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Paulo Metri: Somos capachos subalternos?


10/09/2013 - 09h49

Tentando decifrar Dilma

Veiculado pelo Monitor Digital a partir de 9/9/13

Paulo Metri – conselheiro do Clube de Engenharia

No momento atual, as decisões ou colocações de autoridades governamentais, em busca insana de satisfação do grande capital, se atropelam.

Começaria lembrando que o ministro Edson Lobão acabou de decretar que o TCU não serve para nada e, portanto, sua decisão não precisa ser ouvida.

De longa data, ele não ouve nenhuma reivindicação dos movimentos sociais, como bom representante da oligarquia maranhense.

A diretora Magda Chambriard, entrando na competição com o ministro, declara que a Petrobras não precisa ser beneficiada pela lei 12.351, que a impõe como operadora de todos os blocos do Pré-Sal com 30% de participação.

Segundo ela, a Petrobras não tem “o problema número um das empresas de petróleo”, ou seja, a dificuldade de acesso às reservas.

Esta afirmação pode ter outra interpretação, pois a dificuldade de acesso para a Petrobras significa mais chance para as multinacionais ganharem maiores participações nos blocos.

Especulo que, se Aécio ou Serra ganhassem as eleições de 2014, só para efeito de raciocínio, Lobão e Chambriard poderiam pleitear continuar nos cargos e teriam total apoio das empresas estrangeiras.

Mas não devemos cometer, mais uma vez, o erro de demonizar autoridades de baixo escalão, enquanto o mandante fica com a reputação ilesa.

Não existe a hipótese de Lobão e Chambriard terem feito o que fizeram sem ter a aprovação da presidente Dilma.

Então, a pergunta certa é por que a presidente Dilma quer leiloar Libra a qualquer custo?

O leilão é desinteressante para a sociedade brasileira, mas há uma razão para a presidente cancelar este leilão sem nenhuma análise adicional.

Ela própria, a Petrobras e o Brasil foram espionados pelos Estados Unidos, para que, dentre outras razões, empresas norte-americanas ganhassem concorrências no Brasil, o que atinge cada brasileiro.

Trata-se de um desrespeito só imaginado para nações inimigas em tempo de guerra.

A cientista social Ana Esther Ceceña, do Instituto de Investigaciones Económicas do México, em trabalho para o II Fórum Social Mundial, afirma que: “após pesquisar em documentos do ‘Department of Defense’ (DoD) americano, os interesses vitais dos Estados Unidos, em torno dos quais se organiza toda a atividade deste Departamento, compreendem: (1) proteger a soberania, o território e a população dos Estados Unidos; (2) evitar a emergência de hegemones ou coalizões regionais hostis; …”.

Acredito que a ação de bisbilhotar dos norte-americanos visava também “evitar a emergência de hegemones”, no caso, de um hegemone ainda prematuro.

Mas tenho a tese de que os próprios brasileiros estão desrespeitando o Brasil, porque não estão deixando claro para a governante brasileira que não gostaram das medidas protocolares tomadas.

Eram necessárias medidas sérias, como suspender todos os leilões em que as empresas americanas estejam interessadas, reestatizar a Embratel, apressar o lançamento do satélite brasileiro e outras.

Somos cidadãos de bem ou somos capachos subalternos?

Formamos ou não formamos uma Nação?

Se não agirmos com respeito a nós mesmos, não teremos condição de exigir que os Estados Unidos nos respeitem.

Isto tudo é óbvio. A presidente sabe de tudo e não fez o esperado, na minha visão.

A grande pergunta é: por que? Você pode responder a esta pergunta, participando do jogo “Tentando decifrar Dilma”.

Para tal, basta votar em uma das três hipóteses de reação da presidente aos acontecimentos recentes. Ou criar mais uma reação ainda não identificada.

Hipótese 1 – Para o bem estar social do brasileiro, não é tão importante entrar neste jogo de confronto. A questão da soberania é primordial, mas o mundo hoje é um barril de pólvora. Quando milhares morrem diariamente no Oriente Médio, vamos trazer para nós a discórdia e o confronto?

O Brasil é um país de tradição não bélica. Não podemos tomar medidas drásticas contra os Estados Unidos, pois, afinal de contas, em que isto nos ajudaria neste momento? Vamos dar um crédito de confiança e esperar um pedido formal de desculpas.

Tenho a garantia do presidente Obama de que ele cuidará pessoalmente de saber o que aconteceu e nos comunicará o resultado das averiguações.

