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Juiz que condenou Lúcio Flávio chama jornalista de “canalha” e “babaca”


07/03/2012 - 21h55

Com a colaboração do Somos Todos Lúcio Flávio

Direitos Humanos| 06/03/2012 | Copyleft

Juiz que condenou Lúcio Flávio chama jornalista de “canalha”, “otário” e “babaca”

O titular da 1ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Pará, Amílcar Roberto Bezerra Guimarães, que condenou Lúcio Flávio Pinto (foto), fez uma série de xingamentos ao jornalista em sua página no Facebook. “Otário”, “babaca” e canalha” foram algumas das palavras utilizadas. O magistrado pediu para ser denunciado ao Conselho Nacional de Justiça: “Eu quero me aposentar. Bem que esse otário do LFP poderia fazer uma reclamação no CNJ. Juro que não me defendo e aceito a aposentadoria agora. Me ajuda, babaca!!!!!”

Najla Passos, na Carta Maior

Brasília – O juiz da 1ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Pará, Amílcar Roberto Bezerra Guimarães, responsável pela condenação do jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, manifestou-se sobre o caso em uma rede social, após sua sentença ter sido questionada, recentemente, por milhares de amigos e fãs do jornalista, considerado uma das maiores autoridades brasileiras em Amazônia.

Em sua página no Facebook, o juiz chama Lúcio Flávio Pinto de “canalha”, diz estar “puto não, magoado”, afirma que “não confia na justiça” e ainda esbanja ironia ao provocar o jornalista para que o denuncie ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ): “Eu quero me aposentar. Bem que esse otário do LFP poderia fazer uma reclamação no CNJ Conselho Nacional de Justiça. Juro que não me defendo e aceito a aposentadoria agora. Me ajuda, babaca!!!!!”.

Amílcar Roberto Bezerra Guimarães assinou a sentença condenatória de Lúcio Flávio Pinto em 2006, quando substituiu, por apenas um dia, o juiz responsável por julgar uma ação indenizatória movida contra o jornalista pelo empreiteiro Cecílio do Rego Almeida, proprietário da empresa CR Almeida, do Paraná.

O empreiteiro havia sido denunciado por Lúcio, em reportagem publicada pelo Jornal Pessoal, em 1999, por tentar promover uma das maiores grilagens da história da Amazônia brasileira. De acordo com a matéria, ele tentara se apropriar de uma área de sete milhões de hectares (superior a de vários estados brasileiros), às margens do Rio Xingu, onde hoje está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte.

As denúncias impactaram no cancelamento da operação, mas Lúcio acabou processado por chamar o empreiteiro de “pirata” em uma das suas reportagens.

Lúcio Flávio Pinto é um jornalista experiente com passagens pelos já extintos Correio da Manhã e Realidade. Foi repórter e coordenador da cobertura amazônica de O Estado de S. Paulo. Deu cursos sobre a região em universidades dos Estados Unidos e Europa. Há quase 20 anos, edita, sozinho, o Jornal Pessoal, que não possui publicidade. Em função das suas reportagens investigativas que abalam os interesses dos poderosos da região, acumula 33 processos judiciais. Constantemente sofre ameaças. Já foi agredido fisicamente.

Nas suas postagens nas redes sociais, o juiz ofende o jornalista de várias formas: “canalha”, “bobalhão”, “pateta”, “otário” e “babaca” estão entre elas. Porém, na sua última postagem, datada desta segunda (5), questiona o direito do jornalista de ofendê-lo, em um tom relativamente ameno, se comparado à forma como vinha tratando o caso.

Em um comentário de 29/2, explica sua posição: “Tomei uma decisão juridicamente correta (confirmada em todas as instâncias), mas politicamente insana: condenei a irmã Dorothy do jornalismo paraense em favor do satanás da grilagem. Aí o jornalista faz um monte de insinuações; entre elas de que fui corrompido etc…”. E sobe o tom: “Pensei em dá-lhe uns sopapos, mas não sei brigar fisicamente; pensei em processá-lo judicialmente, mas não confio na justiça (algo que tenho em comum com o pateta do LFP)”. 

