VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Maurício Caleiro: A guinada conservadora de Dilma


21/08/2012 - 10h29

Protesto de pensionistas em Brasília (foto Fábio Rodrigues Pozzebom, Agência Brasil)

domingo, 19 de agosto de 2012

Privatizações e a guinada conservadora de Dilma

Por Maurício Caleiro, em seu blog, via blog do Miro

A oportunidade histórica de se apresentar como uma liderança capaz de oferecer uma alternativa de centro-esquerda à hegemonia do receituário neoliberal – panaceia que ora destrói a economia europeia – foi desperdiçada por Dilma Rousseff. Seu governo acaba de acentuar ainda mais, e de forma irreversível, uma guinada conservadora.

Enquanto Lula herdara de Fernando Henrique um país aos cacos, à beira da insolvência, com índices pornográficos de desemprego e baixa atividade econômica, Dilma recebeu um Brasil renovado, recém reestruturado socioeconomicamente — através da diminuição expressiva dos índices de miséria e de pobreza e da ascensão de uma nova classe média –- e com uma economia interna vibrante, marcada por inclusão e aumento no consumo e por recordes de baixo desemprego, a qual permitira que a crise mundial fosse aqui sentida (quase) como “uma marolinha”.

Eleita, em tais condições, presidenta de um grande país emergente, potência regional e um dos principais incentivadores do diálogo Sul-Sul, muitos acreditavam que a nova mandatária, livre da “herança maldita” tucana, estava fadada a aprimorar e expandir o legado de Lula, seja — como prometera no discurso de posse — priorizando o muito que se há de fazer na Saúde e na Educação, seja expurgando de vez as políticas de orientação neoliberal que, voltadas à satisfação desse ente caprichoso chamado mercado, tanto mal já causaram ao povo e à economia brasileiros. “Venho para consolidar a obra transformadora do presidente Luis Inácio Lula da Silva”, anunciava a candidata.

Decepção inicial

Já a partir do segundo mês de governo, com a imposição de um duríssimo choque anticíclico –- que o futuro confirmaria não apenas desnecessário, mas deletério à saúde econômica do país –- tais alvissareiras possibilidades foram dando lugar a um retorno à primazia, no interior da administração, do economicismo mais tacanho, de planilha. Este tem, desde então — e de forma ainda mais intensa nos últimos meses — mantido o governo permanentemente apavorado ante a iminência do agravamento da crise econômica internacional, gerando o que Paulo Kliass, em imperdível artigo na Carta Maior, chama de “síndrome da perda de popularidade”, a qual estaria levando Dilma a agir da forma apressada e improvisada que temos verificado.

Em seu texto, Kliass observa, em relação às pífias consequências advindas do aperto macroeconômico acima referido: “Quando a maioria esperava justamente uma mudança de rota a partir de tais resultados colhidos ao longo do primeiro ano de seu mandato em termos da economia, eis que Dilma inicia 2012 com a mesma lenga-lenga da ortodoxia conservadora: esforço fiscal para geração de superávit primário e contenção de despesas orçamentárias essenciais (…) Apesar de ela ter revelado uma atuação importante no sentido de provocar a reversão da taxa oficial de juros (SELIC), isso só começou a ocorrer muito tarde, a partir de 1 de setembro de 2011” (e, acrescento eu, não conseguiu até agora que tal medida significasse uma redução realmente expressiva do spread que os grandes bancos, com exceção dos estatais, cobram do cidadão comum, notadamente no que concerne a cartão de crédito e cheque especial).

Como decorrência de tal contexto, no lugar do avanço esperado, o que se observa nas áreas sociais desde o início do governo — ressalvados os programas de renda mínima — é, além do agravamento das condições de alguns campi das novas federais, do sucateamento das Defensorias Públicas e da adoção de um programa de ajustes (que, levando dezenas de médicos a pedirem demissão, prejudicou sobremaneira o funcionamento do SUS), é o absoluto desprezo pelos servidores em geral e pelos professores universitários em particular, cuja greve já supera inacreditáveis três meses, sob a intransigência irresponsável do governo.

Direita, volver!

Porém, o ponto culminante da guinada conservadora do governo Dilma, o qual enterra de vez as esperanças de que pudesse contribuir para a constituição de uma alternativa ao neoliberalismo — obstáculo principal aos avanços sociais e à efetivação de uma agenda politicamente avançada — deu-se na semana que passou, com o anúncio de um megaprograma privatista para obras de infraestrutura (rodovias, portos e aeroportos), pelo qual o governo desembolsa, só na primeira fase, referente a estradas, R$133 bilhões à iniciativa privada.

Como observa Kliass, “Se os recursos existem e estão disponíveis, não há razão para oferecê-los graciosamente ao setor privado. O Estado brasileiro teria todas as condições de iniciar os projetos necessários, bastando para isso a sinalização da vontade política por parte da Presidenta”. O governo Dilma prefere, no entanto, ignorar as graves implicações político-ideológicas de tal decisão e se coloca mais uma vez contra o Estado (e seus servidores) enquanto protagonista da economia nacional, apostando, como forma de aprimorar a infraestrutura – mas talvez ainda mais de criar empregos e fermentar a economia – numa espécie de aggiornamento neoliberal do New Deal de Roosevelt, o que é, por si, uma contradição em termos.

Diferenças mínimas

Deve-se reconhecer , para o bem do debate, que, como argumentam muitos defensores do governo, as privatizações (ao estilo FHC) e as concessões (à moda Dilma) não constituem exatamente a mesma coisa, já que as primeiras são para sempre, enquanto as últimas duram várias décadas. Mas, excetuada essa diferença de duração, não há como negar que se trata, nos dois casos, de uma operação privatizante, que segue uma lógica caracteristicamente privatista, ao transferir do Estado para a iniciativa privada a tarefa de executar grandes obras de infraestrutura –- e de auferir, para sempre em um caso, durante um longuíssimo período em outro, lucros com isso.

Convém apontar, ainda, que tanto privatizações tucanas quanto “concessões” petistas têm em comum uma original contribuição ao receituário neoliberal à brasileira, na constatação de que grande parte do capital demandado por tais obras advém de dinheiro público –- ou seja, o povo paga para construir e pagará para usufruir, mas o lucro ficará com a iniciativa privada. Trata-se do “governo pagar pra capitalista administrar mal, cobrar caro e lucrar sobre um bem que é do povo brasileiro”, como resume “na lata” a blogueira Maria Frô.

Tão importante quanto assinalar essas coincidências, digamos, operacionais entre privatizações tucanas e “concessões” petistas, é atentar para o fato de que a lógica política que orienta ambas é muito similar e, obediente aos preceitos do Consenso de Washington, deriva da mesma ideologia neoliberal que apregoa o protagonismo do mercado como agente econômico e que, se tanto, tolera a limitação do Estado à função reguladora. O retrocesso que um governo dito de centro-esquerda promove ao sucumbir a tal ideologia orientadora de políticas oficiais –- a mesma que a oposição à direita que nas urnas derrotou cultivava –- é imensurável. Mas não quero me estender neste tema. Tudo o que eu tinha a dizer sobre a agenda privatista do governo Dilma e suas diferenças –- ou ausência delas –- em relação às privatizações tucanas já o fiz em outro post.

Traição eleitoral

Dilma fez toda uma campanha eleitoral condenando as privatizações e os políticos que as promoveram, ao mesmo tempo em que reiterava o compromisso com um Estado atuante e promotor do desenvolvimento do país. Eram críticas fortes, contundentes, que não deixavam margem à dúvida: transferir ao setor privado a administração de áreas estruturais do país, e ainda por cima fazê-lo com dinheiro público, era uma prática condenável do passado, que sua administração não cometeria. Não há, nos discursos de campanha, nenhuma referência à possibilidade de que viesse a adotar um modelo temporário de privatização, que a novilíngua petista prefere chamar de concessão mas que, como já aludido acima, significa, na prática o retorno de um modelo privatista, e com duração assegurada por longas décadas.

Portanto agora, ao recorrer, com dinheiro público, a uma política privatista de longo prazo, Dilma Rousseff trai os seus compromissos de campanha e a confiança de muitos daqueles que acreditaram em sua palavra. O desprezo que demonstra pelos aspectos político-ideológicos de suas medidas, além de permitir a seus adversários tucanos se refastelarem em gozações e provocações, coloca, com sua guinada rumo ao conservadorismo, a centro-esquerda e seu programa político em uma situação extremamente desconfortável. Cría cuervos…

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118 comentários

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Lighia Horodynski-Matsushigue: Por que a greve das federais foi unificada « Viomundo – O que você não vê na mídia

05 de outubro de 2012 às 11h28

[…] Maurício Caleiro: A guinada conservadora de Dilma […]

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Greve: Quem não concordar com proposta do governo ficará sem aumento « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de agosto de 2012 às 21h52

[…] Maurício Caleiro: A guinada conservadora de Dilma […]

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Pitagoras

24 de agosto de 2012 às 22h10

Decepção eu não tive. Só votei na Dilma em segundo turno, por falta de opção melhor. Jamais votaria nela em primeiro turno.
O nível da política neste país é baixo demais. Na medida que se vai do governo federal , passando pelo estadual até o municipal, o padrão cai muito mais ainda.
Lastimável!

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A divisão entre os professores grevistas e a “birra” do governo « Viomundo – O que você não vê na mídia

24 de agosto de 2012 às 14h34

[…] Maurício Caleiro: A guinada conservadora de Dilma […]

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Caio

23 de agosto de 2012 às 10h32

Como se privatiza algo que já foi privatizado (Ferrovias)? A “esquerda” se perdendo mais uma vez. Não é uma saída à direita, é uma tentativa de aquecer a economia de um país capitalista inserido em um mundo capitalista. Entretanto, essas medidas capitalistas tomam um rumo produtivo e não financeiro especulativo. Por essas e outras que muitos dão risada da “militância de esquerda”, por transformarem coisas sérias em piada. Se os avanços da sociedade fossem conquistados de um dia pro outro não seria necessário lutar. E me desculpem a “esquerda verdadeira”, a grande maioria dos seus quadros e militantes não lutam, apenas criam ruídos! Falta dignidade da esquerdada enquartelada em Higienópolis e nos arredores da USP. Lamentável!

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O_Brasileiro

22 de agosto de 2012 às 17h08

R$ 133 BILHÕES… Isso é que “mensalão” para fazer a mídia golpista e os empresários ficarem a favor do governo!
Vai dar STF? Cade a mídia golpista indignada com mais esse “mensalão” do PT?

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    Mário SF Alves

    23 de agosto de 2012 às 10h47

    O_Brasileiro, com o devido respeito, mas, esses 133 bilhões aí, não fazem parte da estratégia de blindagem econômica do Brasil frente a quebradeira europeia que nos ameaça ou se avizinha?

assalariado.

