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Frente Antimanicomial: Loucura não se prende


28/04/2012 - 20h05

da Frente Estadual Antimanicomial de São Paulo, enviado por Moacyr Bertolino, via e-mail

No dia 3 de maio de 2012 as 19 horas, na sede do Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo (SinPsi-SP), será realizada plenária de mobilização para o Ato do dia Nacional da Luta Antimanicomial. Com o intuito de realizar uma análise de conjuntura e pactuar o funcionamento do ato do Dia Nacional da Luta Antimanicomial

A Frente Estadual Antimanicomial de São Paulo, convida todas as Entidades e Movimentos Sociais que tem o compromisso social e lutam por uma cidadania plena e pelos direitos humanos a participarem da referida plenária de mobilização.

Dia 3 de maio de 2012

Atividade: Plenária de Mobilização para o Dia Nacional da Luta Antimanicomial

Horário: 19 horas

Local: Sede do Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo (Sinpsi)

Endereço: Rua Aimberê, 2053, Vila Madalena, São Paulo – SP (Próximo ao metrô Vila Madalena).

Dia 18 de maio de 2012: Dia Nacional da Luta Antimanicomial

Atividade: Ato com concentração no Vão Livre do MASP

Concentração: 13 horas

Endereço: Avenida Paulista 1578 – São Paulo – SP (Próximo ao Metrô Trianon-Masp)

Trajeto: Masp – CAPS Itapeva – MASP – Avenida Paulista – Av. Dr. Arnaldo – Secretaria de Estado da Saúde.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



20 comentários

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José Carlos

01 de maio de 2012 às 23h42

Gostaria de incluir no debate da luta antimanicomial (se lembram de que ela já houve nos anos 90?) a panaciéia da internação compulsória dos dependentes de crack que alguns iluminados preconizam como solução (vide Kassab em são Paulo e Eduardo Paes no RJ).
Embora os dois assuntos possam, para alguns, serem considerados diferentes e separados, na verdade não o são.Se loucura não se prende, dependência química, também não.

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Henrique Finco

30 de abril de 2012 às 05h22

Com o fechamento dos hospitais psiquiátricos públicos, a responsabildiade do tratamento passa às famílias e quem se ferra são as famílias mais pobres, que não têm condições de cuidar dos doentes. O Estado lava as mãos… Recentemente, um esquizofrênico, em surto, me esfaqueou. Só não morri por acaso… http://www.ndonline.com.br/florianopolis/noticias

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@orivaldog

29 de abril de 2012 às 19h10

Credo, como os comentários são sempre radicais e beiram o racismo, o conservadorismo e pq não dizer o fascismo. Eu me considero sempre um louco, não costumo agredir as pessoas, mas quero a liberdade total, quero poder fazer coisas que a sociedade "normal" não gosta, mas dane-se a sociedade, danes-se as pessoas "normais". E, o moleque de classe média alta, normal, que é homofóbico e racista ou o cara rico que sai matando com o seu carro ou moto de último tipo, esses são normais para esta sociedade anormal? Que tal todos lermos Foucault?

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joao

29 de abril de 2012 às 18h38

A questão são os extremos. A maioria dos hospitais psiquiátricos hoje não são os depósitos humanos do passado. Só quem tem contato com doentes graves e descompensados sabem o quanto é importante uma internação de curto prazo. Falamos de um país onde a rede de CAPS é pífia e os CAPS III (com internação 24 horas ) é irrisória e a demonização da internação psiquiátrica é por pura demagogia. Esse é um ponto onde nós de esquerda precisamos evoluir, internaçao pode conferir dignidade. Aqui em BH o estrago é grande, onde os CERSAMs mal dão conta dos doentes graves.

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Geysa Guimarães

29 de abril de 2012 às 17h49

Mesmo tendo sido vítima, fico no meio.
Loucura não se prende, se hospitaliza – quando absolutamente comprovado que o paciente oferece ALTO RISCO a si mesmo e à sociedade.
Mas isso, após se sancionar Lei proibindo e penalizando a família que mantiver a pessoa internada em endereço desconhecido, sem direito a visitas de terceiros. Hospital, "manicômio" ou clínica que pactuar co esse "sigilo", idem.

