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Brasil de Fato: Desrespeito e agressão à soberania dos povos


27/10/2011 - 17h12

O desrespeito e agressão à soberania dos povos são constantes na política externa dos EUA

Editorial do Brasil de Fato, sugestão de Igor Felippe

Após 8 meses enfrentando os intensos bombardeios promovidos pelas tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o presidente da Líbia Muamar Kadafi foi preso e assassinado no dia 20 de outubro. O acontecimento é o ápice da trama feita pela França, Inglaterra e Estado Unidos para se apoderar das reservas petrolíferas em condições ainda mais favoráveis, lucrar com a indústria bélica, sempre acionada nas crises econômicas do capitalismo, e vislumbrar exorbitantes lucros com a reconstrução do país que eles destruíram.

Como homem e estadista, escreveu o jornalista lusitano Miguel Urbano no dia do seu assassinato, Muamar Kadafi foi uma personalidade complexa, cuja vida refletiu suas contradições. O seu governo, de 42 anos de existência, intercalou períodos de prosperidades socioeconômicas e de identidade com o pan-arabismo com um governo autocrático e, nas duas ultimas décadas, preocupado em abrir a economia e ser bem recebido pelas potências capitalistas do ocidente. De vilão, promotor do terrorismo mundial, assim retratado pela mídia burguesa até os anos de 1990, passou a ser fotografado de braços dados com os principais chefes de Estados do ocidente. Tornou-se um aliado importante na luta contra o terrorismo e, principalmente, contra a migração africana ao continente europeu.

A guerra liderada pela Otan para derrubá-lo do poder o obrigou a retornar às origens do seu governo, traído pelos aliados do ocidente. Com o tempo o povo líbio, livre das versões editadas pela mídia sediada nos países imperialistas, saberá situar na história o real significado do seu governo.

Mas, além do que foi o governo Kadafi , os acontecimentos que iniciaram em fevereiro e culminaram com o assassinato de um chefe de Estado que causou um jubiloso suspiro da Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, frente às câmeras de televisão, outros fatos merecem atenção.

Mais uma vez a ONU virou um joguete nas mãos das potências capitalistas. As primeiras mobilizações populares, na Líbia, surgiram em 15 de fevereiro. Um mês depois, em 17 de março, a ONU deu autorização para os países aliados à Otan intervirem e tomar todas as medidas necessárias para proteger a população civil. Foi a senha para que a Otan iniciasse o genocídio, bombardeando as principais cidades do país. Pode agora a ONU atestar, olhando para os escombros causados pelos bombardeios aéreos, que os milhares de mortos não eram civis? E, se ficar comprovado que a Otan extrapolou a autorização que recebeu, a ONU terá disposição e capacidade para julgar e puni-la? Na Síria, segundo a própria ONU, mais de 3 mil pessoas foram mortas pelo governo ditatorial daquele país. Em nenhum momento a ONU sinalizou adotar a mesma medida que foi fundamental para derrubar Kadafi . Continuar repetindo que seu objetivo era proteger os civis é um exercício de hipocrisia ou pensar que a população mundial é completamente desprovida de inteligência.

Tentar caracterizar essa agressão imperialista nos marcos das lutas populares que caracterizam a Primavera Árabe é outro acinte à inteligência humana. As revoltas populares que derrubaram os governos ditatoriais da Tunísia e do Egito, e que se espalharam por todo o Oriente Médio e norte da África, se caracterizaram por manifestações massivas e que primaram pela resistência pacífica. A Otan aproveitou-se das diferenças e conflitos existentes entre as etnias líbias para dar um caráter popular à sua ofensiva contra Kadafi . Os rebeldes antikadafistas mais pareciam personagens saídos do filme Mad Max, como escreveu o jornal britânico Daily Mail. Eram soldados e mercenários contratados, treinados e armados pela Otan. Hoje, fortemente armados. Esse contingente de mercenários será combustível para que o conflito, a violência, os assassinatos e o medo junto à população continuem existindo.

Agora, frente à reação da opinião pública mundial, a ONU pede que sejam investigadas as circunstâncias em que ocorreu o assassinato do presidente líbio. O governo provisório, o Conselho Nacional de Transição (CNT), afirma que fará a investigação. Há dúvidas se foi mesmo um assassinato, depois de estar preso, desarmado e imobilizado? Falta então encontrar os responsáveis. Para ambos, ONU e CNT, é necessário apenas um espelho e visitar Londres, Paris e Washington para encontrar os que estão com as mãos sujas de sangue do povo líbio.

