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Collor diz que não houve entrevista de Valério a Veja


12/11/2012 - 18h50

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A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



81 comentários

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Gil Rocha

15 de novembro de 2012 às 00h18

Bom, esse recado vai pros administradores
do blog, ou os moderadores.
Eu achei que aqui pelo menos por ter o Azenha
como cabeça e responsável pelo blog, o contraponto
seria bem vindo.
Mas este espaço é só mais que serve a um viés político.
Uma vergonha, vergonha por censurar quem tem ponto de vista
e opinião diferente.
É bom saber o que seria se tudo o que o PT sonha em ser o Brasil,
fosse.
Vergonha, mas não minha não e sim de pessoas que se dizem lutar
para um país mais democrático.

Responder

    Andre

    19 de novembro de 2012 às 14h05

    Engraçado tudo que eu comento no blog da Veja, leia-se Reinaldo Azevedo, para no crivo do moderador.

    Mas “aquele” espaço é só mais que serve a um viés político.
    Uma vergonha, vergonha por censurar quem tem ponto de vista
    e opinião diferente.
    É bom saber o que seria “que quase” tudo o que o “PSDB sonhou” em ser o Brasil, “tivesse sido”.

    Vergonha, mas não minha não e sim de pessoas que se dizem lutar
    para um país mais democrático.

Bonifa

13 de novembro de 2012 às 21h16

Devemos nos concentrar na CPI do Cachoeira. Além de ser por lá que o Gurgel poderá mais se encrencar, é lá que está o ponto fraco através do qual toda a imprensa criminosa poderá ser fortemente combatida. E este ponto fraco da imprensa criminosa se chama Policarpo. É preciso ficar de olho na CPMI do Cachoeira! Quando o Gurgel falou que a CPI se destinava a atrapalhar o julgamento do mensalão, todos pensaram que ele estava desorientado. Mas a verdade é que ele já sabia de toda a Superprodução que estava sendo preparada nos bastidores da mídia e da oposição para este julgamento. E ficou sinceramente preocupado com o avultamento que estava tomando a CPMI, não só pela CPMI em si, mas também pela possibilidade de que a preciosa Superprodução mensalônica fosse de algum modo eclipsada por ela. Agora, arrefecido o vendaval do mensalão, tem que haver um esforço redobrado de todos os parlamentares conscientes para reacender a CPI, sem medo de que a investigação pegue situacionistas, já que o ganho para o país será incalculável. A importancia da CPMI como campo de enfrentamento da mídia criminosa vem do fato de que é apenas por lá que se apresenta uma possibilidade de luta e reação objetiva em larga escala, no momento. Isso porque se trata de uma investigação que pertence ao Congresso Nacional e não ao Judiciário, onde devemos considerar que está tudo dominado.

Responder

Ricardo

13 de novembro de 2012 às 17h20

Collor agora esta sendo levado a serio????

Responder

    Andre

    19 de novembro de 2012 às 14h09

    O que vc está fazendo é a mesma tática da oposição (sic) desmoralizar quem denuncia para desviar o foco da denúncia, que no caso é o que interessa.

Fefeo

13 de novembro de 2012 às 16h50

Justiça seja feita, eu não sei quem é mais incompetente ao indicar os ministros do Stf e os Pgrs, se é o Lula ou a Dilma.

Responder

Ildefonso Murillo Seul

13 de novembro de 2012 às 12h56

Por falar em Marcos Valério, vi um comentário “bomba” no advivo de autoria do navegante Walter 22, que reproduzo abaixo:

Walter 22
“Em gravação feita na residência de Marcos Valério, pelo Advogado Joaquim Engler Filho, em 19 de outubro de 2011 – que ele não sabia estar sendo gravado – Valério afirmou que:- O FHC, Tasso Jereissati, Eduardo Azeredo, Arthur Virgílio e Álvaro Dias fecharam um acordo com os Ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio de Mello, César Peluso e o Aires Brito para julgar o Mensalão do PT no ano que vem [2012], bem próximo a eleição para Prefeito e vereadores.
Em outra gravação, da mesma procedência, Claudio Roberto Mourão da Silveira, ex-secretário de Eduardo Azeredo, ambos do PSDB, confirmou a mesma história.
São afirmações comprometedoras, quanto a isenção de julgamento do mais graduado Tribunal do país.
Daí se explicaria:
1 – A exigência de pressa do presidente do STF, César Peluso, para que o relator Joaquim Barbosa e o revisor Ricardo Lewandowski, apresentassem seus respectivos relatórios, exigência feita inclusive pela imprensa.
2 – Também ficaria esclarecida a imutável sintonia dos votos destes quatro ministros e o absoluto empenho para que Peluso votasse no processo.”
http://xeque-mate-noticias.blogspot.com.br/2012/11/marcos-valerioseria-o-coringa-do-baralho.html#.UKDUxxYy3lU.twitter
O texto foi inserido nos comentários do post
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/sobre-as-condenacoes-e-o-dominio-do-fato#comment-1139388

Merece ser checado.

Responder

    FrancoAtirador

    13 de novembro de 2012 às 18h38

    .
    .
    Só errou de ‘Mello’.
    .
    .

Eunãosabia

13 de novembro de 2012 às 12h35

Cumpanhero Collor…

Lavam uma reputação num piscar de olhos… Maluf e Kassab que o digam.. basta que lhe prestem algum tipo de vassalagem ou se deixem usar….

Responder

    Bonifa

    13 de novembro de 2012 às 15h41

    A coisa está mesmo preocupante. Até o Eunaosabia ressucitou paradar uma força na trollagem.

    P Pereira

    13 de novembro de 2012 às 16h06

    Coisa espantosa! um canalha adulador do assassino e ladrão pinochet falando em reputação. Será que o idiota nãosabe que até o bisneto do desgraçado já foi pego roubando?

sopphis

13 de novembro de 2012 às 12h19

A melhor maneira de ajudar o PT, ou melhor nossas conquistas sociais e economicas é convocar todo mundo e manifestar na rua pela Lei de midia conta as arbitrariedades juridicas, pelo julgamento da privataria tucana, pelo impeachment do GURGEL. Paremos de esperar pelos outros, larguemos nosso ativismo de sofà, eduquemos a massa, que é mal informada. Somos nos que vamos mudar as coisas.

Responder

Thomaz

13 de novembro de 2012 às 11h52

Não há o que pague o prazer de ver centenas de petistas enaltecendo Fernando Collor de Mello pelos comentários nos bolgs e saites gôches.

