VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Paulo Abrão: Comissão da Verdade deve investigar empresas que financiaram a ditadura


17/10/2011 - 11h49

Paulo Abrão, Luiza Erundina, Edson Teles e Paulo Arantes no debate “Ditadura, democracia e resistência para Quem”. Foto: Pedro Bonacina

por Daniel Nagase, Dario de Negreiros e Rafael Schincariol, especial para o Viomundo

O Secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, afirmou que a Comissão da Verdade deve investigar as empresas privadas que financiaram a ditadura civil-militar. Abrão sugeriu a formação de 12 comitês especiais que também apurariam, dentre outras coisas, os atos de terrorismo de Estado –como o atentado ao Riocentro– e o apoio de outros países ao regime, em especial na Operação Condor.

Recentemente aprovado na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 7.376, que cria a Comissão da Verdade, deve ser votado nesta terça-feira (18/10) no Senado. De acordo com o projeto, a comissão terá a função de “examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período de 1946 a 1988”. Ela não poderá, no entanto, punir os criminosos.

Ainda assim, Abrão afirma que a comissão pode ajudar a constituir um conjunto de provas contra os assassinos e torturadores do regime. Para ele, um dos principais pontos positivos do projeto atual é justamente a possibilidade de se atribuir autoria aos crimes cometidos. “Sem justiça, a verdade é inalcançável”, disse, ressaltando a importância da luta pela punição dos criminosos.

O secretário afirmou ainda que nenhum militar deve ser chamado para compor a Comissão e sugeriu que a presidenta Dilma realize um processo de consulta pública para a escolha das sete pessoas que formarão o grupo. “Não pode, não deve haver militares na Comissão”.

As afirmações foram feitas durante debate na Assembleia Legislativa de São Paulo no dia 08/10 (sábado). Participaram também a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) e os professores Edson Teles, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), e Paulo Arantes, da USP. O debate faz parte da série de encontros “Ditadura, democracia e resistência para Quem”, organizada pelo coletivo político Quem.

“Alguém tem dúvida do Sarney?”

Erundina, que fez sua fala logo após a de Abrão, não poupou críticas ao projeto e ao governo. Segundo ela, a votação na Câmara teria sido feita a toque de caixa para que o projeto não fosse nem alterado, nem discutido. “O projeto entrou na câmera, em maio de 2010. De lá pra cá, nada mais aconteceu a não ser uma votação improvisada, em uma sessão de final de noite, em regime de urgência urgentíssima”.

A deputada elogiou a presença de um representante do Ministério da Justiça no debate, mas lamentou que o diálogo com o governo não tenha acontecido antes. “Lamento a ausência de Paulo Abrão em outros momentos. Ele traz informações do Ministério da Justiça que não tivemos desde que o projeto entrou na Câmara”, disse. “Quem sabe agora o governo tenha percebido que não dá pra fazer as coisas como ele vinha fazendo.”

Autora de várias emendas que alterariam diferentes pontos do projeto –todas rejeitadas pela Câmera–, Erundina criticou o número reduzido de integrantes da comissão, previsto pelo projeto. “É um absurdo que uma comissão responsável por cobrir todo o país tenha só sete membros e 14 funcionários”.

Ainda mais enfática, a deputada sugeriu que a composição demasiadamente heterodoxa da base de apoio do governo, que contaria inclusive com ex-apoiadores da ditadura, é uma das causas pelas quais o projeto de lei seria tão problemático. “Os governos do PT têm uma base de sustentação tão larga, tão heterogênea, que contam até mesmo com aqueles que patrocinaram e promoveram a tortura, os assassinatos e os desaparecimentos. Alguém tem dúvida do Sarney?”.

Para a votação desta terça-feira no Senado, Erundina afirmou que mais uma vez nenhuma alteração deve ser aceita. “Se o governo agiu desta forma até agora, não tenhamos ilusões de que será diferente no Senado. Uma virgula sequer será alterada, porque senão o projeto voltaria para a Câmara.”

“Quem foi que deu o golpe?”

Para o professor Edson Teles, o projeto de lei que cria a Comissão da Verdade é marcado pelo casuísmo. Isto porque ele foi enviado ao Congresso dias antes de a Corte Interamericana de Direitos Humanos se reunir para decidir o Caso Araguaia. Além disso, Teles lembrou que o projeto ficou parado na Câmara por um ano e quatro meses e só foi enviado para votação às vésperas do discurso de abertura da reunião anual da ONU, feito por Dilma.