22 de agosto de 2012 às 14h03

Leonardo M.G. pergunta:

Se a Dilma é privatista, porque ela então está criando mais estatais?

Vou tentar responder: a sociedade que vivemos é baseada no modo de produção capitalista e na propriedade privada dos meios de produção. Ou seja, eles são os proprietários do capital (grande comércio, bancos, industrias, latifundios, …) e, por consequencia, vivem da exploração do próximo em complemento com o seu cavalo de troia, mais conhecido como ‘Estado de direito’ e tals, … Acontece que, a burguesia capitalista quer abrir um negócio hoje e lucrar amanha, com intuito de viver do suor alheio para assim enriquecer -se e, tem certos setores da economia que demoram muito no retorno do capital investido. Aí é que entra o Estado burgues, porta voz juridico do capital que, em seguida joga o nosso dinheiro (dinheiro publico), recolhido através do impostos, para criar uma estatal nesta area economica.

Agora sim, depois de esta estatal se firmar como empresa, é neste momento que acontece a ‘mágica’ da privatização e concessão. Em resumo, o Estado capitalista, burgues nunca passou de um avalista da burguesia capitalista nas areas economicas onde o lucro é pequeno ou demorado no faturamento.

A saida para a classe trabalhadora e assalariados em geral e junto com seus aliados politicos, é construirmos uma sociedade socialista, sem explorados nem exploradores. Teremos que, acabar com esta nefasta ideologia e sua lógica do deus mercado.

Saudações Socialistas.

Responder

    Mário SF Alves

    23 de agosto de 2012 às 10h43

    Em síntese: a escolha da via institucional – como campo de luta pela superação ou ruptura com o subdesenvolvimento brasileiro e pelo desenvolvimento socio-econômico – fundada na representação (político) partidária, está e sempre estará fadada ao desencanto, ao engodo e à frustração de expectativas, é isso? E isso seria real para todo e qualquer partido, independentemente da coloração, programa ou bandeira partidária, correto?

    Então, em sendo assim, qual a saída? É certo que a democracia que temos é uma democrÁcia; uma democracia autoritária, onde os direitos fundamentais se resumem (ainda e quase que unicamente) na possibilidade de abrirmos publicamente nossas ideias e indignações. Mas, onde estarão os bons exemplos de democracia? Existem? Podem vir a existir? Poderemos construí-la? E se a democracia se revelar uma impossibilidade histórica, assim como se revelou o chamado socialismo real?
    Inquietações de ordem ou natureza pequeno-burguesas, você diria, não? Mas, ainda assim, seriam inquietações desprezíveis?

    Mário SF Alves

    23 de agosto de 2012 às 11h25

    Assalariado,

    Se entendi bem, e em síntese, no Brasil,(e no Paraguai, também), a escolha da via institucional – que pressupõe a representação partidária – como campo de luta pela superação do subdesenvolvimento e pela construção do desenvolvimento socioeconômico está fadada ao desencanto, à frustração ou ao engodo, é isso? Conclusão válida para todo e qualquer partido político, independentemente da coloração ou ideologia partidária, correto? Tá. Mas, e aí, qual a saída (viável, racional e humanisticamente)?

    Seja como for, é certo que a democracia que temos é uma democrÁcia; uma concessão da Casa Grande, uma democracia autoritária, na qual os direitos (ainda e quase) se resumem ao direito de espernear; de demonstrar indignação e de (hoje) discutir virtualmente.

    Ou ainda, senão isso, qual o exemplo de democracia a ser seguido? Poderemos construir o nosso próprio modelo de democracia? Ou será que democracia é, de fato, uma impossibilidade histórica?

    Inquietações pequenos burguesas, você diria, não? Mas, ainda que assim fossem, seriam elas desprezíveis no campo da discussão política?

    assalariado.

    23 de agosto de 2012 às 20h23

    Carissímo Mário SF, existe uma luta encoberta e oculta, perante os olhos da sociedade entre as ideologias. Esta luta se resumiria em acabar com a exploração do homem pelo homem. Que se traduzida numa linguagem curta é: CAPITAL X TRABALHO, ou como queira, luta de classes.

    Nos seus comentários das 10:43hs e 11,25hs diria eu que: a via institucional e partidária estão submetidas aos limites e as regras do capital, segundo sua compreensão de democracia e Estado de direito. Ou seja, democracia para eles é poderem tempo todo viverem como parasitas, explorando os assalariados e a sociedade. Este Estado burgues, nada mais é que, o capital e sua banca organizados para além de suas empresas. Desta forma, esta ‘democracia’ nunca passará pelos caminhos da superação e da consolidação da democracia politica, jurídica e economica dos possuidores particulares dos meios de produção. Estes, que sãos os donos do capital. Jamais deixarão, por uma questão de principios ideológicos e filosóficos, socializar suas empresas e, por consequencia, os seus lucros produzidos na linha de produção pela classe trabalhadora. Assim, nunca haverá paz entre os seres humanos, visto que, os de condição de explorados sempre se rebelarão contra esta tal democracia imposta pelo capital.

    Mesmo porque, na luta politico partidária permitidas, quando a esquerda ganha, é quer implementar a reforma necessária para que todos os brasileiros sejam cidadãos de fato e de direito, sempre será precedido de um golpe de Estado pelo capital latifundiário e industrial levando a tira colo o seus braços togados, armados, enfim. Para o capital, sempre haverá uma brecha na lei, para justificar seus golpes de Estado e assim, justificar os limites de sua ‘democracia’. Só falta avisar o povo.

    Abraços Fraternos.

    Mário SF Alves

    25 de agosto de 2012 às 15h32

    Assalariado,

    Entendi. Mas, e se a esquerda, os democratas convictos, os inconformados de todo gênero, os humanistas, enfim, cerrassem fileiras no sentido, não da luta de classes propriamente dita, não na busca (às vezes) desatinada de um socialismo que se revela cada vez mais distante, cada vez mais impossível; mas, sim, objetivando a superação do subdesenvolvimento brasileiro (e, por consequência, do latino americano)? Você acha que mesmo um projeto desta natureza seria inviável nas condições geopolíticas atuais? Ou, seja, será que a corrupção e os corruptores da sociedade, e a pressão imperialista teriam força suficiente para inviabilizá-lo?

    Fraternamente,

    Saudações (quimericamente) democráticas.

mfs

22 de agosto de 2012 às 12h41

No manual simplista do esquerdismo, estatizar é sempre de esquerda. Será que alguém já deu ao trabalho de se informar que hoje os recursos nas mãos dos monopólios industriais são imensamente maiores do que os dos Estados? Que o Estado brasileiro está endividado? Que precisamos urgentemente melhorar a infraestrutura de transportes? Que o dinheiro não é dado para as empresas, mas emprestado? Que não se cria empresa com tecnologia nacional-estatal assim de uma hora para outra? (A Petrobrás é brilhante, mas precisou de décadas para se firmar.)

Responder

José Ruiz

22 de agosto de 2012 às 12h10

Pessoal, eu sei que foge do artigo, mas vocês estão sabendo o que está acontecendo no Mato Grosso do Sul: “A guerra foi declarada no território do Mato Grosso do Sul. Os fazendeiros estão fortemente armados, dispostos a intensificar o extermínio do povo Guarani Kaiowá. Os indígenas defenderão suas terras históricas até a morte. O governo Dilma assistem de camarote ao genocídio e etnocídio praticado no território brasileiro. O sangue indígena é derramado em nome do progresso. Estado Brasileiro: Assassino de indígenas.”

http://carosamigos.terra.com.br/index/index.php/cotidiano/2412-fazendeiros-declaram-guerra-contra-indigenas-no-ms

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    Pimon

    22 de agosto de 2012 às 14h14

    Artigo fajuto, para leigos!

    Macroeconomia = nota zero!

Ricardo Oliveira

22 de agosto de 2012 às 11h54

Passados dez anos de governos do PT parecer que a maioria da população ainda não percebeu o estilo PT de governar. Recebendo o governo de FHC, em um ambiente totalmente interligado mundialmente pelo fracasso das idéias neoliberais, Lula deu início a um processo transformador e revolucionário, ainda dentro do mesmo ambiente. Fixou metas de longo prazo para transformar positivamente o país e seu projeto continua avançando. Em um processo transformador revolucionário as mudanças não são lineares, sofrem avanços, recuos, estagnações e crises. Tudo isso é parte da dinâmica do processo sendo , sempre sendo o mais importante, não perder o foco do desejado a longo prazo. Uma transformação revolucionária não se faz , significativamente, em ambiente hostil, em menos de 20 anos. Sim, o mundo é hostil para a vida e para as políticas sociais. Dilma, ao estabelecer uma parceria público privada para o setor de infraestrutura, certamente o fez com conceitos que em sua maioria se aproximam do ideário neoliberal. Entretanto, no bojo das regras estabelecidas as margens de lucro dos parceiros privados são limitadas, os prazos de exploração bem definidos, No contexto geral, pode-se visualizar tarifas de aduana e pedágios mais baratos, um controle mais efetivo por parte do estado através da estatal de logística recém criada, e ,consequentemente uma redução do custo Brasil. Observando o todo, o projeto de transformação do PT, isso favorece a população e é parte daquilo que se faz necessário para atingir os objetivos maiores. Olhar pontualmente a ação do governo é importante, mas sem deixar de que maneira estará inserida no todo desejado. Assim tem ocorrido , com maior ou menor intensidade, na maioria dos países da América do Sul. O caminho para superação total do neoliberalismo está sendo bem trilhado.

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Caio

22 de agosto de 2012 às 10h35

2012, o ano que veio para confundir. Inclusive os militantes de “esquerda”.

Uma coisa é uma coisa … outra coisa é outra!

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Jose Mario HRP

22 de agosto de 2012 às 08h39

Essas concessões como as das outras e anteriores estradas não me dizem nada, o estado continua dono, no caso da Vale nos danamos dando de graça o patrimonio natural da Pátria, mas no caso da “flexibilização” da CLT é pura safadeza a favor dos “empresários”!
Toma tenencia Dilma BM!

