VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Você escreve

Antonio Lassance: O feitiço virou-se contra o feiticeiro


16/10/2011 - 20h02

O ativista Kevin Young, da Organização por uma Sociedade Livre, dos EUA, uma das organizadoras da marcha “Ocuppy Wall Street”, relembrou o ensinamento de antigos militantes, segundo os quais “primeiro, eles ignoram você. Depois, eles riem de você. Em seguida, eles atacam você, e então você os vence”.

por Antonio Lassance, em Carta Maior

O que há de comum entre as mobilizações da Tunísia, Egito, Iêmen e Síria, com as do Reino Unido, Itália e Chile; Portugal e Grécia; as da Espanha com as dos Estados Unidos?

Muita coisa, mas vamos com calma. A lista de diferenças é ainda maior. Mesmo na Primavera Árabe, a Revolução Jasmim, da Tunísia, e a Revolução de Lótus, do Egito, floresceram em um mesmo terreno, mas são espécimes diversos.

Respeitadas essas diferenças, o que há de semelhante pode e deve ser considerado global. Há questões econômicas, sociais, políticas e culturais comuns.

A mais evidente é a indignação contra as desigualdades econômicas e sociais e a dominação política que as mantém e as faz aumentar. O slogan novaiorquino “somos os 99%” estampou a sensação de que a maioria vive no mundo da carência por se deixar dominar politicamente pelo 1% que vive no mundo da opulência. A mesma ideia ganhou diferentes expressões em todo os cantos. É um sentimento global compartilhado.

A crise internacional é um fator comum. Ela tem gerado a revolta contra o mundo das finanças, que mandou as pessoas desocuparem suas casas hipotecadas, nos Estados Unidos, que demitiu servidores públicos na Grécia, que desempregou em massa na Espanha. A inflação mundial, com tendência de crescimento, tem como uma de suas vertentes o encarecimento dos alimentos, que afeta mais diretamente a população pobre. Este foi um problema de fundo na Tunísia, no Egito e no Oriente Médio. A estagnação econômica elevou o desemprego e todos se perguntam por que os governos ajudam os bancos, mas não ajudam as pessoas em pior situação.

A maneira como os manifestantes foram tratados também tem traços em comum. Primeiro eles foram tidos por vozes isoladas; depois, provocadores, baderneiros, criadores de confusão. O governo sírio chamou os revoltosos de gangues. As autoridades britânicas também. O Partido Conservador cogitou criar um esquadrão especial antiprotestos e restringir o uso da internet, o que, convenhamos, são propostas para ditador algum botar defeito.

O ativista Kevin Young, da Organização por uma Sociedade Livre, dos EUA, uma das organizadoras da marcha “Ocuppy Wall Street”, relembrou o ensinamento de antigos militantes, segundo os quais “primeiro, eles ignoram você. Depois, eles riem de você. Em seguida, eles atacam você, e então você os vence”.

Há uma revolta global contra a esclerose das referências políticas tradicionais. Isso vale para a Tunísia, o Egito, a Líbia, o Iêmen, mas também para a Europa, os Estados Unidos e o Chile. No caso das ditaduras, a esclerose estava associada à figura dos próprios ditadores. Ocorre o mesmo com Berlusconi, na Itália. Nos demais países, a esclerose é dos partidos, que não se renovam ou não empunham projetos alternativos, menos capazes ainda de encampar a defesa da igualdade.

As manifestações tiveram referências espontâneas, mas contaram com o apoio e o ativismo de várias organizações, algumas mais, outras menos consolidadas, mas todas essenciais para que a indignação tomasse as ruas. O desafio é justamente conseguir canalizar a energia de sua espontaneidade para referências políticas capazes de montar coalizões governantes e disputar projetos de poder em seus países.

Há mudanças demográficas globais em curso afetando principalmente jovens, mulheres e idosos. Surgiram novas formas de expressão cultural e novos hábitos de consumo de informação. Há uma revolta contra a velha mídia por conta da deturpação ou omissão de informações, do sarcasmo contra os pobres e da celebrização dos opressores.

As marchas desmentiram aqueles que por aí diziam que havia acabado a época das grandes mobilizações populares, e que as novas maneiras de protestar eram cada vez mais individuais e virtuais. A comunicação eletrônica, ou autocomunicação de massa (como diz Manuel Castells), deu fôlego às manifestações, facilitou a mobilização, protegeu ativistas, disseminou a revolta.

