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Dilma nega que concessão de rodovias e ferrovias seja privatização


15/08/2012 - 16h30

Dilma nega que plano de concessão de rodovias e ferrovias seja privatização

15/08/2012 – 14h11

Daniel Lima, Pedro Peduzzi, Sabrina Craide e Yara Aquino


Repórteres da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negaram que o programa de concessão de rodovias e ferrovias, anunciado hoje (15), seja uma forma de privatização. Segundo Dilma, essa questão é “absolutamente falsa”.

“Hoje, estou tentando consertar em ferrovias alguns equívocos cometidos na privatização das ferrovias. Estou estruturando um modelo no qual vamos ter o direito de passagem de tantos quantos precisarem transportar sua carga. Na verdade, é o resgaste da participação do investimento privado em ferrovias, mas também o fortalecimento das estruturas de investimento e regulação”, disse a presidenta, após a cerimônia de apresentação do Programa de Investimento em Logística: Rodovias e Ferrovias.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou a diferença do modelo adotado pelo governo ao rebater as críticas de que o setor de infraestrutura estaria passando por um processo de privatização. “Em parceria público-privada, é o setor público que vai fazer os investimentos. Privatização é quando se vende os ativos para o setor privado. Estamos privatizando o quê?”, questionou. No caso da concessão de ferrovias, será adotado o modelo de Parceria Público-Privada (PPP).

Ouvido pela presidenta Dilma antes do anúncio do modelo de concessões, que ainda vai incluir portos e aeroportos, o empresário Eike Batista avaliou que as comparações com o modelo de privatização não trarão prejuízos aos projetos. “Em uma concessão, o setor privado faz o investimento que é importante, tem o retorno do seu capital investido e depois [a estrutura] volta para o Estado. É um patrimônio do país. Acho que é um modelo muito feliz, que o capital estrangeiro e brasileiro aceita muito bem”, explicou.

Antes da cerimônia, o projeto foi apresentado reservadamente a representantes de centrais sindicais. O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, deixou a cerimônia com a avaliação de que o modelo não se trata de privatização por ser controlado pelo Estado e usar a parceria público-privada para as ferrovias. Ele, no entanto, reclamou que mais uma vez o governo apresentou aos sindicalistas um plano já pronto, que não está aberto a discussão e sugestões.

“Ela [a presidenta Dilma Rousseff] está acompanhando a mudança do mundo. Ser contra a privatização por ser está caindo. Ela está vendo que tem a necessidade de envolver o capital privado cada vez mais na economia”, disse Miguel Torres. O sindicalista ainda cobrou a inclusão de contrapartidas para os trabalhadores, como a criação de empregos e qualificação.

Pelo plano anunciado hoje, serão concedidos 7,5 mil quilômetros de rodovias e 10 mil quilômetros de ferrovias. Os investimentos, nos próximos 25 anos, vão somar R$ 133 bilhões, sendo que R$ 79,5 bilhões serão investidos nos primeiros cinco anos. Para as rodovias, o total investido será R$ 42 bilhões e para as ferrovias, soma R$ 91 bilhões.

