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Juliana Medeiros: “Falo quase todos os dias (por Skype) com a Líbia”


12/10/2011 - 13h12

Líbia – Um relato pessoal

por Juliana Medeirosno blog Substantivo Comum, sugestão Conceição Oliveira (Maria Fro)

Falo quase todos os dias (pelo Skype) com a Líbia. Amigos em Trípoli, Sirte, Bani Walid, Sebha, Misrata.. também muitos refugiados em Túnis, no país vizinho. Gente que conhecia há alguns anos, mas a maioria conhecia há pouco, quando os conflitos começaram. Uma rede que se formou, de solidariedade e respeito mútuos, entre líbios e pessoas comuns (muitos jornalistas, como eu) que verdadeiramente queriam saber notícias sobre o que acontecia na Líbia e que iam encontrando pessoas, parentes, amigos, alguém que conhecia alguém.

O motivo? Não há até o momento notícias confiáveis nas grandes redes, a maioria de nós não confia nelas. Nós por força do óbvio, os líbios, por pura indignação (com as mentiras constantes). É fácil entender. Não é possível para qualquer rede de televisão em países que estão bombardeando a Líbia fazer uma cobertura minimamente imparcial. Dentre os outros, a maioria esmagadora, inclusive o Brasil, em função do custo de manter um correspondente ininterrupto, apenas repetem o que dizem as mesmas agências de notícias dos países envolvidos com a ação militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte – OTAN.

Há uma grande rede de notícias do mundo árabe, Al Jazeera, que até esse momento, vinha sendo o fiel da balança, o grande “intérprete” do mundo árabe (e em alguns casos, do contexto islâmico) para o mundo ocidental. Até que o país “alvo” fosse um inimigo do príncipe do Qatar, dono da rede Al Jazeera e… membro da OTAN! Restam apenas duas com coberturas feitas in loco: a RT, da Rússia, e a TeleSur, latinoamericana. As duas, dando um show de cobertura desde o início dos conflitos na Líbia, mas silenciadas por seus tamanhos diminutos, em relação à outras redes, ou mesmo pela acusação de “cúmplices” de Gaddafi (ou seja, não está do lado de Obama, Sarkozy ou Cameron, está contra). Nessa guerra midiática onde a maioria serve a interesses políticos e econômicos, um pouco de inglês e o acesso à internet, permitem a comunicação direta com as fontes, sem intermediários.

Um desses amigos é esse na foto acima. Mohanned Magam, em foto tirada na cobertura do Hotel que sediava a imprensa, em Tripoli, com a praça em frente tomada pelo povo e suas bandeiras verdes. Um estudante de ciência política da Universidade de Trípoli, que pegou em armas para defender sua cidade e morreu, não vítima de um combate direto com os ditos “rebeldes”, mas por via aérea, atingido por um míssel da OTAN, que matou também vários amigos que estavam próximos a ele.

Depois de passar meses conversando com esse garoto, de 23 anos, um líder estudantil, empolgado com a esperança, aliás, com a certeza na vitória de seu país, contra o que ele chamou de “conspiração”, ou uma “tentativa de manchar a imagem” da vida que tinham por lá, foi inevitável uma crise de lágrimas quando soube de sua morte. Meu irmão mais novo tem a idade dele e sua única preocupação é tocar bateria em sua banda de rock.

Demorei a acreditar que era verdade. Tive que perguntar, no Facebook, a vários de seus amigos e obter uma confirmação de um que falou com sua mãe, por telefone, semanas depois. Olho para essa foto e penso em como estamos vivendo em um mundo estúpido…

É inacreditável que homens como Obama ou Sarkozy durmam tranquilos em seus travesseiros com tantas mortes sob sua responsabilidade. É inacreditável que o planeta inteiro ainda aceite os mesmos argumentos usados na guerra do Iraque e assista pela TV, impassível, ao genocídio que acontece na Líbia há meses. Bush configurou-se em Obama, personagens diferentes, para países diferentes, mas uma mesma história de morte e apropriação de recursos que alimentam sistemas financeiros falidos e retroalimentam a indústria bélica – eterna salvadora do modelo capitalista – agora com a nossa audiência globalizada, em horário nobre. Há muitos níveis de omissão e conivência com o que acontece agora na Líbia. Como sempre, precisamos que ataquem nosso quintal para sermos capazes de nos importar.

E lendo o que escrevi acima, vejo o quanto é difícil usar uma linguagem “jornalística” ou “racional” para descrever tudo isso. Mas aceitei esse desafio de um amigo “do exílio”, de tentar pelo menos blogar os relatos que recebo, talvez como forma de acompanharmos mais de “perto” as transformações, agora inevitáveis, a que o povo líbio está submetido, e que definitivamente NÃO estamos assistindo pela TV. Aliás, parte da minha indignação, de cidadãos líbios e de profissionais de imprensa independentes, tem sido a observação da atitude submissa e conivente de colegas que em nome da preservação de seus empregos, incorporaram o discurso geral. Mas isso caberia em um livro, talvez. Um case e tanto.

