VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Núcleo de Consciência Negra na USP: Afastamento não basta


10/01/2012 - 16h13

Nota de Repúdio do Núcleo de Consciência Negra na USP sobre a abordagem policial racista ocorrida no dia 9 de Janeiro de 2011

A Polícia Militar está, pouco a pouco, mostrando à sociedade a razão pela qual ela foi colocada dentro do campus Butantã da Universidade de São Paulo pelo governo tucano. O suposto princípio de segurança do qual a reitoria se utiliza para combater a violência é na verdade uma fonte de violência e nós devemos nos perguntar quem, de fato, são os atingidos por ela.

O lamentável episódio de extrema violência policial contra Nicolas Menezes Barreto, aluno negro do curso de Ciências da Natureza, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) e contra Anita*, aluna negra do Curso de Matemática do Instituto de Matemática e Estatística (IME) e grávida de 5 meses, durante a invasão da polícia à um espaço estudantil não deixa dúvidas: dentro da USP assim como fora dela, a Polícia Militar aborda as pessoas de forma truculenta e abusa de poder contra aqueles considerados fora do estereótipo “burguês-estudante da USP”, ou seja, as pessoas negras e pobres.

Como entidade que discute a questão do racismo e acesso à Universidade, o Núcleo de Consciência Negra na USP (NCN) repudia veementemente as sucessivas e crescentes ações repressoras, fascistas e racistas da Polícia Militar e da Guarda Universitária dentro da Universidade, em especial a ocorrida no último dia 9, mas não somente ela, pois existem outros casos de agressão, coação e perseguição de cunho político e sócio-racial acontecendo cotidianamente na USP, e principalmente nas periferias.

Fica nítido no vídeo que entre os cerca de 15 alunos que protegiam o espaço de vivência do Diretório Central dos Estudantes (DCE-Livre) da USP que Nicolas ele era a pessoa que possuía a pela mais escura e por conta disso ele foi “o escolhido” para ser abordado e agredido pelo policial. Por ser negro, sim, Nicolas foi questionado sobre a sua condição de estudante da USP e antes mesmo de responder ao questionamento racista, foi abordado com tapas e teve uma arma apontada para sua cabeça.

É vergonhoso e não podemos aceitar a violência e o racismo policial em nenhuma parte do mundo e a nossa luta começa na USP, mas ultrapassa seus muros. Não podemos permitir que quando as pessoas negras e pobres vencem o filtro social do vestibular, elas sejam literalmente enquadrados por não estar de acordo com o “perfil USP”. Ironicamente, a USP possui apenas 10% de estudantes negros (FUVEST 2010), conta-se nos dedos os professores negros a ministrar aulas aqui e a única entidade que tem como linha política o questionamento disso, o NCN, está sendo ameaçado de fechamento e demolição do seus barracão pela Reitoria.

O NCN está, juntamente com o Instituto Luiz Gama, intercedendo para o devido auxílio jurídico aos estudantes agredidos, com a perspectiva de caracterizar as agressões como crimes de racismo e cobramos da USP e do Estado de São Paulo a exoneração imediata do Guarda Universitário e dos 2 PMs agressores. Afastamento não basta!

Leia também:

Estudante da USP: “PM me escolheu porque eu era o único negro”

PM saca arma, agride aluno da USP e é afastado

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



76 comentários

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Jair Almansur

14 de janeiro de 2012 às 12h07

O policial não fez mais que agir de acordo com a instituição a que pertente. A Polícia Militar do Estado de São Paulo é toda racista, é toda truculenta. É a polícia montada para perseguir indios e escravos foragidos que perdura até hoje, com retoques cosmeticos.

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Sergio

13 de janeiro de 2012 às 17h57

O fato é o seguinte: Deve ser duro ter que ficar ouvindo um monte de asneiras de um bando de "revolucionários" sem perder a compostura. Claro que no mundo ideal isso não deveria ter acontecido. A estratégia dos "revolucionários" é muito simples:

1) Façam alguma coisa ilegal, tipo invadir um prédio PÚBLICO
2) Esperem a polícia chegar
3) Comecem a filmar
4) Irritem bastante os policiais até algum deles perder o controle e partir pra cima de alguém (se for negro então, melhor ainda)
5) Coloquem o vídeo no youtube e inundem as redes sociais

Pronto, essa é a receita básica (existem pequenas variantes) dos esquerdistas revolucionários dos dias de hoje.

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baader

11 de janeiro de 2012 às 13h19

comprovado racismo, de forma objetiva (subjetivamente para mim está claro), o fato só agrava a situação do pm 'otoridade" dele mesmo. assisti o video e no fim percebi que não respirava, que estava muito tenso, que apertava os dentes. se fosse comigo, como aliás aconteceu no passado, eu teria reagido (como reagi) por conta da descarga de adrenalina e por saber que aquilo não podia acontecer (um absurdo!) e tb para garantir minha integridade moral, já que a física já estava subjugada. não sei quanto a vocês, mas isso me desperta um ódio que pode me levar a morte nas mãos de doentes impunes, como os PMs, os tais guardas municipais espalhados pelo país (e que a velha mídia trata como policiais, atendendo pura ignorância da CF e repetindo a velha elite – como ives gandra que os defende nas suas ações, como se policiais fossem). esperamos sim, mais que afastamentos. é a nossa vã esperança: a de um país melhor.

