VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Denúncias

Santander tem só 15% dos ativos, mas 30% do lucro no Brasil


01/02/2012 - 23h03

Eu, Azenha, também me assustei ao ler na edição eletrônica do Financial Times que o banco espanhol Santander tinha divulgado uma imensa redução nos lucros em 2011 (queda de 35% em relação ao ano anterior), mas com uma exceção nada desprezível, na América Latina (de onde o banco tirou mais de 50% de seu lucro em 2011) e especialmente no Brasil.

A entrevista abaixo, publicada na Carta Maior, me ajudou a entender:

Por que a América Latina não cresce como a Ásia?

Em 1980 o parque industrial brasileiro era maior que o da Tailândia, Malásia, Coréia do Sul e China combinados. Em 2010, a indústria brasileira representou pouco menos de 15% em comparação com esses países. Acho que o que tem que perguntar é por que o Brasil representa 75% do comércio mundial de ferro e só dois por cento do de aço em um país que tem a Embraer. E não é só o Brasil. Temos o caso do Chile, que hoje exporta muito mais cobre concentrado que fundido que há 20 anos. A avaliação é de Gabriel Palma, professor chileno da Universidade de Cambridge, em entrevista à Carta Maior.

Marcelo Justo – Correspondente da Carta Maior em Londres

Londres – Ao fim de 2011 a economia brasileira teve crescimento nulo. No princípio deste ano, um prestigioso instituto britânico, o Centre for Economic and Busines Research, colocou o Brasil à frente do Reino Unido na lista das “top 10” economias do mundo e previu que, em 2020, sua economia superaria à da Alemanha, hoje segundo exportador mundial depois da China. Carta Maior dialogou com Gabriel Palma, acadêmico chileno da Universidade de Cambridge, na Grã Bretanha, especialista em política econômica comparada, que há anos procura desentranhar por que os países da Ásia têm um crescimento sustentável que não existe na América Latina.

No Brasil o copo está meio vazio ou meio cheio?

Gabriel Palma – Que a economia brasileira em termos de Produto Bruto Interno tenha passado a do Reino Unido não é tão significativo como pareceria à primeira vista porque o Brasil tem três vezes a população britânica. Se for comparado este dado com outras estatísticas brasileiras como a desaceleração, a desindustrialização, a “commoditificação” da economia, o panorama muda. Meu ponto de partida é outro. O que venho me perguntando faz tempo é por que os países da América Latina não podem crescer como os da Ásia. Na Coréia, Singapura, Taiwan, Malásia, Tailândia, Indonésia e China, o crescimento foi de dois dígitos durante décadas. Na América Latina não. Dá-se um crescimento de dois dígitos que dura uns anos e depois se esvazia. E não acontece só no Brasil. Acontece no Chile, na Argentina, no resto da região.

E qual é a resposta a essa pergunta?

Gabriel Palma – Como você pode imaginar é muito complexa. Mas os dados são muito claros. Em 1980 o parque industrial brasileiro era maior que o da Tailândia, Malásia, Coréia do Sul e China combinados. Em 2010, a indústria brasileira representou pouco menos de 15% em comparação com esses países. Acho que o que tem que perguntar é por que o Brasil representa 75% do comércio mundial de ferro e só dois por cento do de aço em um país que tem a Embraer. E não é só o Brasil. Temos o caso do Chile, que hoje exporta muito mais cobre concentrado que fundido que há 20 anos. O caso do México, que nos anos 80 se propôs um desenvolvimento exportador com as montadoras. Hoje tem a mesma proporção de montadoras que 30 anos atrás.

A China, que também teve este modelo exportador nos anos 80, hoje exporta a metade de sua produção com produtos de alto valor agregado. Há uma ambição econômica na Ásia que contrasta com a inércia que se sente na América Latina. Isso não quer dizer que não há tentativas. Na Argentina se está experimentando algo diferente. No Brasil, Mantega está tentando, mas se choca com o Banco Central. Na Ásia todos parecem querer se superar.

Entretanto, no caso do Brasil se calcula que uns 13 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza na última década, sinal de que houve avanços.

