceptivo e não cumprimento da norma técnica do Ministério da Saúde de violência sexual.  Essa norma define como deve ser feita a atenção aos agravos à violência sexual, incluindo o aborto,  e cria serviços de atendimento.

Esse ponto, porém, não tem no programa apresentado,  como correspondência, qualquer estratégia para garantir os serviços de aborto legal, tampouco qualquer estratégia com vistas à redução dos obstáculos para a realização da interrupção da gestação. Enfim, não há um enfrentamento correspondente a esse problema gravíssimo no Brasil.

Viomundo – Quer dizer, o Ministério da Saúde apresenta o diagnóstico 1 milhão de abortos provocados por ano, feitos em condições inseguras. Porém, paradoxalmente, quando vai tratar a questão se restringe à mulher que vai ter o bebê, não aborda a que não vai ter, é isso?

Telia Negrão — Exatamente. Não é uma política de direitos reprodutivos. É apenas uma boa política materno-infantil, pura e simplesmente para as mulheres que desejam ter filhos. As que não querem e engravidam, porque não conseguiram planejar ou o planejamento falhou, não são atendidas por essa política.

Portanto, o enfrentamento da mortalidade materna, um dos argumentos para a Rede Cegonha, não está baseado em evidências científicas. A política anunciada é só para as mulheres que querem filho ou aquelas que, mesmo que sem nenhuma condição, vão ter filho contra a própria vontade. Logo, não é uma política que considerou que há mulheres que engravidam e não desejam levar adiante aquela gestação ou que engravidaram em circunstâncias adversas à sua vontade.

Só que, no Brasil, desde 1983, quando foi instituída a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher [se chamava PAIMS, agora PNAIMS], essa é a diretriz nacional de atenção à saúde das mulheres.  Ela prevê que a atenção à saúde reprodutiva das mulheres tem de contemplar as que querem e as não querem ter filhos. Além disso, o Brasil é signatário de documentos internacionais, comprometendo-se com isso. Na próxima semana, haverá reunião em Nova York. O Brasil teria de estar lá, prestando contas.

Viomundo – Daí no início desta da entrevista a senhora ter dito que recebeu a Rede Cegonha como um retrocesso…

Telia Negrão – Infelizmente. Do ponto de vista de atenção integral à saúde das mulheres, que é nosso paradigma  desde a década de 1980, a Rede Cegonha  é reducionista, um retrocesso nas políticas de gênero, pois as mulheres deixam de ser sujeitas principais no evento reprodutivo, de estar no centro do processo.

Inclusive, a coordenação da Rede Cegonha é compartilhada com a área de atenção à saúde da criança e  não tem como ponto de partida a saúde das mulheres. Há uma mudança no próprio foco da política de atenção à maternidade no Brasil, até então pautada por uma visão de direitos reprodutivos e que levava em conta a maternidade das mulheres que não queriam ter aquele filho. A da Rede Cegonha, não.

Viomundo – A doutora Fátima Oliveira diz que a Rede Cegonha traz no bojo a concepção mulher-mala, já vem tudo embrulhadinho no mesmo pacote.

Telia Negrão – (Risos). Nem mala nem cegonha. Nós achamos que esse conceito de Rede Cegonha é muito desumanizador. Ele retira da mulher o papel de sujeito do evento reprodutivo.

A caracterização materno-infantil sempre foi a mulher barriguda, com o peito cheio, e o bebê: mulher como sujeito reprodutivo, afinal a gestação se dá no corpo das mulheres.

Portanto, essa ideia da Rede Cegonha desumaniza o evento reprodutivo, quando retira das mulheres o papel de trazedoras dos filhos ao mundo.   E ao retirar as mulheres  como sujeito do evento reprodutivo, elas deixam de ser também  detentoras dos direitos reprodutivos. A detentora será a cegonha.

A cegonha é um pássaro que não pertence nem à nossa fauna, europeu. Tudo vem prontinho, numa fraldinha, negando que a gestação é um processo humano, social, de nove meses vivido por mulheres. É um discurso muito antigo, mitificador, mentiroso, que não engana nem criancinha. Nem os bebês aceitam mais a velha cegonha. As crianças já sabem que o bebê vem da barriga da mãe.

Viomundo – E mulher-mala?

Telia Negrão – Esse conceito é emblemático,e eu não gosto dele. Nos remete a setores conservadores que  não aceitam o direito de a mulher decidir sobre a sua gravidez.  São contrários ao direito à interrupção da gestação.  Consideram que as mulheres são apenas hospedeiras de fetos.  É um argumento inclusive dos setores  vinculados à Igreja Católica mais conservadora.  É um conceito que vem no discurso dos setores que se dizem defensores da vida, quando, na verdade, são as mulheres que a defendem.

Acho horrível o conceito de mulher-hospedeira, porque retira das mulheres a capacidade de arbitrar, de exercer com autonomia as suas decisões. Assim como o conceito de mala que só carrega coisas dentro.

De modo que eu prefiro dizer que o conceito de Rede Cegonha é desumanizador, retira cidadania, retira direitos, quando as mulheres são simplesmente substituídas pela figura de uma cegonha.

Viomundo — A senhora acredita que esse conceito da Rede Cegonha decorra da interferência da Igreja Católica, como aconteceu na última eleição?

Telia Negrão – É possível. Eu preferiria acreditar que é um equívoco conceitual ou uma limitação da política pública, porque temo que o Estado brasileiro e as nossas políticas públicas estejam sendo influenciadas  pelas igrejas conservadoras. Mas, infelizmente, parece uma sinalização da capacidade desses setores de influirem na política pública. E isso fere profundamente o caráter laico do Estado brasileiro.

Viomundo — O fato de na reunião de apresentação da Rede Cegonha a CNBB estar  presente é um sinal de que se está ferindo o Estado laico?

Telia Negrão — A CNBB, ao lado de todas as agremiações religiosas brasileiras, tem direito de debater as políticas públicas. Agora, nós vimos com muita estranheza que apenas a CNBB estivesse representada  naquela reunião, por que não as outras agremiações religiosas também?

As representantes da CNBB não emitiram nenhuma opinião. Apenas ficaram assistindo à troca de argumentos entre setores do governo brasileiro, o movimento de mulheres e as agências de saúde das Nações Unidas, como a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). A OPAS se manifestou  em defesa da integralidade, em defesa do cumprimento da plataforma do Cairo, de 1994, que tem uma abrangência maior do que aquela colocada  no programa da Rede Cegonha.

A Rede Cegonha está muito aquém do Programa de  População e Desenvolvimento, do Cairo, do qual o Brasil é signatário. O programa do Cairo prevê que as políticas públicas de saúde pública reprodutiva devam refletir a garantia  dos direitos reprodutivos das mulheres. E os direitos reprodutivos das mulheres contemplam os direitos das mulheres que querem ter filhos e os direitos das mulheres que não querem ter filhos.

Viomundo – Se de um lado a Rede Cegonha vai possibilitar acesso a saúde de qualidade às mulheres que desejam ter filhos, de outro, ela ignora as mulheres que não querem. A senhora não teme que a sociedade passe a ver essa ação do movimento feminista como algo contra a população mais pobre, mais desassistida?

Telia Negrão — Não, porque quando defendemos que as políticas de saúde  reprodutiva devam ser amplas, estamos falando da grande maioria da população,  não estamos falando dos direitos das feministas.

Não são as feministas que abortam. Aliás, as mulheres que se declaram feministas possivelmente são as que menos abortam, porque  que têm acesso à informação e grande parte delas, aos insumos de saúde reprodutiva. Leia-se métodos contraceptivos.

As mulheres que têm as gestações não desejadas são as que necessitam SUS. São aquelas que não encontram no SUS informação, acesso a todos os insumos  de planejamento reprodutivo. São aquelas que quando  precisam fazer aborto, vão fazer aborto inseguro na aborteira ou na clínica clandestina. As outras mulheres, as que têm voz, quando precisam fazer aborto, procuram um hospital seguro. Eu, como pessoa privilegiada, se precisasse fazer um aborto, procuraria um bom hospital e pagaria para não correr o risco de morrer, porque é assim que funciona o aborto no Brasil.

As mulheres que têm dinheiro vão fazer o aborto nas clínicas mais sofisticadas e mais seguras. Quem precisa do SUS para planejamento familiar, anticoncepção de emergência e abortamento, são as mulheres pobres, as trabalhadoras  brasileiras.

Então, nós não estamos nos distanciando das mulheres comuns do Brasil. Na verdade,  a gente está mostrando que tem um outro lado,  que é o direito de não ter filhos.

Existe um medicamento que se chama misoprostol – o famoso Citotec — , que pode   diminuir o sofrimento de uma mulher que não quer ter filho com algumas pastilhas. No entanto,  a venda desse medicamento em farmácia está proibida no Brasil. Ele só pode ser utilizado em hospital com receita médica . No entanto, se eu tiver dinheiro, eu compro e tomo esse medicamento. Temos um grave problema de justiça social no país.

Consequentemente, eu acho que nós temos uma agenda ampla a ser debatida  no Brasil, que é mais do que melhorar as condições para as mulheres terem filhos. É oferecer às mulheres a possibilidade de terem os filhos que quiserem, quando quiserem, como quiserem, com quem quiserem, sempre nas melhores condições.

Viomundo – A Rede Cegonha é reducionista mesmo…

Telia Negrão — É uma visão reducionista dos direitos reprodutivos e da própria saúde saúde reprodutiva, que é mais do que o direito de ter filhos.  É o direito de ter ou não filhos.

As mulheres foram substituídas por um mito, o pássaro que carrega o bebê prontinho, comprometendo o próprio sentido da atenção humanizada no pré-natal, parto e puerpério. Uma subestimação dos avanços conceituais no campo dos direitos reprodutivos, como direitos humanos, infantilização do processo  reprodutivo centrado no bebê. Portanto, uma desumanização simbólica da política de saúde da mulher.

Viomundo – E agora?

Telia Negrão — Nós tivemos a garantia do Ministério da Saúde de que teremos 90 dias para continuar conversando sobre o conteúdo e a estratégia da Rede Cegonha. Estamos aguardando o recebimento do documento com a política como efetivamente foi anunciada. Em cima dele, elaboraremos propostas para a melhoria desse programa. Defendemos que essa política após sua versão definitiva  ou na versão atual seja encaminhada para discussão no Conselho Nacional de Saúde e no Conselho Nacional de Direitos da Mulher.

Viomundo — O ministro Padilha concordou?

Telia Negrão – No dia 22 de março, a nossa conversa não foi com o ministro, que estava em Belém (PA), anunciando um programa nacional de câncer cérvico-uterino e de mama, que nós saudamos.

Na verdade, saudamos duas grandes iniciativas: o posicionamento da presidenta Dilma sobre violência no dia 8 de março e a prioridade para o câncer.

Quanto ao programa de saúde reprodutiva, nós queremos que ele seja ampliado com a visão de saúde integral. Queremos a reafirmação do compromisso do governo brasileiro com a política de atenção à saúde integral das mulheres e o fortalecimento da área técnica de saúde da mulher. Essa é a nossa agenda.

Viomundo — Do jeito que foi apresentado não é o caminho?

Telia Negrão — Nós achamos, insisto, que reduziu o foco de um problema que é muito mais amplo do que foi abordado.

Desde 2006, quando foi criado o Pacto Nacional  pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, nós nos colocamos como defensoras de uma abordagem integral da problema mortalidade materna no Brasil. Isso significa abordar não só as causas obstétricas, mas também as vinculadas às desigualdades de gênero, ou seja , a violência contra as mulheres.

No Rio Grande do Sul, a violência é a primeira causa de morte de mulheres  no período da gestação e do puerpério. É também em Porto Alegre. Daí defendermos que a mortalidade materna seja vista dentro de visão mais ampla.

