VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Antonio Luiz Costa: A promoção da intolerância começa a desfigurar a Primavera Árabe


20/10/2011 - 13h47

por Antonio Luiz M. C. Costa, em CartaCapital

Os fundamentalistas da Irmandade Muçulmana e do movimento salafista ganharam espaço, legalizaram seus partidos e esperam controlar o Parlamento e os clérigos muçulmanos são ouvidos pelo governo. Enquanto isso, os coptas, como os liberais laicos e o movimento sindical, protestam contra sua exclusão. A manifestação literalmente esmagada – 17 dos mortos foram triturados por tanques do Exército, que chegaram a subir na calçada para atropelá-los, enquanto outros foram abatidos a tiros – dirigia-se à sede da tevê estatal para protestar contra o incêndio e destruição de uma igreja cristã em Assuã e era majoritariamente de coptas, mas tinha a adesão de muçulmanos laicos e moderados, solidários com sua indignação.

Nove meses após o início da Primavera Árabe, a falta de respostas convincentes às reivindicações, para não falar dos problemas de fundo que as geraram, começa a azedar o caldo. Onde ditadores caíram, na Tunísia, Egito e Líbia, regimes de transição mantêm figuras-chave do antigo regime no poder, adiam eleições, aliam-se a integristas islâmicos ou tudo isso ao mesmo tempo. Onde o conflito continua em aberto, como no Iêmen, no Bahrein e na Síria, as chances de uma saída democrática parece ainda menor. Em Israel, um movimento de “indignados” pressiona por reformas sociais, mas também se vê um recrudescimento do extremismo da direita política e religiosa e atentados a propriedades, mesquitas e túmulos de não judeus. Aonde isso leva?

Embora o Egito tenha marcado as eleições parlamentares para 28 de novembro, o governo militar adiou sine die a entrega do poder executivo e diz que pretende permanecer pelo menos até 2013. E agora moveu contra uma manifestação liderada por cristãos coptas, em 9 de outubro, a repressão mais violenta desde a queda de Hosni Mubarak. Houve pelo menos 550 feridos e 26 mortos, um massacre pior que o atentado contra uma igreja de Alexandria no réveillon de 2011, que hoje se sabe ter sido planejado pelo governo deposto.

Segundo o governador de Assuã, general Mustafa El-Sayed, os coptas usavam “ilegalmente” uma pensão como igreja (abertura de igrejas cristãs precisam de autorização governamental) e violaram os códigos de construção. Em 30 de setembro, quando jovens do povoado, incitados por um clérigo, destruíram a igreja com as próprias mãos, apenas “corrigiram” o erro dos coptas.

Mas, segundo o jornal Al-Ahram, o lugar era uma igreja desde sua construção, em 1949, e sua reconstrução e ampliação com essa mesma função foram autorizadas pelo Cairo em maio. Em setembro, quando muçulmanos vieram pela primeira vez alegar que a presença cristã era muito pequena para justificar uma igreja, os coptas – 250 numa vila de 18 mil habitantes – pediram proteção à polícia e aos militares que, em vez disso, ordenaram o congelamento da obra. Um acordo com os clérigos muçulmanos foi negociado, pelo qual os cristãos abriram mão de sinos, alto-falantes e crucifixos externos. Mesmo assim, um inspetor veio em seguida dizer que a construção era 4 metros mais alta do que o permitido e o “erro” tinha de ser corrigido em 15 dias, o que era impraticável. Então, 3 mil muçulmanos cercaram e destruíram a igreja, com o apoio do governo local e a indiferença do Cairo.

Testemunhas do massacre, inclusive muçulmanas, contaram que as mortes no Cairo nada tiveram a ver com “violência sectária” dos coptas, como propagou a tevê estatal ao convocar os muçulmanos a “proteger o Exército” quando os choques começaram. Extremistas muçulmanos se juntaram à violência contra a manifestação e soldados parecem ter acreditado que estavam sendo atacados por cristãos, mas foram claramente instigados pelo governo, ou por uma de suas facções.

O primeiro-ministro, Essam Sharif, pôs o cargo à disposição e o vice-primeiro-ministro e ministro da Fazenda, Hazem al Beblawi, renunciou em protesto contra a repressão, mas, quando o governo militar do marechal Mohamed Hussein Tantawi rejeitou sua renúncia, disse à Reuters: “Agora estou numa situação difícil, estou confuso”. Ou uma parte – talvez a principal – do governo militar quer se aliar aos partidos fundamentalistas para controlar as massas, fazendo dos coptas (e talvez dos liberais laicos) um bode expiatório ou quer incitar a luta sectária para justificar o cancelamento das eleições, a imposição da “lei e ordem” e uma ditadura militar por tempo indefinido. Ou ambas as coisas.

