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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Por unanimidade, Justiça condena o coronel Ustra como torturador da ditadura

14 de agosto de 2012 às 12h07

O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o mais notório torturador da ditadura militar, segundo o professor Fábio Konder Comparato

O juiz Gustavo Teodoro considerou procedente a ação da família Teles e declarou oficialmente Ustra torturador. Os Teles: Janaína, Edson, Amelinha e César

Amelinha Teles: “É preciso botar um fim na impunidade dos torturadores da ditadura militar”

Atualização às 14h18: Por unanimidade (3 x 0), o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra como torturador. A informação nos foi passada, em primeira mão, por Antonio Carlos Fon, jornalista e ex-preso político, que acompanhava o julgamento.

Fim da impunidade para o mais notório torturador da ditadura militar. Vitória histórica.

Abaixo a matéria que postamos antes do julgamento. Uma entrevista com a ex-presa política Amelinha Teles, torturada pessoalmente por Ustra, assim como o seu companheiro César Teles e a irmã Criméia de Almeida. Ustra levou ainda os dois filhos de Amelinha — na época, Janaína tinha 5 anos de idade e Edson, 4 —  ao DOI-Codi/SP, de camburão, para pressionar psicologicamente os pais. Eles viram a mãe na cadeira do dragão.

por Conceição Lemes

Nesta terça-feira 14, o Tribunal de Justiça de São Paulo julga o recurso do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex- comandante do DOI-Codi/SP, contra a sentença que o condenou como torturador.

Em outubro de 2008, o juiz Gustavo Teodoro, da 23ª Vara Cível do Fórum João Mendes, reconheceu-o oficialmente como responsável pelas torturas sofridas por Maria Amélia de Almeida Teles, César Augusto Teles e Criméia de Almeida, em 1972, naquele órgão de repressão.

Considerado pelo professor e jusrista Fábio Konder Comparato como “o mais notório torturador do regime militar”, Brilhante Ustra tentou transferir toda a culpa de seus atos hediondos  para o Exército, mas não teve sucesso. Em sua sentença, o juiz Gustavo Teodoro afirmou que o DOI-Codi era “uma casa dos horrores, razão pela qual o réu não poderia ignorar o que ali se passava”. E concluiu:

 “Não é crível que os presos ouvissem os gritos dos torturados, mas não o réu. Se não o dolo, por condescendência criminosa, ficou caracterizada pelo menos a culpa, por omissão quanto à grave violação dos direitos humanos fundamentais dos autores”.

“O Ustra, na época major, me torturou, torturou o meu companheiro César e minha irmã Crimeia, grávida de 7 meses”, relembra Amelinha Teles, como é conhecida Maria Amélia. “Meus filhos – Janaína tinha 5 anos de idade e o Edson, 4 – foram seqüestrados e levados de camburão até o DOI-Codi, como forma de pressão psicológica contra nós.”

“De modo que a decisão do doutor Teodoro foi histórica. Pela primeira vez na Justiça brasileira se falou em imprescritibilidade dos crimes por violações dos direitos humanos”, salienta Amelinha. “Esperamos que a segunda instância ratifique a decisão da primeira instância, porque tem de se fazer justiça.”

A audiência começa às 13h.

Em frente ao prédio do TJ-SP, na Praça da Sé, haverá nesse horário um ato com a participação de vários grupos e entidades: Coletivo Merlino, Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, Cooperativa Paulista de Teatro, Cordão da Mentira, Estável – Companhia de Teatro, Frente do Esculacho Popular, Grupo Quem, Kiwi – Companhia de Teatro, Levante Popular da Juventude, Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Químicos.

Haverá também um debate com:

Expedito Solaney – secretário nacional de Políticas Sociais da CUT

José Augusto Camargo – presidente Sindicato dos Jornalistas

Lúcio França – Comissão de Direitos Humanos OAB-SP

Márcio Sotelo Felippe – Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça

Osvaldo Bezerra – coordenação política Sindicato dos Químicos

Pedro Estevam Serrano – professor de Direito Constitucional – PUC-SP

Para os mais jovens entenderem melhor o significado deste julgamento de hoje, segue a íntegra da entrevista que fizemos com Amelinha Teles, torturada pessoalmente por Ustra.

