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Santayana: Só falta o Millenium adotar Getúlio Vargas


12/01/2012 - 15h07

Teotônio Vilela e as  privatizações

por Mauro Santayana, no Jornal do Brasil

As circunstâncias políticas levaram o governador Teotônio Vilela Filho a inscrever-se no PSDB — assim como muitos outros de seus companheiros de geração. Quando o fizeram, o partido surgia como uma grande esperança de centro-esquerda, animada, ainda, de proclamada intenção de saneamento dos costumes políticos. Provavelmente, se seu pai não tivesse morrido antes, ele, durante o governo do senhor Fernando Henrique Cardoso, teria mudado de legenda.

O intrépido e arroubado patriota que foi Teotônio Vilela pai teria identificado, nos paulistas que, desde então, controlam o partido, os entreguistas que, na herança de Collor, desmantelaram o Estado e venderam, a preços simbólicos, os bens nacionais estratégicos aos empresários privados, muitos deles estrangeiros, e teria aconselhado o filho a deixar aquele grupo.

O PSDB — e, com muito mais inquietação, a ala paulista do partido — se assusta com a hipótese de que a abertura do contencioso das privatizações, a partir das revelações do livro de Amaury Ribeiro Júnior, venha a trazer a punição dos responsáveis, e trata de defender-se. Seus dirigentes não parecem muito preocupados com as vicissitudes de José Serra, que não defendem claramente, mas, sim, com a provável devassa de uma Comissão Parlamentar de Inquérito  —  uma vez que conseguiram fosse frustrada a primeira investigação.

O partido se vale, agora, do Instituto Teotônio Vilela, para defender a entrega do patrimônio público,  e isso constrange os que conheceram de perto o grande alagoano e o seu entranhado patriotismo. Ele, se não estivesse morto, iria exigir que retirassem seu nome da instituição, que nada tem a ver com as suas ideias e a sua luta. Mas ele não é o único morto que teria queixas nesse sentido.

Como sabemos, os “democratas” deram o nome de Tancredo ao seu instituto de estudos, quando o grande mineiro sempre se pôs contra as oligarquias e sempre se opôs à ditadura. Só falta, agora, o Instituto Millenium adotar o nome de Vargas.

A “Carta da Conjuntura”, do PSDB,  datada de dezembro último, não se limita a cantar loas a Fernando Collor e a Fernando Henrique. Em  redação ambígua, dá a entender que coube a Itamar iniciar o processo de privatização da Vale do Rio Doce, consumada em 1997.

Vejamos como está redigido o trecho:

“A transferência paulatina de empresas públicas para o capital privado tornou-se política de governo a partir da gestão Fernando Collor, por meio da implantação do Programa Nacional de Desestatização. Dezoito foram vendidas em sua curta passagem pelo Planalto. O presidente Itamar Franco não retrocedeu e manteve a marcha, privatizando mais 15 companhias. Nesta época, os principais alvos foram as siderúrgicas, como a CSN, a Usiminas e a Cosipa, e as mineradoras, como a então Companhia Vale do Rio Doce (hoje apenas Vale). A Embraer também entrou na lista, no finzinho de 1994”.

Ora, é público e notório, para quem viveu aquele tempo  —  não tão remoto assim  —  que Itamar reagiu com patriótica indignação contra a privatização da Vale do Rio Doce. Reuniu, em 1997,  vários nomes do nacionalismo brasileiro em seu escritório de Juiz de Fora, quando foi redigido  —  e com minha participação pessoal  —  um Manifesto contra a medida. Mais ainda: Itamar impediu, como governador de Minas, a privatização da Cemig e de Furnas, como todos se recordam.

Os defensores da privatização usam argumentos que não resistem a um exame combinado da ética com a lógica e a tecnologia. Eles se referem à privatização da telefonia como “a jóia da coroa das privatizações”. A telefonia era, sim, a joia da coroa do interesse estratégico nacional. E se referem ao aumento e barateamento das linhas telefônicas e dos celulares. A universalização da telefonia e seu custo relativamente baixo, hoje, se devem ao desenvolvimento tecnológico.

