VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Lucro privado, prejuízo público: Um exemplo do capitalismo à brasileira


16/12/2012 - 11h16

16/12/2012 – 07h00
Caixa Econômica Federal pode ter de assumir a endividada Rede Energia

JULIO WIZIACK

AGNALDO BRITO

DE SÃO PAULO

na Folha.com

A Caixa Econômica Federal corre o risco de ter de assumir o comando da Rede Energia, hoje sob intervenção da Aneel e com uma dívida de quase R$ 10 bilhões.

O “presente de grego” é decorrente de uma cláusula do contrato assinado pela Caixa quando investiu na empresa.

Dona de oito distribuidoras, a Rede Energia cobre 34% do país e atende 10% da população em seis Estados. Está sob intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica desde agosto deste ano.

A Caixa é sócia da Rede desde agosto de 2010, quando investiu R$ 600 milhões via FI-FGTS — fundo de investimento formado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço — para adquirir 25% do grupo. O empresário Jorge Queiroz Moraes Junior controla 59% das ações, direta e indiretamente. O BNDES tem 16%.

JUSTIÇA

Há cerca de 20 dias, Queiroz entrou com um pedido de recuperação das empresas que controlam a Rede, para reduzir o endividamento e viabilizar a venda da empresa, que está sendo negociada com a CPFL e a Equatorial.

A Justiça de São Paulo ainda avalia o pedido de recuperação, a que a Folha teve acesso, mas ele entra em conflito com a medida provisória que permitiu a ação da Aneel. O texto veta a recuperação judicial às concessionárias de energia sob intervenção.

Por causa do pedido de recuperação, a Caixa está acionando uma cláusula do contrato assinado com Queiroz que permite ao FI-FGTS sair da empresa em caso de risco de perda do investimento.

O problema é que, de acordo com o mesmo contrato, Queiroz tem 40 dias para pagar à vista o investimento feito pelo FI-FGTS, com as devidas correções: R$ 712 milhões, até o dia 2 de janeiro.

Mas ele já disse não ter recursos para isso. Dois de seus bens, uma fazenda e uma propriedade no litoral paulista, são impenhoráveis, segundo ele. Os outros são bens e ações de empresas, a maior parte sob intervenção.

Se o pagamento não for feito, o contrato ordena que a Caixa assuma as ações do empresário na Rede. Nesse caso, ela teria de sanear a empresa para vendê-la pelo valor de mercado — hoje, ela está sendo negociada por R$ 1 para a CPFL e a Equatorial.

A melhor opção para a Caixa é que a venda para a CPFL e a Equatorial se concretize antes do final deste ano -pode acontecer nesta semana.

Nesse caso, a Caixa e o BNDES continuariam como sócios, caso seus direitos fossem preservados pelos novos controladores.

Leia também:
A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



44 comentários

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17 de dezembro de 2012 às 16h46

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Edno Lima

17 de dezembro de 2012 às 16h17

A Caixa Econômica cumpanheira está se especializando em ficar com micos. Alguém se lembra da compra superfaturada de parte do capital do banco Panamericano do Silvio Santos? Aquele, que foi ao palácio agradecer ao Lula, entrou com os riscos e nós, os contribuintes, saímos com o prejuízo!

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Willian

17 de dezembro de 2012 às 11h44

Bem, pelo menos a Rede Energia não é belga…

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Lúcio Flávio Pinto: Ocupação da Amazônia segue diretriz da ditadura « Viomundo – O que você não vê na mídia

17 de dezembro de 2012 às 11h31

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Pública: No Tapajós, energia para quem? « Viomundo – O que você não vê na mídia

17 de dezembro de 2012 às 11h25

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FrancoAtirador

17 de dezembro de 2012 às 10h32

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Capitalizar os lucros e socializar os prejuízos…

Deve ser esse o tal ‘instinto animal empresarial’ de que tanto falam…
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Responder

    Mário SF Alves

    17 de dezembro de 2012 às 12h12

    Pois é. Essa lembrou o Chico Anísio, e parece ser a melhor interpretação política para a expressão “vampiro “brasileiro””, né não, Franco?