O importante é que a taxa de desemprego está baixa, a inflação está controlada, o câmbio, que andou assustando, voltou à normalidade, e os fundamentos macroeconômicos estão firmes. O PAC está caminhando. Os investimentos em infraestrutura ocorrerão com as concessões previstas.

Isto criará um ambiente de negócios positivo no país. Também, as instituições democráticas estão funcionando, apesar de alguns percalços existirem.

Hipótese 2 – Este caso da espionagem dos Estados Unidos é seriíssimo e incompreensível. No entanto, sou uma governante responsável por 200 milhões de pessoas e não posso ter reações emocionais.

Nossa correlação de forças, principalmente a militar, sugere reserva não amistosa. Entretanto, propostas surgidas, como o cancelamento do leilão de Libra e da compra de caças junto à empresa norte-americana, devem ser tomadas, até porque as concorrências foram contaminadas.

Este ato norte-americano servirá para repensarmos toda nossa segurança e soberania nacional, e o posicionamento futuro no xadrez geopolítico mundial.

É irrelevante um pedido formal de desculpas, até porque o ato é indesculpável. Enfim, repercussões no curto prazo serão só a suspensão das concorrências corrompidas. No médio prazo, devemos ter uma atuação mais soberana, buscando alianças de interesse para a nossa sociedade.

Hipótese 3 – O Brasil é um aliado estratégico dos Estados Unidos. O ocorrido não é o suficiente para arroubos nacionalistas, que irão comprometer a aliança histórica com nosso vizinho do norte.

É claro que os Estados Unidos, visados como são, precisam se precaver, buscando se antecipar a ações terroristas. Vamos suplantar este momento de dificuldade, que é a coisa mais inteligente que se pode fazer.

Recebi a informação do presidente Obama que houve excesso do pessoal de segurança deles e isto, em hipótese alguma, acontecerá de novo com o Brasil. Ele reconheceu que foi criado um sistema que fugiu ao controle do próprio presidente dos Estados Unidos.

Ou seja, considero esta declaração como um pedido formal de desculpas. É bom lembrar que pedidos formais de desculpas são difíceis para qualquer país do mundo fazer.

Não vou cancelar nenhum leilão ou compra internacional programada. Nossas empresas estão juntas em diversos empreendimentos, aliás, a contribuição das empresas deste país para nosso desenvolvimento é inegável. E precisamos continuar crescendo, sem abrir mão de qualquer contribuição, ainda mais sendo ela decisiva.

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22 comentários

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Mais de 80 organizações pedem à Dilma que suspensa o leilão do pré-sal - Viomundo - O que você não vê na mídia

23 de setembro de 2013 às 19h47

[…] Paulo Metri: Somos capachos subalternos? […]

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Urbano

11 de setembro de 2013 às 20h55

O lobão acertou uma…

Responder

    Urbano

    11 de setembro de 2013 às 20h58

    Até porque conhece bem as reentrâncias.

Marcelo S.

11 de setembro de 2013 às 13h02

Venho acompanhando os textos do Paulo Metri, que estão fantásticos. Temo que a hipótese 1 seja a correta. O próprio leilão de Libra, independente do episódio da espionagem, já é um ato de submissão. Isso pra não falar em tantos outros atos de submissão. Mas há uma esperança. A grande mídia deu nos últimos dias destaque a esse assunto. Pode ter ocorrido uma negociação de bastidores, do tipo a mídia prepara o terreno pra cancelar o leilão e ela ganha algo em troca. Seria uma hipótese 4?

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Mardones

11 de setembro de 2013 às 09h37

A atuação da Dilma nesse caso é trágica. Ela continua comandando a Petrobrás para satisfação dos desejos dos acionistas e delírio das concorrentes gringas. O Ministro Lobão e a criatura da ANP são iguais ao Ministro Hibernando das Comunicações, servindo como sócios das empresas privadas. Aliás, isso de ter ministros e presidentes de agências ‘reguladoras’ defendendo interesses de empresas privadas não mudou desde o governo FHC. E para piorar a aprovação da presidenta deu sinal de renascimento, então esqueçam qualquer coisa que signifique soberania nacional. Será mais e mais mercado.

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Lafaiete de Souza Spínola

10 de setembro de 2013 às 20h24

Como nasceu a Petrobrás?

Qual a cooperação internacional recebida? Nenhuma!

Combustível faz parte da segurança nacional!

Sou contra o leilão mesmo que os participantes não estivessem usando a espionagem para usufruir vantagens. É assim que começa! E depois?

Qual a soberania que desfrutam os países, onde as grandes multinacionais estão explorando o petróleo?

O petróleo tem sido a principal causa das diversas guerras localizadas, das discórdias internacionais!