Responder

    emerson57

    13 de novembro de 2012 às 13h28

    não importa o que já passou.
    cada campeão do mundo só é campeão até o campeonato seguinte.
    hoje o campeão é o senador collor!

    Bento Monteiro

    13 de novembro de 2012 às 13h38

    Mostra que petistas veem fatos e não pessoas.

Bonifa

13 de novembro de 2012 às 10h25

Hoje começou uma ampla campanha das forças midiáticas para desqualificar o senador Collor. A idéia é isolálo como sendo uma pessoa “sem moral” para pedir a prisão do “grande” Procurador Gurgel. Com o fim do julgamento do Mensalão, as forças da mídia deixam o Judiciário em “Stand By” e partem para enfrentar uma situação que julgam ser uma grande ameaça para elas. Elas sabem que Collor está colado no calcanhar de Aquiles deles todos, e se Collor tiver sucesso, todo o castelo da mídia retrógrada arruinará e desabará. O calcanhar deles está oculto na CPI do Cachoeira. Esta CPI tem sido coberta com o véu da desinformação e da não informação, pela Mídia. Ela, entretanto, representa uma oportunidade única de salvar e proteger o processo democrático do país. Um cavalo selado que não passará outra vez tão cedo na porta da História. Se o jornalista Policarpo for pegado e enquadrado pela CPI do Cachoeira, a revista Veja terá sido também pegada e enquadrada. E com a Veja pegada, a Globo também será pegada, conforme falou um dirigente global, já que a Veja é a Globo e vice versa. E com a Globo e a Veja enquadradas, cessará toda a seletividade informativa que traz a impunidade de colarinho branco e esconde os crimes gigantescos de alguns políticos e administradores, enquanto dá dimensões gigantescas aos crimes secundários de outros. O caminho certo está com Collor. E está em dar o máximo de sobrevida à CPI do Cachoeira. Os juízes já foram usados, por enquanto não servem mais à ditadura midiática.

Responder

    Rogerio Barros

    13 de novembro de 2012 às 19h02

    e precisa de “ampla campanha” pra desqualificar Collor?

    rsrs

    Bonifa

    13 de novembro de 2012 às 20h43

    Precisa, sim. Collor ainda está presente no imaginário de boa parte do povão. Há quem o defenda intransigentemente apenas por paixão. E agora, existe uma boa razão para sua paixão. Por isso, já está em campo uma campanha nacional de desqualificação. Você vai percebê la muito breve.

Mardones Ferreira

13 de novembro de 2012 às 09h55

Nesses momentos, a gente descobre quem está do lado da democracia e do povo; e aqueles que só fingem estarem.

Onde estão os representantes do povo para defender as instituições? O MP está ocupado por um homem suspeito de ligações com a Veja, cuja ligação com a organização criminosa do Cachoeira só não foi comprovada por causa da atuação do Michel Temer e, claro, do PT na CPMI do Cachoeira.

A Dilma vai fazer igual ao Lula, vai nadar de braçada na sua popularidade – graças aos resultados das políticas de inclusão do Lula – e não fará nada de significativo para termos reforços na nossa combalida democracia.

É esse o resumo da ópera Dilmista: controle remoto, isenções fiscais, transferência de renda aos pobres e nada de enfrentamentos para fazer reformas no Brasil.

Responder

    Valmont

    13 de novembro de 2012 às 11h48

    A bem da verdade, o PT não apenas assinou o requerimento de convocação do Policarpo e do Chefão Civita, mas pressionou o PMDB, através de vários parlamentares, para que a convocação fosse efetivada. O veto foi de responsabilidade exclusiva do Dep. Michel Temer que ORDENOU à bancada do PMDB que não assinasse o requerimento. E foi obedecido prontamente! O PT já está sendo bastante apedrejado pelo PIG e seus robôs raivosos. Não precisa de mais uma mentira assacada contra ele.

Eunãosabia

13 de novembro de 2012 às 09h48

Abre o teu olho Collor, essa mesma gente que já te escurraçou no passado, hoje te dá cartaz por puro interesse, essa gente usa e joga fora, cuidado rapaz.

Responder

    Luiz (o outro)

    13 de novembro de 2012 às 10h30

    Deixa de ser trouxa, mané! O Collor sempre soube quem o PT era seu adversário. Ele foi usado é pelo PIG e a direita canalha para evitar que Brizola ou Lula chegassem à presidência na época. Ele sabe muito bem quem foram seus traidores, que pensaram que ele seria outra marionete na mão desses bandidos!

    P Pereira

    13 de novembro de 2012 às 12h24

    O carniceiro nojento voltou a regurgitar neste blog.
    O desgraçado deve estar com calo na língua de tanto lamber o saco de torturadores assassinos.
    ***
    “Nome: Eunaosabia – 20/9/2012 – 7:41
    Muito obrigado Presidente Augusto Pinochet.”
    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/09/20/comissao-da-verdade-vai-investigar-atividades-da-operacao-condor-466187.asp

    Zhungarian Alatau

    13 de novembro de 2012 às 12h41

    Quem precisa do PT é o Collor, e não o contrário. Collor, ao menos, percebeu que, apesar de suas diferenças com o PT, deveria enfrentar um inimigo maior: a mídia, o PiG.

emerson57

13 de novembro de 2012 às 09h46

ai o sen. collor prova que tem razão.
o prevaricador é mesmo prevaricador.
como não sou advogado, pergunto:
os seus pares do stf que continuam sentados ao seu lado como se nada houvesse, podem provar que NÃO tem o “domínio do fato”?
poderiam ser acusados de formação de quadrilha?

Responder

trombeta

13 de novembro de 2012 às 09h01

Não há a menor dúvida de que existe um conluio entre ministério público, STF e mídia para condenar, sem provas, políticos ligados ao PT.

Basta observar os casuísmos, as coincidências e a “forçação” de barra registrados nesse julgamento de exceção, o objetivo dessa direita previsível é a retomada do poder na mão grande.

Mais do mesmo.

Responder

Roberto Ribeiro

13 de novembro de 2012 às 07h30

Onde estavam os senadores do PT durante esse discurso do Collor?
Estavam presentes?
Se estavam presentes se esconderam debaixo de suas respectivas mesas?
Nunca o PT teve no Congresso Nacional uma bancada mais covarde que essa.
Caê a CPI da Privataria Tucana?

Responder

Taques

13 de novembro de 2012 às 07h11

Gurgel realmente está em estado de graça.

Após a vitória esmagadora no Mensalão recebe mais uma acusação de Collor.

Convenhamos, para qualquer pessoa digna, é uma honra ser atacada por esse personagem, fato que enriquecerá muito sua biografia.

