VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Você escreve

Débora Shinohara: “Os maconheiros não enchem o saco de ninguém”


31/10/2011 - 09h33

“Oi, pessoal do Viomundo. Tudo bom? Mais uma vez, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP é atacada pelos setores mais retrógrados da nossa sociedade. Por isso, gostaria de pedir que divulguem esse belo texto escrito pela aluna de letras Débora Shinohara, onde a mesma faz uma defesa emocionada da diversidade e riqueza de nossa querida “FAVELECH”, traduzindo o sentimento de muitos que ali estudam e que por ali passaram. É importante que as vozes dissonantes do discurso “ordeiro” encontrem apoio e espaço em meio aos raros espaços progressistas que ainda sobrevivem em nossa imprensa. Abraço. Pedro Ramos de Toledo”

Sobre a FFLCH

por Débora Shinohara, no blog Sarrabel

Às vezes eu fico de saco cheio de ir pra USP. Muitas vezes falto nas aulas. Não sei quantas vezes já amaldiçoei as pessoas da Letras e da FFLCH. A diferença é que as pessoas da minha faculdade que eu não suporto não são as mesmas que os “homens de bem” não aguentam; e aqui digo com o maior orgulho: nunca vou me enunciar como uma “cidadã de bem”.

Não me incomodo com os maconheiros. Eles ficam no canto deles, não enchem o saco de ninguém. Não, pais de família, eles não vão oferecer maconha pro seu filho. Eles não vão corromper seu pupilo.

Não me incomodo com os participantes do movimento estudantil, e, muito timidamente, é bem verdade, apoio-os. Em todos os meus anos de FFLCH, nunca vi uma decisão de greve ser desnecessária. Além disso, só se decide por greve quando não há mais opções. E disso vocês não sabem, “homens de bem”, porque vocês não comparecem às suas assembleias e nem conhecem seus Centros Acadêmicos.

Não me incomodo com os funcionários grevistas, bastante concentrados no nosso prédio.  Não me incomodo com Brandão, com Tia das greves, com qualquer “baderneiro” que possa aparecer. Só quem participa de greves sabe como é penoso e cansativo o processo.

Não me incomodo em ficar sem bandejão, biblioteca e circular quando há greves. Porque isso é bônus pra mim, classe média. Se algum amigo que realmente (e pensem no significado de realmente) necessitasse deles fosse contra, talvez repensasse minha postura. Mas quem fica contra são aqueles que têm condições de comer na lanchonete de sua própria unidade, que nem circular usam, que têm condições de comprar/ xerocar livros.

Não me incomodo com o DCE (Diretório Central dos Estudantes) e com o CAELL (Centro Acadêmico). Posso divergir de algumas opiniões de seus membros, da linha seguida por uma gestão, mas reconheço que nada é mais importante do que estas entidades estudantis.

Aliás, não me incomodo com grupos de minoria lutando por seus direitos. Feministas, negros, homossexuais, todos têm espaço no nosso prédio. Claro que sempre tem os Monteirinhos Lobatos falando que são feminazis, gaystapo e ditadura negra. Mas tudo bem, eles até suportam porque isso é como um fardo pro homem branco.

E quando eu digo “não me incomodo”, o que eu realmente quero dizer é que eu gosto muito de todos esses grupos. Todos eles constroem uma FFLCH aberta, plural. Se você entrou na FFLCH de uma maneira e está saindo do mesmo jeito, provavelmente não gosto de você. Porque inclusive quem já entrou na FFLCH politizado sabe que mudou, sabe que amadureceu. E se você acha que continua o mesmo, não aprendeu nada com a FFLCH, e você me incomoda.

Também muito me incomoda quem encara a FFLCH como escola de línguas, e ainda acha ruim professor ser politizado. Quem chora porque atravessou a cidade e o professor não foi, e nem teve a consideração de mandar um aviso dizendo que estava doente. Quem diz que prefere a UNIP à USP por causa das greves (conselho: vá em frente!). Quem diz que seus anos de Letras foram um desperdício. Quem diz que os esquerdinhas acabam com a fama da FFLCH (embora ela seja superreconhecida pela pesquisa – e vamos nos lembrar que grande parte dos professores é de esquerda). Quem reclama dos grupos de encontro das minorias, porque isso já é assunto superado. Quem diz que tudo bem protestar, mas não vale fazer greve. Quem reclama da greve, mas se beneficia de bolsas de estudos e contratações de professores.

Se essa é a FFLCH que vocês construíram como sua, é bem feito que vocês sejam chamados de maconheiros, vagabundos e esquerdopatas, porque vocês merecem. Agora, se a sua FFLCH lhe fez amadurecer, desenvolver posições políticas, conhecer outras realidades e apoiar pessoas que ou não fazem mal a ninguém, ou lutam pelo direito de todos, a sua FFLCH é a minha e a gente se orgulha muito dela.

Leia também:

Emir Sader: O significado da vitória de Cristina

Últimas unidades

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



132 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Sobre a FFLCH – Débora Shinohara « Ágora

06 de dezembro de 2011 às 00h43

[…] publicado no blog SARRABADEL, em 28 de outubro de 2011 Tivemos acesso pelo blog VI O MUNDO, publicado com o título “Os maconheiros não enchem o saco de ninguém”, em 31 de […]

Responder

Sobre a FFLCH – Débora Shinohara « Ágora

05 de dezembro de 2011 às 23h51

[…] originalmente no blog SARRABADEL, em 28 de outubro de 2011 Tivemos acesso pelo blog VI O MUNDO, publicado com o título “Os maconheiros não enchem o saco de ninguém”, em 31 de […]

Responder

compuserv

12 de novembro de 2011 às 10h10

A AUTORIDADE POLICIAL DEVE PROTEGER O CIDADÃO, FORA DE UM CENTRO DE PENSAMENTO E LIBERDADE COMO A USP. E A MACONHA É MUITO MAIS INOCENTE QUE O ALCOOL. FORA ESSE REITOR….

FORA O REITOR ELE É INDIGNO DO CARGO. UMA DITADOR

Responder

Gabriella

09 de novembro de 2011 às 16h10

Galera, vamos abrir o olho! O pronto principal aqui não é a maconha ou não..aliás a maconha está sendo jogada simplesmente para enfraquecer a causa!
Alguém aqui já notou que até agora NINGUEM, exatamente NINGUEM da reitoria quis se manifestar sobre o assunto???
O fato é que, enquanto a midia joga todos os holofotes pra maconha, os peixes grandes da USP estão se movimentando para instaurar o batalhao da PM nos campus.
Ninguém é a favor de maconha no campus ou depredação de prédio público, e nisso os manifestantes erraram..mas temos em nosso campus guardas universitários concursados. Porque com o dinheiro que será construído batalhão não se investe em aumentar essa guarda? Se vamos investir em batalhão então por que precisamos de guarda universitário????
Outra coisa…alguem sabe de onde vai sair o dinheiro para a construção desse batalhão?? Antes de mais nada e assim como qualquer dinheiro que entra na USP, irá sair do bolso de cada brasileiro através dos impostos..e depois disso as "unidades" (medicina, filosofia,fea) irão ratear esta construção…ou seja, o dinheiro que poderia ser investido em infra estrutura, pesquisa, mais guardas universitários, será investido em batalhão. A polícia sempre entrou e saiu do campus quando quis..o que está por trás de tudo isso não é a maconha liberada ou nao como a mídia vem jogando e sim a estrutura de poder que existe na USP….tudo acontece fechado a quatro paredes sem a participação da comunidade uspiana!

Responder

RODRIGO VEDOVATO

09 de novembro de 2011 às 00h17

Eu acho que ninguém levantou um dedo para tentar defender seu espaço ou melhor dizendo o direito de fumar maconha. Agora quando um policial que está fazendo seu trabalho prende quem está infringindo a lei hostilizado ridiculamente por um bando de sem causas. Pois não adianta querer valer pela força. Querer fazer greve. Vale você levantar a bunda e fazer valer o seu direito de voto. VOCÊS colocaram e continuam colocando esses políticos no poder, e VOCÊS não estão nem ai para o que está acontecendo. Eles estão matando o nosso pais e uma juventude que deveria defender o seu futuro está preocupada em fumar maconha. Porque você não não na assembléia exigir que devolvam o dinheiro roubado, exigir que melhore as condições do transporte publico que leva vocês até a USP. Não, estão preocupados e fumar maconha. ACORDA BRASIL.