A forma como foi anunciada a Rede Cegonha, não ficou claro qual será o papel do Pacto Nacional , que foi a estratégia estabelecida para enfrentarmos e atingirmos as metas do milênio em relação à mortalidade materna. Infelizmente, a continuar apenas a visão obstétrica da Rede Cegonha, o Brasil não atingirá essas metas.

PS do Viomundo: A Rede Cegonha foi lançada em 28 de março. Desde o dia 29, tento ouvir o Ministério da Saúde  sobre o tema. Foram vários e-mails e ligações para Brasília. A pessoa responsável está sem agenda para conceder a entrevista. Essa é a resposta que a assessoria de imprensa tem dado há dez dias. Hoje, 6 de abril, tentei novamente.   Ainda nada. Conceição Lemes

Leia aqui o pedido da doutora Clair Castilhos à presidenta Dilma para que ouça as mulheres em relação à Rede Cegonha.

Leia aqui o artigo da doutora Fátima Oliveira sobre as práticas zooterapêuticas.

 

161 Comentários escrever comentário »

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Cadastro de gestantes e bolsa-chocadeira | Cynthia Semíramis

09/09/2014 - 22h00

[…] inseguras, toda a política do programa era voltada somente para a mulher que vai ter o bebê, sem qualquer concepção de direitos reprodutivos como totalidade. Desde o nome do programa (Rede “Cegonha”, enfatizando a ideia de que a mulher seria um simples […]

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Os direitos das mulheres só existem quando o Estado é laico « Cynthia Semíramis

07/08/2012 - 11h12

[…] (bolsa-estupro, cadastro de gestantes, para ficar nos mais óbvios). Políticas públicas (como a Rede Cegonha e a recente Medida Provisória 557 para cadastramento de gestantes) estão sendo desenvolvidas com […]

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micheli

26/04/2012 - 16h33

Acredito que quem postou essa matéria esta muito mal informado, pois trabalho em uma instituição de saúde e a proposta do rede cegonha vem sendo articulada e trabalhada há mais de dois anos. Um projeto muito bem estruturado que vai priorizar o atendimento as gestantes e paturientes, proporcionando um atendimento de qualidade.

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Maria José Rosado: O que é isso, Presidenta?

04/01/2012 - 23h01

[…] Rede Feminista de Saúde alerta: A Rede Cegonha é retrocesso de 30 anos Caso deseje deixar um comentário, clique aqui […]

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Cadastro de gestantes e bolsa-chocadeira, por Cynthia Semíramis e Idelber Avelar | Idelber Avelar | Revista Fórum

04/01/2012 - 21h59

[…] inseguras, toda a política do programa era voltada somente para a mulher que vai ter o bebê, sem qualquer concepção de direitos reprodutivos como totalidade. Desde o nome do programa (Rede “Cegonha”, enfatizando a ideia de que a mulher seria um simples […]

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Lorenna

10/12/2011 - 03h27

Bom, o que falta pro brasileiro é conhecimento mesmo, educação. Tanto para estes "entendidos" que aqui contribuiram nos comentários e mostraram o seu senso comum e sua alienação, por parte do grande conhecimento advindo das discussões de programa de auditório ou do renomado Fantastico, da tv globo, formadora de opiniões leigas e mediocres; como também para aquela população com escassa compreensão, que não assimila nem o procedimento mais simplório, como colocar uma camisinha. Parece piada de humor negro, mas acontece com certa frequencia e é motivo de deboche e tema de confraternização de fim de ano dos figurinhas da saúde!

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O Governo da primeira presidenta não é um governo para as mulheres!Blogueiras Feministas | Blogueiras Feministas

19/11/2011 - 10h26

[…] No início do governo também se fez muito alarde sobre o Programa Rede Cegonha e as feministas logo disseram que apesar de ser importante o Programa não atende as mu… Além disso, o programa de novo silencia sobre o maior problema de mortalidade materna: o […]

Responder

Estado laico = mulheres livres « Cynthia Semíramis

16/09/2011 - 11h38

[…] (bolsa-estupro, cadastro de gestantes, para ficar nos mais óbvios). Políticas públicas (como a Rede Cegonha) estão sendo desenvolvidas com prioridade, reforçando a maternidade e ignorando outras […]

Responder

Telia Negrão: Portaria da Rede Cegonha deixa a desejar | Viomundo - O que você não vê na mídia

31/07/2011 - 23h47

[…] – Logo após o lançamento da Rede Cegonha, a Rede Feminista de Saúde denunciou que a proposta era reducionista e representava retrocesso de 30…. E agora, com a portaria publicada e a Rede Cegonha […]

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@renatofelipe

20/07/2011 - 17h03

Nossa, que perca de tempo essa matéria! O programa vem em uma hora boa para se reduzir o mais rápido possível a mortalidade infantil. Agora eu vejo uma crítica ao programa, pois não acharam o nome adequado ? Caramba, aonde vamos parar ? Então quer dizer, que se o nome "Bolsa Família" não tivesse sido aprovados por estas pessoas acima que deram entrevistas, mesmo ele tirando 29 milhões de pessoas da miséria, seria um programa que não presta, pois o nome não é mais indicado para a política pública.

Estou perplexo com tamanha bobeira no início. Tomara que o programa mostre a sua verdade essência e mostre ao povo e a estes críticos que não contribuíram em nada, como se faz uma política pública bem resolvida para a população.

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Télia Negrão: “Rede Cegonha é um retrocesso de 30 anos nas políticas de gênero, saúde da mulher, direitos reprodutivos e sexuais”

09/05/2011 - 20h31

[…] Télia Negrão: “Rede Cegonha é um retrocesso de 30 anos nas políticas de gênero, saúde da mulher, direitos reprodutivos e sexuais”By saudeedilma – 05/04/2011Postado em: Entrevistas, Equipe do Blog, z Tweetde VioMundo […]

Responder

Fátima Oliveira pergunta: Como será enfrentada a morte decorrente de um aborto inseguro pela Rede Cegonha? | Maria Frô

05/05/2011 - 13h54

[…] a secretária-executiva da Rede Feminista, uma semana antes do lançamento houve uma oficina de trabalho, organizada pelo Ministério. […]

Responder

Rede Cegonha: saúde feminina se reduz à maternidade e o aborto seguro? | Viomundo - O que você não vê na mídia

05/05/2011 - 13h42

[…] a secretária-executiva da Rede Feminista, uma semana antes do lançamento houve uma oficina de trabalho, organizada pelo Ministério. […]

Responder

mariana

04/05/2011 - 07h51

Onde consigo encontrar as diretrizes desta política?
Obrigada!

Responder

Rede Cegonha recebe apoio da Frente Parlamentar Contra o Aborto | Viomundo - O que você não vê na mídia

28/04/2011 - 00h11

[…] Leia aqui o alerta de Telia Negrão, secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde. […]

Responder

Entrevista sobre Rede Cegonha com Esther Vilela, do MS « Blog Saúde com Dilma

17/04/2011 - 07h56

[…] Leia aqui o alerta de Telia Negrão, secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde, sobre A Rede…. […]

Responder

Fátima Oliveira: Ministério da Saúde adoça a boca do Vaticano | Viomundo - O que você não vê na mídia

15/04/2011 - 18h07

[…] Leia aqui o alerta de Telia Negrão, secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde, sobre A Rede Cegonha. […]

Responder

Jôs

12/04/2011 - 13h03

Não vejo um problema em se criar um programa que dê atendimento especializado às milhares de mulheres que hoje tem seu parto realizado nos corredores dos hospitais. Não acho que isto signifique jogar fora uma política mais ampla de saúde voltada para a proteção dos direitos das mulheres. Como encarar isto um retrocesso, se ainda vemos mulheres sem atendimento básico e acompanhamentos pré-natal? Como recriminar a não inclusão da realização de abortos sem a efetivação de uma reforma legal? Quanto mais a sociedade avançar , maior o escopo da atuação do governo para assegurar os direitos reprodutivos. Mas acreditar que isto poderá ser feito por decreto é ingenuidade ou má-fé.
Aliás, focar a crítica no nome ao invés de colocar o dedo na ferida é uma grande bobagem.

Responder

Os 100 dias de Dilma e os 180 do blogue | A Tal Mineira – Blog da Sulamita

12/04/2011 - 03h41

[…] Contudo, é nas questões relativas à saúde da mulher, exatamente, onde o governo Dilma Roussef coleciona polêmicas. Pelo menos, na ótica dos movimentos feministas e de mulheres. A Rede Cegonha, voltada para a saúde de mães e bebês, por exemplo, é duramente criticada em entrevista de Telia Negrão, secretária-Executiva da Rede Feminista de Saúde a Conceição Lemes, do Vi o Mundo. […]

Responder

Maite

10/04/2011 - 23h35

Como que uma política de saúde pode contemplar o aborto se aborto é crime? Enquanto a lei for essa não tem como. E ficar reclamando do nome… ah que palhaçada !!!

Responder

    francine

    05/07/2012 - 22h51

    concordo!
    no nosso pais o aborto provocado é ilegal,fora os feitos por decisão judicial,oriundos de violência sexual.as pessoas devem primeiro questionar o problema da contracepção,se engravidou foi porque não utilizou preservativo e contraceptivo!pra isso que existe pílula do dia seguinte, e é distribuído pelo SUS!

Mary

09/04/2011 - 23h25

Agora parece que li algo da "velha mídia", quando até para uma boa notícia vem sempre em seguida um "MAS".

Misturar alhos com bugalhos e departamentos diferentes não me parece bom negócio, mas……………………………

Cada um é cada um, ou cada cabeça, uma sentença.

Responder

Pedro1

09/04/2011 - 11h37

Juro que não to entendendo nada. Ia ser interessante críticas mais claras, num artigo bem construído. Melhor do que uma coisa sem sentido, que se alterna entre critcar o nome cegonha e dizer que é um retrocesseo. Tem um problema maior do que o nome? Eu não sei. O artigo não me disse.

Responder

Fátima Oliveira: Dilma, a Rede Cegonha e os dilemas de Dona Lô | Viomundo - O que você não vê na mídia

08/04/2011 - 11h17

[…] Leia aqui a entrevista de Telia Negrão, secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde, que alerta: A Rede Cegonha é um retrocesso de 30 anos na atenção à saúde integral à mulher, nos direitos reprodutivos e sexuais. A doutora Fátima Oliveira assina embaixo. […]

Responder

Digger

07/04/2011 - 20h20

Pela primeira vez fui cerceado no seu blog! Não sei por que motivo. Dei a minha opinião sem ofender ninguém.

Responder

Dilma e a Rede Cegonha & Dilemas de Dona Lô… « Blog Saúde com Dilma

07/04/2011 - 19h25

[…] entendidas no assunto. E sou forçada a reconhecer que elas têm toda a razão do mundo. Estou com elas e não abro! Na época Dona Lô não deu muita bola. Imaginou que era o escape possível do acirramento do […]

Responder

Messias de Freitas

07/04/2011 - 16h25

Cecília Porto o que pegou, não duvido nem um pouco, foi a falta de informação, o desconhecimento da maioria dos comentaristas da políticas existentes sobre saúde da mulher no governo Lula. Aliás eu acho que nem o ministro Padilha domina bem a área, nem os ecretário executivo do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, que passou uma vida sendo secretátio de saúde de Belo Horizonte e não foi dos melhores.
Em minha modesta opinião ambos deveriam ter informado à presidenta que o Programa Rede Cegonha deveria ser um programa de assistência social complementar ao Pacto nacional contra a morte materna e neonatal. E aí sim, trabalhar a promessa de campanha da presidenta, Rede Cegonha, um sonho louvável, DENTRO do que já havia nas políticas de saúde para as mulheres e para as crianças.