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Julio Silveira

22 de agosto de 2012 às 08h22

Ao ler as mensagens do “PACIENTE” que elegeu como seu inimigos preferenciais o PSOL e o PSTU, é que vejo como mudaram os PTistas (parece ser petista tal seu apego na defesa de nossa paciencia), mudaram. Os que antes foram irmãos, que já dividiram alcova, ou mesmo parceiros preferenciais, hoje viraram inimigos publicos numero 1 e 2, ou vice versa. Mudaram os parceiros, também mudaram os petistas. Não tem como esconder, é lógico. Fala em ser soldado, trás até o militarismo em sua divagação. Que o soldado não pode largar a bandeira por que o inimigo está atento para a fraqueza no campo de batalha, usa uma ilógica liguagem simbolica, para não perder a guerra para a direita. Mas esquece que o soldado é quem vai para a linha de frente, lutando pelo que acredita, tomando bala na cara. Esquece, que quem perde ou ganha guerras são generais, os pensadores, os estrategistas, que soldados são como peões. Se os Generais se acovardam, trocam de lado, ou se vendem (e nem sempre estão juntos de seus soldados na frente de batalha), para passar a necessária confiança, cabe ao soldado avaliar a linha de comando. Afinal, as vidas em jogo são as deles. há que se ter coerência no comando. Senão a guerra estará inevitavelmente perdida, antes mesmo de começar. Mas para os peões só muito mais a frente terão se dado conta disso, os poucos sobreviventes. Enquanto generais, quando perdem as guerras, ficam, geralmente, muito bem, instalados em hoteis, garantidos pelas convenções de Genebra da vida, aguardando sua absorção pela nova ordem vencedora, que costuma aproveitar seus dotes.

Responder

Nielsen Holland

22 de agosto de 2012 às 00h13

Dilma, … Deus nos livre! Jamais votarei nessa senhora outra vez!
Mais uma vez ela repete fhc e sua gangue. Esse negócio de parceria público privada nada mais é do que o tal famoso plano CARACU. Os barões de sempre entram com o lucro, isto é, a CARA.
O governo com o dinheiro do povo para realizar os investimentos… mas e o povo? Bem, o povo entra com a outra parte, que o pudor não me permite escrever aqui. Mas, todo mundo sabe o que é! Dilma e fhc: qualquer semelhança não é mera coincidência!!!

Responder

Nelson

21 de agosto de 2012 às 23h40

Privatização ou concessão?

“No frigir dos ovos”, vai dar na mesma. O grande capital privado vai se agigantando mais ainda fazendo crescer seu já grande poder econômico – sim, as concessões são para cachorro grande, não para guaipequinha que se acha empresário – e, por consequência, aumentando seu poder político sobre o governo e a sociedade, enquanto o Estado vai perdendo poder político e também econômico.

Daqui a 25 ou 30 anos, o Estado estará tão debilitado que não restará outro caminho ao governo de então a não ser a renovação das tais concessões por mais algumas décadas. E assim ocorrerá, sucessivamente.

“Kit felicidade”; assim o empresário mais rico do país definiu as medidas de Dilma. Preciso dizer mais alguma coisa?

Responder

Rodrigues

21 de agosto de 2012 às 23h37

Se é concessão ou volta ao privatismo, pouco interessa. Fato é que sem a valorização da educação e do profissional de ensino e pesquisa, nada disto dará certo. Simples assim!

Responder

Nelson

21 de agosto de 2012 às 23h29

À medida em que o tempo passa – estamos a ponto de cumprir 10 anos de governos Lula/Dilma – a coisa vai ficando mais clara. E o que transparece cada vez mais é que a distinção entre estes últimos e os governos de FHC, mal comparando, fica no âmbito da alopatia e da homeopatia.

Enquanto FHC privatizou em doses alopáticas, podemos afirmar que Lula/Dilma fizeram o mesmo em doses um tanto mais próximas de serem consideradas homeopáticas.

A verdade, porém, é que Dilma parece ter-se cansado do “de gota em gota” e resolveu pisar no fundo do acelerador das privatizações. Ela vai aplicando a boa e velha receita(*) prescrita pelo FMI.

Já fiz essa pergunta antes: onde estão os que afirmavam que o Brasil tinha dado um “bico na bunda” do FMI/Banco Mundial?

(*) Sabemos muito bem para quem tal receita é boa.

Responder

    Mardones Ferreira

    22 de agosto de 2012 às 08h45

    Muitos estão lá, ao lado da Dilma, ”orientando” o governo em como conduzir as ações de Estado.

    Um deles é muito famoso e pobrezinho. Chama-se:

    J O R G E G E R D A U J O H A N P E T T E R*

    Este senhor, citado acima, é uma espécie de assessor especialíssimo da gerentona Dilma. E não cobra nada pela função de auxiliar.

    Agora, durma feliz e de centro-esquerda com uma coisa dessas.

    * Se a grafia estiver incorreta é por minha falta de costumes com sobrenomes atípicos para um baiano.

paulo Sergio

21 de agosto de 2012 às 22h39

Mais um motivo para a reforma política ou será que esses senhores privados financiam campanhas por pura filantropia ? Eles vnao cobrar o dinheiro de volta , né mesmo ? Outra coisa , isso que vc chama de concessnao já tinha outro nome >>> PPPs . Dilma , honra esse mandato ou locupleta-se logo, com esse bando do Psdb .

Responder

    Rodrigues

    21 de agosto de 2012 às 23h39

    Falou tudo! De forma simples e objetiva! E outra: Dilma apenas gerencia o governo do PMDB! É isso! O resto é militânciua paga para ficar na Internet difundindo a versão oficial do governo da presidenta Dilma Michel Temer Roussef!

    Paciente

    22 de agosto de 2012 às 04h22

    Se é só isso, “gerenciar para o PMDB”, então porque arranjar tanta dor de cabeça. Paga o que o professor universitário quer, reduz a cobrança por produção acadêmica, desiste do REUNI, volta atrás com as bolsas no exterior, sobra mais e bota no bolso!

    No entanto, não é isto que ela faz. Mistério. Porquê?

Roberval

21 de agosto de 2012 às 21h50

O PT aprendeu muito rápido com o PSDB a tucanar o discurso e agir com atitude neoliberal. Tucanar o discurso significa dizer com eufemismo. Assim, ao invés das gestões do PT dizerem que estão fazendo “privataria petista” eles dizem que estão fazendo “concessão” de serviço público.

Deste maneira, eles estão matando o sonho de uma sociedade brasileira mais igualitária e justa, mas eles diriam que esses sonhos se realizarão mais a frente após criarem as condições. Pensamento e atitude igual àquela da época da Ditadura Civil-Militar de 1964-1985 que dizia que primeiro o Brasil precisava de crescimento econômico para depois dividir os lucros. Já faz 27 anos desde o fim da ditadura e até agora nada de repartição daqueles benefícios.

É mais que chegada a hora de uma profunda reforma política no Brasil para se discutir uma democracia de fato com toda a sociedade empenhada na tomada de decisão de nosso futuro. Não precisamos de pseudo-representantes. Nós sabemos falar, ouvir, pensar e agir.

Chega de oportunistas partidários!!!

Responder

    Julio Silveira

    21 de agosto de 2012 às 22h29

    Concordo plenameeennnnte contigo. Para complementar chamo sua atenção lembrando a atual proximidade entre o formulador desse discurso, no período da Ditadura, o Delfim Neto, com os “revolucionários”.
    Aliás, para idiotas feito nós, que esperou uma cultura politica nova, desse lado, parece que resolveram resgatar os rançosos da história, com base apenas proposta de troca dessas culturas retrogradas pela revolução dos apitos e dos espelhos.

    Mardones Ferreira

    22 de agosto de 2012 às 08h55

    Na mosca!

    Inclusive, um dos grandes atores do movimento de reação ao PIG, o Paulo Henrique Amorim – a quem eu respeito em suas ações contra a gangue do PIG – não mede esforços para reproduzir os artigos que o Valor Econômico publica do Delfim Neto e defender seu pensamento em relação às ações do Estado Brasileiro.

    Na reprodução desta semana, o artigo do Delfim começa defendendo o capitalismo e afirmando que a ”privatização por tempo determinado da Dilma” é acertadíssima.

    Só faltou publicar a biografia do Delfim, aquela do período militar, que foi muito bem lembrada aqui. A do famigerado fazer crescer o bolo para depois distribuir. Até hoje o povo brasileiro espera pela divisão do bolo em vão.

    Em qualquer país mais sério, Delfim já teria cumprido uns aninhos de reclusão por crime contra a pátria.

mineiro

21 de agosto de 2012 às 21h36

mais antes uma dilma no governo com seus erros e acertos do que um demonio tucano maldito entreguista. isso nao tem nem comparaçao, mas isso nao quer dizer que nao a criticamos , criticar um coisa pelo seus erros nao tem nada demais , porque queremos o bem do pais , agora tentar destruir com difamaçoes e calunias , como a direita faz todo dia atraves dos seus capachos da midia maldita é outra totalmente diferente. e outra fhc nem no inferno aceitam ele.

Responder

Fabio Passos

21 de agosto de 2012 às 20h03

Uma pena que Dilma desperdice desta forma o capital político conquistado pelo PT com as políticas de resgate social.

Esta aposta em cias privadas realizando atribuições que são responsabilidade do Estado não funciona. Todos sabemos a porcaria de serviço e preços abusivos cobrados pelas cias incompetentes agraciadas na privataria tucana.

Hoje o fhc, vulgo joaquim silvério dos reis, corre o risco de ser apedrejado se der as caras em qualquer periferia de grande centro urbano brasileiro.

É um erro crasso do governo Dilma insistir em políticas neoliberais fracassadas. Apenas o lixo branco que lê revista veja aceita a terra arrasada privata.

Responder

    Lu Witovisk

    22 de agosto de 2012 às 07h19

    É isso aí. Ela quer tanto agradar ao lixo branco que esqueceu quem a apoiou. triste.

volmar

21 de agosto de 2012 às 19h44

Nós povo queremos saber: 1-porque ainda hoje temos que morrer, pior que cachorro, nas filas do hospitais/posto de saúde por falta de atendimento médico? 2)Porque demora quase um ano uma consulta medica com um especialista? Porque o governo todo ano reduz ainda mais o miserável salário dos aposentados do INSS? Hipócritas! É disso que se trata…respondam se tiverem coragem. O Resto é blá blá furado de teoricos babacas que não exergam um palmo na frente da cara e querem explicar o inexplicável.

Responder

    Paciente

    22 de agosto de 2012 às 04h26

    Sou professor universitário, uso exclusivamente o SUS há quatro anos e não sou CACHORRO!

    O problema do pequeno-burguês é esse! Desconhece o país e o povo e não tem o menor escrúpulo, tanto em ofender um quanto o outro.

    A propósito: eu milito pelo SUS. Quem tem caráter não espera que Lula ou Dilma dê nada. Faz!

    MARCELO

    22 de agosto de 2012 às 12h31

    Pequeno burguês????Aqui não é a Coréia do Norte,seu
    impaciente.

    Mário SF Alves

    23 de agosto de 2012 às 12h21

    O seu drama, companheiro; o nosso drama, companheiro, é termos nascido na senzala. Na senzala brasileira. Uma das piores do mundo. E, já que “O” assunto é Dilma. E ela, qual seria o drama da presidenta Dilma, companheiro? Decerto ela não nasceu na senzala, concorda? Será que ela abraçou a luta da senzala? Ou, antes, o que ela abraçou foi a luta radical contra a anti-civilização histórica latino-americana (e por óbvio, brasileira)? E mais, que circunstâncias a fariam mudar de ideia, de lado ou de bandeira? A ciber guerra, os drones americanos; o PiG montado na desgastante retórica do mensalão? A ficha do DOPS mencionada insinuada pela folhetinesca PiG em folha?

