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Lincoln Secco: A guerra contra a esquerda no Brasil

25 de novembro de 2012 às 22h38

por Lincoln  Secco, especial para o Viomundo

 Os recentes atos públicos contra o julgamento político  a que  foram submetidos dirigentes petistas como José Dirceu e José Genoíno levaram setores da grande imprensa  a tentar pautar o Partido dos Trabalhadores e o próprio governo Dilma, sugerindo que não lhes interessaria a defesa de réus condenados, pois eles pertenceriam ao passado.

Todavia a esquerda, e não só a do PT felizmente tem outra avaliação. A judicialização da política e a  politização da justiça aprofundam a  repressão seletiva contra os movimentos sociais, restaurando práticas superadas na história do Brasil. A esdrúxula interpretação que o STF concedeu à assim chamada teoria do  domínio do fato poderá e provavelmente será usada contra o MST, o movimento estudantil, os sindicalistas etc.

Trata-se de uma inflexão que se põe na contramão do avanço democrático conquistado pelo país desde o fim da Ditadura Militar.  

Entre nós, também a democracia passou a ser vista como um valor universal e se tornou cada dia mais difícil julgar os opositores segundo critérios assumidamente políticos. Como também se faz mais difícil manter políticas econômicas de gerenciamento de crises contra os trabalhadores por governos eleitos regularmente. Na arena militar tornou-se contraproducente defender guerras de agressão e de conquista dirigidas por “Estados Democráticos”.

Para contornar essas dificuldades, a primeira “solução” encontrada consiste em ver a economia como se fosse uma organização natural. Assim, as eleições se limitariam à escolha de gestores com maior ou menor sensibilidade social. A gestão da economia deveria ser encaminhada por técnicos e por funcionários de bancos centrais “independentes”.

A segunda saída dentro da “democracia” levou à retomada  do conceito de guerra justa, praticada supostamente em nome de valores universais. As guerras contra Iraque,  Afeganistão, Líbia, Síria e Palestina foram “justificadas” a partir dessa doutrina.

A terceira, e que mais nos interessa no momento, consiste na tentativa de transformar demandas sociais e políticas em questões similares à da justiça comum. Trata-se de um retrocesso, até mesmo em relação ao velho Presidente Washington Luiz, que explicitava o caráter repressivo de seu governo admitindo que a questão social era caso de polícia. Mas é também um retrocesso perante as práticas da própria ditadura militar a qual distinguia presos políticos e comuns.

Cabe reconhecer que se trata por outro lado, de um avanço da sofisticação das formas de dominação. Assim  como a economia é naturalizada e a guerra é “humanizada”, a ação política é limitada e penalizada pelo ordenamento jurídico que se justifica em nome de um suposto conteúdo “ético”.

Que o PT e o atual governo tenham se iludido acerca da correspondência necessária dessas manifestações com  a atual fase de desenvolvimento do capitalismo não nos deve surpreender. Eles fazem parte do sistema no qual se colocam como polo antitético interno. A atual crise revela mais uma vez que o capital e seus governos buscam conter a queda da taxa média de lucro através da destruição de direitos duramente conquistados pelos trabalhadores. Claro, em nome da racionalidade econômica, da democracia e do Direito.

Afinal, ninguém pode reclamar da taxa de juros, posto que ela é um  preço que se autodefine no mercado como qualquer outro. Ninguém deve se insurgir contra as agressões imperialistas, já que elas são intervenções humanitárias. E  quem vai se levantar para defender “criminosos comuns”?

Que um julgamento seja um  “marco histórico” justamente com dirigentes do PT no banco dos réus; que ministros do STF, numa simbiose estranha com os meios de comunicação tenham cobertura televisiva de celebridades; que racistas contumazes tenham recentemente descoberto num negro um herói de ocasião; que o cerne da tese do Procurador Geral da República seja comprovadamente falsa; que os crimes eleitorais de alguns dos acusados (graves em si mesmos) tenham se transformado “em maior atentado à República”; que o Ex-Ministro José Dirceu,  contra quem não se encontrou prova alguma, seja o mais gravemente apenado de todos os deputados julgados; tudo isso seria cômico se não fosse apenas o anúncio de uma guerra de extermínio contra a esquerda.

A maioria do eleitorado rejeitou o uso político de escândalos e literalmente  votou contra o STF. Que juízes em nome de leis casuísticas possam cassar mandatos populares de pessoas eleitas pelo povo é um exercício de autoritarismo inédito em nosso país. A atual configuração da lei eleitoral procura tutelar o eleitor, considerando-o inapto para exercer seu democrático direito à livre escolha de seus representantes. Parte-se do primado “iluminista” de que os eleitores estão mergulhados nas trevas e não conhecem o passado e as ações dos candidatos. Mas, em nome de que princípio um juiz se arvora o direito de cassar a vontade popular?

É evidente que toda justiça corresponde à ideologia dominante, mas ela deve repelir a violação de ritos processuais que garantem a sua aparente neutralidade. A politização explícita da justiça cobrará o seu preço porque a história não para. Chegará o momento de limitar o mandato dos juízes e exigir sua escolha mediante eleições diretas. Que se comportem como políticos é mais do que normal. Mas não que sejam ditadores vitalícios.

Lincoln Secco é Professor de História Contemporânea na USP e autor de “A História do PT” (São Paulo, Ateliê Editorial)

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Rogerio

27/11/2012 - 20h51

Talvez eu seja otimista demais. Acho que a direita brasileira é mais pusilânime do que a esquerda. Em poucas eleições que teremos pela frente teremos petistas e esquerdistas em geral nas prefeituras e governos de estado. Obviamente, grudado, soldado na presidência da republica. Dar um golpe será difícil. Teremos num futuro próximo Dilma ainda presidente, Mercadante governador de SP, outros petistas governando estados, Haddad reeleito e o pobre menos pobre. E a direita chorando. Mas claro, todo cuidado é pouco.

Responder

Marc

27/11/2012 - 19h06

Prezado Azenha,

Sou um grande admirador seu e gostaria de colocar minha visão sobre a relação governo x mídia.

A alteração das leis de comunicação (lei de medios) é o caminho mais difícil e com perspectivas de vitória mais incerta, mas existem outros caminhos.

Minha sugestão:

O PT deve recorrer a justiça comum para se defender quando for atacado, afinal, hoje, qualquer um pode inventar qualquer coisa contra Lula e o PT sem se preocupar com as consequências, esta apatia é responsável por muitos dos excessos e loucuras da mídia, alem disso, para muita gente boa, o silencio do PT é uma confissão de culpa.

O PT não é uma ONG pobre e desprotegida, o PT é um partido politico forte, ligado a sindicatos e movimentos sociais com recursos humanos e financeiros para enfrentar disputas jurídicas.

Recorrer a justiça independente do resultado é um sinal de coragem, pois mesmo sendo derrotado o PT terá na pior da hipóteses, a chance de divulgar a sua versão dos fatos, influenciar os ânimos dos juízes e mapear as tendencias dos magistrados.

Basta de medo do judiciário, os benefícios superam os malefícios.

Por favor, coloque este tema para discussão.

Responder

Bob Fernandes: Rose & Cia., mas Lula é o grande alvo « Viomundo – O que você não vê na mídia

27/11/2012 - 17h41

[…] Lincoln Secco: A guerra contra a esquerda no Brasil […]

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Francisco

27/11/2012 - 15h01

Depois da declaração do servidor público encarregado de proteger o sentido original da Constituição Federal de que a ditadura foi um “mal necessário”, não há mais qualquer limite.

Imaginemos por um segundo, um átimo, um ministro do STF suiço, estadunidense, alemão falando uma m&%#@ desse tamanho…

Quantos milésimos levaria para um juiz suiço, estadunidense ou alemão canalha cínico e fascista desses estar no olho da rua, talvez preso? Mas isso, naturalmente, em terras estranjeiras… No Brasil não é canalha, não é cinico e não é fascista é “liberdade de pensamento”. Faço questão de frisar bem, pois um juiz que fala uma miséria dessas pode me processar (e vai ganhar, claaaaro) por “inibir suas liberdades”.

Liberdade para pensar que o pensamento dele tem o poder de calar o de 190 milhões. Numa boa…

No Brasil os democratas sempre toleraram o intolerável. E essa história NUNCA acabou bem.

Responder

    Valmont

    27/11/2012 - 16h55

    Bem lembrado, companheiro.
    É fato que o Ministro Marco Aurélio de Mello, pasmem! um Ministro do Supremo Tribunal Federal, fez essa declaração em defesa da Ditadura Militar: “um mal necessário”.

