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Diário da Resistência


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Luiz Cláudio Cunha: O samba atravessado da escola de pijama


03/03/2012 - 18h52

O samba atravessado da escola de pijama

por Luiz Cláudio Cunha, no Sul 21, sugestão do Franco Atirador

Às vésperas da instalação da Comissão da Verdade, que irá dissecar a ditadura, os militares brasileiros continuam atrapalhados em suas fantasias. Atravessaram o Carnaval batendo bumbo contra o Governo Dilma, usando a bateria dos decadentes Clubes Militares, concentração nostálgica de oficiais-generais camuflados com o pijama da reserva, sempre reprisando o velho refrão da Guerra Fria e entoando o fossilizado ramerrão da ‘ameaça comunista’.

Desta vez, o baticum militar veio na forma de um manifesto, assinado pelos presidentes dos clubes do Exército, Marinha e Aeronáutica, contra duas ministras do Governo. Reclamaram de uma entrevista de Maria do Rosário, onde a ministra dos Direitos Humanos explicava que a Comissão da Verdade poderá alimentar processos na Justiça contra agentes que praticaram a tortura na ditadura. E chiaram contra Eleonora Menicucci, ministra de Política para Mulheres, por “críticas exacerbadas aos governos militares” e por atuar, como ex-integrante do Partido Operário Comunista (POC), para “implantar, pela força, uma ditadura, nunca tendo pretendido a democracia”. E ainda sobrou um bordão contra a “falácia” do PT, criado “quando o governo já promovera a abertura política”.

O alarido militar chegou ao auge quando voltou a bateria contra a presidente suprema da escola, Dilma Rousseff, vaiada pelos oficiais sem farda por não expressar “desacordo” com suas ministras e seu próprio partido — comportamento absurdo que só caberia no enredo esquizofrênico de um samba do crioulo doido. O ensaio de rebelião foi escrito na quinta (16) anterior ao Carnaval, ganhou a avenida na terça-feira (21) de folia e rendeu um puxão de orelhas de Dilma já na quarta-feira (22), quando tudo virou cinzas. O manifesto de 49 linhas acabou desautorizado naquele mesmo dia num texto seco, de uma única linha, assinado pela comissão de frente dos clubes, integrada por seus presidentes – um general de exército, um vice-almirante e um tenente-brigadeiro -, os mesmos signatários do torpedo original, subitamente arrependidos. De tão envergonhado, o recuo ficou escancarado apenas 20 minutos no site da internet — e depois se evaporou, como a coragem de seus integrantes.

A evolução desastrada e as alegorias de mau-gosto dos clubes, que pretendem ecoar o que não pode ser cantado nos quarteis por impedimento constitucional, mostram uma dificuldade crônica do pensamento militar. Posam de democratas tardios, esquecidos de que as ministras que hoje atacam apenas reagiam, nos anos de chumbo, à ditadura sem adereços, sem graça e sem fantasia que eles impuseram ao país por duas décadas — um ‘paradaço’ democrático muito mais dramático e angustiante do que o revolucionário silêncio de dois minutos da bateria da Mangueira no sambódromo de 2012.

Nos anos que antecederam o golpe de 1964, sintomaticamente, os clubes militares eram as quadras de ensaio para agitação e o foco de conspiração contra o regime constitucional e a democracia. Terminado o longo desfile militar, e com a volta do povo à avenida, os clubes reconquistaram a sua devida irrelevância. Já não falam pela tropa, nem mesmo por seus componentes, desmentidos por líderes que revogam seus manifestos com a mesma leviandade com que revogavam a democracia. O Brasil não pode mais perder tempo com fantasias. O carnaval acabou — e a ditadura também.

Luiz Cláudio Cunha é jornalista
[email protected]

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39 comentários

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verdade

09 de março de 2012 às 18h43

fantasma de pijama.
se fosse legítimo os interesses defendidos pelo grupelho do manifesto, outros da ativa também teriam aderido esta bandeira.
como os ativos não aderem, a legitimidade desaparece.

