VIOMUNDO

Esther Vilela: Partos de risco habitual serão feitos por enfermeiro-obstétrico

16 de abril de 2011 às 21h12

por Conceição Lemes

Desde que o lançamento da Rede Cegonha, em 28 de março, esta repórter tenta ouvir o Ministério da Saúde (MS). Depois de acomodações de agenda, conseguimos entrevistar a doutora Esther Vilela, coordenadora da Área Técnica de Saúde da Mulher do MS.

Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Esther Vilela é especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Durante 18 anos atuou como médica clínica em serviço público.  No decorrer de outros16 anos, foi gestora do Hospital São Pio X (antigo Hospital de Goiânia), no município de Ceres, Goiás. Aí, implantou um modelo de atenção humanizada ao parto e nascimento que se tornou referência para o MS.

É professora voluntária da disciplina Saúde Coletiva na Universidade de Brasília (UNB). Trabalha junto às equipes de Programa Saúde da Família (PSF) com alunos do último ano de Medicina e Enfermagem. Foi consultora do Ministério da Saúde na Política Nacional de Humanização, coordenando a sua implementação na região Centro-Oeste do Brasil.

Viomundo – A Rede Feminista de Saúde considera a Rede Cegonha um retrocesso nas políticas de atenção integral à saúde da mulher, de direitos reprodutivos e sexuais. Eu gostaria explicasse o que é exatamente a Rede Cegonha.

Esther Vilela — Eu acho um equívoco comparar a Rede Cegonha com a Política Nacional de Atenção à Saúde da Mulher. A Rede Cegonha não é uma política, é uma estratégia construída nesta gestão para enfrentar a grave situação que as mulheres vivem hoje no momento da gravidez-parto-puerpério.

Em que pese todo o esforço dos pactos que foram feitos, tudo o que foi construído desde o PAISM [Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher], nós persistimos com  taxas inaceitáveis de mortalidade materna [durante a gravidez ou até 42 dias após o parto] e neonatal. No Brasil, temos 69 óbitos de mulheres por 100 mil nascidos vivos. Além das mulheres que morrem, há aquelas que ficam com seqüelas que repercutem no restante da vida delas.

Considero uma violação dos direitos humanos das mulheres, que é uma violação dos direitos sexuais e reprodutivos, porque o parto é uma experiência da sexualidade. Para enfrentar esse desafio, estamos propondo uma série de ações de várias áreas do ministério. Por exemplo, a forma de pactuação entre os entes federados, a questão da contratualização…

Viomundo — Por favor, traduza.

Esther Vilela — O que a gente vem de certa forma inovando é como vamos nos relacionar com estados, municípios, serviços, colocando um componente que chamamos de apoio. Apoio é o fazer junto, fazer com, para que haja um comprometimento com a mudança das práticas. O que a gente quer é que se faça diferente nos serviços.

A Rede Cegonha não é fazer mais do mesmo que estamos fazendo, mas fazer diferente para garantir algumas coisas.

A primeira delas é um pré-natal de qualidade. A maioria das mulheres faz o pré-natal hoje. Aumentou muito o acesso, estão fazendo, no mínimo, quatro consultas. Apesar disso, persiste com uma baixa qualidade em relação àquilo que a saúde da mulher sempre perseguiu. É olhar a mulher de forma integral, um local onde possa trocar experiências, ser protagonista do pré-natal.

Então, a gente está propondo uma qualificação do pré-natal para que as mulheres tenham espaço, para se colocar dentro das necessidades que vivenciam nesse momento. E também garantir os exames. Muitas vezes a mulher faz os exames, outras vezes, não faz. Às vezes quando faz, os resultados saem depois de o bebê nascer.

A lei nº 11.634, de 27 de dezembro de 2007, garante que toda gestante tem o direito de saber em que maternidade do Sistema Único de Saúde (SUS) vai dar a luz.  Só que essa lei não é cumprida. As mulheres peregrinam em busca de vaga para internação no momento do parto ou quando têm algum problema. Queremos garantir a vinculação da mulher desde o pré-natal. Não uma vinculação burocrática, mas uma vinculação onde é desejável que ela visite antes de dar a luz, para que estabeleça relação de confiança.

A outra coisa é a questão do transporte. Muitas vezes a mulher tem dificuldade de chegar com alguma facilidade ao local onde vai dar a luz. Mora longe, em lugares onde é difícil até pegar um ônibus. Então, estamos discutindo a possibilidade de viabilizar esse acesso à maternidade.

Depois, não adianta chegar à maternidade e ficar esperando na porta para ser atendida. Às vezes a gestante que espera mais pode ser a mais urgente, a que vai convulsionar na sala de espera. Se ela fosse atendida antes, poderia ter a sua vida salva e a do bebê.

Então, estamos trabalhando com o conceito de acolhimento com classificação de risco. Assim que chegam ao estabelecimento de saúde, as mulheres vão ter imediatamente o seu risco avaliado.

Estamos trabalhando também com o conceito de vaga sempre. No momento de dar a luz, de uma hemorragia, não se pode falar “aqui, não temos vaga, vá procurar outro serviço”. Assim, estamos fazendo uma pactuação para que essa vaga seja garantida em todo estabelecimento de saúde.

Só que também não adianta a mulher entrar no local onde vai acontecer o parto. Temos de pensar em como essa atenção vai acontecer. Hoje já está provado que o modelo de atenção ao parto-nascimento é um modelo ruim, que causa problema para as mulheres.

Viomundo – Por que o modelo de atenção ao parto-nascimento é ruim?

Esther Vilela – A gente chama isso de boas práticas de atenção ao parto-nascimento. Já está provado que a mulher precisa de apoio de um acompanhante durante o parto. É a maior tecnologia durante o parto. Uma mulher sozinha, sem esse apoio familiar, afetivo, tem mais dificuldade de levar o processo de parto de forma saudável, com a sua competência própria.

Existe uma lei, a 11.108, de 7 de abril de 2005, que assegura às parturientes o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde. Só que essa lei também não é cumprida na maioria de hospitais, estabelecimentos de saúde, que atendem  parto. Queremos uma pactuação com todos os serviços para que a mulher tenha acompanhante durante todo o tempo. Isso aumenta o protagonismo dela.

Já está comprovado também que muitas práticas são ruins, embora ainda  adotadas em maternidades.  Por exemplo, internar a mulher sem acompanhante num espaço coletivo com outras mulheres em trabalho de parto. Coloca-se um soro nela, deixa-a deitada, em jejum, às vezes sem poder caminhar, sem poder se expressar livremente. Essa mulher é atendida por vários profissionais que às vezes não conhece o nome, fazem o exame de toque de forma equivocada ou fazem exames desnecessários. São práticas que prejudicam a evolução natural do parto, muitas vezes gerando intervenções que podem acabar em grandes desastres.

Outra coisa é o ambiente do parto. Está provado que nesse momento a mulher precisa de privacidade, de um ambiente com dignidade à altura do grande trabalho que ela está desenvolvendo.  O direito à privacidade, que é um princípio ético, está inserido nas boas práticas de atenção ao parto e nascimento. Para isso ser garantido, nós estamos investindo na reforma das maternidades.

Assim como estamos abrindo outros espaços para as mulheres em trabalho de parto com risco habitual, ou seja, cujo parto não é de alto risco. Essas mulheres não precisam estar dentro de uma grande maternidade. Elas podem ter os seus bebês no que a gente chama de centros de parto normal, que ficarão ao lado ou mesmo dentro de grandes maternidades. Nesses centros de parto normal, os cuidados da gestante serão capitaneados por uma equipe coordenada pela enfermagem obstétrica.

