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Afeganistão: Ainda não é o helicóptero no telhado da embaixada


26/02/2012 - 16h54

Ainda não é o helicóptero norte-americano deixando, às pressas, o telhado da embaixada em Cabul, como naquela fuga histórica do Vietnã. Mas os sinais apontam nessa direção. Mais uma invasão desastrosa que as manifestações nas ruas do Afeganistão, agora, e a morte de dois oficiais norte-americanos, dentro de uma área segura de Cabul (o Ministério do Interior), evidenciam: a guerra não tem futuro e a ocupação não tem resultado positivo possível.

Um homem ainda não identificado disparou e matou os dois militares norte-americanos que fazem parte de um exército de “conselheiros”. Militares ocidentais que “ensinam” aos afegãos as táticas e estratégias necessárias para assumir o controle da segurança no país. Parece que os alunos estão, primeiro, tentando expulsar o invasor.

Imediatamente, o comando da OTAN retirou dos ministérios e representações governamentais todos os seus “conselheiros”. Os únicos afegãos que têm acesso à sala onde os norte-americanos foram mortos são tradutores.

Agora, quem é o estrangeiro que está seguro no país? Centenas dos tais conselheiros foram chamadas de volta às bases militares até a situação se acalmar. No New York Times, todo cuidado para não transformar a tensão em disputa entre afegãos e norte-americanos. É engraçado… As matérias se referem sempre às tropas da OTAN enquanto, nas ruas, os gritos são de “Morte aos norte-americanos”. Alguém duvida que Washington comanda essa missão?

É a mania por aqui: mudar a maneira de falar de algo para ver se a realidade se acomoda ao novo vocabulário.

Em maio, o presidente Barack Obama anuncia, em Chicago, durante reunião da OTAN, a estratégia de retirada do Afeganistão. A guerra que ele transformou no grande conflito militar do governo Obama terá, finalmente, um calendário rumo ao fim. E agora, dizem os especialistas dos jornais norte-americanos, quanto mais rápido as tropas deixarem o Afeganistão, melhor.

Porém, Obama fica com um dilema. Se sair correndo demais, pode deixar uma impressão ruim. Mas tem um trunfo para apresentar ao eleitorado. Aconteça o que acontecer no Afeganistão daqui em diante, foi o governo Obama que encontrou e executou Osama Bin Laden. Por mais ilegal que se possa considerar a operação e a execução de um possível prisioneiro sem julgamento, para os norte-americanos não importa. Eles se sentiram vingados e, durante algumas semanas, Obama até experimentou uma alta nos índices de popularidade. Como político esperto que é, ele sabe que o caos no Afeganistão não vai atrapalhar o resultado das urnas. Especialmente se ele puder posar ao lado de soldados a caminho de casa e, mais para o fim do ano, perto das eleições, divulgar as fotos de Bin Laden morto. Um assunto que está sendo discutido nos corredores da Casa Branca.

Há dez anos, os norte-americanos invadiram o Afeganistão e celebraram a queda dos Talibã. Agora, nas ruas, a bandeira do Talibã reaparece, em várias manifestações de ódio aos invasores que urinam sobre os cadáveres do inimigo, colecionam dedos de rebeldes, lançam mísseis em festas de casamento, matam homens, mulheres e crianças. E o que funcionou como gota d’água: queimam o livro sagrado. Foi assim que a revolta começou na semana passada: várias cópias do Corão foram encontradas, queimadas, no lixo da maior base militar norte-americana no país.

É apenas a confirmação da face tão conhecida do império. Depois de uma década em país alheio, a incapacidade de compreender a cultura e os costumes do outro mais uma vez traz problemas para a superpotência. A ideia de que a força militar seria capaz de controlar outro país mais uma vez vai para o ralo, se juntar a tantas outras iniciativas historicamente desastradas.

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48 comentários

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Luca K

27 de fevereiro de 2012 às 17h10

A versão do governo americano sobre o 11 de Set. é FALSA. Quando se conhece os fatos, chega até a ser ridícula.
Vejam engenheros, arquitetos e outros especialistas falando sobre o assunto neste documentario. Infelizmente apenas em ingles.
[youtube lw-jzCfa4eQ http://www.youtube.com/watch?v=lw-jzCfa4eQ youtube]

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Bernardino

27 de fevereiro de 2012 às 12h42

O VETNAM se repetira dessa feita com os TALIBANS sem a tradiçao milenar dos orientais,mais patriotas e preparados .So restara aos ciganos Anglo europeus a Africa e A merica Latina,particularmente quem detem recursos naturais como Venezuela e Brasil entre outros.Aqui com esta Imprensa Canalha,corporaçoes idem e populaçao molenga e despolitizada nao sera preciso invasao,eles dominarao à distancia como ja vem ocorrendo desde o imperio atraves da CORJA portuguesa! e que hoje se continua essa que ai está!!!
Sem ARmas nucleares e forças armadas preparadas,eles entram numa boa.È o Fanfarrao chutando Cachorro Morto!!

