VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Política

Cristina Kirchner nacionaliza a petroleira YPF


16/04/2012 - 13h33

16/04/2012 – 13h08

Na Argentina, Kirchner envia ao Congresso projeto para nacionalizar YPF

DA FRANCE PRESSE, EM BUENOS AIRES
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

da Folha.com

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, declarou nesta segunda-feira de utilidade pública a desapropriação 51% do patrimônio da companhia petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol.

A presidente enviará ao Congresso o projeto de lei que expropria a maioria das ações da companhia petrolífera e que declara de “interesse público nacional” o setor de hidrocarbonetos, como anunciado hoje em um ato liderado pela própria governante na Casa Rosada e transmitido em rede nacional.

Das ações desapropriadas, 51% passarão a estar sob controle do Estado e os 49% restantes serão distribuídos entre as províncias, de acordo com o projeto de lei, de 19 artigos.

O projeto inclui a “remoção da totalidade de diretores” da companhia e pretende garantir a “continuidade operacional”.

O anúncio da desapropriação de YPF ocorre após quatro meses de pressões do governo argentino à empresa, à qual acusa de uma queda na produção por falta de investimentos.

Leia também:

Theófilo Silva: “Cometi o mais imperdoável dos crimes”





63 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Maurício

18 de abril de 2012 às 19h21

Isso ajuda a explicar a privatização da YPF na Argentina:
http://www.reuters.com/article/2012/04/18/us-sino

Responder

CarmenLya

17 de abril de 2012 às 02h00

E eu pensava que a Dilma teria essa coragem…
Só vejo coragem por aqui para enfrentar os assalariados e os funcionários públicos. Uma severidade exemplar!!!! Regabofes com a oposição, comemorações com a Folha, entrevista para a Veja, hehehe!
E agora começaram novamente a baixar o pau no governo e embaralhar as investigações do caso Cachoeira com notícias do mensalão. Enquanto isso, muito bla, bla, bla falando em câmbio e juros, hehehe! E a Cristina dando aula de estadista!!!!!!

Responder

beattrice

17 de abril de 2012 às 01h28

Quando Néstor Kirchner assumiu um país em frangalhos depois do desastre DE LA RUA, um partido que vivia dos escombros do passado e uma CGT totalmente destruída pelo neoliberalismo menemista, para não falar da tragédia das leys da obedicencia devida e ponto final, houve quem apostasse que esse governo não duraria, dentro e fora da Argentina.
Pois Kirchner pôs ordem na casa, enfrentou a banca, reordenou o Supremo militarizado, empenhou o legislativo pessoalmente na revogação do escárnio elgal que proibia o julgamento dos carniceros e ainda deixou de herança ao país esta fera que é CFK.
Hoje, o líder político progressista da AL não é o Brasil, é a Argentina.

Responder

    Renato

    17 de abril de 2012 às 10h19

    Ué, mas não é a esquerda que fala que o Brasil é um novo player e lider mundial/? Partindo dessa idéia, eu vou dizer assim
    Prefiro ser um lider mundial do que um liderzinho de uma zona decadente a qual afugenta investidor. A AL só atrai investidor para o Brasil. Até nós somos conhecidos como imperialistas na AL.

Nelson

17 de abril de 2012 às 00h17

No monumental "As Veias Abertas da América Latina", Eduardo Galeano escreveu uma frase lapidar:
"Na América Latina sempre se entregam os recursos em nome da falta de recursos".

Depois de Fidel e de Chávez, Cristina Kirchner inicia o caminho contrário. É isso aí. Não há outro caminho para nossos países a não ser retomarmos, para o controle de nossos povos, os recursos que a eles pertencem.

Responder

MarceloB

16 de abril de 2012 às 23h28

Como diz o PHA: com essa, o EUNAOSABIA corta os pulsos…!

Responder

Luc

16 de abril de 2012 às 23h15

Resumo rápido contendo votação que privatizou YPF , entre outras:
http://www.youtube.com/watch?v=EKoovl5Zljo

Responder

Jason_Kay

16 de abril de 2012 às 22h51

Sabe o que é mais irônico disso tudo?

É que na época, tanto Nestor (era governador), quanto Cristina (era parlamentar), fizeram LOBBY pela privatização da empresa petrolífera.

