VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Islândia: O país que disse não aos banqueiros


25/09/2011 - 16h04

Não pode pagar, não vai pagar

O ‘não’ em alto e bom som da Islândia

Pela segunda vez, o povo da Islândia votou por não pagar as dívidas internacionais causadas pelos bancos, e banqueiros, pelas quais toda a ilha está sendo responsabilizada. Com a presente turbulência nas capitais europeias, poderia ser este o caminho a seguir pelas outras economias?

por Silla Sigurgeirsdóttir e Robert H Wade, na versão em inglês do Le Monde Diplomatique*

Tradução: Pedro Germano Leal**

A pequena ilha da Islândia tem lições para dar ao mundo. Ela realizou um referendo em abril para decidir, mais ou menos, se as pessoas comuns deveriam pagar pela folia dos banqueiros (e por extensão, se os governos podem controlar o setor corporativo, já que suas finanças dependem dele). Sessenta por cento da população rejeitaram um acordo negociado entre a Islândia, a Holanda e o Reino Unido para pagar de volta aos governos britânico e holandês o dinheiro que gastaram para compensar correntistas do banco Icesave, que faliu. Houve menos resistência do que no primeiro referendo, na primavera passada [N.T. no Brasil, outono], quando 93% votaram não.

O referendo foi significativo, uma vez que os governos europeus, pressionados por especuladores, o FMI e a Comissão Europeia, estão impondo políticas de austeridade, as quais não foram votadas por seus cidadãos. Mesmo os devotos da desregulamentação estão preocupados com o grau de servidão que o mundo ocidental tem para com instituições financeiras que não sofrem qualquer constrangimento. Após o referendo islandês, mesmo o Financial Times, que é liberal, noticiou com ares de aprovação, em 13 de abril, ter sido possível “colocar os cidadãos em primeiro lugar, ao invés dos bancos”, uma ideia que não encontra ressonância entre os líderes políticos europeus.

A Islândia é  um exemplo excepcionalmente puro da dinâmica que bloqueou a regulamentação e causou a fragilidade financeira no mundo desenvolvido por 20 anos. Em 2007, pouco antes da crise financeira, a renda média da Islândia foi a quinta mais alta do mundo, 60% acima dos níveis dos EUA; lojas de Reykjavik foram recheadas com produtos de luxo, seus restaurantes fizeram Londres parecer barata, e SUVs sufocaram suas ruas estreitas. Os islandeses foram as pessoas mais felizes do mundo de acordo com um estudo internacional realizado em 2006 (1). Grande parte deste fenômeno residiu no crescimento super-rápido de três bancos islandeses, que saltaram de instituições de pequeno porte em 1998 para estar entre os 300 maiores bancos do mundo, oito anos depois, aumentando os seus ativos de 100% do PIB em 2000 para quase 800% em 2007 – uma proporção superada apenas pela Suiça.

A crise chegou em setembro de 2008, quando os mercados monetários foram tomados após o colapso do Lehman. Em uma semana, três grandes bancos da Islândia entraram em colapso e se tornaram propriedade pública. A agência de classificação Moody’s agora lista-os entre os 11 maiores colapsos financeiros da história.

A caminho da modernização

Depois de mais de 600 anos de dominação estrangeira, a estrutura social da Islândia era a mais feudal de todos os países nórdicos no início do século 20. A pesca dominava a economia, gerando a maior parte dos ganhos em moeda estrangeira e permitindo o desenvolvimento de um setor comercial baseado em importação. Isso viabilizou atividades econômicas urbanas: construção, serviços, indústria leve. Após a Segunda Guerra Mundial, a economia cresceu fortemente, por causa da ajuda do Plano Marshall (havia na Islândia uma grande base militar dos EUA-OTAN); de um produto de exportação abundante, peixes de água fria, raramente abençoado com alta elasticidade-renda da demanda; e de uma pequena população, alfabetizada, com um forte senso de identidade nacional.

Conforme a Islândia tornou-se mais próspera, ela estabeleceu um estado de bem-estar social, de acordo com o modelo escandinavo, financiado por impostos, e pela década de 1980 havia atingido um nível e uma distribuição de renda iguais à média nórdica. No entanto, manteve-se tanto mais regulada quanto mais dominada por clientelismo do que seus vizinhos europeus; um oligopólio local restringiu o panorama político e econômico.

Há uma linha de descendência direta entre as estruturas de poder quase-feudais do século XIX e o capitalismo islandês modernizado do final do século XX, quando um bloco de 14 famílias, popularmente conhecido como “O Polvo”, constituía a elite econômica e política dominante. “O Polvo”  controlava as importações, transportes, bancos, seguros, pesca e suprimentos para a base da OTAN, e fornecia a maioria dos políticos de primeiro escalão. As famílias viviam como chefes de clãs.

“O Polvo” controlava o Partido da Independência (IP), de direita, que dominou a mídia e decidiu sobre nomeações de altos funcionários no serviço civil, policial e judicial. Os bancos estatais locais foram efetivamente comandados pelos partidos dominantes, o IP e o Partido do Centro ou CP (2). Pessoas comuns tinham que passar por funcionários do partido para obter empréstimos para comprar um carro, ou para comprar moeda estrangeira para viajar para o exterior. As redes de poder operavam como teias de bullying, servilismo e desconfiança, impregnadas de uma cultura machista, algo como a antiga União Soviética.

Esta ordem tradicional foi desafiada a partir de dentro por uma facção neoliberal, o grupo “Locomotiva”, que se uniu no início da década de 1970, após estudantes de administração e direito da Universidade da Islândia tomarem um jornal, A Locomotiva, e promoverem idéias de livre mercado. O objetivo deles não era apenas transformar a sociedade, mas também abrir oportunidades de carreira para si mesmos, ao invés de esperar pelo patrocínio do “Polvo”. No final da guerra fria, a posição do “Locomotiva” foi reforçada material e ideologicamente, conforme os comunistas e os social-democratas perdiam o apoio popular. O futuro primeiro-ministro do IP, David Oddsson, era um membro proeminente.

Oddsson, nascido em 1948 em uma família de classe média, foi eleito vereador pelo IP para o conselho municipal de Reykjavik, em 1974; por volta de 1982, ele foi prefeito de Reykjavik, conduzindo campanhas de privatização, incluindo a venda da indústria municipal de pesca, para o benefício de membros do grupo “Locomotiva”. Em 1991, ele liderou o IP para a vitória na eleição geral, e reinou (não, não é uma palavra muito forte) como primeiro-ministro por 14 anos, supervisionando o crescimento do setor financeiro, antes de instalar-se como diretor do Banco Central, em 2004.

Ele tinha pouca experiência ou interesse no mundo além da Islândia. Seu protégé no grupo “Locomotiva”, Geir Haarde, ministro da Fazenda de 1998 a 2005, assumiu como primeiro-ministro pouco depois. Estes dois homens foram diretamente responsáveis por realizar o grande experimento da Islândia para criar um centro financeiro internacional no Atlântico Norte, no meio do caminho entre a Europa e os Estados Unidos.

A Islândia liberaliza

A liberalização da economia começou em 1994 quando, aderindo ao Espaço Econômico Europeu, o bloco de livre comércio dos países da UE, mais a Islândia, Lichtenstein e Noruega, suspenderam as restrições sobre os fluxos transfronteiriços de capitais, mercadorias, serviços e pessoas. O governo Oddsson, em seguida, vendeu ativos estatais e desregulamentou as leis trabalhistas. A privatização começou em 1998, implementada por Oddsson e Halldór Ásgrímsson, o líder do CP. Quanto aos bancos, o Landsbanki foi entregue a grandes nomes do IP; o Kaupthing, a seus equivalentes no CP, seu parceiro de coligação; licitantes estrangeiros foram excluídos. Mais tarde, o Glitnir, um banco privado formado a partir da fusão de vários outros menores, juntou-se à liga.

Assim, a Islândia rugiu nas finanças internacionais ajudada, globalmente, pelo crédito barato e abundante, e a livre mobilidade do capital; e, internamente, por um forte apoio político aos bancos. Os novos bancos fundiram banco de investimento com banco comercial, de modo que ambos compartilhavam garantias do governo. E o país tinha uma dívida soberana baixa, o que garantiu aos bancos notas altas das agências internacionais de classificação de risco. Os principais acionistas do Landsbanki, do Kaupthing, do Glitnir e seus spin-offs inverteram a dominação da política sobre as finanças, antes vigente: as políticas do governo eram agora subordinadas aos interesses das finanças.

Oddsson e seus amigos relaxaram as regras estatais de hipoteca, permitindo empréstimos de 90%. Os bancos recentemente privatizados correram para oferecer condições ainda mais generosas. O imposto de renda e as taxas de VAT [‘imposto sobre valor agregado’, IVA] foram reduzidos para transformar a Islândia em um centro financeiro internacional com baixos impostos. A dinâmica da bolha tomou seu lugar. Gestores urbanos buscaram mudar a trajetória de Reykjavik, de uma cidade comum, para uma cidade do mundo (apesar de sua pequena população de 110 mil habitantes) e aprovaram vários novos e grandiosos edifícios públicos e privados, dizendo: “Se Dubai pode, por que não Reykjavik?”

A nova elite bancária da Islândia tinha a intenção de expandir seu controle sobre a economia, competindo e cooperando uns com os outros. Usando suas ações como garantia, alguns assumiram grandes empréstimos de seus próprios bancos, e compraram mais ações dos mesmos bancos, inflando os preços das ações. Funcionava assim: o Banco A emprestava aos acionistas do Banco B, que compravam mais ações do B usando ações como garantia, elevando o valor das ações de B. O Banco B retornava o favor. Os preços das ações dos dois bancos subiam, sem que qualquer dinheiro novo entrasse no esquema. Os bancos não tornaram-se apenas maiores: eles cresceram mais e mais interligados. Vários negócios deste tipo estão agora sob investigação criminal por um promotor especial, como casos de manipulação do mercado.

A pequena Islândia logo conseguiu entrar na liga dos grandes bancos, com três bancos entre os 300 maiores do mundo até 2006. A superabundância de crédito permitiu que as pessoas consumissem, em uma celebração extravagante de sua fuga das décadas anteriores, de racionamento de crédito (que por sua vez repousava em outra fuga, a da dominação estrangeira, tão recentemente quanto 1944). No fim das contas, os islandeses se viam como totalmente independentes, o que pode explicar sua classificação no ranking da felicidade. Os proprietários e gerentes remuneravam-se em uma escala cada vez maior. Quanto mais ricos se tornassem, mais atraíram o apoio político.

Seus jatos particulares, rugindo para dentro e fora do aeroporto de Reykjavik, pareciam ser uma prova visual e auditiva para a população que os via de baixo, parte admirando-os, parte invejando-os. A desigualdade de renda e riqueza cresceu, ajudada por políticas governamentais que aumentaram a carga tributária da população mais pobre (3). Os banqueiros fizeram grandes contribuições financeiras para os partidos do governo e empréstimos gigantescos para políticos-chave. O principal porta-voz islandês da economia de livre mercado declarou ao The Wall Street Journal: “O experimento Oddsson com as políticas liberais é a maior história de sucesso no mundo” (4).

Na euforia, os perigos de uma estratégia de “crescimento econômico baseado em vasto endividamento externo” foram ignorados. Os islandeses viveram o ditado de Plauto, dramaturgo romano do terceiro século a.C., que fez um de seus personagens declarar: “Eu sou um homem rico, enquanto eu não pagar meus credores.”

