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Cartas de Minas
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Pablo Ortellado: A cortina de fumaça da segurança na USP

04 de novembro de 2011 às 19h50

por Pablo Ortellado

A detenção de três estudantes da Faculdade de Filosofia da USP que fumavam maconha gerou protestos que terminaram num conflito com a polícia militar e a subsequente ocupação da administração da faculdade e do prédio da reitoria.

Esse episódio soma-se a outros ocorridos nos últimos anos que envolveram piquetes, a ocupação de prédios administrativos e a atuação repressiva da polícia militar. Em todos os casos, um acalorado debate opôs defensores da atuação (mais ou menos rigorosa) da polícia e defensores da autonomia universitária (que limitaria ou impediria a atuação policial no campus). Acredito, no entanto, que os termos do debate estão mal-colocados e a questão de fundo relevante, completamente ausente.

Liberdades individuais

O primeiro mal-entendido a desfazer é que não há objeção, que eu conheça, à atuação limitada e específica da polícia para reprimir crimes comuns, como assaltos a banco. Tanto não há objeção que antes do recente convênio firmado entre a reitoria e a polícia militar, ela já atuava nesses casos, sem que tivesse surgido qualquer tipo de protesto.

Todo problema começa quando ela começa a atuar de maneira abusiva no cotidiano deste espaço que é o lugar por excelência da liberdade de expressão e discussão. Para que essa alegação não pareça abstrata, gostaria de dar dois depoimentos e fazer referência a um terceiro.

Os meus dois depoimentos são do ano 2006, quando a administração da minha unidade (a Escola de Artes, Ciências e Humanidades) decidiu instalar um posto da PM dentro do campus. Naqueles meses que se seguiram à decisão, testemunhei dois episódios que ilustram o despreparo da força policial para atuar no ambiente universitário (na verdade, demonstram seu despreparo para atuar numa sociedade democrática).

O primeiro, aconteceu com um estudante do meu curso, negro. No final da aula, ele saiu para o estacionamento e notou que tinha esquecido o celular. Quando voltou para a sala para buscá-lo foi abordado por um policial. Ele se identificou, apresentando a carteira de estudante e explicou que voltava para buscar o celular. O policial considerou-o suspeito porque caminhava no sentido contrário dos outros estudantes (e talvez também porque era negro e estava na USP) e, por isso, foi submetido a uma vexatória revista na frente dos colegas.

O segundo fato, foi a ação de uma policial feminina que deteve duas estudantes homossexuais que se beijavam na hora do intervalo por “atentado ao pudor”. Note que esses são episódios testemunhados por um só professor, num período de poucos meses, pois, com a repercussão destes e outros casos, o posto da PM foi transferido para fora do campus.

O que acontecerá com a presença massiva de policiais com esse tipo formação atuando de maneira permanente? Uma amostra do que está por vir aparece nos relatos de estudantes da Faculdade de Filosofia que reclamam de operações nas quais se abordam e revistam dezenas de estudantes que entram ou saem do prédio para ir às aulas.

É esse tipo de atuação da polícia, abusiva e lesiva de direitos que gera protestos. Não faz qualquer sentido discutir a atuação da PM no campus universitário fora deste tipo de caso. A polícia nunca foi impedida de agir no campus para coibir crimes comuns. O que havia, era um acordo para que a proteção do patrimônio fosse feita predominantemente pela guarda universitária e que a polícia não atuasse ostensivamente, por exemplo, fazendo abordagens individuais não motivadas por fatos concretos. Foi essa acordada limitação da atuação policial que se reviu, a pedido do reitor, após a comoção gerada pelo morte de um estudante durante um roubo de veículo.

Liberdades políticas

Mas o elemento importante, ausente no debate, é a ameaça de uso da força policial para reprimir o movimento estudantil e o movimento sindical. Permitam-me uma breve digressão para argumentar como as duas coisas se juntam.

Maquiavel, teórico da política, defendia numa obra famosa (os Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio) que a causa da intensa e fratricida violência política da cidade de Florença era a não institucionalização dos seus conflitos. Em Florença, dizia Maquiavel, cada partido (os guelfos e os gibelinos, os negros e os brancos, os nobres e o povo) consolidavam a vitória com a expulsão do partido adversário da vida política da cidade – de maneira que só restava ao grupo derrotado atuar de fora do jogo político estabelecido, preparando um golpe de estado. O resultado era uma vida política violenta e sanguinária, sem estabilidade política e sem paz interna.

Guardadas as grandes diferenças de contexto histórico, essa é uma excelente explicação para a conturbada vida política da Universidade de São Paulo. Ao contrário das outras grandes universidades públicas, como a Unicamp ou as federais do Rio, Minas e Rio Grande do Sul, a gestão da USP é incrivelmente não democrática, o que, com os anos, empurrou todos os setores não alinhados com o grupo no poder para ação extra-institucional – simplesmente por falta de opção.

