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Tariq Ali: “O extremo centro é uma forma de ditadura”


22/11/2011 - 23h55

Tariq Ali visita ENFF em Guararema e afirma que lutas no mundo árabe continuam

22 de novembro de 2011

Por Solange Engelmann e Igor Felippe Santos, na página do MST

O escritor e ativista paquistanês Tariq Ali disse que a “principal referência de luta do Brasil é o MST”, em visita à Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema (SP), na quinta-feira (17/11).

Ali apresentou uma análise de conjuntura internacional a 150 militantes do MST que estavam em reunião na escola e afirmou que “o movimento no mundo árabe continua acontecendo”.

“As revoltas no mundo árabe têm ligação direta com a crise econômica do capitalismo de 2008”, disse Ali. Segundo ele, já havia um clima de revolta nos países árabes causado por diversas razões, mas que estourou quando um comerciante da Tunísia não aceitou pagar propina a fiscais e ateou fogo ao próprio corpo.

Depois desse episódio, os protestos na Tunísia chegaram a mobilizar 10 milhões de pessoas e contagiaram toda a região. “O movimento se espalhou como fogo em todos os países árabes”, contou.

O ativista paquistanês disse que, apesar de nunca ter sido apoiador de Muammar Kaddafi, os bombardeios da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e dos Estados Unidos na Líbia para derrubá-lo foram para “desviar a atenção” das mobilizações por liberdade, independência do imperialismo e melhores condições de vida na região. “Ditadura deve ser derrubada pelo seu próprio povo”, defendeu.

Ocidente

Ali comemorou que as mobilizações do mundo árabe chegaram ao ocidente, provocando protestos nos países europeus e nos Estados Unidos, como o “Ocuppy Wall Street”, que mobiliza jovens contra a desigualdade social e o sistema financeiro.

Tariq Ali avalia que esses protestos têm como referência as lutas realizadas nos países árabes, tanto que a palavra de ordem é “somos todos Egito”. “O exemplo do mundo árabe chegou ao ocidente”, acredita.

Para ele, o neoliberalismo provocou um extremismo das relações de mercado, gerando grandes contradições sociais. “O que o neoliberalismo tem causado no ocidente é interessante. Criou-se um extremismo de centro, em que impera o fundamentalismo do mercado, com o objetivo central de aumentar os lucros. Mas 80% da população é contra essas políticas”, explicou.

Segundo ele, os governos não controlam as suas economias, que são dirigidas por bancos, e se construiu um bloco político formado pelos partidos de direita e por partidos moderados de esquerda, que seguem as receitas neoliberais e o fundamentalismo do mercado. “Os Estados Unidos e a Europa vivem a ditadura do extremo centro. O extremo centro é uma forma de ditadura”, afirmou.

O desafio dos setores sociais em luta que se colocam contra esse modelo, de acordo com Ali, é “construir um movimento social permanente e organização política para confrontar o extremo centro”.

Para ele, um obstáculo que deve ser superado é a fragmentação da esquerda, que está dividida em pequenos grupos que não se entendem, ao mesmo tempo em que há um grande movimento de massa, sem reivindicações e formas de organização mais permanentes, formado por jovens que se colocam contra tudo o que se relaciona ao que entendem por política.

Apesar das fragilidades, Ali avalia que esses protestos têm o êxito de demonstrar que as pessoas estão acordando para as contradições do sistema capitalista e podem ser o primeiro sinal de um movimento contestatório no ocidente.

Ele defende que as lutas sociais e econômicas devem estar ligadas aos movimentos pela salvação do planeta e contra o capitalismo neoliberal. “O capitalismo teve pelo menos dez crises, e com a ajuda do Estado vem se regenerando, enquanto que o socialismo falhou uma única vez e já se afirmou não ser mais possível”.

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44 comentários

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marciodablio

24 de novembro de 2011 às 10h40

Citou-se Cuba nos comentários e, por sofrer o alegado bloqueio cultural, é bastante relevante que personalidades defensoras do regime cubano como artistas, jornalistas, intelectuais, lobistas e políticos optem por visitarem pouco a Ilha e divulgarem menos ainda, pelos seus canais privilegiados, o sucesso castrista. Diante disso, optar pelo verão em Paris é sim um demérito. Paris já está na mídia o suficiente, não?!

