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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Mauro Santayana: Israel e a nova guerra mundial

18 de novembro de 2012 às 22h54

por Mauro Santayana, em seu blog

Ao convocar 75.000 reservistas para as fileiras, o governo de Israel deixou claro que prepara  nova  invasão terrestre da Faixa de Gaza, como passo prévio a uma aventura maior, contra o Irã.

Desta vez, no entanto, há sinais de que a violência encontrará a resistência dos países árabes vizinhos. A visita do primeiro ministro do Egito, Hisham Kandil, a Gaza e a clara advertência do novo presidente, Mosri, de que os egípcios não deixarão os palestinos sós,  deveriam conter os alucinados direitistas de Tel-Aviv, mas não parece que isso ocorra. Ao contrário, há todas as indicações de que se encontram dispostos a ir ao tudo, ou nada.

Ocorre que as coisas mudaram nos países árabes. Os aliados de Israel haviam visto, na primavera árabe, uma democratização à americana, que laicizaria as sociedades muçulmanas e as levaria à absorção pela civilização do consumo. Se assim fosse – era a ilusão de Israel – os palestinos seriam compelidos a aceitar, resignados, o fim de sua luta pela sobrevivência como nação. Rapidamente as coisas se mostraram como são.

Os árabes não saíram às ruas para contestar o Islã, mas com o propósito de recuperar os princípios de solidariedade do Corão e contestar o alinhamento de seus governos aos interesses de Washington. Não é por outra razão que os radicais de Al Qaeda contribuíram para o levante contra Kadafi.

O Egito, sob Murbarak, sempre foi fiel aos Estados Unidos em sua política regional, e aliado confesso de Israel. Com Mosri, a situação mudou. O novo presidente egípcio tem mantido consultas sucessivas com outros chefes de Estado e de governo árabes e reuniu, no Cairo, o presidente da Turquia, Recep Erdogan,  o emir de Catar, Hamad bin Khalifa Al Thani, e outros dirigentes políticos da região, para discutir o problema da Palestina. O emir de Catar visitou recentemente a Faixa de Gaza e doou 254 milhões de dólares para a reconstrução de seus hospitais.

A atitude mais clara do Cairo foi a de enviar a Gaza seu primeiro ministro Hisham Kandil, sexta-feira passada. Israel prometeu que suspenderia seus ataques aéreos contra a área durante as três horas da visita do dirigente egípcio – mas antes que Kandil deixasse a cidade pelo passo de Rafa, reiniciaram-se os bombardeios. Os judeus usam mísseis ar – terra, como o que matou o primeiro ministro do Hamas. E também aviões não tripulados, os criminosos drones. Dezenas de crianças estão gravemente feridas e, entre outras vítimas infantis, morreu um menino de apenas onze meses.

Se Israel, além de arrasar Gaza, como é o confessado propósito de seus extremistas, atacar o Irã, será quase impossível evitar uma terceira guerra mundial. O momento, sendo de recessão econômica global, é propício ao desvario dos conflitos armados. Como registra a História, nada melhor para o capitalismo do que um grande conflito, do qual ele sempre emerge fortalecido. Mas não parece que, desta vez, os vencedores venham a ser os mesmos.

Leia também:

Amira Hass: Medo e ódio em Gaza enquanto a ofensiva continua

Israel aprendeu alguma lição com a Operação Chumbo Fundido, de 2008?

Noam Chomsky e colegas denunciam cobertura da mídia sobre Gaza

Julie Lévesque: A guerra contra o antissemitismo global na era da islamofobia

Pacifista: Israel cometeu um erro que custará muitas vidas de “inocentes de ambos os lados”

Mairead Maguire: A degeneração do Nobel da Paz

Pepe Escobar: Como o Mal se tornou o Bem e agora voltou a ser o Mal

Cuba, sem o bloqueio informativo da mídia

Kenneth Waltz: O homem que defende a bomba nuclear do Irã

Robert Fisk: A Arábia Saudita como fonte da democracia

Gilson Caroni Filho: A linha do tempo da barbárie

Jair de Souza: O artigo de Desmond Tutu

 

55 Comentários escrever comentário »

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Jaques O. Carvalho

28/11/2012 - 15h27

Vejam esses dois artigos em inglês que ilustram bem a questão:
http://836.nl.sl.pt/
http://836.od.sl.pt/

Responder

O que você não vê na mídia sobre Gaza « Viomundo – O que você não vê na mídia

26/11/2012 - 23h08

[…] Mauro Santayana: Israel e a nova guerra mundial […]

Responder

Almerindo

20/11/2012 - 10h00

“O momento, sendo de recessão econômica global, é propício ao desvario dos conflitos armados. Como registra a História, nada melhor para o capitalismo do que um grande conflito, do qual ele sempre emerge fortalecido. Mas não parece que, desta vez, os vencedores venham a ser os mesmos.”