O feitiço virou-se contra o feiticeiro, e a tão propalada globalização agora ganha a forma de protesto, com cores muito diferentes, mas com um leve toque de jasmim.

Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política. As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente opiniões do Instituto.

Leia também:



Ajude o VIOMUNDO a sobreviver

Nós precisamos da ajuda financeira de vocês, leitores, por isso ajudem-nos a garantir nossa sobrevivência comprando um de nossos livros.

Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia

Edição Limitada

R$ 79 + frete

O lado sujo do futebol: Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

R$ 40 + frete

Pacote de 2 livros - O lado sujo do futebol e Rede Globo

Promoção

R$ 99 + frete

A gente sobrevive. Você lê!


48 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Saul Leblon: Grécia, o banco ou a vida | Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de outubro de 2011 às 14h00

[…] Antonio Lassance: O feitiço virou-se contra o feiticeiro […]

Responder

Fátima Oliveira: O conferencismo sequestra a democracia | Viomundo - O que você não vê na mídia

18 de outubro de 2011 às 09h08

[…] Antonio Lassance: O feitiço virou-se contra o feiticeiro […]

Responder

Luiz Carlos

17 de outubro de 2011 às 15h36

2 – Divisão desigual dos impostos indiretos (60% do total arrecadado) onde os pobres são muito os onerados;
3 – Inoperância do CADE, que não controla nenhuma concentração de atividades;
4 – Inoperância das Agências Reguladoras, que fingem não existirem;
5 – Medo dos governos (os dois últimos) de atacarem as fontes de legitimação dos representantes dos grandes empresários não nomenando representantes adequados para as autarquias acima citadas além dos Tribunais Superiores e postos chaves na administração;
6- Controle da sobreposição de atividades da grande mídia, que limita a posiibilidades de pontos de vista, assim como a regulamentação e do direito de resposta com imposição de multas para conter os abusos;
7 – Continuar a reboque das grandes corporações de mídia. Vide o dercreto que regula a TV paga, que, na prática, manteve a Globo como produtora única de conteúdo, como tv aberta, impedindo as demais de produzir conteúdo, além de fixar um percentual ridículo paraa produção nacional.
O acúmulo destes desgastes logo nos levará desequelíbrios fatais.

Responder

Luiz Carlos

17 de outubro de 2011 às 15h35

No Brasil o povo não se manifestou ainda porque já passamos pelas crises de liquidez já faz algum tempo e purgamos décadas com pouco crescimento além de já termos feito uma reforma do sistema bancário. Mas chegaremos lá se não mudarmos logo:
1 – Altissímas taxas de imposto de renda para os pequenos assalariados e baixas para as grandes empresas e para os ricos;

Responder

Tomudjin

17 de outubro de 2011 às 13h40

São episódios temporais em que a criatura volta-se contra o seu criador.
O homem criou o capitalismo. E, a partir deste brilhante momento, tornou-se escravo dele.

Responder

Marcelo de Matos

17 de outubro de 2011 às 12h49

“O que há de comum entre as mobilizações da Tunísia, Egito, Iêmen e Síria, com as do Reino Unido, Itália e Chile; Portugal e Grécia; as da Espanha com as dos Estados Unidos? Muita coisa, mas vamos com calma. A lista de diferenças é ainda maior. Mesmo na Primavera Árabe, a Revolução Jasmim, da Tunísia, e a Revolução de Lótus, do Egito, floresceram em um mesmo terreno, mas são espécimes diversos”. O autor começa muito bem o texto. Não quero dizer que ele termine mal – apenas que o começo é ótimo. Isso contraria o discurso trotskista que vê em qualquer revolta um elo da revolução mundial. Penso que o denominador comum é a crise econômica: as manifestações de rua são diretamente proporcionais ao desarranjo das economias nacionais. Sintomaticamente, não ocorrem nos Brics (o tupiniquim incluso) ou em países de economia estável. No México a situação econômica não deve ser muito diferente da americana, mas, lá os trabalhadores e a população em geral não tiveram tantas perdas no que se refere à qualidade de vida.

Responder

    beattrice

    17 de outubro de 2011 às 13h05

    O México depois de aderir à "ALCA" de lá, naufraga a olhos vistos.
    Basta conversar com os mexicanos para entender.