    E certamente ele julgou os réus como se estivesse “CORRIGINDO” algo que esse “mal necessário” deixou de fazer. Assim, ressuscitou o estado de exceção para julgar os sobreviventes da Ditadura. Simplesmente assim, de forma “excepcional”, contra toda a lógica e os princípios do Direito.

    “Um mal necessário…” Uma declaração dessas soa aos nossos ouvidos como uma apologia a todos os crimes cometidos na Ditadura Militar. Algo como um neonazista exaltando o velho nazismo de Hitler e realizando o seu renascimento.

    O autor do artigo (excelente, diga-se de passagem) tem razão em qualificar isto que assistimos como uma GUERRA. Com certeza, os limites da política foram ultrapassados. Não se trata de discussão política. As agressões explícitas aos direitos dos cidadão e ao próprio estado democrático de direito são atos de GUERRA, não atos políticos.

    Espero que todas as organizações da sociedade brasileira mobilizem-se contra esse GOLPE EXPLÍCITO que atinge as nossas instituições democráticas. Comuniquem-se, esclareçam e convoquem a população a MANIFESTAR-SE NAS RUAS, antes que seja tarde. Não é tempo de choro. Não é tempo de deixar passar. É tempo de agir e de lutar.

    É tempo de gritar: NÃO PASSARÃO!

    Bonifa

    27/11/2012 - 18h16

    O que mais espanta nesta declaração é o alcance temporal de seu julgamento, é como se o ministro tivesse o poder de envolver toda a História dentro de seus dois pequeninos braços. Só ví estupidez igual nos versos de Gilberto Gil, quando fala que “a Bomba (de Hiroshima)criou o Japão da Paz (portanto, foi um mal necessário))”. Nem ele sabe o que é o Japão e nem sabe que esta novela japonesa pode estar apenas começando. Mas Gil é só um poeta.

abolicionista

27/11/2012 - 13h01

O melhor texto sobre a questão que li até hoje.

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neopartisan

27/11/2012 - 12h32

Os julgadores julgaram os julgados. Quem vai julga os julgadores?

Responder

augusto2

27/11/2012 - 11h52

prezado azenha: ôhh que lixo, que zero de ministerio da Justiça nós temos no atual governo. E que tal terceirizar essa coleta? fica melhor.
Gostaria de terminar esta linha com saudaçoes diferentes ao MJ de meu pais, mas vou terminar assim:lixolixolixolixolixolixolixolixolixolixolix

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Amilton

27/11/2012 - 10h29

não seria legal se a globo fosse obrigada a utilizar o mesmo tempo que usou para a cobertura que fez do mensalão, para o mensalão tucano?

Responder

Rodrigo Leme

27/11/2012 - 07h43

O progressismo é uma coisa engraçada: o negro “bom”, para alguns, é aquele que pode ser usado para fazer propaganda progressista: “olha só, ele tem uma vida melhor, e é por causa de NÓS!”.

Mas se um negro “ruim” contraria determinados interesses que os progressistas fingem não ver, a inclinação racista – velada e às vezes até explícita, desavergonhada – se torna uma prática aceitável e apropriada para defesa desses interesses.

Com a – falta de – moderação deste blog, inclusive.

Responder

Cláudio

27/11/2012 - 07h00

Artigo excelente. Muito bom: “A judicialização da política e a politização da justiça aprofundam a repressão seletiva contra os movimentos sociais, restaurando práticas superadas na história do Brasil. A esdrúxula interpretação que o STF concedeu à assim chamada teoria do domínio do fato poderá e provavelmente será usada contra o MST, o movimento estudantil, os sindicalistas etc.”

Preciso: “Cabe reconhecer que se trata por outro lado, de um avanço da sofisticação das formas de dominação. Assim como a economia é naturalizada e a guerra é “humanizada”, a ação política é limitada e penalizada pelo ordenamento jurídico que se justifica em nome de um suposto conteúdo “ético”.”.

Magnífico: “Que um julgamento seja um “marco histórico” justamente com dirigentes do PT no banco dos réus; que ministros do STF, numa simbiose estranha com os meios de comunicação tenham cobertura televisiva de celebridades; que racistas contumazes tenham recentemente descoberto num negro um herói de ocasião; que o cerne da tese do Procurador Geral da República seja comprovadamente falsa; que os crimes eleitorais de alguns dos acusados (graves em si mesmos) tenham se transformado “em maior atentado à República”; que o Ex-Ministro José Dirceu, contra quem não se encontrou prova alguma, seja o mais gravemente apenado de todos os deputados julgados; tudo isso seria cômico se não fosse apenas o anúncio de uma guerra de extermínio contra a esquerda.”.

Diretas Já! Ley de Medios Já!!!

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Collor quer que CPI do Cachoeira peça indiciamento de Gurgel e da mulher « Viomundo – O que você não vê na mídia

27/11/2012 - 00h06

[…] Lincoln Secco: A guerra contra a esquerda no Brasil […]

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Messias Franca de Macedo

26/11/2012 - 23h35

Inoportunas questões
POR CLÁUDIO JOSÉ LANGROIVA PEREIRA*
*Professor doutor de Direito Processual Penal da Faculdade de Direito da PUC-SP
Carta Capital 27/10/2012

Sistema jurídico não estava preparado para as novas interpretações
O julgamento do “mensalão” produziu uma série de inoportunas questões de ordem penal, para as quais nosso sistema jurídico não estava preparado. O fato é que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se posicionaram, em várias ocasiões, violando princípios legais e constitucionais.
A questão que atormenta todos os juristas, quando afirmações dessa natureza são feitas, envolve a pergunta: “Como eles (ministros do STF) podem fazer isso, se são da mais alta Corte do País?” Exatamente porque são da mais alta Corte é que o fazem. Quem define o que é constitucional e inconstitucional, o que é ou não nulidade é o tribunal que, hoje, de forma equivocada, julga. Entre os diversos aspectos do julgamento que afetaram posicionamentos consolidados em nosso sistema jurídico, destacamos três: o ônus da prova, a ocultação de bens e valores ilícitos e a flexibilização no uso de provas indiciárias. Vamos a eles:
# 0 ÔNUS DA PROVA;
(…)
# A CONDUTA DE OCULTAÇÃO DE BENS E VALORES ILÍCITOS;
(…)
A FLEXIBILIZAÇÃO NO USO DE PROVAS INDICIÁRIAS;
(…)

em http://ayrtondefaria.blogspot.com.br/2012/11/recebi-via-e-mail-confira-e-pense.html

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Marcos Coimbra: A história do mensalão faz água por todos os lados « Viomundo – O que você não vê na mídia

26/11/2012 - 23h12

[…] Lincoln Secco: A guerra contra a esquerda no Brasil […]

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Messias Franca de Macedo

26/11/2012 - 23h03

TANGENCIANDO O SAMBA DO “supremoTF”!

I- … Ninguém de sã consciência duvide de “o menino pobre que mudou(?!) o ‘Brazil'” se arvorar a nomear (sic) o técnico que irá ocupar a vaga do Mano Menezes na seleção canarinho!…

II- … A palhaçada é um escárnio ao mínimo de recato: o Merval “da Globo” e o [inclemente seletivo!] Celso de Mello já estão “na bateria de frente da escola de samba do supremoTF”, agora, favorável a um ‘abrandamento’ das dosimetrias, incluindo a do Robert(o) Jefferson, de inestimáveis serviços prestados à nação brasileira!…

III – no passo e no gingado “da dialética Barbosiana”: está mais do que na cara de que os golpistas queriam, mesmo, eram as cabeças de José Dirceu e do José Genoíno, apresentadas ao distinto público em bandejas televisivas!… Ademais, a quarta-feira de cinzas espera pelo mensalão tucano!… Bom, e aí, ‘o domínio do fato’ não veste fantasia: veste Prada!…

Que país é este, sô?!…

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

JORGE

26/11/2012 - 20h53

Lincoln.

Gostaria de acrescentar alguns detalhes que por vezes passam e muitos não conseguem entender:
1. A ditadura militar que foi apoiada pela UDN. ARENA, PDS, PFL, DEM e demais amigos, não fez concurso públicos e, principalmente, “limpos” de 1964 a 1985 e, até hoje, ainda se tem notícia de falcatruas. Filho de peixe peixinho é. NESSE TRISTE PERÍODO DE NOSSA HISTÓRIA A LEI ERA ESSA.INFELIZMENTE. QUEM NÃO TINHA PADRINHO MORRIA PAGÃO.

2. Toda generalização pode cometer injustiça, porém, a maioria “passava” indicada pela velha UDN de guerra. Tinha até um adágio popular de que em concursos públicos só passavam dois bichos: peixe e cobra. Os cobras-raras certamente nunca foram maioria.