Viomundo – Quem é o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra?

Amelinha Teles – É um oficial do Exército, atualmente reformado. Em 1972, quando minha família e eu fomos presos, ele era major do Exército e comandante do DOI-Codi de São Paulo, que era um centro de tortura.

O Ustra, como comandante do DOI-Codi, fez parte das estratégias políticas da ditadura para sequestrar mulheres, homens, crianças, torturar, assassinar, ocultar cadáveres.

Quem passa hoje pela 36ª Delegacia de Polícia de São Paulo, na rua Tutóia, acha que é uma delegacia qualquer. Só que nos fundos, na época da ditadura, funcionou o primeiro órgão de repressão ligado ao Exército. Foi chamado inicialmente de Operação Bandeirante – a Oban – e depois se transformou em Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Internao DOI-Codi/SP –, que daí se estendeu por vários estados brasileiros.  

Muitos dos integrantes da Operação Bandeirante, entre os quais o Ustra, começaram a fazer parte não só do DOI -Codi, mas também de um esquema de eliminar os opositores políticos na região do Cone Sul: Chile, Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai. O próprio Ustra foi a outros países para fazer este tipo de ação, de eliminação, mesmo.

Viomundo – No seu caso, como é que foi?

Amelinha Teles – Eu e meu marido estávamos acompanhando um dirigente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Carlos Nicolau Danielli, e fomos presos juntos em 28 de dezembro de 1972. Nós fomos testemunhas oculares do assassinato do Danielli. Torturam-no tanto que ele morreu três dias depois, em 30 de dezembro, nas dependências do DÓI-Codi, sob o comando do então major Ustra.

Eu fui torturada pelo Ustra praticamente no primeiro minuto que cheguei ao pátio da Oban. Vendo o Danielli sendo espancado, levando chutes, já ali no pátio, o César sendo torturado, eu falei alguma coisa no sentido de fazer um apelo, que não era possível tratar um ser humano daquela forma. Ele, com as costas da mão, me deu um safanão no rosto, me jogando no chão, gritando: foda-se!

Foi a senha para que os demais torturadores me arrastassem pelos corredores, me levassem até a sala de tortura e começassem também a me torturar.  Me colocaram no pau de arara e na cadeira do dragão, fui submetida a afogamento, choque elétrico por todo o corpo, inclusive nos órgãos genitais, palmatória.

O Ustra foi buscar então os meus filhos e a minha irmã na nossa casa. As crianças foram levadas para a sala onde eu estava sendo torturada na cadeira do dragão, toda urinada, com fezes, vômito, sangue pelo corpo.

Viomundo – Quantos anos tinham os seus filhos?

Amelinha Teles – A Janaína tinha 5 anos de idade e o Edson, 4. Eles foram sequestrados da minha casa e levados para DOI-Codi, para nos pressionar psicologicamente. Além de mim, ele torturou fisicamente o meu companheiro  César Augusto Teles, minha irmã Criméia de Almeida, que estava grávida de 7 meses, e psicologicamente os meus filhos.

Meu filho Edson ficou em estado de choque, um dia disse: “Mãe, o que aconteceu aqui? Por que você está verde e o meu pai ficou azul?”

Teve uma hora que eu falei para o Ustra: “Por que o senhor faz isso [tortura] com meu marido? Ele está diabético e tuberculoso!” Ele respondeu: “Nós vamos continuar. É bom para ele tenha agora um câncer”.

O Ustra era o homem da Operação Bandeirante. Ali, foi uma escola de tortura, que mandou torturadores para vários estados brasileiros e países, para perseguir militantes políticos de oposição à ditadura. Naquela época, ele tinha uma influência muito grande. Ele estava sempre gritando, dando ordens, criando um clima de verdadeiro terror naquele inferno. Eles mesmos diziam: “Aqui, você está na  Oban, aqui você está no inferno”.

Viomundo – O que o Ustra queria saber de você?