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Antonio K. Mathias

08 de março de 2012 às 19h31

Como diz o gaúcho, falar de milico de pijama é gastar bala em chimango. Eles têm mesmo é que morrer no ostracismo, longe das continências obrigatórias prestadas obrigatóriamente ao grande chefe. Foram muitos ousados. Têm que ser punidos, nem que seja com a retirada do café da manhã por uma semana. Mas têm que ser punidos! Ao após, relegados ao total esquecimento.

Responder

eunice

05 de março de 2012 às 11h55

Eu adoro tocar neste assunto tabu, até para jornalistas. Cadê o Programa do Dr Jaguaribe para consertar o Brasil? Embora fosse governo Collor, era uma proposta pra lá de boa, e se Collor não tivesse feito caca, já teriamos consertado o Brasil. Veja-se lá como é que os militares iriam trabalhar todo dia de sol a sol para fazer estradas, hospitais, escolas, tudo de graça, ou seja, pagos pelo soldo apenas. E não ficariam falando essas coisas.

Responder

Pedro Luiz

04 de março de 2012 às 22h30

Azenha:
Dar destaque a esse manisfesto.
Abraços
Pedro Luiz

Responder

Francisco

04 de março de 2012 às 19h03

A sorte desses beócios é que o Brasil não é uma ditadura. Nos tempos de Costa e Silva, uma manifestação dessas contra o Comandante Supremo das Forças Armadas teria como consequência todos os nomes constantes do tal "manifesto" desaparecidos, mortos na fuga ou "suicidados".

No tempo de Costa e Silva, quem ia ligar para qualquer lei? Ainda mais para Lei da Anistia…

Responder

Elias

04 de março de 2012 às 16h39

O que se faz necessário saber é se as três Forças Armadas querem ou não fazer a catarse da Ditadura Militar (1964-1985). Se desejam ou não expurgar todos os que praticaram crimes contra a humanidade numa guerra que nem era nossa. Uma guerra anticomunista que só servia a interesses estadunidenses. Nossos jovens oficiais não merecem pactuar com a espinha de peixe que alguns militares da reserva carregam na garganta. O tempo anda pra frente e só se faz limpo quando a história se limpa também.

Responder

FrancoAtirador

04 de março de 2012 às 15h02

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General, a verdade só machuca quem mente !

Por Fernando Brito, no Tijolaço do Brizola Neto

A manifestação do general da reverva Luiz Eduardo Rocha Paiva* no jornal O Globo (http://oglobo.globo.com/pais/general-duvida-que-dilma-tenha-sido-torturada-na-ditadura-4120865) vai além de uma simples expressão de opinião. É um desrespeito não apenas a uma decisão legislativa mas, também, à própria figura da presidenta da República, sua comandante-em-chefe.

Mais: constitui-se num incitamento a que militares da ativa se insurjam contra ambas, à medida em que diz que os que não manifestarem insatisfação “não são dignos de serem chefes”.

O general chama de “parcial e maniqueísta” uma comissão que sequer se instalou e nem ainda funciona. Como poderia ser parcial ou maniqueísta?

E chega, vejam, a dizer sobre Wladimir Herzog: “quem disse que ele foi morto pelos agentes do Estado?”

Com todo o respeito: teriam sido marcianos, general?

A Comissão da Verdade é, exatamente, contra este tipo de encobrimento, que ainda hoje nega às familias o direito de enterrar seus mortos, como se lê na entrevista de Eliane Paiva, filha do ex-deputado Rubens Paiva, outro a quem o general vilipendia com uma postura eivada de cinismo.

O General Paiva prestou um imenso desserviço às Forças Armadas. Não é contra elas, nem contra seus integrantes, a Comissão da Verdade.

O general leva, com este comportamento, seus chefes à dura e desagradável decisão de puni-lo, nos moldes do regulamento que ele conhece e que a reserva não deixa de obrigar a respeitar.

Talvez, até, seja esse seu objetivo: o de “chamar a punição” para fazer-se de vítima da “intransigência” da esquerda.

