VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Juliana Medeiros: “Gaddafi estava certo”


19/10/2011 - 17h12

No dia 12 de outubro, publicamos o artigo de Juliana Medeiros, que quase todos dias fala (por Skype) com a Líbia. É o relato pessoal de uma guerra estúpida.

O leitor Alberto postou o seguinte comentário:

Hoje, Juliana Medeiros postou a resposta a esse leitor do leitor. Segue na íntegra. 

por Juliana Medeiros, no Substantivo Comum

Falo quase todos os dias (pelo Skype) com a Líbia. Amigos em Trípoli, Sirte, Bani Walid, Sebha, Misrata.. também muitos refugiados em Túnis, no país vizinho.

Dentre os vários comentários que o post Líbia – Um relato pessoal gerou depois de publicado no site Viomundo, um em especial (do Alberto) me obrigou a responder, já que com ele responderia a vários questionamentos de pessoas diferentes, gente que já me fez as mesmas perguntas. Publiquei lá, mas reproduzo aqui a minha resposta.

Me sinto na obrigação de responder a alguns questionamentos:

1 – Sim, a maior parte do armamento foi oferecido pela OTAN e pelos “aliados”. Há dezenas de fotografias com as imagens das coletas dos armamentos que eram jogados por pára-quedas ou chegavam de navio. Aliás, quando estávamos na Tunísia, o porto de Túnis tinha acabado de interceptar um navio que vinha do Qatar carregado de armamentos a serem entregues em Benghazi. As autoridades portuárias que entrevistamos disseram que vários passaram antes, mas com o bombardeio das fronteiras, decidiram não mais permitir esse “apoio” à guerra contra o país vizinho.

Mas, veja, se parte disso era mesmo arsenal militar do governo, que tal se alguns de nós (do movimento “contra a corrupção” por exemplo), ao invés de nos limitar à passeatas, invadíssemos os quartéis e arsenais militares brasileiros e avançássemos contra o Congresso Nacional e órgãos públicos, além de civis, atirando em tudo e todos.. qualquer reação dos militares brasileiros seria considerada “massacre de civis”?

Aliás, o governo brasileiro deveria reagir ou admitir que esse grupo representa “legitimamente” uma “maioria” opositora, chamá-los de “Conselho de Transição” e, quem sabe, posteriormente, Dilma abriria mão de seu cargo voluntariamente em respeito aos “manifestantes”.. foi exatamente isso que aconteceu na Líbia. É que é mais  fácil imaginar no quintal dos outros, não no nosso.

2 –  A cova coletiva da prisão de Abuh Salim (assim como várias outras denúncias) é notícia falsa, sim. Foi desmentida em vários canais, exceto nos que já conhecemos. Era uma cova com OSSOS DE CAMELOS… procure, está disponível na internet.

3 – Até o momento, as acusações contra Gaddafi de contratação de “mercenários” não encontrou provas. Os negros imigrantes que trabalhavam nas construtoras estão sendo dizimados  com essa alegação (de que seriam mercenários pagos por ele), fato já denunciado pela Anistia Internacional algumas vezes. Por outro lado, já há registros, fotografias, provas documentais, da participação de mercenários blackwaters e de várias outras origens, ao lado dos “rebeldes”. Em jornais como o Guardian e o Independent já foram publicadas até entrevistas  com alguns deles, muitos incorporados às forças especiais britânicas para entrar por terra e se misturar aos “rebeldes” pela semelhança física (a cara de muçulmano).

Aliás, foi exatamente assim que ocorreu o “milagre da multiplicação” dos pouquíssimos rebeldes para os muitos que vimos depois. Eram estrangeiros, está no meu texto acima e já foi confirmado pelos porta-vozes rebeldes: “tivemos ajuda por terra de soldados aliados vestidos como civis e misturados a nós”.

4 – A Al Jazeera inventou sim inúmeras cenas. A principal delas, também já demonstrada em reportagens e ADMITIDA pelo Abdul Jalil, porta-voz rebelde, foi o cenário montado no Qatar para “simular” a invasão de Trípoli. Eu colocava no twitter, enquanto víamos aquelas cenas, que os colegas que estavam no hotel em Trípoli JAMAIS viram aquela multidão na Praça Verde e ninguém acreditava. Isso JAMAIS existiu, aquela festa, aquela multidão comemorando. Eles estão desde aquele dia, fazendo o mesmo que fazem ainda agora, entrando e “fatiando” o ambiente e atirando e conquistando bairros aos poucos. Quando várias TVs (como a RT da Russia) começaram a mostrar as falhas entre a verdadeira Praça Verde e a que usaram para simular isso, Jalil deu uma coletiva e admitiu que houve um “equívoco” e que a cena jamais existiu, apenas que estavam começando a ocupação de Trípoli. Isso mostra o apoio midiático dado pela Al Jazeera na conquista não só da capital, mas de mentes e corações dos cidadãos líbios, que estavam sendo convencidos desta invasão e mentirosa “adesão em massa”.

5 – As tribos líbias, várias, sempre viveram em conflito entre elas, independente do Gaddafi (inclusive a dele). É uma história bem mais complexa, impossível de simplificar aqui sem falar em toda a história de formação do país. Mas uma coisa é certa: ele foi o único a mantê-las por anos convivendo pacificamente. E sim, foi a tribo de Benghazi e uma das que havia em Misrata a iniciarem os conflitos (ataques que eles mesmos fizeram a órgãos públicos e residencias de partidarios de Gaddafi). Sem ajuda estrangeira, jamais teria passado disso. Teriam sido reprimidos, como seriam se fosse em qualquer país.

6 – O argumento de guerra civil é real, desde o início em função do que foi dito. As tribos iniciaram esse conflito e os cidadãos estavam se atacando. A acusação de que Gaddafi bombardeou áreas civis e que por isso era necessário a zona de exclusão aérea foi DESMENTIDA pela Anistia Internacional, infelizmente, meses depois de iniciada a guerra. Ele bombardeou os arsenais no deserto para evitar que fossem saqueados. E tentou sim, com força militar, impedir que os próprios cidadãos se matassem.

A Líbia podia estar necessitando de uma transição, mas quando os conflitos iniciaram, o governo Gaddafi propôs isso de inúmeras maneiras. Sugeriram a realização de plebiscito para perguntar à população que regime gostariam de ter, se gostariam de ter eleições, sugeriram que uma nova organização de governo fosse feita com membros do anterior e do CNT, enfim, muitas propostas.

A única coisa que ele não abriu mão e jamais fará, é que apenas pegasse o banquinho e saísse para a ocupação que acontece agora. Ele identificou a movimentação da Al Qaeda nas fronteiras, das tropas estrangeiras após a zona de exclusão aérea, dos porta-aviões parados em frente ao litoral líbio e a cada avanço desse tipo, ele também endurecia sua posição de não se entregar. Aliás, de não entregar a Líbia de bandeja para Cameron, Sarkozy, Obama e cia. E agora vemos que ele estava certo. Arrasaram a Líbia, destruíram grande parte do país, estão brigando entre eles e entre as empresas que querem explorar o petróleo líbio, estão cometendo uma série de violações com nosso silêncio.  Queriam apenas se apropriar da Líbia, não era um movimento de “liberdade”, era um movimento de “traição” ao país, iniciado por poucos cidadão líbios, apoiados inicialmente por jihadistas. Gaddafi estava certo.

Leia também:

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138 comentários

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Glauco

23 de outubro de 2011 às 03h56

Por ser (era) o Kadafi um ditador cruel e sanguinário, conforme dizem alguns "brlhantes analistas" e defensores da "paz" e da "democracia" via "intervenção humanitária" da OTAN/USA (e abusa), está certo e legitimado o massacre de dezenas de milhares de civis libios pelas "forças humanitárias" e "democráticas" ocidentais?!!!!! Ora, seus cretinos acéfalos, vão estudar e/ou ler publicações sérias, em vez de ficar assistindo ou lendo os PIG's da vida!!!!!