PERFEITO. Que essas palavras se espalhem pelo mundo INTEIRO antes que seja tarde.

Responder

Jair de Souza

20/11/2012 - 09h16

MIKO PELED – O FILHO DO GENERAL (http://www.youtube.com/watch?v=ToYDesW47Wc&list=UUBvZA4xUBwZoFUHo06S33lw&index=9&feature=plcp)

Existe uma tendência muito forte entre a intelectualidade ocidental a negar validade a qualquer narrativa que provenha dos palestinos. Quase nenhuma credibilidade é atribuída a um relato se sua fonte for exclusivamente de origem palestina. É devido a este tipo de preconceitos que este vídeo de Miko Peled adquire maior significância.

Miko Peled é um judeu israelense, nascido e criado em Jerusalém, cujo pai era um jovem oficial do exército em 1948 e um importante general da IDF em 1967. Ou seja, Miko Peled nasceu e cresceu em uma família e em um ambiente de profundas raízes sionistas. Não obstante isso, as contradições da vida e seu sentimento humanista foram abrindo-lhe os olhos para a realidade que o circundava. É esta realidade o que ele trata de transmitir em seu livro O filho do general (The general’s son) e no relato do presente vídeo.

O que Miko Peled conta é de grande importância para todos, especialmente para aqueles que se identificam com o sionismo e com as posturas do Estado de Israel. Os fatos por ele relatados não são novidades para quem acompanha com certa proximidade o que vem sucedendo na Palestina nas últimas décadas. No entanto, em razão de suas origens nacional, cultural e étnica, as palavras expressadas em seu livro e neste documentário talvez sejam capazes de levar à reflexão a algumas pessoas que, até agora, aceitaram e assimilaram a narrativa sionista sobre o conflito na Palestina.

Podemos esperar que, mesmo depois de ler ou ouvir os relatos de Miko Peled sobre as brutalidades inumanas praticadas pelas forças de ocupação sionistas contra a indefesa população civil palestina, vários dos atuais apoiadores de Israel continuem a apoiá-lo. Mas isso só será possível para aqueles que se afastarem completamente de toda e qualquer preocupação humanista para se aferrar a um espírito pura e exclusivamente tribal. Ou seja, um espírito que leve a validar tudo o que possa render benefícios aos membros de minha tribo, sem nenhuma preocupação pelo que isso possa causar aos outros.

Contudo, assim como ocorreu com o próprio Miko Peled, muitos dos atuais defensores das políticas sionistas também poderão ser sensibilizados ao tomar contato com a realidade. A única condição prévia para que isso possa se dar é o predomínio de uma consciência humanista, coisa que, a despeito dos esforços dos ideólogos sionistas para eliminá-la, acreditamos estar presente no íntimo da maioria dessas pessoas.

Os fatos aqui relatados por Miko Peled dificilmente poderão ser rebatidos. As provas são por demais contundentes! Talvez os sionistas mais militantes prefiram não assistir a este vídeo e expressar suas críticas ao mesmo de modo automático. Não podemos condená-los por isto. É muito angustiante defender uma posição sabendo que ela vai contra aquilo que no íntimo consideramos justo. Por isso, a ignorância pode servir como uma prevenção neste caso.

Responder

Taques

20/11/2012 - 07h53

Quem lê o texto do articulista pensa que os mocinhos só estão de um lado e os bandidos todos no outro.

Penso que para ele as criancinhas palestinas têm mais valor do que as criancinhas israelenses, se é que ele imagina que em Israel tem crianças judias, velhos judeus, pobres judeus, operários judeus, estudantes judeus, mulheres idosas judias, deficientes judeus …

Os milhares mísseis palestinos atirados contra Israel, pelo jeito, devem ser santos.