Responder

Marcos W.

08 de novembro de 2011 às 19h49

Não,a princípio os maconheiros não enchem o saco de ninguém,apenas fazem parte do mercado da produção,do tráfico e do consumo de drogas!

Responder

Luciana

05 de novembro de 2011 às 23h59

Não consigo entender essa "flexibilização" dos fatos! Fumar maconha é considerado crime no Brasil, por que motivo deve ser permitido dentro do campus da USP? Não tenho nada contra, por mim pode até liberar, mas vale o que diz a lei, e esta diz que é crime! E os policiais apenas cumpriam seu dever. Queriam que eles tivessem feito vista grossa? Se querem liberdade para fumar seu baseado, tem que ir à luta pela legalização.
Essa é a cultura do brasileiro: a lei só serve quando convém, ou para ser aplicada aos outros!
Saudades do meu tempo de universidade, quando colocávamos em risco nossa integridade física por ideologia, lutando contra a ditadura militar.

Responder

geógrafo da fflch

01 de novembro de 2011 às 15h39

Linda e perfeita descrição.
Antes de tudo o debate em torno do legalismo do ato não leva a nada. Ficar na mesmice da velha questão do crime praticado pelos maconheiros, que estavam desrespeitando a lei etc. É simples escrever que o tráfico que alimenta a violência, e por conseqüência é tudo vagabundo e maconheiro e quem causa a violência é o playboy da FFLCH.
Ninguém vai parar de beber, fumar, cheirar etc. Isso desde você e eu, até os políticos (dizem que um em particular gosta mais de farinha do que pão de queijo). Não se pode mais ficar com essa ideia retrógada da proibição e colocar a culpa no maconheiro. Enfim, isso não é o mote do meu comentário.
A nossa colega de fflch descreve tudo. Não se pode entrar lá e sair da mesma maneira. A universidade antes de tudo precisa ter o caráter de formação do individuo e não somente a distribuição de diplomas, como muitas. E essa formação passa por vários fatores, desde assistir aulas, participar das atividades acadêmicas e beber uma cerveja, sempre embalado em conversas e discussões sobre diversos temas, construtivas ou não. Isso faz parte da fflch, devia ser uma matéria obrigatória, mania dos conservadores falar que estudante tem que somente estudar!
ps:Antes das criticas: não sou boy ,estudei a vida toda em escola pública. Não sou vagabundo: tenho emprego e sempre trabalhei durante a graduação.
As pessoas conservadoras têm dificuldades de enxergar as diferenças e aceitá-las, isso é demonstrado sempre na fala da imprensa conservadoras e seus comentaristas (vide doença do Lula), se Jabour fala sobre a esquerda festiva, existe a direita raivosa. A qual não admite um ponto fora da curva do seu gráfico e despreza essa diferença, com ódio, violência e raiva. Aliás, prefiro sempre ter uma alma festiva e alegre do que raivosa e rancorosa, já diria um lema do meu curso: “Geografia é amor”.
Concordo com todas as palavras dela. As pessoas não precisam se incomodar com as outras, que pelo menos fiquem cada na sua.
Mas com certeza elas estão perdendo muito com a falta de convivência. Todos têm seu espaço lá.
Certo dia no espaço dos estudantes(chamado Aquário), o Aziz ab´Sáber, um dos maiores intelectuais vivo desse país estava sentando com uma lupa lendo um livro que pegou em uma banquinha. Ao ser abordado pelos estudantes o “tietando”, ele disse:
-Nossa que legal esse espaço, não foi criado para isso, mas é ótimo isso.
Ele se referia ao lugar onde, no momento tinha algumas cervejas sendo vendidas, alguns fumando maconha no outro lado, outros tirando Xerox dos textos, a tia vendendo cachorro quente. Incluindo nesse espaço estava o Vitamina, uma figura que gosta de ficar lá na fflch. Ele vem da ZL, pois gosta das pessoas e sente integrado, joga um vídeo game e até já me emprestou 15 centavos pra comprar um cachorro quente.
Enfim, relaxe. Se você fez fflch ou ainda está lá. Aproveite, há tempo, ou pelo relaxe seu coração pra viver mais leve.
Se você é um comentarista, relaxe também. Não perca tempo escrevendo o ódio e não fique com raiva de tudo ou de todos.
Geografia é Amor!
Abraços,
Um geógrafo

Responder

    dukrai

    01 de novembro de 2011 às 21h43

    ô véi, baita alto astral pra deixar a direita raivosa babando de ódio e a esquerda festiva mais alegre ainda. fiz gradução e mestrado na Letras/UFMG e o espírito é o mesmo, estava discutindo matrícula em disciplina com o coordenador do curso, bateu aquela maré e veja que a gente estava no terceiro andar. comentário do mestre, doutor em letras, phd e pós-doc, "da boa" rs
    pra completar, numa aula da Antonieta, doutora e professora em literatura latino-americana, hoje aposentada e "dona" de uma ONG que abriga cachorros à espera de adoção aqui em BH, um aluno comentou que estava meio perdido, de saco cheio da vida, do seu trabalho no balcão de um comércio no centro e resolveu fazer alguma coisa de diferente, vestibular pra Letras. isto mudou a sua vida, sua maneira de pensar e ver o mundo, traduzindo as suas palavras, que foram muito mais emocionantes. eu ri da Antonieta na saída e provoquei dizendo que ela quase tinha chorado, mas quem quase chorou fui eu mesmo.

cronopio

01 de novembro de 2011 às 11h17

Na verdade a PM não precisava ter usado a desculpa da maconha, que pegou mal, bastava seguir o modelo americano e prender os estudantes "por resistirem à prisão".

Responder

cronopio

01 de novembro de 2011 às 10h15

Acho importante lembrar que a PM voltou a entrar no campus em 2009, não para garantir a segurança de ninguém, mas como instrumento de repressão política. Em 2009 houve um pedido de reintegração de posse viabilizado por liminar expedida pela juíza Maria Fernanda de Toledo Rodovalho, da 3ª Vara de Execuções. Tem-se então o uso do chamado interdito proibitório, uma ação jurídica relacionada a situações nas quais o direito de posse ou de propriedade está sendo ameaçado, o que está previsto no artigo 1.210 do Código Civil.
O que possibilitou a resolução foi uma uma resolução elaborada pela Comissão de Legislação e Recursos (CLR), cujo parecer foi proposto por João Grandino Rodas, diretor da Faculdade de Direto da USP – e candidato a próximo Reitor -, que foi aprovada na 919º sessão do Conselho Universitário, dia 28/05/08.
A resolução do parecer da CLR acabou sendo aprovada com 55 votos favoráveis, 21 contrários, na 919º sessão do Conselho Universitário, dia 28/05/08.duas abstenções e quatro votos anulados, em todos os seus itens, sendo: A) reiterar a solicitação de desobstrução forçada dos acessos, caso não haja liberação até a 0h do dia 29 de maio; B) interpor medidas judiciais cabíveis (inclusive reintegração de posse) com pedido de liminar, se a desobstrução, na forma acima, não se concretizar; C) retomar negociações com alunos e servidores, caso necessário, somente após a desobstrução dos acessos; D) identificar os envolvidos nos atos acima descritos, apurando-se, na forma da lei, as responsabilidades administrativas.
Como foi possível aprovar uma coisa dessas? Simples, por meio de uma reunião secreta, é isso mesmo. Conforme consta na ata da sessão, vários membros disseram não ter sido convocados e, inclusive, só estavam naquela sessão por terem sido avisados de sua realização por terceiros.Só que, segundo a estudante de Geografia Nathalie Drumond, “Como Rd do Co eu também era membro da CLR, e não fui convocada para a reunião que debateu o parecer. Questionei isso publicamente na reunião do Conselho e o argumento dado foi que eles chamaram para a reunião quem foi possível”.Para o professor Pablo Ortellado, também membro do Co, a resolução serve para dar “aval político” e respaldo à reitora, caso ela pense ser necessário pedir a presença da polícia. “Há ainda uma questão que está sendo muito discutida entre estudiosos da área jurídica: nos acontecimentos recentes, a presença policial foi pedida para ‘reintegração de posse’. Só que a Reitoria não tinha sido invadida”.

