VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Confederação diz que corte total de salário afetará 30 mil servidores e é “um ato ilegal”


22/08/2012 - 19h29

Protesto de funcionários da Polícia Federal diante do Palácio de Planalto (foto Marcello Casal Jr., Agência Brasil)

por Luiz Carlos Azenha

“Para nós é surpresa que um governo que evidentemente teve o grande apoio dessa massa de trabalhadores aja dessa forma com esses que o apoiaram num momento bem recente, que foi o período eleitoral”, disse hoje ao Viomundo o diretor-executivo da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva.

Ele reagia às medidas adotadas pelo governo Dilma para enfrentar a greve dos servidores públicos federais, que segundo a Condsef atingem 300 mil funcionários públicos — a estimativa do Ministério do Planejamento é de 80 a 90 mil.

A medida mais recente é o corte integral do salário de 11.495 servidores. Nas contas da Condsef, no entanto, serão 30 mil os atingidos pela decisão.

“É um ato ilegal”, afirmou, lembrando que durante greve de servidores em 2010 o próprio governo emitiu nota técnica dizendo que o corte máximo de salário deveria ser de 7 dias em um mês.

Sérgio Ronaldo afirmou que o objetivo da decisão é forçar o fim da greve “na marra e não no convencimento”.

A Confederação obteve liminares em Mato Grosso e Rondônia para suspender o corte dos salários, mas a obtida no Distrito Federal foi cassada. Agora, a Condsef vai ao Supremo Tribunal Federal.

A entidade também aguarda manifestação do ministro José Antônio Dias Toffoli, relator do pedido dos servidores para que seja declarado inconstitucional o Decreto 7.777, que permite a substituição de funcionários públicos federais em greve por servidores estaduais e municipais.

No momento da entrevista, o diretor da Condsef estava à espera de uma reunião no Ministério do Planejamento para tentar fechar uma proposta que será apresentada no sábado a uma assembleia nacional de servidores grevistas.

Até agora o governo ofereceu aumento de 15,8% parcelado em três anos.

[Clique aqui para ler sobre a proposta do governo aos professores grevistas das universidades federais]

O diretor da Condsef calcula que o aumento terá um impacto de 2% no que o governo federal gasta com o funcionalismo público — em 2012, 32% da receita líquida. Pela Lei da Responsabilidade Fiscal, o governo pode gastar até 50% com o funcionalismo.

Segundo Sérgio Ronaldo, desde 1988 nunca houve um reação tão radical de um governo a uma greve de servidores federais.

Sobre a alegada falta de recursos para atender as reivindicações, por causa da crise financeira internacional, o sindicalista afirma que o governo deu 300 bilhões de reais em incentivos a setores empresariais — segundo ele, 115 bilhões a empresários do agronegócio.

“O problema é que o governo resolveu tomar como prioridade outros setores”, diz o diretor da Condsef.

“O governo resolveu não dar prioridade à questão dos servidores e dos serviços públicos — na pauta não só está a questão de aumento, mas também a recomposição da força de trabalho, melhoria das condições de trabalho. Infelizmente o governo optou por outro caminho, o que para nós é lamentável”, finalizou.

Clique abaixo para ouvir a entrevista completa:

condsef

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135 comentários

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Indio Tupi

29 de agosto de 2012 às 14h29

Aqui do Alto Xingu, os indios lembram que estatística é como cuéca e escova de dentes: cada um tem a sua. Mas, voltando à matéria, é bom lembrar que apenas 20 mil famílias no Brasil é que são credoras de mais de 95% da dívida publica interna. Evidentemente, como são poderosas, vinculadas ao sistema financeiro, imobiliário, às seguradoras, à indústria, ao agronegócio, à mineração e ao setor exportador, não são demonizadas pela predação financeira que inflingem ao País há mais de meio século, no que ficou internacionalmente conhecido como a peonagem da dívida. Para se ter idéia, apenas no governo do sociólogo da dependência, a taxa Selic real — descontada a inflação — foi superior a nada menos que 18,3% a.a., o que contribuiu para elevar a dívida interna de R$ 65 bilhões para R$ 675 bilhões. Se formos considerar as desonerações, as isenções e os incentivos fiscais concedidos ao setor privado, então chegamos a uma cifra assombrosa, que jamais foi apurada, pois é uma verdade inconveniente. O que é de se lamentar é ver uma ex-guerrilheira assumir uma postura assemelhada à de Margareth Thatcher, quando tratou com violência a greve dos mineiros britânicos, e à de Ronald Reagan, com relação à greve dos controladores de vôos, o que inaugurou a fase do neoliberalismo, o qual, na verdade, se traduziu como verdadeira querra de classe para esmagar o movimento da classe trabalhadora. Dilma parece estar atravessando o seu Rubicão, ao dar sua contribuição para a satanização dos servidores públicos — cujas funções não são comparaveis às do setor privado — e a divisão entre os trabalhadores, em tudo assemelhado à velha cantilena que procura entre os trabalhadores um bode expiatório sobre o qual atrair a ira da classe média, que ela agora procura atrair como seu novo cacife eleitoral.

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Jose Mario HRP

29 de agosto de 2012 às 09h17

Dilma traíra caiu nos braços do “empresáriado”! Vai rifar os portos e os direitos trabalhistas do trabalhadores portuários avulsos(entre eles os estivadores). Além disso trama colocar a baixo a CLT! Nem FHC faria melhor! Arrecadou um trilhão de reais e nega aumento aos servidores! FORA TRAÍRA!

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Jair Almansur

29 de agosto de 2012 às 02h23

Ilegal é usar nossos impostos para pagar servidores que não trabalharam. Os sindicatos tem imposto sindical para sustentar grevistas. A greve é legal desde que o sindicato e os grevistas arquem com o seu sustento. Que aqui seja como em todo lugar do mundo.

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Oslvado

27 de agosto de 2012 às 18h36

Há pouco divulgaram que um escrivão da PF ganha mais que um agente do FBI. Alguém têm tempo para pesquisar essa informação?

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Marxcelo

27 de agosto de 2012 às 11h21

Uma imagem vale mais que mil palavras. Observando a foto do protesto:
Olha a cara da loira da foto, com o nariz de palhaço segurando a faixa ao fundo. Ela está com um sorrriso revelador. Não parece alguém que tá sofrendo por qualquer motivo.
E o cara que tá com o “pau” no fogo. Sorrindo, de óculos escuros espelhado. Relembrando o Stalone cobra…rs Daqui a pouco ele vai pra academia…sofrer um pouco.
Este movimento tá com tanta legitimidade quanto aquele “Cansei”. São as madames reclamando do Lula. Mas qual era o sofrimento delas mesmo?
Não é uma questão de esquerda ou direta, mas uma questão de legitimidade da luta.
A greve, de uma forma tão radical, que não aceita negociação nem acordo que não atenda ao 100% se justificaria se eles ganhassem um salário mínimo, mas não é o caso,o que aliás tá bem longe disso.

Pra mim, tem que cortar o ponto e reavaliar a necessidade de servidores tão caros pro cofres públicos.
Não vai me dizer que esse povo ainda tem o direito a aposentadoria integral.

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Raphael RS

25 de agosto de 2012 às 17h50

Sou servidor público do Judiciário Federal (Oficial de Justiça) e tenho muito orgulho do que sou.

Lamento muito quando vejo pessoas veem o funcionário público como um “câncer da sociedade”, ou a causa de todos os males que acometem o povo do nosso precioso país. Sim, isso muitas vezes é alimentado pela mídia e também por alguns servidores que não realizam seu trabalho da forma correta, pois quem, afinal, nunca foi mal atendido numa repartição pública? Eu mesmo fui, num hospital público. Acho que é aí que ocorre a revolta do povo em geral. Afinal de contas, quem gosta de ser maltratado? Mas a partir daí, vem a questão: quem ou o quê é o culpado de tudo isso? Acho que as respostas são várias. Mas vamos tentar uma solução: talvez o que nos falte é um canal direto em que os usuários dos serviços públicos pudessem expressar seu descontentamento, como uma ouvidoria, por exemplo. Sendo que o(s) responsável(is) respondesse(m) pela falta cometida de forma efetiva, inclusive com a demissão ou exoneração do(s) funcionário(s), num caso extremo.

Agora, o que de modo algum acho honesto, é o governo jogar a sociedade contra os servidores públicos, especialmente os concursados. Sei por experiência própria que o governo ignora nossas reivindicações, sendo que estas não se resumem apenas a reposição salarial (o que é um direito de todos que trabalham, inclusive eu), mas também de condições para que o trabalho seja feito da melhor forma possível, inclusive com pessoal capacitado, motivado, com quantidade suficiente de pessoal, infraestrutura adequada e por aí vai.

Quanto ao fato de recebermos ou não enquanto fazemos greves, entendo que não deve haver corte de salários, até porque é praxe os servidores públicos fazerem a reposição dos dias parados (eu sei disso pq já tive que fazer algumas, após participar de paralisações). É ilusão pensar que após dias de paralisações os servidores não tenham que repor os serviços. Quem souber de algum caso, por favor, escreva.

E para aqueles que se queixam que os servidores públicos ganham bem. Afinal de contas, é errado pagar bem uma pessoa que estudou anos a fio e que possui grandes responsabilidades, como um fiscal da Receita Federal ou um Professor Universitário, que a meu ver nem é tão alto assim? Se queremos um serviço público de qualidade, a primeira coisa que deve haver para atrair os melhores são os salários. Seria razoável um professor universitário ganhar 2 ou 3 mil reais? Ou um fiscal ganhando 5 mil reais? Acho que não.

E quando dizem que o povo ganha mal, ou que na iniciativa privada é muito pior. Será que não é aí que está o verdadeiro problema? Por que as pessoas, então, não se organizam e começam a brigar/lutar por seus direitos? Por que isso não acontece? Infelizmente, vejo muita luta e garra nas questões futebolísticas, por exemplo. Vejo também grande união em passeatas de orgulho gay ou marchas da maconha (não estou criticando), que inclusive são ressaltadas pela grande mídia.

Por que as pessoas não discutem a grande remessa ao exterior de nossas riquezas que são drenadas diariamente de nosso país, através de remessas de lucros ao exterior, pagamento de juros a bancos internacionais (nunca auditadas pelo governo brasileiro), somente para ficarmos em alguns exemplos? Será que fomos acostumados a isso? Não será político ou presidente que mudará esta realidade, mas sim nós, o povo. Até quando suportaremos a sina de sermos um país rico com povo pobre?

Voltando a questão dos servidores públicos, mas agora no que toca a nossa estabilidade. Engana-se quem a entende como um mero privilégio, ou uma impossibilidade de demitir quem é incompetente. A razão de ser deste instituto reside na maior segurança que um funcionário tem de exercer com segurança seu trabalho. Caso contrário, o servidor estaria sujeito aos humores dos administradores do momento. Assim, para evitar estas situações, existe a estabilidade. Ah sim, é possível a demissão de servidores, inclusive estáveis, a Lei federal 8078 de 1990 não me deixa mentir.

Assim, termino por aqui minhas considerações e espero ter contribuído para este debate tão enriquecedor.

Um grande abraço, Azenha, por nos dar este tão precioso espaço para troca de ideias.

Responder

    Raphael RS

    25 de agosto de 2012 às 18h18

    O número correto da lei é 8112/90. A lei 8078/90 é a do Código do Consumidor.

flavio cunha

25 de agosto de 2012 às 11h30

O apoio ao governo é pela melhora considerável no nível de vida de milhões de brasileiros, e vocês enganam-se se pensam ter o apoio de alguém que não sejam seus familiares e seus sindicatos de politiqueiros estudantis, ou seja, a nova direita que tem votado constantemente junto com DEM E PSDB. Corte do ponto já!

Responder

Lucy

25 de agosto de 2012 às 01h48

É tá, tá legal…realmente tem ‘cidadões’ q não sabem por quê estão na privada.

Responder

Lucy

25 de agosto de 2012 às 01h42

Estado-inerte-Estado-spraypimenta-EstadoTaylor-pentaylor

Responder

Lucy

25 de agosto de 2012 às 01h37

Revisão anual – art. 37, inciso X, CF 88.

CF de 1988

de 1988
88

Estado brasileiro, há 24 anos virando mesa.

Responder

Elias

24 de agosto de 2012 às 19h55

Um país, cujo salário mínimo é pouco mais de 600 reais, devia proibir de fazer greve todo trabalhador público ou não que recebesse mais de dez salários, ou seja, 6 mil reais.

Responder

Maria Izabel L Silva

24 de agosto de 2012 às 16h54

A pequena burguesia é exatamente isso. Covarde, e só pensa em si mesma e mais nada. Sou professora universitária, sei que ganho pouco. Sei que mereço muito mais, porém não concordo com essa radicalização e partidarização das reivindicações conduzidas pelo PSTU e pelo PSOL. Partidos insignificantes, sem representatividade social, corporativos e pequenos burgueses que querem enfrentar o governo, paralisar o serviço publico e ainda receber o salário todo final de mes, enquanto milhares de estudantes esperam pelo inicio das aulas. Aqui eu penso no meu filho, que estuda numa universidade publica, e que é a principal vitima desses sindicatos. O governo federal já fez a sua proposta, que eu considero razoável pois querer ganhar tudo de uma vez é uma sandice. Mas a pequena burguesia sindical, que se diz “socialista” (não sei que socialismo é esse que faz milhares de jovens reféns) é assim mesmo, estúpida.