Responder

Cecília Porto

07/04/2011 - 12h37

Não consegui entender o que pegou, se foi a cegonha, se questões de gênero, se a presença do bispo. Mas a crítica da moça entrevistada não tem pé nem cabeça.

Responder

leila maria

07/04/2011 - 11h02

Douglas da Mata, não há o que retrucar. Combinamos em 99% do que sabermos ser melhor e, acredite, assinaria o seu comentário como sendo meu. Reclamei de espaço no blog, entende? É importante saber que entendes de mulher. Tua chefe (a) sendo a Delegada Martha Rocha e, convivendo com as tuas três outras "delegadas em casa", reforça o que penso.
Nas linhas e entrelinhas da entrevista, entenderás o que li e senti. Você já viu postinhos com programas de atendimento geriátrico?
Querer um estado laico, também é meu sonho.
Estou contigo! Meu abraço.

Responder

Ana cruzzeli

07/04/2011 - 09h31

Azenha,
Há grande equivoco por parte da entrevistada. Rede cegonha é para proteger a mãe, ou seja a mulher que quer ter filho. A mulher que não quer ter filhos e em ultimo caso praticar o oborto ¨legal¨ tem que fazer suas reenvindicações em outro departamento.
Ate hoje não vi mulher alguma que foi atendido pelo SUS em tratamento de curetagem ser criminalizada, nem sequer processada por pratica do aborto. Sabe por que Azenha?
Porque não se pode afirmar com toda a certeza que o aborto foi provocado, logo a questão não é essa e a entrevistada quer confundir.
A tese da entrevistada e muitas outras pessoas, é de que muitas pobres morrem em aborto clandestino e que nos países onde o aborto foi liberado o aborto diminuiu.
Azenha em uma proxima entrevista peça a Conceição que pergunte a essa medica se ela tem dados comparativos de como o numero de adoções de bebes aumentou quanto mais diminuia o aborto e países que liberaram tal prática. Você terá uma grande surpresa. NENHUMA dessas pessoas terão tal dado pois isso nunca aconteceu, ninguem quer explicar isso, pois derrubaria por terra tais defensores.
Só para aguçar a curiosidade. Aquele filme JUNO onde uma adolescente estadunidense decide entregar seu filho para adoção ele mostra que a adoção deixou de ser tabu nesses paises, fala-se abertamente sobre adoção, aqui no Brasil é tabu eu posso garantir. Durante a campanha de 2010, fiz vários comentários provocativos em vários blogs e um deles foi lá no VERMELHO. Uma cara leu e foi para o confronto só faltou atirar na minha cabeça quando eu falei da adoção. No Brasil o aborto não é tabu a adoção é…
Nos EUA o aborto diminuiu porque grande maioria dos abortos eram praticadas por adolescentes, quando houve a liberalização do aborto houve um constrangimento, as menores tinham que pedir autorização do responsável para tal pratica. Foi daí que as adoções aumentaram pois os pais acabam decidindo que o melhor e doar .

P.S. Não estou nem aí para as mulheres casadas que fazem aborto, elas nunca morreram e nunca morrerão. Minha preocupação é com a jovem, negra e pobre. Essa sim não tem outro caminho a não ser o aborto. Agora se houver uma politica de proteção a essas jovens posso garantir que nosso resultado será muito melhor que dos países da OTAN, só precisamos acabar com o tabu da adoção e facilitar esse caminho.
P.S.2 não estou nem aí para as mulheres casadas que fazem aborto,contudo se analisarmos nossa constituição e a Declaração universal dos direitos humanos, vamos ver que tal liberação vai contra isso tudo.
P.S.3 não estou nem aí para as mulheres casadas que fazem aborto, contudo fico preocupada com a intromissão das empresas que ganham muito dinheiro com o aborto, as farmaceuticas.
P.S.4 não estou nem aí para as mulheres casadas que fazem aborto, contudo estou atrás da verdade e não confio nos dados estadunidenses, canadenses e europeus, pois são países que mentiram muito no passado e não só na parte financeiro. Todos os negocios dos paises da OTAN tem suspeitas de camuflagem de dados.
P.S.5 não estou nem aí para as mulheres casadas que fazem aborto, mas com relação ao P.S. 3 vários pessoas e vários argumentos virão de que o feto não está coberto pelos direitos humanos e aí voltaremos a questão , a pergunta feita pela CNBB, onde começa a vida? Como eu sou seguidora de Rui Barbosa e tudo o que eu analiso é sobre a otica legal, a dor alheia me desculpe não me atingi, pois é fisicamente impossivel ( por mais que eu tente jamais saberei o que é o aborto, pois nunca engravidei), eu vou mais longe: Podemos considerar que um feto está coberto pelos direitos humanos? A questão do aborto não é só de saude publica, devemos tomar muito cuidado ao ultrapassar essa porta, pois pode não ter volta, dezenas de outras saidas devem ser tentadas, partir para a ultima fere a logica.

Responder

beattrice

07/04/2011 - 00h53

Conceição
Reitero a sugestão de que se apresente ao debate um histórico de como a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher se construiu e seus avanços anteriores. Parece haver muita desinformação, de acordo com os comentários, quanto ao histórico de lutas, não somente dos movimentos sociais voltados para a mulher, mas também dos movimentos na área de saúde.

Responder

    Conceição Lemes

    07/04/2011 - 08h45

    Beattrice, já estou providenciando. bjs

Mabel Cintra

07/04/2011 - 00h42

O debate ferveu. Além do debate que acrescenta muito para quem dele participou, o assunto caiu na web, deixou o esconderijo eo governo deve ter tirado o cavalinhoda chuva. O recado está dado

Responder

Cortez

07/04/2011 - 00h39

“O conceito trazido pela Rede Cegonha é um retrocesso nas políticas com enfoque de gênero, saúde integral da mulher e direitos reprodutivos e sexuais”

Um programa de apoio à gestante é só para mulheres, portanto tem enfoque em gênero. A saúde na gravidez e nos primeiros meses com o bebê é uma parte importantíssima da saúde integral da mulher, e o programa não traz nenhum impedimento aos direitos sexuais da mulher. Direitos reprodutivos é um conceito ao qual não estou familiarizado, desculpe.

Responder

    Conceição Lemes

    07/04/2011 - 08h52

    Cortez, é reducionista. Abs

Fabio_Passos

06/04/2011 - 22h34

Impressionante e ultrajante os comentários.

O fato é que o ministério da saúde mente.

"Composta por um conjunto de medidas para garantir a todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado, seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez…."

Mentira!

Cerca de 1 milhão de mulheres todo ano, após confirmação da gravidez, não terão NENHUM atendimento adequado, seguro e humanizado.

O pior é que o ministro sabe disso.
A presidenta sabe disso.
E fingem que não é com eles… por pressão de grupos da extrema direita mais atrasada que existe.

Responder

    Mariele

    07/04/2011 - 00h15

    Que grupos são esses, tio?

    Fabio_Passos

    07/04/2011 - 18h15

    tio não, pô!
    vô.

    Os mesmos grupos que apoiaram josé serra: A ala ultra-conservadora da igreja católica, pastores evangélicos medievais, mídia-corporativa (globo, veja, estadão, fsp)…

    Perderam as eleições mas determinam as politicas do governo.

Jair Almansur

06/04/2011 - 22h28

E a política externa de curvatura aos interesses do EU, é um retrocesso ou o que? E a política agrícola rifando a reforma agrária é o que? Com essa 'esquerda' no poder o Brasil não precisa de direita.

Responder

leonardo

06/04/2011 - 21h23

ah, esqueci uma coisa…
Não se pode reduzir uma questão que já preocupava gente antes do advento do cristianismo (falo do aborto) à simples decisão da mulher sobre "sua" gravidez. Como se a gravidez fosse como uma coisa que a mulher "pega". Questões como esta envolvem uma série de variantes. leia-se o juramento de hipócrates. Por mais que se acuse os movimentos religiosos, por vezes com razão, a saída não é simplesmente inverter as coisas. Em matéria de direito, ainda nos fundamentamos no cristianismo (digo o ocidente, inclusive as que defendem que a mulher tenha o direito de decidir). Para dizer isso, baseio-me em pensadores como Onfray e Vattimo. dois ateus.
Enquanto isso…
reclamemos sem saber contra o que

Responder

    Fabio_Passos

    06/04/2011 - 23h58

    Como sem saber contra o que?

    Reclamar de um ministério da saúde que nega atendimento de saúde a 1 milhão de mulheres a cada ano.

    Mulheres pobres. Para mulheres ricas o aborto é liberado.

Fabio_Passos

06/04/2011 - 19h04

Uma pena que a direita conservadora determine as ações de governo inclusive na saúde.
1 milhão de abortos todo ano sem assistência decente… e o governo faz que não vê.

Responder

walsil

06/04/2011 - 17h52

Todo centro da questão é o aborto que não foi incluido dentro do programa, pois já temos outros programas, tipo saúde de mulher que vem avançando. Não tenho opinião formada sobre o aborto, mas, caramba, temos mecanismos para evitar chegar a esta fase: camisinhas, anticoncepcionais (várias formulações), pílula do dia seguinte. Por que não investir pesado na conscientização da população para evitarmos que cheguemos a fase do aborto? Acredito que este deve ser o caminho. É menos doloroso, menos traumático e mais humano.

Responder

    beattrice

    06/04/2011 - 20h26

    É preciso que as pessoas que se posicionam contra a descriminalização do aborto compreendam que:
    1) a descriminalização não o torna obrigatório
    2) a descriminalização apenas corrige uma grave distorção socio-economica segundo a qual quem pode faz e paga, quem não pode, faz e morre
    3) a descriminalização não induz ninguém a fazer, quem faria, faz, quem não faria não vai fazer
    4) a descriminalização se insere na política reprodutiva e dos direitos da mulher, de modo que permite orientação em larga escala e de forma mais direta quanto a TODOS os métodos anticoncepcionais.

Mariele

06/04/2011 - 15h53

Se a Presidenta Dilma falou que o programa é bom, vamos dar um voto de confiança, gente.
Vão querer saber mais que ela o que é bom para o País?

Responder

    beattrice

    06/04/2011 - 20h28

    Por favor, argumento da autoridade: "fulano ou sicrano sabe mais porque sim" é algo que já foi reduzido a nada no fim da monarquia absoluta.

Marco Barreira

06/04/2011 - 14h45

Respeitado o entendimento da autora do artigo,é necessário procurar simplificar as formulas de saúde pública. Teorias ajudam a construir, mais é necessário observar quem serão os beneficiários. Não adianta ter ideias formidaveis se elas não são exequiveis. Quanto ao nome nada constribui ou prejudica a finalidade do programa. Só não poderia se chamar rede tucanos. Quanto a participação da CNBB a mesma é legitima como a participação da rede feminina, todos colaborando com seu ponto de vista na busca do fim comum.

Responder

    beattrice

    06/04/2011 - 20h29

    O estado é laico, e política pública não deve escutar setores religiosos para ser definida.

fabrib60

06/04/2011 - 14h10

Interessante é o título da matéria, dizendo que a rede cegonha é um retrocesso de 30 anos. Então, as políticas de saúde para mulher de, por exemplo, Serra quando Min. da Saúde eram mais avançadas do que as atuais? Vamos criticar, mas que se tenha ao menos coerência…

Responder

    David

    06/04/2011 - 15h21

    Se você ler a entrevista em nenhum momento a entrevistada diz que o programa é um retrocesso de 30 anos no que diz respeito aos programas atuais. O título dá uma falsa impressão sobre a matéria. A entrevistada diz ser um retrocesso com relação ao que ela defende há 30 anos. Por isso indago à autora da matéria, quais são os retrocessos do programa? Retrocessos com relação ao que se imaginou que era o que a presidenta imagina, ou houve algum retrocesso real com relação ao que temos na atualizadade? Quais são os retrocessos?