Amelinha Teles – Ele queria saber se eu tinha contato com o João Amazonas, que era presidente do PCdoB. Ele queria também que eu entregasse oito militantes do PCdoB.  Essas, segundo ele, eram a razão de eu estar sendo torturada. Acho que eles te torturam muito para te fazer perder a esperança de que o mundo pode ser transformado num mundo de justiça, de igualdade.  Eles querem te desmoralizar, ofender a tua dignidade.

Viomundo – E a tua irmã?

Amelinha Teles – A Criméia entrou na Oban como se fosse a babá das minhas crianças. Ela tinha um nome falso. Na verdade, ela não era babá.  Foi um artifício que encontrou ali na hora.  Eles procuravam a minha irmã que era guerrilheira. Mas foram tão incompetentes que nos primeiros dez dias não identificaram que a minha irmã estava ali. Quando descobriram, quem foi me torturar foi o general Humberto Souza Neto, que era o comandante do II Exército. Com aquele bastão de comando, bateu em mim, na Criméia e no torturador que estava junto, chamando-o de idiota, incompetente.  “Afinal de contas”, diz ele,  “a cara de uma é focinho da outra.  Onde já se viu que comunista ter babá. Só na cabeça de vocês para acreditar numa história dessas.”

Viomundo – O general bateu no torturador na frente de vocês?!

Amelinha Teles – Bateu. Me lembro muito bem: era velho e barrigudo. Ele bateu com o bastão. E o torturador não levantou um dedo. Aquilo me chamou atenção, porque torturadores espancavam a gente com tanta força, tanta violência, e aquele apanhou. Ele poderia bater no velho, mas não o fez. É a hierarquia. Ele só olhava para baixo. Claro que quando o general saiu, pegaram a gente.  Fomos torturadas durante dias.

Viomundo – Você viu o Danielli ser assassinado. Como foi?  

Amelinha Teles — O Danieli foi muito, muito torturado. No terceiro dia da prisão, ele morreu numa sala de tortura. Estava nu, com uma barriga inchada, enorme, eele era uma cara magro, sangrava pela boca, nariz, ouvido.

Alguns dias depois “capitão” Ubirajara, cujo nome verdadeiro é o Aparecido Laertes Calandra, na época investigador da Polícia Civil, me chamou numa sala de tortura e disse “leia aqui”, me mostrando um jornal. Estava escrito: Terrorista morto em tiroteio. E tinha a foto do Danielli.

Eu falei: “Isso é mentira. O Danielli morreu aqui nesta sala”. Ele respondeu: “É pra você ver como são as coisas. Amanhã você também pode ser uma manchete de jornal”.

Isso que eu e o César assistimos no caso do Danielli se repetiu com vários outros casos  na Oban. Era esse o esquema usado.

Em 7 de julho de 1973, nós denunciamos isso na Justiça Militar, ali na avenida Brigadeiro Luis Antonio. O juiz não queria ouvir. Ele gritava e dizia que nós éramos terroristas.

Eles criavam a figura do terrorista, para justificar todas as atrocidades contra nós.  Lembro que foi muito difícil, mas eu e o César denunciamos o assassinato do Danielli, a tortura da Criméia, grávida de 7 meses. Ela também foi torturada pessoalmente pelo  Ustra. Nós denunciamos também, já na época, o seqüestro dos nossos filhos Edson e Janaína.

Viomundo – Exatamente quando você entrou na Justiça contra o Ustra, denunciando as torturas praticadas por ele?

 Amelinha Teles – A família Teles, da qual faço parte, entrou com uma representação na Justiça aqui em SP na área cível em 2005.  Pela primeira vez na Justiça brasileira se falou imprescritibilidade dos crimes praticados por violações dos direitos humanos. O juiz aceitou o nosso pedido. Além de mim, assinam a representação o meu companheiro, a minha irmã e os meus dois filhos.

Viomundo – O que vocês pleiteiam?

Amelinha – A nossa representação tem o nome de Ação Declaratória, porque nós queremos que o Estado brasileiro declare o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra  torturador. Ele é um torturador.