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augusto

27 de fevereiro de 2012 às 10h42

Ihh! Erramos: onde se lê 'mataram o barbudo chefe no afganistão' leia-se ''no paquistão'.

Responder

oswaldo j. baldo

27 de fevereiro de 2012 às 10h30

O problema não é os EUA ou qualquer outro país e sim a corporações transnacionais e seus interesses que ditam o rumo de tudo. Obama é outro enfeite que vai na onda.
A indústria bélica precisa de pedidos e por ai vai………………

Responder

augusto

27 de fevereiro de 2012 às 09h37

o comentario de G Gessario parece preciso mesmo.
Os estadunidenses lembremos que sempre viveram historicamente de algumas verdades muito marketizadas e muitas lendas convenientes os tem embalado para serem o q sao hoje. Ex. a corrida do ouro 1849, o verdade.mito da liberdade religiosa, a conquista do oeste, o sucesso da construçao do Canal..,.Ex. da lendas convenientes: 'libertaram Cuba nos 1900", 'salvaram a inglaterra na 1ª guerra mundial', 'foram totalmente ''supreendidos" pelos japoneses em pearl harbor e assim mesmo venceram: incineraram hiroshima p/evitar mais derramento de sangue,,
foi do Dia D deles que teria vencido a Alemanha nazista…,salvaram a america latina do comunismo entre 1960 e 90,libertaram dezenas de paises pequenos por ai e finalmente foram subita e vilmente atacados em NY por um bando brancaleone de sequestradores de avioes em 11.9/2001 até que mataram seu barbudo chefe em 2011 no afganistao. Agora estao prestes a libertar mais uns dois satânicos paises por ai.
Pois é.

Responder

Jose Mario HRP

27 de fevereiro de 2012 às 09h36

Lembrem-se só de uma coisa:
A saida do Vietnam foi a saida padrão dos EUA.
Eles saem atirando, e tentando destruir o máximo possivel antes de entregar os pontos.
Muitas vidas ainda vão ser ceifadas e muita desgraça acontecerá antes que admitam não conseguir controlar o afeganistão!

Responder

Alexei_Alves

27 de fevereiro de 2012 às 09h30

Vamos lembrar que mesmo quem acredita na (estranha) estória oficial do onze de setembro sabe que não foi o Taleban que derrubou as torres gêmeas. (da mesma maneira que não foram os palestinos nem os iranianos que realizaram o holocausto). Enquanto isso EUA, Alemanha e Al-Qaeda se aliaram na Libia e agora estão juntos na Siria.
Mundo Esquisito…… tristemente esquisito

Responder

    Luca K

    27 de fevereiro de 2012 às 17h42

    Alemanha não foi na Líbia e não é na Síria um componente importante. Estes são EUA, insurgentes islâmicos, Sionistas, países do CCASG capitaneados pela Arabia Saudita, Inglaterra, França e Turquia. Não necessariamente nessa ordem… quanto à versão oficial do 11/9, não é apenas estranha, é falsa.

    Douglas Kridi

    27 de fevereiro de 2012 às 22h33

    Muito bem lembrado…

augusto

27 de fevereiro de 2012 às 08h57

E lembrar do poder das imagens.
E espalhem pela web e por ai : aquela charge da estatua de liberdade, empunhando um fuzil automatico ao alto: e sendo sobrevoada por aviões de guerra ás centenas.. Porem com um quadro de dialogo desses de historia em quadrinhos, com a estatua falando: "E onde houver mais petróleo, pegaremos"

Responder

Paulo P.

27 de fevereiro de 2012 às 05h31

Perguntinha básica.

'QUANTAS VEZES FOI ANUNCIADA A MORTE DESTE PERSONAGEM – real ou não – CHAMADO BIN LADEN,'

Responder

Arthur Schieck

27 de fevereiro de 2012 às 01h37

A retórica anti-americana contra o imperialismo, neste caso, perde um pouco sua força. Desde o começo, nos dias após os ataques às torres gêmeas, estava claro quem era o autor daquele ataque e onde ele se escondia. Eu particulamente torcia por uma invasão, não para encontrar Bin Ladem, mas para pôr fim ao regime mais cruel do planeta em relação às mulheres.
Mas… quis o destino que o presidente a época fosse aquele retardado, que de tão "burro" conseguiu convencer mais da metade do pais que Bin Laden era na verdade Sadan e que Afeganistão se chamava Iraque.