Responder

    Edfg.

    24 de novembro de 2011 às 11h26

    Bloqueio cultural? Essa é nova, não era econômico? . Quem proíbe a livre manifestação do pensamento lá dentro, limita acesso á internet, etc, é a CIA e o PIG, então? Fracamente, é cada uma que me aparece…

    marciodablio

    24 de novembro de 2011 às 15h34

    Ouvi este termo, "bloqueio cultural", no blogdosouza (?). Ele promovia um encontro sobre o marco regulatório da mídia. Ele disse, entre outras coisas, que queria ver mais Cuba na nossa mídia, que esta mídia precisava ser mais "pluralista, diversa e democrática". Perguntei a ele, então, se existia mídia "pluralista, diversa e democrática" em Cuba, pois eu só conhecia o granma.cu. Ele me respondeu que conhecemos pouco sobre a ilha pois esta sofre também um bloqueio cultural… E vc, meu caro, parou neste termo e não terminou de ler o que escrevi. Fui irônico (sem SAP), pois tem muito pançudo que defende a ilha, mas não aparece por lá (Ah, Paris…), nem para falar bem e divulgá-la, já que o regime é tão "mal" interpretado… Copia? Abraço

    Edfg.

    26 de novembro de 2011 às 13h56

    Caro Marcio, eu não critiquei sua pessoa, mas o próprio e ridículo termo, se você ler com atenção.

    Abraço.

FrancoAtirador

24 de novembro de 2011 às 03h44

.
.
Ditador iemenita aceita acordo para deixar o poder

Por Luiza Duarte, em RFI

Ditador do Iêmen, Ali Abdallah Saleh, assinou nesta quarta-feira um acordo de transferência pacífica de poder, em uma cerimônia na presença do rei da Arábia Saudita, Abdallah Ben Abdel Aziz, em Riade.

O documento confirma sua saída do governo. Será a vez de seu vice-presidente, Abd Rabbo Mansour Hadi, assumir o poder até a formação de um governo de união e a elaboração de uma nova constituição.

França e Estados Unidos celebraram a assinatura. O presidente americano, Barack Obama, pediu sua aplicação imediata e classificou o momento como uma etapa importante.

A decisão provocou protestos de jovens na capital, Sanaa. Há nove meses, eles estão acampados na cidade para pedir a queda do regime, mas se opõem ao acordo defendido pelas monarquias árabes do Golfo como a única saída para a crise no país e a forte contestação popular.

Os manifestantes querem que o presidente seja julgado, no entanto, o texto ratificado por ele garante sua imunidade.

Desde abril, Saleh, que está no poder há 33 anos, se recusava a aceitar essa medida. Ele tem agora três meses para abandonar o governo, de acordo com o mecanismo para aplicação do plano, aprovado por partidos de direita e de esquerda.

<img src="http://www.rnw.nl/data/files/afp/portugues/photo_1322046230324-1-0.jpg"&gt; <a href="http://www.portugues.rfi.fr/geral/20111123-ditador-iemenita-aceita-acordo-para-deixar-o-poder” target=”_blank”>http://www.portugues.rfi.fr/geral/20111123-ditador-iemenita-aceita-acordo-para-deixar-o-poder

Responder

Felipe.K

23 de novembro de 2011 às 21h23

Esse "extremo centro" é a pedra que Tocqueville já havia cantado desde o séc xix, é a tirania da maioria, principalmente qdo se trata de uma maioria despolitizada, que busca expandir e homogeneizar os costumes.

Qdo ele diz que 80% é contra esta política econômica, essa maioria é fragmentada, mas em outros valores: individualismo, consumismo, despolitização… se junta novamente. Após anos de despolitização(induzida?), qdo uma minoria (esquerdista) era estigmatizada, rotulada como anti-nacionalista por ser contra a globalização (lembram-se da batalha em Seattle?) e, assim, acabou-se marginalizada.

Os países mais próximos ao epicentro da crise pagam o preço pela conivência pela forma como uma maioria despolitizada, individualista e comodista tratou uma minoria politizada, consciente e crítica.

