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Diário da Resistência


Artur Henrique: Não vamos esperar que os “outros” façam o que temos de fazer
Artur Henrique: "Cabe aos partidos, em especial ao PT, pressionar para que o Poder Executivo, caso insista em não ajudar, que pelo menos não atrapalhe mais do que já vem fazendo em relação a esse tema"
Política

Artur Henrique: Não vamos esperar que os “outros” façam o que temos de fazer


28/03/2013 - 10h14

Artur Henrique: "cabe aos partidos, em especial ao PT, pressionar para que o Poder Executivo, caso insista em não ajudar, que pelo menos não atrapalhe mais do que já vem fazendo em relação a esse tema"

Artur Henrique: "Cabe aos partidos, em especial ao PT, pressionar para que o Poder Executivo, caso insista em não ajudar, que pelo menos não atrapalhe mais do que já vem fazendo em relação a esse tema"

por Artur Henrique da Silva Santos

O debate envolvendo o tema da democratização da mídia, após as declarações do ministro das Comunicações de que o Executivo não iria encaminhar projeto para regulamentar os artigos da Constituição de 88, que tratam desse tema, nos levam a refletir primeiro sobre as possíveis razões para essa decisão, mas, também, e talvez o mais importante, seja discutir o que fazer.

Em relação às possíveis razões – se é que podemos falar de razoabilidade nesse caso – só consigo enxergar um motivo: na arena da disputa política (ou da guerra) costuma-se dizer que não devemos abrir muitas frentes contra o inimigo ou adversário sob pena de ele se rearticular por seus interesses ou de se defender para depois contra-atacar.

Nessa “lógica”, o enfrentamento ao sistema financeiro, com a ação correta e firme do governo da Presidenta Dilma contra as altas taxas de juros, e também a luta em favor da redução das tarifas de energia elétrica, se opondo a empresas e alguns Estados governados pela direita e pelos neoliberais (que de “neo” não têm nada), poderiam ser usados para tentar justificar a decisão do governo, ou parte dela, de que não deveríamos abrir outra frente de luta, de enfrentamento, agora com os poucos, mas poderosos, donos dos meios de comunicação no Brasil. Seria talvez um risco para as eleições de 2014.

Mas fico me perguntando. O que mais eles podem fazer? Já não há exemplos suficientes nos últimos dez anos? O que eles fizeram com Lula, Presidente da Republica, em 2005?! E com o Julgamento da Ação Penal 470?! E com a Presidenta Dilma, também?!

Primeiro, disseram que ela era muito melhor do que Lula, mais competente, mais “gerente”, mais eficiente. Depois, quando viram que não conseguiram colocar um contra o outro, resolveram, por intermédio de um julgamento midiático e sem provas, tentar colar a corrupção na imagem do PT e do Lula. Também não alcançaram êxito, já que o PT foi o partido mais bem votado nas eleições municipais de 2012 e é o Partido que tem a maior preferência do eleitorado brasileiro.

Com o fracasso (por enquanto) de mais essa tentativa de inviabilizar o governo e barrar as chances eleitorais do PT em 2014 e nos anos seguintes (sim, essas tentativas não serão interrompidas; talvez, modificadas em sua forma), agora os meios de comunicação partiram para desqualificar a Dilma, o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) e promovem todos os dias “noticias” para dividir os partidos aliados da base do Governo.

Ou seja, o que mais “eles” podem fazer? Ou ainda, o que mais nós devemos temer ante a necessidade de enfrentamento?

Muito menos do que ficar discutindo, entre nós, o acerto ou não dessa provável avaliação do governo de que não seria hora de abrir novas frentes de combate (digo provável porque não sei ao certo o que se passa na mente daqueles que se ocupam do tema no Executivo), acredito que o mais importante nesse momento seria concentrar os nossos esforços na campanha e na mobilização da sociedade para regulamentar os artigos da constituição e democratizar a mídia no Brasil.

Cabe ao movimento social, ao movimento sindical e aos partidos políticos comprometidos com essa mudança, que é fundamental para fortalecer a democracia brasileira (junto com a reforma política), arregaçar as mangas e agora, mais do que nunca, fortalecer a nossa unidade, ampliar as alianças e partir para uma mobilização de massa que pressione o parlamento a votar aquilo que a maioria do povo quer que se vote neste pais.

Cada jornal de sindicato, de movimento social, cada rede social, cada rádio comunitária, cada TV web, etc., tem de colocar esse tema como fundamental nas suas publicações como forma de sensibilizar a sua base para importância de fortalecer a luta por transformações sociais e políticas.