Por outro lado, percebo o quanto é surreal que a informação neste mundo globalizado nos permita vermos um filme em nosso sofá, sabendo que alguém do outro lado, passa a noite em claro em meio a bombas de verdade. E, sim, eu sei que Gaza já vive isso há décadas, hostilizada quase que diariamente por soldados das forças especiais israelenses. Mas a Líbia não vivia uma guerra, não vivia uma ameaça mínima que fosse, o povo sequer contava com uma, viviam no país reconhecido pela ONU em 2007 como o maior IDH de seu continente, reconhecido como “um dos maiores combatentes do terrorismo”, um lugar sem impostos, aluguéis, com TODO o aparelho de estado público e gratuito, com água abundante no meio do deserto do Sahara, de maioria islâmica (sem embates religiosos, como acontece em outros países do mundo árabe) e bem, creio que já é possível perceber que essa história de “povo querendo ser salvo de um ditador sanguinário” já demonstrou ser uma das maiores furadas da história contemporânea. Um engodo, que grande parte do mundo comprou e que resultou em um país arrasado e agora alvo de uma disputa de butim. Jihadistas, membros da Al Qaeda (irônicamente alçados à “parceiros” dos países da coalizão), mercenários, líbios opositores, tropas britânicas e do Qatar e, claro, Sarkozy e Obama que já sabem qual será sua cota na partilha.

Hoje falei com a viúva inconsolável de um dos amigos mortos na Líbia. Um bem humorado professor universitário, orientador de mestrados na área de pesquisas em biologia – que há poucos meses me dizia pelo Skype que tentava ajudar seu governo a combater uma ainda improvável invasão estrangeira, enquanto preparava provas para seus alunos, imaginando como a maioria dos líbios, que tudo não passaria de negociações diplomáticas. Médico veterinário e biólogo, passou cerca de oito anos se especializando no Brasil, na USP e na UnB, entre os anos 80 e 90. Amava o Brasil e aqui fez amigos, como eu e muitos outros. Eu sequer sabia o que dizer para ela, me limitei a ouvir seu desabafo.

De Trípoli, ela informou que nada voltou ao normal. Pelo contrário, o caos está por todos os lados. Não há previsão de retorno às aulas, não há comida, remédios, sobra medo..

O “novo governo” que se anuncia pelos meios de comunicação num embate midiático constante com membros do governo Gaddafi (e o próprio) – que também não deixam de ocupar espaços na mídia local e do mundo árabe – mantém controle de alguns bairros com neuróticos sentinelas que atiram em tudo que vêem auxiliados por bombardeios constantes da OTAN que “abrem” caminho para as milícias, numa ação coordenada inédita na história humana. Há também muita tensão com corajosos soldados do exército líbio que teimam em seguir na resistência mesmo sem as ordens de seus comandantes.

Minha amiga sequer sai de casa há meses. Sem o marido, tenta proteger os dois filhos, ainda menores de 14 anos. Não há esperança, apenas apreensão. Quando ele ainda estava vivo, depois de iniciada a invasão estrangeira de fato, sua família se limitou a permanecer por semanas totalmente incomunicável, em silêncio, em seu apartamento, esperando que não fossem atingidos pela artilharia antiaérea dos “rebeldes” que miravam aleatoriamente nos prédios residenciais de Trípoli.

Depois de sua morte e de passar alguns dias tentando sepultar o companheiro, numa capital mergulhada em guerra civil, só lhe restou manter-se no apartamento escondida com seus filhos e apenas esperar que novos ventos tragam a tranquilidade necessária para realizar as cerimônias islâmicas de despedida do seu ente querido ou simplesmente, tocar a vida em frente.

Soldados do CNT (o autoproclamado “Conselho Nacional de Transição”) que rondam Tripoli, em sua maioria, não são líbios mas mercenários contratados pela OTAN, Qatarianos e soldados das forças especiais britânicas. Existe uma dificuldade na comunicação piorada com a tensão constante. Grande parte dos milicianos, segundo ela, apesar de falarem árabe, não são nativos (como se fossem os portugueses de Portugal, para nós) por isso muitas discussões acabam em morte. É uma fórmula trágica fácil de imaginar. Eles mantem guarda nas ruas, para evitar que algum cidadão se “indisponha” com o “novo” regime que estão implantando. Qualquer resistência termina em bate-boca e agressões que chegam à morte com facilidade num país em guerra e sem qualquer policiamento ou estrutura de segurança em funcionamento.

Ela relatou ainda que milicianos do CNT tentam identificar ex-funcionários do governo anterior para interrogatórios e execuções sumárias. Tudo isso, com o silêncio das “Nações Unidas”. Aliás, com a garantia de assento no Conselho de Segurança da ONU para os assassinos!

Nesse momento a maioria da população deseja apenas que a guerra acabe logo, seja com quem for. Não aguentam mais a pressão. Querem suas vidas de volta. Ao mesmo tempo, parte da população silenciada durante o dia, impedida de hastear suas bandeiras, forma redes de denúncia na internet (a maioria em língua árabe) e grupos de resistência noturna para sabotar as milícias do CNT.

Que povo é esse que resiste há meses à tão “esperada salvação”? É impressionante o discurso construído para legitimar o genocídio das forças estrangeiras sobre a Líbia! O único resultado visível da “ação humanitária” da OTAN nesse país africano, são corpos espalhados pelas ruas, hospitais em colapso e um medo incessante. Uma GUERRA incessante… como podemos acreditar numa “liberdade” há tanto tempo sonhada com as imagens espalhadas na internet de violência, desespero, tragédia, diariamente?

Há alguns anos acompanhava a guerra no Líbano pela TV, com um amigo libanês que falava da sua impotência em ver tudo de longe sem poder fazer nada. Agora entendo o que é isso.