Agora ela posa de "salvadora do patrimônio argentino".

A Argentina tem o que merece mesmo….

Responder

FrancoAtirador

16 de abril de 2012 às 22h43

.
.
ARGENTINA DIZ BASTA À ESPOLIAÇÃO

Por Saul Leblon, no Blog das Frases,na Carta Maior

A Argentina decidiu renacionalizar as ações YPF pertencentes à espanhola Repsol.
A decisão soberana, anunciada nesta 2ª feira pela presidenta Cristina Kirchner, em rede nacional de rádio e televisão, é uma resposta ao vampirismo que tem pautado a atuação do capital espanhol no setor.
A Repsol detinha 57% da petroleira argentina privatizada em 1993 no processo de desmonte neoliberal do Estado argentino promovido pelo governo Carlos Menen.
Em 2010 os investidores espanhóis extraíram um lucro de 1,4 bilhão de euros do subsolo argentino. A produção nacional de petróleo, porém, recuou quase 5,5%.

A Argentina foi a economia ocidental que mais cresceu na última década.
Entre 2003 e 2010 o consumo argentino de petróleo e gás aumentaria respectivamente 38% e 25%.
A oferta cairia 12% e 2,3%.
A assimétrica evolução evidenciou o descompromisso do capital estrangeiro com o desenvolvimento do país.
Os atritos entre o Estado e a Repsol se intensificaram.
Em 2010, as importações de petróleo resultaram num déficit de US$ 3 bi na balança comercial argentina.
Em 2011 a Argentina gastou US 11 bi com a conta petróleo.

O país tem reservas para atender as suas necessidades.
Encontra-se em solo argentino a 3ª maior reserva de gás de xisto do mundo:
a Repsol, em que pesem os apelos da Casa Rosada, sempre ignorou essa fronteira de soberania energética.

Agia em relação ao xisto como a Vale do Rio Doce agiu, durante a gestão do tucano Roger Agnelli, aos apelos de Lula para que a empresa investisse mais na siderurgia nacional.
Ou, para ficar numa queda de braço atual, com a mesma desfaçatez exibida pela banca brasileira que se recusa a abdicar de um pedaço do spread –de 37%, em média, o mais alto do mundo– para viabilizar a queda dos juros.

Nos últimos três anos o governo Cristina fixou um imposto sobre exportações de petróleo, a exemplo do que fez com as commodities agrícolas.
O objetivo era justamente reter no metabolismo econômico os ganhos extras gerados pela especulação internacional com matérias-primas.
No Brasil, esses ganhos extras foram sistematicamente repassados pela Vale aos acionionistas — e assim festejados pela mídia demotucana como prova de superioridade da gestão privada na exploração das riquezas nacionais.
Um contrafogo neoliberal aos avanços da Petrobrás.

A Repsol não furou um único poço de petróleo na Argentina desde 2009.
Na Espanha, o governo do direitista PP adianta que reagirá à 'expropriação'.
Faria melhor se concentrasse o súbito ardor soberano na resistência a ação predatória do capital financeiro sobre a sociedade espanhola: nesta 2ª feira, o cartel rentista global exigia da Espanha um ganho extra da ordem de cinco pontos acima da rentabilidade dos títulos alemães para continuar financiando a austeridade suicida de Mariano Rajoy.

http://www.cartamaior.com.br/templates/blogMostra

[youtube mNSKHk0uVCw http://www.youtube.com/watch?v=mNSKHk0uVCw youtube] http://www.tijolaco.com/

Responder

Fabrizio Alves

16 de abril de 2012 às 22h02

Parabéns, Cristina Kirchner: uma verdadeira estadista! Quem dera nossa presidente, assim como o partido do qual ela faz parte, tivessem a mesma coragem de defender os interesses da maioria da população. A cada dia fica mais claro a covardia do governo Dilma em relação aos governos do nossos vizinhos. O PT se amedronta na hora de enfrentar o interesse dos poderosos, tem medo de perder popularidade, guia-se pelo pragmatismo. Uma pena! é um pensamento pequeno….