Quais os motivos das guerras do Iraque, da Líbia e, agora, da Síria?

A Petrobrás cresceu com recursos próprios, é estratégica e faz parte significativa da segurança nacional.

Entregar o petróleo a multinacionais pode significar trazer o principal motivo das discórdias internacionais para dentro do nosso país. Não devemos nos tornar mais vulneráveis do que já somos.

A Petrobrás pode captar recursos dentro do nosso país!

O petróleo é nosso! O mundo está cada vez mais perigoso!

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    carlos Db

    11 de setembro de 2013 às 12h21

    Tempos faz que o atual governo baixou-se as multis, a privataria petista-demo-tucana é o que reina. Terceirizações, destruiçao de direitos, fata de representatividade. Falta um Brizola, um Getulio, um JK. Proximo ano mudemos, ou seremos eternos capachos.

emerson57

10 de setembro de 2013 às 19h55

“Não existe a hipótese de Lobão e Chambriard terem feito o que fizeram sem ter a aprovação da presidente Dilma.”

-e não foi para isso que votamos na dilma!

o leilão do petróleo do presal e a compra de aviões de guerra estrangeiros, serão conhecidos como a burrice petralha!

e a presidenta ordena o leilão DITATORIALMENTE, sem consultar o seu partido nem o povo brasileiro.
comprará os brinquedos de brigadeiro, aviões dos quais não precisamos apenas para “ficar de bem” com os alto funcionários da aeronautica.
cheguei`a conclusão de que dilma NÃO é povão.
dilma é, desde a muito, alta funcionária, com bons salários e como tal se comporta.
saudade dos tempos do peão lula.

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    carlos Db

    11 de setembro de 2013 às 12h28

    O que difere os governos petistas dos demais é que estao comendo pelas bordas. Entregando tudo calados, na surdina. Vez ou outra estoura uma crise, e de calças baixas são pegos (como na ação do tal Mensalão…). Pegos de calças curtas tentam se explicar, e se enrolam mais ainda. Pobre Brasil. Canalhas a direita e a esquerda. Como dizia Brizola: o PT cacareja para a esqueda e poe ovos a direita… Sabia palavras!

Djalma

10 de setembro de 2013 às 19h49

Collor desregulamentou tanto esta País que resultou neste desmantelamento. Fernando HC, todo ser racional sabe a gatunagem que fez com o patrimônio público brasileiro, não merece comentário é um inqualificável. A Petezada disse que vinha e não veio. Dona Dilma, quando ministro era contra os leilões, hoje é francamente a favor, desde à época de terrorista, deveria ser agente do interesse externo. E ainda falamos dos militares. Ruim com eles, pior sem eles, pelo ao menos nossas empresas eram nossas e tínhamos desenvolvimento.

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Fernando Fidelis

10 de setembro de 2013 às 18h37

Cancelar o leilão e passar para a Petrobras TODA a responsabilidade. Levantar o dinheiro necessário através de lançamento de ações SOMENTE entre os brasileiros, mesmo através do FGTS.

Opção 2, pela soberania nacional e do minério brasileiro.

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Bernardino

10 de setembro de 2013 às 14h48

ESSA Hipotese 2 sr METRI é para ESTADISTAS tipo GETULIO VARGAS e ate CHAVEZ
A D DILMA vai aos EUA entregará o LIBRA e pedira desculpas ao Obama por ter feito teatrinho na Imprensa contra os IANQUES
NAO temos mais estadistas,meu caro,SÓ PILANTRAS!!Qualquer um desses que aí estao como candidatos sao aprendizes de chefes de Estado!
E MAIS passeatinhas direitas como essas de agora e ate esquerdistas nao vao adiantar,pois a Imprensa Bandida esta ai em nome da PLUTOCRACIA.
E ate a MILICADA que se diz patriotas de araque nao estao nem aí para a NAÇAO.HAJA vista o Patife FHC ter privatizado tudo e pasmem ASSINADO O TRATADO DE NAO PROLIFERAÇAO NUCLEAR e eles militares engoliram e nem CHIARAM
Nao somos um Pais de Cidadãos e sim de LAMBE BOTAS tanto civis como militares

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renato

10 de setembro de 2013 às 14h38

Eu não sou capacho, e se um dia for forçado a ser.
Não pise em mim porque vai cair.
Imagine todo o Povo Brasileira, o tapetão que não dá.