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cassio magalhães

23 de outubro de 2011 às 00h37

Juliana, talvez o seu erro foi descrever os fatos. Se tivesse produzido um romance todos a entenderiam. É assim que funciona. Ou talvez uma outra forma deles a entenderem será quando EUA e Europa resolverem a questão do petróleo e partirem para a segunda maior necessidade; água. Ops! Mas no Oriente Médio não tem água. Qual país ou região atenderá essa segunda necessidade dos deuses do hemisfério norte?

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Alex

22 de outubro de 2011 às 23h52

Desculpe Juliana, mas sua comparação entre a reação de Gaddafi e de Dilma em um hipotético ataque ao governo brasileiro não procede. Simplesmente porque Dilma foi eleita pelo voto, enquanto a Líbia vivia uma ditadura de 40 anos. E por acaso os rebeldes avançaram contra "órgãos públicos, além de civis, atirando em tudo e todos"?

Responder

    Juliana

    25 de outubro de 2011 às 17h44

    Eu já sabia que a comparação suscitaria esse raciocínio. É verdade, mas eu nao comparei com o Brasil em funcao do modelo eleitoral, mas numa possível reação dos militares e da justiça. E a verdade Alex, é que em qualquer país (até o nosso), a partir de agora, onde houver oposicao e esta se mostrar minimamente organizada e o governo minimamente afastado de qualquer acordo internacional – dentro do que estiver em discussão – a resposta será uma coalizão estrangeira em apoio à oposicao. Não é a primeira vez que fazem isso (e fizeram muitas vezes contra governos eleitos democraticamente, como o chile), mas desta vez, nós legitimamos assistindo tudo em nossas casas e aprovando tacitamente as ações.

O_Brasileiro

22 de outubro de 2011 às 19h31

A maneira pela qual Gaddafi foi derrubado e assassinado foi tão lamentável quanto sua ditadura.

Responder

    Paulo

    28 de outubro de 2011 às 02h34

    sua ditadura deixou o país, se não me engano, com o 2o. maior PIB e o 1o maior IDH daquele continente. Que "lamentável", né…

zwca

22 de outubro de 2011 às 00h43

A melhor fonte de informação sobre a Líbia pode ser lida em português num Blog que está em http://redecastorphoto.blogspot.com/

Impressionantes, aqueles caras (quem são? Alguém conhece?) Ali, sim, só papa fina. Imperdível. Jornalismo sério, de um tipo que não há no Brasil. Fiquei boquiaberto. Vejam lá.

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Fabio

22 de outubro de 2011 às 00h17

Procurei por alguma referência que desse suporte ao que a Juliana diz sobre a Al Jazeera e não encontrei nada no Google. Somente sites desconhecidos e foruns onde qualquer um pode escrever o que quiser. Tentei, então, procurar no Correo del Orinoco, um site do governo do Hugo Chavez. Se existe alguma evidência fundamentada que mostre que a Al Jazeera fabricava informações para beneficiar a ação da OTAN, certamente o Hugo Chavez teria propagandeado isso com alarde.

Vocês mesmos podem olhar o que se encontra sobre Al Jazeera no site do Hugo Chavez:
http://www.correodelorinoco.gob.ve/?s=al+jazeera

Antes que se comece a acusar o Correo del Orinoco de ser a favor da OTAN, vejam esta notícia postada lá:

Fuerzas imperialistas lanzaron nuevos ataques contra civiles y militares en Libia http://www.correodelorinoco.gob.ve/multipolaridad

Responder

    Fabio

    22 de outubro de 2011 às 14h57

    Procurei um pouco mais e encontrei o seguinte na Press TV (emissora do governo do Irã):

    Major western lies about Libya revealed http://www.presstv.ir/detail/204695.html

    Aparentemente a noticia continha o seguinte:

    "The spectacular u-turn of al-Jazeera from being a somewhat critical voice of imperialism's wars of aggression in Iraq, Afghanistan and Palestine to being an open facilitator of the same aggression against Libya, Syria and even now the progressive nations of Latin America, was perhaps the greatest propaganda trick I have seen in my lifetime."

    Digo "aparentemente" pois, como vocês mesmos podem ver, a própria Press TV apagou o conteúdo. Parece que nem a emissora do Irâ acredita nesse tipo de acusação. Então de onte eu tirei o texto acima?

    De três fontes: http://www.uruknet.info/?new=82298 http://news.wgrnradio.com/2011/10/16/news-about-lhttp://www.presstv.ir/

    Sim, é possível ver o texto no próprio site da Press TV. Basta você digitar "Al Jazeera" na caixa de busca (canto superior direito) e clicar em "Search". Você verá que o site continha o texto acima.

    Digo, "continha", pois eu trabalho com sites e sei como essas buscas funcionam. Basicamente, existe um programa que lê o site e cria um banco de dados com o conteúdo dele. As vezes, dependendo de como o site for feito, o conteúdo do banco de dados usado para buscas e o conteúdo do site sáo diferentes. O que explicaria porque é possível ver o conteúdo na busca e não no site em si.

    Ainda fica a pergunta para a jornalista. Onde estão as evidências contra a Al Jazeera?! Nem o Hugo Chavez nem o Mahmoud Ahmadinejad colocaram qualquer evidência nos seus canais de notícia. Devo tentar procurar numa agência de notícias de Pyongyang para encontrar qualquer coisa?

    Juliana

    03 de novembro de 2011 às 12h07

    Fabio, venho postando vários links, procure acima e abaixo.. mas desculpe, o órgão de comunicação de Hugo Chavez, ou da Venezuela, que cobre a Líbia desde o início é a TeleSur. Basta entrar no site da emissora e acessar QUALQUER vídeo sobre a guerra. Não precisa ser nenhum especialista em buscas na internet. Aproveita e acessa a RT também (Russian Today), outra que vem cobrindo o conflito desde o início. Vai lá e depois conta pra gente o que viu.

    Fabio

    03 de novembro de 2011 às 15h37

    Sinceramente? O que eu vi foi manipulacao atras de mais manipulacao na RT. A Russia é reconhecida como um dos paises inimigos da liberdade de imprensa pelos jornalistas sem fronteiras. A sua queria Russia massacra os opositores políticos.

    Só se vê reportagens a favor da Siria. Inclusive familias de militares dizendo que nao existem desertores. Sendo que a RT é um dos poucos canais permitidos dentro da Siria. Pq a Siria só permite que amigos entrem lá? A RT é um canal simplesmente vergonhoso.

    Faça como o Noam Chomsky e leia o New York Times.

    Juliana

    04 de novembro de 2011 às 11h45

    Procure também por reportagens e videos da jornalista Lizzie Phelan. Ela trabalha para emissoras de vários países (como jornalista independente).

_spin

21 de outubro de 2011 às 06h55

Macabro: Hilary Clinton ao saber da morte de Kadafi: uau!!!
E os EUA avisam: A morte de Kadafi foi apenas um aviso e emenda "líderes autoritários terão o mesmo fim"
Ué, e o Berlusconi?
Viva o xerife do mundo http://www.conversaafiada.com.br/video/2011/10/20

Responder

Ninguem

20 de outubro de 2011 às 22h44

olá.
nem li sua publicação inteira.. fala de farsas bla bla bla…
só um comentário.
um dos pré requisitos basicos para a democracia é a troca de poderes.
você gostaria de viver sob censura?
qdo as pessoas tem mais poder do que deveriam ter elas abusam…. se vc acha q tudo no mundo roda em torno de interesses ok.. mas esse cara deveria ter caido a muito tempo atras, se tiraram ele com outras intenções, fazer oq.. mas foi bom..

Responder

    Felipe Cardoso

    21 de outubro de 2011 às 13h50

    trocas as pessoas não significa troca de poder! aqui nos Brasil e nos EUA eles sempre trocam as pessoas, mas os que mandam continuam sempre os mesmos!