Com o aproveitamento maior do espectro das faixas de rádio-frequência, a miniaturização dos componentes dos aparelhos portáteis e as fibras óticas — para cuja adequação à telefonia nacional foi decisivo o trabalho desenvolvido pelos técnicos brasileiros da CPT da Telebrás.  Se assim não fosse, os nômades da Mongólia não estariam usando celulares, nem os usariam os camponeses do vasto interior da China, como tampouco os habitantes da savana africana. Como ocorreu no mundo inteiro, o desenvolvimento técnico teria, sim, universalizado o seu uso no Brasil, com a privatização e, principalmente, sem ela.

Ao ler o texto, lembrei-me dos muitos encontros que tive com Teotônio Vilela, nos seus últimos meses de vida, em São Paulo, no Rio e em Belo Horizonte. Ele lutava com bravura contra o câncer e contra a irresponsabilidade das elites nacionais. A memória daquele homem em que a enfermidade não reduzia a rijeza moral nem o amor ao Brasil — o Brasil dos vaqueiros e dos jangadeiros do Nordeste, dos homens do campo e dos trabalhadores do ABC —  me confrange, ao ver seu nome batizando uma instituição capaz de divulgar documentos como esse.

É necessário, sim, rever todo o processo de privatizações, não só em seus aspectos éticos e contábeis, mas também em sua relação com o sentimento nacionalista de nosso povo. Os arautos da entrega alegam, no caso da Vale do Rio Doce, que a empresa tem hoje mais lucros e recolhe mais impostos do que  no passado, mas se esquecem de que isso se faz na voraz exploração de nossas jazidas, que jamais serão recuperadas, e sem que haja compensação justa aos municípios e estados produtores.

E há mais: foi o dinheiro brasileiro que financiou a privatização das telefônicas e vem financiando as empresas “compradoras”, como se vê nos repetidos empréstimos do BNDES para sua expansão e fusões, como no caso da Telefônica de Espanha.

Enfim, os “pensadores” do PSDB acham que os brasileiros são parvos.

PS do Viomundo: Curiosamente, os tucanos são mestres em se apropriar 100% de invenções alheias (FHC-real, Serra-genéricos), mestres em cavar espaço para aparecer com realizações alheias (Bolsa Família, revolução do consumo no Brasil) e mestres em se escandalizar com práticas das quais se utilizam de forma corriqueira (espionagem, caixa dois de campanha).

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48 comentários

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ZePovinho

14 de janeiro de 2012 às 17h57

Penso que o ouro de Moscou só pode estar fluindo para esse think tank do lullo-dilmismo atroz:
http://www.tijolaco.com/neri-nao-entramos-no-secu

Neri: não entramos no século 21, mas saímos do 19

Embora se possa ter diversas diferenças quanto à avaliação dos componentes determinantes do desenvolvimento brasileiro nos anos recentes, a entrevista do economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, à Carta Capital,expõe com clareza e de forma impactante o impacto deste processo na vida do país.

Merece, portanto, ser transcrita na íntegra.

CartaCapital: Quais os principais números da recente onda de inclusão social no País?

Marcelo Neri: Desde o lançamento do Plano Real até dezembro de 2010, no fim da década passada, a pobreza caiu 67%. Desde o governo Lula, caiu 50,6% nos dois mandatos. Lula fez 25 anos, ou seja, a meta do milênio de reduzir
a pobreza à metade, em oito anos. E desde quando Fernando Henrique era ministro da Fazenda reduziu 31%. Então, caiu 31% e, depois, 50%, o que dá 67% de queda, dois terços da pobreza no Brasil. O primeiro passo foi o controle da inflação, e o investimento pesado em educação lá atrás. Em 1990, o Brasil tinha 16% das crianças de 7 a 14 anos fora da escola.
Em 2000, tinha 4%. Agora tem menos de 2%. Na década passada, houve redução da desigualdade e mais emprego formal, com carteira assinada. Na minha visão, são os dois maiores méritos de cada década (de 1990 e 2000). A
desigualdade e o emprego com carteira são bastante influenciados tanto pela estabilização quanto pela educação. E, obviamente, também devido a uma política social ativa. O Bolsa Família talvez seja o maior exemplo e descende também lá do Bolsa Escola. Então teve uma continuidade interessante, macroeconomicamente, em política social, em educação… Até o primeiro mandato de Lula a gente não andou para frente em educação, mas no segundo mandato retomamos a agenda de educação, que foi além com Fernando Haddad………………………………………………………………………….

