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O sumiço dos waimiri-atroatri durante a ditadura militar


10/04/2012 - 14h31

Dois mil índios waimiri-atroari contrários à rodovia desapareceram durante regime militar no Brasil

Eles não estão na lista oficial de desaparecidos políticos, nem de vítimas de violação de direitos humanos durante o regime militar no Brasil, mas foram considerados empecilhos para o desenvolvimento e guerrilheiros e inimigos do regime militar

Manaus, 08 de Abril de 2012

ELAÍZE FARIAS, no jornal A Crítica, sugerido pelo Cícero Magalhães

Eles não estão na lista oficial de desaparecidos políticos, nem de vítimas de violação de direitos humanos durante o regime militar no Brasil, mas foram considerados empecilhos para o desenvolvimento e guerrilheiros e inimigos do regime militar. Por resistirem à construção de uma estrada (a BR-174, que liga Manaus a Boa Vista) que atravessaria seu território, sofreram um massacre.

Entre 1972 e 1975, no Estado do Amazonas, dois mil indígenas da etnia waimiri-atroari sumiram sem vestígios. Um número infinitamente superior aos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia, no Pará. Esta população cuja história permanece obscura ainda povoa a memória dos sobreviventes waimiri-atroari (ou Kiña, como se autodenominam).

“O massacre aconteceu por etapas e envolveu diferentes órgãos do regime militar”, diz o indigenista e ex-missionário Egydio Schwade, 76, um dos principais agentes da mobilização que tenta tornar público este episódio e provocar a inclusão dos waimiri-atroari nas investigações da Comissão Nacional da Verdade, criada em novembro de 2011 pela Presidência da República.

Desde o início de 2011, Schwade passou a divulgar uma série de artigos em seu blog [http://urubui.blogspot.com.br] sobre os episódios que envolveram a violenta ocupação das terras dos waimiri-atroari.

Panfleto

O recrudescimento contra os waimiri-atroari nunca foi negado pelo regime militar. Registros sobre os métodos dos militares para dissuadir (ou pacificar, como foi batizada a estratégia de convencimento) os indígenas a aceitar a construção da estrada estão em vários documentos e podem ser encontrados em declarações dadas a jornais na época tanto por militares quanto por funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Panfleto denominado “Operação Atroaris” que circulava na época, chegou a qualificá-los de “guerrilheiros”. Um trecho do panfleto, escrito em versos, dizia: “Estais cercado, teus momentos estão contados; vê na operação esboçada que o teu fim está próximo”.

Alfabetização

Egydio Schwade teve acesso às informações sobre o desaparecimento dos waimiri-atroari à medida que se tornava mais próximo e ganhava a confiança dos indígenas no período em que viveu com sua família na aldeia Yawará, onde chegou em 1985 e iniciou o processo de alfabetização em Kiñayara, língua da etnia.

O indigenista, que reside no município de Presidente Figueiredo e sobrevive como  apicultor, conta que, após dois anos vivendo entre os waimiri-atroari, foi expulso pela Funai. Ele acredita que isto ocorreu justamente porque os indígenas começaram a revelar os acontecimentos da época da construção da rodovia. Para ele, a Funai, tanto na época quanto atualmente, foi omissa e até mesmo contribuiu com a opressão e a violência  contra os indígenas.

Silêncio

“Queremos que as populações indígenas não sejam esquecidas pela Comissão da Verdade. Os waimiri-atroari, assim como os Parakanã, no Pará, e os Suruí e os Cinta Larga, em Rondônia, foram perseguidos pelo regime militar, que tinha como estratégia ocupar suas terras. Os índios resistiram e foram mortos. Que seja neutralizado o silêncio que domina estes casos”, alerta Egydio Schwade.

