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Ricardo Maciel: Abusos da PM nas ruas se reproduzem na USP

publicado em 7 de novembro de 2011 às 10:00

por Conceição Lemes

No dia 27 de outubro, quinta-feira, por volta das 18h, a Polícia Militar deteve três alunos que fumavam maconha num gramado junto ao estacionamento que divide os prédios de Geografia e História da USP, na Cidade Universitária.

Um grupo de estudantes começou a protestar, para evitar as prisões. A manifestação foi ganhando adesões – chegou a cerca de 500 — e a tensão aumentando. Os PMS chamaram reforço. Por volta das 21h30 estavam na USP cerca de 15 viaturas, a Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (ROCAM) e aproximadamente 40 policiais militares.

Após quase quatro horas de discussão entre representantes da polícia, estudantes e professores, começou o tumulto. Segundo alguns relatos publicados na mídia, os estudantes gritavam palavras e xingamentos contra a presença da polícia. Irritados, os policiais partiram pra cima do grupo. De acordo com outros relatos, também divulgados na mídia, quando policiais deixavam o local com os três jovens detidos rumo à delegacia, um grupo cercou as viaturas, jogando pedras e outros objetos. A polícia reagiu violentamente, com bombas de gás lacrimogêneo, gás pimenta e cassetete.

“A visão que a grande mídia criou em torno dos acontecimentos do dia 27 é a de que os estudantes da USP invocam a autonomia para poder continuar fazendo uso de seus baseados, recebendo um tratamento distinto do restante da população. Não, não é isso”, adverte Ricardo Maciel. “Na verdade, o aconteceu naquela noite foi o estopim de um rastilho de pólvora que a própria PM armou no campus desde cedo.”

Ricardo Maciel foi aluno de Letras da FFCLH da USP até 2010. No momento, se prepara para fazer mestrado. Como tem muitos amigos lá, foi até a Cidade Universitária apurar o que realmente havia acontecido. O que ele relatou, eu já tinha lido alguma coisa aqui, outra ali. Mas não de forma objetiva. Daí esta entrevista.

Viomundo – Qual a finalidade da PM no campus?

Ricardo Maciel – É dito que a PM está lá para prevenir assaltos, furtos e, principalmente, proteger a vida. Eu acho que o intuito é outro: é apenas repressor.

Viomundo — Por quê?

Ricardo Maciel –Na quinta-feira, logo pela manhã policiais militares estavam revistando estudantes, professores, funcionários, enfim, usuários em geral da Universidade. Muitos foram abordados na porta de suas faculdades e obrigados a apresentar documentos, abrir bolsas e mochilas, etc. Isso gerou descontentamento muito grande, que foi crescendo ao longo dia. De maneira que a própria PM armou o rastilho de pólvora. O episódio da noite só foi o estopim.

Entre estudantes, funcionários e professores há a certeza de que existem policiais do serviço reservado infiltrados na comunidade universitária. Isso me fez relembrar aquele policial à paisana que foi flagrado em frente ao Palácio dos Bandeirantes, quando carregava uma PM, inicialmente tomado como professor, posteriormente teve sua identidade real informada pela própria PM. Ou seja, tratava-se de um policial que estava infiltrado no meio dos professores da rede pública paulista.

Viomundo – Esse tipo de abordagem pela PM já tinha acontecido antes na USP?

Ricardo Maciel – Infelizmente, sim. Os abusos policiais cometidos pela PM nas ruas se reproduzem dentro da USP. Pessoas são revistadas aleatoriamente, e nem estamos num estado de sítio para que isso fosse normal e permitido. Há PMs que escondem a identificação e quando questionados sobre o fato agridem que os interpela — isso aconteceu na quinta-feira, 27 de outubro! Partem para grosserias e ironias no momento das abordagens.

Em síntese, além de uma PM despreparada para lidar com o público universitário, ela age como se não estivesse lá para proteger a vida, mas para deliberadamente implementar ações contra consumo de drogas, espionagem de atividades políticas e repressão a elas.

Viomundo – O professor Souto Maior já alertou para o fato de que a intransigência da Reitoria da USP em dialogar pode promover um massacre. Você acha isso possível?

Ricardo Maciel -- Tem-se na USP, neste momento, o caldo necessário para mais uma crônica de uma morte anunciada. Os mesmos crimes que a PM comete impunemente nas ruas, a rigor não estão isentos de acontecer dentro da USP. Não por acaso constatei que os alunos que escondiam o rosto na ocupação do Prédio da Administração da FFLCH e agora no prédio da Reitoria o fazem menos por medo de punições no âmbito da Universidade e mais pelo receio de retaliações da PM.

Viomundo – Você acha que a sociedade está informada do que realmente está acontecendo na USP?

Ricardo Maciel – Não. A visão que a grande mídia criou em torno dos acontecimentos do dia 27 é a de que os estudantes da USP invocam a autonomia para poder continuar fazendo uso de seus baseados, recebendo um tratamento distinto do restante da população. Não, não é isso.

Para maioria dos estudantes, a questão da autonomia se coloca noutros termos, eu diria que ela vai além deste ponto. No slogan ‘Fora PM’ usado pelos meus colegas está implícita a rejeição contra uma polícia despreparada e com protocolos além daqueles declarados por ela e, principalmente, está implícita a rejeição à existência de uma Polícia Militar, que na sua origem foi criada para reprimir movimentos sociais e políticos, coisa que ela faz até hoje com violência desmedida e de forma impune.

Assim, ela é uma excrescência e precisa ser reformulada.

Viomundo – Quais as bandeiras dos seus colegas?

Ricardo Maciel –  Defesa do espírito crítico da Universidade e da sua autonomia, que são ameaçados por essa polícia despreparada e com intenções não declaradas dentro da USP. Mas fundamentalmente eles levantam a bandeira da luta por uma outra polícia, não militarizada e treinada para defender a vida, respeitar a pessoa independente de sua cor, renda e posição social.

Viomundo – Há outras bandeiras na atual manifestação estudantil?

Ricardo Maciel — Outra demanda é a democratização da USP, que é sabidamente a Universidade pública mais conservadora do país.

Tanto que o desejo de participar e dialogar sobre os caminhos da Universidade sempre bate numa parede. Isso leva os estudantes a colocar suas pautas fora dos espaços institucionais, já que estes só dão voz e poder de participação no processo decisório para uma parcela ínfima da comunidade universitária que, não por acaso, é a mesma há anos.

Nesse diapasão, os conflitos na USP tendem a se repetir. E sinceramente acho bom que eles se instalem ano após ano, pois só assim conseguimos minimamente levantar o debate sobre questões cruciais à Universidade e ao seu caráter público, já que de outro modo não se debate nada.