Responder

Fabrizio Alvs

16 de abril de 2012 às 22h02

Parabéns, Cristina Kirchner: uma verdadeira estadista! Quem dera nossa presidente, assim como o partido do qual ela faz parte, tivessem a mesma coragem de defender os interesses da maioria da população. A cada dia fica mais claro a covardia do governo Dilma em relação aos governos do nossos vizinhos. O PT se amedronta na hora de enfrentar o interesse dos poderosos, tem medo de perder popularidade, guia-se pelo pragmatismo. Uma pena! é um pensamento pequeno….

Responder

Sami

16 de abril de 2012 às 22h01

Lá tem uma mulher de verdade no comando.

Aqui é essa porcaria.

Responder

FrancoAtirador

16 de abril de 2012 às 21h45

.
.
Cada vez admiro mais esta mulher corajosa.
.
.

Responder

Sérgio

16 de abril de 2012 às 20h30

Salve Cristina!
Viva a Argentina!
Viva o Brasil!

Responder

Luiz Moreira

16 de abril de 2012 às 20h20

Outra coisinha. O Renato pensa pequeno. Em 1850, se é que ele leu alguma coisa sobre história, a rainha dos mares, sua magestade britanica, deu uma de ralar em cima dos chineses. Duas guerras do ópio e encheram os chineses de ópio, destruiram a marinha chinesa (de bamboo) e ficaram com Hong Kong e coisas mais. Agora sua magestade tem medo da CHINA. E os EUA que se cuidem. Os britanicos, dentro de 10 anos podem estar pedindo água. Vendedores de drogas estão ali, nas ILHAS BRITANICAS.

Responder

    Renato

    18 de abril de 2012 às 16h24

    A China não é tão forte como os EUA, Grã-Bretanha e Rússia. O PIB americano para 2012 será maior que o dobro do Chinês. Eu não confio em Chinês, mas apesar de serem mais de 1 bilhão de pessoas, ainda não colocam medo nos EUAs. Lembrando que militarmente, EUA poem no bolso o mundo todo e a Inglaterra todos os países da AL.

Messias Macedo

16 de abril de 2012 às 20h17

Maia: por que Murdoch [Robert(o) Civita]
é contra a CPI ?
O Conversa Afiada reproduz nota à imprensa do Presidente da Câmara, Marco Maia:
Por que a Veja é contra a CPMI do Cachoeira?
em http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/04

################################################

O PITACO DO MATUTO!

… 'Veja' [o estapafúrdio absurdo (sic)]: "… sem sequer, como manda qualquer manual de jornalismo, ouvir as partes…" Deputado Marco Maia, Presidente da Câmara dos Deputados.
Ou seja, a postura do [nefasto, golpista contumaz e famigerado] folhetim que responde pela [indecorosa] alcunha de 'Veja' denota, digamos, uma [patética e bizarra] autocondenação…
EM TEMPO: e o Mensalão mineiro, UAI!, do [DEMo]tucano Eduardo 'AZARedo', brilhantemente relatado pelo ínclito ministro do STF, o doutor Joaquim Barbosa?!…
… E para acabar de aloprar os Civitas [em polvorosa], 'a Dilma da Argentina' resolve fazer o que de ser feito: 'Cristina Kirchner nacionaliza a petroleira YPF' – em https://www.viomundo.com.br – ínclito, impávido e competente jornalista brasileiro Luiz Carlos Azenha.

NOTA FÚNEBRE!: perdão pelo excesso de adjetivos! Um tributo ao folhetim, sujo porquanto tapete de cachorro, melhor serventia. Perdão à raça canina!

Pano rápido: (CPI DA 'VEJA’ JÁ!)

República de 'Nois' Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    Messias Macedo

    16 de abril de 2012 às 21h41

    ajuste em comentário anterior: … ‘a Dilma da Argentina’ resolve fazer o que deve ser feito:…

    MAIS A SE FAZER!: (CPI DA ‘VEJA’ JÁ!)

    República de ‘Nois’ Bananas
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

    beattrice

    17 de abril de 2012 às 01h23

    A dona DILMA para chegar a ser a sombra da CFK tem que caminhar muito, ou nascer de novo.
    CFK é a estadista que dona Dilma disse que ia ser, na campanha.