Nós entramos com ação em 2005, como eu já disse, e ela foi tramitando até que em 2008 houve a decisão, que é uma sentença.

Quem perde a ação, pode entrar com recurso na 2ª instância, caso não concorde com a decisão. Ainda em outubro de 2008, o Ustra entrou com recurso para não ser condenado como torturador. Aí, começaram a ser marcadas as audiências para o julgamento.

A primeira data foi maio de 2012, portanto deste ano. A sessão de julgamento chegou a começar, mas quando chegou a vez do advogado da nossa família se pronunciar, o dr. Fábio Konder Comparato disse que a decisão era histórica, a sua importância extrapolava o território brasileiro, porque era uma decisão que dizia respeito a convenções internacionais de direitos humanos. De maneira que o Brasil estava sendo olhado pelo mundo inteiro para ver como o Brasil ia tratar o seu passado. Afinal, tinha acabado de ser criada aqui a Comissão Nacional da Verdade.

O professor Fábio insistiu junto aos desembargadores que a decisão que tomassem seria repercutida no mundo inteiro. Aí, eles pediram vista do processo, para poderem reanalisá-lo.

O julgamento foi marcado então para o dia 7 de agosto, semana passada. Houve novo  cancelamento,  porque dois desembargadores não poderiam participar. E foi remarcado para esta terça-feira, 14 de agosto.

Viomundo – Qual a tua expectativa?

Amelinha Teles – Entre desaparecidos e assassinados daquela época, há cerca de 40 pessoas que passaram pelas mãos do Ustra de alguma forma, porque ele é quem comandava, ele é quem dava as ordens. Eu fui torturada na mesma sala em que o Merlino estava sendo torturado pelo Ustra.

Logo, é importante que o Tribunal de Justiça ratifique a decisão de primeira instância porque tem de se fazer Justiça. O Tribunal de Justiça tem de estar de acordo com as leis internacionais de direitos humanos, pois a Constituição brasileira apóia todos eles.  Então a importância disto  está em se fortalecer a democracia no país, para se construir um estado de fato democrático.

E junto com isso é preciso uma transformação das instituições das forças armadas. A matança, a tortura e o extermínio ainda estão acontecendo nos dias de hoje. Todos os dias nós estamos nos deparando  com casos de atrocidades com inocentes que são assassinados, exterminados nas ruas de São Paulo por policiais.

Um país que não resolve um problema do passado recente, não vai para  a frente.  Não se pode construir uma democracia com uma polícia tão truculenta, que age como se estivesse numa guerra civil.

A Policia Militar foi criada na época da ditadura militar por iniciativa das Forças Armadas. Na época da ditadura, se considerava que o comunista estava dentro do povo. Então, se dizia que o inimigo estava dentro do povo e poderia ser qualquer um.

Agora, em vez do comunista, é jovem que está na rua. O Brasil é um país onde até hoje nós convivemos com presos políticos que não foram encontrados, que não foram sepultados. Enquanto na Argentina, torturador vai para a cadeia, como o ex-presidente Jorge Videla, e volta e meia mais uma avó da Praça de Maio consegue localizar o neto, nós, aqui, não. Precisamos botar um fim na impunidade.

Luis Merlino e Carlos Nicolau Danielli foram torturados pessoalmente por Ustra; ambos morreram no DOI-Codi/SP

Leia também:

Tatiana Merlino: “Seguiremos em busca de Justiça contra Ustra e os outros torturadores do meu tio”

Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: Reitor da USP votou contra vítimas da ditadura

Para acessar o relatório na íntegra, basta clicar aqui

Vladimir Safatle: Respeitar a Lei da Anistia?

Marcio Sotelo: Punir a tortura é direito e dever da humanidade

Mauricio Dias: A verdade sobre a Lei da Anistia aflora?

Criméia Almeida: “Quem já luta há mais de 30 anos, não vai desistir agora”

Edson Teles: Punir ou anistiar os torturadores?