FrancoAtirador

17 de dezembro de 2012 às 10h20

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FUNDO DE INVESTIMENTO – FI-FGTS

O Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FI-FGTS, criado por autorização da Lei nº. 11.491, de 20 de junho de 2007, é constituído nos termos disciplinados pela Instrução CVM nº. 462, de 26 de novembro de 2007, e por resoluções do Conselho Curador do FGTS, sob a forma de condomínio aberto, com prazo de duração indeterminado, regido por um Regulamento e pelas disposições legais e regulamentares que lhe forem aplicáveis.

Para acesso ao Regulamento do FI-FGTS, clique aqui.

Objetivo

O FI-FGTS tem por objetivo proporcionar a valorização das cotas por meio da aplicação de seus recursos na construção, reforma, ampliação ou implantação de empreendimentos de infra-estrutura em rodovias, portos, hidrovias, ferrovias, energia e saneamento.

Características

O Fundo destina-se a receber aplicações de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS e, quando autorizado pelo Conselho Curador do FGTS, de Fundos de Investimento em Cotas do FI-FGTS, conforme previsto no artigo 5º, inciso XIII, alínea “i”, da Lei nº. 8.036, de 11 de maio de 1990, com a redação dada pela Lei nº. 11.491, de 20 de junho de 2007.

O FI-FGTS poderá participar de projetos contratados sob a forma de parcerias público-privadas (PPP), instituído pela Lei nº. 11.079, de 30 de dezembro de 2004, desde que atendidas as condições estabelecidas no Regulamento.

Administração

O FI-FGTS é administrado, gerido e representado judicial e extrajudicialmente pela Caixa Econômica Federal.

Compete à Administradora a gestão do patrimônio do Fundo, podendo realizar todas as operações, praticar todos os atos que se relacionem com o seu objeto e exercer todos os direitos inerentes à titularidade dos títulos e valores mobiliários integrantes da carteira do Fundo, inclusive o de promover medidas judiciais e administrativas, votação em assembléias gerais e especiais, abertura e movimentação de contas bancárias, aquisição e alienação de títulos pertencentes ao Fundo, desde que observadas as restrições impostas pelo Regulamento. Poderá, ainda, proceder à contratação de terceiros legalmente habilitados para a prestação de serviços relativos às atividades do Fundo.

Politica de Investimento

Os investimentos do FI-FGTS serão realizados nas seguintes modalidades de ativos financeiros e/ou participações:

a) Instrumentos de Participação Societária;
b) debêntures, notas promissórias e outros Instrumentos de Dívida corporativa;
c) cotas de fundo de investimento imobiliário;
d) cotas de fundo de investimento em direitos creditórios;
e) cotas de fundo de investimento em participações;
f) certificados de recebíveis imobiliários;
g) contratos derivativos; e
h) títulos públicos federais.

Obs. Os investimentos nos ativos financeiros referidos nas alíneas “a” e “b” serão condicionados a que as sociedades emissoras tenham suas demonstrações contábeis anuais auditadas por auditor independente registrado pela CVM. Os investimentos nos ativos referidos nas alíneas “c” a “f” serão condicionados a que estes ativos sejam registrados pela CVM. Os investimentos em contratos derivativos referidos na alínea “g” terão por finalidade a proteção dos demais ativos integrantes da carteira do FUNDO. As Disponibilidades do FUNDO serão aplicadas em títulos públicos federais – TPF e/ou em operações compromissadas lastreadas em TPF.

Comitê de Investimento

O Comitê de Investimento do FUNDO é composto por 12 (doze) membros e respectivos suplentes, sendo:

a) seis membros representantes da sociedade civil com assento no Conselho Curador do FGTS, sendo três da bancada de trabalhadores e três da bancada patronal;
b) seis membros representantes dos órgãos e entidades do Governo Federal com assento no Conselho Curador do FGTS, sendo um membro do Ministério do Trabalho e Emprego, um membro do Ministério da Fazenda, um membro do Ministério das Cidades, um membro do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, um membro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e um membro da Caixa Econômica Federal.

Os membros do Comitê de Investimento serão técnicos aprovados e designados pelo Conselho Curador, a partir de indicação dos órgãos e entidade de Governo e das bancadas da Sociedade Civil que o integram. Terão mandato de 2 anos, admitida a recondução. A presidência do Comitê de Investimento será rotativa, sendo o presidente eleito dentre os seus membros, com prazo do mandato de um ano.