Aposentadoria é punição?

A investigação e punição dos magistrados pelo CNJ foi reconhecida como constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no mês passado, após grande polêmica. Entretanto, pela legislação atual, a punição máxima possível de ser aplicada aos juízes que comprovadamente cometerem delitos é a aposentadoria compulsória.

Em postagem mais antiga, de 4/2, ao comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (SFT) de permitir que o CNJ investigue juízes, o juiz Amílcar Roberto Bezerra Guimarães ironiza a decisão. Conta que já respondeu a mais de sete processos administrativos, que ficou mais de um ano afastado das funções e que já fora punido com pena de censura. Mas, no final, revela que sua vontade mesmo é ser investigado e punido, atualmente. 

“A vida é muito estranha. Passei minha carreira na Magistratura toda mais respondendo reclamações feitas contra mim na Corregedoria do que julgando processos. Processos administrativos foram mais de sete, sendo que fiquei mais de um ano afastado das funções em 1992, e em um deles fui punido com a pena de censura. Agora, que eu já tenho tempo para me aposentar e que o CNJ anda caçando bruxas a torto e a direito, não aparece uma mísera reclamaçãozinha contra mim; não aparece um cristão piedoso para me acusar de qualquer coisa… Eu juro que dessa vez não me defendo. Onde estão meus desafetos??? Não sejam covardes, já pra Corregedoria”.

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47 comentários

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Deputado do PT homenageia o “maior grileiro do mundo” « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de março de 2013 às 19h51

[…] Juiz que condenou Lúcio Flávio chama jornalista de “canalha” e “babaca” […]

Responder

Lucas Costa

08 de março de 2012 às 20h54

Falando em Lúcio Flávio Pinto, ele precisa de ajuda para bancar a injusta condenação a que está sendo submetido.

Segue o link do Jornal Pessoal, de sua lavra, em que ele dá as coordenadas para um justo socorro a ele:
http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=2150

Fiz minha pequena contribuição. Se cada um der uma besteirinha ele tirará de letra o que estão fazendo com sua pessoa.

Responder

mineiro

08 de março de 2012 às 20h35

se uma coisa que eu odeio nesse pais ou em qualquer parte do mundo , é esse maldito do judiciario. esse judiciario tinha que acabar. essa turma sao os autentico defensores dos poderosos , odeia os pobres e quer distancia da populaçao. atraves desse orgao ordinario que os corruptos encontram abrigo. la eles tem a certeza da impundade. eles sao partidarios dos poderosos e nunca que um pobre ganha qualquer causa de um rico em qualquer tribunal maldito do mundo. antes eu achava que era os politicos os piores , e ainda sao um grande maioria , mas o judiciario é o pior deles com certeza.

Responder

    Alex Mendes

    14 de março de 2013 às 21h26

    Com certeza o desabafo tem tudo a ver.

    No Brasil parece que vale a pena ser juiz corrupto e assim é aposentado com baita aposentadoria. Rouba e ainda é pago por nós pra curtir o fruto do roubo, junto com a família.

    Triste Brasil manipulado pela mídia PiG.

Lucas Costa

08 de março de 2012 às 20h29

Depois os Juízes reclamam por perderem suas prerrogativas.

Não se enganem: a maioria deles NÃO é assim. Só que a minoria que se presta a essas manifestações de falta de civilidade é extremamente barulhenta. A maioria da magistratura, honesta e trabalhadora, sequer dá o ar de sua graça nas tais redes sociais.

Lamentáveis as declarações deste "douto" juiz (com j minúsculo)!!!

Não imagino a Juíza (com J maiúsculo mesmo) com quem trabalho se manifestando desta forma tresloucada sobre uma parte de algum processo que tenha julgado. Onde ficou a imparcialidade deste cidadão??? É uma pena que juízes dessa qualidade estejam jogando o nome do conjunto da magistratura no lixo.