Uma única decisão mudaria o curso dessa história: cessar o investimento na morte. Somália, Etiópia, Haiti, poderiam ser alimentados por anos com o que estão investindo para destruir a Libya! Mas esse, aqui no mundo real, não é o objetivo dos senhores da guerra.

Quando estive na Tunísia, fronteira com a Líbia, falei pela última vez com Mohhaned pelo Skype, avisando que pretendíamos chegar logo a Trípoli e que poderíamos conversar pessoalmente. A OTAN tinha iniciado o bombardeio dos postos de fronteira, o início ao cerco, mas nós não tínhamos ainda a dimensão do que estava por vir. Quando comentei que era chato aquele “atraso”, ele me respondeu com um smile ao final, “don´t worry, you will pass the border soon”. Tenho certeza agora de que nós atravessamos, cada um à sua maneira, essa fronteira.



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39 comentários

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Roberto

25 de outubro de 2011 às 22h30

Não concordo com nenhum dos extremos. A vida é bem mais complexa que um filme de bandido e mocinho. Dependendo do patamar que estamos, temos um ponto de vista. Eu questiono é esse paradigma, esse mundo que está aí, ou melhor, sempre esteve aí. Profundas mudanças são necessárias para melhorá-lo. Nos pequenos atos e situações cotidianas percebemos que o ser humano é falho e defeituoso. O problema é quando não quer mudar e aceitar seu erro. Tudo bem, fugi do assunto, mas mas a auto-crítica, a isenção de dogmas e a solidariedade seriam bons propulsores para uma maior harmonia. Putz, papo xarope, não politizado, mas foi o que me ocorreu no momento.

Responder

“Gaddafi estava certo” « Ficha Corrida

20 de outubro de 2011 às 09h28

[…] dia 12 de outubro, publicamos o artigo de Juliana Medeiros, que quase todos dias fala (por Skype) com a Líbia. É o relato pessoal de uma guerra estúpida. O leitor Alberto postou o seguinte […]

Responder

    Hermes Milani

    04 de fevereiro de 2016 às 12h46

    Peço-lhe que encontre um tempinho para ler, porque de fato é historicamente importante:
    >–>
    O aquífero NÚBIA é gigantesco ! Sob o deserto de Sahara… Incrível ! Muamar Kadafi investiu 25 BILHÕES de dólares para fornecer água, gratuitamente, a todo o povo líbio, por mil anos !… Aí vieram os EUA/OTAN e destruíram tudo ! Este foi mais um crime de lesa-humanidade que ficará impune por várias décadas… É uma lástima infinita !!! >–> Os governos dos EUA, França, Reino Unido, Israel e as monarquias absolutistas árabes, principalmente Arábia Saudita e Qatar, destruíram a Líbia, estão tentando destruir a Ucrânia e a Síria. Ainda bem que os cidadãos russos que são maioria absoluta na Crimeia estão e estarão protegidos pela Rússia.
    >–>
    O resumo da história de horror é o seguinte: Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria (tentando), Tunísia, Egito, Ucrânia, Venezuela (a próxima tentativa)… O Brasil pode estar na lista, inclusive por ter a maior reserva de água doce do Planeta. (Pesquisar Aquíferos Guarani (Bacia do Prata) e Alter do Chão (este sob o Rio Amazonas).
    >–>
    Ler como era o paraíso líbio, destruído por 40 mil bombas e mísseis dos EUA/OTAN, de 19/03/1011 a 20/10/2011… Isto no País que menos chove no Mundo…
    >–>
    Tentar comparar a outrora LÍBIA de KADAFI com a atual Líbia de Obama é IMPOSSÍVEL !
    Leia os 15 maiores benefícios que Muamar Kadhafi proporcionou à Líbia durante quatro décadas:
    >–>
    1. Mãe, ao dar a luz, recebia US$ 5.000,00.
    2. Preço do litro de gasolina: 0,11 Euro = R$ 33centavos.
    3. Na Líbia, 25 % da população tinha curso superior de bom nível.
    4. A casa própria era considerada como direito humano, universal.
    5. Não havia conta de luz na Líbia, porque a luz era gratuita para todos.
    6. Créditos nos bancos estatais, para todos, sem juros, por lei expressa.
    7. Na compra de automóvel, o estado contribuía com subvenção de 50%.
    8. Recém-casados recebiam US$ 50 mil de ajuda para iniciar a vida familiar.
    9. Agricultores recebiam terra, casa, equipamentos, sementes e gado, gratuitamente.
    10. Educação e saúde grátis. As aparelhagens hospitalares eram iguais as da Europa.
    11. Parte de toda venda de petróleo era diretamente creditada na conta de cada cidadão.
    12. Desempregado após a formação profissional recebia salário médio da classe até achar vaga.
    13. A Líbia não tinha dívida externa. Havia reservas de U$ 150 bilhões em ouro. (Destino ignorado).
    14. Quem não encontrava a formação universitária ou tratamentos de saúde desejados, dispunha de financiamento para ir ao exterior, um adicional de US$ 2.300,00 mensais para transporte e moradia.
    15. Kadafi iniciou em 1987 e inaugurou em 2007 uma obra prima da humanidade, o projeto GMMR – Grande Rio Feito por Homem – água potável para todos os 6 milhões de líbios, pelos próximos mil anos, cem por cento gratuita. A Líbia fornecia aos países vizinhos grande quantidade de alimentos produzidos em pleno Deserto do Saara através da agricultura irrigada. Este rio subterrâneo custou 25 bilhões de dólares e tinha mais de 4 mil Km de extensão. Seu fluxo através das manilhas de 5m de diâmetro transportava volume de água equivalente à quantidade que o Rio Nilo leva 200 anos para fornecer. A OTAN destruiu a 8ª. Maravilha do Mundo com bombas de UD (urânio empobrecido) tornando-a radioativa. Se essa radioatividade atingir os aquíferos com milhões de m² de água originados há milênios, na última Era do Gelo. A humanidade lamentará para sempre essa terrível perda causada pela ignomínia dos governos dos EUA e dos países da OTAN.
    >–>
    http://nosvotamosnadilma.blogspot.com/2011/09/libia-que-nao-aparece-na-sua-tv.html
    >–>
    http://sosriosdobrasil.blogspot.com.br/2011/10/destruicao-no-aquifero-de-nubia-na.html