Viomundo — Os de risco habitual não serão feitos por médicos?

Esther Vilela — Exatamente. Nós estamos incentivando que na cena do parto entre esse ator que é o enfermeiro obstétrico, que tem toda a capacitação para atender o parto de risco habitual com uma qualidade muito grande.  Agora, quando esse enfermeiro-obstétrico está com alguma dúvida ou precisa de apoio devido a algum imprevisto, o médico-obstetra de plantão  é chamado. O enfermeiro-obstétrico e o médico trabalham em equipe, mas o corpo a corpo, a assistência toda do parto fisiológico, ou seja, do parto de risco habitual, é feito pela enfermagem obstétrica.

O Hospital Sofia Feldman, de Belo Horizonte, que é um centro colaborador do MS para implementação desse modelo, tem um centro de parto normal ao lado da maternidade.

A presença do enfermeiro obstétrico e desse outro espaço de atendimento ao parto de risco habitual é para a mulher se sentir mais emponderada, mais capaz de resignificar esse momento hoje traduzido por dor, sofrimento, mutilação e desrespeito.

Hoje é preconizado que se use um gráfico – chama-se partograma –, para saber se o parto está evoluindo bem ou não. Todos os centros de parto normal existentes hoje no Brasil têm resultados muito bons, pois eles são monitorados, os partos são muito bem acompanhados.

Viomundo – Que outras práticas ruins ainda são adotadas?

Esther Vilela – Tem aquele pique que se dá no períneo [área muscular entre a vagina e o ânus], lá na saída do bebê. Estou falando da episiotomia. No Brasil, é uma prática ainda muita difundida e realizada. Não é benéfica para as mulheres. É para ser feita apenas em algumas situações.

A posição deitada não é a melhor posição para a mulher ganhar neném. É uma posição que prejudica a saúde dela e principalmente a do bebê.  Muitas crianças morrem por asfixia, que é falta de oxigênio. Essa asfixia no momento do parto é diretamente relacionada à posição da gestante.

Viomundo – E qual a posição adequada?

Esther Vilela — Mais verticalizada. Você vê que a mulher fica o tempo inteiro levantando pra ver se ajuda? A posição deitada é a pior. Porém, 90% das nossas maternidades a adotam.

Também é muito comum nas maternidades brasileiras mandar a mulher calar a boca enquanto está em trabalho de parto com a alegação de que “quando fez o bebê gostou, agora tem de agüentar”.  Isso é uma violência sexual, de gênero, que a gente não pode suportar mais.

Com a Rede Cegonha, nós estamos querendo dar um basta a essas práticas que são produtoras de morte, sofrimento, não são produtoras de vida.  Nós temos a obrigação de enfrentar isso com novas tecnologias, porque não demos conta ainda. Já fizemos muito. Mas agora precisamos estar lá nos espaços, nos serviços, mudando essas práticas.

A gente está propondo a garantia de acesso ao planejamento reprodutivo com ampliação dos métodos para que ela tenha uma escolha, ampliação da vasectomia, que hoje ainda é pouco feita. Depois, garantir o acompanhamento dessa criança.

Aliás, no Brasil hoje nós temos um paradoxo. De um lado, o setor público com esse cenário de parto. Do outro, o serviço privado, onde 90% dos partos são cesáreas, que é outra violência contra a mulher. A cesárea desnecessária é mais arriscada para a mulher e o bebê. Esse exagero de cesáreas está produzindo o que se chama de epidemia oculta de bebês prematuros, que estão sendo tirados antes da hora.

Viomundo – A senhora citou duas leis importantes que não estão sendo cumpridas. Citou o desrespeito de profissionais de saúde.  Falou sobre as más práticas na atenção ao parto. Será que se as leis citadas fossem cumpridas, as equipes de saúde se comportassem de forma digna e competente – afinal, assistência de qualidade pressupõe essas condições –, não resolveríamos a questão da alta mortalidade materna, que é o grande desafio da Rede Cegonha?

Esther Vilela – Em parte. Claro que tem uma questão que diz respeito aos processos de trabalho locais, ao modo como o trabalho é realizado.  Agora tem um componente na questão parto-nascimento que é o modelo de atenção.  Nós estamos falando também aí de mudança de paradigmas.

Até hoje qual é o modelo hegemônico adotado no Brasil? O parto como um ato médico. É o médico que realiza e a mulher, de certa forma, é passiva nesse momento.  Isso está até aculturado. As mulheres dizem “eu não vou dar conta disso”. Isso já entrou na nossa cultura, como foi um tempo atrás a questão do aleitamento. Na época da minha mãe se dizia que o “leite é fraco”,  “eu quero leite em pó”, que estava surgindo naquele momento. Isso causou uma fragilidade na filosofia que se traduziu na fisiologia. O corpo não funcionava mesmo, o leite não pojava como as mulheres dizem…

Hoje a nossa cultura é a de medicalização do corpo feminino. Então, “as mulheres não dão conta”, “nós temos de fazer por elas”.  Nas maternidades, de certa forma existe essa coisa da objetivação do corpo feminino como máquina. E uma máquina defeituosa. Ela vai para o hospital, porque ali tem recursos para funcionar a máquina dela que não funciona.

Viomundo – Mas, doutora, nós estamos assistindo à medicalização excessiva de toda a saúde, de homens e mulheres, em todas as faixas etárias: crianças, adolescentes, adultos, idosos. Logo, não é exclusividade da grávida. A senhora fala dos equívocos no atendimento médico das mulheres no parto. Aí, de novo, são equívocos decorrentes da má formação médica e nós, mulheres, não somos as únicas vítimas. A senhora fala do desrespeito com que a gestante é tratada, aí, de novo, quem conhece a rede pública de saúde – eu conheço bem a cidade de São Paulo – sabe que a falta de atendimento digno permeia toda ela.  Experimente ficar na salas de espera de alguns ambulatórios de hospitais-escola de São Paulo para ouvir a grossura, a rispidez, o descaso com que certos atendentes, enfermeiros, médicos tratam pacientes…

Esther Vilela – Você está falando de uma coisa, eu estou falando de outra. Vamos tirar essa parte em relação ao embrutecimento, ao anestesiamento em relação ao sofrimento alheio. Se eu te falar agora que o apoio durante o parto é a maior tecnologia para salvar…

Viomundo – Eu sei, a senhora já falou…

Ester Vilela --… que a posição da gestante durante o parto vai salvar uma criança ou evitar que ela fique com problemas depois…que todos os hospitais públicos estão usando uma tecnologia [mulher deitada na hora do parto] que não é eficaz… Nós temos de corrigir isso.

Viomundo – A Rede Cegonha é para pacientes SUS. A senhora disse que médicos estão fazendo besteira no atendimento do parto. Como ficam as parturientes dos planos de saúde, já que elas estão sujeitas aos mesmos equívocos, já que a formação médica é a mesma?

Esther Vilela – Eu não falei que os médicos estão fazendo besteira… Eu disse que o nosso modelo de atenção ao parto-nascimento é inadequado.

Viomundo – A senhora disse que se faz episiotomia demais no Brasil, e que isso é errado. A senhora disse que em 90% das maternidades brasileiras a mulher fica na posição deitada na hora do parto, e que isso é errado. Quem faz isso é médico, doutora!!! Logo, há um problema de formação inadequada, que atinge tanto os profissionais que atendem SUS quanto os de planos de saúde…

Esther Vilela – É um modelo inadequado desde a concepção da maternidade. É um modelo que muitas vezes a mulher chega na portaria, a sala de parto é lá no quarto, quinto, sexto andar…

Viomundo – Tem ideia de como as mulheres vão reagir à ideia de serem cuidadas na hora do parto por um enfermeiro-obstétrico em vez de um médico?