Responder

Julio Silveira

24 de agosto de 2012 às 11h29

Carlos, não quero, não posso e não vou julgá-lo, mas farei um paralelo com o tempo em que estive no serviço publico, quando o PT era oposição e a CUT não era chapa branca. No meu tempo, conheci muitos servidores com o pensamento semelhante ao que vc reproduz. Gente que sabe estar sendo ludibriada pelos patrões, que vê seus representantes de classe negociarem, e os patrões, de araque, fingem que atenderão. Depois vão empurrando com a barriga o cumprimento dos acordos até que nova greve seja deflagrada pela categoria. E assim vão, ganhando créditos financeiros, e expondo servidores perante a sociedade. Ví gente como vc, que até se associa as ambições da classe, mas são os primeiros a recuar da maioria quando acreditam que o proposto pelos patrões já esta mais que suficiente para si. Que esquecem que depois só vem migalhas, que a força foi perdida por causa de sua barriga. que quando ronca tende a procurar justificativas e culpas entre os que lutam pela classe.
Minha opinião é que essa visão é míope. No tua primeira primeira exposição falas na corrupção do país nos efeitos que ela traz ao povo, que sofre com isso, falas em ponto ético limitador. Com o que concordo. Mas não paras pra pensar que vivemos numa democracia que beneficia este estado de coisas, que os grupos politicos corruptos se articulam para fraudar a democracia, justamente por que o povo lhes apoia sem sequer questionar sua responsabilidade nessa articulação criminosa. Respaldam, como vemos, maus feitores, como adeptos de gangues. Amigo, não se iluda a cidadania para a qual tanto defendo um novo fator cultural é cumplice no todo. Cada grupo cultua seu corrupto, e não hostiliza-o pelo contrário admira-o. Meu caro a grande parte do cidadão sequer sabe o que vem a ser ética. Assim como me parece fajuta essa tua visão, quando atribuis a quebra da ética aos servidores, o que acredito piamente não é verdade. A cobrança que fazes, para mim está mal focada deverias visar aqueles que estão no patamar superior da negociação, quem tem primeira e ultima palavra na negociação os que manipulam e desgastam os próprios servidores, em minha analise são esses os responsáveis por tudo isso. Impedir pessoas comuns de buscarem o que creem ser justo, por incapacidade de entendimento de outros comuns, por acomodação desses comuns, por cumplicidade patronal, ou por covardia mesmo, Também por que os que praticam a injustiça tem o poder de se fazerem de vitimas usando a sociedade, desde de sempre tem sido um estimulo a precariedade que a sociedade vive. Se escutássemos mais os servidores que certamente prefeririam melhores condições de trabalho para si e para os cidadãos, e remuneração justa para si e para os cidadãos, sem os enroleixons tradicionais,as enganações no particular e a vitimização no, e do, publico, que até a sociedade desatenta recebe, as coisas estariam muito melhor.

Responder

Paciente

24 de agosto de 2012 às 05h02

Se minha diarista não aparecer para trabalhar um dia, eu (generoso) não deixo de pagar, afinal é fato raro.

Se minha diarista não aparecer uma quinzena, eu (generoso) ligo para ela perguntando se esta doente, precisando de alguma ajuda, se precisar ajudo.

Se minha diarista faltar um mês, eu generoso, procuro ela para sugerir alguma substituição provisória, se der, acato.

Se minha diarista não aparecer 40 dias, ela já vai encontrar outra no lugar.

Se minha diarista não aparecer para trabalhar 2 meses e ficar na porta do meu prédio de deboche, vou fazer o possível para ela não trabalhar com ninguém que eu conheça.

Minha diarista é feliz. Eu, no meu trabalho, preciso avisar que vou no banheiro ou em outro nadar do prédio – a trabalho.

Imagina o que o contribuinte brasileiro decidiria fazer com esses servidores, caso fosse indagado deles: corta, não corta ponto, continua ou termina estabilidade?

Esse pessoal esta brincando de bater no único aliado que tem. Má ideia…

Responder

    Fabio Passos

    24 de agosto de 2012 às 07h13

    Pague o pleito justo de reajuste que sua faxina volta a ser feita.
    Não se declare “generoso”. Seja justo.

    Ou acostume-se com a sujeira, afinal… quem dorme abraçadinho com o PiG gosta mesmo é de viver no chiqueiro. rsrs

    Julio Silveira

    24 de agosto de 2012 às 09h44

    Falou pouco, mas disse muito.

paulo roberto

24 de agosto de 2012 às 00h27

Coitadinhos, já ganham uma miséria e agora, só porque não querem trabalhar, vão deixar de receber os salários.

Responder

Wagner

23 de agosto de 2012 às 21h26

Estarão os blogs da Miriam Leitão e do Azevedo fora do ar?

Porque os tucanos migraram em massa para cá!!!

Agora é o negócio é defender privatização, detonar servidores públicos.

Quem será o próximo alvo? Aposto nos aposentados, mas o MST sempre é uma boa opção para esculhambar. Aguardemos.

Responder

    Alexandro Rodrigues

    23 de agosto de 2012 às 22h58

    Wagner acho que eu vou defender as “concessões da Dilma”.

    Vou defender o “cacete” que ela mandou dar hoje no MST em Brasília.

    Acho que eu vou defender a absolvição de FHC feita por ela ao admitir o legado que o “príncipe” deixou ao Brasil.

    Acho que eu vou defender o bolsa empresário, juros subsidiados à bilionários amigos do governo pra montarem seus monopólios, para digamos aumentar a alta estima nacional.

    Acho que eu vou defender o quase nada, o zero, a tragédia educacional brasileira nas mãos de tucanos e petistas que em 18 anos não conseguiram criar um sistema educacional decente, que tire o cabresto do povo, que o dê totais condições de discernimento e, dessa forma, nos livrem de vagabundos que a décadas habitam Brasília.

    Acho que vou defender Dilma e seus amigos do agronegócio desmatador. Se der tempo eu defendo Kátia Motoserra Abreu, a nova amigona da Presidenta, a 3ª poderosa do mundo, que orgulho né?

    Fabio Passos

    23 de agosto de 2012 às 23h45

    A estratégia da direita é sempre a mesma: Jogar trabalhador contra trabalhador.

    O PiG está comemorando esta demonstração de “austeridade” do governo Dilma.

    Enquanto isso… miliardários que gastam em um jantar o salário que os servidores públicos recebem em um mês continuam mamando nas tetas do Estado.

    Julio Silveira

    24 de agosto de 2012 às 09h42

    Wagner, se vc for atento vai perceber que não são os tucanos batendo, podem até estar aproveitando a oportunidade para dar uma pancadinha pelas costas, mas quem está bantendo de cassetete, pasme, são mesmo os petistas e seus aliados. Durma com um barulho desses.

Fabio Passos

23 de agosto de 2012 às 21h09

Muito interessante:

“PT age como um patrão das antigas”, diz servidor que pediu demissão para não cortar salário de grevistas.
http://candidoneto.blogspot.com.br/2012/08/pt-age-como-um-patrao-das-antigas-diz.html


Coordenador de Inovação Tecnológica do Ministério do Planejamento no governo Dilma Roussef desde setembro de 2011, o empresário Cesar Augusto de Azambuja Brod, 48 anos, entregou o cargo no último dia 2. Sua atitude não teria passado de mais uma exoneração de servidor público descontente não tivesse sido motivada pela ordem de cortar o ponto dos 12 servidores federais em greve sob sua coordenação. Além de contrariar a ordem superior, divulgou uma carta em que acusa o Partido dos Trabalhadores (PT) de assumir postura patronal na negociação com os sindicatos.

Responder

Fabio Passos

23 de agosto de 2012 às 20h53

O governo Dilma não deveria perseguir trabalhadores que reivindicam.

Isto é virar as costas para seus eleitores… enquanto abaixa as calças para seus financiadores de campanha.

Responder

    paulo roberto

    24 de agosto de 2012 às 00h31

    Até parece que essa galera vota em candidatos do PT…

    Fabio Passos

    24 de agosto de 2012 às 07h07

    Não apenas parece. rsrs

    Renata

    24 de agosto de 2012 às 13h55

    Pois é, tenho amigos e familiares servidores (posso estar sendo leviana tomando o todo por uma parcela que conheço) que não gostavam de Lula, nem de Dilma, nem do PT, nem do Bolsa Família, mas “ela vai dar aumento pra gente, então vou votar nela”. Eu sou servidora e votei em Dilma, mas certamente não foi por causa do aumento que “ela” iria me dar.

FrancoAtirador

23 de agosto de 2012 às 18h35

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SEM SERVIDOR VALORIZADO NÃO HÁ PROTAGONISMO DO ESTADO

Por Maria Godói Faria*

Desde a sua fundação em 1995, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTTS) tem como uma das suas principais bandeiras de luta a Negociação Coletiva no Serviço Público.

É sabido por todos que até a Constituição Federal de 1988 o funcionalismo público das três esferas (União, Estados e municípios) não podia se organizar em sindicatos, fazendo suas lutas até então através das Associações de Servidores, que não tinham o caráter sindical.

Com o direito conquistado a partir de 88, a maioria das associações se transformou em entidades sindicais.

Durante todos esses anos, as nossas lutas têm adquirido duas importantes vertentes:
primeira, a defesa do serviço público para a implementação de políticas públicas sociais como dever do Estado e direito do cidadão, como consta na Constituição Federal. Portanto, com a concepção de entidades sindicais cidadãs.
Segunda, buscando cada vez mais conquistar para os “servidores”, os mesmos direitos que os “trabalhadores” do setor privado têm.

Infelizmente, a grande maioria da sociedade brasileira quando houve falar em funcionalismo público, logo pensa “naquela” pequena parcela privilegiada, pois desconhece a dura realidade da grande maioria assalariada.

Como os grandes conglomerados de comunicação, emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas, plenamente identificados com o ideário neoliberal de desmonte do Estado e privatização dos serviços, se empenham para reforçar no inconsciente coletivo esta visão preconceituosa e deturpada, queremos apresentar, brevemente, algumas das situações vividas pelos servidores públicos federais, que valem também para a maioria do funcionalismo estadual e municipal.

Por serem concursados e estatutários, quando se aposentam, os servidores levam consigo o salário do mês, o percentual de férias e o 13º a que tem direito e… ponto!
Portanto, depois de mais de 30 anos de serviços prestados, saem com uma mão na frente e outra atrás.

Como os salários ou vencimentos base não são os maiores valores do contracheque/holerite – pois este é composto por várias gratificações – quando se aposentam, os seus vencimentos caem, pois as gratificações não se estendem à aposentadoria, ou quando isso acontece não são – nem de longe – nos mesmos percentuais.
É retirado o vale-auxílio, o vale-alimentação (se justifica, porém ele/ela não deixa de comer).
E para piorar, não existe uma política de aumento/recuperação salarial para os aposentados, como ocorre no setor privado.

Hoje em dia quando se discute alguma porcentagem de aumento/correção, é um valor para os da ativa e outro para os aposentados.
Ou seja, todo servidor precisa trabalhar até a compulsória e depois depender da família.

No Estado de São Paulo, depois de 10 anos durante os quais os servidores estaduais receberam R$ 4,00 de auxílio-alimentação, o governo, “reconhecendo” e “valorizando” a categoria, “concedeu” um aumento de 100%! Bom, não é? Passou de R$ 4,00 para R$ 8,00.
Será que os que estão no governo do mais rico estado da Federação almoçam com R$ 8,00?

No governo federal, começamos em 2008 uma discussão de reestruturação de tabela salarial, onde foram feitas inúmeras reuniões com as entidades de servidores federais e assinados vários protocolos.
Com a crise na Europa e nos Estados Unidos, praticamente nada teve sequência.
E a alegação da equipe econômica foi justamente a “crise”, como se o aumento do poder aquisitivo dos salários dos servidores não impactasse positivamente o mercado interno.

Só para lembrar, o governo Lula focou no fortalecimento dos salários e no crescimento do consumo para reduzir o tsunami vendido pela imprensa como demolidor a uma “marolinha”.

Agora, tentam reduzir os ganhos salariais para, via “ajuste fiscal” e elevado superávit primário, ampliar os repasses para o sistema financeiro, para banqueiros e especuladores. Qual a lógica desta irracionalidade?

Bem, neste período depois de muita, mas muita luta, conseguimos que o Brasil fosse signatário da Convenção 151 da OIT, que diz respeito à “negociação coletiva no serviço público”, um momento histórico.
Porém é preciso sua regulamentação, o que, infelizmente, não está nas prioridades do governo.

Resumo da obra: sem negociação, sem dissídio, sem data-base, sem correção da inflação, sem aumento real, sem recuperação de perdas salariais, sem carreira para evolução profissional, depois de reuniões infindáveis no Ministério do Planejamento, além das mesas setoriais, o que restou para o conjunto dos servidores foi a greve.

A resposta do empregador, ou seja, do governo, foi o absurdo corte de ponto, decreto de substituição de servidores federais por estaduais, municipais e/ou contratados e nenhuma proposta.

Ora, para um país se desenvolver precisa do protagonismo do Estado, de políticas sociais, de serviços públicos para atender a sociedade como saúde, educação, transporte, segurança, etc…

Vejam, se áreas tão prioritárias como estas encontram-se em greve, nos parece que há alguma coisa de muito errada.
E, com certeza, não é com os trabalhadores que lutam pelo seu direito mais elementar, que é o seu salário.

A democratização das relações de trabalho, o reconhecimento e a valorização dos trabalhadores, garantindo salários dignos é um pressuposto básico de um governo democrático e popular.

O funcionalismo federal precisa de negociação coletiva como todos os trabalhadores deste país e não ser tratado como a causa dos problemas do governo que, para enfrentar a crise cuida de grandes empresas, inclusive multinacionais, com montanhas de recursos públicos, deixando as sobras aos demais.
Se houver.

https://www.viomundo.com.br/politica/maria-godoi-faria-midia-reforca-preconceito-contra-servidores.html

Responder

    Alexandro Rodrigues

    23 de agosto de 2012 às 18h55

    Eu também quero 45% de aumento no meu salário! Ele está completamente defasado! Eu também quero ficar 3 meses vagabundiando por aí sem que meu ponto seja cortado! Eu também quero que 200 milhões de trouxas trabalhem 6 meses por ano pra pagar impostos e assim garantir meu maravilhoso salário e benefícios que 70% da população brasileira não tem acesso!

    Fabio Passos

    23 de agosto de 2012 às 20h33

    hã… na verdade você quer é votar novamente no fhc para presidente e quer que todo mundo leia veja e acredite e quer que os trabalhadores aceitem perdas salariais com resignação.

    Você vai ficar querendo.
    A escravidão acabou. Acostume-se. rsrs

Marcio Leandro

23 de agosto de 2012 às 18h32

Os servidores tem o direito de fazer greve e nós, reles mortais, temos o direito de ficarmos indignados por eles quererem receber o salário sem trabalhar.

