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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Julie Lévesque: A guerra contra o antissemitismo global na era da islamofobia

17 de novembro de 2012 às 20h39

por Julie Lévesque

Global Research, 12/11/2012

Tradução  de Jair de Souza

Esqueçam a desenfreada islamofobia a nível mundial e a demonização dos árabes. O jornal Haaretz informa que a Agência para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, do Departamento de Estado dos EUA, “institucionalizou a luta contra o antissemitismo global”, muito embora os Estados Unidos e seus aliados estejam há mais de uma década destruindo países habitados principalmente por muçulmanos. Ou, não seria, talvez, precisamente para apoiar a guerra contra o Islã e o mundo árabe – isto é, “a guerra contra o terrorismo” – que esta “guerra contra o antissemitismo global” tenha sido lançada? (Leaving post, U.S. official reflects on a new definition of anti-Semitism, Haaretz, October 17, 2012.)

A Agência de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, que se apresenta como líder dos “esforços dos EUA para promover a democracia, proteger os direitos humanos e a liberdade religiosa internacional e para impulsar globalmente os direitos trabalhistas”, exige agora que os funcionários do Departamento de Estado frequentem um “curso de 90 minutos sobre antissemitismo no Instituto de Relações Exteriores (Foreign Service Institute), a escola de preparação de diplomatas.” (Ibid.)

Por conveniência, “uma definição de antissemitismo de 341 palavras” foi redigida, a qual “incluía não apenas as formas tradicionais – injúrias de origem racial, estereótipos – mas também novas formas, como a negação do Holocausto e a relativização do Holocausto”, explicou Hannah Rosenthal, ex-monitora de antissemitismo no Departamento de Estado. (Ibid.)

Rosenthal, que comandou por duas vezes o Conselho Judaico para Questões Públicas e é agora presidenta e diretora executiva da Federação Judaica de Milwaukee, também indicou que sua equipe “conseguiu incluir (na definição) situações nas quais a crítica legítima a Israel se torna antissemitismo”. (Ibid.)

Esta iniciativa é mais uma demonstração do “monopólio judaico da vitimização”. No mundo pós 11/9, no qual muçulmanos e árabes são vítimas de discriminação racial e religiosa nos países ocidentais, uma decisão deste tipo é logicamente injustificável. A caça aos “radicais islamistas”, retratados pelo Departamento de Estados dos EUA como a máxima ameaça, independentemente de qual partido esteja no governo, transformou todos os muçulmanos e árabes em suspeitos e inimigos potenciais. A “guerra contra o antissemitismo global” não é nada mais do que um outro instrumento de engano da “guerra contra o terror” dos EUA, a qual indubitavelmente favorece Israel.

Este novo curso sobre antissemitismo para funcionários estadunidenses é também um peixe pequeno no oceano da “Indústria do Holocausto”. Os lobbies pró-israelenses/judaicos estão decididos em sua missão de erradicar quaisquer críticas legítimas ao Estado de Israel. No entanto, Rosenthal tentou mostrar-se tolerante ao dizer que “as críticas a Israel similares àquelas niveladas contra quaisquer outros países não poderão ser consideradas como antissemitas.”

Embora esta declaração possa parecer justa e equilibrada, não o é, e também não é lógica. Resulta ser não somente impossível equilibrar as críticas entre países, senão que Israel e os EUA são os campeões de crítica não-equilibrada. O melhor exemplo disto é sua crítica ao Irã, que, diferentemente dos EUA e Israel, não ocupa nenhum outro país no momento, não está empregando suas forças armadas contra nenhuma outra nação e não possui nenhum armamento nuclear comprovado. Apesar destes fatos, vem sendo apresentado como a mais perigosa ameaça do planeta.

Nivelando a crítica e normalizando a islamofobia

Tenha ou não sido usada de propósito, a expressão “niveladas contra outros países”,  em lugar de “dirigidas” ou “destinadas”, traduz o desejo de minimizar a crítica contra Israel. A “nivelação da crítica” serve a um propósito de primeira linha relacionado à sua ocupação da Palestina: justificar o injustificável; dar a impressão de que está se protegendo de um inimigo que combate com meios equiparados aos seus e que está colocando sua sobrevivência em grande perigo. Serve para justificar a ocupação de várias décadas, a punição coletiva dos palestinos, o que é um crime de guerra com base nos Princípios de Nuremberg, os quais foram elaborados na onda dos julgamentos aos nazistas. Quando se trata de Israel e Palestina, não é logicamente possível criticar igualmente os dois países: como pode um país ocupado, sem forças armadas, ao qual são negados o direito de autodeterminação e os direitos humanos básicos, ser criticado tanto quanto seu brutal e superarmado ocupante?