Dois dias antes do assassinato, em Trípoli, Hillary Clinton disse aos estudantes líbios que esperava que Kadafi fosse logo preso ou morto. Ou seria o desejo de vê-lo preso e morto? Foi assim com o ex-aliado, agente da CIA Manuel Noriega, presidente do Panamá deposto e mantido preso incomunicável nos EUA desde 1990. Saddan Hussein, serviçal dos EUA nas guerras contra os curdos e o Irã, foi deposto da presidência do Iraque, julgado por funcionários estadunidenses, sem direito a defesa e enforcado de forma vil. Agora, foi a vez de Kadafi . Assim, não faltam exemplos recentes que atendem os desejos da atual Secretária de Estado dos Estados Unidos.

O desrespeito e agressão à soberania dos povos é são constantes na política externa dos EUA. Julgam-se a maior democracia do planeta porque a cada cinco anos trocam a bunda que senta na cadeira presidencial. No entanto, todos acabam declarando e perpetuando guerras para imporem seus interesses ao mundo. Que se envergonhem os que concederam o Prêmio Nobel da Paz aos que promovem genocídios. Certamente no futuro ficarão aprisionados em seus países, como é hoje o caso de Henry Kissinger, Nobel da Paz em 1973, temeroso de ser preso se vistar alguns países da Europa e da América do Sul.

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45 comentários

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Lucas

28 de outubro de 2011 às 16h01

Novos fatos sobre a invasão da Líbia!

Qatar admite ter mandado tropas pra ajudar rebeldes na Líbia. Além de mandar tropas, Qatar também deu armas e treinamento para os rebeldes. O país é, como sabemos, sede da Al Jazeera. Interessante, não?

(Se o link HTML não funcionar, a URL é essa aqui: http://www.guardian.co.uk/world/2011/oct/26/qatar

Responder

francisco.latorre

28 de outubro de 2011 às 12h22

do hora do povo..

eua trucida fundador da república da líbia para recolonizar pais.

para imperialismo, difusão da barbárie é 'avanço democrático'.

..

tem jornal no brasil. ainda.

..

Responder

Gersier

28 de outubro de 2011 às 11h40

"Um mês depois, em 17 de março, a ONU deu autorização para os países aliados à Otan intervirem e tomar todas as medidas necessárias para proteger a população civil"
Quero ver a "valentia" da OTAN, a insenção da ONU e a coragem dos Estados Unidos defendendo a população chinesa e dos coreanos do norte.

Responder

leandro

28 de outubro de 2011 às 10h19

Para um ditador que chamava os opositores de ratos, que ironia, foi pego dentro de um tubo de esgoto.

Responder

Valdeci Elias

28 de outubro de 2011 às 05h10

Obama está matando os aliados de Bush. Primeiro Bin laden. Agora Kadafi.

Responder

Francisco

28 de outubro de 2011 às 01h51

Até uns quarenta anos atrás acontecia uma barbaridade nos EEUU, o linchamento e morte de descendentes de africanos.

Muita coisa pode ser dita sobre Kadafi, mas uma incomoda insuportavelmente.

Obama se fez presidente dos EEUU e ganhador do Nobel da Paz. Fez três guerras e linchou um africano, Kadafi, até a morte.

Isso realmente dá o que pensar…

Responder

Regina Braga

28 de outubro de 2011 às 00h12

Vou repetir a declaração do Putin…estou enojada.Com a selvageria, com o linchamento e outras coisas,com o massacre do povo,com o humanitarismo da OTAN,com a omissão e quebra de regras da ONU.Pobre dos líbios,que vão viver todos os conflitos dos diferentes clãs e a ditadura do estado terrorista.

Responder

    Fabio SP

    28 de outubro de 2011 às 17h45

    Declaração do Putin?!?! Aquele que esmagou a Chechênia??? Esse vale?

LUCAS PEREIRA

27 de outubro de 2011 às 22h55

PRECONCEITUOSOS DO ENEM: SERÃO ELES O FUTURO DO BRASIL? http://desatualidadescronicas.blogspot.com/2011/1

Responder

Klaus

27 de outubro de 2011 às 22h51

Desculpe pessoal, sou mesmo um IDIOTA, tenho sérios problemas de sociabilidade, sou muito feio…mas muito feio, para chamar a atenção fico postando crítcas a vocês, me perdoem, sou apenas um velho carente…sniff…

Responder

    ZePovinho

    28 de outubro de 2011 às 01h05

    Na realidade,Fraulein,eu acho que vc é como o resto da oligarquia brasileira:sonha em ser sodomizado pela esquerda.