Responder

    Alexandro Rodrigues

    23 de agosto de 2012 às 18h41

    Pois é meu caro Márcio… E segundo o corporativista César, que comentou o que eu escrevi abaixo, todos que pensam como você e eu somos na verdade frustrados incapazes por não ter conseguido nenhuma boquinha no serviço público!

    Cesar

    24 de agosto de 2012 às 03h10

    Vc está confundindo funcionário público concursado com aqueles que ocupam cargo comissionado.

    Marcio Leandro

    24 de agosto de 2012 às 19h20

    Nem ligue para isso, os argumentos deles sempre são os mesmos, quando não tem algo mais inteligente para falar, apelam para uma suposta frustração de quem fez a crítica. No meu caso estou bem à vontade para criticar pois sou funcionário concursado de uma estatal de economia mista, inclusive quando fizemos greve tivemos que repor os dias parados para não termos o desconto no contra cheques.

FrancoAtirador

23 de agosto de 2012 às 17h44

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Constituição Federal – CF – 1988
Título III
Da Organização do Estado
Capítulo VII
Da Administração Pública
Seção I
Disposições Gerais

Art. 37 – A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

X – A REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS e o subsídio de que trata o § 4º do Art. 39 SOMENTE PODERÃO SER FIXADOS OU ALTERADOS POR LEI ESPECÍFICA, observada a iniciativa privativa em cada caso, ASSEGURADA REVISÃO GERAL ANUAL, SEMPRE NA MESMA DATA E SEM DISTINÇÃO DE ÍNDICES;

(…)
Art. 39 – A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes.

§ 1º – A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará:

I – a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira;
II – os requisitos para a investidura;
III – as peculiaridades dos cargos.

http://www.dji.com.br/constituicao_federal/cf037a038.htm
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Notícias STF

Servidores recorrem ao STF para evitar desconto salarial por dias parados
Reclamação (RCL 14397) ajuizada por entidades sindicais, no Supremo Tribunal Federal (STF), pede a concessão de medida liminar para determinar ao governo federal a suspensão do corte de ponto e do desconto salarial dos servidores públicos federais referentes à participação da greve da categoria, determinados pela Secretaria de Relações de Trabalho no Serviço Público e pela Secretaria de Gestão Pública da Administração Federal.

As entidades alegam que a medida afronta a autoridade das decisões prolatadas pela Suprema Corte nos Mandados de Injunção (MIs) 670, 708 e 712. No julgamento desses MIs, o STF declarou a omissão legislativa quanto ao dever constitucional em editar lei que regulamente o exercício do direito de greve no setor público e, por maioria, decidiu aplicar ao setor, no que couber, a lei de greve vigente no setor privado (Lei 7.783/89).

As entidades representativas dos servidores sustentam, também, violação do enunciado da Súmula 316 do STF, no sentido de que a mera adesão do trabalhador à greve não constitui falta grave. E isso, de acordo com os autores da RCL, “está a sinalizar, bem entendido o enunciado jurisprudencial, a vedação de qualquer retaliação punitiva (sob a forma de demissão ou de dedução dos vencimentos) em razão de participação em movimento grevista”.

Alegações
A Reclamação relata que, em 04 de junho deste ano, assembleia da entidade decidiu pela deflagração de greve geral, por tempo indeterminado, a partir de 18 de junho, alegando negativa do governo federal em atender as reivindicações da Campanha Salarial Unificada de 2012 e não cumprimento de termos de acordo. A decisão foi comunicada, em 12 de junho, ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, informando, segundo as entidades, que seriam mantidos os serviços essenciais em 30%.

A categoria alegou, também, descumprimento do artigo 37, inciso X, da Constituição Federal (CF), que prevê revisão geral e anual dos salários dos servidores públicos, e, também, não pagamento de valores de exercícios anteriores, reconhecidos administrativamente, que são, segundo as entidades, considerados salários atrasados.

Entretanto, segundo a RCL, o secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público e a secretária de Gestão Pública da Administração Federal expediram, em julho e agosto, mensagens orientando os gestores de recursos humanos de órgãos federais no sentido de que fosse feito o “lançamento dos descontos remuneratórios referentes aos dias de paralisação e/ou greve, antes da homologação da folha de pagamento”, tanto de julho quanto de agosto. E orientou no sentido de essas deduções serem registradas com “o efeito de falta injustificada ao serviço”.

Direito
A defesa dos servidores autores da RCL afirma que, embora o direito à negociação coletiva, no âmbito do serviço público, não esteja expresso na Constituição Federal (CF), “está indissociavelmente relacionado com o direito de greve, preceituado no artigo 37, inciso VII, da CF. E o direito de greve, conforme seu entendimento, leva à conclusão de que “o direito à negociação coletiva está contemplado, embora não expressamente, no dispositivo constitucional que assegura aos trabalhadores o direito à greve”.

Portanto, entende que as determinações do secretário de Relações de Trabalho no Setor Público e da Secretaria de Gestão Pública “afrontam a autoridade das decisões prolatadas pelo STF nos MIs 670, 708 e 712”. Alega, ainda, que a submissão dos servidores públicos à Lei de Greve do setor privado (Lei 7.783/89) “impõe às partes envolvidas no litígio coletivo o dever de submissão ao diálogo negocial”. E tal imposição está contida também, conforme sustenta, no artigo 8º da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do qual o Brasil é signatário.

As entidades citam, ainda, julgamento de embargos declaratórios no Recurso Extraordinário (RE) 456530, relatado pelo ministro Joaquim Barbosa, em que a Segunda Turma do STF admitiu a alternativa da compensação da jornada de trabalho por dias de participação em greve da categoria de servidores.
Os servidores alegam, ademais, que não há, até o momento, decisão judicial que tenha declarado a ilegalidade da greve da categoria. Por isso, afirma a sua defesa, a Administração Federal “não pode adotar meios impeditivos ou constrangedores ao pleno exercício de greve pelos servidores”. Cita, neste contexto, medida cautelar concedida pelo ministro Joaquim Barbosa, em 02 de março deste ano (2012), nos autos da RCL 13364. Naquele caso, o ministro suspendeu decisão de desembargador do Tribunal de Justiça de Rondônia que determinou o fim de uma greve de servidores no setor de educação. Isso porque o ministro entendeu que aquela decisão “não observou a necessidade de esgotamento das possibilidade de solução jurídica do conflito – inclusive o julgamento do dissídio coletivo – antes de concluir pelo caráter abusivo da greve”.

Por fim, os servidores sustentam, ainda, que o caso da greve em curso da categoria se ajusta à decisão do STF nos Mandados de Injunção 670, 708 e 712, nos quais ficou expresso que os salários dos dias de paralisação deverão ser pagos nos casos em que a greve tenha sido provocada justamente por atraso no pagamento aos servidores públicos civis, ou por outras situações excepcionais que justifiquem, o afastamento da premissa da suspensão do vínculo funcional, considerando a disposição contida no artigo 7º, parte final, da Lei de Greve (Lei 7.783/89).

A Reclamação, distribuída para a relatoria do ministro Marco Aurélio, foi ajuizada pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (CONDSEF), pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS/CUT) e pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado do Pará.

FK/EH

http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=215963

Responder

Alexandro Rodrigues

23 de agosto de 2012 às 13h15

Sou totalmente a favor da medida do governo. Se há uma classe de trabalhadores no Brasil que não tem do que reclamar são os funcionários públicos federais. O que está em discussão não é merecimento de salários maiores. Isso todos nós merecemos. Diante da realidade e das urgências do país é necessário se fazer escolhas e creio que esta demanda da corja do funcionalismo público não passa de uma maneira de constranger o governo em ano de eleição. Corja esta, é preciso lembrar, que sempre foi inflada e apoiada pelo PT oposicionista…

Fico me perguntando: o trabalho de qual profissional têm impacto maior no futuro do país? O de um técnico da burocracia fiscal ou a de um professor do ensino básico, que tem nada mais nada menos que a função de formar a cidadania das crianças e jovens brasileiros? Enquanto o corpo da burocracia de alguns ministérios e autarquias, apenas com ensino médio, ganham salários que muitas vezes ultrapassam os R$ 5.000, professores da educação básica Brasil afora não ganham mais do que 1 salário mínimo! E a professorada das universidades federais ainda reclama dos seus R$ 7.000 mensais!

Estou de saco cheio de papo de professor universitário dizer que ganha mal. Vou contar uma historinha rápida. Tenho um amigo, recém formado no doutorado da Unicamp. Virou recentemente professor da UFPB. Nem chegou a trabalhar ainda, mas já está ganhando os seus R$ 7.000 mensais e comemorando a greve, curtindo as praias de João Pessoa e ciente de que em breve, sem soar uma única gota, terá seu salário criminosamente aumentado. Desde que me entendo por gente vejo professores das mais diferentes vertentes reclamando e dizendo que fazem greves por melhorias na condição de trabalho e na qualidade da educação. Mentira! O que eles querem, assim como todos nesse país, é garantir o seu lado.

Sou a favor de uma lei que proíba, criminalize e puna a greve de funcionários públicos sejam federais, municipais ou estaduais. É urgente também uma lei que crie mecanismos automáticos para reajuste salarial destes caras. Assim como qualquer brasileiro, realmente trabalhador, e não estes vagabundos do funcionalismo público, meu salário só aumenta dependendo: da atividade econômica do país, da inflação, do crescimento do PIB e etc. Agora estes caras que se acham mais detentores de direitos do que o resto do povo brasileiro querem que o povo trabalhe para custear a sua vagabundagem!

Ainda não vi nenhum representante dos professores federais, por exemplo, reivindicando melhoria na educação do país. Só falam dos próprios salários, são uns mercenários. Não há outra forma para classificar esta gente, me desculpem as exceções(sim, elas existem), mas o funcionalismo público brasileiro é um depósito de vagabundos! Erga a mão quem já foi mal atendimento por médicos em postos de saúde. Por agentes do INSS! Por policiais, que hoje em dia se confundem com bandidos (vide SP).

Proibição de greve do funcionalismo já! Criação de um índice oficial para reajuste anual dos salários dessa gente, baseados nos critérios que todos os brasileiros estão sujeitos para que seus próprios salários sejam reajustados! Chega de vagabundagem, vão trabalhar!

Responder

    Cesar

    23 de agosto de 2012 às 17h30

    Se vc não tem capacidade para ser funcionário público federal, abstenha-se de dar opinião errada e ressentida! Seu frustrado!

    Alexandro Rodrigues

    23 de agosto de 2012 às 18h13

    Pegando carona numa célebre frase do ministro Joaquim Barbosa, peço a todos os funcionários públicos do Brasil: “saiam às ruas”, digam o que são, que estão em greve, e virão o que o povo que trabalha e paga o seus salários pensam de vocês.

    Essa vai para o colega corporativista acima!

    Eduardo Vieira Miranda

    23 de agosto de 2012 às 20h42

    Esse comentário acima chamando o colega de frustrado é típico de concurseiro que entrou para o serviço público para “ajeitar a vida”, e não para fazer o que sempre foi vocacionado.

    Saiba que concurso não mede intelegência nem tampouco conhecimento. É uma seleção. Difícil de se passar, mas é uma seleção, na qual você tem de mostrar que pensa conforme quem o selecionou.

    Aliás, esta greve é a primeira da geração de concurseiros, que preferiram largar o que tanto gostavam para bater carimbo atrás de balcão e ganhar mais de R$ 10 mil.

    Se a Dilma não dá aumento, eis o dilema particular, coisa de divã: “Se não for para ganhar muito bem, largo a estabilidade e volto para a iniciativa privada?”.

    Parabéns Dilma, por mostrar que a vida não tá fácil pra ninguém.

    Cesar

    24 de agosto de 2012 às 01h26

    Que bom que vocês estão felizes e vocacionados com o que fazem no setor privado. Só não entendo por que vem aqui reclamar de quem tem seus empregos no funcionalismo público. E falam sem nem saber com quem ou do quê estão falando! São meros papagaiso repetidores do bordão neoliberal, tipo as ovelhas da Revolução dos Bichos do Orweel: “setor público ruim, empresa privada boa / setor público ruim, empresa privada boa / setor público ruim, empresa privada boa”.
    Continuem balindo, ovelhinhas! Daqui a pouco apertará paar o aldo de vcs também e aí eu quero ver esta soberba toda! Frustrados!

Luís

23 de agosto de 2012 às 13h09

Nem falo mais nada. É dar murro em ponta de faca.

Responder

Fatima Coelho SantAnna

23 de agosto de 2012 às 12h48

concordo plenamente com esta atidude da nossa presidete ,e so deferam reseber estes salãrio quando fiserem a reposição das aulas ok.

Responder

Carlos Lima

23 de agosto de 2012 às 12h09

Júlio até aceito o seu argumento quanto a ficar acomodado, más funcionário público é governo sim, e não é o Estado que os paga quem os paga é povo que paga imposto que o estado arregada para fazer os pagamentos, assim como deveria fazer investimentos e outros que são muitos e que não estão em greve. Tem sim carreiras no estado previlegiadas, ganhar melhor pela boa formação é salutar e meritocratica, porém gangar 15 vinte e até 60 vezes mais que os menores salarios pagos ai é duro de aceitar. O serviços prestados melhoraram, más ainda são de péssima qualidade, são asponeosos. Pelo simples fato do cidadão mais simples perceber menor salário não significa que tenha que ter o sacrificio de aceitar tantas greves, palácios cheios de bem providos de dinheiro do estado que é do povo, querendo fazer todos que são prejudicados aceitar essa loucura. A greve é legítima, é legal, porém várias categorias paradas ao mesmo tempo é algo maior que greve, essa é a essência, Grevista não prejudicam o governo, prejudica é o povo que precisa desse péssimo e caro serviço prestado. Não sei com sua ótica megalomaniaca de altos provimentos de onde sairia tanto dinheiro para contemplar salários vultuosos. A diferença de pouco mais de R$ 600,00, para salarios de mais de R$ 25.000,00, haja exelencia e formação, se todos que ganham menos fizessem greves para ganhar neste patamar, teriam que serem demitidos a maioria, o botem na cabeça funcionário público o patrão é povo que paga imposto. As distorções são um dilema, não sou funcionário público e minha mulher é professora de uma universidade que não paga nem piso, más volto a afirmar GREVE LONGA é só povo simples sofre. E tem sim muito, não gosto nem de usar essa palavra, mais é a mais apropriada MARAJÁS, Greve que sai do ambito da necessidade trabalhista e envereda pelo campo político da pressão é mais GRAVE do que GREVE, e tem que descontar sim, ou então pagar os dias parados escalonando-os nas férias.