Há uma frase superficial estereotipada que os chamados “comentaristas neutros” costumam usar muito para “nivelar sua crítica”: “O conflito Israel-Palestina é complicado”. Primeira e principalmente, não se trata de um conflito. É uma guerra. Uma guerra travada com meios desproporcionais, na qual toda uma população está sendo punida e o agressor é vitimizado. Em segundo lugar, não é complicado. É muito simples. Israel ocupa um território e comete crimes de guerra de forma regular, enquanto que a “comunidade internacional” permanece sentada sem fazer nada, já seja porque Israel é seu aliado ou simplesmente porque seus interesses não estão em risco.

Esta “nivelação de críticas” faz parte do legendário processo de legitimação da injustiça e dos crimes de guerra. Na década de 1990, os Acordos de Oslo trivializaram a ocupação israelense da Palestina. Recentemente, o futebolista palestino Mahmoud Sarsak se tornou um ícone da luta contra a normalização. Ele foi preso numa passagem fronteiriça, encarcerado em Israel e libertado somente depois de uma greve de fome de 96 dias. Adie Mormech escreve:

O Dr. Haidar Eid denominou a luta pela libertação da Palestina em oposição à normalização com Israel de “A des-Osloização da mente dos palestinos”. Ele descreveu o posicionamento de Mahmoud Sarsak (o futebolista palestino) ao recusar ser recepcionado pelo F.C. Barcelona juntamente com o soldado israelense Gilad Shalit de a luta contra o “Vírus de Oslo”.

O “Vírus de Oslo” se refere ao que estava por trás da série de iniciativas de normalização que começaram de forma séria em 1993, no auge dos Acordos de Oslo, e o acordo feito entre a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e o governo trabalhista de Israel de então.

Edward Said, que vira de imediato os perigos da normalização sem justiça, escreveu em 1995 sobre a decisão da liderança palestina de aprovar o acordo de Oslo. “Pela primeira vez no século XX, um movimento de libertação anticolonialista não somente descartou suas consideráveis conquistas, senão que fez um acordo de cooperar com uma ocupação militar antes de a ocupação ter terminado” (Adie Mormech, De-Osloization and the fight against Normalisation, Scoop, October 25, 2012.)

Sarsak explicou sua decisão da seguinte maneira:

“Há uma diferença entre uma pessoa aprisionada com sua arma, com uniforme militar, de dentro de seu tanque… e a prisão numa passagem fronteiriça de um atleta que estava a caminho de seu clube esportivo profissional na Cisjordânia. Eu anuncio minha disposição de me reunir com o Barcelona ou qualquer outro clube espanhol fora do contexto de um convite conjunto a Gilad Shalit, se me convidarem como um atleta palestino que experimentou… o sofrimento de uma greve de fome pela liberdade e pela dignidade.”(Adie Mormech, Mahmoud Sarsak and the end of Oslo-era normalization, Mondoweiss, October 26, 2012)

A narrativa segundo a qual o “conflito” entre a Palestina e Israel é complicado é parte da trivialização da brutal e ilegal ocupação da Palestina por Israel. Por uma distorção absurda e macabra da realidade, somos levados a crer que os israelenses são as únicas vítimas de racismo e discriminação.

A injustiça foi vulgarizada e minimizada a tal ponto que, segundo um levantamento recente, a maioria dos israelenses aceita e admite que há uma forma de apartheid em seu próprio país, e cerca de 50% da população apoia a segregação e a discriminação contra os árabes:

Uma nova enquete revelou que a maioria dos israelenses judeus acredita que o Estado Judaico pratica “apartheid” contra os palestinos, com muitos apoiando abertamente as políticas discriminatórias contra seus cidadãos árabes.