Douglas

20 de outubro de 2011 às 22h09

Quando surrupiaram o Iraque em tempo real, ao vivo, muitos de nós nos perguntamos: "Como a comunidade permitiu isso?". Pois bem, agora fizeram a mesma coisa com a Líbia. Usurparam o país, o deixaram em frangalhos, mataram o Kaddafi de forma brutal (tal qual o Sadam), e mais uma vez perguntamos: "Como permitiram?" ONU?? Pra quê??

Responder

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 15h47

    É. Isso já está virando vergonhosa e horripilante rotina, e com um agravante: agora incluíram mais um adjetivo na lista dos inimigos. Agora a lista, além de terrorista, eixo do mal e outros, conta com o hilariante "líderes autoritários".

Pedro

20 de outubro de 2011 às 19h06

Agora já podemos afirmar, até mesmo sem mencionar o autor da ideia, que o casamento entre capitalismo e democracia acabou.

Responder

    Marat

    20 de outubro de 2011 às 23h36

    Sempre foi uma relação conturbada. Eles são incompatíveis!

Marcos

20 de outubro de 2011 às 16h12

É sórdido! Mesmo sem analisar questões de fundo. Fico imaginando bombas caindo sobre nossas casas, cidades e famílias, por causa de meia dúzia de insatisfeitos com a Dilma que recebessem "ajuda" da OTAN…
Não é dificil raciocinar, repito: mesmo sem ter as informações verdadeiras! Por que somente a Líbia foi alvo para a OTAN? Há muito pouco tempo Kadafi estava sendo saudado por amistosos encontros com Berlusconi. Não foi aceita (pelos EUA) qualquer proposta de entendimento. Por que a OTAN só atacou a Líbia? Ora, Cuba é menor, ia gastar menos bombas e Fidel ainda vive. O Yemen, pequeno, pobre, com povo insatisfeito nas ruas. Não há justificativa aceitável à luz da razão. O texto acima materializa minhas dúvidas. Graças, em parte, ao Wikileaks duvidamos seriamente da Al JAzeera por suas conexões com a CIA. Como foi dito acima, a Líbia é rica em petróleo, motivo mais do que bastante para fazer o velho saque de sempre. Guerras e exercitos sempre foram motivados pelos ganhos do saque. Repito: é sórdido! Mais uma vergonhosa atitude da França, RU e EUA.
Tristes dias esses pós guerra-fria nos quais o governo estadunidense não encontra limites para sua alucinada megalomania.

Responder

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 15h52

    Se ao menos desse para justificar o butim pela via de melhores condições de vida para oi povo francês. Mas, claro, nem assim, mas ….

Roberto

20 de outubro de 2011 às 15h42

Juliana,
uma coisa é a revolução outra coisa é o que se faz dela. De uma posição de esquerda (da qual compartilho) você crítica os rebeldes, a revolução e a derrubada de Kadafi porque existem interesses dos países que representam as elites capitalistas mundiais. Não tenho dúvidas do interesse da OTAN, dos Estados Unidos, França e Inglaterra. Também não tenho dúvidas da construção das imagens e dos boatos sobre cemitérios e multidões na praça verde. Contudo, você acaba deslegitimando o processo revolucionário. Adoraria que, representando a maioria da população, pegassemos em armas e fizessemos uma revolução, principalmente se nosso país não vivesse tempos de democracia liberal (nem isso a Líbia tinha). Portanto, a comparação que fazes no início do capítulo é inviável. Brasil e Líbia são diferentes. No processo revolucionário é preciso utilizar propaganda, ganhar corações em mentes, construir um projeto político e hegemonia. As imagens servem para isso. Até concordo que no caso da Libia, concordo que talvez tenha passado o limite ético. Outro ponto que considero questionável é: em qual posição suas fontes estão? Pessoas que em um governo ditatorial utilizam facilmente internet. De ante mão, isso não é um julgamento, mas realmente não sei até que ponto a internet podia ser utilizada no governo Kadafi. Por fim, é difícil imaginar que Kadafi que: "Ele bombardeou os arsenais no deserto para evitar que fossem saqueados. E tentou sim, com força militar, impedir que os próprios cidadãos se matassem (…) o governo Gaddafi propôs isso de inúmeras maneiras. Sugeriram a realização de plebiscito para perguntar à população que regime gostariam de ter, se gostariam de ter eleições, sugeriram que uma nova organização de governo fosse feita com membros do anterior e do CNT, enfim, muitas proposta." Como acreditar na palavra dele? E mais, a população deveria acreditar nisso? Deveria aceitar anéis podres aos invés de cortar os dedos, como fazem os sauditas aceitando tímidas mudanças eleitorais em 2015? Acreditar que a população aceitava Kadafi sem se insurgir e que rebeldes e mercenários eram os únicos a lutar é, além de questonável, sustentar uma posição conservadora ou autoritária. Considéras que o povo está assistindo a tudo "bestializado". Por fim, gostaria de apontar uma contradição em seu texto, você diz: "A Líbia podia estar necessitando de uma transição" Porque? se a maior parte da população, segundo sua hipótese gostava do Kadafi e ele poderia ser tão bacana…

Em geral, não sou a favor de intervenções militares estrangeira, principalmente em caráter permanente. Mas, TALVEZ, o caso Líbio seja um dos poucos casos em que a intervenção da OTAN respondeu aos interesses legítimos e a autodeterminação do povo. Isso não quer dizer que: a CNT seja tão ruim ou pior que Kadafi, que o povo Líbio continue a ser explorado e que o petróleo Líbio continue a ser roubado (Já era antes pela elite Kadafiana e pelos europeus que sempre exploraram o petróleo mesmo antes da CNT). Provavlemente e infelizmente, isso tudo deve acontecer. Mas, não podemos deslegitimar o processo atual e esquecer que Kadafi era um ditador fascinora que oprimia e expropriava a população em favor de elites que representava. portanto, não posso aceitar que ele estivesse ceerto.

Responder

    Bonifa

    20 de outubro de 2011 às 16h52

    Kadafi não era isso que você expressa ao fim. Era um grande jogador internacional, sim, mas nunca pôs em jogo qualquer situação ou qualquer recurso que viesse contra os interesses do povo de seu país. A maneira como você termina seu arrozoado faz crer que todo ele foi concatenado para encobrir a defesa dos interesses "ocidentais" que você mesmo iniciou por supostamente condenar.

    Roberto

    20 de outubro de 2011 às 20h00

    Kadafi nunca defendeu interesses do Povo. Vendee petróleo e se apropria dos lucros da riqueza de seu país para construir mansões enquanto a população vivia na miséria. Isso é defender interesses do povo?

    Juliana

    25 de outubro de 2011 às 17h28

    A população Líbia não vive na miséria, até a ONU reconheceu isso em 2007. Não há miséria na Líbia, num país com essa produção petrolífera e uma população tão pequena. Novamente, recomendo a leitura do Bourdokan: http://blogdobourdoukan.blogspot.com/

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 15h25

    Aí, Bonifa. No fim das contas é isso o que realmente conta.
    Abs.,
    Mário.
    Em tempo: enquanto isso, enquanto não se viabiliza a tecnologia do carro movido a HHO, a história da dominação do homem pelo homem segue seu curso, cada vez mais truculenta, cada vez mais permeada de déspotas.

    Nelson

    20 de outubro de 2011 às 17h22

    "a intervenção da OTAN respondeu aos interesses legítimos e a autodeterminação do povo".
    Em que você se baseia para fazer tal afirmação, Roberto?

    Será que despejar bombas de 2.000 à base de urânio empobrecido sobre a população é responder "aos interesses legítimos e à autodeterminação do povo"?

