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Eduardo Febbro: Morte de Kadafi elimina fator que unificava rebeldes


21/10/2011 - 10h11

A Líbia amanhece hoje com um problema a menos e também com outro que não tinha antes. E agora? Ninguém pode perder a lucidez a ponto de pensar que a democracia é o próximo passo. Isso é impossível em um país sem a mínima cultura democrática e onde todos os protagonistas da revolta estão armados. Os antagonismos entre os membros do Conselho Nacional de Transição) são profundos. A morte de Kadafi tira o único motivo que unificava os “rebeldes”. O artigo é de Eduardo Febbro.

por Eduardo Febbro, correspondente da Carta Maior em Paris

A OTAN e seus aliados terrestres, os rebeldes líbios, terminaram oferecendo ao mundo a cabeça do coronel Kadafi, em tela grande, alta definição, com muito sangue e algazarra para que as imagens imponham o consenso com sua veloz frivolidade. 42 anos de um reinado megalomaníaco, cínico e ditatorial, marcados por dois períodos contraditórios, terminaram graças ao furacão desatado pelo desejo de liberdade surgido no Mediterrâneo e já conhecido como a Primavera Árabe.

Nesta aspiração à democracia e à liberdade, a Líbia é uma exceção: na Tunísia e no Egito, as armas estavam de um lado e o povo do outro. Ben Ali, na Tunísia, e Mubarak, no Egito, foram apeados do poder por uma revolução de massa, espontânea e irrenunciável que lançou ao mar dois déspotas apoiados pelo Ocidente. O fim de Kadafi começou em fevereiro com uma revolta popular semelhante e se fechou com as armas com as quais o Ocidente respaldou a sempre obscura rebelião líbia.

Na Líbia, as armas estavam dos dois lados e pesaram no desenlace final tanto como pesou o cinismo de Kadafi e o do Ocidente na manutenção de um regime delirante e opressor. Houve uma época em que Kadafi era o inimigo número um do “mundo civilizado” porque apoiava o terrorismo, e houve outra época em que o coronel firmou contratos milionários para a exploração de petróleo, recebeu boas notas do FMI e passou a ser um aliado obediente do Ocidente na luta contra o terrorismo. Lavou seu passado com petróleo e os emissários de Londres, Roma, Berlim, Moscou, Paris, Washington ou Madri o reintegraram ao círculo das nações decentes.

O petróleo tudo pode, inclusive comprar à vista os valores com os quais Europa e os Estados Unidos constroem sua legitimidade.

Um terceiro ditador saiu do mapa. A Líbia amanhece hoje com um problema a menos e também com outro que não tinha antes. E agora? Ninguém pode perder a lucidez a ponto de pensar que a democracia é o próximo passo. Isso é impossível em um país sem a mínima cultura democrática e onde todos os protagonistas da revolta estão armados. Os antagonismos entre os membros do CNT (Conselho Nacional de Transição) são muito profundos. Além disso, a guerra não propiciou a emergência de um líder forte e os riscos de uma divisão do país são ainda mais fortes uma vez que já estavam presentes antes da guerra. Há, de fato, duas entidades geográficas bem definidas: toda a região de Trípoli, a Tripolitana, são terras kadafistas muito arraigadas, enquanto que o Leste, Cirenaica, é um mundo aparte, cuja capital, Benghazi, foi o epicentro da rebelião, a primeira a cair e a primeira sede do CNT.

O mais complicado vem agora. A morte de Kadafi tira o único motivo pelo qual os rebeldes podiam ter uma causa comum. Berberes das montanhas, islamistas moderados do Leste, salafistas exaltados, profissionais e intelectuais que romperam o exílio, estudantes partidários de Kadafi – eles existem e são muitos -, habitantes de Misrata que combateram quase sem ajuda do céu – a OTAN – as hordas kadafistas: os atores são muitos, todos querem uma parte do butim, todos pagaram um alto tributo na guerra e não nada nem ninguém que os unifique.

A Anistia Internacional já denunciou oportunamente as execuções e violações de todo tipo perpetradas pelos rebeldes. A Líbia é um país ferido e dividido, com um ente como o Conselho Nacional de Transição que mostrou incapaz até agora de pactuar a formação de um governo. O panorama é tão sui generis que o primeiro ministro Mahmud Yibril já adiantou que renunciaria ao cargo uma vez que a Líbia “fosse liberada”. Como no Iraque e no Afeganistão, o Ocidente preparou a guerra, mas não modelou a paz. Bagdá e Kabul seguem sendo um teatro sangrento.

A OTAN pode terminar sua missão “de proteção dos civis”, segundo mandato que lhe deu a ONU, mas, na verdade, a Aliança o utilizou para acabar com o regime. Quem poderá acreditar que tanta gente em armas aceitará amanhã que uma maioria surgida das urnas imponha sua vontade?

O Ocidente continuará jogando suas cartas. Os negócios no horizonte são monumentais: petróleo, infraestruturas, telecomunicações, etc., etc. Talvez as potências apostem naqueles que possam garantir os melhores contratos, os respaldem com novas armas e se imponham assim, pela força, o nascimento de uma nova Líbia, sob a bota do vencedor. O “guia supremo” foi suprimido. Na Líbia não há sistema político, nem sindicatos, nem sequer uma Constituição. Há, sim, uma consistente quantidade de armas. Muitas das quais o Ocidente vendeu a Kadafi, mas as entregou para a oposição. O futuro parece traçado. A menos que ocorra um milagre, a guerra continuará.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

Leia também:

Wallerstein: Americanos cansados da guerra?