Alguns passos importantes estão em curso, como o projeto de nossa Rede Brasil Atual. Mas ainda é preciso que o conjunto dos movimentos coloquem esse tema como parte permanente de suas campanhas e mobilizações. Nesse sentido, o fato de nosso 1º de Maio que será comemorado em São Bernardo ter adotado como lema a democratização das comunicações merece ser saudado.

E cabe aos partidos, em especial ao PT, pressionar para que o Poder Executivo, caso insista em não ajudar, que pelo menos não atrapalhe mais do que já vem fazendo em relação a esse tema.

Artur Henrique da Silva Santos é secretário adjunto de Relações Internacionais da CUT e presidente do Instituto de Cooperação da CUT.

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31 comentários

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Reinaldo José Mercador Dantas

29 de março de 2013 às 18h47

Urgente. Democratizar a mídia. Tenho dito

Responder

Tomudjim

29 de março de 2013 às 12h08

No mar, o peixe, na terra, o pão.
Paremos, então, de crucificarmos nossos próprios deuses.
Quando Abrão desceu do monte, lá embaixo tinha uma festa rave.
Portanto, abrolhos, pessoal!

Responder

Ricardo Galvão

29 de março de 2013 às 10h07

Concordo com o texto, e vou além. O governo tá superistimando um problema real, que é a correlação de forças no Congresso, pra justificar TODO um retrocesso na política de comunicações e compromissos com a democracia, quando, na verdade, se falasse sério, não atrelaria uma coisa a outra. É fato que no forum Congresso Nacional ainda graça o descompromisso e conservadorismo, pra dizer o mínimo, ficando quase impossível passar quaisquer propostas de mudanças que vá de econtro aos interesses políticos e econômicos da maioria parlamentar, como já comentadas tentativas recentes fracassadas de mudanças do Código Florestal e outroso. Mas tudo isso não justifica a SECOM continuar alimentando o privilégio das verbas publicas para os grandes veículos, o conservadorismos e embaraços para as rádios comunitárias, blogs e impressos alternativos etc, nem justifica também a promiscuidade política com as teles. O que tá ficando evidente é que o problema não é de flexão tática diante de uma situação desfavorável, mas sim de opção política, ideal de sociedade com o tal ‘mercado’ tendo um pápel estratégico nas políticas de estado. Isso pra mim é o discurso, e prática, neoliberal recriados. Eo PT, PCdoB, PSB etc, na prática, legitimam isso, quando se limitam a fazerem críticas pontuais em vez de pautarem essa questão como prioridade nacional, o que demandaria envolver todos os parlamentares, governantes e movimentos sociais que dirigem, em todos os entes federados, pra darem respostas de Partidos. Como isso não acontece, o neoliberalismo avança agora, desgraçadamente, pelas mãos dos governos “autônomos” (da sociedade)comandados pela “esquerda”.

Responder

Messias Macedo

29 de março de 2013 às 09h01

… Concordo e faço minhas as palavras do Arthur Henrique: “Mas fico me perguntando. O que mais eles podem fazer? Já não há exemplos suficientes nos últimos dez anos? O que eles fizeram com Lula, Presidente da Republica, em 2005?! E com o Julgamento da Ação Penal 470?! E com a Presidenta Dilma, também?!”…
… O estoque de malevolências, imprecações, ignomínias… Não cessarão: *’é da natureza do PIG’!… O Paulo Bernardo é um homem do sistema! Para um carreirista, o status quo é perfumaria, adorno para um mundo do qual ele é um beneficiário, e ponto final! Ponto final, vírgula(!): não serão os Paulos Bernardos e os **(In)Felicianos da vida (S)errante que nos irão indicar o caminho, as formas da lídima ***luta civilizatória!…
*Ao pastor homofóbico Marco Feliciano que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara resta um defensor: ele mesmo, o blogueiro neocon Reinaldo Azevedo “da ‘veja'”!; uma ilha deserta faria bem aos dois?
29 DE MARÇO DE 2013 ÀS 06:18
em http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/97441/Reinaldo-%C3%A9-o-%C3%BAnico-aliado-que-restou-a-Feliciano.htm
[A foto “dos dois” é um primor – (a)de(n)do sujo nosso!]
**cobra apoio do PT para permanecer no cargo; caso contrário, “Dilma começa a jogar fora o apoio dos evangélicos, que não é pequeno, para a reeleição em 2014″, afirma o crápula!…
***”o mais importante nesse momento seria concentrar os nossos esforços na campanha e na mobilização da sociedade para regulamentar os artigos da constituição e democratizar a mídia no Brasil.” Arthur Henrique da Silva Santos