    Seja como for, companheiro, só o povo é capaz de salvar o povo. Judeus e iranianos como irmãos. E nada mais. Abaixo as ideologias! Quem nasce na senzala fala a língua da senzala; quem nasce na casa grande fala a língua da casa-grande. Apenas isso. Desideologizemos o mundo, companheiro! Esse é o caminho, a verdade e a vida. O resto é decoração de ideias.

    Claro, senão isso, não custa parar logo esse trem e saltar para um outro. O trem das onze, o Zé (en)Cerra, ou qualquer outra *erda equivalente de extrema direita.

    Ah! E, antes que eu esqueça, sua bronca quanto à precariedade no atendimento público de saúde é minha bronca.

Francisco

21 de agosto de 2012 às 18h44

Aviso aos navegantes: a estratégia de sabotagem cibernética desta eleição não é “trollar” grosseiramente. A estratégia é se fazer passar por um “petista que cansou”…

Este debate esta entupido deste tipo que passa desapercebido…

Eles não querem ganhar o seu voto para o candidato deles (isso mesmo, meu querido, na eleição para prefeito), eles querem que você “se desencante”.

Se você não vota nem no candidato deles e nem no seu, e os eleitores deles votam no candidato deles, eles ganham, certo?

Isto aqui esta entupidinho…

Responder

    Vlad

    21 de agosto de 2012 às 20h39

    Para toda questão complexa há uma resposta simples…e errada.

    Cesar

    21 de agosto de 2012 às 21h04

    Ah, deixa de terrorismo!
    No Rio eu não voto no candidato do PT nem pelo #@[email protected] (até porque, nem tem um candidato próprio, mas sim um pulha do PMDB). Mas se votasse em SP, meu voto seria do Haddad, com certeza!
    As eleições lçocais não sofrem influência do cenário nacional! Fosse assim, o PT estaria buscando sua terceira eleição consecutiva em SP!

    Cesar

    21 de agosto de 2012 às 21h05

    Mas se fosse em POA, votaria com ceretza no PT, visto que POA é governado pelo PT que ainda é PT! E não este travesti de PMDB que está em Brasília!

    Leonardo M. G.

    22 de agosto de 2012 às 09h03

    Se você está falando de Porto Alegre, ela é governada pelo PMDB/PDT há 8 anos…

    Se você está falando de Poá, aí não conheço…

    Quanto à administração do Tarso Genro no RS, é igualzinha à da Dilma, totalmente alinhadas, apenas tem mais incompetentes na gestão (Carlos Pestana – Casa Civil, José Clóvis de Azevedo – Educação e a Secretária de Administração são os mais notórios bananas da administração Tarso Genro). o da Educação é especialmente bocó, fez concurso para REPROVAR professores (eu passei por causa de um recurso, mas mais de 90% foi reprovado e o babão foi dar entrevista na Escola Rebessiana (representante da mídia mofada no RS) dizendo que os professores “não estavam preparados” – esse cara só pode ser um clone malfeito do Paulo Renato de Souza)…

    Paulo

    21 de agosto de 2012 às 21h50

    Concordo Francisco. Esse texto tem o DNA psolista.

    Paciente

    22 de agosto de 2012 às 04h43

    O PSOL/PSTU esta vivendo seu momento de glória, jogando a classe trabalhadora contra um governo… trabalhista (!). Tolos. Nesse mar turvo não se pesca nada.

    Se não aprendem com a longa história do socialismo mundial, que aprendam com o mandato Goulart. No fim não sobra nada para ninguém.

    O pequeno-burguês “vai para o exílio”, vai “dar um tempo” porque “não aguenta mais”. A classe trabalhadora é que TEM que ficar e TEM que suportar os imbecis da direita que só chegam ao poder pela total falta de educação politica da esquerda.

    Gramsci, Rosa Luxenburgo e Trotsky devem ficar do céu dos ateus olhando boquiabertos para a esquerda brasileira e se indagando: “- Mas esses cabeças de bagre ficam trocando cabeçadas na pequena área por causa de uma reles eleição para… prefeito (!), enquanto a direita rouba a bola e marcha para o gol… são estúpidos!”.

    É o que somos: estúpidos!

    OBS. Se tem tanta certeza de que Dilma privatizou, faça uma passeata, um bafafá e reivindique (exija!) que ela “nacionalize” as empresas que ela “vendeu”! Faça!!! É o que faria um socialista, certo?

    É isso ou parar de inventar desculpas para: a própria inoperância revolucionária e para a incapacidade de realizar análises em quadros políticos globais e complexos.

Francisco

21 de agosto de 2012 às 18h21

Esse blábláblá me dá sono…

A questão para Dilma é muito, muito simples, como seria simples para qualquer pessoa sensata…

É o seguinte: se a vaca for para o brejo, vai aparecer algum trotkista para segurar o rojão?

A resposta é não. Com certeza, porque nunca apareceu. João Goulart caiu porque o país teve problemas econômicos (estamos sendo tragados pelo vortex da crise mundial, não?), por uma espiral de greves ((pois é) e por uma sensação generalizada de descalabro moral nas instituições.

Esse último item pode ser fabricado a tempo e a gosto pela imprensa golpista brasileira. Se quisessem derrubavam o Papa e o Dalai Lama com acusações de luxuria. Bota a Veja atrás do Papa que ele acaba virando traficante internacional…

Os esquerdistas que empurravam João Goulart para a “radicalização” sumiram quando os quarteis regurgitaram gorilas. Deu no que deu. Quem perdeu?

Perdeu quem poderia ser beneficiado por um Brasil reformado por Goulart, por Dilma e pelo PT. O trabalhador (de fato).

Se a esquerda indignada com o “direitismo” e “privatismo” de Dilma se der ao trabalho de consultar a própria diarista (os salários médios dos grevistas sugerem que eles têm bem mais que diaristas…), verificarão que o povo trabalhador (o nome do partido é “dos Trabalhadores”, o “dos Servidores” esta por ser fundado…) sabe que mais vale um pássaro na mão que dois voando.

Tá passando fome? Acho que não. Conseguiu avanços salariais? Acho que sim. Amplie o debate na sociedade, faça o tema aparecer nos programas de governo e volte à carga num outro dia. Ou seja, faça politica. O tema dos planos de cargos e salários é altamente relevante para o trabalhador brasileiro: metade da nossa lama e desperdicio é oriunda dos cargos em comissão. Eles são muitos, sem critérios e, frequentemente, lesivos.

Vamos debate-los, mas debate-los estando no poder.

Responder

    Cesar

    21 de agosto de 2012 às 21h01

    Que comparação gorsseira! As reformas de base do governo Goulart estão no espectro oposto as polítcas desesperadas e casuístas do governo Dilma Temer! E que golpe que nada! Dilma está curvando sua espinha para o emrpesariado nacional há muito tempo!

    mineiro

    21 de agosto de 2012 às 21h29

    isso eu concordo, votei nela , mas que ela esta morrendo de medo da midia , eua , dos malditos empresarios que so quer lucrar , latifundiarios e toda corja que existe no brasil. isso ela esta com certeza , so do maldito do fhc elogiar ela , ela jantar com a imprensa golpista , do pmdb ditar as regras no seu governo , nao é um bom sinal. ela pode ate nao estar traindo o brasil , mas que ela ta com medo de enfrentar essa turma maldita , a isso ela ta com certeza. infelizmente o pais pode cair na mao da direita burguesa maldita. ai adeus , brasil ,adeus crescimento economico e tudo mais . esse é o verdadeiro perigo , ela tem que mudar o rumo do seu governo , para o nosso proprio bem.

    Cesar

    21 de agosto de 2012 às 23h41

    Pois é, Mineiro! Dilma vai ser paar o Brasil o que a República de Weimar foi para a Alemanha pré-nazista!

    Paciente

    22 de agosto de 2012 às 05h02

    A questão é precisamente essa, meu caro. A direita pode votar e voltar para casa sossegada. O quartel esta entupido de “militantes” profissionais.

    Quem abre a boca para dizer que é socialista não pode, repito, não pode se dar a esse luxo! O exercito dela, de Lula e do PT, somos nós.

    No momento, soldado, eu o vejo batendo em retirada. Batendo em retirada e cobrando dela que ela faça a guerra sozinha!!!

    O presidente do Paraguay rodou com uma CPI de 24 horas. No momento ela tem o seu (nosso) mandato rondado por uma CPMI, um julgamento que nem deveria ter acontecido por falta de provas, greves de uma radicalidade totalmente desproporcional à situação dos servidores públicos (e eu já fiz muuuuita greve, meu caro! E contra ACM debaixo de tropa de choque!!) e A MAIOR CRISE da história do capitalismo mundial.

    Só falta a desculpa de um fracasso econômico interno…

    Ela que dê vacilo de fraquejar nisso! Ou talvez ela não precise temer essa situação e tomar medidas desesperadas no sentido de aquecer a economia, para não perder o posto presidencial. Afinal, ela conta com todo o seu apoio e de toda a militância como você, certo?

    Certo?

    PS. Se o PT perder o poder federal, sem Lei de Mídia, sem Reforma Eleitoral, a direita deixa o PT voltar? Medite, responda e aja…

Bernardino

21 de agosto de 2012 às 18h11

Meus caros André Dantas e THIAGO Carneiro suas analises sao corretissimas e digo mais:De todas as esquerdas da america latina,a brasileira é a mais covarde isso demonstrado com fatos e atitudes.A D DILMA faz o estilo: Guerrilheira aos vinte,frouxa aos sessenta.As atitudes dela desde o inicio do governo vao nessa direçao e ate o patrao tb(LULA) nao foi macho pra fazer uma lei dos medios e peitar a imprensa cinica e corrupta.
Quanto ao sr Eduaro Guimaraes e paulo henrique amorim sao dois Pelegos a serviço do governo,esquecendo da imparcialidade que um blogueiro deve ter!!

Responder

Acácio Francisco Cruz de Oliveira

21 de agosto de 2012 às 17h17

Claro que o governo dilma trai a sua própria campanha.
Principalmente, trai o povo brasileiro para atender os reclamos do neoliberalismo.
Dinheiro público para financiar setor privado na construção de infraestruturas para o povo pagar pelo seu uso.
Mais bem articulado que no tempo de fhc.
LULA 2014, para que as Universidades Federais não se acabem, para que a Saúde melhore, para que a Renda do povo cresça, para que o neoliberalismo não volte a dominar o Brasil.

