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Ministra Iriny Lopes: “Sugerir não tira pedaço de ninguém”


08/10/2011 - 11h13

por Gabriel Bonis, em CartaCapital

Após ser acusada de censura por pedir a suspensão de um comercial de lingerie com a top model Gisele Bünchen, considerado sexista e ofensivo pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, a ministra Iriny Lopes, viu-se envolvida em outra polêmica sobre uma suposta interferência do governo na mídia.

Lopes enviou uma sugestão, na quarta-feira 5, à rede de tevê Globo para que a personagem Celeste (Dira Paes) da novela Fina Estampa, agredida pelo marido, procurasse na trama de ficção a Rede de Atendimento à Mulher e a Central de Atendimento à Mulher, ligando para o número 180.

Em entrevista à equipe do site de CartaCapital na tarde de sexta-feira 7, quando visitou a redação da revista, a ministra se defendeu da enxurrada de críticas e disse que a mídia é míope “por achar que o governo não pode fazer sugestões”. “Sugerir não tira pedaço de ninguém.”

“Como a violência doméstica nessa novela inclui, além da esposa, a filha adolescente, decidimos sugerir, a critério da emissora e obviamente do autor, que, para além da punição, se pudesse abordar um aspecto da Lei Maria da Penha, praticamente desconhecido das pessoas: a reabilitação.”

A ministra se refere ao artigo 35 da lei, que estipula a criação de centros de educação e reabilitação para agressores. “Achamos que era uma boa oportunidade para sugerir a elaboração, por exemplo, de um personagem, um juiz, que determine essa medida com base na legislação.”

Ressaltando sua relação de respeito com a emissora carioca, a ministra disse ter conversado com Luis Erlanger, Diretor da Central Globo de Comunicação, na quinta-feira 6, sobre o assunto. “Ele [Erlanger] me disse que estava com muitos capítulos gravados e não poderia assumir o compromisso de fazer [adotar a sugestão] na opinião da emissora, mas é claro que vai depender sobremaneira do autor [Aguinaldo Silva]”, com quem ainda não teve contato, conforme destaca.

A ministra solicitou, porém, que a direção da emissora repassasse o email com a sugestão a Aguinaldo Silva. “Parece que ele não gostou muito”, disse.

Devido à superexposição da Secretaria nos últimos dias, em decorrência do seu posicionamento contra a campanha de lingerie e também da sugestão feita à emissora carioca, a ministra reforçou a importância de não se banalizar o instrumento de protesto. “É preciso analisar cada pedido que recebemos e ver se há consistência, é uma espécie de filtro.”

Na tarde de sexta-feira, a Rede Globo divulgou uma nota sobre o caso. Com a assinatura de Erlanger, o documento aponta que a emissora não enxerga o ofício da ministra como “uma tentativa de coibir a liberdade de expressão, mas sim uma colaboração dentro do espírito de parceria que tem marcado nosso relacionamento.”

Sobre as agressões retratadas na novela, a nota destaca a necessidade de “focar o lado negativo antes de se construir o desenlace” e sugere a abordagem desse caminho em breve. “Na verdade, a sintonia é tamanha que sua sugestão chega quando os capítulos com desenvolvimento dessa trama em ‘Fina Estampa’ já foram produzidos com boa antecedência.”

Sobre um pedido de retirada do ar de um quadro do programa de humor Zorra Total, também da Globo, situado em um vagão de metrô, o site da Secretaria informa não ter tomado nenhuma atitude nesse sentido, apenas apoiado a ação de protesto do Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

Leia também:

Mayana Zatz: É ético selecionar embriões de um determinado sexo?

Metroviárias de SP denunciam o programa Zorra Total

Ana Arantes: O Sexismo Benevolente

Iriny Lopes: “Respeitar  solicitações recebidas pela ouvidoria”





59 comentários

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Luci

09 de outubro de 2011 às 19h06

Nas novelas mulheres são destratadas, os autores deveriam explicar as familias brasileiras, qual é a imagem de mulher brasileira que exportam para os países ondem vendem este produto.

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beato salu

09 de outubro de 2011 às 12h02

muitos institutos de pesquisas socio-antropológicas atribuem às novelas uma mudança fundamental na mentalidade das brasileiras: elas teriam se tornado menos férteis, com familias menores, menos filhos por influencia das burguesas da novela que, sendo fúteis e inúteis como são nao podem ter muitos filhos. Se isso for verdade ja é um beneficio inestimável desse meio de comunicação; um brasileiro a menos no mundo, é um ladrão e assassino a menos, é algo que a humanidade agradece e faz o universo respirar mais aliviado pela redução da carga de estupidez e escrotidão potencial e efetiva.