    Marcelo de Matos

    17 de outubro de 2011 às 15h58

    Sim, sim. Mas o México é a segunda economia da América Latina. No Brasil eles deitam e rolam. Tem uma empresa mexicana que atua na área chamada “linha branca”. Comprou a GE, a Black & Decker, entre outras. A Homex atua na área de construções populares. Estão fazendo casas em São José dos Campos. Minha filha trabalha em uma terceirizada da Homex. Na telefonia celular eles têm a Claro, a Embratel e agora adquiriram a Net (TV a cabo e internet).

Marcelo de Matos

17 de outubro de 2011 às 12h29

“Há uma revolta global contra a esclerose das referências políticas tradicionais. Isso vale para a Tunísia, o Egito, a Líbia, o Iêmen, mas também para a Europa, os Estados Unidos e o Chile. No caso das ditaduras, a esclerose estava associada à figura dos próprios ditadores. Ocorre o mesmo com Berlusconi, na Itália. Nos demais países, a esclerose é dos partidos, que não se renovam ou não empunham projetos alternativos, menos capazes ainda de encampar a defesa da igualdade”. Essa parte do artigo eu não endosso. A revolta tem como substrato a crise econômica. Não é contra a “esclerose das referências políticas tradicionais”, mas, contra a falta de emprego, moradia, assistência médica, ensino de qualidade, etc. Haja vista que em países como a China e Arábia Saudita não há essa revolta. O México ensaia a volta do PRI que governou o país por seis décadas. Bota “esclerose” nisso, mas, não há revolta nas ruas. Na Bolívia sim. Não contra a esclerose do simpático Evo Morales. Contra a crise mesmo.

Responder

EUNAOSABIA

17 de outubro de 2011 às 12h01

Olhem essa pérola…

""“primeiro, eles ignoram você. Depois, eles riem de você. Em seguida, eles atacam você, e então você os vence”.

Isso aqui é exatamente o que vocês estão fazenco contra quem se organiza e protesta contra a corrupção, ou seja, vocês vão perder, já era, game over.

O próprio artigo como sempre sob uma ótica enviesada e stalinista, ele nos fornece a argumentação perfeita para desmascará-los.

Só li até este ponto… mas ainda volto a fim de fazer uma análise mais profunda do "artigo""… é claro, deve ser bobagem pura….

Tem comentarista por aqui que dá um banho em Ronald Golias e Costinha… são os da linhagem do tipo.""É hoje graças ao nosso grande, eterno e amado Padim andamos de cabeça erguida e bla bla bla"".. fala sério rapaz… O Brasil não foi descoberto em 2003 e Lula só serviu mesmo para alguma coisa pois pegou uma sólida política macro econômica com todos os pilares dados… ""responsabilidade fiscal, câmbio flutuante, superávit primário, metas de inflação e o sistema financeiro saneado graças ao PROER"""…

Lembrando de uma coisa… Lula e o PT foram contra tudo o que depois mantiveram sem mudar uma única vírgula.

Vocês não enganam é ninguém… eu volto depois que ler mais essa desutilidade….

Responder

beattrice

17 de outubro de 2011 às 11h15

Um video extremamente didático sobre a crise espanhola e alhures,
qualquer semelhança com a bolha imobiliária daqui não é mera coinicidência:
[youtube EqW9srTn7xM http://www.youtube.com/watch?v=EqW9srTn7xM youtube]

Responder

Ozeias Laurentino

17 de outubro de 2011 às 11h08

O novo demora nascer e o velho resiste morrer, mas inexoravelmente morrerá, Marx já pesquisou esse dilema.

Responder

Adriana De Simone

17 de outubro de 2011 às 10h28 Responder

Substantivo Plural » Blog Archive » O feitiço virou-se contra o feiticeiro

17 de outubro de 2011 às 10h03

[…] Por Antonio Lassance NA CARTA MAIOR – VIA VI O MUNDO […]

Responder

José Ricardo Romero

17 de outubro de 2011 às 09h42

Situação curiosa esta! O povo se rebela e sai às ruas. Não se pode esperar propostas claras e objetivas das manifestações populares. Para isso existem os políticos e os partidos políticos que medem a temperatura e equacionam os problemas. Mas, acima da linha do equador não há mais partidos políticos ou uma única liderança política sequer, em nenhum lugar. A esquerda, que normalmente é quem se mobiliza nesta situação, não existe mais. Foi cooptada pelo sistema junto com os governos. O próprio neoliberalismo já usou todos os recursos, está roubando ainda mais um pouquinho enquanto dá, mas não tem solução e sequer idéia de como sair desta enrascada. Escuridão total. Duvido que alguém saiba qual é a solução sem a intermediação da política.