Na Tunísia, onde mais de cem partidos pretendem participar da eleição inicialmente marcada para 24 de julho e depois adiada para 23 de outubro, o primeiro nas pesquisas é o partido Nahda, “Renascença”, que originalmente se chamou “Ação Islâmica” e é tido como islamista moderado, seguido por três partidos laicos de centro-esquerda e pelo Partido Comunista.

Mas os fundamentalistas também estão presentes nesse que é tido como um dos países árabes mais ocidentalizados. Na sexta-feira 7 de outubro, a tevê privada Nessma os enfureceu ao transmitir a animação Persépolis, da iraniana Marjana Satrapi – no qual ela questiona a revolução iraniana e chega a discutir com o próprio Alá – e um debate sobre o fundamentalismo. Salafistas saíram armados de paus e facas nas ruas da Tunísia e 300 deles tentaram incendiar a sede da emissora, sendo contidos pela polícia. Após dois dias de protestos, o presidente da emissora, Nabil Karoui, pediu desculpas por transmitir o filme “blasfemo”, que já tinha sido exibido nos cinemas, sem incidentes, durante a ditadura de Zine el-Abidine Ben Ali.

Na Líbia, é notório que os fundamentalistas são uma parte importante na coalizão que derrubou Kaddafi. Seu líder militar, Abdel Hakim Belhaj, veio do Grupo Islâmico Combatente Líbio, organização ligada à Al-Qaeda. Em 2004, foi capturado e torturado pela CIA e entregue a Kaddafi, em cuja prisão ficou até o ano passado. Sami al-Saadi, outro líder da mesma organização, abriu processo contra o governo britânico, cujos espiões o entregaram ao regime recém-deposto no mesmo ano. O novo prefeito de Trípoli, Abdel al-Rajazk Abu Hajar, é membro da Irmandade Muçulmana. Um judeu que visitou a Líbia após a queda de Kaddafi contou ao jornal israelense Haaretz que a hostilidade contra judeus e sinagogas cresceu após a queda do ditador, acusado por pessoas ligadas ao novo regime de ter “sangue judeu”. O racismo também veio à tona, com perseguição e prisão arbitrária de negros que, líbios ou imigrantes, eram bem tratados e favorecidos pelas políticas pan-africanas de Kaddafi.

Na Síria, apesar da repressão que, segundo as Nações Unidas, já matou 2,9 mil manifestantes e dissidentes, muitos setores apoiam o regime de Bashar al-Assad. A Irmandade Muçulmana é o foco da oposição, principalmente em Hama, onde promove insurreições praticamente desde o início do regime baathista, em 1963. O autodenominado Conselho Nacional Sírio, formado em agosto para articular as oposições, tem participação de minorias religiosas e é presidido por um intelectual democrata, Burhan Ghalioun, mas qual será o seu papel se Assad realmente cair? Não necessariamente maior que os do Movimento 6 de Abril, da Associação Nacional para a Mudança e de Mohamed ElBaradei, que pareciam representar o movimento egípcio em seus primeiros dias, mas hoje pouco influem nos rumos do país.

Em recente reportagem na Síria, Guga Chacra, de O Estado de S. Paulo, ouviu líderes cristãos dizerem que temem a queda da ditadura. A Síria recebeu mais de 1 milhão de refugiados do Iraque, metade dos quais é de cristãos expulsos pelo fundamentalismo sunita e xiita que teve rédea solta depois que os EUA derrubaram o laicismo baathista de Saddam Hussein. Dois milhões de cristãos sírios temem ter o mesmo destino.

Circula na Síria a tese, alimentada pela mídia governista, segundo a qual o Ocidente, a Arábia Saudita e Israel planejam expulsar as minorias cristãs do Oriente Médio. Formulada dessa maneira, é uma teoria da conspiração absurda, mas a inquietação que a gerou tem razão de ser. No Iraque e na Arábia Saudita, os EUA aceitaram a parceria com os fundamentalistas como um mal menor que lhe permitem reter interesses estratégicos. Talvez até o governo israelense pense assim, pois decidiu um acordo de troca de prisioneiros que prestigia o fundamentalista Hamas no exato momento em que a laica OLP tem seu grande momento ao buscar o reconhecimento da Palestina na ONU.