Luiz Moreira

16 de abril de 2012 às 20h12

Estes idiotas estão agora falando da questão Petrobras. Porque eles não lembram que a mesma estava virando PETROBRAX dentro do Brasil, e o caso da VALE. Por sinal, será que a VALE valia só a merreca que a tucanagem demoniaca estipulou? Os recursos minerais do Brasil foram privatizados para o lucro dos amigos do filósofo e seus apaniguados. E todos lucraram muito.

Responder

carneirouece

16 de abril de 2012 às 20h02

APRENDE, DILMA!

Responder

jaime

16 de abril de 2012 às 18h33

Sempre é bom ter a Argentina por perto, para aqueles momentos em que não se sabe direito o que é um governo de verdade.

Responder

Paulo P.

16 de abril de 2012 às 18h07

A visita do capitão-do-mato à plantation

A exceção dos presidentes do Equador, Rafael Correa e da Nicarágua, Daniel Ortega, foram todos para a Colômbia ouvir as prédicas de Obama.

Cuba e Malvinas, assuntos proibidos.

Um incidente que foi ocultado pela mídia.

12 dos seguranças do jefe tiveram que ser reenviados para os EUA por envolvimento com prostitutas.

Ou drogas.

Ou seja, para homenagear os presidentes-gerentes, uma orgia.

Essa é a idéia do Império sobre quem somos.

Uma terra de traficantes e de prostitutas.

E de gorilas golpistas, naturalmente.

É verdade que alguns presidentes ameaçaram insubordinação, mas contentaram-se com um joguito de pelota.

Uma vergonha e um desrespeito.

E afinal, qual foi o resultado do encontro?

Um tapinha aqui,

Uma fungada acolá

E la nave va.

"Este ano 200 milhões de crianças dormirão na rua. Nenhuma delas é cubana".

Os cartazes com os dizeres acima foram todos destruídos.

Nada podia empanar a visita do patrón.

Muito menos revelar quem é o médico e quem é o monstro.

Cuba é assunto proibido.

Como diria o imortal Chê Guevara,

Pobre America Latrina. http://blogdobourdoukan.blogspot.com.br/

Responder

André

16 de abril de 2012 às 17h54

É a Argentina mais uma vez metendo os pés pela mãos mais uma vez na sua história! Já tinha sido a Aerolineas Argentinas, agora a YPF….

Daqui a pouco mandam a Petrobras pra casa e o governo do Brasil vai aceitar o pé na bunda como já aceitou no Equador e na Bolívia! Incrível com a nossa América Latina não aprende com os erros do passado!

A cada 20 anos fazem bobagem igual! depois vem o calote a reestruturação economica e politica o crescimento e volta tudo denovo!

Responder

    Ana Maria

    16 de abril de 2012 às 20h46

    Você não está muito informado. O que rola agora é que Repsol ha sucateado a antiga YPF, assim como os espanhóis já fizeram anteriormente com a Aerolineas Argentinas… Não investem e tiram tudo o que podem.
    Como é possível que desde que YPF foi privatizada, dé perdas em vez de lucros?

    Nelson

    17 de abril de 2012 às 00h04

    Estás redondamente enganado, meu caro André.
    La Kirchner age como uma verdadeira estadista deve agir: pensando, em primeiro lugar, no bem-estar de seu povo. Ela só está retomando para mãos argentinas aquilo que ao povo argentino pertence. Algo que, se quisermos construir aqui um país para todos, realmente, cedo ou tarde teremos que fazer.

    Ronald

    18 de abril de 2012 às 23h33

    Para seu governo, no caso da Bolívia, o Brasil foi devidamente ressarcido, informe-se!

Felipe Vargas

16 de abril de 2012 às 17h43

Argentina nacionaliza YPF , a Argentina reassume o controle sobre as reservas petrolíferas , exploração e refino na nação, não existe qualquer dúvida que devido a importância estratégica e lucros desta atividade ela deve ser majoritariamente pública , também pelas reservas geradoras dos lucros e fundamentais para a economia nacional e mundial pertencerem a sociedade, simples
Atitude histórica para o progressismo mundial , para AS e sua economia , com este instrumento nas mãos a alavancar políticas e finanças públicas , em pouco tempo o valor das desapropriações serão pagos pelos lucros
Reclamações da comunidade internacional neo liberal , com que condições , uau , tirei o chapéu , progressismo se aprende todo dia……
Turquin ta impossível , quando se junta com o anão , ficam , não sei, comentarista atirando a cadeira……… Saudações brasileiras , de acordo com o momento nacional , te conta uma ainda exibiram uma comemoração coletiva com musica, trenzinho , humilhação….. , tiram onda……

Responder

Delano

16 de abril de 2012 às 17h37

Dilma tem que reestatizar a Vale e a CSN ainda no primeiro mandato!