Esther Vilela — A nossa experiência com centros de parto normal existentes no Brasil é muito positiva, no sentido de que a satisfação com o cuidado é muito grande.

Viomundo — E a mulher não quiser ser cuidada pelo enfermeiro-obstétrico?

Esther Vilella — Ela pode procurar outro lugar. Quando a gente fala de vinculação, não é uma vinculação obrigatória, é uma vinculação onde a mulher sabe que ali é maternidade. Ela não tem obrigatoriedade de estar nesse modelo de assistência.

Viomundo – Como pretende fomentar a Rede Cegonha?

Esther Vilela – No ano passado, nós tivemos uma experiência com o plano de qualificação das maternidades da Amazônia Legal e do Nordeste, que nos deu pistas de como tecer e fomentar essa rede, de modo que a população se aproprie dela.  A maioria das mulheres não sabe que existe uma lei que garante acompanhante. Para implementar isso, teremos de ampliar o debate com a sociedade civil, com os diretores de hospitais, com os conselhos de classe.

Na Rede Cegonha, está previsto um espaço técnico-político para debate. Isso é uma inovação. A gente pode falar “cumpra-se!” Tudo bem. E se não cumprir? Qual o nível de responsabilização de todos os atores envolvidos? Esse espaço do fórum é potente para a mudança de práticas. Vai permitir que a gente olhe essa rede e veja onde está a defasagem.

Quando a gente fala rede é porque tem aí uma engenharia, para que a gente possa construir. Para fomentar essa rede, você tem de apoiar os territórios, para que eles se vejam na responsabilização que eles têm.  Uma responsabilização que inclui o outro e não de briga com o outro. Uma responsabilização solidária, cooperativa, em que todos os setores envolvidos conversam um com o outro. Isso é muito importante.

Viomundo – Por que não incrementar o que já dando certo, consertar ou descartar o que dando errado, pensando na saúde como um todo?

Esther Vilela — A morte materna é dramática, porque na grande maioria das vezes é evitável pelas ações dos serviços de saúde. O nosso patamar é inaceitável. Se a gente pensar que a grande maioria das mulheres brasileiras vai querer um dia engravidar e ter os seus bebês, nós estamos implementando estratégias para melhorar a atenção ao parto. Muitas mulheres já sofreram durante o parto, perderam irmãs, filhas… Então para defender os direitos humanos, sexuais e reprodutivos das mulheres nós estamos lançando essa estratégia. A Rede Cegonha não é uma política. É uma engenharia que estamos fazendo para enfrentar essa situação dramática hoje no Brasil que é a mortalidade materna. A gente não pode esconder isso e dizer que está tudo bem.

Viomundo — Logo no começo a senhora disse que considerava um equívoco a crítica da Rede Feminista de Saúde. Em que medida?

Esther Vilela — O equívoco é pensar que a Rede Cegonha vai resumir toda a política nacional de atenção à saúde integral da mulher. O equívoco é achar que a Rede Cegonha é a política nacional de atenção à saúde integral da mulher do Ministério da Saúde. O equívoco é achar que o dinheiro agora só vai para quem está grávida.

A Rede Cegonha é uma proposta em construção. Nós sabemos que a sociedade civil, os movimentos feministas têm papel importantíssimo no avanço das políticas de saúde. Nós estamos abertos a sugestões. Na verdade, todas nós queremos a mesma coisa: melhorar a saúde da mulher.

Leia aqui por que Fátima Oliveira acha que o Ministério da Saúde adoça a boca do Vaticano.

Leia aqui o alerta de Telia Negrão, secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde, sobre A Rede Cegonha.

Leia aqui sobre a polêmica portaria do Ministério da Saúde referente à Área Técnica de Saúde da Mulher.

Leia aqui o que a doutora Fátima Oliveira escreveu sobre Dilma, a Rede Cegonha e os dilemas de Dona Lô.

Leia aqui o pedido da doutora Clair Castilhos à presidenta Dilma para que ouça as mulheres em relação à Rede Cegonha.

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Maria José Rosado: O que é isso, Presidenta?

11/01/2012 - 21h25

[…] Esther Vilela: Partos de risco habitual serão feitos por enfermeiro-obstétrico […]

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Juliana

03/08/2011 - 12h37

O preconceito com as enfermeiras-obstétricas aqui é gritante, a começar pelo título do post, bem sensacionalista, chamando a atenção para a ausência do deus todo poderoso médico no parto de risco habitual.
Enfermeiras-obstétricas e obstetrizes estão capacitadíssimas para atender às gestantes, parturientes e puérperas, e sabem muito bem como detectar intercorrências que demandem a atenção de um médico. Não conheço obstetras que tenham paciência e se disponham a perder a grana de consultas e cesáreas de hora marcada quando a assistência a um parto exige mais que quatro horas ou extrapola o horário comercial. Sempre vêm com a ladainha: o cordão está enrolado (pelo menos 20% dos bebês apresentam circular de cordão, e a maioria absoluta dos casos não representa maiores riscos para o bebê), ou o feto está sentado (parto pélvico com a técnica correta acontece com tranquilidade, ou nenhum bebê no mundo teria nascido de bunda pra lua), ou ainda, a qualquer alteração no exame que mede os batimentos cardíacos fetais, dizem que o bebê está em sofrimento e precisa "sair logo". Muitas vezes o tal sofrimento é o jejum desnecessário a que a mulher é submetida ou a posição em que fica ao ser internada, deitada e imóvel como se estivesse doente, ou, pra terminar, a analgesia "milagrosa" que pode levar a alterações nos batimentos fetais. Se um adulto fica grogue com anestesia, imagine só um feto de menos de 4 quilos!
O parto é um evento natural, demanda tempo, paciência, respeito. Os protagonistas são a mulher e seu bebê, não o obstetra herói, a parteira/enfermeira-obstétrica/obstetriz ou o anestesista milagreiro. Enquanto profissionais de saúde e gestores não enfiarem isso na cachola, as mulheres seguirão sendo tratadas como gado, e, ironia da lavagem cerebral a que as mulheres são submetidas pela mídia e pelos médicos, implorarão para continuarem recebendo tal tratamento, sendo dopadas, cortadas, afastadas de seus bebês imediatamente após o parto…

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    renato de oliveira siervi

    20/11/2012 - 12h51

    Juliana, o preconceito ou seria preocupação??? Falando sério, é temerário entregar duas vidas nas mãos de parteiras e similares, só passando ao médico obstetra quando o abacaxi estiver “construido”!!!

    Nubia

    12/08/2013 - 21h04

    Temerário é ver mulheres sendo submetidas a cesarianas desnecessárias com médicos cesaristas sem humanização. E enfermeiro-obstetra estuda 7 anos para tal, não é um parteiro ou similar… São 5 anos de enfermagem = 2 anos de um residencia de 60 horas semanais.. Alô??? Só no Brasil, um país subdesenvolvido, que isso é motivo de temor, porque nos países de primeiro mundo, isso é mais que normal.