74 comentários

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Bonifa

30 de abril de 2012 às 14h34

Este é um assunto nojento que provoca engulhos em qualquer ser humano não-europeu e não-americano. Destruiram o país mais rico, mais moderno e de maior índice de desenvolvimento humano da África. Essa história de “ditador” é conversa mole para boi dormir. A Líbia era tolerante com todas as religiões, um país laico onde as mulheres podiam se vestir do modo ocidental sem problemas. Fantásticos projetos de agricultura no deserto eram desenvolvidos. Hoje o país está dividido, arruinado e mergulhado nas trevas medievais.

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Geysa Guimarães

24 de outubro de 2011 às 21h11

Agora a Líbia vai ficar feito Arca de Noé, com toda espécie de bichos dentro – mas sem Noé para governá-la.

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Operante Livre

22 de outubro de 2011 às 21h25

Será que a troca das ditaduras serão suficientes para salvar a economia dos ricos?
Qual o papel da China neste cenário de disputa pelo domínio do mundo, sob a bandeira da "democracia" ocidental? Alguém pode me ajudar a entender isto ou então "vou parar o mundo porque já quero descer".
Pior, não conheço outro mundo. Estes fatos entre nações parecem os mesmos presentes (holograficamente) nas relações mais imediatas do cotidiano.

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ZePovinho

22 de outubro de 2011 às 16h47

Aparentemente,quem entregou Khadaffi foi o p´róprio filho Saif Al Islam.Como ele conseguiu escapar e como sabiam a hora que o comboio de Khadaffi ia sair de Sirte?

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    Luca K

    22 de outubro de 2011 às 18h19

    De onde vc tirou isso ZePovinho? Na verdade, continuo achando muito estranho o modo como Kadafi foi, ahan, "assassinado". Ainda não estou completamente convencido e vou esperar um pouco pela confirmação de fontes independentes. Os partidários de Kadafi na Líbia afirmam na Internet que o sujeito está vivo e bem e que o que estamos assistindo é uma armaçao. O NTC/OTAN tem divulgado inúmeras mentiras ao longo dos meses, o próprio Al Islam foi dado como capturado e depois apareceu livre e sorridente em Tripoli durante a tomada da cidade pela OTAN/"rebeldes". Não faz muito sentido que Kadafi fosse para Sirte e lá permanesse tanto tempo. Obviamente que eventualmente a cidade cairia. Se estava lá, pq não tentou a fuga mais cedo, enquanto o cerco ainda não estava tão sólido? E via um comboio em plena luz do dia? Não muito tempo atrás o site israelense Debka reportou q Kadafi estava num oasis com alguns filhos e protegido por guerreiros Tuaregues. E o timing tb é estranho; a grotesca e rotunda Hillary Clinton aparece, declara q Kadafi tem q ser capturado vivo ou morto e 1 dia depois matam o cara… Falando na Hillary, vejam o que ela disse numa entrevista após ser informada da suposta execução de Kadafi; a la Julio Cesar(vim, vi e venci), ela mandou, "viemos, vimos e ele morreu" e dá então uma gargalhada… figurinha absolutamente desprezível.
    [youtube bpWcTOaSYRY http://www.youtube.com/watch?v=bpWcTOaSYRY youtube][youtube bpWcTOaSYRY http://www.youtube.com/watch?v=bpWcTOaSYRY youtube]

    ZePovinho

    23 de outubro de 2011 às 21h00

    Foi uma especulação minha.Saif vai liderar a guerra de guerrilhas,com as outras tribos que não querem a Al-Qaeda(aliada dos EUA) comandando a Líbia.Isso se não for assassinado.

    ZePovinho

    23 de outubro de 2011 às 21h02

    Ah!A Miss Clinton,coitada,é uma corna desde a Monia Lewinsky e precisa dessa alegrias mórbidas para se sentir viva.

    Werner_Piana

    25 de outubro de 2011 às 21h38

    esse video apenas confirma o quão desprezível a PODRE Hilária é. Assim como o país bandido que representa.
    Asqueroso!

luiz pinheiro

22 de outubro de 2011 às 12h53

(Continuação)
Para os vencedores, o butim: a OTAN, o Pentágono e o CNT. Quando uma resolução da ONU impondo uma zona de exclusão aérea se convirteu em licença para derrubar o regime, o plano A foi sempre capturar e matar Gadafi. Assassinato seletivo, é a política oficial da administração Obama. Não havia plano B.

PS: O texto integral pode ser lido no sitio rebelion.org

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luiz pinheiro

22 de outubro de 2011 às 12h53

(Continuação)
O CNT –que esteve vendendo mentiras e mais mentiras por meses- jura que morreu num “fogo cruzado”. Pode ter sido uma turba. Podeter sido Mohammad al-Bibi, que ostentaba um gorro de baseball dos Yankees de Nova York e que posou para o mundo com a pistola dourada de Gadafi, seu bilhete talvez para receber os U$ 20 milhões oferecidos por Gadafi “vivo ou morto”.
É curioso recordar que foi exatamente o que a secretaria Hillary Clinton anunciou em sua meteórica visita a Trípoli 48 horas antes, que Gadafi sería “capturado ou assassinado”.
(continua)

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luiz pinheiro

22 de outubro de 2011 às 12h52

Como o Ocidente ganhou na Libia
Por Pepe Escobar, do Asia Times Online

Lutam como abutres sobre cadáveres. O ministro francés da Defesa disse que o pegaram com um Rafale que disparou contra um comboio. O Pentágono disse que foi com um míssil Hellfire disparado por um Predator. Ferido, Gadafi teria buscado refugio num esgoto abaixo de uma estrada, onde teria sido encontrado pelos “rebeldes” do CNT, os quais, como era de esperar, o executaram. Abdel-Jalil Abdel-Aziz, médico que examinou Gadafi, disse que ele morreu por duas balas, uma no peito e outra na cabeça.
(continua)