Responder

    Mário SF Alves

    23 de agosto de 2012 às 15h38

    Lula 2014?!! Nas atuais circunstâncias??? Cara, o fator surpresa já não existe mais; a direita se rearticulou. E não tem mais fome zero que dê jeito. Os novos ricos,muitos dos quais enriquecidos na esteira das políticas de inclusão social de Lula, não estão nem aí para o para o subdesenvolvimento do país. Talvez nem para o país. Portanto, creio que um novo governo Lula, certamente, não prosperaria tanto como prosperou o anterior. O fator surpresa já não existe mais; a direita se rearticulou. Agora, meu caro, a engenharia é outra, e tinha mesmo de ser outra. Some-se a isso o cenário pra lá de esdrúxulo se os radiciais de direita, os neocons, vencerem nos EUA.

Urbano

21 de agosto de 2012 às 17h15

O grande problema é que fica bem mais fácil destruir do que construir ou complicar do que facilitar, como queiram. Carrego a pulga atrás da orelha desde o momento da entrega da faixa presidencial, com a presença do fred henrique flintstones salieri, o danoso. E pior, não foi como penetra não, pois se houve até o convite e, por conseguinte, a aceitação e o cumprimento; inclusive sendo um dos primeiros visitantes a registrar presença em Palácio. Amizade? Será…? Se for, está mal servida.

Responder

Cesar

21 de agosto de 2012 às 16h21

A Folha de hoje informa que a presidenta Dilma Rousseff estará presente na abertura da 68a. Assembleia Geral Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), dia 12 de outubro, em SP. Se for verdade, o governo e seus apoiadores não terão do que reclamar da mídia. A SIP congrega os monopólios continentais da mídia e não se opôs aos golpes de Estado do Brasil (1964), do Chile (1973) e da Argentina (1976). A presença da presidenta no encontro se soma ao giro à direita do governo brasileiro, marcado pela volta das privatizações, por uma política fiscal contracionista em 2011 e pelo arrocho ao funcionalismo público, entre outras iniciativas. Triste de se ver…

Responder

    jaime

    21 de agosto de 2012 às 17h45

    Pois é Cesar, agora ficou bem claro o porquê dessa política em relação à mídia, tão diferente daquilo que o Franklin Martins vinha encaminhando. Ela já sabia do quanto iria precisar dessa mídia e o quanto de apoio lhe renderia. A uma, por suas atitudes na política econômica, bem a gosto dos Marinhos e Frias da vida; a duas, divulgando os salários do funcionalismo mas sem apresentar uma miserável proposta sequer de como corrigir as disparidades que ali se percebem – o objetivo era apenas conter novo reajuste.

    André Dantas

    21 de agosto de 2012 às 18h19

    Para quem foi para aniversário da Folha e fazer almoço com Ana Maria Braga, esses encontros entre amigos já fazem parte do show….

Indio Tupi

21 de agosto de 2012 às 16h09

Aqui do Alto Xingu, os índios acham que aqueles que acreditam que o governo é neoliberal, que sua política para a infraestrutura é privatista, que há uma guinada conservadora, que há uma incompetência administrativa (discurso conhecido) e entreguismo, etc. etc., deveriam explicar como esse governo neoliberal, conservador, incompetente, entreguista, etc., etc. reduziu a taxa Selic real — descontada a inflação — de estratosféricos 18,32% a.a., em média, de 1995/2002, para 8,23%, em média, nos últimos nove anos, e que deve ficar em menos de 2% este ano, depois que a Presidenta impreensou a Febraban.

Voltando ao Programa de Investimentos em Infraestrutura: segundo declarações do Ministro dos Transportes, diversas concessões realizadas no passado serão revistas, a exemplo da Ponte Rio-Niterói, da Via Dutra e da BR-040, que corta Minas Gerais, e as tarifas das novas concessões serão menores.

O que os críticos atucanados fazem questão de esquecer é que a Empresa Brasileira de Logística (EPL), estatal que coordenará toda a logística de infraestrutura, poderá, inclusive, investir diretamente, como empreendedora, ou criar uma subsidiária para investir.

Ora, pela primeira vez na história, a Selic real ficou compatível com os juros internacionais, a situação econômica é bem mais equilibrada do que a que se verifica em países avançados (relação dívida líquida/PIB), permitindo que a política trabalhista de inclusão social sega avante, com a expansão do emprego e da renda, o que ensejará vigor aos mais de 40 milhões de brasileiros que ascenderam de classe social desde 2003, com a política de incentivo à agricultura familiar, o programa Luz para Todos e o Água para Todos, de modo tal que, hoje, graças a isso, temos um dos maiores mercados de consumo do mundo, beneficiado pela enorme redução da desigualdade.

Evidentemente, o tucanato disfarçado não consegue perceber que o País é muito diferente daquele que Lula recebeu no início de 2003, com Selic de 26% a.a., inflação de 25% a.a., taxa de câmbio de R$ 4,00 por US$ 1,00, risco-país de 2.400 pontos básicos, que inviabilizavam quaisquer veleidades de investimentos, que esse “spread” de 2,4% sobre as taxas de juros internacionais e o risco-país impossibilitavam.

Agora é hora de se investir pesado a fim de que o País venha a ter uma infraestrutura compatível com suas dimensões continentais, e isso, por motivos óbvios, deve ser feito, neste momento histórico, em parceria com o setor privado, à vista das restrições colocadas pelo porte da dívida interna, impostas pelo passado de taxas de juros reais estratosféricas, uma das características deletérias do governo fernandista.

Finalizando, as concessões agora anunciadas não serão para pagar dívida, mas para integrar o País e fazer com que as riquezas produzidas pelo esforço do povo trabalhador, fluam com maior celeridade e menores custos, de forma a ensejar maior competitividade internacional à economia brasileira, una forma de se garantir futuro promissor e estável aos que vivem de seu trabalho.

Para serem consequentes, eventuais discordâncias anti-neoliberais deveriam apontar na única política alternativa que resta: a estatização dos meios de produção, isto é, de fábricas, instalações, equipamentos, do sistema financeira, das terras, da infraestrutura de transportes, de comunicações, de abastecimento d`água, de esgotos, a rede de ensino prim´pario, secundário e universitário, as instituições de pesquisas e desenvolvimento. Resta saber se há nível de consciência política e de mobilização social para isso e quais serão os agentes dessa grandiosa transformação.

Críticos com penas tucanas: Mãos à obra à explicação!

Responder

    Willian

    21 de agosto de 2012 às 17h39

    Nos outros governos neoliberais mundo afora, as suas “taxas SELICs” são altas ou baixas?

    Francisco

    21 de agosto de 2012 às 18h33

    Em português claro: reclama do “neoliberalismo” de Dilma o servidor que quer receber o que gostaria e não o que é possivel.

    Quer ver neoliberal, neo liberal de fato? Deixa Aécio chegar! Ele bota logo Serra no Ministério da Educação e ele dá um tratamento com gosto de gás (lacrimogênio) nessa empáfia pequeno-burguesa!

    Quando faz o que eu quero é socialista, quando não faz é “neoliberal” (falta pouco para chamar de nazista…). Quem sabe o que socialista é TRABALHADOR e trabalhador, de fato, se espreme em ônibus e engole sapo na iniciativa privada!

    Revolucionário com estabilidade no emprego e que não “aceita” ter ponto cortado. É cada uma…

    Rodrigues

    21 de agosto de 2012 às 21h58

    O perfil coletivo do índio do cacique de Ramos insiste em confundir modelo privatista com privatização. Não sei se fazem de propósito ou por não terem desenvolvido o raciocínio para além do modelo binário!

    Rodrigues

    21 de agosto de 2012 às 22h05

    Francisco:
    Tocqueville já nos ensina que quem faz a a revolução é quem tenm algo a perder. Os sans-culotes assistem bestificados até que sejam motivados por algum populista. Hojem, no Brasil, assim como na Europa, são os funcion´rios públicos os únicos que podem enfrentar a vaga neoliberal que insiste em destruir o que sobrou de civilidade no mundo!

    MARCELO

    22 de agosto de 2012 às 12h36

    O Francisco não sabe(ou é burro)que a direita está com
    Dilma,começando pelo Zé Sarney.

    Cesar

    21 de agosto de 2012 às 23h46

    Os índios do Cacique de Ramos têm o direito à auto-ilusão. Contionuem assim, ate´que estejam soterrados no baixo Xingu.

    Leonardo M. G.

    22 de agosto de 2012 às 11h33

    Essa é uma coisa que não entra na minha cabeça:

    Se a Dilma é privatista, porque ela então está criando mais estatais? Só no último mês foram duas (Amazul e a de logística que eu não lembro o nome)!

Alexandro Rodrigues

21 de agosto de 2012 às 15h43

Os sinais das ruas estão aparecendo. E o PT, que de partido revolucionário se transformou em uma gigantesca máquina eleitoral, está percebendo isso?

Fui petista, deixei de ser. E não por causa do mensalão. O jeito simplista e covarde do PT de fazer política me decepcionou. Sou de esquerda e sempre serei. Mas sou pragmático e diante disso sempre em uma eleição me pergunto: por mais ruim que seja, quem pode me surpreender e fazer algo melhor que o PT? Resultado: continuo votando no PT para cargos executivos, volta e meia voto para o PSOL para cargos legislativos, mas me considero um eleitor órfão de um partido que me conquiste.

Voltando aos sinais… Em 2010, com a terrível e medieval campanha de Serra para a presidência, comecei dentro das minha realidade a buscar votos para Dilma. Meu pai, malufista convicto votou nela. Convenci minha mãe a votar nela. Falei da minha bolsa do PROUNI, conquista do Lula, e assim ela também votou na Dilma. Eles, nordestinos, também foram influenciados pelas notícias que de lá chegaram. A melhora nas condições de vida da população da região.

Estamos agora em 2012, último domingo dia 19 de agosto. Entra em minha casa um vagabundo oferendo dinheiro para quem votar no candidato a vereador que ele representa. Conversa vai, conversa vem, o debate sobre política se acalora. Meu pai volta as origens direitistas, diz que Dilma está querendo mudar a CLT, acabar com o seguro-desemprego. Minha mãe se diz arrependida e que nela não vota mais. Eu ouço tudo de longe. Sou um pouco radical em discussões políticas, preferi não me meter.

No dia a dia, nas ruas, a desconfiança em relação à Dilma só aumenta. Talvez as altas taxas de popularidade maquiem a realidade. Mas a guinada à direita de Dilma está provocando sérias interrogações no seu verdadeiro eleitorado. E nem falo da questão das greves do funcionalismo público. Minha opinião sobre funcionários públicos é impublicável… seria censurado pelo blog. O que na minha opinião está acontecendo é que o eleitorado que votou em Dilma, a pedido do Lula, está se arrependendo. Com saudades do barbudo. A Dilma que agrada os Jardins e Higienópolis já não é tão querida por Itaquera. Agora duas perguntas claras: quem deu a vitória à Dilma em 2010? E segundo: será que Dilma e sua turma de “estrategistas” (sic), acham que a elite que odeia “gente diferenciada”, momentaneamente conquistada por ela, estará do seu lado num possível pleito em 2014?