zwca

17 de outubro de 2011 às 11h32

Não é verdade que "a Líbia sai de uma enrascada para entrar em outra": isso é 'opinião' de classe média bem intencionada, mas cabeça fraquíssima, informada pelo bom-sensismo liberal da imprensa.

Que importância tem, para o rapaz da fotografia, que morreu, que os filhos de Gadafi fossem IGUAIZINHOS ao filho mais velho de FHC? Sem a OTAN, o filho do Gaddafi continuaria lá, igualzinho ao filho mais velho do FHC, a Líbia continuaria fazendo sua luta para construir sua Jamahyria socialista e secular, resistindo tanto ao capital do ocidente, quanto ao fundamentalismo islâmico. O rapaz estaria vivo e a luta da Líbia estaria continuando, do seu jeito possível.
Viva a Libia de Gadaffi! Contra as covas rasas de assassinados pela OTAN-EUA!

Responder

    Juliana

    03 de novembro de 2011 às 12h10

    Aqui http://substantivocomum.blogspot.com/2011/10/liby… depoimento do Pepe Escobar, jornalista que cobre a Líbia e Oriente Médio há anos.

    Juliana

    04 de novembro de 2011 às 11h46

    Procure também por reportagens e videos da jornalista Lizzie Phelan. Ela trabalha para emissoras de vários países (como jornalista independente).

Alberto

15 de outubro de 2011 às 16h50

"Mas a Líbia não vivia uma guerra, não vivia uma ameaça mínima que fosse"

De onde, então, apareceram tantas pickups com metralhadoras com canos de 2 metros de comprimento? Todas foram presenteadas pela OTAN?

É mentira a hitória que conta que o Gadaffi mandou bombardear os dissidentes? É mentira que os pilotos mudaram de rota indo para Malta?

As covas coletivas ao lado da cadeia em Tripoli não existem? As execuções de presos políticos não aconteceram em Tripoli, dias antes dos rebeldes invadirem? O Gadaffi não pagava mercenário?

A Al Jazeera deve ter tido um trabalhão inventando isso tudo.

A própria OTAN e o NTC admitem terem tido ajuda de tribos dentro da Líbia. Tribos que eram rivais do Gadaffi desde muito tempo. Como isso se encaixa com esse país harmonioso pintado no artigo?

Não me leve a mal. A OTAN tem seus interesses na Líbia, mas temos que entender que este é um caso em que dois erros não fazem um acerto.

Veja o que diz Noam Chomsky (o qual, inclusive, sempre se manifestou contra a intervenção da OTAN) sobre a Líbia:
http://www.youtube.com/watch?v=II9lo–U550&fe…!

2:32 "O que está ocorrendo na Líbia é realmente uma guerra civil."
9:08 "E há coisas acontecendo. Muito mais, acho, construtivas que qualquer possível intervenção militar. Por exemplo, existe uma reunião agora mesmo com Brasil, Índia, e África do Sul para ver se eles implementam algum tipo de mediação."
9:30 "Reuters reportou que foi oferecido para Gadaffi que ele saísse do país se determinadas circunstâncias pudessem ser estabelecidas." (…) "Isso foi confirmado por pessoas dentre os rebeldes."

Como é possível a Líbia estar em guerra civil se o conflito é basicamente a OTAN versus Gadaffi? Em março de 2011, o Chomsky apoiava uma mediação entre quem e quem se o povo líbio vivia em paz com seu governo?
http://www.youtube.com/watch?v=jCsn2FzcXgI

1:55 – "Meu sentimento é que alguém pode argumentar em favor de uma zona de exclusão aérea e proteção de civis. Acho que é muito mais difícil argumentar em favor de participar diretamente em uma guerra civil."

Responder

    Juliana

    19 de outubro de 2011 às 15h22

    Me sinto na obrigação de responder a alguns questionamentos:

    1 – Sim, a maior parte do armamento foi oferecido pela OTAN e pelos "aliados". Há dezenas de fotografias com as imagens das coletas dos armamentos que eram jogados por para-quedas ou chegavam de navio. Aliás, qndo estávamos na Tunísia, o porto de Túnis tinha acabado de interceptar um navio que vinha do Qatar carregado de armamentos a serem entregues em Benghazi. As autoridades portuárias q entrevistamos disseram q vários passaram antes, mas c/o bombardeio das fronteiras, decidiram ñ mais permitir esse "apoio" à guerra contra o país vizinho.