Responder

    sandro

    20/11/2012 - 12h34

    Concordo, acrescentando que as chances de Israel são boas pois certamente
    teremos pouquissimos velhos palestinos, mulheres idosas palestinas uns
    poucos estudantes, alguns operários palestinos, deficientes palestinos sim, em boa quantidade. Esse ciclo não se completará ,mesmo porque crianças palestinas tem poucas chances de crescer, morriam nas ruas
    mas já andam morrendo no berço.

simas

19/11/2012 - 23h01

Gente: o pouco q vi, q eu vi na Líbia, de primavera árabe, eram picapes com um bando de celerados, bem armados – igual a bandidagem ligada ao tráfico, por aqui, correndo de um lado para outro… Eu não vi, uma única imagem dessa gente, em posição de tiro, contra um inimigo… Mostraram, tbm, mtos prédios destruídos, áreas arrasadas, q imagino, pelas forças regulares do Estado Líbio… É verdade q vi, igualmente, tanques do exército líbio, destruídos… Mas, não conta.
Quero dizer, com isso, q o Estado Líbio vivia de fachada; não tinha esse poderio q se propalava; q Kadafi caiu, pq o povo, sem futuro, sem alternativa, aderiu a marginália armada, igual a bandidagem da droga, q conhecemos… Isso, foi o q assisti, no pouco q a mídia, maldita, me mostrou. Na real, alguém arma essa gente, pra o objetivo.
Já no Egito, a situação foi mais séria. O ditador de serviço, já vinha sendo solapado, a algum tempo… Igual a mídia, maldita, daqui; repetindo e mostrando as mesmas argumentações negativas e, por vezes, mentirosas, de modo a alimentar o descontentamento do povo; em especial, do jovem sem qq alternativa de vida, futura.
Se formos olhar o mapa, vamos ver q esses países do oriente médio, estão, no momento, “dominados”. O Líbano acabou… Não tem, mais, aquele perfume de cedro; não tem mais. É um pequeno País de conflitos. latentes. O iraque já era. E falta a Síria, pra se chegar ao Irã…
Pq, nessa história, toda, conta-se q a Turquia seja pro-ocidente; igual ao Egito, no momento… (O poder não devia confiar no ditador de plantão, anos à fio, e seu governo, frágil).
Ao lado disso, tudo, já “arquitetado e arrumado”, o braço do Poder Imperial tem a Palestina, q anda com uma política, bem eficiente, pelo mundo, em seu calcanhar, atrapalhando. Aliás, os palestinos são uns verdadeiros párias, na área… São os fariseus… Dizem q estão, ali, pra atrapalhar… Contudo, apesar dos pesares, dos desencontros, etc e tal… vão conseguindo apoio. Até nos EEUU…
Eu acho q o momento político em Israel – político, corrobora pra q o tal do Benjamim mostre ao q veio. Passa o “rodo” na Palestina; em Gaza, primeiro e chega na Síria, cfe o Império deseja…
A Síria estã sendo trabalhada, internamente, desde algum tempo… Está quase ao gosto…
Isso, posto, passemos ao Irã.
Falta ver, entretanto, o q a Rússia e a China têm a dizer – só o momento dirá.
Pq o Japão não conta… risos
Eu acho q o Santayana, mais uma vez, está com a razão. Existe, alguma possibilidade de conflito, generalizado. Isso, se avaliarmos as incertezas q inspiram a China, a Rússia, a Turquia e o Egito, sim senhores… Pq o Irã está se armando, mesmo. Se, neste ínterim, explodem uma bombinha, daquelas… Vai tudo por água, abaixo. E adeus, Oriente Médio.
Estamos numa corrida contra o tempo; na esperança do Irã conseguir a bombinha, q estabilizará as forças, na área.
Por isso, a possibilidade de uma grde guerra fica mais forte – o Irã não pode conseguir a bombinha…
Gente, é um jogo de poder, mto safado, criminoso, mesmo; pq envolve vidas de inocentes, crianças, mulheres, idosos.
Agora, pra quem tem o desplante de criar uma crise financeira internacional, desde os EEUU, pra alcançar meio mundo… Olha, eu não duvido, nada… Esses mesmos caras inventaram a crise, q vai desembocar (e pode) numa nova grde guerra, q vai possibilitar o renascimento do Império… A águia vai renascer das cinzas, meticulosamente, engendradas, à tempo e à hora; mesmo à troco de mto sofrimento humano.
Esse pessoal não joga conversa, fora. Estão dando corda nas políticas de desenvolvimento,chinesa; ao mesmo tempo, acumulam em papéis do Tesouro Americano, a grana chinesa. Não é q o esquema se fecha?…
Obrigado por me aturarem

Responder

Israel e a Nova Guerra Mundial | Versículo Do Dia

19/11/2012 - 22h42

[…] (Viomundo, Mauro Santaiana) […]

Responder

    sandro

    20/11/2012 - 02h10

    q bom q vc escreveu tbm imagino q qq coisa desse tipo pq é isso
    blz , vc sabe tbm q kda 1 tem.Abs q a vida e qq hrs dessa a gente
    tbm e vc q continue assim.