Estamos vendo um governo deficiente. Deficiente em planejamento e em comunicação. As famosas “concessões públicas”, as mudanças pontuais na lei do seguro desemprego, a discussão sobre a CLT, a crise do funcionalismo público. Tudo isso poderia ter sido tratado de forma diferente e exposto à população de maneira que não desgastasse o governo. Helena Chagas é fraca. Que saudade de Franklin Martins. O governo em si é fraco, engessado, lento. Só Dilma decide. E a oposição?…

Eles não são burros e já perceberam estes sinais. A movimentação Campos-Kassab para 2014 não é um conto de fadas. Lealdade à Lula devida por Campos. No jogo do poder não há lealdade, não esqueçamos disso. Campos é o novo Collor, sedento de poder. Kassab é seu parasita. E no PSDB?

A inclusão de Alckmin no jogo de 2014 é o sinal mais perfeito. Se o jogo de 2014 é o sinal mais perfeito. De partida ganha de goleada pelo PT, os demotucanos já enxergam uma briga boa no pleito. Aécio não empolga e os paulistas ainda ditam as regras do jogo. Porque Alckmin, o eterno governador, sairia de uma reeleição garantida em 2014 para enfrentar Dilma? E apoiado por Serra! Serra pode enfrentar dificuldades em uma eleição a prefeitura, rejeição de 37% não é moleza. Mas e se ele se candidatar de novo a governador em 2014, com Alckmin no pleito presidencial? O interior de São Paulo é um antro conservador, é como o meio-oeste norte americano. Acreditem, Serra teria real chance de vencer e formando uma dupla dinâmica, apoiar Alckmin como presidente…

Dilma aguentaria uma nova campanha? Desgastada com a classe C, com os movimentos sociais, com o funcionalismo público historicamente pró-PT? E uma nova ofensiva medieval das classes de ultra-direita? Aborto, gays, cotas. Evangélicos, Opus Dei, Veja, Globo, Folha, todos juntos pela dobradinha Serra em São Paulo, Alckmin no Planalto.

Conspirações à parte, os sinais estão aí!

Responder

    sergio

    27 de agosto de 2012 às 15h32

    brilhante! é isso aímesmo. acho que aDilma está querendo agradar demais os psdbistas e esquecendo dos que a apoiaram, achando que o voto destes está garantido. na verdade, está perdendo o voto dos que tinham votado nela (provavelmente para Campos ou marina) e não vai ganhar de jeito neum os votos dos psdbistas… e como você falou, os sinais já estão aí… a próxima pesquisa já vai mostrar uma queda expressiva da popularidade. e o PT não vai ganhr em nenhuma capital.

Eduardo Miranda

21 de agosto de 2012 às 15h35

Argumentação frágil a deste artigo.

A Dilma só conseguiu derrubar a Selic neste ano, por causa do choque anticíclico do ano passado, sabe por quê? Simples, sobrou mais dinheiro em caixa para conseguir pagar um juro menor pelo dinheiro tomado (dívida pública).

Sou de esquerda. Votei na Dilma e no Lula, e não vejo guinada nenhuma à direita por parte dela.
O que eu vejo é uma complementação do trabalho do Lula.
Lula fez o primeiro passo ao tirar boa parte da população da miséria. Agora, com comida garantida e um pouco de dinheiro sobrando, nada melhor que estradas boas, telefones celulares que funcionam e educação de qualidade para quem nem isso tinha anteriormente, na época de FHC.

“A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte”.

Lula deu comida. Dilma agora dará o algo a mais.

Responder

Ricardo Oliveira

21 de agosto de 2012 às 14h55

Passados dez anos do governo do PT tem gente que ainda não percebeu o estilo de governo. Se no momento o governo faz uma parceria público privada para o setor de infraestutura, e muita gente reclama dizendo que é privatização, o próximo programa que o governo lançar certamente será bem a esquerda. A ver.

Responder

    Mardones Ferreira

    22 de agosto de 2012 às 09h17

    Serão como as ações do Ministério da Agricultura ( Plano Safra).

    * ação de direita: para o agronegócio –>> R$ 120 bilhões.

    * ação de esquerda: para a agricultura familiar –> R$ 15 bilhões.

    Foi para isso que votamos na Dilma?

Cesar

21 de agosto de 2012 às 14h01

Dilma cedeu! Fez CONCESSÃO ao grande capital e ao empresariado nacional conhecido por não arriscar e só mamar no dinheiro público. Qualquer tentaiva de interpretar a realidade diferentemente disto é tergiversaçaõ e alienação.

Responder

assalariado.

21 de agosto de 2012 às 13h59

O governo da vez (mais um, e como sempre), rezam na biblia do Estado capitalista, e de quebra, jogam para os explorados migalhas caidas do banquete desenvolvimentista, ora em movimento, em favor da acumulação de capital pelos donos dos meios de produção. Com direito a traição.

Onde é que está este Judas? Está justamente onde o Estado através do seu gerente da vez, da de mão beijada para a sanha neoliberal o equivalente a R$133 bi, só para começar as obras. Como observa Kliass, “Se os recursos existem e estão disponíveis, não há razão para oferecê-los graciosamente ao setor privado. O Estado brasileiro teria todas as condições de iniciar os projetos necessários, bastando para isso a sinalização da vontade política por parte da Presidenta”.

O histórico da bolsa familia burgues, entre outros assaltos a nação começou com a invasão de Cabral em nosso país. Exemplo, O BNDS entre outros bancos estatais nasceram, não foi por obra do dinheiro publico arrancados da nação, para ser indutor do crescimento economico. Economico de quem? Agora, cadê que eles (os capitalistas), põem as mãos nos próprios bolsos para investir na produção de suas empresas? Isto, sem falar nos R$ 200 bi, só de juros da divida interna que também vão parar nas mãos do capital, anualmente. Os gastos, contenção de despesas, controle do dinheiro publico, nunca passam pelas maracutaias, pelos bolsos e pela bolsa familia das elites e dos corruptores da republica. Se somarmos as várias bolsas familias PIGs, que o Estado põem nas mãos do capitalsitas, quanto chegaria esta conta no final dos anos? Sim, para aqueles que não conseguem argumentar com as verdades e o realismo dos artigos do Mauricio Caleiro e do Kliass, fica bem mais facil culpar o Psol e adjacencias. Então tá!

Abraços Socialistas.

Responder

Observadoro

21 de agosto de 2012 às 13h36

Dilma é a “nossa” Tatcher…

Responder

jaime

21 de agosto de 2012 às 13h28

Sítio do O Globo de hoje:

“Às vésperas da privatização, Infraero investe R$ 153 milhões no aeroporto”

Responder

    Politica

    21 de agosto de 2012 às 14h50

    É assim mesmo. Enquanto crianças morrem de fome, e pessoas são atendidas em prontos- socorros pela boa vontade de enfermeiros e enfermeiras e médicos abnegados,pelo Brasil afora, despeja-se essa enormidade de dinheiro limpinho e suado pelo trabalhador nas mãos de bandidos empreiteiros para que estes paguem propinas a outros bandidos do Congresso ( ou não é o que temos visto?).

    Francisco

    21 de agosto de 2012 às 18h36

    Não. Não é o que temos visto.

edson

21 de agosto de 2012 às 13h20

Sabemos que o primeiro ministro do Brasil se chama Jorge Gerdau Johannpeter (neoliberal de carteirinha), Dilma é apenas uma rainha da Inglaterra.
vejam os links e notem a presença de Aécio Neves como exemplo a ser seguido…
Calma aos militantes apaixonados e que negam ver o neoliberalismo presente no governo Dilma.
http://www.advivo.com.br/blog/fernando-augusto-botelho-rj/jorge-gerdau-vai-assumir-cargo-no-governo-dilma
http://correiodobrasil.com.br/gerdau-passa-a-despachar-toda-semana-com-a-presidenta-dilma/238894/

Responder

    Mardones Ferreira

    22 de agosto de 2012 às 09h21

    O Jorginho já faz parte do governo Dilma como assessor ”sem receber nada por isso”, nas palavras do sujinho (meio limpinho) Paulo Henrique Amorim.

Lucas Cardoso

21 de agosto de 2012 às 13h16

É sempre triste quando aparecem artigos assim no Viomundo, porque me lembram que a maior parte do comentariado não é de esquerda, mas meramente petista.

Concessão não é exatamente o mesmo que privatização, mas como o autor argumenta, ambos seguem a mesma lógica neoliberal. Além disso, nada impede que se renove a concessão ad infinitum, assim como renovam a concessão da Globo.

E esse não é o único argumento do autor para demonstrar a guinada à direita da Dilma. Também fala da forma truculenta com que o governo está lidando com as greves, a preocupação com superávit primário. Tudo isso faz parte do receituário neoliberal de direita que, durante as eleições, a Dilma mentiu falando que não seguiria.

Responder

Carlos Marins

21 de agosto de 2012 às 13h05

Confesso que sou totalmente a favor deste programa de privtaizações da Presidenta Dilma.

Responder

    Dialética

    21 de agosto de 2012 às 14h53

    A pergunta é: O Estado não sabe fazer? Tem o dinheiro mas é ignorante? Se sabe fazer e tem o dinheiro dos impostos por que não faz?

    Se o Estado faz é mais barato porque não há o lucro embutido. Então quer fazer mais caro? Só para se divertir?

    CarmenLya

    21 de agosto de 2012 às 20h52

    Meu caro, se você “confessa” é porque, no fundo, sabe que é um programa criminoso. Ato falho!!!!!

Sousa netos

21 de agosto de 2012 às 12h58

Além da privatização das rodovias e ferrovias não se deve esquecer a aliança da Dilma com o agronegocio ( vide Katia motoserra Abreu)’
.

Responder

Indio Tupi

21 de agosto de 2012 às 12h58

Aqui do Alto Xingu, os índios retificam o que postaram.

Assim, onde está escrito “O fato é que esses moedeiros falsos ignoram que cada R$ 1,40 investido em máquinas e construção agrega R$ 1,40 ao PIB, ou seja, um efeito multiplicador de 40%”,

leia-se

“O fato é que esses moedeiros falsos ignoram que cada R$ 1,00 investido em máquinas e construção agrega R$ 1,40 ao PIB, ou seja, um efeito multiplicador de 40%

Responder

    Cesar

    21 de agosto de 2012 às 16h24

    Outro que gosta de citar números para justificar as políticas neoliberais do governo Dilma Temer do PTMDB!
    Enquanto isto, saúde e educação descem ladiera abaixo por falta de investimento. Mas tem razão! Nosso empresários estão tão preocpados com o futuro do país e são tão pobrinhos!
    Quem concorda com isto é cúmplice do crime cometido!