A mini-crise de 2006

Em 2006, havia preocupações na imprensa financeira sobre a estabilidade dos grandes bancos, que estavam começando a ter problemas em captar recursos nos mercados monetários (dos quais seu modelo de negócio dependia). O déficit em conta corrente da Islândia havia disparado, de 5% do PIB em 2003, para 20% em 2006, um dos mais altos do mundo. O mercado de ações multiplicou-se nove vezes entre 2001 e 2007.

O Landsbanki, o Glitnir e o Kaupthing estavam operando muito além da capacidade do Banco Central da Islândia de apoiá-los como garantidor de último recurso; suas responsabilidades eram reais, mas muitos de seus ativos foram duvidosos. Em fevereiro de 2006, a agência de classificação Fitch rebaixou as perspectivas da Islândia de estável para negativa e desencadeou a “mini-crise” de 2006: a krona [N.T. ‘coroa islandesa’, moeda corrente da Islândia] caiu drasticamente, o valor dos passivos dos bancos em moeda estrangeira subiu, o mercado de ações caiu, a insolvência aumentou, e a sustentabilidade de dívidas em moeda estrangeira tornou-se um problema público. O banco Danske de Copenhagen descreveu a Islândia como uma “economia geyser”, a ponto de explodir (5).

Os banqueiros e os políticos islandeses desprezaram a crise. O Banco Central da Islândia pegou um empréstimo para dobrar as reservas cambiais, enquanto a Câmara de Comércio, administrada por representantes do Landsbanki, do Kaupthing, do Glitnir e seus spin-offs, respondeu com uma campanha de relações públicas. Ela pagou ao economista monetário americano Frederic Mishkin U$135.000 para emprestar seu nome a um relatório atestando a estabilidade dos bancos da Islândia.

Supostamente pagou ao economista Richard Portes £58.000 (U$95.000), da London Business School, para fazer o mesmo por um relatório mais tarde. Em 2007, o economista pelo lado da oferta, Arthur Laffer, assegurou à comunidade empresarial islandesa que o crescimento econômico rápido, com um grande déficit comercial e o crescimento da dívida externa eram sinais de sucesso: “A Islândia deve ser um modelo para o mundo” (6). O valor dos “ativos” dos bancos era, então, cerca de oito vezes maior que o PIB da Islândia.

Nas eleições de maio de 2007, a Aliança Social Democrática (SDA) entrou em um governo de coalizão com o IP, ainda dominante. Para o constrangimento de muitos dos apoiadores da SDA, líderes do partido abandonaram suas promessas pré-eleitorais e endossaram a contínua expansão do setor financeiro.

Apesar de terem sobrevivido a 2006, o Landsbanki, o Glitnir e o Kaupthing tinham dificuldades em levantar dinheiro para financiar suas compras de ativos e pagar as dívidas existentes, em grande parte denominadas em moedas estrangeiras. Então, o Landsbanki criou algo novo com o Icesave, um serviço online que visava ganhar depósitos de poupança em varejo, oferecendo taxas de juros mais atraentes do que os bancos tradicionais.

Fundado na Inglaterra em outubro de 2006, e na Holanda 18 meses depois, o Icesave chamou a atenção de sites de finanças, especializados em ofertas pela internet, e logo foi inundado com depósitos. Milhões de libras vieram da Universidade de Cambridge, da Autoridade Geral da Polícia Metropolitana de Londres, e mesmo da Comissão de Auditoria do Reino Unido, responsável pela supervisão de fundos do governo local, bem como dos 300 mil depositantes do Icesave só no Reino Unido.

As entidades do Icesave foram legalmente estabelecidas como filiais, ao invés de subsidiárias, então elas estavam sob a supervisão de autoridades islandesas, ao invés daquelas dos países onde se instalavam. Ninguém percebeu que a agência reguladora islandesa tinha uma equipe total, incluindo recepcionista, de apenas 45 pessoas, e que sofreu uma alta rotatividade já que muitos passaram a trabalhar para os bancos, que ofereciam melhor remuneração.

Ninguém se importava com isso, já que de acordo com as obrigações da Islândia como membro do Fundo de Garantia de Depósito do Espaço Econômico Europeu, a sua população de 320.000 seria responsável pela indenização dos depositantes no exterior em caso de falha. Acionistas do Landsbanki colheram os lucros de curto prazo enquanto a maioria dos islandeses não sabia absolutamente nada sobre o Icesave.

Cartas de amor

A segunda “solução” para as dificuldades em levantar novos fundos foi uma maneira de obter mais acesso à liquidez sem oferecer ativos reais como garantia. Os Três Grandes venderam títulos da dívida a um banco regional menor, o que levou estes títulos ao Banco Central, e tomavam empréstimos contra eles, sem ter que fornecer garantias adicionais; eles então emprestavam de volta para o banco em questão. Os títulos foram chamados de “cartas de amor” — meras promessas. Ao participar deste jogo e aceitando como garantia reclamações sobre outros bancos islandeses, o Banco Central foi conivente na estratégia dos bancos de jogar para conseguir a ressurreição.

Então os bancos internacionalizaram o processo: os Três Grandes abriram subsidiárias com sede em Luxemburgo e venderam cartas de amor para elas [as subsidiárias]. As subsidiárias vendiam por sua vez ao Banco Central de Luxemburgo ou ao Banco Central Europeu e recebiam dinheiro vivo em troca, que poderiam passar de volta para o banco-sede na Islândia ou usar elas mesmas. A Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE) calcula que apenas as cartas de amor domésticas, entre o Banco Central da Islândia e os bancos islandeses, causou prejuízos ao BCI e ao Tesouro de 13% do PIB (OECD Economic Surveys: Islândia, junho de 2011).

Colapso financeiro

Os bancos islandeses desabaram duas semanas depois do Lehman Brothers. Em 29 de setembro de 2008, o Glitnir aproximou-se de Oddsson no Banco Central para ajudar no combate ao problema de liquidez que estava a caminho. Para restaurar a confiança, Oddsson instruiu o Banco Central a comprar 75% das ações do Glitnir. O resultado disso não impulsionou o Glitnir, mas, ao contrário, minou a confiança na Islândia.

A classificação de risco do país afundou, e linhas de crédito foram retiradas do Landsbanki e do Kaupthing. Deu-se início a uma corrida às agências do Icesave no exterior. Oddsson adiantou-se, em 7 de outubro de 2008, e buscou indexar a krona [coroa islandesa] a uma cesta de moedas com um valor próximo ao período pré-crise. Com a moeda caindo e na ausência de controles de capital, as reservas cambiais foram exauridas: a indexação durou só algumas horas, tempo suficiente apenas para que aqueles a par da situação trocassem suas kronas por outras moedas com uma taxa muito mais favorável.

Fontes internas indicam que bilhões deixaram a moeda nessas horas. Em seguida, a krona flutuou, e afundou. Em 8 de outubro, o então primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, congelou os ativos do Landsbanki no Reino Unido com o apoio legal das leis anti-terrorismo. O mercado de ações, títulos bancários, valores imobiliários e o rendimento médio entraram em queda-livre.

O FMI chegou a Reykjavik em outubro de 2008 para preparar um programa de gestão de crise. Esta foi a primeira vez que o FMI havia sido chamado para resgatar uma economia desenvolvida desde a Grã-Bretanha, em 1976. Ele ofereceu um empréstimo condicional de 2,1 bilhões de dólares para estabilizar a krona e apoiou as demandas dos governos britânico e holandês de que a Islândia deveria honrar suas obrigações junto ao Fundo de Garantia de Depósito Europeu e recompensá-los por suas operações de resgate aos depositantes do Icesave.

A população normalmente calma da Islândia entrou em erupção em um irado movimento de protesto, dirigido principalmente contra Haarde, Oddsson e IP, embora a ministra das relações exteriores Ingibjörg Gísladóttir, da SDA, também tenha sido foi considerada culpada. Milhares de pessoas reunidas na principal praça de Reykjavik – nas tardes congelantes de sábado entre outubro de 2008 e janeiro de 2009 – bateram panelas e abraçaram o edifício do parlamento para exigir a renúncia do governo, e alvejaram o prédio com comida.

Em janeiro de 2009, a coalizão IP-SDA se rompeu. Até agora, a Islândia é o único país a ter mudado claramente para a esquerda após a crise financeira. Um governo interino SDA-LGM (Social Democratas-Movimento Verde de Esquerda) foi formado em janeiro de 2009 para conduzir o país até as eleições em abril. Nas eleições, as cadeiras do IP foram reduzidas a 16. Apesar do favorecimento esmagador do sistema eleitoral em seu favor, este foi o pior resultado do IP desde a sua formação em 1929.

A rejeição da dívida do Icesave

O governo SDA-LGM veio à luz sofrendo uma pressão imediata para que pagasse a dívida do resgate do Icesave; grande parte do empréstimo do FMI foi retida até que Reykjavik concordasse em pagar. O novo governo também se dividiu sobre a possibilidade de se candidatar a membro pleno da União Europeia e da Zona do Euro, com maioria SDA fortemente a favor. Em outubro de 2009, após longas negociações, o governo apresentou ao parlamento a proposta a que tinha chegado em relação à dívida do Icesave: 5,5 bilhões de libras esterlinas (7,8 bilhões de dólares), ou 50% do PIB da Islândia, seriam pagas aos cofres britânicos e holandeses entre 2016 e 2023.

Em protesto, o ministro da Saúde renunciou e cinco dissidentes se recusaram a votar com o governo. O projeto de lei foi aprovado forçadamente no dia 30 de dezembro de 2009, contra a vontade da população. Em 5 de Janeiro de 2010, o  Presidente Grímsson anunciou que não iria assinar a lei, por respeito à vontade da população. No referendo que se seguiu, o projeto de lei foi decisivamente rejeitado.

Nas eleições municipais Reykjavik, em maio de 2010, a SDA caiu para 19% e um comediante foi eleito prefeito da cidade. Em outubro, os protestos recomeçaram, e a coalizão concordou em realizar eleições para uma assembleia constituinte com o objetivo de elaborar uma nova constituição (a então existente fora herdada da Dinamarca na época da independência da Islândia, em 1944). Quando a eleição foi invalidada pela Suprema Corte, a assembleia foi reconvocada como um conselho constitucional nomeado pelo parlamento.

O acordo na mesa neste segundo referendo sobre o Icesave, em abril, envolveu concessões substanciais por parte dos governos britânico e holandês. Após a votação pelo ‘não’, o desacordo pode ter que ir aos tribunais internacionais.

A crise adiada

O custo das perdas em empréstimos e garantias, adicionado ao custo da reestruturação das organizações financeiras, traz o total de custos diretos da crise fiscal para cerca de 20% do PIB – maior do que em qualquer outro país com exceção da Irlanda (OECD Economic Surveys, Islândia, junho de 2011). Mas o adiamento de grandes cortes nos gastos públicos até este ano deu à economia um tempo para respirar, e a forte desvalorização ajudou a gerar um superávit comercial pela primeira vez em muitos anos.