Gabriel Palma – No Brasil como no Chile e na Argentina, houve avanços, tanto neste sentido como na redução do desemprego. No Brasil temos o salário mínimo e o bolsa-família que dará a 11 milhões de famílias subsídios que lhes permitam baixar os níveis de pobreza. A questão é que todo este bolsa-família é 0,5% do PIB. Agora, se com 0,5% do PIB se consegue esta redução da pobreza, por que não se tenta com 1% do PIB que não é nada do outro mundo e que reduziria em 11 milhões mais a pobreza? Segundo um estudo da CEPAL, há seis países latino-americanos, entre eles a Argentina, o Brasil e o Chile, nos quais custaria menos de 1% do PIB terminar com a pobreza. Se falarmos da Índia, com 500 milhões de pobres, a tarefa é titânica: custa 10% do PIB terminar com a pobreza. Na América Latina não. No Chile, com 20 anos de governo da Concertação se reduziu primeiro a pobreza de 40% a 20% e, uma década mais tarde, 10%. Hoje voltou a dar um salto a 15%. Inclusive com governos progressistas, que têm uma vontade política neste sentido, com contas fiscais em ordem e um boom de commodities, o avanço é muito menor do que poderia ser.

Há um assunto que trata do desenvolvimento também. A pobreza está inevitavelmente vinculada com o modelo econômico que se aplica.

Gabriel Palma – Não resta dúvida. No Brasil há uma crescente “commoditificação” da economia. Há 10 anos as commodities representavam 25% do total. Hoje constituem 50%. Há um grande desenvolvimento das commodities, mas com poucos produtos processados e com um abandono da indústria manufatureira que é lamentável. O atual modelo econômico, que começou nos anos 80, aprofundou-se com Cardozo e continuou com Lula, se baseia em um tipo de câmbio sobrevalorizado e na entrada de capital, o que vem causando a desindustrialização do país. Não há país asiático que siga esta política macro.

O governo lançou o programa Brasil Maior para revitalizar a indústria. O caminho pode ser este?

Gabriel Palma – Se parar a decadência já me conformo. Ao olhar a taxa de investimento total – nacional, estrangeira, pública e privada – por trabalhador no Brasil, se percebe que hoje são menores do que nos anos 80. Ao comparar com a China se percebe que o investimento aumentou 12 vezes com respeito aos anos 80. O Brasil vem há 30 anos com um investimento público menor que 3% do PIB. Hoje a infra-estrutura está caindo aos pedaços. E as taxas de juro são usurárias. No último estudo da Federação de Comercio de São Paulo, a taxa de juros média do cartão de crédito batia em 230 % anual. Fala-se muito da criação de una nova classe média graças ao acesso ao crédito, mas além de acesso ao consumo o que eu vejo é um grande endividamento com taxas de mora muito altas.

Há uma bomba-relógio no setor financeiro do Brasil?

Gabriel Palma – Não acho que seja como a dos Estados Unidos e Europa. Há problemas, mas as contas fiscais são sustentáveis, a dívida externa caiu, o setor produtivo não tem grandes dívidas. O melhor que se pode dizer do Brasil é que não há nenhuma bomba-relógio financeira nos próximos cinco anos. Mas também está claro que não vai haver um crescimento de mais de três ou 4 % e terá um grande desenvolvimento do setor financeiro e das commodities. O último informe global do Banco Santander é muito interessante neste sentido. No Brasil estão 15% de seus ativos e 30 % de seus lucros mundiais. Por isso todos receberam Lula como um herói em Davos.

Que impacto pode ter esta situação do Brasil em seus vizinhos em meio à atual crise econômica?

Gabriel Palma – A grande vantagem dos países latino-americanos é que a demanda das commodities vai continuar. Isto amortiza o impacto de uma crise externa. Acho que a atual crise mundial vai deixar lembranças, não tanto pela profundidade, mas pelo tempo que vai custar para sair. Neste sentido, a América Latina teria que se preparar para cinco ou dez anos de dificuldades no setor externo e se concentrar mais em potencializar seu mercado doméstico.

Tradução: Libório Junior

Leia ainda:

A “venda” dos crachás da UFPR para o Santander

E ainda:

As fotos que surpreenderam os internautas



Ajude o VIOMUNDO a sobreviver

Nós precisamos da ajuda financeira de vocês, leitores, por isso ajudem-nos a garantir nossa sobrevivência comprando um de nossos livros.

Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia

Edição Limitada

R$ 79 + frete

O lado sujo do futebol: Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

R$ 40 + frete

Pacote de 2 livros - O lado sujo do futebol e Rede Globo

Promoção

R$ 99 + frete

A gente sobrevive. Você lê!


14 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

eunice

22 de março de 2012 às 18h46

Esse lucro é mentira. Se no terceiro ano após a privataria o lucro brasileiro era 85% do lucro mundial, e o lucro brasileiro aumentou, por que mesmo que agora seria 30%? . Esses sujeitos inclusos os brasileiros que ajudaram no roubo ao Brasil, estão é com medo de levar um caceta na rua e mentem. Quem tiver condições de apurar isso que apure mas garanto que é mentira.

Responder

FERNAMDO

20 de fevereiro de 2012 às 20h00

HACKER PASOU PORAQUI FIQUEM LIGADO

Responder

eunice

06 de fevereiro de 2012 às 12h53

Mas vamos focar no Santander e a privataria que entenderão melhor.

Responder

eunice

06 de fevereiro de 2012 às 12h52

Esses caras negociaram segredos quando da privataria. Não foi Serra que martelou tudo???????

Responder

jnascimento

02 de fevereiro de 2012 às 13h55

Existe um pensamento generalizado de que opiniões de professores como este,
sabem do brasil mais que os Brasileiros.
Não o conheço, respeito esta e outras opiniões.
Já dizia um professor aqui do Paraná muito respeitado: O Brasil é para profissionais,não há lugar para amadores.
Não temos que nos preocupar com a China,India,Russia ou qualquer outro País além do nosso Brasil.
Se dependesse da opinião de fora,teriamos vendido a Amazônia para pagar a dívida externa nos 80 como sugeriu a 1ª Ministra Inglesa Margaret Tatcher.

Responder

Pimon

02 de fevereiro de 2012 às 13h41

O texto do meu colega é de uma pobreza imensa.

Fala de aço e Embraer, que nem brasileira é e usa alumínio.

Não fala da poupança asiática, mola-mestra do INVESTIMENTO e do crescimento.

Coisa que começa a crescer no país, mas é lento!

O Brasil não perdeu indústrias, elas mudaram de consumidor, agora nacional.

Se é de 15%, não é "culpa" da indústria, mas dos preços das commodities, que dispararam.

A relação mudou, tanto melhor que temos insumos e produção.

Mas não coisas de 1,99, o Estado Socialista reinante na Ásia é imbatível.

Façamos como os alemães, qualidade e PREÇO!

Reforma Tributária…. os governadores não querem mexer em seus impostos.

Já representam 40% dos impostos globais, digo, estaduais.

Responder

ZePovinho

02 de fevereiro de 2012 às 13h06

O Nassif indicou,o Valor Economico publicou e até o insuspeito de ser comuna Instituto Millenium divulgou.Esse ZePovinho……………….
http://www.imil.org.br/artigos/a-copomizao-debate

A “Copomização” do debate do sistema bancário
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/falta-um

Falta uma política bancária ao país
Enviado por luisnassif, qui, 02/02/2012 – 08:00

Coluna Econômica – 02/02/2012

Ex-economista chefe da Febraban (Federação de Bancos do Brasil), Roberto Troster escreveu para o jornal Valor Econômico provavelmente o mais importante artigo sobre política monetária.

O título é "A "Copomização" do debate do sistema bancário" e se refere ao hábito entranhado de se discutir a política monetária somente através da taxa Selic (a taxa referencial de juros do Banco Central) sem analisar a ponta, isto é, a maneira como a taxa impacta a economia real.

A taxa Selic é mero instrumento para o BC atuar sobe o mercado de crédito. Ela é eficaz ou não dependendo da maneira como impacta o mercado. Sem essa análise, a taxa Selic torna-se quase uma abstração.

Constata Troster que uma Selic a 9% ou a 12% não faz a menor diferença para o tomador de empréstimo.