3. Por todo o dito acima, não acredito em avanços institucionais e, sim, no fato de que a ditadura UDENOMILITAR continua VIVA. Hoje como rainha da moral, da ética e dos bons costumes, “a santinha do pau-oco” NOS MP´S, NO STJ, STF E TJ’S país afora, além, por óbvio, na GLOBO, na VEJA e outros.

4. Nossa ditadura fez o curso de direito e, ao que parece, direitinho, segundo nossas “instituições”.

5. Moral da ópera-bufa “vida de “morto e/ou desaparecido político argentino vale muito mais que a de brasileiro”.

Um abraço.

Responder

Julio Silveira

26/11/2012 - 20h36

Fico de cara com o oportunismo de se intitular esquerda apenas a fração de pessoas que comungam com a visão partidária do simpatizante. Gostaria de ver mais cuidado com a utilização da expressão, para que ela não se torne propriedade de um grupo, que por sinal desprestigia, desqualifica e faz luta polica contra outros grupos também denominados de esquerda.
Infelizmente no Brasil esquerda virou um intrumento de maqueting perdendo sua essência. É só proselitismo em prol da marcação de território, nada muito diferente dos grupos que sempre existiram no País. Não caio mais nessa.

Responder

Paulo Henrique Tavares

26/11/2012 - 18h00

Lincoln, é nóis.
Temos quase tudo para reagir, em primeiro lugar, boa parte da população, seja a derrota da mídia/STF nas eleições municiapis, sejam os 46% de espontânea em Dilma/Lula
A pergunta é: como, onde e a que horas.
Estou esperando ordens como um soldado.

Responder

Regina Braga

26/11/2012 - 16h52

A Guerra contra a esquerda no Mundo…feita pelos Iluminates de Plantão,mantida pelos magos do Pig e fortalecida pelos Supremos deuses da Justiça.Ou se quebra a cadeia alimentar dos Iluminates Insanos ou a esquerda vai ser quebrada.Lei dos Médios,Presidenta!

Responder

Marduk

26/11/2012 - 14h53

Mais um intelectual stalinista defendendo corruptos e mensaleiros. Tristeza…

Responder

Urbano

26/11/2012 - 14h07

Gerson Carneiro, a prática é antiquíssima. Basta lembrar das gravuras que mostram os escravos sendo torturados à base de chicotadas e ver quem está batendo… Os da casa grande sempre se utilizavam de um submisso e igualmente escravo, embora arrogante e com ares de sinhô, a fim de fazer o serviçozinho sujo,

Responder

    Gerson Carneiro

    26/11/2012 - 22h05

    Síndrome do Pequeno Poder; basta dar-lhe uma farda vistosa e um cacetete.

    Urbano

    27/11/2012 - 13h06

    Nesse caso é ortoridade… e não dê uma palavra nem de agradecimento, senão é desacato. Aliás, nem precisa de uma palavra sequer, pois agora até a presença de jornalistas em delegacia passou a ser desacato. Isso lá pras bandas do Ceará. E como se já não bastassem os disparates perpetrados pelo rapaz, num momento impensado…

Mário SF Alves

26/11/2012 - 13h30

A propósito, estive pensando sobre algumas das coisas sobre as quais conversei num dia desses. Uma delas foi a questão da importância do PT na conjuntura atual. A hipótese aventada é a de que hoje, na dada conjuntura, o PT poderia ser entendido e valorizado como PORTAL POLÍTICO; só e apenas isso. Ou melhor; em princípio, não precisaria ser mais do que isso. O resto seria com a gente. É nessa direção que se daria a resistência pacífica, mediante o fortalecimento político desse portal via “política nacional de filiação partidária”. A respeito disso, parece-me, o povo, isto é, parte expressiva da população, sem nenhuma firula intelectual, sem nenhuma estranha ou exótica direção, mostrou disposição; mostrou que, com perdão da licenciosidade poética, se um muro separa uma ponte une. Por muro, entendo o muro montado pelas forças (CAPITAL ESPECULATIVO APÁTRIDA e OUTRAS) representadas pelo PiG e impulsionadas via STéFão e que, não obstante a inovação [golpista], foi solenemente implodido nas últimas eleições, especialmente em SP.
___________________________________

Acatada a hipótese, e uma vez confirmada sua viabilidade, ficaria a dúvida: um portal é construído para ser atravessado, mas, atravessar para onde e para o quê? Então, é aí que a coisa pega. Parece claro que essa travessia só se justificaria se fosse em direção à consolidação da democracia (democracia ampla, geral e irrestrita, como disse a Ana Cruzzeli) e a consequente superação do subdesenvolvimento.
Assim, ainda que o processo fosse tão simples, ainda assim restariam dúvidas. Será que a liderança atual seria capaz ou estaria pronta a definição de rumos, estratégias e fixação dos objetivos? Ou será que tudo isso demandaria uma nova etapa na formação e/ou aprimoramento de lideranças? E a população se motivada a fazer tal ultrapassagem, estaria ela amadurecida ao ponto realizar essa política e a não se deixar conduzir como massa de manobra?
____________________________________________________
Questões relativamente simples; difícil, complexo mesmo, é saber por que a elite financeira estabelecida no Brasil tem tanto medo da democracia e do PT.
______________________________________________________________________

Responder

Messias Franca de Macedo

26/11/2012 - 13h18

DA SÉRIE “OS AMIGOS DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF”!

Deputado cobra esclarecimento do governador sobre telefonema da chefe de gabinete da Presidência

Em contato com o Bahia Notícias, o presidente do PMDB na Bahia, deputado federal Lúcio Vieira Lima, cobrou um esclarecimento do governador Jaques Wagner (PT) sobre o contato que, de acordo com relatório da Polícia Federal, a ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, teria feito com o petista, com o objetivo de agendar um encontro do chefe do Executivo estadual com pessoas ligadas ao empresário Paulo Rodrigues Vieira, então diretor-geral da Agência Nacional de Águas (ANA), preso na Operação Porto Seguro. “O governador tem a obrigação de vir a público para esclarecer o que essas pessoas queriam e se foram atendidas”, disse Lúcio ao BN. Na sua avaliação, como “já está confirmado que esta senhora (Rosemary) articulava reuniões com pessoas que lesavam o erário público”, o pressuposto é de que a intenção das pessoas ligadas a Paulo Rodrigues Vieira era tratar de “assuntos não republicanos” e, “por isso mesmo…

por Bárbara Souza

CACHOEIRA – perdão, ato falho -, FONTE: http://bahianoticias.com.br

AGORA, ENTENDA ‘O DOMÍNIO DESTE FATO’: a notícia foi postada às 18:25, ontem, domingo, 25 de Novembro de 2012! Ou seja, que “amigos” açodados, estes peemedebistas!… E o pior, o denunciante é irmão do ‘coroné’ Geddel Vieira Lima, atualmente, pasme, ‘mantido no cargo de vice-presidente para pessoas jurídicas (empresas) da Caixa Econômica Federal’, apesar de ser um ferrenho adversário do PT e detrator contumaz do atual governador Jaques Wagner (PT/BA). O vice da Caixa, Geddel, é o mesmo *ex-ministro da Integração Nacional que, de forma indecorosa e absurda, utilizou a maior parte dos recursos federais reservados para o combate **às cheias e enchentes “no semi-árido (sic) dos municípios baianos preferencialmente administrados por políticos do PMDB!”… Ademais, o vice da Caixa apoiou – com galhardia e denodo – a candidatura do Neto do Malvadeza à prefeitura de Salvador!…
*governo do presidente Lula
**as cheias e as enchentes naturalmente(!) ocorreram no sudeste e sul do país, destroçando vidas e patrimônios!…

EM TEMPO: a presidente Dilma Rousseff, A Magnífica, conta com o apoio do PMDB de Geddel à sua reeleição da mesma forma com que a mesma considera ‘plausível e crível’ o apoio de (S)erra ao ex-presidente Lula no que concerne ao próximo Nobel da Paz!…

RESCALDO: durma com um barulho deste e diga que sonhou ouvindo a voz maviosa de Leila Pinheiro!…

Que país é este, sô?!…

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Bonifa

26/11/2012 - 13h12

Excelente artigo, por seu poder de síntese. Nem “desenhando” se conseguiria um resultado mais esclacedor. Cremos que um artigo como esse devesse ser de leitura obrigatória antes de qualquer reunião de sindicatos ou associações, congressos, conferências, e claro em qualquer reunião de comitê partidário ou plenária. A falta de clareza hoje é, em muitos casos, espalhada intencionalmente para deixar o povo confuso. A falta de clareza alimenta o monstro da Antidemocracia, a mesma que dominou a Europa e deixou aos eleitores europeus apenas a possibilidade de escolher entre gestores mais ou menos capazes e não a possibilidade de escolher entre políticos mais ou menos capazes. Apenaas a opção do gerenciamento neoliberal, dentro de uma crise sem fim, ao invés de proporcionar ao eleitor uma chance de tentar uma transformação de seu país por uma nova visão da economia, em função de outras forças e necessidades sociais. E o pai desta prisão de ferro em que os povos europeus foram encerrados se chama Neoliberalismo, que tem por todos estes anos, desde Reagan e Thatcher, se dedicado a ajustar as legislações, as instituições e também o controle das informações, aos ditames da ditadura cruel do Pensamento Único. Felizmente, já começa a despertar entre os povos da Europa a convicção que dentro do sistema neoberal não há solução. Para que haja solução, o sistema deve mudar, e mudará.