Edição: Carolina Pimentel

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36 comentários

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Indio Tupi

26 de agosto de 2012 às 20h04

Aqui do Alto Xingu, os índios lembram que, durante os oito anos do governo FHC, a dívida pública interna cresceu 938,5%, passando de R$ 65 bilhões para R$ 675 bilhões, ou seja, a uma velocidade média de 18,32% a.a., enquanto o PIB expandiu-se apenas 6,21%, ou seja, a uma taxa média de ínfimos 0,76% a.a., com o que a dívida interna cresceu a uma velocidade média 24 vezes superior à do PIB, que lhe dá lastro. Era a receita para a falência.
Não obstante defrontado com a iminente falência do País, foi possível ao governo Lula, em seus oito anos de mandato, reduzir substancialmente a expansão da dívida interna, dos 938,5% registrados no governo anterior, para 137,5%%, com o que a dívida interna passou de R$ 675 bilhões para R$ 1.603 bilhões, ou seja, crescendo a uma taxa média de 11,4% a.a., com o que foi possível expandir o PIB em 25,1%, ou seja, a uma taxa média de 2,84% a.a., invertendo, assim, a tendência desastrosa do governo anterior, quando a velocidade de crescimento da dívida era muito superior à do PIB.
Verificamos, assim, que, em comparação com o governo de FHC, o governo Lula conseguiu obter para o PIB uma velocidade anual de expansão superior em 273,7% à da obtida por seu antecessor, reduzindo, simultaneamente, a velocidade anual de expansão da dívida em 37,8%, feito notável quando se considera que, nos três anos finais de seu mandato, o mundo atravessou o maior colapso econômico-financeiro mundial desde a Grande Crise de 1929.
Simultaneamente, no governo Lula foi possível igualmente sair de uma situação de falência externa e das armadilhas dos empréstimos do FMI, para a condição de controle de sua posição externa. Mas, o País ainda continuava internamente muito endividado, como resultado de décadas de “rolagem” da dívida interna a taxas de juros reais estratosféricas, a exemplo do que ocorreu no governo de FHC, quando a Selic real – descontada a inflação – ficou, em média, acima de 18,3% a.a., nível reduzido para pouco acima de 8% a.a., em termos reais, no governo Lula, patamar que, já neste ano deve situar-se em cerca de 2% a.a., acima da inflação.
Face à atual crise global, a esse elevado endividamento interno e à natureza das atividades dos bancos privados nacionais e estrangeiros, voltadas ao curto prazo e especulativas, não restou ao governo, para manter a economia em crescimento e realizar os necessários investimentos, inclusive para romper os gargalos na infraestrutura, do que recorrer aos bancos semi-públicos ou públicos, como o BNDES, este precipuamente criado para financiar os projetos do setor, de grande escala e de longa maturação, normalmente não atraentes para os bancos ou o setor privado.
Caso o plano de investimento para a expansão e a modernização de rodovias e ferrovias, de R$ 133 bilhões, recém lançado, fosse realizado inteiramente com a emissão de títulos nos mercados internacionais, como Nova Iorque, Londres, Frankfurt e Tóquio, seria razoável acusar o governo de estar fazendo injustificáveis doações de altas taxas de juros, de “spreads” e pesadas comissões às entidades financeiras internacionais privadas, arranjadoras da operação, e aos investidores globais que viéssem a subscrever as obrigações – com a garantia da infraestrutura a ser construída e do fluxo futuro de suas receitas –, o que se refletiria em elevados preços para as tarifas a serem depois cobradas dos usuários.
Seria até possível que os custos de captação de recursos externos para essas obras fossem até competitivos, haja vista que, atualmente, o Tesouro e os bancos centrais dos países avançados estão criando trilhões de dólares ao simples “click” do mouse, que estão inundando a economia mundial em busca de oportunidades de investikmento que ensejem ganhos superiorres ao custo dos fundos. Pergunta: Seria essa alternativa conveniente aos interesses nacionais?
Precisamente para evitar esses inconveniente e reduzir o custo das obras, 65% do financiamento foram atribuídos ao BNDES, que financiará para a construção das rodovias à base de TJLP mais 1,5% a.a., com três anos de carência, e repagamento no prazo de 20 anos, e a construção de ferrovias à base da TJLP mais 1%, com cinco anos de carência e 25 anos de prazo para amortização.
Não obstante a crise global e a natureza a longo prazo dos investimentos e respectivos retornos, o setor privado – construtoras, fundos de pensão, fundos de investimento, bancos de investimento, etc. – deverá entrar com os 35% restantes. Atualmente, como a TJLP é de 5,5%, podemos concluir que, no caso das rodovias, o custo para o setor privado será de 7% e no caso das ferrovias, será de 6,5%, com seu retorno ficando entre 9% e 10% a.a., contra uma inflação que caminha 6% a.a.
A participação do BNDES, que responderá por cerca de 2/3 dos investimentos, os quais serão coordenados pela Empresa Brasileira de Logística (EPL), assegurará um custo tarifário reduzido ao usuário – no caso, as grandes transportadoras — em comparação com as concessões puras e simples de rodovias e ferrovias previamente construídas pelo Estado, a exemplo das rodovias e ferrovias privatizadas na octaéride fernandista. Não é de se esquecer que a ELP poderá, inclusive, investir diretamente, como empreendedora, ou criar uma subsidiária para investir.