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO [depende de nós!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    Messias Macedo

    29 de março de 2013 às 09h48

    errata desprezível: … O estoque de malevolências, imprecações, ignomínias… Não cessará: *’é da natureza do PIG’!… [… (O estoque) Não cessará…]

    Respeitosas, democráticas e civilizatórias saudações,

    BRASIL (QUASE-)NAÇÃO [depende de nós!]
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

Moacir Moreira

29 de março de 2013 às 08h44

“O PT engordou da ditadura.”

Leonel Brizola

“O PT é a esquerda que a direita gosta.”

Darcy Ribeiro

Responder

ricardo silveira

28 de março de 2013 às 23h41

Por que o PT, com participação da CUT, não usa a tv aberta para falar aos brasileiros sobre o inconstitucional monopólio dos meios de comunicação e o seu significado de castração da cidadania dos brasileiros.

Responder

assalariado.

28 de março de 2013 às 22h46

E por falar em fazer trabalho de base, que é o nome politico, que o Sr. Artur Henrique propõe, para acordar e fermentar as massas, que tal este vídeo sobre cultuar musical RAP, como exemplo? Aqui em casa tenho uma laje imensa, estou tentando combinar com minhas filhas e companheiros um possível trabalho de base na minha. De repente!!

Endereço do vídeo:http://globotv.globo.com/globocom/bom-dia-cidade-sao-carlosararaquara/v/laje-da-zona-sul-de-sao-paulo-vira-cinema-com-direito-a-pipoca-a-cada-15-dias/2480676/

Abraços.

Responder

Sagarana

28 de março de 2013 às 22h36

Tudo isso acontecendo e ninguém sabe onde está o “bispo”. Cruzes!

Responder

assalariado.

28 de março de 2013 às 22h22

UFA!! Até que enfim, resolveram avisar o povo. Afinal de contas para que servem as gráficas parlamentares e sindicais e a dinheirama arrecadada, pelos partidos e sindicatos, que se dizem defensores dos assalariados e os explorados da nação? Outro dia, comentei por aqui que, as ditas esquerdas tem trocentos assessores, tem parlamentares, tem partidos e centrais sindicais para colocar um jornal/ panfletos nas ruas, para fazermos contrapé com a mídia da burguesia patronal. Isso sem falar de alguns dos blogs “sujos”, que jogam de fato e de direito, em favor do povo humilhado pela burguesia patronal.

Não esta difícil construir nossa (HEGEMONIA) politica nas ruas e o congresso nacional em 2014, em favor dos explorados da nação. Devemos, por uma questão futura de (HEGEMONIA) próxima, mostrar para o povo as contradições e manipulações do braço patronal em forma de “liberdade de imprensa, em detrimento da liberdade de informação. Chega de ficarmos trancados dentro dos gabinetes partidários e sindicais e, ou embaixo das saias da Dona Dilma.

As esquerdas precisam, urgente, quebrar esta barreira psicológica que a imprensa burguesa e seus aliados políticos, colocaram nos cérebros das multidões e do povo de que, a militância partidária de um povo se da a cada 2 anos eleitorais. A (HEGEMONIA) politica dos explorados sobre os exploradores, não se faz, da noite para o dia. Mãos a obra!

Saudações Socialistas.

Responder

Jcm

28 de março de 2013 às 19h23

O governo, via BNDES, incentiva a compra ou fusão de tanta porcaria no Brasil, por que não incentiva/força a compra de uma rede já feita, como o SBT, a REde TV, etc… para que alguém, um pouco mais decente, que faça jornalismo de verdade ? Ou ele mesmo, compra a tal rede e a torna pública ?

Até hoje o que fizeram: tvs públicas que não passam em canais abertos.! É brincadeira!

Responder

    Cibele

    29 de março de 2013 às 01h44

    Falou tudo, é um absurdo não passarem a TV Brasil e a NBR em sinal aberto. Assisto na TV paga e gosto muito. Absurdo total. Grande democracia das porcarias privadas. Na boa, é muito lixo tóxico…

    Moacir Moreira

    29 de março de 2013 às 08h45

    Comprar?!?

    Tem que confiscar e meter esses bandidos na cadeia para que aprendam a trabalhar com uma enxada.