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Ze Duarte

09 de outubro de 2011 às 10h24

Ministra, trabalhe mais e assista menos novelas

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Rosane Pavam: O humor do coronel Rafinha Bastos | Viomundo - O que você não vê na mídia

09 de outubro de 2011 às 10h18

[…] Ministra Iriny Lopes: “Sugerir não arranca pedaço de ninguém”   […]

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Ludm

09 de outubro de 2011 às 09h37

Ministra, já que você está mesmo, interferindo na vida das pessoas, aproveite para mandar as escolas de samba, aderirem ao "hábito" que as freiras usam, ao invés da nudez costumeira?

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Sérgio

09 de outubro de 2011 às 02h38

Qual a parte do conceito de "concessão pública" que a Globo ainda não entendeu ?

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Pedro Luiz Paredes

08 de outubro de 2011 às 20h46

Então a Ministra hipócrita tem que censurar as novelas e filmes que ensinam a matar, sequestrar, praticar estelionato, fraudes, tramar contra outras pessoas, traficar, ser biscate ou galinha, rebaixa o negro, o homem, o índio, mas a mulher não, a mulher é um ser mais frágil, por isso precisa de proteção contra ameaças subliminares.
Pode mostrar como estupra uma mulher, como engana, como rouba ou mata ela, brincar com a sexualidade não pode porque se não os bagulho vão ficar com inveja!
Dessa maneira vocês estão afirmando e reafirmando que a mulher é inferior ao homem a todo momento.

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    Jairo Fernando

    09 de outubro de 2011 às 00h11

    Desvio total do assunto.
    A Ministra SUGERIU inserir um número de telefone na novela (180, Central de Atendimento à Mulher). Em nenhum momento pediu a retirada da personagem da trama.
    É cansativo ler tantos comentários com a palavra censura, quando na verdade ela apenas fez uma sugestão…
    Mas, a maioria não quer ler o texto, quer apenas repetir o que a mídia está falando… Infelizmente.

    Julio Silveira

    09 de outubro de 2011 às 10h26

    Exatamente Jairo, como voce bem percebeu e eu também, falta muito de originalidade em nossos criticos que se apoiam nas verdades dos gestores do grupos, sem sequer questionar suas posições e interesses.
    Estão acostumados com a mamadeira.

    Iva

    09 de outubro de 2011 às 00h30

    Misógino. Aliás, nunca vi tanta misoginia escancarada como nestes tempos. Qualquer menção ou tentativa de promover a emancipação da mulher neste país tira do armário uma tropa de misóginos enrustidos. Emancipar a mulher significa diminuir o poder dos machos inferiores. Bando de histéricos!

    priscila presotto

    09 de outubro de 2011 às 14h24

    Concordo Iva,este papo rasteiro não dá mais ,eu como mulher ,abomino este tipo de abordagem,

    Julio Silveira

    09 de outubro de 2011 às 08h54

    Muitos imbecis que gostam de cobrar do estado quando sofrem alguma violencia lhes atribuindo falta de proatividade e até permissividade são os mesmo que o criticam quando democraticamente buscam posicionar seus agentes, e a TV é um desses instrumentos, em prol da melhoria da cultura e da cidadania.
    A bossalidade nã enxerga que isso não é questão de direita ou esquerda e dever de gestão, é a psicologia cultural no processo que induz ações. As coisas se interrelacionam, e vem daí, de séculos de falácia já comprovadas a nossa falida cultura hipocrita.

    Julio Silveira

    09 de outubro de 2011 às 18h21

    Pessoal me desculpem as grosserias, acho que peguei pesado demais, mas é que tem uma turma que faz com que seja dificil manter os bons modos. Recolho as grosserias mantenho a essência das criticas . Obrigado.

Roberto Locatelli

08 de outubro de 2011 às 20h05

Fundamental a postura da Ministra. A Globo (ainda) tem uma audiência que abrange milhões e milhões de lares brasileiros. A sugestão da Ministra, se acatada, pode salvar muitas vidas de mulheres e adolescentes. Ainda hoje, muitas mulheres vítimas de agressão não sabem a quem recorrer por pura falta de informação.