Um terço dos que responderam creem que os cidadãos árabes de Israel não deveriam ter direito a voto, ao passo que quase a metade – 47 % – gostaria que lhes fossem retirados seus direitos de cidadania e que fossem postos sob o controle da Autoridade Palestina (…)

A enquete, conduzida pelo grupo de pesquisa israelense Dialog, concluiu que 59% de 503 pessoas consultadas gostaria de ver os judeus receberem preferência para os empregos no setor público, ao passo que a metade gostaria de ver os judeus melhor tratados do que os árabes.

Um pouco mais de 40% gostaria de ver moradias e salas-de-aulas separadas para judeus e árabes. (Catrina Stewart, The new Israeli apartheid: Poll reveals widespread Jewish support for policy of discrimination against Arab minority, The Independent October 23, 2012)

Noam Sheizaf, um jornalista israelense, escreveu que as “descobertas refletem a noção generalizada de que Israel, como um Estado Judaico, deveria ser um Estado que favorecesse os judeus. Elas são também o resultado da ocupação… Após quase meio século de dominação sobre outro povo, não é nenhuma surpresa que a maioria dos israelenses não pense que os árabes mereçam os mesmos direitos.” (Ibid.)

Esta dominação dos palestinos pelos israelenses vem sendo estimulada e mantida por países que alegam defender a liberdade, os direitos humanos e a democracia.

A Autoridade Palestina foi criada com os Acordos de Oslo em 1994 como um organismo de governo provisório com poderes limitados e com independência geográfica ainda mais limitada de Israel, cuja duração deveria ter sido de apenas cinco anos, de acordo com a linha de tempo estipulada pela qual os “acordos de status final” deveriam ter sido alcançados.

Dezenas de milhões de dólares jorraram sobre a Autoridade Palestina (AP) vindos de ardentes partidários de Israel, tais como os Estados Unidos e a União Europeia, e investimentos similares prosseguiram em projetos conjuntos Israel-Palestina que, uma vez mais, não fizeram nenhum esforço para mudar o status quo político e econômico da vida palestina concreta.

O discurso proeminente em relação a grupos recentemente formados, tais como One Voice (Uma Voz) e outras colaborações, era que o “conflito” Israel-Palestina era um problema de ignorância e preconceito em oposição a uma questão de injustiça e do continuado despojo e subjugação de um povo por outro. (http://www.maan-ctr.org/pdfs/Boycott.pdf)

A onda de colaborações que veio após Oslo aumentaram a legitimidade global de Israel de tal modo que os acordos bilaterais com a União Europeia e outros países se multiplicaram, assim como outros acordos que incluíam laços mais próximos com a OTAN e a OCDE. Entre 1994 e 2000, houve um acréscimo de seis vezes no investimento estrangeiro direto em Israel, de US$ 686 milhões para aproximadamente US$ 3,6 bilhões. (De-Osloization and the fight against Normalisation, op. cit.)

De certo modo, o “Vírus de Oslo” normalizou o ostracismo de todos os árabes e muçulmanos, e o maltrato aos palestinos era um prelúdio para a aceitação da atual e patente islamofobia e arabofobia (E como os árabes também são semitas, a arabofobia também é antissemitismo, mas é virtualmente impossível usar essa expressão em relação com os sentimentos antiárabe em razão de sua forte conotação judaica.)

O mundo ocidental aceita as ocupações dos EUA e Israel sobre terras árabes e muçulmanas para proteger interesses estratégicos e financeiros, e a “guerra global contra o antissemitismo” assim como a “guerra global ao terror” são os pretextos escolhidos para a invasão militar, onde quer que a “intervenção humanitária” se mostre inadequada. Aqueles que resistem à ocupação estadunidense no Afeganistão ou à ocupação israelense da Palestina são retratados como terroristas. Aqueles que matam civis e funcionários governamentais eleitos na Síria são apresentados como combatentes da liberdade. Se você resiste à ocupação, você será bombardeado. Se você combater por ela, você será armado.