    Nubia

    12/08/2013 - 21h05

    * 5 anos de enfermagem + 2 anos de residencia

Entrevista sobre Rede Cegonha com Esther Vilela, do MS

10/05/2011 - 08h40

[…] Entrevista sobre Rede Cegonha com Esther Vilela, do MSBy Felipe Cavalcanti – 17/04/2011Postado em: Entrevistas, Equipe do Blog, z Tweetde Viomundo Esther Vilela: Partos de risco habitual serão feitos por enfermeiro-obstétrico […]

Responder

Rede Cegonha: saúde feminina se reduz à maternidade e o aborto seguro? | Viomundo - O que você não vê na mídia

05/05/2011 - 13h44

[…] Esther Vilela enfatiza que, ao contrário das críticas, a Rede Cegonha amplia os direitos reproduti…, garantindo a dignidade e a vida das mulheres e dos bebês. “Nossa estratégia é qualificar a atenção à saúde da mulher. Em relação ao abortamento inseguro, gostaria de fazer uma observação: a mulher procura o serviço médico no transcurso do abortamento. Nossa obrigação é atendê-la rapidamente, de forma qualificada e evitando a violência institucionalizada. É um princípio ético para nós. Inclusive, lembro que o Ministério da Saúde está instituindo o acolhimento nas maternidades com prioridade de emergência. Uma mulher com hemorragia, por exemplo, terá preferência no atendimento”, explica Esther Vilela. […]

Responder

Rede Cegonha recebe apoio da Frente Parlamentar Contra o Aborto | Viomundo - O que você não vê na mídia

27/04/2011 - 23h24

[…] Leia aqui a entrevista com a doutora Esther Vilela, do Ministério da Saúde, sobre o Programa Rede ….   […]

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Luís Alberto Furtadi

18/04/2011 - 15h39

Renato de Oliveira Siervi disse no blogue Saúde com Dilma:
17/04/2011 às 1:45 PM

Vemos essa avaliação equivocada que a humanização do parto passa por colocar o marido ao lado da esposa pra ver a dona urrar de dor. É a mesma coisa que dizer que pra humanizar a sociedade devemos voltar a morar nas cavernas! Pra mim HUMANIZAR O PARTO é chamar o médico anestesiologista pra fazer a analgesia do parto “normal”, levando a mulher a um trabalho de parto sem dor. O resto é confete!!! E parto seguro é com médico obstetra, sim senhores!!! Essa onda de fazer parto com qualquer profissional que nem sabe a morfologia do aparelho reprodutor feminino, nem tem noção da ação dos medicamentos, nem estudou a fundo o corpo humano, é só pra baratear o trabalho. Ficam fazendo teste com esse e aquele e quem paga o pato é a gestante e o bebê. A ausência de defesa de analgesia de parto se faz devido a que o médico anestesiologista só faz a analgesia em presença de um médico obstetra, claro! Mas isso ninguém diz!

Responder

    Aline C. Pavia

    26/04/2011 - 14h38

    Típico de homens, falar bobagens sobre o que não sabem.

    Existem milhares de parteiras fazendo milhares de partos no Norte e Nordeste do país. Defender o parto como ato médico é classificar o corpo da mulher como chocadeira.

    renato de oliveira siervi

    20/11/2012 - 11h44

    Aline, tua fala por si só demonstra o quanto és preconceituosa! Primeiro, eu fiz uma faculdade de 6 anos, em tempo integral e mais 3 anos de residência em anestesiologia, pra ter as informações que postei. Quanto aos milhares de partos acontecendo sem assistência médica, digo que teremos milhares de futuros escolares com defícit de aprendizado, mas isso nunca será atribuido ao prolongamento do trabalho de parto ou à hipóxia per-parto. Vc por acaso ouviu algum dia sobre isso??? Defender o parto como ato médico é classificar a mulher e o bebê como seres humanos com o merecido respeito a que precisam ter! Isso de chocadeira é idéia tua sobre o corpo da mulher. Eu busco o devido respeito, inclusive colocando os cuidados na mão de quem tem a maior carga de conhecimento, e nunca defendendo que seja feito por técnicos [que são no máximo de estudo secundário] e nem tem a menor noção de como é a estrutura corporal da mulher.

    Aline C. Pavia

    26/04/2011 - 14h46

    É possível parto sem dor e sem medicação. Eu sou farmacêutica e tive 1 ano de anatomia, 4 anos de farmacologia e química farmacêutica, e sei do que estou falando.
    Parto sem dor é parto com INFORMAÇÃO. Coisa que 99% dos médicos obstetras de convênios não têm o menor saco para dar. Chega de episiotomias desnecessárias, chega de exame de toque, chega de partos deitadas, amarradas, com campo cirúrgico na frente para "não ver o sangue".
    Quem propagou a ideia de que um parto é um banho de sangue foi Hollywood.
    E por fim, espero que a pobre coitada da esposa do sr. Renato de Oliveira Siervi não leia esse despautério que ele publicou no blog da Dilma. Creio que ela não ficará feliz em saber que seu marido acha que acompanhá-la e apoiá-la na hora de dar à luz o filho dele, é voltar ao tempo das cavernas.

    Infelizmente na quase totalidade dos hospitais nós mulheres que precisamos de haustos de fôlego entre as contrações, somos tratadas como "gritalhonas" e "infantis". "Na hora de fazer não gritou, então agora na hora de parir não tem que gritar".

    O que será que vocês consideram como sendo o comportamento do "tempo das cavernas"?

    E porque Gisele Bundchen, Carol Celico, Vera Viel, Fernanda Lima e tantas outras mulheres estão preferindo dar à luz em casa, com parteiras, mesmo tendo dinheiro, acessos e meios?

    Se Deus me permitir a graça, meus partos serão realizados o mais longe possível de médicos, sobretudo homens. Desde que o Homo passou de erectus a sapiens temos de aguentar o ódio e o recalque do macho da espécie, inconformado por sermos nós as fêmeas a trazer suas crias ao mundo.

    Mas até parece que Dilma Rousseff vai mexer na máfia do CFM e convênios. E viva as desne-cesáreas.

    Nubia

    12/08/2013 - 21h16

    Quanta ignorância acerca… Então quer dizer que parto humanizado é com médico obstetra. Se for pra ser com um médico obstetra que apoie o parto humanizado, aí sim eu apoio. Mas se for como uma parte da classe que marca uma cesárea eletiva, para o dia de sua agenda que for mais conveniente para si, e que inventa um monte de empecilhos desencorajando a mulher de ter um parto normal, empecilhos estes que são facilmente desmentidos por profissionais experientes com partos humanizados super bem sucedidos(enfermeiros obstetras, me desculpe!)

Mariana Rodrigues

18/04/2011 - 15h12

A minha solidariedade a Conceição Lemes, uma jornalista ética e responsável, comprometida com os direitos da mulher, contra os ataques de pitbuls.

Responder

Mariana Rodrigues

18/04/2011 - 15h12

É bom que fique claro que a luta contra a morte materna é eminentemente feminista. No mundo. E não foi fácil chegar até aqui, com alguns governos no mundo admitindo que a morte materna em geral acontece como uma crueldade dos governos, já que 98% delas acontece por motivos que podem ser evitados. Há prevenção absolutamente conhecida para a morte materna.
Não foi fácil fazer o estado brasileiro reconhecer a morte materna como uma morte cruel. Há mais de 30 anos combater a morte materna é uma bandeira feminista. Repito: no mundo!
A Dra. Esther Vilela bem conhece a história porque fez parte dela.
Não há nenhuma ação de combate à morte materna no Brasil que não tenha sido pensada e reinvidicada pelo feminismo, inclusive o Pacto Nacional pela Redução da Morte Materna e Neonatal, que o feminsimo estava lá desde quando ele foi discutido a primeira vez e ajudou a escrevê-lo.
Então é mentirosa a afirmativa que diz que o feminismo quer se apropriar de políticas públicas que deram certo para ampliar o seu capital político. É mentirosa e safada.