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Fabio SP

11 de janeiro de 2012 às 12h44

A polícia militar do Piauí está sendo chamada de racista por bater nos estudantes nordestinos de Teresina… Então, ninguém vai noticiar?

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Hiro

11 de janeiro de 2012 às 12h36

Ultra-PiG anti-estudante…Lamentável: http://youtu.be/YIHg7xUUhXY

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FrancoAtirador

11 de janeiro de 2012 às 12h15

.
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Como diria Chomsky:

MAIS UMA NÃO-PESSOA VÍTIMA DA DITADURA POLICIAL
.
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Responder

Hélio Pereira

11 de janeiro de 2012 às 10h47

Tem que afastar não apenas o Soldado que cumpre fielmente o que lhe é determinado pelo comando da PM,mas sim afastar a PM do Campus,ficou evidente que a Policia não está ali para proteger,mas para discriminar alunos que incomodam por sua cor ou condição social aquele grupo de privilégiados que sempre se sentiu dono da USP.

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Jose Antonio Batata

11 de janeiro de 2012 às 07h35

Este papo que político de esquerda é ladrão foi copiado dos jornais de Direita da Europa nos anos 80. Como a Direita não tem programa no mundo inteiro eles criaram esta mentira nos anos 80 e colou. Todo mundo em Brasília sabia que não existia fita contra o Orlando Silva mas a mentira da VEJA colou e a fita onde foi parar. Onde está a FITA contra o Orlando Silva???? Orlando silva foi massacrado porque era preto e pobre esta é a grande e cruel verdade. Este papo de que político de esquerda rouba é apenas falta de argumento de militante de Direita. O grande programa da Direita foram as PRIVATIZAÇÔES. Roubaram BILHÔES do povo brasileiro e estão rindo na nossa cara. A Direita depois de 2008 não tem proposta para o brasil e o resto do MUNDO.

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    MARCELO

    11 de janeiro de 2012 às 11h20

    Zé,a Direita apóia a Dilma.É Zé Antônio Quiabo,a Direita apóia a Dilma.SARNEY,RENAN,
    ROMERO JUCA,VALDEMAR COSTA NETO,SEVERINO,COLLOR,FERNANDO BEZERRA,
    GARIBALDI,INOCÊNCIO OLIVEIRA,etc.Por quê você repete estes trolls chatos aqui?Um
    só email basta.Político de esquerda,de direita,rouba sim.A única diferença é que os de
    esquerda roubam sempre justificando que é "em nome do povo".Sou do povo e não sou
    ladrão,tá?

@recupera

11 de janeiro de 2012 às 01h13

PQP!!!!Nunca vi tanta hipocrisia e oportunismo juntos, não é a toa que estamos sem líderes de verdade. Houve mais falta de sensibilidade de quem?? Do policial pobre e sem orientaçao adequada ou de um grupo privilegiado que e capaz de provocar e rir como se ve no video. Covardes todos, nem vem que não tem. Esse mesmo policial morre por nada todo dia e nessa hora ninguem sequer procura saber o nome deles. HIPOCRITAS!!!

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Adilson

11 de janeiro de 2012 às 00h09

A maneira como o PM parte pra cima do rapaz, duvidando que ele ele estudava ali, chegando a sacar a arma, e ainda tentando arrastá-lo, e tudo isso sem que houvesse resistência incisiva por parte dele, apontam para uma ação racista. Esse rapaz, mesmo tendo provocado o PM, como muitos estão afirmando, não seria tratado assim de forma tão escandalosa e agressiva se fosse louro de olhos verdes. Vamos ser realistas. Até parece que não estamos no Brasil, caramba!!!

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Fabio SP

11 de janeiro de 2012 às 00h00

Puxa! Que pena que a chuva em São Paulo foi fraquinha hoje… Se tivesse um alagamento já tinha post dos bons amanhã…

Responder

Lenin

10 de janeiro de 2012 às 22h46

Ontem,vendo o vídeo,de tão absurdo,'preferir' ser pegadinha…Hoje,lendo alguns comentários de navegantes limpinhos (…discordar é livre;como tbém receber capilé p'ra afrontar -no caso,seria éticamente deprimente,pois,espaço expontâneo e livre),n me espantaria se,no frigir dos ovos,o estudante acabe como culpado -sob aplausos dos "honestos intelectuais".

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Jose Antonio Batata

10 de janeiro de 2012 às 21h17

O Estado de São Paulo está sendo governado por uma organização de Extrema-Direita chamada de PSDB. Esta é uma triste constatação. O PIG defende a morte dos Pretos , pobres e Nordestinos. Todo mundo está com medo mas a invasão da USP e da Cracolândia revela o conteúdo FASCISTA do PSDB. A Verdade é que o PIG apoiou a invasão da USP e da Cracolândia.

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    Fabio_Passos

    10 de janeiro de 2012 às 22h15

    É a extrema direita.
    É o ódio e o desprezo que a "elite" branca e rica sente do povo brasileiro.