Ele diz que o que o incomoda é o silêncio da Funai em relação a este assunto, atualmente escondido por detrás das ações mitigadoras que foram implementadas nos anos 80, com a criação do Programa Waimiri-Atroari, uma parceria com a Eletronorte, como forma de compensar os impactos ambientais e sociais causados pela construção da Hidrelétrica de Balbina. A usina alagou grande parte do território dos waimiri-atroari.
Funai

O Coordenador do Programa Waimiri-Atroari, José Porfírio Carvalho, que é citado nos artigos de Egydio Schwade e acusado de participação, como indigenista, nas ações contra os waimiri-atroari, foi procurado por email (que consta no site do Programa Waimiri-Atroari) três dias antes do fechamento desta matéria, mas não retornou o contato. No telefone da sede do programa, 3632-1007, ninguém atendeu.

A assessoria de imprensa da Funai também foi procurada e enviou a seguinte resposta: “A Funai está acompanhando as discussões sobre o assunto e vai trabalhar pela defesa dos direitos dos povos indígenas também nesse caso”.

O decreto (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12528.htm) que criou a Comissão Nacional da Verdade é de dezembro de 2011. A assessoria de imprensa da Casa Civil da PR disse ao jornal A CRÍTICA que “quando a comissão começar a investigar, serão analisados todos os casos de desaparecidos, independente da etnia”.

Neste mês, a Câmara dos Deputados criou uma Comissão da Verdade paralela, como resposta à demora da Presidência da República em demorar em instalar a Comissão Nacional da Verdade.

Pacificação

O projeto de construção da BR-174 (Manaus-Boa Vista), que era defendido pelo governador do Amazonas, Danilo Areosa, começou em 1968. A obra passaria por dentro do território dos indígenas, que não foram consultados e se opuseram ao empreendimento.

Paralelamente, foram iniciadas medidas de “pacificação” dos indígenas, envolvendo padres (o mais conhecido foi o P. Calleri, morto pelos índios) e indigenistas da Funai.

A estratégia envolvia tentativas de diálogos, mas foi a presença de soldados e funcionários da Funai e o uso de armas (metralhadoras, revólveres, dinamite e até gás letal) os principais meios de “convencimento” dos indígenas.

Estimativa de população de waimiri-atroari feita pelo P. Calleri era de 3 mil pessoas no final dos anos 60. Nos anos seguintes, este número baixou para mil pessoas, sem que um registro de morte fosse feito, segundo Schwade.

A partir de 1974 as estatísticas da Funai começaram a referir números entre 600 e mil pessoas e, em 1981, restavam apenas 354, conforme pesquisa feita por Egydio.

Pelo menos uma das várias aldeias desaparecidas foi bombardeada por gás letal. Um sobrevivente waimiri-atroari que foi aluno de Egydio se recordou “do barulho do avião passando por cima da aldeia e do pó que caia”.

Nos anos 80, após a repercussão internacional das mobilizações contra os impactos causados pela Hidrelétrica de Balbina, o Banco Mundial condicionou o financiamento da obra, que alagou terras dos waimiri-atroari, à criação de um programa de mitigação da sua população.

O programa começou a ser implementado em 1988, com duração de 25 anos sob a gestão da Eletronorte. O prazo expira em 2013. Após o programa, a população de waimiri-atroari voltou a crescer.

O acesso aos waimiri-atroari é difícil. A reportagem tenta desde o ano passado ir ao local, mas a resposta recorrente da coordenação do Programa é que os indígenas “estão em festa ou caçando”.

Desaparecido

O único amazonense integrante da lista oficial de desaparecidos durante a ditadura é o Thomaz Meirelles, nascido em Parintins em 1937. Militante de esquerda, a última notícia que se soube de Meirelles data de 1974.

A reportagem entrou em contato com a viúva de Meirelles, a jornalista Miriam Malina, que vive atualmente no Rio de Janeiro, mas ela não quis dar declarações sobre o assunto nem sobre a Comissão da Verdade. Miriam afirmou que “enquanto não souber a composição da Comissão” prefere não se manifestar.

Amigo e companheiro na época do Centro Popular de Cultural, Euclides Coelho de Souza, 76, defende a urgência em dar visibilidade ao desaparecimento de Meirelles, sobretudo entre os mais jovens. “Ele foi um importante líder do movimento estudantil nos anos 60.