Na opinião do filósofo Paulo Arantes, os trabalhos da Comissão da Verdade deveriam se pautar pela pergunta que dá nome ao coletivo político organizador do debate, o grupo Quem. “Quem foi que deu o golpe? Contra quem? Quem chamou [os militares]?”. Segundo Arantes, “não nos interessa apenas a identidade dos perpetradores de atrocidades e violações, mas interessa também saber quem acobertou, quem financiou, quem se beneficiou, quem encomendou a política de extermínio”.

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46 comentários

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Cristiana Castro

20 de outubro de 2011 às 03h00

É isso aí Rui, o nome da boiada toda, até pq, estão todos aí, fazendo as mesmas coisas. A questão é saber se nossos políticos sabem viver sem essa boiada, sem a eterna ameaça de golpes. A impressão que dá é que nossos governos não só, protegem, como alimentam os tais bois; é uma coisa meio simbiótica, vivem de parasitar o governo; engordam há décadas às custas do erário e acusam a mão que os alimenta de corruptos. Vai entender uma coisa dessas. Dá uma olhada nos BOIS, esses que a gente já conhece, nome, sobrenome e CNPJ, seguem gordos, pesados, ruminando… Tão nem aí. Gastar uma fortuno com Comissão de Verdade para encontrar meia dúzia de militares de pijama, é brincadeira de mau gosto. Miltar é braço armado e a gente quer saber DE QUEM.

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    mariangela

    03 de novembro de 2011 às 23h30

    QUEM tem medo da Rede GOLPE?

Marcos

18 de outubro de 2011 às 11h04

A Verdade é que a Comissão da Anistia do Sr. Paulo Abrãao não julga, logo pune. Antes da Verdade, ou melhor, junto com a da Verdade, o Sr. Paulo Abrãao deveria julgar todos os processos dos anistiandos que estão parados ou quase parados. O Lula disse que ia julgar todos até o ano passado. Conversa. Ou seja, essas comissões estão mais para a Mentira do que para a verdade. Pobre democracia que trata tão mal os seus heróis!

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Morvan

18 de outubro de 2011 às 09h46

Bom dia.

Isto mesmo. Como em qualquer crime (lembrando sempre que este não é um crime qualquer, e sim, um crime de lesa-humanidade) é necessário que se chegue aos beneficiários do crime, e não aos meros executores. Sem prejuízo de apenação para estes carrascos, claro. Só assim teremos uma apuração cabal, eficaz do que houve em '64, sob pena de vivermos eternamente com este "cadáver insepulto".

Por uma Comissão da Verdade – Mesmo.

:-)

Linux User #433640.

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E os financiadores ideológicos? « Ficha Corrida

18 de outubro de 2011 às 07h39

[…] Paulo Abrão: Comissão da Verdade deve investigar empresas que financiaram a ditadura | Viomundo &#… Sirva-se:Like this:LikeBe the first to like this post. Deixe um comentário […]

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Sérgio

18 de outubro de 2011 às 00h33

Xi! Agora a turma do PIG (Globo, Folha e Estadão) que se cuidem.

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Muda Brasil

17 de outubro de 2011 às 23h59

Porque a tortura se mantém no país, porque a Reforma Agrária não acontece, porque a desigualdade aumenta, porque o latifundio é um poder? Pela comissão da Verdade. Pela manutenção das prerrogativas do CNJ.

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    damastor dagobé

    18 de outubro de 2011 às 05h08

    se o Brasil mudar pede pra deixar o novo endereço? pra gente fazer uma visitinha de vez em quando…

Mauro Silva

17 de outubro de 2011 às 22h43

Caro Azenha
Estou muito satisfeito com essa notícia.
Sempre considerei isso: os torturadores não passam de degenerados infames, mas insignificantes. Brilhante Ulstra? Que importância tem esse patife covarde hoje?
Portanto, na minha opinião, é perda de tempo procurar identificar os crimes dessa raia miúda.
Já a identidade das "pessoas jurídicas"; dos "togados"; de quem financiou, ou melhor, investiu para faturar depois …. esses sim devem ser indentificados e expostos a execração porque são os mais repugnantes de todos.
Melhor seria se, depois, houvesse uma acusação formal no Tribunal Penal de Haia por "crimes contra a humanidade" contra esses desclassificados. Afinal, esse tipo de crime é imprescritível.
Aguardemos.