    O PIG é um dos maiores incentivadores do racismo no Brasil.
    A rede globo tenta negar o racismo e a revista veja é um antro de racismo explícito.

    E as ações fascistas do psdb em são paulo são claras.
    Durante o governo(?) Alckmin – que mandou a polícia fazer acordo com o PCC – covardemente permitiu ação livre dos grupos de extermínio contra pobres e negros.

Paulo César

10 de janeiro de 2012 às 20h37

A hipocrisia étnica no Brasil

Lembro-me que há pouco tempo (há algumas décadas) o povo norte-americano era o retrato do racismo. Em poucas décadas eles evoluíram mais do que o Brasil em 500 anos!! … Basta ver o cinema norte americano para ver o papel do negro nessa oitava arte, uma das principais fontes de renda dos Estados Unidos no mundo e a hegemonia de anos-luz na frente do restante do cinema no planeta. É notável também a participação do negro afro-americano em todos os esportes do país: uma participação maciça por competência. Nas universidades é também muito intensa a participação do negro norte-americano como intelectuais importantes na história cultural dos Estados Unidos de hoje. Isso é sinal de inteligência do povo norte-americano, brancos e negros, e de capacidade de resolver os seus próprios problemas internos. Como exemplo de evolução cultural, os americanos hoje têm um presidente negro como representante do País. Estou destacando isso não é por que sou defensor dos Estados Unidos, acho até que eles são um povo muito sacana mesmo, politicamente e culturalmente, mas devemos reconhecer que é um povo inteligente e muito mais avançado que o povo brasileiro, porque aprende rapidamente a resolver suas diferenças étnicas.

Aqui no Brasil a Rede Globo não consegue nem “copiar” o padrão de socialização televisiva dos Estados Unidos, de tão obtusos que são os produtores intelectuais da programação da emissora, principalmente porque se deixam doutrinar por uma mentalidade tão retrógrada de discriminação de atores. Essa emissora só faz vitrine propagandista do mercado de modas e produtos dirigidos quase que exclusivamente para a classe de maior poder aquisitivo, que tem por força do racismo o favorecimento esmagador de pessoas brancas, selecionadas por sistema perverso para as melhores oportunidades de trabalho, estudos, condições de moradia e favorecimento em todos os sentidos. Será que o Brasil real é mesmo este que está representado nas telenovelas da TV Globo?

O problema maior é que a discussão sobre temas que colocam na berlinda o racismo no Brasil é discutido com muita má vontade por pessoas que se consideram não negras, e também por políticos que não querem envolver com uma questão tão espinhosa como essa que não gera votos. A cota para negros ingressarem nas universidades é recebida pela população brasileira com muita desconfiança, isto porque exacerba e expõe mais às claras o racismo velado que existe no Brasil. Quando se faz alguma ação pública para diminuir a desigualdade cada vez mais crescente de oportunidades entre brancos e negros no Brasil, dizem políticos importantes que se torna perigoso a “racialização”. Creio que o problema é “explicitação” do racismo escravocrata já existente e incutido na mentalidade do brasileiro. O racismo brasileiro é a questão de querer se autoafirmar como País de mentalidade do terceiro mundo e ai permanecer. É tudo uma questão estrutural da cultura brasileira dominante, porque não acredito que na nossa genética a predominância do sangue é caucasiana.

Para haver avanço nas discussões sobre racismo no Brasil tem que debater sim. Tem que denunciar sim. E tem que rever os direitos sim. O problema só se resolve, ao menos em parte, se houver disposição para discutir o problema e dialogar de modo construtivo. Essa é uma realidade social, pois mexe profundamente com classes sociais estagnadas pela discriminação ativa e eficaz. É preciso desarmar o sistema operativo que promove as diferenças sociais de modo discriminador, através do cumprimento da lei e que progridamos no sentido de esclarecer e garantir que o ato preconceituoso não cabe mais na sociedade brasileira, e que o exercício de democratização legítima é um direito constitucional que deve ser aplicado sim, doa a quem doer, e que não deve ser mascarado por interpretações capciosas, intolerantes e hipócritas.

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EUNAOSABIA

10 de janeiro de 2012 às 19h32

"cobramos da USP e do Estado de São Paulo a exoneração imediata do Guarda Universitário e dos 2 PMs agressores"

Será que esses porras loucas já ouviram falar numa norma constitucional chamda de "Amplo direito de defesa?"

Onde está a prova de que houve racismo???

Responder

    Tiago Tozzi

    10 de janeiro de 2012 às 20h53

    Talvez a questão não seja de racismo mas sim de desequilíbrio emocional. De qualquer forma o policial não está preparado para exercer a função.
    Mas, vou insistir, não acredito que seja um fato isolado. A própria concepção de polícia merece ser rediscutida.

    EUNAOSABIA

    10 de janeiro de 2012 às 21h24

    100 % de acordo com seu comentário.