    Conceição Lemes

    06/04/2011 - 17h38

    David, mas é que esse conceito de atenção à saúde da mulher foi implantado há cerca de 30 anos anos. Lá, atrás, era algo avançado. O conceito da Rede agora é uma volta ao passado. David, outra coisa. Todas as entrevistadas torcem pra que o governo Dilma dê certo. Todas elas suaram a camisa na eleição passada pra defender a Dilma da campanha disseminada pelos setores mais conservadores da Igreja Católica. Eu vou fazer uma matéria apontando esses pontos que vc questiona. É importante debatermos. Abs

douglas da mata

06/04/2011 - 14h00

Cara Leila,

Eu não consegui ver o seu comentário, o que me tolheu a possibilidade de retrucá-lo. Mas eu vou escrever algo mais, pois ainda sinto certo desconforto, e creio que o debate ficou meio deslocado.
Há uma certa dificuldade na internet e na blogosfera de promover o debate, no qual as referências pessoais sempre são rarefeitas, ou seja, é impossível visualizar "QUEM" fala, e desse jeito, situarmos o tom certo da crítica e réplicas.
Eu resolvi isso me atendo às idéias, e não a quem as escreve.
Mas nesse tema, como em outros que lidam com gênero, etnias ou preconceitos, é preciso situar algumas coisas:
1. Não sou um "feminista" orgânico, mas convivo com três mulheres em casa, minha chefe imediata é uma delegada, a chefe de minha instituição é a delegada Martha Rocha, e aprendi que há um processo desejável e irreversivel: As mulheres são iguais com necessidades diferentes. Isso é ótimo, e torna a vida muito mais fácil, embora, como em todas as relações interpessoais, há de se ter atritos. Não medio esses conflitos pelo gênero, e faço por convicção, acredite você ou não.
2. Eu não conheço (a fundo) a programa Rede Cegonha, e creio que salvo os técnicos responsáveis, ninguém conhece bem, a não ser os "símbolos" ou referências públicas, como nome, público alvo, prinicipais parceiros, etc.
Isso é que dá a cara política ao programa, logo reduzir todo o processo de formulação e ampliação da rede de atendimento e execução de políticas públicas a um(01)programa, e criticá-lo pelo "nome de fantasia" é, isso sim, um retrocesso de mais de 30 anos.
3. É fato: A saúde da mulher não avançou na mesma medida que outros indicadores, e lembremos: Vocês ainda ganham menos pelo mesmo serviço, são ínfima minoria nos cargos de chefia (público e privados), e são vítimas de um tipo específico de violência, que insiste em crescer.
4. Logo, uma iniciativa como essa não encerrará todas as demandas, mas é muito mais uma sinalização de trato GLOBAL e UNIVERSAL do Estado com a saúde feminina, e como esses programas pretendem a adesão das mulheres, o nome, a aproximação com Igrejas é mais que inteligível. `É uma direção, e não uma panacéia.
5. Sou ateu, e brigo pelo Estado Laico, sou contra atpe escola católica ou adventista ou qualquer outra, mas depois da eleição da Dilma, e dos 44 milhões de votos na agenda conservadora-cristã, eu aprendi algo: Nosso Estado é "laico-esquizofrênico", pois no preâmbulo da CRFB/88 está lá: Acreditamos em Deus. Os temas colocados pela entrevistada como signo de retrocesso, são delicados e mostraram todo seu potencial de dano, quer seja no capital político, quer seja como demarcador de uma fronteira que cinje a sociedade. Ou seja, eu quero um Estado longe da religião, e onde temas de saúde saiam da esfera moral-religiosa, dentre outros, mas a realidade e os fatos me dizem que vamos ter que mediar nossos interesses com o dos "outros", e esses "outros" são a imensa maioria, e precisamos negociar, isso é Democracia, gostemos ou não. Ou vamos começar a colocar "bombas em Igrejas e outros prédios religiosos"(isso é uma metáfora, por favor)?
Creia: Violência física, em alguns casos, se confunde com violência retórica, e essas nunca são boas soluções para conflitos, por mais legítimas que sejam as causas.

Um abraço

Responder

waleria

06/04/2011 - 13h26

Bem que eu não acredito em Cegonha faz tempo!

Hahahaha!

Responder

ANA

06/04/2011 - 13h22

Um termo se liga a um conceito que pode ou não esconder uma intenção. Nesse assunto, confesso minha total ignorância. Outras vozes poderiam falar?

Responder

    douglas da mata

    06/04/2011 - 15h15

    ANA,

    Pode e não pode, e isso depende de quem propõe, mas muito mais de quem ouve (como diria Bordieu). Logo, eu acho que o governo tentou resumir(ou simbolizar, é melhor) seu programa em algo tangível, inteligível, acessível e amplo, e isso pode ser entendido no termo "cegonha". Porque programa de saúde pública de caráter preventivo tem uam variável que é muito importante: Adesão. Não adianta tudo funcionar e a mulher não aderir e comparecer ao posto de saúde.
    Mas eu não creio, e isso é minha livre interpretação, que o governo pretenda ir além, ou seja: resumir toda a sua política, o insucesso ou sucesso dela a um termo. Acho que o governo passado e esse governo(que continua o anterior, embora alguns duvidem)já revelaram isso, inclusive em outras iniciativas.
    Mas o problema é que a crítica acentuou o aspecto simbólico do termo e do alcance do programa para fazer o contraponto, que ao invés de ampliar o debate, estreita e cheira a oportunismo ou luta política intra-palaciana.

    Mas eu posso, e quase sempre estou, errado.

    Abraços.

    Abraços.

Nilson U. Almeida

06/04/2011 - 13h11

Pelo que entendi da entrevista a Dona Télia Negrão está preocupada com a semântica do nome do programa. Até então eu acreditava que gestação e dar a luz era questão fundamental de saúde pública, e que o governo com esse programa esta investindo.

Nilson

Responder

    Conceição Lemes

    06/04/2011 - 13h14

    Nao, Nilson. A preocupação da Telia é com a atenção integral à saúde da mulher, em todas as fases da vida.

EFE

06/04/2011 - 13h06

Para todo projeto há, sempre, espaço para melhorias. As melhorias são contempladas em outra fase do projeto. Melhorias fazem parte de um processo contínuo em qualquer projeto. Achar que um projeto é fechado a melhorias mostra o seu nível de entendimento; é outra cegueira mental dessa senhora.

Responder

    Conceição Lemes

    06/04/2011 - 13h16

    Efe, se vc tivesse lido toda a entrevista saberia que a Rede Feminista de Saúde solicitou 90 dias para apresentações à proposta do MS. abs

    David

    06/04/2011 - 15h24

    Na minha opinião o problema é que o título da matéria ficou tão sensacionalista que ofusca o conteúdo da entrevista.

leila maria

06/04/2011 - 12h50

Mil perdões, Conceição! Não cerro fileiras em nenhuma frente, mas, convenhamos, o assunto é palpitante. E sério!
Até o final do dia, com certeza, meu provedor estará no paredão de fuzilamento.
Novamente um abraço para o Azenha e outro para você.
Vamos ouvir os contraditórios, certo?

Responder

@Digger_1612

06/04/2011 - 12h27

Perdoem-me as feministas -, mas estão confundindo as coisas. O aborto no Brasil é proibido… A não ser em casos de risco de vida da gestante ou estupro. Inclusive esta permissão da qual eu concordo, se deve a uma normatização assinada pelo então ministro da saúde José Serra. __Este programa do governo é muito bom, irá beneficiar muitas mulheres, dando o apoio necessário num dos momentos e períodos mais importantes da vida dessas mães e futuras mães. Não se deve colocar no mesmo programa, coisas bem distintas: concepção, nascimento, vida -, com aborto, morte. __Esta é a minha opinião. __E o nome cegonha deve ter sido escolhido, devido a uma cultura antiga dos povos.__

Responder

Ane

06/04/2011 - 12h24

A reivindicação por um programa amplo de saúde da mulher é justo e salutar.
No entanto, não podemos perder de vista alguns aspectos.
Em primeiro lugar, creio que cuidar da saúde da gestante e do bebê é importante, e especialmente daqueles que dependem do SUS. Creio que o nome do programa foi escolhido justamente por isso: é um programa que visa unicamente tratar esse aspecto da saúde da mulher. E nesse sentido, o uso do nome da cegonha pode não ser a melhor alternativa, mas é um símbolo que remete exatamente ao nascimento das crianças, e que será facilmente associado à gestação por todos os níveis sociais.
Além do mais, não há evidências de que o governo irá virar as costas para as demais questões. Apenas criou um programa para tratar dessa questão específica. Outros programas podem (e devem) ser criados.
Sobre a questão do direito reprodutivo da mulher, ou reduzindo, sobre o aborto especificamente, é insanidade pensar que o governo poderia incluir essa questão num programa de saúde amplamente divulgado. Aborto ainda é CRIME!
Antes que o governo posso implementar qualquer política que trate do assunto de forma ampla e transparente, é preciso rever a constituição! Sim, o SUS atende às mulheres submetidas a abortos clandestinos em sua rede, mas pela constituição atual, essas mulheres deveriam ser denunciadas e presas! Isso não acontece pelo entendimento que os profissionais da área de saúde têm de que se trata de uma questão de saúde pública, e não de polícia.
De modo que: NÃO, o Ministério da Saúde simplesmente não pode incluir o direito reprodutivo da mulher numa política de saúde pública. No máximo com a distribuição de contraceptivos (incluindo preservativo) e pílula do dia seguinte. Qualquer programa do governo que "considere" a questão do aborto pode ser alvo de ações judiciais, via Ministério Público, OAB, ou sei lá mais o que, por ser INCONSTITUCIONAL.
E fico pensando: a Sra. Teila Negrão não sabe disso?

Responder

Antônio Carlos Viard

06/04/2011 - 11h51

Será que também nessa área há fumaças de estelionato eleitoral?

Responder

    David

    06/04/2011 - 15h30

    O Serra deve pensar que sim… A "idéia" do avião, a "idéia" do telefone, a "idéia" da luz elétrica, a "idéia" de nos abrigarmos em casas, a "idéia" do automóvel, a "idéia" do bolsa-família, a "idéia" do minha casa minha vida, e finalmente a "idéia" da rede cegonha são todas do Serra. Ele nunca as executou por falta de oportunidade, mas tá tudo lá naquela cachola atingida por uma bola de papel de 5 kg.

Carlos Silva

06/04/2011 - 11h44

E o que é que isso tem a ver com o assunto?

Por acaso a Rede Cegonha é o ÚNICO projeto voltado para a saúde da mulher no Brasil?

NÃO, vocês sabem muito bem que NÃO É O ÚNICO.

Sim, a mulher não é mulher apenas no período produtivo. E existem outros projetos voltados para a saúde da mulher nos demais períodos da sua vida.

Porém, durante o período de gravidez e parto, não existe nenhuma razão para não tratar a saúde da mulher e a saúde da criança de forma integrada e conjunta. É melhor para a saúde da mulher e é melhor para a saúde da criança.

Pensar de outra forma é apenas ódio reprimido contra crianças pequenas "choronas", as quais, subconscientemente (ou não), vocês desejam que morram. Confessem: vocês querem que as criancinhas de 2, 3, 4 meses de idade "se explodam". Você são a favor do "aborto pós-parto", vocês são a favor de matar crianças depois delas já terem nascido, para livrar a "mulher moderna" desse "estorvo" que são as crianças.