João Vargas

21 de agosto de 2012 às 12h49

Pior que ter um governo de direita é ter um governo neoliberal travestido de esquerda; Com o FHC e o PSDB a gente sabia contra quem estava lutando e combatendo. O PT desde que assumiu o governo vem mudando sua postura e cada vez mais rezando pela cartilha dos neoliberais. o tratamento dado às reivindicações do funcionalismo é apenas um aspecto deste modo de governar. Os incentivios às montadoras de automóveis com redução de impostos e epréstimos subsidiados do BNDES é outra bandeira da opção de Dilma, sempre favorecendo os poderosos. E o que o falar do namoro do PT co a mídia sabidamente protetora da elite mais podre deste país? infelizmente temos que acordar e perceber que o PT traiu a esquerda brasileira.

Responder

Indio Tupi

21 de agosto de 2012 às 12h29

Aqui do Alto Xingu, os índios interrompem a pesca para chamarem a atenção para os argumentos travestidos com penas tucanas, segundo os quais (1) “o governo desembolsa, só na primeira fase, R$ 133 bilhões à iniciativa privada” e (2) “Se os recursos existem e estão disponíveis, não há razão para oferecê-los graciosamente ao setor privado.”

Preliminarmente, as rodovias e as ferrovias, A SEREM CONSTRUÍDAS em 25 anos, não se parecem em nada com OBJETOS REAIS, as gigantescas empresas estatais estatais, de classe mundial (Vale, Telebras, Embratel, Usiminas, CSN., etc. etc.), “privatizadas”, na bacia das almas, no governo FHC, a preços extremamente aviltados, pagas com “moedas podres” (títulos adquiridos, com financiamento pelo BNDES, a juros baixos e por 12 anos de prazo), no mercado secundário por entre 25% e 35% do valor face, e dados em pagamento por 100% de seu valor.

A propósito, por milímetros, os investidores nacionais e estrangeiros, à frente os bancos credores internacionais, não conseguiram incluir no “pacote” de privatizações henriqueanas outras chamadas “jóias da Corôa”, como a Petrobrás e o Banco do Brasil, as quais, no entanto, passaram a ter a maioria de suas ações, se computadas as sem direito de voto, em mãos de interesses privados, nacionais e estrangeiros. Daí “a grita” quando não distribuem dividendos que esses acionistas exigem.

Crianças: O governo NÃO VAI DESEMBOLSAR “…só na primeira fase, R$ 133 bilhões à iniciativa privada.” Como os recursos não existem e não estão disponíveis, A CONSTRUÇÃO será realizada em 25 anos, com o Tesouro entrando com 35% e os restantes 65% a serem financiados pelo ao setor privado, que, para isso, tomará empréstimos junto ao BNDES, que faz isso rotineiramente desde os anos 1950, à exceção dos escandalosos “financiamentos” que concedeu na triste época das “privatizações” do sociólogo da dependência.

Só que, agora, NA CONSTRUÇÃO DE RODOVIAS, o financiamento do BNDES ao setor privado será à base de TJLP mais 1,5% a.a., com três anos de carência, e repagamento no prazo de 20 anos, enquanto que na CONSTRUÇÃO DE FERROVIAS, o financiamento do BNDES ao setor privado será à base da TJLP mais 1%, com cinco anos de carência e 25 anos de prazo para amortização. Atualmente, como a TJLP é de 5,5%, podemos concluir que, num caso, o custo para o setor privado será de 7% e no outro será de 6,5%, devendo o retorno para o setor privado ficar entre 9% e 10% a.a. Onde está alegada graciosidade dos recursos ao setor privado?

Agora, vamos supor que os R$ 133 bilhões estivessem em caixa do Tesouro e que o governo batesse o pé, qual uma menina louca, pretendendo estatizar todas as rodovias e as ferrovias que construísse.

No caso da duplicação das rodovias — 5,7 mil km dos 7,5 mil km a serem construídos –, onde apenas a segunda pista vai ser construída, uma será estatal? A outra será privada? O governo deverá decretar a estatização da outra? Haverá recursos para o governo fazer sozinho a construção? E para proceder à estatização das demais rodovias?

No caso das ferrovias, privatizadas no governo FHC, os 10 mil km de linhas A SEREM CONSTRUÍDAS, seja para interligar malhas ou para prolongar as existentes, as novas linhas deverão ser estatizadas? As privatizadas nos anos 1995-2002, deverão ser reestatizadas? Uma parte será estatizada e a outra, existente, continuará privada? Haverá recursos para o governo fazer sozinho a construção? E para proceder à estatização das demais ferrovias?

O fato é que esses moedeiros falsos ignoram que cada R$ 1,40 investido em máquinas e construção agrega R$ 1,40 ao PIB, ou seja, um efeito multiplicador de 40%, e que se o governo não fizesse essas novas inversões, 65% financiados pelo BNDES, e 35% com aportes do Tesouro, ao longo de 25 anos, o setor privado não investiria um níquel, e isso seria capaz de inviabilizar todo o esforço requerido.

A propósito, o investimento total de R$ 133 bilhões não é tudo de que o País precisa em matéria de investimentos em infraestrutura, por isso é que virão os demais projetos nos setores aeroviário e portuário, logo em seguida. E são bem conhecidas as restrições de caixa e de dívida interna, esta, por sinal, multiplicada por mais de dez vezes na octaéride fernandista, quando a taxa Selic real — descontada a inflação — foi mantida, em média, em estratosféricos 18,32% a.a., felizmente reduzida, em média, para 8,23% nos últimos nove anos, e que deve ficar em menos de 2% este ano.

O que falta às críticas travestidas com penas tucanas é a visão do processo histórico, principalmente o legado de pesada dívida interna — já que a dívida externa ficou controlada já no governo anterior –, que impossibilita ao Estado a realização de investimentos de que o País urgentemente necessida e que, por isso, carece do concurso do setor privado, especialmente quando se tratam de inversões em setores de longa maturação, que propiciam retornos apenas a longo prazo.

Responder

    Cesar

    21 de agosto de 2012 às 14h09

    Blá-blá-blá petista que lembra o nhém-nhém-nhém ticano! É o governo Dilma fazendo CONCESSÕES à metalidae privatista e repetindo os mesmos erros que levaram a Europa ao fundo do poço.

    Darcy Brasil Rodrigues da Silva

    21 de agosto de 2012 às 20h29

    Cesar , você tem todo o direito de se opor. Mas contra-argumentar sem argumentar é duro, companheiro. Refute, um a um, democraticamente, os argumentos de “Índio Tupi”. Se não for capaz, copie o comentário, confronte com o artigo,estude outros artigos, peça aos teóricos do partido de quem você é simpatizante para que lhe socorram, escrevendo um comentário refutando o de Índio Tupi. Mas não seja evasivo, refutando com frases chavões agressivas, deseducadas, tais como “tudo isso não passa de mais um blá-blá-blá”. Eu já deixei, no artigo de Paulo Kliass, o meu comentário.Confesso que estou cansado de combater tantas intervenções, sobretudo porque sinto dificuldade para distinguir os oportunistas de esquerda e oportunistas de direita, dos comentaristas sinceros que, como eu, têm muita coisa a reclamar do governo Dilma. Mas tenho também muita coisa a contestar aos seus opositores esquerdistas (ou que fingem sê-los), que tentam, seguindo a lógica de quanto mais se repete uma adjetivação,mas ela se converte em verdade, cravar no governo Dilma a pecha de neoliberal.Outra coisa profundamente enganosa é a responsabilização de Dilma, tratando-a como se ela fosse uma imperadora.Dilma governa com as forças que a elegeram e com o grau de pressão presente nas ruas. Isto vindo de gente de esquerda só pode ter um propósito: desgastar a sua imagem política, associando-se à mídia. Bobagens como, “para quem compareceu no programa de Ana Maria Braga”, etc, que sugerem que Dilma deveria ter o comportamento de um militante estudantil esquerdista na Presidência, chutando o protocolo, deixando de comparecer a um programa com grande audiência por parte de donas de casa, mulheres que,certamente, constituem um dos grupos mais despolitizados de nossa sociedade, só para não ficar ao lado de Ana Maria Braga, mecanicamente confundida com as organizações Globo? Por que Dilma deveria perder a oportunidade de conversar com milhões de mulheres que vivem em um mundo obscurantista,entre o fogão e a TV, muitas delas convencidas pelos seus filhos e netos a votar em Dilma? Será que Dilma as desencantou quando falou a elas através do programa de Ana Maria? Ou será que,à noite, cada uma delas não falou , sentido-se orgulhosa por ter seguido o conselho do filho ou do neto, votando em Dilma, que “hoje de manhã eu vi a Dilma no programa da Ana Maria Braga”. “O que foi que eu achei?. Ora, ela é mesmo muito simpática e inteligente.Puxa, uma mulher na presidência!” Sabe, companheiro, a vontade que eu sinto quanto leio um cometário desses é…deixa pra lá!

    assalariado.

    21 de agosto de 2012 às 15h11

    Caríssimo Indio Tupi, como analista do desenvolvimento do capital, como sempre, você demonstra muito conhecimento, eu aprendo com isso. Porém, acho que tu esqueceu das tuas origens e, de quando o Cabral em 1500 invadiu o Brasil com suas armas de fogo, e os indio se defenderam com tacapes, flechas e tals, … advinha quem ganhou a guerra? Então lhe pergunto: Já se passaram 500 anos, as dividas com os indios estão pagas?

    A mesma coisa vale para o homem branco assalariado e para o Brasil nação. Outro exemplo: esta dívida (financiamento), a ser paga pelo capital para os cofres publicos é a perder de vista. Só que, o capital e seu representante juridico, junto com o governo da vez, a qual chamamos de Estado, não da ponto sem nó. Lembra do montante da divida que o Estado brasileiro fez com os imperialistas do capital, leia -se G7, e de quando o Brasil fez sua primeira divida externa? Pois é, sejam dividas feitas em 1500, sejam concessões e privatizações em 2012, tempo inteiro o POVO nação, através do Estado burgues, nos sangra diuturnamente.

    Com todo respeito.

    Saudações Socialistas

    Mário SF Alves

    26 de agosto de 2012 às 08h49

    Índio Tupi, ainda bem que vocês aí do Alto Xingu deram uma pequena pausa na pescaria. Obrigado. Esclarecimento oportuno. E… “sociólogo da dependência” foi demais. Um achado.

paulo roberto

21 de agosto de 2012 às 12h26

“a antinomia Estado versus mercado é imprópria e prejudicial: não há administração estatal eficiente sem utilizar os mecanismos de mercado, e não há mecanismo de mercado que possa funcionar sem as garantias de um Estado suficientemente forte para controlá-lo.”