Demonstrações Financeiras

A publicação de informações periódicas sobre o FI-FGTS é de cunho legal, conforme ICVM 462, de 26 NOV de 2007, em seu art. 26.

http://www.fgts.gov.br/trabalhador/fi_fgts.asp

Para acesso a todas os Relatórios periódicos e Demonstrações Financeiras do FI-FGTS, clique aqui: (http://www.fgts.gov.br/trabalhador/FI_FGTS_Relatorios.asp)

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Romanelli

17 de dezembro de 2012 às 10h11

..confesso que ainda me esforço pra entender a tal “liberdade de livre pensar e expressar garantida” que alguns blogs progressistas juram defender e praticar

..mas eu dizia, ou tentava, quando fui abortado

Que a questão não é ideológica, muito menos exclusiva, podendo partir inclusive de ex-sindicalistas, bastando para tanto hoje mesmo nós vermos o que uma uma Estatal (um bem público) esta passando ao tomada de assalto sem ninguém dar satisfação ..ou seja, o enfraquecimento do Estado não seria coisa só feita pelo consenso ou pelo FMI

Referia-me a assunto delicado aonde a Petrobrás estaria sendo acusada de ser usada como ferramenta da “política de resultados”, esta aonde vemos a mesma investir BILHÕES que já são questionados até pela atual direção(por ex na refinaria nos EUA que valeria nem uma centena de milhão e que pagaram mais de BILHÃO ..ou na refinaria de PE que teve investimentos orçados em US$ 2 saltando pra depois os vermos saltarem a mais de US$ 20 bilhões) ..e isso pra não deixar de lembrar também do represamento criminosos que estaria sendo dado a combustível importado que estaria sendo usado pra sustentar a FARRA do povão

assim não, né ?

Responder

Dialética

17 de dezembro de 2012 às 09h23

Tudo começou no governo tucano obviamente.
Vejam um antigo jornal Hora do Povo e um balanço total dos primerios anos de BHC. Em 4 anos ele detonou total o Brasil. Isto é apenas um pequeno troco para a patuléia. A conta vai por séculos.

Responder

Dialética

17 de dezembro de 2012 às 09h21

Mais: esse grupo tem “outras’ empresas lucrativas. Já foi tramado.

Responder

Luís Carlos

17 de dezembro de 2012 às 09h08

É a incompetência do setor privado. Fica fácil ser capitalista com o Estado financiando tudo, ou seja, nós, população financiando para endinheirados ganharem às nossas custas. E aí Miriam Leitão?? Assim pode o Estado intervir?? Para ajudar a incompetência dos ” empreendedores” privados??? Para baixar os valores da energia elétrica e do gás não?? É isso Sardemberg??

Responder

    Mário SF Alves

    17 de dezembro de 2012 às 12h01

    Se perguntar a ela, claro, a resposta será uma só: estado mínimo e privatização radical. Afinal, é essa a solução/modelo preconizado pelo neoliberalismo, ou não? Aliás, o mesmo neoliberalismo que já enterrou Portugal, Espanha e Grécia. Este filme a gente já viu. O que viria a seguir seria mais do mesmo, ou seja: FMI ditando regras e muita, muita AUSTERIDADE ECONÔMICA; austeridade acima de tudo; e o povo é que se lasque, como sempre!

    ______________________________________________

    Ante o atual estado de coisas, capitalismo subdesenvolvimentista brasileiro e crise econômica mundial (bolha imobiliária, né, PiG?) e, esquecendo de vez a falação da Miriam Leitão, nos restam poucos caminhos: um deles é consolidação da democracia; só ela é capaz de nos livrar do subdesenvolvimento e do inferno econômico preconizado pelo PSDB e pela mídia oposicionista.
    ___________________________________________________________________
    E viva a Constituição Federal Brasileira, a Cidadã! Exigimos o devido respeito a nossa a nossa ainda frágil democracia! AUSTERIDADE democrática, isso, sim, e já!