Responder

Fabio

26/11/2012 - 12h53

Infelizmente partidos como o PSOL e o PSTU, não percebem a gravidade do problema e utilizam o caso do mensalão para cristalizar sua oposição ao PT.
Pessoas como Ivan Valente – que se aproveitou do caso para exigir a revogação da votação da Reforma da Previdência -, surgiram aos montes no PSOL e no PSTU. Inocentes setores esquerdistas os que acham que se algum dia subirem ao poder, não serão a “bola da vez”. Mais do que isso, oportunistas, pessoas como o presidente do PSOL, que foi assessor de José Genoíno e utilizava o seu escritório para realizar reuniões para sua ala do PT que depois o seguiria para o PSOL.
Infelizmente estes vivem no mundo teórico e não tem o mínimo de tato com a realidade. Se dizem Marxistas, mas não aprenderam nada sobre a Praxis.
Enquanto isso, a guerra é contra o PT, mas como bem diz Lincoln Secco, é contra a esquerda, é contra o povo oprimido, contra os movimentos sociais.

Responder

    Mário SF Alves

    26/11/2012 - 14h20

    “Se dizem marxistas, mas não aprenderam nada sobre a Praxis.”
    ____________________________
    Acrescente aí: nem sobre a praxis, nem sobre a realidade, que, apesar de brilhantemente estudada e apreendida por Marx, era eurocentrista e Século XIX. Assim, talvez um pouquinho de MHD lhes fizesse bem.

    Vinicius Garcia

    26/11/2012 - 15h11

    PSOL e PSTU não tem nada de inocente muito menos de esquerdista, fazem bem o papel a que são designados, dividir para a permanência de setores retrógados da política.

Marcelo de Matos

26/11/2012 - 12h23

(Parte 2) Outros homicídios, como o do prefeito de Campinas, também do PT, do assessor da governadora tucana do RGS, que se “suicidou” no lago Paranoá, por exemplo, não são tratados com a mesma dedicação. O procurador-geral da Justiça, nos estados, é nomeado pelo governador. Daí se pode entender porque suas investigações podem revestir-se de cunho político. No caso do mensalão os réus sofreram duras penas. Em outros casos, que não envolvem o PT, a Justiça costuma ser branda. Daniel Dantas que o diga. Carlinhos Cachoeira acaba de ser solto e foi recebido com festa em sua cidade natal. Tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes. O PIG, em geral, é favorável à descriminalização das drogas. Por que não descriminar, também, o jogo e outras cositas más? Cadeia é só para a turma dos quatro pês.

Responder

Marcelo de Matos

26/11/2012 - 12h22

(Parte 1) A oposição brasileira, nela incluída o PIG, é justicialista. Não estamos falando do justicialismo, “doutrina política de Juan Domingo Perón (1895-1974), presidente da Argentina três vezes (em 1946, 1949 e 1951)”. O justicialismo “à la brésilienne” é diferente. Enquanto Peron tinha em mente a justiça social, nossos patrícios querem fazer uso da Justiça para penalizar os adversários políticos. Está em julgamento no STF a questão da legitimidade da investigação criminal pelo MP. Dada a composição da casa, é provável que essa legitimidade seja reconhecida. Ao mesmo tempo, corre no Congresso projeto de lei que visa impedir a investigação por parte do MP. Pessoalmente sou contrário a essas investigações. O MP costuma politizar, ou partidarizar, algumas investigações. Exemplo disso é o denodo com que investiga a morte do prefeito de Santo André, na suposta tentativa de fazer o PT sentar-se no banco dos réus.

Responder

Roberto Locatelli

26/11/2012 - 12h12

A guerra contra a esquerda é uma guerra de classes. Como disse, recentemente, o bilionário estadunidense Warren Buffet: “Há uma guerra de classes, e a minha classe está vencendo.”

O capitalismo tenta lutar contra a inevitável baixa tendencial da taxa de lucro, prevista por Marx. Para isso, vale tudo: guerra pelo petróleo, golpes de estado, assassinatos. Washington tem pressa. Tio Sam precisa que a América do Sul volte a ser seu quintal. Principalmente a Venezuela e o Brasil, que têm grandes reservas de petróleo.

Há no PT e na esquerda uma ideia de que, se formos moderarados e não assustarmos a direita, ela nos deixará em paz. Nada mais falso. Fernando Lugo é homem moderadíssimo, e foi deposto. Assim também Manoel Zelaya, em Honduras. Por outro lado, Chávez é um líder mais radical (não tanto quanto eu gostaria) e o golpe contra ele foi derrotado pelo movimento de massas.

A única saída contra o golpe de estado em andamento é organizar o movimento de massas. O PT, infelizmente, se desenraizou de suas origens. Então cabe ao próprio movimento se auto-organizar. Caso contrário o golpe será vitorioso: Dilma será deposta e o registro do PT na justiça eleitoral será cassado.

A meta da direita é aplicar aqui a mesma política econômica que o FMI impôs à Europa. Os resultados, todos estamos vendo: desemprego, miséria e opressão. Portanto, se a direita recuperar o governo no Brasil, voltaremos a ser “o país do futuro”, como antigamente.

Responder

    Valmont

    27/11/2012 - 13h11

    Parabéns pelo comentário, Roberto.
    De fato, a única saída é a mobilização popular. Mas o governo precisa utilizar os meios de comunicação direta. As tentativas feitas até agora têm efeito muito lento, talvez a longo prazo (EBC, etc.). Creio que o governo deveria utilizar mais da prerrogativa legal de comunicar-se com o povo através de cadeias de rádio e TV. Afinal, os canais de TV e rádio são CONCESSÕES DO PODER PÚBLICO e este pode requisitar, a qualquer tempo, o uso das redes de comunicações do país.
    Dilma e seus ministros deveriam pronunciar-se frequentemente através desses canais, especialmente para prestar esclarecimentos à população, já que o oligopólio midiático deliberadamente não cumpre o dever de informar.

ZePovinho

26/11/2012 - 11h32

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/gilmar-adams-e-o-caso-idp

Gilmar, Adams e o caso IDP
Enviado por luisnassif, seg, 26/11/2012 – 10:29

Por Leandro Fortes

ANOTAÇÕES DE UM ESCÂNDALO ANUNCIADO

Para quem ficou surpreso com o destaque da Advocacia Geral da União nesse esquema bandido descoberto pela PF no escritório da Presidência em São Paulo, vale lembrar dessa ligação entre o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, com o onipresente ministro Gilmar Mendes.

Em junho passado, em matéria de minha autoria, CartaCapital revelou que o ministro havia sido acusado, em abril de 2011, por seu ex-sócio e ex-procurador-geral da República Inocêncio Mártires Coelho por desfalque e sonegação fiscal no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

Estranhamente, mesmo sendo uma ação privada, Mendes recebeu, a seu favor, um PARECER assinado pelo advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, que validou o despejo de Mártires Coelho do cargo de gestor do IDP.

Para encerrar o assunto e calar o ex-sócio, Gilmar Mendes pagou 8 milhões de reais a Mártires.

Eu disse 8 MILHÕES DE REAIS.

E me calo por aqui.

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    Sagarana

    26/11/2012 - 20h54

    Como diria o Delúbio: só?

Gerson Carneiro

26/11/2012 - 11h07

A Escrotização da Justiça.

Como não poderia deixar de ser, usam um negro para fingir que estão praticando o bem.

Responder

    Willian

    26/11/2012 - 11h47

    Um negro, quando não faz o que a esquerda quer, está sendo usado pela direita. Humm, parece que o Gerson acha que negro nunca tem vontade própria: ou faz o que a esquerda quer ou é usado pela direita.

    Mário SF Alves

    26/11/2012 - 14h27

    Desasne-se Willian; desasnemo-nos. Não é tão difícil e todos só têm a ganhar.