Pisquila

19/11/2012 - 22h31

O povo palestino e o povo judeu são vitimas dos seus próprios governantes. Não podemos confundir judeu com sionista e nem o povo palestino com o Hammas. No entanto,a grande hipocrisia do ocidente é colocar debaixo do tapete as atrocidades cometidas por esse governo sionista contra as mulheres, idosos e crianças palestinas. É uma grande covardia o que está acontecendo. Eu quero ver se têm peito mesmo de abrirem fogo contra o Iran. Se isso acontecer, pelo que se tem notícia, em menos de 3 minutos choverão aproximadamente 20.000 mísseis contra Israel, 12.000 deles em Tel Aviv. Mesmo se jogaram a bomba atômica em Teerã e nas 05 maiores cidades iranianas, ainda assim, cerca de 8.000 mísseis atingiriam Tel Aviv. Será que valeria a pena? Se isso acontecer e independente de qualquer coisa, não precisaríamos mais esperar até o dia 21/12/12, para saber a profecia do caledário Maia está certa ou errada; os loucos atuais já terão acabado com o mundo.

Responder

Ladovitch

19/11/2012 - 21h40

The Forrestal Diaries-Copyright 1951 by New York Herald Tribune Inc.Published by The Viking Press in october 1951. James Forrestal, banqueiro e Secretário da defesa dos EEUU durante a segunda guerra mundial. Veja o que ele diz na página 121 do seu diário, escrito em 23 de dezembro de 1945, citando o ministro inglês Chamberlain quando este jogava golfe com o embaixador americano na Inglaterra – o senhor kennedy – pai do futuro presidente americano , john kennedy – Chaberlain disse ao embaixador kennedy “that the Germans wouldn’t fight. Chamberlain, he says, stated that America and the world Jews had forced England into the war”.Pergunto: quem está levando mais uma vez o mundo a uma nova guerra ? Confesso sinceramente , não acho que sejam os judeus e sim mais uma vez, os sionistas.

Responder

Fabio Passos

19/11/2012 - 21h38

Dos judeus-nazistas de issrael só podemos esperar o pior.
Toda solidariedade ao Hamás: A resistência do gueto de Gaza!

Responder

Francisco

19/11/2012 - 21h11

Israel já deveria ter entendido que pode ganhar todas as batalhas que nunca vai ganhar a guerra…

A única alternativa é tentar conviver com a população do Oriente Médio.

Afinal, se cada palestino pegar uma simples faca, só precisa de um gesto para acabar com Israel. Só isso. Não precisa de armas de exterminio em massa, nem de bombas mirabolantes.

PS. Israel é do tamanho de Sergipe, menor estado brasileiro.

Responder

    simas

    19/11/2012 - 23h12

    Pequenino; porém tem um poder, da peste. Começa no Oriente Médio e acaba no Pentágono…