É importante observar que dos 7,5 mil km de rodovias a serem construídos e modernizados, 5,7 mil km referem-se à duplicação de pistas existentes, boa parte já privatizadas ou em regime de concessão, as quais serão reexaminadas. No contexto da contenção do endividamento interno, como simultaneamente dispender recursos na estatização de rodovias e construir novas vias à base unicamente de recursos estatais? A mesma indagação se faz em relação aos 10 mil km de ferrovias a serem construídos para a ampliação da malha existente, inteiramente privatizada ao fim do governo FHC, que extingiu a Rede Ferroviária Federal, a Fábrica Nacional de Vagões, o Lloyd Brasileiro, a Docenave etc. etc.
É verdade que os projetos para a construção de infraestrutura de transporte ensejam ganhos aos especuladores imobiliários e à construção civil, inclusive a seus banqueiros, a menos que o governo recupere parte de seu dispêndio público, via BNDES, por meio da cobrança de um imposto, incidente sobre a valorização das terras e dos imóveis situados ou construídos ao longo dessas vias, permitindo ao Estado e às cidades recapturarem a renda de aluguel e o valor, mais elevados, dos locais ao longo das vias.
Vale citar um exemplo: a ampliação do Metrô de Londres (Linha Jubilee) ao distrito financeiro da cidade em Canary Wharf custou £ 3,5 bilhões, mas o valor das propriedades em torno da rota aumentou em cerca de £ 13 bilhões. Houve um grande movimento social para a tributação extraordinária desse ganho em termos de valor de aluguel e de valorização imobiliária, o qual, se o Estado não fizer, para recuperar seus dispêndios, será apropriado pelos proprietários.
Aliás, essa tributação extraordinária poderia garantir , ainda, recursos para outros projetos estatais de investimento na infraestrutura de transporte, de modo a assegurar um custo subsidiado ao usuário, de modo a aliviar a pressão do custo de vida sobre os salários, liberando renda do trabalhador para outros gastos em bens e serviços e para ajudar a economia.
Como se sabe, o principal ativo das famílias, principalmente das famílias ricas, é a terra, e o seu fator fundamental é o valor do local. O local é tudo, em termos de dotação de vias de transporte e outras infraestruturas. Não é por outro motivo que as doações de terras aos barões ferroviários após a Guerra Civil norte-americana criaram as maiores fortunas dos Estados Unidos no século seguinte.
Por isso, o governo deveria criar esse imposto extraordinário com a finalidade de constituir um fundo para financiar a construção de outras vias e serviços básicos, a serem disponibilizados à população a preços subsidiados, eis que “o retorno” do investimento público deve ser mensurado pelo grau até o qual ele reduz o custo de vida da economia e da realização de negócios, e não à base da renda que o Estado extrai do povo trabalhador.
Se o governo não criar esse imposto extraordinário, quem sairá ganhando com a valorização das terras e propriedades ao longo dessas vias serão o setor imobiliário, os proprietários locais e as construtoras civis, e seus bancos. A lógica da participação do BNDES com a provisão de 65% dos financiamentos demanda a criação desse tributo sobre os ganhos extraordinários que inevitavelmente fluirão à uma minoria de proprietários.
De outra parte, a atuação da EPL deverá ser rigorosa na supervisão e fiscalização dos custos e da tarifação, de modo a não ensejar que as rodovias, duplicadas, e as ferrovias, ampliadas, sob os auspícios de fundos estatais e dos trabalhadores, se transformem em simples formas disfarçadas de cabines de pedágio, limitadas a extorquirem a parca renda do povo trabalhador sob a forma de tarifas de usura, em um “verdadeiro presente” aos proprietários.
É de se saudar a criação da ELP, que deverá ser mais um instrumento do planejamento a longo prazo do governo, na estratégica e vital área da infraestrutura de logística, pois foi à base do planejamento a longo prazo que as economias avançadas cresceram: a Grã-Bretanha na época do mercantilismo, os Estados Unidos, com sua decolagem industrial protecionista após 1861 e a parceria estatal-bancária na Alemanha e no Japão após 1879.
Hoje, os países se indagam sobre o que suas economias necessitarão daqui há cinquenta anos para aumentarem sua produtividade, tecnologia, nível educacional e padrão de vida. O objetivo é melhorar a vantagem competitiva, não aceitando a situação vigente como “dada”, impossível de mudar. Com esse fim, investem em recursos e tecnologia que as futuras gerações necessitarão controlar.
No passado, os países avançados aumentaram a prosperidade investindo em infraestrutura, canais, ferrovias, ferrovias, portos e aeroportos, em serviços postais, de comunicação e telecomunicações e na educação, tudo considerado como “o quarto fator de produção”, junto com a força de trabalho, o capital e a terra. A tributação seria “desonerosa”, caso investida em investimentos do Estado na melhoria interna, liderada pela infraestrutura de transporte, vital para a produtividade e a competitividade internacional.