Foi para a luta e o mataram. Os estudantes do Amazonas precisam conhecer sua história. Pressionar o poder público. Este assunto não pode ficar em brancas nuvens”, disse Souza, por telefone, do Paraná, onde mora.

Thomaz Meirelles morou em Manaus desde 1950, mas no final daquela década se mudou para o Rio de Janeiro, onde passou a se envolver com movimento estudantil. Fez parte da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES). Em 1963 ganhou uma bolsa para uma faculdade em Moscou, onde conheceu sua esposa. Quando retornou, seu envolvimento com o movimento se intensificou. A perseguição política ficou mais dura e Meirelles passou a viver na clandestinidade. Há informações de que foi torturado e então desapareceu.

Seu corpo nunca foi encontrado.

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25 comentários

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Tasso Trindade Slongo

07 de maio de 2012 às 21h16

Lembrei, os índios eram denominados de GAviôes da Montanha e o único que não quis ter nada com o homen-branco foi esse chefe “Pae-are” op restante foi removido para a Terra Ìndigena Vila Maria.

Mas isso foi em 1975.

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Tasso Trindade Slongo

07 de maio de 2012 às 21h09

Sou geólogo e durante os estudos iniciais da UH Tucuruí, ouvi alguns relatos de que durante a construção da Belem Brasílis, principalmente no trecho do entorno do rio Tocantins, existia uma tribo indígena cuclo nome não recordo, só do chefe “Pae-are”, posteriormente deslocados mais para o lado de Marabá. Esses índios viviam em guerra contra os habitantes dessa cidade e quando complicava fugiam para a ilha existente ao longo dessa vila “Alcobaçã” e depois Tucuruí. Então, quando da cosntrução dos ramais dessas Transamazônicas a Norte e Sul e sua posterior ligação com Altamira, que se originava na Vila Repartimento ao sul de Tucuruí, os relatos que esse chefe fazim davam conta que os aviões da FAB soltavam bombas com “napalm” com a finalidade de abrir caminhos e afasta-los. Isso me foi relatado pelo referido indio “Pae-are” durante nossos serviços naquela região, Se é verdadeiro ou não não sei.
Outro fato deu-se em Marabá, onde um mateiro que tinhamos relatou que alguins aviôes de carga da FAB decolavam do aeroporto de Tucuruí com 3 o 4 pessoas e voltavam vazios.
Esse caso, relatei a Comissão da Verdade por e-mail algum tempo atrás e também não sei o que deu e se era de fato verídico. ENtretanto, tenho fotos que mostram a invasão dessa Cidade pelo Exército Brasileiro isso em 1975.
PArte do acervo fotográfico está disponível em Panoramio> Tasso T. Slongo

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Serão verdadeiras as informações do sr.Cláudio Guerra? « Viomundo – O que você não vê na mídia

07 de maio de 2012 às 18h12

[…] O sumiço dos waimiri-atroatri durante a ditadura milita […]

Responder

Francisco

12 de abril de 2012 às 01h13

Venho repetindo há anos nos lugares onde se trata dos crimes do regime militar: se branco de classe média urbana morreu aos magotes, que se dirá de quem cometeu o erro de nascer negro, indígena, pobre ou na zona rural?

Longe das cidades (e longe dos olhares curiosos) trabalhadores rurais e indígenas (esses das formas mais espúrias possíveis…) foram vitimas do regime militar. As vitimas dos esquadrões da morte, nos centros urbanos, foram vitimas do regime militar. O somatório das vitimas reais é muito maior do que as listas repletas de dedicados militantes de sobrenome "gringo". Esses, foram brasileiros que empenharam suas vidas mas tinham alguma "rede de proteção". Tinham quem reclamasse o corpo, quem soubesse ler, quem – pelo menos – soubesse que aquilo ali (o extermínio bárbaro) não era só "coisa da vida".