O general não é vítima. Vitima é quem é tratado com deboche por ele: os mortos da ditadura, a lei civil legítima e as autoridades a quem ele deve obendiência.

http://www.tijolaco.com/general-a-verdade-so-mach

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*Até 2007, o general de reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva ocupava posição de destaque no Exército:

Foi comandante da Escola de Comando do Estado-Maior do Exército e secretário-geral do Exército.

Pelas declarações do general, na entrevista citada, deduz-se o quanto esse comandante militar deve ter conspirado contra o governo Lula, no período em que esteve na ativa.
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Responder

CLP

04 de março de 2012 às 11h49

Preocupam-se a toa, a Dilma pode chamar para ajuda-la os grandes beneficiados pelo governo Lula/Dilma para protege-la:grandes empresários, banqueiros, multinacionais e latifundiários.Os que recebem mais incentivos, subsídios e lucros da "presidenta de esquerda".Certamente , não lhe faltarão…

Responder

Abdula Aziz

04 de março de 2012 às 11h42

Quero ver milico sambar na corda bamba que nem doido! Pra frente Brasil.

Responder

Zé Brasil

04 de março de 2012 às 11h22

“General duvida que Dilma tenha sido torturada na ditadura e lança suspeita sobre participação da presidente em atentado” . O Globo, 02.03.2012, por acesso em link no artigo "General, a verdade só machuca quem mente", de Fernando Brito, no Blog Tijolaço.

Talvez ele esteja se baseando em algum relatório elaborado pelo coronel que investigou o atentado do Riocentro e conclui brilhantemente que uma bomba fora jogada…… para dentro do automóvel Puma por um terrorista matando um de seus inocentes ocupantes que por acaso alí estavam……..
Os bastidores desta operação terrorista de estado, que se levada a cabo em sua completeza poderia ter levado a morte centenas de jovens inocentes, neles incluídos os dois netos de Tancredo Neves, podem ser vistos na notável entrevista conduzida por Geneton Moraes Neto com o chefe do sni a época, Newton Cruz.(no link: http://g1.globo.com/platb/geneton/2010/04/10/os-b

Que inveja (na boa!) que eu tenho da Argentina atual pelos feitos de sua Justiça,contudo, sem nunca esquecer-me daquela Argentina de Galtieri onde seus bravos soldados foram provados numa guerra de fato, nas Malvinas, pois meter porrada, torturar e matar civís desarmados é moleza, sendo bem diferente dum enfrentamento com soldados profissionais ingleses, como de fato se provou! Os ingleses foram bastante benevolentes ao proverem muitas calças limpas aos soldados argentinos de Galtieri,pois estas estavam sujas e fétidas, produto do medo de cairem nas mãos do Sherpa’s Corps, uma equipe que faz em guerra o uso da faca como nenhuma outra.

Quem quiser se instruir um pouco do que foi o golpe de 1964 impetrado contra um Presidente democraticamne eleito no Brasil, inclusive sobre as torturas que ocorreram, veja o filme “O dia que durou 21 anos”. Lá vocês vão encontrar documentos oficiais norte-americanos e vídeoscom as falas originais de Lyndon Johson e seu staff dando ordens para que seus meninos brasileiros prenderem nossos cidadãos em nosso sagrado solo. A respeito da tortura, dentre outras, o filme tem uma passagem marcante onde um militar brasileiro relata o seguinte: -olha, tem um cara que veio de um curso de tortura no panamá e está tinindo na tortura e conclui dizendo: – pega um cara prá ele torturar (no filme inicia-se no tempo: 1h06min29s). Está no filme e é de dar nojo ao verificar o que nos fizeram passar por 21 anos só para manter intactatos os privilégios comerciais e econômicos financeiros dos norte-americanos de nos explorarem sob as vistas dos que pela Constituição nos deveriam proteger. É só verificar. A questão de comunismo, regime cubano, totalitarismo foi uma balela pura, o bicho-papão debaixo da cama, que muitos inocentes úteis e inúteis engoliram e ainda proclamam até hoje feito papagaios repetidores. Foi uma questão de grana, de bufunfa, de money, de gergelim, que o gringo não queria abrir mão, não queria perder a mamata, entendeu? O Brasileiro não teve ontem, não tem hoje e não terá amanhã e nem nunca o perfil para viver sob um regime totalitário, pois nossa índole clama sempre por Liberdade! A Liberdade é nosso destino e vocação!

