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São Paulo é o único estado que não investe um centavo no SAMU/192


17/07/2012 - 11h16

por Conceição Lemes

Quem já precisou de socorro para alguém em casa, via pública ou local de trabalho, sabe o alívio que dá quando liga para o 192 e a ambulância do SAMU chega ao local. Afinal, são equipes treinadas para lidar com emergências e alguns minutos podem fazer a diferença entre a vida e a morte ou mais seqüelas.

SAMU atende onde o paciente está. É a sigla do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, programa criado no primeiro ano do governo do ex-presidente Lula pelo então ministro da Saúde Humberto Costa.

Há dois anos o Viomundo denunciou:  São Paulo era o único estado brasileiro que não punha um centavo no SAMU/192, embora tivesse sido governado até abril de 2010 por José Serra (PSBD), ministro  da Saúde no governo FHC. Serra manteve a decisão tomada por seu antecessor no Palácio dos Bandeirantes, o também tucano Geraldo Alckmin, de não aderir à implantação do SAMU.

Todos os demais estados – inclusive os do Norte e Nordeste participavam do financiamento do SAMU: 50% dos recursos são do governo federal, 25% do estado e outros 25% do município.

Em 5 junho deste ano, a matéria a Folha de S. Paulo publicou a reportagem Resgate nota 10. Dizia:

Samu de São Paulo ganha prêmio mundial de eficiência em atendimentos de emergência.

Acrescentava:

É o primeiro da América Latina a conquistar o “Certificado Internacional de Eficiência”, ao lado de outras grande metrópoles como Londres e Berlim.

No twitter, José Serra, candidato à prefeitura, saudou a premiação do SAMU da capital:

Esse tweet levou-nos à pergunta óbvia: E o Estado de São Paulo como estaria? Será que dois anos depois da primeira reportagem, ele já participaria do SAMU?

O Viomundo contatou o Ministério da Saúde, para averiguar quais estados e municípios tinham parceria com o SAMU. Afinal, é o único órgão que dispõe dessas informações atualizadas. O objetivo era ter um mapa da distribuição no Brasil e saber se, finalmente, São Paulo já contribuía.

Ao mesmo tempo, o Viomundo entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, para saber se o estado participava do pacto tripartite.

A partir daí foi um jogo de empurra de semanas.

A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde respondeu:

A cobertura do SAMU 192 no Brasil é de 64%: ou seja, temos 121.967.804 habitantes com acesso ao SAMU 192. Por região temos: Norte — 51%; Nordeste — 61%; Centro-oeste — 79%; Sudeste — 65%; Sul — 66%.

Atualmente, o SAMU 192 no Brasil é composto por 165 Centrais de Regulação das Urgências, com cobertura de 1.970 municípios com acesso ao SAMU 192 em todos os estados. Temos ainda 2.052 municípios em processo de expansão ou implantação do serviço.

No quesito qualidade do atendimento, o Ministério da Saúde está ampliando e qualificando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Os municípios poderão ter aumento de 66% no valor de custeio das ambulâncias caso os gestores locais atendam a critérios de qualidade. Todo SAMU 192 já habilitado tem direito a solicitar essa qualificação.

O atendimento pré-hospitalar móvel visa chegar à vítima nos primeiros minutos após um agravo a sua saúde de caráter urgente. A gravidade com risco de morte é uma situação extrema, onde o serviço móvel de atendimento visa evitar complicações clínicas e o óbito. No Brasil, o SAMU teve início através de um acordo bilateral, assinado entre o Brasil e a França, através de uma solicitação do Ministério da Saúde. Foi criado em 2003 e oficializado pelo Ministério da Saúde por meio do Decreto nº. 5.055, de 27 de abril de 2004. O SAMU 192 é parte da Política Nacional de Atenção a Urgências, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU/192) e tem contribuído com o Estado brasileiro a reduzir o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as seqüelas decorrentes da falta de socorro, principalmente no contexto das emergências clínicas.

As despesas de custeio mensal do componente SAMU 192 são de responsabilidade compartilhada, de forma tripartite, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. A União é responsável pela proporção de 50% da despesas, que no ano de 2011 correspondeu a R$ 430.204.000,00. A complementação dos recursos financeiros repassados pelo Ministério da Saúde para o custeio mensal do Componente SAMU 192 é de responsabilidade conjunta dos Estados e dos Municípios, em conformidade com a pactuação estabelecida na respectiva CIB (os grifos são do Ministério da Saúde). 

Retorquimos. Afinal, a pergunta básica não havia sido respondida. Quais estados têm parceria com o SAMU e quais não têm?

A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde devolveu:

Sua pergunta básica foi respondida na seguinte frase:

Atualmente, o SAMU 192 no Brasil é composto por 165 Centrais de Regulação das Urgências, com cobertura de 1.970 municípios com acesso ao SAMU 192 em todos os estados (os grifos, inclusive o vermelho, são do Ministério da Saúde).