Até agora, a Islândia sofreu quedas no PIB e nas taxas de emprego menores que países com grandes cortes em gastos públicos, tais como a Irlanda, Estônia e Lituânia. A taxa de desemprego, de apenas 2% em 2006, tem oscilado entre 7% e 9% desde 2009, mas a taxa de emigração, de islandeses e outros trabalhadores europeus (predominantemente poloneses), foi a maior desde 1889. No entanto, o governo SDA-LGM anunciou cortes drásticos nos gastos públicos para 2011 e além. Governos locais não têm orçamento para novos projetos. Hospitais e escolas estão cortando salários e demitindo funcionários. O congelamento das ações de despejo expirou em 2010.

Finanças no volante

A decisão do governo IP-SDA de fornecer garantias ilimitadas de depósitos bancários ilustra a sua dívida para com a elite financeira. Se tivesse limitado a garantia a 50 milhões de kronas (70 mil dólares), ele teria protegido os depósitos de 95% dos depositantes. Apenas os 5% mais ricos, incluindo muitos políticos, beneficiaram-se da garantia ilimitada, o que significa agora mais restrições nos gastos públicos.

A reduzida escala da Islândia parecia tornar mais fácil desafiar a negação do governo de que havia uma crise iminente, mas o oposto também era verdade. O governo Oddsson realizou uma privatização extrema da informação. O Instituto de Economia Nacional da Islândia tinha a reputação de uma instituição com pensamento independente, e Oddsson acabou com isso em 2002. A partir de então, os bancos, agências internacionais de classificação de risco e a Câmara de Comércio foram praticamente a única fonte de informação e comentários sobre o estado da economia, presente e futuro.

Paradoxalmente, uma série de relatórios críticos foram publicados quando a bolha estava em seus estágios iniciais, incluindo um do BCI. Mas, por volta de 2007-08, quando havia perigos muito sérios, os relatórios, incluindo os do FMI, tornaram-se visivelmente mais suaves no tom. Parece que as instituições financeiras oficiais, bem como banqueiros e políticos, entenderam que a situação era tão frágil que bastaria falar dela para desencadear uma corrida aos bancos.

Em outubro de 2010, o parlamento decidiu indiciar o primeiro-ministro Haarde por violação de responsabilidade ministerial. O secretário permanente de finanças Baldur Gudlaugsson (ex-membro do grupo “Locomotiva”) foi sentenciado a dois anos de prisão por usar informações privilegiadas para a sua vantagem pessoal ao vender suas ações do Landsbanki, em setembro de 2008. Mas o promotor especial encarregado da investigação dos bancos já trabalha há 2 anos com uma equipe de 60 advogados e outros profissionais e até agora não formalizou nenhuma acusação.

Enquanto isso, Oddsson foi nomeado em setembro de 2009 editor-chefe do Morgunblaðið, principal jornal impresso na Islândia, e orquestrou a cobertura da crise. Um comentarista disse que isso seria o mesmo que nomear Nixon editor do Washington Post após Caso Watergate. A elite da Islândia sabe tomar conta dos seus.

Notas:

(1) World Database of Happiness (‘Banco de dados mundial da felicidade’), 2006: http://worlddatabaseofhappiness.eur.nl

(2) Na oposição estão o Partido Social-Democrata e, mais à esquerda, o Partido do Povo.

(3) Stefán Ólafsson e Arnaldur Sölvi Kristjánsson, “Income Inequality in a Bubble Economy: the Case of Iceland 1992-2008”, trabalho apresentado na Luxemburg Incomes Study Conference, 28 a 30 de junho 2010; www.lisproject.org/conferenc…

(4) Hannes Gissurarson, “Miracle on Iceland”, The Wall Street Journal, New York, 29 de janeiro de 2004.

(5) Danske Bank, “Iceland: Geyser Crisis”, Copenhagen, 2006.

(6) Arthur Laffer, “Overheating is not dangerous”, Morgunblaðið, Reykjavik, 17 de novembro 2007.

Robert Wade é professor titular de economia política da London School of Economics; Silla Sigurgeirsdottir professora de políticas públicas da Universidade da Islândia. Esta é uma versão atualizada do artigo “Lessons from Iceland”, publicado pela primeira vez no New Left Review, London, setembro/outubro de 2010.

* O Viomundo recomenda fortemente que nossos leitores assinem o Le Monde Diplomatique, aqui (em inglês) eaqui (em português).

**Pedro Germano Leal é o novo tradutor do Viomundo. É também escritor e pesquisador. Atualmente, é doutorando em teoria literária e cultura visual na Universidade de Glasgow (Escócia), sendo representante de pós-graduação do Centre for Emblem Studies. É professor de língua portuguesa, tradutor e intérprete do University of Glasgow Language Centre. Foi professor de língua latina e argumentação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Leia também:

Dr. Doom: Grécia deveria abandonar o euro

França: O risco de falência dos bancos

A Grécia, forçada a abandonar a zona do euro

Paul Krugman: O sangramento enfraquece o paciente

Nouriel Roubini: Danou-se, então, o capitalismo?

Naomi Klein: Preparem os canhões de água e as balas de borracha

Doutor Doom guarda dinheiro no colchão

Slavoj Zizek: Batedores de carteira, uni-vos!

Livro do Luiz Carlos Azenha
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

A Trama de Propinas, Negociatas e Traições que Abalou o Esporte Mais Popular do Mundo.

Por Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni e Tony Chastinet



80 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Cleomar eustaquio

27 de fevereiro de 2018 às 23h49

Ótimo continuem por favor

Responder

Dagmar Marie

01 de maio de 2013 às 13h50

ANDERS BEHRING BREIVIK, da Noruega não é um assassino, é um idealista, assim como foi Che Guevara e outros, que arriscaram suas vidas e liberdade, em prol da humanidade. E. como o próprio Anders da Noruega declarou: “foi cruel, mas necessário”. Com seu ato, ao eliminar os islamitas e seus simpatizante, ele teve a intenção em alertar o mundo sobre os perigosos muçulmanos, que se infiltram na Europa e em outros países civilizados, sob qualquer pretexto, e na primeira oportunidade fazem terrorismo nos países que os acolheram.

Alguns exemplos: na França, queimam as propriedades dos ocidentais, sob qualquer pretexto, e contratam desocupados para fazerem o “serviço”, em conjunto, para não serem incriminados. E, onde podemos observar que todas as Igreja estão pichadas, e apenas as Mesquitas não estão. Se fosse obra de pichadores, as Mesquitas também estaria. Na Rússia, mataram dezenas de crianças numa escola, mas ali não puderam negar a autoria. Na Itália, oito islamitas apenas, em poucos meses, estupraram mais de 600 (seiscentas) meninas de 12 a 16 anos de idade, obviamente virgens, o que foi amplamente divulgado. Na Inglaterra incendiaram várias cidades inglesas, somente porque um islamita foi morto pela polícia, e também estupram meninas inglesas. Nos USA todos sabem o que aconteceu, porque foi amplamente divulgado. No Brasil, um brasileiro que matou vários estudantes num colégio, tinha ligações com terroristas islâmicos, inclusive pela Internet.

Portanto, podemos deduzir que todos os assassinatos nas escolas, no mundo inteiro, mesmo não sendo efetuados por muçulmanos, os atiradores são recrutados por eles.

Islamismo não é religião, é Seita Pedofílica e política, com suas leis próprias, nas quais a pedofilia é legalizada por lei do Islã. Qualquer muçulmano jovem ou velho, pode casar com meninas de 9 (nove) anos de idade, para suas orgia pedofílicas, e quando morrem nessas orgias, apenas são substituídas por outras vítimas infantis. Alegam que é costume, para justificarem suas perversões sexuais. Os islamitas seguem o exemplo do pedófilo Maomé (Mohamed), que chamam de profeta, e cuja última esposa, a Ayshah, tinha apenas 8 (oito) anos de idade.

Antes do ato de Anders Behring Breivik, a Nova Ordem dos Templários não era conhecida, agora essa Sociedade Secreta se espalhou pelo mundo inteiro, com milhares de seguidores, que estão aumentando a cada dia. Se era esse o objetivo de Anders, a divulgação, então conseguiu!!! E, a Islamofobia se fortificou pelo mundo civilizado, graças ao corajoso Anders de Noruega.

Responder

Dagmar Marie

01 de maio de 2013 às 13h47

DIZER NÃO AOS BANQUEIROS, TUDO BEM.
AGORA, O PERIGO NÃO ESTÁ NOS BANQUEIROS, MAS SIM NO TERRORISMO ISLAMITA!!! A ESSE SIM, TEMOS QUE DIZER NÃO!!!
A realidade:
A Suprema Corte da Espanha, revogou a lei que proibia o uso de véu e os devidos trajes das muçulmanas, porque recebeu ameaças da IRMANDADE MUÇULMANA!!!

Assim como, todos os MOVIMENTOS contra os islamitas na Europa, logo são silenciados, porque as Organizações recebem ameaças de morte, pela IRMANDADE, nas quais estão incluídos os familiares.

É terrorismo oculto, feito através do TELEFONE.

Obs.: Também, sob ameaça de morte, forçam que se converta ao islamismo.

Os muçulmanos se impõem na Europa, através de ameaças de morte ou ameaças de incêndios provocados, seja numa residência ou instituição pública, como foi o caso da Suprema Corte da Espanha.

Exemplo claro: o caso do político holandês, que quer livrar seu país dos islamitas, e tem todos os motivos, e devido a isso, tem que andar com seguranças, usar carro blindado, para não ser assassinado pelos muçulmanos, em seu próprio país!

Ainda, os islamitas pertencem a uma Seita Pedofílica e política, denominada islamismo, que se intitula religião, sem o ser, na qual a pedofilia é legalizada por lei do Islã.

Em razão disso, se acham no direito de estuprar nossas crianças, podendo levá-las à morte, por hemorragia interna, e se sobreviverem, ficarão traumatizadas para o resto de suas vidas.

Uma coisa é certa, eles também tem família, como nós!!!

Então, vamos aplicar nos muçulmanos, a Lei de Talião:

‘OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE’.

Assim, não poderão mais nos intimidar com ameaças, porque saberão que haverá o troco!!!

No Oriente Médio, matam, estupram e mutilam cristãos e membros de outras religiões.

Por que temos que os tolerar na Europa e em outros países civilizados, se eles nos odeiam e matam?

VAMOS DAR UM BASTA!!! NÃO VAMOS CONTINUAR RECEBENDO ORDENS PARA RETIRÁRAMOS OS CRUCIFIXOS DAS IGREJAS, AS ÁRVORES DE NATAL DAS RUAS E ASSIM POR DIANTE. E AINDA SERMOS AMEAÇADOS DE MORTE, ASSASSINADOS OU DEIXAR NOSSAS MENINAS SEREM ESTUPRADAS PELOS PEDÓFILOS MUÇULMANOS, EM NOSSOS PRÓPRIOS PAÍSES, ONDE OS MUÇULMANOS SÃO INTRUSOS!!!

E, viva a ISLAMOFOBIA, que varrerá do mundo, a chaga da humanidade: o islamismo e suas perversões sexuais: a pedofilia

Obs.: os muçulmanos sempre envolvem os judeus nas descriminações, sendo que os judeus nunca foram taxados como assassinos, estupradores ou terroristas. É uma jogada maquiavélica dos islamitas, tentando espalhar o anti-semitismo pelo mundo, com intenção de enfraquecer a ISLAMOFOBIA.