    _______________________

    Saudações veramente democráticas. Apesar das nossas asnices, estultices e outras chatices.

    Gerson Carneiro

    26/11/2012 - 22h07

    Hoje estou bonzinho. Sugiro ao Willian o filme “Quanto vale, ou é por quilo?”.

    Mário SF Alves

    26/11/2012 - 13h56

    Na etapa atual do capitalismo, num cenário de crise violenta como a atual, resultado direto das próprias contradições desse sistema – contradições estas acirradas pelo capital especulativo e apátrida – não me supreenderia nada se o próximo “hitler” fosse negro; e, pior, coitados dos mulatos.

Luciene da Rocha Vieira

26/11/2012 - 10h34

Gostaria de saber o que o governo está esperando para regulamentar os meios de comunicação. Todo santo dia temos de vir nós aqui, blogueiros, twitteiros , frequentadores do Facebook defender este governo , que fica fazendo média com a Globo e outros quetais. Desculpem o desabafo, mas em alguns momentos, isto cansa.

Responder

    Mário SF Alves

    26/11/2012 - 14h07

    Sinto “discordar”, companheira, mas, não vejo a coisa assim, não. O que fazemos é nada mais que acessar o blog para – nessa interação democrática,e por isso mesmo saudável – nos desasnar um pouco. Ou não?

Leandro Ferrari

26/11/2012 - 10h17

Contra os sindicalistas, não se preocupe, porque a senhora presidente já está dando conta de freá-los, seja pelo projeto de lei para coibir suas ações, seja pelo Ministério do Trabalho e Emprego, tolhendo suas criações. Enquanto isso, nada de regulamentar a mídia, não é? No final das contas querem resumir tudo a meras “briguinhas” políticas, esquerda ou direita, quando muitos não estão nem lá, nem cá.

Responder

carlos saraiva e saraiva

26/11/2012 - 10h10

Excelente artigo. O PT, está se movimentando, agindo, mobilizando sua militância. Falta a esquerda, acordar, pois o golpe contra o PT e suas liderânças, atingirá a esquerda. O discurso moralista e ético seletivo, de ocasião e oportunista, não pode contaminar e fazer prosperar um antipetismo, sectário, ressentido de parte da esquerda. A verdadeira esquerda, precisa entender que não está em jogo, uma disputa hegemônica com o PT, e consequente “purificação” ideológica e sim sua destruição, junto com o PT. Os “intelectuais” de esquerda, precisam sair de seu comodismo e muitos de seu fundamentalismo ideológico, e como “militantes” de esquerda assumirem com o PT e os movimentos sociais e democráticos, a luta contra a direita, que pela mãos da mídia golpista, toma corpo na classe média, na academia.

Responder

    Valmont

    27/11/2012 - 12h48

    É a velha história dos revolucionários sem povo. Em 1953/54, o Partido Comunista liderado por Prestes juntou-se à sanha golpista contra Vargas, que, naquele momento, representava os interesses dos trabalhadores (reajustara o salário mínimo em 100%, estendia a previdência ao campo, organizava os primeiros passos da reforma agrária, etc.). Após a morte de Getúlio, o povão saiu às ruas em todo o País, destruiu O Globo, o jornal de Lacerda e o jornal do Partido Comunista.
    Até hoje, após sessenta anos, pessoas que se dizem radicais de esquerda não aprenderam a lição: não se faz revolução sem o povo.
    Será que os “puristas”, capazes de conjugar-se a partidos como DEM, PSDB e PPS no Congresso Nacional, são incapazes de unir-se aos demais partidos progressistas, em defesa dos interesses do povo trabalhador?
    É pedir demais? Ou continuarão fixados no próprio umbigo, enquanto a direita ferra o povo por mais 100 anos?

MariaC

26/11/2012 - 10h03

A direita já está no calcanhar de Dilma. Próximo ataque é no pescoço.

As explicações estão no Estadão de domingo: Com o PSDB e Lula, segundo a Consultoria do Banco Oportunity, aquele do queridinho, os rentistas dobravam o capital em 7 anos. Hoje dobram em 96 anos. O governo Dilma está umas 13 vezes pior para eles. Isso não é pouco.

Responder

    Mário SF Alves

    26/11/2012 - 14h36

    É por aí, MariaC. E olha que se eu tivesse um milhãozinho que fosse para dobrar em sete anos, e acontecesse isso, de sete pra noventa e tantos, ah!, com certeza, o STéFão, PiG, JBB, verdade fuxiana e cia, e CIA seriam os meus ídolos.

José Ricardo Romero

26/11/2012 - 09h26

Não é normal que juizes se comportem como políticos. Isto é uma aberração e devemos lutar contra essas idéais porque elas são como piadas racistas, banalizam o preconceito tornando-o palatável. Juiz pode ter inclinação política e emitir suas idéias em casa, no churrasquinho com os amigos. Nos tribunais não, porque ter preferência política é ter lado e nenhum juiz assim consegue ser isento. Estes todos do STF, por serem declaradamente políticos e de direita, se deixaram seduzir pelas luzes dos holofotes como mariposas ensandecidas e foram pautados e agendados pelo projeto golpista da oposição/PIG, produzindo essas excrescências de sentenças desmoralizantes para todo o judiciário como instituição. Não à politização do judiciário! Que os juizes se comportem como bons e honestos funcionários públicos que são e sigam estrita e rigorosamente os autos e a constituição. É para isso que eles ganham os seus salários pagos pelos impostos que saem dos nossos bolsos.

Responder

Gersier

26/11/2012 - 09h16

Resumindo,os senhores de engenho fazem de tudo para ter agora os mesmos “poderes” dos antepassados e contam,para conseguir seus intentos,com um capitão do mato e com os “ministros da Dilma”.Ou não era assim que o PIG nojento até pouco tempo atrás adjetivava alguns ministros do stf?
Vão quebrar a cara.

Responder

Paulo Ribeiro

26/11/2012 - 08h58

Parabéns, professor, pelas sábias palavras. É a hora do povo ir às ruas e protestar contra a decisão fascista deste STF, que foi contra a população brasileira ao condenar injustamente verdadeiros heróis nacionais. Temos que lutar para reverter esta decisão custe o que custar, nem que tenhamos que manchar as mãos de sangue. Lutar pela liberdade de Jose Dirceu e Jose Genoino é nossa prioridade número um e não podemos nos omitir neste momento. O que estes pseudo ministros fizeram contra a democracia exige ações enérgicas da população, bem como contra esta mídia golpista que age livremente no país.

Responder

Rodrigo Leme

26/11/2012 - 08h58

O professor tenta empurrar a teoria de que as urnas inocentaram os condenados do mensalão, naquela tentativa de confundir o que é bem simples: se urna inocentasse, Maluf seria um anjo querubim.

Não posso deixar de notar nesse e em outros textos semelhantes aquele desejo, cada vez mais explícito, de criar um sistema judiciário que sirva o governo e o PT. Aquele teco de DNA stalinista que diz “se as instituições não nos servem, vamos derrubá-las”.

Responder

    Fabio

    26/11/2012 - 13h04

    Acho que o tal do Rodrigo Leme, adepto do viomundo, provavelmente para saber o que a esquerda pensa e diz e se contrapor com seu viés direitista, tocou exatamente no ponto. Método stanlinista!!! Àquele do tipo comprar a reeleição para se perpetuar no poder. O problema é que o tiro saiu pela culatra e a avaliação positiva da população referenda as práticas do PT e não do partido anterior, que se movimentou de forma stanlinista. O sonho dos 20 anos de poder de um tal sociólogo será realizado… pelo Partido dos Trabalhadores!
    O que resta é cooptar os ministros da justiça através da mídia.

    Mário SF Alves

    26/11/2012 - 14h46

    Muito bem, sr. Fábio. Brilhante. E olha que o Rodrigo entende mesmo de DNA stalinista, heim? Deve ser catedrático em bilogia molecular e, muito provavelmente, anda ensaiando a fusão do dna do stalin com o do hitler. Aí, só vai ficar faltando chocar o ovo da medusa.

    Francisco

    27/11/2012 - 14h52

    Se o PT tivesse um grama de stalinismo sua foto feia nem estava aqui…

Ted Tarantula

26/11/2012 - 08h48

gostaria de perguntar o seguinte: pq o tal PIG com toda a influencia e poder que lhe é atribuído não impediu a reeleição de Lula e a eleição da Dilma? Eles bem que tentaram e muito…qual a influencia real da mídia no Brasil? eles não passam de um tipo especifico e escroto de entretenimento que quase ninguém leva a sério..
então seria de muito bom senso a esquerda evitar um pouco essa demonização da grande imprensa pq no fim das contas… se estão mentindo quando denunciam falcatruas no governo, logo são desmascarados..se estão falando a verdade..bem..aí o problema é outro né???