Responder

leila maria

06/04/2011 - 11h31

Nada contra o Douglas da Mata. Muito pelo contrário! É um comentário sóbrio e elegante.
Tenho tudo contra o meu comentário ser julgado extenso. Subdividido e podado por conta e orientação do moderador, perdi um pouco/muito da vontade de comentar assuntos sérios e que interessam a mim e à mulherada como um todo. Sejam do contra, sejam a favor. A mulher, neste país, a depender deste tipo de injunção, vai continuar sendo uma espécie de poltrona que assume a forma da vontade alheia (citando Chico e Peulo Pontes).
Agradecida ao Azenha pelo seu interesse no trato de assuntos de grande alcance.
Abraços ao moderador.

Responder

    Conceição Lemes

    06/04/2011 - 12h14

    Oi, Leila. Nenhuma podação. Nao somos que dividimos os comentarios. O tamanho depende do teu navegador. No Viomundo também não editamos os comentários. Vou tentar daqui juntar os dois num só. beijo

    Conceição Lemes

    06/04/2011 - 12h54

    Oi, Leila. Consegui juntar os dois comentários num só. beijos e obrigada por participar deste debate

Antonio Lyra Filho

06/04/2011 - 11h15

Cegonha é um simbolismo de maternidade.

O problema é que esta gente vive para criticar o governo afim de tirar proveito pessoal.

Responder

    Fabio_Passos

    07/04/2011 - 00h10

    Proveito pessoal? Não seja leviano. Respeite as pessoas.
    Criticam o governo porque estão preocupados com a saúde e a vida de 1 milhão de mulheres pobres a quem é negado atendimento de saúde todo ano.

    Jocélio

    07/04/2011 - 05h53

    Tb acho isto….é questão de Ego…apego mental

Leila Maria

06/04/2011 - 10h38

Lendo a entrevista da Telia Negrão, entendi de cara o que ela chama de retrocesso de mais de 30 anos. A não saudosa LBA – Legião Brasileira de Assistência, quando não era salão de festa de primeiras damas, já fazia essa assistência mãe-bebê de forma, digamos, quase eficiente. No Acre, a exemplo, havia cursos de primeiros cuidados, de incentivos à amamentação e alimentação da gestante, entre outros programas. Um enxoval básico era distribuído àquelas mães mais carentes, e etc e tal. Nascida a criança, havia um posto de puericultura funcionando a pleno vapor e atendendo toda a vacinação exigida para os cinco primeiros anos da criança. Havia, bem defronte ao posto de puericultura, um educandário-creche, com comida farta e educação garantida. Bem, a LBA valeu pelo que valeu.
A mulher, quero e devo crer, não é mulher apenas neste período produtivo. O que quer a rede de mulheres é que as políticas públicas assistam as mulheres mães, as que não querem ser mães e desejam se livrar dos indesejados, as que sofrem violência, as menopáusicas e as velhinhas, ou seja, a rede quer políticas públicas para TODAS as mulheres, enquanto durar o ciclo de suas vidas.

Um comentário não deve ser longo. Isto é fato. Não posso deixar, no entanto, de estranhar a presença da CNBB e somente dela na reunião de deliberação do documento final do tal pacote cegonha. A igreja católica já atrasou o mundo mais que os limites do suportável. Por ela (Igreja), as clínicas de aborto seguro continuarão. As de aborteiros ignorantes, também. Não importa o quanto de mulheres morram. Importa não legalizar o pecado e não deixar que o Estado cumpra seus deveres sem que submisso aos dogmas e tolhido por suas garras.

Acredito no debate com Dilma. Por ora, sim!

Responder

Gisela

06/04/2011 - 10h30

Não sou conservadora, sou a favor do direito de escolha das mulheres quanto ao aborto, mas não concordo nem um pouco com o artigo. Infelizmente o aborto ainda é proibido no nosso país, portanto não se pode esperar q a presidência faça uma política pública que o apóie no momento político e social atual! A promesso de campanha da Dilma foi melhorar o atendimento às grávidas e aos bebês, e é isso que ela está fazendo. Querer incluir qualquer coisa relacionada ao aborto nesse programa é irreal! Se ele conseguir diminuir o número de mulheres maltratadas durante o parto no país (1 em cada 4 pelas estatíticas, um absurdo) já será um grande avanço! Um passo de cada vez, companheiras!

Responder

eduardo

06/04/2011 - 10h22

Fumei demais, ou as críticas são meio desengonçadas? O que essa senhora quer é um passo adiante quando o de trás não foi dado? Ou ela acha que o atendimento às mulheres que optaram por ter filhos já era suficientemente bom, não precisando de nenhuma atenção?
Já esse truquezinho que qualquer crítico usa, dando ao nome de um projeto que não gosta a leitura de paródia é usado por todos os que mal fundamentam seus argumentos.
Talvez a rede feminista devesse discutrir mais usando o útero e o cérebro e menos o fígado.

Responder

Arthur Schieck

06/04/2011 - 10h10

Confesso que não tive paciência de ler tudo, mas pelo que eu entendi o problema é o nome!? É sério isso?
Essa histeria toda é por causa de uma tentativa meio infeliz de dar um nome bonitinho a um programa de governo.
Se for mesmo isso, não sei porque o viomundo perdeu tempo divulgando essa besteira.

Responder

    Conceição Lemes

    06/04/2011 - 10h51

    Arhur, não é o nome. sds

    Arthur Schieck

    06/04/2011 - 15h00

    Li com mais calma agora, e continuo achando que o artigo está procurando cabelo em ovo. Discordo quando se fala que o foco sobre essa questão deva ser a mulher. Não acho! Sou um grande defensor do direito ao aborto mas minha preocupação é menos com a mãe e mais com a criança. Gostaria muito de viver num país onde uma mulher que engravida tenha direito a um aborto seguro e ágil, para que seu embrião não se torne feto e não desenvolva sistema nervoso. Neste cenário utópico eu considero sim um crime uma mulher (que teve esta opção) deixar pra abortar lá na frente.
    Por mais que fosse a vontade da presidenta, ela não pode atropelar a lei e legalizar o aborto (e olha que eu acharia isso o máximo). Nosso país ainda possui uma população muito conservadora que não quer isso, infelizmente. Quanto a CNBB, concordo com você. Estavam lá pra ficar de olho e meter o bedelho onde não devem. O Brasil é laico e lugar de religião é fora do governo.

    Conceição Lemes

    06/04/2011 - 17h31

    Arthur, a questão é que já existe um programa para a área materno-infantil. abs

    David

    06/04/2011 - 15h34

    Na "introdução" da entrevista não tem uma mísera crítica a não ser ao nome. Se fala em retrocesso, retrocesso, cegonha, cegonha, retrocesso, retrocesso, cegonha, cegonha. Com essa introdução não se pode culpar o Artur por não querer ler até o final.

Fernando

06/04/2011 - 09h43

Para cada coisa que é feita, seja la o que for, sempre aparece os contras e as bloggueiras de plantão para dizer que é contra também.
O Davi esta certo, e quem tem que estudar mais é voce Gilda Nunes, aprenda a ler antes de escrever bobagens.
Sempre existe as oportunistas, que pertence a alguma associação para vir dar seu palpite furado e oportunista – Chegou minha vez de engrandecer meu "movimento solidário". Amanhã depois estas senhoras estão concorrendo a algum cargo político. Para ser político precisa aparecer, precisa bater, precisa ser contra ou nunca vai ser político. Esta é velha e safada maneira de ser político.
Se é por causa do nome, porque não pediram apenas para troca-lo? Se tem alguns erros, porque não fazem campanha para apenas trocar o que esta errado? Porque se voce quer ser político amanhã, ter que ser radicalmente contra,hoje.
Truquezinho, barato e nojento.

Responder

Marilourdes Trindade

06/04/2011 - 09h29

Azenha, fui mãe aos 41 anos. Escolhi o momento em que me senti mais segura para gerar e acompanhar uma criança, em condições favoráveis a mim e a minha filha. A presidenta Dilma sempre diz que tem lado: o dos mais frágeis. Milhões de mulheres hoje, de todas as idades, estão grávidas por que querem ou não, mais sonham com condições seguras de ter o filho. Não é dever da Presidenta agir, o mais breve possível, para que estas mulheres tenham garantido este direito? Concepções, inclusões, discussões se aprofundam na caminhada e aperfeiçoam o funcionamento do Estado. Às valorosas companheiras que há 30 anos lutam, peço, continuem. Porém se medidas podem ser tomadas já para assegurar direito à vida, deste conjunto de mulheres, que elas sejam concretizadas já. A luta das mulheres continua. Um beijo a todas. Marilourdes Trindade – Juiz de Fora – MG.

Responder

Elias Barreto

06/04/2011 - 09h24

Minha nossa, do que é que esse pessoal tá reclamando?

Do nome do programa?

Do fato de que um programa voltado para a gestação e parto focaliza de forma conjunta tanto a saúde da mulher quanto a saúde da criança?

É óbvio que um programa voltado para a gestação e parto deve focalizar de forma conjunta tanto a saúde da mulher quanto a saúde da criança! Qual o sentido de separar as duas coisas? Aumentar os gastos? Colocar o pediatra para trabalhar bem longe do obstetra, de forma a não poderem compartilhar informações que podem ser fundamentais tanto para a saúde da criança quanto para a saúde da mãe?

É muito ódio anti-crianças transpirando desse discurso… Lamentável… É por isso que vemos tantos casos de pais jogandos os filhos das janelas hoje em dia. É um verdadeiro ódio anti-crianças. Crianças são chatas. São pirralhos barulhentos, Dão trabalho. Choram na hora que eu estou tomando minha cervejinha e fumando meu cigarro. Impressionante o nível de ódio que algumas pessoas transpiram em relação às crianças.

Não existe nenhum motivo para ser contra esse projeto, afinal de contas, existem outros projetos voltados para a saúde da mulher, que não são voltados para o período de gestação e parto.

Responder

Caracol

06/04/2011 - 08h43

Lendo todos esses comentários percebo o quão conservadora e reacionária é a "esquerda" (a entre aspas) brasileira. O discurso dela é um, e quando chega a hora do "H" cada um tira o seu da reta.
Acho que Telia Negrão está certa no que diz e preconiza, e aliás, tem outra coisa: se na sociedade que compõe um Estado existe um conceito esdrúxulo como o de "feminismo", então é porque esse Estado é capenga. Democracia não é para neófitos, taí o Delfim Netto dizendo que empregada doméstica é um animal.

Responder

José Ribeiro Jr

06/04/2011 - 08h41

A sra. Télia Negrão tem razão: além de não contemplar a prática do aborto para quem esqueceu de usar a camisinha ou a pílula, a Rede Cegonha ignora por completo pessoas como a socialite curitibana que teve trigêmeos e foi impedida arbitrariamente de largar um deles na maternidade, já que seu limite de tolerância era um par de gêmeos. Esse PSol …

Responder

Fábio

06/04/2011 - 08h17

Ah sim! E o tal do direito reprodutivo humaniza muiiiito as coisas, principalmente para o lado do mais fraco (neném).
Ora senhoras e senhores, pensem um pouco, se o ato sexual tem como consequencia a reprodução, que tal assumirmos os riscos de gravidez, ou o natural agora é não engravidar via ato sexual. Ah, Façam o favor, vamos ensinar nossas filhas e filhos a ter respeito e responsabilidade com os outros!!!

Responder

    Gisela

    06/04/2011 - 10h34

    Como se todas as mulheres tivessem educação, respeito dos companheiros, acesso a contraceptivos, só num mundo ideal o que vc diz é verdade. Se tivesse nascido uma mulher negra numa favela, talvez pensasse diferente. Mas como suas relações sexuais são todas consensuais e com prevenções que lhe foram ensinadas, entendo pq pensa assim.

    fabrib60

    06/04/2011 - 14h07

    Por que mulher "negra" numa favela? Com uma mulher "branca" que nasce favelada seria tão diferente? Olha o racismo invisível aí, gente…

    francine

    05/07/2012 - 23h23

    olha gisela,eu sou negra e nasci numa favela no interior do estado do rio,e ninguem aqui é tão burra ao ponto de não saber o que é pílula do dia seguinte!isso eles ensinam na escola sabia?há!sua realidade é outra?não tem escola na sua favela? na minha tem!me desculpe,mas ser pobre,morar na favela e ser negra não tem nada a ver com preguiça e desenformação!a tv existe pra isso,falam direto sobre contracepção,só que o povo não presta atenção!