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José do Ceará

14 de janeiro de 2012 às 12h58

Vejam como o psdb via a Petrobrás no nefasto periodo 1995-2002:

"O presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, anunciou ontem a mudança das marcas Petrobras e BR para PetroBrax, com o objetivo de facilitar a aceitação da empresa no mercado internacional. "O X está associado à tecnologia", disse Reichstul. "O nome Petrobras estava muito ligado ao monopólio, que foi quebrado em 1997. Hoje em dia, o final `bras’ é muito mais um ônus que uma vantagem", justificou.
De acordo com o presidente da Petrobras, a mudança da marca deve levar de cinco a seis meses para ser colocada em prática e de dois a três anos para que ela apareça, "com bastante amplitude". O presidente Fernando Henrique Cardoso soube da mudança há uma semana e, segundo Reichstul, aceitou-a sem restrições. Partiu do próprio presidente da Petrobras lembrar que a mudança encerra um ciclo de 50 anos"

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Não falta mais « Ficha Corrida

14 de janeiro de 2012 às 11h24

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sergio

13 de janeiro de 2012 às 14h34

Em resumo, os tucanos não tem ideias, apropriam-se das ideias alheias, para corrompê-las.

Responder

Marcos Silva

13 de janeiro de 2012 às 12h49

Vejam só meus caros, ontem uma obra mal feita do Governo do Estado do Sr. Alckmin para a construção da tal Fábricas de Cultura (projeto cheio de problemas que deveria ser investigado) desabou em Vila Nova Cachoeirinha, matando um operário: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1033880-se

Contudo, o que a grande mídia não fala é que essa é a segunda obra desse projeto fábricas de cultura que desaba, vejam abaixo, em 2009, na zona sul: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,desli

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Sagarana

13 de janeiro de 2012 às 12h22

Vale ditador?

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mello

13 de janeiro de 2012 às 11h16

Precisamos da Comissão da Verdade II ….Mas essa é para por na cadeia e sequestrar os bens dos participantes da Privataria.

Responder

Marcos Doniseti

13 de janeiro de 2012 às 10h45

As forças conservadoras, de Direita, no Brasil, não tem vergonha na cara suficiente para assumir que são de Direita. Se fossem honestos, seus institutos deveriam ter os nomes de Médici, Costa e Silva, Coronel Ustra, Hitler, Mussolini, Pinochet, Somoza, Fujimori e cia. limitada.

Responder

Marcos Doniseti

13 de janeiro de 2012 às 10h19

As forças conservadoras, de Direita, no Brasil, não tem vergonha na cara suficiente para assumir que são de Direita. Se fossem honestos, seus institutos deveriam ter os nomes de Médici, Costa e Silva, Coronel Ustra, Hitler, Mussolini, Pinochet, Somoza, Fujimori e cia. limitada.

Obs: Somente burros (ou tucanos… o que dá na mesma) confundem concessão com privatização.

Na primeira, o patrimônio (rodovias, aeroportos) continua sendo do Estado. E quando o contrato de concessão termina, o patrimônio volta a ser administrado pelo Estado que poderá optar, ou não, por um novo contrato de concessão. Na segunda, o patrimônio é vendido ao setor privado.

Além disso, tem que se levar em consideração as condições em que as concessões são feitas.

É necessário ver se o contrato de concessão inclui exigências de investimento, regula as tarifas a serem cobradas dos usuários (a fim de se evitar abusos), quais são os mecanismos de avaliação da qualidade dos serviços, se estipula metas de universalização e modernização dos serviços prestados, enfim, uma série de critérios, para poder avaliar se o contrato de concessão foi bem feito ou não.