Voltamos à carga, já que existir em todos os estados não significa que determinado estado invista recursos no SAMU.  A assessoria de imprensa informou:

Segue a resposta da área técnica ao seu pedido.

O Ministério da Saúde pactua o serviço do SAMU 192 com estados e municípios e normatiza as portarias. O repasse do custeio é pactuado com os gestores estaduais e municipais nas Comissões Intergestores Bipartite (CIB). O cumprimento desse repasse é de responsabilidade de cada gestão. O Ministério realiza o repasse de sua responsabilidade e o investimento estadual e municipal é de responsabilidade de cada parte.

Insistimos, já que a pergunta central continuava sem resposta. A assessoria de imprensa mais uma vez se esquivou:

Para informações referentes aos estados, o Ministério da Saúde orienta a buscá-las com as respectivas secretarias estaduais de Saúde.

Da assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, o Viomundo cobrou a resposta por telefone e e-mail, no mínimo, dez vezes.

Inicialmente, respostas eram deste gênero:

— Nós vamos te responder daqui a pouquinho.

— Já, já, te respondemos por e-mail.

Depois, foram estas:

— Nós não temos nada ver com o SAMU.

— Isso é com o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde.

Só que nunca informou isso por escrito. Só de boca. Diante da nossa insistência em ter a resposta documentada e a reiterada recusa da Secretaria Estadual de Saúde, gravamos esta última resposta, informando que estávamos fazendo isso:

— SAMU é uma responsabilidade do município financiada pelo Ministério da Saúde.

— Mas então o Estado de São Paulo não faz parte da tripartite do SAMU?

— O estado entra com os hospitais onde são levados os pacientes.

Conclusão 1: o Estado de São Paulo continua a não investir um centavo no SAMU/192. Daí esse jogo de empurra e a falta de transparência.

Da parte da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, provavelmente para encobrir a omissão dela em relação a esse serviço fundamental.

Da parte do Ministério da Saúde,  a sonegação da informação seria para não se indispor com os tucanos paulistas? Ou para não deixar o secretário da Saúde em saia justa? Haveria conivência ou fazeção de vista grossa?  Se não é nenhum desses motivos, qual foi afinal ?

Relembramos que o Ministério da Saúde é o órgão que tem o real mapa da situação. Tanto que, em 2010, foi quem nos esclareceu sobre  de São Paulo.

Conclusão 2: Se São Paulo contribuísse com a porcentagem que foi pactuada, certamente a cobertura do SAMU no Estado seria muito maior.

Conclusão 3:  Todo atendimento do SAMU no Estado de São Paulo é custeado unicamente pelo governo federal e municípios.

“A conta fica mais pesada para os municípios, já que são obrigados a se responsabilizar também pela parte que deveria ser do estado”, lamenta o médico Arthur Chioro, secretário da Saúde de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e presidente do Conselho de Secretários Municipais do Estado de São Paulo (Cosems). “Arcam com 50% do custeio total do SAMU e não com os 25% previstos na portaria do Ministério da Saúde.”

Essa situação onera financeiramente todos os municípios, independentemente do porte.  Nas cidades menores, há uma dificuldade adicional. O SAMU deve ser regional e exige a participação da Secretaria Estadual de Saúde também na articulação de diferentes municípios de uma região.

“Só que como a Secretaria Estadual de Saúde não aporta a sua parte nos recursos previstos na legislação que regulamenta o SAMU, esse processo está travado em algumas regiões no interior de São Paulo”, constata Arthur Chioro. “Há municípios que receberam as ambulâncias e não conseguem colocá-las em funcionamento.”

A propósito. Antes da criação do SAMU, algumas cidades, como Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre, dispunham de serviço público para atender emergências pré-hospitalares. Porém, como programa do SUS [Sistema Único de Saúde], destinado a 100% da população, o SAMU só passou a existir em 2003.

Se na sua cidade já tem, não hesite em telefonar para o 192 nestas situações:

* Ocorrência de problemas cardiorrespiratórios

* Intoxicação

* Queimaduras graves

* Ocorrência de maus tratos

* Trabalhos de parto onde haja risco de morte da mãe ou do feto

* Tentativas de suicídio

* Crises hipertensivas

* Quando houver acidentes/trauma com vítimas

* Afogamentos

* Choque elétrico

* Acidentes com produtos perigosos

* Transferência entre hospitais de doentes com risco de morte

— Mas não dá para obrigar o Estado de São Paulo a investir no SAMU? – muitos devem estar perguntando.

A resposta é não. A expectativa é que a Secretaria Estadual de Saúde reveja algum dia a sua posição, pois facilitaria a ampliação do SAMU no estado. Enquanto isso não ocorrer, São Paulo estará deixando de cumprir a sua responsabilidade neste importante serviço, que ajuda a salvar vidas.