Responder

ZePovinho

17 de outubro de 2011 às 08h37

Isso é música para meus ouvidos,mas será que vinga???????????
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011

Governo prepara diminuição de impostos sobre salários e fecha brechas onde ricaços escapam dos impostos
Deu no Estadão, que o jornal teve acesso à nova versão da Medida Provisória que desonera a folha de pagamento, e que passou a ter a proposta de lei passou a ter 31 artigos em vez de 24 da versão anterior.

Se for verdade o que o jornal diz, o governo dará um passo para melhorar a justiça tributária. Os encargos sobre o trabalhador será menor (pelo menos para alguns setores), e os ricos terão que pagar mais, porque fechará algumas portas por onde advogados tributaristas fazem manobras para empresas e acionistas fugirem de pagar impostos.

As principais novidades serão:

– maior controle sobre a transferência de ações;
– cobrança de novo tributo sobre a divisão de lucro entre sócios de uma companhia;
– permite à Receita arbitrar o valor de ações ou títulos, usados para elevar o capital social de uma empresa, em um período de até dez anos;
– as empresas e seus sócios terão de pagar a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) sobre as emissões de debêntures;
– A CSLL também passará a incidir sobre a participação nos lucros de sócios e administradores, que hoje só pagam IR. A regra abrange pessoas jurídicas e instituições financeiras que tiverem participação societária em outra empresa.
Voltando ao texto do Estadão:

O propósito original da MP era criar um Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para Empresas Exportadoras, o Reintegra, equivalente a 3% do valor exportado, e também desonerar a folha de pagamento das indústrias têxtil, calçadista, moveleira e de software.

Antes da política industrial, o governo recebeu fortes críticas do mercado financeiro por conceder poderes ao Conselho Monetário Nacional (CMN) para regular o mercado de derivativos. Com as mudanças na MP, o mercado de capitais volta a ser foco da Receita.

Duas propostas da Receita incluídas no texto modificam a forma de cálculo do lucro das empresas e instituições financeiras. Um dos artigos da MP determina a inclusão, nesta conta, das participações nos lucros de acionistas e a renda obtida com a emissão de debêntures. Além do sócio ou acionista, cônjuges e parentes até terceiro grau terão suas participações incluídas no lucro real, ampliando a base de cálculo do Imposto de Renda e, consequentemente, o valor arrecadado pelo Fisco.

A segunda mudança altera o cálculo do lucro líquido, adicionando a este valor as participações nos lucros de sócios, acionistas, administradores e os cônjuges e parentes até terceiro grau dos acionistas. O artigo possui a mesma previsão para recursos obtidos com debêntures e vale para a aferição da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Procurados, o Ministério da Fazenda e a Receita Federal não se pronunciaram.

Responder

    beattrice

    17 de outubro de 2011 às 13h13

    Só acredito v endo, como na Ley de Medios.

Eduardo Vieira

17 de outubro de 2011 às 01h46

Essa crise só acabará quando os governantes enxergarem as pessoas como seres humanos, e não como máquinas de consumir. O mundo, apesar de tentarem estabelecer isso como uma verdade absoluta, é uma sociedade, e não um mercado.

Não creio no fim do capitalismo, mas estou certo do fim do neoliberalismo.

Só ficamos até agora, resistentes à crise, por causa da manutenção com a União de empresas como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa – que movimentam e ditam os rumos da nossa economia – sob a batuta estatal. Com as medidas de proteção ao mercado e estímulo ao consumo. Aumento real do salário mínimo. Pagamento de aposentadoria universal, e programas sociais, como o Bolsa Família.

Essa crise só acabará, ou será atenuada, quando os governos estatizarem os bancos para os quais eles estão dando ajuda. Quando as fortunas forem taxadas. E quando paraísos fiscais como as Ilhas Cayman e Ilhas Virgens (que não são independentes, mas pertencem à EUA e Inglaterra) forem reincorporados ao sistema tributários de seus países.