Pimon

17 de dezembro de 2012 às 01h20

5.672.710.000.
É a dívida líquida da Rede Energia.
Fácil para a CEF administrar uma empresa que nasceu sob FHC e que só fez o que se podia esperar!
6 bilhões é nada!
34% da energia do país por 6 bilhões….. é NADA!
O mais cômico, via Folha: “Nesse caso, a Caixa e o BNDES continuariam como sócios, caso seus direitos fossem preservados pelos novos controladores.”

Caso seus direitos fossem preservados……. QUEM os tiraria, Joaquim Batborsa??

Matéria… Folha… se é Folha, é… lixo!

Folha engana leigos, não um economista!

Responder

    Mário SF Alves

    17 de dezembro de 2012 às 12h30

    Na veia da véia, prezado Pimon.

    __________________________________
    Revista (in)Veja, Foia e Cia: se te derem, não aceite; se aceitar não leia; se ler, não acredite; se creditar, escaravelhe-se ou rolabosteje-se! Ou… simplesmente relinche, que vai dar no mesmo.

João-PR

17 de dezembro de 2012 às 01h00

Assim até eu: pego um financiamento do BNDES (para pagar a perder de vista); compro uma estatal. Sucateio a empresa, vendo ações, depois escondo o dinheiro em algum paraíso fiscal. Finalmente, a empresa fica insolvente, e o estado (que já havia financiado a compra da empresa) pega o mico de volta.

Capitalismo é isso: lucros privados, prejuízos socializados com a sociedade.

Responder

assalariado.

16 de dezembro de 2012 às 22h11

E ainda tem gente que acha que concessão é diferente de privatização.

Com a palavra os defensores das concessionárias.

Qual é a diferença entre as duas ideias mesmo?

Abraços.

Responder

    Mário SF Alves

    17 de dezembro de 2012 às 13h46

    “E ainda tem gente que acha que concessão é diferente de privatização.”
    __________________________________________

    Boa observação, prezado assalariado. Entretanto, e, decerto por isso mesmo, talvez seja mais oportuno verificarmos a diferença entre PRESSÃO e DESCOMPRESSÃO. Lembro isso porque o que está em jogo é a insuportável pressão “política” que o neoliberalismo tem feito sobre a nossa frágil democracia. O que está em jogo, companheiro, é se teremos ou não condição de enfrentar esse estado de coisas; se teremos ou não condição de defender a Constituição Federal Brasileira, a Cidadã, e por conseguinte a democracia que temos e a democracia que queremos. Desculpe, mas ainda penso assim.

    Abraços,

    MSFA

Vlad

16 de dezembro de 2012 às 20h25

Que coincidência!…é a mesma cifra que a Caixa deu para o Panamericano (grandioso banco).
E pouco menos que o BB (sim…o dos 2% de pedágio) deu pro Banco Votorantim (13 bi por 49% do banco, ou seja, por nada…só pra evitar efeito dominó e os rentistas não arcarem com o risco).

Responder

Antonio

16 de dezembro de 2012 às 20h17

A empresa tem uma dívida de 5,6 bilhoes líquida e um patrimonio de 1,8 bilhoes depreciado, portanto, fazendo uma conta de padeiro:
Os ativos da empresa valem 50% a mais = 2,700 bilhões
Dívida líquida = 5,7 bilhoes
Teria uma dívida de 3 bilhões que representam 1,20 do patrimônio, administrável. Acho que estao a imprensa está forçando a barra com 10 bilhões para o governo vender para a CPFL (privatizada) por 1 real.
E nas redes sociais estao metendo o pau no PT. Nao entendi, o PSDB privatizou com dinheiro do BNDES, a empresa se endividou enormemente a partir de 2006 e ficou insolvente. É só o governo toma-la de volta e fazer saneá-la com juros subsidiados e fazer uma nova licitação. Tenho certeza que recupera os 3 bilhões.