Responder

    CHERAVARA

    04 de março de 2012 às 14h13

    Zé Brasil,voce precisa estudar,não é vendo filminhos ficticios que voce vai aprender historia,essa liberdade que voce em e tanto valoriza é graças as forças armadas.

    Já pensou se a turma da dilma não fosse derrotada e expulsa do pais.hoje em vez de Brasil seriamos uma cuba continental com todas as suas mazelas.

zezinho

04 de março de 2012 às 07h26

Chega a ser ridículo observar como se costuma ir contra a polícia e as forças armadas simplesmente por oferecerem qualquer oposição ao governo. Se esquece que é graças à essas instituições que se mantém a ordem na país. E isso tudo simplesmente por se falar umas verdades. Essa esquerda que vcs representam e almejam é uma ditadura fascista disfarçada.

Responder

Gerson Carneiro

04 de março de 2012 às 01h39

É só dar uma enxada e um pedaço de terra para carpir todo dia para cada um dos generais insubordinados, ou uma pá e colocá-los para tapar buraco nas estradas que eles param de fazer graça.

Isso aí é resultado de muito tempo ocioso.

Responder

    FJP

    04 de março de 2012 às 20h26

    É difícil, amigo. Imagine um sugeito, ao longo de uma carreira militar, e estou falando de vinte e cinco anos ou trinta de caserna, chegando ao topo da hierrarquia respeitrado e temido pelos seus pares e de uma hora para outra…. está destampando as panelas na cozinha. Deve ser horrível…
    Leva algum tempo para cair a ficha…

Jorge Nunes

03 de março de 2012 às 23h41

Se depois do regime militar tivessemos posto na cadeia esses militares como fizeram os países vizinhos não estaríamos com este tipo de notícia.

As forças armadas estariam exorcizadas deste mal que habitam os clubes militares.

Mas não, 300 velhos brancos querem desafiar um governo eleito por 55 milhões de brasileiros que pagam os seus salários, só por que este governo quer jogar luz na história do Brasil. Ou seja passar o Brasil a limpo.

Eles deveriam agradecer ao brasileiros por serem bonzinhos, na Argentina estaria fazendo este manifesta da cadeia.

Responder

FrancoAtirador

03 de março de 2012 às 23h32

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Tem cara de 1964, cheiro de 1964, mas é 2012… Ou não?

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

Além de previsível, por estranho que pareça julgo positiva a nova insubordinação de cerca de cem chefes militares da reserva contra a comandante-em-chefe das Forças Armadas, Dilma Vana Rousseff, que, coincidentemente, é também a presidente da República Federativa do Brasil, eleita em 31 de outubro de 2010 com 55.752.529 votos, os quais contabilizaram 56,05% do total de votos válidos.

Os militares da reserva – que muitos chamam de militares de pijama, mas que adotam discurso grandiloqüente e ameaçador que obriga a duvidar de que sejam só velhinhos mal-humorados – deixam ver que continuam dando tão pouco valor ao voto popular quanto davam há pouco menos de meio século, quando jogaram no lixo outros tantos milhões de votos e puseram o eleito para correr, após o que passaram a impedir que a sociedade expressasse seus desejos políticos devido a que certamente achavam que estes não seriam de seu agrado.

Como na época em que os militares aplicaram seu peculiar conceito de democracia, conceito esse que passava pela nulidade do voto popular, também temos hoje setores da imprensa falando pelos possíveis golpistas, mandando recados ameaçadores a quem a vontade dos brasileiros transmudou em comandante suprema das Forças Armadas.