Responder

Paulo Kliass: A pressa de Dilma e os riscos de mais privatização « Viomundo – O que você não vê na mídia

17 de agosto de 2012 às 13h13

[…] Dilma nega que concessão de rodovias e ferrovias seja privatização […]

Responder

LEANDRO

16 de agosto de 2012 às 14h19

Genial, não tenho dinheiro para recuperar a infraestrutura, mas tenho para emprestar a perder de vista para alguém recuperar pra mim e depois pago a ele para usar. Não é a toa que faliu uma loja de 1,99.

Responder

O_Brasileiro

16 de agosto de 2012 às 11h06

Fez bem… Afinal de contas, os serviços de telefonia e os planos de saúde, além de não terem falhas, ainda são bem baratos, graças à concorrência.
As universidades privadas são bem melhores do que as públicas!
As estradas pedagiadas foram construídas com o bom e paradisíaco dinheiro da iniciativa privada, sem um tostão público!
Ninguém mama nas “tetas” do Tesouro e do FAT, digo, do BNDES.
Só rindo mesmo!

Responder

    Jose Mario HRP

    16 de agosto de 2012 às 11h14

    KKKKKKKKKKKKKKKK……
    Arrebentou!

Mardones Ferreira

16 de agosto de 2012 às 10h21

P.S: o PT pode mudar o nome do processo de doação do patrimônio público, mas os beneficiários, a fonte, os critérios de financiamento, os prejudicados serão sempre os mesmos.

Responder

Jose Mario HRP

16 de agosto de 2012 às 10h10

VIVA ASSANGE! Presidente Correa concedeu asilo a ASSANGE! E ingleses ameaçam desrespeitar o status diplomático da embaixada!! VIVA CORREA! PO RRE TA!
KD a Dilma para apoiar o CORREA!???

Responder

    Luís

    16 de agosto de 2012 às 13h05

    Cadê a Dilma? Tá privatizando. Ou melhor, está fazendo concessões.

Almir

16 de agosto de 2012 às 09h53

Pelo que anunciou o noticioso da redebobo, entendi que Dilma vendeu tudo que foi de estrada e linha de trem (a preço de banana) pros amigos dela.

Ah, não foi bem assim não?

Então, onde é que me informo? No botequim da esquina?

Responder

    Moacir Moreira

    16 de agosto de 2012 às 10h44

    Não foi venda, foi empréstimo.

Moacir Moreira

16 de agosto de 2012 às 09h22

Para quem acha que a relação entre patrões e escravos é de mutualismo, onde ambas as partes são beneficiadas, é bom lembrar que os escravos vivem muito bem sem os seus patrões, mas os patrões teriam que limpar e desentupir suas próprias privadas, o que para eles seria pior que a morte.

Um governo que recolhe impostos de todos para conceder kits de felicidade aos ricos que, em troca, oferecem bananas à população não é exatamente o que o eleitor esperava ao depositar sua confiança em forma de voto na urna eletrônica em protesto contra a privataria tucana.

Dona Dilma, V. Exa. está fazendo isso errado.

Responder

demetrius

16 de agosto de 2012 às 09h19

bolsa família para os pobres, ferrovias e rodovias para os ricos.
boa dilma, pais rico é pais sem pobreza. Como a publicidade é perfeita.

Responder

LEANDRO

16 de agosto de 2012 às 08h57

Lula, o neo-privatista…

“O povo quer benefícios. Não quer saber se é o estado ou a iniciativa privada quem vai fazer”.