Responder

douglas da mata

18/04/2011 - 08h55

continuação
(…)
É preciso o pessoal feminista dizer o que quer:

1. Troca de ministro, na entrevista da Fátima, as loas ao Humberto estão explícitas, e isso é legítimo no debate, mas travestir luta política com crítica desqualificadora não é um bom caminho;
2. Inserir o debate do aborto nas ações de poíticas públicas, ainda que não haja suporte constitucional para tanto;
3. Afastar a Igreja (qualque que seja ela) das parcerias e execuções das políticas públicas (o que é desejável, e eu defendo, mas improvável em um país onde lê-se no preâmbulo da CRFB: "Acreditamos em deus", embora o estado se autodenomine laico. E onde a agenda do Congresso e das últimas eleições nos mostre-nos que a luta feminista não conseguiu dar suporte político para que essa discussão se estabeleça, ao menos em nível governamental, muito menos na maior parte da sociedade.
4. Amalgamar e se apropriar de determinadas ações públicas (principalmente as que deram certo)do PNAISM, e demarcar com isso um ponto de apoio para a luta feminista, sem considerar os fracassos, pois considerariam essa assunção como prejudicial para o "capital político", o que diminuiria o peso do movimento no processo de tomada de deciões.
5. Restringe a crítica ao ministério, como se não fossem agentes delegados com poder de decisão limitado pela vontade da mandatária, e mais, como se fosse possível "manipular" a presidenta, ainda mais nesse tema. Fazem isso para preservar a imagem "da mulher no comando", cara ao movimento.

Enfim, citaria um monte de outras, mas creio que por enquanto basta.

Só gostaria que o debate se desse pelos motivos reais, com argumentação centrada no real desejo de cada parte em impor sua vião, e não em "contrabandos", que aliás, começou com a ideia de "vender" essa matperia como entrevista.

Um abraço

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douglas da mata

18/04/2011 - 08h54

continuação do comentário anterior:

Bom dito isso, eu li o texto e comprovei o que todos aqui, e alguns comentários meus já diziam, ainda que certos tópicos e termos difiram na forma.
1. Os ínidices de morte de mulheres ao dar a luz são inaceitáveis;
2. O PNAISM e Rede Cegonha não são excludentes, mas complementares.
3. Há uma direção de incentivar a adesão das esferas municipais e estaduais a um conjunto de princípios para estabelecer um padrão mínimo de atendimento, independentemente da região onde se executa, diferente do que acontece hoje, com assimetrias graves entre regiões ricas e pobres, e às vezes, dentro dessas próprias regiões, dependendo da vontade política dos gestores locais, e claro: do nível de mobilização e coesão dasw mulheres em torno de seus direitos (muito pelo movimento feminista), mas que também não tem dimensão e peso parecido em todo pais, bem apresenta contradições internas inerentes a qualquer grupo de defesa de direitos.

Ou seja, ainda que haja uma vontade política (LEGITIMA) do movimento feminista de defender o PNAISM e suas concepções, e amadrinhá-lo de forma a impedir que as conquistas sejam atacadas, essa determinação não pode impedir que o governo adote as práticas que entender necessárias e urgentes, ainda que a interlocução com sociedade civil seja desejável e exigível, quando identificar pontos que não funcionam, como é o caso da mortalidade de mulheres parturientes e por conseqüência, dos nascituros.

É bom lembrar que nenhum setor se sobrepõe ao conjunto da socieddade, nesse caso, as mães ou atendidas pelo SUS estão dispersas em um todo que supera, E MUITO, os limites da representatividade desse ou daquele movimento, que sequer podem ser considerados como um TODO, orgânica e politicamente falando, dada a fragmentação de suas ações na História, salvo em relação a conjunturas bem específicas.

E se o interesse é a saúde e a VIDA da mulher (quer seja ela mãe ou não), o governo PRESENTA a sociedade e deve agir, ainda que acima das disputas de concepção e da luta por hegemonia dentro de ministérios, movimentos sociais, ou interesses privados.

Nos comentários desse e de outros textos, eu enxerguei um paradoxo interessante: Há uma repulsa a defesa do ATUAL governo e de suas ações, e uma reivindicação da liberdade em atacar essa ou aquela política, estratégia ou programa (tanto faz).
Mas quando a crítica se dirige ao que já havia, aí incluídos os resultados do PNAISM em determinados setores, como foi revelado pela Coordenadora, aí essa liberdade é considerada estupidez, manipulação, conservadorismo, etc, etc, como se a adjetivação do outro resolvesse a questão política que está por trás do debate.
Ou seja, é sempre um debate entre as detentoras da "verdade", da legitimidade da defesa da "mulher", contra os "cegonheiros", atrasados, simplistas, propagandistas, etc, etc, etc.

Como se o PNAISM não fosse nada mais que um conjunto de princípios que se espalha de forma disforme e desequilibrada por todo país, com resultados diferentes, de acordo com diferentes cortes (o principal é de classe social), muito longe ainda de atingir as metas que se propõe. Fato aliás, que a ótima "entrevista" da Fátima (pelo viés da cronologia política da luta e da correspondente implementação das ações), mas que deixou-nos sem saber quais resultados podem ser tabulados, aplaudidos e considerados como críticos e pendentes de revisão das estratégias. Foi um aula de História, mas sem qualquer compromisso ou rigor científico de apresentar os resultados que justifiquem a defesa.

Continua no próximo

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douglas da mata

18/04/2011 - 08h53

Caros e caras comentaristas:

Algumas considerações sobre esse texto.

Um equívoco considerar o texto acima uma "entrevista". É um debate entre o blog e a suposta entrevistada, na medida que todas as perguntas pretendiam direcionar a fala para um ponto onde se comprovasse a tese pré-estabelecida da entrevistadora.

Mas veja que isso não tem nada de mal, mas apresentar como "entrevista", e moldar as perguntas para que surjam inferências favoráveis a determinada posição é "contrabando".

Se olharmos o tom em relação a "entrevistada" acima, e a "entrevista" com a médica Fátima Oliveira, é como se assístissimos o JN nas "entrevistas" com Dilma e Serra, embora aqui, a elegância seja muito maior. Mas na essência é a mesma coisa, e confesso:
Não esperava isso por aqui, embora entenda os motivos de todos: Desde o pit bonner com suas "tarefas" editoriais junto ao psdb, desde o blog com suas convicções e interesses nesse tema da saúde da mulher.

Responder

tonypoeta

17/04/2011 - 19h07

Nas postagens anteriores, não tinha me ficado claro o motivo da crítica. Pela poostagem atual, a meu ver, as criticas eram realmente inconsistentes, ou por má informação, ou como é comum, para conseguir toda verba da saude.
A reportagem é clara: assistencia materno infantil é separada da saude da criança, da mulher e do homem; este aliás não precisa,pois ninguém fala nada, mesmo morrendo primeiro que as mulheres.
Para ficar igual verba e demanda, sugiro agora entrevistas sobre a saude do homem e não só sobre o controvertido (do ponto de vista médico) cancer de próstata.