Sem nada disso. A crise continua. O caos se instala, e o muito entra em uma espiral de irracionalidade e insensatez.

Responder

Sérgio

17 de outubro de 2011 às 01h43

"Há uma revolta contra a velha mídia por conta da deturpação ou omissão de informações, do sarcasmo contra os pobres e da celebrização dos opressores."

É, o PIG já teve dias melhores.

Responder

daniela

17 de outubro de 2011 às 01h32

Pq não falou sobre o Brasil nesse cenario? ….''Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)''… Meus caros parem de hipocrisia, o Brasil ainda consegue ser pior que muitos países que estao em crise, qual é a solução que os ''indignados'' propoem? Nenhuma, e vcs desse blog? Nenhuma? O que vcsdesse blog e do Nassif e outros fazem? AS MESMAS COISAS? Criticam o PIG? Que piada, o que é certo, mas é uma soluçao? NAO. Parem com esses comentarios cheio de palavras bonitas, fazer isso é facil.
Mas fazer uma proposta que solucione REALMENTE OS PROBLEMAS DA SOCIEDADE, EU NUNCA VI AQUI e nos outros blogs

Responder

Silvio - Sampa

17 de outubro de 2011 às 00h48

Custou muito tempo para cair a ficha dos povos dos países ditos primeiro mundo. Hoje eles percebem que são tão pobres quanto os da Tunísia (como exemplo), diante de seus algozes.

Responder

beattrice

17 de outubro de 2011 às 00h40

Esticaram tanto a corda que ela arrebentou, nem tentem emendar, não há conserto.
Um novo paradigma tem que nascer e as dores de parto vão ser gritantes.

Responder

ZePovinho

17 de outubro de 2011 às 00h38

Por onde anda o EUNAOSABIA?Ele dava o toque humorístico por aqui.

Responder

    Leider_Lincoln

    17 de outubro de 2011 às 06h04

    Nem se preocupe. Sempre que um nick dele se torna insustentável ele adota outro e recomeça as bobagens do zero. =]

    ZePovinho

    17 de outubro de 2011 às 11h15

    Troll é que nem cachorro pequinês,Leider.É feinho,mas a gente acha engraçado.KKKKK!!!

Guanabara

16 de outubro de 2011 às 23h57

Excelente o texto.

As pessoas estão começando a enxergar a plutocracia mundial e se indignando com isso.. Ela existe no mundo inteiro, inclusive aqui. Quero ver os malabarismos que os Kamel da vida vão fazer pra noticiar isso e proteger os protegidos de sempre.

Responder

Almeida Bispo

16 de outubro de 2011 às 23h54

Sim… mas "quantas divisões" os indigandos "tem"?
O movimento é bonito como todo movimento humano em busca da justiça; e como válvula de escape, como desabafo é excelente; todavia, os ladrões de colarinho branco vão continuarem com suas jogatinas e jogando a conta para todos os outros. Inclusive os indignados. Não há salvação fora da política ordinária. Isso aí é repetição dos movimentos espanhóis que só serviram para consolidar os votos dos conservadores. E que por sua vez guarda certa semelhança com a baderna que foi a frente republicana contra Franco.
Todo movimento, para atingir qualquer objetivo tem que ter… objetivo. Não ser uma massa amorfa, mesmo que cheia de sonhos possíveis.

Responder

    Roberto Locatelli

    17 de outubro de 2011 às 08h43

    Olha, Bispo, o movimento já começa a se frocar mais.

    No caso do Occupy, eles têm um alvo: os banqueiros e o governo que os protege. É um bom alvo. Aliás, os banqueiros são o VERDADEIRO alvo por trás de todos os objetivos, seja aumento de salário, direito à moradia, luta pela Reforma Agrária, etc. É o capital financeiro que nos suga. Por isso, esse movimento crescerá e se organizará para vencer.

    beattrice

    17 de outubro de 2011 às 13h11

    O Verdadeiro e o ÚNICO alvo, porque todo o resto pega carona no bonde de iniquidades que esta quadrilha oepra.