Hildermes José Medeiros

19/11/2012 - 19h21

O jornalista que me perdoe, mas hoje não é tão simples eclodir uma nova guerra de alcance mundial. E a razão é muito simples: muitos países que seriam envolvidos, se é que algum ficaria de fora, possuem armamentos nucleares, que não dão para serem usados, por exemplo, em território de países vizinhos ou próximos, por que o agressor que use desses artefatos, dificilmente deixaria de ter seu território e sua população também atingidos. Além do mais, um conflito nuclear de âmbito global, embora exigisse a aplicação de muitos recursos, que no presente é do que os capitalistas estão carecendo (aplicar recursos), não permitiria nem o uso da infantaria, porque os territórios atingidos não poderiam ser ocupados por muitos anos, inexistindo, portanto a possibilidade de investir nos países derrotados controlando-os politicamente, como em outras guerras modernas. Nunca devemos esquecer de que vivemos sob o comando de uma internacional capitalista, cujas diretrizes são as do Consenso de Washington, vale dizer a prática neoliberal na economia (tudo ao capital, em especial o capital financeiro, o mínimo ao trabalho). No comando os conhecidos grupos de países, G-7 (esse manda, mas muitos já não obedecem cegamente) e o G-20 (nos últimos tempos fazendo figuração, tentando influir). Fosse possível uma nova guerra mundial, esta já estaria acontecendo desde o início desse novo século e milênio, com o ápice da crise em 2008, até agora não solucionada, ao contrário com tendência de agravamento. Como sempre aconteceu, para continuar a hegemonia do capital mesmo sobre nova liderança e forma, são necessárias novas parcerias, outros arranjos entre os países, que a História mostra só foram conseguidos até aqui com guerras. Não sendo viável política e economicamente uma guerra global, a diplomacia se impõe na procura de consensos, alguém tem que ceder. Não parece que o trabalho, após ser submetido em todo mundo a um nível de exploração e perdas sem precedentes de direitos obtidos com muitas lutas e sangue, no império da economia neoliberal que está chegando ao fim, possa abrir mão do que quer que seja. Se os capitalistas se convencerem de que agora não dá para eliminar trabalhadores e pobres numa guerra, que também os atingiria, que não dá para viver em países com hordas de miseráveis e desempregados,talvez mesmo resistindo irão aos poucos cedendo. Todos sabemos que o capital não tem pátria, mas o capitalista mesmo sem ser, digamos um patriota, é cidão em algum pais, não está assim inatingível. Sou otimista: vão-se os anéis, mas ficam os dedos.

Responder

    Mário SF Alves

    19/11/2012 - 22h38

    Pelo que se depreende de sua análise, nem a renovação de material bélico se faria assim tão facilmente como antes. Será que mesmo a poderosíssima indústria bélica estará também indo a knockout?

lord jim

19/11/2012 - 18h48

enquanto isso o antissemitismo de segunda mão vai escorrendo pelos caninos como a baba dos cães raivosos…

Responder

    Alexandre Aguiar

    19/11/2012 - 22h19

    Lord Jim, essa sua retórica vem de uma premissa falsa. O problema não são os judeus, mas os sionistas. Assim como na 2a. guerra, o problema não eram os alemães, mas os nazistas. Se souber a diferença, parabéns.

Fernando

19/11/2012 - 18h47

Que o Irã faça Israel ver o cogumelo radiativo!

Responder

Apavorado por Vírus e Bactérias

19/11/2012 - 18h40

Esses porcos israelenses. Já não basta tudo o que têm sofrido por milênios, sempre procuram a guerra, o sofrimento do outro. Isso vai acabar mal para eles mais uma vez. É líquido e certo. Toda ação tem uma reação igual e contrária. Mesmo que não se veja de imediato. Os mulçumanos estão comendo o pão que o diabo amaçou. E o diabo está ao lado. Estava também no Iraque, no Afeganistão. Será que os EUA vai comprar mais essa briga de seu comparsa?

Responder

    sandro

    20/11/2012 - 02h17

    O certo é que esse diabo não é português , brasileiro ou de moçambique, caso fosse teria “amassado” o pão. Agora quem “amaçou” não deve ter
    percebido que haviam bactérias no fermento.

Alexandre Carlos Aguiar

19/11/2012 - 16h37

O governo de Israel está ameaçando invadir Gaza por terra? Se haverá guerra mundial ou não, ninguém sabe. Mas todos sabemos o que houve há pouco mais de 70 anos, quando um psicopata resolveu invadir a Polonia.

Responder

    sandro

    19/11/2012 - 18h41

    O mais engraçado disso tudo é que tanto um piscopata quanto o outro
    se dizem representantes do “povo escolhido”.É sempre a mesma coisa
    religião+política + poder = genocídio e guerra.

EDU MOISÉS

19/11/2012 - 14h03

Grata surpresa encontrar este site com participantes procurando opinar vendo as coisas como elas são realmente sem estarem contaminados pela política belicista sionista presente em sites e blogs como Estadão,Folha,UOL e outros.Concluo dizendo q nada representa maior ameaça a existência de Israel do q sua agenda de guerra q vem sendo perpetuada no tempo.

Responder

LEANDRO

19/11/2012 - 14h02

Esta estratégia explica inclusive a colocação de lançadores de foguetes em áreas civis de Gaza, onde moram famílias. Assim, podem usá-los para matar israelenses. Mas, se Israel os localizar antes e os bombardear, o Hamas terá as fotos das crianças mortas para serem distribuídas por todo o mundo.
É uma lógica imbecil e assassina e que não dará aos palestinos o sonho de um Estado. A população de Gaza deveria olhar para os jovens da praça Tahrir ou para os de Budrus, na Cisjordânia, não para sanguinária oposição síria, caso queiram atingir seu objetivo. É óbvio que precisa ser criado um Estado palestino. Mas duvido alguém demonstrar que a chuva de foguetes é o melhor caminho para alcançar este sonho.