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56 comentários

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Secretaria Municipal de Saúde de SP contesta reportagem do SAMU de “lata” « Viomundo – O que você não vê na mídia

09 de outubro de 2012 às 12h41

[…] São Paulo é o único estado que não investe um centavo no SAMU/192 […]

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Fátima Oliveira: Senador maranhense, Gracimar e a maca fria do corredor do hospital « Viomundo – O que você não vê na mídia

05 de outubro de 2012 às 09h55

[…] São Paulo é o único estado que não investe um centavo no SAMU/192 […]

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Vereadora denuncia instalação de SAMU de “lata” em SP: custam caro, são provisórios e desconfortáveis « Viomundo – O que você não vê na mídia

05 de outubro de 2012 às 00h50

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Inspeção veicular: MP diz que contrato causou prejuízo de R$1,1 bilhão ao poder público e aos paulistanos « Viomundo – O que você não vê na mídia

02 de outubro de 2012 às 14h45

[…] São Paulo é o único estado que não investe um centavo no SAMU/192 […]

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Ana Costa: “É preciso frear o crescimento da saúde privada, maior responsável pela fragilização do SUS” « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de julho de 2012 às 23h59

[…] São Paulo é o único estado que não investe um centavo no SAMU/192 […]

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FrancoAtirador

19 de julho de 2012 às 18h24

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José Serra é o mais novo alvo da CPMI do Cachoeira

O candidato pelo PSDB à prefeitura de São Paulo recebeu uma doação milionária da esposa de um empreiteiro com histórico de prática de corrupção e envolvimento com a Delta, empresa apontada como braço da organização criminosa do contraventor Carlinhos Cachoeira.
Outros tucanos também estão na berlinda.
Há novas denúncias contra o governador de Goiás, Marconi Perillo, e a recomendação da abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Carlos Leréia.

Por Najla Passos, na Carta Maior

Brasília – O candidato pelo PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, é o mais novo alvo das investigações da CPMI do Cachoeira. Candidato à presidência da república em 2010, ele recebeu uma doação milionária de Ana Maria Baeta Valadares Gontijo, esposa de José Celso Gontijo, acusado de participar do esquema criminoso do contraventor.

Gontijo é aquele empreiteiro flagrado em vídeo, em 2009, pagando propina para o chamado “mensalão do DEM”, durante o governo do também tucano José Arruda no Distrito Federal. E, nas conversas interceptadas pela Polícia Federal entre membros da quadrilha de Cachoeira, é apontado como o responsável pela entrada da Construtora Delta no Distrito Federal.

A doação de Ana Maria chamou a atenção da Receita Federal pelo valor recorde: R$ 8,2 milhões. Como a legislação eleitoral só permite que uma pessoa física doe 10% dos seus rendimentos anuais, ela precisaria ter recebido R$ 7 milhões por mês durante 2009. Algo, no mínimo, incomum. Na semana passada, os membros da CPMI já aprovaram a convocação de Gontijo e a do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish. E também a de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-captador de recursos da campanha de José Serra.

O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), membro da CPMI, acha provável que as investigações sobre o esquema de Cachoeira cheguem ao PSDB nacional. E, segundo ele, nem por mera vontade ou mesmo mérito da CPMI. “Agora surgiu esta possível conexão com o Paulo Petro. E os documentos apareceram sem que nós os tivéssemos buscado”, afirma, se referindo à doação que surpreendeu à Receita.

Foi Paulo Preto quem assinou a maior parte dos contratos do governo de São Paulo com a Delta, durante as gestões de Geraldo Alkmin e Serra, que totalizam quase R$ 1 bilhão.

Tucanos na berlinda

José Serra não é o único tucano na berlinda. Situação ainda mais incômoda é a do governador de Goiás, Marconi Perillo. Ele não conseguir explicar à CPMI porque Cachoeira foi preso na mansão que vendera poucos meses antes e não convenceu os parlamentares de que sua campanha não foi financiada com o caixa 2 de empresas ligadas à quadrilha.

Agora, para agravar a situação, é acusado de receber propina para liberar pagamentos devidos pelo governo à Delta, construtora ligada à organização criminosa. Conforme as denúncias, o dinheiro teria sido liberado via a venda da sua casa à Cachoeira. “A situação do Perillo está realmente complicada”, avalia Rosinha.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) já pediu a reconvocação do governador para depor. No requerimento, ele alega que a venda da casa teria sido feita com sobrepreço de R$ 500, em troca do pagamento de uma dívida de R$ 8,5 milhões do governo com a empreiteira. Em coletiva, na tarde desta quarta (18), o presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) disse que o assunto só será definido em meados de agosto, após o recesso parlamentar. E rebateu as críticas do PSDB de que a convocação atendia a interesses eleitoreiros.