    Roberto

    20 de outubro de 2011 às 20h04

    Nelson, acho que as manifestações na Líbia eram legítimas, resultado de um povo oprimido por uma elite representada por um ditador que vivia em luxo enquanto a maioria morria de fome. Considerar que todas as manifestações foram forjadas é uma ilusão. Acho que a comunidade internacional deveria intervir para ajudar o povo Líbio a resgatar o destino de seu país. Mas, concordo contigo que a atuação da OTAN foi desastrada. Talvez devesse ser pensada de outra maneira.

    Nelson

    21 de outubro de 2011 às 09h31

    Desculpe, Roberto, mas não vejo "a atuação da OTAN" como "desastrada".
    O governo dos EUA, que, na realidade, é quem comanda a OTAN, agiu conforme tem agido em outros países e regiões, Iraque, Vietnam, Amércia Central, etc.
    O problema com Kadhafi não era a sua ditadura. O problema é que Kadhafi ainda gerava desconfiança, ainda mantinha alguma autonomia em relação aos ditames dos "donos do mundo". Então, para se apossar em definitivo das riquezas do país e colocá-las à disposição das mega empresas ocidentais, sedentas por lucros ainda maiores, era preciso descartá-lo.
    Água em abundância, petróleo "baratíssimo" e gás eram atrativos fortes demais para deixar que alguém ainda impusesse alguma condição para a extração de lucros na exploração destas riquezas.
    Sem falar no Banco Central público, ainda mantido na Líbia; sem dúvida, um "péssimo exemplo" para o restante do planeta.

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 15h20

    Tá. Não é "desastrada". É certo que o adjetivo é outro, muito mais grave e muito mais apropriado. Mas, para qualquer um que não sendo cretino, a ação desencadeada sob a forma de OTAN não lhe causaria o mais veemente repúdio?

    Juliana

    25 de outubro de 2011 às 17h34

    Nelson. não só isso. Kadafi propos uma MOEDA PROPRIA PARA A AFRICA, uma estrutura militar que seria a junção das forças africanas e da america latina (como a OTAN) e por diversas vezes questionou a legitimidade do Conselho de Segurança da ONU. Ele assinava sua sentença de morte a cada vez que abria a boca.

    MdC Suingue

    20 de outubro de 2011 às 18h06

    Sei lá viu, não sei se essa resposta do Roberto é resultado de deficiência ou desonestidade intelectual.

    O cara concorda que todas as alegações que construíram o caso contra Gaddafi foram fabricadas, mas as acha válidas para ganhar "os corações em mentes" (sic, e 'sick' também).

    Na opinião dele ("de esquerda", ele se diz) quem tem nas mão a máquina de propaganda deve então ganhar quaisquer conflito, na base da mentira que seja. Isto é confortável para a sua consciência? O exime da omissão?

    Deus nos livre dos sonhos utópicos deste cidadão…

    Filminho para azedar a sessão da tarde mas essencial para ponderarmos sobre o mundo em que vivemos, que fabrica pessoas que se resignam a viver sob a égide da barbárie desde que a propaganda bem produzida:

    [youtube afqoBBuPu8s http://www.youtube.com/watch?v=afqoBBuPu8s youtube]

    Roberto

    20 de outubro de 2011 às 19h58

    Caro, se você ler bem direitinho o que digo, insisto que o que foi feito passou o limite da ética e que é necessário fazer propaganda de UM PROJETO POLÍTICO para ganhar corações e mentes. E não acho que a CNT tenha projeto político.

    Roberto

    20 de outubro de 2011 às 22h27

    O que eu tentei expressar na resposta é que a Juliana critíca todo o processo na Líbia e esquece-se que isso tudo começou com a insatisfação popular. O fato de ter imagens e vídeos montados não quer dizer que não exitia insatisfação e mobilizações populares. A insurreição tem que ser valorizada, quem liderou a insurreição e a guerra foram os líbios e não a OTAN. Como disse no final, quase não tenho dúvidas de que o povo continuará alijado, agora pela CNT. Não tenho ilusão de acreditar que foi uma revolução socialistas. Mas, talvez as coisas fiquem menos piores e dentro de um capitalismo liberal as chances de novas insurreições e verdadeiras revoluções sejam maiores. Agora, dizer que Kadafi defendia a população, iniciaria um processo democrático e que "estava certo" não dá para aceitar. Só pode ser coisa da extrema direita conservadora e autoritária ou depessoas com "deficiência ou desonestidade moral" (o que nem acho que seja o caso da Juliana, mas de quem gosta de desqualificar o discurso alhieio com adjetivos)

    Pedro Germano Leal

    23 de outubro de 2011 às 00h45

    Tem insatisfação popular nos EUA. A OTAN vai bombardear lá e matar Obama como um cachorro?

    Juliana

    25 de outubro de 2011 às 17h39

    Claro que o CNT tem projeto político: Abdul Jalil já o declarou: vincular a sharia islâmica à Constituição. A mesma que toda a imprensa mundial dizia nao existir na Líbia, mas existe. Ele declarou que estão "derrubadas automaticamente" todas as leis que firam o Alcorão. Ou seja, se há mais de 40 anos o povo líbio (inclusive mulheres) se veste como quer, faz o que quer de suas vidas, profissões, etc agora viverá novamente a opressão da sharia, com seus códigos de execução e proibições de todas as formas. A medida foi uma das primeiras após a revoluçao de Kadafi, a Constituição líbia, com exceção ao modelo eleitoral, era muito parecida com a de muitos países. E não, não era o Livro Verde como muitos disseram.

    luiz pinheiro

    20 de outubro de 2011 às 20h22

    Querido: não há, não houve e nunca haverá "processo revolucionário" algum sustentado pelas bombas da OTAN.

    Roberto

    20 de outubro de 2011 às 22h22

    O que eu tentei expressar na resposta é que a Juliana critíca todo o processo na Líbia e esquece-se que isso tudo começou com a insatisfação popular. O fato de ter imagens e vídeos montados não quer dizer que não exitia insatisfação e mobilizações populares. A insurreição tem que ser valorizada, quem liderou a insurreição e a guerra foram os líbios e não a OTAN. Como disse no final, quase não tenho dúvidas de que o povo continuará alijado, agora pela CNT. Não tenho ilusão de acreditar que foi uma revolução socialistas. Mas, talvez as coisas fiquem menos piores e dentro de um capitalismo liberal as chances de novas insurreições e verdadeiras revoluções sejam maiores. Agora, dizer que Kadafi defendia a população, iniciaria um processo democrático e que "estava certo" não dá para aceitar.

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 15h10

    Sabe o que realmente preocupa? Posso lhe dizer, com toda a clareza, que não é a queda do ditador. É obvio que discordo inteiramente com a brutalidade que culminou no assassinato dele. Além do que, parece queima de arquivo. No entanto, o que realmente preocupa é o destino daquele povo que hoje está nas mãos do que há de mais covarde, vil e traiçoeiro no mundo. Refiro-me aos países chupadores de petróleo e demais riquezas alheias, e, enfim, a tudo àquilo que não respeita a autonomia das nações.