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Francisco

17 de outubro de 2011 às 21h49

A situação é tão feia e a in-com-pe-ten-cia da esquerda é foi e é tão grande que nesses dezessete anos que estano poder (sim senhor, dezessete!) cevou meia geração de brasileiros que nem sabe que dar golpe de estado é uma coisa ilegal.

Acredite, vai ter mídia dizendo: "Mas eles queriam promover o aborto!". como se isso fosse verdade, ou fosse relevante ou fosse validador da ruptura da lei. Nesses dezessete anos a esquerda não conseguiu (nem tentou…) sacralizar a lei, a constituição, o respeito ao voto da maioria… Essas "bobagens".

Se João Goulart era bonito ou feio, comunista ou macumbeiro isso é totalmente irrelevante. Ele era a expressão da lei. Ponto final.

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    beattrice

    17 de outubro de 2011 às 23h16

    A esquerda ficou… despolitizada, quem diria.

Paula Anksur

17 de outubro de 2011 às 21h09

O que o PT realmente fez para dar nome aos bois e esclarecer questões tão importantes como as que remetem à ditadura militar? Em tantos anos de governo, foi muito pouco. Eu esperava mais, muito mais.

Responder

beattrice

17 de outubro de 2011 às 19h53

O filme de Chaim Litewski infelizmente não teve tanta repercussão como deveria, mas exemplifica perfeitamente bem como o empresariado nacional fazia "caixinha" para financiar a Oban y otras cositas más:
[youtube 9TrocKiappo http://www.youtube.com/watch?v=9TrocKiappo youtube]

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    Mauro Silva

    17 de outubro de 2011 às 22h48

    Cara Beattrice
    Excelente a lembrança deste documentário.
    Quem não assistiu, faça-o que vale a pena.

beattrice

17 de outubro de 2011 às 19h52

Excelente sugestão do Paulo Arantes: QUEM? Quem torturou, quem financiou, quem…?
Em tempo,
se o governo quiser DE FATO tratar o assunto com a seridade histórica e a resposabilidade social que a cidadania exige deve mirar-se no exemplo argentino, pois lá CFK e Néstor Kirchner gravaram a história do país e da AL com empenho até mesmo derrubando as leis que impediam o julgamento e condenação dos genocidas.

Responder

Griselda

17 de outubro de 2011 às 19h50

Mais um nome aos bois: o Grupo Ultra, da Ultra gás…. Lembrem-se do Cidadão Boilesen ? O grupo ultra figurava como o maior contribuinte !!!!

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Comissão deve investigar empresa que financiou a tortura | Conversa Afiada

17 de outubro de 2011 às 19h46

[…] O Conversa Afiada reproduz post do Viomundo […]

Responder

Ronaldo Luiz

17 de outubro de 2011 às 19h12

Em todos os blogs que trata deste assunto digo sempre o mesmo: Anistia = Esquecimento. Logo a Anistia Ampla Geral e Irrestrita aprovada em lei, só é falha na obrigação de localizar os restos mortais dos assassinados pela ditadura, já que os mortos pelos guerrilheiros foram todos regularmente sepultados. Não existe a minima possibilidade de voltarmos ao passado. Até porque o povo não quer! Eu disse povo, não disse militares.

Responder

Jason_Kay

17 de outubro de 2011 às 16h47

Então tem que investigar o POVO também, que saiu nas ruas apoiando o golpe.

Responder

reinaldo carletti

17 de outubro de 2011 às 15h31

os mandantes daquela epoca, são os corruptores de agora………….fotografias de todos sem excecão
reinaldo carletti

Responder

Luci

17 de outubro de 2011 às 15h17

Empresas que ontem financiaram a ditadura devem explicar a origem e os caminhos de suas fortunas, e quem hoje eles patrocinam e porque? Para consolidação de nossa democracia os que patrocinaram e promoveram a tortura não podem posar de democratas enganando o povo.Parabéns à deputada Luiza Erundina, guerreira política do país.