Outro tucano sob a mira da CPMI é o deputado Carlos Leréia (GO), flagrado em ligações comprometedoras com a quadrilha. A corregedoria já recomendou a abertura de processo contra ele por quebra de decoro parlamentar. Segundo o relator da representação, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), há indícios de uma relação muito próxima entre Leréia e Cachoeira, que estava tentando exercer influência no governo de Goiás por meio do deputado.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20590

http://transparenciasaopaulo.blogspot.com.br/2012/05/lacos-entre-serra-e-cachoeira-serao.html

Responder

emerson57

19 de julho de 2012 às 10h27

o governador de são paulo, geraldo, o chuchu, trabalha.
e muito.
quando se trata de despejar população pobre em benefício de grileiros,
acorda 5000 soldados da pm, mobiliza helicópteros, tanques de guerra e porta aviões, às 5 da manhã num domingo de sol.
depois do massacre comparece na “obra” com nariz de santo!

Responder

Sérgio C. Franca - Piracicaba/SP

19 de julho de 2012 às 09h17

Tudo dentro da normalidade da mentalidade tucana paulista. Ou seja nenhum programa social oriundo do Governo Federal é adotado pela República Bandeirantes pela sua irrelevância; pois visa melhorar a qualidade de vida dos pobres; o que para os tucanos paulista é uma afronta às suas ideologias mais profundas.

Responder

Taiguara

18 de julho de 2012 às 17h26

Aqui em Minas, o Estado mais endividado da Federação – obra do “choque de gestão”- os serviços do SAMU estão com 60% de sua capacidade comprometidos pela FALTA DE MACAS na unidades hopitalares do ESTADO e do MUNICÍPIO. Isso quer dizer que tal comprometimento é mais ums consequencia do tal “choque”. Portanto devemos focar as crítica no Governador/Prefeito Aócio (os outros dois, Anastazista e Lamerda, são apenas despachantes de luxo). Senhores: a situação de Minas é dez vezes mais crítica do que a de SP.

Responder

Suzana

18 de julho de 2012 às 15h03

sei.

Responder

Vinicius Garcia

18 de julho de 2012 às 12h42

Sem os “Cachoeiras” da vida, o PSDB terá que custear sua campanha de alguma forma, ganha um doce aquele que adivinhar qual será o meio. Dos 98 milhões calculados para a campanha do coiso, de onde virá senão do poder público?

Responder

Luiz Carlos

18 de julho de 2012 às 10h31

Esses tucanos administram o estado como se fosse sua empresa porque de fato eles acham que é. O que puderem empurrar para outros pagarem ou simplesmente, sonegar, mais lucro sobrará para dividir com os acionistas. E no caso do governo de SP os acionistas não são o povo, nem de São Paulo nem resto do Brasil que é quem paga a conta deles. Os acionistar são as empreiteiras e prestadores de serviços, a quem se paga altíssimo.
Se o Ministério da Saúde cortasse os repasses ao SAMU sumariamente estaria agindo como eles, desrespeitando o povo. Mas poderia reduzir outros repasses, abatendo esta grana dos repasses de ICMS por exemplo…

Responder

Jose Mario HRP

18 de julho de 2012 às 09h48

No passado a tucanalha andou pressionando através da mídia o gov. federal para dar mais dinheiro para a construção do “Rouboanel”, mas o gov fed. sabia que havia fortes indicios de “roubalheira” na obra e não se dispos a aumentar a contribuição.
A retalhação aconteceu através da mídia mansa e abriu espaço para os caciques tucanalha pedagiarem e privatizarem o “Rouboanel”!
Assim mais uma obra car´ssima dada de graça a exploração de particular, com lucros lá nas alturas!, com dinheiro do povo!
A tucanalha não pode parar……mas e o caso Alstom será que anda?

Responder

    RicardãoCarioca

    18 de julho de 2012 às 15h28

    R$65.000,00 o metro, O METRO, de Roubanel. Esses tucanos…

Martin

18 de julho de 2012 às 02h11

Em Santa Catarina estão entregando o SAMU nas “mãos” de uma tal de SPDM (Sociedade Paulista p/ o Desenvolvimento da Medicina) !!!
Isto mesmo: Uma OS paulista terceirizará, à partir de 1º de agosto próximo, o SAMU de SC !!
Isto mais parece uma “Ação Entre Amigos”
Att. Martin

Responder

José Eduardo

18 de julho de 2012 às 00h50

Por óbvio, os tucanos de SP sempre procuram sabotar os programas federais no Estado. Mas é a população quem paga o preço. Por fim, GOVERNO NÃO FAZ OPOSIÇÃO A GOVERNO! Entenderam agora, bicudos Alckmin, Serra e FHC? Tem que desenhar?

Responder

Leonardo

18 de julho de 2012 às 00h05 Responder

Emília

17 de julho de 2012 às 23h30

Qual a novidade? Tucano não cria nada, apenas copia ou usurpa o que é dos outros. Tucano, aqu no Ceará, já bateu asas em retirada “fazézano” como diz meu sobrinho.

Responder

Giovani

17 de julho de 2012 às 21h42

E aí…alguém sabe quem foi até a França em 1992 e trouxe para o Brasil o sistema de atendimento veicular do SAMU ?