 

40 Comentários escrever comentário »

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Milton de Menezes

15/07/2016 - 21h14

Diz que foi…eu não vi…mas uns antigos me contaram:
– Teu vô era sub-tenente na época, responsável pelo almoxarifado e se desentendeu com um colega de farda. Então o Cap. Ustra encontrou o seu Astério lá na esquina do Açougue 7, foi tirar satistação com o véio, o capitão empurrou ele, foi quando o Astério chamou ele de guampudo e abotoou ele que ficou estirado, o véio era meio assim que nem tu, fortezito. Depois marcaram pra duelar lá na sanga da raposa (raposa era uma negrona que perambulava pela cidade). O véio Astério tá esperando o Ustra até hj lá. Cagão.

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Antonio G.

14/05/2013 - 13h06

sujeitinho asqueroso, este Ustra… Lixo.

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Serrano: "Mais uma vez o Judiciário impede que a sociedade brasileira conheça seu passado" - Viomundo - O que você não vê na mídia

09/05/2013 - 19h02

[…] Por unanimidade, Justiça condena o coronel Ustra como torturador da ditadura […]

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Documento comprova prisão de Rubens Paiva no DOI-Codi/RJ; estava com coronel « Viomundo – O que você não vê na mídia

24/11/2012 - 11h39

[…] Por unanimidade, Justiça condena o coronel Ustra como torturador da ditadura […]

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Sakamoto: Esculachado militar envolvido na morte de Virgílio Gomes durante a ditatura « Viomundo – O que você não vê na mídia

20/10/2012 - 22h15

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Urariano Mota: Os velhinhos assassinos que arrancavam unhas com pedaço de carne « Viomundo – O que você não vê na mídia

07/09/2012 - 17h52

[…] Por unanimidade, Justiça condena o coronel Ustra como torturador da ditadura […]

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souza

19/08/2012 - 19h04

a luz, no fim do túnel, esta mais próxima.
avante judiciário.

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Mariana Gomes: Brasil deve rejeitar seu papel no imaginário racista e colonizador « Viomundo – O que você não vê na mídia

15/08/2012 - 14h07

[…] Por unanimidade, Justiça condena o coronel Brilhante Ustra como torturador da ditadura […]

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Clóvis

15/08/2012 - 12h53

A Justiça de São Paulo deve estar reparando crimes comeditos pelos militares na ditadura. Mas atualmente, no caso da invasão do Pinheirinho em São José dos Campos, juntamente com o Governo de São Paulo, Governo municipal e Polícia Militar, praticaram novamente vários atentados contra os direito humanos!!! A história se repete novamente contra os mais fracos!!!

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Pedro Serrano: Condenação de Ustra abre portas para novas ações « Viomundo – O que você não vê na mídia

15/08/2012 - 11h40

[…] Por unanimidade, Justiça condena o coronel Brilhante Ustra como torturador da ditadura […]

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Maria A. Dickie

15/08/2012 - 07h01

Era hora!

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Claudomiro

14/08/2012 - 23h58

Espero que ainda vá para a cadeia vivo! É o mínimo que esse assassino merece.

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Marat

14/08/2012 - 22h53

Quem sabe um pequeno raio de esperança faça brilhar nossa sociedade… Assim como os pedófilos têm desvio de moral e conduta, os torturadores também são perigosos para a sociedade!

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Jose Mario HRP

14/08/2012 - 22h21

Por enquanto ele vive um inferno astral!
Depois o SYJ ou o STF acaba com a alegria do povo e vem o legalismo perneta de volta!
Julgamento politico só vai haver o do mensal ão porque a globo quer!
Merde de la merde!

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Gerson Carneiro

14/08/2012 - 21h42

Hoje esse FDP não dorme.

E ainda é pouco porque não está pendurado em um pau de arara.Deveria ser condenado a ser submetido às mesmas barbaridades que comandou.

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O JUIZ

14/08/2012 - 20h05

Podem ter certeza de que o homem usará o plano “B”.
É melhor dobrarmos as vigilâncias nas saídas do País.
É chegada a hora de provar que o Homem, não tem direito à vida do Homem. Essa mobilização precisa ser Nacional, com mais força, mais participação. Todos, indistintamente, perdemos com esse massacre. Que os culpados paguem. E aqui mesmo.
Parabéns à Justiça Brasileira que dá mostras de destemor.
Sentença Proferida.