O antissemitismo e a islamofobia como instrumentos da guerra de propaganda dos EUA

Alguns argumentam que Israel não passa de posto avançado do imperialismo estadunidense: “Os Estados Unidos estão alinhados com Israel fundamentalmente porque usam Israel para projetar sua influência imperial na região rica em recursos.” (Michael Fiorentino Israel: An outpost of empire, SocialistWorker.org, April 16, 2010.). Com isto em mente, a “guerra global contra o antissemitismo” pode ser vista como um instrumento da guerra de propaganda imperial dos Estados Unidos.

Em A Indústria do Holocausto, Norman Finkelstein escreve: “Assim como as organizações judeo-estadunidenses dominantes negligenciaram o holocausto nazista nos anos subsequentes à Segunda Guerra Mundial para ajustar-se às prioridades do governo dos EUA na Guerra Fria, também sua atitude quanto a Israel manteve-se em linha com a política estadunidense nos EUA.” Com a guerra árabe-israelense de 1967, “O Holocausto se tornou uma fixação na vida do judeu estadunidense”. (Finkelstein, Norman. The Holocaust Industry. New York: Verso, 2003, p. 16-17.)

Não é segredo para ninguém que os EUA querem expandir e manter sua hegemonia, e o infame Projeto para um Novo Século Estadunidense (Project for a New American Century) expôs claramente o que deve ser feito para tal efeito.

O papel das forças militares durante a Guerra Fria era dissuadir o expansionismo soviético. Hoje sua tarefa é garantir e expandir as “zonas de paz democrática”, dissuadir o surgimento de uma nova grande potência competidora, defender regiões chave da Europa, Ásia Oriental e Oriente Médio, e preservar a proeminência dos Estados Unidos mediante a próxima transformação da guerra viabilizada por novas tecnologias (…)

A liderança global dos Estados Unidos (…) baseia-se na segurança da pátria estadunidense, a preservação de um equilíbrio de forças favorável na Europa, no Oriente Médio e nas circundantes regiões produtoras de energia, assim como na Ásia Oriental.(Rebuilding America’s Defenses, Project for a New American Century, September 2000.)

Chama muito a atenção de que expandir as “zonas de paz democrática” seja o único objetivo entre parênteses, posto que estes em geral denotam sarcasmo e ironia. Afora de “paz democrática”, os objetivos hegemônicos estão muito claros e a nova “guerra contra o antissemitismo global” só pode contribuir ainda mais para o projeto imperial dos Estados Unidos, do qual Israel é tanto uma ferramenta de uso como um beneficiário.

Fortemente armados pelos Estados Unidos, a política exterior de Israel é uma extensão da política exterior dos Estados Unidos. Desde a criação de Israel fomos acostumados ao maltrato dos palestinos: isto foi “normalizado”. A punição coletiva infligida aos palestinos por Israel, um crime que os judeus sofreram sob o regime nazista, é aceito e perpetuado pelos Estados Unidos. Sem a ajuda e a permissão dos Estados Unidos e a aceitação da chamada “comunidade internacional”, os palestinos não seriam perseguidos.

Da mesma forma que Israel usa o Holocausto para justificar a punição coletiva dos palestinos e a agressão a seus vizinhos, os Estados Unidos usam o 11/9 para justificar a punição coletiva dos muçulmanos no mundo inteiro e várias invasões militares. Muito antes dos Memorandos da Tortura da administração Bush que avalizam a tortura, Israel já tinha oficialmente autorizado a tortura através do Relatório Landau, em 1987. A islamofobia é sem dúvida a forma mais aceita de discriminação na atualidade e, neste contexto, a institucionalização da “guerra global contra o antissemitismo” é claramente uma outra expressão distorcida da mesma.

Em The Islamophobia Industry: How the Right Manufactures Fear of Muslims (A indústria da islamofobia: Como a Direita Fabrica o Medo aos Muçulmanos), Nathan Lean “traça o arco do sentimento islamofóbico que aflorou no ocidente”, o qual está fortemente ligado à “Indústria do Holocausto”.