Responder

    Ulisses

    26/11/2012 - 12h17

    Você é analfabeto funcional. O artigo explica o poder da mídia quando associada ao judiciário de direita, querendo um golpe na esquerda mas quando é nas urnas, a voz do povo não coaduna com a voz da mídia golpista. E está perdendo a três eleições presidenciais. Tu realmente não entendeu ou é analfabeto mesmo, não consegue interpretar um texto?

    Mário SF Alves

    26/11/2012 - 14h55

    Não. Ninguém é analfabeto funcional, e ainda que o fosse. O problema, meu caro, é o analfabetismo político. O problema, prezado Ulisses, é a falta de educação política que nos acomete a quase todos.

Mardones Ferreira

26/11/2012 - 08h32

Gostaria muito de ver um PT forte na defesa do fortalecimento da democracia, mas o que se vê é um partido guiado por decisões eleitorais e com ”dificuldade” para atrair outras legendas para o seu projeto de país, restando uma legenda que pouco se distingue das demais.

Criticar a imprensa, setores do judiciário e empresarial e não criticar a atuação inócua do ministro da Justiça, das Comunicações e uma centena de conselhos que assessoram a presidente é, no mínimo, querer fazer crer que o mundo voltou-se contra a esquerda e o projeto político do qual o PT abriu mão.

Responder

Carlos Ribeiro

26/11/2012 - 08h06

“Ditadores vitalícios.
Assino embaixo.

Responder

Alexandro Rodrigues

26/11/2012 - 05h24

O PT gosta de bancar a Geni da política brasileira. Agora aguente… bem feito!

Responder

ZePovinho

26/11/2012 - 02h00

É por essas e outras que eu vivo perguntando:ONDE ESTÃO OS 40 AGENTES DA DEA/CIA QUE EVO MORALES EXPULSOU DA BOLÍVIA PARA O BRASIL- que os aceitou caladinho????

Responder

    Mário SF Alves

    26/11/2012 - 15h01

    40?!! Mas não era só 0,4? Então, o roteiro é esse? Primeiro um estagiozinho na Bolívia e depois, isso, um voo direto e sem escala pro STéFão?

Gil Rocha

26/11/2012 - 01h40

Só esqueceu de dizer que “atos públicos”,
quer dizer petistas osquestrados.
O povão mesmo não acredita em papai noel
nem no coelhinho da páscoa.

Responder

lindivaldo

26/11/2012 - 01h25

Se a Dilma ou o Lula, ainda estiverem na disputa de 2014, vai ser uma batalha mortal. Um banho de sangue!
Antes disto, porém, a direita vai esforçar-se para evitar o risco!
Até lá, vai oferecer, em sacrífico, seu sangue fedorento, exibir seus caninos podres, soltar sua língua saburrosa, até conseguir um golpe!
Vai ser uma denúncia atrás da outra. Escândalos, escândalos e mais escândalos, do que jeito que os barões da mídia sabe fazer!
E tome PF! E tome PGR. E tome STF…
O STF, por sua fez, já deu sua contribuição inicial para o golpe: a teoria do domínio do fato, cunhada sob medida, para enquadrar os inimigos da elite.
Sob a mira desta esdrúxula teoria, não vai ficar pedra sobre pedra, enquanto houver algum petista no poder.
Como as peças de um um jogo de dominó, cada líder vai tombar, um após o outro, ao ribombar dos tambores da grande mídia!
Pois, assim, age a velha direita, que agora está tão perto de desfechar mais um golpe fatal!
É a secular vampira brasileira, novamente em ação, levantando-se do caixão, dentes à mostra, para tentar sugar, mais uma vez, o doce sangue do nosso povo.
É a velha golpista, para quem a falta de votos não é nenhum problema para retomar o poder! Sempre podre e corrupta, porém mais sofisticada, poderosa e organizada do que nunca!
É a vitória certa de meia dúzia contra dezenas de milhões!
E, enquanto isso, do outro lado, o de cá, o povo, os eternamente oprimidos, estão prontos para reagirem?
Talvez, não…
Por exemplo, quando o PT contestou o STF, em face de um julgamento político, por um tribunal de exceção, as entidades Anamages, Ajufe e Anamatra prontamente se uniram e saíram em defesa do STF/ JB com ataques vigorosos contra aquele partido.
Foi uma demonstração de vigilância e de força de causar inveja à mais reacionária das direitas do mundo!
Porém, da nossa parte, não houve nenhuma reação, por mais tênue que fosse, apesar da mão sempre estendida da blogosfera!
Assobiamos de lado, mudamos de assunto, fingimos que não era conosco!
Será se somos realmente os eternos fracos e oprimidos?
Nietzsche teria razão ao tratar, como natural, a existência de uma condição própria dos mórbidos, dos fracos?
Por que, pois, os movimentos sociais estão tão quietinhos?
Estão satisfeitos com a criminalização de um partido trabalhista, com a atuação de um tribunal de exceção, com as constantes tentativas de golpe, com um combate permanente a um projeto voltado para o povo?
Cadê os partidos aliados, aqueles que são mais achegados ao povo e que se beneficiaram eleitoralmente com os avanços sociais?
E a UNE? Por que tremem seus líderes? Estão, por acaso, acuados? Temem os mesmos questionamentos infundados da imprensa golpista?
Que pena! Houve um tempo em que os estudantes não se pautavam pela mídia, eles sabiam fazer a hora e até ousavam ultrapassar os muros para enfrentar os batalhões e seus canhões daquela época.
Contudo, não haverá saída!
Ou o povo ocupa agora as praças, as ruas, a internet ou, mais uma vez, terá que se contentar em lamber os sapatos envernizados da elite, até que surja um novo Lula, se surgir.

Responder

    Mário SF Alves

    26/11/2012 - 15h09

    Pois é companheiro, “quem tem noção da batalha não fala muito e desconfia do brilho, e não é daqueles que pensam que antigamente é que era bom…”

    ____________________
    Acho que é isso. Mas, parece que a letra do Calinhos Vergueiro dizia mais. Era algo como “não se atém ao detalhe de que o fogo ainda não pegou.” Sei que ouvi, curti, mas não me lembro bem.

Renato M

26/11/2012 - 00h42

Parabéns professor Lincoln Secco pelo seu excelente artigo. As armas da direita são muitas. Há alguns anos atrás a grande mídia iniciou um ataque contra livros didáticos supostamente esquerdistas. Atualmente temos visto uma avalanche de lançamento de diversos títulos demonizando personagens como Fidel Castro,”Che” Guevara, e outros.Os “horrores” dos regimes comunistas são esmiuçados em obras volumosase tendenciosas. Pior é o sucesso de vendas de lixos como as obras “História politicamente incorreta do Brasil” e “História politicamente incorreta da América Latina”. A classe média fascista tem se deliciado com as “descobertas” dos dois pseudo-historiadores que procuram contar uma versão “não esquerdista da História do Brasil e da América Latina”. Como bem esclareceu o professor o judiciário tornou-se um aliado de peso da direita inescrupulosa. Os holofotes extasiaram e vergaram certos ministros. Uma pena! Continue nos brindando com seus artgos professor Secco. Um abraço!

Responder

    Mário SF Alves

    26/11/2012 - 15h31

    E eu que sempre achei que a ideologia dominante é a ideologia da classe dominante. Então, no entendimento desses caras, existe uma história/ideologia escrita pela esquerda? Beleza. Andei folheando um lixo desses, e cara, que troço mais insoso era a tal coisa. Aliás, é obra imprescindível para formar “tubos de processar m*%#@”, ou (in)vejas; ou alimentar asnos, quem sabe.

    Cibele

    26/11/2012 - 18h19

    Prezados, gostaria de uma opinião sobre o livro “1822” e seu autor, Laurentino Gomes. Achei uma referência a ele quando buscava a obra “História Politicamente Incorreta do Brasil”. Se puderem comentar, ficaria muito agradecida.

FrancoAtirador

26/11/2012 - 00h37

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VERSÕES E FATOS

Por Odair Cunha*, no blog da CPMI

“Nosso tempo, sem dúvida… prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, a aparência ao ser…”.

(Feuerbach, Prefácio à segunda edição de A essência do cristianismos)

Definitivamente, vivemos a era das versões.
Vale pouco o esforço hercúleo para dissipar nuvens e produzir resultados comprometidos com o avanço das instituições nacionais:
a regra é enaltecer a imagem, não a realidade.