    Lucas

    28 de outubro de 2011 às 20h17

    Epa! Eu não tenho nada contra criticar o Klaus, mas poderia fazer isso com menos homofobia?

    (Além disso, a Conceição deveria checar o IP desse comentário, porque parece que alguém está usando o nick do Klaus pra fazer brincadeirinhas sem graça. Isso atrapalha quem busca comentários interessantes)

    Anão Zangado

    28 de outubro de 2011 às 06h55

    Incríve, este senhor teve um momento da mais completa e honesta autocrítica! Que tremendo insight!

    Luca K

    28 de outubro de 2011 às 19h08

    Na mosca! Kkkkkk

    Julio Silveira

    28 de outubro de 2011 às 21h13

    Desculpe Klaus, mas discordo, voce é menos idiota e mais cinico. Tua sensibilidade é que se discute. Talvez sem que se de conta seja fruto de uma incredulidade formada no meio que vives. Mas que não traz, para mim pelo menos, nenhuma motivação para que eu possa me apiedar de voce.

alexandre melo

27 de outubro de 2011 às 22h24

Agora que o bando ao serviço da CIA assassinou Kadafi, que país se seguirá à Líbia?
por Paul Craig Roberts

Se os planos de Washington tiverem êxito, a Líbia tornar-se-á mais um estado fantoche americano. A maior parte das cidades e infraestruturas foi destruída por ataques das forças aéreas dos EUA e dos seus fantoches da NATO. Firmas dos EUA e europeias agora obterão contratos sumarentos, financiados pelos contribuintes estado-unidenses, para reconstruir a Líbia. O novo parque imobiliário será cuidadosamente concedido a uma nova classe dirigente escolhida por Washington. Isto colocará a Líbia firmemente sob a pata de Washington.

Com a Líbia conquistada, o AFRICOM arrancará para os outros países africanos em que a China tem investimentos em energia e mineração. Obama já enviou tropas americanas para a África Central sob o pretexto de derrotar o Exército da Resistência de Deus, uma pequena insurgência contra o ditador vitalício. O porta-voz republicano da Câmara, John Boehner, saudou a perspectiva de mais uma guerra ao declarar que o envio de tropas dos EUA para a África Central "promove os interesses estado-unidenses de segurança nacional e a sua política externa". O senador republicano James Inhofe acrescentou uns litros de palração acerca de salvar "crianças ugandesas", uma preocupação que o senador não tem para com crianças da Líbia ou da Palestina, do Iraque, do Afeganistão e do Paquistão.

Washington ressuscitou o Jogo da Superpotência e está a competir com a China. Mas enquanto a China faz investimentos e ofertas de infraestrutura à África, Washington envia tropas, bombas e bases militares. Mais cedo ou mais tarde a agressividade de Washington em relação à China e à Rússia irá explodir nas nossas caras.

De onde está a vir o dinheiro para financiar o Império Africano de Washington? Não do petróleo líbio. Grandes porções do mesmo foram prometidas aos franceses e britânicos por lhe proporcionarem cobertura a esta última guerra aberta de agressão. Não de receitas fiscais de uma economia estado-unidense em colapso onde o desemprego, se medido correctamente, é de 23 por cento.

Como o défice do orçamento anual de Washington tão enorme como é, o dinheiro só pode vir das máquinas de impressão.

Washington já fez as máquinas de impressão trabalharem o suficiente para elevar o índice de preços no consumidor para todos os consumidores urbanos (CPI-U) a 3,9% ao ano (até o fim de Setembro), o índice de preços no consumidor para assalariados e empregados administrativos (CPI-W) a 4,4% ao ano e o índice de preço no produtor (PPI) a 6,9% ao ano.

Como mostra o estatístico John Williams ( shadowstats.com ), as medidas oficiais de inflação são manipuladas a fim de manter baixos os ajustamentos de custo de vista para os que recebem da Segurança Social, portanto poupando dinheiro para as guerras de Washington. Quando medida correctamente, a presente taxa de inflação nos EUA é de 11,5%.
ver mais em resistir.info

Responder

    Luca K

    28 de outubro de 2011 às 19h07

    O sempre excelente Paul Craig Roberts! Valeu pela postagem!