Responder

Roberto Locatelli

23 de novembro de 2011 às 21h18

Certamente os protestos contra o capital financeiro e suas ditaduras irão se intensificar, na medida em que a crise econômica se aprofunda.

O que é necessário agora é forjar lideranças que nasçam do movimento, para que esse movimento tenha cada vez mais clareza de objetivos.

Responder

    Lu_Witovisk

    23 de novembro de 2011 às 21h52

    Certissimo Roberto!!

Bonifa

23 de novembro de 2011 às 19h12

Neste momento, a polícia egípcia está matando seu próprio povo na Praça Tahir ao vivo e a cores, pela CCNN. No Brasil, nenhuma emissora toca no assunto. Seguem a doutrina do EUNAOSABIA: Somos insignificantes demais e é melhor que não tomemos conhecimento destas coisas.

Responder

Fabio SP

23 de novembro de 2011 às 17h14

O famoso Tarrico… Aki, lá, acolá…

Responder

Marcelo

23 de novembro de 2011 às 15h13

Ao internauta edv que respondeu ao meu post,digo o seguinte:não sou comunista,nem estatista.Eu sou como
você:também defendo o capitalismo com interesse social.Como acontece no Canadá e Austrália,que não são
países comunistas,ok?Outro dia,acessei o Acervo Folha na internet,e vi uma foto mostrando somente os pés
da Daniela Mercury calçando uma bota com salto Adidas que ela comprou nos EUA.As pernas dela já eram
bonitas e ficaram mais belas usando as botas.Isso graças ao capitalismo.Está na edição de 2 de Agosto de 1994.
Caderno Ilustrada,página 2,na coluna da Joyce Pascowitch.

Responder

Conservador316

23 de novembro de 2011 às 11h10

Esses "progressistas" são espertos. O ativista paquistanês Tariq Ali, reclama do capitalismo mas vive onde? Na Inglaterra claro, aproveitado tudo de bom que o capitalismo poder oferecer.
E com certeza recebe dinheiro para viagens, palestras, venda de livros, etc.
Muito esperto esse paquistanês….

hehehehehehehe

Responder

    diogojfaraujo

    23 de novembro de 2011 às 11h51

    E ele tinha que morar aonde???? Numa choupana???

    Marcelo

    23 de novembro de 2011 às 12h00

    Matou a pau,Conservador 316!Eu queria nascer na Inglaterra,a terra de Shakespeare,Paul McCartney,
    John Lennon,Virginia Woolf,Jane Austen e tantos outros mais.Quem puxa o saco dos irmãos castrenses de
    Cuba esquecem que no Canadá e Austrália,duas ex-colônias britânicas,a saúde e educação públicas são
    de primeira linha.

    edv

    23 de novembro de 2011 às 13h35

    Pois então, saude e educação publicas!
    Sem proibir as privadas.
    Capitalismo com interesse social.
    Embora a Austrália e o Canadá não tenham Shakespeare (que produziu boa parte de sua obra na França), e outros. Mas se fosse por aí, a Rússia tem Tolstoi, Dostoievski…
    Humanizar o capitalismo não precisa ser com comunismo.

    Marcelo

    23 de novembro de 2011 às 16h29

    Ao internauta edv,eu respondo:não sou comunista,nem estatista.Sou como você:também defendo o
    capitalismo com interesse social.Como acontece na Austrália e Canadá que são países capitalistas.
    Disso,me lembrei de uma foto que está no Acervo Folha.Ele mostra somente os pés da Daniela
    Mercury calçando uma bota Adidas com salto que ela comprou nos EUA.Se os pés dela já eram
    lindos,eles ficaram maravilhosos.Isso graças ao capitalismo.A foto está na edição da Folha do dia
    2 de Agosto de 1994,página 2,na coluna da Joyce Pascowitch.