Valeu lula, até que enfim se rendeu a realidade.

Responder

Jose Mario HRP

16 de agosto de 2012 às 08h39

Ela nem o Lula anda ouvindo, o FHC elogiando, e a oposição tirando sarro na esquerda!
Desse jeito, tratando os grevistas e as centrais sindicais como lixo, não voto mais nela!

Responder

LEANDRO

16 de agosto de 2012 às 08h31

Mais uma vez a ficha cai e o pt copia idéias que antes criticava. Como era bom ser oposição, podia-se falar qualquer besteira.

Responder

MdC Suingue

16 de agosto de 2012 às 03h08

PPP= Privatização do Patrimônio Público.

Serviços essenciais não podem visar lucro, nós já pagamos por eles com nossos impostos, não tem sentido pagar de novo para um empresário safado.

Só vou acreditar que concessão não é privatização, quando tomarem a que deram para a Rede Globo.

Não vão, né?

Depois que as pernas foram abertas, não há conversa mole de ‘agência reguladora’, ‘prazo de concessão’, ‘compromisso de qualidade’ que traga de volta o que foi dado de mão beijada.

Tá nas mãos dos Cavendishes, do Eikes, das empreiteiras e demais corruptos que alimentam os caixas 2 de campanha e regam os laranjais, não tem volta.

Responder

Marcelo

16 de agosto de 2012 às 01h44

O mesmo de sempre , pedagios caros , estradas pessimas , passaens caras e trem lotado . Governo entra com o custo , o setor privado fica com o lucro . O Brasil é um grande bacanal onde o povo só entra com a bunda .

Responder

Leonardo Meireles Câmara

16 de agosto de 2012 às 00h54

Gostaria de rememorar um caso de concessão em que houve retorno pacífico à à mão do estado? Quando eu penso na campanha, me vem um gosto amargo na boca. Quanta mentira…

Responder

jaime

15 de agosto de 2012 às 23h56

Eu só acho que, na ponta do lápis, proteger um emprego sem estabilidade custa bem mais caro do que um emprego público, porque no primeiro você tem que começar pelo empresário, sua empresa, seu ativo, seus investimentos, suas mordomias e a de seu staff nunca baratinho, seu lucro (que via de regra vai embora para a matriz); as migalhas que sobrarem serão para o salário sem estabilidade. Já o Estado, em princípio, não visa lucro. Os produtores de álcool, por exemplo, – ou melhor, de açúcar – mantém uma mão de obra escrava, sem formação e futuro nenhum, enquanto a Petrobrás tem uma mão de obra qualificada e bem paga, patrocina meio mundo de eventos esportivos e culturais, reinveste o lucro para o benefício do país. E aí?

Responder

Fabio Passos

15 de agosto de 2012 às 23h50

Ruim.
Mais cias incompetente e inescrupulosas explorando infra-estrtura financiada com dinheiro público.

Não foi para entregar o Brasil a interesses privado que votei em Dilma.

Responder

FrancoAtirador

15 de agosto de 2012 às 23h35

.
.
Mudou a forma de privatizar.

Mudará a forma de fiscalizar ?
.
.

Responder

O_Brasileiro

15 de agosto de 2012 às 23h34 Responder

    FrancoAtirador

    16 de agosto de 2012 às 09h23

    .
    .
    Será que falta ?
    .
    .
    Projeto que privatiza Embrapa avança no Congresso

    Por SINPAF*

    No dia 1/2, o relator da matéria, senador Gim Argello (PTB/DF), apresentou parecer favorável ao PLS 222/08 , que propõe transformar a Embrapa em empresa de economia mista com ações negociadas na bolsa.

    A proposta de abertura de capital da Embrapa, feita pelo senador Delcídio do Amaral (PT-MS) por meio do PLS 222/08 – conhecido como “projeto da Embrapa S/A” – avança sorrateira e discretamente no Senado.

    No dia 1/2, o relator da matéria, senador Gim Argello (PTB/DF), apresentou parecer favorável ao projeto, que propõe transformar a Embrapa em empresa de economia mista com ações negociadas na bolsa.