    Mas, veja, se parte disso era mesmo arsenal militar do governo, que tal se alguns de nós (do movimento "contra a corrupção" por exemplo), ao invés de nos limitar à passeatas, invadíssemos os quartéis e arsenais militares brasileiros e avançássemos contra o Congresso Nacional e órgãos públicos, além de civis, atirando em tudo e todos.. qualquer reação dos militares brasileiros seria considerada "massacre de civis"? Aliás, o governo brasileiro deveria reagir ou admitir que esse grupo representa "legitimamente" uma "maioria" opositora, chama-los de "Conselho de Transição" e, quem sabe, posteriormente, Dilma abriria mão de seu cargo voluntariamente em respeito aos "manifestantes".. foi exatamente isso que aconteceu na Líbia. É que é + fácil imaginar no quintal dos outros, não no nosso.

    2 – A cova coletiva da prisão de Abuh Salim (assim como várias outras denúncias) é notícia falsa sim. Foi desmentida em vários canais, exceto nos que já conhecemos. Era uma cova com OSSOS DE CAMELOS.. procure, está disponível na internet.

    3 – Até o momento, as acusações contra Gaddafi de contratação de "mercenários" ñ encontrou provas. Os negros imigrantes que trabalhavam nas construtoras estão sendo dizimados c/essa alegação (de que seriam mercenários pagos por ele), fato já denunciado pela Anistia Internacional algumas vezes. Por outro lado, já há registros, fotografias, provas documentais, da participação de mercenarios blackwaters e de várias outras origens, ao lado dos "rebeldes". Em jornais como o Guardian e o Independent, já foram publicadas até entrevistas c/alguns deles, muitos incorporados às forças especiais britânicas p/entrar por terra e se misturar aos "rebeldes" pela semelhança física (a cara de muçulmano). Aliás, foi exatamente assim que ocorreu o "milagre da multiplicação" dos pouquíssimos rebeldes para os muitos que vimos depois. Eram estrangeiros, está no meu texto acima e já foi confirmado pelos porta-vozes rebeldes "tivemos ajuda por terra de soldados aliados vestidos como civis e misturados a nós".

    4 – A Al Jazeera inventou sim inúmeras cenas. A principal delas, também já demonstrada em reportagens e ADMITIDA pelo Abdul Jalil, porta-voz rebelde, foi o cenário montado no Qatar para "simular" a invasão de Tripoli. Eu colocava no twitter, enquanto víamos aquelas cenas, que os colegas q estavam no hotel em Tripoli JAMAIS viram aquela multidão na Praça Verde e ninguém acreditava. Isso JAMAIS existiu, aquela festa, aquela multidão comemorando. Eles estão desde aquele dia, fazendo o mesmo q fazem ainda agora, entrando e "fatiando" o ambiente e atirando e conquistando bairros aos poucos. Qndo várias TVs (como a RT da Russia) começaram a mostrar as falhas entre a verdadeira Praça Verde e a que usaram para simular isso, Jalil deu uma coletiva e admitiu que houve um "equívoco" e que a cena jamais existiu, apenas que estavam começando a ocupação de Tripoli. Isso mostra o apoio midiático dado pela Al Jazeera na conquista não só da capital, mas de mentes e corações dos cidadãos líbios, que estavam sendo convencidos desta invasão e mentirosa "adesão em massa".

    Juliana

    19 de outubro de 2011 às 15h22

    5 – As tribos líbias, várias, sempre viveram em conflito entre elas, independente do Gaddafi (inclusive a dele). É uma história bem mais complexa, impossível de simplificar aqui sem falar em toda a história de formação do país. Mas uma coisa é certa: ele foi o único a mantê-las por anos convivendo pacificamente. E sim, foi a tribo de Benghazi e uma das que havia em Misrata a iniciarem os conflitos (ataques que eles mesmos fizeram a orgaos públicos e residencias de partidarios de Gaddafi). Sem ajuda estrangeira, jamais teria passado disso. Teriam sido reprimidos, como seriam se fosse em qualquer país.

    6 – O argumento de guerra civil é real, desde o início em função do que foi dito. As tribos iniciaram esse conflito e os cidadaos estavam se atacando. A acusacao de que Gaddafi bombardeou áreas civis e que por isso era necessario a zona de exclusão aérea, foi DESMENTIDA pela Anistia Internacional, infelizmente, meses depois de iniciada a guerra. Ele bombardeou os arsenais no deserto para evitar que fossem saqueados. E tentou sim, com força militar, impedir que os próprios cidadãos se matassem.

    A Líbia podia estar necessitando de uma transição, mas quando os conflitos iniciaram, o governo Gaddafi propôs isso de inúmeras maneiras. Sugeriram a realização de plebiscito para perguntar à população que regime gostariam de ter, se gostariam de ter eleições, sugeriram que uma nova organização de governo fosse feita com membros do anterior e do CNT, enfim, muitas propostas.

    A única coisa que ele não abriu mão e jamais fará, é que apenas pegasse o banquinho e saísse para a ocupação que acontece agora. Ele identificou a movimentação da Al Qaeda nas fronteiras, das tropas estrangeiras após a zona de exclusão aérea, dos porta-aviões parados em frente ao litoral líbio e a cada avanço desse tipo, ele também endurecia sua posição de não se entregar. Aliás, de não entregar a Líbia de bandeja para Cameron, Sarkozy, Obama e cia. E agora vemos que ele estava certo. Arrasaram a Líbia, destruíram grande parte do país, estão brigando entre eles e entre as empresas que querem explorar o petróleo líbio, estão cometendo uma série de violações com nosso silêncio. Queriam apenas se apropriar da Líbia, não era um movimento de "liberdade", era um movimento de "traição" ao país, iniciado por poucos cidadão líbios, apoiados inicialmente por jihadistas. Gaddafi estava certo.

    rrdx23

    24 de outubro de 2011 às 14h56

    Muito obrigado pelas informações.