Fabio Passos

28 de março de 2013 às 18h33

E isso.
Se o governo nao tem coragem e capacidade de seguir os anseios da sociedade definidos na Confecom… que pelo menos tire o bunda-mole do min das comunicacoes da frente e deixe a sociedade enfrentar os oligarcas do PiG.

Responder

FrancoAtirador

28 de março de 2013 às 15h58

.
.
Como disse um plantador no pomar:
“Tem hora certa pra fruta amadurecê.
E aí então vâmo colhê de barde!”
.
.

Responder

Marcio

28 de março de 2013 às 15h19

A “nossa” Rede Brasil Atual, não é a mesma que demitiu uma jornalista, para atender aos reclamos de um oficial militar, questionado por ela em reportagem?? Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço, é isso cidadão???

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jaime

28 de março de 2013 às 14h48

É muita ingratidão! Quanta falsidade! Depois de ter sido tão bem recebida no programa da Ana Maria Braga, depois de quebrar todos aqueles ovos… Depois de ter garantido a eles que não ia mexer com a liberdade de imprensa deles. Pô, isso magoa. Paulo Bernardo, vê se entrega logo o que sobrou, senão tô vendo que não vou ter paz.

Responder

zé eduardo

28 de março de 2013 às 14h26

Esse é o caminho, com certeza. Embora cada um dando o passo de acordo com o tamanho de suas pernas, juntos seremos passeata. E cada um que estiver em algum veiculo de comunicação, de preferência programas ao vivo que não podem ser editados, em qualquer âmbito e qualquer debate, sempre fazer uma pausa para alertar os ouvintes e telespectadores sobre a importância de discutir sobre a liberdade de expressão, sobre a democratização e dos meios de comunicação, sobre a importância de um marco regulador.

Responder

maria olimpia

28 de março de 2013 às 13h53

Podemos e DEVEMOS fazer a parte que nos cabe! Conte comigo!

Responder

Neotupi

28 de março de 2013 às 13h38

Acho que apesar desse argumento de nova frente de combate também ter lógica, o maior problema é outro bem mais óbvio.
O que aconteceria se Dilma mandasse uma Lei dos Meios hoje para o Congresso?
O mesmo que aconteceu com o código florestal. Os 80% do Congresso aliado (ou temente) ao PIG fariam uma farra e tirariam e colocariam as emendas que o Florisbal, o Merval et caterva quisessem, do jeito que eles mandassem colocar, e o PMDB, PP, PR, PTB, PSDB, DEM, PPS, parte do PSB e PDT, etc ainda saíram em posição de cobrar favor à Globo. A Lei dos Meios acabaria saindo a cara da Globo, da Veja. E Dilma ainda sairia queimada por esse monstro que sairia do Congresso, mesmo vetando e tendo o veto derrubado. Certeza absoluta de tiro no pé.
Acho que Dilma (e Paulo Bernardo) estão enxergando o óbvio. Só não podem dizer porque em política não se conta aos outros suas vulnerabilidades (outra coisa óbvia).
Rafael Correa (Equador) no ano passado tentou passar sua lei dos meios lá, calculava ter 60 votos contra 61 no parlamento, e não conseguiu aprovar (não sei se adiou ou perdeu a votação, acho que adiou). Nas eleições deste ano conseguiu maioria no parlamento, e agora parece que passa.

Responder

    Mário SF Alves

    29 de março de 2013 às 00h40

    Prezado Neotupi,
    É certo que parte do campo da reflexão passa por aí. E até aí, seu diagnóstico é preciso. Resta saber se o Brasil pode mais. Resta saber se com essa importante análise esgota-se o citado campo. Resta saber se a realidade é tão castradora a ponto de não restar ao Brasil estratégias capazes de democratizar a mídia.

    Neotupi

    29 de março de 2013 às 18h58

    Caro Mário, acho que tem que mudar a estratégia. Primeiro separar projetos que são diferentes. Regulamentar radiofusão é uma coisa, direito de resposta é outra, neutralidade da internet é outra, fomento de pequenas empresas de mídia com cotas de verbas governamentais é outra. Misturar tudo, só dificulta aprovar cada uma delas. Segundo, os partidos (PT e PCdoB) tomarem a frente e fazerem um texto de lei (em vez de ficar pedindo para o governo fazer) claro, para todos entenderem o que exatamente estamos defendendo, e anular as críticas sobre censura. Terceiro, transformar em movimento suprapartidário, para não ficar uma coisa PT x mídia, e sim uma demanda de toda a sociedade. Quarto, debater em todas as faculdades de jornalismo do Brasil, porque são os estudantes de hoje que terão mais empregos se a mídia for democratizada, se tiver mais veículos de comunicação fortes em vez de meia dúzia de famílias. São os primeiros aliados em massa que podemos ter. Em paralelo os partidos devem buscar construir maiorias no Congresso sobre as partes que dá para passar, conversando com cada um dos deputados que possam ser convencidos.