    Lu_Witovisk

    17 de outubro de 2011 às 10h00

    A "massa amorfa" se reune naturalmente. Só o fato de sair de casa, ir a uma praça discutir o futuro do mundo já é por si, uma vitória. Não podemos esquecer que o sistema mantém a Matrix assim: 1) explora o cidadão: qtos hj não saem do trabalho e continuam conectados com bips, ou levam trabalho pra casa e achando que isso é normal? 2) o cansaço é tanto que só dá pra ver tv: e ai o bicho pega, pq a midia se encarrega de te convencer que o mundo é perigoso, que vc so estara seguro em casa. E de que vc precisa sempre seguir o estilo de vida pregado em novelas e seriados. 3) os condominios onde tem de tudo, da padaria, farmácia à boate. Só com esses 3 topicos a pessoa esquece do que é viver e, convivendo só com seus iguais, não pensa que há um mundo lá fora da sua vidinha insossa e sem sentido (tanto isso é verdade, que o consumo de anti-depressivos é mto alto).
    O Sistema falhou. A massa amorfa foi para a rua, está discutindo, trocando experiências, se organizando. Breve, cada movimento encontrara seu rumo, independente, de acordo com suas necessidades.
    A hora da mudança já chegou, a tendência é conseguir mais adeptos.

jaime

16 de outubro de 2011 às 23h32

"A mais evidente é a indignação contra as desigualdades econômicas e sociais e a dominação política que as mantém e as faz aumentar", ou seja, uma situação em tudo semelhante ao que ocorre aqui. Mas aqui não há protestos. Por que? Acho que, entre outras coisas, porque ninguém sente falta daquilo que não conhece, isto é, lá houve uma deterioração – aqui há apenas uma continuidade, com a atenuante de que nos últimos anos a situação econômica "deu um refresco". Para quem conseguiu afinal evitar a miséria, essas questões de dominação, representatividade genuína e quetais, são um "luxo" dispensável.

Responder

    Roberto Locatelli

    17 de outubro de 2011 às 08h48

    A situação econômica "deu um refresco"?

    Você estaria se referindo à desigualdade que diminuiu? Ao aumento do salário mínimo? Ao Bolsa-Família, ProUni, Luz para Todos, Minha Casa Minha Vida, Crédito Direto ao Pequeno Empresário, Programa de Apoio à Agricultura Familiar, recuperação da indústria naval, recuperação da malha ferroviária, criação de 12 universidades federais, criação de 219 escolas técnicas federais?

    Então seria melhor dizer que o Governo do Brasil criou programas que visam a melhorar as condições de vida do povo. Sim, porque lá na Europa e EUA não houve "refresco" nenhum. Ao contrário, nos últimos 40 anos os sucessivos governos só tiram dos pobres para dar aos ricos.

    José Ruiz

    17 de outubro de 2011 às 11h18

    Pois é, pegue esses exemplos (citados pelo Locatelli), todos produzidos pelo governo federal, e imagine esse país se algo parecido também fosse feito nos estados e municípios…

    EUNAOSABIA

    17 de outubro de 2011 às 11h53

    Humorista o senhor já é, mas tem horas que o senhor se supera.

    Rapaz, me diz o que é que Lula iria fazer se tivesse recebido o país com 82% de inflação ao mês?? me diz em que cartório está registrado o Plano Econômico de Lula, para acabar com a híper-inflação no Brasil??? que plano é esse?? Plano econômico Cabeça de Bacalhau???

    Esse tal de Fome Zero foi um retumbante e grotesco fracasso, como tudo o mais foi o que Lula proprôs em seu governo medícore, o que prestou mesmo foi a macro economia de FHC e os programas sociais de Dona Ruth Cardoso, que Lula copiou e colou, vocês não enganam é ninguém e todo mundo sabe disso…

    Tchau velho…

    Jotaroberto

    17 de outubro de 2011 às 10h55

    Aqui onde?

    beattrice

    17 de outubro de 2011 às 13h09

    O Brasil não chegou ao estado de bem estar social pós-guerra da Europa, não pode perder o que nunca teve.

SILOÉ-RJ

16 de outubro de 2011 às 22h59

Ou o mundo se SOCIALIZA, valorizando e respeitando o ser humano e compartilhando suas riquezas.
Ou veremos pipocar manifestações indignadas como essas se transformarem em revoluções que iram arrancar na marra esses ditadores pseudo-democratas, disfarçados.
VIVA O SOCIALISMO!!!!