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Bernardino

22 de outubro de 2011 às 12h45

SERGIO BARBOSA,assino em baixo.Tua analise inteligente,racional e estrategica sobre a corja Estadunidense e Sionista é a pura verdade.Eles so nao conseguem ganhar da CHINA, Russia,India e a jovem COREIA Norte que em 2008 desmorallizou os Eua e Bushinho desafiando soldados americanos a entrarem na coreia tem 30000 delles na fronteira.Ate hoje focou por isso e a PROSTITUTA ONU nao pode fazer nada contra eles.POR QUÊ? Eles tem bomba atomica e um missil que vai ate MIAMI.Sera pedaço de
estadunidense para todos os lados.FORMIGA SABE A FOLHA QUE CORTA"
Eles entrarao no Brasil,sem arma nuclear e frouxo como reza a Cartilha Portuguesa,covarde e subseviente
e a Imprensa subira nos tanques americanos para comemorar!!!!!

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Ana Paula

22 de outubro de 2011 às 01h58

E a cada ano que passa mais me surpreendo com a capacidade que a internet tem de conseguir brechas vitais de comunicação! Em cada site que vejo, mais e mais pessoas refutam a versão das línguas envenenadas da Reuters, da CNN e de sua filial no Brasil, a Globo… a internet é um perigo, deve pensar o Murdoch.

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Ana Paula

22 de outubro de 2011 às 01h48

Que mundo triste de se viver.
Obama ganha o Nobel da Paz e o Mark Zuckerberg ganha o Person of the Year da Times.
O Steve Jobs morre e há comoção generalizada.
Enquanto Kaddafi é assassinado e exposto no freezer de um shopping center!
E ainda se fala em Primavera Árabe! O capital foi encurralado e avançou,agora busca novos mercados com uma M16 na mão.
E agora? Quanto tempo até uma grande guerra nos dizimar?
Quem será o próximo? Chávez? Ahmadinejad?

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Fabio_Passos

21 de outubro de 2011 às 23h35

<img src=http://3.bp.blogspot.com/-ow26Fn9NzII/TqEplrcKodI/AAAAAAAAAuo/w1CcbWJNkpk/s1600/muammar_Gaddafi+E+MANDELA.jpg>

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    Luca K

    22 de outubro de 2011 às 17h57

    Jason Kay, seu infeliz, o atentado de Lockerbie NÃO FOI nem remotamente comprovado como tendo sido realizado a mando de Kadafi. Mas já q o senhor se preocupa tanto com terrorismo, pq não demonstra sua indignação com o terrorismo de estado praticado pelos EUA? E agora pelos EUA/OTAN contra a Líbia? 2 pesos e 2 medidas hein velhinho? Sua desonestidade intelectual é transparente. Faça as malas e vá logo para Miami…

    Jason_Kay

    22 de outubro de 2011 às 21h57

    "Jason Kay, seu infeliz, o atentado de Lockerbie NÃO FOI nem remotamente comprovado como tendo sido realizado a mando de Kadafi."

    Então porque o governo da Líbia (Kadafi) ofereceu ofereceu US$ 2,7 bilhões às familias das vitimas em 2002?

    Por que qundo o autor direto do atentado foi solto pelo Reino Unido, onde havia pego uma perpétua e foi solto por motivos "humanitários", foi recebidpo como herói pelo KAdafi e seus vassalos?

    E agora, mentiroso?

Sergio Barbosa

21 de outubro de 2011 às 23h35

Por trás destes Assassinatos em série de Líderes e Rebeldes Árabes(Sadam Husein,Bin Laden??,Arafat??Kadafi,etc…) existe um plano de Genocídio e Extermínio Não Tão lento,porém "gradual e seguro" das Populações Árabes e Islâmicas do Mundo por parte dos EEUU e do Sionismo !
PS : Quantos Árabes hanônimos não estão sendo mortos neste momento ?

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Regina Braga

21 de outubro de 2011 às 18h42

Santo o Kadafi nunca foi…Mas unificava os clãs.O humanitarismo do Ocidente, jogou a Líbia no inferno…só pela ganância.

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marcosomag

21 de outubro de 2011 às 18h10

Eu já sabia que matariam o Khadafi. O cara era um arquivo vivo muito perigoso. Já pensaram no ex-ditador contando ao TPI detalhes de como financiou a campanha presidencial do Sarkozy, por exemplo? Tenho pena do povo líbio, que tinha sob Khadafi, IDH melhor que o Brasil e agora vai ter que guerrear muito para abater o governo fantoche instalado pela OTAN e expulsar a multís petrolíferas do invasor.

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vladimir lacerda

21 de outubro de 2011 às 17h55

Não entendo por que se fala de "primavera árabe".Afinal os fatos no Egito,Líbia,Iemem e síria estão muito mais para um tenebroso inverno em meio ao mais transparente inferno.O que é esta lorota,ou melhor,mentira pura de grito de liberdade senão um grito de bárbaros fundamentalista lutando para assumir o ódio e as práticas das ditadura finadas.Veremos claramente que o Ocidente está pouco preocupado com que ações estes novos governos vão atuar.Petróleo,controle geo-político esta é a preocupação das potencias ocidentais em meio a uma crise econômica que talvez não tenha solução próxima.O gritinho histérico da Secretária de Estado , a felicidade estampada na face de Obama,Cameron e Sarkozy é a própria expressão do cinismo e da hipocrisia que varre o ocidente.Pior é certeza da inexistência de líderes mundiais de caráter e espírito de estadistas.Em resumo: Estamos perdidos.