Responder

Leonardo

01 de novembro de 2011 às 09h28

FFLCH é diversidade, ontém, manifestou-se pacificamente pelo fim das perseguições políticas na universidade.
Uma das mais bonitas manifestações que já vi, demonstrativo de que só sabe de um real problema quem o vive ou quem vai de perto acompanhar uma situação.
O que vi na manifestação de ontém foram pautas pacíficas de atuação, não vi o tal marginalismo pregado por facções de imprensa retrógrada e falsa moralista.
Antes de levantar palavras de ódio ou dizer que um movimento é dividido ou confuso, melhor procurar saber e viver as afirmações e contradições do movimento.

Responder

    Zé Bolinha de Papel

    02 de novembro de 2011 às 17h42

    Pode crer. Só quem vive na pele sabe o que é a USP. Todos os dias, eu passo ao lado do DCE, ao lado do Restaurante Central, e grito: "Como é que é? Vai trabalhar DCE!"

Carlos Nunes

01 de novembro de 2011 às 00h22

Enquanto maconheiro e cachaceiro tem conotação pejorativa; cervejeiro, vinheiro, clube de whisky, charutaria, cafeteria estão associadas a conhecimento e status.
Drogas são todas, a distinção não está no objeto per se, mas no signo que a cultura dominante estabeleceu e institucionalizou em lei.

Responder

    Maldoror

    01 de novembro de 2011 às 11h32

    Perfeito… o vinho é sagrado mas a maconha é o mal…isso tem que acabar…o alcool é devastador…mas permitimos propaganda todos os dias na imprensa e sempre com uma mulher bonita… ou seja…nossa sociedade incentiva com propagandas, inclusive nos esportes, a droga alcool e combatemos com guerra armada, com violência brutal a droga maconha…. não faz o menor sentido… temos que rever a nossa fracassada politica das drogas….temos que legalizar e controlar o uso da maconha e proibir propagandas de alcool bem como o controle efetivo do consumo de alcool por menores de idade…somos extremamente permissivos com o alcool e completamente estupidos em relação a maconha…

Pedro

31 de outubro de 2011 às 22h25

Quem defende maconheiro, defende traficante! Só existem dois lados nessa historia: A policia que ta do lado da justiça e os maconheiros que estão do lado dos traficantes.

Responder

    Maldoror

    01 de novembro de 2011 às 11h34

    Quem defende a proibição da maconha defende o lucro dos bandidos…afinal só há traficante de maconha pois a maconha é proibida… e vc acha realmente que a polícia esta do lado da justiça?????…em que Brasil vc vive??????…

    Alexei_Alves

    01 de novembro de 2011 às 20h10

    Maldoror 10 x 0 Pedro

    ramos_toledo

    02 de novembro de 2011 às 00h33

    "Quem defende maconheiro, defende traficante!". Frase de inteligência ímpar. Vamosw fechar todos os centros de dependência e transformá-los em presídios. Se prendermos cada zé mané flagrado com um beque mirrado no bolso, com certeza venceremos o tráfico…

    Mas a melhor frase é essa: "A policia que ta do lado da justiça e os maconheiros que estão do lado dos traficantes". Valha-me deus! Quando meu xará pensa em polícia, só pode vir à sua mente Erick Estrada, patrulheiro do CHIPS! Na minha mente vem a PM da Favela Naval, das milícias cariocas, dos esquadrões de extermínio e dos assassinatos encomendados.

    Vamos fazer o seguinte: Você confia no CHIPS e eu desconfio da PM Paulista, beleza?

Gotardo

31 de outubro de 2011 às 21h19

Sobre o caso em foco achei exagerada a reação dos estudantes. Pois se são de fato apenas usuários deveriam, como adultos, assumir essa condição e se dirigir para a delegacia onde seria lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência e liberados posteriormente.

A legislação de hoje não permite que usuários fique se quer um dia encarcerado.

Não falo sem desconhecimento de causa, sou advogado atuante neste ramo do direito e acompanhei e acompanho vários jovens apanhados com porções de drogas destinados ao uso próprio.

A reação dos estudantes me pareceu mais uma tentativa de, na preção, conseguir uma impunidade inadmissível, haja vista que ninguém negou a posse da droga, muito pelo contrário.

Os estudantes estavam achando um absurdo a repressão do uso de drogas dentro do campus.

Entendo a reação mas não é possível concordar com ela.

Responder

    Sitoquem

    07 de novembro de 2011 às 14h31

    Gente quanta inocencia!!!
    Pelo amor de Deus em que mundo vc vive??

Gotardo

31 de outubro de 2011 às 21h18

Não conheço a USP e nem de São Paulo eu sou, mas dizer que os maconheiros não incomodam ninguém é ter uma visão limitada do mundo do tráfico de drogas.

A estrutura que faz chegar a maconha ao estudante incomoda muita gente. O fato de o estudante fumar seu cigarro de maconha sem demonstrar qualquer tipo de violência não significa que não houve violência até ele usufruir desta tranqüilidade protegido no campus de uma Universidade qualquer.

O uso depende do tráfico de drogas e este gera muita violência sim.

Responder

    Maldoror

    01 de novembro de 2011 às 11h40

    que tal legalizar e acabar com essa violência?????…

    Professora Nina

    01 de novembro de 2011 às 16h46

    Concordo, sou de esquerda mas sou TOTALMENTE CONTRA AS DROGAS. Me pareceu estúpido o artigo da professora que parece querer colar um ar revolucionário ou contestatário no que é apenas um VICIO. Isso sem falar na questão do tráfico e na questão social. Os estudantes tem direito de se drogar a vontade e ser protegidos porque são de classe media? Porque que eu saiba maconheiros de classes baixas não tem esses privilegios e nem merecem textos de figurões querendo romantizar seus vicios.

    Alexei_Alves

    01 de novembro de 2011 às 20h07

    A violência está associada à proibição e não à droga em si.
    Drogas legalizadas, como a anfetamina que tem milhões de consumidores no Brasil, não estão associadas a nenhum tipo de violência porque podem ser obtidas dentro da lei. Toda a produção de alcool também é totalmente pacífica, mas nos anos 20, quando criaram a tal da lei seca, gerava todo tipo de violência e brutalidade. Não gosta da violência? Legalize.

Arthur Schieck

31 de outubro de 2011 às 20h15

Mais cedo Roberto Locatelli resumiu de forma perfeita: é mais fácil e seguro prender um bobalhão "emaconhado" do que um homicida armado.
A reação dos estudantes foi necessária, mas discordo dos métodos. Reagir com força é lutar no terreno da PM paulista e eles tiram isso de letra. Uma boa estratégia é tacar fezes. C*cô mesmo! Se os soldadinhos souberem que vão voltar pra casa fedendo vão pensar duas vezes antes de algemar outro maconheiro sonolento.

Responder

Juliano

31 de outubro de 2011 às 19h55

Adoro

Responder

Violeiro

31 de outubro de 2011 às 19h51

Meu Deus!quanta bobagem!!!!O que interessa saber de onde vem a maconha deles?Seria interessante que o interesado em saber a origem preocupasse em saber de onde vvem o crack da cracolandia,das festas de embalo de onde saem os Porshes assasinos que qrebentam as pessoas nas ruas.Seria bom saber aonde estudou êsse assassino descendente de libaneses.A moça que escreveu o seu protesto muito bem,me provou que eu,com 65 anos descobri que na Facu -nada mudou!Tudo continua,no Brasil,como Dantes!Não é como na Argentina,por exemplo!Só que ,graças a Deus,agora tem os blogs democráticos para que a gente saiba as verdades,sem depender mais das mentiras dos Plin-plins ,dos Boris,dosMitres e cia……que nojo é ouvir um noticiário pelaTV,fora o Celso e a Padrão…..e os globais não conseguem descobrir,apesar de dezenas de reuniões :pq nosso jornalismo está caindo tanto?…..kkkkkkk………Macaco olha teu rabo!!!!

Responder

Bonifa

31 de outubro de 2011 às 18h08

Se forem perseguir os universitários maconheiros, vão simplesmente restabelecer o clima de perseguição e ódio que havia nas universidades brasileiras durante o regime militar. Loucura completa.

Responder

Ana Paula

31 de outubro de 2011 às 17h57

"Claro que sempre tem os Monteirinhos Lobatos falando que são feminazis, gaystapo e ditadura negra."

Mas ela se incomoda com o Monteiro Lobato. O que ele fez pra virar até xingamento?
Triste do gênio que não é reconhecido em sua terra!