    Uma das justificativas apresentadas pelo autor do PLS (e referendada agora pelo relator Argello) é a necessidade de captação de recursos para cobrir os custos operacionais da empresa: “Esse procedimento permitirá que a empresa capte recursos de grandes companhias de pesquisas em produção agrícola”, afirma o texto da matéria.

    Em agosto de 2009, a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária havia se posicionado contrariamente à proposta, salientando que o caminho da privatização é inadequado para atender o interesse público. “A introdução de sócios privados na Embrapa alteraria a lógica de investimentos da empresa, estabelecendo inevitavelmente uma preferência por projetos de pesquisa que tenderiam a proporcionar maiores retornos financeiros à empresa, em detrimento de projetos que, embora essenciais para a política agropecuária nacional, apresentem menores expectativas de retorno imediato para seus acionistas”, apontou o relator da Comissão, o então senador Expedito Júnior (PSDB-RO). Em setembro daquele ano, o PL foi submetido à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e lá ficou parado até março de 2011, quando Amaral (presidente da comissão) designou Argello como relator.

    No parecer, o parlamentar discorda que a medida colocaria em risco a pesquisa agropecuária e insiste no argumento de que faltam recursos para a área. “O Brasil ainda não dispõe de recursos suficientes para investir em todas as áreas estratégicas, ainda mais em campos nos quais os resultados são, em geral, de mais longo prazo. Muitas áreas da pesquisa agropecuária, a nosso ver, se enquadram nessa classificação”, afirma.

    Para a engenheira agrônoma e consultora em agrobiodiversidade Ângela Cordeiro, a movimentação da pauta no Congresso é “preocupante”, porque caminha na contramão da definição do governo brasileiro em priorizar a segurança alimentar e o combate à fome no país.

    “Considerando a importância da inovação e pesquisa na agricultura para um Brasil sustentável, sem fome e sem miséria, o que esperar de uma empresa de pesquisa cuja agenda venha ser orientada pelos desejos de Monsanto, Syngenta, Bayer? Se já é difícil incluir temas como agricultura familiar, agroecologia, agrobiodiversidade na pauta de pesquisa atualmente, imagine com esses acionistas“, questiona.

    A internacionalização da empresa também seria duramente afetada com a alteração no regime jurídico, avalia Ângela. “Imagina a Embrapa tendo em seu quadro de acionistas essas empresas. Teríamos, possivelmente, a brutal aceleração da revolução verde na África, aprofundando ainda mais o quadro da fome e da exploração nesses locais”.

    A especialista aponta, ainda, os riscos da apropriação privada de recursos genéticos depositados no Cenargen e outros bancos ativos dos demais centros de pesquisa da Embrapa distribuídos pelo país. “Vão ser de ‘propriedade’ das companhias acionistas? Não podemos entregar de mão beijada esses bens coletivos”, ressalta.

    Ângela alerta também que, do ponto de vista financeiro, os recursos públicos investidos na pesquisa até hoje se tornariam “ativos” dos novos acionistas. “A Embrapa se destaca pelo grande número de pesquisadores com pós-graduação no exterior, na grande maioria dos casos com bolsas de estudo financiadas com recursos públicos administrados pela CAPES ou CNPq. Se botarmos na ponta do lápis o que custou essa formação profissional,fica evidente que é impossível pagá-la. Não seria mais adequado priorizar investimentos públicos na Embrapa em vez de praticamente privatizá-la?”, completa.

    Depois de apreciado pela Comissão de Assuntos Econômicos, o PLS seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça para votação terminativa [sem precisar de apreciação pelo plenário do Senado].

    *SINPAF = Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário

    http://www.sinpaf.org.br/10/02/projeto-que-privatiza-embrapa-avanca-no-congresso/

    Leia também:

    https://www.viomundo.com.br/falatorio/embrapa-publica-para-quem.html

LEANDRO

15 de agosto de 2012 às 22h08

Quero entrar nessa “concessão”

“- As empresas que vencerem as licitações poderão contrair empréstimos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), a mesma usada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiamentos. ”
“- O financiamento vai variar entre 65% e 80% do valor total da obra,”

Responder

José Balbino Almeida

15 de agosto de 2012 às 21h35

Parabéns a presidenta Dilma por essas privatizações.