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Roberval

14/08/2012 - 19h24

Parabéns à perseverança da família Teles e de todas as pessoas e instituições que vem trabalhando há décadas para começar os processos em busca de justiça e direitos humanos.

Que em breve possamos publicar livros e mais livros de histórias sobre a ditadura e sobre os agentes desse período, incluindo os nomes e funções dos torturadores, das instituições públicas e as empresas privadas (inclusive da grande mídia televisiva e jornalística) que financiaram a ditadura. Que possamos publicar com detalhes os massacres que cometeram contra jovens-civis, estudantes e também indígenas da Amazônia que foram trucidados pelo regime militar.

Viva a justiça social, os direitos humanos e a paz!!!

Viva a publicização da VERDADEIRA história da ditadura civil-militar!

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    H. Back™

    14/08/2012 - 22h09

    Também gostaria muito que isso acontecesse, mas infelizmente a história sempre foi escrita pelos vencedores, e nunca pelos perdedores.

Fabio Passos

14/08/2012 - 19h22

Boa notícia para todo os brasileiros.
Quem comete crimes contra a humanidade não pode permanecer impune.

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Alex Mendes

14/08/2012 - 19h10

Levar crianças de 4 e 5 anos para salas de tortura e ainda ficar impune?

Esse crime hediondo deveria ser espalhado aos quatro cantos do mundo. E o STF sob o comando de Peluso não teve a coragem desses Desembargadores, Juiz e Promotores… Parabéns a eles.

O STF se desmoraliza a cada decisão e fica perdendo tempo com mensalão inexistente. Parece que os ministros do STF trabalham apenas para aparecer na mídia, má conduta ampliada pelo sr. Gilmar Dantas, digo, Mendes.

Depois da aposentadoria os ex-STF querem encher os bolsos em bancas de advocacia. É preciso acabar com isso: depois do STF, não poderiam trabalhar nunca mais com o judiciário. Ganham bem para isso.

Responder

assalariado.

14/08/2012 - 16h59

A internet, junto com os blogs chamados progressistas, são os oxigenios desta caminhada dificílima para os familiares e para história politica do nosso Brasil. Sim, desta forma os Brasileiros e nossa história politica, passarão para as devidas maos que, com certeza, são e serão, ainda mais vitoriosas.

Saudações Socialistas.

Responder

Marcelo de Matos

14/08/2012 - 16h51

Outra boa notícia: “O presidente do Equador, Rafael Correa, concordou em conceder asilo político ao criador do Wikileaks, Julian Assange, noticiou nesta terça-feira (14/08) o jornal britânico The Guardian . O jornalista aguardava o resultado da decisão desde o dia 19 de junho, quando fugiu de sua prisão domiciliar e ingressou na embaixado do Equador em Londres”.

Responder

trombeta

14/08/2012 - 16h18

Mais uma parede no edifício oriundo da ditadura desmorona, até a conservadora justiça paulista abandonou os assassinos à própria sorte.

Cumprimentos!

Responder

Avelino

14/08/2012 - 16h15

Mais um passo de um outro Brasil foi dado.Parabéns à família Teles. Voces ganharam, o Brasil ganhou, o mundou melhorou um pouco.

Responder

Wagner

14/08/2012 - 16h00

Puxa vida, até que enfim uma notícia para se comemorar!

Parabéns aos que procuraram Justiça até o fim e ao TJ/SP que proferiu decisão histórica em favor dos Direitos Humanos.

Responder

Márcia

14/08/2012 - 15h28

Parabéns à família Teles! A luta continua!

Responder

Moacir Moreira

14/08/2012 - 15h03

Esse criminoso vagabundo deveria ser enviado para uma colônia penal agrícola onde pudesse plantar o seu próprio alimento.

Porém tratado com dignidade e desfrutando de direitos humanos, coisa que ele e gente de sua corja jamais observaram em relação aos prisioneiros que fizeram na época áurea dos anos de chumbo.