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    Jefferson

    08 de março de 2012 às 22h07

    É isso aí. A maioria é séria, laboriosa e bem longe dos holofotes. Se acabar a vitaliciedade, os prejudicados serão os sérios, que processam políticos por improbidade administrativa, e poderão ser perseguidos pelo CNJ. Quem sabe qual será, amanhã, a composição do CNJ?

Mário

08 de março de 2012 às 19h13

Esse juiz é só um produto de um sistema judiciário anacrônico, que mais parece um castelo inacessível à plebe; que tem como punição mais severa, aquilo que o trabalhador sempre almejou durante uma vida toda de trabalho: a aposentadoria.

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clovis

08 de março de 2012 às 18h30

Só pra avisar, a punição administrativa máxima dada a juizes e promotores é a aposentadoria. Em processo judicial é possível a perda do cargo. Tirem isso pra ver qtos juízes vão dar sentenças contra orientações dos tribunais…

Responder

Alex

08 de março de 2012 às 17h12

O nível do sujeito é realmente inacreditável… olha outro post do mesmo no Facebook :

Amilcar Guimarães
‎…Quando sua mulher fica grávida, todos alisam a barriga dela e dizem "Parabéns". Mas ninguém apalpa seu saco e diz "Bom trabalho"!

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mgcbarreto

08 de março de 2012 às 13h38

Pelo modo de expressar-se mais um analfabeto funcional se instala na administração pública!!!! Verdadeiro nanico político, não mede os termos e macula a classe jurídica. Se pelo menos disse os jargões em latim…..

Responder

Pinguim

08 de março de 2012 às 13h06

Tenho uma duvida: quem vigia os vigilantes?

Responder

ricardo silveira

08 de março de 2012 às 12h41

Quantos juízes como esse existem no Brasil? Já imaginou sua vida, de uma oura para a outra, ser decidida por alguém como esse sujeito? A sociedade precisa confiar na justiça para que esta seja legítima.

Responder

eujasabia

08 de março de 2012 às 11h42

to com ele e não abro

Responder

CLP

08 de março de 2012 às 11h24

Poxa, pensei que só a "Justiça de SP" que tivesse pessoas assim…O resto do pais não e um ambiente "progressista"?

Responder

Rodrigo Santos

08 de março de 2012 às 11h22

meritissimo ou meretricio?

Responder

sergio

08 de março de 2012 às 10h59

Vai ser articulista do PIG brevemente, sem noção.

Responder

joão33

08 de março de 2012 às 10h28

A Ministra Calmon sozinha não tem como sanear toda a sujeira , imagine rato correndo para todo o lado. , cadê nossa sociedade civil esclarecida e honesta , está individualizada ao extremo que não consegue agir , indignação existe só no mundo virtual , será que o pobre trabalhador , que mal tem tempo para ele e familia e chega esgotado de um dia de trabalho é que deve agir? (sem ter acesso a informação) como a presidenta Dilma e a ministra Calmon pode resolver tudo sozinhas? as instituições do nosso pais estão contaminadas e dominadas por uma mídia , bancos e rentistas que se utilizam de uma classe média alta moralmente corrompda por eles , que estão nos tribunais de justiça , receita federal , universidades , politica , (executivo , legislativo e judiciário) basta os indignados individualizados agir com urgencia , que os covardes se intimidam e de forma controlada a sociedade civil honesta pode acabar com a podridão de nossas instituições , possuidas por pessoas que nada produzem e vivem as custas dos que realmente produzem neste país , MAS CADÊ A CLASSE MÉDIA HONESTA DESSE PAÍS.

Responder

Gersier

08 de março de 2012 às 09h55

A "venda" que teoricamente veda as vistas da senhora justiça, deveria tambem vedar-lhe o nariz.Talvez assim os "cheirosos" seriam julgados e condenados nesse nosso País.