05/03/2012: Investigações sobre evasão fiscal da Vale na Suíça

O escândalo explodiu nos últimos dias; porém, está apenas começando. Diversos meios de comunicação suíços denunciaram que a VALE do RIO DOCE está escapando do fisco no BRASIL. Instalou, em 2007, sua sede mundial em Saint-Prex, no cantão suíço de Vaud, para aproveitar as prerrogativas locais.
http://www.justicanostrilhos.org/nota/911
– – – – –
Quem CONTROLA a Vale do Rio Doce?
http://www.anovademocracia.com.br/no-38/90-quem-c

Responder

Felipe Vargas

16 de abril de 2012 às 17h24

Qual que é não fazemos parte do conselho de segurança da onu mas e dos BRICS , com o mesmo equipamento os bucaneros não arrumam nada aqui , só não consta da nossa ideologia , a diplomacia vai resolver
No meu Blog é asim turquin , lembra…….
Discuso e ação histórica de Tereza e da Sociedade Argentina

Responder

E S Fernandes

16 de abril de 2012 às 17h15

Se uma empresa é privada é certo que o lucro é privado, embora a riqueza seja socialmente produzida.

Se uma empresa é estatal é duvidoso que o lucro seja social, embora a riqueza seja socialmente produzida.

Por lógica, é melhor que seja estatal. Embora isto, ainda, não signifique nada para o povo.

Responder

Willian

16 de abril de 2012 às 16h16

O lado bom é que com isto ela afugenta os investidores internacionais e sobra mais para o Brasil. Boa, Cristina.

Responder

    Nelson

    17 de abril de 2012 às 08h32

    Nos anos em que afundou no neoliberalismo – ditadura civil-militar, Alfonsin e Menem -, meu caro Willian, a Argentina recebeu uma penca de "investidores". Todos eles querendo tomar conta do maná do patrimônio público construído com muito suor e trabalho pelos trabalhadores e povo argentinos. Passaram a lamber os beiços de tanto lucro que amealharam às custas da grande maioria dos hermanos. Então, é chegada a hora de dar um basta. La Kirchner está corretíssima.

    Willian. Sugiro que assistas o magnífico documentário Argentina Latente, dirigido por Fernando Pino Solanas. Ali tu verás como um país com um potencial fantástico foi destroçado, deliberadamente, de forma projetada e programada. Para tanto, se utilizaram muito bem dos princípios altamente deletérios do neoliberalismo; a privatização é, talvez, o principal e o mais destrutivo desses princípios.

cesar viegas

16 de abril de 2012 às 15h52

Azenha, a mais ou menos 1 ano atrás saiu uma notícia que o Uruguai tinha achado petróleo de alta qualidade em terra e só faltava avaliar o volume de oleo da reserva. Pouco depois surgiu outra noticia que a Argentina também tinha descoberto petróleo. Nunca mais saiu qualquer notícia sobre essas duas descobertas. Agora somos surpreendidos com essa notícia da reestatização da YPF. Será que existe relação entre as noticias?

Responder

O_Brasileiro

16 de abril de 2012 às 14h37

Enquanto a ex- e futura estatal argentina só tem remetido lucros para a matriz num determinado país ibérico, o país sul-americano vai ficando para trás na produção de petróleo. Algo parecido com um certo país em relação à telefonia e às ferrovias, e ao que aconteceu nos trens e barcas fluminenses.
Ao invés de investimentos, o que ocorre são aumentos absurdos nas tarifas e precarização dos serviços prestados.
Por isso que eu não acredito nas tais "concessões" de aeroportos. Os "empresários" de multinacionais que aqui vem assumir tais "concessões" só o fazem pelos subsídios estatais travestidos de empréstimos, para buscar lucro fácil e rápido, depois abandonando a "concessão".
Empresário de verdade começa de baixo, pois tem talento suficiente para criar grandes companhias.
Essas "concessionárias" ai não passam de um engodo!