Eleandro Madureira

10 de janeiro de 2012 às 19h19

Não vou entrar no debate sobre se foi ou não racismo, corro o risco de partidariamente opinar sem a frieza racionalista que, a julgar por alguns comentários aqui, vá desfocalizar a questão; quero então dizer que a ação da polícia, a qual ultimamente me tem muito chamado à atenção, pelo despreparo, desrespeito com a população como um todo e absoluta falta de rigor ao analisar os momentos em que deve atuar – com raríssimas exceções -, tudo isso me põe amedrontado diante dos casos que se avolumam em nosso país… Até quando isso vai durar? Treinados no período colonial para caçar desocupados (desempregados), celerados e prostitutas, nota-se que suas práticas ainda hoje são similares, no que tange a truculência e ausência de senso crítico.

Responder

Danilo Morais

10 de janeiro de 2012 às 19h09

Abaixo reproduzo nota, que se encontra na página http://movimentoparatodos-sp.blogspot.com/ do "Movimento Para todos – SP", uma tendência do movimento estudantil.

Nota do Movimento ParaTodos SP sobre a Violência da PM na USP

Na última segunda-feira, assistimos a mais um exemplo da truculência e da brutalidade da Polícia Militar de São Paulo. Um estudante foi agredido de forma arbitrária e discriminatória por um sargento, enquanto guardas universitários e policiais militares tentavam expulsar, sem qualquer justificativa, um grupo de estudantes da sede do DCE-Livre da USP.
Um policial partiu para cima de um jovem negro, questionando se ele era estudante da USP ou não. Iniciou-se então um “show” de truculência e brutalidade: o estudante foi arrastado, agredido e o policial chegou a apontar uma arma contra o jovem. Ao ser questionado por estudantes, o policial retirou a própria identificação.
Um vídeo que registrou toda a ação rapidamente circulou nas redes sociais. Ainda no dia de ontem, começou a circular a notícia de que o sargento responsável pela agressão teria sido afastado e estaria passando por processo de sindicância.
Apesar do episódio ter repercutido muito, e chocado um grande número de pessoas, é importante ressaltar que esse tipo de conduta não é algo isolado na PM. Não se trata de um desvio individual.
A Polícia Militar, da forma como é concebida atualmente, não só é incompatível com o ambiente universitário: ela é incompatível com a democracia. A violência é regra, e não exceção, quando se trata do modo de atuar da corporação. Vem chamando a atenção a violência empregada na “Operação Sufoco”, na Cracolândia. Essa mesma PM traz em sua história episódios sangrentos como o Massacre do Carandiru e os Crimes de Maio de 2006.
No caso da USP, a presença de uma câmera que filmou toda a agressão fez a diferença. O sargento não teve o menor pudor de ter sua atitude agressiva registrada em vídeo. O azar do policial foi que dessa vez ninguém bateu palmas para a postura da PM e a repercussão negativa do fato fez com que ele fosse afastado da corporação e submetido a um processo de sindicância. Muito provavelmente ele será substituído por outro policial com formação igualmente autoritária, truculenta, racista e higienista.
Não é à toa que a Polícia Militar está recorrentemente envolvida em episódios de violência institucional. A corporação carrega em si o gene do autoritarismo e conserva práticas do tempo da Ditadura Militar. Nosso país ainda não viveu uma justiça de transição que possibilite o entendimento de nossa história e nosso passado e, por causa disso, temos uma série de entraves para modificar nosso presente e construir um futuro livre dessa herança antidemocrática.
É fundamental que consigamos discutir, na Universidade e no Movimento Estudantil, alterações profundas nas instituições da Polícia Militar e na própria lógica da Segurança Pública, como a obrigatoriedade do ensino dos Direitos Humanos e mecanismos mais intensos de controle do poder civil sobre as instituições militares, para além da primasia do policiamento preventivo sobre o ostensivo.

Responder

Augusto

10 de janeiro de 2012 às 18h52

Invasão da USP pela PM???????

Francamente, pessoal, vocês estão distorcendo tanto as coisas quanto os conservadores de Veja. De uns tempos para cá, o Azenha tem me decepcionado cada vez mais. Reproduzir uma nota ridícula feito essa, sem nenhuma crítica, não contribui para discussão do problema USP.

A Polícia Militar, assim como qualquer outra autoridade estatal, pode entrar na USP quando quiser, quando bem entender. A USP não é um território à parte no Brasil, que não estaria sujeito a nenhuma lei brasileira. A USP, seus professores, funcionários e alunos têm, sim, de prestar contas à sociedade, porque é a custo dela que eles existem.

Defendo incondicionalmente a ação da PM na USP.

Esses "alunos" não são donos da USP. O espaço em que está instalado o DCE é um espaço público, cujo proprietário é a sociedade. Se não desejam ser incomodados pela polícia, devem instalar o DCE num local fora do campus da USP.

Responder

    Mário

    10 de janeiro de 2012 às 20h32

    Cara, vou ser delicado, pois gostaria de dizer algumas coisas mais contudentes: teu discurso é ridiculamente anacrônico!!!