Fabio_Passos

27 de outubro de 2011 às 21h01

<img src=http://3.bp.blogspot.com/-ow26Fn9NzII/TqEplrcKodI/AAAAAAAAAuo/w1CcbWJNkpk/s1600/muammar_Gaddafi+E+MANDELA.jpg>

Responder

    CC.Brega.mim

    28 de outubro de 2011 às 02h32

    cadê ele agora?

    francisco.latorre

    28 de outubro de 2011 às 12h35

    mandela?..

    aquele que em nome do fim da tortura.. condenou os negros sulafricanos à miséria eterna?..

    noventa porcento das terras. são dos brancos.

    mandela. sucesso no ocidente branco.

    claro. claríssimo.

    ..

    enquanto isso..

    o zimbábue. que fez reforma agrária.. é demonizado.

    ..

    mandela.

    blá.

    ..

    Bonifa

    28 de outubro de 2011 às 16h50

    Tentaram contra o Mugabe mas não conseguiram. O país concentra gigantescas jazidas de minerais estratégicos. Mas as moscas da sujeira ocidental não desistem, estão pousando cada vez mais pelas vizinhanças do Grande Zimbábue. O Problema é que o Zimbábue fica longe demais das "grandes potências capitalistas", um ataque alí seria ruidoso tanto no Índico quanto no Atlântico Sul. E é um país que não se comunica com o mar, o que deixa os piratas dependentes de desembarque em portos de outros países, muito investimento, muito apelo à corrupção, muito desgaste político.

Fabio_Passos

27 de outubro de 2011 às 20h58

Recomendo leitura muito interessante no Blog do Bourdoukan.

É um depoimento que apresenta a Líbia e Kadafi de uma forma muito diferente da retratada pela mídia-lixo-corporativa ocidental.

"A Líbia que eu conheci" http://blogdobourdoukan.blogspot.com/

palhinha…

"
Antes de ser deposto e linchado pelos mercenários a mando dos terroristas OTAN e EUA, a Líbia possuía o maior índice de desenvolvimento humano da África, e até hoje maior que o do Brasil.

(…)

Essa era a Líbia da época.

Muita fartura, nenhuma miséria e a abundância ao alcance de todos.

Alias isso podia se observar nas pessoas.

Os mais velhos, que viveram sob o domínio dos colonialistas e durante a monarquia, eram pessoas alquebradas, corpo seco.

As crianças e os jovens eram saudáveis e alegres.

(…)

Na Líbia de Kadafi, os aluguéis estavam proibidos.

Os líbios que não tivessem casa, era só solicitar que o governo imediatamente providenciava a construção de uma.

O pais era um imenso canteiro de obras.

(…)

Os líbios, por lei, eram proibidos de trabalhar como empregados de estrangeiros.

O líbio que não quisesse trabalhar recebia o equivalente, valores de hoje, a cerca de 7 mil dólares por mês.

E mais: médico, hospital e remédios era tudo de graça.

Ninguém pagava escola e o líbio que quisesse aperfeiçoar seus estudos fora do país ganhava uma substancial bolsa.
"

Responder

    maísa paranhos

    28 de outubro de 2011 às 12h42

    Excelente o blog, Fábio. Entrei e achei bastante esclarecedor…Sinto-me de luto com a morte de Kaddafi. Mais uma vitória americana. Quem será a próxima vitima? A Síria, Venezuela, Irã, Brasil? Além das ingerências americanas, tem-se que denunciar, rejeitar o espetáculo feito com o presidente Kaddafi, o linchamento e depois, a exibição de seu corpo vilipendiado. O que estão querendo os americanos e a OTAN, no plano simbólico? É muito repugnante a ausência de todo e qualquer valor que nos retira, a humanidade, a condição cultural de humanos. Sob o sígno desses Estados, o homem ganha forma de besta, e isto, é amplamente cultivado pela mídia: "Joga bosta na Geni…"

    maísa paranhos

    28 de outubro de 2011 às 14h19

    Excelente blog. muito esclarecedor. Se vc puder, avise o blogueiro da complicação que é colocar um comentário lá.

