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Sueli Carneiro: Restaurante Nonno Paolo, caso emblemático de racismo


06/01/2012 - 17h30

por Sueli Carneiro, no Geledés — Instituto da Mulher Negra

Há coisas essenciais sobre o racismo no episódio ocorrido no restaurante Nonno Paolo com um menino negro.

Eu não estava lá, mas pela reação de indignação da mãe da criança e seus amigos é lícito supor que a criança em questão, seja amada e bem cuidada, portanto, não estava suja e maltrapilha como costumam estar as crianças de rua que encontramos cotidianamente na cidade de São Paulo.

Então, a “confusão” de quem a tomou, em princípio, por mais uma criança pedinte se deveu ao único traço com o qual a define a mentalidade racista: a sua negritude. Presumivelmente, o menino negro era o único “ponto escuro” entre os clientes do restaurante e para esse “ponto escuro” há lugares socialmente predeterminados dos quais restaurantes de áreas consideradas “nobres” da cidade de São Paulo estão excluídos.

Para o racista a negritude chega sempre na frente dos signos de prestígio social. Por isso Januário Alves de Santana foi brutalmente espancado por não ser admissível para os seguranças do supermercado Carrefour que ele fosse proprietário de um Ecosport dentro do qual se encontrava no estacionamento a espera de sua mulher que realizava compras.

Por isso a cantora Thalma de Freitas foi arbitrariamente revistada e levada em camburão para uma delegacia por ser considerada suspeita enquanto, como ela disse na ocasião, “porque a loura que estava sendo revistada antes de mim não veio para cá?”. Por isso Seu Jorge além de múltiplas humilhações, sofridas na Itália foi impedido, em dia de frio europeu, de entrar em uma loja com o carrinho no qual estava a sua filha, “confundido” como um monte de lixo. São apenas alguns exemplos de uma lista interminável de situações em que são endereçadas para pessoas negras mensagens que tem um duplo sentido: reiterar o lugar social subalterno da negritude bem como desencorajar os negros a ousarem sair dos lugares que desde a abolição lhes foi destinado: as sarjetas do país.

O episódio indica, portanto, que uma criança, em sendo negra e, por consequência “natural” , pobre e pedinte, pode, “legitimamente”, ser atirada à rua, sem cerimônia. É, devolvê-la ao seu devido lugar. Indica, ademais, que essa criança não desperta o sentimento de proteção (que devemos a qualquer criança) em relação aos perigos das ruas, pois ela é, para eles, uma das representações do que torna as ruas um perigo!

Essa criança, por ser negra, também não é abrigada pela compaixão, pois, há quem vê nelas a “semente do mal”, como o fez certa vez, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, defendendo a descriminalização do aborto para mulheres faveladas, pois seus úteros seriam “fábricas de marginais.”

Há os que defendem a atitude do funcionário que expulsou a criança do restaurante sob o argumento de a que região em que ele está localizado costuma ser assediada por crianças pedintes que aborrecem a clientela dos estabelecimentos comerciais. Na ausência do poder público para dar destino digno a essas crianças, cada um age de acordo com sua consciência, via de regra, expulsando-as.

Outros dizem que a culpa pelo ocorrido é dos pais que deixaram a criança sozinha na mesa. O subtexto desse discurso é revelador e “pedagógico”: pais de crianças negras deveriam saber que elas podem ser expulsas de restaurantes enquanto eles se servem porque elas são consideradas pedintes, ou menor infrator! O erro não estaria no rótulo ou estigma e sim nos desavisados que não compreendem esse código social perverso!

Os que assim pensam pertencem à mesma tribo de indignados que consideram que espaços até então privativos de classes sociais mais abastadas começam a serem tomados de “assalto” por uma gente “diferenciada”, fazendo aeroportos parecerem rodoviárias ou praças de alimentação. Aqueles que não se sentem incomodados com a desigualdade e a injustiça social. Aqueles que reclamam que agora “tudo é racismo” porque, para eles, o politicamente correto é dizer que nada é racismo.

Esses são, enfim, aqueles que condenam o Estatuto da Criança e do Adolescente, que advogam pela redução da maioridade penal, que revogariam, se pudessem, o inciso constitucional que define o racismo como crime inafiançável e imprescritível ou a lei Caó que tipifica e estabelece as penalidades por atos de discriminação; conquistas da cidadania brasileira engendradas por aqueles que recusam as falácias de igualdade de direitos e oportunidades em nosso país.