    Tiago Tozzi

    10 de janeiro de 2012 às 20h45

    Veja Augusto,me parece que você está misturando um pouco as coisas. A USP não é um território separado da sociedade, ok, você tem razão, mas me parece que a questão é outra. A PM deve abordar os cidadãos (aqui estou falando de qualquer um, não só aluno da USP) desta maneira? Considerando que a PM representa uma parte do Estado, então devemos nos questionar: é essa a maneira que queremos que o Estado trate os seus cidadãos? Ou seja, os cidadãos devem ser inimigos do Estado? Se for assim, que Estado é esse?

    Augusto

    11 de janeiro de 2012 às 01h15

    Tiago, reflita por um minuto, meu caro. Você acha que a PM foi a PRIMEIRA opção adotada pela Reitoria da USP??? Responda se puder. É óbvio que não! A PM só foi chamada para ir até o local porque esses alunos se recusam a acartar as determinações da Reitoria da USP. Essa é questão principal. Repare que quando o policial pede para deixarem o local, eles alegam, como se fossem donos do pedaço, que para isso primeiro deveriam ter sido CONSULTADOS, ou seja, teria de ter havido, primeiro, a concordância, deles mesmo, para que o local fosse desocupado. PELO AMOR DE DEUS! É o fim da picada!

    Augusto

    11 de janeiro de 2012 às 01h15

    Continuando… Podemos não gostar do Rodas, mas ele é o reitor, a quem cabe decidir sobre uso e destino dos bens da USP. Então, como última opção, a PM é chamada para dar cumprimento a uma determinação administrativa e o que acontece? Os tais alunos se julgam no direito de se oporem como se estivessem dentro de suas próprias casas. PELO AMOR DE DEUS! Um deles até chega ao cúmulo de pedir um MANDADO… É fim da picada! Um mandado para o reitor fazer o seu trabalho. Era só o que faltava. Me desculpe, mas esses alunos não merecem o menor respeito.

    Augusto

    11 de janeiro de 2012 às 01h22

    As pessoas não toleram mais isso. Aqui mesmo próximo onde eu moro, tem uma avenida que todo dia é uma baderna, com muito barulho, funk o tempo todo, som muito alto, motos com o escapemento aberto, tiroteiros volta e meia, racha, violência, sexo e por aí vai. O desrespeito ao direito alheio é impressionante. As pessoas saem de suas casas para ir fazer baderna no espaço público. Alguns vizinhos já estão com graves problemas de saúde por causa disso. Já perdemos a conta de quantas vezes procurados a PM e a Promotoria. Mas o que acontece? A PM tem de ficar no local 24 h, porque basta deixar o local para tudo voltar como se fosse a coisa mais normal do mundo.

    CC.Brega.mim

    11 de janeiro de 2012 às 01h20

    "incondicionalmente"?
    disse tudo.
    jogou fora os proto argumentos que tinha
    e ainda confirmou o implícito
    – apoio à violência do Estado policial Alkmin/Kassab

José Roberto

10 de janeiro de 2012 às 18h51

Não basta afastamento dos policiais e dos seguranças porque eles tem que serem punidos com a demissão das funções: são completamente incapazes de exercerem estas funções policiais – imagina se trocam a USP por uma favela, qual seria o sofrimento dos cidadãos e cidadãs negros e negras?
O policial que apontou a arma colocou em risco de vida o aluno: deveria ser julgado por tentativa de homicídio e violência de agente púbico contra um cidadão (abuso de poder).
Não podemos esquecer as cenas do video feito do que aconteceu. Não dá para os agentes de "segurança" dizerem que não aconteceu o que já foi assistido por mais de duas mil pessoas na internet.

Responder

    MARCELO

    11 de janeiro de 2012 às 11h25

    Zé,tem tanto ladrão de terno e gravata por aí que está solto e a gente comentando estas coisas
    que vão ser usadas pelos bocós do PSTU,PCO no horário político.E lá em Pernambuco,onde
    internos da Febem estão sendo mortos?Cadê o Eduardo Campos,o novo Collor do século 21?

JOSE Antonio Batata

10 de janeiro de 2012 às 18h37

A Grande Imprensa PIG bateu no eX-Ministro Orlando Silva porque ele era PP. Todo mundo em Brasília sabia que não existia o vídeo contra ele. O PIG não gosta de PPN (preto,pobre e nordestino.)..Há um grande medo de dizer a verdade, o Orlando Silva só foi massacrado pela mídia porque era PP ( Preto e Pobre )..O vídeo contra ele nunca existiu . Todo mundo em Brasília sabia que a revista Veja esta mentindo,

Responder

    leandro

    10 de janeiro de 2012 às 19h20

    PP?? Onde você viu algum ministro desse governo pobre? Podem até entrar no governo remediados,mas sempre saem endinheirados.