Herminio

06/04/2011 - 07h44

Acredito que essas cientista estão é com muito mal gosto pelo projeto e justificando que é antigo e vai contra o direito da mulher de decidir quando é que vai ter filho, ora isso de ter filho no Brasil vai continuar de forma que atualmente acontece , sem nenhum critério ou planejamento por grande parte de mulheres, o que o governo tenta fazer é dar um pouco de assistência pra essas mães que atualmente são jogadas em hospitais de qualquer forma, parabéns ao governo por essa medida que pelo menos vai amenizar o sofrimento de boa parte das mulheres e as feministas que me desculpem, elas não entendem desse assunto acha que a luta delas é outra.

Responder

Baby Da Silva Sauro

06/04/2011 - 07h17

hummm… não é a mamãe !!!!

Responder

João Natanael

06/04/2011 - 06h54

Verborragia viesada. Há mais mulheres que têm filhos e querem tê-los do que as que abortam. O programa do governo é no máximo não-abrangente, mas política se faz à medida do possível. Ou acham que a Dilma é agora católica?

Como toda pessoa que pensa ela é a favor da discriminalização, mas só o possível é possível e neste caso os benefícios para mães carentes é evidente. Esta retórica me lembra os que reclamaram da Dilma ter ido à Ana Maria Braga.

Esquerdismo panfletário que lê cada vez menos.

Responder

Paulo

06/04/2011 - 01h39

É incrível como este site flerta cada vez com maior dedicação e afinco com os setores mais extremistas do feminismo. Não se consegue entender nenhuma das críticas levantadas pela articulista, salvo que se mostra despeitada pelo Poder Público incomodar-se em oferecer apoio à maternidade. Assim fazendo, segundo a articulista e as entrevistadas, o Estado acaba por negar a famigerada saúde integral da mulher, o que inclui os igualmente femigeradosa direitos reprtodutivos, que é apenas uma expressão pomposa para abrigar o suposto sacrossanto direito que as melheres devem ter de decidir, sozinhas, quem tem e quem não tem direito de nascer. Bando de canalhas !!! Eu, como homem, também reivindico meu direito reprodutivo que inclui a minha prerrogativa de só pagar pensão alimentícia aos filhos que EU julgar que têm o direito de nascver. Estamos entendidos ???

Responder

SILOÉ

06/04/2011 - 01h31

Se a dra. está nessa luta à mais de 30 anos e não conseguiu nada de objetivo, é melhor passar o bastão.
O atendimento pelo SUS vai deixar de fora um monte de ONGS e afins, e pelo visto, é isso que não está agradando.
Achar que o nome do projeto destitui a mulher do seu direito de ser mãe, é muita apelação, demonstra que realmente não se encontrou nada relevante no projeto, pássivel de críticas.
O nome, o símbolo, podem ser substituído, as falhas se houver, podem ser corrigidas. O importante é que finalmente temos hoje um projeto que visa dar apoio a essas mães tão desassistidas.

Responder

    Conceição Lemes

    06/04/2011 - 07h45

    Siloé, já havia um programa!!! abs

    SILOÉ

    06/04/2011 - 15h03

    Eu sei, mais ele era insuficiente.

    Conceição Lemes

    06/04/2011 - 17h31

    Como vc sabe que era insuficiente? abs

    SILOÉ

    06/04/2011 - 23h59

    Se não fosse, não haveria nessecidade de se criar outro.

    David

    06/04/2011 - 15h42

    Qual era o programa? Como funcionava? Quais foram os retrocessos? Ou se coloca somente a entrevista e aí fica livre pra cada um pesquisar ou se faz uma matéria mais completa. Desculpe Conceição, estou criticando muito esse post, mas essa matéria me remete ao pior do PIG. Uma matéria que não tem os dois lados, não tem conteúdo, é amparado apenas em uma entrevista de um "especialista" (como o PIG adora) e cheia de críticas vazias. Eu sei que o viomundo é também um blog, mas acompanhando o site há algum tempo já espero matérias, conteúdo jornalíistico de qualidade, aquilo que não encontramos no PIG. Quando entro aqui e vejo um panfleto fico decepcionado.

Rasec

06/04/2011 - 01h20

Mas que doidice é essa dessas feministas? Haja saco! Pêru amor de Deus, gente. O programa mal começou e vocês estão implicando com o nome? Vai te catar!

Responder

Guanabara

06/04/2011 - 00h57

Tem gente aí fazendo tempestade em copo d'água. Fala-se que "as mulheres" não foram "ouvidas". Mas "quais mulheres"? Sinto muito, mas o Brasil é um país conservador, de maioria católica e, sim, a CNBB exerce influência sobre a vida e opinião dessas pessoas. Se "as mulheres" não foram ouvidas, parece-me que, sim, "algumas mulheres" foram é contrariadas. Mas é parte do jogo democrático. Ganham-se umas, perdem-se outras. Direto ao ponto: não gostei do artigo. Também discordo de muita coisa do governo Dilma, mas também pegar qualquer picuinha como "a cegonha é um pássaro europeu" tenha sido, talvez, tão reducionista quanto o que dizem ser o "rede cegonha".

Responder

    amores

    06/04/2011 - 10h49

    A cegonha é um arquétipo, achei o nome excelente. Sobre o programa não posso falar , não me aprofundei.
    Enquanto estamos comentando e discutindo aqui, a Dilma está trabalhando. hehe

Max

06/04/2011 - 00h26

Acho uma grande bobagem esta briga pela terminologia, feminismo é tão imbecil quanto o machismo…
"Portanto, essa ideia da Rede Cegonha desumaniza o evento reprodutivo, quando retira das mulheres o papel de trazedoras dos filhos ao mundo. E ao retirar as mulheres como sujeito do evento reprodutivo, elas deixam de ser também detentoras dos direitos reprodutivos. A detentora será a cegonha." Han?
Esta senhora perdeu a oportunidade de ouro de ser inteligente e manter-se calada!

Responder

EFE

06/04/2011 - 00h25

Quando o símbolo "Cegonha" desumanizou o evento reprodutivo da mulher?? Quando o símbolo "Cegonha", retirou das mulheres o papel de trazedoras dos filhos ao mundo?? Onde está a mulher que se sentiu desvalorizada no evento materno ao ouvir alguém dizer "a cegonha vai chegar"??
Só pode ter saído da cabeça distorcida de alguém desajustado. Essa senhora quer, mesmo, é aparecer.

Responder

Scan

06/04/2011 - 00h24

É impressão minha, ou essa mulher parece mais preocupada com o nome do programa do que com o próprio?
Talvez ela prefira a "Rede Repolho" que é a cegonha argentina.
Acho que essa senhora aí está tentando os 15 minutos de fama.
Cientista social, cientista político, "economista" de fim de semana, "especialista" e "consultor" me deixam sempre com os dois pés atrás.

Responder

Paulo Preto

06/04/2011 - 00h23

Ajudem as grávidas que querem ter filhos. Ajudem as grávidas que não querem ter filhos e dêem condições para que mulheres possam não engravidar e tenham assim sua liberdade sexual assegurada, como nós, homens. Espero que Dilma reflita sobre isso tudo.

Responder

Hellen

06/04/2011 - 00h09

É IMPRESSIONANTE !!!

Esse é o único blog que DELETA todos os meus comentários.

O que passa por aqui????

Responder

Fábio Souza

06/04/2011 - 00h00

Movimentos populares e trabalhadores da saúde, entidades e partidos convidam para Caminhada no Dia Mundial da Saúde.
Concentração às 10h do dia 7 de abril, no Masp.

O Dia Mundial da Saúde será comemorado com uma grande caminhada, que sairá da avenida Paulista, em frente ao Masp, e seguirá pela rua da Consolação. No roteiro está prevista parada na Secretaria Municipal da Saúde – rua General Jardim – e dispersão no Ministério Público Estadual, na rua Riachuelo.

O tema do caminhada – que reúne diversas entidades sindicais e representantes do movimento social – será a luta contra privatizações e venda dos leitos das unidades hospitalares do SUS.

Responder

FrancoAtirador

05/04/2011 - 23h54

.
.
Para quem queira se inteirar do assunto, há 2 textos básicos:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politic
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politic

Responder

valdecir

05/04/2011 - 23h41

Tive a impressão que a entrevistada quer discutir a questão explodindo bombas na sala de reunião. Será que não há uma forma menos panfletária para falar sobre o assunto? A Rede Cegonha só não é avanço para as mulheres abastadas, que sempre contaram com os serviços que doravante serão oferecidos de forma mais efetiva pelo poder público. Eu também não gosto do nome "Bolsa Família", mas é inegável que ele representa um grande avanço para Brasil, enquanto programa de transferência de renda. Essas questões semânticas são importantes e relevantes para nós que estamos nas academias, em altas discussões filosóficas. Deixa a Dilma trabalhar…

Responder

douglas da mata

05/04/2011 - 23h32

Caro Azenha,

Eu entendo que não dá para reduzir a questão dos direitos da mulher, a questão reprodutiva, sexo, satisfação, prevenção, etc, etc, etc, a um programa. Concordo. Mas a redução de mão trocada também não pode, ou seja, ninguém ouviu do governo, e nem é razoável dar uma dimensão mais ampla a um evento localizado. Parece má-fé, e só o curriculum das interlocutoras nos permite enxergar nelas a ingenuidade e afoiteza que parece ter tomado conta de vários setores da sociedade com essa "transição de continuidade", que parece ter assustado e desnorteado todas as nossa referências políticas.

De um lado a oposição bate, mas do outro, nós estamos atônitos por termos ficado sem a nossa referência de imaginário popular que resolvia nossos conflitos: O mito do Pai-lula, que resolvia tudo com carisma, embora sua agenda política tenha sido mantida ipsi literis pela atual presidenta, até porque o governo do Lula era Dilma e mais os outros.

Voltando ao tema, eu acho que a reclamação contra a CNBB é válida, prinicipalmente no tocante a sua exclusividade na participação, em detrimento das outras denominações religiosas. Mas podemos até desculpar essa falha pelo tradicional apoio que a Igreja Católica deu a governos anteriores na questão da subnutrição (multimistura) e na implantação dos embriões das agentes comunitárias de saúde, via pastorais. Mas isso não justifica o privilégio, nem a prevalência da agenda da Igreja sobre o Estado laico.

Mas, por outro lado, é preciso que as feministas acordem: Esse país é conservador, não aceita o aborto, mata preto, pobre, elege bolsonaros, e deu 44 milhões de votos ao projeto da direita.

Querer implantar tudo ao mesmo tempo agora, e diga-se de passagem, com todos os avanços e discussões, a saúde da mulher está, talvez, no século XVIII ou XIX, e o básico do básico do básico ainda está por ser feito.

Eu diria que cada passo de cada vez. Rede Cegonha, nome ruim? Mas o que querem as feministas? Um nome científico, pô, tenham paciência!

Digo e repito: Em nenhum momento o governo disse que essa é a última ou única etapa da questão saúde da mulher. É como reduzir o programa Bolsa-Família ao dinheiro.

O tom é ressentido e cheira a luta por hegemonia política (o que não desmerece os argumentos, mas abala a tese da crítica desinteressada)

Um abraço

Responder

    Ane

    06/04/2011 - 11h55

    Clap, clap, clap!
    Perfeito!