Responder

    Julio Silveira

    24 de agosto de 2012 às 10h25

    Carlos, não quero, não posso e não vou julgá-lo, mas farei um paralelo com o tempo em que estive no serviço publico, quando o PT era oposição e a CUT não era chapa branca. No meu tempo, conheci muitos servidores com o pensamento semelhante ao que vc reproduz. Gente que sabe estar sendo ludibriada pelos patrões, que vê seus representantes de classe negociarem, e os patrões, de araque, fingem que atenderão. Depois vão empurrando com a barriga o cumprimento dos acordos até que nova greve seja deflagrada pela categoria. E assim vão, ganhando créditos financeiros, e expondo servidores perante a sociedade. Ví gente como vc, que até se associa as ambições da classe, mas são os primeiros a recuar da maioria quando acreditam que o proposto pelos patrões já esta mais que suficiente para si. Que esquecem que depois só vem migalhas, que a força foi perdida por causa de sua barriga. que quando ronca tende a procurar justificativas e culpas entre os que lutam pela classe.
    Minha opinião é que essa visão é míope. No tua primeira primeira exposição falas na corrupção do país nos efeitos que ela traz ao povo, que sofre com isso, falas em ponto ético limitador. Com o que concordo. Mas não paras pra pensar que vivemos numa democracia que beneficia este estado de coisas, que os grupos politicos corruptos se articulam para fraudar a democracia, justamente por que o povo lhes apoia sem sequer questionar sua responsabilidade nessa articulação criminosa. Respaldam, como vemos, maus feitores, como adeptos de gangues. Amigo, não se iluda a cidadania para a qual tanto defendo um novo fator cultural é cumplice no todo. Cada grupo cultua seu corrupto, e não hostiliza-o pelo contrário admira-o. Meu caro a grande parte do cidadão sequer sabe o que vem a ser ética. Assim como me parece fajuta essa tua visão, quando atribuis a quebra da ética aos servidores, o que acredito piamente não é verdade. A cobrança que fazes, para mim está mal focada deverias visar aqueles que estão no patamar superior da negociação, quem tem primeira e ultima palavra na negociação os que manipulam e desgastam os próprios servidores, em minha analise são esses os responsáveis por tudo isso. Impedir pessoas comuns de buscarem o que creem ser justo, por incapacidade de entendimento de outros comuns, por acomodação desses comuns, por cumplicidade patronal, ou por covardia mesmo, Também por que os que praticam a injustiça tem o poder de se fazerem de vitimas usando a sociedade, desde de sempre tem sido um estimulo a precariedade que a sociedade vive. Se escutássemos mais os servidores que certamente prefeririam melhores condições de trabalho para si e para os cidadãos, e remuneração justa para si e para os cidadãos, sem os enroleixons tradicionais,as enganações no particular e a vitimização no, e do, publico, que até a sociedade desatenta recebe, as coisas estariam muito melhor.

Carlos Marins

23 de agosto de 2012 às 11h39

Que lindinho ver essa turma de esquerdopatas serem contra greves, coisa que eles mais sabem fazer e fizeram a vida toda contra todos os governos anteriores.

Como as coisas mudam não? ver um esquerdista ser contra a greve só porque é contra o governo de turno deles não tem preço.

O legal é ler os malabarismos verbais e justificativas toscas de vocês por aqui.

É aquela históri,a no dos outros é refresco.

Já pesnou se fosse um governo de outro partido, qualquer que fosse ele, ou se fosse um greve dos servidores de São Paulo?

Vocês estão é indo rumo ao abismo, e sem esse papo de ficar culpando a tal da velha mídia e seus “jornalões golpistas”.

Responder

    Maria Libia

    23 de agosto de 2012 às 12h25

    Carlos MARINS, que não se perca pelo nome. Deve ser parente daquela múmia fransquisteizada da CBF. E como todo bom PSDBesta, não passa de um nazi/facista. Espero que a PRESIDENTA, limpe essa CASTA/ELITE que, suga o |Brasil, com atendimento de péssima qualidade, ganham salário acima da iniciativa privada e devem ser processados, no caso da Anvisa, se algum paciente morrer por falta de remédio. CASTA/ELITE pútrida.

    Vlad

    23 de agosto de 2012 às 13h07

    Hahaha…pelos termos dos “argumentos” da soldista da patrulha virtual chapa-branca, já se percebe quem é fascista.
    Anauê, Maria Libia.

    tiago carneiro

    23 de agosto de 2012 às 13h55

    Não tem coisa mais feia que um pseudoesqueda travestido de tucano. Não fale mal dos seus irmãozinhos. Nota-se claramente o motivo pelo qual você é contra as greves: é partidário da nossa Presidenta, conhecida, nas mais lúgubres alcovas, como FHC DE SAIAS. Não é que ela está fazendo tudo igual ao seu padrinho?!

    Luiza Carioca

    23 de agosto de 2012 às 15h31

    Olha só, as greves na época da ditadura eram uma coisa. Graças a ela e aos que você chama de esquerdopatas, você hoje pode falar livremente e xingar o governo. Hoje, servidores públicos em greve, devido a sindicatos aparelhados por partidecos de ultra esquerda, são uma afronta ao povo e à democracia. Democracia entende? Governo eleito pelo povo! Sou funcionária pública e estou em greve à minha revelia, pois sou obrigada pelo sindicato, que não negocia, pois quer o impossível e impede que eu consiga o possível. Tão golpistas como a nossa imprensa.

Ana Cruzzeli

23 de agosto de 2012 às 11h27

Azenha
Essa é a geração coca-cola misturada a geração Xuxa e deu no que deu. Vamos lutar no sofá de casa de barriga cheira e conta bancária da hora.

Eu nunca vi um movimento grevista como os de hoje brigar contra o corte de salários. Todos os grevistas sabem que isso é uma possibilidade e não poderia ser diferente, afinal o contribuinte que paga o serviços publicos não entendem essa logica.

LUTA SEM SACRIFICIOS?

Eu nunca vi e olha que eu nunca furei uma greve nos meus 22 anos de serviço publico. Em 2012 eu resolvi furar por tudo de bisonho que temos observado e agora essa, lideres sindicais brigarem com o governo por cortar salário por não terem trabalhado.

É dose para aqueles que lutaram a luta justa e enfrentando todos os sacrifícios que elas impõem. Eu não queria está viva para ver tantos sindicatos virarem golpistas, até o meu.

A LUTA É SALARIAL SIM, MAS HÁ COISAS TAMBÉM NO MEIO DO CAMINHO QUE SÃO MAIS IMPORTANTES DO QUE ISSO.

Responder

    Sr. Indignado

    23 de agosto de 2012 às 11h42

    A luta não é só por salários. É por uma reestruturação da carreira sem distorções do tipo, técnico nível médio inicial R$7000 e professor universitário com mestrado R$3800.
    Aliás se quiserem descontar, que descontem do nosso FGTS. Ah.. esqueci, também não recebemos FGTS. Ou da aposentadoria… Ah… lembrei, também não é mais aquela.
    E para ser sincero, sacanagem, descontar salário quando o governo não negocia!!

    Alexandro Rodrigues

    23 de agosto de 2012 às 22h51

    Segundo a Ana Cruzzeli “A LUTA É SALARIAL SIM, MAS HÁ COISAS TAMBÉM NO MEIO DO CAMINHO QUE SÃO MAIS IMPORTANTES DO QUE ISSO”…

    Mas se conseguirem descolar 45% de aumento não vai ser nada mal não é? E depois, a estruturação de uma política educacional pra tirar o Brasil do atraso… ahhh isso pode esperar, eu já descolei o meu! kkk

    E o pior é que essa corja de funcionários fantasmas estarão aplaudindo a Dilma em 2014!

Carlos Lima

23 de agosto de 2012 às 10h25

Azenha, sempre fui e militei na esquerda, ajudei esse projeto trabalhista obter êxito. A greve não pode ser nada além da greve, e na minha ótica o povo que ganha salário mínimo ou pouco mais não podem ser refens também do funcionalismo público que também não deixa de ser governo. Porém tem gente ai fazendo greve que ganha mais de R$ 10.000,00 reais mensais, ai é duro de aguentar, estão criando dentro do serviço público carreiras de tal exelencia salarial que os outros setores passaram a ser o porão o ou como disse o odioso BORIS o “mais baixo da escala do trabalho”. Então azenha essa quantidade de categorias paradas ao mesmo tempo não se trata de simplesmente GREVE, tem algo mais, pois o patrão não é a DILMA é o povo que paga esse roubo que é a carga tributária brasileira, uma greve tão longa há duas hipotéses, ou funcionalsmo acha além de justa a categoria governa e o governo quer a greve ou a categoria também acha que não é necessária a sociedade. Acho que um goveno diante da gravidade se pudesse atender a categoria no total das reivindicação d já teria o feito ou pelo desgaste da situação ou por ser um agente políco e ter orgerija de confrontos que o enfraquesse. Acho que categoria que ganha estes vultuosos salários devem também uma explicação ao povo. Acho também que a mídia bandida e nem os blogs progressisatas deviam apoiar tão incondicionalmente estes movimentos, pois acho mais justo o povo pouco percebido de salário fazer uma GREVE PEDINDO MELHORES SERVIÇOS e todos os concursos públicos que vejo publicados falam do valor do salário, o cooporativismo é ruim em tudo. Vamos citar categorias que param e prejudicam quem os paga. Banco do Brasil e Caixa Federal, o cidadão comum ficam mais de horas em filas e são tratados como dizimisata de uma categoria abastarda em relação a que os remuneram, Receita, PF,MP, o cabide ANVISA, justiça, Camaras e senados etc, é descopmunhal num comparativo salarial ante ao resto do funcionalismo e ao povo comum que os pagam, se querem ter uma noção do atendimento procure algum serviço nessas categorias que verá que a desistência de ser atendido é menos estressante. GREVE tem que ter o ponto ético para ser necessária. O BRASIL não pode arrecadar só para pagar funcionário público e nem para alimentar a máquina da corrupção e da política e para meia dúzia de empresários que sugam os bolsos nacionais e que financiam essa desordem descomunhal na administração pública. Essa quantidade de categorias paradas ao mesmo tempo não foi greve, foi e é uma faca no pescoço do governo e do povo e é mesmo covardia com a população brasileira.

Responder

    Julio Silveira

    23 de agosto de 2012 às 11h26

    Carlos, vou com opinião totalmente contrária a sua, e já lhe digo que não faço parte, nem tenho qualquer vinculação com o serviço publico. A não ser por ser casado com uma professora municipal, que atua nas series iniciais e ganha uma merreca. Mas começo lhe contradizendo no aspecto de que servidores são governo, não são. Servidores publicos, são tabalhadores como qualquer outro, com a diferenca de serem pagos pelo estado em seus mais diversos niveis. Se ganham bem e pleiteiam mais, ao invés de dispararem contra eles, os que aceita a miserabilidade com covardia, deveriam se inspirar neles não criticá-los, como se culpados fossem propria acomodação. Não vejo a greve como acinte ao povo, pelo contrário é elemento motivador para a buscar de um nivelamento maior. Sabe, vejo as coisas como uma questão de principios, existe uma inversão proposital de interesses e propósitos, muito bem aproveitada por quem faz nossos indices sociais, a tempos, serem tão aviltantes. E eles, muito mais bem preparados que o cidadão comum, sabem usar a controversia, que o individualismo carrega em bom proveito. Esse é um erro que tem levado nossa sociedade para a acomodação a bom tempo. A que se ter muito cuidado para que o pessoal, o particular não contamine o beneficio do todo, do grupo, do Brasil. Para mim, o que os trabalhadores estão fazendo é ensinar os caminho ao povo brasileiro. Boas parte de nossa gente está tão acostumada a mediocridade de suas vidas, a serem tocados feito gado pela má informação, que acham que um pouco da boa ambição, de mais equilibrio, pssa a ser um acinte a ordem que vivem.
    De reclamar esperando que Deus faça seu trabalho quando não, pela justiça divina, no alem.

josaphat

23 de agosto de 2012 às 09h34

Trabalho há longos 16 anos para prefeituras do PT em Belo Horizonte e Contagem. Me lembro que, quando na secretaria de cultura, ficava 4, 5 meses sem receber o pagamento, que era feito para trabalhador autônomo, para não gerar vínculo empregatício. Depois vieram as empresas terceirizadas para que pudéssemos ter carteira assinada, recebendo bem menos, é claro. A primeira empresa contratada deu o cano da prefeitura e os pilantras sumiram com a grana. Tudo muito bem feito…
A estratégia contra os servidores públicos, em momentos de luta por melhorias das condições de trabalho e salário, sempre foi a associação da experiência apreendida com o sindicalismo (tanto a direta, nos sindicatos, quanto a indireta, do olhar sobre as práticas patronais) com o uso da pressão da máquina: propaganda, corte de salários, assédio das chefias, etc…Perguntem à Marília Campos.
Infelizmente, me parece, isso tudo é fruto da nossa mal formada experiência histórica do trabalhismo, do sindicalismo e da repressão.
Como dizia Paulo Freire, é o opressor introjetado no oprimido.
Por isso, é importante este atual momento dos movimentos sociais de cobrança sobre um governo eleito pela força desses mesmos movimentos sociais e de toda a parte mais progressista da sociedade brasileira.
Este governo corre o sério risco de se acomodar em berço esplêndido. Os “confortos de senhor”, como dizia Darcy Ribeiro, são armadilhas onde, certamente, muitos dos primeiros escalões já caíram. Juntamente com a sedução do poder e o contato íntimo com aqueles que secularmente dominam esta grande nação.
“Trabalhador unido, jamais será vencido!
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5734

Responder

    Leo V

    23 de agosto de 2012 às 14h26

    Comentário mais lúcido que li.