A consequência é que, apesar dos lucros enormes do sistema financeiro, "a oferta de crédito apresenta níveis de instabilidade e ineficiência incompatíveis com a sofisticação dos bancos", diz ele. Em 2011, as taxas médias de crédito variaram mais de 20% entre as diversas instituições. Há uma medida de eficiência de um sistema bancário: a diferença entre as taxas de captação e de aplicação. No último Förum Econômico Mundial, de Davos, essa diferença superou 300%, em alguns casos, tornando o sistema bancário brasileiro o segundo mais ineficiente do mundo, superado apenas pelo Zimbábue.

Disso resulta uma série de consequências:

1. Mesmo com o recorde de desemprego baixo, a inadimplência brasileira é mais que o dobro da média mundial.

2. Apesar dos avanços da bancarização, a demanda por crédito está diminuindo. Segundo pesquisa do IPEA, o número de famílias sem nenhuma dívida aumentou para 56%. Na mesma sondagem, mostra que 36% dos endiividados não teriam como saldar suas dívidas.

3. Levantamentos do Sebrae mostram que 71% das pequenas e médias empresas não recorrem a empréstimos bancários.

4. Apesar de bancos sólidos e bem geridos, a relação crédito/PIB é parecida com a da Bolívia. PElas projeções atuais, levará dez anos para alcançar a do Chile.

O banqueiro brasileiro não é diferente de outros países, argumenta Troster. O problema está na redução do debate às reuniões do Copom. "Enquanto a taxa Selic, centro das atenções, aumentou 0,25% em 2011 e foi manchete em cada alteração, a de crédito pessoal (excluído o consignado) se elevou 11,40% (quarenta e cinco vezes mais!), e não foi notícia. Há taxas médias para pessoa jurídica que são mais de dez vezes maiores que a Selic. Para pessoa física, mais de 15 e há também financiamentos para o tomador final que estão a mais de trinta".

O BC precisa avançar além da Selic. "Falta ao país uma política bancária que trate do custo do crédito, da cunha tributária, da transparência, da proteção ao consumidor bancário, do direcionamento de recursos, do desempenho dos bancos públicos, da estabilidade da oferta, dos compulsórios, do processo de precificação, da concorrência, do financiamento de longo prazo" diz ele.

"O crédito é a ponte entre o presente e o futuro e necessita de uma política consistente que alinhe interesses privados com sociais (…) Não são objetivos incompatíveis, pelo contrário. É possível, há uma janela de oportunidade e o governo quer fazer acontecer", conclui ele.

Responder

ZePovinho

02 de fevereiro de 2012 às 00h04

Se você contar os repasses que a União faz por meio de isenções fiscais,auxílios a empresários,FPM,FPE,etc a carga trbutária líquida fica em menos de 19%.
Aprendi no blog O Homem que Calculava.

Responder

A “venda” dos crachás da UFPR para o Santander | Viomundo - O que você não vê na mídia

01 de fevereiro de 2012 às 23h46

[…] Santander tem só 15% dos ativos, mas 30% do lucro no Brasil   […]