Responder

Ramonet: “Se não sairmos do atoleiro, teremos uma Europa de extrema-direita” « Viomundo – O que você não vê na mídia

28 de maio de 2012 às 15h55

[…] Le Monde Diplomatique: O país que disse não aos banqueiros  […]

Responder

Grécia: Cada vez mais próxima de uma saída à Argentina « Viomundo – O que você não vê na mídia

13 de maio de 2012 às 21h02

[…] Le Monde Diplomatique: O país que disse não aos banqueiros  […]

Responder

Slavoj Zizek: A privatização do conhecimento intelectual | Viomundo - O que você não vê na mídia

22 de janeiro de 2012 às 22h46

[…] Islândia, o país que disse não aos banqueiros […]

Responder

Em Nova York, polícia descobre armas de destruição em massa | Viomundo - O que você não vê na mídia

16 de novembro de 2011 às 00h36

[…] Islândia: O país que disse não aos banqueiros […]

Responder

eToro: Goldman aposta no fim da zona do euro | Viomundo - O que você não vê na mídia

16 de novembro de 2011 às 00h35

[…] Islândia: O país que disse não aos banqueiros […]

Responder

Alessio Rastani: Quem governa o mundo é a Goldman Sachs « Ficha Corrida

28 de setembro de 2011 às 21h42

[…] [Leia também: Islândia, o país que disse não aos banqueiros] […]

Responder

Alessio Rastani: Quem governa o mundo é a Goldman Sachs | Viomundo - O que você não vê na mídia

28 de setembro de 2011 às 20h10

[…] [Leia também: Islândia, o país que disse não aos banqueiros] […]

Responder

Paulo Geroldo

27 de setembro de 2011 às 07h53

No dia em que a população estadunidense sair às ruas para protestar, as coisas começarão a mudar. E isso não demorará a acontecer.

Responder

lucio

26 de setembro de 2011 às 22h01

Acho muito interessante o Sistema Financeiro Nacional ser repensado sem bancos privados.

Responder

spin

26 de setembro de 2011 às 21h36 Responder

    FrancoAtirador

    27 de setembro de 2011 às 10h59

    Muito bom!!!

EUNAOSABIA

26 de setembro de 2011 às 14h12

“a alternativa keynesiana de controle da inflação não sugere o resfriamento de toda a
economia, não sugere a utilização de políticas de contenção da demanda agregada como a
elevação da taxa de juros, mas sim políticas que atingem a economia pelo lado da oferta,
diretamente atacando o foco inflacionário”

Só uma pergunta, o que será que os defensores da chamada "alternativa keynesiana" proporiam para conter um surto inflacionário gerado por um choque negativo de oferta, como as duas crises do petróleo por exemplo, de 1973 e 1979…. ou que será que esses mesmos defensores dessa tese fariam para controlar um surto de inflação inercial???

Outra coisa, essa visão, ou parte dela, chamada de "economistas do lado da oferta", foi usada por Ronald Reagan durante o seu mandato, um grupo desses economistas levou a ele essa proposta, de atacar alguns problemas econômicos "pelo lado da oferta", diziam que gerariam mais empregos e ao mesmo tempo diminuiriam o déficit público, não foi o que aconteceu, os déficits aumentaram muito durante seu mandato, esqueceram de levar em conta algo que os economistas chama de "equivalência ricardiana"…

Não funcionou.

Responder

    ZePovinho

    26 de setembro de 2011 às 15h18

    Vejam como ele é imbecil.Nunca ouviu falar na inflação causada pelo sistema de reservas fracionárias dos bancos privados.
    O homem é binário,preso num modelo estatístico chamado "lei" de oferta-demanda que considera tudo o mais constante,menos o efeito que deseja estudar.Mecanicismo de quinta categoria tentando ditar regras para um sistema hiper-complexo como a economia global.
    Vai estudar,analfabeto numérico!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    EUNAOSABIA

    26 de setembro de 2011 às 18h04

    Ei rapaz, para com a tua gritaria Ensandecida, só existem três tipos de inflação, e eu conheço os três tipos.

    Se você souber de mais algum, então é só você quem sabe, certamente ainda não foi publicado na literatura econômica, sugiro publicar um artigo agora, vais ganhar o Nobel, só não sei Nobel em quê.

    ZePovinho

    26 de setembro de 2011 às 20h55

    Não pracisa estudar.O FED publicou um estudo chamado Modern Money Mechanics explicando como funciona a inflação de ativos e a criação de dinheiro contabilmente.
    Seu problema é que só consegue pensar dentro da planilha,além de ser um jumento teórico.Aliás,o melhor economista monetarista é um asno keynesiano.

Remindo Sauim

26 de setembro de 2011 às 12h42

Vou fundar hoje mesmo um banco aqui em minha cidade Canoas. Se é tão fácil passar a perna nos europeus, imagina na nossa indiada brasileira.

Responder

Eudes H. Travassos

26 de setembro de 2011 às 12h34

Este artigo me remete ao 18 Brumário de Luis Bonaparte quando Marx inicia dizendo que a história quando se repete a primeira é como tragédia a segunda como farsa, e a farsa parece ser a arma mais eficiente usada por aqueles que chamamos "a eleite" para exercer seu domínio sobre a economia ( no seu sentido mais global, ou seja, produção, formas distributivas, reservas..etc.., na cultura e notadamente no Estado. Foi assim com Luis Bonaparte (O bufão) e, agora, regado a uma grande euforia, tipo: uma festa da vitória comemorada antes do inicio do jogo ( uma farsa), que a elite (newpolvo) solta seus tentáculos e executa seu projeto hoje nos países ocidentais e alguns asiáticos.
SEGUE A MAIS NO POST A BAIXO

Responder

    rodrigo.aft

    26 de setembro de 2011 às 12h50

    Eudes e demais colegas,

    se eu puder fazer uma sugestão, INDEXE OS TEXTOS CONSECUTIVOS, please!

    com os comentários e notas, às vezes alguns textos se separam dos outros, então…

    no seu caso, Eudes, ficaria legaw (e muito mais inteligível) numerar, desde o 1o., tipow…
    [parte 1-3], [parte 2-3] e [parte 3-3].

    deixar como só como [parte 1] ou [parte 3] não dá ao leitor a dimensão do q vc se prontificou a comentar… é sempre interessante saber q parte, de quantas, estamos lendo.

    assim, caso os textos se "separem", não precisamos ficar "caçando" quem é o 1o., 2o. ou último…
    não fica mais inteligível e fácil de ler (e por consequência, entender melhor o q quis nos passar)?

    vlw! (e desculpe se fui "intrometido")

    Eudes H. Travassos

    26 de setembro de 2011 às 13h27

    Caríssimo Rodrigo, por favor, ensine-me como se opera desta forma.
    Obrigado!!

    rodrigo.aft

    26 de setembro de 2011 às 21h09

    Prezado Eudes,

    não quero me achar o dono da verdade (nem da estética… ), mas vamos lá…

    veja como separei o texto em:
    . https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/carta-mai

    .Vejamos mais alguns truques…

    use o firefox ao invés do ie (internet explorer). o firefox, com java e flashplayer, todos atualizados, comporta textos bem maiores q o ie, antes do aviso "este texto é meio grande"; é só ver o texto do FrancoAtirador (Islândia, um país que pune os banqueiros responsáveis pela crise), ou meu texto no link sugerido.

    rodrigo.aft

    26 de setembro de 2011 às 21h14

    (Eudes, outro exemplo… vou mandar os 3 textos todos juntos)

    Este artigo me remete ao 18 Brumário de Luis Bonaparte quando Marx inicia dizendo que a história quando se repete a primeira é como tragédia a segunda como farsa, e a farsa parece ser a arma mais eficiente usada por aqueles que chamamos "a eleite" para exercer seu domínio sobre a economia ( no seu sentido mais global, ou seja, produção, formas distributivas, reservas..etc.., na cultura e notadamente no Estado. Foi assim com Luis Bonaparte (O bufão) e, agora, regado a uma grande euforia, tipo: uma festa da vitória comemorada antes do inicio do jogo ( uma farsa), que a elite (newpolvo) solta seus tentáculos e executa seu projeto hoje nos países ocidentais e alguns asiáticos.
    [SEGUE A MAIS NO POST A BAIXO]

    O interessante disso é que alguns sociólogos e pensadores sociais afirmam que nas democracias uma de suas melhores características é a alternância das elites, todavia, o mais engraçado de se ver é que desde a França de 1845 ( do 18 Brumário), o que se pode entender com todas as letras como Elite é a alta casta financeira do mundo, foi ela quem elegeu o bufão e é ela que dar as cartas e elege os parlamentos democráticos.
    [SEGUE MAIS NO POST A BAIXO]

    Isto me faz pensar quão somos frágil dentro do paradigma democrático, pois os eleitos por nós para nos representar, estão guinchados pelos banqueiros ou outra forma de setor financeiro que no fim da corda depende dos bancos também , para nos representar. Vejamos mesmo o que acontece no Brasil apesar da notável guinada depois de Lula, mas não consegue romper com o com o consenso de Washington mantem como cristais sobre algodão este tal superávit primário.
    É, acho que estou no caminho certo quando penso que a democracia representativa já fez cumpriu com sua tarefa e por esta, ao longo dos últimos séculos, já foi muitíssimo bem recompensada(remunerada). Hoje a grande pergunta que há de ser feita é se a vontade se realmente se representa.

    rodrigo.aft

    26 de setembro de 2011 às 21h20

    (parte 3-3)

    Isto me faz pensar quão somos frágil dentro do paradigma democrático, pois os eleitos por nós para nos representar, estão guinchados pelos banqueiros ou outra forma de setor financeiro que no fim da corda depende dos bancos também , para nos representar. Vejamos mesmo o que acontece no Brasil apesar da notável guinada depois de Lula, mas não consegue romper com o com o consenso de Washington mantem como cristais sobre algodão este tal superávit primário.
    É, acho que estou no caminho certo quando penso que a democracia representativa já fez cumpriu com sua tarefa e por esta, ao longo dos últimos séculos, já foi muitíssimo bem recompensada(remunerada). Hoje a grande pergunta que há de ser feita é se a vontade se realmente se representa.

    rodrigo.aft

    26 de setembro de 2011 às 21h21

    (parte 2-3)

    O interessante disso é que alguns sociólogos e pensadores sociais afirmam que nas democracias uma de suas melhores características é a alternância das elites, todavia, o mais engraçado de se ver é que desde a França de 1845 ( do 18 Brumário), o que se pode entender com todas as letras como Elite é a alta casta financeira do mundo, foi ela quem elegeu o bufão e é ela que dar as cartas e elege os parlamentos democráticos.

    rodrigo.aft

    26 de setembro de 2011 às 21h23

    (agora, mandando um a um, e indexando os textos, só para exemplo, em mande "de baixo para cima", ou seja, primeiro o último trecho, 3-3, depois o 2-3 e, por fim, o 1-3, para ficar mais em cima)

    (parte 1-3)

    Este artigo me remete ao 18 Brumário de Luis Bonaparte quando Marx inicia dizendo que a história quando se repete a primeira é como tragédia a segunda como farsa, e a farsa parece ser a arma mais eficiente usada por aqueles que chamamos "a eleite" para exercer seu domínio sobre a economia ( no seu sentido mais global, ou seja, produção, formas distributivas, reservas..etc.., na cultura e notadamente no Estado. Foi assim com Luis Bonaparte (O bufão) e, agora, regado a uma grande euforia, tipo: uma festa da vitória comemorada antes do inicio do jogo ( uma farsa), que a elite (newpolvo) solta seus tentáculos e executa seu projeto hoje nos países ocidentais e alguns asiáticos.