    Juliana

    03 de novembro de 2011 às 11h55

    Luiz, acho que sua resposta resume tudo. Vamos acompanhar os próximos capítulos. A última cena é o anúncio da construção da base militar na Líbia, deve ser o "coroamento do processo revolucionário"

    Fabio

    22 de outubro de 2011 às 00h02

    Apoiado, Roberto

    Juliana

    25 de outubro de 2011 às 17h26

    Roberto, a única pergunta que tenho p/vc é: de onde vc tira a certeza de que ele era um "fascínora" ou que "massacrava" o povo líbio? Não existem imagens disso, provas documentais e até mesmo a Anistia Internacional que foi à Líbia para investigar essas acusações, não encontrou provas. Vc tem razão, eu acredito numa outra versão dessa história. Acredito porque Mandela, por exemplo, foi tratado como "terrorista" por quase 30 anos (ou mais). Lumumba, do Congo, foi assassinado num movimento muito parecido com o que aconteceu agora, mas sem a presença da mídia. Eu não quero tirar a legitimidade de qualquer movimento revolucionário em qualquer instância. Até eu pegaria em armas, obviamente e a qualquer tempo. A questão é: para defender qual lado da história? A questão na Líbia e até no vizinho oriente médio é muito complexa, principalmente em função da influência da AlQaeda na região. E qnto à transição na Líbia, é justamente nesse contexto, que falo dos "lados" da história. Numa perspectiva muito menor, claro, Cuba vive há quase o mesmo tempo, um bloqueio econômico e uma transição em que o líder Fidel foi substituído por seu irmão. Dentro da sua perspectiva, seria justo que os opositores lá, que não são poucos, pegassem em armas (se fosse possível) contra o governo. O que os difere? Quem sabe a acusação que sempre paira sobre Cuba de que lá os opositores são perseguidos e até alguns "mortos no paredão". O que faz o povo cubano se opor à política castrista é a incompreensão do processo de resistência às exigências do modelo econômico internacional. E o que Kadafi fez de errado na Líbia, foi ter pensado que poderia negociar com esse mesmo modelo sem ser traído. E, desculpe, havia sim internet e imprensa livres na Líbia, eu sigo sites e blogs de lá há anos. É uma mentira que só havia redes estatais, há inúmeras privadas. Sinceramente, em árabe, foi fácil afirmar isso e todo mundo comprar a ideia, vai lá e procura na internet que todos ainda estao no ar, mas em árabe, esse é o problema. Há um programa de TV numa estatal líbia, onde um cara com jeitão de "Jô Soares" era uma das maiores audiencias do país e fazia oposição clara ao governo. Kadafi era um líder militar, não era um presidente porq o modelo líbio não era presidencial. Ele foi reconduzido ao poder sucessivamente pelos comites populares. É que são tantos detalhes que fica difícil descrever assim, mas tem um repórter, o Georges Bourdokan, escrevendo uma série sobre a Líbia e o período em que ele trabalhava na Globo e preparava um Globo Repórter sobre o país, vale muito a pena ler e acompanhar: http://blogdobourdoukan.blogspot.com/

    Juliana

    25 de outubro de 2011 às 19h09

    Ah e outra coisa, qndo digo que ele "estava certo", falo do fato dele ter permanecido na resistência qndo percebeu as intenções dos "aliados". E ele tanto estava certo que o resultado está aí pra quem quiser ver.

Marcos Godoi

20 de outubro de 2011 às 14h20

A situação na Líbia é muito complexa, e eu não estou capacitado a analisar. Mas essa comparação com o Brasil não tem cabimento. A Dilma é uma presidente democraticamente eleita, não uma ditadora que tomou o poder a força e o mantêm com mão de ferro a décadas.

Responder

    Felipe Cardoso

    21 de outubro de 2011 às 13h55

    Assim como Jango e seu vice foram democraticamente eleitos e mesmo assim foram derrubados com o apoio dos EUA…

    é tão difícil assim ver o "cabimento"

@ivanrocha

20 de outubro de 2011 às 14h08

O Jornal Noticias do Dia, da RIC Record, entrevistou um catarinense que tentou ir até a Líbia, mas ficou na Tunísia por impedirem o acesso dele ao país, confirmou que haviam milhares de mercenários indo trabalhar para os "rebeldes" a mil dolares americanos por dia

Responder

Coronel Quitute

20 de outubro de 2011 às 12h32

Muito interessante o comentário.

Tenho acompanhado essa história da Guerra Civil Líbia desde sua eclosão. Posso falar que, a partir de certa etapa do conflito, os acontecimentos passaram a assumir uma feição bastante destoante do que vinha ocorrendo até então.

Refiro-me ao cerco de Misrata, na região da Tripolitânia, e aos combates nas montanhas de Nafusa, também na região oeste do país. Até esse ponto, os rebeldes estavam completamente encurralados pelas forças governamentais, sendo-lhes impossibilitado recorrer à ajuda dos rebeldes da região da Cirenaica, foco inicial da rebelião, que se encontravam sob intensos ataques.

Entre junho e julho, muito estranhamente, esses mesmos rebeldes acossados da região oeste, como em um passe de mágica, passaram a lançar incursões contra a capital líbia, utilizando-se de blindados (!). E, se bem me recordo, Tripoli foi, literalmente, atacada por todos os lados, inclusive a partir de seu lado oeste. Pra quem não sabe, Misrata, a base de operações dos rebeldes na Cirenaica, está a 187 Km a leste da capital; as Montanhas Nafusa, entre 100 e 200 Kms a sudoeste da capital. Na época, não havia bolsões de resistência ou cidades ocupadas por rebeldes na região do litoral que vai de Trípoli até a fronteira com a Tunísia.

Responder

Valdeci Elias

20 de outubro de 2011 às 11h34

A História se repete. Com "argumentos justos", europeus invadem e recolonizam um pais africano em pleno seculo 21.

Responder

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 16h12

    A história não se repete! Não são os europeus que invadem e recolonizam, mas, sim, aqueles poucos europeus que tomaram ou se apropriaram do estado europeu.

Carlos Nunes

20 de outubro de 2011 às 11h05

Aparentemente Gadafi foi morto: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/993728-rebelde
Qual será o próximo mercado a ser explorado pela indústria bélica? Ops, digo, intervenção humanitária…

Responder

Renato

20 de outubro de 2011 às 10h53

Fica uma dúvida para mim: Gaddafi estava ininterruptamente no poder há décadas. Custo a acreditar que estava tudo ok para os líbios, inclusive para os intelectuais. Ele era reeleito seguidamente em eleições justas? Havia uma oposição atuante e com seu espaço respeitado? Não sei, tudo soa muito estranho para mim, por qualquer dos dois lados. Gostaria de entender isso. Por que, afinal, estaria o povo defendendo alguém que está há décadas no poder?

Responder

    joaquim de carvalho

    20 de outubro de 2011 às 14h10

    Pode até ser tudo certo, o que disse. Mas quem decidiu quem deveria ser apoiado e quem deveria ser morto. O Povo Líbio? Se a maioria estava com rebeldes, porque a necessidade de bombardeios por parte da OTAN?
    Um empurrãozinho e tanto, para quem detinha tal maioria, não?

    Renato

    20 de outubro de 2011 às 14h35

    Em uma rápida pesquisa pela internet, vi que diversos sites dizem que Kaddafi teve ligação direta com alguns atentados, inclusive o das olimpíadas de Munique. Essa é uma informação falsa que foi espalhada pela rede? Ou efetivamente trata-se de um criminoso? Alguém sabe dizer?

    Bonifa

    20 de outubro de 2011 às 17h59

    Kadafi agora tem que ser compreendido como o maior criminoso da face da Terra. Aqui no Brasil, a rede Globo já está desde a madrugada empenhada nesta dura tarefa prioritária. O resultado é bem favorável. Até muita gente supostamente lúcida sai do bombardeio midiático acreditando que Kadafi era o maior dos demônios. Isso se dá por fraqueza de base em educação de história, geografia e literatura. Petróleo, gás e posições militares estratégicas dão as explicações. Os deuses da Guerra Suja e Injusta estão exultantes.

leandro

20 de outubro de 2011 às 10h36

Menos um tirano no mundo, faltam poucos, o cerco ta fechando.

Responder

    Paulo

    28 de outubro de 2011 às 02h48

    Para quais tiranos??
    Os da perifa ou os euro-americanos que você curte?

leandro

20 de outubro de 2011 às 10h19

Prenderam o ditador. Agora quero ver o machão falar alto atras das grades. Bombardear o proprio povo é facil.

Responder

    luiz pinheiro

    20 de outubro de 2011 às 11h05

    Não seja cínico. É a Otan que bombardeia a Líbia, diaria e implacavelmente, por já oito meses.