Responder

ZePovinho

01 de fevereiro de 2012 às 23h22

O 'FIM DA CRISE' E O OXÍMORO ORTODOXO

A expressão 'contração fiscal expansionista' sugere um simples oxímoro, mas representa mais que uma contradição vocabular quando se sabe que abriga a viga mestra da proposta conservadora para a crise mundial. Pulsa nesse paradoxo, ademais, uma visão de desenvolvimento recorrente em terras brasileiras, baseada na hipótese de que um bom arrocho nas despesas públicas e nas políticas sociais é pré-condição para se 'liberar' espaço à queda dos juros e, ato contínuo, festejar o 'crescimento saudável' capitaneado pelo setor privado. O tacão de Angela Merkel sobre os parceiros do euro; a decadência inglesa sob Cameron; a pobre Espanha com 48,5% da juventude desempregada; Portugal do extremismo conservador que flertou com a volta da mais valia absoluta e a sofrida Grécia das crianças que desmaiam de fome em sala de aula, sem esquecer o embate orçamentário nos EUA, são protagonistas da gigantesca massa de interesses e sacrifícios em ebulição no interior desse inocente jogo de palavras. No fundo, estamos novamente às voltas com o bordão do Estado mínimo adaptado às condições da maior crise do capitalismo desde 1929. Não há nada de acadêmico nisso. A resiliência de um marco divisor que esfarela direitos e cospe desemprego planeta afora, em troca de uma improvável redenção purgativa da economia, é a evidência mais óbvia de que o colapso neoliberal ainda não produziu um antídoto ancorado em forças sociais aptas a inaugurar um novo ciclo histórico. É desse horizonte escuro e inóspito que irrompem sinais bruxelantes de uma 'recuperação' trombeteada pela mídia, na qual bancos e grandes corporações emergem leves, líquidos e lucrativos. Mas a renda, a qualidade do emprego, os direitos e a subjetividade despencam na maioria das nações. Bancos e grandes corporações acumulam cerca de US$ 13 trilhões em caixa no mundo rico. Mas não emprestam, não investem, nem contratam. Coube ao Presidente do Santander, Emilio Botín, elucidar esse desencontro com uma explicação que desmente o suposto poder regenerador do oxímoro ortodoxo: " O crédito não flui e não emprestamos mais porque não há demanda solvente na sociedade", justificou Don Botín na 3ª feira, em Madrid. Em resumo, a 'contração' vai bem, já a contrapartida expansionista patina –justamente porque a contração vai bem.

(Carta Maior; 5ª feira; 02/02/ 2012)

Responder

ZePovinho

01 de fevereiro de 2012 às 23h19

Curiosamente,o SANTANDER é um dos privilegiados a negociar os títulos da dívida pública do Brasil:
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/hp/downloads/de

INSTITUIÇÕES CREDENCIADAS A OPERAR COM A CODIP E COM O DEMAB

BANCO BRADESCO S A
BANCO CITIBANK S A
BANCO DO BRASIL S A
BANCO ITAÚ S A
BANCO SAFRA S A
BANCO SANTANDER S A
BANCO UBS PACTUAL S A
BANCO VOTORANTIM S A
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Responder

marcio_cr

01 de fevereiro de 2012 às 23h19

Bla bla bla desindustrialização, bla bla bla China, bla bla bla cambio super valorizado. O papo nunca muda, sempre apontam questões periféricas para as causas de nosso baixo crescimento, mas nunca colocam o dedo na ferida.

O problema do Brasil é que precisamos urgentemente de uma reforma tributaria. Enquanto pagarmos 40% de imposto sobre praticamente tudo, não terá solução para nada,

Responder

    patrick

    02 de fevereiro de 2012 às 10h27

    Você sabe por que a China tem baixa carga tributária? Porque o Estado é dono de tudo, então não precisa cobrar tantos tributos! É esse o maravilhoso mundo que você e a direita raivosa querem copiar no Brasil? Ou pensaram unicamente com o fígado, refastelando-se com os baixos salários dos empregados de lá?

    Um exemplo para deixar ainda mais claro: como a China construiu 20 mil km de auto estradas em menos de uma década? Fácil! Não pagou um centavo de desapropriação a ninguém, expulsou todos os moradores que viviam nas terras que marginariam as novas estradas e, finalizada a construção, fez um leilão delas. É esse "capitalismo" que a direita quer no Brasil? (Já vou adiantando a respota: sim, desde que a vítima sejam os moradores do Pinheirinho; o "problema" é que os comunas chineses também passam por cima dos "homens de bem" quando se faz "necessário"; e aí direita raivosa?).

    Fonte: Poorly Made in China, de Paul Midler.

    Antonio Nunes

    03 de fevereiro de 2012 às 10h28

    afirmar q a China comunista e estatizante é o sonho da "direita raivosa" é de uma tolice impar!

    e como o seu comentário mostra, pra vcs da "esquerda festiva" a China está ficando "capitalista" demais… tem q voltar a ser "comunista pura"! rsrsrs

    e depois, onde o comentário do marcio_cr fala (bem ou mal) da China pra vc vir com esse papo como se ele tivesse feito alguma comparação dizendo q lá tá melhor?

    e outra:

    essse seu discurso é pra dizer q o Brasil não precisa de uma reforma tributária?

    era melhor vc ter ficado calado… assim as pessoas ficariam na dúvida se vc tinha algo inteligente pra dizer!

    rsrsrsrs


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!