Responder

    sandro

    19/11/2012 - 18h53

    Realmente, não gostaria de ver fotos de crianças esraelenses mortas,
    se é que há muitas. Creio que nada justifica nada nessa guerra. Mas que morre mais gente de um lado que o outro de forma desproporcional
    é mais que notório , a direita esraelense não é melhor que o Hamas.

    Apavorado por Vírus e Bactérias

    20/11/2012 - 11h38

    Espertão, você nunca vai ver crianças “esraelenses” mortas.

José X.

19/11/2012 - 12h58

Não vai ter uma “nova guerra mundial”, afinal de contas os israelenses estão simplesmente fazendo o que fazem desde (pelo menos) 1967, exercendo sua política nazista contra os palestinos. A verdade é que em matéria de relações entre países o que vale não é o direito, é a força, por isso acho que o Brasil deve ser armar até os dentes, até mesmo com armas nucleares, pois na hora do “vamos ver” não vai ter ninguém pra ajudar, e a situação dos palestinos é uma prova disso.

Responder

Regina Braga

19/11/2012 - 11h22

Insanidade…Israel continua na sua escalada de mortes,destruição e lobby…Levando o Mundo, a um confronto de graves proporções…Nada justifica,nada ameniza,nada explica.Só a insanidade!!! Insanos,Insanos e Insanos.

Responder

anac

19/11/2012 - 11h10

Nada justifica a matança de criança.Nem por hitler nem pelos judeus de Israel
O bebê de 11 meses assassinado por Israel era filho de um jornalista da BBC. Vão acusar os defensores da matança o jornalista de terrorista e de usar o filho como escudo humano?
A BBC de Londres contrata terrorista?
Dá nojo de Obama pela covardia diante dos assassinatos perpetrados em gaza por Israel.
O premio Nobel da paz perdeu totalmente a credibilidade. Para voltar a ter urge a cassação do premio concedido a Obama, o senhor covarde da guerra.

Responder

baader

19/11/2012 - 10h25

desgraça! além de ter que conviver com meus fantasmas, sou obrigado ainda a me condenar por apenas poder teclar aqui.

Responder

sandro

19/11/2012 - 10h16

Essa terceira guerra mundial se ocorrer , não dura 1 mês.
Uma coisa´é os sionistas atacarem Gaza como sempre, outra
coisa é atacar o Iã. Uma coisa é sofrer ataques de “morteiros”
do Hamas, outra coisa é ser bombardeado pelos caças iranianos,
infelizmente quando o número de corpos começarem a se equiparar
é que alguem (?) vai pensar ou lembrar da paz.

Responder

Horridus Bendegó

19/11/2012 - 10h13

Em nome da legítima defesa, israel já matou 45 palestinos (inclusive crianças) em seus ataques de represália aos ataques do hamas, que provocaram a morte de três israelenses. Parece-me a contabilidade nazista, que exigia 50 cidadãos mortos para soldado de suas forças morto. Por esta visão, qual a diferença entre um judeu de agora e um nazista de antanho?

Responder

Marcos

19/11/2012 - 10h01

Não dá mais para aguentar este estado neonazista-facista chamado Israel. Espero, sinceramente, que o Irã possua mesmo as tais bombas atômicas. E espero que as use.

Responder

Jose Mario HRP

19/11/2012 - 09h28

Com sua declaração dois dias atrás Obama deixa claro que Israel tem carta branca para chacinar e destruir.

Não passa de um belo marionete na mão do lobby judaico nos EUA!

Responder

claret

19/11/2012 - 09h27

Enquanto isto ,ali ao lado , os Sírios vão morrendo aos montes, crianças , jovens e velhos, já seriam mais de 30000, e parece não haver preocupação né,a matança é entre iguais.
Com quem mesmo Israel deve negociar ? Com os terroristas do hamas, que pregam a destruição de Israel e por razões óbvias uma negociação difícil né, rsrsr ou com a Autoridade palestina, defenestrada sutilmente de Gaza após as eleições? Este é o método de negociação do hamas, ganhei as eleições, os perdedores que se retirem, de preferência na porrada, pelo uso das armas, pela selvageria, e não vimos, a época, nenhuma solidariedade por parte dos “defensores” dos Palestinos a Autoridade Palestina. Entre eles o pau pode comer solto, faz parte.