Um peão que disputa com extensa fila de concorrentes o posto que Carlos Lacerda ocupou um dia, saiu recitando trecho dos Lusíadas em que a personagem de Camões recomenda “cuidado” aos portugueses, e faz isso no mesmo texto em que critica a presidente por ter exigido de cada uma das Forças Armadas que repreenda seus membros inativos e insubordinados.

Este blog vive recebendo comentários iguais. Recentemente, leitor postou que se Dilma tentar aprovar uma lei da mídia os seus amigos militares a derrubarão como derrubaram Jango Goulart. Esse tipo de comentário, neste blog, é freqüente. Alguns dos que postam essas coisas se dizem militares e dão a entender que são da reserva, apesar de que não dão seus nomes.

A diferença desses para o tal colunista é a de que este está ligadão a militares da reserva, aos amigos desses militares na política e, supõe-se – devido à grandiloqüência de suas ameaças –, também aos militares da ativa…

Nesse aspecto, julgo que esse episódio é positivo. Há, na esquerda, uma moçada que não consegue sequer cogitar a hipótese de que hoje os militares ousariam deixar os quartéis para derrubar o governo, fechar o Congresso, estabelecer a censura, prender sem mandado, torturar e assassinar como ocorreu há quase 50 anos e durante os vinte anos seguintes.

Quem está certo, este cinqüentão ultrapassado ou a garotada confiante na força da nossa democracia? Eles que se entendam com o tal colunista que todos sabem que não passa de um boneco de ventríloquo, de forma a descobrirem se a sua ameaça a Dilma é só para contentar idosos preocupados em ter que prestar contas da valentia de há meio século ou se é algo mais.

De qualquer modo, é bom que tenha ocorrido essa insubordinação. Se realmente estivermos em 2012 em vez de em 1964, esses militares terão que baixar a bola, terão que adotar o silêncio a que a opção pela caserna os obriga constitucionalmente. Do contrário… Bem, prefiro nem descrever o contrário.

Neste momento, portanto, há que saber se essas pessoas que o Estado sustenta na aposentadoria podem ou não ser enquadradas nas leis que regem a nação por questionarem a legitimidade do Poder Legislativo para aprovar a Comissão da Verdade e por policiarem as opiniões da superior hierárquica.

De uma coisa podemos estar certos: o desenlace desse episódio revelará se estivemos brincando de democracia no último quarto de século ou se ela é para valer. Se houver o risco de o voto dos brasileiros ser novamente rasgado, pelo menos já iremos escolhendo logo entre lutar ou capitular diante da ditadura até então camuflada, pois é melhor um fim terrível do que um terror sem fim.

http://www.blogcidadania.com.br/2012/03/tem-cara-

Responder

    renato

    04 de março de 2012 às 11h53

    Isto que é texto, e só o fato de opinar aqui contra qualquer insubordinação, contra minha presidentA, já me coloca como um suspeito a ser vigiado ou desaparecer, quando por fim estes milicos do cacete, tomarem novamente o país. Me enche de orgulho.
    Tem que explicar aos generais que usam pijama para esconder a fralda geriátrica, que hoje o país esta armado, via Paraguai. E os soldados não são cabeça feita. experimenta!
    Perguntaram a um Ditador como ele controlava o povo, e ele respondeu , divido-os pelo meio e arrumo uma briga entre eles.
    A sociedade de hoje, parte fragilizada, faz parte do que eles criaram. Eles queriam que fosse assim.

francisco p. neto

03 de março de 2012 às 23h32

Eu lanço uma campanha.
Adote um general de pijama, e faça com ele o que quiser.
Deve haver alguma serventia para essa turma desocupada.
Por exemplo: usá-los como leões de chácaras em boates,; fiscais de quarteirões em seu bairro; segurança em shopping centers, seguranças em estacionamentos etc.
Quem sabe assim, ocupem suas mentes, e não fiquem delirandos.

Responder

FrancoAtirador

03 de março de 2012 às 23h26 Responder

    Jose Mario HRP

    04 de março de 2012 às 10h47

    Assim voce vai fazer eu vomitar……….BLEARGHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH.!!!!!!
    NÃO FALEI??!!