Eudes H. Travassos

26 de setembro de 2011 às 12h33

O interessante disso é que alguns sociólogos e pensadores sociais afirmam que nas democracias uma de suas melhores características é a alternância das elites, todavia, o mais engraçado de se ver é que desde a França de 1845 ( do 18 Brumário), o que se pode entender com todas as letras como Elite é a alta casta financeira do mundo, foi ela quem elegeu o bufão e é ela que dar as cartas e elege os parlamentos democráticos.
SEGUE MAIS NO POST A BAIXO

Responder

Eudes H. Travassos

26 de setembro de 2011 às 12h33

Isto me faz pensar quão somos frágil dentro do paradigma democrático, pois os eleitos por nós para nos representar, estão guinchados pelos banqueiros ou outra forma de setor financeiro que no fim da corda depende dos bancos também , para nos representar. Vejamos mesmo o que acontece no Brasil apesar da notável guinada depois de Lula, mas não consegue romper com o com o consenso de Washington mantem como cristais sobre algodão este tal superávit primário.
É, acho que estou no caminho certo quando penso que a democracia representativa já fez cumpriu com sua tarefa e por esta, ao longo dos últimos séculos, já foi muitíssimo bem recompensada(remunerada). Hoje a grande pergunta que há de ser feita é se a vontade se realmente se representa.

Responder

FrancoAtirador

26 de setembro de 2011 às 11h54

.
.
Islândia, um país que pune os banqueiros responsáveis pela crise

A grande maioria da população ocidental sonha desde 2008 em dizer "não" aos bancos, mas ninguém se atreveu a fazê-lo. Ninguém, excepto os islandeses, que levaram a cabo uma revolução pacífica que conseguiu não só para derrubar um governo e elaborar uma nova Constituição, mas também enviar para a cadeia os responsáveis pela derrocada econômica do país. Crise financeira e econômica provocou uma reação pública sem precedentes, que mudou o rumo do país. O artigo é de Alejandra Abad.

Alejandra Abad – El Confidencial, via Carta Maior (Tradução para o português: Vermelhos.net)

Nove pessoas foram presas em Londres e em Reykjavik (capital da Islândia) pela sua responsabilidade no colapso financeiro da Islândia em 2008, uma profunda crise que levou a uma reação pública sem precedentes, que mudou o rumo do país.
Foi a revolução sem armas da Islândia, país que hospeda a democracia mais antiga do mundo (desde 930), e cujos cidadãos conseguiram mudar com base em manifestações e panelas. E porque é que o resto dos países ocidentais nem sequer ouviram falar disto?
A pressão da cidadania islandesa conseguiu não só derrubar um governo, mas também a elaboração de uma nova Constituição (em andamento) e colocar na cadeia os banqueiros responsáveis pela crise no país. Como se costuma dizer, se você pedir educadamente as coisas é muito mais fácil obtê-las.
Este processo revolucionário silencioso tem as suas origens em 2008, quando o governo islandês decidiu nacionalizar os três maiores bancos – Kaupthing, Landsbanki e Glitnir…
Enquanto os bancos e as autoridades locais e estrangeiras procuravam desesperadamente soluções econômicas, o povo islandês tomou as ruas, e com as suas persistentes manifestações diárias em frente ao parlamento em Reykjavik provocou a renúncia do primeiro-ministro conservador Geir H. Haarde e do governo em bloco.
Os cidadãos exigiram, além disso, a convocação de eleições antecipadas, e conseguiram. Em abril, foi eleito por um governo de coligação formada pela Aliança Social Democrata e Movimento Esquerda Verde, chefiado por uma nova primeira-ministra, Johanna Sigurdardottir.
Ao longo de 2009, a economia islandesa continuou em situação precária (fechou o ano com uma queda de 7% do PIB), mas, apesar disso, o Parlamento propôs pagar a dívida de 3.5 bilhões euros à Grã-Bretanha e Holanda, um montante a ser pago mensalmente pe as famílias islandesa durante 15 anos com juros de 5,5%.
A mudança trouxe a ira de volta dos islandeses, que voltaram para as ruas exigindo que, pelo menos, a decisão fosse submetida a referendo. Outra nova pequena grande vitória dos protestos de rua: em março de 2010 a votação foi realizada e o resultado foi que uma esmagadora de 93% da população se recusou a pagar a dívida, pelo menos nessas condições.
Isso levou os credores a repensar o negócio, oferecendo juros de 3% e pagamento a 37 anos. Mesmo se fosse suficiente, o atual presidente, ao ver que o Parlamento aprovou o acordo por uma margem estreita, decidiu no mês passado não o aprovar e chamar de volta os islandeses para votar num referendo, para que sejam eles a ter a última palavra.
Voltando à situação tensa de 2010, enquanto os islandeses se recusaram a pagar uma dívida contraída pelos os tubarões financeiros sem os questionar, o governo de coligação lançou uma investigação para resolver juridicamente as responsabilidades legais da fatal crise econômica e já havia detido vários banqueiros e executivos de cúpula intimamente ligados às operações de risco.
Entretanto, a Interpol, tinha emitido um mandado internacional de captura contra o presidente do Parlamento, Sigurdur Einarsson. Esta situação levou os banqueiros e executivos, assustados, a deixar o país em massa.
Neste contexto de crise, elegeu-se uma Assembleia para elaborar uma nova Constituição que reflita as lições aprendidas e para substituir a atual, inspirada na Constituição dinamarquesa.
Para fazer isso, em vez de chamar especialistas e políticos, a Islândia decidiu apelar directamente ao povo, soberano, ao fim e ao cabo, das leis. Mais de 500 islandeses apresentaram-se como candidatos a participar neste exercício de democracia direta de redigir uma Constituição, dos quais foram eleitos 25 cidadãos sem filiação partidária, que incluem advogados, estudantes, jornalistas, agricultores, representantes sindicais.
Entre outros desenvolvimentos, esta Constituição é chamada a proteger, como nenhuma outra, a liberdade de informação e expressão, com a chamada Iniciativa Islandesa Moderna para os Meios de Comunicação..
Serão as pessoas, por uma vez, que decidirão sobre o futuro do país, enquanto os banqueiros e os políticos assistem (alguns da prisão) à transformação de uma nação…

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

Responder

    FrancoAtirador

    26 de setembro de 2011 às 12h14

    .
    .
    A Islândia põe os seus banqueiros na prisão

    “A primeira vítima da crise financeira constitui-se como uma valente tentativa de pedir responsabilidades”. Claudi Pérez (El País) conta neste artigo a história da ascensão e da queda da economia islandesa. Nos anos 80, o governo privatizou a pesca: dividiu-a em quotas e fez uns quantos pescadores milionários. A partir daí, sob o influxo de Ronald Reagan e Margaret Thatcher, o país converteu-se na quintessência do modelo liberal, com baixos impostos, privatizações e desregulamentações. Taxas de juro à volta de 15% atraíam as poupanças dos dentistas austríacos, dos reformados alemães e dos comerciantes holandeses. Uma economia sã, assentada em sólidas bases, converteu-se numa mesa de cassino.

    Claudi Pérez – El País, via Carta Maior (Tradução de Paula Sequeiros do Esquerda.net)

    Procura-se. Homem, 48 anos, 1,80 metros, 114 quilos. Calvo, olhos azuis. A Interpol acompanha esta descrição de uma foto na qual aparece um tipo bem barbeado enfiado num desses ternos escuros de 2000 euros e enfeitado com um impecável nó de gravata. Vê-se à quilômetros que se trata de um banqueiro: este não é um desses cartazes do oeste selvagem. A delinquência mudou muito com a globalização financeira. E contudo esta história tem contornos de western de Sam Peckinpah ambientado para o Ártico. Isto é a Islândia, o lugar onde os bancos vão à ruína e os seus dirigentes podem ir para a cadeia sem que o céu se abata sobre as nossas cabeças; a ilha onde apenas meio milhão de pessoas armadas com perigosas tochas podem derrubar um governo. Isto é a Islândia, o pedaço de gelo e rocha vulcânica que em tempos foi o país mais feliz do mundo (assim, tal como consta) e onde agora os taxistas lançam os mesmos olhares furibundos que em todas as partes quando se lhes pergunta se estão mais chateados com os banqueiros ou com os políticos. Enfim, isto é a Islândia: paraíso sobrenatural, reza o cartaz que se avista do avião, mesmo antes de desembarcar.

    O tipo descrito chama-se Sigurdur Einarsson. Era o presidente executivo dum dos grandes bancos da Islândia e o mais temerário de todos, Kaupthing (literalmente, "a praça do mercado"; os islandeses têm um estranho sentido de humor, para além duma língua milenar e impenetrável). Einarsson já não está na lista da Interpol. Foi detido há uns dias na sua mansão de Londres. E é um dos protagonistas do livro mais lido na Islândia: nove volumes e 2400 páginas para uma espécie de saga delirante sobre os desmandes que a indústria financeira pode chegar a perpetrar quando está totalmente fora de controle.

    Nove volumes: praticamente episódios nacionais em que se demonstra que nada disso foi um acidente. A Islândia foi saqueada por cerca de 20 ou 30 pessoas. Uma dezena de banqueiros, uns poucos empresários e um punhado de políticos formaram um grupo selvagem que levou o país inteiro à ruína: 10 dos 63 parlamentares islandeses, incluindo os dois líderes do partido que governou quase ininterruptamente desde 1944, tinham empréstimos pessoais concedidos por um valor de quase 10 milhões de euros por cabeça. Está por demonstrar que isso seja delito (embora pareça que parte desse dinheiro servia para comprar ações dos próprios bancos: para fazer inchar as cotações), mas pelo menos é um escândalo enorme.

    A Islândia é uma exceção, uma singularidade; uma raridade.

    A Holanda e o Reino Unido devolveram aos seus cidadãos 100% dos depósitos e agora exigem esse dinheiro: 4 bilhões de euros, um terço do PIB islandês, nada menos. O governo chegou a um acordo para que os cidadãos pagassem em 15 anos e a 5,5% de juro: as pessoas organizaram-se para rejeitar a proposta num referendo, depois do veto do presidente.

    Íntegra em:

    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

giovani montagner

26 de setembro de 2011 às 11h28

como diz um amigo estudante de economia, os neoliberais e ultraliberais vivem da possibilidade e abusam de gráficas e teses para justificar seu pensamento, tudo muito bonito. só tem um pequeno problema, não embasamento real para sua ideias, digo, não tinham agora tem esse belo exemplo da islândia. parabéns ao povo islândes pela rejeição, agora devem cobrar pela responsabilização com punição dos envolvidos.

Responder

Eudes H. Travassos

26 de setembro de 2011 às 11h05

Não há nada a dizer a não ser PARABÉNS AO POVO Islandês, PARABÉNS!