Responder

Paulo Marconi

16 de outubro de 2011 às 22h51

è interessante esse artigo, pois assintindo ao jornal nacional de sexta-feira parecia que o movimento em Nova York protestava por nada, já que, nem a jornalista que falava do protesto na praça de wall Street, nem os jornalistas da bancada fizeram questão de explana sobre os motivos do protesto.

Responder

    Nadja

    17 de outubro de 2011 às 01h20

    Paulo
    Eu assisto o JN para poder falar mal com propriedade rsrs… Aquilo lá passa longe de uma informação correta…

    Roberto Locatelli

    17 de outubro de 2011 às 08h39

    É verdade, Paulo. E a mídia rentista, aqui no Brasil ou alhures, sempre capta imagens de hippies tocando violão (com todo respeito aos hippies) ou pessoas seminuas, para tentar vender a ideia de que são alienados que não têm o que fazer.

    EUNAOSABIA

    17 de outubro de 2011 às 11h54

    E não são?

Polengo

16 de outubro de 2011 às 21h57

“primeiro, eles ignoram você. Depois, eles riem de você. Em seguida, eles atacam você, e então você os vence”.

Aqui na terrinha, impressão minha ou eles já estão atacando?

Responder

    beattrice

    17 de outubro de 2011 às 00h39

    Aqui continuam ignorando.

Luis

16 de outubro de 2011 às 21h53

Falar em declínio histórico do capital, como relação social hegemônica, nada tem a ver com a ilusão que este esteja caindo de podre. Membros estão gangrenados, podem ser cortados e nascem outros no lugar. Mas, estamos assistindo um paradoxo positivo: não são as vanguardas tradicionais que puxam os atos de resistência; e tais atos são contra a usura!!! Isso é fantástico. E é isso que pode fazer estremecer os pilares dessa porcaria. Quem sabe de @viomundo o nome deste blog possa se tornar @viomundomudar, depois desses atos.

Responder

Carlos Cruz

16 de outubro de 2011 às 21h23

Desde os primeiros protestos, na Espanha, notei que destamparam uma caixa de Pandora, e ninguem sabe direito o que vai acontecer. Os neocolonialistas escravocatas do capital achavam que a festa não teria fim. Esqueceram que revolução se faz com pessoas sem futuro, emprego. Que o capitalismo necessita do dinheiro do salário para que haja venda de mercadoria e o lucro. Especulação não produz riqueza. Ao globalizar a miséria, a destruição do emprego, o sub-emprego com salários miseráveis, riscaram uma fagulha no paiol de polvora, e o incendio aumenta podendo explodir a qualquer momento.

Responder

yacov

16 de outubro de 2011 às 20h51

O mundo clama por políticas mudanças. Clama por políticas progressistas, inclusivas e distributivas… Mas as elites econômicas mundiais continuam, como aquela "força contrária e de mesma intensidade", de Newton, resistindo à onda, para manter seus privilégios econômicos conservadores egoístas e, eu diria, IMORAIS. A onda não poderá ser contida por muito tempo. Isto posto, a questão é: "De que forma eles pretendem se adaptar a esse movimento??? A favor ou contra a maré?? Remar contra a maré é usar da força para contê-la, é lutar, inutilmente, contra ela, o que pode determinar um período de convulsão social com regressos a ditaduras e uso de violência contra as massas… Por outro lado, remar a favor da maré, pode trazer o nascimento de um novo processo civilizatório, que, penso, pode significar a elevação de toda a humanidade a um patamar superior de evolução material e espiritual.

“O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

Responder

    Lu_Witovisk

    16 de outubro de 2011 às 23h17

    Alegro-me em viver para ver esse processo. A revalorização das pessoas, a busca por um caminho lúcido para a humanidade, o grito contra a corrente opressora que insiste em martelar nos cérebros que o sentido da vida é trabalhar-pagar contas-trabalhar-comprar-ver tv-ter medo de sair-trabalhar-pagar contas.
    Agora, acordados, que venha o próximo passo e o futuro será possível.

    Lu_Witovisk

    16 de outubro de 2011 às 23h20

    Ajudem a divulgar, por favor: http://www.vermelho.org.br/rj/noticia.php?id_noti

    No Brasil, a nossa situação é outra… precisamos da democratização da midia antes de qualquer outra coisa.


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!