    FrancoAtirador

    04 de março de 2012 às 14h08

    .
    .
    General da Banda
    (José Alcides/Satiro de Melo/Tancredo Silva)

    Por Elis Regina

    Chegou general da banda ê ê
    Chegou general da banda ê a
    Chegou general da banda ê ê
    Chegou general da banda ê a
    Mourão, mourão
    É vara madura que não cai
    Mourão, mourão
    Cutuca por baixo que ele vai…

    [youtube xg-riutd5_M http://www.youtube.com/watch?v=xg-riutd5_M youtube]

FrancoAtirador

03 de março de 2012 às 23h10

.
.
E a Oligarquia Famigliar Máfio-Midiática continua sambando leve e solta

na senda de desconstrução do projeto brasileiro de democracia popular.
.
.

Responder

dukrai

03 de março de 2012 às 22h26

uns caras que se prepararam a vida toda pra não fazer nada na hora que fazem dá m…

Responder

Douglas

03 de março de 2012 às 21h43

Nesse país de políticos corruptos, covardes e em conluio com o judiciário podre e cheio de bandidos vendedores de sentenças ou advogando em causa própria (da mesma forma que a maioria dos políticos), não me assusta nem um pouco que os milicas tentem voltar ao poder. Não estou vendo grandes diferenças entre um poder e o outro. Exceto o fato de que um literalmente pode vir a atirar nas nossas cabeças. Enquanto o outro literalmente atira todos os dias com suas canetas e alardeando a miséria para tudo quanto é lado atingido pobres, pretos, professores, putas e tudo que é classe não abastada. Aliás, não se enganem. Essa comissão da verdade está mais para se chamar meia-boca. Porque de verdade não tem nada. Um país que queira ser democrático tem de começar no seu próprio poder eleito. Isso não tem sido feito. Só lembram dos eleitores nos dias e momentos oportunos. Bando de canalhas. E usam dos artifícios para enganar a população se fazendo passar por democráticos. Bando de mentirosos inescrupulosos e demagogos (verdadeiras hyenas). Vivemos o que chamo de ditadura da democracia. Dá para entender isso? http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/direit…. Quanto aos PTralhas, estes estão apavorados com o que a cobra que criaram (Dilma). E falta pouco para ser devorada. http://ricardo-gama.blogspot.com/2012/03/barbarid… .

Responder

    Jorge Leite Pinto

    04 de março de 2012 às 12h11

    Taí um comentário de quem tem idade mental de 12 anos (ou menos)…

    SILOÉ-RJ

    06 de março de 2012 às 12h02

    Quanta insanidade!!!

EUNAOSABIA

03 de março de 2012 às 21h05

Sem preparo e sem traquejo político, esperavam o quê?… se ficar só nisso já está no lucro.

Responder

    renato

    03 de março de 2012 às 22h59

    Era tudo o que nós esperavamos dela, sem preparo para lidar com bandido.NÃO somos bandidos, quem tem que ter preparo é a policia.
    SEM traquejo político, ora vocês dizem que politico não presta e querem que ela tenha traquejo politico. Me ajuda aí… o que você quer da vida, COMPANHEIRO.Aquele que você quer no poder, tem os dois?

    El Cid

    04 de março de 2012 às 11h29

    é mesmo "Sonsinha" ? alguns aqui chegaram a conclusão que, argumentar com você, é a mesma coisa que tentar dialogar com uma porta…

    Da ativa ou não, qualquer militar, como qualquer servidor público, que se insubordinar contra a hierarquia, nos limites do estatuto, tem que ser punidos. ponto final.

Gersier

03 de março de 2012 às 20h43

Cristina,tire umas férias e venha dar umas aulinhas por aqui,Venha mostrar a Dilma como age uma Chefe Suprema das Forças Armadas,colocada no cargo pela vontade da maioria da população.Esses marionetados de pjamas,deveriam é estar trancafiados pagando pelas barbaridades cometidas contra o País e sua população.