Responder

Julio Silveira

16 de dezembro de 2012 às 19h51

Infelizmente neste país, em que as pessoas ao invés de acordarem mais antenados parece que acordam mais nescios. Tem gente que tem coragem de dizer que não importa, desde que seja nacionalizado. Francamente é desse tipo de brasileiro, aluado, que esses matreiros e ladinos falcatruas gostam.
O Brasil a muito precisa de algum anteparo para esse tipo de irresponsabilidade. Quem assinou? esse deveria no minimo pagar com processo que retirasse seus bens, sem prejuizo de criminal, por que acho que irresponsabilidade isso não pode ser, fazer isso com o dinheiro alheio, dinheiro público tem dono, apesar de muitos acreditarem que é da mãe Joana. O sujeito que assinou esse contrato pela CEF é responsavel e deveria se explicar, e se foi coagido por meandros da politica deveria indicar e solidariamente sua irresponsabilidade com o superior. Tudo acontece no Brasil por que nada acontece com o andar de cima. E isso, por que os costas largas do andar de baixo já estão acostumados a estourar a coluna segurando o peso desses dandis inuteis .

Responder

Hélio Pereira

16 de dezembro de 2012 às 14h22

Capitalismo no Brasil é uma beleza,os empresários ganham sempre e o estado sempre fica com o prejuizo,que acaba na conta do contribuinte.
Na Rod Regis Bittencourt temos também uma mostra do “estilo Petista” de negociar,faz 5 anos que o Governo Federal autorizou a cobrança de Pedagio por parte de umsa empresa espanhola,em troca a empresa faria a Duplicação do Trecho da Serra do Cafézal,entre Juquitiba e Miracatu.
Depois de 5 anos “embolsando” Dinheiro de Pedagios,esta empresa sera repassada a outra empresa estrangeira,enquanto o Trecho Central de 19 Km da Serra do Cafézal não foi sequer licensiado pelo IBAMA.
O Governo Federal do PT é “muito bonzinho” com Banqueiros,Empresários,Comerciantes e Latifundiarios,mas “esquece” seus compromissos de campanha com Trabalhadores da Cidade e do Campo!

Responder

Murdok

16 de dezembro de 2012 às 13h40

Prevalecendo a velha máxima da privatização do lucro e tornar público o prejuizo.

Responder

Fabio SP

16 de dezembro de 2012 às 13h15

“A Caixa é sócia da Rede desde agosto de 2010, quando investiu R$ 600 milhões via FI-FGTS”

Caixa, fazendo grandes negócios desde… sempre?

Responder

FrancoAtirador

16 de dezembro de 2012 às 13h13

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Livro: SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO: UMA AVENTURA MERCANTIL

Autor: ROBERTO PEREIRA D’ARAÚJO
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PREFÁCIO

Por Luiz Pinguelli Rosa
Diretor da COPPE* – UFRJ
Professor do Programa de Pós-graduação de Planejamento Energético

O livro de Roberto D´Araujo mostra de forma clara os problemas do setor elétrico brasileiro, em uma abordagem técnica rigorosa, tratando de uma maneira pedagógica as peculiaridades da geração hidrelétrica e do sistema elétrico interligado, mas com uma preocupação social.

Esta preocupação se revela desde o início, quando D´Araujo evidencia que a distribuição de renda no Brasil, de fato, melhorou nos último anos, entre os assalariados e trabalhadores informais, mas tinha piorado tanto que agora o coeficiente de Gini voltou ao nível de cerca de vinte anos atrás.

Um ponto discutido no livro é a relação entre energia e desenvolvimento, mostrando que há uma correlação entre consumo de energia e PIB até certo ponto, mas em alguns países ricos o consumo sobe desproporcionalmente em relação ao aumento do PIB.
Questiona então o estilo de desenvolvimento.
Enfrenta a questão da hidroeletricidade, alvo de grande oposição no país, mostrando que o Brasil possui apenas 1% das barragens existentes no mundo, enquanto a China tem 46% delas e os EUA 14%.
Historia a evolução do sistema hidrelétrico brasileiro, a criação dos grupos de coordenação (GCOI e do GCPS) para dar racionalidade à operação e à expansão do setor.

O livro se torna a certa altura um texto técnico e pedagógico sobre a geração elétrica, desde a engenharia das usinas até a economia da energia, pouco entendida mesmo entre economistas.

Mostra os equívocos da privatização do setor elétrico.

A RECEITA NEOLIBERAL APLICADA NOS ANOS 90 NO BRASIL FOI A DESESTATIZAÇÃO.