O aumento da inclusão social ocorrida nos últimos anos está produzindo deslocamentos numa ordem social naturalizada na qual cada um “sabia o seu lugar” , o fundamento de nossa “democracia racial’. O desconforto que esse deslocamento provoca faz com que os atos de racismo estejam se tornando cada vez mais frequentes e virulentos.

Atenção, gente negra! Eles mudaram! O mito da democracia racial está revelando, sem pejo, a sua verdadeira face. Então, é hora de se conceber e empreender novas estratégias de luta!

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19 comentários

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O protesto que abalou o shopping | Viomundo - O que você não vê na mídia

11 de fevereiro de 2012 às 19h09

[…] que ela alisasse o cabelo para permanecer no emprego. Pouco depois, um menino etíope, de seis anos, foi jogado para fora do restaurante Nonno Paolo ao ser “confundido” com uma criança de […]

Responder

cleveson

12 de janeiro de 2012 às 21h52

Sou radicalmente contra o preconceito racial e economico (tipo pessoas pobres andando pelos shopings sendo seguidas pelos seguranças), mas sou radicalmente a favor da reduçao da maioridade penal.
Só quem já viu essa molecada com uma arma na mao sabe do que eles sao capazes, contando com a total impunidade.

Responder

    Tadeu Colares

    13 de janeiro de 2012 às 16h38

    O preconceito neste Brasil afora não é somente com pessoas negras, gays e similares, sem querer minimizar esses preconceitos.Minha esposa e eu sofremos um tipo de preconceito que eu sabia pela imprensa, mas nunca havia presenciado.Estavamos num shopping em Belo Horizonte e entramos num desses quiosques que ficam ao longo de corredores.Sentamos e quando íamos fazer os pedidos, uma moça disse" essas mesas estão reservadas"!….Saimos,mas estranhei: reserva em quiosque!? Indaguei no setor de informaçoes e responderam não haver reservas de mesa naqueles pontos.Fui orienatado a ir na Ouvidoria.Lá foi confirmado não haver reserva demesa.Preenchi uma ficha expondo os fatos.Só havia uma explicaçaõ plausivel: nosso sotaque cearense nos "denunciou", para aquela repentina "reserva". O gerente depois ligou pra mim no Hotel e pediu desculpas.Eu disse que a queixa foi por escrito e por escrito aceitaria as desculpas, no caso pela WEB.Nunca recebi….

Francisco Hugo

07 de janeiro de 2012 às 20h00

Minha solidariedade à criança etíope.
Muito azar ir morar na Catalunha.
Mais azar ficar desacompanhada em estabelecimento comercial no Paraíso/São Paulo/SP.
Muito bom o texto da Sueli.
Que os afrodescendentes brasileiros tenham melhor sorte nos aeroportos da Espanha, país que, ao que parece, não conhece xenofobia, racismo … e não é responsável por genocídios por estas américas ditas latinas a quem se diz arrogantemente: "¿Por qué no te callas?"

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    Klaus

    07 de janeiro de 2012 às 23h34

    Pô, o garoto vai poder torcer pro Barcelona…

    Francisco Hugo

    08 de janeiro de 2012 às 00h39

    É, Klaus, torcer ele até pode. Em casa.
    Mas assistir aos jogos nos estádios sem correr o risco de ser atingido por uma banana ou ser chamado de macaco…
    Vai que os pais putativos o deixem a sós na arquibancada para ir ao wc ou comprar uma pipoca?

Fabio D'Urso

07 de janeiro de 2012 às 19h21

Pelo que interpreto, ocorreu falta de gerenciamento no restaurante.

É prache num restaurante, principalmente em um de estirpe e localizado em bairro nobre da cidade, o cliente ser recebido a porta pelo maitre e pelo mesmo ser encaminhado para a mesa, para após ser atendido pelos garçons.
Esse seria o prache e isso que era ensinado nos cursos do Senac.

Nesse prache, teriam notado quem entrou e com quem.

Como é péssimo o atendimento nos restaurantes de São Paulo e como os restaurantes admitem profissionais sem qualquer formação ou preparo profissional, claro que o maitre nem viu quem entrou e com quem entrou.

E no Nonno Paolo claro que o atendimento não é diferente, os garçons estão mais interessados em demonstrar intimidade ou provocar intimidade com os clientes, do que em se colocarem nos seus devidos lugares, fazerem cara de paisagem e oferecerem excelência no atendimento, notando tudo a sua volta, para realizarem os desejos dos clientes; afinal, para isto estão sendo pagos.

O maitre além de racista, foi relapso com as suas funções.
A proprietária além de ter sido conivente com o racismo, permitiu (e permite) um atendimento de baixo nível no seu estabelecimento comercial.