    Você pode falar sobre o boato de Kadafi ter distribuído viagra para seus soldados?

    Juliana

    25 de outubro de 2011 às 10h55

    Isso foi desmentido no relatório da Anistia Internacional, infelizmente publicado só agora há poucos meses, quando a guerra já estava em situação de descontrole total. Nesse site http://humanrightsinvestigations.org/ vc encontra vários trechos do relatório. Eles ficaram meses na Líbia com toda a imprensa avisando que estavam investigando as "atrocidades" de Kadafi. Qndo o relatório concluiu que NÃO ENCONTRARAM NENHUMA EVIDÊNCIA, a imprensa inteira silenciou. A Donatella, diretora da Anistia, deu entrevistas dizendo que não só essa história de viagra era mentira, como ENCONTRARAM EVIDÊNCIAS DE QUE ERAM OS REBELDES OS ESTUPRADORES. Eu nem posso acreditar que ainda me perguntem sobre isso! É a prova da conivência da imprensa com esse esquema macabro..

    Juliana

    25 de outubro de 2011 às 19h33

    Continuando..

    Tem outros links interessantes:
    http://maximogrilloa.blogspot.com/2011/10/el-caso
    http://www.domenicolosurdo.blogspot.com/ (da escola de ciencia politica italiana)
    http://rolandotelesur.blogspot.com/ (que esteve na libia por meses antes e depois)
    http://jordannrodriguez.blogspot.com/2011/03/la-e… (que esteve na libia por meses, antes e depois. neste post começavam os bombardeios e destaco o trecho em que ele AFIRMA que colegas de outras emissoras no mesmo hotel que ele mentiam descaradamente sobre o que viam por lá)

    Civis se alistando para a guerra http://www.youtube.com/watch?feature=player_embed

    Qnto as acusaçoes de que o governo bombardeava civis http://www.youtube.com/watch?feature=player_embed

    Execuções em massa em Sirte http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-15428360

    Mais vídeos http://www.youtube.com/user/amigosdelibia

    Sobre os falsos ataques a civis: http://articles.boston.com/2011-04-14/bostonglobe… conforme relato da Human Rights Watch

    Sobre o genocídio de negros http://humanrightsinvestigations.org/2011/09/26/l… alias o site da http://humanrightsinvestigations.org/ tem uma infinidade de videos e fotografias

    Eu acompanho as noticias, basicamente pela RT e pela TeleSur. Claro, vejo todos os outros canais, mas esses dois sao os que tem mantido reporteres na Libia desde o inicio e que se contrapoem ao discurso hegemonico.

Tutuia

13 de outubro de 2011 às 11h19

Senhor João PR – Em 5 de abril de 1988, em Maldem, Massachusetts, estados Unidos o engenheiro Fred A. Leucheter Jr., engenheiro chefe da Fred Leucheter associates, firma especializada em instalar camâras de gas nos Estados Unidos publicou um relatório sobre as câmaras de gas na Alemanha.Após analisar, inspecionar todos os locais em Auschwitz, Birkenau e Majdanek, ele afirma no seu relatório que nunca existiu câmaras de gas nestes locais.O ex deputado frances Paul Rassinier que foi preso na época da guerra por fazer parte da resistência francesa, passou por vários campos de prisioneiros na Alemanha.Ao ser libertado no fim da guerra ele estava com 49 kg.No seu livro LE MENSONGE D'ULISSE ele diz que nunca viu uma câmara de gas nos campos de concentração onde esteve preso.Cuidado com a lavagem cerebral.

Responder

    Luca K

    13 de outubro de 2011 às 16h27

    É Tutuia, e Leuchter Jr pagou caro pela ousadia e ingenuidade. Achou que o first Amendment era pra valer. Os tradicionais suspeitos o fizeram perder todos seus contratos e sua empresa quebrou. O cara era reconhecido como o MAIOR especialista em equipamentos para pena de morte nos EUA. O canadense Ivan Lagacé q era gerente de um dos maiores crematórios do Canadá testemunhou em 1988 sobre os absurdos técnicos referentes as estórias de cremações em Auschwitz. Sofreu enorme pressão e terminou por pedir demissão do cargo. O químico alemaão Germar Rudolf, por realizar uma nova investigação como auxílio de engenheiros, sobre as alegadas câmaras de gás em Auschwitz, perdeu o doutorado, o emprego e após longa perseguiçaõ, a liberdade, tendo sido preso na Alemanha. E assim vai…
    De vários tabus no mundo ocidental supostamente livre, o Holocausto é sem dúvida o maior de todos. Guardado e mantido vivo por gente muito poderosa, é um dogma, como Atzmon e outros já disseram, uma nova religião no Ocidente.

    Roberto

    25 de outubro de 2011 às 22h01

    Ok, mas mesmo que não tenham existido as câmaras de gás os genocídeos não ocorreram utilizando-se outras formas?

Klaus

13 de outubro de 2011 às 09h14

Então, "Viva Kadafi"!

Responder

Werner_Piana

13 de outubro de 2011 às 07h23

E a Tv Brasil e a Rede Record, de quem esperavamos pelo menos isenção/boa informação são tremenda decepção. Custaria muito agregar às suas notícias o correspondente da TELESUR ao invés de replicar a propaganda da grande midia bandida internacional via agencia gigantes?