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marcosomag

21 de outubro de 2011 às 17h47

O CNT não existe como real força militar na Líbia. Se a OTAN acabasse com os raids aéreos contra a população da Líbia, o povo líbia esmagaria a débil tríade de jihadistas da Al-Qaeda, "assessores" do MI-6 e mercenários da Blackwater que formam a cara que a mídia corporativa apresenta como "governo" líbio. Como no Iraque e Kosovo, podem esperar o fim da laicidade e mulheres de burcas formando a paisagem sombria das maiores cidades do país.

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    ZePovinho

    21 de outubro de 2011 às 17h53

    Khadaffi foi morto aos gritos de "Allah Al Akbar",conforme o vídeo que postei.Vc tem razão.Provavelmente,a Líbia volte a ser uma monarquia medieval como na época do rei Idris,derrubado por Khadaffi em 1969.A bandeira dos "rebeldes" da Al-Qaeda é a do rei Idris.

    Bonifa

    22 de outubro de 2011 às 08h04

    Antes de ingleses e franceses arrebanharem milhares de mercenários, os rebeldes não tinham sequer quinhentos homens em armas.

ZePovinho

21 de outubro de 2011 às 17h06

Como se faz um assassinato(cenas do assassinato de Khadaffi):
http://www.youtube.com/user/freemisrata#p/u/1/75Y

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Fabiano Araujo

21 de outubro de 2011 às 15h39

O Brasil deve se precaver diante da ambição predatória do Ocidente, pois, temos o pré-sal, a maior reserva de água potável do mundo, a maior biodiversidade na Amazônia, etc. Não seria o caso do governo federal denunciar o Tratado de Não- Proliferação das Armas Nucleares, e iniciar um programa para dotar o país de armamento nuclear (nós já dispomos praticamente de toda a tecnologia necessária). A posse dessa arma não deve ter um caráter agressivo, mas, sim, dissuasivo. É bom observar que, há cerca de três anos os EUA tentaram ameaçar a China, a respeito de Taiwan (que a Rep. Popular da China considera parte inalienável do território chinês) e somente recuaram quando a China deixou claro que tinha meios para devastar São Francisco e Los Angeles; por outro lado, os EUA somente deixaram de ameaçar a Coréia do Norte quando esta se dotou de arma nuclear.

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Fabiano Araujo

21 de outubro de 2011 às 15h27

Vale parodiar o que o filósofo Miguel de Unamuno falou aos franquistas (atualmente, a frase seria dirigida ao Ocidente) na Universidade de Salamanca, em 1936, semanas após ter eclodido a guerra civil espanhola:
"Vocês vencerão, mas, não convencerão".

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jefff

21 de outubro de 2011 às 15h16

Acredito que o melhor para a libia é colocar alguem neutro politicamente e que não tenha feito parte do regime deposto para iniciar uma conciliação nacional. Acho que o principe Mohamed sobrinho neto do rei IDris I a pessoa indicada.

Responder

    Bonifa

    22 de outubro de 2011 às 18h43

    Pôxa, rapaz, você está perdendo tempo aqui. Deveria estar assessorando o Cameron, o Sarkozy ou a Hillary.

    luiz pinheiro

    22 de outubro de 2011 às 21h44

    Claro, algum rei capaz de ficar mais 40 anos no poder…

    ZePovinho

    23 de outubro de 2011 às 20h58

    VIVA AS MONARQUIAS MEDIEVAIS!!!!!!!!!!

leandro

21 de outubro de 2011 às 15h16

Mão de pantano
"Mascote que apertou a mão de Lula no Brasil x Inglaterra de 2007 morre esfaqueado"
"9/07/2009 – Lula presenteia Hosni Mubarak com camisa da seleção"
"Presidente demonstrou confiança na seleção de Dunga, diz ministro
Orlando Silva disse que Lula assistiu à convocação e achou ‘positiva’."
"Seleção brasileira se encontrará com Lula antes de ir para a África do Sul"
"morre o ator que interpretou Lula no filme “O Filho do Brasil”
"Hugo Chavez está com câncer"

kadafi sabia do risco quando apertou a mão dele

Responder

jefff

21 de outubro de 2011 às 15h14

Caro Azenha falei alguma coisa ofensiva para que vc vetasse meu post? Depois não reclame da falta de democracia do PIG!

Responder

jefff

21 de outubro de 2011 às 14h25

A soluçõa é uma figura neutra sem vinculação com o regime. Em outras palavras o principe herdeiro da libia.

Responder

Osvaldão

21 de outubro de 2011 às 13h55

Cruzes, quando leio alguém falar em democracia, confrontando ocidente x oriente faz-me lascar os cabelos da pubis. As pessoas precisam ler mais, pensar mais. E eu tenho que me incomodar menos com essas "ingrinorânças". Vá ler a história Líbia, eu disse HISTÓRIA, não a estória contada nos telejornais da GROBU e outras. Ahfhheee.

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Jairo_Beraldo

21 de outubro de 2011 às 13h25

"A Líbia amanhece hoje com um problema a menos e também com outro que não tinha antes. E agora?"

Agora, os líbios vão sofrer verdadeiramente o holocausto imputado ao Khadafi…a ganancia dos ocidentais farão isso pelo petroleo….simples assim…

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jairoalves

21 de outubro de 2011 às 13h13

Olho nesse Obama.