Responder

Julio Silveira

08 de março de 2012 às 09h22

zenha, me desculpe por que, parece, vou divergir de voce neste caso.
Acho que o Juiz, dentro do sistema que possuimos, tem o direito de promulgar a sentença de acordo com sua interpretação legal, e esse é o primeiro ponto. O segundo é que nem todos os jornalistas do Brasil, e enfatizo que sequer conheço este, agem de forma que, por si só, já representem ética ou correção em seus posicionamentos. Acredito que até mesmo os mais eticos cometam erros, podendo ser intencionais, levados pelo emocional. Não acho que o espirito corporativo profissional deva subjugar os fatos. E nesse aspecto o Jornalista foi no minimo infeliz ao se rebelar contra o resultado prolatado pelo meio legal, que usamos para resolver impasses. Se fosse vencedor agiria da mesma forma? E quanto a resposta do Juiz àquilo que não aparece no texto, que foram as ofensas do jornalistas, para mim foram muito bem humoradas até mesmos suaves, de acordo com a ofensa que ele diz ter recebido, não havendo nada que me faça duvidar de que de fato tenha ocorrido. Outra coisa, o que ele diz foi como cidadão ofendido, não como juiz, apesar da figura do juiz ser em tempo integral, da mesma forma que o reporter, que o criticou como cidadão, por que como profissional deveria respeitar a decisão do outro profissional. Minha luta não é contra juizes, Jornalistas, ou qualquer outro profissional, mas o sistema que favorece aos maus em qualquer profissão e esses devem merecer a punição adequada quando passam dos limites, sem fazer juizo de valor neste caso especifico.
De qualquer forma quero deixar claro que tendo a ficar chateado quando tenho que divergir de um idolo, mas sei que voce é um cidadão com alto senso democratico e entederá. Um abraço.

Responder

BENEDITO CARVALHO

08 de março de 2012 às 09h04

Olha no seu facebook, como ele se apresenta :

Descendente direto do Rei Afonso Henriques, fundador de Portugal (daí o nome de família: Guimarães), Dom Amilcar de Guimarães Capanema,Bragança e arredores, o primeiro Duque de Capanema, Visconde de Ourém e Marques de Castanhal, o Justo, agora é humilde funcionário público.
Não obstante todos os títulos nobiliarquiquicos distingue-se pela simplicidade e serenidade de seus gestos, sendo a modéstia seu único defeito conhecido.
Eleito duas vezes o homem mais inteligente de todos os tempos, passado, presente e futuro pela ASIM- American Saciety for Inteligence Measure (Eleição à unanimidade de seus 60.000 membros)
Foi considerado o segundo melhor tenista do Estado do Pará ficando atrás apenas do inigualável engenheiro e tenista Hugo Costa que, como todos sabem, foi covardemente treinado por extraterrestres

É PRA MORRER DE RIR

Responder

BENEDITO CARVALHO

08 de março de 2012 às 08h59

É impressionante esse texto do juiz paraense. O que nos deixa de queixo caído é o descaramento, a falta de pudor, a falta de senso de realidade. Quando Lúcio Flávio disse que não iria recorrer porque não confia na justiça paraense muita gente achou que não deveria fazer isso. Mas lendo atônito um texto como esse podemos dimensionar o que acontece no interior desse judiciário. Nem o escritor Kafka seria capaz de descrever o que ocorre no judiciário paraense. Como é como um sujeito com esse perfil chegou a ser juiz? Como puderem deixar com que ele ficasse tanto tempo distribuindo as suas maldades. Certamente ele pensava que o Pará ainda estava nos tempos negros, onde a oligarquia mandava e desmandava, considerando a lei como uma "potoca". O Brasil, senhor juiz, mudou. O senhor mesmo sabe que um texto idiota e safado como esse é divulgado por todo o território brasileiro e o mundo. No passado, um ex-governador escreveu uma carta para o Lúcio Flávio de baixo calão, uma carta inimaginável, cheia de palavrões, ofensas e calúnias. As duas cartas – desse juiz e do ex-governador, já falecido – são emblemáticos do perfil da oligarquia que manda no Pará. Relendo o texto do juiz de manhã e gente se pergunta: "será que estou lendo um texto de um juiz?" Será um pesadelo kafkiano? De onde vem essa lama? Parece coisa do baratismo, que ainda não morreu no Pará.