É lamentável. O ápice histórico da tecnologia e o povo cada vez mais desinformado, emburrecido e alienado.

Excelente o texto da Juliana Medeiros. Criminosos os EEUU+OTAN e os que os seguem.
Que a justiça do Universo os atinja, impiedosa.

Responder

oalfinete

12 de outubro de 2011 às 22h27

O velho Fidel avisara: não se enganem, ele (Obama) é mais um presidente estadunidense.

Revoltante é. Surpresa? Não mais.

Responder

Marcio H Silva

12 de outubro de 2011 às 21h52

Continuo intrigado com o silencio da Russia e China.

Responder

Tutuia

12 de outubro de 2011 às 20h39

Marat: Respeito seu ponto de vista, mas seria ótimo se você estudasse a história.Veria que Hitler foi vítima do capitalismo e do bolchevismo( os dois estão nas mãos de quem).destruiram, humilharam e tornaram a Alemanha colônia.Ela não foi a agressora, ela foi a agredida.Concordo que 60 anos de mentiras faz a cabeça de muita gente,E você entrou nessa conversa.
Luca K: A OTAN existe para defender os interesses dos "donos do mundo"Clube Bilderberg, Council of Foreing Relations(CFR), Comissão Trilateral, entre outros.A OTAN é o braço armado dessa turma.

Responder

    Marat

    13 de outubro de 2011 às 00h04

    Tutuia, vou estudar mais história, mas, de antemão, te asseguro que Hitler foi sim um ENORRRRRMEEEE assassino e genocida. Coloco Bush, Reagan, Truman, Obama, Cameron, Tatcher et caterva no mesmo nível que o líder alemão! Mas, mesmo assim, vou estudar mais história, pois ainda sei muito pouco!

    Luca K

    13 de outubro de 2011 às 16h29

    Tá faltando uma galera aí na tua lista Marat; em termos de números de mortos, ninguém bate Stalin e Mao.
    Vale tambe´m uma bancada honrosa para praticamente TODOS os líderes israelenses.
    []s

    Luca K

    13 de outubro de 2011 às 00h40

    Na mosca Tutuia! Inclusive no que diz respeito a Alemanha.
    Abs

pperez

12 de outubro de 2011 às 17h09

Todos os paises que participam deste genocidio são praticamente os mesmos atores que vem aterrorizando o mundo islamico a anos, por conta de defender os seus interesses.
Aliás Obama não tem vergonha nenhuma ao afirmar ao mundo,que a Guerra na Líbia é para defender os interesses da America!
A America, está mesmo é dependurada num vazio construido ao longo de decadas de espolio e sofrimento de milhares de pessoas ao redor do mundo.
Agora mesmo seu proprio povo ve bater às suas portas a miseria do desemprego, da falta de perspectiva, do abandono do Estado.
Então, como dizem que há no cosmos uma lei que diz que a cada um de acordo com suas obras, acho que apesar do sofrimento dos Libios,Egipcios,Libaneses e milhares de outras etnias espalhadas no mundo, é a América que muito em breve, como outros imperios, arderá no fogo da sua arrogancia e prepotencia !

Responder

Luca K

12 de outubro de 2011 às 17h49

Pq a OTAN ainda existe? Criada supostamente com o propósito de defender a Europa Ocidental de um possível ataque soviético( e as forças do pacto de varsóvia ), a OTAN já deveria ter sido sido dissolvida, visto que a URSS já não mais existe. Entretanto, a OTAN continua a crescer, com novos membros sendo incorporados desde a queda da URSS, incluindo, pasmem, ex-membros do pacto de Varsóvia. Caso a Georgia(ex-republica sovietica) tivesse sido aceita, o conflito regional entre esta e a Russia poderia se tornar uma guerra mundial. Sistemas de alianças foram responsáveis em grande parte pela escalada dos conflitos conhecidos como 1 e 2º guerras mundiais.
Agora as elites criminosas que controlam a OTAN usam a organização para guerras imperialistas no Afeganistaõ e agora na Líbia. Qual será o próximo alvo? A Síria? Por sorte desta vez China e Russia agiram rapidamente e vetaram as medidas orquestradas pelos EUA, que certamente se transmogrifariam em sanções ou mesmo açao militar na Siria. Impressionante tb a falencia total da ridícula ONU, instrumento usado para passar a resoluçao de 'no-fly zone', sobre a cobertura da qual a OTAN operou como a força aérea dos "rebeldes", de fato o principal fator na mudança de regime q ocorreu na Líbia(em total desrespeito a lei internacional). Sem a força aérea da OTAN, bem como todo o suporte logístico, os mal treinados "rebeldes" nao teriam durado 1 mês. A OTAN, supostamente na Líbia para evitar um FALSO genocídio, bombardeia e mata impunemente civis libios em Bani Walid e Sirte, que continuam a resistir aos ataques. O vídeo q posto, chocante, mostra crianças atingidas pela OTAN/rebeldes em Sirte.
[youtube hobDCtmx0xo&feature=player_embedded&skipcontrinter=1 http://www.youtube.com/watch?v=hobDCtmx0xo&feature=player_embedded&skipcontrinter=1 youtube]

Responder

João PR

12 de outubro de 2011 às 16h40

Lendo a matéria ficou-me na mente: qual a diferença entre Obama e Sarkozy e os nazistas que enviaram milhares para os fornos? Talvez somente o método de extermínio.
O tribunal de Haia tem que se pronunciar! Algo tem que ser feito em defesa dos Líbios urgentemente!