“Ele expõe a multimilionária indústria dos traficantes do medo e a rede de financiadores e organizações que bancam e perpetuam o fanatismo, a xenofobia e o racismo, e criam um clima de medo que sustenta um ameaçador câncer social” (…)

“Trata-se de uma relação de benefícios mútuos, na qual ideologias e afinidades políticas convergem para levar adiante a mesma agenda.” (…)

Elas provêm principalmente do sionismo direitista e do cristianismo evangélico, que se unem para formar uma frente judeo-cristã em suas batalhas contra o Islã. Seus financiadores também provêm desses mundos – embora o mundo sionista de direita tenha gerado a maioria dos ativistas anti-muçulmanos (…)

É este sionismo cristão que liga estreitamente direitistas evangélicos com fortes partidários do Estado Judeu. Os sionistas que espalham o fanatismo anti-islâmico podem ser alocados em três campos, segundo Lean: o sionismo religioso (judeu), o sionismo cristão e o sionismo político. “Para os sionistas religiosos, a profecia é o principal instigador de seu fervor islamofóbico. Para eles, os palestinos não são apenas habitantes indesejados; não são apenas árabes em terras judaicas. Não são sequer apenas muçulmanos. Eles são forasteiros não-judeus feitos de tecido diferente – e as ordens de Deus em relação a eles são bem claras”, ele escreve.  E há o sionismo político, que se abstém da linguagem religiosa, mas continua sendo hostil para com os muçulmanos. Como Max Blumenthal escreveu, estes personagens, alguns dos quais são neoconservadores, creem que “o Estado Judeu (é) um Forte Apache do Oriente Médio nas linhas de frente da Guerra Global ao Terror.” (Alex Kane, Islamophobia: How Anti-Muslim bigotry was brought into the American mainstream, Mondoweiss, October 29, 2012.)

Os Estados Unidos estão usando Israel para suas guerras sujas e, por sua vez, Israel está usando os Estados Unidos para combater seus vizinhos. Eles são aliados inseparáveis, cada qual acumula poder e expande seu controle sobre territórios estrangeiros e suas populações, e seus aliados se beneficiam disso. Qualquer que seja o pretexto usado, a razão para deflagrar guerras permanece a mesma: poder e dinheiro. E isto sempre se consegue com a demonização de quem estiver no caminho.

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Ronnie Kasrils:”O que Israel faz com os palestinos é pior que o apartheid” « Viomundo – O que você não vê na mídia

30/11/2012 - 16h46

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Jaques O. Carvalho

28/11/2012 - 16h00

Vejam esses dois artigos em inglês que ilustram bem a questão:
http://836.nl.sl.pt/
http://836.od.sl.pt/

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Noam Chomsky: Como é tentar sobreviver na maior prisão a céu aberto do mundo « Viomundo – O que você não vê na mídia

24/11/2012 - 23h25

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18/11/2012 - 11h41

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18/11/2012 - 11h32

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José X.

18/11/2012 - 11h03

“Ao ler o noticiário de hoje e constatar que a intenção de Ministro do Interior de Israel com o novo massacre a Gaza é fazer aquele sofrido pedacinho de terra com seus milhões de habitantes retroceder à Idade Média”

Os habitantes de gaza não têm do que reclamar, quando invadiram o Líbano em 2006 o objetivo explícito era fazê-lo retroceder à idade da pedra…disseram isso com todas as letras.

Por isso, além de fazerem o “normal” para eles (usar armas supostamente ilegais, como o tal fósforo branco, e espalhar milhões de minas terrestres), o bombardeio israelense também se esmerou nos ataques à infra-estrutura do Líbano, como estradas, pontes, etc.

Responder

Jair de Souza

18/11/2012 - 11h02

Aproveitando a oportunidade da leitura deste texto, gostaria de recomendar alguns documentários de fundamental importância para a compreensão de como se fabricam políticas para conduzir a desumanização de um povo, neste caso específico, do povo palestino.

Difamação, de Yoav Shamir
http://www.youtube.com/watch?v=rCUPXWyE1HY&feature=plcp

Posto de Controle (Checkpoint), de Yoav Shamir
http://www.youtube.com/watch?v=1GhLoAtywMg&feature=plcp

Os Palestinos nos Livros Escolares de Israel, de Nurit Peled-Elhanan
http://www.youtube.com/watch?v=GCcV7AtYgwo&feature=plcp

O Filho do General, de Miko Peled
http://www.youtube.com/watch?v=ToYDesW47Wc&feature=plcp

Responder

    beto_w

    19/11/2012 - 15h53

    Os dois primeiros vídeos eu já conhecia e recomendo. Os dois últimos eu ainda não conhecia. Acabo de assistí-los, ambos excelentes. Espero que haja cada vez mais judeus lutando pela paz, pela justiça e pela verdade, desmascarando o governo de Israel e suas atrocidades.