    Bonifa

    28 de outubro de 2011 às 18h57

    Excelente. Mas creio que houve um engano quando fala em 7 mil dólares por mês para quem não trabalhasse, o que é matematicamente impossível. Dava prá ver uma correção aí?

ZePovinho

27 de outubro de 2011 às 19h44

http://apublica.org/2011/07/semana-wikileaks-a-em

Waack

Quem também participou de almoços e encontros com funcionários do governo dos Estados Unidos foi o apresentador do Jornal da Globo, William Waack. O primeiro entre os citados foi em 28 de abril de 2008. Uma visita de jornalistas ao almirante Philip Cullom, que passava pelo Brasil para uma série de exercícios conjuntos entre as marinhas dos Estados Undidos, Brasil e Argentina.

De acordo com o relato do então embaixador Clifford Sobel, a visita de “membros da imprensa brasileira” resultou numa “cobertura positiva”. Entre todos os jornalistas, apenas o apresentador do Jornal da Globo é nomeado, por ter “apresentado em duas reportagens para O Globo sobre a visita que reflete a importância da parceria dos EUA com o Brasil”.

Outro encontro deu-se em setembro de 2009, com a presença Sérgio Fausto, à época diretor do Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC). Nele, Waack trouxe a informação, que posteriormente se revelaria falsa, de que os então governadores de São Paulo, José Serra, e Minas Gerais, Aécio Neves, teriam acertado uma chapa-puro-sangue do PSDB para rivalizar com Dilma Rousseff.

O terceiro encontro foi com o atual embaixador, Thomas Shannon, em fevereiro de 2010. Waak teria dito que em um fórum com empresários, Aécio Neves teria se mostado “o mais carismático”, Ciro Gomes “o mais forte”, Serra “claramente competente” e Dilma “a menos coerente”.

Em agosto de 2005, há menção a um encontro com oito jornalistas e comentaristas de jornais, revistas, TV e internet. Nenhum é mencionado, mas muitas teorias são listadas sobre o que se sucederia às denúncias de corrupção consagradas como o escândalo do “Mensalão”.

Fernando Rodrigues, repórter especial de política da Folha e autor do blog UolPolítica, teve pelo menos duas conversas com o assessor político da embaixada dos Estados Unidos, segundo os documentos. Em ambos, foi procurado para dar a contextualização de questões relativas ao país: o funcionamento do Tribunal de Contas da União e o futuro de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) caso perdesse a eleição para presidente da Câmara dos Deputados em 2007.

Responder

richard pereira

27 de outubro de 2011 às 19h14

Breve a parte do povo LÍBIO que foi enganado com promessas falsas ,vai conhecer a realidade que os espera..

O MELHOR IDH , O MELHOR PIB PER CAPITA, A MELHOR SAUDE E EDUCAÇÃO . O MENOR DESEMPREGO , A AUSÊNCIA DE MISERIA ,ou seja o melhor país da ÁFRICA em todos estes índices segundo a ONU vai se tornar o que se tornou o IRAQUE, um povo miserável sem emprego vendo seus atuais líderes comendo propina e entregando o petróleo ao semi quebrado U.S.A e aos semi falidos INGLATERRA, FRANÇA, ITALIA, ESPANHA e outros já falidos.

RICHARD PEREIRA

Responder

Bernardino

27 de outubro de 2011 às 19h09

JA falei aqui . A ONU é PROSTITUTA dos EUA e a OTAN,cafetina dos EUA E EUROPA.
O KIM da COREIA Norte desafiou EUA e Europa com sua bomba atomica e seus misseis de 3000 km indo ate MIAMI,Ate hoje a ONU nao se reuniu para intervir na COREIA. POR QUE ? Porque quem tem arma nuclear é respeitado custe o que custar. FORMIGA SABE A FOLHA QUE CORTA . ELES entram no Brasil e fazem o que querem,pois a covardia`PORtuguesa nao nos permitiu ter artefato Nuclear.
O PAtife COLLOR e FHC,ambos Fernandos lamberam as botas dos e assinaram o tratado de Nao proliferaçao NUCLEAR,HAJA COVARDIA

Responder

    Werner_Piana

    28 de outubro de 2011 às 00h40

    depois que os EEUU vierem nos dar "ajuda humanitaria" para defender a democracia e a população civil, que tudo tiver ido pro saco, capaz dos 'pacifistas' bobocas entenderem que num mundo selvagem como o nosso, é imprescindivel possuir artefatos nucleares para defesa. O Kim da CNorte é quem está certo! Ele se dá ao respeito, ditadorzinho comuna antiquado ou não…

    liosant

    28 de outubro de 2011 às 02h24

    não foi só contra a coreia do norte, com o Irã também aconteceu isso.