    Amira

    23 de novembro de 2011 às 15h33

    Marceloooo!!! boa viagem! Muda pra lá, vc será super bem vindo e nunca, jamais sofrerá nenhum problema… fica aqui não bobo! qdo eu crescer vou ser igual a vc…

    edv

    23 de novembro de 2011 às 13h29

    Vc quer dizer, que o colonialismo imperialista, do "império onde o sol nunca se punha", pode ainda oferecer…
    O capitalismo (que não sou contra) é só uma consequência desta concentração! (hoje liderada pelos EEUU pós guerras).
    O problema da direita neoliberal, que prefiro chamar de conservadores, pois querem apenas "conservar" o que têm (nada contra, se não fôr mais do que podem usufruir) e "dane-se o resto" (abominável) é que, qualquer coisa que não seja capitalismo 100% livre (desregulado e descontrolado) … é comunismo!
    (o que nunca fui).
    Se começarem a compreender esta "nuance", começarão a apoiar uma substancial melhora do mundo.
    Pois este que está aí, para bilhões, é muito ruim…

    Alessandro

    23 de novembro de 2011 às 13h31

    Não entendi!!!Para ser progressista tem de passar fome?Morar mal?Ter péssima educação?Se Tariq Ali consegue levar questões pertinentes de sua região e debater esses problemas em um país "rico",qual o problema?A meu ver ele está prestando serviços a população de seu país.Muito mais que a plutocracia endógena do Paquistão,que se ajoelha pras potências e nada faz para amenizar a pobreza.Agora entendo porque vcs criticam a Dilma,ela está colaborando para o progresso do país.Não pode,tem que continuar tudo como era antes mesmo.rsrsrsrs

    Mariano

    23 de novembro de 2011 às 13h31

    O equivalente dele por aqui são os comunistas que adoram Cuba, mas só moram e compram imóveis em Paris, tipo chico buarque, Niemeyer e outros. Não há comunismo que resista ao primeiro gole de Romanée-Conti, é o que eu sempre digo… só dando risada desses caras…

    Patricio

    23 de novembro de 2011 às 15h57

    Gozado. Essa direita nunca vai direto ao assunto. Que tem a ver o Romanée-Conti com isso? Deixa o vinho em paz, rapaz. Preocupe-se com a riqueza que os trabalhadores produzem e que tomarão de volta. Aguarde. Aí sim, você vai morrer de rir…

    Mariano

    23 de novembro de 2011 às 17h59

    Pense um pouco que você entende, mas não respire, fazer as duas coisas ao mesmo tempo pode dar um curto na sua cabecinha…

    Patricio

    23 de novembro de 2011 às 21h58

    Gozado. Essa direita de salto alto pensa que tem charme, diz que conhece marca de vinho, e acha que seus textos rasos são bem elaborados. E ainda acha graça de si mesma.

    EUNAOSABIA

    23 de novembro de 2011 às 14h04

    Ei ei ei … esquerdista e progressista também é filho de Deus… qual é rapaz..

    Será que eles não têm direito a um SUV traçado completão de 16 Litros??? ora.. larga disso..

    Progressista também é filho de Deus…

    Nem o maluco do Marx era marxista.. isso é história… nem o lunático e farsante do Marx seguia o que ele escrevia….

    Essa turma não engana é ninguém.

    Pregam algo que não praticam, não passam é de demagogos e embusteiros.

    A mim vocês não enganam não….

    Alessandro

    23 de novembro de 2011 às 14h35

    "Nem o maluco do Marx era marxista.. isso é história… nem o lunático e farsante do Marx seguia o que ele escrevia"….

    Claro que não.Quem era o personagem e movimento ao mesmo tempo???Essa sandice que o senhor acabou de escrever equivale a afirmar que Cristo era cristão.Presta atenção,está em qualquer livro básico sobre sociologia.

    O movimento inicia sempre depois do personagem central.Budha por acaso foi budista???rsrsrs

    edv

    23 de novembro de 2011 às 16h11

    Enquanto isso, os banqueiros e empresários predatórios passando fome e andando de "buzão"…
    Iate, jatinho e mansão é coisa de esquerdista, sabidamente!
    Ganhos com o suor dos juros, swaps, hedgings e outros derivativos.
    "Eventualmente", com o trabalho de progressiats a 1 dólar por hora.
    Ou dinehiro público subsidiado para cobrir suas falências.
    Isso é que é mundo bão, não se enganem não!

    luiz pinheiro

    23 de novembro de 2011 às 14h41

    Resumo dessa forma de "pensamento" imbecil e fascista: defenda o capitalismo ou mude-se do planeta.