Se o setor privado deseja investir na melhoria e na ampliação da infra-estrutura do país (principalmente nos setores de telecomunicações, energia e transportes) não vejo problemas, desde que a população e o país se beneficiem com esta participação.

Responder

João Bosco Rocha

13 de janeiro de 2012 às 08h36

Tem um pequeno detalhe que a velha mídia não gosta de falar, quando conta prosa sobre o aumento do lucro da Vale: Os preço internacional do minério de ferro AUMENTOU APENAS 15 VEZES, após a privatização! Mas isso é só um pequeno detalhe, não é mesmo?

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O Cafezinho » Blog Archive » Santayana:Teotônio Vilela e as privatizações

13 de janeiro de 2012 às 08h26

[…] por Mauro Santayana, no Jornal do Brasil (via Azenha) […]

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Rodrigo

13 de janeiro de 2012 às 08h23

Só discordo dessa parte – "Enfim, os pensadores do PSDB acham que os brasileiros são parvos." Não faltam provas de que SÃO.

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ferid

13 de janeiro de 2012 às 06h43

a dilma vai pelo mesmo caminho: vai privatizar aeroporto e financiar com dinheiro do BNDES.
Resumo: vai fazer a mesma coisa que fhc/serra.
A falsa "esquerda" aprendeu rápido com os ditos de "centro".

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Caracol

13 de janeiro de 2012 às 04h29

Santayana, no meu entender a própria “Carta da Conjuntura”, do PSDB, na forma em que foi redigida, entrega o jogo quando tece loas à privatização. Diz textualmente:

"Nesta época, os principais alvos foram as siderúrgicas, como a CSN, a Usiminas e a Cosipa, e as mineradoras, como a então Companhia Vale do Rio Doce (hoje apenas Vale)."

Ora, a palavra "alvo", em lugar de "objetivo", remete a tiro ou flechada. Segundo eles próprios, portanto, algo a ser derrubado mesmo.
Agora… quando você diz: "os “pensadores” do PSDB acham que os brasileiros são parvos"… desculpe , Santayana, mas… somos mesmo.

Responder

ZePovinho

13 de janeiro de 2012 às 00h18

Digite o texto aqui![youtube eVgOODBrCMc http://www.youtube.com/watch?v=eVgOODBrCMc youtube]

Responder

    Jota Ricardo

    13 de janeiro de 2012 às 09h13

    Por falar em Getúlio, a CSN — uma de suas grandes conquistas para o desenvolvimento brasileiro — foi efetivamente privatizada no Governo Itamar Franco, sob os protestos de Brizola.

Luiz G. Simões

12 de janeiro de 2012 às 23h47

Depois de ler esse texto, está mais do que claro que os" Tunganos" gostam de fazer bonito com o chapéu alheio!
Li um texto do brilhante cientista brasileiro, Rogério Cerqueira Leite, onde ele dizia que, o projeto do genérico do governo Itamar tinha como objetivo produzir o máximo de insumos para as industrias farmacêuticas brasileiras.
O cretino neoliberal José serra adulterou o programa, onde a produção interna de insumos foi aniquilada; levando
o País de um pequeno déficit de U$400 milhões para U$7bilhões.
Posteriormente o imbecil e entreguista José serra foi homenageado nos EEUU!

Responder

Ronaldo Luiz

12 de janeiro de 2012 às 23h32

Coitado do Getúlio! Fundador do PTB!?