    Marat

    20 de outubro de 2011 às 12h15

    Comparados ao Bush, que foi correndo se esconder em local ignorado, quando dois predinhos foram derrubados, Kadaffi e Saddam foram dois heróis. Lutaram até o fim. Eles conhecem algo que nem passa pela cabeça dos líderes estadundiense: honra!!!

    leandro

    20 de outubro de 2011 às 12h45

    Honra? Sadam, kadafi?? só rindo mesmo. Dois ladrões que usaram a riqueza do pais em beneficio proprio. Que esmagaram com sangue qualquer tentaiva de ser oposição nos paises que governavam. Com todos os defeitos, a democracia ruim é melhor que qualquer ditadura.

    Marat

    20 de outubro de 2011 às 13h50

    Você está falando de Blair e Bush?
    O que é democracia para você?

    leandro

    20 de outubro de 2011 às 14h34

    Algo muito diferente do que existe em cuba, irã, coreia do norte e anteriormente na libia.

    Carmen

    20 de outubro de 2011 às 21h05

    Meu Deus…lá vem outro que nunca esteve em Cuba, que fica aqui do lado, e repete como papagaio o que lê no Pig…imagina se vai entender o que acontece do outro lado do mundo.
    Cara, está bem fácil ir a Cuba…vai lá e depois fala!!!!!

    Hayek

    20 de outubro de 2011 às 23h58

    É. O duro é sair de lá.

    waldir ferreira

    21 de outubro de 2011 às 15h40

    Com este nome ,é arabe ou judeu??
    se for o ultimo,esta explicado.

    So mais uma coisa,
    saberia nos dizer quanto tempo dura o bloqueio Naval contra Cuba??
    acredito que vc deve saber que existe um bloqueio….

    Marat

    20 de outubro de 2011 às 23h35

    Algo diferente do Que exista…, digamos, um sistema de saúde quase perfeito? Um sistema de ensino eficiente? Ou a democracia é o que vimos na doentia sociedade estadunidense, onde o dinheiro é tudo?

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 15h28

    ÊpaI Alto lá, caro Marat. Como honra? Honra num Saddam?!!! Como, quando, onde?

    joaquim de carvalho

    20 de outubro de 2011 às 14h01

    Falaria, se deixassem. Mas para que correr esse risco, não é mesmo. Graças a Deus o "xerife" não deixou. Rezemos para esse "xerife" não olhar para nosso lado.

Lu_Witovisk

20 de outubro de 2011 às 08h12

Gente, que estória!! e pensar no poder destrutivo que uma midia corrupta tem. Muito triste. Enquanto a Globo "fez" a bolinha de papel do Cerra, a cobertura da derrubada dos laranjais da Cutrale, a Al Jazeera foi mais longe… acho bom a gente correr atras da democratização dos meios logo, essa estória tá me cheirando a "boa ideia"… cuidemo-nos.

Responder

Fábio

20 de outubro de 2011 às 07h47

essa Juliana fala isso tudo aí mas não postou nenhuma fonte, ta igual a al jazeera..
Kd as dezenas de fotografias com as imagens das coletas dos armamentos que eram jogados por pára-quedas ou chegavam de navio;
kd a fonte de que era uma cova com OSSOS DE CAMELOS?
kd os links dos registros, fotografias, provas documentais, da participação de mercenários blackwaters e de várias outras origens, ao lado dos “rebeldes”?
Onde foi dito que “tivemos ajuda por terra de soldados aliados vestidos como civis e misturados a nós”.?
Onde está escrito que a acusação de que Gaddafi bombardeou áreas civis e que por isso era necessário a zona de exclusão aérea foi DESMENTIDA pela Anistia Internacional?

qual o link da reportagem que o porta voz rebelde diz que o cenário foi montado no Qatar para “simular” a invasão de Trípoli?

Gostaria de acreditar em vc e gadafi, mas só palavras não me convencem, quero algumas provas do que vc disse. Se puder fazer isso e comprovar o alegado ajudarei a divulgar essa terrível verdade.

Responder

Marat

20 de outubro de 2011 às 07h06

O que acontece na Líbia hoje é o que acontecerá em breve na Síria e no Iraque.
Depois que os abutres comerem as carnes e chuparem os ossos, procurarão novos "mercados". Quem sabe na América do Sul???
O problema do capitalismo é que ele é um monstro devorador. No início ele devora a ética e o bom senso, depois vai devorando toda a estrutura, até destruir tudo e partir para uma nova presa!
Os artífices do capitalismo mundial deviam ser julgados e pagar pelos seus crimes! Mas, mesmo que esse milagre acontecesse, já seria tarde. Hoje o mundo está repleto de falsos democratas que se alimentam nos jantares conservadores!

Responder

    Marat

    20 de outubro de 2011 às 11h05

    Corrija-se Iraque por Irã – desculpem!

    beattrice

    20 de outubro de 2011 às 15h01

    E alguns destes falsos democratas estão exatamente aqui, neste país tropical

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 16h06

    O problema, caro Franco, é que a situação já foge ao estreito limite do capitalismo. É ação mafiosa mesmo! E sendo condescendente, e na melhor das hipóteses: máfio-capitalismo.

FrancoAtirador

20 de outubro de 2011 às 06h48

.
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Vê-se hoje que a tentativa de golpe midiático na Venezuela

foi apenas um experimento de laboratório do Pentágono.
.
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Responder

Nelcir Rodrigues

20 de outubro de 2011 às 05h22

Parabéns Juliana Medeiros!
Desde o início da intervenção da OTAN já venho falando e procurando informações que condizem com minha posição. Poucas pessoas conseguiram logo no início da invasão, notar que a ONU estava sendo usada, e que todas as informações veiculadas pela CNN, BBC e Al Jazeera eram ridiculamente manipuladas.

Se você por acaso ler meu comentário gostaria de que conhecesse este blog, de uma cidadã espanhola que vive na Líbia e que expõe os acontecimentos em algumas áreas do território Líbio, e uma página no facebook que é atualizada diariamente com informações sobre os conflitos.

– Leonor en Libia: http://leonorenlibia.blogspot.com/
– Stop the War in Libya. We Demand it: http://www.facebook.com/pages/STOP-THE-WAR-IN-LIB

Responder

    Juliana

    25 de outubro de 2011 às 18h48

    Olá Nelcir, postei o link para o blog da Leonor acima. Eu acompanho ela há anos. Obrigada :)

Felipe

20 de outubro de 2011 às 01h49

Há quanto tempo mesmo o Kadafi governava a Líbia? Quantos anos? Derrubou a monarquia mas queria colocar o filho como sucessor. Por que defender alguém assim? Quem entra numa guerra que sabe que vai perder as custas de vidas alheias. Kadafi, por dignidade, deveria ter derrubado o seu rei há muito tempo nesse xadrez.

Responder

Luca K

20 de outubro de 2011 às 01h22

Parabéns pelos esclarecimentos Juliana! Continue documentando a agressão dos EUA/OTAN contra a Líbia.
O que precisa ficar claro é que NÃO EXISTE guerra humanitária, essa balela que EUA e alguns outros adotam de intervenções humanitárias. Ninguém se dispõe a gastar bilhões, fora o custo político e as perdas militares, pelos belos olhos de civis de lugar NENHUM no mundo. Guerras são sempre travadas por interesses geopolíticos/econômicos. Outro ponto que muitos não entendem é o do principio da não intervenção e da soberania nacional. Como EUA/OTAN mais uma vez nos mostram no caso da Líbia, o que vale mesmo é a lei da chibata! A lei do mais forte. Um último lembrete; Gaddaffi abriu mão do seu programa de armas nucleares, seduzido pelas promessas do "Ocidente" de reintegração `a comunidade internacional. Dançou. O cara lá da Coréia do Norte, que tem algumas armas nucleares com capacidade de entrega, continua firme e forte.