    Bingo

    23 de novembro de 2011 às 15h42

    Qualquer coisa na vida que seja extremista demais é prejudicial. Até tomar agua demais faz mal.
    No brasil temos xiitas tambem. Essas torcidas de times de futebol que nao aceitam pessoas que pensam diferente delas sao tipos de xiitas.

    Espero que para o futuro as pessoas passem a ser mais tolerantes.

    José Ruiz

    23 de novembro de 2011 às 14h48

    O cara passa bem na Inglaterra porque os capitalistas, Inglaterra inclusa, destruíram o país dele.. que besteira, desde quando capitalismo é sinônimo de bem estar social?

    emilio gf

    23 de novembro de 2011 às 18h00

    É o seguinte:
    Se você é esquerdistas e pobre, trata-se de um derrotado, de um fracassado, como diziam Churchill ou Nietzsche.
    Se você é esquerdista e tem grana, é um farsante de uisque na mão, comunista de Paris e que tais.
    O que atrapalha esse povo é que há pessoas de esquerda e, com a crise do capitalismo, esse número crescerá.

    Miguel

    24 de novembro de 2011 às 00h51

    Por que esses celerados de direita acham que socialismo e' questao de caridade e voluntarismo? O mais recente que esses genios conseguem chegar com o pensamento e' Saint-Simon?

Pedro

23 de novembro de 2011 às 11h04

O que está em crise é a sociedade de classes. Em crise porque ninguém precisa mais da desigualdade para que a sociedade funcione. Ao contrário, a sociedade mundial está funcionando mal, e está chegando à beira da falência, porque o progresso agora não é mais impulsionado pelas "virtudes e defeitos individualistas", mas pede cada vez mais uma organização coletiva. Os movimentos de rua não são de esquerda ou socialistas porque queiram, mas porque já está tornando necessário que assim o seja.

Responder

zepgalo

23 de novembro de 2011 às 11h00

Muito bom!

Responder

Fernando

23 de novembro de 2011 às 10h26

É a peemedebização do Brasil.

Responder

    Vlad

    23 de novembro de 2011 às 14h40

    Pode ser.
    Mas acho que o caso do PMDB, "cujos componentes" são ungidos com o dom da neutralidade absoluta, não é bem de "extremo-centro" (kkkk…"inquieta-serenidade", "virulenta-suavidade"…kkkk). É muito pior.
    O caso do PMDB é de "extremo-hay-gobierno-soy-a favor-si-gano-uns carguitos-y-poco-me-importa-si-son-de-izquierda-derecha-o-de-que-carajo-forem".

Vinicius Garcia

23 de novembro de 2011 às 09h49

Muitas formas existem para tentar denegrir a imagem da política de esquerda, a começar com partidos e governos que assim se classificam, mas que na "real" tem nada a ver com a ideologia, já para a direita não cabe e nem necessita de disfarces, é o regime dominante, cheio de defensores. A argumentação do centralismo político é uma das formas que o capital usa para iludir e enganar, na verdade nele o que voga é ganância financeira, que coloca gente em todo o mundo em situações de fome.

Responder

Ana Cruzzeli

23 de novembro de 2011 às 06h50

¨O ativista paquistanês disse que, apesar de nunca ter sido apoiador de Muammar Kaddafi, os bombardeios da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e dos Estados Unidos na Líbia para derrubá-lo foram para “desviar a atenção” das mobilizações por liberdade, independência do imperialismo e melhores condições de vida na região. “Ditadura deve ser derrubada pelo seu próprio povo”, ¨

MENTIRA, MENTIRA E MENTIRA…
Esse senhor muda o discurso de acordo com as circunstancias…

O Tariq Ali havia dito no inicio do ano logo que a OTAN invadiu a Libia que sim um ditador deveria ser derrubado, ele só faltou soltar fogos na perspectiva de mais um ditador cair. Ele falava de distração sim, mas achava muito bom um ditador cair, de que jeito fosse. Ele apoiava as ações da OTAN, disso me lembro perfeitamente. NUNCA ouvi esse senhor dizer: Um ditador deve ser derrubado só pelas força de seu povo, NUNCA. Ele tinha um verdadeiro ÓDIO do Kadafi, seus escritos só faltavam salivar de tanto ÓDIO. Agora ele diz isso, por que?