Bush foi a duas guerras com autorização do congresso americano.

Do Brasil, vejam só, Obama deu a ordem para atacar a Líbia sem dar satisfação alguma às casas legislativas do seu país.

Sadam Husseim pelo menos teve um "julgamento", que inclusive em discurso, Bush Jr. disse que teria sido obscuro e pediu investigação, apesar de dizer que Sadam não ofereceu qualquer tipo de julgamento às suas vítimas.

Pois bem. E o que o Obama disse ontem?

Regojizou-se do linchamento e fuzilamento do canalha líbio e ainda ameaçou outros "lideres autoritários" mundo afora.

Mas o bush é texano, branco, republicano e representa o mal.

Obama é negro, democrata, "progressista" e traduz tudo que há de bom, é o contrário do antecessor.

Vendo essa globonews a impressao que dá é que Obama é um super-humano, um redentor, tudo que esse cara faz ou diz sempre tem uma justificativa para o bem.

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    Ana Paula

    22 de outubro de 2011 às 01h55

    O Obama é a maior farsa da democracia ocidental.
    Assim que ele ganhou tinha até brasileiro torcendo pra ele de pés juntos, e eu falei: o Obama é o presidente dos EUA e a gente tem que ter muito medo dele.
    Que bobagem depositar esperanças numa pessoa, num líder carismático! As estruturas do Estado americano funcionarão e reproduzirão o capital independente do que se interpuser.
    Não há otimismo possível neste mundo que olha pro passado e acredita ingenuamente que progrediu!

ZePovinho

21 de outubro de 2011 às 12h34

Já pensaram Khadaffi,em um tribunal,mostrando documentos que comprovam que o atentado de Lockerbie foi feito pela CIA/MOSSAD e OTAN por meio da rede GLADIO??????????

[youtube 9vSnRACgqr4 http://www.youtube.com/watch?v=9vSnRACgqr4 youtube]

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    ZePovinho

    21 de outubro de 2011 às 16h31

    http://www.voltairenet.org/El-linchamiento-de-Mua

    ……………………….En el torrente de barro y de calumnias vertidas por los medios de comunicación comercial atlantistas para ensuciar el legado y la memoria de Gaddafi, las mentiras y falsas acusaciones son repetidas constantemente, lo que demuestra a contrario que estos medios de comunicación tienen en realidad pocos elementos que sean auténticos y que pudiesen ser utilizados en contra de Gaddafi.

    Así llega el caso del atentado contra la discoteca La Belle en Berlín (5 de abril de 1986, tres muertos, era en esa entonces la RFA República Federal de Alemania), suceso que fue utilizado como pretexto por la administración Reagan para bombardear su palacio y matar a su hija (14 de abril de 1986, por lo menos 50 muertos). En esa entonces, el fiscal alemán Detlev Mehlis (el mismo fiscal alemán que veinte años más tarde lo vamos a encontrar a cargo de la investigación del asesinato del primer ministro libanés Rafik al-Hariri y la falsificación de esta investigación) se basó en el testimonio de Eter Mushad para acusar a un diplomático libio y su cómplice Mohammed Amair. Sin embargo, la televisión alemana ZDF descubrió más tarde que Mushad Eter era un testigo falso y más bien un verdadero agente de la CIA, mientras que el atacante Mahammed Aamir era un agente del Mossad [1].

    ZePovinho

    21 de outubro de 2011 às 16h33

    http://www.voltairenet.org/El-linchamiento-de-Mua

    ……………..O el caso del atentado de Lockerbie (21 de diciembre de 1988, 270 muertes): los investigadores identificaron al dueño de la maleta que contenía la bomba y el sistema relojero para activar el explosivo gracias al testimonio de un comerciante maltés que había vendido un pantalón, pantalón que fue encontrado en la misma maleta-bomba. La justicia escocesa acusó entonces a dos agentes libios Abdelbasset Ali Mohmed Al Megrahi y Al Amin Khalifa Fhimah y el Consejo de Seguridad de la ONU tomó las sanciones contra Libia.
    En última instancia, para poner fin a las sanciones, Libia accedió extraditar a los dos agentes (el primero fue condenado a cadena perpetua, el segundo fue absuelto) y a pagar $ 2.7 mil millones en compensación, mientras que el acusado prisionero continua proclamando su inocencia hasta hoy día.

    En definitiva, en agosto de 2005, uno de los responsables escoceses encargado de la investigación declaró que la principal prueba, el sistema auto-disparador (temporizador o sistema relojero desencadenando la bomba) había sido colocado en el lugar del accidente por un agente de la CIA.
    Más tarde, el mismo experto que había analizado el temporizador (relojero) para el tribunal admitió que él mismo había fabricado ese aparato antes que la CIA lo ponga sobre el lugar del accidente [donde cayeron los restos del avión]. Finalmente, el comerciante y vendedor de pantalones de Malta admitió haber recibido 2 millones de dólares para dar un falso testimonio. Las autoridades escocesas decidieron revisar el caso y el proceso, pero la salud de Abdel Basset Ali Mohmed Al Megrahi no lo permitió.

    ZePovinho

    23 de outubro de 2011 às 21h05

    Caraca!!Censuraram o vídeo!!!!!Ainda bem que baixei!Se quiser,Azenha,te envio!!