Responder

ZePovinho

12 de janeiro de 2012 às 22h40

http://rede.outraspalavras.net/pontodecultura/201

Brasil: a curiosa conversa da oligarquia financeira

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, saiu de férias ontem (3/1), por quinze dias, segundo informou a repórter Luciana Otoni, no Valor. A motivação do jornal, cujo público inclui executivos financeiros, não é, claro, o merecido descanso do ministro. A viagem de Mantega – substituído interinamento pelo secretário-executivo do ministério, Nelson Barbosa – indica que deverá ficar para fevereiro a decisão do governo sobre um possível corte no Orçamento da União para 2012. Ao contrário do que fez o Estadão, no domingo (veja nosso comentário), o Valor reconhece que a decisão não está tomada. Portanto, talvez haja tempo para promover o que a oligarquia financeira [para conhecê-la, leia Patrick Viveret] mais teme: um debate sem mistificações sobre o tema.

Nos últimos anos, cresceu muito, entre a sociedade, o desconforto em relação ao pagamento dos juros da dívida pública – por meio dos quais o Estado transfere maciçamente recursos , do conjunto da população para uma ínfima minoria de grandes aplicadores endinheirados. O eventual corte no Orçamento visa, como sempre, abrir espaço para manter ou ampliar esta transferência. Mas, com o tempo, tornou-se impossível defender o movimento a seco. Por isso, surgiu um argumento curioso: ao reduzir as despesas com serviços públicos e direitos sociais agora, o Estado estaria abrindo espaço (este é o termo-chave) para reduzir o pagamento de juros… mais tarde………………………………………………….

Responder

Uélintom

12 de janeiro de 2012 às 22h16

HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ!!!!!!!!!!!

Serra arrumou um EMPREGO!

Agora é colonista* do Estadão!

HÁ HÁ HÁ HÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

* Colonista = não é "colunista", é aquele cujo escrito é vomitado pelo cólon

Responder

    Alvaro Tadeu Silva

    13 de janeiro de 2012 às 01h27

    O Serra não é colonista nem colunista, é calunialista.

    rodrigo.aft

    13 de janeiro de 2012 às 11h50

    nem uma coisa, nem outra, nem a 3a., ele, como agente público é, isto sim, ENTREGUISTA, LESA-PÁTRIA E QUADRILHEIRO!!!
    (nas palavras do Amauri, as quais faço minhas)

    (calunialista ainda é um adjetivo muito suave para alguém com tanto conteúdo trambiq… deixa pra lá…. rsrs)

andré frej

12 de janeiro de 2012 às 21h37

Estamos na torcida para que a CPI da Privataria prospere e renda frutos.

Responder

m cruz

12 de janeiro de 2012 às 21h27

Por que ninguém pesquisa ou questiona o funcionamento desse tal de Instituto Millenium que une a grande mídia golpista numa só voz em defesa do estado mínimo e de governos privatistas, não importando se a nação e a maioria dos brasileiros perdem e quanto?

Responder

ZePovinho

12 de janeiro de 2012 às 20h52

Esses comunistas do governo dos EUA estão caindo no papinho do MST:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=2

12 de Janeiro de 2012 – 19h23
Agrotóxicos: EUA ameaçam devolver suco da Cutrale

O governo dos Estados Unidos ameaçou suspender a importação de suco de laranja produzido por grandes empresas no Brasil, no final de dezembro, depois de estudos diagnosticarem na bebida o fungicida Derosal (carbendazim) em uma carga comercializada na Flórida.

As grandes indústrias do setor são a Cutrale, Citrosuco, Citrovita (controlada pelo grupo Votorantim) e Louis Dreyfus. A ameaça de suspensão do comércio fez com que os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado disparassem na Bolsa de Nova York.

A Cutrale, sozinha, responde por 80% da produção mundial de suco de laranja concentrado (superior a um milhão de toneladas por ano) e exporta 97% da produção. Além disso, possui sete fábricas e exporta US$ 676,255 milhões.

A utilização de agrotóxico na produção de laranjas é proibido nos Estados Unidos, mas é usado em grande escala no Brasil. Os Estados Unidos compram 15% de todo o suco brasileiro, maior produtor mundial da bebida, ou cerca de U$ 300 milhões dos US$ 2 bilhões vendidos no exterior pelo País.

Em 2009, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) cassou a autorização para o uso desse defensivo em citros. Mesmo assim, a indústria brasileira exportava para lá a bebida com esse agrotóxico.

O presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), comandada pelo Christian Lohbauer, admitiu que os Estados Unidos podem vetar a entrada de suco de laranja do Brasil.

O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, afirmou que a indústria de suco de laranja foi "irresponsável" ao não informar os produtores sobre a
proibição. "Se essa proibição ocorre desde 2009, é muita irresponsabilidade não haver um alerta ao produtor para que uma solução fosse discutida", disse.

Denúncia

Em agosto de 2011, 400 integrantes do MST ocuparam a Fazenda Santo Henrique, de 2,6 mil hectares, no município de Iaras, na região de Bauru.

Na época, o movimento apresentou ao Tribunal de Justiça Federal de São Paulo, ao Ministério Público Estadual e à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) denuncia de que "a Cutrale usa em larga escala, sem o devido controle, toda espécie de venenos, pesticidas e agrotóxicos, causando poluição das águas, rios, e especialmente poluindo o lençol freático que abastece o Aqüífero Guarani".

A ocupação realizada no município de Iaras reivindicou a arrecadação da área para fins de Reforma Agrária e denuncia a indevida e criminosa utilização da área pela empresa Cutrale. A área utilizada pela Cutrale tem origem pública e, de acordo com a lei, deve ser destinada à Reforma Agrária.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem estudos que comprovam que a área é devoluta e disputa na Justiça a posse da Fazenda Santo Henrique.

Fonte: MST com informações da Agência Estado e da Revista IstoÉ Dinheiro

Responder

Antonio de Freitas

12 de janeiro de 2012 às 20h08

Algumas concessões funcionam como privatização. Em Linhares-ES, um projeto para acabar com o monopólio de 30 anos de uma empresa de ônibus foi rejeitado pela imensa maioria dos vereadores, apenas dois votaram a favor do projeto, quando a maioria da população queria o fim do monopólio. No que estes políticos representam o povo.

Responder

Raimundo

12 de janeiro de 2012 às 19h37

O joga rasteiro mais uma vez, pois o ex-presidente Itamar Franco não esta mais aqui para se defender de tamanha acusação.

Responder

Marcos C. Campos

12 de janeiro de 2012 às 18h13

"PS do Viomundo: Curiosamente, os tucanos são mestres em se apropriar 100% de invenções alheias …" esta prática, na minha terra, possui vários nomes : PICARETAGEM, SEM-VERGONHICE, DESCARAMENTO, MAU-CARÁTER e outros.
Me permita, Azenha, completar seu raciocínio, tudo isto … COM A AJUDA DO PIG. (um dos mestres nisto é o Sr. Wiliam Waack)

Responder

    zezinho

    12 de janeiro de 2012 às 18h50

    Ué? Bolsa família e UPP?

Pedro Soto

12 de janeiro de 2012 às 17h54

Eu tenho uma humilde sugestão para fazer ao PSDB:

Nas próximas eleições majoritárias apresentem nos seus programas de televisão a defesa incondicional das privatizações, da mesma forma como o fazem nesses institutos que divulgam, às escondidas, o programa político / econômico do partido.
Vamos ver se têm coragem de submetê-lo ao julgamento do eleitorado.

Responder

eunice

12 de janeiro de 2012 às 17h14

Eu tenho medo dessa gente, sim. É um grupo perigoso capaz de qualquer coisa, já que falam qualquer coisa.

Responder

Marcio H Silva

12 de janeiro de 2012 às 16h43

Soube que o JB vai voltar as bancas.

Responder

    MARCELO

    13 de janeiro de 2012 às 12h27

    Ultimamente,o JB só servia pra puxar o saco do Sérgio Cabral igualzinho a Globo.
    Graaaaaaande coisa!

francisco niteroi

12 de janeiro de 2012 às 16h17

"PS do Viomundo: Curiosamente, os tucanos são mestres em se apropriar 100% de invenções alheias (FHC-real, Serra-genéricos),…"
Discordo em parte: os tucanos são o braço político que o grande capital necessita para impor a sua agenda e, na necessidade de um certo glamour na execução deste plano, a mídia faz o papel de trombone de qq invenção que possa capitalizar ganho político no sentido de manter os tucanos no poder. Em resumo, os mestres são osmembros da oligarquia financeira, entre outros, a mídia os seus propagandistas e os tucanos meros executores. Ou seja, um partido capturadp por interesses obscuros de outros. No popular, sabujos de interesses ocultos.