Tomudjin

18/11/2012 - 10h54

Ora, se o Deus de Israel envia seu único filho para salvar a humanidade e, mesmo assim, o povo de Israel, na sua maioria, não o reconhece como o verdadeiro Messias, imagine, então, reconhecerem o “insignificante” Estado palestino.

Responder

ZePovinho

18/11/2012 - 10h39

Todo mundo sabe,por aqui,que sou contra o sionismo.Defender um diálogo com os judeus não é ser sionista,especialmente quando a situação é bem mais complexa do que palestino contra judeus:

http://www.globalresearch.ca/gaza-the-politics-of-greater-israel/5312107

Gaza and the Politics of “Greater Israel”
By Nile Bowie
Global Research, November 17, 2012

….

Despite Israel targeting the elected Hamas government of Gaza, an article in the Wall Street Journal titled, “How Israel Helped to Spawn Hamas,” cites a former Israeli official who claims that Israel encouraged the formation of Islamist groups to counterbalance secular nationalists affiliated with the Palestine Liberation Organization (PLO). The Israeli government even officially recognized a precursor to Hamas called Mujama Al-Islamiya as a charity group, allowing it to build mosques and an Islamic university. [11] Israel cooperated with the influential Sheikh Ahmed Yassin, who was opposed to secular Palestinian activists, as he spearheaded the Sunni Islamist movement that became Hamas. In late October 2012, Gaza’s Hamas government received Sheikh Hamad bin Khalifa Al-Thani, the Emir of Qatar, for an official visit. As part of an aid development package, Al-Thani granted Hamas $400 million, at least $150 million of which will go towards a housing project in southern Gaza – it would be reasonable to assume that large portions of that aid would be invested in defense. [12]

Responder

    Jair de Souza

    18/11/2012 - 12h24

    Prezado colega, é muito bom saber que você não concorda com o sionismo. Porém, eu gostaria de sugerir que você procure se aprofundar um pouco na questão, se não, vai continuar se confundindo com alguns conceitos essenciais.

    Diálogo com judeus a gente deve ter sempre. Mas nunca devemos considerar que judeu e sionista significam a mesma coisa. O sionista não tem nenhum interesse em diálogo. Quando ele se dispõe a conversar (e isto está mais do que comprovado historicamente) é tão somente para ganhar mais condições para avançar com seus planos de eliminação do povo palestino. Nunca para atender nenhuma das justiíssimas reivindicações deste sofrido e massacrado povo.

    Também não dá para aceitar esse papo de que se trata de um confronto entre “palestinos e judeus”. O povo palestino teve sua pátria invadida por colonizadores europeus que foram para lá com o aval das potências europeias, que os ajudaram a se tornar a quarta maior potência militar do planeta, e desde então vêm fazendo da vida do povo orinário da região um verdadeiro inferno. Estes colonizadores devem ser chamados de sionistas, e não generalizados como judeus. Os sionistas desejam que seja assim como você está fazendo, pois com isto eles ganham o respaldo de todas as comunidades judaicas pelo mundo afora.

    O povo palestino não tem arma nenhuma. Nem russos, nem chineses, nem nenhuma outra potência lhes fornece nenhum armamento. O que eles têm é como se fossem estilingues para enfrentar metralhadoras. Nenhum carro blindado, nenhuma arma anti-aérea, nenhum canhão (nem mesmo daqueles de mais de um século), nada. Os tais Qassam que eles lançam são coisas primitivas, feitas manualmente, que oferecem muito mais perigo para quem os lança do que para os destinatários. E, diante deste panorama, você quer dar a entender que há dois grupos de dirigentes poderosos, armados igualmente, que, portanto, devem ser repudiados de igual maneira?

    Mesmo que você não tenha esta intenção, mostrar-se neutro nesta situação é ficar do lado do opressor. É a tradicional prática do ponciopilatismo. Todos os humanistas de verdade, incluindo os judeus, sabem que este é o momento de expressar uma condenação clara e absoluta contra mais este crime da máquina de matar do sionismo.