Responder

    klaus

    09 de outubro de 2011 às 09h49

    Fico imaginando a ministra assistindo uma novela baseada em Lolita, de Nabokov. No início, ela ia sugerir que o autor denunciasse o protagonista à polícia por pedofilia e ia acabar com a história…rs

Klaus

08 de outubro de 2011 às 19h00

Por que não nos livros e na música também?

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    luiz

    09 de outubro de 2011 às 12h25

    porque não FHC?

beato salu

08 de outubro de 2011 às 18h12

parece que as ministras não fazem outra coisa a não ser ver novela…e que não me acusem de estereotipar e rotular as mulheres do governo; longe de mim.

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Avelino

08 de outubro de 2011 às 17h06

Caro Azenha
Mas não faz parte da doutrina oficial, dos reacionários, massacrar sindicalistas, propagandear a mulher como objeto, e todo direito ao deus mercado?!
Eles não estão indo conntra a forma de pensar e agir.É a ideologia deles.Eles querem interferir no governo, menos nos estados tucanos, onde eles já mandam.Democracia é quando eles interferem, ditadura é quando não deixam eles interferirem.
Saudações

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Leonardo Câmara

08 de outubro de 2011 às 16h57

Votei nela para deputada federal pelo ES e não me arrependo. Tá corretíssima ela nessa postura dinâmica e propositiva.

Essas novelas deseducam a população, fico na dúvida se é só ignorância ou má fé explícita das emissoras. Nessas novelinhas é lugar comum a expressão "fulano tem do provar a sua inocência". Uma absurdo!

(mesmo querendo não assistir, a gente acaba sendo bombardeado o dia inteiro por esse tipo de informação inútil).

É cada história da carochinha que chega dói. É concessão pública, não é?! Então tem de ter papel educativo. Isso deveria ser lei, se não for.

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    EUNAOSABIA

    09 de outubro de 2011 às 08h56

    ""É cada história da carochinha que chega dói"""

    História da carochinha??? está falando dos depoimentos dos mensaleiros do PT na CPI do senado?? pega um DVD com o depoimento de Delúbio, Dirceu, Paulo Rocha, Genuino, João Paulo Cunha… quer mais história da carochinha do que isso???

    Pega esses depoimentos aí rapaz….vocês são é demagogos ao extremo, falsos moralistas, tudo papo furado e farsa, é isso que esse partido de vocês é.

    Julio Silveira

    09 de outubro de 2011 às 10h46

    Robo, voce ainda não criticou o Lula, sua obcessão, estás doente?

    Morvan

    09 de outubro de 2011 às 10h20

    Bom dia.

    Inútil, não, Leonardo Câmara. Nociva. Quando se afirma "fulano tem do provar a sua inocência" está se tentando, sorrateira e solertemente, inculcar na cabeça das pessoas uma violenta inversão de valores (ou seja, cabe ao acusado, e não a quem acusa, o ônus da prova). É profundamente reacionário pensar assim.
    E parabéns pelo Post e por nos informar sobre ter votado na articulista e sobre sua (dela) militância e sobre a sua [militância] também.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

Gustavo Pamplona

08 de outubro de 2011 às 16h38

Depois ainda perguntam o porque este país não vai para frente… Se bem que finalmente ele agora está indo…

Agora vocês se preocupam com novelas? E da Globo? Já estavam preocupando com o tal do Zorra Total…

Detalhe: Vocês notaram que esta semana só comentei na terça-feira por aqui?

Acho que muito em breve vou deixar vocês e vou ficar apenas lendo o blog… vocês estão tão "alienados" que não está dando mais…

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    Ricardo_Alves

    08 de outubro de 2011 às 17h58

    penso como voce, estas baboseiras da globo , do gilmar do psdb tudo fica ate chato, nos ficamos servindo de caixa de ressonancia. ultimamente tenho lido mais. vamos falar das coisar que edificam o pais, estamos sempre dizendo que a midia tenta paltar o governo, mas o que nos fazemos aqui, estamos sempre sendo paltados por eles. chega der falar de globo, estadao, folha, veja, merval, leitao.

    P A U L O P.

    08 de outubro de 2011 às 18h39

    não vá tavinho ..

    as tia Sansão vão dar bolo e toddynho somente pra vc.

Rogério Floripa

08 de outubro de 2011 às 16h05

Está apenas sugerindo. Mas agora apareceu um monte de defensores da Globo.