Responder

CMundim

12 de janeiro de 2012 às 15h53

O PSDB está fardado ao mesmo destino do DEM/PFL/PSD/ARENA, em breve será apenas uma memória ruim na história do Brasil. A CPI da Privataria será o seu caixão.

Se no Brasil houvesse um minimo de Justica esta gangue entreguista e privata estaria na cadeia e os bens nacionais re-nacionalizados e sobre o controle do povo brasileiro, mais infelizmente não termos uma Cristina Kirchner ou a coragem dos Argentinos, Venezuelanos, Equatorianos e Bolivianos, continuaremos a protestar nos blogues sujos enquanto bilhões são roubados do povo brasileiro.

Somos um povo sonhador, sonhamos com um Brasil Brasileiro, mas na realidade vivemos em um país que é propriedade do capital estrangeiro, e o financiamento de multi-nacionais como a Telefônica, Claro, Portugal Telecom/Oi, Tim e outras com o dinheiro do trabalhador brasileiro está aí para confirmar esta tese. Os numeros não mentem nunca.

Responder

Marcio H Silva

12 de janeiro de 2012 às 15h23

Soube que o JB vai voltar as bancas. http://oreporter.com/detalhes.php?id=67850

Responder

_Rorschach_

12 de janeiro de 2012 às 15h22

Quando votei em Lula em 2002 (como já o fizera em 94 e 98), aguardava ansioso pela abertura da caixa-preta das privatizações.

Imaginava, em meus então devaneios petistas, a retomada do patrimônio brasileiro, processo e prisão para “os entreguistas” e que toda a era FHC seria passada a limpo.

Nada disso aconteceu.

Por que será?

Em troca de que houve esse acordo de cavalheiros entre PT e PSDB à época?

Teria sido em troca de um criminoso silêncio tucano sobre as mortes de Celso Daniel e Toninho do PT?

Ou algo mais?

O PSDB não pediu o impeachment de Lula na crise do mensalão.

Coincidência?

Alguém acredita realmente que, passados tantos anos, e bem agora que a Dilma vai PRIVATIZAR OS AEROPORTOS, as privatizações de outrora serão esmiuçadas???

Para afugentar os futuros investidores?

Aguardemos…sentados porque de pé cansa.

Responder

    Marcos C. Campos

    12 de janeiro de 2012 às 18h16

    Tem alguém vendendo ou leiloando aeroporto ?
    Não confunda concessão de serviço (tipo administrar um pedágio) com a venda de estatais (tipo a venda da Vale).
    Na concessão há um contrato por ex.. se o serviço a ser prestado não atinge as qualidade estipuladas retoma-se a concessão. No caso de privatização , não tem volta , somente com a recompra da empresa.

    _Rorschach_

    12 de janeiro de 2012 às 18h37

    É?

    Como as rodovias federais e estaduais, etc.

    O governo entrega na mão do particular para que este explore. Nâo vende. Empresta ou aluga.

    A diferença é tanta assim? Faça-me o favor.

    Francisco

    12 de janeiro de 2012 às 20h03

    Tem sim. Em São Paulo os preços não saõ uma preocupação do Estado ao conceder, na União, essa é uma preocupação central.

    Tomar de volta um aeroporto vai ser moleza: errou ficou juridicamente demonstrado o erro, multa, pune e, no limite, toma de volta.

    Tome de volta a Telefonica! Mesmo com todas as culpas sobejamente comprovadas, tome!

    Sim, meu caro, é bem diferente!

    _Rorschach_

    12 de janeiro de 2012 às 21h28

    Caro Francisco

    Embora possa parecer que discordamos, estamos, embos, defendendo os mesmos valores.