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Matheus

10 de setembro de 2013 às 14h25

A hipótese 2 para mim é inegociável. Não se trata de arroubo nacionalista. É o mínimo de dignidade, honra e respeito que um povo merece. É melhor promover reformas institucionais e técnicas necessárias para nos defender dessa ameaça imperial. Em tese, as forças militares teriam um importante papel na defesa contra a agressão externa (certamente a espionagem, ingerência e certos favorecimentos de alguns grupos internos constituem agressões), e não no policiamento, como querem os reacionários.

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Lando Carlos

10 de setembro de 2013 às 13h15

Interessante o artificio usado neste artigo, de não oferecer informações concretas sobre nada. Apenas se faz ilações, com especulações sobre os comportamentos de membros do Governo e do Estado, levantando suspeitas sem fundamento sobre declarações descontextualizadas. Por último tenta tomar do leitor a liberdade de formular seu próprio pensamento, buscando inclusive outras informações acerca dos temas.

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Neotupi

10 de setembro de 2013 às 13h14

Falta de soberania eh se pautar pelos eua e deixar de explorar libra com a petrobras tendo 30% no minimo e o governo tendo a participacao no regime de partilha. Se libra nao entrar em producao o brasil e a petrobras atrasam seu plano de negocios, perde a autosuficiencia e nao se tornara exportador nos proximos anos. Aos eua interessa mais libra nao entar em producao agora pois eles ja tem controle maior sobre o petroleo do oriente medio do que teriam aqui.

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José Luiz Berg

10 de setembro de 2013 às 12h53

Eu fico com uma mistura da primeira com a segunda opção.
Mas o mais importante já foi discutido em um artigo em outro blog, e não foi dito aqui: se a espionagem americana conseguiu obter informações sigilosas para ter alguma vantagem no leilão, ela já as obteve, e as informações continuarão as mesmas ano que vem, no próximo ou daqui a 10 anos.
Então não adianta nada adiar o leilão, atrasando o início da exploração do petróleo e abrindo mão de recursos necessário para o país.
O que poderia ser feito é incluir algumas contrapartidas, e talvez penalizar as empresas Americanas que participarem, mas isso pode não significar nada, pois informações podem ter sido passadas aos parceiros ingleses ou franceses, que não se enganem, também recebem informações provilegiadas do governo americano.
Então o que fazer nessa situação? Acho que rever emergencialmente as regras do leilão, para tentar antever e cercar qualquer manobra deles, e de resto, tomar as medidas necessárias na área de TI para evitar que eles continuem espionando o Brasil.
Ou alguém acredita que eles vão simplesmente parar por causa dos protestos Brasileiros?

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Antonio Carlos M Castro

10 de setembro de 2013 às 12h37

A questão é: não fazer destes poços a costumeira forma de arrecadar dinheiro: exportando pau brasil, ouro e igreja, ferro e não siderúrgica, café e não solúvel (a Suiça tem algum pé de café?)óleo cru e não refinarias controladas por Brasileiros (não como Elke Batista vendendo tudo dele para os estrangeiros; empresários vendendo grandes supermercados etc)

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jaime

10 de setembro de 2013 às 11h00

Este governo é eleitoreiro, dentro e fora – pretendemos uma indicação para o Conselho de Segurança da ONU – e fará tudo o que for preciso para seguir na direção desse objetivo, inclusive entregar o pré-sal.
Este governo não tem plano de nação e nem um modelo de longo prazo a perseguir. Tudo se resume em viver um dia (ou um mandato) de cada vez.
O futuro? Que se dane o futuro, a soja vai sempre estar aí mesmo pra ser vendida.
Agora estamos tão abertos e sintonizados que os pretendidos caças para a aeronáutica serão comprados dos norte americanos e com os pilotos dentro, para que eles mesmos façam esse trabalho desgastante e caro de proteger o pré-sal. Que, aliás, será deles também.

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izaias almada

10 de setembro de 2013 às 10h50

Excelente artigo do engenheiro Paulo Metri, incansável defensor da soberania nacional.
Voto pela hipótese 2 e creio que isto já diz do meu estado de espírito em relação a mais essa patifaria norte americana.

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Fernando

10 de setembro de 2013 às 10h37

O problema da petrobrás é ser usada para manobra politica. Não é espionagem, bacia de petroleo nem nada.

Ai ficam as maquiagens

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Julio Silveira

10 de setembro de 2013 às 10h20

A maioria do povo Brasileiro não é, e jamais se sentira assim.
Já muitos de seus dirigentes que representam mais a si mesmos podem sê-lo. Aliás, não é de hoje que estamos acostumados a flagrar esses elementos traindo os cidadãos de seu país, seus eleitores talvez não, mas os cidadãos de seu país com certeza. Mas o Brasil é um país inventado para prosperar esse tipo de gente, os que pensam diferente é que são desajustados.

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