    Leia o manifesto elaborado sobre a liderança de Noam Chomsky (judeu humanista de verdade) e você vai entender melhor o que eu quero dizer. Este manifesto já está publicado aqui em Viomundo.

    Jair de Souza

    18/11/2012 - 12h36

    Correção no parágrafo final: “…manifesto elaborado sob a direção de Noam Chomsky”.

    beto_w

    19/11/2012 - 12h02

    Jair, algumas considerações, se me permite. Entendo que, se comparado ao poderio bélico do exército de Israel, o poderio bélico do Hamas e de outros grupos armados palestinos parecem estilingues mas, quando apontados para a população civil, são tão mortais quanto qualquer outro armamento. Concordo, os Qassam são primitivos, sem capacidade de direcionamento, mas se atingem uma casa, podem destruí-la e matar os ocupantes (como já aconteceu). Os constantes lançamentos desses foguetes vindos de Gaza em direção ao território israelense desgastam e assustam a população, e forçam a mão do governo e do exército de Israel a tomar atitudes. Infelizmente, para o exército de Israel, todos os palestinos são vistos como inimigos, e quem sofre com isso é o povo palestino, e não seus dirigentes.

    Concordo também que as forças por lá não são equivalentes, mas não se esqueça de que o Hamas, o Hizballah e outros têm apoio e financiamento do Irã e de outros países. Portanto não são indefesos, são sim milícias armadas e com capacidade de matar. Sim, o exército de Israel é muito mais poderoso, e seus bombardeios indiscriminados matam muito mais gente inocente, mas eu já disse antes, um inocente morto já são mortes demais.

    Se manter-me neutro é apoiar o opressor, eu escolho defender o lado do povo – palestino e israelense – que sofre com décadas de guerra perpetuada por seus dirigentes. Eu condeno as ações criminosas de Israel contra os palestinos, mas também condeno os lançamentos de foguetes pelo Hamas, atentados suicidas e qualquer ataque que venha a matar ou ferir inocentes. Há outras formas de se lutar contra a opressão, como bem nos mostraram Nelson Mandela e Mahatma Gandhi.

Julio Silveira

18/11/2012 - 09h39

No Brasil não precisa, a constituição do país já pune com mais rigor antissemitismo que anti brasileirismo.

Responder

Mário SF Alves

18/11/2012 - 08h34

Será que tal guerra, plena de sentido, contra o antissemitismo inclui a guerra, suja, contra o antifascismo sionista que contaminou o Estado de Israel?

__________________________________________
No documentário Defamation (em português, Difamação),[15] o cineasta judeu israelense Yoav Shamir apresenta uma visão crítica acerca do antissemitismo, que tem servido como bandeira para certos grupos oriundos das comunidades judaicas dos Estados Unidos, frequentemente aliados aos interesses da extrema direita israelense. Para desfrutar de certos poderes e privilégios ou para justificar ações do Estado de Israel contra a população palestina, esses grupos precisariam manter vivo o antissemitismo, seja como um perigo real, seja como ameaça imaginária. Segundo o documentário, muitos judeus, religiosos ou não, não concordam com a manipulação do sofrimento de seus antepassados em benefício desses grupos de influência. [16]
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antissemitismo

Responder

Roberto Weber

18/11/2012 - 02h06

Azenha, essa propaganda da “eTeacher hebrew” já está enchendo o saco. Não seria possível encontrar um anunciante de “eSymankol sionist”?

Responder

Euler

18/11/2012 - 00h33

Israel é um estado terrorista, não um país. E os governos do Ocidente, cúmplices com o genocídio que se pratica contra os palestinos. Em Gaza, um milhão e meio de palestinos vivem num verdadeiro campo de concentração, sob constante ataque, isolados, perseguidos, presos e torturados. Cinicamente, a mídia golpista nacional e internacional apresenta aquela realidade como sendo de um confronto igual entre dois estados. Nada mais cínico e hipócrita. Trata-se de uma execução em massa cometida por um estado terrorista, fortemente armado, contra uma população praticamente indefesa, que desesperada, solta bombinhas sem alvo, enquanto recebe mísseis teleguiados, tanques de guerra e destruição coletiva. Uma vergonha para a ONU e para a chamada democracia ocidental conviver com essa realidade. E ainda há quem bajule os sionistas.