    Acrescentaria que pegando como amostragem os comentários aqui postados vemos como a herança escravocrata está introjetada ainda até mesmo em parte da esquerda (se bem que pelos comentários contra a greve não dá ára saber quem é de esquerda ou de direita, pois basicamente governistas e e de direita possuem a mesmo postura patronal).

    Incrível como defende-se corte do ponto quando, como algtuns bem lembram, é algo que vai contra resoluções da própria OIT.

    O Brasil ainda vive a cultura da senzala. E é por isso que toda greve no Brasil, mesmo que de trabalhador que ganhe mais de 10 mil reais, por si só já possui um caráter progressista.

Mateus Nogueira

23 de agosto de 2012 às 09h06

Longe de querer condenar greves, ainda acho o melhor instrumento de luta por melhores condições de trabalho, porém quando vejo um “líder” sindical falar que ” nunca houve um reação tão radical de um governo a uma greve de servidores federais” e não reconhecer que nunca nenhum governo melhorou tanto as condições dos próprios servidores, tanto na questão de reajuste salarias como na questão de contratação de servidores por concurso, a criação de novos campus universitários e consequentemente a abertura de novos postos de trabalho prum bando de “intelectuais” que nunca trabalharam na vida e ficaram 15 dentro de uma universidade fazendo mestrado doutorado…etc, não reconhecer ainda o melhoramento das estruturas e aparelhamento dos órgão, enfim, acho sintomático e muto preocupante uma classe que a governos atrás eram tratados a paulada e gás, trabalhavam mais e recebiam menos, porém gritavam menos com os governantes. Não quero aqui falar que tá tudo perfeito, precisamos melhorar muito, muita coisa falta a ser realmente posta pra funcionar, mas fazer o que estão fazendo… eu torço pra Dilma e PT percam as próximas eleições, não sou funcionário público mesmo aí eu quero ver ver esse povo tomando borrachada e voltando a trabalhar sem aumento nenhum e com dor no corpo

Responder

Marcio

23 de agosto de 2012 às 09h03

Se a greve fosse no governo FHC a maior parte dos que estão aqui agora criticando estariam apoiando. Quem não os conhece que os comprem !!

Responder

    Julio Silveira

    23 de agosto de 2012 às 10h07

    Fale só por você aloprado.

    Marcio

    23 de agosto de 2012 às 10h55

    Mas os aloprados estão no Partido governista, segundo magistral definição de seu lider máximo e guru !! !!

    Marcio

    23 de agosto de 2012 às 10h22

    Criticando os servidores em greve, só para esclarecer.

    Julio Silveira

    23 de agosto de 2012 às 10h44

    Retiro o Aloprado, com teu esclarecimento.
    É que voce foi muito lento para molhar o bico, rsrsrsrs

O_Brasileiro

23 de agosto de 2012 às 08h52

É que os trabalhadores se vendem barato, e os empresários/ruralistas/banqueiros e a mídia golpista se vendem caro!
Usando os termos da mídia golpista, o “mensalão” da mídia golpista e o “mensalão” dos empresários/ruralistas/banqueiros têm que ser muito, muito generosos. E estes consideram inadmissível que o “mensalão” dos trabalhadores seja sequer um terço do que eles recebem.
Coisas de gente “pequena”, mesquinha, egoísta mesmo…

Responder

Julio Silveira

23 de agosto de 2012 às 08h26

A Dilma e seu governo “trabalhista”, por incrivel que pareça, dão, com ações como essa, um grande ensinamento aos patrões autoritários, sobre como tratar ousadias de trabalhadores, que buscam por condições salariais e profissionais melhores, que canalisariam em melhor distribuição de renda e condições sociais. Comprova toda farsa de seu discurso e trái mais uma vez, seguindo a prática já corrente em seu partido, seu principal eleitor.

Responder

Romanelli

23 de agosto de 2012 às 07h11

UMA proposta de um refém

Nos últimos tempos o CIDADÃO brasileiro foi feito refém não por uma, mas por diversas vezes, por uma parte da população que justamente, pela média, é a MAIS BEM PAGA, que conta com melhores assistências e benefícios pra si e suas famílias, inclusive de DIREITOS exclusivos, o tal funcionalismo público.

Saúde, educação, justiça, transportes, segurança, portos estradas e aeroportos, valeu de tudo nesta guerra insana..

Valeu inclusive prejudicar e ferir a sociedade que inocente e impotente, explorada tb pela mais valia, se vê obrigada a pagar, como refém de BANDIDOS, da conta

Se assim, se pra nos vermos toda hora ofendidos e agredidos, penso agora em no que nós, CIVIS, poderíamos fazer

foi aí que me ocorreu ..Que tal ao avistarmos um FUNCIONÁRIO PÚBLICO, de preferência do sindicato, que tal o cercarmos, interrompermos a sua marcha, a sua ida ou vinda pra casa, e o submetermos a chutes, pontapés e ofensas diante de um corredor polonês”

Aqui alguns comovidos e inocentes poderiam dizer: mas aqui vc esta propondo e insuflando a violência e o crime, portanto, tendo que se submeter a força da lei e da justiça

Oras, eu ei de responder, se estes CAFAJESTES já perderam a noção do que é reivindicação e sequer se preocupam com o MAL e prejuízo que causam a MILHÕES de vítimas inocentes que vivem PIOR que eles ..porque eu, um digito nas milhares de estatísticas deste país, porque eu deveria me preocupar em do certo fazer ?

BATA num funcionário público você também !!!

GREVE é instrumento valido contra a mais valia, NÃO contra a cidadania

http://www.youtube.com/watch?v=iTgCLi-3QQU

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Jose Mario HRP

23 de agosto de 2012 às 06h35

Deixo aqui uma informação que peço seja expalhada pelo Brasil.
04 pessoas sirias que fugiram de seu país chegaram aqui com passaporte falso rumo a Alemanha e presas pela PF serão mandadas para a Si´ria, ONDE CERTAMENTE SERÃO TORTURADAS E MORTAS!
DIGA NÃO AS NOSSAS AUTORIDADES1
NÃO PERMITA QUE 04 PESSOAS SEJAM MORTAS.

Responder

Paciente

23 de agosto de 2012 às 05h21

Todos os servidores federais que encontrei eu expliquei e expliquei. Todos se recusam a entender o óbvio.

A sociedade brasileira complexifica-se e isso é bom. A sociedade internaliza que trata-se de uma república. Ou Dilma, ou Lula, ou FHC, nenhum deles, estando lá, é líder sindical: todos são capatazes a serviço do povo brasileiro.

Olhemos para a burguesia: pela burguesia, simplesmente acabava a estabilidade no serviço público.

Olhemos para a classe média: qual dona de casa vê com bons olhos greve de diarista sem corte do ponto e já tendo recebido vantagens de remuneração?

Olhemos para a classe operária e classes E e F: faz greve, não rola o que quer, junta os picuá e vai para outro lugar que pague o “justo”.

O partido é “dos Trabalhadores”, o partido “dos Servidores” esta por ser fundado. É duro, mas é a realidade! Se Dilma transigir e daqui a seis meses a crise morder o Brasil, a classe dos trabalhadores (a dona do partido que botou ela lá), mastiga ela e cospe fora!

O servidor deveria ter o sentido estratégico de romper o isolamento politico em que vive. Quer ver uma? Quem é pelo servidor público federal dentro do PSDB? E do DEMO? E do PMDB? Ninguém?

Jornalzinho de circulação interna, a ausência do importantíssimo tema “carreira do servidor” dos debates politico-eleitorais, manifestações de greve antipáticas, etc. Isso só debilita a categoria.

Agora mesmo estamos em período eleitoral. Quantos debates políticos vão ter por tema os “cargos em comissão”? Nenhum. Qualificação? Nenhum. Valorização do bom serviço? Nenhum.

Dilma esta fazendo o que se espera de um gestor, diga-se de passagem, de um gestor de um país que conheceu golpe politico justamente num contexto de greves de servidores. Explicar isso parece ser falar com as paredes, então…

Sr grevista: confiram a próxima pesquisa de opinião (a que vier depois do fim da greve) sobre a presidente Dilma, invertam o sinal e vejam a vossa popularidade junto à sociedade brasileira, toda, da burguesia ao proletariado. De cima a baixo.

PS. Fui servidor público várias vezes ao longo da minha vida (federal, estadual e municipal – BA e SE). Todas as vezes que eu achei que o salário estava “baixo astral”, fiz greve, se não rolou, me demiti. Tenho uma auto-estima ótima.

Responder

lucy

23 de agosto de 2012 às 01h17

CF de 88. 24 anos de sacanagem com o servidor.

Vai enganar a FIFA e o COI com esse papinho pra boi dormir, vai.

Responder

lucy

23 de agosto de 2012 às 01h15

Inciso X, art. 37, CF 88. No STF com parecer favorável do relator, ministro Marco Aurélio, que cita inércia do poder público.

Deprimente é ver tantos que fazem questão, acima de tudo, de serem chamados de doutores, excelentíssimos, primam acima de tudo por suas vaidades infantis, não enxergarem, ou pior, fingirem não enxergar direito líquido e certo.

Quem tem que ser processada é a autoridade que insiste nessa postura claramente ilegal e não servidores no legítimo direito de greve.

Cortar ponto por quê? Ninguém queria chegar a esse ponto. So foram pra greve por absoluto descaso, tirania, das autoridades.

Quem provocou a greve, desagradável para todos, foi o governo.

Responder

    Sr. Indignado

    23 de agosto de 2012 às 12h25

    Concordo.
    O governo é o principal responsável pela greve, por sua incompetência em negociar e é responsável por sua duração porque simplesmente empurra com a barriga e não negocia. Aí quer cortar o ponto?
    Acho que não há ninguem no governo, com vergonha na cara para sentar honestamente em uma mesa de negociação.

lucy

23 de agosto de 2012 às 01h09

Se não derem revisão decente tem que reduzir carga horária à metade. Do contrário, na prática, está havendo redução salarial à metade.

Governo todo errado. Completamente sem razão.

Responder

CarmenLya

23 de agosto de 2012 às 00h57

Jaime…o Sr. Jair não passaria num concurso público. Não sabe interpretar texto, hehehe! Confundiu a resposta do diretor-executivo da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva ao VIOMUNDO. Interpretou que era a opinião do blog, rsrsrs

Responder

Euler

23 de agosto de 2012 às 00h57

Em Minas aconteceu a mesma coisa com a greve dos profissionais da Educação em 2011. Foram 112 dias de greve e o governo dos tucanos cortou os nossos dias, contratou pessoas sem habilitação para lecionar no lugar dos professores efetivos, e destruiu a carreira dos educadores no estado. Dilma deve estar tomando umas aulas com o “professor” Anastasia e seu padrinho político Aécio Neves. Uma pena, para um governo que se esperava que agisse de outra forma. Aliás, a omissão do governo federal na questão da Educação básica – hoje praticamente destruída, porque ninguém mais quer se formar professor do ensino básico no Brasil -, em conluio com os governos estaduais e municipais é um outro dado para que possamos entender o que se passa no Brasil. A criminalização dos movimentos sociais, a priorização das obras faraônicas e o favorecimento a banqueiros e ao agronegócio, em detrimento de políticas públicas voltadas para a maioria pobre do país, são um claro sinal de que a elite política brasileira, incluindo o governo federal, está totalmente refém e a serviço do capital, do neoliberalismo, das políticas anti-povo, enfim.

Responder

anonimo

23 de agosto de 2012 às 00h31

Bancos felizes, Pinheirinho, não cumprimento inciso X do art. 37 da CF, criminalização de greves…

Esse governo só sossega se tomar um impeachment na cabeça.

Já houve, aliás, pedido de responsabilização fiscal contra presidente, provavelmente engavetado por um puxa saco capitalista desonesto que é o mais tem nesta corporação hedionda chamada Estado.

Responder

Jorge Portugal

23 de agosto de 2012 às 00h30

É muito bom ficar 6 meses sem fazer nada e receber o salário limpinho no fim do mês. Será que na iniciativa privada é assim? Eu adoraria ser funcionário publico.

Responder

    CarmenLya

    23 de agosto de 2012 às 14h34

    ué!!!!! os concursos públicos são abertos a todos os brasileiros que preencham os requisitos do edital!!!!!! É só estudar!!!!!

FrancoAtirador

22 de agosto de 2012 às 23h40

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DIREITO DE GREVE DO SERVIDOR PÚBLICO

Qualquer ato que puna administrativamente o servidor,
que de forma pacífica está aderido à greve,
é ilegal,
pois viola a dignidade da pessoa humana,
ofendendo o direito natural à liberdade
e, portanto, o próprio direito de greve.
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STF

Súmula nº 316

“A simples adesão à greve não constitui falta grave”.
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STF
SS 2061 AgR / DF – DISTRITO FEDERAL
AG.REG.NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA
Relator(a): Min. PRESIDENTE
Decisão proferida pelo(a) Min. MARCO AURÉLIO
Julgamento: 30/10/2001
Publicação: DJ 08/11/2001 PP-00004 RTJ VOL-00200-01 PP-00258
Partes
REQTE.: UNIÃO
REQDO.: RELATOR DO MANDADO DE SEGURANÇA Nº 7.971 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
IMPTE.: SINDICATO NACIONAL DOS DOCENTES DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR – ANDES
(…)

A República Federativa do Brasil tem como fundamentos, entre outros, a cidadania, a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa – artigo 1º da Constituição Federal.

Em assim sendo, ganha envergadura o direito do trabalhador (gênero) de engajar-se em movimento coletivo, com o fim de alcançar melhoria na contraprestação dos serviços, mostrando-se a greve o último recurso no âmbito da resistência e pressão democráticas.

Em síntese, na vigência de toda e qualquer relação jurídica concernente à prestação de serviços, é irrecusável o direito à greve.
E este, porque ligado à dignidade do homem – consubstanciando expressão maior da liberdade e recusa, ato de vontade, em continuar trabalhando sob condições tidas como inaceitáveis -, merece ser enquadrado entre os direitos naturais.

Assentado o caráter de direito natural da greve, há de se impedir práticas que acabem por negá-lo.