Se o Brasil renovou sua Constituição em 1988, a USP continua debruçada sobre uma estrutura de poder anacrônica, apoiada num Estatuto cheio de ranços que remontam à ditadura militar. Lamentavelmente, fora dos movimentos estudantil e sindical e de alguns poucos e abnegados professores, o que temos na principal universidade do país é um cemitério quando o assunto é refletir sobre o próprio fazer e a universidade.

A propósito, o governador Geraldo Alckmin, ao comentar o que está se passando na USP, disse que ninguém está acima da lei. Pois eu gostaria de lembrá-lo que a PM também não está acima da lei, mas age como se estivesse ao não usar identificação, ao abordar qualquer um quando bem entende, ao cometer os abusos que vemos todos os dias nos jornais sem que nada lhe aconteça.

Viomundo – Seus colegas estão sofrendo uma condenação moral por parte de alguns segmentos.  O que você acha disso?

Ricardo Maciel — Uma covardia. Podemos até não concordar com os métodos ou com a oportunidade ou não do momento, mas não podemos dizer que não compreendemos suas razões. Afinal de contas,  eles fizeram alguma coisa, não ficaram bovinamente esperando por promessas que nunca irão se cumprir.

Que a sociedade em geral se deixe enganar pela velha mídia que procura falar da maconha para desviar o foco do que realmente está em jogo, tudo bem, já é esperado. O estarrecedor é que existam pessoas na Universidade horrorizadas com uma porta quebrada ou uma bituca de baseado, sem se atentar para o principal. É uma hipocrisia. É como se olhassem apenas pro próprio umbigo, nada mais.

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93 Comentários para “Ricardo Maciel: Abusos da PM nas ruas se reproduzem na USP”

  1. [...] Lemes é co-editora do VI O MUNDO Entrevista originalmente publicada no VI O MUNDO, em 7 de novembro de 2011 às 10:00 Share this:TwitterFacebookLike this:LikeBe the first to like [...]

  2. [...] originalmente publicada no VI O MUNDO, em 7 de novembro de 2011 às 10:00 Share this:TwitterFacebookLike this:LikeBe the first to like [...]

  3. sáb, 12/11/2011 - 13:39
    Pri Kakazu

    ‎"A polícia do Rio mobilizou 200 policiais civis para prender um dos maiores traficantes da Rocinha. A polícia de SP mobilizou 400 militares, 3 helicópteros, cavalaria, tropa de choque, GATE, Esquadrão Anti-Bombas e o Canil para prender 73 estudantes. Se vc continua achando que a questão é a maconha, eu sinto pena de você…"(Arthur Penna)

  4. qua, 09/11/2011 - 23:32
    Rafael Ferraz

    Olha, isso que foi dito aqui é novo pra mim. Se no que vocês chamam de "velha mídia" só se pega no assunto maconha, a nova (redes sociais e afins) colabora pouco. O que se vê é gente dona da verdade, arrogante, que fala "ah, você não estudou na USP, e não entende isso". O argumento de rebaixar o outro a arrogante para tirá-lo da conversa é ridículo e, a mim, não funciona. Por que eles não falaram isso que foi dito neste post? Não são tão inteligentes e tem facilidade em expor suas ideias? Sendo assim, lógico que não iam ficar do seu lado. Sem contar os clichês esquerdistas, que eu acho irritantes (como se só a direta cometesse cagadas).
    Se antes eu estava do outro lado, mas sempre querendo saber se o outro tinha alguma razão, agora fico na dúvida dos dois. Não conheço o blogueiro, a pessoa que fez o post ou o entrevistado. Melhor assim. A situação antes dos maconheiros (e só se discutiu acerca destes, nos dois lados) me parece muito "boa" pra ser verdade. Até que eu encontre novos relatos, não só de estudantes, fico neutro. Mas já é um avanço, né?

  5. qua, 09/11/2011 - 15:15
    Matheus

    "amentavelmente, fora dos movimentos estudantil e sindical e de alguns poucos e abnegados professores, o que temos na principal universidade do país é um cemitério quando o assunto é refletir sobre o próprio fazer e a universidade." É muita prepotência e arrogância dizer que ninguém mais reflete sobre esses assuntos. Dos movimentos estudantis que eu conheço e tenho contato a maioria deles parece mais um trampolim político, palanque para esquerdistas e direitistas fazerem seus discursos e arrebanharem seguidores.

    • qui, 10/11/2011 - 13:14
      cronopio

      OK, Mateus. Então cite professores que não estão no grupo dos "abnegados" e refletem sobre o próprio fazer da universidade.

  6. ter, 08/11/2011 - 21:14
    Marcia Costa

    Democratização da violência… um dia ela alcançará a todos nós. Quem vai nos defender?
    http://youtu.be/gQWnfEYxdV0

  7. ter, 08/11/2011 - 17:17
    HAMIL

    Quem usa droga, é também responsável pelo tráfico de drogas. Os estudantes da USP sao uns rebeldes sem causa mesmo. Vão reclamar do que precisa ser reclamado: corrupção, má gerência dos recursos públicos, leis que não permitem a punição de ninguém; reclamar da presença da PM. Um "site" tão bom quanto o do Luiz Carlos Azenha tem muitos assuntos melhores a serem comentados e debatidos.

    • qua, 09/11/2011 - 11:28
      cronopio

      Por favor, Hamil, a legalização da maconha não é pauta do movimento estudantil. Procurem informar-se. Recomendo vivamente a leitura do texto de Pablo Ortellado, postado aqui no blog. Grato.

  8. [...] Ricardo Maciel: Abusos da PM nas ruas se reproduzem na USP [...]

  9. ter, 08/11/2011 - 11:35
    Alex

    Um monte de comentários apaixonados e politizados. Até ai ok, faz parte da DEMOCRACIA. Gente, na boa, não estamos mais na Ditadura, os PMS fizeram o que são pagos para fazer, o que o ESTADO espera deles. Não se concorda? vai debater pô, faz assembléia…Invadir, tentar impor um pensamento na base da revolução em um estado não mais ditatorial…Na boa, isso é burrice. O DCE só se afasta dos estudantes, só perde legitimidade porque está incapaz de aceitar a pluralidade.

  10. ter, 08/11/2011 - 9:57
    Ramalho

    O papel da universidade

    Se repressão violenta consertasse alguma coisa, presidiário seria reabilitado. Universidade não é casa de correção, não é o SAM redivivo.

    A USP tem departamentos de sociologia, história, direito, medicina e áreas correlatas. É centro de reflexão e debate civilizado, e deveria estar adiante de práticas autoritárias de imposição de vontades exógenas mediante força policial e violência. A Sociedade espera, ao contrário disto, que a universidade seja capaz de resolver suas disputas internas com inteligência e negociação, sem apelar para a violência, como pretendeu o reitor (incrível ter sido o Judiciário que agiu na busca do entendimento e do bom senso, e não a direção da universidade).