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mariazinha

18/11/2012 - 00h28

Se eles não se matarem, uns aos outros ainda há o perigo de voltarem suas baterias odiosas para cima de nós. D. Dilma: presta atenção já tem um monte de sionista por aqui, infiltrado, querendo nos comer vivos.

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Conselho Mundial da Paz condena agressão de Israel a Gaza « Viomundo – O que você não vê na mídia

17/11/2012 - 23h59

[…] Julie Lévesque: A guerra contra o antissemitismo global na era da islamofobia […]

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florival

17/11/2012 - 23h43

Tenho a impressão de que algum dia os eua serão abandonados pelo estado de israel. Este casamento que inclui a cunhada inglaterra não terá um fim amigável. Não quero estar perto para ver.

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Jair de Souza

17/11/2012 - 21h54

Ao ler o noticiário de hoje e constatar que a intenção de Ministro do Interior de Israel com o novo massacre a Gaza é fazer aquele sofrido pedacinho de terra com seus milhões de habitantes retroceder à Idade Média, a gente pode entender melhor quão acertada é a análise feita por Julie Lévesque neste artigo.

E quando aparecerem os “neutros”, “moderados” tentando nivelar as culpas, será também possível compreender que isto faz parte de seu plano de atuação. Sabemos muito bem que a maioria destes pseudo-moderados são na verdade agentes do sionismo que atuam nos espaços onde a consciência crítica contra os crimes de Israel é mais forte e, por saber que uma defesa aberta de uma potência genocida seria rechaçada de imediato, tratam de suavizar as coisas e nivelar as responsabilidades.

No entanto, como diz Desmond Tutu, qualquer um que procure se mostrar neutro numa situação de opressão está em realidade tomando partido pelo opressor.

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Hermeta Marly Coe Fagundes

17/11/2012 - 21h52

Não sei por qual razão os USA insistem nessa idéia de obrigar todos a lutar contra o Islam.
Se o cristianismo nasceu em Israel, o islamismo também.Ademais, o cristianismo já queimou demais o seu filme nas Cruzadas.No tempo da ignorância cabia você tomar partido e ir lutar.
Mas, note-se: o mundo não é uma arena de briga de galos e você não tem que tomar partido.Você tem é que pacificar esses cabeças quentes.Ou, estaremos todos enfiados numa guerra Mundial.
Falando sério:você que lutou arduamente pelo progresso vai agora cortejar a desgraça?Vamos destruir o que conquistamos duramente só para ser simpáticos?
Eu, particularmente, tive anos de chumbo.Não me lembro de alguém tomar meu partido e expulsar a CIA do Brasil.
E, tudo que hoje temos, tem uma bagagem de vivência sofrida.Foram anos e anos de sofrimento e restrições que tivemos que reconquistar palmo a palmo.
Se Israel esqueceu seu passado, eu não esqueci o meu.E prezo muito a paz.Prezo a segurança.Prezo poder viver o dia a dia sem medo e conflitos.
Tudo o que mais desejo é que Israel e os muçulmanos se entendam.O povo judeu já sofreu demais.O povo palestino também.Tenham consideração pelo sofrimento de seus filhos, que merecem viver em paz, acordar sem bombardeios e progredir sem agressões.
Peço, encarecidamente aos líderes, que chamem esses povos a razão.Suas brigas estão incomodando e pondo em risco a paz mundial.E, ninguém merece isso…

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    beto_w

    19/11/2012 - 11h38

    Muito bem dito, Hermeta. Uma pequena correção, se me permite. O Islã não nasceu em Israel, mas sim na atual Arábia Saudita, mais precisamente na cidade de Meca, a cidade mais sagrada para os muçulmanos (aonde inclusive não-muçulmanos são proibidos de entrar), por ter sido aonde nasceu e cresceu Maomé.

Fabio Passos

17/11/2012 - 21h17

A mídia-lixo-corporativa é a máquina de propaganda do regime utilizada para a difamação do islã.

O tio sam e issrael precisam demonizar nossos semelhantes para anestesiar a população ocidental quanto a matança indiscriminada de muçulmanos.

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