É de se concluir que, na supressão, embora temporária, da fonte de sustento do trabalhador e daqueles que dele dependem, tem-se feroz radicalização, com resultados previsíveis, porquanto, a partir da força, inviabiliza-se qualquer movimento, surgindo o paradoxo:
de um lado, a Constituição republicana e democrática de 1988 assegura o direito à paralisação dos serviços como derradeiro recurso contra o arbítrio, a exploração do homem pelo homem, a exploração do homem pelo estado;
de outro, o detentor do poder o exacerba, desequilibrando, em nefasto procedimento, a frágil equação apanhada pela greve.

Essa impulsiva e voluntariosa atitude, que leva à reflexão sobre a quadra vivida pelos brasileiros, acaba por desaguar não na busca do diálogo, da compreensão, mas em algo muito pior que aquilo que a ensejou.

Põe-se por terra todo o esforço empreendido em prol da melhor solução para o impasse, quando o certo seria compreender o movimento em suas causas e, na mesa de negociações, suplantar a contenda, cumprindo às partes rever posições extremas assumidas unilateralmente.

Em suma, a greve alcança a relação jurídica tal como vinha sendo mantida, mesmo porque, em verdadeiro desdobramento, o exercício de um direito constitucional não pode resultar em prejuízo, justamente, do beneficiário, daquele a quem visa a socorrer em oportunidade de ímpar aflição.

A gravidade dos acontecimentos afigura-se ainda maior quando o ato que obsta a satisfação de prestação alimentícia tem como protagonista o estado, ente organizacional que deve fugir a radicalismos.

Cabe-lhe, isto sim, zelar pela preservação da ordem natural das coisas, que não se compatibiliza com a deliberação que tem por finalidade colocar de joelhos os servidores, ante o fato de a vida econômica ser impiedosa, nem se coaduna com o rompimento do vínculo mantido.

A greve tem como conseqüência a suspensão dos serviços, mostrando-se ilógico jungi-la – como se fosse fenômeno de mão dupla, como se pudesse ser submetida a uma verdadeira lei de talião – ao não-pagamento dos salários, ao afastamento da obrigação de dar, de natureza alimentícia, que é a satisfação dos salários e vencimentos, inconfundível com a obrigação de fazer.

Assim não se entender, estar-se-á negando, repita-se, a partir de um ato de força descomunal, desproporcional, estranho, por completo, ao princípio da razoabilidade, o próprio direito de greve, a eficácia do instituto, no que voltado a alijar a situação discrepante da boa convivência, na qual a parte economicamente mais forte abandona o campo da racionalidade, do interesse comum e ignora o mandamento constitucional relativo à preservação da dignidade do trabalhador.

Num país que se afirma democrático, é de todo inadmissível que aquele que optou pelo exercício de um direito seja deixado à míngua, para com isso e a partir disso, acuado e incapaz de qualquer reação, aceitar regras que não lhe servem, mas que, diante da falta de alternativas, constarão do acordo.

Vê-se, portanto, o quão impertinente afigura-se a suspensão do pagamento em questão, medida de caráter geral a abranger não só os diretamente ligados no movimento, como também aqueles que, sob o ângulo da mais absoluta conveniência, da solidariedade quase que involuntária, viram-se atingidos pelo episódio.

A greve suspende a prestação dos serviços, mas não pode reverter em procedimento que a inviabilize, ou seja, na interrupção do pagamento dos salários e vencimentos.

A conseqüência da perda advinda dos dias de paralisação há de ser definida uma vez cessada a greve.

Conta-se, para tanto, com o mecanismo dos descontos, a elidir eventual enriquecimento indevido, se é que este, no caso, possa se configurar.

Para a efetividade da garantia constitucional de greve, deve ser mantida a equação inicial, de modo a se confirmar a seriedade que se espera do estado, sob pena de prevalecer o domínio do irracional, a força pela força.

É tempo de considerar que a ferocidade da repressão gera resistências, obstaculizando a negociação própria à boa convivência, à constante homenagem aos parâmetros do estado democrático de direito.

http://www.sindjustica.org.br/fala_servidor/visualizar_mensagem.asp?cod_mensagem=10457

Responder

FrancoAtirador

22 de agosto de 2012 às 23h24

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CÓDIGO PENAL

Art. 331 – Desacatar funcionário público no exercício da função
ou em razão dela:

Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa.

http://www.conteudojuridico.com.br/lei-a-comentar,cp-art-331-desacato,938.html

Responder

Lucy

22 de agosto de 2012 às 23h21

Chocante o ponto de vista de vários dos que aqui opinam. Como venho insistindo, está cada vez mais difícil separar os trolls profissionais dos “progressistas” para quem servidor em greve não passa de “vagabundo”. “Os trabalhadores têm direito à greve, mas se deve descontar o salário”, como assim???!!! Que direito é esse??!! Enquanto isso, o PIG gargalha…

Responder

Euler III

22 de agosto de 2012 às 23h05

Eu acho que o governo Dilma adotou uma política externa vergonhosa e associada às ordens dos EUA. Tenho uma visão crítica das novas privatizações, principalmente porque serão COM DINHEIRO PÚBLICO!!! E acho que, no início do governo, ela acreditou nos urubólogos financiados por bancos, mantendo a taxa de juros alta, sem perspectiva de inflação real, ajoelhando-se ao PIG. Agora, com o aprofundamento da crise lá fora, ela acelerou um pouco baixa dos juros, mas não tem “governabilidade” para ir mais além. Quanto à greve de servidores, contudo, a lei é clara: dia não trabalhado deve ser DESCONTADO mesmo. Não tem para onde correr, pela Lei que o próprio STF entendeu que deve ser aplicada ao caso de servidores públicos. Vale para o setor privado e para o público. E vou ser franco, apesar de antineoliberal: os servidores públicos no Brasil, em larga escala, não prestam um bom serviço; não vejo neles dedicação e compromisso, e vou até além. Quando surge um mais dedicado e comprometido, ele fica mal visto pelos que o cercam. Não é privativo do serviço PÚBLICO. Basta ver o serviço PRIVADO das Teles, privatizadas na PRIVATARIA. Mas exatamente por ser concursado é de se esperar mais do servidor público. Por isso, não têm legitimidade na sociedade. Infelizmente.

Responder

Fabio Passos

22 de agosto de 2012 às 22h45

Os sindicalistas estão certos.

O governo Dilma continua oferecendo a teta do Estado para especuladores miliardários, mega-corporações capitalistas, latifundiários podres de tão ricos…

Já para os trabalhadores… o governo Dilma oferece punições.

Responder

    Lucas Cardoso

    23 de agosto de 2012 às 02h28

    O direito à greve sendo cerceado cada vez mais. A greve solidária e a greve ideológica já são proibidas, agora querem banir também as greves por salários e benefícios. O governo Dilma se aproveita de seu apoio entre certos intelectuais de esquerda para expandir o capitalismo neoliberal brasileiro.

    Eu sabia que o governo Dilma não seria uma utopia, mas imaginava um centrismo estilo Lula, com algumas migalhas jogadas aos trabalhadores. Hoje em dia, acho que nem dá mais pra ter certeza de que o Serra seria pior. Se fossem os tucanos tentando fazer o que o PT vem fazendo, pelo menos haveria mais gente de bem na oposição pra lutar contra isso.

    Imagina o que falariam se o PSDB fizesse “concessão” dos aeroportos?

Bernardino

22 de agosto de 2012 às 22h26

Meu caro WAGNER,3º mulher mais poderosa isso nao passa de premiaçao ANGLO-SIONISTA para Condecorar SUBSERVIENTES e aD DILMA mordeu a ISCA e esta fazendo o jogo do grande Capital,porem a situaçao do pais deixa a desejar a longo prazo.60% das exportaçoes nossas sao COMMODIETES um eufemismo de materias primas antiga igual ao milagre da ditadura que so exportava e depois foi para o brejo.Quer ser potencia,tem que produzir produtos manufaturados e ter industrias nacionais como a CHINA.
logo o Brasil caira fora dos BRICS e so restarao RUSSIA,INDIA E CHINA que por sinal tem BALA na agulha ou seja ARMAS NUCLEARES pra garantir as riquezas e investidas do bando Anglo-sionista.Quem viver verá!!
Com a Elite vagabunda que temos,juntado a MIdia antipatriota,justiça corrompida e Forças Armadas sucateadas isso aqui jamais serà POTENCIA

Responder

    Fabio Passos

    22 de agosto de 2012 às 23h09

    É isso.
    E se a Dilma mandar a puliça descer o cacete nos grevistas… assume logo o segundo lugar.

    Paciente

    23 de agosto de 2012 às 04h52

    “Anglo-sionista”?

    Mas agora Cerra esta contratando neo-nazista também?

claudio

22 de agosto de 2012 às 22h23

À merda os grevistas! Tem estabilidade, ganham mais que qualquer profissional da iniciativa privada, tem todos os direitos garantidos! Ainda querem receber pela baderna e por não trabalhar! E se blog apoiar, é por que esta conivente com vagabundagem!
Os badernistas da iniciativa pública tem que ter a consciência de que trabalham pouco e quem paga são cidadãos comuns!
VOLTEM AO TRABALHO VAGABUNDOS!!!!!

Responder

    Fabio Passos

    22 de agosto de 2012 às 23h04

    Chamando trabalhador de vagabundo?

    Igualzinho o fhc…

    Mara Suzana

    22 de agosto de 2012 às 23h43

    Se informe melhor.

    anonimo

    23 de agosto de 2012 às 00h36

    O salário da iniciativa privada é que é vergonhoso. Os públicos tinham vencimentos apenas razoáveis, decentes. Nivelar por baixo não é solução, mas sim o inverso.

    Cada um escolhe o que quer. Não está satisfeito com iniciativa privada, faça concurso público. Tem vaga sobrando no MPU. Ninguém mais quer preenchê-las.

    Carlos M.

    23 de agosto de 2012 às 01h37

    “ganham mais que qualquer profissional da iniciativa ”

    Engenheiro no setor privado – piso do CREA para 40h/semanais: R$ 5.598,00 (um salário mínimo por hora, mais 50% sobre cada hora acima de 06h/dia). (http://www.seesp.org.br/site/piso-salarial.html)

    Engenheiro na Universidade – Prof. Auxiliar 40h/semanais + dedicação exclusiva (não pode ter outro emprego): 2.872,85. (http://www.servidor.gov.br/publicacao/tabela_remuneracao/tab_remuneracao/tab_rem_11/tab_58_2011.pdf ver p.170)

    O engenheiro que desejar tornar-se professor nas IFEs teria que realizar um mestrado e trabalhar, pelo menos, mais dez anos para ter progressão nos níveis do plano de carreira e alcançar o nível salarial do engenheiro em início de carreira no setor privado.

    Comentário raivoso e desinformado.

flavio cunha

22 de agosto de 2012 às 21h58

Nos governos FHC, a PF, por exemplo, era tão “aparelhada” em termos políticos e desaparelhada no sentido técnico e de pessoal, e de salários, mas não lembro de movimentos tão fortes como esse. Talvez seja o caso de fazer como a direita, não dá reajuste nenhum e ainda dá porrada. Devem ter saudades daquela época.

Responder

flavio cunha

22 de agosto de 2012 às 21h54

Pertuntem aos cidadãos comuns e até mesmo funcionários públicos comuns como eu, e verão o que a imensa maioria pensa da greve remunerada dessas categorias já previlegiadas em relação às demais. Tem que cortar o ponto sim e esses servidores têm que ter respeito com quem lhes paga os já polpudos salários.

Responder

Eduardo Vieira Miranda

22 de agosto de 2012 às 21h44

Não tenho nada contra greve.

Pelo contrário, já apoiei muitas.

Mas, neste caso, parece que todas as greves dos servidores carecem de um ítem essencial: respaldo do restante da população.

Os aumentos oferecidos pelo governo são bons? Não.

Os grevistas ganham bem mais que a grande maioria da população? Sim.

Este é o ponto.

Hora de voltar ao trabalho colegas. Esperem o ano que vem para ver se o governo cumpre o acordo, ou então peçam uma revisão em caso de retomada do crescimento econômico em 2013.

Mãos à obra colegas!

Responder

    Fabio Passos

    22 de agosto de 2012 às 22h57

    A greve não tem respaldo é no PiG.

    Eduardo Vieira Miranda

    22 de agosto de 2012 às 23h29

    Se engana meu caro.

    Desta vez, a greve não tem respaldo é entre os mortais mesmo.

    Não sou do PIG. Me considero de esquerda. Mas não apoio a greve.

    Eu e muitos.

    Fabio Fernandes

    23 de agosto de 2012 às 09h51

    Eu não apoio as greves. E nem uma boa parte das pessoas que eu conheço. Alguns dos quais foram forçados a entrar em greve por seus colegas “democráticos”.

    Então pelo menos uma boa parcela da população não apoia estas greves, genuinamente.

    Desculpe destruir suas fantasias e lembrar que existem pessoas de bem (como você também deve ser, eu presumo) que discordam honestamente de suas opiniões. O PIG não tem nada a ver com isso.

    Fabio Passos

    23 de agosto de 2012 às 13h43

    Não há engano nenhum, Eduardo Vieira Miranda.
    Você e Fabio Fernandes estão sim ao lado do PiG.

    É um fato.
    Que posso fazer?

    Eduardo Miranda

    23 de agosto de 2012 às 15h39

    Se o silogismo proposto por você, Fábio Passos, de estar contra a greve é estar ao lado do PIG, então, eu estou ao lado do PIG.

    Independentemente de lado, um fato: sou contra esta greve, simplesmente porque ela não é justa. E também é inconsequente.
    Falta contexto e sensibilidade para as lideranças sindicais neste momento.

    Fabio Passos

    23 de agosto de 2012 às 20h36

    E não apenas ao lado do PiG.

    Ao lado de fhc, febraban, dem… parabéns pela companhias “sensíveis”.

    Eduardo Vieira Miranda

    25 de agosto de 2012 às 01h40

    Febraban, FHC e coisa que você está falando.

    A questão, Fábio Passos, já está respondida.

    Não vá além do que está escrito aqui.

    Falta sensibilidade sim aos sindicatos dos servidores. E também falta respaldo.

    Não sou partidário de nenhuma destas figuras ou entidades que você citou em seu comentário. Normalmente, em 99% dos casos, sou contra o posicionamento delas.