Pois eh…o nome deste nobre brasileiro é Patrus Anannias, futuro prefeito de Belo Horizonte / MG.

Após implantar o sistema de forma pioneira e vitoriosa, no Brasil, o mesmo foi replicado pelo restante do Brasil.

Patrus, um grande homem e um excepcional político !!!

Responder

maria olimpia

17 de julho de 2012 às 18h03

Conceição e Azenha,
Obrigada por trazer à tona assunto dessa importancia.
Já tinha conhecimento disso. Quem mora no interior de SP sabe o quanto as Prefeituras que têm o serviço do SAMU estão penando. Além disso, centralizaram as antigas Divisões Regionais de Saúde de uma forma tal que fica quase impossível obter vagas em hospitais e, os Postos de Saúde NÃO têm remédios porque o governo do estado NÃO envia.Tudo é por conta das Prefeituras.
Pena que a “mídia” NÃO informa nada disso.
Parabéns, por este e outros assuntos que “clareiam” o que de fato ocorre no estado de SP.

Responder

Gerson Carneiro

17 de julho de 2012 às 17h46

E a cara de pau do José Serra, fazendo festa com chapeu alheio,comemorando como se o SAMU fosse obra do PSDB.

Responder

Gerson Carneiro

17 de julho de 2012 às 17h38

De onde parte a ordem no Ministério da Saúde para não prestar informações esclarecedoras sobre a situação do SAMU em São Paulo? Será que o Ministro Padilha delegou a tarefa ao mesmo secretário que prestou as informações desencontradas sobre a MP 557?

com a palavra mais uma vez o nosso ministro tuiteiro @padilhando

Responder

rodrigo

17 de julho de 2012 às 16h10

Nos últimos cinco anos necessitamos do SAMU volta e meia para levar meu pai ao hospital (aqui na cidade de São Paulo).
Nos últimos cinco anos enxerguei nitidamente a mudança de humor não só dos atendentes, com perguntas cada vez mais esdrúxulas, mas também dos paramédicos, cada vez mais soturnos e desconfiados.
O post veio bem a calhar para entender um pouco mais de um processo que vi desenrolar-se gradualmente.

Responder

jcm

17 de julho de 2012 às 15h47

Vamos ver se o Hadad vai usar esta informação de forma clara na campanha. O PT é tão cheio de dedos pra falar do coiso, que até dá raiva!

Responder

Fernando Moreno

17 de julho de 2012 às 14h14

Sabe o que é isso? Inveja do Serra, já que foi o Lula quem criou o SAMU.

Responder

Luis Roberto

17 de julho de 2012 às 14h12

Já pensou se o ministério da saúde deixasse de repassar o dinheiro do SUS para os hospitais de SP com o mesmo argumento da secretaria (nós entramos com os hospitais)… seria assim: O ministério não ajuda na conta dos hospitais de são paulo porque o SAMU leva o doente até eles….

Responder

Willian

17 de julho de 2012 às 14h00

Parabéns pelo rigor na apuração dos fatos. Insistiu, insistiu até que sua tese foi “provada”. Falta agora o mesmo rigor com os outros estados e municípios do país, para saber como cada um participa do SAMU. O estado de São Paulo, pelo que sua rigorosa apuração descobriu, entra com os hospitais. Como isto se dá em todo o resto do Brasil? TODOS entram com o dinheiro ou fazem como São Paulo, com hospitais? Por que tanto rigor especificamente com o estado de São Paulo de sua parte? rs

Responder

    RicardãoCarioca

    17 de julho de 2012 às 16h01

    Todos entram com o dinheiro e com os hospitais, menos SP. Coisa triste.

    O ministério da saúde poupa os tucanos de SP porque sabe que seus pitbulls midiáticos trobeteariam no PiG dia e noite mentiras, para enxovalhar o SAMU apenas para encobrir esse calote da ‘jestão’ tucana paulista.

    Abolicionista

    17 de julho de 2012 às 18h46

    Gente, vocês aprenderam a ler nas escolas do PSDB?rs Bom, a Conceição já respondeu aí embaixo. Você não têm dignidade? (a pergunta é retórica)

    KKK!!!

    Zezinho

    17 de julho de 2012 às 16h42

    Me perguntei a mesma coisa. Seria muito interessante fazer uma comparação com todos os outros estados independente do partido político no comando. Dado que o blog é nacional e lido mundo afora porque não informar os eleitores do Brasil para que possamos reivindicar nossos direitos independente dos governantes?

    Conceição Lemes

    17 de julho de 2012 às 17h00

    Zezinho, TODOS os estados participam da pactuação de recursos para o SAMU. Exceção: SÃO PAULO. abs

    Gerson Carneiro

    17 de julho de 2012 às 17h34

    Zezinho,

    Leia o título do post.
    Abs.

    Zezinho

    18 de julho de 2012 às 06h23

    Vou refazer a pergunta para ser mais claro.