Responder

Ozeias Laurentino

19 de outubro de 2011 às 23h41

É a força da grana meus caros, primeiro vendem armas, compram a mídia que esta louca pra isso, depois pegam o petróleo, qualquer momento voltam com o mesmo movimento. Eleições, constituição, participação popular, tal qual no Egito nada, só mentira que bela democracia a la potencias. ( com poder de veto na velha e inútil ONU)
Aparecida de Goiânia, GO

Responder

carlao75

19 de outubro de 2011 às 22h30

Alguns que comentam aqui sonham com a OTAN invadindo o Brasil e livrando o povo da "terrorista" e dos "ptralhas". Por que não vão levar suas imbecilidades pro tio rey, lá eles gostam desse tipo de acefalia. E Pamplona, cala a boca, vc é um boçal e ponto.

Responder

Bruno

19 de outubro de 2011 às 22h02

E de onde surgiu a insurreição em Bengazi? Não foi a partir de protestos? O armamento da OTAN começou a cair do céu depois de algumas coisas em curso.

Responder

    luiz pinheiro

    20 de outubro de 2011 às 11h02

    Tem mais coisas que caem do céu além dos aviões de carreira.

    Bonifa

    20 de outubro de 2011 às 11h08

    Não. Tudo foi preparado fora da Líbia. Alguma coisa vazou antes do levante, mas a imprensa esqueceu.

Roberto Locatelli

19 de outubro de 2011 às 21h54

EUA querem levar a democracia para o Oriente Médio -> TECLA SAP -> EUA querem mamar o petróleo do Oriente Médio.
EUA querem combater o narcotráfico na América Latina -> TECLA SAP -> EUA querem derrubar governos eleitos pela população na América Latina.

Responder

urbano

19 de outubro de 2011 às 21h43

É um depoimento de quem esta em contato com a realidade Libia. Visto daqui de tão longe pela leitura de uma imprensa altamente partidaria da intervenção da OTAN pouco sabemos o que se passa com o povo Libio. A unica certeza é que os mais frageis pagam o preço das aventuras imperialistas.
Os Kadaffi cairam na armadilha de se aproximar com Berlusconi e os Ingleses que passaram a bajula-lo e ficou a mercê deles. Quando não mais lhes interessava foi descartado. Ao menos estão morrendo lutando . e isso não é pouco!

Responder

leandro

19 de outubro de 2011 às 21h11

essa de plebiscito sério feito por estado é de morrer de rir. fala sério, e a riqueza da família estado no ocidente feita com dinheiro do povo? tem que ser pego vivo e pagar por 40 anos de tirania.

Responder

    Gustavo

    19 de outubro de 2011 às 22h42

    Atá, agora com o Governo de Transição, todo o ouro, reservas financeiras internacionais, royalties do petróleo, etc, será distribuido ao Povo da Líbia, que não passa de 7 milhões de Habitantes…me engana que eu gosto…

    Fabio

    21 de outubro de 2011 às 22h45

    Parece que qualquer comentario que fuja do padrao "todo mundo que a OTAN ataca é vitima, entao vamos queimar cada vez mais o filme da OTAN" recebe notas negativas neste blog. Exemplo disso é o comentário do Leandro, o qual simplesmente faz sentido.

Regina Braga

19 de outubro de 2011 às 21h08

A guerra da Líbia, é um dos maiores crimes da nossa era,com manipulação grosseira,com maquiagem de quinta,com o terrorismo de estado sendo legitimado pela OTAN e ONU…A invasão da Líbia foi um grande atentado terrorista…mostrado ao vivo e manipulado ao máximo.Um verdadeiro massacre,legalizado!

Responder

    Douglas

    20 de outubro de 2011 às 22h19

    Exato… Tal qual o Iraque… Aconteceu de novo…

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 15h44

    São os senhores da armas, EUA, França e Ingaterra em plena e venal ação!

Eduardo Gomes

19 de outubro de 2011 às 20h39

A resposta da correspondente é bem interessante e põe em evidência uma série de questionamentos quanto a manipulações (e é mais que razoável que tenham existido). Acreditar pura e simplesmente nas palavras da OTAN, da Al Jazeera, Sarkozy e agregados é temerário demais. Mas também, com a fala da Juliana, nós quase acreditamos que havia ali na Líbia uma luta do "bem contra o mal" (o que não existe na política), com Kadafi como uma vítima quase estóica do conflito. Sinceramente, não creio que isso seja razoável (tampouco que a OTAN tenha ido ali para "libertar" o povo líbio). Essa história é complexa demais para ser simplificada entre "bem" e "mal", como parece querer convencer a correspondente. Em política não há "bem" e não há "mal". Há interesses. Quem tentar buscar o lado bom e o lado ruim nessa história deve esquecer a política e voltar a ler romances do século XIX.
O fato é que nós estaremos por um bom tempo distantes das informações vitais para o entendimento do conflito e estaremos expostos a informações filtradas pela OTAN, Al Jazeera, pelo Alberto ou pela Juliana Medeiros. Cabe a nós termos a percepção da razoabilidade, nunca nos esquecendo dos ensinamentos da história.

Responder

Rafael

19 de outubro de 2011 às 20h27

Fato é que não dá para formar opinião sobre o caso da Líbia. Não dá para condenar Gaddafi ou inocentá~lo. O que sabemos de concreto é que a postura american de interferir na Líbia é claro interesse de se apropriar do petróleo, sem falar na posição estratégica.
Fico preocupado e até com medo de americanos, esses povos adoram guerra e farão de tudo para roubar petroleo ou qualquer outra riqueza que precisem. O poderio militar americano é uma ameaça à democracia. É necessário um equilíbrio de forças no mundo todo. Somente assim acredito que haverá uma convivência pacífica. Enquanto isso os americanos terão imprensa a favor porque basta comprá-la.

Responder

    luiz pinheiro

    19 de outubro de 2011 às 22h04

    O centro da questão, aquilo que não podemos deixar de condenar, é a destrruição da Líbia pela OTAN. Destruíram, não por acaso, um raro exermplo de país árabe árabe próspero, promissor, com bom nível de IDH, com população bem alimentada e bem educada.

EUNAOSABIA

19 de outubro de 2011 às 19h31

""Você meu amigo de fé e meu irmão camarada""… ""meu grande e amado líder bla bla bla"""…

Coisas do The Doctor….

Responder

    Bonifa

    20 de outubro de 2011 às 11h10

    Ironia frouxa de quem admira criminosos internacionais.

Carlos Cruz

19 de outubro de 2011 às 19h24

TODA VEZ que os EEUUA e Europa falam de "promover a paz" eu sou contra. TODOS patrocínios da paz foram para derrubar governos legítimos e impor ditadores submissos, e cruéis com seu povo. Genocídios foram praticados em nome da tal "liberdade". Limpeza étnica, eugenia de raça, trevas das fogueiras humanas, tudo em nome da liberdade. Aves de rapina, nuvem de gafanhotos, saúvas da liberdade e da autodeterminação dos povos. Hoje eu entendo o ódio que se tem a eles, e em sua queda ( que se avizinha…) sofrerão, pois a vingança é o que receberão dos povos invadidos, Lei de Talião será imposta. Movem-se pela ganancia, petróleo, ambição, são os demonios do mundo.

Responder

    Ieda

    20 de outubro de 2011 às 15h13

    O que eles querem de fato é fomentar as guerras, nas quais eles aumentam suas polpudas fortunas!

Antonio

19 de outubro de 2011 às 18h51

Que história triste. É cada vez mais preemente que haja uma força internacional, composta de todos os países, para enfrentar e barrar essa carnificina propalada pelos neocolonialistas europeus e ianques.

Responder

Francisco

19 de outubro de 2011 às 18h32

PT escute a voz da consciência e a história tantas vezes repetida: mídia eletrônica é uma arma de exterminação em massa.

Vai deixar na mão do inimigo das Leis?

Responder

histlatino

19 de outubro de 2011 às 18h13

Concordo com o Alberto… dois erros não fazem um acerto.
Acreditar que Kadafi se propôs a fazer um plebiscito limpo para que a população se manifestasse sobre eleições é dureza, viu?
Não podemos deixar que convergências geopolíticas obscureçam valores éticos. Uma coisa é defender o princípio da não-intervenção de maneira absoluta. Outra coisa é defender esse assassino chamado Kadafi.