Responder

Wladimir

14/08/2012 - 14h59

Decisão histórica, parabéns à Familia Teles e ao seu Ilustre Advogado: Ustra declarado TORTURADOR! Finalmente começa entrar luz nos mais sombrios porões da nossa história! Finalmente começaram a abrir as portas dos armários dessa corja de covardes, que se achavam heróis em trucidar pessoas amarradas e indefesas! Finalmente o Brasil vai ver que muito mais do que pijamas camuflados, nos armários desse covardes muitos esqueletos estão escondidos!

Responder

Mardones Ferreira

14/08/2012 - 14h58

Que notícia maravilhosa!

Ainda há juízes no Brasil!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Mardones Ferreira

14/08/2012 - 14h18

Paulo Freire dizia que o oprimido salvaria o opressor. E eu creio que a luta das famílias das vítimas do Golpe de 1964 devem seguir na luta pela verdade e pela justiça par libertar o opressor da mentira em que vivem.

Eles – os criminosos torturadores e apoiadores do regime – precisam de condenação para, no cárcere, refletir sobre sua atuação nos desmandos criminosos e com a justiça feita, serem, enfim, libertados da realidade de injustiça que ainda é a ordem do dia no Brasil.

Só a Comissão da Verdade vai poder revelar quais foram os maiores torturadores do Brasil, pois mal começamos a incluir o genecídio de índios nessa história.

Responder

Ramalho

14/08/2012 - 13h58

As polícias militares, por seu turno, têm de ser todas extintas. São elas, em todo o Brasil, responsáveis por parte importante das estatísticas criminais que incluem, sim, o assassinato de PPP, mas, também, de juízes. As polícias militares afrontam a democracia per si, e, também, a mando de candidatos a ditadores, como se vê em São Paulo de Alckmin (o episódio Pinheiro é emblemático). As PMs são centros geradores de violência regidos por códigos oriundos dos segmentos mais abjetos da ditadura militar. As PM têm de ser extintas.

Responder

    Alex Mendes

    14/08/2012 - 19h00

    Concordo plenamente. A polícia no Brasil quase que só sabe “investigar” torturando, ocasionando milhares de confissões forçadas ou mesmo falseadas.

    Os pobres vão pra cadeia, os ricos saem rindo das delegacias… Principalmente banqueiros, empreiteiros e ex-juízes…

Ramalho

14/08/2012 - 13h45

Claro que os torturadores têm de ser punidos, mas e os golpistas? Por que não há nenhum movimento buscando a punição daqueles que traíram as forças armadas, traíram o comandante supremo das forças armadas, traíram os brasileiros e traíram o Brasil? Os cabeças do golpe são militares que amotinaram-se, subverteram a ordem e disciplina militares (eles, sim, os subversivos) e que transformaram segmentos das forças armadas brasileiras em puteiro, manchando-as. As manchas só serão limpas quando, além dos torturadores, aqueles que possibilitaram tortura e assassinato de jovens brasileiros forem exemplarmente punidos e expulsos das forças armadas, mesmo que retroativamente. Os traidores do Brasil têm de ser punidos com máxima severidade.

Responder

Tetê

14/08/2012 - 13h30

Que a Justiça seja feita

Responder

Roberval

14/08/2012 - 13h28

É um momento histórico para as instituições da justiça brasileira que terão que se expor e se declarar mundialmente para dizer de que lado estão, isto é, estão para cumprir sua missão do “fazer justiça” ou manter as injustiças de todos os tipos vividas no seio da sociedade e do estado brasileiro.

Este julgamento será um grande exemplo para isso.

Anseio que o TJ-SP declare o Carlos Alberto Brilhante Ustra como TORTURADOR, ratificando a decisão de primeira instância.

Responder

abolicionista

14/08/2012 - 13h19

Crime de tortura não prescreve, além de ser injustificável. Esperamos que se faça justiça.

Responder

Wladimir

14/08/2012 - 12h53

É o mínimo que se espera da justiça, pois a familia Teles pediu o “mínimo” diante das atrocidades que sofreu nas mãos desse covarde: que o TJ-SP ratifique o decisão de primeira instância e que Ustra seja “declarado” TORTURADOR !

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