    Tiago Tozzi

    10 de janeiro de 2012 às 20h55

    Lá vem o senso-comum…

    Fabio SP

    11 de janeiro de 2012 às 00h00

    O que diferencia um governo de esquerda de um governo de direita é a mão com que eles roubam… Os de centro roubam com as duas…

    Jose Antonio Batata

    11 de janeiro de 2012 às 07h33

    Este papo que político de esquerda é ladrão foi copiado dos jornais de Direita da Europa nos anos 80. Como a Direita não tem programa no mundo inteiro eles criaram esta mentira nos anos 80 e colou. Todo mundo em Brasília sabia que não existia fita contra o Orlando Silva mas a mentira da VEJA colou e a fita onde foi parar. Onde está a FITA contra o Orlando Silva???? Orlando silva foi massacrado porque era preto e pobre esta é a grande e cruel verdade. Este papo de que político de esquerda rouba é apenas falta de argumento de militante de Direita. O grande programa da Direita foram as PRIVATIZAÇÔES. Roubaram BILHÔES do povo brasileiro

    Fabio SP

    10 de janeiro de 2012 às 20h47

    Meu caro, o Orlando Silva de PPN só tinha o P…

    Jose Antonio Batata

    10 de janeiro de 2012 às 21h13

    Os jornais Paulista investigaram a vida toda dele e não encontraram nada contra ele a não ser Preto, Pobre e Comunista. Estes mesmos jornais jamais investigaram políticos da organização FASCISTA chamada de PSDB.

    Jose Antonio Batata

    11 de janeiro de 2012 às 07h52

    O Estado de São Paulo virou um espaço da Extrema_Direita onde Preto, Pobre e Nordestino são tratados como sub-raça. O PSDB transformou o estado numa área de exclusão social. SãO Paulo virou um estado policialesco . O PSDB destruiu o estado mais importante da federação.

    leandro

    11 de janeiro de 2012 às 12h04

    E ainda é o estado que mais atrai investimentos e o maior IDH do país. O estado que sozinho representa 40% do PIB e um imã para todo tipo de empreendedor. E olha que moro no RJ, mas sei reconhecer que SP ainda é a locomotiva do Brasil seja na indústria, serviços ou agronegócio. A capital já provou a administração petista e a Marta conseguiu a façanha de nem se reeleger, isso nesse país é dificil. Quem tem a máquina na mão não se reeleger é de rir.

Bruce Guimarães

10 de janeiro de 2012 às 18h36

Sem cabimento algum levar esse episódio para a questão racial. Qualquer advogadozinho de quinta categoria livra o PM dessa.

Responder

    Miguel

    10 de janeiro de 2012 às 18h43

    Claro, claro. O profissionalissimo pm esta discutindo com um grupo, ve do outro lado um negro e sai correndo exigindo sua identificacao sem motivo nenhum, e e' absurdo dizer que tem racismo. Trollzinho, voce ja foi melhor em suas provocacoes, perdeu o financiamento?

    Fabio SP

    10 de janeiro de 2012 às 20h44

    Se o policial tinha um negro ali ao lado dele, para que tinha que ir lá no fundo?

    joão33

    10 de janeiro de 2012 às 20h55

    não perdeu o financiamento não , mas o nível de comentaristas que aceitam esse trabalho esta cada vez mais difícil , o bruce tem que continuar e não conseguem recrutar outros , trabalhe em casa pela internet ganhe dinheiro fácil R$2.500.00 e ainda melhore sua auto estima com a sensação de pertercer a elite cheirosa desse pais

    MARCELO

    11 de janeiro de 2012 às 11h09

    Elite,João?Só se for o Ribamar Sarney,né João 171?A Elite está contra a Dilma.Rapaz,
    acho que você é parente do Didi Mocó ou do Golias.Apresente alguma prova de que
    alguém receba dinheiro pra escrever aqui.Caluniador e mentiroso é o que você é.

    Bruce Guimarães

    10 de janeiro de 2012 às 21h53

    Miguel e Joao33
    Vocês tem cada idéia!!!

    ana

    10 de janeiro de 2012 às 21h01

    Bruce, infelizmente não poderemos ter certeza sobre isso porque ele não será processado. sabe por que?

    Bruce Guimarães

    10 de janeiro de 2012 às 22h38

    Ana,

    Se eu fosse chefe desse PM, eu faria de tudo para não puni-lo, tá nítido que foi um destemperamento esporádico. Tem uma cena que vi na televisão que ele aparece sozinho e os estudantes xigando ele de racista, percebe-se o arrempendimento dele.

    Racismo é um crime muito sério, isso não existiu de forma alguma. Não tem cabimento, não tem lógica.

    Vão abrir a sindicância para apurar, mas é muito fácil defendê-lo nesse caso. Torço por ele.

    Mateus_Beatle

    10 de janeiro de 2012 às 23h59

    Viu na televisão? Então, certamente não viu a ação toda do PM.
    Não linkarei o vídeo do youtube aqui, pois, se você, de fato, quiser adquirir a informação sem a edição e intenção da emissora televisiva, irá atrás, antes de ficar torcendo por agressor, racista e autoritário. (lá você verá que ele não só NÃO SE ARREPENDEU da atitude, como ainda voltou para intimidar os alunos, ameaçando, inclusive, um deles de prisão…)

    Thiago_Leal

    11 de janeiro de 2012 às 17h38

    Qualquer dia desses, eu, enquanto estudante que milita na USP, vou perder meu destempero incólume há anos e socar a cara de um PM. Espero que você, Bruce, também defenda meu "destempero esporádico" e seja contra qualquer punição minha.