Responder

    Marat

    12 de outubro de 2011 às 18h43

    Obama e Sarkozy são Hitleres que venceram… Não vejo muita diferença do modus-operandi dos nazistas, com os fascistas atuais. Coloca nessa lista também o Cameron, e o "resto" da Europa, que se contenta em comer os restos de alimentos dos EEUU, França e Inglaterra!

    Werner_Piana

    13 de outubro de 2011 às 07h15

    não, vc se engana João PR.

    O "Tribunal Internacional" quer é julgar os Gadafi. Inclusive já solicitou a prisão para o 'julgamento' (que deverá ser ultra-"idôneo" da familia.

    É um mundo PODRE!

    :(

Marat

12 de outubro de 2011 às 15h51

Uma das especialidades da OTAN (Organização Terrorista do Atlântico Norte) é matar civis. A impren$$$a amestrada não divulga isso com freqüência, e, quando o faz, é para ressaltar o "infeliz acidente", ou um "erro lamentável" etc., etc., etc.

Responder

Rodolfo Machado

12 de outubro de 2011 às 15h45

Guerras, guerras e mais estúpidas guerras

[youtube 4AVB2FTmCiw http://www.youtube.com/watch?v=4AVB2FTmCiw youtube]

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Ana Cruzzeli

12 de outubro de 2011 às 15h33

Isso eu já sentia há tempos. Tripoli nunca foi tomada, matar 2 milhões de pessoas não é tarefa humanamente fácil, para tomar tripoli ,só assim.
Já percebiamos que os da CNT estão em estado neurotico, morrendo de medo da resistência tripolinense que sim morrem, mas mantam muitos. Até agora não definiram o lider, porque é só isso que a resitencia está esperando. No dia que definirem um lider no dia seguinte a resistencia vai com tudo em cima dele. Se eu estivesse em Tripoli assim faria, e olha que não tenho treinamento de guerra de guerrilha.
Os libios estão muito revoltados, não deixaram sossegados os usurpadores de jeito nenhum. A senhora que perdeu o marido descrita no texto, está assustada com tudo, no entanto será mais uma a resistir a opressão dos ratos invasores. Ela só precisa de tempo.

O depoimento da Juliana me fez chorar, saber da atrocidade é uma coisa, mas quando tem nome e sobrenome a coisa se materializa.
Vou pegar esse texto, vou pegar essa imagem linda desse heroi, Mohanned Magam e levar aos meus alunos. Eles precisam de herois para se espelhar. Eles precisam saber que os verdadeiros herois jamais morrem de overdose, morrem por uma causa justa e não por uma fraqueza capitalista.
Esse texto merece ser espalhado pelo Brasil. Essa mensagem deve ecoar por aqui . Ficar em casa nesse momento não é lugar seguro, fingir que isso não está acontecendo não é coisa sensata a fazer. Por isso que devemos dia a dia mostrar o que o capitalismo trouxe a humanidade. Os banqueiros europeus e estadunidenses tem que pagar e pagar muito caro pelo sangue derramado, primeiros seus fantoches.
Sarkosy, quando essa merda acabar o mundo não será lugar seguro para você, seu safado. Cameron e o Berlusconni veem depois de você aí se seguirá o Obama …
Estou com raiva, muita raiva dessa guerra maldita, dessa OTAN maldita, desses capitalistas malditos.

Responder

Joao

12 de outubro de 2011 às 15h24

Muito bom, o texto!!! Muito importante quando temos alguém que tem contato direto na área do conflito.
É nítido q todos estamos sendo enganados pela mídia.

Responder

Julio

12 de outubro de 2011 às 14h56

O petróleo, este tesouro! Por causa dele, aquela máxima reaparece : a mesma mentira contada várias vezes acaba virando verdade e todos acreditam. Ainda bem que temos o seu blog, Azenha, para confirmar aquilo que, pelo menos eu, suspeitávamos. É de enojar o que a mídia endinheirada e corrupta faz conosco. Por isso que a feliz declaração do Caco Barcelos jamais pode sair de nossas mentes (ou parecida com) – que precisavamos acompanhar, denunciar os corruptos mas também os corruptores. Se o Brasil começasse esta empreitada seria um grande avanço para todos nós que vivemos num verdadeiro atraso de informações ainda.

Responder

Marcos C. Campos

12 de outubro de 2011 às 14h17

Sem dúvida alguma a OTAN e PENTAGONO representa as forças das trevas sobre o planeta.

Responder

Roberto Locatelli

12 de outubro de 2011 às 13h52

E o Brasil ainda está hesitante diante desse genocídio.

O capitalismo tornou-se um sistema de assassinos e escravocratas.

Responder

    Marat

    12 de outubro de 2011 às 18h44

    Vendo os "líderes" ocidentais, temo que isso só vá piorar!

    Marcio H Silva

    12 de outubro de 2011 às 21h40

    E com Aval da ONU.

Ana Maria

12 de outubro de 2011 às 13h48

Não apóio a invasão da OTAM, mas acreditar que Khadafi era bom para a Líbia, desculpe, é difícil de acreditar! A fortuna acumulada, os filhos playboys gastando fortunas na europa e contratando shows milionários para apresentações particulares! Pobre Líbia! Sai de uma enrascada para entrar em outra!

Responder

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