Por que o Kadafi vai vencer as eleições na Libia, só por isso, ou melhor os seguidores de Kadafi vão ganhar na Libia. Esses fatos gritam, 60 % dos libios apoiavam Kadafi, logo é aritmética basica. A CNT vai perder, mas sim vai levar, pois eles vão fraudar as eleições e a revolta libia vai se reinstalar e vão sim derrubar a CNT e o modelo que ele brigava contra vai se reestabelecer. Não importa se Kadafi morreu, seu governo ainda existirá e o Tariq agora que percebeu. Não preciso ter estudado em OXFORD para saber disso, para perceber isso.

P.S. Achei que essa Anta fosse egipcia tamanha era sua adoração por Nasser, agora a situação se agrava. Ele é paquistanês, e o Paquistão sempre esteve na lista dos paises a serem invadidos pela OTAN, ou melhor já são dos EUA há tempos, só falta legitimar no papel.

Responder

    Mariano

    23 de novembro de 2011 às 18h02

    Parabéns por desmascarar esse farsante.

    Patricio

    23 de novembro de 2011 às 22h39

    Ana, comentários moralistas, despolitizados, agradam bastante a direita. Antes de chamar um intelectual de esquerda de anta, releia o que você leu. Pode ser que tenha entendido errado ou então pegou uma tradução encomendada. Tecer críticas à OTAN nunca é muito, mas cá entre nós, Tariq Ali é comunista. Não de sua linha preferida, possivelmente. Mas isso não justifica suas palavras ferozes a um camarada sério. Corre o risco de a mentira ser sua, não dele. Por favor, cite a sua fonte. Vou querer ler o texto em que ele defende a OTAN. Com o devido respeito, duvido que exista. Aproveite e poste também o texto onde ele tece adoracão ao Nasser.
    Explique também, se quiser, qual a relação que existe entre o fato dele ser paquistanês e ter um ponto de vista político sobre Khadafi; ou ter simpatia (que você presume que ele tenha) com a OTAN.

Vlad

23 de novembro de 2011 às 03h50

Extremo-centro = pirou de vez
O que faz o narguilé.

Responder

Silvio I

23 de novembro de 2011 às 03h04

Ele diz que o ataque a Líbia foi para derivar atenção. Vejo alguma coisa muito mais importante que isto e é um problema geopolítico. Líbia, este pais está muito bem armado, e no centro, no Norte da África sobre o Mediterrâneo. De um lado para o Atlântico temos a Tunísia e o Marrocos. Estes dois países também com movimentos graves igual que Egito.Agora observem Israel tinha dois amigos entre aspas, que eram Egito e a Turquia. A Turquia a perdeu por a posição do primeiro ministro Israelense. E o segundo com a caída de Mubarac no Egito. Veja si todo este países Marrocos, Tunísia, Líbia Egito atacar por o Sul a Israel. Por u Oeste Iran, Jordânia, e Síria. Por o Norte o Líbano com as forças do Herbola.A coisa não seria muito fácil para Israel, nem para os EUA neste momento.Ai se colocou uma cunha, e se tratou de colocar agora um governo que possam dirigir, na Líbia.Desta forma se separou o Marrocos e a Tunísia que agora não tem condições de ir ate Egito, para isso teriam que passar por a Líbia. A todo isto temos que somar o petróleo, de muita boa qualidade e a quantidade de água que tem no subsolo a Líbia.

Responder

Fabio_Passos

23 de novembro de 2011 às 00h04

Corretíssimo.
O regime é uma Ditadura.

<img src=http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/18/J20_corporate_flag_dc.jpg/320px-J20_corporate_flag_dc.jpg>

E já passou da hora de derrubar os tiranetes corporativos… e conquistar uma democracia verdadeira.

Responder

    Lu_Witovisk

    23 de novembro de 2011 às 10h43

    Verdade, deixamos chegar longe demais, o bicho papão saiu do armário, agora ta mais dificil, mas impossivel nunca.

    Pedro

    24 de novembro de 2011 às 10h44

    Gostei muito, Fabio, da sua frase. A foto diz o que bibliotecas inteiras, a dos economitas princialmente, não dizem, ou, melhor, não estão aí para dizer. Meus parabéns.


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