Parabéns Gurgel.

Responder

    Luiz (o outro)

    13 de novembro de 2012 às 10h35

    É engraçado como após o comentário de um trollha vem sempre outro em seguida, né?

    Muita coincidência…

Rodrigo Leme

13 de novembro de 2012 às 07h08

Grande companheiro Collor!!! Reputação indiscutível, carater gigantesco, honestidade acima de qualquer suspeita.

Responder

    J Fernando

    13 de novembro de 2012 às 10h32

    Mas, não é o senador Collor que está em julgamento e sim o procurador, por ter vazado depoimento sigiloso para a revista.

    Sobre o vazamento, nada a dizer?

    Luiz (o outro)

    13 de novembro de 2012 às 10h33

    Não, não… Collor não é nada disso… mas os crimes que ele cometeu na presidência não foram um milésimo dos cometidos pela tucanalha…

    Gabriel

    13 de novembro de 2012 às 11h24

    Grande companheiro Roberto Jefferson!!! Reputação indiscutível, carater gigantesco, honestidade acima de qualquer suspeita.

    Giorgio

    13 de novembro de 2012 às 14h11

    “Grande companheiro Collor!!! Reputação indiscutível, carater gigantesco, honestidade acima de qualquer suspeita.”

    Foi inocentado pelo STF.

Roberto

13 de novembro de 2012 às 04h47

Collor está fazendo um trabalho exemplar, trabalho esse que senadores do PT não fazem porque querem aparecer na mídia do PIG, co mo é o caso do Senador Suplicy.
Já passou da hora desse Prevaricador esua esposa serem demtidos e apenados na justiça; a cadeia é o lugar deles.

Responder

ricardo silveira

13 de novembro de 2012 às 01h34

Procurador da República que acusou os réus do mensalão é acusado, pelo senador Collor de quadrilheiro, prevaricador, chantagista e agora de criminoso por passar informação confidencial à Veja. Mas, nada acontece ao suposto criminoso. Sequer é chamado para depor na CPMI e, parece que o Joaquim já disse que o procurador é intocável. A que ponto chegamos.

Responder

Sérgio

13 de novembro de 2012 às 00h41

Prevaricação é crime – cadeia para o prevaricador geral.
Fora quadrilheiros do MPF/Gurgel/Veja.
Julgamento do mensalão tucano – já.

Reage Brasil!

ET: Precisa o senador Collor denunciar? Cadê os parlamentares do PT? Estão dormindo?

Responder

snd

13 de novembro de 2012 às 00h14

via: flitparalisante.wordpress.com/2012/11/02/mais-um-golpe-do-governo-tucano-na-classe-policial-na-surdina-alckimin-obtem-suspensao-do-recalculo-quinquenal-e-da-sexta-parte-o-governo-nao-quer-pagar-os-atrasados-aos-pms-muito-menos-recalcular/#commentsAbaixo-assinado Plebiscito pelo Impeachment do Governador Geraldo Alckmin

Para:Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Tribunal de Justiça do Governo do Estado de São Paulo, Ministério Público de São Paulo

Nós, cidadãos paulistas, representados no Governo do Estado de São Paulo pelo Sr. Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, pedimos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo pela realização urgente de um plebiscito que decida pelo impeachment do governador.

Embora 50,63% dos cidadãos paulistas tenham acreditado que o Sr. Alckmin tivesse capacidade de retornar ao governo para este atual mandato – seu terceiro no governo em uma década -, o que se sucedeu da tomada da posse foi a continuidade do recrudescimento das atitudes não democráticas, autoritárias e corruptas, que já vinham sendo construídas desde seus primeiros mandatos no governo, e que cresceu com seu antecessor (e sucessor do seu segundo mandato), o Sr. José Serra.

Ainda em seus primeiros mandatos, no início dos anos 2000, escândalos envolvendo a Nossa Caixa, então pertencente ao Governo do Estado de São Paulo, foram abafados e jamais esclarecidos. Cerca de 30 milhões de reais em contratos de publicidade caducos foram desviados em esquemas de favorecimento para a base aliada do governador.

No segundo mandato, em contratos para o metrô da cidade de São Paulo envolvendo a Eletropaulo, a Alstom teria dado em propinas para a base do governo ao menos 40 milhões de reais em esquemas de favorecimentos. Não só bastasse isso, descobriu-se que licitações – envolvendo bilhões de reais – das linhas Amarela e Lilás foram falsas, já que já se sabia dentro do governo quem seriam os “vencedores”.

Deputados estaduais da oposição tentaram criar várias CPIs para investigar não só estes casos, como inúmeros outros. Abusando do poder executivo e indo contra a Constituição, o Sr. Alckmin barrou a criação de quase todas. Seu sucessor de então, o Sr. Serra, conseguiu que sua base parlamentar na Assembleia Legislativa criasse, por lei, mecanismos que dificultam a criação de CPIs.

Agora, em seu terceiro mandato, o Sr. Alckmin incorporou a postura violenta do Sr. Serra e aprendeu a fazer o uso extremo da força policial a seu dispor. Numa grave sequência de atitudes intransigentes e que ferem inúmeros princípios da Constituição Brasileira, dos Direitos Humanos e da liberdade de imprensa – pra falar no mínimo -, o Sr. Alckmin protagonizou a guerra contra os estudantes da Universidade de São Paulo, contra o bairro da Luz, na cidade de São Paulo, e contra a ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos. Em todos esses casos, seus representantes, os policiais militares, não estavam com as devidas identificações e, quando puderam, confiscaram câmeras e celulares que estavam registrando as ações.

As maiores mídias do estado e do país não só noticiaram os fatos com extrema parcialidade, como houve exemplos absurdos de adulteração das informações. Graças a equipamentos milagrosamente não confiscados e graças a relatos de pessoas que estiveram nesses locais, tivemos acesso às verdades e aos interesses por trás das ações.

No caso da Universidade de São Paulo, o Sr. Alckmin está colhendo os frutos que plantou no início dos anos 2000, quando resolveu por dar início a uma paulatina redução orçamentária da Universidade, que intensificou seu sucateamento e evidentemente obrigou a diminuição da Guarda Universitária, dando respaldo à entrada da Polícia Militar no campus da capital. Uma vez dentro, a Polícia Militar do Estado de São Paulo passa a ter plenos poderes coercitivos necessários à proteção de um governo que sabe que está agindo a plenos poderes não democráticos.