NO CASO DO SETOR ELÉTRICO, O REMÉDIO MATOU O DOENTE.

Isso é empiricamente incontestável, pois sofremos o racionamento de energia em 2001.

Nas palavras do autor, o livro “não é escrito para defender as empresas estatais e pregar a demonização do setor privado, não é sobre soberania nacional, não é de esquerda nem de direita, é sobre a falta de informação”.

Continua: “é preciso não confundir a presença do Estado com socialismo…
Muitos países mantêm organizações monopolistas quando elas favorecem a sociedade sem passar pelo dilema existencial tão comum no Brasil”, principalmente entre “formadores de opinião”.

Critica os que renegam “a evidência de que o Brasil é realmente diferente, como todos os povos o são”.
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INTRODUÇÃO

Do Autor

“Trazendo de países distantes nossas formas de convívio,
nossas instituições, nossas idéias, e timbrando em manter tudo isso
em ambiente muitas vezes desfavorável e hostil
somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra.
Podemos construir obras excelentes, enriquecer nossa humanidade
de aspectos novos e imprevistos,
elevar à perfeição o tipo de civilização que representamo:
o certo é que todo o fruto de nosso trabalho ou de nossa preguiça
parece participar de um sistema de evolução próprio
de outro clima e de outra paisagem.”
(Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil, 1936)

Este é um livro sobre oportunidades perdidas e caminhos tortuosos.
Expõe apenas um dos muitos aspectos onde o velho estigma de “gigante adormecido” fica, mais uma vez, evidente.
É uma aventura às avessas.
Uma história do anti-herói, um “personagem” que tinha tudo para representar uma vantagem, mas por “adormecer” sobre suas próprias qualidades, mete os pés pelas mãos e, espelhando-se em experiências alheias, desventura-se em caminhos incompreensíveis e resultados decepcionantes.

O fato de o livro versar sobre o setor elétrico é porque, no caso, é ele o personagem.

Mas, a “tragédia” é a mesma de outros setores.

Séculos de políticas equivocadas.

Medido pelo coeficiente de Gini para a distribuição de renda, a desigualdade no Brasil aumentou de 0,57 em 1981 para 0,62 em 1989.
Depois dessa piora, a disparidade de renda figurava como a segunda
mais alta do mundo, atrás somente de Sierra Leoa.
Em 2005 esse coeficiente se reduziu para 0,56, basicamente o mesmo de 1981.
Apesar dessa melhora, o índice de 2005 ainda colocava o país entre os 10 mais desiguais, ainda atrás da Bolívia, Guatemala, Haiti, Lesotho, Namíbia, África do Sul e Zimbabwe.

Independente de atualizações, o que é grave é que esse vergonhoso índice ocorre na décima economia do planeta [2009].

Somos “um ponto fora da curva’.

Por mais clichê que possa parecer, a pergunta sobre como um país naturalmente tão rico pode ostentar tal nível de desigualdade, ainda é
a secular questão brasileira.

Evidentemente, muitas razões contribuem para a manutenção dessa incômoda posição.
Mas, é no mínimo estranho que a natureza exuberante, tão pródiga em produzir tanta riqueza, não tenha contribuído para a diminuição dessa disparidade.

Mas que tipo de exploração das nossas vantagens naturais é tão franco em produzir rendas?

Ora, somos o país dos rios e, já que a produção de energia nas usinas hidroelétricas só depende de água e gravidade, nada mais “exuberante” do que nossa eletricidade.
A indústria de produção de energia elétrica é filha direta dos rios brasileiros com nossa geografia de planaltos.
Com certeza, no cenário mundial, deveríamos ter a enorme vantagem de energia barata e renovável.

Essa riqueza exige que se pergunte como ela é apropriada, porque, hoje, temos a energia hidroelétrica mais cara do planeta.

Por isso, se quisermos assistir os descaminhos profetizados por Sergio Buarque de Holanda através de um exemplo concreto, medido em energia, nada melhor do que o nosso setor elétrico.
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Íntegra do Livro em:

http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/wp-content/uploads/setor-eletrico.pdf

Responder

Fabio SP

16 de dezembro de 2012 às 13h02

Gostaria de ver algum post sobre o que aconteceu na Petrobrás (a tal compra da Refinaria americana), para poder ler os 2 lados da história.