Assim, a seara política é tomada de assalto pela disputa de interpretações, apartando-se dos fatos.

Nessa era das versões, a CPMI criada para investigar as relações entre um conhecido contraventor e agentes públicos e privados revela tais ligações à sociedade, mas a imagem de que a investigação não saiu do lugar se cristaliza.

Na era das versões, não dos fatos, as investigações desnudam a presença de uma construtora no esquema, quebra-se o sigilo bancário dela, mas paira uma – inexistente! – falta de vontade da CPMI de investigar tal construtora.

Da mesma forma, nega-se a importância política da CPMI na cassação do mandato do senador que se colocou a serviço do contraventor.

Na era das versões, erigiu-se um discurso de antemão, o de que o objetivo da CPMI é ofuscar o julgamento da Ação Penal 470 ou ir à forra contra inimigos políticos.

Pouco importa se esse “inimigo”, de fato, teve participação, beneficiou-se ou colaborou para o funcionamento da organização criminosa investigada: sobressai, sempre, a versão do interesse político, não a relevância de combater a corrupção.

E se “a CPMI só política” decide não colher depoimentos no período eleitoral, quando o julgamento avança a pleno vapor, tal fato não muda a compreensão sobre a investigação, que segue “politicamente dirigida” no que é difundido ao público.

Na era das versões, os investigadores sofrem críticas porque os depoentes comparecem com amparo judicial para não falar, mas também porque interrompem os depoimentos, que pouco contribuíram às investigações.

Afinal, é preciso manter o espetáculo das versões para o necessário desgaste do Congresso Nacional e da CPMI…

E quando o Ministério Público pede à Justiça o bloqueio de bens de investigados, leva sozinho os louros, ainda que a iniciativa tenha sido articulada com a CPMI, em movimentação ocorrida no período em que os trabalhos estavam “parados”.

Como se a necessidade de parceria entre os órgãos de investigação não fosse algo a ser estimulado.

Na era das versões, não dos fatos, estridente grupo de parlamentares “ameaça”, e concretiza, um pedido de investigação ao Ministério Público antes da apreciação do relatório final, que, sabidamente, conterá recomendações mais amplas ao parquet.

Assim, difunde-se com mais pompa a versão de que a disposição de investigar passou ao largo do comando da CPMI, cujos resultados, positivos ou negativos, serão de responsabilidade de toda a comissão.

Ademais, o país inteiro gostaria de ver os mesmos que se exaltam se empenharem também pela criação de CPIs, por exemplo, na Assembleia Legislativa de São Paulo, ao invés de interditá-las.

Desde o germinar desta investigação, tenho atuado com transparência e serenidade. Firmei o compromisso de apresentar um amplo e detalhado mapa do que se descortinou ao longo dos trabalhos da CPMI, dissecando as relações criminosas desvendadas – com agentes públicos e privados – e identificando novas frentes de apuração, para a continuidade do processo investigativo. Reafirmo aqui, novamente, esse compromisso.

A busca dos fatos é árdua e pode desestimular os que se acostumaram à era das versões, mas a responsabilidade de apresentar à sociedade um relatório consequente é inexpugnável.

A luz dos holofotes pode até ser atraente, mas nos afasta desse objetivo e do nobre papel de representar os cidadãos.

Logo, que fique claro: esse caminho não percorrerei.

*ODAIR CUNHA é Deputado Federal pelo PT-MG e relator da CPMI que investiga Carlinhos Cachoeira e comparsas da organização criminosa desbaratada pela Polícia Federal nas Operações Vegas e Monte Carlo.

http://www.odaircunha.com.br/odaircunha/blog-da-cpi

Responder

    FrancoAtirador

    26/11/2012 - 01h28

    .
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    EMPREENDEDORISMO À BRAZILEIRA

    O empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, dando sequência ao projeto de expansão e diversificação de seus negócios, inaugura a primeira empresa do ramo de jogos eróticos no estado de Goiás.

    Veja a celebração do mais novo investimento empresarial deste verdadeiro herói nacional, que junto com os Marinho, os Mesquita, os Frias e os Civita, auxiliou a Procuradoria-Geral da ré-pública e o Supremo Tribunal Féde-ral a colocar na cadeia todos os corruptos e corruptores do braZil, exterminando com essa praga chamada ‘petralha’.

    http://www.youtube.com/watch?v=VrUHum5Gp0g

    FrancoAtirador

    26/11/2012 - 02h07

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    PF indicia mulher de Cachoeira por tentar corromper juiz

    A Polícia Federal indiciou Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, sob acusação de corrupção ativa.

    É o primeiro envolvimento formal direto dela com o esquema Cachoeira.

    De acordo com o relatório do inquérito que investigou Andressa e o despacho de indiciamento, que ocorreu em setembro, “o ato criminoso tinha como objetivo favorecer Carlos Augusto de Almeida Ramos mediante a sua soltura”.

    Trata-se do caso de chantagem feita por Andressa sobre o juiz Alderico Rocha dos Santos*, o responsável pela ação penal decorrente da Operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira em 29 de fevereiro.

    Em 26 de julho, Andressa esteve no gabinete do juiz em Goiânia.

    Segundo o magistrado relatou à PF e ao Ministério Público Federal, a mulher de Cachoeira tentou constrangê-lo, na tentativa de conseguir a revogação da prisão preventiva do marido.

    Segundo o relatório, Andressa anotou em um pedaço de papel o nome de pessoas que estariam com um suposto dossiê montado por Cachoeira com informações contra o juiz.
    O documento só não seria divulgado caso o magistrado determinasse a libertação do empresário.

    TESTEMUNHA

    Além de Alderico Santos, a PF ouviu uma funcionária da Justiça que presenciou o início da conversa entre os dois.

    A PF fez um exame da letra no papel entregue ao juiz e concluiu que não havia “sinais indicativos de que tais manuscritos questionados tenham sido produzidos por outro punho que não o de Andressa Alves Mendonça”.

    A PF diz que Andressa teve acesso a informações sobre o juiz Alderico que não estavam disponíveis em fontes de consulta aberta.

    Para a polícia, “resta claro” que alguém repassou as informações a ela. Andressa visitou Cachoeira no presídio da Papuda, em Brasília, na véspera da audiência com o magistrado.

    O Ministério Público solicitou à PF busca e apreensão na casa de Andressa, o que ocorreu em 30 de julho.

    Foram apreendidos papéis e computadores. A polícia também obteve as imagens das câmeras de segurança de Andressa entrando no gabinete de Alderico.

    O relatório e o despacho de indiciamento da PF foram enviados ao Ministério Público Federal, que poderá denunciar Andressa à Justiça.

    Isso ainda não ocorreu, pois a Promotoria aguarda o fim das perícias feitas pela PF no computador dela.

    Os peritos vasculham documentos que podem ter sido deletados com palavras chaves como dossiê.

    ACUSAÇAO

    Segundo o relatório da PF, “no contexto das provas produzidas, os indícios apontam para uma conclusão segura e correta da veracidade dos fatos tais quais narrados pelo juiz federal Alderico Rocha dos Santos”.

    Andressa foi indiciada por corrupção ativa. Mesmo não tendo oferecido dinheiro ao juiz, a PF considerou que a “vantagem indevida” estava caracterizada pela proposta de não divulgar o suposto dossiê em troca da liberdade de Cachoeira.

    “A vantagem não econômica pode surtir mais efeito às pretensões do responsável pela conduta do que se tivesse algum conteúdo patrimonial”, diz o relatório policial.

    http://novo-jornal.jusbrasil.com.br/politica/103792576/pf-indicia-mulher-de-cachoeira-sob-acusacao-de-chantagear-juiz
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    *Juiz afirma que mulher de Cachoeira tentou chantagem para soltar bicheiro

    O juiz federal Alderico Rocha Santos afirmou ao G1 nesta segunda-feira (30) ter sido chantageado por Andressa Mendonça, mulher do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

    Santos é responsável pelo processo da Operação Monte Carlo na Justiça Federal, que culminou na prisão do bicheiro em fevereiro.

    Segundo o magistrado, Andressa o procurou na quinta-feira (26) afirmando que teria um dossiê contra ele e, em troca da não-publicação, teria pedido um alvará de soltura para Cachoeira.

    O juiz diz ter encaminhado ao Ministério Público um papel com nomes escritos por Andressa e imagens de sua entrada e saída no prédio da Justiça Federal.

    DOSSIÊ POLICARPO

    Conforme relatou o juiz ao G1, na versão de Andressa, o dossiê teria sido produzido a pedido de Cachoeira pelo jornalista Policarpo Júnior, da sucursal da revista “Veja” em Brasília.