Gustavo Pamplona

27 de outubro de 2011 às 18h40

Desrespeito está sendo este blog não prestar uma homenagem ao grande estadista Luiz Inácio Lula da Silva pelos seu 66 anos!

Que coisa feia, eihn? Conceição e Azenha! hahahahahhahah

Responder

Klaus

27 de outubro de 2011 às 17h42

Lendo o segundo parágrafo do texto, onde o autor tentou fazer uma tímida crítica a Kadafi, fiquei imaginando se o articulista escreveria que Hitler "foi uma personalidade complexa, cuja vida refletiu suas contradições". Talvez lembrasse que "com o tempo o povo alemão, livre das versões editadas pela mídia sediada nos países imperialistas, saberia situar na história o real significado do seu governo". Desconheço lugar onde a morte de Kadafi foi mais lamentada que na esquerda nativa. Qualquer um, desde que confronte os EUA e os países capitalistas, passa a ter valor. Hitler e Stalin , na verdade, tinham apenas uma personalidade complexa e só queriam o bem de seu povo, contra os exploradores burgueses. A história ainda lhes fará justiça, né progressistas?

Responder

    carlao75

    27 de outubro de 2011 às 18h54

    Klaus, vai comentar no blog do teu tio Rey, lá serás bem recebido, e aproveita prá se informar melhor sobre os fatos que foram mencionados no texto acima, e quanto ao Hitler, de tanto incluí-lo em teus "textos", acho que, no fundo, és um fã de carteirinha, e o ódio que nutres pela esquerda é devido ao fato dos soviéticos terem acabado com ele. Raspa daqui!!!!!

    richard pereira

    27 de outubro de 2011 às 19h19

    , Quem é admirador do OBRHAMA do BUCHA e outros não pode falar do HITLER.

    Afinal quem dá proteção a ISRAEL que mantém os PALESTINOS num campo de concentração e os mata , não em câmaras de gás, mas a tiro de tanque, de helicópetero , de fuzil , de fome, de inanição não pode falar do GADHAFI .

    ZePovinho

    27 de outubro de 2011 às 19h39

    Fala aí um pouco da Operação Paperclip,Fraulein,onde os americanos levaram milhares de nazistas para os EUA para desenvolver o programa espacial e armas químicas e biológicas.
    Esse seu papinho de liberdade e democracia,quando se fala mal dos EUA é muito engraçado.

    Marcelo Fraga

    27 de outubro de 2011 às 20h08

    Você, Klaus, acha que somos tão bobos a ponto de cair nessa sua historinha de igualar Kadafi e Hitler?

    Aliás, é sempre aquela coisa: a história é escrita por aqueles que venceram a guerra.

    Lucas

    27 de outubro de 2011 às 20h43

    Concordo. Muita gente, pra criticar o imperialismo estadunidense, descamba para a apologia a ditadores. Antes de Qadaffi era Fidel. Acho que é válido argumentar que o governo de Qadaffi (assim como Fidel, Vargas, et al), foi mil vezes melhor que quem veio antes deles, por ser nacionalista e populista, duas boas características num governante. E por esse motivo, relativamente popular (para um ditador) em seu país de origem.

    Mas um ditador, por menos mau que seja, não merece a nossa defesa. A revolta dos líbios, apesar de cooptada pela OTAN, é justa, e se um governo democrático surgisse das cinzas da revolta, o mundo seria um lugar melhor. Por outro lado, o governo que surgirá das cinzas do reino de Qadaffi dificilmente será uma democracia. Se não for uma ditadura pró-ocidental no velho estilo Hosni Mubarak, provavelmente será uma teocracia estilo talibã. E nesses casos, será que as coisas não ficarão pior do que já estavam?