Documentário – Com Quantas Mídias Se Faz Um Presidente?
Curta que mostra a relaçã0 entre Aécio, Globo e a mídia mineira http://is.gd/odJaZQ

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Marcos C. Campos

08 de outubro de 2011 às 15h55

Mexer com esta porcaria de midia só dá dor de cabeça ao poder público. Sabem a tecla off do controle remoto ? Usem-na mais vezes.

Graças a Deus e as minhas escolhas não vejo novelas há séculos (aliás nunca vi) e não recomendo para ninguém fazê-lo. Exceto se quiserem se manter burro. Aliás de novo, a maior parte da programação da TV é um lixo.

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Geysa Guimarães

08 de outubro de 2011 às 15h38

Concessão pública tinha mais é que reservar espaço gratuito para serviço de utilidade pública.
Educação informal – tal como a dica sugerida pela ministra – costuma surtir enormes resultados.
Abaixo a DITADURA MIDIÁTICA!
Parabéns à ministra Irany, por tentar cumprir seu dever de todas as formas possiveis (vamos ver se deixam).

Responder

Pedro Francisco

08 de outubro de 2011 às 14h46

Caros "xarás" !! Vocês, pelo menos, leram o artigo??

Responder

Luís

08 de outubro de 2011 às 14h44

Eu não entendo esse pessoal. Reclama por que uma novela conta história de um mundo de faz-de-contas.

Quando uma novela mostra a realidade, reclamam também. O que esse pessoal quer, afinal de contas?

Responder

    Caracol

    09 de outubro de 2011 às 07h28

    Reclamar.

claudio

08 de outubro de 2011 às 14h37

É fácil! Questiona a Globo sobre suas relações de ética que ela porcamente prega!
Questione também, porque ela não atende as condições de informações públicas, que é dever de todo meio de comunicação pública.
O governo federal não pode afrouxar, se não vira anarquia, cada um fala o que quiser!

Responder

EUNAOSABIA

08 de outubro de 2011 às 14h32

Josef Stalin, Fidel Castro e Mahmoud Ahmadinejad também começaram assim, dando sugestões.

Responder

    Julio Silveira

    08 de outubro de 2011 às 16h13

    Robo tu é um historiador competente né?rsrsrsrsrs

P A U L O P.

08 de outubro de 2011 às 14h31

" A queda caiu (?!), mas a arrogância do 'Cerra' subiu".
http://contextolivre.blogspot.com/2011/10/queda-c

Responder

    Geysa Guimarães

    08 de outubro de 2011 às 19h44

    Acabo de vir de lá, a matéria é ótima. Mata a serpente e mostra o objeto contundente.
    Eta Zé Bolinha, é um sem-noção. Tem a cara-de-pau de desmentir postagem que, óbvio, já havia sido copiada.

Bárbara

08 de outubro de 2011 às 14h13

A mídia mancomunada com as empresas que "vendem mulheres" estão querendo destruir a reputação da Ministra e desvalorizar, desacreditar e ridicularizar a Secretaria das Mulheres.

A Ministra tem que ser muito firme e não deixar isso acontecer.
Eles querem é VENDER, não interessa a desqualificação de nossas mulheres.

ABUTRES.

Responder

Tomudjin

08 de outubro de 2011 às 14h02

Até as "Genis" já sabem que, do interior ao capital, a única droga sintética que pode substituir o feromônio é o dinheiro.

Responder

Marcelo Duarte

08 de outubro de 2011 às 13h59

Essa ministra deveria procurar o que fazer.

Por exemplo… Será que não temos prostituição infantil nas beiras de estrada ou nas praias no NE?

VÁ JUSTIFICAR O BOM SALÁRIO QUE RECEBE, MINISTRA!

Levante da cadeira, pare de criar factóides em torno de si mesma para chamar a atenção!

Responder

Edmilson Fidelis

08 de outubro de 2011 às 13h57

E muitos continuam com o pensamento de que democracia existe somente quando atende aos próprios interesses.
E muitos continuam com o pensamento de que uma ditadura privada é melhor que uma ditadura estatal.
E muitos continuam com o pensamento de que um ente privado pode sugerir algo a um ente governamental e o contrário é um acinte.

Responder

Lucas

08 de outubro de 2011 às 13h45

Concordo com a ministra que sugerir não tira pedaço, mas francamente, acho que o Estado deve evitar interferir em obras criativas, como novelas, a não ser que elas infrinjam a lei. Usa-se da autoridade do cargo levianamente.