Responder

Alexandre

08 de março de 2012 às 07h48

Olha só o nível desse senhor que acha que é um juiz de verdade.
Ele pede pra ser "punido" com uma gorda aposentadoria e um não se fala mais nisso. No judiciário é assim, quando um canalha apronta infinitamente, compulsivamente e sem qualquer cerimônia ele é premiado com uma aposentadoria. Uma verdadeira canalhice às custas do contribuinte

Responder

Gerson Carneiro

08 de março de 2012 às 04h56

A culpada é aquela moça, que sem ter o que fazer, fica sentada o tempo todo na frente do STF, com uma venda nos olhos.

Ela faz o nosso país ser O País da Esculhambação.

Responder

Albuquerque

08 de março de 2012 às 03h22

Isso e tantas outras barbáries só acontecem porque esse país é destinado para que a burguesia pule e saltite sobre os pobres mortais. Onde já se viu tamanho disparate desse dito juiz? Aliás, isso não é juiz. Estive vendo o tal facebook desse suposto juiz. Não tem nada menos nojento do que a sua ostentação e acinte. Um verdadeiro playboy de quinta categoria. Só uma coisa, pelo menos parece, aproveitável naquele facebook. A foto da namorada (ou mulher) que ele faz questão de ostentar como um troféu (http://www.facebook.com/media/set/?set=a.121421857967818.21267.100003000141443&type=3). Dá uma noção do louco por trás da toga.

O sujeito é tão asqueroso que, pasmem, fala asneiras atrás de asneiras. Para quem auto se intitula o mais sábio de todos os tempos por uma tal saciety (sic!) deve ser mesmo é doido. Mas, nem todos são tão insolentes a tal ponto.
http://notaveisinotaveis.blogspot.com/2011/03/jui

Responder

Evandro

08 de março de 2012 às 01h55

É trágico.

Mas de qualquer forma, esse juiz precisa comer muito feijão pra ganhar o troféu "Rodrigo Capez" ou a taça "Marcia Loureiro".

Ao menos o juiz fanfarrão do facebook quer se aposentar.

Os outros aindam vão trabalhar por muito tempo em favor dos Naji Nahas da vida…

Responder

Lenin

08 de março de 2012 às 00h29

O q comentar?!Como cita Sr. Indignado,chama a amb.

Responder

Augusto Sperandio

07 de março de 2012 às 23h25

O texto do juiz ilustra bem e justifica todos os argumentos da Ministra Eliana Calmon. Os termos que o cara usa, o que ele pensa, os valores que professa, sua vida profissional pregressa, a certeza de impunidade, e além disso o seu total descrédito com a profissão que exerce, esclarecem bastante a respeito de sua personalidade. E não demonstra a menor satisfação com o papel que lhe foi reservado para participar deste teatro, não, queria mais.
Tem horas que penso que só um grande cataclisma, que virasse o mundo de pernas para o ar, para mudar de fato essa estrutura viciada em que estamos vivendo.

Responder

Gil de Abreu

07 de março de 2012 às 23h21

"direito de errar"(?!?)
Definitivamente esse é um direito que juízes e magistrados nem deveriam mencionar pois não o possuem, e se íntegros, não o devem desejar

Responder

SILOÉ-RJ

07 de março de 2012 às 23h10

Também uma punição dessa, quem é que não quer???