Delfim Neto, no Conversa Afiada.

Responder

henrique de oliveira

21 de agosto de 2012 às 12h16

Pelo amor de Deus , conceção não é privatizar.
A privatização é um sinal de incompetencia administrativa e de entreguismo das riquesas , já a conseção voce aluga para a iniciativa privada as coisas que o governo acha que precisam de aceleração mas não é prioridade.

Responder

    assalariado.

    21 de agosto de 2012 às 14h12

    Henrique, mostremos para os da social democracia as suas contradições. Voce foi curto e grosso. Excelente! Excelente!

    Abraços Socialistas.

    Dialética

    21 de agosto de 2012 às 14h55

    A gente está falando não de nomes mas de conteúdos.

    Julio Silveira

    21 de agosto de 2012 às 18h02

    O pior cego é o que não quer enxergar. Me explica, o governo pega os impostos publicos, pagos para criar a infra estrutura, cria a infra estrutura e depois aluga para uma pequena parte da iniciativa privada explorar os cidadãos, os financiadores disso. Com a prerrogativa de pagarem uma participação para o governo, para poder manter esse circulo vicioso de exploração e repasse para uns poucos escolhidos. Isso, para mim, não é coisa de socialismo, nem social democracia, isso é expoliar a fraqueza dos cidadãos, e não tem justificativa. Quem se diz socialista devia ter vergonha de defender essa bandeira.

Carlos J. R. Araújo

21 de agosto de 2012 às 12h06

Se o autor do troço é do PSOL, tá explicado. Os “psoleiros” são esquerdas de fachada e, ao que parece e este senhor apenas acrescenta, nada entendem de privatizações, concessões e economia estatal. Também, pudera: é só olhar os seus ridículos personagens políticos, inclusive as duas ex-candidatas à Presidência.

Responder

lulipe

21 de agosto de 2012 às 11h51

Sem falar no tratamento dado aos servidores federais pelo governo Dilma.Mais de 30 categorias em greve.Ontem,pela primeira vez em mais de 80 anos, a PRF entrou em greve.E viva o PT!!!!

Responder

    paulo roberto

    21 de agosto de 2012 às 12h34

    Brilhante comentário, absolutamente pertinente ao tema, digno da coluna do Reinaldo Cabeção.

    MARCELO

    22 de agosto de 2012 às 12h40

    É piada dizer que “a direita está contra Dilma”.Eu molho
    minha cueca de xixi de tanto rir.O Sarney é de esquerda???

Made in Chorrochó

21 de agosto de 2012 às 11h38

As pessoas do mundo político são diferentes apenas no RG e CPF,as ações são sempre voltadas para as classes dominantes de sempre,que se perpetua às custas dos cofres públicos(desde a época do império). O PIG que o diga.

Responder

Valdeci Elias

21 de agosto de 2012 às 11h25

Não se pode comparar o roubo e a lapidação do patrimônio publico, na era FHC, com o plano de Concessão de Dilma.

Responder

Lucy

21 de agosto de 2012 às 11h25

Gostaria de perguntar ao João Ribeiro qual seria, então, o “esquerdismo” que não naufragou e do qual ele seria supostamente adepto, aquele que não se diferencia da direita?

Responder

Eduardo Guimarães

21 de agosto de 2012 às 10h56

Acho um exercício de irrealismo político dizer que as concessões são guinada conservadora. Conservador é manter o país sem infraestrutura enquanto cumpre o interminável rosário de obtenção de licenças de todos os tipos para fazer um projeto dessa envergadura avançar. É produto do distanciamento da realidade de governar um país como este. Enquanto fazem masturbação ideológica, porém, o país real requer avanços e o pacote de obras de Dilma caminha no sentido de atender ao que o país requer.

Responder

    George Matos

    21 de agosto de 2012 às 11h33

    Se fosse um governo tucano, você não estaria defendendo as medidas adotas, estaria dizendo que era “privataria”. Se o governo/estado dispõe dos recursos para realização das obras, por que transferí-los à iniciativa privada para que realize as obras e depois ainda cobrem pelo uso?

    Jose Mario HRP

    21 de agosto de 2012 às 12h11

    Fala isso para os trabalhadores portuários avulsos que vão ficar sem trabalho com a privatização dos portos e para os que perderão direitos trabalhistas com a “flexibilização” da CLT!

    André Dantas

    21 de agosto de 2012 às 13h57

    Interessante é que o Eduardo Guimarães, quando do funesto Governo FHC, entendia que “concessão” na telefonia era “privatização”, inclusive num texto sobre a Privataria Tucana mostra pesquisa em que 62% da população era contra a privatização de serviços públicos e entre estes ele coloca a gestão das estradas. Agora parece que nada disso é relevante ante o “realismo político”.
    Fala em “manter o país sem infraestrutura enquanto cumpre o interminável rosário de obtenção de licenças de todos os tipos para fazer um projeto dessa envergadura avançar”. Ora as empresas privadas tem meios de conseguir essas licenças de que o Poder Público não dispõe? As regras que “facilitem o desenvolvimento” só podem se aplicar ao setor privado?
    Interessante que hoje pensar diferente, criticar medidas tomadas pelo Governo, é “masturbação ideológica”, mas na época das últimas campanhas eleitorais para a Presidência da República levantar a bandeira contra as privatizações, contra o neoliberalismo, contra o conservadorismo retrógrado da direita brasileira, nada disso era masturbação mental – era a esperança vendendo o medo.
    Interessante ainda que o está subliminarmente dito é que o Brasil precisa da “dinâmica” da “iniciativa” (sic) privada que o Estado não tem. Diz que o Brasil precisa “avançar” e rápido e que isso só é possível por meio da “iniciativa” privada que, paradoxalmente, não tem nenhum projeto de desenvolvimento sem associação direta ou indireta com o Estado. E o que é isso além de ideologia? Pior, ideologia ultrapassada, vencida pelas evidências não só no Brasil como na Europa e nos EUA.
    O Brasil realmente precisa de avanços, mas o Governo Dilma escolheu o caminho errado.

    lulipe

    21 de agosto de 2012 às 18h31

    Como são volúveis estes petistas!!!

    Julio Silveira

    22 de agosto de 2012 às 07h30

    Por que como os tucanofilos, os demoniacos, os pepetrampistas, os latifundiocomunistas, os psolunistas, os pdantistas, e seus correlatos, os ptrampistas, são fruto de uma legislação que permite, sem consequência, que atores de quinta categoria façam representações teatrais se dizendo representantes dos cidadãos brasileiros, tomando de assalto um espaço que no Brasil se precinde de verdade, realismo e gente séria, que é o congresso, com isso replicando como ondas os resultados de inconsequências funestas por todos os poderes.

Marcelo de Matos

21 de agosto de 2012 às 10h56

“Portanto agora, ao recorrer, com dinheiro público, a uma política privatista de longo prazo, Dilma Rousseff trai os seus compromissos de campanha e a confiança de muitos daqueles que acreditaram em sua palavra”. Pois eu não me sinto nem um pouco traído pelas concessões dilmistas ao setor privado. Sentir-me-ia traído, sim, se ela ressuscitasse elefantes brancos como a Engesa, empresa fabricante de armas sustentada pela ditadura que deu um calote de mais de 2 bilhões de dólares no governo. As parcerias público-privadas estavam dentro do script: se não expressamente previstas nos estatutos do PT, ninguém duvidava de que seriam postas em prática, já que Lula subscreveu a “Carta aos Brasileiros” que muitos de nossos correligionários, ou companheiros, teimam em ignorar. Psóis e Pstus continuarão a brandir o tacape do anti-privatismo contra o PT, mas, não conseguirão com isso abater o ânimo dos que confiam em Dilma. E olha que somos quase oitenta por cento dos eleitores.

Responder

    tiago carneiro

    21 de agosto de 2012 às 13h53

    Pois se você nao se sente traído, é mais um dos pseudoesquerdistas que não são dignos de carregar a estrela no peito. Só isso. Sentir-se representado por uma criptotucana que azeita os bolsos dos ricaços e oprime os funcionários, sob argumentos de uma crise, também é sem chance…

João Ribeiro

21 de agosto de 2012 às 10h39

A presidente está coberta de razão ao fazer este programa para recuperar e retomar investimentos em infra-estrutura e logística. Não há nada de privatista no programa e é preciso coadunar investimentos públicos e privados. O artigo é tacanho de um esquerdismo que já naufragou faz tempo.

Responder

Júlio de Bem

21 de agosto de 2012 às 10h37

Mauricio Caleiro + Psol. A esquerda que a direita e os golpistas adoram.

Responder

    Lucas Gordon

    21 de agosto de 2012 às 12h31

    eu acho mesmo é que a tal esquerda que a direita gosta é essa praticada pela Dilma, a esquerda que tem mais a ver com gerenciar o Estado do que defender o trabalhador. Quem precisa de direita com uma esquerda assim??

    Scan

    21 de agosto de 2012 às 15h16

    Perfeita colocação, Lucas.
    []’s

    CarmenLya

    21 de agosto de 2012 às 21h25

    Lucas…concordo. Essa é a esquerda que se apresenta como defensora do trabalhador mas exerce sempre a “servidão voluntária” aos patrões. Esses petistas atuais desconhecem a própria história do partido…tudo que dizem hoje sobre o PSOL era o que diziam quando PT se recusou a assinar a constituição de 1988, ou quando expulsou Bete Mendes e Airton Soares porque compareceram ao Colégio Eleitoral e votaram em Tancredo Neves. Desconhecer a história faz com que repitam as mesmas atitudes da direita no século XX!!!!! Essa esquerda atual é muito desinformada…aposto que nunca leram Marx. Sinceramente, cada dia fico mais desiludida.

    lia vinhas

    21 de agosto de 2012 às 13h58

    Como dizia um amigo latino de lingua espanhola: Como a Terra é redonda,quando a esquerda vai muito para a esquerda acaba se encontrando com a direita. O texto é de uma visão tõao estreita que cansa lê-lo até o fim. Talvez o autor e seus apoiadores preferissem estar sendo ou voltar a ser governados pelos tucano-demos, ou seja, antes estar nas profundezas do inferno do que ser governado mal ou bem pelo terrível inimigo, o PT (que, aliás, não governa sozinho, não é mesm?).

    assalariado.

    21 de agosto de 2012 às 15h31

    Cara Lia Vinhas, este ditado tem duas navalhas. A terra é redonda para todos os tipos de tendencias ideológicas. E ‘esquerda’ que tem viés de direita, acaba sentado no colo dela. Qualquer semelhança, não é mera concidência. Por isso, como já falei por aqui, o mal de quem entende o socialismo marxista como uma proposta de partido único pela esquerda, estará condenado a entregar o poder para a burguesia neoliberal. Quer exemplos?

    Abraços Fraternos.


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