Responder

    Marcio H Silva

    03 de março de 2012 às 20h51

    É dificil Gersier, a população e território com população argentina é bem menor, com mais escolaridade e mais política. Nosso país é muito heterogêneo, e temos um governo que só metade aceita. Dilma tem que ir devagar e sempre neste assunto, até ´porque os PIGs, infelizmente ainda dominam os anseios da população. Primeiro, na minha opinião, deveria sair uma lei de medios.

claudio

03 de março de 2012 às 20h39

O que esses calhordas querem? Impunidade?
Acho que estão seguindo a cartilha dos jornalecos brasileiros!
Se não colocar um freio na mídia, esse país vira uma algazarra rapidinho!!

Responder

Soane André

03 de março de 2012 às 20h25

O Luiz Cláudio falou tudo na medida certa, sem tirar nem pôr, demonstrou que viveu aqueles momentos sombrios da ditadura e não a quer mais ver passar nem de longe. Eu também não. Esses milicos não tem mais o que fazer não? Vão cuidar dos netos!

Responder

Anderson Gomes

03 de março de 2012 às 19h57

Queo deixar minha opinião. Fui militar durante cerca de três anos, soldado é verdade, mas onde servi, convivi de perto com oficiais e praças de maior relevância e, dai se vão quase 30 anos. Afirmo, pelo que vivi na época, que muitos daquela época, que hoje já se encontram em linhas de comando ou em linhas mais avançadas, não compactuam com o ideal do clube militar. Na verdade não gostam de comunistas também, nem tampouco tem simpatica com Marx ou Engels, mas também não entendiam a idéia de serem(as forças armadas) linha de frente de proteção dos ideiais reacionários que dominavam o país (imprensa, igreja, empresariado e industriais ligados a capital estrangeiro).
Os tempos mudaram, porém ainda é preciso tomar cuidado, não com o clube militar, essa voz ainda é rouca, mas com o amplificador que a imprensa pode dar a essa voz, mixiando com um tom que mova os "jovens" , hoje alienados com futebol, funk e eletronic e bbb's da vida, além das redes sociais e baladas que mais parecem com orgia.

Anderson Gomes
Cidadão Brasileiro – Marxista

Responder

    renato

    03 de março de 2012 às 23h02

    Bom, uma opinião muito boa para se pensar. Um alerta de verdade.

pperez

03 de março de 2012 às 19h40

Dos milicos saudosistas sonharem com outro general nini controlando o transito de chibata montado num garboso ginete eu nem me preocupo, porque sao devaneios que não irão muito além dos batentes do clube militar.
O que preocupa de fato é qual será a atitude do governo, considerando que a autoridade do ministro da defesa e da Presidenta foi publicamente questionada!

Responder

    renato

    03 de março de 2012 às 23h17

    Descubramos quantos soldados estão se suicidando no exercito brasileiro ou se matando por não cumprir regras básicas de comportamento com armas.
    Apenas forças especiais estão sendo treinada.
    O exercíto esta sulcateado não há novas armas e as que tem estão sendo apenas polidas, e não tem onde jogar fora, são ineficazes.
    Nossos soldados tem que comprar até cantil, enquanto estão servindo.
    Comprar aviôes, nem pensar, só FHC pode comprar.
    É meio insano você se armar, e esperar que aconteça uma guerra. E depois querer que nossas crianças larguem do Shoping, da internet, dos estudos, do skate, e vá GUERREAR. ?????
    Só há uma solução para a paz e para a guerra e mais barata. BOMBA ATOMICA.
    Mas não vote no Serra senão ele aperta o botão.

Bonifa

03 de março de 2012 às 19h25

Precisamos de forças de defesa fortes, muito fortes, incorruptíveis e inabaláveis na missão de defender o país acima de tudo. O mundo está mudando rápidamente, máscaras estão caindo a todo momento, movimentos de corsários modernos se anunciam por todos os mares. Precisamos ser profissionais, técnicamente avançados, perfeitos em devoção e em conhecimento científico, para defender o nosso grande país, terra adorada, florão da América.

Responder

sergio m pinto

03 de março de 2012 às 19h11

Evoé!!

Responder

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