Responder

    Mariana Rodrigues

    17/04/2011 - 22h24

    Tonypoeta, eu que sei da sua profunda inteligência, e não é de hoje, estou chocada com a tua falta de senso. Reler tudo, meu amigo. Depois seja honesto. Até agora você não entendeu nada. Não vê que o ministério da Saúde, quem manda lá, depois de fazer uma bobice atrás da outra mandou a pessoa séria e que tem nome a zelar, a Dra. Esther Vilhena vir servir de boi de piranha nessa conversa toda. Deu pena. É sério, tive dó. A entrevista dela se parece muito co o estilo Brizola (que eu mao), que não importava qual era a pergunta a ele dirigida, que a resposta era sempre sobre as perdas internacionais.
    Mas ao terminar d eler a entrevista, a pena que senti dela passou porque ela é suficientemente adulta para saber que em matéria de passação de perna, é regra geral que AS PESSOAS SÓ FAZEM CONOSCO AQUILO QUE PERMITIMOS.

Wildner Arcanjo

17/04/2011 - 18h08

Tem outro link aqui, de outro site: http://advivo.com.br/blog/luisnassif/adib-jatene-

E aqui tem o vídeo todo: http://hhenkels.blogspot.com/2010/10/adib-jatene-

Tem também uma entrevista com o Ex-ministro José Gomes Temporão, falando também sobre as políticas de saúde pública no Brasil. Infelizmente este eu não encontrei em canto nenhum.

Responder

Wildner Arcanjo

17/04/2011 - 18h01

Com relação as questões dos partos em hospitais privados e na rede privada de assistência médica, aos problemas do SUS e das políticas de saúde no Brasil, não custa nada ver a entrevista do Ex-ministroAdib Jatene. Tem até um link aqui no Viomundo (Conceição eu posso postar links?)
http://www.viomundo.com.br/politica/a-entrevista-

Eu vi e achei interessantíssimo…

Responder

Wildner Arcanjo

17/04/2011 - 17h45

O que tenho a dizer:

– Mulheres que criticam políticas ou estratégias como estas (como queiram), ou nunca tiveram filhos, ou nunca quiseram ter ou acham que os filhos que têm são estorvos que atrapalham a suas vidas. No final, só ligam para o próprio umbigo.

– Se o Ministério da Saúde quer implantar a Rede Cegonha nos moldes da entrevista, se conseguir tornar mais humano e materno o parto já será um grande avanço;

– As maternidades particulares brasileiras são fábricas de "colocar criança para fora", onde se agenda a data e hora da cesariana, para maximizar os recursos hospitalares, diminuir os custos e cobram caro por isto (eu tenho conhecimento de causa disto). Quanto à mãe e ao filho são “produto bruto a ser trabalhado”;

– Quem já peregrinou por uma maternidade pública sabe muito bem que o que a Dra. Esther Vilela disse é a mais pura realidade. Alguns profissionais da medicina já não ligam ou não conseguem ter esse sentimento porque até para eles já deixou de ser uma profissão de aspecto humanístico e importante e virou tão somente um negócio lucrativo;

– Pena que tenhamos que chegar a este ponto para que Mulheres, Mães, tenham que se sentirem também seres humanos.

Com a palavra, os especialistas…

Responder

    renato de oliveira siervi

    20/11/2012 - 12h17

    Wildner Arcanjo,
    “Com a palavra, os especialistas…”
    Certo! Então vamos lá! Sou anestesista, e digo: a analgesia de parto feita pelo anestesista reduz o stress materno-fetal, pois sem dor, a gestante reduz a quantidade de catabólitos e substâncias mediadoras do stress [que inclusive passam pela placenta e estressam o bebê…] entre outras coisas. Sem dor, às contrações, temos que a mulher passa a direcionar toda força que pode fazer para a contração adequada e reduz o tempo de trabalho de parto em média em 40%!!! Não há gritos, nem lágrimas… seguro, quando feito de maneira adequada, com técnica e por especialista.
    Quanto a ser “fábrica de colocar criança pra fora”, vejo que o parto tem que acontecer com 40 semanas [em média], independe da vontade dos profissionais. Não vou entrar no mérito da remuneração, mas deixo claro que o médico fez o juramento de Hipócrates, mas alguns querem confundi-lo com os votos de pobreza de São Francisco de Assis.
    Pra se manter atualizado gasta-se muito! Isso ninguém pensa na hora de falar!
    Na parte da “peregrinação” temos que o problema é de gestão/administração(!!!) e a culpa cabe aos secretários de saúde municipais e estaduais, além do ministro da saúde!
    Na questão do “ser humano”, acho que seria mais adequado se aceitássemos, como indicativo de humanidade no atendimento, a busca pelo atendimento pelo profissional mais capacitado e com maior bagagem de informações pra acompanhar o nascimento de uma nova vida, mas não é isso que se vê hoje…
    É desumano entregar duas vidas nas mãos de quem nem curso superior tem! Chega a ser jurássico defender isso!!!

beattrice

17/04/2011 - 15h33

Quer dizer, a coisa vai de mal a pior ou péssimo!!!!!!!!!!!

"Nós estamos incentivando que na cena do parto entre esse ator que é o enfermeiro obstétrico, que tem toda a capacitação para atender o parto de risco habitual com uma qualidade muito grande. Agora, quando esse enfermeiro-obstétrico está com alguma dúvida ou precisa de apoio devido a algum imprevisto, o médico-obstetra de plantão é chamado."

Quem deve estar contentíssimo é o PSDB que vinha propondo isso há tempos e creio que até implantou setorialmente em SP, contra a opinião técnica de médicos, especialistas.
É possível conferir esse aspecto Conceição?
No mais, lamentável.
Definitivamente, o senhor Padilha entra para o seleto grupo dos ministros tucanos, que sonham com um des-governo tucano, desmontando políticas públicas consagradas e com bons resultados, demantelando o estado, formado por Cardozo Dantas, e os Tonys, Patriota e Malocci, sem esquecer o Johnbim, of course!

Responder

O_Brasileiro

17/04/2011 - 12h03

Estou ESTARRECIDO!!!
Um gestor público dá uma entrevista onde admite haver vários crimes (para quem não sabe, descumprir lei federal é crime!), não diz a quem denunciou tais crimes e nem diz o que o ministério está fazendo para coibir tais crimes dentro do SUS.
O abuso de poder dos funcionários vai dos vigilantes terceirizados aos médicos, passando pelas enfermeiras!
Agora, eu me pergunto, onde estão a Procuradoria Geral e os Ministérios Públicos? E os CRMs e os CORENs?
Acho que o Simão tem razão, o Brasil é o "país da piada pronta"!

Responder

leila maria

17/04/2011 - 11h47

Tenho uma amiga enfermeira, paraibana, mulher macho, sim senhor, especialista e doutora em obstetrícia e neo-natal que a mim contou uma historinha intetressante.
(Conceição, aguenta aí! Divide o comentário em dois, está certo?)
Pois bem, um secretário de saúde da Paraiba, médico Veterinário, decidiu, por conta e risco, eliminar do mapa as parteiras. De acordo com ele, as vacas, das quais é senhor e dono, parem e eternamente parirão com o auxílio luxuoso de um médico, veterinário, de preferência.
Pergunto eu, Conceição: você conhece os grotões e os cafundós da Paraíba? Acho que não! Pois é, moça, acho que o tal secretário, também não!
Você entendeu por qual razão o Brazil é o paíz (com z, mesmo!) das fadas?
Obrigada, Conceição!
Vamos esperar que a sensatez e a decência marquem presenças.