Foi bonita a festa pá, fiquei contente, ainda guardo renitente um velho cravo para mim, já mucharam tua festa pá, mais certamente esqueceram uma semente em algum canto de jardim.
Sei que a léguas a nos separar, tantmar, tanto mar, sei tambem quanto é preciso, pá, navegar, navegar, canta a primavera pá, cá estou carente, manda novamente algum cheirinho de alecrim….
(Tanto mar. Senhor Chico Buarque de Holanda)

Responder

ZePovinho

26 de setembro de 2011 às 09h48

É fundamental o que a blogosfera está fazendo:desconstruir a agenda que a direita coloca na cabeça do povo brasileiro, usando o controle ditatorial dos meios de comunicação.
Essa agenda,na boca do povão sem outra visão de mundo,era usada para legitimar políticas em benefício,apenas,do andar de cima.Não é por outro motivo que 45% do Congresso é composto por empresários como Sandro Mabel(dono da MABEL) que elaborou projeto para flexibilizar a legislação que proteje o trabalhador, mas não elabora um mísero projeto que combata a sonegação fiscal que desvia 200 bilhões de reais do Tesouro brasileiro em estudo do tucano IBPT: http://www.ibpt.com.br/img/_publicacao/13649/175….

A agenda artificial da imprensa-empresa golpista,depois,entrava na agenda de decisão do governo sem muita dificuldade.É uma noção das políticas públicas,que primeiro vêem os problemas da sociedade como situações,depois como problemas sérios quando entram na agenda política por meio da propagação deles na opinião pública e,depois,viram políticas públicas quando entram na agenda de decisão do governo.
É fundamental,por isso,gerar pautas que destruam a agenda conservadora que o PIG colocava na cabeça do povo por ordem dos patrões.

Aliás,vocês sabiam que o Brasil tem uma menores cargas tributárias do mundo??Tá aqui,em gráfico elaborado pelo Brizola Neto a partir do blog "O Homem que calculava": http://www.tijolaco.com/o-cansei-nao-sabe-o-que-d

Aqui está a tabela que foi usada para fazer o gráfico:
http://homemquecalculava.blogspot.com/2011/09/sai

E aqui excertos do texto:

A primeira tabela mostra a carga de impostos com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), com dados da organização conservadora The Heritage Foundation. O Brasil ficou no 31º lugar em carga tributária. Existem 30 países com carga tributária maior que a do Brasil. Destes, 27 são países de grande desenvolvimento humano, europeus em geral.

"….Aí, confrontada com a realidade, a velha mídia vai dizer: "Ah, mas a população não vê o resultados dos impostos recolhidos". Para este tipo de mentalidade, preparei a segunda tabela, com os países ordenados pela arrecadação per capita. O Brasil está em 52º lugar em arrecadação per capita, recolhendo 5 vezes menos que os países desenvolvidos.

Querem nível de vida escandinavo com arrecadação de emergente? É a pobreza, estúpido!

Aí vão dizer: "A situação estaria bem melhor se não fosse a corrupção!". Será? Um estudo da Fundação Getúlio Vargas mostrou que a corrupção impacta 2% (dois por cento) de nosso PIB. Na década, o TCU apanhou 7 bilhões de reais por ano em corrupção, mas a sonegação fiscal anual atinge 200 bilhões de reais, segundo pesquisa do Instituto de estudos tributários IBPT. Por que o movimento "Cansei 2.0" não vai às ruas contra a sonegação, que é 28 vezes pior que a corrupção? Espero que se indignem 28 vezes mais"….

Responder

    EUNAOSABIA

    26 de setembro de 2011 às 11h27

    Ninguém isso aí que tu copia e cola aqui véio.

    Perda de tempo… nós da blogosfera sei lá o quê e bla bla bla… parei na hora… ninguém lê rapaz.

    ZePovinho

    26 de setembro de 2011 às 12h31

    Já sabe resolver uma EDO,pelo menos,linear????????Aprende aí a matemática do segundo grau que depois a gente conversa.

    M. S. Romares

    26 de setembro de 2011 às 13h23

    ZéPovinho, tá querendo tirar leite de pedra? Peça pra esse abobado escrever o gradiente em coordenadas esféricas. Dá na mesma? Tá bem, então peça pro abobado somar frações.

    ZePovinho

    26 de setembro de 2011 às 15h11

    Se ele não sabe nem trabalhar nas coordenadas cartesianas,Romares,imagine um gradiente em coordenadas esféricas!!
    Esse aí,para chegar em Calculo 3,ainda vai ter que ralar muito.Ele fez um curso de economia nas coxas e deve ter repetido Cálculo 1 umas 5 vezes.
    Duvido que esse jumento tenha feito UNICAMP.Deve ter estudado em alguma privada da vida.
    Vai lá,EUNAOSABIA!!!Pelo menos um produto notável: (a-b)=……………………………

    Marcio H Silva

    26 de setembro de 2011 às 16h44

    Pô ze, voce me fez lembrar do derronde ( não tem simbolo no teclado para representar ). Voce me fez lembrar de "coisas" a muito esquecida. Eletromag, integral tripla, derivada, resmat, mecflu, eletronica digital, transistor, valvula, triodo, catodo, porrodo, Fresnel, Newton, pqp…..o que um troll provoca em nossas mentes….

    ZePovinho

    26 de setembro de 2011 às 20h51

    Peraí,Marcio!!Eu fiz engenharia química.Vocês da elétrica sabem muito mais matemática do que nós,bicho!!Aquilo ali é quase um curso de matemática pura!!Eu tinha um amigo que fazia elétrica e estudou até análise lá com o povo da matemática.

    rodrigo.aft

    26 de setembro de 2011 às 16h49

    (a – b)² = a² – 2ab + b² …. e… (a – b) (a + b) = a² – b² …. rsrs

    (só dá pra ir até equação cúbica… não tem ^4 com expente "bonitinho" tipow… c¹; n² e z³… para escrever q elevado à quarta, só com função matemática do wordpress habilitada no blog ou q^4)

    por hj tá bom, senão a caspa vira mandiopã… de tanto esquentar a cabeça… rsrs

    rodrigo.aft

    26 de setembro de 2011 às 12h35

    ZePovinho,

    continue escrevendo o q quiser, do jeito q quiser e para quem quiser!

    vc é livre para manifestar o q acha ser necessário manifestar… PONTO!
    (independentemente da patrulha idológica e da interpretação rasa q por vezes permeia os comentários)

    e, aliás, sempre leio o vc escreve! (a exemplo do Franco, q uma vez estava chorando q ninguém lia seus textos… eu lia – e leio, mas nem sempre é possível comentá-los… rsrs)

    quanto mais a gente escreve, mais pratica, melhor vair ficando a forma e conteúdo do texto…

    então, fazendo uma analogia, e parafraseando Osmar Santos (o pai da matéria),
    vai q é sua garotinho!
    ripa na chulipa e pimba na gorduchinha!
    e que goooooooooooool!!!
    (rsrs)

    resumindo, Zé, vai escrevendo o q lhe dá na telha (sem se preocupar muito com as respostas… só um pouco, a bem do bom senso) e faça sua parte, como tento fazer a minha.
    (o resto é só ruido de fundo…)

    ouvi dizer q o verdadeiro nome (com todo respeito aos demais "Tadeus") desse chato q nunca sabia é TADEU TADADO… não combina perfeitamente? bingo! rsrs

    ZePovinho

    26 de setembro de 2011 às 13h39

    E sempre leio seus textos,Rodrigo.A única coisa em que discordamos é sobre Israel.Eu acho que devemos apoiar os judeus que querem viver junto com os palestinos e,algumas vezes,você acha que todos os judeus são como os sionistas de extrema direita.
    Mas tudo bem.Ninguém precisa concordar em tudo para ser amigos.Valeu!!

    rodrigo.aft

    26 de setembro de 2011 às 16h01

    Ze,

    "todos os judeus são como os sionistas de extrema direita"
    engano seu!

    tenho o maior respeito por cidadãos do mundo, como eu, d qquer etnia, q agem em prol da maioria das pessoas, não a favor do seu grupo étnico ou do seu círculo de relacionamento.

    os judeus ricos da europa é q causaram toda essa confusão… mandaram os judeus pobres para BEM LONGE, para não ter q dividir nada, e como sempre, MANIPULANDO A VERDADE ATÉ JUNTO AOS SEUS.
    ►QUEM CRITICA OS JUDEUS RICOS POR TODA ESSA CONFUSÃO?
    quer ver como confere?
    ►qtos judeus ricos, ou muito ricos, vivem em israel e tem empresas em outros países?
    os ricos, e os muito ricos, NUNCA TIRARAM O PÉ de onde podem tirar o máximo de dinheiro (europa e eua, principalmente), pois o dinheiro e o poder lhes compra tudo, inclusive o respeito dos explorados e parasitados.

    poucos, pouquíssimos, uma raridade de judeus coerentes e respeitosos às suas "tradições" e ao seu próximo fixam residência em israel para ser coerente com essa história de terra prometida…
    todo pretexto é válido para não morar em israel… preciso cuidar de minhas empresas… preciso ficar perto dos parentes… só os judeus crédulos e ingênuos é q não enxergam isso.

    o q sou contra, e em qquer etnia, é q o senso de corpo (corporativismo) e o uso de informação manipulada para "enrolar" pessoas ingênuas ou desavisadas, seja da própria, seja d outras etnias.
    sou contra tbém certas atitudes da igreja católica (e qquer outra) por manipular pessoas através da fé, transformando fé em objetos e imagens, e ganhando dinheiro com venda de santos, livros, missas e coisas do gênero.
    tbém abomino os métodos subterrâneos e corporativos da maçonaria, normalmente mamando nas tetas do estado.

    acho, com o bom exemplo de algumas igrejas evangélicas, q o líder espiritual tenha emprego e seja casado, e os "bens" da igreja sejam cuidados pela comunidade.. nada de um ou dois tomando conta da garrafa… todos precisam saber o q interessa a todos.

    então padres, bispos e papa, bem como rabinos e grandes rabis e assemelhados não devem ficar sem trabalhar, como qquer mortal, para viver só de "religião" (religião, em geral, é sinônimo de privilégios e enganação). Vão dar duro como qquer cidadão de bem!!!

    resumindo, NÃO acho q todos judeus são como sionistas de extrema direita, e, lendo com mais atenção, vc verá q não cito isso nos meus textos.
    sou textualmente contra corporativismo e manipulação, principalmente se fazendo de coitado ou perseguido!!!
    toda generalização é perigosa, e procuro não ser leviano para não ser interpretado levianamente.

    acho inclusive, q a solução para aquela parte do oriente médio é uma união, como a da África do Sul, onde negros e brancos TIVERAM de arrumar uma solução, ou seja, estou falando e transformar toda aquela região em um só país, com todos seus habitantes históricos e os judeus se respeitando profundamente e agindo com honestidade mútua.

    já q os judeus europeus ricos fizeram a merda, agora não tem como repatriar todo mundo de volta às origens…
    e acho q a solução seria a unificação daquela região em um só país.

    Zé, se puder assista (RECOMENDO MUITO!):
    "Dia de Ira" com Christopher Lambert (até dá pra achar na internet)

    e depois:
    Difamacao (Defamation) – A Indústria do Antissemitismo – Yoav Shamir http://www.youtube.com/watch?v=rCUPXWyE1HY
    (os dois filmes são muito sutis e reveladores… aconselho assistir com calma e prestando atenção)

    e depois leia:
    o talmud comentado http://www.vho.org/aaargh/fran/livres6/OTalm.pdf

    e vc verá como os judeus "espertos" manipulam os judeus "comuns" e os transformam em defensores do indefensável e bucha de canhão para limpar "a barra" do q os ricos e espertos aprontam…

    (minhas desculpas sinceras ao Beto_W, mas ainda não consegui um tempo maior para escrever criteriosamente, como ele merece, uma resposta; só estou me alongando um pouco com o ZePovinho pra q ele não me interprete mal, pois eu não sabia q estava sendo visto dessa maneira, e fui até q rápido para tecer este comentário)

    VLW!!!