Responder

José DF

07 de março de 2012 às 23h10

Um juiz que afirma não confiar na justiça. Sua excelência deveria explicar-se melhor. De todo modo, se optar pela aposentadoria e resolver aventurar-se no jornalismo nativo, sua habiliade em proferir insultos ofuscará os blogueiros da veja.

Responder

Jairo_Beraldo

07 de março de 2012 às 22h55

Parece que agora o mundo virou a casaca…nada disso! Tem uma frase célebre, não me lembro agora de quem que diz – " ENQUANTO ENFORCAMOS OS LADRÕES DE GALINHA, COLOCAMOS OS GRANDES LADRÕES NOS MAIS ALTOS POSTOS".

PS – aqui em Goiás, tá a mesma merda do Pará…

Responder

Rodrigo Leme

07 de março de 2012 às 22h36

O juiz é chamado de corrupto e vendido pelo jornalista, e o povo aqui se escandaliza com…"babaca" e "canalha".

Realmente, o progressismo é um estado mental.

Responder

    Andre Luis

    08 de março de 2012 às 00h06

    Acho que não é com isso … A gente se escandaliza com um juiz que, na iminência de ser denunciado ao CNJ, de antemão, sabe que sua punição será sua aposentadoria. A gente se escandaliza com um magistrado que não confia na Justiça porque ela é feita por muitos caras como ele. A gente se escandaliza com um Juiz que acha que todos somos otários ao acreditar que seu preço é 20% de sua sentença favorável ao CRAlmeida.

    Lenin

    08 de março de 2012 às 00h27

    Paulo francis,ao contrário de mainard,conseguia,no mínimo,nos fazer ri -dele.

    Rodrigo Falcon

    08 de março de 2012 às 00h59

    "Stand up" tupiniquim é de chorar, o teu então caro passageiro da caverna, tá pra lá de mofado. Segue teu caminho passageiro do expresso coffee party…

    O PSDB ainda chegará aos pés dos lunáticos creacionistas republicanos do norte; tá no caminho certo!

    Marcio H Silva

    08 de março de 2012 às 02h20

    Voce não se escandaliza não? afinal o cara é juiz de direito, deveria manter uma postura pública digna a sua função. Isto sem comentar o seu lado corrupto, e pior, a certeza de que se o CNJ o punir, ele vai se aposentar com o mesmo salario que ganha atualmente. isto é um achincalhe com toda a sociedade, e voce vem fazer um comentário rasteiro?

    Rodrigo Leme

    08 de março de 2012 às 09h21

    Postura digna é coisa de ser humano, juiz ou jornalista. O juiz errou? Claro que errou, mas ignorar que ele foi chamado de corrupto, vendio e afins pelo jornalista, que deveria ter uma postura digna também, é absurdo.

    Esse Lucio Flavio parece-me daqueles que fala as coisas e depois se procupa com a conseqüência. Uma coisa é investigar, tratar de suspeitas, etc., mas chamar os outros de ladrão, corrupto e afins é pura burrice, é pedir pra levar nas costas.

    P Pereira

    08 de março de 2012 às 15h17

    "Eu nunca o chamei de corrupto nem disse que ele vendeu sua sentença iníqua, ilegal. Se tivesse provas ou informações seguras de que ele recebeu dinheiro para lavrar aquela "coisa", eu o denunciaria por esse cometimento. Mas, sem provas, nada declarei.
    Só afirmo o que posso provar. Por isso nunca fui desmentido em toda a minha carreira profissional. É o meu maior patrimônio.
    Eu disse que a sentença era ilegal porque ele já não tinha mais identidade física com o processo. Para suprir essa falha, fraudou a data da sentença, dando-a como do dia 17, quando era do dia 21, segundo dia de função no cargo da juíza titular, que ele substituíra por um único dia.
    Provas da fraude: certidão do secretário do cartório, que tem fé pública, e atestado sobre as datas fornecido pelo departamento de informática do tribunal." (Lúcio Flávio Pinto) http://br.noticias.yahoo.com/blogs/cartas-amazoni