Nos casos dos bairros da Luz, na capital, e de Pinheirinho, em São José dos Campos, as ações foram puramente por interesses imobiliários-especulativos que envolvem aliados de peso. As ações – todas bem registradas apesar das investidas contra – estão sendo analisadas por comissões nacionais e internacionais, por ferirem princípios básicos da vida e da democracia.

Pessoas estão morrendo e a mídia não está noticiando.

Este governo do Sr. Alckmin não nos representa.

Pedimos, já, por um plebiscito que decida pelo impeachment do governador Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho. A democracia tem que voltar ao estado de São Paulo.

Os signatários
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=impeachm

Responder

    Taques

    13 de novembro de 2012 às 07h13

    Rá, rá, rá…

    Viva a liberdade de opinião.

    Fabio

    13 de novembro de 2012 às 09h22

    Petição assinada.
    Fora Alckmin.

abolicionista

12 de novembro de 2012 às 23h43

Agora é inegável: a Veja se tornou o braço armado de uma organização mafiosa. É preciso que o Estado intervenha o mais rápido possível.

Responder

    lord jim

    13 de novembro de 2012 às 09h57

    braço armado..com qual arma mesmo???

    FrancoAtirador

    13 de novembro de 2012 às 10h35

    .
    .
    Com a pior de todas as armas:

    A MENTIRA!
    .
    .

    abolicionista

    13 de novembro de 2012 às 10h58

    Lord Jim? Isso é piada pronta? Você também vai abandonar o barco quando a coisa ficar feia?

    Se você é capaz de utilizar referências literárias, presumo que também seja capaz de entender o que é linguagem figurada, não?

    Se bem que, no caso da Veja, pode nem ser tão figurada assim, né? ;)

    lord jim

    13 de novembro de 2012 às 12h38

    perdão senhor, clemencia para a insolência de um pobre marinheiro desavisado e abandonado pela sorte..se vossa santidade me deixar viver prometo jamais levantar os olhos em sua presença e te servir humildemente e em silencio pelo resto de meus dias…

    abolicionista

    13 de novembro de 2012 às 14h17

    Não peço tanto, caro marujo, sei que cumprir esse voto de silêncio está além de suas capacidades. A história de seu Alter Ego literário (que foi capaz de dar a vida para se redimir), aliás, ensina que a ação humana não costuma seguir o traçado da reflexão. Apenas peço humildemente que pense melhor no que vai dizer antes de escrever um comentário provocador. Mesmo diatribes desse tipo são melhores recebidas quando demonstram ser o resultado de algum grau, ainda que mínimo, de ponderação. Abç

Maria

12 de novembro de 2012 às 23h33

Eu acho um absurdo a Base do Governo Dilma se calar,frente a estas denuncias do Senador Collor .Eu tembém acho Hélio!!!

Responder

ZePovinho

12 de novembro de 2012 às 23h13

Collo é,antes de tudo,um senador da República como o Álvaro Dias(PSDB-PR) o é.Nunca vi os imbecis da direita,por aqui,chamando Álvaro Maskara Dias de coronel.

Responder

Donato Nada Seespera

12 de novembro de 2012 às 22h59

O PT e o governo Dilma, ao não agirem contra esta máfia deixam a suspeita de que tem o rabo preso e portanto tem que aguentar calados os desaforos do PIG e da canalha do Gurgel. Foi este Prevaricador que incitou o maluco Barbosa em sua sanha persecutória aos antigos líderes do PT. Este Gurgel lembra o chefe do FBI, que tinha todo mundo nas mãos a partir de informações pessoais e que tais.

Responder

demetrius

12 de novembro de 2012 às 22h54

Um sujeito que foi enxotado da presidência denunciando corrupção.
A única coisa que posso pensar é: Collor X Veja – A Revanche.

Responder

FrancoAtirador

12 de novembro de 2012 às 22h43

.
.
Agora efetivamente dá para afirmar categoricamente que

dentre os princípios básicos da Administração Pública

estabelecidos no artigo 37 da Constituição Federal da República

(legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência),

o PGR prima muito mais pela ‘publicidade’ do que pela legalidade e pela moralidade
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    13 de novembro de 2012 às 09h53

    .
    .
    .
    .
    LEI Nº 1.079, DE 10 DE ABRIL DE 1950.
    Define os crimes de responsabilidade
    e regula o respectivo processo de julgamento.

    PARTE TERCEIRA

    TÍTULO I

    CAPÍTULO II

    DO PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA

    Art. 40. São crimes de responsabilidade do Procurador Geral da República:

    1 – emitir parecer, quando, por lei, seja suspeito na causa;

    2 – recusar-se a prática de ato que lhe incumba;

    3 – ser patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições;

    4 – proceder de modo incompatível com a dignidade e o decôro do cargo.

    TÍTULO II

    DO PROCESSO E JULGAMENTO

    CAPÍTULO I

    DA DENÚNCIA

    Art. 41. É permitido a todo cidadão denunciar perante o Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e o Procurador Geral da República, pêlos crimes de responsabilidade que cometerem (artigos 39 e 40).

    Art. 42. A denúncia só poderá ser recebida se o denunciado não tiver, por qualquer motivo, deixado definitivamente o cargo.

    Art. 43. A denúncia, assinada pelo denunciante com a firma reconhecida deve ser acompanhada dos documentos que a comprovem ou da declaração de impossibilidade de apresentá-los, com a indicação do local onde possam ser encontrados. Nos crimes de que haja prova testemunhal, a denúncia deverá conter o rol das testemunhas, em número de cinco, no mínimo.

    Art. 44. Recebida a denúncia pela Mesa do Senado, será lida no expediente da sessão seguinte e despachada a uma comissão especial, eleita para opinar sobre a mesma.

    Art. 45. A comissão a que alude o artigo anterior, reunir-se-á dentro de 48 horas e, depois de eleger o seu presidente e relator, emitirá parecer no prazo de 10 dias sobre se a denúncia deve ser, ou não julgada objeto de deliberação. Dentro desse período poderá a comissão proceder às diligências que julgar necessárias.

    Art. 46. O parecer da comissão, com a denúncia e os documentos que a instruírem, será lido no expediente de sessão do Senado, publicado no Diário do Congresso Nacional e em avulsos, que deverão ser distribuídos entre os senadores, e dado para ordem do dia da sessão seguinte.

    Art. 47. O parecer será submetido a uma só discussão, e a votação nominal considerando-se aprovado se reunir a maioria simples de votos.

    Art. 51. Findo o prazo para a resposta do denunciado, seja esta recebida, ou não, a comissão dará parecer, dentro de dez dias, sobre a procedência ou improcedência da acusação.