Responder

Jairo_Beraldo

17 de outubro de 2011 às 14h52

pelo que se sabe, estas empresas a que se refere o sr. Secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, são as empresas de comunicações, que "municiavam" inverdades para jogar a população contra aqueles que lutaram contra a intervenção estadunidense no Brasil. penso que tem-se que ter muito cuidado ao expressar o termo EMPRESA. Empresários, são peça chave em uma sociedade, seja capitalista ou não. São cabeças pensantes que dão sustentação ao progresso. Diferente de veste-fardas, que usam de suas "atribuições" para outros fins.

Responder

    beattrice

    17 de outubro de 2011 às 19h47

    As vivandeiras de quartel incluem certamente empresas em diversos setores e não somente no de comunicações.

Elias SP SP

17 de outubro de 2011 às 14h03

O golpe de 1964 foi uma encomenda do Tea Party dos anos ’60. Mas não foi uma encomenda feita às pressas. Foi um trabalho de confeitaria artesanal que começou com a renúncia de Jânio, a resistência de Brizola, a rebelião dos marinheiros, a mobilização dos sargentos e o discurso de João Goulart na Central do Brasil. Quem aceitou confeccionar o “bolo” encomendado pela direita estadunidense, não há dúvida, foram as elites brasileiras, os maiores jornais e meios de comunicação do Brasil e as Forças Armadas, que entraram por tabela, obedecendo a ordens civis. E foi aí que o feitiço virou contra o feiticeiro. Os generais se acomodaram nas poltronas e cadeiras do Palácio do Planalto e se refestelaram. Por certo pensaram em não levar o recreio por muito tempo. Mas aí os trogloditas entraram em ação. Não toparam largar o osso pra meia dúzia de almofadinhas. Na seqüência os trogloditas dos trogloditas fizeram o serviço sujo que maculou a nossa história e até hoje não foi possível limpá-la.

PS: Essas linhas não passam de micro nota diante do calhamaço que se há de escrever.

Ao Viomundo: O 2° segundo post está corrigido

Responder

Elias SP SP

17 de outubro de 2011 às 13h59

O golpe de 1964 foi uma encomenda do Tea Party dos anos ’60. Mas não foi uma encomenda feita às pressas. Foi um trabalho de confeitaria artesanal que começou com a renúncia de Jânio, a resistência de Brizola, a rebelião dos marinheiros, a mobilização dos sargentos e o discurso de João Goulart na Central do Brasil. Quem aceitou confeccionar o “bolo” encomendado pela direita estadunidense, não há dúvida, foram as elites brasileiras, os maiores jornais e meios de comunicação do Brasil e as Forças Armadas, que entraram por tabela, obedecendo a ordens civis. E foi aí que o feitiço virou contra o feiticeiro. Os generais se acomodaram nas poltronas e cadeiras do Palácio do Planalto e se refestelaram. Por certo pensaram em não levar o recreio por muito tempo. Mas aí os trogloditas entraram em ação. Não toparam largar o osso pra meia dúzia de almofadinhas. Na seqüência os trogloditas dos trogloditas fizeram o serviço sujo que maculou a nossa história e até hoje não foi possível limpá-la.

PS: Essas linhas não passam de micro nota diante do calhamaço que se há se escrever.

Responder

Julio Silveira

17 de outubro de 2011 às 13h28

Isso dito pelo secretário é fundamental, mas não como base somente para esse assunto. Deveria servir também para se busquem os culpados por essa sensação de corrupção no Brasil, que tanta publicidade tem sido dada no PIG, mas como sempre de forma abstrata, por que os fomentadores basicamente são os mesmos. Os recursos que abastecem essas torneiras vem das mesmas fontes, e decorridos tantos anos, tendo muitas das lideranças antigas desses grupos feito a passagem para o alem, seus sucessores lhes tomaram as bandeiras, para não generalizar por completo, com rarrissimas excessões.

Responder

damastor dagobé

17 de outubro de 2011 às 13h27

uai…alguem pode me dizer se as empresas alemãs que usaram trabalho escravo durante o nazismo (algumas micro empresas como a Volkswagen, Siemens, Thyssen-Krupp, Mannesmann, Bayer, BASF, BMW, Mercedes Bens, quer dizer, quase todas) sofreram alguma punição? digo, além de pagar umas cestas básicas para umas sinagogas e entidades de judeus por aí???