    mfs

    08 de março de 2012 às 21h40

    Pelo que entendi, o juiz protesta porque foi acusado de corrupção pelo fato de ter dado ganho de causa ao grileiro. Ora, o juiz julga de acordo com os autos. Se os advogados de uma das partes não conseguiu trabalhar direito, então a culpa não pode ser do juiz. Essa é que a questão. A sociedade brasileira tem justos motivos para indignação contra advogados, membros do MP e do Poder Judiciário. Mas nada disso nos autoriza a considerar corrupto todo juiz que julga de forma contrária ao que achamos. Note-se que o próprio juiz em suas reclamações compara o jornalista às vítimas do latifúndio. Lembremos que Estado de Direito significa presunção de inocência, inclusive em relação aos juízes que julgaram de modo contrario ao que esperávamos. Caso contrário chegaremos a um ponto de histeria denuncista que já foi caldo de cultura do stalinismo e dos excessos ultrajantes da revolução cultural. Em outras palavras, se o juiz julga a favor do latifúndio ou alguém é advogado de latifundiário isso não significa que esses profissionais sejam desonestos. Ora, muitos juízes adotam decisões contrárias à sua fé porque devem seguir as normas do Direito, sendo a principal delas a de que não se pode condenar alguém sem provas.

    Gerson Carneiro

    08 de março de 2012 às 07h49

    Essa alma quando morrer vai pro céu.

    Agora imaginem o tamanho do saco que Deus vai ter que ter pra aguentar isso reclamando o tempo todo durante a eternidade.

    A sorte de Deus é que a eternidade passa rápido.

    Rodrigo Leme

    08 de março de 2012 às 15h44

    Olha, meu amigo, tem muita gente que agüenta e gosta, imagino que nesse mundo tenha até gente que goste de você.

    Se você não gosta, sinceramente vou ter que te mostrar minhas rugas de preocupação. São muitas, vc nem imagina.

    Antônio Carlos

    08 de março de 2012 às 08h49

    O escândalo não é pelo que se chama o jornalista e sim por que um sujeito desonesto tem (e se trata de um juiz!!!!!) a cara de pau de vim a público achincalhar todos que o denunciam e para piorar a situação o fato que o jornalista etá denunciando foi reconhecido pelo supremo como ilegal. Rodrigo, você se acha inteligente defendendo um juiz que dá parecer favoráveis a um grileiro que forjou escrituras para criar o maior latifúndio do planeta!!!!! Um defensor dos desonestos!!!!!

    somostodoslucioflaviopinto

    08 de março de 2012 às 09h57

    Senhor Rodrigo, em nenhum momento, nem em sua defesa, nem em seus escritos, o jornalista afirmou que o juiz era corrupto e vendido. Foi o próprio juiz quem se referiu a percentual sobre a sentença. Como não há sigilo nesse processo, essa foi uma informação trazida a público por ele, em sua postagem na rede social.

    abolicionista

    09 de março de 2012 às 10h47

    Rodrigo Leme, sai da militância, cara. Você é mesmo um fascista incansável, não?

francisco p. neto

07 de março de 2012 às 22h32

Esse é o nível dos "nossos" juízes.
Parafraseando a sua verve estridente digo:
Fique aí de castigo bobalhão, fingindo que está trabalhando. Ninguém vai lhe dar a oportunidade para o Meretríssimo se aposentar.

Responder

Fabio_Passos

07 de março de 2012 às 22h17

amílcar roberto bezerra guimarães

Afinal… é juíz ou colonista da quadrilha veja?

Responder

Sr.Indignado

07 de março de 2012 às 22h14

Tá na hora de mudar a legislação e dar uma punição, de no mínimo, a perda da aposentadoria.
Eu gostaria muito, mas muito mesmo, de ver a ABM comentar este caso.

Responder

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