    Com qual porcentagem do custo cada estado brasileiro contribui no ano de 2012?

    Provavelmente há estados que contribuem mais que outros e a proporção passada deve ter mudado.

Ana Cruzzeli

17 de julho de 2012 às 13h11

Quero ver o melhor ex-ministro da saúde que esse pais já teve, Zezinho,e seus pares explicarem tal absurdo. Quanto ao Serra em 2009 ele desviou o dinheiro do SUS para o sistema financeiro, eu me lembro muito bem desse desvio.

Quero ver o Serra se virar nos seus 38% de rejeição para explicar isso e muito mais ao povo paulista e agora paulistano.

P.S Eu enquanto mulher acho tudo isso um grande absurdo, mas o pior dos piores foi o Serra usar um ginecologista em 2010 para seu traumatismo craniano. Nós exigimos que o Zezinho da proxima vez que for atingido por um OVN celulosico que ele seja atendido por um urologista. Essa historia que todo homem bom ter um ginecologista particular para chamar de seu? Não mais, nós mulheres temos que sair as ruas contra todo tipo de apropriação

Responder

    Marianne

    17 de julho de 2012 às 14h01

    Serra não vai explicar nada, é tudo trololó petista. Alternativamente, também pode ser chamado de lixo. E pronto.

jõao

17 de julho de 2012 às 13h01

CPI: Gontijo assa
a batata do Cerra

“Olha a CPMI chegando ao Serra”, disse o amigo navegante Chagas.

O amigo navegante Chagas enviou o segunte comentário:

Chagas

Opa! A ligação 19 cita o Gontijo esposo da socialite que fez aquela famosa doação de R$ 8,25 milhões para o PSDB nacional nas eleições de 2010… olha a CPMI chegando ao Serra!
Vale a pena ver de novo:

Responder

Henrique

17 de julho de 2012 às 12h59

São Paulo é um Estado onde o paulista ainda tem que pagar por sua lavagem cerebral midiática, há quase duas décadas.

Um dia SP acorda dessa letargia!

Responder

RicardãoCarioca

17 de julho de 2012 às 12h58

É porque não dá para ‘pedagiar’ o SAMU. Senão…

Responder

    Marianne

    17 de julho de 2012 às 14h02

    Fala baixo, não dá ideia!

francisco pereira neto

17 de julho de 2012 às 12h56

Mas São Paulo tem outras prioridades e preocupações.
Porque São Paulo tem que se preocupar com os pobres, com a atenção aos primeiros socorros com a qualidade oferecidas pelo SAMU?
Coisa de pobre e com o governo federal e com os municípios.
O nosso negócio, as nossas prioridades, estão acima disso. O nosso compromisso é superior, não tem nada a ver com os pobres.
O nosso know-how, ou a palavra moda, nossa expertise, é arrecadar dinheiro.
Vejam que maravilha o novo projeto que está sendo implantado para as rodovias paulista pedagiadas.
Os cerca de 3 bilhões e uns quebrados arrecadados até o momento, é muito pouco para os “nossos” bolsos.
Afinal de contas o Zuzinha merece.
Voces não concordam?

Responder

Márcia

17 de julho de 2012 às 12h35

O SAMU presta um serviço de altíssima qualidade. Os paramédicos são muito qualificados. Nunca ouvi reclamações de quem sei que já precisou do serviço. Quando minha mãe foi atendida, fiquei encantada. Mas parece que o estado de SP está mais preocupado em executar sua população necessitada, do que em salvá-la.

Responder

Jose Mario HRP

17 de julho de 2012 às 12h31

Voce acha que essa corja do PSDB/Dem/PPS vão por cereja no bolo do governo Lula/Dilma?
O povo pode passar fome, dor, morrer ou se arrastar sifilitico, mas colaborar com quem só lhes surram o lombo nunca!
Quem sabe São Milton Friedman um dia volta para refazer o Reino Neoliberal de ~Don Covas y Covas o espanhol aloprado!

Responder

Alexandre Tambelli

17 de julho de 2012 às 12h28

Eu me lembro quando o EX-Presidente LULA foi ao ABC numa grande montadora, se não me falha a memória, na Mercedes, e discursou por lá. Nesse dia ele estava entregando as primeiras ambulâncias do SAMU!

O Jornal Nacional mostrou o Presidente da República discursando mas omitiu o principal! Ele estava colocando em funcionamento o SAMU! Ou seja, mostrou um discurso para os trabalhadores mas não a razão do estar lá na montadora!

Algum tempo depois nem mais cobertura para muitos eventos que o Presidente da República participava a Rede Globo mandava uma equipe de reportagem, ou noticiava.

O PSDB é um tipo de oposição que tudo o que for bom para a população e ele não é o mentor do projeto, ele é contrário, não participa, ignora. Por isto que a cada dia se apequena mais. E ainda consegue defender o golpe de Estado no Paraguai e até filiar ex-comandante da ROTA para disputar às eleições municipais por seu partido!