    [ ]'s

    ZePovinho

    26 de setembro de 2011 às 16h44

    Eu era contra um Estado judeu,Rodrigo.Hoje mudei de posição e acho que a solução de dois estados é boa o suficiente para que os dois povos vivam bem.
    Se não houvesse intromissão de americanos,europeus e outros essa questão já tinha sido resolvida.
    Os judeus são vítimas da extrema direita dentro do próprio país.Fizeram,há poucos dias,uma enorme manifestação por causa da falta de emprego e de oportunidades porque a economia está voltada para a guerra.
    Esse conflito só é bom para os ricos.Para os judeus e árabes pobres é o holocausto.

    Mario SF Alves

    26 de setembro de 2011 às 22h06

    Parabéns, meu caro. Matando a cobra e demonstrando a forma. Gostei, obrigado.
    Abs.,
    Mário.

Ana Cruzzeli

26 de setembro de 2011 às 09h28

Temos sempre que tomar muito cuidado com ganhos acima do normal.
Uma pessoa, cidade, ou nação que enriqueça da noite para dia em valores extraordinários ,sem recursos naturais que a sustente, sem manufaturas que as justifique é caso de profundo ceticismo.

O CAPITALISMO tem dessas coisas, toca em algo que alguns oportunistas tem de pior, ganhar sem ralar, ganhar sem suar a camisa. Esse sistema está com dias contados, ninguém quer viver de ilusões, mas principalmente ninguém quer servir de escada para os oportunistas.

Esses oportunistas ainda estão por ali, vendendo ilusões, alguns já desiludidos percebem a farsa, mas não sabem como enfrentá-los . Não sabem se os ignora para que venda suas ilusões para o proximo da fila ou se faz a prisão de cidadão.

Nesse exato momento ignorá-lo não é o caminho…

EUA, Reino Unido, França, Itália , enfim a OTAN estão ainda querendo vender ilusões. Dizem que se os bancos forem salvos tudo se resolverá. Isso é mentira o SISTEMA CAPITALISTA não aguenta mais tempo, está FALIDO. FMI, BANCO MUNDIAL, BANCO EUROPEU tem que parar de omitir a verdade. Está na cara que o castelo de carta ruiu, está no chão, não cabe reconstrui-lo. Eles acham que enganam mais alguém? Não adianta desvios, não adiantar querer ganhar tempo como no passado, não adianta subterfugios…
-A gripe suina foi dimensionada simplesmente para dar ares de catastrofe e assim desviar a atenção. Os dados estatisticos posteriores mostram que um gripe comum matava tanto quanto a gripe suina.
-Agora a Libia também é uma gripe, virou distração desse quarteto do mal, desses cavalheiros das trevas Mais uma vez uma distração para desviar a atenção do mundo que a Europa está derrentendo seu sistema bancário privado e essa onda já costeia os EUA.

Como a gripe suina se mostrou um erro, pois estava colapsando a economia, encerraram numa velocidade espantosa. Ameaçaram que outra gripe surgiria no ano seguinte, quando fizeram as contas viram que o LUCRO para O CAPITALISMO foi ZERO, então outra estratégia deveria ser bolada rapidamente.
Nova tentativa novo fracasso. Antes da invasão da Libia não se falava na precária situação da França, hoje apos tantas bombas já falam de maneira descarada. A segunda tentativa também fracassou…

Os bancos europeus vão cair um a um e o caso islandes mostrado no texto é clarevidencia pura. Os islandeses venderam ilusões aos ingleses, holandeses que compraram sem pedir recibo ou fiador, sabiam simplesmente fazendo as contas que os numeros não batiam, logo algo de errado acontecia, mas por que eles, ingleses e holandeses fizeram isso? Aí está a charada, foram eles que inventaram a orgia e ensiram aos islandeses como fazer, o sistema europeu já fazia isso há tempos só que de maneira mais global, mais pulverizada. Quando vemos bancos dos EUA quebrando porque fraudaram as informações e lá do outro lado do mundo a pequena ilha islandesa fazendo da mesma forma aí está o padrão. Não tem como se negar, foi ensinamento, repassado, está tudo contamindo. Se a Islandia tem hoje uma divida de 2 vezes o seu PIB e a Grécia e Irlanda também, notaremos mais e mais paises na mesma situação de falencia se eles não disserem , BASTA.

Os IMPÉRIO CAPITALISTA ainda vende ilusões, que as armas vencem sempre , que o povo esse OTÁRIO é facilmente manipulada pela imprensa, se essa falhar há sempre uma boa bomba para mostrar . Os cavaleiros das trevas principalmente o OBAMA está dando essa mensagem a seu povo e não aos iraquianos, afegão e agora aos libios, está dando a seu povo, que eles não são nada, que com mentiras ele foi eleito, e agora mostra que ele não tem medo nem de matar doentes, velhos, mulheres e crianças, logo fiquem quietinhos eu não tenho medo, está dizendo OBAMA. Oh meu Deus, que falha, eu sempre me esqueço, não é o Obama quem manda são as corporações e o povo…quietinho. Nunca vi povo tão manso quanto os estadunidense, nunca vi…

Mas há outra mensagem sendo dado novamente do outro lado do mundo, do outro lado do oceano. Os libios estão resistindo, não semanas ,mas meses. Então o povo é mais forte que as bombas, é mais forte que a imprensa comprada pelo grande capital, é mais forte que tudo. Quem é idiota nessa história?

P.S. Os bancos não precisam morrer, só precisam mudar de mãos. Se os empresários do capital não sabem lidar com ele o estado saberá, logicamente sem os liberais fraudadores no comando.

Responder

    EUNAOSABIA

    26 de setembro de 2011 às 11h27

    Sei…

Chico Doido

26 de setembro de 2011 às 07h17

O governo islandes deveria prender os responsáveis e confiscar todos seus bens .

Responder

carmen silvia

26 de setembro de 2011 às 02h59

Esse artigo demonstra que mesmo uma população com um IDH alto pode ser manipulada.Deram a eles brioches e eles ficaram felizes.Quando o caldo entornou foram chamados a compartilhar o prejuizo.O texto fala também de manipulação e até cerceamento de informações,lá como aqui ou em qualquer lugar do mundo a imprensa "marronzista"(expresão de Odorico Paraguassu/Paulo Gracindo, de saudosa memória) fez como sempre o servicinho sujo costumeiro.Não dá pra ter ilusões com o velho mundo,mesmo entendendo esta reação dos islandeses como algo interessante e positivo,tem muito água ainda pra passar por baixo dessa ponte.

Responder

FrancoAtirador

26 de setembro de 2011 às 02h16

.
.
Enquanto isso, no "país da liberdade e da democracia":

Polícia de Nova York detém 80 pessoas em protestos contra a crise

A Polícia de Nova York prendeu 80 pessoas que protestavam com o movimento chamado "Occupy Wall Street", neste sábado (24). A manifestação contra a crise econômica não é única ação no país. Há pouco mais de uma semana acontece um acampamento no sul de Manhattan contra o sistema financeiro americano, a corrupção e a "avareza" das companhias dos EUA..

Policiais carregam participante de marcha organizada pela Occupy Wall Street, em Nova York. Foto: Tina Fineberg/AP

As detenções deste sábado aconteceram em uma praça central do sul da cidade, Union Square, onde também a polícia da cidade tinha desdobrado vários agentes.

Segundo os organizadores do protesto, citados por "The New York Times", os detidos são 85 pessoas. Deles, cinco disseram que tinham sido borrifados com spray de pimenta. As manifestações foram coordenadas por um grupo de ativistas nova-iorquinos denominado "General Assembly", informa esse jornal.

A maioria dos "indignados" nova-iorquinos que protesta contra a crise econômica global permanece acampada em dois parques privados do sul da cidade, onde podiam ficar se tivessem a autorização de seus proprietários.

Após os incidentes, vários manifestantes voltaram para suas zonas de camping, segundo o jornal nova-iorquino.

Esta semana foram detidas outras 16 pessoas por terem pintado grafitis ou usarem máscaras como a que aparece no filme "V de Vingança" (2006), pois segundo um porta-voz oficial, a lei do estado de Nova York que data de 1845 proíbe que duas ou mais pessoas usem máscaras em uma mesma concentração.

E os EUA ainda afirmam ser o país da democracia que libertará o Oriente Médio de ditadores e ditaduras… Pelo visto a máxima americana só vale mesmo nos filmes de Hollywood!

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia

Responder

    Mário SF Alves

    26 de setembro de 2011 às 14h10

    "lei do estado de Nova York que data de 1845"?!! É. Nada muito diferente do "aos amigos do rei, os favores da Lei, aos inimigos de SS, os rigores da Lei.

    FrancoAtirador

    26 de setembro de 2011 às 20h15

    [youtube TZ05rWx1pig http://www.youtube.com/watch?v=TZ05rWx1pig youtube]

    “É possível que os especuladores não façam tanto mal quanto as bolhas.
    Mas a posição é séria quando a empresa vira uma bolha, no redemoinho da especulação. Quando o desenvolvimento das atividades de um país vira subproduto das atividades de um cassino, o trabalho provavelmente será mal-feito”. (John Maynard Keynes, 1936)

    A filosofia por trás do movimento 'Ocupar Wall Street'

    Vijay Prashad – Counterpunch, via Carta Maior

    O debate entre austeridade e estímulos é conduzido como se se travasse entre dois conjuntos racionais de pessoas. Os que clamam por austeridade são agentes dos grupos financistas, para os quais é pecado ver diminuir a própria riqueza; os que clamam por estímulos são eticamente corretos, mas não movem ataque de classe direto aos financistas, deixando-se navegar em ilusões. A única solução real para a crise do Atlântico Norte é, como receitou John Maynard Keynes, fazer “a eutanásia do rentista”.

    É esse impulso para desafiar diretamente Wall Street que mostra o quanto é razoável e necessário o movimento “Occupy Wall Street” , protesto que agita lower Manhattan (bem perto de onde George Washington foi empossado presidente).

    Os cidadãos que decidiram acampar permanentemente e não deixar suas tendas, e que estão sendo brutalmente atacados e agredidos pela Polícia de NY, encontraram instintivamente solução muito melhor para o país, que (1) os que insistem em exigir “mais austeridade” (como os Republicanos mais conservadores – e, no Brasil, todos os jornais e jornalistas e especialistas de todos os canais de televisão, sem faltar um); e (2) muito melhor, também que os que clamam por “estímulos” sem jamais desafiar os mandarins das finanças, os quais mais facilmente mandarão a economia dos EUA p’rô brejo, do que admitirão perder o poder que têm sobre o sistema econômico mundial (Obama, dentre outros).

    Sem luta contra o capital financeiro, ordenar “austeridade” é ato de crueldade; e ordenar estímulos é ilusão.

    (…)

    É muito mais fácil mostrar os chineses como agentes do mal, do que apontar o dedo aos financistas. Toda a conversa sobre revalorização da moeda e barreira ao livre comércio não passa de conversa fiada, de quem não tem argumento a oferecer.