    Caberia à direção da USP, ao invés de recorrer a forças policiais para destruir a desejável rebeldia dos jovens, não apenas negociar, mas debruçar-se sobre as causas profundas da questão, tanto das drogas quanto do processo de escolha de reitores e, ainda, sobre as respostas a movimentos sociais e assemelhados. Recorrer a soluções já postas que provocam causadoras de confrontos e de prejuízos sociais não é o papel de universidade.

    A direção da USP poderia sair por cima da dificuldade, ser exemplo para todos, pois está instrumentalizada para tal, mas sairá por baixo.

  11. ter, 08/11/2011 - 9:56
    Ramalho

    A autonomia universitária

    Estudantes e professores universitários serem interpelados indiscriminadamente por PMs no campus da universidade, revistados, tendo de abrir bolsas e mochilas, como tem sido noticiado, e isto em caráter permanente, pois a ocupação é permanente, é abuso que nem no tempo da ditadura militar aconteceu. Houve intervenções, invasões, prisões e violência, mas não ocupação policial militar permanente. A USP, por meio de seu reitor e do governador de SP, ultrapassaram até o limite de autoritarismo que a ditadura se impôs. É grande atraso.

    Percebe-se, também, que o reitor não age como parte da comunidade acadêmica, mas como infiltrado, como interventor que atua a mando de terceiros, que lá está para impor vontades extra acadêmicas, isto é, a vontade dele mesmo, a revelia de funcionários, professores e estudantes, e a vontade de pessoas estranhas à universidade, como o governador do estado. O uso da polícia estadual para constranger professores, funcionários e estudantes, quando o que se esperava dela era proteção a estas pessoas, comprova o ponto. Intimidação policial militar não se coaduna com universidade e muito menos com autonomia, mas com ditadura.

    A farsa da autonomia universitária na USP fica mais evidente ainda quando se toma conhecimento de que o atual reitor não ganhou as eleições para o cargo, mas foi o segundo melhor votado, e bem distante do primeiro. Mesmo assim, Serra o escolheu, desacatando a vontade universitária expressa nas urnas, desacato que não ocorria desde a ditadura militar. A lógica de Serra subjacente à decisão é simplória: escolhendo o segundo, o futuro reitor fica a dever-lhe favor, e será pessoa dele, não da universidade. O reitor é corpo estranho à universidade, ao menos enquanto reitor. Este reitor não representa a universidade, mas o governo do estado de São Paulo.

    A quebra da autonomia universitária da USP iniciou-se com Serra e vem sendo mantida por Alkmin, não vem de agora.

  12. ter, 08/11/2011 - 9:56
    Ramalho

    Há três aspectos a considerar no caso da USP: os estudantes face a política de drogas, a autonomia universitária e o papel da USP.

    Os estudantes face a política de drogas.

    Fumar maconha é ato ilegal, mas a lei que o torna ilegal é imoral. O fundamento moral de qualquer lei em regime democrático é o de promover, se não o bem de todos, ao menos o da maioria (este é bem fundamental da ética democrática, e, afinal, somos, ou ao menos pretendemos ser, uma democracia; observe-se desde logo que universidade é aristocracia onde prevalece o melhor conhecimento).

    De fato, à luz da ética democrática, a lei é imoral por diversas razões. Favorece, na prática, uma minoria criminosa composta de traficantes de drogas, contrabandistas, traficantes de armas e munições, fabricantes de drogas e corruptos de todos os matizes, ao lado de prejudicar a maioria composta de pessoas que nada têm a ver com drogas ilegais.

    Favorece traficantes de drogas, pois o comércio da maconha (e das demais drogas ilegais) não é alcançado por impostos (40%, no mínimo, dos negócios em geral; no cigarro, muito mais) e, tampouco, pela fiscalização estatal. Cria condições para que corruptos de todas as esferas, que cobram para livrar traficantes da repressão estatal, ganhem rios de dinheiro e amealhem fortunas – mal menor – o que contamina instituições importantes como as policial e judicial, e mesmo as políticas, com práticas nocivas ao Estado e aos cidadãos, práticas de corrupção que se propagam como epidemia afetando todos os atos destas corporações – o grande mal. Cria mercado ilegal para contrabandistas, traficantes e fabricantes ilegais de armas e munições, favorecendo estes criminosos. Cria mercado excepcionalmente lucrativo para fabricantes de drogas, uma vez que é livre de impostos e totalmente desregulado; igualmente, para produtores de maconha e de drogas em geral. A lei, indubitavelmente, favorece uma minoria criminosa.

    Além disto, a proibição da maconha prejudica os que nada têm a ver com drogas. É, na maior parte, dos impostos destas pessoas, que sai o dinheiro para custear repressão ao tráfico, recuperação de drogados, campanhas antidrogas. Boa parte destas ações poderia ser custeada com impostos sobre as drogas – se o comércio delas fosse legalizado – e o dinheiro salvo aplicado em saúde, por exemplo. As comunidades dominadas por traficantes estagnam econômica e socialmente, outro custo que a lei, na prática, como um desdobramento, impõe à Sociedade. Mas o flagelo não para aí. Como se constata nos noticiários, o comércio ilegal de drogas cria “terra de ninguém” comercial na qual mercados e os pontos de venda são sustentados a bala. O recurso aos assassinatos banaliza a vida e extrapola o âmbito criminoso em suas guerras intestinas vindo a atingir a população em geral que acaba vítima de violência de toda ordem, inclusive da guerra policial contra traficantes.

    O posicionamento dos estudantes no que tem de contestação à política de drogas, ensejando ampliação do debate para abranger parcela maior da Sociedade, é, portanto, louvável. Também o é sob outros aspectos, como, por exemplo, por retomar a discussão sobre até onde vai o poder do Estado na determinação do que se pode e não se pode fazer no âmbito das escolhas privadas/individuais, isto é, no âmbito das liberdades individuais. Fumar, ou não, é escolha de âmbito privado, como o é, também, praticar, ou não, sodomia. Sodomia, aliás, no passado, ensejou prisão na Inglaterra, e, hoje, o abuso estatal é visto como absurdo e inaceitável. Fumar maconha, ou não, também é escolha privada.

    A reação estudantil parece o reacender da rebeldia dos jovens, apagada nos anos de chumbo, e isto é auspicioso. Rebeldia é parte importante na complexa composição da qual os líderes e os transformadores sociais são constituídos. Sem ela, arte, ciência e sociedade não avançam. O reitor da USP não tem o direito de sufocar a rebeldia da juventude universitária, como foi feito durante a ditadura militar, pois o país derrubou a ditadura.

    A reação dos estudantes da USP à prisão, truculenta ao que tudo indica, dos três estudantes por portarem maconha é auspiciosa por sinalizar o reacender da rebeldia do jovem, expor esta coisa mal resolvida que é a política de drogas e retomar a questão dos direitos individuais que o autoritarismo cerceia mais e mais, mesmo agora, décadas depois da derrubada da ditadura.

