VIOMUNDO

Diário da Resistência


Blog da Mulher

Relator do CONAR sobre Hope: “estereótipos presentes na campanha são comuns à sociedade”


16/10/2011 - 18h10

por Conceição Oliveira do Blog Maria Frô, twitter: @maria_fro

Abaixo reproduzo o resultado do julgamento do CONAR sobre a representação contra a campanha publicitária da HOPE. O que chama atenção no julgamento do CONAR é o fato de seus conselheiros reconhecerem que a propaganda trabalha com estereótipos, mesmo assim, por serem comuns na sociedade e facilmente identificado pelas pessoas, são vistos como inofensivos.

Alô, alô, publicitários! Podem continuar a fazer suas campanhas toscas representando as mulheres como objeto sexual, o CONAR, não vê nenhum problema nisso. Mas fiquem atentos, as mulheres que não se acham objeto-sexual vão boicotar marcas cuja publicidade nos desrespeitam.

Conselho de Ética do Conar recomenda arquivamento da Representação Hope/Gisele Bündchen

Do site do CONAR

13/10/2011

As 1ª, 5ª e 8ª Câmaras do Conselho de Ética do Conar deliberaram por unanimidade, em primeira instância, pela recomendação de arquivamento da Representação 225/11, movida contra campanha em TV da Hope, estrelada por Gisele Bündchen e criada pela Giovanni+DraftFCB.

Os membros do Conselho de Ética presentes à sessão de julgamento, realizada na manhã de hoje, na sede do Conar, em São Paulo, acompanharam o voto do relator, que considerou que os estereótipos presentes na campanha são comuns à sociedade e facilmente identificados por ela, não desmerecendo a condição feminina. (grifos nossos)

A Representação foi aberta a partir de denúncias formuladas junto ao Conar por cerca de 40 consumidores e também pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (grifos nossos). Representantes da Secretaria, do anunciante e da agência participaram da sessão de julgamento, tendo podido expor seus pontos de vistas. Cabe recurso da decisão.

Também foram julgadas também na manhã de hoje as seguintes representações:

Recurso extraordinário Nº 242/10, “Oral-B Pró Saúde – Desenvolvido com dentistas. Clinicamente comprovado”. Resultado: alteração por unanimidade.

Recurso ordinário Nº 372/10, “O incrível café”. Resultado: sustação por unanimidade.

Representação Nº 061/11, “Viti Vinicola Cereser – Disney Spunch Cereser”. Resultado: arquivamento por maioria de votos.

Recurso ordinário Nº 134/11, “LG Líbero Inverter V”. Resultado: alteração por unanimidade.

Representação Nº 142/11, “Close Up – Dentista”. Resultado: arquivamento por unanimidade.

Representação Nº 152/11, “Brahma – Casa X Bar”. Resultado: arquivamento por unanimidade.

Representação Nº 197/11, “Amaciante Downy – Merchandising no Domingão do Faustão”. Resultado: sustação por unanimidade.

Representação Nº 216/11, “Omo Super Concentrado – Imbatível”. Resultado: alteração por unanimidade.

Representação Nº 219/11, “Dia das Crianças Riachuelo 2011”. Resultado: alteração por maioria de votos.

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22 comentários

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Alana

19 de outubro de 2011 às 19h56

são muitaaas as marcas que fazem isso hoje em dia, aquela cervejinha (que em geral, todas usam desse estereotipo, muito mais escancarado.) pra falar a verdade, esses dias passando em uma das principais ruas da minha cidade, vi uma propaganda de material para construção, usando mulher pelada, como propaganda!
é e eu penso, o que tem haver? nada haver, é de ficar abismada mesmo.
a verdade é que vamos ter que parar de usar todas as marcas nacionais então, desde a industria de vestuário até ao material de construção…

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@heltersk

19 de outubro de 2011 às 16h04

Queimem sutiãs então…. feministas radicais!

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Luci

19 de outubro de 2011 às 11h02

Quem são os membros do Conselho de ética?
A afirmação de que "estereótipos presentes na campanha são comuns à sociedade", demonstra um conservadorismo e protecionismo atroz, para uma causa relacionada aos direitos das mulheres no Brasil e no mundo, a dignidade da pessoa humana.
A dignidade da pessoa humana está acima de valores e lucros da propaganda.Esta inversão de valores são prejudiciais ao país

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aurica_sp

17 de outubro de 2011 às 22h59

Quando a Gisele fez a propaganda da sky limpando chão, sendo a dona de casa dedicada não fizeram barulho algum. Agora que fez essa propaganda da hope só de langerie, para que tudo isso ( não vi nada demais e nem me senti ofendida com o comercial) achei normal. Vai entender viu cada UMA tem uma opinião, essa é a minha.

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Pedro - Jaú

17 de outubro de 2011 às 16h10

Concordo com Marcio H Silva. Quem deve decidir é o indivíduo, seja como cidadão, seja como consumidor, a depender do contexto da questão. O que não pode é um grupo de burocratas querer censurar uma propaganda.