    Conceição Lemes

    23 de outubro de 2011 às 22h16

    Vc não consegue postar aqui, ZePovinho? abs

Bernardino

21 de outubro de 2011 às 12h27

O PATIFE OBAMA,pau mandado da HILLARY Clinton, e o Corno SARKOZY comemoram a democracia na Libia.Piada de mau gosto.Se KHADAFFI tivesse arma nuclear eles nao invadiriam a Libia.E m 2008 o KIM da COREIA Norte,desafiou o BUSH e disse:Se entrar um americano aqui vira PÓ.OS EUA tem 30000 soldados na fronteira com a coreia.POR QUÊ? A coreia tem uma bomba atomica e um missil com alcance de 3000 km que alcança MIAMI.Ate hoje estao quetinhos.O BRASIL que se cuide!Nao temos armas nucleares devido com certeza a COVARDIA daCulltura PORtuguesa como Sempre de quatro para os EUA

Responder

jairoalves

21 de outubro de 2011 às 12h26

"20/10/2011 às 22:36

Não acredite no que seus olhos vêem e lêem, acredite na versão dos monopolistas das virtude
A turma que capturou Muamar Kadafi, que era um assassino desprezível, e o torturou, humilhando-o, com posterior execução, agora tenta inventar uma justificativa: o ex-ditador teria morrido durante confronto com as forças que lhe eram leais. Estamos vivendo realmente dias muito especiais.

Como se vê no post abaixo, NÃO DEVEMOS ACREDITAR NEM MESMO NAS PALAVRAS DE OBAMA, mas nas suas boas intenções. Guerra, como se sabe, é monopólio da direita republicana, rancorosa e ignorante. Os democratas progressistas fazem outra coisa, ainda que façam a mesma, porque têm o monopólio das boas intenções.

Do mesmo modo, não devemos acreditar nos vídeos que os próprios rebeldes puseram no ar. Eles criaram uma nova versão, edulcorada, para a execução extrajudicial.

Começa bem a democracia líbia."

O que ta acontecendo? O "uncle" nao tomou o remedinho hoje? To espantado com a atitude dele desde ontem nesse caso da libia…

Responder

FrancoAtirador

21 de outubro de 2011 às 12h15

.
.
Agora, após a OTAN haver destruído a Líbia,

"as potências ocidentais vão ajudar a reconstruí-la".
.
.

Responder

Cleverton_Silva

21 de outubro de 2011 às 11h45

Palavras que caem bem para definir este momento: "É preciso que tudo mude para que tudo continue igual". Será que o povo líbio vai conseguir superar esse momento e começar a construir uma sociedade moderna?

Responder

    vladimir lacerda

    21 de outubro de 2011 às 17h59

    Que povo líbio?Uns fugiram e o restante foi morto pelos rebeldes,a Otan e lógico o Kadafi. Vc já notou que só quem matou foi o governo de Kadafi.,Fizeram uma revolução.tomaram o poder e ninguém morreu.Por que será?

    marcosomag

    21 de outubro de 2011 às 18h17

    Em parte, já havia sociedade moderna sob a ditadura de Khadaffi. Havia laicidade, mulheres nas universidades e IDH melhor que o brasileiro. Porém, havia o autoritarismo de Khadaffi. Agora, haverá o totalitarismo teocrático dos jihadistas fantoches da OTAN, a não-reconstrução do país (só vão fazer aquilo que for do interesse da empresas petrolíferas que já estão repartindo o butim), mulheres de burcas, "lapidações", e por aí vai. Pobre Líbia!

    Cleverton_Silva

    22 de outubro de 2011 às 12h36

    Tem razão, marcosomag. Às vezes, colocamos mal algumas palavras. Posso trocar o termo "sociedade moderna" por "sociedade mais justa", pois esta deve ser uma busca de todas as nações.

_spin

21 de outubro de 2011 às 11h44

EUA avisam, em tom de ameaça, que a morte de Kadafi foi apenas um aviso de que "líderes autoritários" serão derrubados. Bom que saibamos quem é, para os EUA, autoritário, um conceito bem amplo, quem abrange por exemplo governo que não obedece a cartilha neoliberal, mesmo que tal governo tenha sido eleito pelo povo. Se tiver petróleo então. A conferir neste artigo do começo de 2010, na Carta Maior

A doutrina Hillary: a gestação do argumento golpista
Os apologistas do processo eleitoral passaram a questioná-lo. Os argumentos que tiram da manga são de uma imoralidade que beira o ridículo. Dizem, por exemplo, que o que conta não são as eleições, mas sim a ação de governo; ou que o sufrágio contaminado de populismo é um engano (quando ganha a esquerda, é claro) e outras afirmações no mesmo estilo. A “doutrina desqualificadora da eleição” vem ganhando terreno em diversos setores políticos e já foi expressa, em reiteradas declarações, pela atual secretária de Estado dos EUA. O artigo é de José Vicente Rangel.

José Vicente Rangel

Quando o movimento popular latinoamericano se encontrava acossado, perseguido com inaudita crueldade pelos agentes de poder da região; quando a divisão interna da esquerda esgotava sua capacidade para converter-se em opção e o domínio dos partidos tradicionais era absoluto, as eleições constituíam o desideratum da política democrática. A instituição do sufrágio era a alternativa e a recomendação que se dava a quem praticava formas de lutas distintas, devido ao esgotamento a que estavam submetidas. O caminho era a incorporação à via pacífica e eleitoral.
Leia mais:
http://189-039-015-245.static.spo.ctbc.com.br/tem

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    leo

    21 de outubro de 2011 às 13h21

    Pois é. O Sadam foi um aviso pro Khadafi. Ele entendeu em parte, mas não bastou.
    Agora, o líder sírio é a bola da vez.