Responder

    Natália

    31 de outubro de 2011 às 21h56

    Ana Paula, Monteiro Lobato era racista e eugenista, daí a referência no texto. Para maiores informações: http://www.idelberavelar.com/archives/2010/11/nao

    Ana Paula

    01 de novembro de 2011 às 04h36

    Natália, nada disso que você postou me é novidade, está apenas pintado em outras cores, tem jeito de "trabalho" de jornalista.
    São vários os graus de anacronismo. O truque do pensamento histórico consiste em refinar nosso anacronismo para um terceiro ou quarto grau. Este texto apresentado por você está repleto de anacronismos de primeiro grau.
    Rui Barbosa fez escola! Queimem, queimem tudo! Olha aqui eu dando a interpretação dos bobos pra grande queima também!
    Vão retirar Lobato das prateleiras. E Mark Twain então? Tolstoi, Dostoiévski, Karl Marx! E com certeza, não vai sobrar um filósofo grego de pé…
    Já deformaram todas as histórias das mil e uma noites, fato contra o qual Monteiro Lobato já se manifestava nos anos 30. Deste tipo de autoritarismo só não escapa o que lhes convém, lhes é familiar e paralelo em moralidade.
    Desse jeito não restará nem Maurice Druon pra criançada ler. Será que Tistou vai escapar da sanha dos Cruzados da pós-modernidade?
    E da Condessa de Ségur, os sacerdotes baniram alguma coisa ou minha filha ainda pode ler?
    Nos iluminem, pois somos ignorantes e pobres de espírito…

    Bonifa

    01 de novembro de 2011 às 06h26

    Não era bem assim. Ele fazia reflexões que bem poderiam condená-lo sobre isso, mas em seu tempo não existiam também tantos conceitos cabalmente definidos como hoje. Não há nada que justifique uma "queimação" pré-concebida de ML e nada disso interfere em sua obra, cuja riqueza é incalculável..

    Ana Paula

    01 de novembro de 2011 às 13h16

    Bonifa, sem contar que se fosse pra usar o nome de alguém para tipificar um retrógrado racista, não precisaria ter ido tão longe na história, bastasse usar o termo "Ali Kamelzinhos"!
    Em minha infância recebi para ler Capitães da Areia com a parte do estupro da menina negra extirpada. Só fui descobrir anos mais tarde que aquelas páginas faltavam! Que indignação me tomou, não ter sido considerada pelos adultos um ser cognoscente e com capacidade de discernimento. Me vi tomada de estarrecimento pelo autoritarismo da gente grande.
    Pensemos em exemplos de outros escritores que, dentro da lógica da autora do texto, devem ser exumados e condenados pelo nosso tempo:
    Oscar Wilde, afinal, era pederasta e advogava a pederastia.
    Lewis Carroll também teria seus livros queimados por sua conduta no mínimo estranha no entorno de pequenas meninas.
    João Carlos Marinho seria muito violento para os pequerruchos.
    E o Povo, esta abstração, por sua ousadia nas histórias folclóricas…
    Afinal, a Mula-sem-cabeça, que transou com um padre dentro da igreja católica, é a própria manifestação da Madonna!

    Natália

    01 de novembro de 2011 às 16h54

    Ana Paula (e pessoal do blog), não é minha intenção iniciar um discussão paralela sobre outro assunto, mas quero só esclarecer que não estou apoiando o uso do termo "Monteirinhos Lobatos" pela autora do texto, mas apontei o provável motivo dela ter usado nesse contexto, já que essa pareceu ser sua dúvida. O link disponibilizado o foi somente porque eu o considero acessível e para contextualizar melhor de onde vem essa afirmação do racismo de Lobato. Se eu ou a autora do texto do link indicado fôssemos essas pessoas tão ignorantes e pobres de espírito, eu poderia apenas ter afirmado o racismo do autor e escrito um texto agressivo como o seu, pontuando-o com exclamações e exibições de "erudição" desnecessárias. De que adianta tanto "conhecimento" e tão pouca educação?

    cronopio

    01 de novembro de 2011 às 10h32

    Sou totalmente contra a censura de Monteiro Lobato, embora não considere que o argumento do distanciamento histórico justifique afirmações como a que publicou o jornalista Arnaldo Bloch: “Meu romance não encontra editor (…). Acham-no ofensivo à dignidade americana (…), errei vindo cá tão verde. Deveria ter vindo no tempo em que eles linchavam os negros”. Em 1938, embora o racismo não fosse tipificado como crime, a maior parte dos intelectuais o condenava. Enfim, Monteiro Lobato não é primeiro nem o último dos grandes escritores que assume posições controversas. É preciso respeitar a autonomia de suas obrar, o que não implica renovar o culto aurático do gênio. Acho que seus romances devem ser julgados por seu valor literário e não por critério externos.

joni

31 de outubro de 2011 às 16h36

Saudade daquela USP da Maria Antonia, onde se lutava por causas, e não por coisas.

Responder

    Thiago_Leal

    01 de novembro de 2011 às 01h04

    Só no mundo das ideias que causas e coisas vivem separadamente, amigo.

Roberto Locatelli

31 de outubro de 2011 às 15h34

Que ninguém se engane: os assaltos continuarão a ocorrer na USP, assim como os estupros e assassinatos. Alguns policiais preferem prender pessoas que não ofereçam risco.

Prender assaltante é perigoso. Prender estudante é mais fácil.

Responder

    Marcio H Silva

    31 de outubro de 2011 às 18h43

    É a mesma linha de raciocínio para prender os favelados varejistas das favelas. Prender os atacadistas de colarinho branco Nunca.
    Se não tem que reprimir as drogas dentro da faculdade, também não deveriam reprimir nas favelas.
    A lei é igual para todos.

_Rorschach_

31 de outubro de 2011 às 15h24

O texto é bonitinho, politicamente correto e tal, mas não é honesto.

Também não tenho nada contra os maconheiros. Muito pelo contrário.

Acho que se esses pitboys que enchem a cara para sair batendo em homossexuais e nordestinos preferissem queimar um fuminho e ficar “viajando”, toda a sociedade ia sair ganhando. Afinal, a maconha relaxa.

Mas o que vejo na discussão da USP não é a uma luta pela regularização da erva. Os encapuçados que invadiram a reitoria (lembrando mais traficante defendendo um morro do que estudantes) não pedem que todo brasileiro tenha direito a fumar seu mato em paz.

Não pedem a revogação do art. 28 da lei 11.343/06 que continua a criminalizar o usuário de drogas. Lei esta, que, inclusive, foi sancionada pelo Lula em 2003.

Pedem isso sim, que eles, alunos da USP, possam curtir o beck tranquilamente, sem a abordagem dos gambés.

Ué.

Um presidiário acendendo uma xibaba no fundo da cela não vai ser autuado?

Por que eu, tão cidadão como os uspianos, não posso refastelar-me no banquinho da praça em frente a minha casa e acender meu pacauzinho sem temer a polícia?

Lembro-me quando foi proibida a venda de cerveja na USP. Minha esposa cursava História lá.
Foi um Deus- nos-acuda contra tal medida totalitária, fascista etc…Um dia um aluno pediu para interromper a aula da Prof. Zida Iokoi (que de direita não tem nada, como a maioria deve saber) a fim de organizar uma passeata em prol do movimento que chamou de “Contra a Intervenção Indevida no Campus” ou coisa que o valha.

A Zilda permitiu e, encerrada a intervenção do aluno engajado, deu risada e disse algo mais ou menos assim: – Não queiram em enganar com esse “discursinho da cerveja”. Não a mim, que já lutei nessa Universidade contra a ditadura e tantas coisas mais sérias.

Hoje é o discursinho da maconha.

Embora bradem pela autonomia da USP, por isso e por aquilo, só querem mesmo é fumar o cigarro do capeta em paz.

Mas só eles.

Responder

Marco Gallo

31 de outubro de 2011 às 14h26

Débora, vamos esclarecer uma coisa. Como os " maconheiros não enchem o saco de ninguém " ?
Você já parou para pensar que estes mesmos maconheiros é que alimentam o tráfico de drogas e consequentemente a violência decorrente deste ? Você já parou para pensar quantas crianças morrem para a vida após entrarem para o tráfico como "aviãozinho", "olheiros", etc.. ? Você refletiu quantos assaltos seguidos de morte acontecem diariamente para que muitos viciados consigam comprar mais um… ?? Já parou para lembrar que a maconha na maioria das vezes é a porta de entrada para drogas mais fortes ?
É claro que o problema vai muito além disso. Que muitas autoridades e gente graúda da política, iniciativa privada com suas quadrilhas de lavagem de dinheiro são os verdadeiros comandantes desta merda que se chama tráfico de drogas
Acorde querida !