Responder

leila maria

17/04/2011 - 08h13

Às vezes eu penso que o Brasil é o país das fadas!
Valeu ler a entrevista para ter quase a certeza disso.
Sala anexa às maternidades para as mãezinhas! Junto com acompanhante! Um suco de maracujá para matar a sede e diminuir o stress!
Uma certeza, essa eu tenho: quem escreve essas políticas-programáticas-estratégicas, não conhece o Brasil. Apenas faz de conta!

Responder

Mister X

17/04/2011 - 00h05

A Dra. Esther Vilela foi muito bem instruída para a entrevista. Coisa de mestre. Mas aprendi que o Programa Rede Cegonha não é Programa, é estratégia. Fiquei confuso. E também entendi que ela disse que as feministas estão mentindo. Foi isso que ela disse. Tem alguém mentindo nessa coisa toda. Mas eu não descobri quem.
Sou de acordo que o parto possa ser feito por qulquer pessoa que saiba fazer parto, desde as parteiras, as enfermeiras obstétricas e ATÉ médicos, que é quem menos sabe fazer parto. Cesariana eles sabem bem.
Mas combinaram com o Conselho Federal de Medicina, que é contra até Casa de Parto?
Parece que a função da Dra. Ester ao dar a entrevista foi dar um chega pra lá nas feministas, dizendo que elas estão equivocadas, que não falaram a verdade; e começar uma polêmica com o Conselho federal de Medician. Ou seja, a função dela foi tirar os holofotes das feminista e jogar no Conselho Federal
de Medicina, que é uma briga mais fácil para um ministro da saúde que também é médico. Enquanto isso a Saúde materno-infantil segue com o andor.

Responder

    beattrice

    17/04/2011 - 15h36

    Quem vai assinar o atestado de óbito se o "parto de rsico habitual" complicar e não chegar a tempo nas mãos do médico? O enfermeiro? Ou o Ministro?

    Flavio Lima

    18/04/2011 - 09h09

    Paciente pobre, paciente do SUS, não precisa de médico.
    Se quiser escolher, que pague.
    O Estado pagar salario bom pra POFESSOR E MEDICO DE GENTE POBRE, não, isso não.
    Sem desmerecer os enfermeiros-obstetras, se deixarem a parturiente escolher…

    Aline C. Pavia

    18/04/2011 - 09h46

    Beatrrice é médica?
    Onde está escrito que o parto é ato médico?
    Em que diretriz está determinado que eu, pra parir, tenho necessariamente de passar pelas mãos de um médico obstetra?
    Faz 300 mil anos que nós fêmeas do gênero Homo parimos pela vagina, mas nos últimos 40 ou 50 anos isso virou um MERCADO no qual paga-se 100 por um parto "normal" e 500 por uma cesárea. Eu se fosse médico ia "optar" pelo quê?
    Resultado: o trabalho excelente das Casas de Parto, Parteiras, Doulas e Enfermeiras Obstétricas entra num "balaio" que mistura desinformação, medo e a boa e velha máfia do CFM com os convênios médicos. E no qual é óbvio que a presidenta por enquanto não quer por a mão. Isso acabaria com a "farra" de muitos obstetras dos convênios, que trocam suas SUVs todo ano e tiram férias de 4 meses, às custas das famosas "desne-cesáreas".
    – E o parto normal, como é?
    – O próprio nome já diz, filha, trabalho de parto, você vai dar trabalho!

    beattrice

    18/04/2011 - 10h11

    Aline é enfermeira?

    A questão não trata do que "quem é o quê" minha cara Aline.
    Se o parto não configura ato médico, ou seja procedimento em que o paciente necessita de atendimento médico, então porque os centros de "risco habitual" precisam estar localizados dentro ou ao lado do hospital?
    Para que haja um médico para onde correr caso a coisa se complique, trocando em miúdos.
    Dona Ester, como sói acontecer a quem falta argumento, mistura alhos com bugalhos, e o mesmo com seu discurso panfletário Aline.
    Pode-se questionar aspectos do atendimento médico ou da ética médica para isso há canais apropriados e se o MS tem informações a respeito que o faça, individual ou coletivamente.
    Pode-se questionar aspectos da formação profissional médica para isso há canais apropriados e se o MS tem informações a respeito que o faça, individual ou coletivamente.
    O que é inaceitável é colocar tudo num imenso balaio de gatos a pretexto de dequalificar uma política de governo PNAISM histórica e que vinha avançando por razoes de marketing político.
    Simples assim.

    Aline C. Pavia

    26/04/2011 - 14h54

    Sou farmacêutica. Prefiro o atendimento do CAISM da Unicamp pelo SUS do que qualquer convênio hoje. Dr. Adailton Meira – um Médico com M maiúsculo, uma espécie em extinção – que o diga.

    Na Europa, Japão e nos EUA um obstetra que faça uma cesárea eletiva pode ter seu registro de exercício profissional cassado. E em caso de complicações pode ir para a cadeia. Lá não tem escolha, é parto normal de 72 horas se assim for, e a parturiente que se vire.

    Só aqui no Brasil o parto cesárea vira evento para ser transmitido em telão de maternidades, com aquelas lindas touquinhas e aventaizinhos azuis. Estamos passando pela maior epidemia silenciosa de partos prematuros graças aos 80% de cesáreas na rede conveniada.

    A prática nos diz que os abortos e os partos são hoje o maior exemplo de apartheid sócio-econômico – e de gênero – existente no Brasil.

    Mas a classe médica segue torcendo o nariz de deboche para as enfermeiras obstétricas, parteiras e doulas. Se Deus assim o permitir não vou ter meu útero retalhado apenas para a conveniência de um obstetra leniente.

    Aline C. Pavia

    26/04/2011 - 14h59

    Na Idade Média mulheres nas aldeias podiam ser queimadas vivas se usassem seus conhecimentos de ervas medicinais para amenizar as dores de parto. A Igreja considerava isso "heresia".

    Como as coisas mudaram pouco em 700 anos. Hoje as parteiras, doulas e enfermeiras estão sendo "queimadas vivas" pela hipocrisia médico-religiosa que vigora num país que é laico só na constituição. Bons trabalhos de Casas de Parto e alguns projetos modelo do SUS, como o CAISM, seguem sendo enxovalhados porque tentam mudar a ignorância reinante.

    Parto NÃO É um ato médico. Se assim fosse, 80% das mulheres do planeta – fora das grandes metrópoles dos países mais desenvolvidos – não poderiam ter filhos. 80% das mulheres do planeta NÃO TÊM – ou não julgam necessário – acesso a médico no momento do parto.

    Cirurgia e cesárea, só em caso de última e extrema necessidade. Mas é tão complicado pedir ao obstetra para ficar ali 8, 10, 12, 24, 36, 72 horas acompanhando a parturiente no parto normal, não é mesmo?

Margareth B.J.

16/04/2011 - 23h26

Será mesmo que Clair, Telia e Fátima Oliveira são do bando das malucas? Ou das mentirosas? É a leitura
que sou obrigada a ter depois da entrevista da Dra. Esther Vilela. Ou tambéme stou equivocada? me engana que eu gosto, viu Padilha?

Responder

Margareth B.J.