Responder

aracandrade130

16 de abril de 2012 às 14h12

Curioso que nem a folha, nem o ig, nem o globo mencionam que a YPF era estatal e foi privatizada pelo governo neoliberal de Carlos Menen.
Devem pensar que seria um choque muito grande para seus leitores perceber que privatização não é o santo remédio que sempre receitaram e aplaudiram.

Responder

    Jason_Kay

    16 de abril de 2012 às 22h53

    Nestor e Cristina, na época da privatização, fizeram LOBBY a favor da venda da empresa.

    O que voce acha disso?

    Você sabia disso?

    Como todo bom "progreçistah", tenho certeza que não…

João Cesar

16 de abril de 2012 às 14h09

Devíamos fazer isso aqui com relação às Teles…

Responder

    RicardãoCarioca

    16 de abril de 2012 às 14h54

    Preferiria que o governo turbinasse a Telebras para que ela entrasse no varejo competindo com as atuais. Mais simples, menos traumático e mais eficiente.

    Nelson

    17 de abril de 2012 às 00h10

    Nada disso, meu caro Carioca. Entregar a telefonia – uma verdadeira mina de fazer lucros, com arrecadação eterna – para mãos privadas foi uma das maiores demonstrações do quanto fomos otários ao cairmos que nem patinhos nesse enorme engodo chamado de privatização.

    Rodrigo

    17 de abril de 2012 às 03h39

    Eu tambem tenho minhas ressalvas em relação a privatizações. Mas no caso das teles. foi um mal necessário.

    Quem tem seus 30 anos ou mais de idade se lembra bem da agonia que era conseguir uma linha e depois de tudo conseguir usá-la. Você tinha que vender seus rins para poder pagar por uma linha instavel.

    Tempos que não deixam saudade alguma.

    Nelson

    17 de abril de 2012 às 08h20

    Meu caro Rodrigo. Como esta matéria já saiu da primeira página do sítio, não sei se tu vais acessá-la para ler minha réplica. Em todo caso, lá vai.

    Toda vez que é mencionado o caso da privatização da telefonia como "um mal necessário", eu recomendo a leitura de um artigo do engenheiro José Antônio Feijó de Melo, escrito lá em Recife no final de novembro de 2006. No artigo, Feijó de Melo traz um breve histórico das telecomunicações e mostra que só conseguimos sair do atraso em que nos encontrávamos na década de 1960, em termos de telefonia, com a criação das empresas estatais da área. Até aquele momento, segundo o engenheiro, o sistema era praticamente todo privado. Acredito que só não era todo privado porque o governador Leonel Brizola, em medida mais do que acertada, havia criado a CRT aqui no Rio Grande do Sul.

    Os casos da YPF, na Argentina, e da Vale do Rio Doce, no Brasil, para citar somente esses dois entre uma infinidade de exemplos, mostram o quanto o povo perde quando entrega a mãos privadas aquilo que poderia gerir se se organizasse para isso.

    Rodrigo. O artigo de Feijó de Melo pode ser lido acessando o sítio http://www.ilumina.org.br, seção destaques, ou clicando diretamente em http://www.ilumina.org.br/zpublisher/materias/Des….

    Renato

    17 de abril de 2012 às 10h16

    Eu lembro muito bem dessa época.
    Uma vez os meus pais adquiriram um carro 0 a vista e 40% do carro foi comprado com a venda de uma linha telefônica.
    Mas para conseguirmos as linhas era um parto. Tanto é que o apto da praia não tinha telefone e para realizarmos uma ligação precisavamos ficar uma hora na fila do orelhão. Hoje temos os celulares, a internet(invenção capitalisma no país odiado pela esquerda). Daquela época só ficou a doce lembrança da infância.

RicardãoCarioca

16 de abril de 2012 às 14h00

Se ela fizer o mesmo com a Petrobras lá, muitos aqui irão comemorar também?

Responder

    Willian

    16 de abril de 2012 às 14h27

    O pessoal não se importa. Evo fez isto com a Petrobras tempos atrás e o pessoal adorou. O negócio aqui é " la unidad de latinoamerica".