Responder

tiago carneiro

15 de agosto de 2012 às 21h02

A Dilma está mostrando, cada vez mais, para o que veio: livrar as grandes empresas nesse momento de crise.

Dando nossas rodovias, ferrovias e, ainda por cima, permitindo que cobrem pedágios. E nossos impostos?

Ela já privatizou os aeroportos, rodovias, hospitais e ferrovias. Daqui uns dias serão os IFETs, laboratórios e as universidades.

Dilma RUSSERRA não me engana. Fora, FHC de saias!

Responder

    Luís

    16 de agosto de 2012 às 08h35

    Antes a gente só tinha o Zé Pedágio. Agora a gente também a Dilma Pedágio, ou Dilmágio.

Jose

15 de agosto de 2012 às 20h40

E as Hidrovias? Não deveriam também serem concedidas?

Responder

João

15 de agosto de 2012 às 20h16

bom…

se concessão não é privatização, então FHC nem privatizou as empresas de Telecomunicações, pois são todas concessionárias de serviço público!

é isso mesmo?

Responder

    Jose

    15 de agosto de 2012 às 20h42

    Isso mesmo. Cabe a Anatel cassar as concessões onde não foram cumpridas as cláusulas… ma como se sabe a Anatel é presidida por “conselhos” de maioria privada… daí…

    João

    15 de agosto de 2012 às 22h57

    só lembrar q os presidentes e diretores das agencias reguladoras são indicados pela presidência…

    sendo assim, se a maioria é ligada à iniciativa privada, a culpa é do Lula e da Dilma!

    depois de 10 anos de governo petista, nem dá mais pra por a culpa em FHC…

    Francisco

    15 de agosto de 2012 às 20h51

    Não. A Telefônica, a Oi e a Vivo nunca serão brasileiras. A não ser que a gente compre de volta…

    Vender é para sempre, conceder é por um prazo. Morei em Ilhéus uma época. Lá vi que alguns filhos de fazendeiros de cacau vendiam o patrimônio juntado pelos país para cobrir despesas. Hoje são assalariados, implorando “cargos em comissão” na prefeitura.

    Outros alugaram os imóveis, se fizeram sócios de pousadas entrando no capital com o imóvel, coisas assim. Concessão “é isso”.

Sr. Indignado

15 de agosto de 2012 às 19h41

Ontem: administração hospitalar,
hoje: rodovias,
amanhã: aeroportos e
depois de amanhã: universidades.

Como vai ser: dirá que a relação R$/alunos é muito alta comparando-se com a iniciativa privada (que sonega impostos e que são “perdoadas”), depois dirá que as administrações das IFES são ineficientes e que não sabemos aplicar os recursos (humm.. isso ela já disse).
E convenhamos, há exemplos em que ela tem razão, seja nas grandes ou nas pequenas IFES, nas novas e nas antigas.
Vamos denunciar, separar o joio do trigo? Vai doer.

Mas isso não impedirá a agenda neo-liberal.
Continuando: Como ocorreu com os niveis de apoio (NA) que foram extintos, não houveram mais concursos, e hoje são “terceirizados”, os servidores de nível médio serão extintos e a seguir os de nível superior. Para acalmar os animos virá um mimo, talvez um PDV.

Cabe ressaltar que à epoca o “governo” FHC argumentou que os serviços custavam muito caros para a nação e que eram ineficientes. Em certo aspecto era, mas não haviam mecanismos de correção.

Concursados, só professores e não será por muito tempo.
Logo, logo só formaremos mão de obra, nada de profissões criativas, só treinamento, nada de educação, só tecnologia, nada de cultura.

Responder

    tiago carneiro

    15 de agosto de 2012 às 21h08

    Ter grandes empresários, tipo esse criminoso Eike Batista, que ficou rico através de informações privilegiadas, dizendo ser ”bom”, só pode ser algo muito ruim para o trabalhador.

    Dilma Russerra está cada dia mais me decepcionando.

    Essa FHC de SAIAS.

Paulo ETV

15 de agosto de 2012 às 19h35

Este artigo está sem sentido,por favor ,mais cuidado com os leitores(não sou de partido algum apenas estou convencido que sei ler e interpretar um texto).

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