Responder

    Jorge Nunes

    27 de fevereiro de 2012 às 13h09

    Agora ele conseguiram dar ao Talebã apoio para voltar o poder.

    Não era para os EUA invadirem o Afeganistão com essa retórica hipócrita sendo que o mesmo é aliado da Arábia Saudita, onde as mulheres são tratadas de forma igual.

    Os regimes costumam sempre mudar por dentro obedecendo o momento histórico.

    Luca K

    27 de fevereiro de 2012 às 17h33

    Na mosca Jorge!

    Luca K

    27 de fevereiro de 2012 às 17h07

    Guerras não são travadas por direitos das mulheres ou quaisquer outros. São travadas pelos americanos por motivos geopolíticos e econômicos usando razões humanitárias como desculpa para enganar os idiotas úteis. Não há qualquer prova de que Bin Laden tenha conduzido os ataques do 11 de Set. Bin laden negou envolvimento; Bin Laden sequer constava da página do FBI de procurados. Indagado por jornalista sobre o pq, chefão do FBI declarou(a conversa foi gravada) q nao tinham nenhuma prova. O Taleban nada teve com os atentados do 11 de Set. O plano de invasão do Afeganistão já tinha sido definido antes e os ataques foram o pretexto.
    A verdade sobre os atentados terroristas do 11 de Set precisam ainda ser esclarecidos. A versão oficial do governo é claramente FALSA. Vejam esse curto e excelente docu do jornalista J.Corbett com legendas em espanhol.
    [youtube yuC_4mGTs98&feature=g-vrec&context=G212c7a0RVAAAAAAAAAg http://www.youtube.com/watch?v=yuC_4mGTs98&feature=g-vrec&context=G212c7a0RVAAAAAAAAAg youtube]

Fabio_Passos

26 de fevereiro de 2012 às 22h58

<img src=http://www.salem-news.com/gphotos/1277434013.jpg>

Responder

Moraes

26 de fevereiro de 2012 às 22h47

Excelente Post. As guerras fabricadas pelo governo estadunidense têm como objetivo apenas apossar-se de áreas estratégicas para afirmar um novo traçado geopolítico. Essa insanidade tornou o governo estadunidensea tornar-se o mais cruel de todos os impérios já existentes. E não é só guerra com sofisticadas armas digitais. Há a guerra econômica, como a que acontece na Europa, com a destruição de países. Um verdadeiro "holocausto econômico", como já vi, em vídeo postado no Youtube.Sem esquecer as sanções impostas há mais de 50 anos aos cubans. Essa mesma postura totalitária e intolerante poderá varrer da face da terra o próprio homem. A mída oligárgica tupiniquim cumpre seu papel de repetidora do discurso hegemônico. Mas alguns homens ainda resistem – como nós aqui -, tentando constuir alguma cidadania.

Responder

    augusto

    27 de fevereiro de 2012 às 09h10

    moraes, assino em baixo do comentario. MaS como disse tarso genro, a estrategia da esquerda agora tem que ser mundial, para ser eficiente. A ideia entao foi de alguem de peso na blogosfera começar a divulgar novos acronimos designando a MIDIA CORPORATIVA e a nossa oligarquica,
    (e sem q nada proiba fazer em portugues) um acronimo pra pensar pode ser:
    http://WWW.MMM. ou apenas WWMM [world wide manipulating machine) ou talvez mendacious manipulating machine.
    Cabeça pra pensar alem e 'eme' e 'dabliu' ainda sao intercambiaveis.

Apolônio

26 de fevereiro de 2012 às 22h21

Os EUA vem perdendo no Afeganistão. Ele retirou o Taliban do poder, mas o mesmo não morreu, continua vivo e atuante. Tem vastas regiões do país que é de domínio dos Talebans. Qualquer potência extrangeira pode invadir um país; mas o mais difícil é conquistar esse país. O que os Talebans fazem é o que nós chamamos de guerra de desgaste. Isto não há invasor que suporta por muito tempo. É uma sangria de vidas, de materiais e de dinheiro .

Responder

Fabio_Passos

26 de fevereiro de 2012 às 22h10

<img src=http://arabcartoon.net/cartoons/weklly/2010/02/images/latuf2_102.jpg>

Responder

pperez

26 de fevereiro de 2012 às 21h51

Os americanos não enganam mais a ninguem, querem continuar a tomar e domar o mundo ao estilo new york city, mas não passam de idolos com pés de barro!