José Ruiz

21 de outubro de 2011 às 11h39

O ocidente vai tratar de garantir contratos de exploração e distribuição de petróleo e reconstrução do país, de quebra se apoderar das riquezas espalhadas bancos-mundo afora e não está nem aí para o que vai acontecer na Líbia… vai virar um Iraque..

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_spin

21 de outubro de 2011 às 11h20

OS EUA, xerife do mundo, ameaça, será que isso vale para Berlusconi.Ai me lembro de um artigo sobre a nova doutrina americana, segundo a qual um governo,mesmo eleito pelo povo, poderá ser derrubado se não implantar a cartilha neoliberal, o que é interpretado pela corte como autoritarismo, preciso procurar o link, hoje é Kadafi e amanhã pode ser qualqur governo que não reze na cartilha dos EUA, se tiver petróleo então…

Morte de Gaddafi é aviso a líderes autoritários, diz Obama

Por Matt Spetalnick e David Morgan

WASHINGTON (Reuters) – O presidente norte-americano, Barack Obama, considerou a morte do líder líbio deposto Muammar Gaddafi como um aviso a líderes autoritários de todo o Oriente Médio, mostrando que os governos com mão de ferro 'inevitavelmente chegam ao fim'.

Obama juntou-se a políticos e cidadãos norte-americanos, saudando a morte de Gaddafi, que foi durante décadas visto como inimigo de presidentes dos EUA, e também buscou reivindicar parte do crédito pela queda do homem forte líbio.

'Isso marca o fim de um capítulo longo e doloroso para o povo da Líbia, que agora tem a oportunidade de determinar seu próprio destino em uma Líbia nova e democrática', disse Obama a repórteres no Jardim de Rosas da Casa Branca.

Obama deixou claro que vê a morte de Gaddafi como algo que veio comprovar o acerto de sua estratégia de 'liderar desde atrás', que foi criticada nos EUA por deixar o país em um papel de apoio nos ataques da Organização do Tratado do Atlântico Norte na Líbia.

'Sem colocar um único militar norte-americano em campo, alcançamos nossos objetivos', disse Obama em discurso televisionado para os norte-americanos, já exaustos das guerras prolongadas no Iraque e Afeganistão.

A reação dos EUA refletiu uma história difícil com Gaddafi, visto nos EUA como vilão devido aos vínculos de seu governo com a explosão de um voo da Pan Am sobre a Escócia, em 1988, e uma explosão em uma discoteca de Berlim, em 1986, que teve como alvos soldados norte-americanos.

Obama disse também que a morte de Gaddafi deve servir de aviso a outros líderes autoritários no Oriente Médio, onde revoltas já depuseram líderes que passaram muitos anos no poder no Egito e na Tunísia.

Washington está fazendo pressão por mais sanções contra o presidente da Síria, Bashar al-Assad, devido à repressão brutal dos protestos pró-democracia nesse país.

'Para a região, os acontecimentos de hoje (quinta-feira) comprovam mais uma vez que um governo com mão de ferro inevitavelmente chega ao fim,' disse Obama.

O presidente falou ainda que os Estados Unidos serão parceiros do governo interino líbio e exortou uma transição rápida para eleições democráticas, mas não fez promessas específicas de ajuda.

Parentes de vítimas norte-americanas mortas na explosão do voo sobre Lockerbie, na Escócia, promovida 23 anos atrás por agentes líbios, disseram que a justiça foi feita com a morte de Gaddafi ao fugir de sua cidade natal e derradeiro reduto.

'Espero que ele esteja no inferno com Hitler', comentou Kathy Tedeschi, cujo primeiro marido, Bill Daniels, foi uma das 270 pessoas mortas na explosão do voo 103 da Pan Am em 1988.

(Reportagem adicional de Caren Bohan, Tabassum Zakaria, John Whitesides e Michelle Nichols)
http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documen

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    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 14h40

    Ih! Me dei conta disso agora. Estranhei o uso da expressão "líderes autoritários". Até pensei que a lista de adjetivos comumente usados (terrorista, eixo do mal) estava se esgotando, ou, quem sabe, cansando. Pelo visto, a coisa ficou ainda mais tenebrosa.

    "O presidente norte-americano, Barack Obama, considerou a morte do líder líbio deposto Muammar Gaddafi como um aviso a líderes autoritários de todo o Oriente Médio, mostrando que os governos com mão de ferro 'inevitavelmente chegam ao fim'. "

    Só resta saber quando "inevitavelmente chegarão ao fim os governos abutres, mãos de gato, testa-de- ferro ou neo-liberais"

    Bonifa

    22 de outubro de 2011 às 18h47

    Precisam dizer ao Obama que não são apenas os governos com mãos de ferro que inevitavelmente chegam ao fim. Os com mãos de napalm, mãos de fósforo branco, mãos de urânio, também inevitavelmente chegam ao fim.

augusto

21 de outubro de 2011 às 11h14

dr febbro.
Italiano?
Curioso.
Nem uma palavra sobre o petroleo libio. Nem sobre a agua do subsolo libio. Nem sobre o talento politico de manter tanta diversidade no pais por tanto tempo. Muito menos sobre o nivel de vida e serviços sociais muito melhores que os vigentes em toda a africa. Nem sobre a compra do satelite para o continente todo…feita por ele.
Naturalmente, todo o positivo que kaddafi tem representado é anulado pelo "megalomania" dele.
E pra completar o febbro nao se dá ao trabalho de descrever o CNT, do qué é feito e o que fez em poucos meses no país.