Se for realmente necessário, pode muito bem usar o dinheirão que o governo dá pra Globo pra fazer propaganda durante os comerciais.

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Gabriel Caio

08 de outubro de 2011 às 13h30

Quem acha que o comportamento da imprensa do eixo Rio-S. Paulo sobre esse caso é ruim é por que ainda não viu o da imprensa do Espirito Santo, o estado do qual pertence a ministra.

Aqui as mesmas forças que se calaram no que tange a situação dramática do sistema prisional do Governo Hartung, que já chamou atenção até da ONU, fazem o maior estardalhaço nesse caso, dizendo que a posição da ministra aparenta "autoritarismo".

Chega a ser curiosa essa seletividade, pois tanto Paulo Hartung quanto Iriny Lopes estão cogitados como possíveis candidatos a prefeitura de Vitória no ano que vem.

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jose miguel

08 de outubro de 2011 às 13h08

Muito bem Ministra, afinal a Globo não tem a mania nas novelas de colocar ex-drogados, ex-doentes de câncer etc… no fim de cada capítulo dando depoimento sobre a superação dessas doenças? Dizer que isto é censura ou intromissão é parte do modo de ser da Globo, que não vejo há muito tempo, pois pensa que pode tudo. Pra que lei Maria da Penha, pra que a luta da sociedade contra as formas de violência se a Globo pode colocar na novela e não acontece nada, ou pior se sente ofendida? A Globo é concessão pública. Regulação da mídia já!

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Pedro Luiz Paredes

08 de outubro de 2011 às 13h00

Porque que esta ministra hipócrita não suspende a novela ou essa parte do núcleo?
Porque além moralista e hipócrita, é também covarde.

Responder

    Bárbara

    08 de outubro de 2011 às 14h14

    A mídia mancomunada com as empresas que "vendem mulheres" estão querendo destruir a reputação da Ministra e desvalorizar, desacreditar e ridicularizar a Secretaria das Mulheres.

    A Ministra tem que ser muito firme e não deixar isso acontecer.
    Eles querem é VENDER, não interessa a desqualificação de nossas mulheres.

    Eles são insaciáveis.

Luiz Fortaleza

08 de outubro de 2011 às 12h51

O deputado estadual Teo Menezes do PSDB-CE e seu pai estão sendo investigados pelo MP sobre desvio de dinheiro para a construção de banheiros para os pobres no interior do Ceará.

Responder

Julio Silveira

08 de outubro de 2011 às 12h09

Repetirei meu pensamento com palavras postadas no CC. Até hoje ainda não entendo por que essas emissoras de TV, que prestam serviço publico por concessão do estado, e que portanto deveriam estar sujeitas a ele nessa condição, ficam tão melindradas quando, democraticamente, o estado se posiciona sobre algo que tem poder para ajudar a sociedade, alias papel e obrigação do estado. Francamente, parece que o direito delas é apenas para lucrar com o estado, e fazer a fortuna desses concessionários. Sendo que vem deles as diretrizes sobre o que deve ser imposto como conteúdo a sociedade. Com isso, saimos do mando do estado para a ditadura das familias proprietárias de concessão publica, alcançadas não se sabe por qual mérito.
Será que os seus Marinhos são mais capazes de dizer o que é melhor para a sociedade do que o governo democraticamente eleito? Pelo que tenho visto acho que não.

Responder

    luiz pinheiro

    08 de outubro de 2011 às 13h58

    É isso mesmo, Julio, o direito de informar tem que ser democrático, não pode ser propriedade exclusiva desses magnatas da alienação