Por décadas, as massas encontraram no Islã tradicional os laços de proteção e solidariedade que lhe permitiram sobreviver à pobreza, um espaço de organização e protesto contra os abusos autoritários e um foco de afirmação contra as humilhações cotidianas. Neste momento, qualquer coisa que possa passar por democracia na região terá de dar mais voz a essas maiorias e mais poder aos seus representantes.

Isso é diferente, porém, de um regime autoritário que, para fugir da democracia real, promove ativamente a fanatização das massas e a perseguição das minorias étnicas e religiosas (ou mesmo dos muçulmanos laicos) em nome da maioria. Assim faziam os fascismos europeus e talvez pretendam fazer, hoje, os novos regimes líbio e egípcio – principalmente esse último, que lida com um país superpovoado e uma economia frágil. Como escreveu Walter Benjamin, todo fascismo é indício de uma revolução fracassada.





23 comentários

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_spin

21 de outubro de 2011 às 20h32

E fico observando que se no tempo da minha avó a guerra era promovida por nações, hoje quem tem interesses nestas invasões de paises ricos em petróleo e minérios no subsolo são as grandes corporações. Por isso o Brasil tem que ficar com uma pulga atrás da orelha, afinal de contas temos o pré-sal e outras riquezas no subsolo, áreas férteis, enfim, bastante fonte de lucro para estas empresas que hoje disputam o petróleo líbio. Já vimos este filme antes no Iraque. Quem o próximo "ditador" da fila? E quando todos os ditadores forem derrubados, imagina só se a fila será dada por terminada. Neste caso entrarão na fila para serem derrubados os regimes "autoritários". E segundo a atual doutrina dos EUA, autoritário é aquele governo que, mesmo tendo sido eleito pelo povo, resiste em colocar em prática a política neoliberal, como se vê, mais uma vez as empresas à frente da indústria da guerra. Enfim, pode não está muito distante a chegada do xerife do mundo pelas bandas da America do Sul.
http://www.advivo.com.br/blog/spin-in-progress/eu

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Nadra'as

21 de outubro de 2011 às 13h22

Desde a decada de 50 a Irmandade Muculmana foi perseguida pelo exercito egipcio, mesmo tendo sido aliados nos estagios iniciais. Agora os " fundamentalistas" da Irmandande Muculmana sao um risco a primavera arabe, os mesmos alias que foram perseguidos, presos, torturados e mortos por esses mesmos militares egipcios, aliados dos americanos.

Sobre os fundamentalistas " laicos" nenhuma palavra. Alias, em todo o texto nao existe uma unica prova. Tudo eh generico e as testemunhas nao tem nome.

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    dbacellar

    21 de outubro de 2011 às 20h52

    Afinal, os muçulmanos são naturalmente maus, filhos de Satã… não é mesmo?

    :-) <- isso é um sorriso e significa que este foi um comentário sarcástico, quem for simples de mente e tiver entendido que é minha verdadeira opinião, entenda o que é de fato…

Ozeias Laurentino

20 de outubro de 2011 às 23h26

Las potencias da velha e inútil ONU com poder de veto, não estão preocupadas com democracia querem é petróleo e, enquanto mais confusão melhor. É o modelo da civilização cristã ocidental, tal qual os jesuítas quando no brasil chegaram, quando colocavam tribos africanos em guerras para escraviza-las. Todos os desenvolvimentos jurídicos, sociais, intelectuais acumulados pela humanidade não é possível de solucionar problemas entre as nações, países chamados desenvolvidos, avançados resolvem suas diferencias a bala e bombas, que civilizações são estas. Onde países se reúnem como bandos, ou quadrilhas para atacar apenas um, esse é o exemplo para nossos jovens resolverem sus diferenças. É chegado a hora dos emergentes CHINA E A RUSSIA usarem seu poder de veto para dar um rumo esses quebrados do chamado primeiro mundo. É uma proposta para ser apresentada pelo Brasil na reunião dos BRICS. Aparecida de Goiânia, GO

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Uélintom

20 de outubro de 2011 às 22h27

Então, depois do Ocupe Wall Street, os Republicanos (e o Tea Party) têm chances de voltar ao poder?