Responder

    Bonifa

    20 de outubro de 2011 às 11h10

    O pior cego é o que se recusa a ver. A pior vítima do PIG é aquela que recusa qualquer antídoto contra a infecção da imprensa ocidental corrupta.

    Felipe Cardoso

    21 de outubro de 2011 às 13h57

    assassino? quem ele matou? entrevista um familiar de um assassinado "civil" e postae!

Elias SP SP

19 de outubro de 2011 às 18h05

No mínimo um mito caiu por terra. A Al Jazeera não é mais referência alguma. É mais um PIG a infestar o mundo.

Responder

    Wildner Arcanjo

    19 de outubro de 2011 às 19h42

    Como qualquer empresa privada, ela vai onde está o tutu (e nesse caso deve ter sido um tutuzão!) São as regras do negócio: você paga mais e eu faço a propaganda que você quer.

    dbacellar

    19 de outubro de 2011 às 21h26

    A Al Jazeera funciona como emissora oficial do Qatar, um país que tem dono (a família reinante, que é proprietária do país). Para o que interessa aos árabes, como a causa palestina, eles são razoavelmente confiáveis.

    É mais ou menos como ler a Carta Capital: evitando ler qualquer artigo sobre o Cesare Battisti, é extremamente confiável e razoavelmente aprofundada.

Nelson

19 de outubro de 2011 às 17h50

O que seria de nós se não tivéssemos alguém com tanta disposição para o debate como o Sr Klaus?

Responder

Marcus

19 de outubro de 2011 às 17h45

Presenciei mentiras como estas sendo veiculadas diariamente pela mídia quando das eleiçÕes no Irã. Ninguém me contou , eu estava pessoalmente lá e tive um artigo tipo relato publicado aqui pelo Azenha e pelo Nassif onde fui duramente atacado como rpo Aiatolas. O que eu fiz foi apenas relatar o que vi assim como a Juliana. Não sou pro nem contra o Islã ou ao Regime dos Aiatolas mas sou radicalmente contra as mentiras e manipulações que visam forjar uma história falsa .

Responder

    Juliana

    25 de outubro de 2011 às 18h53

    O Ahmadnejad é o proximo alvo. Recentemente em discurso na ONU, ele foi novamente erroneamente "traduzido" do persa, como se tivesse "ameaçado israel" e todas as besteiras que dizem sobre a relação Irã-Israel. Não é verdade. O que ele disse é que o "holocausto nao pode continuar dando a Israel a licença permanente para matar". Mas alem de Kadafi, que outro lider no mundo era oposicao ao discurso hegemonico mundial? Só ele agora. Se cuida Ahmadnejad.

Gustavo Pamplona

19 de outubro de 2011 às 17h42

Legal! Então será que Hitler estava certo? E quanto a Mussolini? E quanto a Joseph Stalin também?

É cada uma que se lê! hahahahhaha

Responder

    Wildner Arcanjo

    19 de outubro de 2011 às 19h44

    A história do vencedor sempre é a mais bonita e a unica "verdadeira". No final a "verdade" é sempre o que convêm. Bem, posso também não está falando a verdade, sobre estes fatos e personalidades que você citou, mas pode ser também que sim. Só o futuro dirá (se é que ele diz alguma coisa).

    Abdula Aziz

    19 de outubro de 2011 às 20h20

    Quem sai lucrando com essa guerra são os senhores da Armas: EUA, França, China e Ingaterra

    luiz pinheiro

    19 de outubro de 2011 às 21h58

    China?!?!?!

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 15h41

    China?!?!?!

    dbacellar

    19 de outubro de 2011 às 21h21

    É, cada uma que se lê… gente que não raciocina, apenas consome o que a mídia empurra goela abaixo de todos como verdade.

    Você provavelmente acredita que o Saddam Hussein atacou curdos com gás mostarda, também (apesar de haver documentos da CIA indicando que o ataque usado como razão para invadir o Iraque – além das "infames armas de destruição em massa" – ocorreu na verdade durante a guerra contra o Irã e foi feito com gás cianídrico, que nunca foi usado pelas forças iraquianas – mas que era arma usual do Irã).

    Sobre Hitler, Mussolini e Stálin, certamente há muitas mentiras na história oficial sobre eles. Convenhamos: monstros não existem. Se a história parece falsa, é porque é mesmo.

    Na história oficial do lado dos "heróicos" aliados há também muitas invenções e omissões convenientes. Algumas nem bem escondidas, como os testes nucleares feitos sobre o Japão, para aproveitar que tinha uma guerra em vias de acabar, ou o bombardeio criminoso de Dresden, ou a destruição da Abadia de Montecassino, por pura e simples incompetência.

    É necessário usar o apanhado de células nervosas que possuímos dentro da caixa craniana para alguma coisa que não seja escárnio e descrença, de vez em quando. Tentar ver o outro lado e desconfiar de histórias oficiais é um bom começo.

    beattrice

    20 de outubro de 2011 às 15h06

    Um excelente contraponto de como as mentiras da guerra são fabricadas pela mídia e pelos vencedores pode ser encontrado em duas obras cinematograficas de Clint Eastwood.
    Movido pelo rigor histórico e pela imparcialidade ideológica
    o diretor apresenta um episódio da II Guerra, na ilha de IWO JIMA,
    uma batalha que segundo os registros durou 40 dias.
    Os filmes exemplificam o heroísmo japonês em "Cartas de IWO JIMA" e o marketing estadunidense em "A Conquista da Honra".
    Não é por nada que Eastwood vive em conflito com o establishment.

    Gustavo

    19 de outubro de 2011 às 22h55

    Estavam errados, invadiram muitos territórios, Hitler invadiu a França, assim como a OTAN esta invadindo a Líbia, quer que eu desenhe?

    Panambi

    20 de outubro de 2011 às 07h50

    Este idiota não sabe "ler" nem desenho…

    Ieda

    20 de outubro de 2011 às 15h07

    Mussolini fez o mesmo quando invadiu a Etiopia e foi apoiado pela Liga das Nações! A sujeira foi tão evidente, que pouco tempo depois a Liga das Nações foi dissolvida. Esta tinha sido fundada em 1919, exatamente para evitar que as potências belicistas, expansionistas e predadoras engolissem as mais fracas. Ficou sem função…

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 15h37

    Maravilha, Ieda. Agora vamos dar nome aos búfalos:
    Etiópia = Líbia;
    Liga das Nações = Comunidade Econômica Europeia;
    Mussolini = (tchan, tchan, tchan!) quem (s)?

    Peroba

    20 de outubro de 2011 às 15h10

    A pergunta é.
    Será que eles estavavam errado?

    Marat

    20 de outubro de 2011 às 23h38

    Acho impossível não comparar Hitler a Bush, e ai vem a pergunta: Será que Bush estava certo? Será que a decrépita Margareth Tatcher estaca certa?

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 15h33

    Certos do ponto de vista dos intocáveis e inatingíveis banqueiros e das grandes corporações sequestradoras de estados? Possivelmente, sim, meu caro.

Fernando

19 de outubro de 2011 às 17h39

Kadafi é um dos líderes do eixo Sul-Sul, e sempre terá meu apoio assim como o da maioria do povo líbio.

Responder

    Paulo

    19 de outubro de 2011 às 20h52

    sorte do Kadafi!

    Fabio

    21 de outubro de 2011 às 22h52

    E tambem teve o apoio do USA e da Inglaterra, que enviavam gente para o Kadafi torturar na Libia.
    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

Klaus

19 de outubro de 2011 às 17h17

Então, Viva Gaddafi!!!!!

Responder

    ZePovinho

    19 de outubro de 2011 às 17h48

    É isso aí,Fraulein!!!!!!!!


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