    A situação é complexa. Pessoalmente, a única coisa que condeno sem ressalvas é a execução sumária de Qadaffi, desarmado. Ato ilegal e bárbaro.

    maísa paranhos

    28 de outubro de 2011 às 10h41

    Qual a Revolução social que estabeleceu, estabelece ou ainda pode estabelecer uma democracia para garantir um projeto revolucionário ? Nenhuma! A questão são os desvios que algumas revoluções adquirem. Assim, acho equivocado colocar todos, como farinha do mesmo saco. Fidel, e Cuba até hoje, trava uma luta constante contra a ingerência americana. Cuba vive de prontidão e é constantemente agrdida em seu território pelos EUA. Ora, abrir um regime prá possibilitar e invasão norte-americana nada tem a ver com os objetivos revolucionários de Cuba. Kaddafi éoutra história, teve de lidar com tribos inimigas e implantar um processo revolucionário nacional. Misturar duas histórias totalmente diferentes com ditadores que não atentaram aos interesses de seus povos, é se não má fé, equivocado…

    Lucas

    28 de outubro de 2011 às 15h36

    Qualquer ditadura inerentemente atenta contra o interesse de seu povo e do povo humano em geral. Liberdade política é importantes mesmo quando o ditador é um déspota esclarecido. Fere os direitos humanos mais básicos reprimir a oposição e prender inimigos políticos. Pode-se argumentar que Qadaffi atentava contra seu povo menos do que o governo títere que virá depois dele, mas ele não era nenhum modelo a ser seguido.

    maísa paranhos

    28 de outubro de 2011 às 16h58

    Não estou querendo dizer que a ditaduras devem sem o objetivo de uma revolução. Mas, Lucas veja Allende, foi eleito como socialista, conseguiu se manter no poder? Nãaaaao! E Fidel o havia prevenido que sem armas, não se manteria no poder. A política enquanto princípio prima , e deve fazê-lo, pela verdadeira democracia, mas nas conjunturas de forças e pressões, um processo revolucionário, só consegue se instalar no poder,se no início houver uma centralização.Existem as contra-revoluções…a História está cheia de exemplos. Quiséramos que fosse diferente!

    Lucas

    29 de outubro de 2011 às 00h16

    É um bom argumento o seu, e concordo com ele ( dei até um dedinho pra cima :) ). No início de qualquer revolução que valha, a centralização é inevitável pra lidar com contrarrevolucionários. Mas há quantos anos Qadaffi estava no poder? Décadas.

    Teve tempo mais do que suficientes para preparar o terreno e estabelecer um governo mais participativo. E, ao contrário de Fidel, não tem a desculpa de ser vizinho do Império. Por que então se manteve no poder? Por que continuou prendendo opositores? Por que não fez ao menos uma abertura política parcial? O poder é viciante, e esse é o problema com os déspotas esclarecidos.

    Julio Silveira

    27 de outubro de 2011 às 20h53

    Klaus, Klaus, klaus, não sou psicologo mas fico perplexo com mentes como a sua, a "complexidade" de teu raciocionio é impressionante. Consegues trazer hitler que fez um guerra contra o mundo não só ocidental como também no oriente, na verdade em todas as latitudes, para comparar com Kadafi, cujo poder era circunscrito a seu proprio povo. Compará-lo ao Stalim é outra imprecisão, apesar desse também ter vitimado muitos entre os seus a proporção pró Stalim em vitimas vai a muitos milhoes a mais. A comparação para ser mais exata do Kadafi tem que ser feita comparando com os generais ditadores do Brasil. Estão no mesmo nivel, e como aqui aqueles que se beneficiaram sentem saudades até hoje, e facilmente esquecem a trilha de mortos que deixaram. Provavelmente passados alguns anos irão dizer que no tempo do Kadafi o que se tinha era uma ditabranda. Pelo seu pensar provavelmente voce seja um desses.

    francisco.latorre

    28 de outubro de 2011 às 12h06

    os mesmos que destruíram a líbia.

    querem porque querem. destruir o brasil.

    ..

    francisco.latorre

    28 de outubro de 2011 às 12h19

    [youtube _waXoKB4_NY&feature=related&skipcontrinter=1 http://www.youtube.com/watch?v=_waXoKB4_NY&feature=related&skipcontrinter=1 youtube]

    ..

    ratos.

    sedentos. de sangue.

    desfrutem.

    ..

    Bonifa

    28 de outubro de 2011 às 16h27

    Estás abusando. Esse matraquear de bobagens que finge partir de boca situada na mesma curva de nível dos ouvidos de pessoas ingênuas não tem cabimento neste espaço. Entenda que não pode mudar a História por vontade própria ou de seus patrões. E dá uma folga, ou melhora o nível de seus comentários.


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