Responder

    Maldoror

    31 de outubro de 2011 às 15h34

    ou seja… se legalizar a maconha muitos dos prolblemas que vc citou acabariam não é?….

    Se Nagao

    31 de outubro de 2011 às 17h49

    Acabariam? HA,HA,HA,HA (não é rsrsrsrs é gargalhada mesmo)

    Maldoror

    01 de novembro de 2011 às 11h48

    O problema é ficar rindo desta situaçao…ou gargalhando…então fica como está????…os traficantes e policiais estão adorando… morrendo de rir…e pelo visto vc também…eu não acho graça da violência…e não acho graça desta situação …acho realmente que se legalizar a maconha os problemas realcionados ao tráfico de maconha acabarão… obviamente…não sou tolo para acreditar que a bandidagem vai acabar…os bandidos são criativos…mas não tem como manter o lucro com a venda da maconha para bandidos… a proibição da maconha só ajuda aos bandidos… aos bandidos fardados também…

    cronopio

    01 de novembro de 2011 às 13h37

    Tentaram fazer isso com os judeus…

    dukrai

    01 de novembro de 2011 às 11h59

    eu acho que ele prefere matar os maconheiros

    Thiago Mendes

    02 de novembro de 2011 às 17h40

    Acorda tu Gallo, quem botou na tua cabeça que um viciado em maconha assalta ou mata alguem pra conseguir um baseado? Isso é realidade de outras substâncias, e cá entre nós, essa conversa mole de porta de entrada não cola, inúmeros tratamentos clinicos para reabilitação de usuários de drogas pesadas inclui maconha em suas etapas, o álcool sim tem um papel muito significativo em relação ao consumo de drogas pesadas, sem falar do seu papel crucial em "assassinatos de trânsito" na violência em geral(incluindo a doméstica).
    A maconha é um bode expiatório no universo do tráfico, as outras drogas são as que movimentam a máquina de verdade. Não podemos esquecer de forma alguma que aquele usuário que compra maconha do tráfico está ligado sim ao tráfico de drogas, mas é uma responsabilidade da sociedade como um todo resolver esse problema, fácil jogar a bucha pra cima do usuário e concluir que o correto é a abstinência em prol de um "bem maior". Quem nesse mundo pensa mais nos outros do que em si?

    Thiago Mendes

    02 de novembro de 2011 às 17h40

    A propósito, não fumo maconha, nem bebo álcool. Já fumei bastante e bebi o suficiente. Por anos consumi apenas maconha plantada por mim ou amigos, isso é perfeitamente cabível, mas muitos usuários não o fazem, e pq? Simples, para resolver um problema da sociedade vc vai correr o risco de ser enquadrado como traficante e cair na prisao pq plantou um pé de maconha para consumo próprio? Que pai de família se arrisca?
    Se tua ultima frase sai realmente da sua cabeça e vc tem consciencia pq o tráfico ainda existe, nao utilize estes argumentor retrogrados de q o usuario é o responsavel pela existencia do tráfico, morte das crianças, repasse de armas militares aos traficantes (afinal, se n fossem os maconheiros nenhum militar seria corrupto?)

Lazlo Kovacs

31 de outubro de 2011 às 13h38

Parece injusto dizer que a FFLCH é um cabedal de problemas; que a maconha rola solta e quetais.

Porém, é muito fácil colocar "preto e branco" – "gente de bem" e "gente tolerante" – sem nuance alguma. Dizer "tal e qual coisa não me incomoda" pode, sim, ser sinal de tolerância. Porém, tolerar políticas burocráticas e, algumas vezes às expensas dos próprios estudantes, cheira a um conformismo acabrunhante travestido de "tolerãncia".

Como a autora admite – sua origem de classe média – não se incomoda de ficar sem bandejão – "isto é bônus", pois não lhe faz falta. Então, pergunte o que é ficar sem bandejão para quem depende disso aí mesmo, na FFLCH. A diversidade cai por terra naquilo que existe em sua postura conciliadora e tolerante: a questão de classe.

Infelizmente, por causa do desserviço realizado pela Reitoria, pelo trabalho realizado por algumas "mentes pensantes e burocráticas" do estudantado – isto sem deixar de lado as suas condições materiais prévias -, cai-se em um maniqueísmo, em que cada parte, na realidade, procura aplainar aquilo que, na realidade, é mais conflituoso, seja em nome da ordem, seja em nome da tolerância.

Parece que, se Marx faz algum sucesso, Hegel tem sido deixado de lado categoricamente.

Responder

Rodrigo Falcon

31 de outubro de 2011 às 13h32

Só pela premissa de esconder-se num apelido, esse joão ninguém auto aclamado EUNAOSABIA já deveria ser ignorado pelos comentaristas do blog. O teor reacionário e virulento só endossa o porque ignorá-lo. Seu alimento é a indignação dos outros. Ignorando-o, ele desaparece aos poucos. O anonimato da internet só ressalva o quanto monstruoso pode ser o ser humano.

Responder

Cibele

31 de outubro de 2011 às 13h18

O problema não é a droga, mas o que está por trás dela, a violência e a bandidagem. É claro que não é o único motivo, mas como jovens, temos que protestar e tentar corrigir o que está errado, e não é fazendo errado pra consertar o errado, a verdadeira conscientização é o mais importante. Da sua vida cuida você? Será que é realmente assim que funciona? Vivemos numa sociedade e o que fizer da sua vida não vai ser um problema só seu, não adianta, é problema dos que estão a sua volta, seja ele, amigos, família, sociedade. Essa é a verdadeira teoria do caos, até o bater de asas de uma borboleta influencia no mundo todo e é assim que funciona. Na hora do consumo de qualquer tipo de droga, pense no que está por trás disso e se cada um fizer a sua parte, a mundo, o Brasil pode ser melhor.

Responder

    Alexei_Alves

    01 de novembro de 2011 às 20h23

    É a proibição que causa a violência e não a droga em si.
    Drogas legalizadas (como a Ritalina ou a anfetamina, por exemplo) não estão associados a violência alguma. Para acabar com a violência é facil. Legalize.

DSFontes

31 de outubro de 2011 às 12h37

De onde vem a maconha que eles fumam?

Responder

    macmonteiro

    31 de outubro de 2011 às 13h48

    Do Paraguai, claro.

    Poderia ser do quintal de cada um, basta acabar com a proibição. Pense nisso.

    Marcio H Silva

    31 de outubro de 2011 às 18h44

    Vem de pernambuco também.

    DSFontes

    31 de outubro de 2011 às 22h24

    Por que assumem que eu sou contra a maconha?!?!?! Deveriam liberar tudo, inclusive cocaína, heroína, êxtase, crack…. E ser tudo vendido em farmácia (ou algo assim) a preços módicos. Com isso acaba-se com o tráfico. Lógico que o governo tem de oferecer clínicas de reabilitação… Porque deve haver os que vão querer largar a droga.

    Caio

    31 de outubro de 2011 às 20h48

    a maconha deles eu não sei, mas sei que o açúcar que você consome provavelmente vem de algum canavial em que as condições de seus trabalhadores é péssima. DSFontes, vá mais além. Adoraria ver esse pessoal com questionamentos pré-estabelecidos discutindo com um bom aluno da FFLCH.