16/04/2011 - 23h05

Os generais da banda, nem tchuns. Colocaram a corrdenadora da Área Técncia de Saúde da Mulher pra dar para a rasteirinha. Não funcionou. cara senhora doutora que enganar a quem dizendo que É UM EQUÍVOCO a Rede Feminista e demais pessoas que foram pra cima do ERRO CRASSO do Ministério da Saúde de adotar essa coisa esdrúxula de conceito de Saúde Materno-Infantil que foi enterrado no tempo de Dona Zilda Arns, que Deus a tenha? Sim porque depois dela passou a se chamar Área Técnica de Saúde da Mulher.
É preciso muito óleo de peroba para não assumir o erro e ainda dizer que quem criticou a adoção de uma program, ah, desculpe, estratégia, cheia de equívocos teóricos e políticos errou. É achar que só quem pensou o programa rede cegonha é inteligente.

Responder

Laura A. Borges

16/04/2011 - 22h50

Eu também acho que parto não é ato médico. Pode ser feito por parteiras e obstetrizes.
A entrevista sinaliza um recuo do Ministério da Saúde diante das críticas, o que parece bom.
Nenhuma palavra sobre Saúde materno-infantil. Muito sábia a doutora de não entrar nesse mangue, que nem caranguejo tem. Ponto positivo. Foi uma omissão de grande sabedoria. Mas o problema não deixa de existir. Ao contrário, não ter falado sinaliza que o buraco é profundo, já que o Ministério da Saúde realizará , junto com a OPS, dias 18 e 19 de abirl, em Brasília o "Simpósio Internacional de Redes de Atenção à Saúde Materno-Infantil".
Dra. Esther Vilela diz que O PROGRAMA Rede Cegonha não é uma política, é uma estratégia.
Alguém letrado pode nos dizer qual é a diferença entre POLÍTICA, PROGRAMA e ESTRATÉGIA em saúde?

Responder

    Wildner Arcanjo

    17/04/2011 - 17h47

    A mesma coisa; São acões que se implementadas, chegam a um determinado objetivo. Como se chama isto não interessa.

    Mariana Rodrigues

    17/04/2011 - 22h17

    Wildner, você não sabe mesmo! Há diferenças. Eu não as sei, mas você também não. Deixe de enxerimento, sô!
    Imagina se política é o mesmo que programa e que estratégia! ô inteligente, claro que qualquer uma tem metas e objetivos rsrsrsrsr
    A própria Dra. Esther Vilela disse que Rede Cegonha é uma estratégia. Embolou o meio de campo porque ele se chama Programa Rede Cegonha. rsrsrsrsrsr
    Ela resolveu chamar de estratégia porque há acusação de que pegaram ações já em ação desde 2005 e não disseram que já existiam!!!!! Pior que plágio.
    Também há diferenças entre Política de Estado e Política de Governo.
    No caso da saúde da mulher o PNAISM era uma pol'tica de governo (do governo Lula) porque se fosse de Política de Estado essa turma não poderia jogar no lixo!

    Wildner Arcanjo

    18/04/2011 - 13h01

    Nunca ví política sem estratégia nem programa sem estratégia. Montamos estratégias para tudo, começamos pela manhã quando acordamos e dizemos: "o que vou fazer hoje?"

    O problema é que pessoas inteligentes ficam emburrando (para não dizer uma palavra que eu acho muito feio) com um termo que pode ter sido até mesmo mal explicado e não pensam no todo, acham-se mais inteligentes do que os outros e acabam por tentar desqualificar, sei lá por quais motivos ou ideologias, uma iniciativa do Governo que vai atender a muitas pessoas e acabar com a mortalidade de muitas outras ( não só de mulheres mas também outros pequenos brasileirinhos e brasileirinhas);

    Pensa-se somente na ideologia e esquecem que as pessoas não são feitas só de ideologias mas também de coisas materiais, o próprio estar vivo é algo acima de tudo material e sem isso do que adianta as inúmeras ideologias, até mesmo as estratégias?

    E bom que se faça uma analogia: Não se deve tentar explicar Ideologia Política para um pobre miserável se o que o mata, naquele momento, é a fome. Horas! Primeiro dá-se de comer depois se ensina Política;

    Agora criticar por criticar, achar brechas para falar que é ruim, que não dá certo, que é plágio que é imoral, que é antifeminista… Horas!?! Ajuda ou não ajuda a Saúde Brasileira? Não seria isso o que deveríamos discutir?

    Ainda não achei uma argumentação convicente de vocês para poder mudar o meu modo de pensar. Até gostaria mas, sinceramente não dá!

    Flavio Lima

    18/04/2011 - 09h11

    Gente pobre não precisa de medico obstetra. São muito caros. Elas se viram muito bem com parteiras e obstetrizes, isso é feito ha seculos mesmo. SUS com medico é um exagero…

    Renato Moraes

    20/11/2012 - 20h34

    Muito bemm dito Flávio. Fazer um plano de carreira para os médicos e enfermeiros e pagar decentemente, este é o caminho. Dinheiro existe, é só parar com a robalheira.

Ana Reis

16/04/2011 - 22h41

Muito boa a entrevista com a dra Esther Vilela. A firmeza em apoiar a enfermagem obstétrica é um avanço louvável. Com certeza, se tiverem uma boa preparação durante o pré-natal e se houver uma firme divulgação institucional pela TV das vantagens do parto normal e do abuso e malefícios das cesarianas, as mulheres vão preferir fazer um parto assistidas pelas enfermeiras obstétricas. É bom ter presente que as resistências do poder médico não serão poucas. A repórter teve razão em insistir no problema da formação. Não se aprende a fazer parto normal nas faculdades de medicina. Há que se enfrentar com a mesma urgência e firmeza o racismo e a misoginia institucionais. A crueldade na hora do parto não vem do despreparo técnico-científico de profissionais. A mulher deitada e o médico no banquinho na sala de parto, as doses sádicas de ocitocina, a violência dos toques desnecessários, da episiotomia, dos insultos só se explicam pelo racismo e pela misoginia. Nunca vi um bêbado ser insultado no pronto socorro. A internalização das representações patriarcais está presente na linguagem até da dra Vilela. As mulheres não "ganham nenens". Nem tampouco reproduzem. Elas procriam, fazem crianças, criam gente. E também não criam, não engravidam, e são mulheres. Também amam outras mulheres, podem não ser cristãs, têm esperanças, são combativas, sabem que têm direitos reprodutivos, sexuais, digestivos, circulatórios, endócrinos, psicológicos, lúdicos, artísticos, políticos. Vamos ver se a abertura do Ministério inclui a mudança desse nome infame da Rede. Xô Cegonha. E que todos os direitos sejam assegurados.

Responder

Guilherme Brandão

16/04/2011 - 22h03

Ah, bem! Rede Cegonha é uma estratégia de quê mesmo? Havia o pacto Nacional de Redução da Morte Materna e Neonatal. Tiraram o nome, botaram Rede Cegonha e agora virou estratégia? Não entendi nada.
Mas vamos apertando. No aperto, a fala da doutora Esther Vilela é bem diferente da do Dr. Helvécio Magalhães. Quem fala a verdade?
Enfim alguém no Ministério abre a boca pra dizer o que se espera: "O equívoco é pensar que a Rede Cegonha vai resumir toda a política nacional de atenção à saúde integral da mulher. O equívoco é achar que a Rede Cegonha é a política nacional de atenção à saúde integral da mulher do Ministério da Saúde. O equívoco é achar que o dinheiro agora só vai para quem está grávida".
Aahhhhhhhhhhhhhhhh bom! Até que enfim, falaram

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Fátima Oliveira: Ministério da Saúde adoça a boca do Vaticano | Viomundo - O que você não vê na mídia

16/04/2011 - 21h53

[…] Leia aqui a entrevista com a doutora Esther Vilela, coordenadora da Área Técnica de Saúde da Mulh… […]

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