    Wildner Arcanjo

    08 de outubro de 2011 às 17h15

    Esse fuzuê todo ocorreu não só por necessidade de se fazer mais uma crise (qualquer crise) contra um Ministro do Governo. Mas não só por isso, mexeu com os brilhos (e os egos) de muitos que trabalham na televisão que não aceitam sugestões, nem que estas sejam realmente boas (e esta me parece uma realmente boa). Lembro-me, uma certa vez, quando um destes autores de novelas da Globo participou do programa Altas Horas e um rapaz da plateia perguntou para ele o porquê das novelas da Globo têm sempre o mesmo final (em linhas gerais, morre o mal e os bonzinhos, que sofrem o diabo, acabam felizes casados e cheios de filhinhos), e ele, com ar notoriamente contrariado, respondeu que era daquele jeito mesmo, que era uma fórmula já consagrada e que não cabia ser mudada ou questionada. Vale lembrar também que o Boris Casoy até hoje não pediu desculpas, de verdade, por conta do papelão que fez na emissora (de concessão pública) em que trabalha e em um telejornal com relação ao seu posicionamento sobre os Garis Paulistanos (na verdade nem deu para saber se ele se arrependeu mesmo ou se ele, no episódio, disse o que acreditava de verdade). Se fosse um país onde a imprensa e as emissoras de concessão pública realmente assim as fossem, no mínimo teria sua aposentadoria decretada pela emissora. Mas isso é Brasil e é assim mesmo… Quantos assassinatos de reputação vemos nas Emissoras de Concessões Públicas de TV e que quando não são provadas ficam por isso mesmo, entregando o ônus da prova ao acusado, nunca ao acusador? Esse é o nosso Brasil e como eles dizem: uma fórmula já consagrada, não cabe ser questionada (pelo povo), enfim, mudar para quê?

Marcelo de Matos

08 de outubro de 2011 às 12h08

Segundo a Wikipédia, o Poder Executivo no Brasil é composto atualmente por 24 ministérios, nove secretarias da presidência com status de ministério e seis órgãos com status de ministério. A maioria desses órgãos são realmente necessários, mas, parece que alguns foram criados para acomodar correligionários e apoiadores, neste país com 29 partidos políticos! Oneram os cofres públicos e desempenham funções da alçada de outros órgãos estatais, como o MP, ou de ONGs. Direitos humanos, políticas para as mulheres, promoção da igualdade racial, não necessitariam de secretarias com status de ministério. Da mesma forma, há ministérios com funcões parecidas, como o das Cidades e o da Integração Nacional. Apesar disso, acredito que novos ministérios poderão ser criados, assim como novas unidades federativas, com o desmembramento dos atuais Estados, e aumentado o número de vereadores país afora. Hava dinheiro para tudo isso.

Responder

Pedro

08 de outubro de 2011 às 11h51

Se continuar assim, corremos o risco de viramos uma China. Enquanto isso a corrupção rola solta.

Responder

    Ludm

    09 de outubro de 2011 às 09h41

    Pedro, é justamente essa a intenção deste governo: que viremos uma china, uma cuba e tudo mais que não presta para o mundo. Essa gentinha retrógrada e comunista parece ser o ideal de exemplo a ser seguido pelos brasileiros, segundo o comportamento adotado pelos representantes das esquerdas (antas) do Brasil.

    Iva

    09 de outubro de 2011 às 14h14

    Se uma mulher com poder incomoda muita gente, duas mulheres incomodam, incomodam muito mais. Se três mulheres com poder incomodam muita gente, … Só mostra o óbvio, sempre tentaram rebaixar o papel da mulher para não evidenciar a inferioridade de grande parte dos homens. Mães de meninos, criem bem seus filhos para que eles não sejam machos inseguros que têm medo de mulher, dos homossexuais… Caso contrário, eles serão misóginos ou um homofóbicos quando adultos.

    Pedro

    10 de outubro de 2011 às 22h13

    Iva, censura é coisa de estado totalitario. Pense um pouco.

    Julio Silveira

    09 de outubro de 2011 às 12h45

    Antes de você comprar o conceito da midia para a China deveria querer saber o pensamento dos chineses.
    Afinal sua imensa maioria de cidadãos fizeram a chamada revolução cultural e os próprios, ao jeito deles, estão reformulando sua sociedade. Os chineses, com suas culturas milenares, sabem que o tempo é o senhor da razão. Eu acredito que eles tem muito mais maturidade que nós para a critica, afinal sua sociedade tem mais de 4.000 anos. Alem disso, temos muito o que aprender com eles, por que não é a toa que a China vêm se transformando no ator mais importante dentre o paises para o futuro da humanidade. Dão lições de dignidade e orgulho nacionais.

    a.clarke666

    11 de outubro de 2011 às 21h26

    Acho que vc não sabe o que foi a revolução cultural chinesa.

    link: https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/Re

    Ricardo

    12 de outubro de 2011 às 13h32

    wikipedia é muito confiavel mesmo…

    clodoaldo

    12 de outubro de 2011 às 12h18

    Fiquemos assim então: Sugestão de Ministro é censura, achincalhamento da mídia e na mídia é liberdade de expressão.


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