    DSFontes

    31 de outubro de 2011 às 22h19

    Nossa! Eu só fiz uma simples pergunta! Tenho amigos que plantavam na própria jardineira do CRUSP… Enfim…

    Maldoror

    01 de novembro de 2011 às 11h39

    A maconha vinha do nordeste….mas aí o ex presidente FHC mandou o Polícia Federal invadir o polígono da maconha em 1995…a partir daí acabou a maconha vinda do nordeste…e passamos a usar uma péssima maconha vinda do Paraguai…e noss dinheiro… que não deveria ir para traficantes….mas como é proíbido não há outra opção….vai para o Paraguai ….e a péssima maconha foi apelidada pelos maconheiros como pau podre….mas como disseram aí em baixo…poderia vir das varandas e dos quintais…tudo legalizado e sem violência…

    dukrai

    01 de novembro de 2011 às 13h37

    o prensado do Paraguai é muito ruim, mas o polígono da maconha, entre Bahia e Pernambuco, produz uma quantidade enorme da erva de Santa Maria e é tão ruim quanto. Segundo os especialistas é porque processam tudo, galhos, folhas, sementes, flores, barata, ratos e o que tiver na frente do agricultor maconheiro. Como informam esses especialistas, o princípio ativo, o THC, favor não confundir com FHC, está concentrado nas flores, o "camarão" e é preciso retirar as plantas machos do maconhal pra não fecundarem as plantas fêmeas e as flores se transformarem em semente. tá muito mal escrito e o resto eu esqueci rs

    Maldoror

    01 de novembro de 2011 às 14h49

    ok…ok… mas a maconha que vinha antes do ataque do FHC ao poligono da maconha no nordeste era "solta" e não "prensada"…como não prensavam a maconha era fácil tirar o "lixo" que vinha junto…mas com a maconha prensada os maconheiros estão fumando muito lixo junto…..mais um mal que a proibição causou…

    dukrai

    01 de novembro de 2011 às 17h07

    eu sou militante teórico virtual da legalização da maconha e não sabia deste detalhe. me pélo de medo da puliça me pegar comprando dvd pirata ali do flanelinha, imagine os outros itens do empreendedor da fronteira rs

EUNAOSABIA

31 de outubro de 2011 às 12h22

Não adianta me dar negativo, vocês são uma minoria insignficante que quer impor na marra e no grito a sua vontade diante de uma maioria esmagadora e ordeira.

Vocês não enganam é ninguém.

Conheço essa turba, conheço muito bem a USP.

Vão fazer sua revoluçãozinha de maconheiros em Cuba… lá o couro come pesado mesmo…. vão lá fumar maconha nas escolas dos Castros… duvido que seja só gás de pimenta que vai arder na fuça de vocês.

Vocês nasceram no país errado, vão pra Cuba fazer sua revolulação marxista o seja lá o que diabos for.

Responder

    Polengo

    31 de outubro de 2011 às 14h00

    Se a gente é uma minoria insignificante, porque você se incomoda tanto?
    Seja feliz sem a gente, o que os olhos não vêem, o coração não sente. Se é que você consegue ver algo, ou se é que você tem algo que sinta.

    Luiz

    31 de outubro de 2011 às 20h08

    Se é que ele tem coração

    _Rorschach_

    31 de outubro de 2011 às 15h34

    Passei o Natal de 2010 em Cuba.

    Sim, porque nem só os marxistas vão à ilha ! O rum cubano é maravilhoso, as praias lindas e o povo cordialíssimo.

    Conversei muito com os cubanos, sobre os mais diversos temas. Na época, até em Cuba eles estavam estarrecidos com aquelas imagens da fuga dos traficanntes do morro do Alemão.

    Começamos a discutir a questão das drogas.

    Para resumir : é mais fácil você encontrar um blog independente na ilha do que alguém usando drogas. A repressão é serveríssima!

    EUNAOSABIA

    31 de outubro de 2011 às 17h03

    Por que não ficou por lá??? quantas vezes o senhor comeu carne de boi por lá?

    Esse papo de que blog independente em Cuba foi de lascar rapaz…

    É cada um que me aparece …

    Ninguém.

    _Rorschach_

    31 de outubro de 2011 às 20h52

    Você já ouviu falar em ironia?

    Não?

    Há bom.

    _Rorschach_

    31 de outubro de 2011 às 20h55

    Até porque, se enão percebeu, minha menção a política de drogas em Cuba corroborou o que vc havia dito, Afe…

    cronopio

    01 de novembro de 2011 às 10h54

    Digno de Beckett…

    dukrai

    01 de novembro de 2011 às 12h08

    cêis tão me confundindo kkkkkkkkkk

    ZePovinho

    01 de novembro de 2011 às 09h54

    Por que você não vai para Miami,ô "economista" que não sabe nem resolver uma equação de segundo grau????????????

    Rogério

    01 de novembro de 2011 às 15h45

    Quando leio os comentários de um idiota conservador como esse, penso, ainda bem que sou de esquerda e, na verdade, quais as razões teóricas, políticas e éticas de eu ser um professor de história de esquerda. Formado com muito orgulho na FFCLCH. E mais um detalhe para esse néscio conservador: VIVA CUBA!

    Marcelo Fraga

    31 de outubro de 2011 às 21h05

    4% é maioria? rsrsrs

Emília

31 de outubro de 2011 às 12h13

Não interessa de quem é a culpa, o que deve realmente interessar é se é LEGAL ou Não. Maconha é proíbido, portanto, é ilegal. Estupro é crime, mas como os homens nunca são estuprados, eles não se importam com isso e não cobram das autoridades, muito pelo contrário, fazem é humor mórbido com a desgraça alheia. Se um homem sentisse na própria pele esse tipo de agressão parariam de rir da desgraça dos outros.

Responder

    Polengo

    31 de outubro de 2011 às 14h01

    Se é legal?
    É mó legal, pergunta pra quem fuma.

    Coralina

    02 de novembro de 2011 às 02h32

    É?… Parariam?

    angelo

    02 de novembro de 2011 às 16h50

    Os costumes fazem as leis e não o inverso. A proibição se deu com mentiras e preconceitos em prol de interesses comerciais. Mantem-se pelos memsos motivos 80 anos depois apoiada por bocós como V. Sa.

ramos_toledo

31 de outubro de 2011 às 12h08

Opa, pessoal do Viomundo!

Valeu por publicar o texto da Débora! É um debate importante onde necessitamos da pluralidade de opiniões de forma a descartar enganos e posições pautadas pela ignorância ou por discursos hegemônicos reacionários!

Valeu

Pedro Ramos de Toledo

Responder

    Conceição Lemes

    31 de outubro de 2011 às 12h35

    Obrigadíssima, Pedro. Abs

Pedro

31 de outubro de 2011 às 12h06

Os maconheiros não incomodam ninguém? Essa maconha vem da onde? Daqui a pouco vão dizer que traficantes são apenas trabalhadores…

Responder

    macmonteiro

    31 de outubro de 2011 às 13h53

    O tráfico ocupa o lugar criado pela proibição, ponto.

    Ninguém se engane: o tráfico precisa da proibição p/ existir (quanto maior o risco da atividade, maior o lucro).

    Leonardo

    01 de novembro de 2011 às 09h13

    Não é tão simples panaca.

    Alexei_Alves

    01 de novembro de 2011 às 20h15

    Ah não? Então por que não há traficantes de anfetamina? Por que não vemos traficantes de alcool? Ou então traficantes de antidepressivos como Ritalina?

ZePovinho

31 de outubro de 2011 às 11h49

Eu,particularmente,não acho que a universidade seja lugar para consumo de bebidas ou drogas.Se o sujeito quer beber ou se drogar,existem outros lugares mais prazerosos.Também nunca vi,nesses anos todos,o pessoal do fumacê fazendo arruaça dentro da academia,muito embora essa erva tenha uma catinga desgraçada de cebola queimando.
O reitor,obviamente,exagerou na dose.Por que não se reuinir com os CA´S,DA´S e DCE para discutir o assunto e avisar que o consumo dessas substâncias em uma área pública é complicado,do ponto de vista legal,para a instituição?Eu,por exemplo,posso ser a favor da maconha,mas como reitor fica difícil dizer para a sociedade que na instituição que eu dirijo a maconha,a cocaína e outras drogas rolam soltas.Não tem nada de conservador nisso.Tem muita gente que não gosta dessas coisas e temos de respeitar esse povo também,além da legislação que considera essas coisas como proibidas.

Responder

sandro

31 de outubro de 2011 às 11h41

Incrível como aqueles que não usam a maconha, portanto não a entendem, queiram impor sua opinião sobre seu consumo.

E mais, se o traficante incomoda, basta liberar o plantio para consumo prórpio. Ou será que alguém realmente acha que o usuário se sente bem no contato com o traficante, pagando caro e correndo risco para conseguir algo que poderia plantar?

Eu não bebo (bebida alcóolica) e nem por isso acho que seria certo proibir que as pessoas consumam dentro dos limites de sua individualidade.

Falta a humildade dos filósofos aos "cidadãos de bem"… reconhecer que nada sabemos e que nossas certezas são o túmulo onde enterramos nossa sabedoria.

Responder

    sandro

    01 de novembro de 2011 às 18h16

    Legalize!