  13. ter, 08/11/2011 - 9:19
    Julio_De_Bem

    E os revolucionários de merda sairam sem apresentar resistência, como todo bundão classe média faz.

    Manifesto sem propósito, com temas ridículos. Setenta presos, e agora foram pegos sem suas mascaras, escondendo o rosto talvez por vergonha do papelão ridículo ao qual se presaram…Depredaram patrimônio público e tinham bombas. Pela primeira vez vejo uma atuação exemplar da policia de SP.

    Perguntinhas, Quantos negros tinham lá? Quantos pobres? Não era um protesto igualitário? Quais propostas eles tinham para melhorar o policiamento na USP? Por que querem ter liberdade para cometer crimes? Como conseguem ficar 2 semanas sem trabalhar acampados? Seus pais pagam suas contas?

    Pobre não pode protestar por duas semanas, se faz isso, os bancos cobram juros das contas atrasadas e joga o pessoal na fossa. Tchau revolucionários de porcaria nenhuma.

    • ter, 08/11/2011 - 19:58
      Ramalho

      Ué, essa é boa. Como pobre não poderia protestar, ninguém pode? Qual a lógica disto?

      A questão é menos com a polícia e, muito mais, com Alkmin e o interven(rei)tor .

      Outra coisa é esse negócio de valentia, Por trás dos policiais militares muitos exigem bravura do alvo policial. Aí é fácil. Quando a coisa vira de lado, borram-se de medo. Veja-se o caso dos militares que, durante a ditadura militar, perseguiram estudantes, prenderam-nos, torturaram-nos, mataram-nos. Agora, refugiam-se sob uma lei fajuta de anistia e borram-se de medo de serem responsabilizados pelos crimes hediondos que perpetraram. Fazem lembrar versos da música do filósofo Bezerra da Silva: "você com revólver na mão é um bicho feroz; sem ele, anda rebolando e até muda de voz".

      • qua, 09/11/2011 - 9:52
        Julio_De_Bem

        Meu amigo, toda vez que tocam no nome DITADURA MILITAR pra qualquer comparativo com esse aglomerado de almofadinhas sem propósito algum, deve causar um nó no estomago das vitímas do regime autoritário que quase destruiu o país.

        Quanto aos pobres, foi sarcasmo meu, pois quis ilustrar a quantidade de dias que eles tinham disponíveis pra ficar la. O pobre precisa trabalhar e comprar comida pra dentro de casa, não dispõe de duas semanas de uma "greve intelectual".

        Os queridinhos estavam la protestando pra fumar maconha e tirar a polícia de um local público (que é onde a polícia deve estar), e os seus carros na garagem aguardando por eles…

      • qua, 09/11/2011 - 11:23
        cronopio

        Caro Júlio, a legalização da maconha nem mesmo é pauta nas reivindicações dos estudantes. Para maiores informações, leia o texto de Pablo Ortellado, postado aqui no Viomundo. Grato.

      • qua, 09/11/2011 - 20:09

        Para seu conhecimento: durante o mês de Abril, houve uma greve das funcionárias terceirizadas da limpeza, que trabalham sob condições precárias, ganham menos de um salário mínimo por mês e estavam com os salários atrasados há um mês. Muitos estudantes que foram presos ontem apoiaram essa greve… Mas isso não vira matéria, né?

  14. ter, 08/11/2011 - 8:10
    FrancoAtirador

    .
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    PLANTÃO POLICIAL

    400 soldados norte-americanos acabam de deter 70 talibãs no Afeganistão da USP.
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  15. ter, 08/11/2011 - 7:16
    leandro

    filhinhos de papai, estudam de graça sem ter que dar nenhuma contrapartida social, nenhum retorno ao povo que paga seus estudos. que iinveja dos estudantes chilenos que lutam pela qualidade do ensino e gratuidade, os nossos lutam por que causa? na sua maioria tem condições de pagar os estudos e tiram vagas de quem não tem. só cortar o yogurte e o croassant que eles vão para casa.

  16. seg, 07/11/2011 - 23:12
    FrancoAtirador

    .
    .
    PIADA (DE MAU GOSTO) DO DIA, ISTO É, DO BOM DIA

    Globo faz mau uso do caso do cinegrafista da Band

    Autor: droubi (Enviado por luisnassif)

    Deprimente o uso do caso da morte do cinegrafista da Rede Bandeirantes pela Rede Globo hoje no Bom Dia Brasil.

    Tanto na chamada de abertura do noticiário, quanto na chamada da matéria, a Rede Globo noticiou a morte do cinegrafista da Rede Bandeirantes como um atentado à liberdade de imprensa no Brasil.

    Justo no momento em que começam a se acirrar os ânimos sobre uma possível nova Lei de Meios de comunicação no Brasil.

    Como se o tiro de fuzil que atingiu o cinegrafista da Rede Bandeirantes tenha sido para calar a imprensa, ou coisa do gênero.

    Qualquer pessoa de bom senso sabe que é no mínimo ridículo pensar que um cinegrafista atingido por uma bala de fuzil no meio de um tiroteio entre traficantes contra policiais pode ter sido vítima de um atentado contra a liberdade de imprensa no Brasil.

    Como se a bala tivesse sido dirigida especialmente para ele.

    Alguém imagina que um traficante, no alto de um morro, munido de um fuzil, trocando tiros com a polícia, está a pensar em liberdade de imprensa?

    A Rede Globo deveria ter um mínimo de respeito e consideração com o profissional que morreu a serviço da própria imprensa e dar a notícia de uma forma adequada e não usar a sua morte como uma ferramenta para a defesa de interesses mesquinhos de uma imprensa golpista e gananciosa.

    E mais respeito também com a inteligência de seus telespectadores, que não precisam ficar ouvindo abobrinhas no noticiário ainda antes do café-da-manhã.

    A seguir, trecho inicial da matéria publicada no G1.

    "O Bom Dia Brasil abre a edição desta segunda-feira (7) com a história de um doloroso atentado à liberdade de imprensa no Brasil (sic).

    O cinegrafista Gelson Domingos, da TV Bandeirantes, foi assassinado no domingo (6) por traficantes, enquanto cobria uma operação policial na Favela de Antares, na Zona Oeste do Rio de Janeiro."

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/globo-fa

  17. seg, 07/11/2011 - 23:05
    angelo

    O Legislativo não regulamenta a maconha. O MP: 'enquanto for lei (por mais absurda que seja) fiscalizaremos.'. Judiciário acompanha e condena com base em leis feitas por bandidos. PM aproveita confusão pra fazer o quê gosta: espancar pessoas. Não raro, vê-se jovens dizendo terem pretensão de prestar concurso com intuito de 'ganhar um por fora' e torturar. São doentes que viram tv demais e querem uma farda pra defender porra nenhuma, só querem extravasar instintos doentios. Maconheiros quebram paradigma e subvertem, claro, não vão ficar esperando uma vida inteira. Liberdade Sativa Lover, condenado sem provas.