Responder

RicardãoCarioca

19/11/2012 - 08h37

A indústria bélica quer guerra mundial, para vender seus estoques.

Os maiores financistas e resposnáveis pela crise de 2008 querem a guerra mundial, para vender facilidades em meio as dificuldades produzidas.

Muitos políticos e patidos querem guerra mundial, para demarcar o poderio dos seus países, exultar nacionalismos e angariar votos.

A imprensa de direita quer guerra mundial para vender mais jornais, banner’s e outras propagandas.

A sociedade civil não quer guerra mundial, mas ela é detalhe.

Responder

Julio Silveira

19/11/2012 - 08h28

Santayana dentre varios analistas de Brasil e do mundo, hoje para mim é o melhor. É mestre.

Responder

damastor dagobé

19/11/2012 - 08h04

Pq essa turma se preocupa tanto com guerras distantes e nem um pouco com o genocídio em seu próprio quintal???

“A cada 9 minutos e 48 segundos uma pessoa é assassinada no Brasil. É o “cronômetro” mais acelerado entre os dez países de maior PIB do mundo. Nos EUA é registrada uma morte a cada 34 minutos; no Japão, uma a cada 813 minutos e no Canadá, uma a cada 861 minutos.

O ranking foi feito pelo IAB (Instituto Avante Brasil), dirigido pelo jurista Luiz Flávio Gomes, com base em dados do Ministério da Saúde e da ONU. O Brasil, que ocupa a 20ª posição no ranking mundial da violência, deve fechar o ano com 53,8 mil homicídios, de acordo com projeção do instituto. Ou 27 por grupo de 100 mil habitantes.

Nos números das dez maiores economias do mundo projetados e compilados pelo IAB, a Rússia, que aparece na 67ª posição mundial de violência, registra 11 homicídios por grupo de 100 mil habitantes.”

Acho que a nossa esquerda e as candidatas a miss tem muito mais em comum do que imagina nossa vã filosofia: ambas sonham com a paz no mundo além de dedicar esse premio a mamãe que tantos sacrifícios fez

Responder

    Jair de Souza

    19/11/2012 - 14h12

    Pois é, vale tudo para não tocar no assunto do massacre que o Estado assassino de Israel está cometendo contra a população palestina desarmada. Seguindo seu brilhante raciocínio, os defensores do nazismo hitlerista (sim, porque o sionismo é outra versão do nazismo) também encontrariam argumentos para justificar sua matança em escala industrial. Eles poderiam alegar: “Com tanta gente morrendo de fome na Índia, em Tombuctu, Waziristão, etc, por que há gente que se preocupa só pelo fato de alguns milhõezinhos estarem sendo “higienicamente” abatidos por aqui?” Sempre é possível encontrar uma desculpa por alguém tão preocupado pelos problemas mais sérios do mundo, por alguém assim como você.

    damastor dagobé

    19/11/2012 - 18h46

    são os números estúpido…o que morreu de ontem pra hoje na tal guerra (10) pessoas é somente o que o crime organizado mata de policiais em um único dia em SP…esses morreram aqui perto e falam minha língua…
    se prefere “sonhar com a paz no mundo” agradeça a sua mãe que tantos sacrifícios fez..

Luiz Carlos

19/11/2012 - 07h42

A única linguagem que Israel entende é a linguagem das armas e do confronto.

Responder

Francisco

19/11/2012 - 02h33

Israel (Israel não, os sionistas de direita) seguraram esse conflito até agora apenas na esperança de Romney e os republicanos ganharem. Não ganharam. Alguém pode dizer que não faz diferença, pois Obama afirmou que reconhece o direito de Israel de se defender

De Israel, se defender… A vilgula, aqui, é importante.

Os EEUU só se meteria, numa escalada no oriente médio se Russia se metesse materialmente no problema (a industria militar russa, quero dizer…) e se Obama estivesse no primeiro mandato. Pode parecer que não, mas os EEUU ainda têm opinião pública (o relativo fracasso do “Occupy” mostrou que povo, nos EEUU, a cada dia que passa mais vira “um detalhe”). Obama se comprometeu fortemente com a paz e a recuperação interna. Ele, inclusive, atrelou a atual crise dos EEUU às guerras de Bush.