Pode cavucar: o genocídio indígena, o extermínio ou quase de nações inteiras é um capitulo a parte na história do regime militar e das empresas de prospecção na região norte do país. E genocídio de nação é algo que a ONU não vai permitir que algum gaiato do STF diga: "fica por isso mesmo…".

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Hélio Pereira

11 de abril de 2012 às 17h16

Esta história dos waimiri-atroari eu não conhecia,mas ao tomar conhecimento fiquei tremendamente revoltado com esta barbaridade cometida pelos "milicos golpístas de 64".
Este caso não pode ficar impune,pois é um crime contra a humanidade,sendo nescessário leva-lo ao conhecimento dos organismos internacionais,entre eles a OEA e ONU.

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Porco Rosso

11 de abril de 2012 às 12h51

Alguém acha que o Governo Dilma, que não está NEM AÍ pros índios (só pras suas terras), vai se empenhar em investigar isso aí? Eu não.

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Alexandre Felix

11 de abril de 2012 às 12h06

Tive o prazer de conhecer um senhor, em Manaus, não me lembro seu nome…Ele foi soldado da borracha – pra quem não sabe, era mais um nordestino que foi tentar a sorte nos seringais amazônicos…bravos homens e mulheres! Esse senhor viveu próximo a cidade citada no texto – Presidente Figueiredo. Uma bela cidade com um belo povo, apesar do nome. Ele tomava conta de alguns barcos e tivemos uma conversa enquanto eu aguardava um barco de linha…Esse homem me disse exatamente o que o autor descreve no texto…perdeu um amigo que trabalhava com o padre, morto pelo índios um dia depois de um covarde bombardeio. É triste que a memória e a justiça desse povo sejam esquecidas.

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Antonio

11 de abril de 2012 às 11h32

Os porcos da ditadura não deixam nada a desejar àqueles bandeirantes que têm nome de rua e abriam as barrigas das índias grávidas a golpe de facão. Desde sempre covardes e nojentos. Temos que botar a cara e o nome desses porcos no Youtube

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    Dirval Cruz

    11 de abril de 2012 às 12h08

    Concordo com o Antonio. Fico enojado com as homenagens que, principalmente o estado de São Paulo presta aos lesa-humidade, denominados bandeirantes, assassinos e torturadores. Talvez aí esteja a explicação para a vocação dos paulistas para o udenismo nazi-fascista.

    Fausto

    11 de abril de 2012 às 12h48

    Dirval,

    Me fale de um estado que não tenha feito homengens aos tiranos fardados?
    O seu?

    Alexandre Felix

    11 de abril de 2012 às 15h49

    Caro Dirval.

    Não é possível que 12 milhões de paulistanos sejam udenistas e nazi-fascistas. Nasci em SP, cresci e trabalhei toda a minha vida aqui, posso te assegurar. Essa propaganda que usa os bandeirantes é coisa da elite paulista. Aprendi com meus pais, pernambucanos, a dar o respeito que quero receber…aprendi a ser humilde sem ser submisso…aprendi que antes de ser paulista, carioca, mineiro, baiano…sou brasileiro e amo essa terra e seu povo, meus irmãos. Se não pode acrescentar boas ideias à discussão, pelo menos não use o bairrismo nos seus argumentos. Abraço.

    Felipe

    17 de abril de 2012 às 15h44

    Dirval, o nome dos coronéis da Ditadura, especialmente Geisel, Castelo braco, estão pelo país todo, inclusive na terra de mamãe, Paraíba.

Silvia

11 de abril de 2012 às 09h45

Penso que seria interessante verificar quais outros crimes foram praticados durante a ditadura, com este, contra os índios.
Ademais, não tenho informação, mas teriam sidos os bens e dinheiros públicos aplicados honestamente? Não houve desvio de verba pública ou desperdício do $ público?

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Matheus

11 de abril de 2012 às 01h43

Temos duas oportunidades de fulminar a direita política brasileira, naquilo que ela possui de pior:
* A Comissão Nacional da Verdade, para investigar os crimes da ditadura de 64-88.
* A CPI da privataria, para investigar o maior esquema de corrupção e entreguismo da história deste país.