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Curioso

29 de abril de 2012 às 16h58

O que se faz então? Deixa em casa incendiando as coisas, guardando comida estragada no guarda-roupa trancado a chave, e o quarto também? Acordar com um indivíduo invandindo sua casa rotineiramente pq ele confunde alguém da sua família e acha que é outra pessoa? Ser agredido fisicamente e dar a outra face? Aliás, é bom saber correr de casa também, cinco bombeiros nem sempre conseguem segurar, depois que conhecem o caso, que dificuldade para retornarem ao local…me desculpem, mas eu acho intrigante a elite discutindo a vida de pessoas quem mal possuem o que comer. Poderia relatar vários outros casos de total dedicação das familias no que diz respeito à amor, comprometimento, e não todos os casos, também auxílio da medicina. Por favor, me ajudem a entender como não se interna uma pessoa dessas?

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Urbano

29 de abril de 2012 às 16h15

O quê fazer então com doentes mentais que matam basicamente para se alimentarem da carne humana? Os hospitais psiquiátricos faliram o sistema quando se transforam em concorrentes do Carandiru e congêneres, transformando-se em simples depósito de "lixo" humano. Deve até ter ocorrido permuta de hóspedes entre as duas instituições. Quem Sabe?

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Paulo

29 de abril de 2012 às 15h16

Pura demagogia. E quando o paciente se torna violento e a família não tem condições de cuidar do mesmo? Para quem tem dinheiro e plano de saúde tudo bem, mas para os pobres, sempre mais vulneráveis, como é que fica? É claro que quando é possíve,l o atendimento doméstico ou ambulatorial é sempre preferível, mas isto nem sempre acontece. Isto vale para qualquer patologia, o cardíaco também só deve ser internado quando necessário. Bando de demagogos irresponsáveis.

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renato

29 de abril de 2012 às 13h32

Ver .
UFSCar defende Marcos Garcia e liberdade de pesquisa.
Aqui no Viomundo…

Responder

renato

29 de abril de 2012 às 13h29

Homenagem e Respeito a quem luta!!!!

LIBERDADE

primeiro vou prende-la
amarra-la com música
amordaça-la com poesia
segura-la com pintura

depois vou joga-la em um quarto
fechar a porta por fora e sair
virar as costas

vou então andar pelas ruas
ver pessoas, conversar com estranhos
falar com conhecidos
vou na casa de minha mãe
ver meus irmãos, brincar com amigos
ver o dia amanhecer e anoitecer

vou jogar grãos aos pombos
vou correr do cachorro pequeno
vou sorrir, vou dar risadas…
gargalhadas…

vou aos hospitais, as prisões
as instituições
vou as religiões
vou ler todos os livros
vou ao hospício

proibido a entrada de
quem aprisionou a liberdade

vou me retirar, vou voltar
tirar a placa que esta na entrada
e com giz vermelho
vou escrever em letras colossais
permitida minha entrada

pois tirei do quarto
a pintura, a música, a poesia
deixei preso
medo, a tristeza, a covardia.

trago em minha mão
amor e alegria
e se não me deixarem entrar
vou perguntar
para a liberdade
o que ela é.

se responder
que é utopia
terei que fazer
poesia sobre covardia
pintar o medo
cantar a tristeza
matar minha certeza

renato, num dia destes onde a sanidade quase desaparece.

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damastor dagobé

29 de abril de 2012 às 08h29

loucura não se prende? então pode cancelar a licitação para murar o Brasil…

Responder

    tião medonho

    02 de maio de 2012 às 19h28

    ahhhh…e também para a compra de 380.000.000 camisas de forças..afinal todos precisam de duas mudas de roupa