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    Jairo_Beraldo

    21 de outubro de 2011 às 07h51

    Obama já está em campanha:____"WASHINGTON (Reuters) – O presidente norte-americano, Barack Obama, considerou a morte do líder líbio deposto Muammar Gaddafi como um aviso a líderes autoritários de todo o Oriente Médio, mostrando que os governos com mão de ferro 'inevitavelmente chegam ao fim'.Obama juntou-se a políticos e cidadãos norte-americanos, saudando a morte de Gaddafi, que foi durante décadas visto como inimigo de presidentes dos EUA, e também buscou reivindicar parte do crédito pela queda do homem forte líbio.'Isso marca o fim de um capítulo longo e doloroso para o povo da Líbia, que agora tem a oportunidade de determinar seu próprio destino em uma Líbia nova e democrática', disse Obama a repórteres no Jardim de Rosas da Casa Branca.Obama deixou claro que vê a morte de Gaddafi como algo que veio comprovar o acerto de sua estratégia de 'liderar desde atrás', que foi criticada nos EUA por deixar o país em um papel de apoio nos ataques da Organização do Tratado do Atlântico Norte na Líbia."____

Armando do Prado

20 de outubro de 2011 às 21h53

Apenas uma palavra define o aconteceu na Líbia: barbárie, e essa situação é comemorada pelo mundo afora, com a honrosa exceção da presidenta Dilma, que fez questão de frisar sua postura.
Fundamentalistas tão violentas quanto os diatadores derrubados, nos dão a perspectiva de dias sombrios pela frente.

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_spin

20 de outubro de 2011 às 21h49

De Brizola Neto, que esteve na líbia por ocasião do conflito:
Alegria mórbida

Qualquer que seja a opinião sobre Muammar Khaddafi, ou sobre qualquer pessoa, é enojante ver uma pessoa ser covardemente assassinada, desarmada e ferida. O vídeo divulgado pelas tevês árabes o mostra vivo e cambaleante, sendo assassinado por um grupo armado. Não é um bom cartão de visitas para um movimento que se proclama democrático e defensor dos direitos humanos os quais afirmava que Khaddafi violava.
Estas cenas de barbárie mostram que o Brasil faz muito bem em aguardar na normalização da situação líbia, pois demonstra que, no mínimo, não há controle central sobre os grupos armados e faz supor que esteja acontecendo uma liquidação em massa de figuras ligadas ao antigo Governo, sem julgamento e através da simples execução sumária ou linchamentos.
Fez muito bem a presidenta Dilma Rousseff em dizer que um assassinato, seja de quem for, não deve ser comemorado.
Infelizmente, os líderes mundiais e boa parte da imprensa parecem ficar possuídos de uma mórbida alegria com este tipo de atitude. Não é para menos, depois que os líderes do governo americano foram comemorar na televisão a execução sumária e o lançamento ao mar do corpo de Osama Bin Laden.
Se condenaram e até lançaram ataques aéreos contra o regime de Kaddhafi – a quem adularam durante anos para combater o extremismo islâmico, comprar petróleo e vender armas – por este tipo de atrocidade, o que dizer dos que fazem o mesmo?

Da mesma forma, a resolução da ONU que autorizou o início da força para proteger populações civis contra os poderes do Governo foi, igualmente, um exercício de hipocrisia, tanto que os aviões da Otan continuaram bombardeando sem cessar os redutos onde apenas tentavam sobreviver os remanescentes do regime. Estava claro que o objetivo jamais foi negociar uma normalização da vida no país e a plenitude democrática. Do início ao fim, o objetivo era criar um novo governo sobre o cadáver de Khadafi.

Viva a civilização ocidental! http://www.tijolaco.com/alegria-morbida/

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    Ligeovanio-MA

    20 de outubro de 2011 às 23h23

    Quando sarney passar pro andar de baixo, aqui no MA, vou comemorar, sim.

_spin

20 de outubro de 2011 às 21h14

Roda por aí um vídeo onde um grupo de mercenários em êxtase corre com o cadável de Kadafi prá lá e prá cá. Este ato simboliza sim o poder dos meios de comunicação que, já algum tempo, criam as condições para tais desfechos ao transformar em demônios alguns líderes que, derrubados, dão lugar a tiranos teocratas. Por aqui a midia tupiniquim, com Civita Murdoch à frente, está nesta empreitada, não diria com conexões externas mas internamente, o que não faz muita diferença. O povo acompanha bovinamente. Triste civilização humana. Por isso não creio que depois da morte reste alguma coisa além do que somos: matéria bruta

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Elisabelth

20 de outubro de 2011 às 21h11

Tambem fiquei triste…com a barabrie na Libia!! Poderia ter sido diferente! Como fazer uma nação democratica,depois de tanta barbarie… e o EUA e ONU patrocinandotudo isso! Triste!!

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    dbacellar

    21 de outubro de 2011 às 20h50

    Elisabeth, nunca ninguém teve a intenção de promover a adoção da democracia na Líbia. Foi o mesmo que no Afeganistão e no Iraque: mudar o governante porque o que eles tinham posto não funcionava mais como o necessário. Substituição de peças. A questão na Líbia é o petróleo, como foi no Iraque.