    Bruce Guimarães

    11 de janeiro de 2012 às 22h26

    Cada caso é um caso. O que mais faz os Estudantes da USP é desrespeitar as leis, principalmente invadindo prédio público. A sociedade, de um modo geral, já tem muita complacência com os estudantes.

Edison

10 de janeiro de 2012 às 18h30

O PSDB fará o de sempre.
Vai transferir o meliante para que ele espanque negros em outro lugar.

Responder

    renato

    10 de janeiro de 2012 às 19h02

    O PSDB fará o de sempre e receberá os votos de sempre, com votos de negros e nordestinos que tanto lhes enoja.

    Fabio_Passos

    10 de janeiro de 2012 às 22h18

    Pois é.
    Se há dúvida quanto a punição do executor… que dirá do mandante do crime?

    Alckmim precisa se explicar.
    Por que o psdb de sp mandou a puliça bater em estudantes negros na USP?

Abdula Aziz

10 de janeiro de 2012 às 18h26

Tá na hora da popupalção questionar pra que policía militar e policía civil. Qual o verdadeiro papel dessas duas instituições? No passado essas duas policías já se enfrentaram nas ruas de São Paulo. E ainda foi na gestão do infeliz desgovernador Cerra.

Responder

    EUNAOSABIA

    10 de janeiro de 2012 às 19h37

    Graças aos sindicalistas do PT que as policias de São Paulo quase se matam.

    Tiago Tozzi

    10 de janeiro de 2012 às 20h46

    Pelo jeito você continua NAOSABENDO…

    ana

    10 de janeiro de 2012 às 20h59

    o nick dele diz tudo, Tiago

Antonio Nunes

10 de janeiro de 2012 às 18h12

não acho correta a interpretação de racismo q estão dando ao caso… e diga-se de passagem ela nem torna o problema maior: UM CIDADÃO foi agredido e ameaçado por um policial armado!

mas é mentirosa a versão de q Nicolas era o único negro entre os estudantes. havia outro cidadão negro (com camisa do Corinthians) q em nenhum momento foi incomodado!

Nicolas só foi "percebido" pelo PM depois de dizer alguma coisa (q não pode ser entendido pelo video) e gesticular…

Tb não é verdade q ele foi agredido antes de responder ao PM… ele disse q não iria mostrar a carteira de estudantes e q "sua palavra" era suficiente…

q o PM errou, foi violento e desequilibrado, demonstrando total falta de preparo pra função, não se discute…

q o PM merece ser punido, tb não…

mas acho uma forçação de barra a "inclusão" da questão racial neste episódio!

o PM é "apenas" um imbecil q se acha autoridade.

Responder

    Airton

    10 de janeiro de 2012 às 18h22

    A presença de outro negro não descaracteriza o racismo. Além de maior porte, o que estava com a camisa do Corinthians estava fora do foco do pm. A abordagem partiu do preconceito e da covardia.

    Augusto

    10 de janeiro de 2012 às 19h28

    Mentira. Quem tem honestidade intelectual sabe perfeitamente que a ação do policial não decorreu de qualquer sentimento racista ou preconceituso. Basta analisar o vídeo. O policial estava totalmente calmo enquanto conversava com os estudantes. Sua reação explosiva e repentina decorreu sem dúvida alguma de provocação que lhe fora feita por algum dos estudantes que estavam dentro do prédio. Isto virá à tona no decorrer das investigações. Se o policial quisesse cometer abuso de autoridade, por que esperar um negro aparecer para fazê-lo? A calma inicial com que o policial abordou os estudantes é prova inequívoca de que ele agia corretamente até, evidentemente, ser desacatado, quando finalmente perdeu o controle emocional.

    Tiago Tozzi

    10 de janeiro de 2012 às 20h51

    Menos Augusto, além de o vídeo não ser tão claro assim o policial, em hipótese alguma, poderia ter agido daquela maneira. Independente de questões raciais, isto foi uma agressão gratuita feita pelo policial e isto é inconcebível numa sociedade que se diz democrática. Se houve desacato, o policial deveria no máximo levar o estudante até a delegacia (mesmo assim seria exagero, mas não há elementos para discutirmos isso) mas nunca, em hipótese alguma, agredir um cidadão.

    Cleo

    10 de janeiro de 2012 às 21h48

    Vc por acaso é Negro? Vc não tem idéia do que é ser discriminado.

    cronopio

    12 de janeiro de 2012 às 08h51

    Quer dizer que se um policial me provocar, chamando-me de "negão", de "vagabundo", posso ter uma "reação explosiva", "perder o controle emocional" e, como bom cidadão que paga seus impostos, enfiar-lhe a mão na cara? Bom saber. Acorda mané, e deixa de compactuar com o racismo da polícia paulista. Leia o relatório da OEA, para começar. Dê uma olhada nos números e vai descobrir que a PM extermina sistematicamente jovens negros e pobres na periferia. Talvez você, como muitos paulistas, goste disso, mas pelo menos tenha coragem de assumir, ninguém aguenta mais fascista enrustido.Grato.