As eleições para reitor na USP são definidas por um colegiado de apenas cem pessoas – dessas, há um representante dos professores doutores (que compõem a maioria dos docentes), quatorze representantes dos estudantes e apenas três dos funcionários. Os demais são representantes dos órgãos de direção que, com poucas exceções, se autoperpetuam no poder.

Todas as comissões estatutárias são compostas pelas mesmas vinte ou trinta pessoas que se alternam nas diferentes funções há pelo menos duas décadas. É um jogo marcado, viciado e sem qualquer espaço para que a comunidade de oitenta mil alunos, quinze mil funcionários e cinco mil professores consiga se manifestar ou influir efetivamente nas decisões. Essa forma institucional excludente e arcaica empurrou as forças políticas para atuar por meio de greves, piquetes e ocupações de prédios, já que simplesmente não têm outra maneira efetiva de atuar.

Para complicar ainda mais a situação, nem mesmo esses injustos procedimentos de eleição de reitor foram honrados, já que na última eleição o governador  escolheu o segundo colocado na lista tríplice. E esse segundo colocado, o reitor João Grandino Rodas, tem tido uma gestão fortemente confrontativa, impondo decisões injustas e ameaçando a dissidência com o uso de força policial.

Quando ainda era apenas diretor da Faculdade de Direito, o atual reitor usou a força policial para expulsar o MST do prédio da faculdade e, noutra ocasião, fechou o prédio e suspendeu as aulas para impedir que uma passeata de estudantes entrasse no edifício. Ele também foi o principal articulador da entrada da polícia no campus para desocupar a reitoria em 2009, o que resultou numa abusiva ação policial que feriu professores e estudantes.

Pois é exatamente este reitor que está agora autorizando a atuação ilimitada da polícia no campus o que, dado o seu histórico, não pode deixar de ser visto como uma ameaça do uso deste contingente para reprimir as únicas formas efetivas de atuação política do movimento estudantil e dos sindicatos.

A atuação da polícia no campus da USP não é um problema sobre como adequadamente combater crimes comuns – é um problema sobre liberdades individuais e sobre a organização política da instituição. A única solução para a conturbada vida política da universidade é a democracia. O resto é apenas cortina de fumaça.

Pablo Ortellado é professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP.

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102 Comentários escrever comentário »

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06/12/2011 - 01h28

[…] Pablo Ortellado é professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. Originalmente publicado no blog VI O MUNDO […]

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A cortina de fumaça da segurança na USP – Pablo Ortellado | Voz Docente

05/12/2011 - 18h55

[…] Pablo Ortellado é professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. Originalmente publicado no blog VI O MUNDO […]

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A cortina de fumaça da segurança na USP – Pablo Ortellado « E aí professor?

20/11/2011 - 18h56

[…] Originalmente publicado em Vi o mundo […]

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Sandro

14/11/2011 - 00h54

Sou aluno de pós, na USP. Não participo de nenhum movimento, não sou maconheiro, não tenho dinheiro para comprar roupa da GAP e não concordo com a presença da PM no campus. Já ouvi comentários de policiais, diversas vezes, se gabando de humilhar estudantes universitários. Já fui abordado dentro da USP e não gostei da forma como fui abordado, justamente na época em que o aluno da FEA foi assassinado. Essa ilusão de que a PM dá tranquilidade ao campus é uma mentira.

Responder

Wagner

11/11/2011 - 11h45

Então, vc quer uma lei direferente dentro do campus? Aqui pode maconha, aqui não pode revista, nem blitz, ou qualquer outra coisa que impeça a "liberdade de expressão"?!? Fala sério, este movimento não tem legitimidade alguma, pois seu início foi marcado por um fato que pesa contra os estudantes: o uso abusivo e público de drogas. Por que não lutam contra a corrupção no Brasil? Não há mais causas como antigamente…

Vocês são bancados pela sociedade, sim a mesma que ficar fora dos muros e SUJEITA às leis de todos os brasileiros, não USPianos, que são especiais, intocáveis, não submetidos a lei do Brasil. Chega de mais direitos, vocês já estudam de graça.

Voltem às salas e se formem bons profissionais, precisamos disso, ou continuaremos na mediocridade da discussão e da limitação do mundo pseudo-revolucionário, o Brasil é muito maior que esta "caixinha de areia", denominada Campus Armado Sales de Oliveira.