Responder

Gerson Carneiro

16 de dezembro de 2012 às 12h46

Cássio, vestido com as roupas e as armas do Lula !!!

Responder

    Mário SF Alves

    17 de dezembro de 2012 às 12h21

    Cara, e que torcida! Com uma torcida dessa a gente consolidava a democracia no Brasi, rapidinho. Rindo, brincando e torcendo. Bastaria isso, o PT, o PC do B, o PSB e parte do PMDB e uma torcida dessa, e o Brasil inteiro iria ser o Brasil de um povo feliz.

Gerson Carneiro

16 de dezembro de 2012 às 12h31

Azenhão, injustiça não reverenciar mais esse “Nunca antes na história desse País!”

Esse título é do Lulão e do dotô Sócrates, mano!

Responder

    Fabio SP

    17 de dezembro de 2012 às 08h11

    Perdeu meu voto!!!

Sr. Indignado

16 de dezembro de 2012 às 12h11

Se isso não for má gestão, não sei mais o que é.

Responder

Sr. Indignado

16 de dezembro de 2012 às 12h10

Queria ver se o Itaú ou o Bradesco fariam um contrato como esse.
Será que o Banco Central neste caso não foi uma avestruz?

Responder

RicardãoCarioca

16 de dezembro de 2012 às 11h55

Primeiro, esse é o péssimo modelo tucano de privatização.

Segundo, a Caixa não deveria ter entrado nessa roubada. Foi a mando de quem? O melhor não seria deixar quebrar para restatizar?

Terceiro, o PiG vai tranformar esse limão tucano em limonada e tacar a culpa de tudo isso no governo federal petista. Já consigo ouvir a Míriam PiGão se refastelando…

Responder

    Willian

    17 de dezembro de 2012 às 11h48

    Pô, o negócio foi feito pela Caixa em 2010. Assuma, por favor, o erro.

    Mário SF Alves

    17 de dezembro de 2012 às 13h58

    Dois mil e dez?!! Kkkkkkkkkkkkkkkkk… Querias, lulipe, querias. Sabe quanto tu vales, lulipe?

    Mário SF Alves

    17 de dezembro de 2012 às 13h55

    Privatização, aquilo?!! Aquilo foi mega/priva/entregação. Jamais esqueceremos. O resultado tá aí, nessa alucinante apropriação e transferência de recursos públicos para suprir a irresponsabilidade financeira e fome de lucro fácil do dito capitalismo à brasileira. Capitalismo de muletas; salvo honrosas exceções.

FrancoAtirador

16 de dezembro de 2012 às 11h47

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E QUE DIZER DO BANCO DO BRASIL, QUE É A MÃE DOS LATIFUNDIÁRIOS ?

Sob o pretexto de investimentos na produção agrícola,
os agronegociantes tomam empréstimos, a juros ínfimos,
e, logo após, aplicam no mercado financeiro especulativo.

Mesmo assim, não pagam os financiamentos ao Banco do Brasil.

Tempos depois, os próprios ruralistas aprovam leis no Congresso
que praticamente os isentam do pagamento das dívidas contraídas.

Assim, os agronegociantes, para enriquecerem sem fazer nada,
recebem dinheiro, a fundo perdido, de um banco público brasileiro.
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Responder

Filipe Rodrigues

16 de dezembro de 2012 às 11h36

Desde que essa distribuidora seja nacionalizada, não há nenhum problema a Caixa assumir.

Também não há nenhum problema o estado brasileiro (via BNDES) assumir participações de empresas desde que o interesse nacional seja preservado.

Aí que está a política burra do BNDES, eles estão jogando dinheiro fora com varejo, agronegócio, multinacionais,etc; enquanto o país:
– Não tem automóvel 100% nacional
– Não desenvolveu a indústria microeletrônica para a informática
– Depende da importação de muitos remédios

Triste constatar que a política macroeconômica do Geisel era muito melhor que Lula/Dilma.
O general pelo menos substituia importações, enquanto o PT fortalece grupos nacionais já grandes concentrando o nosso mercado.

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