    Reflita e note uma coisa: o espaço oferecido pelo Azenha é normalmente composto por leitores de esquerda, basta que ver que a grande maioria concorda nos outros temas e notícias, com um ou outro troll que resolve visitar para dar uma esculhambada.

    No caso desta greve dos servidores públicos, boa parte está contra o pleito de vocês, porque é descabido neste momento. Digo que falta sensibilizade e traquejo na negociação dos servidores. Infantis. Poderiam muito bem aceitar os 15,8% propostos pelo governo com a condição de renegociação do acordo no ano que vem no caso de crescimento da economia acima do esperado, ou dos índices inflacionários. Não, radicalizaram.

    Por esse radicalismo, poderão ficar sem aumento nenhum.

    Que isto sirva de lição.

    anonimo

    23 de agosto de 2012 às 00h42

    Respaldo: inciso X, art. 37, CF 88. Seis anos sem reposição de inflação. Sabemos que na real, dá uns 60%. Mas, vá lá, se propuser 30% em parcela única, a gente faz de conta que acredita que índice de inflação divulgado é real e aceita, desde que encerre a novela eliminando a causa e não mais cuidando da consequência.

    Ou seja: que um filho da puta sente a bunda na cadeira dois minutos e escreva lei de uma linha definindo índice de revisão anual. A data-base já foi definida pela Lei 10.331 de 2002, mas FHC ‘esqueceu’ de dizer qual o índice, dizendo apenas que para 2003 seria de 3.5%.

    Depois é sempre isso. Fazem o servidor perder por cinco anos e, à saca-rolha, aprovam um pcs já defasado.

    Só tem jumento no governo ou só tem filha da puta, de duas uma.

Paciente

22 de agosto de 2012 às 21h43

Se eu fizer greve na minha empresa, eu não tenho o ponto cortado. Eu vou para o olho da rua! Por justa causa!!

A reivindicação é justa e deve continuar… num outro ano.

Responder

    anonimo

    23 de agosto de 2012 às 00h48

    Não existe esse tipo de comparação. Está papagaiando mídia e governo. Não está satisfeito, faça concurso público. Não tente nivelar por baixo. Com esse tipo de pensamento e com inveja não se chega a lugar nenhum. O teu reajuste anual vc tem, não tem? Então por que se meter no que não lhe diz respeito? Seu aluguel subiu nos últimos seis anos? O meu também.

    Maria Libia

    23 de agosto de 2012 às 13h01

    Pelo que eu sei, funcionário público ganha acima da média da iniciativa privada, são pagos por nós, o povo, com os nossos impostos, atende-nos mal (lembram-se o funcionário que, com uma fila gigantesca para ser atendida, ele estava jogando paciência?). Uma classe privilegiada, que ao se aposentar ganha salário integral, coisa que não acontece com o resto. Gostam de falar da inconstitucionalida da lei, mas não respeitam a quem lhes paga o salário. Há 5 anos o os AUDIORES FEDERAIS, início de carreira ganhavam SEIS MIL REAIS, hoje são TREZE MIL REAIS. Se isso não é aumento de salário, é o que? Na CONSTITUIÇÃO há um parágrafo que diz: TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI. Por que eu não tenho o privilégio desta CASTA/ELITE? Eu odeio funcionário publico, principalmente os do BB. Agora querem ter o direito de vida e morte, boicotando a entrega de remédios para quem precisa. Não são vagabundos SÃO FUTUROS ASSASSINOS.

trombeta

22 de agosto de 2012 às 21h40

Greve remunerada é férias, se o sindicato for competente pode negociar o corte, coisa qua acho difícil para o esquerdismo que toma conta do sindicalismo brasileiro.

Responder

Marduk

22 de agosto de 2012 às 21h05

Lembrando que são “greves” contra o Brasil e a favor do Mensalão (ou seja, de seus corruptos protagonistas). No mais, estão reclamando de barriga cheia, pois recebem s~lários acima de 5 mil reais, bem distante da plebe nacional…

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    Darcy Brasil Rodrigues da Silva

    23 de agosto de 2012 às 13h29

    MARDUK, essa não é , nem de longe, a realidade salarial da maioria dos servidores públicos. Os funcionários administrativos das universidades, que são fundamentais para a efetivação de uma qualidade de ensino superior que o país exige, recebem salários desestimulantes,até mesmo aviltantes, o que tem levado a que muitos, decepcionados, abandonem seus “privilegiados empregos”. Falta um debate na sociedade conscientizador da necessidade da prestação de serviços públicos de qualidade ( que ela sente na pele de forma intuitiva, quando demanda um desses serviços) por parte de servidores públicos qualificados e motivados ( o que passa por justas condições de trabalho e de remuneração). Como se pode oferecer programas de saúde de qualidade se aos médicos, enfermeiros,nutricionistas, etc não se lhes dão tais condições. Esse mesmo raciocínio pode ser estendido para as demais categorias. Para o Estado Mínimo, defendido pelo PSDB , pelo DEM e pelo PPS de forma desabrida, tais serviços deveriam ser privatizados, o que corresponde a afirmar que o bem-estar social deve ser objeto de compra, proporcional ,portanto, ao poder aquisitivo de cada pessoa. Nenhum poder aquisitivo, como estar desempregado, implicaria, desse modo, não ter nenhum acesso a bens sociais, o que leva ,em última análise, à morte. Para nós, a luta por um Estado de Bem Estar Social não é um fim em si mesmo ( tal tese agrada apenas aos sociais-democratas) mas uma forma de melhorar, cotidianamente, as condições de vida da maioria da população. Tal luta é uma luta política, de classes. A vitória dos trabalhadores e do povo nessa disputa não irá depender da nossa vontade, nem mesmo da boa vontade de Dilma, mas da consciência de todos os trabalhadores e do povo em geral, que esse modelo é o que lhe favorece, enquanto o modelo neoliberal é um modelo elitista, desumano e, em última análise, genocida ( quantas vidas não foram perdidas por falta de um sistema de saúde digno, solidário e humano. Não seria isto uma forma de genocídio?).

Fabio Passos

22 de agosto de 2012 às 20h48

A verdade é que estas ações do governo Dilma, perseguindo e punindo trabalhadores que reivindicam, deixaram um futum nauseabundo de fhc no ar…

E o PiG aplaude estes coices do governo contra os trabalhadores.

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Marcio Leandro

22 de agosto de 2012 às 20h35

Direito à greve todos temos, agora querer ficar em greve e receber o salário normalmente é inaceitável.

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    anonimo

    23 de agosto de 2012 às 00h51

    Salários, na prática, reduzidos à metade. Na prática, governo cometendo a inconstitucional redução salarial. Ainda que cortasse metade do ponto, por raciocínio proporcional, ainda assim, governo está errado indiscutivelmente.

    A coisa é simples: inciso X, art. 37, CF 88, o resto é cortina de fumaça lançada por governantes sem razão, desesperados pra fazer copa e ficar bem na fita internacionalmente.

Rodrigo

22 de agosto de 2012 às 20h34

http://apublica.org/2012/08/operacao-flexao-trama-mais-incompetente-da-historia-fbi/
Operação Flexão: a mais incompetente trama da história do FBI?
20.08.12 Por Tom Costello, do Bureau of Investigative Journalism
Saiba como o FBI infiltra falsos terroristas na comunidade islâmica para planejar atentados. Até mesmo um atrapalhado marombeiro de 113 kg com ares de Vin Diesel
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Quando o FBI anuncia que um plano terrorista foi desmantelado em território americano, como fez várias vezes nos últimos anos, a imprensa costuma comemorar. Mas o documentário de rádio “This American Life”, produzido pela Chicago Public Media e transmitido em mais de 500 estações nos Estados Unidos, revela um outro lado da história.
Os detalhes apelativos dos tais planos terroristas ganham grande repercussão: em 2010, Mohamed Osman Mahamud planejou detonar uma bomba em um evento natalino lotado; em 2009, Hosam Maher Husein Smadi arquitetou a destruição de um arranha-céu em Dallas e Farooque Ahmed esboçou um ataque ao metrô de Washington; e em 2011, Rezwan Ferdaus foi preso depois de planejar atacar o Pentágono com aviões de controle remoto cheios de explosivos.
Mas pouco se fala sobre como o como o FBI consegue dar cabo destas conspirações. A resposta é simples e estarrecedora: em todos estes casos, agentes infiltrados do próprio FBI planejaram os ataques, forneceram materiais e encorajaram os “terroristas” – frequentemente adolescentes – a participar.
“Repetidamente, o FBI fabrica ataques terroristas”, escreve o analista Glenn Greenwald. “Eles se infiltram em comunidades muçulmanas para achar recrutas, os convencem a realizar ataques, fornecem dinheiro, armas e o know-how para levar seu plano adiante – apenas para saltar heroicamente no último instante, prender os supostos agressores que o FBI havia convertido, e salvar uma grata nação de uma trama orquestrada pelo próprio FBI”
Parece mentira, mas não é. O documentário feito pelo “This American Life” conta a história de uma das mais desastrosas e chocantes tramas armadas pelo FBI. Em 2006, um marginal de quinta chamado Craig Monteilh foi recrutado pelo órgão para infiltrar-se numa mesquita em Orange County, na Califórnia.
Monteilh é branco, tem 1,87 metros e é musculoso como um fisiculturista. Sua missão era atrair homens da mesquita para a sua academia, onde os recrutaria para um plano terrorista com discursos sobre a jihad e Osama Bin Laden. O nome da missão: Operação Flexão.
Mas a operação encontrou uma pedra no meio do caminho: os alvos de Monteilh estavam mais interessados em jogar vídeogames do que na academia. Mesmo assim, Ayman e Yassir, os jovens que seriam aliciados pelo infiltrado marombeiro, gostaram do novato e começaram a andar com ele. Mas se assustaram quando Farouk, nome falso usado por Monteilh, começou a falar em “jihad” e “Osama Bin Laden” sempre que tinha uma oportunidade.
Nem Ayman e nem Yassir mostraram o mínimo interesse em discutir jihad ou terrorismo. Por isso, quando Monteilh começou a discutir a possibilidade de realizar um ataque à bomba, os dois jovens correram para denunciá-lo – para o próprio FBI.
O FBI negou-se a comentar a história. Principal órgão federal americano de investigação, hoje o FBI está sendo processado por membros da mesquita.
E Craig Monteilh é a testemunha principal contra seus antigos empregadores.
No ano passado, a Associated Press ganhou o prêmio Pulitzer de reportagem investigativa depois de descobrir uma operação secreta de espionagem maciça da polícia de Nova York que monitorava comunidades muçulmanas da cidade, apesar de não haver evidências de atividade terrorista.
Seja por meio de infiltrações em mesquitas por parte do FBI ou por policiais que espionam cafés e lugares de convivência, não é de se espantar que muitos líderes muçulmanos nos EUA estejam denunciando um clima de medo e desconfiança, semeado por ineficazes – e às vezes risíveis – ações das forças de segurança americanas.

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Sanchez

22 de agosto de 2012 às 20h27

Não me surpreende as atitudes tomadas pelo neo-governo petista. Empregado de empresa pública, todo dia temos noticias de quebra de direitos, pressoes, perseguições. Foi assim no governo Lula I, Lula II, e é agora no Dilma I. E assim vai continuar, pois renderam-se aos apegos do poder, ao tratamento diferenciado, trair é o noe-normal, o poder é a unica meta. Votei nela por falta de opção, mesmo sabendo que não era uma escolha boa. E assim foi/é. E agora confirma-se o que eu previa, e vários que comigo na empresa trabalham diziam. Enquanto os servidores públicos são perseguidos, não há negociação, desconto em folha, sucateamento, mais uma desoneração (dinheiro facil para especulação) é anunciada. Nossa decisão deve ser política, Não Votar em Petista e seus aliados. Nossa resposta deve ser não doar diheiro ao PT. Nossa atitude deve ser virar a página e eleger NOSSOS representantes, desvinculados de CUT, PT, CONTRAF, sindicatos pelegos.

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    Darcy Brasil Rodrigues da Silva

    22 de agosto de 2012 às 22h50

    O companheiro acaba de explicitar as verdadeiras motivações da greve para os oportunistas de esquerda ( e não para os sindicalistas honestos e muito menso ainda para os servidores): manipular as justas reivindicações da maioria do funcionalismo público para desgastar o governo Dilma e desgastar a CUT.Aliás, o período eleitoral escolhido para a deflagração da greve revela esse propósito .Esse foi, é , e sempre será o propósito do oportunismo de esquerda, associado, conscientemente ou não, aos provocadores da direita que certamente se misturaram ao movimento e nele atuam livremente ( aliás, podemos dizer que esse é um dos diferenciais possíveis de distinguir esse movimento dos anteriores: a menor vigilância contra a ação dos provocadores, uma vez que os métodos políticos destes agentes infiltrados da direita e de militantes do PSTU não se distinguem na prática). Partidos oportunistas de “esquerda” ( colocarei reticências sobre o termo esquerda sempre que entre os citados estiver o PSTU, baseando-me em uma acusação contra o PSTU feita pelo renomado sociólogo estadunidense James Petras, que desqualifica essa organização como sendo de esquerda e a associa a CIA. Enquanto o PSTU estiver, para mim, “sub judece”,em função dessa acusação não esclarecida, eu me permitirei as aspas). Em minha opinião, afirmar que o governo Dilma é um governo do PT é mais uma tergiversação dos oportunistas de esquerda. Se o PSTU tivesse vencido as eleições presidenciais, o governo de Zé Maria seria um governo do PSTU, uma vez que o PSTU concorreu sozinho, pois não admite alianças com “partidos burgueses”.E é justamente por isso que não há nenhum deputado do PSTU no Congresso e o seu candidato teve menos de 1% dos votos. Mas o governo Dilma é um governo de uma coalização de partidos, entre eles vários partidos burgueses que representam setores da burguesia distintos dos que são representados pelos partidos igualmente burgueses, porém ligados à banca internacional e partidários abertos do neoliberalismo que foram derrotados. Desse modo, as decisões do governo Dilma são tomadas com base na avaliação que tem que fazer em relação à aceitação dessas decisões por parte dessa coalizão. Particularmente, penso que a forma como esse governo está conduzindo as negociações tem sido desastrosa. Acredito que o Congresso Nacional deveria ser chamado a mediar as negociações, o que , de certa forma , jogaria pressão sobre partidos da base do governo Dilma que têm se mantido à distância, deixando ao PT o ônus do desgaste político. Outro ponto muito explorado pelos oportunistas de esquerda é a pecha do “neoliberalismo” com que tentam estigmatizar o governo Dilma. No âmbito do sistema capitalista, apenas duas doutrinas econômicas têm prevalecido, e outra não se conhece: o desenvolvimentismo keynesiano e o neoliberalismo. Os oportunistas de esquerda geralmente igualam estes dois modelos. E como é que eles o fazem? Simplesmente opõem a uma medida admitida pelo desenvolvimentismo como é o caso da concessão, classificando-a de “neoliberal”, uma outra medida que só seria admitida em um regime político socialista. Agora, pergunto: em que momento nesses últimos dois anos o regime ´social brasileiro deixou de ser capitalista e passou a ser socialista? E mais: como é que Dilma conseguiu conquistar esse poder milagroso que a transformou, num passe de mágica, de uma presidenta de um governo de coalizão de centro-esquerda de um regime capitalista em uma presidenta com poderes ditatoriais de um regime socialista? Se os companheiros me provarem que Dilma possui esse poder, filiar-me-ei ao PCB,ao Psol (jamais ao PSTU) amanhã mesmo!

    lucy

    23 de agosto de 2012 às 01h06

    “…Aliás, o período eleitoral escolhido para a deflagração da greve revela esse propósito…”

    Ledo engano. A coincidência é com a entrega da Lei de Diretrizes Orçamentárias, em 31 de agosto.