Responder

Luiz

26 de fevereiro de 2012 às 19h47

Se foi algum inimigo dos EUA que aprontou essa de queimar os livros, foi uma tática bem ardilosa. Irã?

Responder

    George A.F. Gessário

    26 de fevereiro de 2012 às 20h47

    Na guerra contra o Afeganistão os EUA já tinham radicalizado a população do país contra si no episódio dos ataques ao Camboja, não acho q os EUA precisem de "ajuda" inimiga pra cometer esse tipo de erro…

    George A.F. Gessário

    26 de fevereiro de 2012 às 22h50

    *Na Guerra do Vietnã… Tá aí o problema de não reler os proprios comentários…

    George A.F.Gessário

    27 de fevereiro de 2012 às 16h42

    *Na Guerra do Vietnã – digitei errado.

    Bonifa

    27 de fevereiro de 2012 às 08h09

    Essa é boa. Por tudo no mundo estão agora a culpar o Irã. O rei da Arábia Saudita, de 86 anos, declarou que foi o Irã quem organizou a Primavera Árabe, com o objetivo de desestabilizar os países árabes (estavam muito bem, em sua opinião), conforme se vê aqui: ohttp://www.brasilocal.com/pernambuco/mata_meridional_pernambucana/primavera.html

Porco Rosso

26 de fevereiro de 2012 às 19h33

Na vitória ou na derrota, a indústria armamentista agradece por mais uma guerra; e logo, logo ela agradecerá por outras ainda maiores.

Responder

    renato

    26 de fevereiro de 2012 às 21h27

    O Brasil vende armas de pequeno porte para os paises arabes, e vai muito bem!!!!!! Dá empregos e outras coisitas mais. Não esqueçamos disto, Mas realmente são eles que ganham.

    Pinguim

    26 de fevereiro de 2012 às 23h46

    Caro renato você é yankee? Se não for por favor não cuspa barro!

    Porco Rosso

    27 de fevereiro de 2012 às 16h33

    O Brasil é um excelente aprendiz de superpotência: faz "missões de paz" mandando o Exército a outros países, falta à convocações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, deporta imigrantes de países pobres e desesperados, entre outras norte-americanices.

    Luca K

    27 de fevereiro de 2012 às 17h35

    Muitos lembram do complexo industrial militar mas poucos são os q lembram da indústria financeira q o financia. O capitalismo financeiro baseado em dívida é o câncer q carcome a economia mundial, faz guerras, derruba governos…

Pedro

26 de fevereiro de 2012 às 19h22

Uma derrota americana no Afeganistão é também uma derrota do Serra. Enfraquecimento do império significa que o PSDB fica cada vez mais sem rumo certo.

Responder

    rafael

    27 de fevereiro de 2012 às 10h29

    Santa bobagem batman!

Marat

26 de fevereiro de 2012 às 19h19

Alguns axiomas deste texto:
1) "[…] Parece que os alunos estão, primeiro, tentando expulsar o invasor";
2) "É a mania por aqui: mudar a maneira de falar de algo para ver se a realidade se acomoda ao novo vocabulário";
3) "o governo Obama que encontrou e executou Osama Bin Laden. Por mais ilegal que se possa considerar a operação e a execução de um possível prisioneiro sem julgamento, para os norte-americanos não importa" – Eis aqui uma enorme verdade: eles não ligam se assassinam ou não. Quanto seus opositores fazem isso, eles caem de pau…
Por fim, será muito bom ao mundo que os EEUU e seus caudatários da OTAN sofram derrotas pesadas, pois assim o sentimento de invencibilidade tira um pouco de força desses arrogantes, nos seus futuros rumos à irresponsabilidade.
Resta à China e à Rússia defenderem a democracia, que está ameaçada pelo triste e depravado Ocidente!

Responder

Marcelo

26 de fevereiro de 2012 às 19h13

Vemos aqui, mais um exemplo de reação ao chamado terrorismo de estado, cujo maior praticante são os EUA, e que quase não é divulgado pela mídia brasileira (pq será, né?), exceto alguns, é uma porcaria.

Responder

José X.