  18. seg, 07/11/2011 - 22:49
    Sev

    Polícia malvada! Fizeram dadói nos anjinhos da USP! Não deixam eles fumarem seus baseados. Que maldade.

  19. seg, 07/11/2011 - 22:25
    Avelino

    Caro Azenha
    Todo esse dilema é pano para se privatizar ainda mais a USP.
    Saudações

  20. seg, 07/11/2011 - 22:15
    André Luis

    Temos que acabar com a denominação "Policia Militar". Quem precisa de "Policia Militar" é soldado do exército e não cidadão civil. Isto é uma aberração da ditadura, e não existe ninguém com bom senso suficiente para acabar. Temos que ter sim, num único copo, uma polícia de investigação e uma polícia fardada. Mas os tucanos enterraram esta idéia junto com Mario Covas.

  21. seg, 07/11/2011 - 21:19
    Julio

    Se a mídia está informando errado, como diz o entrevistado, cabe aos estudantes exporem melhor o seu ponto.

    É inaceitável o argumento de que falta espaço para isso, pois o próprio viomundo abriu esse espaço e não vi nada de esclarecedor no depoimento acima. Tudo muito vago.

    Afirmar que existe repressão ao livre pensamento, e não apresentar nenhum acontecimento na história recente que comprove essa afirmação, deixa o argumento sempre com aparência de suposição ou, pior, delírio.

    A única queixa concreta que persiste é sobre a abordagem policial (casos não políticos ou preventivos em relação ao crime). E assim, volta a questão: esse é um problema a ser discutido na esfera social e não no micro universo USP.

  22. seg, 07/11/2011 - 21:06
    Rodrigo Giordani

    Impressionante como os discípulos de Reinaldo Azevedo resolveram nos perturbar aqui. Depois dizem que a blogosfera progressista não incomoda (risos).

    1-Campus universitário não é lugar de polícia. Sobretudo os PMs de São Paulo, os mais truculentos do país, não sabem lidar com jovens. O fato de aventarem a possibilidade de agredir estudantes demonstra o fascismo do estado policial paulista e da PM, um entulho da ditadura que já deveria ter sido extinto. Até o coronel Nascimento, ídolo dos "pagadores de impostos" de Ipanema, o disse em alto e bom som. E historicamente a PM é inimiga da juventude, tendo sido mola mestra da barbárie contra o ME durante os anos de chumbo.

    2-Universidade é um espaço de contestação, onde estão presentes movimentos sociais e outros atores do processo político muitas vezes com uma dinâmica de desobediência civil e/ou radicalização da democracia que bate de frente com o braço repressivo do Estado. Aqui no Rio, estou acostumado a ver o MST, os indígenas, os fanqueiros, os atingidos por barragens presentes em campi universitários. Assim deveria ser em S. Paulo. Para impedir o funcionamento da universidade como espaço de inquietação e contestação o governador tucano mandou pra lá a PM nazi-fascista dele.

    3-Maconha não é droga pesada. É mais leve que o álcool. Já deveria ter sido legalizada há muito tempo. Sobreutilizar o aparato repressivo do Estado para reprimir usuários de maconha é o fim da picada.

    4-O DCE local apresentou ótimas sugestões que deveriam ser acatadas já, como melhorar a iluminação e ampliar/instalar a guarda universitária, desarmada e treinada para um trabalho preventivo de segurança. Outra ótima ideia (tá esperando o quê, Kassab?) é aumentar a circulação de linhas de ônibus no campus, o que inibiria a prática de crimes – já que o campus seria sempre bastante frequentado – e melhoraria a integração da USP com a população que a sustenta.

    5-O deputado Paulo Teixeira está de parabéns.

    6-A PM deve ser retirada já da USP e nunca mais voltar pra lá.

    7-Azenha, faça uma faxina no blog. Está infestado de trolls.

    • seg, 07/11/2011 - 21:59
      Cláudia M.

      Rodrigo, permita-me fazer minhas as suas palavras. Como uspiana e mão de uma aluna da FFLCH, neste exato momento reuinda em assembleia para decidir os rumos da ocupação, quero dizer que compartilho TODAS as suas colocações. E morro de inveja de quem não é obrigado a viver nesta gleba provinciana, conservadora e reacionária que atende pelo nome de São Paulo. É um sofrimento atroz e diário, acredite!

  23. seg, 07/11/2011 - 21:04
    Fabio SP

    KKKK… os invasores tinham se organizado dentro da Reitoria em responsáveis pelas Comunicações, responsáveis pelo Abastecimento de Água e Comida e, pasmem, responsáveis pela Segurança (que não deixavam ninguém se aproximar ou entrevistar algum invasor!!!
    Ou seja, eles criaram a própria PM dos invasores….SÓ RINDO MESMO!!!

  24. seg, 07/11/2011 - 20:29
    Jason_Kay

    Que LIXO….

  25. seg, 07/11/2011 - 20:08
    victor barão

    Alguma novidade? Amigos meus da Psicologia já foram abordados ilegalmente pela PM:
    1a Vocês fumam maconha?!?!
    2a São a favor da PM no campus? (eles tinham noção de retórica)
    3a Saiam daqui. – ta tudo bem, vamos ficar conversando aqui… – não, vão embora agora daqui.

    PM nem aqui nem em lugar nenhum!

    • seg, 07/11/2011 - 21:59
      Jason_Kay

      "PM nem aqui nem em lugar nenhum!"

      Você é bandido?

      • ter, 08/11/2011 - 0:52
        cronopio

        Não, pior. Sou negro. Abração.

      • ter, 08/11/2011 - 12:03
        Jason_Kay

        O que tem a ver uma coisa com a outra?

        Tenho varios amigos negros e nunca vi nenhum deles reclamar da policia, ao contrário, sempre a reividincam devido ao aumento da criminalidade.

        Mas já que voce é complexado e acha que a policia nao gosta de voce simplesmente por nao gostar, recomendo que assista esse vídeo:

        [youtube _WRJMd8sIAA http://www.youtube.com/watch?v=_WRJMd8sIAA youtube]

      • ter, 08/11/2011 - 13:44
        cronopio

        É verdade, Jason. A PM não é racista. Nunca mais vou reclamar quando me colocarem naquela posição agradável ou me derem uns tapinhas para aprender a ter mais respeito. Seus argumentos são irrefutáveis, Jason. Quero ser mais revistado do que já sou, some mais um amigo negro à sua lista de voluntários. Abraço.

      • ter, 08/11/2011 - 15:10
        Pedro

        Rpz, esse vídeo do Cris Rock é 10! Serve para a turma do politicamente correto. Recomendo a todos.