    Art. 54. Esse parecer terá uma só discussão e considerar-se-á aprovado se, em votação nominal, reunir a maioria simples dos votos.

    Art. 57. A decisão produzirá desde a data da sua intimação os seguintes efeitos, contra o denunciado:
    a) ficar suspenso do exercício das suas funções até sentença final;
    b) ficar sujeito a acusação criminal;
    c) perder, até sentença final, um terço dos vencimentos, que lhe será pago no caso de absolvição.

    CAPÍTULO III
    DA SENTENÇA
    Art. 68. O julgamento será feito, em votação nominal pêlos senadores desimpedidos que responderão “sim” ou “não” à seguinte pergunta enunciada pelo Presidente:
    “Cometeu o acusado F. o crime que lhe é imputado e deve ser condenado à perda do seu cargo?”
    Parágrafo único. Se a resposta afirmativa obtiver, pelo menos, dois terços dos votos dos senadores presentes, o Presidente fará nova consulta ao plenário sobre o tempo não excedente de cinco anos, durante o qual o condenado deverá ficar inabilitado para o exercício de qualquer função pública.

    Art. 70. No caso de condenação, fica o acusado desde logo destituído do seu cargo.

    Art. 73 No processo e julgamento de Ministro do Supremo Tribunal, ou do Procurador Geral da República serão subsidiários desta lei, naquilo em que lhes forem aplicáveis, o Regimento Interno do Senado Federal e o Código de Processo Penal.

    http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/128811/lei-dos-crimes-de-responsabilidade-lei-1079-50

Gil Rocha

12 de novembro de 2012 às 22h35

Não é engraçado o Collor sendo um
dos grandes heróis do PT?
Não só para o PT como os jornalistas
petistas, o que é pior já que sabem bem
que ele é o grande coronel de Alagoas.
Bom, pro PT os meios justificam os
fins, então tá tudo certo.
O problema é quando alguns da imprensa
contribuem para o atraso do país.

Responder

    abolicionista

    13 de novembro de 2012 às 00h00

    Se o que ele disse é mentira, por que a Veja não prova?

    priscila maria presotto

    13 de novembro de 2012 às 02h04

    Sr Gil ,ele ,Collor ,já pagou por seus pecados e o senhor ?

    Ricardo JC

    13 de novembro de 2012 às 07h43

    Qualquer um que mostre a verdadeira face desta imprensa covarde, deste procurador desonesto e das pessoas que os apóiam tem o dever de vir a público…e jogar o ventilador.
    Não me importa se é Collor, Sarney ou qualquer outro. Quero ver é desmentir o que ele disse no pronunciamento. Isto você não cobra!!

    J Fernando

    13 de novembro de 2012 às 10h35

    Engraçado mesmo é quando alguém surge com uma denúncia verídica e o pessoal desanda a falar do denunciante.

    Sobre o vazamento de depoimento sigiloso para revista veja o que você tem a dizer?

Márcio Carneiro

12 de novembro de 2012 às 22h33

Agora Collor vira um herói da república das bananias.

Responder

    J Fernando

    13 de novembro de 2012 às 10h38

    Comente o vazamento do depoimento sigiloso para a revista veja.

    Sobre Collor estamos carecas de saber, a história do mesmo já foi esmiuçada mil vezes.

FrancoAtirador

12 de novembro de 2012 às 21h54

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.
Pronunciamentos
Texto Integral

Autor Fernando Collor (PTB – Partido Trabalhista Brasileiro /AL)
Data 30/10/2012 Casa Senado Federal Tipo Pronunciamento

O SR. FERNANDO COLLOR (Bloco/PTB – AL. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Exmo Sr. Presidente da sessão, S. Exª o Senador Paulo Paim, Exmas Srªs Senadoras, Exmos Srs. Senadores,
por diversas vezes, desta tribuna, assegurei que o grão-vizir da chumbetagem da revista Veja, Sr. Policarpo Júnior, era um empregado do Sr. Carlos Cachoeira, como afirmou sua própria esposa, Andressa Mendonça.
Esse fato, inclusive, é fartamente demonstrado nos diálogos das inúmeras interceptações telefônicas em que Policarpo Júnior aparece como um dos interlocutores.
E aqui reproduzo mais um diálogo que o envolve.

Arquivo/Data: Of. 378 AC 18 – 02/08/11 – 16h45min
Interlocutores: Cachoeira x Policarpo

C – Fala Júnior [um dos muitos apelidos de Policarpo na intimidade do grupo criminoso].
P – E aí, tudo bem?
C – Mandou uma mensagem pra aquele rapaz, ele tá viajando, tá lá em Cuiabá.
P-Ah,é?
C-Tá ok?
P – Alguma novidade daquele negócio?
C – Então, deixa eu te perguntar, aquela questão do Mutirama aqui, do parque que tem aqui em Goiânia, parece que um repórter seu tá em cima, né? [aqui se faz referência à reforma e exploração de bilheteria do parque Mutirama, envolvendo propinas e vantagens a serem distribuídas],
P- Que o quê?
G – O repórter seu, o Gustavo [referindo-se ao jornalista da Veja, Gustavo Ribeiro, um dos receptores dos autos dos inquéritos vazados ilegalmente pelo Ministério Público], tá em ima duma verba aqui na construção dum negócio do Mutirama, aqui em Goiânia, você tá sabendo?
P – Não, não tô sabendo não.
C – Dá uma olhada e me fala, tá?
P-Tá, tá bom.
C – O Gustavo.
P – E, vem cá, alguma novidade daquele negócio?
C – Qual?
P- Da Fazenda.
(…)
C – Não, ainda não. O rapaz tá vindo aí amanhã; vou com
ele aí.
P – Ah, então tá jóia, a gente se encontra amanhã.
C – Falou, Júnior, olha com o Gustavo o negócio do Mutirama.
P-Tá bom.
C – Ele tá olhando aqui em Goiânia, vê aí o que precisa.

[E o Policarpo, então, com essa despedida interessante:]
P – Beleza, tchau.

Afinal, Sr. Presidente, Policarpo Júnior, o “Caneta”, tinha ou não tinha o conhecimento das ações criminosas? E a revista Veja tinha ou não tinha o controle dos atos?
E o Sr. Roberto Civitta tinha ou não tinha o domínio do fato?

Imagine, Sr. Presidente, se ele, Policarpo Júnior, o “caneta”, fosse um dos alvos da investigação, ou seja, se o seu telefone e os de seus comparsas da chumbetagem é que tivessem sido monitorados pela Polícia Federal; imaginem quanta podridão seria descoberta, pois este núcleo jornalístico era o que abastecia o grupo criminoso com toda espécie de serviços e informações, sendo que os servidores da Veja recebiam a parte do butim, conforme revelado nessa conversa entre Carlos Cachoeira e Policarpo Júnior.

Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, no último dia 11 deste mês voltei a fazer, desta tribuna, uma série de denúncias a respeito da conduta e do envolvimento de integrantes do Ministério Público e dos servidores da revista Veja nos crimes apontados nas operações Vegas e Monte Carlo.

Naquela ocasião, reafirmei que, sob o comando do Procurador-Geral da República, Sr. Roberto Gurgel dos Santos, o próprio Ministério Público vazou, no dia 2 de março deste ano, os autos dos inquéritos daquelas duas operações que tramitavam, vale dizer, sob segredo de justiça e que pode ser considerado como interceptação ilegal.
Para tanto, utilizou-se de alguns Procuradores e, como sempre, da Revista Veja.

Hoje, além de trazer novas informações, como o diálogo aqui já reproduzido, gostaria de destacar os principais pontos do meu último pronunciamento, alguns, inclusive, que não foram lidos na íntegra em função do tempo.
Mas antes, Sr. Presidente, vale repetir as evidências que confirmam os fatos que tenho denunciado.

Primeira evidência: as flagrantes e inexplicáveis contradições entre a resposta oficial do meu pedido de informações da Procuradora Léia Batista de Oliveira, datada de 31 de agosto de 2012, e o seu depoimento prestado na CPMI no dia 21 de agosto.

Segunda evidência: a omissão de resposta, tanto da Procuradora Léia Oliveira, em relação aos locais visitados, veículos e motoristas utilizados por ela na semana do vazamento, como do Procurador Alexandre Camanho de Assim, perante os dois pedidos de informações referentes à sua agenda institucional, naquela semana de 27 de fevereiro a 2 de março.
No caso de Alexandre Camanho – pasmem –, ele alega que está licenciado da função de Procurador e como Presidente da Associação Nacional dos Procuradores, não está atingido pela Lei de Acesso – que cinismo atroz – e, por isso, não precisa responder. Esquece-se, porém, que, mesmo licenciado, ele continua sendo um Procurador da República e seus compromissos institucionais são sim do interesse público, ainda mais quando sua entidade está sediada dentro do edifício da Procuradoria Geral da República.
E mais, continua sendo pago pelos cofres públicos e, considerando que os próprios Procuradores se autointitulam órgãos de Estado, esses órgãos têm a obrigação de prestar contas nos termos da Lei de Acesso à Informação. Assim, onde estiver o Sr. Alexandre Camanho, seja onde for, até nos esconsos de Veja, ele será um Procurador da República.

Terceira evidência: de acordo com a resposta ao meu pedido de informação, o Procurador Daniel Salgado esteve em Brasília, no dia 2 de março, com compromisso apenas no período da manhã. Apenas isso.
À tarde, pela sua resposta, ele embarcou para São Paulo, no voo JJ3725. Curioso é que, conforme apurei, este voo, tem sua partida somente às 18h35min, tendo sido esse dado omitido pelo Procurador.
Será, de fato, que depois da reunião no CNJ, pela manhã, até a hora de embarcar para São Paulo, no início da noite, o Sr. Daniel Salgado não teve nenhum outro compromisso aqui em Brasília?

Quarta evidência: a visível e indisfarçável forma evasiva, genérica e imprecisa de algumas respostas do Procurador-Geral da República, Sr. Roberto Gurgel Santos, ao requerimento relativo à sua agenda institucional naquela semana, principalmente quanto à falta de detalhes exatamente no dia 2 de março.

Quinta e definitiva evidência: nos dias 27 de fevereiro, 1º de março e 2 de março – repito, 2 de março –, dia do suposto vazamento ilegal dos inquéritos, esteve na sede da Procuradoria Geral, sempre por mais de uma hora em cada uma dessas vezes em que lá esteve, o Sr. Rodrigo Rangel Costa, que é exatamente um dos chumbetas da Revista Veja que recebeu dos procuradores os documentos que corriam em segredo de justiça, conforme denúncia que venho fazendo há meses.
E mais: nos três dias em que ele esteve na Procuradoria Geral, seu destino, conforme mostram os registros oficiais de controle de acesso da própria Procuradoria, foi exatamente a Associação Nacional dos Procuradores da República,
cujo presidente é ninguém menos do que o Procurador Alexandre Camanho de Assis, o mesmo que, ao se recusar a responder aos meus pedidos de informação, cometeu improbidade administrativa,
e um dos que, juntamente com a Srª Léa Batista e Daniel Salgado, teria entregue os autos dos inquéritos aos jornalistas.

Vale lembrar, como já afirmei em outras oportunidades, que o Sr. Alexandre Camanho é um factotum do Sr. Roberto Gurgel Santos, ínclito Procurador-Geral da República.

Sr.Presidente, Srªs. e Srs. Senadores, como afirmei em meu último pronunciamento, a presença por três dias daquela semana do chumbeta Rodrigo Rangel na Associação Nacional dos Procuradores – presidida pelo Procurador Alexandre Camanho e que funciona na sede da Procuradoria Geral da República – é uma prova cabal e irrefutável dos acontecimentos que venho denunciando.

Não há mais dúvida, pela série de confirmações de ocorrências e coincidências de agendas, datas, horários e locais, de que são absolutamente verdadeiras as informações que recebi sobre o vazamento dos inquéritos que corriam em segredo de justiça, ou, como esclareceu a própria Procuradora Léa Oliveira, não se trata nesses casos de segredo de Justiça, mas sim, segundo ela, de interceptação ilegal.

E o mais grave nisso tudo é que o vazamento, que, por conseqüência, também é ilegal, partiu exatamente de representantes da instituição maior de proteção dos interesses da sociedade brasileira, o Ministério Público Federal.
Que vergonha!

E os principais acontecimentos ocorreram dentro das instalações da Procuradoria Geral da República, comandada pelo Sr. Roberto Gurgel dos Santos, que está fazendo do seu gabinete uma verdadeira cafua, e, claro, como de costume, com a participação sempre rasteira e perniciosa de chumbetas da revista Veja.

Trata-se de um autêntico conluio de interesses, de uma sociedade maléfica entre determinados integrantes do Ministério Público e esse folhetim mensal, ou melhor dizendo, infelizmente, semanal, que se diz, esse folhetim semanal, um veículo de “reflexão permanente e comprometido com a ética jornalística”.

Qual seria afinal o interesse maior por trás de tudo isso?