Como o complexo industrial-militar faria para os EEUU entrarem na guerra “com gosto de gás”, como se diz aqui no NE? Se o território dos EEUU for atingido…

Na Guerra Espano-americana foi o navio Maine que explodiu, na Primeira Guerra, o navio Lusitânia, no Vietnã, o incidente no Golfo de Tonquim…

Dizem que a primeira policia secreta do tipo moderno, foi a da Russia Czarista. Eram tantos agentes inflitrados entre os opositores ao regime que, um dia, o comando da espionagem se deu conta de que todo um movimento terrorista daqueles era composto (liderado, inclusive) principalmente por agentes do Czar.

O que eu quero dizer com isso? Quero dizer o seguinte: se você for aos EEUU nas próximas semanas, evite prédios altos, evite aviões (os modernos navios), evite “dar vacilo”…

Você sabe: o complexo industrial-militar precisa se recuperar! E os EEUU tem dois negócios, os “negócios” e os “pretextos”.

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    Joselito

    19/11/2012 - 09h58

    Black Friday será marcada de sangue, será? “Blood Friday”?

Fernando Antonio Moreira Marques

19/11/2012 - 02h01

Que triste sina! Que incapacidade de conviver com o diferente em paz! Desde o início da usurpação de terras ocupadas à milênios por povos simi-nômades, não organizados na forma de Estado, como assim entendemos, que só contribuiram para a própria dificuldade em formarem uma urbe viável ao longo do tempo.

Sem o poder bélico norte-americano poderão muito pouco. Com este poder, mais cedo ou mais tarde serão obrigados a nova diáspora, tal o acúmulo de ódios desnescessários, fruto das políticas de autosuficiência e de má vizinhança.

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    RicardãoCarioca

    19/11/2012 - 08h28

    Não se trata de não conseguir viver em paz com os diferentes, Israel quer o território palestino custe o que custar. Se fosse oferecido uma Rússia em territórios para Israel, eles não iriam querer. Querem as terras da Cisjordânia e Faixa de Gaza, por questões histórico-religiosas.

Rodrigo Penna

18/11/2012 - 23h50

O vídeo seguinte, de crianças mortas por Israel em Gaza, só confirma os comentários!
http://www.youtube.com/watch?v=8y3jLKdJSF4&list=UU2LNJof7yYaQeVhhJMpTDZA&index=6&feature=plcp

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antonio carlos ciccone

18/11/2012 - 23h33

Não quero misturar religião com geo -politica , mas não posso me omitir.Aliás, não considero o que escrevo como religioso, mas como um aviso. Em meados dos anos 80 Chico Xavier já nos avisava que Israel pretendia invadir o Irã , e o mundo depois disso não seria mais o mesmo, levando décadas para se recuperar, se isso fosse possivel.Taí a situação…..

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    Elza

    19/11/2012 - 02h58

    antonio carlos ciccone, mnh esperança é q a teoria do Universo Holográfico exista msm, pois assim teremos chance de vibrarmos na Paz e atrairmos o pedacinho do universo onde a mesma está e aí, a 3ª guerra mundial será substituída pela PAZ, q será bem mais benéfico p/ o planeta e a sua humanidade.

    RicardãoCarioca

    19/11/2012 - 08h31

    A Teoria do Universo Holográfico teoriza que tudo o que existiu, existe e existirá foi definido desde o surgimento do Universo. Nosso livre arbítrio seria apenas a ignorância sobre fatos futuros, que já estariam determinados, inclusive essa minha participação em seu comentário.

    Rodrigo Falcon

    19/11/2012 - 10h34

    Milagres acontecem! Feliz que existam neste blog personas de fundamentos teosóficos a escrever. Juro que sempre achei, e é achismo mesmo, que nunca veria este dia. Daí minha quase total relutância em sequer entra nesta profunda seara, devido os extremismos inconscientes que o assunto atrai. Mesmo em momentos limites como este em que vivemos, aliás, principalmente nestes, é bom ler citações de grandes mestres ascensos como Chico Xavier. Pois incluam aí Helena Petrovna Blavatsky, Alice Bailey, Paul Brunton, Ramana Maharshi entre muitos outros que ascendem à profundidade do ser. Que mais comentários e quiçá artigos sejam desbravados à espiritualidade, se assim estivermos receptivos. Sem pré-julgamentos, tão comum por aqui.

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