      • ter, 08/11/2011 - 16:45
        cronopio

        Rafinha Bastos também tem uns muito legais.

      • qui, 10/11/2011 - 13:15
        cronopio

        Tem aquele que ele diz que mulher feia tem que agradecer quando é estuprada. Ótimo!

      • qui, 01/12/2011 - 0:11
        carlos5

        só pra ficar claro…

        segundo o SEU COMENTÁRIO, ser negro é pior q ser bandido?

        rapaz…

        seu problema é grave!

        já tentou fazer terapia?

  26. seg, 07/11/2011 - 20:04
    Renato

    Bem, a Policia não deve ser violenta sem motivo, mas como qualquer cidadão tem o direito de defender a sua honra.

  27. seg, 07/11/2011 - 19:45
    Renato

    Bem, a Policia não deve ser violenta sem motivo, mas como qualquer cidadão tem o direito de defender a sua honra.
    E como força policial tem o dever de revistar qualquer pessoa que possa ser suspeita.

    • ter, 08/11/2011 - 19:21
      Bruno

      Então da noite para o dia todos os estudantes da FFLCH são suspeitos? Revistem-se todos, eles são suspeitos, afinal, se não gostam da PM, instituição ditatorial em tempos democráticos, só podem ser bandidos!

  28. seg, 07/11/2011 - 18:59
    FrancoAtirador

    .
    .
    ESTADO POLICIAL.

    São Paulo e Rio de Janeiro são exemplos para o mundo.
    .
    .

    • seg, 07/11/2011 - 23:16
      FrancoAtirador

      .
      .
      Adendo:

      Chama-se de Estado Policial ao tipo de organização estatal baseado fortemente no controle da população (e, principalmente, de opositores e dissidentes) por meio da polícia política, das forças armadas, de guardas civis e outros órgãos de patrulhamento e repressão política.
      .
      .

      • ter, 08/11/2011 - 16:45
        Cenossaum

        Quero adendar também o vandalismo de estado aliado à máfia midiática.

        Os coxinhas entraram, no saguão que era o dormitório da galera, prenderam os manifestantes e barbarizaram tudo o que tinha sido preservado e depois chamaram a imprensa pra ilustrar. E nenhum repórter indagou o porque do reconhecimento do terreno ter sido feito sem nenhum registro.

        Polícia e mídia são as mãos do poder: com uma ele massacra os opositores e com a outra redige o atestado de óbito de morte natural.

  29. seg, 07/11/2011 - 18:39
    Cenossaum

    Eu, enquanto estudante da USP, prefiro 161691312165213651 de vezes conviver com baderneiros e maconheiros do que conviver com tipinhos abaixo descritos:

    Policial estupra e depois faz BO http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/sec

    Policial Militar "highlander" é condenado a 28 anos de prisão
    http://www.piritubanos.com.br/novo/index.php?opti

    Policial confirma existência de grupo de extermínio dentro da PM de SP http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL10221…

    Mais um PM preso pela morte de Patrícia Acioli
    http://www.osaogoncalo.com.br/site/pol%C3%ADcia/2

    Oficial da PM mata universitários
    http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?cod

    • seg, 07/11/2011 - 21:03
      Julio_De_Bem

      E os assassinatos por causa do tráfico? os estrupos? latrocínios? Prostituição?

      Quem patrocina essa conta são os maconheiros "inofensivos"

      • seg, 07/11/2011 - 23:06
        Caio

        ESTRUPO, meu filho?

      • Como você pode ter certeza de que eles não plantam sua própria maconha?

      • ter, 08/11/2011 - 0:43
        Cenossaum

        Você prefere a companhia dos PMs? Parabéns, leva um pra casa

        Sobre a maconha quem patrocina é quem fez a lei, os policiais que fazem jogo de cena, os dateninhas que dizem que quem fuma maconha é marginal.

        PM mata, maconha não!

        Maconha é natural! Coxinha é que faz mal!

      • ter, 08/11/2011 - 10:57
        Ramalho

        O que patrocina assassinatos é a lei que criminaliza as drogas. Com proibição, ou não, consomem-se drogas, portanto a criminalização não impacta o consumo. Mas promove criminalidade de traficantes. Acabar com esta criminalidade já é um avanço.

      • ter, 08/11/2011 - 13:41
        Bonifa

        Esta é a linha de raciocínio do "escreveu não leu, o pau comeu." Muito boa para a nova geração brucutu.

    • qua, 09/11/2011 - 1:28
      Rafael

      E as noticias são da Globo hein….

  30. seg, 07/11/2011 - 16:38

    Como todos sabemos sp é uma cidade maravilhosa, cheia de encantos mil. Como não existem problemas maiores na urbe, me parece totalmente legítima a criação dessa UPP dentro do campus da USP.
    Mais um acerto nos rumos do tucanto em sp. Um grande avanço na educação.

    Parece q tudo foi acertado após uma reunião entre o secretário de segurança e o reitor Rodas.
    Após horas em discussão concluiram q elementos do crime organizado (falecido PCC), estariam cursando a universidade através de cotas. E tinham preferencia por cursos como geografia, história e filosofia, cursos q dariam mais acesso a leituras marxistas e anarquistas.
    Aí decidiram q seria urgente a instalação da UPP. Mas o reitor disse q só apoiaria a base se houvesse patrulhamento ostensivo em torno do monumento em homenagem à revolução de 64. Assim q os conflitos com os rebeldes cessarem já esta acertado q diariamente, às seis da manhã, viaturas da ROTA e da Rocam cercarão o monumento com seus giroflex acessos, porém em silencio, e numa reverencia aos seus heróis darão 45 voltas no monumento. O mesmo ritual se seguirá pontulmente às 23h00 de cada dia, porém as 45 voltas da noite serão ao som das sirenes. Q ecoando pelas alamedas da Universidade marcarão tbem o início do toque de recolher.

    • seg, 07/11/2011 - 19:25
      Bonifa

      Os barões do café já haviam estabelecido uma lei paulista que persiste através das décadas, e que também prevaleceu em todo o Brasil durante os trinta anos de ditadura paulista da Velha República, ditadura esta exercida com o auxílio lácteo dos coronéis mineiros. Segundo esta lei, "A Questão Social é um caso de polícia." Porquê então a questão educacional não seria também um "caso de polícia"? Como bem falou o prócer atualizado dos antigos barões, "Ninguém está acima da lei.".