    Antonio Nunes

    12 de janeiro de 2012 às 15h54

    1) o "corintiano" estava ao lado do PM sem ser em momento algum incomodado…
    2) TODA a acusação de racismo se baseia no suposto fato (falso) de q Nicolas era o "único negro" entre os estudantes! leia o trecho:

    "Fica nítido no vídeo que entre os cerca de 15 alunos que protegiam o espaço de vivência do Diretório Central dos Estudantes (DCE-Livre) da USP que Nicolas ele era a pessoa que possuía a pela mais escura e por conta disso ele foi “o escolhido” para ser abordado e agredido pelo policial. POR SER NEGRO, sim, Nicolas foi questionado sobre a sua condição de estudante da USP…"

    sendo assim, a presença de um outro cidadão negro tira esta argumentação de cena!

    3) é tb mentirosa a versão de q ele foi agredido antes de responder ao PM… o video deixa clara a resposta de Nicolas, se recusando a mostrar a carteira de estudante…
    4) NADA DISSO DESCULPA A AÇÃO DO PM! apenas acho q não foi um caso de racismo e sim de estupidez, despreparo e desequilibrio do policial!

    maria_do_carmo

    10 de janeiro de 2012 às 19h19

    Antonio Nunes (O justo) nao queira defender o indenfessavel, o pm agiu errado sim, fosse onde fosse,
    mas na Usp foi uma afronta e foi rascismo sim, e covardia um jovem franzino sacudido e agredido, o pm se realizou, os segurancas tentaram cobrir na hora da agressao. O pm deve ser useiro e vezeiro em espancar ,,esqueceu que tinha assistentes.

    Antonio Nunes

    10 de janeiro de 2012 às 21h07

    Maria do Carmo (a confusa)…

    por favor, onde defendi a ação do PM?

    repito:

    "q o PM errou, foi violento e desequilibrado, demonstrando total falta de preparo pra função, não se discute…

    q o PM merece ser punido, tb não…

    mas acho uma forçação de barra a "inclusão" da questão racial neste episódio!

    o PM é "apenas" um imbecil q se acha autoridade. "

    se a Sra não entede o q lê, só posso lamentar…

    professor3f

    10 de janeiro de 2012 às 19h37

    Havia outro negro sim. Mas ele saiu logo no início da confusão. Antes que o policial o visse. http://partidodaimprensagolpista.files.wordpress….

    Antonio Nunes

    10 de janeiro de 2012 às 22h38

    o video desmente a sua teoria…

    o "corintiano" ficou o tempo todo próximo do policial ATÉ COMEÇAR A CONFUSÃO!

    se fosse apenas questão de racismo, o PM teria pego o corintiano pra "espanar", o q não foi o caso…

    Valdomiro Cruz J.

    11 de janeiro de 2012 às 15h45

    Segundo a lógica do ali kamel, o rapaz ao lado do policial não é negro. Logo, o policial foi em direção ao único negro da sala.
    Se isso não for racismo, é o que então? Preconceito?
    Você defende que não houve racismo, mas embola sua lógica quando diz que o rapaz com a camisa do corinthians é corintiano. Baseado em quê você conclui isso? Seus argumentos 'objetivos' só valem para uma situação?

    Antonio Nunes

    12 de janeiro de 2012 às 09h26

    li atentamente o seu comentário… 3 vezes…

    e tenho uma forte desconfiança q o Sr tentou dizer alguma coisa… mas não tenho a menor ideia do q possa ser!

    eu embolei a minha "lógica" ao dizer q "o rapaz com a camisa do corinthians é corintiano. Baseado em quê você conclui isso?"

    Não seria na camisa q ele está usando?

    pela sua lógica o rapaz (q para o Sr não é negro) seria… palmeirense?

    claro, claro…

    um conselho: não abandone JAMAIS o seu tratamento!

    rsrsrsrsrs

    Antonio Nunes

    12 de janeiro de 2012 às 15h59

    li atentamente o seu comentário… 3 vezes… e tenho a forte impressão q o Sr queria dizer alguma coisa! mas não tenho a menor ideia do q possa ser…

    adorei a parte em q o Sr escreve:

    "…mas embola sua lógica quando diz que o rapaz com a camisa do corinthians é corintiano. Baseado em quê você conclui isso?"

    talvez… quem sabe… NA CAMISA Q O RAPAZ USAVA !!!!!! rsrsrsrs

    lendo o seu comentário, temos a "certeza" q o cidadão com a camisa do Corinthians era louro e palmeirense!

    kkkkkkkkkkkkkkkk

Luci

10 de janeiro de 2012 às 17h28

Racismo institucional.

Responder

Gerson Carneiro

10 de janeiro de 2012 às 17h11

Esse afastamento é aquele corriqueiro que dura apenas enquanto a poeira baixa.

No vídeo fica evidente, o policial agiu como bandido. E de forma premeditada tendo em vista a ocultação da identificação. Debochou e mentiu.

Esse é o tipo de sujeito que até em serviços administrativos torna-se uma ameaça. Vai executar as tarefas com displicência.

Responder

    maria_do_carmo

    10 de janeiro de 2012 às 19h32

    Gerson Carneiro, a ocultacao da identificacao realmente ja deu para saber que em locais segregado o pm covarde tiraniza.Fugir a responsabilidade e gravissimo. .


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