Porra_Serra_

05/04/2011 - 23h13

Francamente, criticar a "Rede Cegonha", por causa da "cegonha" é um argumento tão insosso!
É o mesmo que dizer ser um absurdo atribuir ao "Papai Noel" o presente que compramos para nossas crianças ¬¬

Responder

Maria Thereza

05/04/2011 - 23h13

Continuando. Além do fato de que as mulheres hoje morrem muito mais por doenças cardíacas, deve-se considerar a queda constante e vertiginosa da taxa de fecundidade que passou, nos últimos 30, 40 anos, de quase 7 filhos/mulher para menos de 2. Acho que nossa presidenta foi mal assessorada no assunto ou se deixou levar pelo apelo emocional da questão mãe/bebê. A política de atenção integral à saúde da mulher, como foi dito, tem inúmeras ações/programas que contemplam a saúde da mulher na gravidez e parto e também há ações específicas para a saúde da criança. Espero que o Ministério da Saúde possa rever suas prioridades quanto à saúde da mulher.

Responder

Maria Thereza

05/04/2011 - 23h08

Concordo plenamente com o artigo. Não é apenas uma questão de nome do programa. Lutou-se muito, no MInistério da Saúde junto com organismos internacionais, ONGs e outras parcerias para implantar e desenvolver uma política de atenção integral à saúde da mulher, que demandou muito tempo, energia, debates, avanços e retrocessos pois era, na realidade, uma mudança de paradigma, mudança na forma de encarar a saúde das mulheres. Ora, ainda temos milhões de entraves na atenção à saúde da mulher vítima de estupro, de violência sexual, depois de mais de 20 anos de luta. Recomeçar a dar ênfase no período gravídico-puerperal é um retrocesso e tanto.

Responder

claudio rodrigues

05/04/2011 - 23h02

Com todo o respeito à Dra. Télia Negrão, muito bem articulada, gostaria de ouvir o que pensam as milhares de mulheres destinatárias/beneficiárias do programa, além das especialistas que, parece-me, também, é o que consta da reportagem, não precisam dele. Além do mais, parece-me que o programa é parte da política, está dentro da política, que vai se implantando através dos programas.

Responder

Dirlene Marques

05/04/2011 - 22h49

Parabens Telia pela esclarecedora entrevista. Temos que aprofundar mais esta discussao pois me parece que ela vem no bojo de politicas focalizadas e nao universais. Sempre lutamos pela politica integral da saude da mulher. O PAISM foi uma grande conquista do movimento. E, quando se desenvolve um programa de atendimento a gestante e aos filhos ate 2 anos mostra a focalizaçao em um problema existente e que da repercussao na midia. A visao da mulher como um ser humano integral fica muito caro. Dai, escolhe , focaliza um problema – a mae e seus filhos ate 2 anos -. Alem de tudo, da uma boa publicidade. Jogada de marketing.

Responder

    edv

    07/04/2011 - 17h44

    Não vamos esquecer que os filhos (ainda que não sejam meninas) são também seres humanos integrais, e de importância fundamental, como decerto a mãe…
    Espero que venha logo um outro programa ou complemento dentro da política, que atenda melhor as mulheres.
    Ainda que não sejam mães.

edv

05/04/2011 - 22h43

Confesso que fiz um bom esforço para ler e entender o ponto.
Não consegui, fiquei confuso (desculpe-me a entrevistada por minha limitação).
Não percebi as "entranhas do problema".
Tenho certeza de que os há (como em qualquer iniciativa).
Embora suspeite que "retrocesso de 30 anos" me parece pesadíssimo.
Mas quem sou eu para falar do que não entendi?
Seria pior do que disputar com o pássaro europeu pela primazia de trazer nossos bbs ao mundo.

Responder

Henrique Ribeiro

05/04/2011 - 22h40

Há que se diferenciar programa governamental de política pública. Programas são conjuntos de ações governamentais que têm por objetivo atacar problemas específicos no âmbito de uma política pública.
A política pública de segurança alimentar, por exemplo, é operacionalizada por meio de diversos programas, como o Bolsa Família (transferência direta de renda) , merenda escolar e o PRONAF (fomento à agricultura familiar).
Eu não consegui vislumbrar a relação entre o lançamento de um programa governamental com o abandono de uma política pública, muito pelo contrário. Por um princípio de eficácia da gestão é natural que se divida um grande problema em partes menores.
É necessário, contudo, exigir e contribuir para a criação de programas governamentais que agreguem soluções para partes do problema ainda não contemplados por ações implementadas no âmbito da política pública em questão.

Responder

    beattrice

    06/04/2011 - 22h29

    A questão neste caso Henrique é que este programa, o da chamada "rede cegonha", tem um recorte reducionista dentro da política pública de apoio à saúde da mulher, historicamente mais ampla pois contempla todos os aspectos da saúde da mulher, incluindo sua vida reprodutiva num conceito também mais amplo e não somente como matriz.

yacov

05/04/2011 - 22h31

Apesar de severa e mau-humorada, e eu diria até, um tanto quanto ressentida, a autora tem toda a razão em sua crítica… Não podemos atribuir às cegonhas a produção de nossas crianças. Temos de dar o crédito a quem lhe é de direito, ou seja, às mulheres. Que se mude o nome do programa, ent ão…. Qual é o grande problema???? Mas que não se deixe de reconhecer a importância e relevância social do programa em tempo algum. Abs.

"O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZIl para TOLOS"

Responder

Hellen

05/04/2011 - 22h18

Caramba, quanta mediocridade!!!!!!
O que importa é o que as mães-mulheres-crianças terão de benefícios.

Cegonha, é um ser muito popular no Brasil, e todo mundo sabe o que é.
Desde de menina que eu conheço a Cegonha e sei do seu simbolismo.
Agora, desvalorizar um programa tão sério em função de uma bobagem dessa, é inacreditável.

Vai deletar meu comentário, né? Sempre fazem isso…

Responder

Luiz C. de Carvalho

05/04/2011 - 22h13

A implantação desse atendimento às mulheres não inviabiliza outras ações complementares, que venham a atender aos reclamos de setores da sociedade. Resta saber que percentual da sociedade será atendido nessa fase, digamos, inicial. A questão do aborto, que de fato é uma questão de saúde pública, deve ser enfrentada sem alardes ou imposições. Os avanços sociais aí estão, num país cheio de dogmas e, por que não dizer, de preconceitos. À presidenta compete "administrar" esses conflitos, sem abandonar as questões que preocupam o segmento reclamante. E sem deixar que haja retrocesso, pois parece que, se nada havia, não há que se falar que retrocedemos,não é verdade?

Responder

beattrice

05/04/2011 - 22h07

Azenha
como muitos comentaristas parecem não ter a informação da extensão da Política de Apoio à Saúde da Mulher, e por essa razão não avaliam o absurdo de reduzi-la à REDE CEGONHA, sugiro que se apresente ao debate um histórico de como essa Política se construiu e seus avanços anteriores.

Responder

    Conceição Lemes

    05/04/2011 - 22h36

    Beatrice, realmente é um absurdo a proposta do Ministério da Saúde. Vc sugere um outro texto só com o histórico? beijos

    beattrice

    06/04/2011 - 20h43

    Exato Conceição, parece haver muita desinformação, de acordo com os comentários, quanto ao histórico de lutas, não somente dos movimentos sociais voltados para a mulher, mas também dos movimentos na área de saúde, histórico este que resultou na Política de Apoio à Saúde da Mulher, reduzida a esta aberração no ministério do senhor Padilha.
    A título de comparação, digamos que seria como, teoricamente, reduzir a Política Pública para a AIDS à "distribuição de dois tipos de retrovirais por um ano em caso de diagnóstico".
    Será que assim fica claro?

    andre i souza

    06/04/2011 - 09h35

    Ótimo, Beattice, sou um dos que não têm a menor ideia do que realmente está a se passar nesse campo. Sua sugestão, se aceita, nos livrará do envolvimento sempre improdutivo do "Fla-Flu" político.

    Taí, então, pelo que eu entendi, Conceição, a ideia.

    Um abraço.

rick

05/04/2011 - 22h01

Toda discussão para melhorar um programa é boa.
Agora, focar o “problema” no nome do programa é o fim da picada.
EU QUERO É RESULTADO.
Pra mim não interessa se o programa chama “cegonha” ou “urubu”.

Responder

jose

05/04/2011 - 21h52

Gostaria de fazer uma observação: Considero que há um certo exagero nessas manifestações de Telia, Clair e de Fátima e dos (isso mesmo) feministas. A Rede Cegonha, 'um problema pontual para atender mulheres gestantes e bebes. Não estão sendo abandonadas as políticas de saúde da mulher, nem de saúde reprodutiva. Este programas continuam em pé e funcionando dentro dos limites e objetivos possíveis. A mulher que traz a criança ao mundo, bem como a criança continua sendo atendida em sua integralidade. Respeito muito Fátima e todas a mulheres e homens que lutam contra todas as formas de discriminação e pela igualdade de gênero, mas não posso concordar com essas críticas considerando o Rede Cegonha um atraso. Até porque todos sabemos que o Programa de Humanização do Parto e em âmbito mais geral de Humanização do Atendimento e do Cuidado em Saúde, não tem passado de um manual de etiquetas de uso dos profissionais da saúde. O que de fato nos toca a discutir nesse tema são questões muito mais amplas como a assistência integral e a universalização da saúde. Isto supõe que enfrentemos todas as mazelas e os sucessos do SUS. Mas isto é bem mais difícil do que criticar um programa pontual. Prof. Dr. José Miguel Rasia – UFPR

Responder

    Mabel Cintra

    07/04/2011 - 00h41

    Prof. Dr. José Miguel Rasia, fique esperto! Em sua idade um engano pode custar os esforços de toda uma vida

Laura Antunes

05/04/2011 - 21h40

Todo mundo que comentou sabe realmente que na área de saúde o que é um PROGRAMA e o que é uma POLÍTICA? A conversa começa por aí.
A entrevista fala que havia uma POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER que levou mais de 20 anos para se tornar real. No Governo Lula!
Agora chega o Governo Dilma e lança um PROGRAMA exclusivamente para gestantes e crianças até dois anos de idade, quando havia também uma POLÍTICA DE SAÚDE DA CRIANÇA… Acabou também gente?
Por favor, quem for da área de saúde dê um help aqui para explicar melhor. Mas é disso que estamos falando, ou melhor a entrevista fala.

Responder

Marcos

05/04/2011 - 21h26

Esse tipo de crítica me inspira a ser governista até a raiz do cabelo:

“Primeiro, a ideia da Rede Cegonha desumaniza o evento reprodutivo, quando retira das mulheres o papel de trazedoras dos filhos ao mundo. São elas que trazem filhos ao mundo, não são cegonhas”, critica Telia. “Segundo, ao retirar a mulher como sujeito do evento reprodutivo, ela deixa de ser também a detentora dos direitos reprodutivos. Quem vai ser a detentora dos direitos reprodutivos será a cegonha.”

“A cegonha é um pássaro europeu, que não pertence nem à nossa fauna. Tudo vem prontinho, numa fraldinha, negando que a gestação é um processo humano, social, de nove meses vivido por mulheres”, desaprova Telia. “É um discurso muito antigo, mitificador, mentiroso, que não engana nem criancinha. Nem os bebês aceitam mais a velha cegonha. As crianças já sabem que o bebê vem da barriga da mãe.”