    Lá, em Wall Street, Manhattan, norte-americanos comuns decidiram enfrentar, de vez, o capital financeiro. Não precisam recorrer à xenofobia ‘econômica’, nem se escravizar a ilusões de que os Buffets do mundo seriam a vanguarda da luta por justiça social. Querem é tirar, do pescoço dos povos do mundo, a botina-tacão das finanças.

    Íntegra em

    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

grilos falantes

26 de setembro de 2011 às 00h43

Azenha, desculpe meu preciosismo pela ortodoxia, mas o Pedro cometeu um engano na tradução, o que a torna incompreensível para o leitor mediano. No quarto parágrafo da seção “A mini-crise de 2006”, há o trecho “Em 2007, o economista pelo lado da oferta, Arthur Laffer, (…)” [“The supply-side economist Arthur Laffer”], cuja tradução correta seria: “Em 2007, o economista neoliberal Arthur Laffer (…)”.

Conforme nos ensina o economista americano Paul Craig Roberts, a expressão supply-side economics [economia neoliberal] foi cunhada pela dupla de economistas e professores americanos Norman Ture e Robert Mundell, ganhadores do prêmio nobel (pirata) de economia de 1962, em tese sobre a qual se baseou alguns anos mais tarde o também professor e economista Milton Friedmann da Universidade de Chicago, para formular e sistematizar (na forma de uma experiência de laboratório) no Chile essa infame ideologia econômica e política iniciada no golpe de estado em Santiago em 11 de setembro de 1973.

Responder

    Pedro Germano Leal

    26 de setembro de 2011 às 11h12

    Caro Grilos Falantes,

    Muito obrigado por sua contribuição.Tenho, no entanto, que discordar. Esclareço:

    1. a fórmula "economia pelo lado da oferta" já está consagrada em português, vide até mesmo a bibliografia do Laffer no site do Corecon, RJ, e ainda:

    “a alternativa keynesiana de controle da inflação não sugere o resfriamento de toda a
    economia, não sugere a utilização de políticas de contenção da demanda agregada como a
    elevação da taxa de juros, mas sim políticas que atingem a economia pelo lado da oferta,
    diretamente atacando o foco inflacionário” (Sicsú e Oliveira.“Taxa de Juros e Controle da Inflação no Brasil”. In: Agenda Brasil: políticas econômicas para o crescimento com estabilidade de preços.
    Barueri, SP: Manole: Fundação Konrad Adenauer. 2003, p. 30-31);

    Entre vários outros.

    Vamos dizer, portanto, que o texto do João Sicsu é incompreensível para leitores medianos? Não. Que ele cometeu um engano? Tampouco creio.

    2. traduzir a 'economia pelo lado da oferta' por 'economia neoliberal' é, isso sim, um erro grave. A razão é simples, e pode ser demonstrada a partir de uma inversão: Laffer não foi o inventor da "neoliberal economics", e sim da "supply-side economics". Portanto, se dissermos em inglês "Arthur Laffer is one of the founders of neoliberal economics", estaríamos propondo um enunciado formalmente inválido, já que é impossível que ele o tenha feito;

    2.1. Ou seja, a 'economia pelo lado da oferta' é um aspecto da economia neoliberal, mas a recíproca não é necessariamente verdadeira;

    3. Por fim, o problema é que você tomou uma tradução e a considerou consagrada quando, na verdade, não é. E a referência ao Paul Craig Roberts é irrelevante, já que ele escreveu em inglês, e não em português. Para provar que está correto (como sua argumentação é indutiva, carece de epiquirema), você precisaria oferecer evidência de uma suposta convenção em que "supply-side economy" é traduzida por "economia neoliberal", compreende? Eu, ao contrário, estou apresentando-lhe a tradução deste conceito conforme empregada pelo Sicsú (que é diretor de estudos e políticas macro-econômicas do IPEA).

    4. Esta questão de maneira alguma torna a tradução incompreensível (o que constitui uma falácia da generalização apressada, além de ser uma proposição sem validade formal);

    5. Um colega economista de Londres fez a copidescagem do texto, e conversamos a respeito desta expressão, concordando em mantê-la.

    6. Não se preocupe, não creio tratar-se de preciosismo, nem te ortodoxia (o que é, por sua vez, um pleonasmo), mas da sua sincera intenção de termos a tradução mais precisa o possível. Conto, portanto, com seu olho clínico.

    Mais uma vez agradeço, de qualquer maneira!

    Atenciosamente,

    Pedro

    Pedro Germano Leal

    26 de setembro de 2011 às 11h41

    P.S. Laffer não foi o 'inventor da "supply-side economics"', mas um de seus teóricos.

    EUNAOSABIA

    26 de setembro de 2011 às 11h20

    Tudo isso pra nada rapaz??? deixa de repetir jargões que lê por aí, essa verborragia panfletária de vocês além de medíocre é imprestável.

    Pedro Germano Leal

    26 de setembro de 2011 às 11h40

    Seu comentário é muito produtivo. Parabéns!

Marcio H Silva

26 de setembro de 2011 às 00h17

Á estória sem pre se repete, a minoria dos 5% sempre ferrando com os restantes 95%.__

Responder

marcos

25 de setembro de 2011 às 22h43

sinceramente eu estou muito preocupado em relação a tudo isso (apesar de ser legal ver a obstinação dos islandeses).

não importa o quanto os islandeses, irlandeses, etc se esforcem, eles não passam hoje em dia de paises de mentirinha.

a solução do problema na europa esta na Alemanha, a questão é se merkel tem capacidade pra enfrentar o problema ( na minha opinião ela não tem, ela não passa de desses politicos que só quer ficar bem na foto, mas tomara que eu esteja errado né ).

Responder

    Leo

    26 de setembro de 2011 às 07h08

    sei que toda crise foi culpada pelos grandes bancos que agiam e ainda agem de forma meia criminosa,mas o problema do banco Icesave islandês foi também criminosa ja que oferecia os juros mais alto para os poupadores de toda europa um banco online que atraiu muitos holandese e ingleses até prefeitura holandesa investia o dinheiro ja que aqui não é proibido,foi tudo pelo esgoto mais graças a garantia do governo holandes os clientes não perderam e mas o governo sim devido ao não do povo Islandes pelo não pagamento,que tem toda razão, um governo não pode assumir dividas criminosas de bancos privados.

Julio Silveira

25 de setembro de 2011 às 22h26

Essa possibilidade só se deu por que na Islandia a democracia é realmente feita pelo povo e para o povo, não um engodo que uso o povo para dar legitimidade aos atos nocivos e lesivos das corporações, como ocorre no mundo e ocorreu tantas vezes no Brasil.

Responder

FrancoAtirador

25 de setembro de 2011 às 21h56

.
.
Os gregos, assim como os demais povos explorados,

têm de fazer o que os islandeses fizeram:

Mandar os banqueiros tudo à M.
.
.

Responder

    rodrigo.aft

    25 de setembro de 2011 às 22h29

    BRAVO!!!

    APOIADO!!!

    MANDA TODA ESSA BANCA PARASITÁRIA E MANIPULATIVA PRA PQP!!! (Ponte Q Partiu, lógico!)
    ELES Q VÃO PARASITAR UM AO OUTRO ATÉ O FIM DE SEUS DIAS!!!

    (fala, Franco, td bom? ow, obrigado e não pude resisitir… repeti seus comentários aos meus! neste caso, uma luva!!! rsrs)

    Roberto Locatelli

    26 de setembro de 2011 às 09h07

    Realmente, nessas horas é que vemos como se comportam esses sanguessugas.

    Sou pela estatização de todos os bancos, pois é muito perigoso deixar essa área vital que é o sistema bancário nas mãos de duas ou três "famiglias". Se elas precisarem, derrubam a economia só para ter mais lucros.

    beattrice

    26 de setembro de 2011 às 17h16

    Derrubam governos, derrubam países.

Fabio_Passos

25 de setembro de 2011 às 21h17

<img src=http://www.melhordabahia.com.br/luciano/wp-content/uploads/2011/05/capitalismo_mamando.jpg>

Responder

rodrigo.aft

25 de setembro de 2011 às 20h09

a bem da equidade, depois de merecidos elogios à parceria Pedro-Azenha (rsrs), não poderia deixar de…

EXTERNAR MEU MUITO OBRIGADO À
CAIA FITTIPALDI E O
VILA VUDU (todos seus colaboradores)
PELOS VÁRIOS TEXTOS A Q TIVEMOS ACESSO ATRAVÉS DE SEU TRABALHO VOLUNTÁRIO E COLABORATIVO.
EXCELENTES PONTOS DE PARTIDA PARA AVANÇAR SOBRE TEMAS POUCO DIFUNDIDOS PELA MÍDIA COMPROMETIDA

VIDA LONGA À CAIA E O VILA VUDU!!!

(desculpem-me pelas maiúsculas, mas eles — Caia e Vila Vudu — merecem! rsrs)

Responder

    FrancoAtirador

    25 de setembro de 2011 às 21h53

    BRAVO!!!

rodrigo.aft

25 de setembro de 2011 às 19h52

BOA PEDRÃO!
(Bem q eu tinha comentado… Pedro, o Grande… like russian czar… lol)

Azenha e Pedro, boa sorte na parceria!!! SENTI FIRMEZA!!!

Responder

    FrancoAtirador

    25 de setembro de 2011 às 21h52

    APOIADO!!!

    Pedro Germano Leal

    26 de setembro de 2011 às 11h42

    Obrigado, camarada!

    rodrigo.aft

    26 de setembro de 2011 às 16h22

    A luta continua! (parafraseando os lusitanos "Homens da Luta")

    NÃO HÁ LIBERDADE E DIREITOS SEM CONQUISTÁ-LOS!

    [ ]'s

Termópilas na Islândia « Ficha Corrida

25 de setembro de 2011 às 19h39

[…] Islândia: O país que disse não aos banqueiros | Viomundo – O que você não vê na mídia Sirva-se:Like this:LikeBe the first to like this post. Deixe um comentário […]

Responder

monge scéptico

25 de setembro de 2011 às 19h19

Que terá peito para enfrentar os" moneychangers" donos da maioria do BC's no planeta?
Os islandeses demonstram coragem; quiçá tenham sucesso. Mas…………………….

Responder

Carlos

25 de setembro de 2011 às 19h00

Entendi a Social Democracia de lá é igUau[l a de cá. Os banqueiros em primeiro lugar..

Responder

Fabio_Passos

25 de setembro de 2011 às 18h49

A Islândia está simplesmente fazendo democracia.
É um ótimo exemplo.

Enquanto isso o restante da europa e os eua continuam obedientes ao regime comandado pelas oligarquias financeiras. Os "governos" não representam a população, representam os interesses da banca!

A democracia ocidental é uma farsa!

Os planos de "austeridade" nada mais são do que o roubo da população para cobrir a ruína causada pelos banqueiros.

Responder

edv

25 de setembro de 2011 às 17h42

Islândia me parece um bom exemplo de como o mundo financeiro pode destruir o mundo econômico.
Como de fato está acontecendo pelo mundo afora.

Responder

    edv

    26 de setembro de 2011 às 09h28

    Complementando:
    E me parece ter bons exemplos de como o mundo real de muitos pode reagir ao mundo virtual de poucos.


Deixe uma resposta