E por que somente a revista Veja teria sido, digamos, “privilegiada” com o vazamento dos autos dos inquéritos daquelas duas operações da Polícia Federal, e justamente na data da deflagração de uma delas?

Não é à toa, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, que há muito o Ministério Público Federal vem sendo comandado por um grupo que, outrora, autodenominou-se de “tuiuiús”, em referência a uma ave pernalta – não é peralta – do Pantanal matogrossense, também conhecida como “jaburu”, e que tem, pelo excesso de peso e tamanho, dificuldades para alçar voo.
Nada mais apropriado, Sr. Presidente…
Essa “Confraria do Tuiuiú”, um autêntico bando de alguns Procuradores, de fato precisa se utilizar de todos os meios para serem vistos tentando alçar voo.
Além da obsessão que os tuiuiús têm por poleiros altos, seus ninhos são as maiores estruturas construídas por aves no Pantanal.
Como atesta em recente artigo um Procurador da República, colega deles, “os tuiuiús transformaram a cúpula do Ministério Público Federal em propriedade particular”.
“Eles são desse jeito. Fazem o que bem entendem. Sentem-se donos do Ministério Público Federal e não estão nem aí pelo que se falam deles. Aliás, raríssimos são os que têm coragem de falar.”

Além disso, Sr. Presidente, sobre as investigações da CPMI, esse mesmo procurador da República, cujo nome evito citar para que ele não se torne mais uma vítima do Sr. Roberto Gurgel dos Santos, afirma em seu artigo:

“Ora, a operação que resultou na prisão de Cachoeira ocorreu em outra investigação, a Operação Monte Carlo, Inquérito Policial 089/2011, instaurado porque Gurgel engavetou a primeira investigação, Operação Vegas, Inquérito Policial 042/2008, por quase 3 anos [Continua ele]. A título de informação, não acredito que o engavetamento da informação foi para favorecer o ex-Senador Demóstenes Torres. A intenção [finaliza ele, esse procurador], a intenção com certeza foi outra.”

De fato, Sr. Presidente, por diversas vezes afirmei que a intenção do Procurador-Geral ao engavetar a investigação da Operação Vegas por quase 3 anos era de chantagear o Senador.
Assim ele sempre agiu; assim ele, Procurador-Geral, sempre agiu no intuito de chantagear pessoas com prerrogativa de foro.
Por isso ele concentra os processos que envolvem autoridades com prerrogativa de foro nas mãos de sua esposa, a Subprocuradora-Geral Cláudia Sampaio Marques, conhecida como sua ‘manus longa’.

Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, já no caso da conduta e do modus operandi da revista Veja, trata-se de um roteiro pernicioso bastante conhecido.
Poderíamos até denominá-lo, no âmbito da imprensa marrom de, “como nasce um escândalo, ou como se fabrica um escândalo, ou os principais problemas de publicações jornalísticas que depois terminam em coabitação no crime.”

Na prática, o roteiro segue três etapas distintas.
A primeira delas: anúncios. O empresário paga à revista para ter publicado nela anúncio de sua empresa ou reportagem de seu interesse, de seus dirigentes, como, por exemplo, medicamentos ditos milagrosos, casas que seriam construídas em 30 dias, relação de livros mais vendidos – e até nesse detalhe se chega – , etc.
A segunda etapa: os acordos. O empresário faz acerto com a revista pagando a mais, por fora, a alguns jornalistas ou ao próprio veículo, digamos, uma espécie de caixa dois, agora já classificado como crime, para ter o seu nome e o de sua empresa agraciados, com destaque e holofotes, em panoramas e seções especiais no Radar da revista.
O terceiro: alianças. Grupos e empresários ligados a atividades ilegais como bicheiros patrocinam das sombras, com aqueles pagamentos a mais e trocas de informações obtidas ilegalmente, promoções e matérias na revista de modo a atingir governos e autoridades que contrariam seus interesses, via de regra, em consonância com os objetivos políticos e comerciais dos dirigentes da revista.
(…)
Isso é típico no modo de agir de um veículo criminoso e antiético.
Digo criminoso, Sr. Presidente, porque o que a Veja fez com seus próprios leitores é caso de polícia.
Ao estampar na capa uma chamada destacando uma entrevista que não aconteceu é ludibriar, é enganar os leitores, é criar uma expectativa de revelações bombásticas que em nenhum momento aconteceu… Ou seja, a Veja enganou o leitor mais uma vez, falseou uma reportagem, tentou criar mais um escândalo apenas em busca de lucros, lucros e mais lucros, e, definitivamente, isso foge aos padrões que a própria revista alega seguir, mediante, como ela costuma dizer, a reflexão permanente e a ética jornalística.
Que ética jornalística coisa nenhuma!
Eles não praticam a ética jornalística. É exatamente o contrário.

E pior: mostra que, além de ser o grandfather da revista o Sr. Roberto Civita, ele também agora instituiu a policarpia da Veja, que passou a gerar, quase que por cissiparidade, vários filhotes à moda e feição do seu primogênito, que é o Sr. Policarpo Júnior.
Existem lá vários policarpinhos.

É a policarpia instaurada na revista Veja, como é o caso deste Sr. Diretor Eurípedes Alcântara.
São todos eles, como vimos, uns filhos da pauta, uns filhos de uma pauta treslida.
Aqui reafirmo: a Editora Abril é o epicentro de tudo.

Será possível admitirmos que não vamos apurar fatos de tal gravidade?

Será possível que essa CPMI venha a encerrar seus trabalhos sem o depoimento desses personagens que compõem o núcleo Civita/Policarpo e o núcleo Gurgel/Camanho?

Isso seria fora de propósito, podendo deixar passar para o público que a CPMI está com receio de aprofundar suas investigações, até por que existem outras áreas também de investigações ainda a serem feitas, para não enfrentar a instituição, como o Ministério Público e os meios de informação.

Daí ser indiscutível, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, a necessidade de prorrogação do funcionamento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.

Era o que tinha dizer, por enquanto, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, agradecendo a V. Exª, Sr. Presidente Paulo Paim, a paciência e a concessão desses minutos adicionais ao meu pronunciamento.

Muito boa noite.
Muito obrigado.

http://www.senado.gov.br/atividade/pronunciamento/detTexto.asp?t=395809

Responder

silvia macedo

12 de novembro de 2012 às 21h44

Agora vai…O prevaricador está nu.

Responder

lord jim

12 de novembro de 2012 às 21h39

uma colega antes explicou tudo: Dilma queima toda a liderança do PT, depois Lula..então fica sozinha pra reeleição em 2014 e entrega tudo a classe dominante…que ainda pode posar de respeitadora da democracia.
Bacana não é?