    Conforme o juiz, Andressa teria dito:

    “Doutor, tenho algo muito bom para o senhor. O senhor conhece o Policarpo Júnior? O Carlos contratou o Policarpo para fazer um dossiê contra o senhor. Se o senhor soltar o Carlos, não vamos soltar o dossiê”.

    O juiz diz também que respondeu que não tinha nada a temer, quando teria ouvido de Andressa:

    “O senhor tem certeza?”.

    A mulher de Cachoeira, conforme o relato do juiz, teria então escrito o nome de três pessoas em um pedaço de papel e perguntado se ele os conhecia: o ex-governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), que teve o mandato cassado em setembro de 2009 por suspeita de abuso de poder político nas eleições de 2006; um fazendeiro da região do Tocantins e Pará, conhecido como Maranhense; e Luiz, que seria um amigo de infância do juiz e supostamente responderia a processo por trabalho escravo.

    De acordo com o juiz, Andressa teria dito que o jornalista teria fotos do magistrado com essas três pessoas.

    “Não tenho nada a temer. Eu não vejo Marcelo Miranda há mais de quatro anos. O Maranhense, ou quem imagino que possa ser o Maranhense, também não vejo há bastante tempo. Já o Luiz é meu amigo de infância. As terras da família dele fazem divisa com as do meu pai, no Maranhão, há mais de 50 anos”, disse Santos.

    O magistrado afirmou ter voltado a dizer a Andressa não ter nada a temer, momento em que ela teria se retirado de sua sala.

    “Quando ela saiu, guardei o papel onde ela escreveu os três nomes, solicitei as imagens que mostram a sua entrada e saída do prédio da Justiça Federal e encaminhei um documento ao Ministério Público relatando o fato.”

    http://g1.globo.com/goias/noticia/2012/07/juiz-afirma-que-mulher-de-cachoeira-tentou-chantagem-para-soltar-bicheiro.html

    Mário SF Alves

    26/11/2012 - 15h51

    Na era das versões, “quando tudo o que é sólido se desmancha no ar”, um novo hitler poderia até ser negro que nenhuma diferença realmente faria; o que vale é a ideia que se tem ou terá desse novo guadião da miséria, do preconceito, das supertições e da injustiça que cada vez mais se aprofunda e afunda no ou o Velho Mundo.

    __________________________

    E é assim mesmo. E só existe uma vacina; é encaixar de vez o entendimento: “se a aparência (a versão dos fatos ou a ideia/teoria do domínio dos fatos) fosse a essência, ninguém precisaria de ciência. Ou seja, ninguém precisaria de conhecimento”. Pelo visto, o STéFão (pós-moderno) já superou essa dependência.

marco

26/11/2012 - 00h19

Não concordo com a politização do supremo e sim com a partidarização do supremo.Política,depois dos gregos,é todo o ato humano em sociedade.O entendimento contrário,apoia àqueles que querem satanizar a política e jogar o poder popular ao encontro da classe dominante.Para corroborar meu argumento,leia qualquer escrito dos agentes do PIG.

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    francisco pereira neto

    26/11/2012 - 01h51

    Eu queria que vc me explicasse o que é politização e partidarização do STF?
    Pelo que eu sei todos nós, enquanto seres humanos, somos políticos.
    Ayres Brito agiu como político ou partidarizado?
    Filiado ao PT, se não falha a minha memória, por vinte anos, não conseguiu se eleger para senador.
    O que nós vimos, foi ele criminalizar a política, somente com base de sustentação na Ação Penal 470. Antes do PT no poder era tudo divino e maravilhoso?
    Por que quando candidato nunca disse essa estupidez?
    Nesse vinte anos de militância ele nunca enxergou, principalmente por ser da oposição histórica, que sempre foi o PT, nenhuma sugeira dos governos de oposição ao PT?
    Só agora, com personagens do PT nos bancos dos réus, é que ele renega a política com o raciocínio curto de que alianças para governar é sinônimo de quadrilha.

Messias Franca de Macedo

26/11/2012 - 00h11

… Há 10 anos destronados do poder central e a possibilidade concreta de a presidente Dilma Rousseff ser reeleita no primeiro turno da próxima eleição deixam em polvorosa os representantes da [eterna] DIREITONA OPOSIÇÃO AO BRASIL!… O que explica ‘o domínio do fato’ de a DIREITONA ‘apostar todas as fichas(!) nas últimas consequências!’…

EM TEMPO: só nos resta manter a vigília da resistência!…

MOBILIZAÇÃO CONTRA O GOLPE MIDIÁTICO REFERENDADO PELO “supremoTF”!

O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO!

GOLPE NUNCA MAIS!

AS RUAS, BECOS, AVENIDAS… ESPERAM E CLAMAM -, ANSIOSOS, POR VOZES! OU NÃO?!…

Hasta la Victoria Siempre!

Saudações democráticas, progressistas, nacionalistas, civilizatórias e anti-golpistas,

BRASIL NAÇÃO
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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    Carlos Ribeiro

    26/11/2012 - 08h08

    Nunca estive tão dentro!

    Mário SF Alves

    26/11/2012 - 16h52

    É… interessante, não está no O Capital, não; está lá no finalzinho do Caçador de Andróides: hora de morrer! Democracia ou morte!

silvia macedo

25/11/2012 - 23h57

Artigo extraordinário. Uma maniferstação a ser seguida por outros. Os intelectuais brasileiros, também comprometidos com a luta social, devem se manifestar com o fez o professor Lincoln Secco.

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    MTHEREZA

    26/11/2012 - 08h51

    Concordo com vc. Estamos precisando mais manifestações a favor da democracia, das regras da democracia. Abs

José X.

25/11/2012 - 23h57

“É evidente que toda justiça corresponde à ideologia dominante, mas ela deve repelir a violação de ritos processuais que garantem a sua aparente neutralidade. A politização explícita da justiça cobrará o seu preço porque a história não para. Chegará o momento de limitar o mandato dos juízes e exigir sua escolha mediante eleições diretas. Que se comportem como políticos é mais do que normal. Mas não que sejam ditadores vitalícios.”

Parece que o pessoal da esquerda está finalmente acordando…o comportamento recente do STF é assombroso, um atentado à democracia, e agora eles perderam totalmente a vergonha, como demonstrou o discurso do Fucks na posse do capitão do mato Barbosa.

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    francisco niterói

    26/11/2012 - 08h57

    Jose

    Estranhei o discurso RAMBO do “musico” fux passar despercebido, sem nenhuma analise maior pelas forças politicas, especialmente do Parlamento.
    Mesmo a repercussao na blogosfera foi tímida, em que pese posts aqui no viomundo, no PHA, etc.

Joana Amaral

25/11/2012 - 23h51

O centro do artigo é um grande alerta:
“A judicialização da política e a politização da justiça aprofundam a repressão seletiva contra os movimentos sociais, restaurando práticas superadas na história do Brasil. A esdrúxula interpretação que o STF concedeu à assim chamada teoria do domínio do fato poderá e provavelmente será usada contra o MST, o movimento estudantil, os sindicalistas etc.”

Responder

J Souza

25/11/2012 - 23h46

A direita está mais viva e rica do que nunca, (mais rica graças a Lula e Dilma…), e sua almirante/general/brigadeiro, a rede Globo, tem total domínio sobre a maior parte da mídia e sobre quase todo o poder judiciário, incluindo juízes e promotores.
É mais fácil achar um comunista nos EUA do que achar um esquerdista entre juízes e promotores no Brasil.
Se o PT não desmascará-los agora, seu próximo aliado, Eduardo Campos, os arregimentará, sabe-se lá prometendo o quê…

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Depaula

25/11/2012 - 23h39

Faço minhas as palavras do professor Lincoln Secco

Responder

Jorge Moraes

25/11/2012 - 23h37

Uma vez mais, um ótimo artigo e análise do Professor Secco. A cada dia fica mais evidente as novas estratégias da direita para sufocar as forças sociais capazes de questionar a reprodução do capital como direito acima de todos os direitos. A “banditização” da política é um desses recursos. No Brasil, cristaliza-se com a condenação, sem fundamento probante, de lutadores sociais. É um ensaio. A seletividade da conduta do Supremo (e das outras instâncias) diante de atores alinhados ao seu pensamento obrigará em algum momento a um enfrentamento.

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    Mário SF Alves

    26/11/2012 - 16h48

    Fala-se em paguaização do Brasil. É… pode ser. Porém, o mais provável mesmo é que ocorra a palestinização do Brasil. Resta saber como seria a reordenação geográfica/territorial do País, ou seja, onde ficaria Israel e quem seria a Palestina?

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