Partido que teve políticos de expressão como Franco Montoro, Almino Alfonso e Mário Covas e que hoje caminha para um fim melancólico!

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ZePovinho

17 de julho de 2012 às 12h27

http://arnobiorocha.com.br/2012/07/13/crise-2-0-espanha-miseria-nas-ruas/

Crise 2.0: Espanha, Miséria nas Ruas
13 de julho de 2012

Incrível como em menos de 4 anos a pujante economia européia, que elevou países como Espanha e Portugal ao topo de consumo e bonança, agora retroceda em quase 40 anos. As imagens e reportagens que tenho lido e comentado sobre Grécia, Portugal e agora Espanha, demonstram a decadência avançando impiedosamente, aqui na série sobre a de Crise 2.0, tratamos deste problema algumas vezes, mas hoje uma longa reportagem do El País me deixou perplexo com que velocidade se transforma riqueza em miséria.

O título “Pobre pode ser qualquer coisa, ou quase”, já demonstra a crueza da questão da pobreza na Espanha, escrita quase com vergonha, mas de forma bem objetiva com números espantosos, vamos comentar alguns trechos: “Mais e mais. Uma multidão silenciosa e muitas vezes despercebida. Eles são vítimas de pobreza . Ela cresce numa crise sem fim e se instala como normalidade. O desemprego, que dilacera 5,6 milhões de pessoas , é uma aresta de corte que afunila. As contas continuam os subsídios são cortados, estão esgotados como economia e emprego não aparece. O telhado está em perigo. O desaparece.

A casa de familiares e apartamentos compartilhados, nos pior caso a rua como abrigo, em apuros, vida suspensa em precária desmarcada extensão e que a falta de redes de apoio como a família, leva a exclusão social. A descida estar a aumentar rapidamente, dizem os especialistas, como num tobogã que ganha velocidade e que parece um número crescente de pessoas. Existem abrigos com listas de espera”.

As cenas de miséria começam a fazer parte da “paisagem” das grandes cidades espanholas, torna visível o fracasso do país, esbofeteia a cara dos governantes, como bem diz as contas dos pobres vencem e os subsídios o governo corta,mas inversamente continua a dar aos banqueiros, aos mesmo tempo que corta mais os programas sociais que salvariam, ou amenizariam a fome que assola o país. Recentemente o Medicanazzo cortou subsídios aos remédios, para economizar 44o milhões de Euros ano, o Sistema de Saúde Público tem piorado o atendimento continuamente nos últimos dois anos, com uma queda vertiginosa neste anos, devido aos cortes.
“Espanha 2012. Mais de 5,6 milhões de desempregados e dezenas de milhares de telhados destruídos pelo furacão da crise. Mais de 300.000 execuções hipotecárias, que começaram nos últimos cinco anos, muitos dos quais levaram a despejos, somados aos mais de 100 mil, àqueles, motivados pelo não-pagamento do aluguel. … Os números têm rostos por trás e um gatilho comum: a perda de renda, no início do Queda”.
A reportagem traz como exemplo uma casal, John e Carmen, que voltaram dos EUA em 2005, abriram uma empresa, chegaram a ter 16 funcionários, compraram apartamento em bairro chique de Madri, mas perderam tudo, ela hoje come nos sopões de caridade e se diz perplexa: “Da noite para o dia parou tudo […] Nós tivemos que demitir funcionários, que eram como uma família. Demos-lhes a sua parte justa e um pouco mais. Saímos de um dia com as contas do Tesouro com a Segurança Social . Foram impecáveis ​​com todos … “. E sem um dólar no bolso”
O retrato da crise é a dissolução familiar, de um sonho, o filho do casal está detido numa fundação juvenil, por roubo, no desespero da situação. Carmen vive num albergue, o único que aceita mulheres, com mais 1200 pessoas, o marido vive trabalhando numa fazenda no campo, como forma de sobreviver. “No começo você acha que vai ficar louco”, diz esta mulher que sonha em deixar a Espanha para começar de novo com sua família para longe. “A coisa mais difícil de perder o padrão de vida é não ter um lugar apropriado, até mesmo um quarto”, comenta. Isso evitaria ter que passar o dia na rua: a pousada está fechada a partir de dez horas até seis horas. “Na minha situação você sofre muito, mas você aprende muito. As pessoas não devem esquecer que, por mais elevado que seja, ele pode cair lá embaixo. Somos todos seres humanos e isso pode tocar em ninguém “, recapitula.
Outro casal, que traz na reportagem é formada por Jéssica, uma argentina com cidadania espanhola e seu marido o grego Anastasio, que vivem nas ruas, dormem em caixas de papelão e usam computadores da biblioteca pública para enviar currículos para buscar empregos, cada vez mais difícil, mais ainda para “estrangeiros”, mesmo ambos tendo passaporte europeu.“Mando 300 e, esperamos, conseguir uma resposta”, explica Jessica.Eles também cobram o telefone lá: você tem que tê-lo pronto para o caso, por meio da chamada, vem a esperança. A esperança de que “mais se perde a cada dia.”
A miséria atinge a classe média e baixa, diploma superior não seve mais como atração ao emprego: “As pessoas que vêm não são prejudicados. Eles são homens de média e baixa classe média, preparados para trabalhar e perderam seus empregos “, descreveu Rodriguez, um universitário que vive num abrigo e que estuda sueco, para tentar ir embora. Os grupos de apoio aos miseráveis estão espantando com o aumento e a velocidade de novos membros deste contingente nas ruas e albergues, que já não têm vagas. “Uma geração é deixado de fora “, diz Pedro Cabrera, especialista em estrutura de pobreza e exclusão social na Universidade de Comillas. Um diagnóstico “terrível” da situação: “Temos um imposto regressivo, pela política de austeridade se cortaram os serviços sociais, que não era menos favorecido, e pior o mercado de trabalho não responde a milhões de pessoas.”
“Assim, os novos pobres, além de veteranos, porque mesmo nos bons tempos Espanha não erradicou a pobreza, o que não é monopólio de párias, mas gera uma enorme exclusão social. “Ela nunca foi inferior a 20% a proporção de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza [ganhando menos do que 60% do rendimento mediano]. Estamos agora em 23% “, diz Cabrera(pesquisador . A Recessão não é a única fonte desta: também os baixos salários, os trabalhadores pobres que acreditam que ele qualifica. “Dos 100 funcionários, 14 são pobres. É algo que aconteceu antes da crise, mas o fenômeno ampliou o setor de serviços [que gera mais emprego]. “Além disso, os cortes na política social reduz a possibilidade de mitigação dos efeitos da crise econômica sobre os cidadãos mais desfavorecidos. “Ainda tem o silêncio das autoridades diante da situações de vulnerabilidade social e o ” não há dinheiro “, reclama Sonia Olea, gerente de programa da Caritas de habitação e a falta de moradia Espanha”.
Pouco ou nada há o que falar, a realidade é cruel demais, se arruma dinheiro para os banqueiros corruptos, os verdadeiros PAIS da Crise, mas se pune os trabalhadores e o povo por ter acreditado que o país estava bem e poderia partilhar da riqueza que juntos construíam, tudo foi por água abaixo, mas apenas o grande Capital se salva. Mas a que custo?