Ambas já atenderam aos seus pré-requisitos legais. Resta apenas a VONTADE POLÍTICA para nomeá-las e iniciar o seu funcionamento, mas essa vontade política precisa de um forte empurrão de movimentos cívicos.

Só assim poderemos mostrar à sociedade brasileira as consequências do golpismo e do neoliberalismo. Essas pesquisas independentes são uma amostra, a meu ver parcial e pequena, dos horrores e roubalheiras que estão sendo varridas para debaixo do tapete.

Responder

Miguel

11 de abril de 2012 às 01h19

conheco um antropologo que trabalhava nessa area na epoca. ele ja contou alguma historiasa desse processo, que teve ate bombardeio de aldeia.

Responder

    Fausto

    11 de abril de 2012 às 12h49

    A maioria desses antropólogos eram mancomunados com o regime militar.

Regina Braga

10 de abril de 2012 às 23h27

Egydio Schwade…um exemplo de brasileiro.Graças as suas fotos,todas as atrocidades contra os Waimiri-Atroari,chegam a comissão da verdade.Demorou mais chegou…as atrocidades vão ser de conhecimento público.A foto que mais provocou indignação,foi de um cessna,com a porta aberta e um atirador,matando um waimiri-atroari.Triste o espetáculo promovido pela ditadura militar.Vida longa e abençoada ao pessoal do Porantim e do CIMI.

Responder

    es3vam

    11 de abril de 2012 às 13h18

    Que fotos são essas? É possível divulgá-las?

Fabio_Passos

10 de abril de 2012 às 22h45

Evidente que isto é tema para a comissão da verdade.
Impressionante como não conhecemos nossa própria história.

É preciso saber como o Estado brasileiro foi capaz de promover uma tentativa de genocídio do índios usando metralhadoras, revólveres, dinamite e gás letal.
Quem são os criminosos responsáveis por este assassinato em massa escondido do conhecimento da sociedade?

Responder

Murdok

10 de abril de 2012 às 22h41

Então isso foi um genocídio.

Responder

souza

10 de abril de 2012 às 21h45

é possível inaginar, uma grupo de pessoas armadas e comandados por pessoas impiedosas contra pessoas piedosas desarmadas. nada menos que bárbaras foram as coisas que aconteceram.

Responder

Horridus Bendegó

10 de abril de 2012 às 20h14

Isso foi um genocídio!!!

Brasil asqueroso!

Responder

pperez

10 de abril de 2012 às 20h13

Se uma boa parte da sociedade organizada, esclarecida e intelectualizada desse país agonizou durante 21 anos nas maos desses monstros, imagine os indigenas enfurnados nas nossas matas!

Responder

renato

10 de abril de 2012 às 15h27

Escutei o que disse o Senhor do MST, não difere do que diz este Senhor sobre o desaparecimento dos indios
Waimiri-Atroari, é povo esquecido pelo governo, e não adianta eu ter votado no Lula e Dilma, se as coisas estão demorando ou mesmo sendo relegadas ao esquecimento.Que Dilma é 77%m Lula é 87%, e o governo é 57%.
O povo não vive de %, estou ficando de saco Cheio com as coisas que não funcionam.
Tenho certeza que 90% do povo brasileiro, queria que estas situações fossem resolvidas a toque de caixa. Por que esta P…., não acontece?
Tem coisas que não tem dois lados ,é um só e ponto.
Mas que M…,PQP..
E o Dantas comprando terras para os gringos.
Não dá para importar uns(…………………… )para cá, para resolver alguns problemas nossos.
Fico indignado, pois na terra que piso hoje, tem sangue de pessoas que eu não derramei.

Responder

patrick

10 de abril de 2012 às 15h08

– 2 mil pessoas no Amazonas, o genocídio de um povo.

– Na divisa Pará/Mato Grosso, como relatado no filme Xingu, foram em torno de 520 dos 600 índios que ali viviam.

Foi a "ditabranda" do Olavinho acendendo velas para o Deus Automóvel.

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