FrancoAtirador

31 de outubro de 2011 às 11h34

.
.
RODA VIVA
(Chico Buarque de Holanda)

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu…
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá…

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração…

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá…

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração…

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou…
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá…

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração…
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou…
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá…

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração…

[youtube HRFw5u5wR4c http://www.youtube.com/watch?v=HRFw5u5wR4c youtube]

Responder

    Aline C Pavia

    31 de outubro de 2011 às 12h57

    Obrigada, meu caro, que ano é hoje? Então é verdade que SP parou em 1964? Estamos mesmo discutindo polícia militar dentro de uma universidade e alunos de faculdade usando maconha? Parem o mundo que eu quero descer, como burrice e estupidificação voluntária cansam

    FrancoAtirador

    01 de novembro de 2011 às 11h18

    .
    .
    Na verdade, politicamente, SP parou na República Velha,

    nos tempos do PRP (Partido Republicano Paulista).

    A elite paulista continua tentando derrubar Getúlio Vargas.

    Por isso a aversão a tudo que possa se relacionar a GV:

    Petrobras, CLT, Sindicatos, Salário-Mínimo, Trabalhismo…
    .
    .

Joao Barbosa

31 de outubro de 2011 às 11h04

A polícia não seleciona o tipo de crime a ser coibido.
A polícia de SP foi fortemente questionada e tachada de omissa nos ultimos casos de estrupo, assaltos e mortes dentro da USP. Pois bem, a PM reforçou CORRETAMENTE o policiamento no campus.
Com isso, os portadores de maconha, quer sejam usuários ou traficantes, diveram os seu espaço luxuoso monitorado e agora, devidamente flagrado.
Está na Lei: " O porte de maconha é crime!"
A polícia de SP tem cometido muitos erros, mas especificamente neste caso, ela agiu certo.

Os maconheiros de plantão que arrumem outro local, para o uso recreativo, de seus baseados.

A respeito do "belo" texto da Débora Shinohara, na verdade, ele não passa de uma ode a indiferença e uma exaltação ao individualismo. Já que ela não se incomoda com nada…eu também não incomodo-me com os 3 estudantes que passaram a noite, corretamente, na cadeia.

Produzir, vender e comprar drogas é proibido no Brasil.
Enquanto, assim for, a polícia terá o meu apoio.

Responder

    Aline C Pavia

    31 de outubro de 2011 às 12h58

    "Estrupo" é de doer.

    Ze Duarte

    31 de outubro de 2011 às 13h30

    querem revogar a lei de drogas só pra USP…

    deixar alunos serem estuprados, roubados e assassinados por conta de meia dúzia de maconheiros!!!

    macmonteiro

    31 de outubro de 2011 às 13h47

    Só existe tráfico por causa da proibição. Essa, até minha sogra que não tem educação formal já entendeu.

    Agora, vá se informar sobre os motivos porque o consumo de maconha (especificamente) é proibido, descubra quem foi "Harry Anslinger", como aconteceu a campanha de desinformação depois a gente conversa.

    Vou até te dar um link, pra ficar fácil: http://www.drugwarrant.com/articles/why-is-mariju

    João Barbosa

    31 de outubro de 2011 às 23h26

    " Agora, vá se informar sobre os motivos porque o consumo de maconha… "

    Não, obrigado…
    Eu não preciso de nada (álcool, maconha, cocaína, novela, religião e etc) que altere a minha consciência.

    Aliás, eu não sou contra quem fuma maconha. Eu sou contra os policias que ainda não pegaram todos esses maconheiros, que são a origem de TODA a violência do tráfico, pois o dinheiro deles é que financia as "gangs".

    Sim, eu sei quem foi "Harry Anslinger"….: um idiota!

    Vou até te dar uma idéia: Cresça rapaz!!!

    macmonteiro

    03 de novembro de 2011 às 08h37

    As "gangs" não tem preferência por este ou aquele crime, a priori. O que elas querem é uma atividade que dê lucro.

    Quando não for mais lucrativo traficar drogas, eles vão migrar para o roubo, sequestro etc. O que se precisa combater é o financiamento do crime organizado — não se engane, o capital que coloca a máquina pra rodar vem de alguns "cidadãos de bem" nos altos círculos. Geralmente os mesmos que pregam a moral, os bons costumes e a proibição.

    Você me manda crescer, mas não me conhece. Aposto que também não desconfia o quanto a sua própria visão de mundo é limitada e distorcida, o que é uma pena. Lamento por você,

    Julio_De_Bem

    01 de novembro de 2011 às 01h45

    João Barbosa está corretíssimo. Universidade não é lugar de consumo de drogas. Nenhuma linha de texto ou nome de idiotas defensores e apologistas de drogas serve como argumento. É crime e ponto final. O maconheiro usa a droga por vício, e por que fica alterada suas funções.

    Ta na moda ser maconheirinho por que FHC falou que deveria ser liberado? Faça isso em outro lugar, e torça pra não ser pego. Se sou policial e vejo um moleque atrevido fumando maconha tranquilamente na universidade, levo pro camburão abaixo de porrada pra deixar de ser folgado.

    A quantidade de maconheiros que infestaram as praças de Porto Alegre é ridículo. Se vc tem filho e tem um dia livre pra leva-lo a praça, terá de explicar que cheiro é aquele. Cadeia pra traficantes e usuários. Um não viveria sem o outro.

    Maldoror

    01 de novembro de 2011 às 11h26

    Julio…de BEM vc não tem nada!!!!…."levo pro camburão abaixo de porrada pra deixar de ser folgado."… é isso que nós combatemos…..a violência….que é o principal problema em relação as drogas…e sua violência é explicita…não necessitamos de mais violência… deixe suas "porradas" em sua casa (não na sua esposa, por favor)…queremos a legalização da maconha pois não é possível que uma planta, um mato, uma erva, possa gerar tanta violência e estupidez…são pessoas como vc que acham que com brutalidade e violência irão resolver os problemas… mas são pessoa como vc que são o real problema…

    Julio_De_Bem

    01 de novembro de 2011 às 19h47

    Claro claro, sem terra levando porrada é bonito. Maconheiro levando não é nada humano né? Vc é contra violência? e compra a droga onde? quantas crianças são obrigadas a vender droga? quantos garotos tomam tiro dos traficantes pq roubaram um dinheiro da droga que vc comprou pra comprar uma carne pra casa?

    Não me venha com essas palhaçadas aqui. Maconheiro e cheiradores são o grande Banco dos traficantes, consequentetemente do abuso infantil, violência, assaltos, sequestros, prostituição de maiores e menores.

    De bem é meu sobrenome. O que não indica que vou ser leniente com quem tem discurso bonito e esquece tudo que está por trás da droga que usa. Maconheiro e cheirador estão no mesmo barco dos traficantes, e ao meu ver, merecem cadeia.

    Se vc acha bonito um drogadinho passeando pela universidade com um baseado na boca, então termino aqui minha discussão com você. Vai fumar em casa, sem alardear pra ngm que tu es um drogado. Só vc mesmo pra achar que a droga que tu consome é apenas uma erva e mais nada.

    O real problema são os consumidores de drogas, filinhos de papai que precisam dessas drogas pra "relaxar". Realmente ficam relaxados, afinal não é problema deles um fogueteiro de 12 anos no morro as 3 da madrugada a beira de levar tiro da polícia.

    dukrai

    01 de novembro de 2011 às 12h04

    affffffffe, que nervosia kkkkk
    o IP continua o mesmo, mas os seus nicks são de matar

    cronopio

    01 de novembro de 2011 às 13h36

    Elevando o nível do debate, Júlio? rs

    cronopio

    01 de novembro de 2011 às 20h17

    Bomba também é droga, viu, Júlio?

    Julio_De_Bem

    02 de novembro de 2011 às 17h31

    Concordo, mas o meu eh natural

    macmonteiro

    03 de novembro de 2011 às 08h46

    Ah, tá… Devo assumir então que você nunca comprou um produto contrabandeado do Paraguai! Já comprou sim, sabendo ou não.
    No que o seu contrabando é melhor que o meu?

    Lazlo Kovacs

    02 de novembro de 2011 às 17h40

    "Ode ao individualismo". Você foi direto ao ponto àquilo que o texto expressa. Um individualismo bem nutrido e indiferente.

    Tá certo, eu poderia extrapolar escrevendo a respeito do feminismo "reformista e burguês" uspiano, bem ao gosto do chá das cinco, mas acho que fugiria ao tema proposto. Congratulações.