Responder

    Schultz

    17 de outubro de 2011 às 15h22

    Amigo,
    Em uma guerra, vale tudo. Seja ela na Alemanha ou no Brasil.
    Não podemos nos esquecer que as empresas alemãs sairam da guerra arruinadas e levaram cerca de 10 anos para serem reconstruídas, pelo próprio povo alemão.
    O que a esquerda brasileira construiu pós 1988? Bolsa Família? Consumo das massas??

    damastor dagobé

    18 de outubro de 2011 às 05h12

    Heil Schultz…melhor olhar pros lados ou periga ter um comando israelense querendo te levar pra Israel para um acerto de contas..

    Fabio_Passos

    03 de novembro de 2011 às 20h16

    hã… hoje na verdade um comando israelense levaria o schultz para israel como consultor.
    Ou ele pode arrumar uma boquinha por aqui mesmo na revista veja, fsp, rede globo…

    beattrice

    17 de outubro de 2011 às 19h48

    Ninguém pode negar que foram denunciadas publicamente, aliás se não tivessem sido não estariam sendo listadas.

H Aljubarrota

17 de outubro de 2011 às 13h26

Acho que um bom editorial da FOLHA DE SÃO PAULO esclareceria isso…

Responder

alicio

17 de outubro de 2011 às 13h24

Eu não tenho a menor dúvida. Sarney foi um dos baluartes da ditadura. Era o representante dos milicos.Por conta disso ganhou o Maranhão para ele e seus descendentes. Enquanto houver sarney o congresso jamais será limpo.

Responder

    Dinis

    17 de outubro de 2011 às 19h18

    pensando bem, se a globo a folha e principalmente o estadão estão contra sarney, ele não deve ser tão ruim assim!

Everaldo

17 de outubro de 2011 às 13h15

A Globo, Folha e Estadão, são peritos no assunto.

Responder

    Cristiana Castro

    20 de outubro de 2011 às 03h02

    É… tem BOI que deixou o apoio, registrado para a História. A bem da verdade, é só ler os jornais da época…

trombeta

17 de outubro de 2011 às 12h39

Essa questão é o maior entrave para que a verdade venha à tona: que empresas financiaram o golpe, a OBAN…?

As pessoas vão ficar surpresas ao saberem que grandes e conhecidas empresas, a maioria localizadas em SP, botaram dinheiro na mão da repressão para liquidar com os "inimigos" do regime militar.

Tá na hora de divulgar o nome dessas empresas!

Responder

    beattrice

    17 de outubro de 2011 às 19h45

    O famoso passa-chapéu da FIESP à época.

    carlos

    03 de novembro de 2011 às 23h38

    em que divulgar ontem, se esperar a comissao da 1/2 xicara de verdade a gente morre e nao conhece os nomes dos 'patrocinadores' da ditabranda, os que sabem os nomes deviam denunciar na internet anonimamente.

Polengo

17 de outubro de 2011 às 12h38

Isso vai incluir empréstimo de carros a torturadores?

Responder

FrancoAtirador

17 de outubro de 2011 às 12h30

.
.
A Folha-Shit poderia fazer uma matéria especial sobre o assunto.

O Grupo Folha tem um profundo conhecimento de causa sobre a ditabranda.
.
.

Responder

    beattrice

    17 de outubro de 2011 às 19h45

    Conhecimento de causa e de efeito.
    Causa porque causou muita coisa
    e efeito porque obteve muito$ efeito$.

    FrancoAtirador

    17 de outubro de 2011 às 21h24

    .
    .
    Além de haver causado trágicos efeitos físicos e psicológicos.

    Rose Nogueira, a jornalista sobrevivente, que o diga.
    .
    .

    Morvan

    18 de outubro de 2011 às 09h40

    Bom dia.
    Isto mesmo, vigilante Beattrice; no caso, "Negócios em Famí[g]lia".

    :-)

    Linux User #433640.

rui

17 de outubro de 2011 às 12h30

Nome aos bois, TODOS os bois, se não há culhões para prender torturadores e assassinos que pelo menos TODOS os nomes e caras dos executores e dos MANDANTES seja mostrado à sociedade.

Responder

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