Marcelo

29 de abril de 2012 às 08h27

Interessante, fala-se de "medicalização" da vida e da sociedade, "encarceramento" de loucos (termo vago e muito generalizante), mas não se discute o poder do psicólogo hoje, bem como a psicologização da vida em geral, família, trabalho, educação…
Com certeza, existem abusos e equívocos no tratamento dos portadores de sofrimento mental, porém negar a existência de transtornos, doenças relativas ao psiquismo (com origem biológica, social, ou derivada de ambas) parece algo quixotesco… Também romantizar o sofrimento mental é algo meio hipócrita. É pouco provável que estes militantes renunciassem a algum tratamento mais radical, caso um ente querido apresentasse problemas graves neste aspecto.
Ao que parece são grupos pequenos, mas aferrados a teorias e autores já bem desqualificadas critica e empiricamente: Cooper, Althusser, Laing, Basaglia… Foucault também é evocado, mas não se afirmava como militante antimanicomial, criticava tanto a psiquiatria, como a psicologia e a psicanálise. Além de ser um pensador mais consistente que os outros, embora não devesse ser tão endeusado.
Será que todas as vozes, neste assunto, são ouvidas, ou só tem direito quem grita mais alto palavras de ordem?
Será que a Psicologia, saber que possui origens na Filosofia e Medicina, para se afirmar como uma ciência realmente pertinente, precisa embarcar nessas causas bem panfletárias, que satisfazem mais os militantes do que os supostos beneficiados?
Desse modo parece mais uma questão corporativa e mesquinha, entre a meia dúzia de iluminados que comanda os Conselhos de Psicologia contra a Psiquiatria, uma ciência bem mais complexa e consistente (bem além dos anátemas e estereótipos que são lançados).

Responder

Marcelo de Matos

28 de abril de 2012 às 22h48

O louco tem de ficar solto? E quando ele agride pessoas?

Responder

    renato

    29 de abril de 2012 às 13h06

    Aqueles "meninos da Rua augusta"eram loucos? Não!
    Louco é louco você conhece, você ajuda, você limpa, você dá de comer, não isola….
    Mas há o louco enrustido, o que bebe e dirige, o que mata mulher e filhos, champinha, políticos do tipo bush e hitler, o médico estuprador, que fugiu, a juiza do pinheirinho, estes e outros é que são perigosos.
    Por isto que a bíblia proíbe o uso da palavra louco para se dirigir a alguém, isto era para proteger o doente mental, o excepcional, o carente, aqueles que o Cristo curava com facilidade. No entanto estes enrustidos não são fáceis de curar,precisam tempo, e um olhar de Deus.

    Lucas Gordon

    29 de abril de 2012 às 13h32

    O são tem de ficar solto? E quando ele agride pessoas?

    Paulo

    29 de abril de 2012 às 16h10

    Tem que prende-lo, se for são, em uma cadeia e não em um hospital.

    Carlos Cruz

    29 de abril de 2012 às 19h52

    Temos que exigir a melhora do sistema de internação, e não colocar todos na rua, sem tratamento e internação. Vide (in)segurança pública…Os juizes, em alguns casos, estão liberando pelas condições sub-humanas dos presídios/cadeias. As cadeias, que deviam ser temporárias, viraram centro de detenção e cumprimento de pena. Onde cabem 10 encontramos 50! Os presídios faculdades do crime… Mas vamos soltar todos? É com o mais fácil que vamos solucionar o problema? Temos que investir em presídios, exigir a pena de prisão perpétua com trabalhos forçados (monitorado e acompanhado pelo MP), presídios limpos e humanizados, com qualificação, guardas bem pagos e treinados. Com o trabalho forçado (mas acompanhado do MP, bem entendido) os presos da perpétua devolveriam( com escolas, moveis, limpeza de avenidas, etc, serviços sociais para quem fizesse jus) a sociedade o gasto e não teriam tempo para rebeliões, trafico, etc. E tambem é urgente a modificação do CP e ECA. Modificação da idade penal. "Criança/menor" que mata, estupra, trafica, assalta, deve ser punido pelos crimes que cometeu. Se é "menor" que cumpra parte de sua pena até atingir a maioridade nas instituições voltadas a eles, e depois o resto em presídios, com pena máxima aos aliciadores. Do jeito que está há o aliciamento deles para o crime, piorando sua já terrível condição social.

FrancoAtirador

28 de abril de 2012 às 22h39 Responder

Geysa Guimarães

28 de abril de 2012 às 21h16

Tenho muito a contar sobre abusos de familiares – antigos e até acontecendo AGORA.
Estarei engajada no movimento.

Responder

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