E desse modo, ainda querem trazer a Copa do Mundo e as Olimpíadas para o Brasil…

Responder

Luci

07 de janeiro de 2012 às 12h37

O que causa perplexidade é a justificativa covarde para negar ato violento, racista e insano.
O gerente do estabelecimento acreditou que uma criança em situação vulnerável entraria no estabelecimento e ficaria sentadinha à mesa, esperando o troglodita lhe arrancar da cadeira e jogá-lo na rua há dois quarteirões do local?

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Darlan

07 de janeiro de 2012 às 12h28

Parabéns ! Representa grande parte do que penso mas infelizmente sou incapaz de colocar no papel de maneira tão clara.

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Luci

07 de janeiro de 2012 às 11h06

Sueli Carneiro parabéns.Voce expressou o sentimento de milhões de brasileiros indignados com mais um ato de perseguição covarde e repugnante.Não dá para ficar calada diante de uma perseguição implacável em pizzaria, bancos, escolas, em estacionamento de supermercados, filas de hospitais, nas ruas, praças, bairros, mercado de trabalho, mídia, ações políticas que nos invisibilizam em questões fundiárias, justiça, saúde, habitação, respeito à dignidade humana e direitos sociais, é tempo de empreender novas estratégias de luta, porque o 14 de maio de 1888 não findou, a perseguição, a tortura, a chibata, a casa grande e seus métodos cruéis, estão presentes nas ações dos que tem a mentalidade escravocrata.É tempo de empreender novas estratégias de exigir direitos e cumprimento da Constituição Federal, no país que os pobres pagam 44% mais impostos que os ricos.
Este episódio tivemos notícias e os que acontecem diariamente e não são noticiados?É a perseguição implacável e desumana oas negros brasileiros, é a tortura contínua individual e coletiva.

Responder

    Silvana Gomes

    09 de janeiro de 2012 às 12h22

    Parabéns e agradecimentos à jornalista Sueli Carneiro e aos que aqui se indignam, como eu, diante de fato lamentável para um país formado também pelo povo descendente de África, portanto afrobrasileiro e herdeiro de uma cultura tão rica e tão misturada. Na verdade, como professora de crianças entre 7 e 12 anos de idade, tenho a preocupação de aqui expressar o meu sentimento com relação ao descaso que as Secretarias de Educação demonstram na aplicação sistemática da Lei 10.639/03, sancionada pelo então presidente Lula, que estabelece a inclusão do ensino da cultura africana e afrobrasileira na grade curricular. Na minha particularidade faço isso e sinto muita resistência em empreender projetos mais abrangentes sobre temáticas da área. Há covardia das escolas em não enfrentar a quebra de preconceitos cristalizados pela sociedade e que precisam ser combatidos de forma a desenvolver na criança negra e branca, a valorização da pessoa tão somente e a equidade racial. Em Pernambuco, o Ministério Público visitou, no final do ano letivo, as escolas para comprovar a aplicação da lei e arguir sobre o percentual de estudantes trabalhados nessa questão. Houve correria das direções em busca de resultados, porém sem respostas, porque tais assuntos nunca foram priorizados. Penso que, não sendo os projetos trabalhados por todas as escolas e com envolvimento da comunidade escolar, essas respostas serão cada vez mais difíceis de serem dadas, principalmente nos seus resultados de eficácia. Parabéns ao Ministério Público de Pernambuco, porém gostaria de estar parabenizando as Secretarias de Educação por, simplesmente cumprirem a Lei para que crianças negras não sejam submetidas a tamanha ignorância e insensatez. E para que sejamos poupados de sentimentos tão desprezíveis para com cidadãos brasileiros.

    Luci

    11 de janeiro de 2012 às 18h44

    Professora o que querem esconder com a omissão na aplicação da Lei 10639/03 está em vários sites de Internet. A Lei 10639/03 vai possibilitar que todos nís reconheçamos o que é violência desde 1500. O racismo brasileiro é destrutivo, é para manter privilégios da minoria olígárquica que se beneficia e lucra com o racismo.O racismo dá lucro a quem se beneficia do "ser único".
    O vídeo documentário disponível no You Tube de Silvio Tendler com o saudoso professor geógrafo Milton Santos "Por uma outra Globalização – O Mundo Global Visto do Lado de Cá"