Maldoror

31 de outubro de 2011 às 10h49

A principal questão é a legalização da maconha…não é possível, ainda, deixarmos isto nas mãos de policiais truculentos… uma sociedade que faz propaganda de alcool em jogos esportivos não tem nenhuma moral para fazer essa "guerra estúpida" em relação a maconha…o fim da proibição do consumo da maconha é urgente… e quem defende a proibição da maconha defende o interesse dos bandidos….fardados ou não…

Responder

Roberto Locatelli

31 de outubro de 2011 às 10h33

Sou contra o uso de drogas, inclusive as legalizadas, como álcool e tabaco.
Mas sou contra a repressão ao uso de drogas.

O uso de drogas se combate com reeducação e conscientização.

Mas há muita gente contra a legalização:
– os traficantes, que perderiam seu negócio;
– os policiais corruptos, que veriam seu rendimento ser drasticamente reduzido;
– os juízes corruptos, que também sofreriam uma abrupta queda de renda.

Responder

    macmonteiro

    31 de outubro de 2011 às 13h54

    Direto ao ponto, Roberto.

    Aos reacionários de plantão, eu sempre pergunto: "você é contra a legalização das drogas? o traficante também é!"

    Roberto Locatelli

    31 de outubro de 2011 às 16h26

    Pois é, Mac. Depois ficam dando uma de moralistas. Repressão ao uso de drogas é o Estado tutelando o cidadão, impedindo que ele decida sobre seu próprio corpo.

    Quando a polícia de Nova York saiu prendendo centenas de ativistas do Occupy Wall Street, eles levantaram faixas dizendo: "Policial, você não preferia prender banqueiros?"

    _Rorschach_

    31 de outubro de 2011 às 16h36

    Eu concordo com você. Mas a legalização das drogas não cabe à Polícia Militar !

    A Corporação cabe combater o crime e se uma lei federal diz que uso de drogas é crime…

    Os estudantes, ao invés de se mobilizarem contra a PM (estadual), devem se mobilizar no âmbito federal para o art. 28 da Lei de Drogas seja revogada.

    Imagine se cada Estado da Federação passar a coibir ou deixar de coibir este ou aquele crime a seu bel prazer?? Não pode.

    O pessoal escreve muita coisa sem saber. Pelo art. 34, VI da Constituição a União deve até mesmo INTERVIR em Estado que negar execução de lei federal !

Roberto Locatelli

31 de outubro de 2011 às 10h28

Esse é nosso governo paulista.

Esttudantes que usam maconha incomodam.

Mas o fato de que boa parte dos funcionários da USP moram nas favelas à volta da USP, por falta de condições financeiras, isso não incomoda, não é mesmo?

Responder

    EUNAOSABIA

    31 de outubro de 2011 às 10h47

    O que uma coisa tem a ver com a outra??? pode nos contar?

    diogojfaraujo

    31 de outubro de 2011 às 11h02

    Lógico que não… É cheiroso? É branco??? São apenas serviçais…

    E pelamor de krishna, é sarcasmo e tals… Tem que explicar isso é meio estúpido, mas vcs sabem como é…

    Bruno

    31 de outubro de 2011 às 11h56

    Eu conheço uma centena de funcionários da USP (excluídos, claro, os docentes). Não me lembro de nenhum habitante da São Remo ou de qualquer outra favela próxima. Deve ser minha memória curta, claro.

Alexandre Felix

31 de outubro de 2011 às 10h23

Belo texto. É incrível como o PIG manobra e mostra a questão da USP como lhe convém, e aos interesses de uma reitoria reacionária, criada e apoiada pelo tucanato. Tentam passar adiante a ideia de que os estudantes da FFLCH querem, unicamente, ter o direito de fumar maconha em paz…é isso que se lê, é isso que se escuta e se assiste. O que realmente está por trás das manifestações dos estudantes não é dito. Felizmente há canais como este blog…

Responder

    Gotardo

    31 de outubro de 2011 às 21h25

    O que realmente está por trás das manifestações dos estudantes?

    cronopio

    01 de novembro de 2011 às 13h42

    A luta pela autonomia universitária: faculdades majoritariamente de esquerda x governo radical de direita.

EUNAOSABIA

31 de outubro de 2011 às 10h11

Outro dia uma mocinha aluna da USP que saía de carro foi assaltada na saída da universidade, levou um tiro, não lembro se morreu ou sofreu sequelas.

Vocês acham que o consumo de maconha dentro do campus da USP não tem nada a ver com esse fato?

Sim ou não?

Responder

    Viviane

    31 de outubro de 2011 às 10h18

    Não tem a ver com isso. Agora a quantidade absurda de estupros que acontece na USP também é culpa dos "maconheiros"? Onde estava a maravilhosa PM quando a menina da Biologia tomou um tiro? Provavelmente, correndo atrás dos "maconheiros" ou intimidando alunos que, como eu, não fumam maconha e nem fazem uso de nenhuma droga.

    Informe-se antes de fazer esse tipo de perguntinha capciosa e maniqueísta; procure analisar todos os fatores que rodeiam a questão – não seja um boneco que reproduz a fala alheia.

    EUNAOSABIA

    31 de outubro de 2011 às 10h50

    Conheço muito bem a USP rapaz, conheço essa gandaia toda de longe, tu não engana é ninguém.

    Maconha, cachaça, bebedeira… tudo junto… se isso não está ligado a violência…

    Tu acha que essa maconha entra na USP através de quem???

    Vocês não enganam é ninguém.

    Tem traficante de drogas dentro USP… traficante é bandido… bandido comete crimes, mata, assalta e tudo….

    M. S. Romares

    31 de outubro de 2011 às 12h58

    Experimente uma nova sensação: raciocine.

    Bruno

    31 de outubro de 2011 às 11h57

    A PM foi, nas palavras de um dos rapazes presos, extremamente respeitosa no momento da abordagem. Eu já vi abordagens semelhantes na USP – nenhuma usou de violência.

    A lei existe, e a PM existe para que se a cumpra. Um PM que fizer vista grossa para um grupo de maconheiros é um prevaricador – e portanto, um criminoso.

    diogojfaraujo

    31 de outubro de 2011 às 10h48

    Lógico que tem, assim como tem relação com a violência no oriente médio, os furações nos EUA, enchentes no sudeste asiático, minha ressaca, careca do Alckmin, o ataque vil ao Serra com a bolinha de papel encharcado com chumbo e pontas de compasso que poderiam MATAR nosso fuhrer…

    Na verdade meu bom rapaz, a maconha foi uma maneira de Stálin tentar controlar o universo, despejando essa planta mal cheirosa sobre as pessoas de bem, cristãs, brancas e conservadoras!!!!!

    Jairo_Beraldo

    31 de outubro de 2011 às 11h24

    EUNAOSABIA , sugiro que releia o que a moça rabiscou…mas antes, tome seu remedinho….talvez assim voce entendera o teor da mensagem.

    Yara

    31 de outubro de 2011 às 11h31

    Não, não tem. Qual a relação?

    patrick

    31 de outubro de 2011 às 12h14

    A sua pergunta é perfeita e a resposta elucida o caso. Enquanto bandidos davam tiros numa aluna, a PM perdia o tempo esculachando alguém que fazia consumo pessoal de maconha, o que não atrapalha a vida de ninguém e nem resulta em pena de prisão, como está bem claro na Lei nº 11.343/2006:

    Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:

    I – advertência sobre os efeitos das drogas;

    II – prestação de serviços à comunidade;

    III – medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

EUNAOSABIA

31 de outubro de 2011 às 10h05

Mandou bem pra caramba rapaz.

Responder

rafael

31 de outubro de 2011 às 10h00

Na regra do jogo atual, onde tem usuário, tem traficante, e onde tem traficante deve haver policia.

Responder

    diogojfaraujo

    31 de outubro de 2011 às 11h00

    Esse é a frase que mais demonstra a inguinorãnça sobre esse assunto… Pq cazzzo um MACONHERO ia fumar maconha e chamar a atenção da polícia do lado dum traficante???? Não faz sentido… E outra, a maconha tem outros meios de venda, pelo menos aqui em sampa… Isso me falaram, pq nunca, com a graça de jebuis e cristo, cheguei perto dessa planta do demo!!!!

    Klaus

    31 de outubro de 2011 às 12h06

    Dãããã Polícia revistando playboy em condimínio de luxo, lá tem MUITA droga!!! Esta eu querto ver

    M. S. Romares

    31 de outubro de 2011 às 13h02

    Gostaria de ver também. Se voce chegar antes, me passe a fita de gravação. Se o aético neves estiver por lá, tire duas cópias da fita.


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.