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Klaus

17 de outubro de 2011 às 15h15

Bem, depois que a Gisele Bundchem começou a fazer comercial para o Hope, o pedido de franquias dobrou. E olha que ela não é "gostosa paca" como a mulher do caracol, hein!
http://modaspot.abril.com.br/news/procura-por-fra

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FrancoAtirador

17 de outubro de 2011 às 12h26

.
.
Daí por que a auto-regulamentação da mídia nunca funcionará.
.
.

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rafael

17 de outubro de 2011 às 11h15

A mulher definitivamente não é um objeto, o comercial da Hope provou isso, como senhora de seu corpo e de seu poder de sedução a personagem manipulou o companheiro, e quantas e quantas vezes, em quantos e quantos lares isso não ocorre?

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Magnus

17 de outubro de 2011 às 10h05

Estranho que não vi tanto alarde e boicote na época do Miss Universo… Lá não tem estereótipo?

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Caracol

17 de outubro de 2011 às 09h29

Primeiro: a modelo do comercial é um varapau que não aguenta tranco. Parece vara de pescar lambari.

Segundo: como já se pode notar, não me falta humor. Mal comecei a escrever e já estou dando gargalhada.

Terceiro: o homem que se torna vítima dos argumentos do comercial é um babaca. Se acha graça é porque é babaca mesmo.

Quarto: se o comercial fala só de brincadeirinha, então o humor ali é do nível do Rafinha Bastos: baixo nível,
conheço coisa melhor.

Quinto: minha Mulher (um Mulheraço, é gostosa paca) não vai comprar a marca anunciada por decisão própria. Ela é Mulher com M maiúsculo.

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    Klaus

    17 de outubro de 2011 às 15h33

    Dedinho pra cim pra você caracol…rs

Julio Silveira

17 de outubro de 2011 às 08h32

Todo respeito as mulheres brasileiras, mas num país que faz sucesso um homem como o Nelson Rodrigues, que diz "todas as mulheres gostam de apanhar e só as neuroticas reagem", só isso já dava conta da possivel, retumbante, derrota das que pretendem mudar esteriotipos.
O Conar pensa como o Nelson Rodrigues.

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    Klaus

    17 de outubro de 2011 às 15h12

    Não foi isto que ele disse. Perguntado se todas as mulheres gostavam de apanhar ele respondeu; "Não, só as normais." Se vai desancar, desanca direito, pô!

Juliana Paiva

16 de outubro de 2011 às 23h39

Olha, o último mês foi particularmente repleto de discussões sobre o politicamente correto, as propagandas sexistas e os pq's – e as vias- da violência simbólica alimentar a violência física contra a mulher…daí vem gente aqui e, again!… e lasca fogo querendo falar do politicamente (in)correto, e no "é só humor"….sério?!

( me pergunto de onde vem esse tipo de leitor q retoma, pela DÉCIMA/ CENTÉSIMA/BLA vez a mesma pauta… a mesma!!! daqui a pouco, pela demanda, teremos uni esquina oferecendo curso : "politicamente incorreto: os divertidos e incompreendidos", tire seu diploma de mestre!)

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jacó

16 de outubro de 2011 às 22h00

TU que pensa a maioria das mulheres irão não comprar esta marca.

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Thiago_Leal

16 de outubro de 2011 às 21h59

Dizer que o status quo se justifica simplesmente por existir não é argumento. Pelo contrário, é justamente pelo fato de estarem profundamente arraigados na realidade que precisam ser urgente e diligentemente combatidos. Mas parece que o objetivo do CONAR, como foi bem observado por aí, não é regular a publicidade, mas sim o mercado publicitário…

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Fabio SP

16 de outubro de 2011 às 21h36

Vamos dizer a verdade… que homem não gosta de se saber desejado pelas mulheres, e que mulher não gosta de se saber desejada pelos homens? Ah, esqueci, as boicotadoras…

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Murdok

16 de outubro de 2011 às 21h34

Que absurdo esse entendimento dos caras em relação à questão da mulher. Ainda bem que aqui no Brasil mulher dirige e vota.

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Pedro

16 de outubro de 2011 às 20h58

O Conselho agiu bem, no meu modo de ver. É apenas uma propaganda bem humorada. Não tem nada de mais ali. Duas ou três mulheres boicotando não vai fazer diferença, pois graças ao barulho que fizeram em cima da propaganda, eles vão é vender mais, pois a exposição foi enorme.

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Ze Duarte

16 de outubro de 2011 às 20h27

Que bom que há no mundo pessoas com algum senso de humor, e que não estão dominadas pelo patético sentimento politicamente correto.

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Marcia Costa

16 de outubro de 2011 às 20h11

Já enviei uma mensagem para a Hope: enviem as suas, meninas – http://www.hopelingerie.com.br/institucionais/fal

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Marcio H Silva

16 de outubro de 2011 às 19h40

Se toda mulher boicotar a marca Hope, eles retiram o anuncio do ar. Temos de mostrar que quem manda no mercado é o consumidor. Se todas as mulheres resolvessem boicotar a marca, jamais fariam pouco caso das reclamações.
Se todos boicotassem os shopings por um mes, o estacionamento voltava a ser grátis, ou pelo menos, com nota fiscal de compra o consumidor estaria isento da taxa do estacionamento.
Temos a força, só não nos organizamos para usa-la.

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