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Sobre a PM na USP e mais um pouco | elefanteimaginario

10/11/2011 - 17h43

[…] Pablo Ortellado: A cortina de fumaça da segurança na USP […]

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Renato Figueiredo

09/11/2011 - 01h53

Parabéns pelo texto. O que faltou nessa manifestação, ao meu ver, foi um discurso como este, coerente, sensato e CLARO sobre os motivos da ocupação e da manifestação. O que seu viu, ao contrário, foi uma série de propostas fora de contexto, manifestações sobre assuntos que não estão conectados diretamente aos efeitos do problema (milicias, ditadura, atuação da pm). Embora contra a proporção e a forma que a manifestação tomou, não posso deixar de elogiar o texto e a iniciativa.

Responder

Rafael

08/11/2011 - 19h47

Não consigo ler até o fim textos que contêm vírgula entre sujeito e predicado.

Responder

fabio

08/11/2011 - 16h11

Eu ja morei na periferia em bairros bem pobres.
Acredito que a situação ainda não mudou. Mas na época
a presençã da policia significava repressão e constrangimento. Não importa
quem voce era, o que estava fazendo, voce sempre era visto como suspeito.
Dependendo do horario em que circulava, fatalmente sofria revistas e insultos
gratuítos.Nenhum direito era garantido alem de ficar calado e passivo diante das humilhações.Eu acredito que a presença de policiamento com esse tipo de abordagem
só se justifica em situações muito críticas.
Se meia duzia de playboys maconheiros é motivo para presença de tantos policiais, deveriam deslocar boa parte desse efetivo para dentro dos estúdios das Organizações Globo.

Responder

Stella Dauer

08/11/2011 - 01h21

Movimentos sindicais? Em uma universidade? Que loucura é essa? Eu estudei quatro anos em uma universidade paga e não escolhi meu reitor, apenas estudei, e quando tinha que reclamar de algo, ia lá e reclamava sem destruir e nem roubar nada.

A USP é paga com o dinheiro do contribuinte, então acho justo eu também ajudar a decidir tudo o que ocorre lá dentro, já que eu pago isso aí também, mesmo sem estudar. E vou pagar mais ainda, já que agora terão que repor vidros, limpar tudo, repor equipamentos roubados… conheço gente decente que estuda na USP e não concorda com nada dessa porcaria.

Os dois exemplos citados são válidos, mas realmente exagerados quanto ao teor do texto.

Reclamem pelos seus direitos, mas não façam essa bagunça e porcaria que estão fazendo. É nojento e injusto com o contribuinte e com os funcionários, que aliás nem deveriam ajudar a escolher reitor. Desde quando funcionários de uma empresa ajudam a escolher seu presidente, seu chefe? Ora pois….

Responder

    Salut

    08/11/2011 - 14h40

    "Desde quando funcionários de uma empresa ajudam a escolher seu presidente, seu chefe?"

    EMPRESA? Paro por aqui.

    @ricardomagrao1

    08/11/2011 - 15h26

    Realmente a idéia de algo seja discutido e debatido é algo muito estranho pra vc, não é! Inclusive a sua visão de educação deve ser a de que o professor fala e o aluno ouve, ou estou errado?! Inclusive imagino que vc pensa que tinha direito a reclamar da cor da privada do banheiro pq pagava a faculdade, mas não tinha nada que definir sobre as linhas de pesquisa da instituição, pq isso era da alçada da diretoria e não responsabilidade sua.
    Concordo que os estudantes fizeram uma série de cagadas, mas o seu primeiro parágrafo, juntamente com a sua última frase demonstram que vc não tem idéia do que está falando.
    E eu estou aqui no meu trabalho, acabei de receber meu hollerith e vi muito bem quanto pago de impostos, se isso fizer com que o que eu escrevo valha mais…

    Theo

    09/11/2011 - 00h59

    Concordo.

    robledo silva

    09/11/2011 - 13h12

    Me desculpe, Stella, mas vc está completamente equivocada. Uma universidade não é espaço para se "apenas estudar". Vc, como contribuinte, não paga a formação de profissionais, isso é apenas uma parte do processo. Vc paga o desenvolvimento de conhecimento, tecnologia; vc sustenta o livre pensamento, o espaço para discussão e a formação de novas idéias.

    Eu entendo q, tendo estudado numa escola particular, vc não conheça esses conceitos. Uma faculdade particular é uma empresa, visa lucro. Vai formar profissionais e só. Mas uma universidade pública, é muito mais do q isso. E, na atual crise das instituições de ensino, a universidade pública como deve ser talvez seja mais importante do q nunca, no sentido de ser um farol para o desenvolviento do conhecimento em todos os níveis.

    A universidade é um espaço democrático e tem de ter autonomia, sim. Os funcionários, os alunos, a diretoria e o contribuinte (q eu acredito ser muito bem representado pelo gonvernador, já q esse foi eleito pelo povo) DEVEM participar da escolha do "chefe" da tribo. De maneira igualitária. Caso contrário, a tentativa de se manter esse espaço o mais democrático possível, vai se dar através de vias tortas, greves, manifestações, violência. Ou vc se negaria a sair pra rua, caso houvesse um golpe no país, e vc subitamente perdesse todos os seus poderes políticos?