Nilson

28 de março de 2013 às 12h12

Como dizem os jovens, demoro!
Não deixem essa pornografia continuar acontecendo.

Responder

Roberto Locatelli

28 de março de 2013 às 11h51

EXCELENTE matéria.

Não acho que a recusa do governo de tratar do tema seja estratégia de evitar abrir “novas frentes”. Há mais coisas por trás dessa atitude.

Basta lembrar que o ministro das teles, Paulo Bernardo – que não comparece a encontros de blogueiros – veio a São Paulo para tentar fazer o prefeito Haddad desistir de implantar banda larga gratuita em São Paulo. Agiu como advogado das teles, e não como ministro de estado.

Depois do sr. Bernardo ter feito isso, Dilma o mantém como ministro. Então, supomos que ela concorda com a atitude dele.

O governo Dilma se recusa a investir na universalização da banda larga, e se recusa a abrir a discussão sobre democratização da mídia.

Então, nós travaremos essa luta sem o governo. E, talvez, contra o governo.

Responder

    jaime

    28 de março de 2013 às 14h41

    Também não acho que se esteja evitando abrir nova frente. A mim parece que está sendo garantida uma voz de apoio à política de governo dela, especificamente à continuação da prática privatizante, entre outras. Assim, a grande mídia a defende, ou pelo menos ameniza, e a “pequena mídia” também a defende, por outras razões.

    Roberto Locatelli

    29 de março de 2013 às 02h30

    A mídia a defende? Jaime, a carcomídia quer LINCHAR Dilma por causa da redução dos juros bancários, redução da conta de luz aumento da renda do trabalhador.

    A carcomídia representa e defende banqueiros, rentistas e especuladores.

    Moacir Moreira

    29 de março de 2013 às 08h54

    O monopólio da informação é a única maneira da classe média hipócrita, racista, golpista e elitista permanecer no poder e continuar ditando as tendências da moda, como bem lembrou recente artigo publicado neste blog a respeito da importância da publicidade na manipulação das massas, segundo estudos de Sigmund Freud.

    Tire o monopólio da informação das mãos da direita e a casa cai, pois o rei ficará nu.

Ronaldo Curitiba

28 de março de 2013 às 11h46

Opa, finalmente uma atitude marcante em relação à democratização da informação.

É uma luz esta decisão da CUT de destacar o tema aproveitando o 1º de Maio em São Bernardo.

Mas neste evento é essencial que a CUT e apoiadores coloquem os “pingos nos iis” e deem “nomes aos bois” citando os orgãos de comunicação manipuladores e suas manobras para confundir e influenciar os cidadãos.

Já que não posso contar com os governantes e políticos espero que a CUT tenha sucesso em sua manifestação. Esta guerra é de todos nós.

Parabéns CUT, conte com meu apoio.

Responder

J Souza

28 de março de 2013 às 10h54

Quanto a Globo recebe por suas “franquias” de concessões públicas espalhadas pelo país?

A Globo reparte com suas “franquias” a verba publicitária que recebe do governo federal?

Responder

Ted Tarantula

28 de março de 2013 às 10h36

Sensatez afinal…pq parece óbvio que só a esquerda midiática acredita no imenso poder da mídia tradicional, já que todo o fuzuê que apronta não tira um voto sequer da presidente, que continua a favorita absoluta para a próxima eleição, e crescendo..(então pq a fixação dos blogs “libertários” por esse tema? será que não vêem o que qualquer um vê??
aí é um pouco chato de falar mas o que existe mesmo é uma disputa por “verbas publicitarias”..uma questão de concorrência de quem está no mesmo ramo mas em lados opostos…todos querem o que todos querem, o faz-me rir $$$$$$$$)

Responder

    Moacir Moreira

    29 de março de 2013 às 08h59

    Sem o apoio do Sistema Veja-Globo Lula e Dilma seriam dois completos desconhecidos até hoje.

    Jamais subestime o poder oculto do monopólio da informação.


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