Responder

    leandro

    21 de outubro de 2011 às 12h53

    Ok. Voce aceitaria viver num pais onde não se pode ter opinião contraria? Não se pode ser oposição? Não se esqueça que o que levou Lula ao poder foi ter o direito de ser oposição. Num pais comandado por kadafi, nunca um oposicionista como Lula foi chegaria ao poder. Tenho visto aqui muita gente contra o odioso golpe de 64 apoiando uma ditadura militar de direita que durou 42 anos. Cada uma que me aparece.

    Gabriel

    21 de outubro de 2011 às 14h19

    Leandro, não fale "essa é de doer" sem conhecer o assunto em pauta. Não se discute que Kadafi governava a Líbia com autoritarismo. Mas isso lá não basta. Pra manter o país num clima, pelo menos, tolerável, sem que as diversas tribos se degladiassem, foi necessária muita habilidade, astúcia política mesmo, o que era notoriamente conhecido nele.

    leandro

    21 de outubro de 2011 às 16h38

    A habilidade politica dele se resumia a massacrar qualquer opositor. Na libia não existe nem constituição. O cara esteve no poder absoluto por 42 anos e não mudou isso, ao contrario, governou para si e sua familia e usou os recursos do povo libio para acumular uma fortuna incalculavel. A maioria aqui só é a favor desse lixo porque ele ultimamente era contra os EUA. Será que no periodo em que eram aliados o povo daqui era a favor dele? E de onde voces tiram informações confiaveis sobre a vida interna na libia? Se a imprensa era controlada, oposição não existia e tudo era abafado?

    Gabriel

    21 de outubro de 2011 às 17h55

    Tenta o le monde diplomatique, de preferência a edição francesa.

    Aline

    21 de outubro de 2011 às 22h34

    Veja os vídeos das tvs da Algéria e as informações no site da Telesrtv.
    Vale a pena também ver esse vídeo do telejornal Dossier de ontem, da tv pública Venezolana de tv,analisando a morte de Gaddafi: http://www.vtv.gov.ve/index.php?option=com_hwdvid

    Emilio GF

    22 de outubro de 2011 às 03h24

    A propósito, Israel também não tem constituição.

    E não está sendo bombardeada pela OTAN.

    Valdeci Elias

    22 de outubro de 2011 às 02h52

    A Diferença de 64 para 2011, é que Jango renunciou e entregou o Brasil para os americanos, enquanto que Kadafi lutou até a morte.

    leandro

    21 de outubro de 2011 às 13h33

    Talento politico?..essa é de doer…mão de ferro, morte aos opositores, esse era o talento politico de uma ditadura militar que durou 42 anos. Os que apoiam kadafi são os mesmos que odeiam a horrivel ditadura que o Brasil viveu. Me diga qual a diferença de uma para a outra? Um Lula nunca chegaria ao poder num pais com kadafi no comando, lá não existia espaço para oposição. Cai na real.

    Emilio GF

    21 de outubro de 2011 às 22h03

    A diferença é que, quando os militares-mulherzinhas-de-burguês deixaram o poder, o Brasil tinha a pior distribuição de renda do mundo e IDH de país africano.
    Não desculpa o ditador Kadfi, mas não pode ser relevado.

    Rogério

    21 de outubro de 2011 às 22h31

    Bravo Augusto! Você ousa ser uma voz destoante entre a maioria dos brasileiros que repetem os chavões que o PIG joga no ar, há décadas, contra o Gaddafi. Um líder árabe que soube unificar as 800 tribos e clãs que compõem a Líbia, um país com uma realidade política e cultural extremamente peculiar e totalmente distinta da nossa..
    Aqui ninguém sabe nada sobre essa realidade líbia, mas todos se acham autorizados a apedrejar aquele dirigente que colocou a Líbia entre os quarenta países de maior IDH do mundo. Um país que , quando ele subiu ao poder possuia um povo faminto e miserável,já que o monarca, inteiramente subserviente às grandes potências ocidentais, só cuidava de seus interesses pessoais de enriquecer ilicitamente.
    Sugiro ver:
    Vale a pena ver esse vídeo do telejornal Dossier, da tv pública Venezolana de tv,analisando a morte de Gaddafi: http://www.vtv.gov.ve/index.php?option=com_hwdvid

Eneas

21 de outubro de 2011 às 11h13

Creio que o objetivo seja este mesmo. No caos reina o mais forte. A "OTAN" nunca mais sairá da Líbia.

Responder

Alexandre

21 de outubro de 2011 às 10h58

Foi o texto mais lúcido que li sobre a Líbia, sem apego irracional ao ditador (inacreditavelmente cultivado por pessoas declaradamente de esquerda). Esse que nunca deu ar aos opositores e governou com punho de ferro e muita bala. Também não alivia para o ocidente sedento de lucros (mais uma conta alta para ser paga pelos Líbios). Também mostrar as grande divisões entre um povo que tem origem tribal, consequentemente de identidade marcante e que aponta como traço de separação.
Creio, no entanto, que um novo inimigo, a ser revelado na pessoa das potencias militares ávidas para explorar as riquesas da Líbia, poderá ser um fator para uní-los, embora pouco provável.

Responder

Bonifa

21 de outubro de 2011 às 10h43

A análise é prejudica porque o analista não consegue discorrer seu raciocínio sem excesso de "ocidentalismo' ideológico. Tudo é escrito como se o fosse por um cidadão médio recheado de conceitos ditados pela mídia que, como se sabe, é instrumentalizada ideologicamente pelos interessses das grandes potências ocidentais.

Responder

    EU'S

    21 de outubro de 2011 às 12h31

    falou tudo!


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