CLAUDIO LUIZ PESSUTI

07 de janeiro de 2012 às 10h06

Acho interessante, o habito de julgar questões especificas, individuais, pegando , como gancho, situações sociais , históricas, econômicas ,juntar um monte de argumentos forcados e chegar a uma conclusão, esta ficando na moda aqui.E necessário antes de julgar conhecer os fatos.Todo mundo quis fazer o motorista bêbado de monstro na morte da mulher gravida, fato divulgado pela mídia neste começo de ano.A investigação mais criteriosa, mostrou que o próprio marido da vitima foi o principal culpado, por passar o farol vermelho.Mas , no começo , ninguém quer saber, já começam aquelas perorações sobre o álcool, impunidade, judiciário, bla, bla, bla.E o mesmo neste caso.E se foi somente um mal entendido?.E , aqui pra nos, espanhol vir aqui nos acusar de racismo???!!! Algum aqui já foi a Espanha e conhece a Espanha?Ora se generalizações estão na moda, posso fazer a minha também.

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Mirtes Trinta

07 de janeiro de 2012 às 06h53

O racismo dá demonstrações de eternidade. Tem razão o Ulisses quando diz que é triste e dói

Responder

Morvan

06 de janeiro de 2012 às 23h40

Boa noite.

Parabéns à articulista Sueli Carneiro, por discutir tão atual e grave assunto e ainda nos puxar pela memória sobre episódios sofridos por pessoas negras.
Fico triste por podermos "fotografar" episódios com pessoas famosas e não nos darmos conta, às vezes, de quantos milhares de anônimos são massacrados pela sua negritude, diariamente.
Postei, recentemente, aqui no VOM, sobre o assunto e forneci o Elo de acesso para a notícia:

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2012/01/03/casal-espanhol-acusa-pizzaria-de-sao-paulo-de-racismo-contra-filho-etiope.jhtm

"Um casal de turistas espanhóis acusa uma pizzaria de São Paulo de racismo contra o filho deles. A mãe afirma que o garoto –que tem seis anos de idade, é adotado, negro e nasceu na Etiópia– foi confundido com um menino de rua. Ainda segundo ela, o menino foi colocado para fora do estabelecimento.

As informações foram passadas pelo delegado Márcio de Castro Nilsson, do 36º DP (Vila Mariana), onde a mãe do garoto registrou um boletim de ocorrência…".

O "bacana" da história foi o funcionário da pizzaria afirmar que a criança "saiu espontaneamente do estabelecimento".

Hoje, mais uma notícia sobre racismo:

"A Sony Music foi condenada a pagar R$ 1,2 milhão em indenizações retroativas pelo lançamento da música "Veja os Cabelos Dela", em 1997, do deputado federal e comediante brasileiro Tiririca, cujo verdadeiro nome é Francisco Everardo Oliveira Silva, de acordo com o site Huff Post.

A letra refere-se aos cabelos de uma negra como “bombril, de ariá panela”. "Essa nega fede, fede de lascar/ Bicha fedorenta, fede mais que gambá”, diz a música.".
Pode ser que a "tungada" na consciência (err, bolso) da Gravadora "eduque" mais corporações e pessoas sobre o racismo, já que a educação, no seu sentido mais escorreito, não tem sido eficaz.

Elo para a notícia sobre o Tiririca, a multa e a Gravadora:

http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/sony-e-multada-em-r-12-milhao-por-musica-racista-de-tiririca/n1597528436434.html

O sr. Tiririca é meu conterrâneo (Itapipoca, Ceará). É um orgulho para a cidade, por muitas conquistas suas. Mas não por esta "música". No elo de acesso fornecido tem a letra, por assim dizer, da "música".

Não, não somos racistas. Hipócritas, quem sabe. Mas, racistas, não!

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

José Ulisses

06 de janeiro de 2012 às 19h19

Tudo muito triste. O racismo é triste e dói

Responder

    Luci

    07 de janeiro de 2012 às 12h42

    O racismo destróe lentamente uma sociedade que não se alicerça em valores humanos essenciais a sua própria existência.Este episódio na pizzaria, é revelador pela crueldade e desumanidade da ação e de omissão.

Marcos

06 de janeiro de 2012 às 18h02

"Atenção, gente negra! Eles mudaram! O mito da democracia racial está revelando, sem pejo, a sua verdadeira face. Então, é hora de se conceber e empreender novas estratégias de luta!"

Para corroborar essa frase sugiro que leiam os comentários dessa reportagem do globo sobre a imigração de haitianos no Acre:
http://oglobo.globo.com/pais/brasileia-pede-ajuda

Responder

    Davi Lemos

    06 de janeiro de 2012 às 22h13

    Facismo, nazismo, esgoto puro os comentários daquele centro de mídia golpista. É lamentável que existam tipos que se prestem a um papel daqueles. E pensar que conheço uns tipos parecidos. Nojento!


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