Responder

    Marianne

    17 de julho de 2012 às 14h15

    Enquanto isso, no Brasil a mídia faz uma tragédia do baixo crescimento do PIB. Tenho certeza que muitos espanhóis (gregos, portugueses e outros) trocariam conosco com a maior boa vontade. É um erro achar que ´é impossível que aconteça comigo`.

    Willian

    17 de julho de 2012 às 17h19

    Dilma acha que o crescimento do PIB não é importante. Interessante ela dizer isto num momento que o PIB cai. Quando ele estava alto, o que levou o país a ser a sexta (ou será quinta, não lembro) economia do mundo, ele era cantado em prosa e verso. Lembram do Ricúpero?

    Taiguara

    18 de julho de 2012 às 17h18

    Poiis é Marianne. Ontem a noite os canais de Tv derrubaram o avião da TAM outra vez.

    renato

    17 de julho de 2012 às 16h08

    Uma coisa é não gostar de Espanhol, outra é ficar jubiloso com esta situação.Mas não preciso ir a Espanha para ver isto.
    Sei que uma coisa são pessoas outra Governo.Mas acredito que a dissonância entre povo e governo na Espanha é maior que a do Brasil. Os cidadãos Espanhóis como outros da Europa, estiveram de costas para o resto do Mundo.
    E eles sempre souberam votar….diferente do povo brasileiro que nunca soube votar.
    Que pena eles não terem um LULA. Antes que apareça um Hitler, que adora situações como esta para se instalar.

marco

17 de julho de 2012 às 11h57

nem prestação de conta o psdb faz e na minha humilde opinião já passou da hora da população poder exigir afinal democracia é votar em “feitores” eu achava que seriam representantes do povo.

Responder

    Daniel -jás rfede gLobo

    17 de julho de 2012 às 17h35

    Marco ,psdb, pequeno, bem pequeno, até sumir.

smilinguido

17 de julho de 2012 às 11h29

Ninguem pra se alegrar e dizer algo sobre a atual “crise final do capitalismo”????
ta passando da hora, já que é o terceiro ou quarto fim do mundo capitalista só este ano…

Responder

    Hugo

    17 de julho de 2012 às 13h02

    E sobre o SAMU? Nada?

    Marianne

    17 de julho de 2012 às 14h20

    Somente os smilinguidos se alegram com a desgraça alheia. As crises são parte do capitalismo, são inerentes ao sistema. No meu entender, estamos longe da crise final e, quando esta vier, as consequências não trarão alegria, a não ser para psicopatas.


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