26 de fevereiro de 2012 às 19h10

foi o governo Obama que encontrou e executou Osama Bin Laden

Me espanta como a mídia engole a propaganda americana com anzol e tudo…cadê o corpo do bin Laden ? Cadê os vídeos ? Nem uma mísera foto ?
Fala sério hein…

Responder

    Luca K

    27 de fevereiro de 2012 às 16h55

    Exato JoséX. Não só os americanos não mostraram NENHUMA EVIDÊNCIA( ao contrário de líderes da Al-Qaeda mortos no Iraque, filhos do Sadam, etc) da execução como ainda contaram umas 7 versões diferentes dos acontecimentos, típico de quem está mentindo. Lembrando q esse grande líder do terrorismo antiamericano, pra quem acredita nisso, valeria muito mais vivo q morto. De acordo com a versão final os comandos executaram um homem doente e desarmado q poderia ser facilmente capturado vivo e levado pra interrogatório. Agentes importantes da CIA e do FBI, entre outros, afirmaram q Bin Laden teria morrido de causas naturais, estava muito doente, pouco depois da invasão americana ao Afeganistão.

    José X.

    27 de fevereiro de 2012 às 21h01

    Acho que no futuro os historiadores vão se perguntar: meu deus do céu, como é que a mídia conseguiu engolir aquele negócio da "morte" do bin Laden sem absolutamente nada que a comprovasse ? Isso inclusive vai (acho eu) contra todos os princípios do jornalismo. É um negócio surreal.

    Luca K

    28 de fevereiro de 2012 às 16h18

    Mas a mídia é assim mesmo. Não conte com os historiadores tb pois há inúmeros incompetentes, propagandistas, vendidos e ideólogos na profissão. Estão frequentemente mais pra contadores de estórias…
    ;-)

Lu_Witovisk

26 de fevereiro de 2012 às 18h52

AEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!! A-D-O-R-E-I!!! Compartilhado! Pena que americano não aprende… ô raça!

Responder

Bonifa

26 de fevereiro de 2012 às 18h51

E para completar, a OTAN matou oito crianças em um de seus bombardeios errados, deixando o aliado Karsai também furioso, conforme se vê aqui: http://www.lemonde.fr/asie-pacifique/article/2012… Gozado é que estas notícias passam voando pelos sites enquanto a suposta "matança de civis" do governo Sírio já coleciona a gritaria "humanitária" mais ensurdecedora do século. Porquê será?

Responder

    Fabio_Passos

    26 de fevereiro de 2012 às 22h54

    Assassinar civis indiscriminadamente, incluindo velhos, mulheres e crianças é um direito dos ianques… segundo a mídia-lixo-corporativa ocidental.

    Douglaskridi

    27 de fevereiro de 2012 às 22h44

    Excelente colocação Bonifa…

renato

26 de fevereiro de 2012 às 18h39

Se eles estivessem realmente perdendo, não seriam a nação mais rica do mundo. Eles não perderam por uma simples verdade, o Afeganistão não ganhou.
Eles não perderam – Mas quem GANHOU ?

Responder

    João-PR

    26 de fevereiro de 2012 às 21h33

    Renato, é muito estranho que a "nação mais rica do mundo" financie seu déficit com aplicações das reservas internacionais da China Comunista e do Brasil (entre outros).

    Ou seja, caso a China, que tem mais de US$ 1 trillhão aplicado nos EUA pegue seu dinheiro de volta, a "nação mais rica do mundo" quebra, do dia para a noite.

    Acho uma temeridade você afirmar que "o Afeganistão não ganhou". Complemento: não ganhou por enquanto. O Afeganistão será ainda conhecido como o Vietnã Seco! Se os soldados do Tio Sam não saírem de lá por bem, serão expulsos (até porque Washington não tem mais dinheiro para torrar com guerras insanas…lembre-se da China, e de seu trilhão de dólares sustentando a economia dos EUA).

Carlos Ribeiro

26 de fevereiro de 2012 às 17h45

O Talibã triunfará.

Responder

luiz claudio

26 de fevereiro de 2012 às 17h28

Guerra de dominação nunca dá certo,somente tem um jeito de vencer uma guerra,como ROMA fez em cartago,matou todos,queimou tudo,e jogou sal grosso para não nascer nada,acho que os americanos não pagariam este preço,então somente resta a eles enfiar o rabo entre as pernas sair do afeganistão,kkkkkkkkkkkkkk,mais uma derrota da superpotência,a maior que existiu,como gosta de dizer certa rede de tv americana- tupiniquim(não precisa dizer o nome),será que nós seres humanos insistiremos em repetir os erros do passado,apesar da história nos ensinar,força bruta não resolve,inteligência sim,ajudasse eles a se livrarem dos talibãs,a recuperar seu estado,e depois retirasse,com certeza ficariam agradecido,mas uma mais a arrogância e a prepotência prevaleceram.

Responder

    George A.F. Gessário

    26 de fevereiro de 2012 às 20h49

    Sun Tzu a milenios atras já falava do perigo de se deixar durar muito uma guerra…


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