  31. seg, 07/11/2011 - 16:07
    WOP

    Parece que uma pequena parte dos estudantes da USP escolheram a causa errada para lutar por mais autonomia no campus. A PM agiu de acordo com a lei: deteu os 3 estudantes maconheiros que queimavam seus baseados despreocupados no campus, e isto, infelizmente, causou a indignação dos demais que resolveram protestar contra outras arbitrariedades praticadas pelo atual reitor. A chance da sociedade apoiar esta estratégia é praticamente nula, ninguém vai sair em defesa de maconheiros porque todos sabem que o problema das drogas e da violência estão interligados. O mesmo indivíduo que fornece a maconha pro estudante no campus também comete seus crimes lá, e a polícia está lá justamente para coibir esta simbiose que culminou recentemente na morte de um estudante. Tanto o DCE como os demais estudantes não apoiam mais estes 50 gatos pingados, que insistem em levar esta causa (pelo consumo livre de drogas no campus) às ultimas consequências. A assembléia dos estudantes/DCE realizada decidiu pelo fim da ocupação e das manisfestações. Para quem acusa o Sr Rodas de ditador, eles não saõ o melhor exemplo de democracia. Pobre USP!

  32. seg, 07/11/2011 - 15:18
    Maldoror

    Tem que colocar o RODAS na RUA!!!!!…..e….FORA PM!!!!!!

  33. seg, 07/11/2011 - 15:12
    jose jacinto amaral

    Azenha: desde nosso tempo na ECA há policiais infiltrados e (mal) disfarçados entre os estudantes. O tenebroso deste caso é o tamanho da turma que deseja a presença ostensiva da pm "para evitar a violência". A Cidade Universitária será destruída: após a entrada da PM, virão as avenidas de interligação aos bairros, o shoping center e depois, quem sabe?, não vendam os apartamentos do CRUSP e privatizem o CEPUSP?

  34. seg, 07/11/2011 - 15:09

    O que deveria ser feito ?

    A mídia sempre mostra suas versões favorecendo sua audiência mesmo que sejam anti-democráticos ignorando as outras versões no fato, [ parece que poupam as pessoas de pensar ]
    _
    Beneficiam partidos políticos e empresários que contribuem para os seus interesses, contudo não se importam com a sujeira que despejam sobre as pessoas.
    _
    São pressionados a assumir de imediato uma versão comum entre as outras emissoras para manterem a exclusividade e não perderem sua credibilidade diante de equívocos ?

    O que de fato é a mídia ? Pode melhorar ? É um reflexo da sociedade ? Serve ironicamente pra manter-nos informados ?
    _
    Por que não ajuda a educar a sociedade ?
    Possibilitando tele-cursos, aulas de ensino médio e fundamental.
    Exibindo divulgações científicas; Tecnologicas; Realizando debates políticos [ ao vivo ] para discutir importantes decisões do país, [ Não apenas em temporada eleitoral !! ]
    _
    Enfim, desejo que ela deixe de hipnotizar os telespectadores com informações inúteis , desvalorizando o conhecimento que não é conveniente ao que oferecem, entreterimento.
    ________________________________________________________________________________
    Vivemos num tempo de chantagem universal, 
Que toma duas formas complementares de escárnio:
    
Há a chantagem da violência e a chantagem do entretenimento.
    
Uma e outra servem sempre para a mesma coisa: 
Manter o homem simples longe do centro dos acontecimentos.


    José Ortega y Gasset
    ________________________________________________________________________________

  35. seg, 07/11/2011 - 15:05
    Luis Paulo

    O que deveria ser feito ?

    A mídia sempre mostra suas versões favorecendo sua audiência mesmo que sejam anti-democráticos ignorando as outras versões no fato, [ parece que poupam as pessoas de pensar ]
    _
    Beneficiam partidos políticos e empresários que contribuem para os seus interesses, contudo não se importam com a sujeira que despejam sobre as pessoas.
    _
    São pressionados a assumir de imediato uma versão comum entre as outras emissoras para manterem a exclusividade e não perderem sua credibilidade diante de equívocos ?

    O que de fato é a mídia ? Pode melhorar ? É um reflexo da sociedade ? Serve ironicamente pra manter-nos informados ?
    _
    Por que não ajuda a educar a sociedade ?
    Possibilitando tele-cursos, aulas de ensino médio e fundamental.
    Exibindo divulgações científicas; Tecnologicas; Realizando debates políticos ao vivo para discutir importantes decisões do país, [ Não apenas em temporada eleitoral !! ]
    _
    Enfim, desejo que ela deixe de hipnotizar os telespectadores com informações inúteis , desvalorizando o conhecimento que não é conveniente ao que oferecem, entreterimento.
    ________________________________________________________________________________
    Vivemos num tempo de chantagem universal, 
Que toma duas formas complementares de escárnio:
    
Há a chantagem da violência e a chantagem do entretenimento. 

    Uma e outra servem sempre para a mesma coisa: 
Manter o homem simples longe do centro dos acontecimentos.


    José Ortega y Gasset
    ________________________________________________________________________________

  36. seg, 07/11/2011 - 14:21
    will

    …"Afinal de contas, eles fizeram alguma coisa, não ficaram bovinamente esperando por promessas que nunca irão se cumprir." …essa frase só não serve para aqueles que estão lá dentro…

  37. seg, 07/11/2011 - 13:58
    Elias SP SP

    Ah! sim! Sorbonne é com dois enes.

  38. seg, 07/11/2011 - 13:57
    Ze Duarte

    Um grupo cerca policiais e joga pedras… queria que os PMs fizessem o que??? BAtessem palma? E é a polícia quem age violentamente…

    Então vamos parar de revistas em aeroportos, em fronteiras, e vamos parar de fazer revistas nas estradas, pois todo mundo é gente de bem e inocente até que se prove o contrário!

    Vamos ver se os mauricionhos revolucionários vão sair hoje por bem ou por mal.

  39. seg, 07/11/2011 - 13:57
    Elias SP SP

    A USP tem a 122ª colocação no ranking das melhores do mundo. Não é pouca coisa. Mas já esteve melhor. Antes do Governo do PSDB em São Paulo a USP situava-se na 53ª colocação. Era a mais bem colocada entre todas da América Latina. Hoje a UNAM, Universidade Nacional Autônoma do México suplantou a USP e está na 70ª colocação.

    Agora falando em polícia na universidade, dá pra imaginar os alunos, os professores e os funcionários da Sorbone sendo revistados pelos 'home' em pleno campus?

    A Sorbone é uma universidade pública. Será que alguma universidade pública do BRICS tem essa polícia que temos na USP?

    Não tenho tempo para pesquisar tal informação, mas arrisco a dizer que nenhuma passa por tal vexame.

  40. seg, 07/11/2011 - 12:54
    Julio Silveira

    Depois dessa super exposição sobre o problema ditatorial da USP, muito importante por sinal, para não parecer provincianismo sugiro refrescar as mentes, também, com os problema, que parecem semelhantes que estão ocorrendo na universidade de Rondonia. Seria muito producente percebermos que desse mal, autoritarismo, padecem muitos brasileiros, alguns considerados a fina flôr da cultura.