    Gustavo

    16 de abril de 2012 às 18h03

    Eu não me importo mesmo. O Brasil vai muito bem, obrigado, perder uma parte da Petrobrás não vai mudar isso. O que importa são as pessoas, não os países. Alguém morrer de fome aqui não é pior do que alguém morrer de fome na África.

    Leider_Lincoln

    16 de abril de 2012 às 14h35

    Se o alface fosse azul, seu raciocínio seria "jenial"!

    RicardãoCarioca

    16 de abril de 2012 às 14h53

    Ô do alface azul: Qual seria a diferença, para o povo argentino, de, após estatizar a YPF, querem estatizar também a Petrobras Argentina? Você acha que YPF pode e Petrobras não pode de forma alguma? Eu espero que não, mas não vejo impecílhos, a não ser políticos, deles quererem fazer o mesmo com a Petrobras, se quiserem.

    Antonio Candido

    23 de abril de 2012 às 13h56

    Nossa, cada vez mais eruditos os comentários desse que é, sem dúvidas, o maior intelectual de Vi o Mundo.

    lulipe

    16 de abril de 2012 às 21h26

    Os "de esquerda" não se importam em ser humilhados ou levarem um bom pé na bunda, desde que seja dado por alguém que seja também de esquerda.Está tudo em casa!!!

José Ricardo Romero

16 de abril de 2012 às 13h57

As coisas já estiveram melhores para a Espanha…muito melhores.

Responder

felipe.c

16 de abril de 2012 às 13h54

Dá-lhe Cristina nos neoliberais!!!

Responder

Augusto Soares

16 de abril de 2012 às 13h50

Ela ainda vai recuperar as Malvinas.

Responder

    Renato

    16 de abril de 2012 às 16h03

    Recuperar como, cara pálida? Militarmente a Argentina e a AL inteira levaria uma surra dos Ingleses.

    Maurício

    16 de abril de 2012 às 22h04

    Não é bem assim… a Inglaterra quase perdeu…
    http://www.aereo.jor.br/2010/03/13/analise-o-pode

    lulipe

    17 de abril de 2012 às 10h57

    Maurício você deve estar lendo muita revista ou vendo muito filme argentino.A Argentina foi humilhada na guerra, não diga tolices, meu caro.Poupe-nos!!!

    Jorge Moraes

    16 de abril de 2012 às 22h22

    Uma coisa pode até não ter nada com a outra, mas talvez por acaso, todo comentário que leio e que contenha "… são sei lá o quê, cara pálida", tem o típico viés arrogante do colonizado que se passa por colonizador. Não é nada pessoal.

    Renato

    17 de abril de 2012 às 10h11

    Jorge, peço desculpas da forma que me expressei. Você iria para guerra contra um inimigo que tem armas mais modernas e potentes do que você? Você iria patrocinar uma invasão sabendo que militarmente, você perderia recursos humanos e físicos de maneira mais rápida que o do seu inimigo? Ainda que esitvessem ao seu lado os países da américa latina, o inimigo chamaria o seu irmão mais forte e com a sua 4ª Frota colocaria os 10 países para correr e a imposição de uma derrota vergonhosa para esses 10 países. E claro, uma possível mudança em eleições nesses países. Os riscos é muito alto para pouco benefício.

    lulipe

    16 de abril de 2012 às 21h30

    Só se for no jogo "War", meu caro.Se ela entra em mais uma furada desafiando a Inglaterra, on ingleses transformarão Buenos Aires em um bairro inglês.Seria até interessante pois poderia sobrar algum pedacinho de terra para o Brasil.Torço para que a Argentina faça essa bobagem novamente, vai ser hilário ver o poderoso exército argentino em ação.

    Rodrigo

    17 de abril de 2012 às 03h41

    Por que não deixar o povo que mora la decidir? Pois ao que parece elem nem querem saber de ficar na mão dos argentinos.

    Que se faça um plebiscito e resolvam oras.

    Renato

    17 de abril de 2012 às 10h12

    Ai, um post inteligente. Por que a população local não decida o que quer ser?
    Britanico? Argentino ou um novo país soberano?

@antoniornavarro

16 de abril de 2012 às 13h46

Eu adoro esta mulher…

Responder

    eujasabia

    16 de abril de 2012 às 14h51

    idem


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Blogs & Colunas
Mais conteúdo especial para leitura