    Ah, sim, e os EUA têm patrocinado isso desde o fim da segunda guerra. Talvez desde antes, não me recordo de nenhum caso, mas deve haver. A ONU entrou de inocente útil, como em outras vezes. Autoriza o tapinha na mão e a autorização é usada para assassinar. Como sempre.

    Aliás, acho que estou ficando cínico: nem sei se deveria ser diferente. Os EUA estão exercendo o poder dado por nós para eles. Seguimos o líder por décadas, podemos até discordar, mas não há mais o que fazer, exceto aguardar por sua queda.

Leo V

20 de outubro de 2011 às 20h07

Parei de ler no meio porque o primeiro parágrafo do artigo não dá a informação básica de que país se trata naquele parágrafo.

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    Lucas

    20 de outubro de 2011 às 23h02

    A irmandade muçulmana e os salafistas são facções egípcias. A primeira parte do texto é sobre o Egito, que também tem numerosa minoria de cristãos coptas. O texto é bom, se você ler até o final.

Conservador316

20 de outubro de 2011 às 19h51

Um vídeo publicado no YouTube, em que 25 soldados egípcios espancam o cristão copta Raef After Faheem, provocou um protesto de milhares de cristãos coptas no domingo, 9 de outubro
![youtube oUyXtI0E4XU http://www.youtube.com/watch?v=oUyXtI0E4XU youtube]

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Pedro

20 de outubro de 2011 às 18h36

Talvez seja o caso de reduzir todos os casos e causos a uma questão principal, à do declínio do império e à agressidade que acompanha os que começam a sentir que seu chão já não é tão seguro.

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Bonifa

20 de outubro de 2011 às 18h36

Vejam o que saiu neste site:
Thursday, October 20, 2011
MUAMMAR AL GADDAFI IS ALIVE AND IS STILL LEADING LIBYAN RESISTANCE
22h/ Dejan Rats Hunter Hetzel
Video aboute Gaddafis Died is FAKE!! Look at Date from information about video http://www.libyasos.blogspot.com/

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    dbacellar

    21 de outubro de 2011 às 21h00

    Provavelmente é verdade. Mas o que interessa a verdade? Melhor, a quem interessa? Orlando Silva virou bandido depois de meia dúzia de mentiras de um criminoso de verdade, Lula virou corrupto depois de anos de campanha nos meios de comunicação…

Bonifa

20 de outubro de 2011 às 18h11

Não esqueçamos que a deflagração dos movimentos pró-democracia nos países árabes foi classificado por Hillary Clinton como uma "tempestade perfeita". Daí para cá, é de acreditar-se que rios de dinheiro (dinheiro saudita) estão sendo gastos para sabotar o andamento destes maravilhosos movimentos, buscando restabelecer o status de antes deles. Os movimentos estão ameaçados por forças poderosas, mas seus líderes mais legítimos, inexplicavelmente ignorados e emudecidos pela "imprensa" ocidental, já deram a entender que estão bem conscientes disso. Esta é a segunda etapa do jogo. Outras virão.

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pedro

20 de outubro de 2011 às 14h37

Oh pessoal bobinho esse da esquerda progressista e sonhadora…Só estúpidos sonhadores acreditam em primavera árabe e revolução via facebook. Sentiremos (já estou) saudades de Gadaffi.

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    Elton

    20 de outubro de 2011 às 18h49

    Também há estúpidos e sonhadores que escrevem tentando nos fazer oposição, a exemplo de SUA PESSOA…..

    dbacellar

    21 de outubro de 2011 às 20h58

    Tirando a referência à "esquerda" (para mim, quem acreditou em primavera árabe pode até ser esquerda, mas quem acredita em revolução via Facebook, certamente é da direita – ou da traseira, já não se sabe mais de que lado…) e a classificação de outras pessoas esperançosas como estúpidas (figura de linguagem um tanto desnecessariamente agressiva), de forma geral ele tem razão.

    Claro, as qualificações servem para o pedro (inicial minúscula usada pelo próprio) mostrar como ele, que não acreditou no que viu no rádio e TV, é superior ao resto dos mortais.

    Mas o fato é que era bom demais para ser verdade, mesmo.

daniel

20 de outubro de 2011 às 14h12

Era o meu maior medo: muda-se para permanecer a mesma coisa. Mas ainda acho que é muito cedo para analizar, só daqui à alguns anos que vamos saber à que veio a primavera árabe.

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