Responder

Marcelo de Matos

12 de novembro de 2012 às 21h27

Reclamar para quem? Conselho do MP? Conselho Nacional de Justiça? O presidente desse último é o próprio presidente do STF. Tá tudo dominado!

Responder

Antonio Martins

12 de novembro de 2012 às 21h04

O senador Collor não tem que apresentar denúncia ao CNMP e sim convocar o prevaricador Roberto Gurgel a prestar esclarecimentos ao Senado da República sobre suas atitudes suspeitas. Explicar por que sentou em cima, por quase dois anos, do inquérito da Polícia Federal que envolvia Carlinhos Cachoeira e o Demóstenes. Sempre é bom lembrar que o prevaricador geral somente ofereceu denúncia ao STF depois que foi pressionado por alguns senadores.
São fortes os indícios de que Roberto Gurgel faz parte da quadrilha.

Responder

maria ferreira

12 de novembro de 2012 às 20h59

A Dilma tem fazer a mesma coisa que fez com os seus ministros quando uma revistinha de esgoto jogou no ar “algumas denúncias“. Demitiu Pallocci, o ministro dos esportes, o ministro Nascimento. Use os mesmos argumentos Presidenta! A senhora e meio mundo ouviu as denúncias do Collor. O que está esperando para DEMITI-LO?

Responder

João

12 de novembro de 2012 às 20h56

Por que PT se mexeria? Se confirmada a acusação, então Valério não mais “teria dito”, mas sim disse. Se disse, resta saber se prova. Chuto que não prova. E sobra a rebordosa séria pra Gurgel, independentemente da veracidade ou não, pelo vazamento ilegal. E sobra, como de costume, pra revista *, “sempre ella”. ‘Nitrogllicerina pura’.

Responder

J Souza

12 de novembro de 2012 às 20h36

Faço coro aos demais comentaristas:
Onde está o PT?
Onde estão os petistas?
Estão com “o rabo entre as pernas”, com medo do Gurgel, da Veja e da Globo?
Teria, nos dias de hoje, algum petista coragem de fazer o que o Collor está fazendo?
Como o PT agüenta ser chamado de corrupto todos os dias e ficar calado?
Como o PT agüenta ser difamado e escrachado diuturnamente pela revista Veja e pela rede Globo?
Do que os petistas têm medo?
Do poder e do dinheiro dos Marinho e dos Civita?

Responder

    Márcio Carneiro

    12 de novembro de 2012 às 22h32

    A resposta é: “Quem deve, teme.”

    É por isso o PT está quieto. É por isso a mera ameaça do Marcos Valério de colocar a boca no mundo calou os poderosos do PT, que estavam preparando uma resposta ao STF.

    priscila maria presotto

    13 de novembro de 2012 às 02h09

    Por gentileza ,podem me dizer os próximos números da megasena,agradeço antecipadamente ,inclusive pagarei uma comissão….Vcs sabem tudo!!!!!!Me refiro aos que sabem sobre a causa do silêncio do PT
    .

    lord jim

    13 de novembro de 2012 às 09h35

    O marcos valerio da PBH – Prefeitura de Belo Horizonte – assim como o próprio MV moram aqui pertinho de casa…sua trajetória é espantosa..
    é um dos fundadores do PT/MG.
    quer dizer, isso deve se repetir Brasil a fora em administrações do PT…
    então eles estão se dando por felizes se tudo se esgotar nessa turma do mensalão federal…O PT se perdeu ao escolher ser igual os outros pq esqueceu-se que não seria tratado igual aos outros quando fosse pego com a boca na botija..

Hélio Pereira

12 de novembro de 2012 às 20h36

Eu acho um absurdo a Base do Governo Dilma se calar,frente a estas denuncias do Senador Collor contra o “Prevaricador Geral da União”.
Porque o Senado não convoca o “Prevaricador” Gurgel para se explicar?

Responder

ZePovinho

12 de novembro de 2012 às 20h29

Ayres Britto,presidente do STF,o “Carlim do PT” em 1990, é sergipano.Tal qual o famoso Cabo Anselmo,que meu pai sempre dizia não ter conhecido ninguém que tivesse estudado com ele em nenhuma escola de aprendizes marinheiros.Pois é…..o Cara de Raposa,Ayres Britto,fez igualzinho ao Cabo Anselmo.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/85228/Ordem-de-apressar-degola-do-PT-partiu-de-Britto.htm

Pauta foi invertida para permitir a participação de Carlos Ayres Britto na condenação de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares; em 1990, como “Carlim do PT”, Britto concorreu a deputado federal pela legenda em Sergipe e não conseguiu se eleger; no próximo domingo, ele completa 70 anos e se aposenta compulsoriamente; conseguiu fechar sua carreira como juiz com a pena de dez anos e dez meses para Dirceu e quase sete para Genoino

Responder

    ZePovinho

    12 de novembro de 2012 às 20h30

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Fabio Passos

12 de novembro de 2012 às 20h01

As denúncias de Collor são imprensionantes.
Este prevaricador roberto gurgel, em conluio com chumbetas da revista veja, comete crimes em plena luz do dia.

Responder

    Maria

    12 de novembro de 2012 às 20h40

    O que é pior – fica po isso mesmo…

Tomudjin

12 de novembro de 2012 às 19h50

É imperativo que se clame no deserto, pois o silêncio do deserto existe exatamente para ouvir quem clame.

Responder

ZePovinho

12 de novembro de 2012 às 19h44

Agora é oficial:senador da República acusa,formalmente,o Procurador Geral da República de ser um CRIMINOSO.

Responder

Nisio

12 de novembro de 2012 às 19h29

Enquanto isso, onde estão os deputados e senadores do PT e da esquerda?
Onde está o zé cardozo e ibernado?
Parabéns Collor. Que arrependimento trago comigo.

Responder

Francisco

12 de novembro de 2012 às 19h25

Ou Gurgel se defende ou Gurgel se demite. No segundo caso, se demite e aguarda a punição exemplar que merece.

Desculpem…

Eu deliro…

Responder

Ricardo JC

12 de novembro de 2012 às 19h24

Este pronunciamento do Collor é simplesmente estarrecedor!!! Onde está o PT que não se mexe e deixa este tal de Roberto Gurgel fazer o que faz… Não é uma questão simplesmente política. Isto afeta a democracia no país!!

Responder

sandro

12 de novembro de 2012 às 19h16

A hora do Gurgel tá chegando.

Responder

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