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    Gilda Nunes

    06/04/2011 - 00h06

    Marcos, aqui estão os elementos para que possamos exigir do governo que nos descabelamos para eleger dê conta do recado! Eu pelo menos só quero que Dilma seja uma grande governante, uma estadista. Nosso povo merece. Mas o que não pode acontecer é jogar na lata do lixo uma Política de Saúde da Mulher considerada a mais completa e elaborada do mundo, por uma única ação, nos moldes da que foi apresentada pela meninada que está no ministério da Saúde. De certeza quando esta luta começou eles sequer estudavam medicina. Se não sabem, como assessorar a presidenta de modo a levá-la para caminhos pantanosos e conservadores? Por que não dão a mão á palamatória e vão aprender qual é ocaminho e a andar poe ela? Apenas isto! Parabéns para a Rede Feminista de Saúde que corajosamente está dizendo ao povo brasileiro o equívoco cometido pelo Ministério da Saúde. Um equívoco que resulta numa perda para as mulehres em geral e num golpe para os movimentos de luta pela saúde. TRINTA anos de luta não são TRINTA dias.

    Eli

    06/04/2011 - 10h54

    Concordo com você Marcos. Eu sou mulher e as mulheres que conheço estão contentes com esse programa, lançado pela nosso presidenta. Aliás, é engraçado né, esse programa foi mostrado exaustivamente na campanha eleitoral e eu, como rata de blog progressista, nunca tinha visto uma crítica sequer, de ninguém. E alguém se manifestou aqui e é verdade: Política de saúde da mulher é uma coisa, programa Rede Cegonha é outra, esta faz parte daquela. Mania de por chifre em cabeça de cavalo.

Cleber

05/04/2011 - 21h21

O que eu acho, em minha humilde opinião, é que existe ainda muito mimimi, muita choradeira. O programa ainda nem está em atividade plena e já tem gente reclamando. Se for pelo nome, se muda, mas focar em pequenos problemas pontuais, aqui pra nós, como diria o Raulzito, pare o mundo que eu quero descer!

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ricardo silveira

05/04/2011 - 20h50

Esse debate é muito bom, precisa, agora, ouvir os formuladores da política e suas razões.

Responder

    Conceição Lemes

    06/04/2011 - 19h22

    Ricardo, o programa foi lançado no dia 28 de março. Desde o dia 29 tento entrevistar o Ministério da Sáude sobre o tema. Porém, a pessoa responsável está sem agenda para conceder a entrevista. Essa é a resposta que a assessoria de imprensa do MS tem me dado há dez dias. Hoje, dia 7, tentei novamente. Ainda nada. abs

    beattrice

    06/04/2011 - 20h22

    É isso, ouvir os dois lados é possível quando os dois lados querem ser ouvidos, mas o MS mantém obviamente uma postura arrogante, à margem dos movimentos e das lideranças no setor.

Viviane LIma

05/04/2011 - 20h01

Essa feministas já estão enchendo o saco com essa ladainha inútil.

Deixem a presidenta Dilma em paz, suas militantes jurássicas!

Responder

    Tania Silva

    05/04/2011 - 23h45

    Militantes jurássicas?
    Viviane, vc provavelmente hoje tem acesso a um computador e pode livremente emitir sua voz – em vez de ser tutelada por um marido e viver apenas de lustrar-lhe as botas, preparar o jantar e lavar fraldas dos filhos – porque militantes jurássicas fizeram um belo trabalho durante décadas a fio, enfrentando essa sociedade machista em que vivemos.
    Então pense bem antes de usar a liberdade que tem para falar bobagem.

    André

    06/04/2011 - 13h55

    Besteira.

    Voce só está reverberando um discurso estereotipado que serve à ladainha de algumas mulheres (feministas).

    Em minha familia nunca precisamos de feministas e eu nunca vivi isso aí que voce relatou. MInha avó ajudava meu avo na empresa deles, foram casados durante 59 anos (até ele falecer) e sempre foram exemplo de união.

    Adoro TODOS os homens da minha familia e eles para mim são uma das razões de viver, além dos meus filhos.

    Se voce e essas outras nao tiveram esse privilégio, eu apenas lamento.

    Esse discurso raivoso e ressentido graças a Deus nao faz parte da minha vida.

    Enfermeira

    06/04/2011 - 16h19

    Isso mesmo, Tania, faço coro com Viviane: Cala-te! Quantos anos vc tem? Se está na casa dos 20, 30 hoje deve adorar ter liberdade, estudo, grana, carreira, pílula, conta no banco, divórcio, presidenta. POis saiba que foram as feministas – mulheres que se organizam, discutem, estudam, encontram, trocam, traçam estratégias políticas para melhoras a vida delas e de todas as mulheres- que lutaram para que vocezinha possa desfrutar disso tudo! Vai ler a história, vai …! E aprenda a ter respeito e nao mostrar ignorancia!

tonypoeta

05/04/2011 - 19h57

As feministas querem abraçar o mundo, mas …Todo dia morre algum nome importante de cancer de prostata; o grosso das mortes violentas, são jovens de sexo masculino. Levando-se em conta, a deficiencia crônica da medicina brasileira, com falhas tanto politicas, como do alto custo da mesma; não é melhor: ir acertando as partes mais prejudicadas, para se atingir um todo.

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Julio

05/04/2011 - 19h32

Minha nossa. Essas mulheres são malucas. O nome do projeto não menospreza a mulher.

Que pena Presidenta Dilma que não se paga imposto pela ignorância. Aí sim, o governo poderia investir um trilhão.

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    Maria Thereza

    05/04/2011 - 23h14

    Júlio, me desculpe, mas a questão não se reduz ao nome do programa. O nome apenas reforça uma visão menor das questões de saúde que atingem as mulheres.

    edv

    06/04/2011 - 13h49

    Maria, não vamos esquecer que em gestação e parto, há também … o(s) bebê(s)!
    Pode-se fazer melhor?
    Então vamos ser objetivos para melhorar, pois tenho certeza que será melhorado onde for possível.
    Tenho simpatia pela(s) causa(s), mas as vezes as defesas são improducentes.
    Chôro que não se sabe bem porque, já basta o dos bebês.

Paulo Afonso

05/04/2011 - 19h23

Dá pra sentir em toda a entrevista, desde a sua introdução, que no assunto a presidenta vem sendo mal assessorada é desde a campanha eleitoral. E os puxas não dizem nada, só abanam.
Presidenta Dilma, ouça as vozes dos movimentos sociais e as vozes das ruas. Primeiramente elas! Depois de quem está ganhando dinheiro para ajudar a senhora a governar.
E agora, Padilha?
Essas feministas são osso duro de roer e tendo razão, pede a benção meu filho!

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Gustavo Pamplona

05/04/2011 - 19h23

Eu não sei se é o meu "pragmatismo" ou talvez o fato que o Lula tinha dito que vocês iriam se surpreender com a Dilma… bom… a cada dia que passa vocês estão se surpreendendo com a Dilma…

Responder

Paulo Afonso

05/04/2011 - 19h22

O chão tremeu. Se seguuuuuuuuura Padilha!
Tive de ler duas vezes a entrevista para ficar mais abismado ainda.
Como um ministro da Saúde não sabia disso tudo que a entrevistada falou? E falou bonito e com firmeza.
O ministro tem assessor disso, daquilo e daquilo outro que, pelo visto estão boiando porque não saber qual era a política do governo Lula para o setor é feio demais. E não era pra ser um governo de continuidade?
Era dever saber pra não deixar a presidenta em maus lençois. Era obrigação dizer que o sonbho dela poderia ser realizado, mas de outro modo, fazendo a política que já existia ser mais eficaz e eficiente. Por que agora ela está. Quem tinha a obrigação de saber de tudo isso, num governo de continuidade era o ministro Padilha.

Responder

    beattrice

    05/04/2011 - 22h04

    Só para constar, e olha que ele JÁ era ministro no governo LULA, em outra pasta mas era.
    A falta de continuidade parece que não é só um problema "patriótico".

Miguel

05/04/2011 - 19h22

Ora qual o motivo para tanta critica, querem inverter a biologia e a história da Humanidade ! Perfeito o programa. Mãe é mãe e pai é pai desde que o mundo é mundo! O resto é invencionice que não perdurou em nenhuma civilização!

Responder

marcelo

05/04/2011 - 19h03

Se for um problema de nomenclatura, mude-a. Talvez esta senhora não mais se incomodará com o programa.

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    Laura Antunes

    05/04/2011 - 21h19

    Marcelo, releia a entrevista. Reflota sobre tudo o que foi perguntado e respondido. Há uma POLÍTICA de governo que INCLUI o combate à morte materna! Estão trocando a POLÍTICA que trata da saúde integral da mulher e que contém um Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, por um PROGRAMA de combate à morte materna e de apoio social às gestantes e seus filhos até 2 anos de idade, pois é isso que é a Rede Cegonha! Quer dizer pegaram o Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal e agregaram nele umas coisas sociais (é isso mesmo, não é?) e agora é Rede Cegonha e o resto que se dane! E cadê o restante da política de saúde da mulher?

David

05/04/2011 - 18h58

Que reportagem estranha… O maior problema do programa é o nome "cegonha" porque "desumaniza o evento reprodutivo"?? Se o problema é o aborto não estar na pauta da rede cegonha, porque esse bla-bla-bla no início da reportagem? Interesses esfumaçados no meio de um entrevista interessante. Boa entrevista mas a "introdução" da matéria…

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    Gilda Nunes

    06/04/2011 - 00h08

    David, estranho é o teu analfabetismo em políticas de saúde. Meu amigo, vai se ilustrar pra debater.

    David

    06/04/2011 - 15h16

    Poderia fornecer ao menos 1 argumento? Tenho que fazer mestrado em políticas da saúde da mulher para ter as informações que esse texto, a meu ver deveria passar? Tenho que aceitar as críticas genérias, porque se eu soubesse de políticas públicas para a saúde da mulher, aí sim eu entenderia. Faça-me o favor. Em vez de puramente me criticar, coloque argumentos. A "introdução" da matéria está bastante descolada do conteúdo da entrevista, com grande ênfase para apenas um aspecto pincelado do que a entrevistada afirmou (artifício muito encontrado nos textos da Folha, por sinal). Muita enrolação: "retrocesso de 30 anos", " é no bojo", "desumaniza", "cegonha é um pássaro".. Afinal quais são os retrocessos 30 anos? Retrocesso na política atual ou no que defende a entrevistada? Isso é o que interessa na matéria e que não está presente. O texto é longo, está cheio de críticas genéricas e não diz qual é o problema. Só na entrevista você consergue obter algumas críticas concretas.

    Conceição Lemes

    06/04/2011 - 17h41

    David, a abertura da matéria traz alguns dos pontos importantes. Nós trazemos sempre os pontos mais importantes para o início. Tanto que depois vc tem a entrevista na íntegra. abs

    Vanessa

    06/04/2011 - 20h46

    Me desculpe, Conceição, porém devo concordar que o artigo pegou apenas termos genéricos e tirou todo o enfoque que a entrevistada pretendia alcançar: que deve-se incluir numa política materno-infantil as mulheres que também não desejam ter filhos (estando elas já grávidas ou NÃO!).
    E isso é claramente percebido pelo fato que uma grande porcentagem das pessoas que comentaram acharam que a crítica da entrevistada foi APENAS ao nome! E de forma nenhuma esse foi o enfoque dela!!
    Outros tantos ficaram com preguiça de ler a entrevista e deixaram comentários equivocados. Dessa forma, essas pessoas ficaram com uma imagem negativa da entrevistada devido a construção do artigo inicial acreditando que ela está "criando caso" e reforçando o pensamento tão difundido que "feminista só cria caso".
    Uma pena, pois o tema é interessantíssimo.

    Reforço e convido a todos a lerem por completo a matéria.

    beattrice

    06/04/2011 - 23h11

    Vanessa,
    gostaria de acrescentar, se me permite, que uma política pública de apoio à saúde da mulher não contempla apenas sua vida reprodutiva, o que claramente tb fica reduzido a nada nesta abordagem "cegonha".

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