  41. seg, 07/11/2011 - 12:45
    Abdula Aziz

    Pra que Policia Militar? Me diga? Tá na hora de acabar com essa divisão Militar e Civil! Quem é o politico que vai ter peito para enfrentar os velhos coronéis na caserna e apresentar uma proposta de unificação das policias? Uma coisa é certa, tá na hora de acabar com a Policia Militar. Muita corrupção e a grande maioria são analfabetos funcionais e sem educação. Dá medo de convesar com uns caras desses. Nego verte sangue pelos olhos.

  42. seg, 07/11/2011 - 12:43
    Anon

    PM costuma ser usada com repressão política na USP? Sim. A situação que deu origem a crise atual foi política? Não. Todo mundo que defendeu a atuação dos alunos revoltosos "esquece" um detalhe: os alunos TOMARAM DE UMA VIATURA POLICIAL os abordados que estavam sendo conduzidos à delegacia, como manda a lei. Em QUALQUER país do mundo,sul ou norte, leste ou oeste, capitalista ou comunista, islamita ou judeu, essa "tomada" teria resultado em MORTE dos tomadores. Fiquem felizes por estarem vivos para protestar!

  43. seg, 07/11/2011 - 12:39
    Pedro

    Pessoal, tem gente reclamando da presença da PM, mas já pararam para pensar que os crimes diminuíram com a presença da PM? Ninguém gosta de ser abordado pela PM, mas tem de ser feito. Bandido não anda com um cartaz na testa dizendo "Sou assaltante". Por isso a PM tem de parar e revistar. Querem fumar baseado, que façam isso em suas casas, não em uma Universidade.

    • seg, 07/11/2011 - 20:57
      cronopio

      Poderia fornecer os números que sustentam seu argumento e suas respectivas fontes, Pedro? Um abraço.

      • seg, 07/11/2011 - 22:11
        Pedro

        Pois não.

        A Polícia Militar fez um levantamento comparando dados de criminalidade de 80 dias antes do assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, em maio, com os 80 dias subsequentes, descontando o mês de julho, em razão do recesso escolar. Depois do assassinato de Felipe e com a presença de policiais no campus, os furtos de veículos caíram 90% (apenas dois casos foram registrados, ante os 20 anteriores). Já roubos em geral passaram de 18 para 6, uma redução de 66,7%. Roubos de veículos caíram 92,3%, passando de 13 para 1.

        Outros dois crimes que tiveram redução foram lesão corporal, que caiu de nove para dois casos (queda de 77,8%), e seqüestro relâmpago, de 8 para 1 (redução de 87,5%). Os dados estão em boletins de ocorrência registrados nas delegacias do entorno da Cidade Universitária.

        Dos 103 boletins de furtos registrados depois da morte ante os 107 do período anterior, apenas 20 ocorreram em via pública, sendo 19 no interior de veículos, dos quais em 12 o objeto visado foi o estepe do carro. O outro furto foi de uma placa de veículo. Os outros 83 casos aconteceram no interior das unidades, onde a PM não entra. Nesses locais, a competência de garantir a segurança é das empresas privadas de vigilância, contratadas pelas próprias unidades, ou da Guarda Universitária da USP.

      • seg, 07/11/2011 - 23:36
        Christian Schulz

        Os números da PM (e da SSP/SP) têm tanta credibilidade quanto os do Corinthians.

      • ter, 08/11/2011 - 0:51
        cronopio

        Era o que eu temia. Usar a PM como fonte quando é ela a acusada não parece muito idôneo…

      • ter, 08/11/2011 - 10:59
        Pedro

        Cronopio, desqualificar os números PM não adianta grande coisa, a não ser que vc tenha outra pesquisa para mostrar. Os próprios estudantes sentem a diferença, o número de crimes diminuiu.

      • ter, 08/11/2011 - 13:40
        cronopio

        Quantos estudantes sentem a diferença? Em que data? Segundo quais fontes? Obrigado.

      • ter, 08/11/2011 - 15:13
        Pedro

        Rpz, não tape o sol com a peneira. Vc tem coragem de dizer os crimes não diminuíram? Agora sou quem faço o desafio – Mostre-me uma pesquisa que mostre os crimes aumentaram na USP. Pode ser de qualquer fonte.

      • ter, 08/11/2011 - 16:43
        cronopio

        Os crimes policiais ou civis? Porque eu tenho vídeos provando que os crimes praticados por policiais aumentaram.

      • Na boa Pedro, lógico que caiu isso é evidente.
        O que acontece é que antes da instalação da UPP da usp esses números só cresceram por que houve um sucateamento da estrutura da universidade e assim da prórpia segurança da USP, que já não segurava mais nada. Além de dar uma estrutura melhor para sua segurança (q não era terceirizada, agora não sei se já é, deve ser porque no choque de gestão é assim, terceriza-se tudo e só a cúpula ganha um troco razoável), mas enfim poderia ter melhorado o acesso, a iluminação pública, a ocupavação dos espaços com atividades e não tornar a usp esse imenso vazio, q principalmente à noite assusta mesmo.
        Poderia-se dizer q com o choque de gestão teriá-se mais recursos para investir em conhecimento, porém há dez anos q a universidade apenas perde posições nos rankings internacionais.

        Aí para encobrir toda a incompetência, q viria à tona com um discurso sério sobre a situação da universidade, cria-se essa cortina de fumaça (de bombas de efeito moral, e gás pimenta) com todo um circo armado para combater usuários de maconha e outras bobagens menores.

        Coloca meia dúzia de viatura 24h lá em Francisco Morato q o índice de criminalidade lá vai cair abruptamente tbem. (aliás lá tá precisando bem mais q na usp).

      • ter, 08/11/2011 - 13:38
        Bonifa

        A polícia fez um levantamento? Ótima piada.

  44. seg, 07/11/2011 - 11:49
    Polengo

    Pois é, quando os professores vão pra rua, tomam bomba e borracha da PM do psdb.
    Isso não seria um aval pra eles entrarem lá na usp, e já começarem o "tratamento" lá dentro?
    Começa com a nomeação de um ilegítimo por um incompetente, pra abrir a porta pra pm.

    Afinal, a usp é lugar de monumento homenageando os milicos, e não de baderneiro que se recusa a abaixar as calças pro cassetete.

  45. seg, 07/11/2011 - 11:34
    GilTeixeira

    Azenha, urge que voce passe seu atalho ou mande por email esses textos sobre a USP pro apresentador Reinaldo Gottino que comanda o SP Record, pois ele já julgou e condenou todos os estudantes que ocupam a Reitoria,mande principalmente a carta da diretoria da FFLCH que diz que 'ninguém quebrou ou sujou nada', hoje ele afirmou na forma de pergunta que os estudantes quebraram e sujaram tudo sem contar sua afirmação que tudo aquilo é pra poderem fumar maconha em paz!

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