    Mas creia-me., nao e moleza – muito longe disso -, retomar uma empresa dada em concessao.

    Conhece nosso Judiciario? Eu trabalho nesse meio ha muito tempo.

    Uma briga dessas duraria decadas, com certeza.

    Entao, na pratica, acredite, nao faz muita diferenca uma venda e uma concessao por 30 anos (que decerto sera renovada daqui a 3 decadas).

    farid

    13 de janeiro de 2012 às 01h37

    acessem no facebook:
    movimento de resistencia a privatização dos aeroportos.
    Perguntem para os aeroportuarios que irão para o olha da rua se existe diferença entre privatização e concessão.
    Caro Rorschach valeu pela sua lucidez. Parabéns

    Alvaro Tadeu Silva

    13 de janeiro de 2012 às 01h25

    Não defendo a privatização dos aeroportos. Mas queria contar aqui o drama de uma comunidade próxima à Rodovia des Imigrantes, pedágio mais de VINTE reais. A empresa concessionária fechou a passagem que havia uns 300m antes do pedágio, para entrada na comunidade. Agora, os moradores têm de rodar mais 600m e ainda serem escorchados diariamente em vinte paus. Esse roubo é estadual, mas nunca vai dar na Globo, na Folha, Veja ou Estadão.

    Nelson

    13 de janeiro de 2012 às 00h07

    Meu caro Marcos.

    Seja concessão, seja privatização, seja privatarização, o resultado final será o mesmo: a ampliação do poder econômico – e também o político, pois um está intrinsecamente ligado ao outro – de uns poucos grandes grupos privados sobre a sociedade. Na outra ponta, o que se vê o crescente debilitamento do Estado, que vai levá-lo a implementar mais concessões, que debilitá-lo-ão ainda mais, minando por completo sua capacidade – necessária à população como um todo – de intervenção nos destinos do país. Então, o que se vislumbra para o futuro é uma sociedade cada vez mais refém desses grupos privados.

    Não, meu caro Marcos. Não é fazendo mais e mais concessões, privatizações ou coisa que o valha, que vamos construir um país onde cada brasileiro e cada brasileira possam viver uma vida minimamente digna.
    A não retomada para o estrito controle público/estatal de setores estratégicos, significa abdicarmos da utilização dos recursos de que dispomos para a construção deste país mais justo, significa aceitarmos que estes recursos acabem servindo apenas para engordar os lucros de uns poucos já milionários ou bilionários, sejam conterrâneos ou estrangeiros.

    RicardãoCarioca

    13 de janeiro de 2012 às 09h29

    Mais um troll tucano dando uma de petista e querendo fazer os outros acreditarem que concessão é o mesmo que privatização. Essa gente é – ou se faz de – burra só para ter um argumento para se segurar. Este argumento não suporta nem a uma consulta a um dicionário. Pobre oposição. Sem líderes, sem ideais, sem eleitores…

    MARCELO

    13 de janeiro de 2012 às 12h26

    Os leitores do Estadão estão aplaudindo esta invenção chamada Eliana Calmon.Ela
    é da mesma escória do ACM Dom Corleone.Ela é o Collor de saias.Se liga,povo
    baiano.Não caiam nessa.

    antonio

    13 de janeiro de 2012 às 01h35

    Espero que não seja nos mesmos moldes das concessionárias de TV(Globo).

    José Ruiz

    13 de janeiro de 2012 às 10h51

    existe uma diferença enorme entre o processo de privatização, com prós e contras dependendo de uma série de fatores, e o roubo e transferência do patrimônio público para setores privados. O que é isso? Os tucanos estão querendo discutir privatização quando o que temos que discutir é o assalto ao erário.. em muitos setores a privatização é uma solução adequada… mas isso não significa concordar com a roubalheira que fizeram no Brasil.. empresas foram desmontadas e transferidas a preço de banana para terceiros… qual é? Tão querendo me enganar, é? E esses tucanos que se dizem ex-petistas… alguém acredita nisso?


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A mídia descontrolada

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