    Tanto não há esse intuito que no ano passado, na mesma época, servidores MPU pleitearam, foram ignorados e houve inclusive o papelão dos pra-lamentares de esvaziar sessões pra não dar quórum.

    Tanto não há esse intuito, pelo contrário, não queremos desestabilizar nada (se é que há algo estável) que em 2010, na mesma época, e véspera de elelição presidencial, desastrosamente, assembléias de servidores deliberaram por não brigar naquele momento. Esperar ano seguinte. Ferramo-nos.

    Jorge

    23 de agosto de 2012 às 08h55

    Concordamos. Tantos os “capitalistas” são inimigos do Estado como esses partidos idiotas e inconsequentes.

    Darcy Brasil Rodrigues da Silva

    23 de agosto de 2012 às 12h09

    LUCY, eu não estava me referindo à motivação da greve para os servidores públicos e para os sindicalistas honestos. Referia-me tão somente aos OPORTUNISTAS DE ESQUERDA, que os conheço muito bem. Ou você jamais considero-os? Os funcionário públicos “ferraram-se” e se ferrariam mesmo que em greve entrassem porque não contam com o apoio da maioria da sociedade. E falo isso como dado objetivo: a maioria do povo considera os servidores públicos como privilegiados. Basta ver a quantidade de gente estudando para fazer concurso público, a quantidade de pessoas que enriqueceram com negócios que exploram esse sonho.Para a maioria dos trabalhadores privados, ressabiados por vários momentos que tiveram que viver como desempregados,o mais importante “privilégio” dos servidores públicos é a estabilidade, antes mesmo que os salários. O segundo, o sistema previdenciário. Para os trabalhadores da iniciativa privada que já participaram de greves, fazer greve sem correr o risco de ser demitido- durante a greve,ou depois dela,mas por causa dela- é outro privilégio. Como os partidos de esquerda atuaram e continuam atuando no movimento sindical com uma prática política economicista, onde o máximo de politização a que assistimos, são palavras de ordem que focalizam pessoas (“Dilma neoliberal”) ou partidos ( “governo petista traidor”), de baixíssimo conteúdo politizador, unificador de todos os trabalhadores , conscientizando-os sobre a situação concreta em que vivem tanto os que trabalham na iniciativa privada como os que são servidores públicos, debatendo a necessidade de caminharmos para um novo sistema social, impossível de ser instituída pela eleição de um salvador da pátria ( que expectativa é criada em quem vota em candidato para presidência pelo sistema de mistificação ideológica da burguesia?), a solidariedade de classe não se verifica.E convenhamos,Lucy, a marca do movimento sindical tanto entre os trabalhadores das empresas estatais ( sendo essa uma das amargas consequências que fizeram com que pouca resistência solidária se despertasse na sociedade contra a privatização de muitas) quanto entre os servidores públicos tem sido ,além do economicismo, também o corporativismo ( em minha época de funcionário do BB, o movimento sindical separou a luta dos bancários do BB da luta dos demais bancários).

Roberto Gomes

22 de agosto de 2012 às 20h18

Sou favoravel a greve porque todos trabalhadores temo direito de reveindicar seu interesses, mas acho um absurdo nos termos que pagar por falta dos servidores tem que cortar o ponto sim, tenho uma pequena impresa que esat falindo pois trabalho com materia prima importada os meus produtos estão em Campinas há 2 meses e não foi liberado pela ANVISA, estou falindo e 6 pessoas pais de familias perdendo o emprego e ai isso não é uma injustiça, tenha paciencia.Ta ruim pede exoneração e vai pra iniciativa privada pra ver como é bom.

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Wagner

22 de agosto de 2012 às 20h01

Dilma é 3ª mulher mais poderosa do mundo, diz Forbes. Verdade! Ela tem o grande poder de cortar ponto de servidores em greve.

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    Paciente

    23 de agosto de 2012 às 05h27

    Todo gestor tem esse poder. Desde meu primeiro emprego que eu sei disso.

    Ricardo Lima Vieira

    23 de agosto de 2012 às 09h35

    Está certíssima! Tem cortar ponto sim! Quem entra em greve assume que terá desconto em seu salário, do contrário é tapa na cara dos demais cidadãos.

    Ademais, a greve é justa e necessária quando não prejudica os indefesos. Há que se repensar em greve em setores que, por exemplo, têm responsabilidade na liberação de medicamentos essenciais. O que alguns setores estão praticando é terrorismo e assassinato a curto e médio prazo. Pensem um pouco nos que precisam verdadeiramente de vocês.

    E chamar o governo de traidor, como alguns estão fazendo, considerando-o sua propriedade particular, é um pouco demais. Preferem os neoliberais do PSDB? Os extremos do arco ideológico realmente se encontram.

Wagner

22 de agosto de 2012 às 19h59

Nunca antes na história deste país (salvo nos regimes de exceção) um Governo usou de tantos expedientes contra greve de servidores.

Que é um direito constitucional – alguns parecem esquecer.

Recorrem à “mídia bandida” para jogar a população contra os servidores e promovem ações judiciais visando desestabilizar os movimentos.

Pois bem. Hoje a Polícia Rodoviária Federal, pela primeira vez, em 80 anos, aderiu à greve e os servidores do Itamaraty idem. Pararam consulados do Brasil pelo mundo.

Alguém devia dizer à nossa CEO (ou Tatcher ou FHC de saias) que enfrentar movimento grevista com intimidações é como dar murro em ponta de faca: só faz unir mais o movimento.

Coisa que aprendemos há muitos amos atrás com um Partido forjado nas greves no ABC paulista…

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    Meiriane

    23 de agosto de 2012 às 06h19

    Direito Constitucional que nunca foi regulamentado. Por isso o funcionalismo deita, borda e faz o que quer, paralisado todo o país pq não existe nenhuma lei que restrinja nada aos grevistas. Em nenhum país do mundo grevistas ficam parados durante tanto tempo sem que nada lhes aconteça. Ainda mais numa greve totalmente injustificada, onde os servidores com os maiores vencimentos e os maiores aumentos salariais da República nos últimos anos cruzam os braços.

    Se acham que eles não ganham nada de aumento a anos é só pegar qualquer edital para essas carreiras e constatar que elas tiveram ganhos reais de mais de 50% nos últimos anos e seus agentes ainda tem a afronta de parar os serviços pedindo mais.

Jair Almansur

22 de agosto de 2012 às 19h45

Absurda a posição do blog. Nenhum grevista em qualquer lugar do universo recebe pagamento pelos dias parados. Quem sustenta grevistas nesta hora são seus sindicatos de classe (para isso tem até um imposto próprio). Grevistas de serviço publico que já ganham valores escorchantes do povo brasileiro querem mais.
O povo do salário mínimo é que deveria fazer uma greve geral para reduzir remuneração de juizes, delegados, agentes, e fiscais.
Nem tudo que é da classe trabalhadora e progressista. Mais do que dez salários mínimos como remuneração de servidores publicos não existe em lugar nenhum do mundo. É a distorção de nosso indice GINI.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    22 de agosto de 2012 às 19h48

    Absurda a posição do blog de noticiar o que dizem os grevistas? Você sempre pode ler o Diário Oficial. abs

    Cesar

    22 de agosto de 2012 às 19h56

    Você não sabe o que está falando! Há inúmeros países que não descontam os dias parados devido a greve! Aliás, há diversos países que sequer se cogita o corte do ponot devido a greve. Se informe melhor sobre o que significa a CLT na nossa cultura trabalhista, bem como sobre as resoluções da OIT sobre gerve e corte de ponto!

    Meiriane

    23 de agosto de 2012 às 06h04

    Mas em nenhum país do mundo fica-se 3 meses parados (como os professores universitários) recebendo suas remunerações normalmente. É o melhor dos mundos, ficar parado e continuar ganhando. Os idiotas dos conbribuintes que paguem a conta pelas férias remuneradas dos servidores.

    Vlad

    22 de agosto de 2012 às 20h20

    Muito pelo contrário, rapaz.
    O direito ao salário, mesmo em caso de greve, desde que não julgada abusiva pela Justiça, é consagrado até pela OIT e seus patrocinadores liberais.
    Esse Jair deve ser da patrulha virtual chapa-branca.
    Tá ganhando quanto, meu jovem?

    Micaela

    22 de agosto de 2012 às 21h51

    se fosse no governo FHC já tinha petista infartado de tanto achar absurdo a truculência do governo, mas como é governo de pseudo esquerda, tudo bem, pode, pode até privatizar .

    jaime

    22 de agosto de 2012 às 22h28

    Senhor Jair, fazer greve para reduzir salário de funcionário público não me parece muito produtivo. Por dois motivos: primeiro, porque seria melhor uma greve geral para aumentar os baixos salários do povão, visto que o fato de todo mundo ficar na merda não vai melhorar a posição dos que estão no andar de baixo. Quando muito pode reduzir sua baixa auto estima. Segundo, porque a grana que vier a sobrar também não vai aumentar o salário de ninguém, é muita ingenuidade pensar isso.
    Por outro lado, qualquer um pode verificar que na iniciativa privada há oportunidade para se ficar rico, podre de rico, coisa que não acontece no serviço público. Você pode ser um desportista, um artista, um empresário, ir para a área da mídia, enfim, esses ramos todos onde as pessoas moram em mansões e têm motorista particular. Não se iluda, no serviço público não há milionários, assim como não há miseráveis. Aliás, o Estado é pra isso, pra distribuir renda e evitar que haja miseráveis.
    Agora, em parte, sabe por que há tantos miseráveis? Porque ficam com 100% de indignação com os que ganham um salário digno, mas não têm nem 10% de energia para tomar os meios que os fariam melhorar de vida. Um desses meios é exatamente fazer greve, exigir para si respeito e dignidade, mas sabe o que acontece na iniciativa privada? Eu sei. Ela está cheia de pessoas que estão só esperando o seu colega pisar em falso pra tomar seu lugar. São os arrivistas.
    O Brasil, casualmente, está passando por um momento em que a economia está proporcionando quase que o pleno emprego. Agora é a hora, Sr. Jair. Vamos lá, façam uma greve, aproveitem essa do funcionalismo e reclamem seus direitos! A não ser, é claro, que você não “confie no taco”, ou seja, nunca fez absolutamente nada para se valorizar, como estudar, por exemplo, e tem o seu emprego como se fosse um favor do seu patrão. Ou seja, um dos tantos parasitas que só sabem olhar para o vizinho e reclamar.
    Acredite, passar em concurso não é fácil. É preciso muita disciplina, estudo, “queimar pestana”, privar-se de muito tempo livre. E mais, só se faz concurso se o salário for interessante, do contrário, as pessoas direcionariam seu esforço para outra área. E se dariam bem de qualquer forma. E continuariam sendo criticadas de qualquer maneira.
    Sr. Jair, pela qualidade do seu comentário, desculpe, acho que o Sr. está ganhando muito.

    Meiriane

    23 de agosto de 2012 às 06h12

    Se queima a pestana pra passar no concurso mas já sabe desde o lançamento do edital o quanto vai ganhar naquele cargo, mesma assim, não passa nem 1 ano e os servidores tem amnésia súbita e esquecem o quanto iriam ganhar e passam a pleitear um salário que nunca lhe foi prometido.

    Sem contar que o governo já vem dando aumentos substanciais aos servidores a muito tempo, mas a ganância nunca acaba. É só pegar o caso dos auditores da Receita, que ganhavam a 5 anos em início de carreira 6 mil reais, hoje ganham 13 mil no primeiro mês de trabalho e ainda não estão satisfeitos. Nenhum trabalhador em empresa privada teve aumentos tão volumosos quanto os servidores.

    Essa greve não se sustenta com argumentos lógicos.

    Mara Suzana

    22 de agosto de 2012 às 23h47

    O maior absurdo é quem não faz greve receber pelas conquistas dos que fazem greve.

    Bertold

    23 de agosto de 2012 às 08h26

    Colega, concordo contigo. O Azenha está formatando o “PICP” (Partido da Imprensa do Corporativismo Público) em contraposição ao PIG. Haja esquerda apenas economicista!

    tiago carneiro

    23 de agosto de 2012 às 13h59

    Creio que o Jair é daqueles que nos anos perdidos (95-2002) apoiava todas as greves, ficou indignado com as privatizações, teve um enfarto quando o FHC DEU a vale por um vale-transporte e uma quentinha.

    Mas, nos anos de FHC de saias, ele apoia até as privatizações, pois não são privatizações. Apoia, também, corte do salário dos grevistas, ações em pinheirinho e cracolândia, pois ali só tinha vagabundo.

    Vejo que a alta popularidade de nossa amada presidenta se deve ao amor que a classe alta-pig tem por ela…


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