    Não se trata de maconha, não se trata de como deve agir a a polícia, não se trata do direito de invadir e ocupar os espaços (q são públicos, de qualquer forma), não se trata do direito de se querer apenas estudar. E se trata de tudo isso ao mesmo tempo.

    Os exemplos citados por esse professor são um indício de q há muito na sociedade aqui fora a se discutir. A atuação da polícia em muitas regiões da cidade são violentas e anti-democráticas. A polícia NÃO SABE lidar com as pessoas de forma não-opressiva. "Vc é culpado, se assim eu quero não vou te deixar provar o contrário". Novas formas de ação poderiam ser trabalhadas em conjunto com a universidade. Ao invés de simplesmente mover o posto policial pra fora do campus. Ou ainda, ao invés de se instituir a opressão dentro do campus.

John

07/11/2011 - 10h21

Me procure EACH!

Responder

Tomudjin

06/11/2011 - 22h26

Qualquer overdose pode matar. Inclusive a de pré-conceito.

Responder

Helena W.

06/11/2011 - 18h09

Agora é ditadura impedir que um bando de babacas fiquem fumando maconha na frente da faculdade. Faço universidade pública e me envergonho de saber que esse monte de drogado está no lugar de gente que PRECISA de uma boa universidade e paga imposto por ela. Não há justificativa para depredarem. Os estudantes, mais do que ninguém, deveriam da exemplo de civilidade, uma vez que conhecem os próprios direitos e poderiam fazer reivindicações de uma maneira mais inteligente. Agir dessa maneira só os coloca de igual com os policiais, perdendo a razão, SE É QUE TINHAM.

Responder

    cronopio

    06/11/2011 - 21h15

    Cara Helena, a maconha nem é pauta do movimento estudantil, por favor, leia o texto, ok? Um abraço.

    Helena W.

    06/11/2011 - 22h33

    A pauta do "movimento estudantil" é a saída da PM do campus E a retirada dos processos penais e acadêmicos contra os envolvidos no caso da MACONHA NO CAMPUS. Não é pauta?

    Conceição Lemes

    06/11/2011 - 22h42

    Helena,a saída da PM é a pauta, a retirada de ações contra os três jovens pegos fumando maconha, não. Primeiro, porque no âmbito acadêmico, foi resolvido no próprio dia 27 pela diretora da FFCLC que eles não sofreriam penalidades por conta do flagrante. Foi o combinado para que eles fossem ao distrito policial. SEgundo, porque na esfera criminal, o processo vai correr normalmente. Não existe essa de dar um jeitinho para interferir nessa esfera. abs

    cronopio

    07/11/2011 - 20h20

    Exato, os "processos penais" não podem ser retirados (processos por dano ao patrimônio público, agressão, etc), o que está em questão são os processos administrativos contra estudantes abertos desde 2009 por meio do Decreto nº 52.906, de 27 de março de 1972 (baixado durante a ditadura militar), no seu artigo 247 – “O Regime Disciplinar visa assegurar, manter e preservar a boa ordem, o respeito, os bons costumes e preceitos morais, de forma a garantir a harmônica convivência entre docentes e discentes e a disciplina indispensável às atividades universitárias”. O texto é propositadamente vago, com menções a "preceitos morais" e "disciplina indispensável às atividades universitárias". Na prática, significa a perseguição de líderes estudantis que podem ser excluídos da universidade (exclusão é pior do que expulsão, porque, além de manchar definitivamente o currículo do condenado, não lhe permite reatar os vínculos com a universidade por um longo período de tempo). Enfim, não tem nada a ver com processos sobre os alunos que foram pegos com maconha. Nem posso culpá-la por achar isso, Helena, pois sei o quanto o PIG trabalha a serviço da desinformação. Um abraço.

Tadeu Ferreira

06/11/2011 - 16h30

quando chegou ao cúmulo de ter uma morte por assalto na USP ninguém invadiu prédios protestando. parece que mais vale um pito que uma vida.

mas essa discussão sobre a democracia na USP é muito boa.

Responder

    aliadod

    07/11/2011 - 23h28

    Quando Samuel, aluno da filosofia morreu e ficou 6 horas ao sol esperando socorro e ninguém no crusp tinha carro para levá-lo e a guarda se negou, tentamos, e fomos repelidos, pois disseram que não dizia respeito a ninguém.
    Do mesmo modo como que aqueles que se mobilizaram pelo Felipe não estavam preocupados com ele, e sim com seus pertences. Todo mundo ali, como você, talvez, pediu PM. Gente que nunca morou na perifa aqui citada, entre o tráfico e a PM. Mas que adora falar de boca cheia. Nunca viu alguém que vende coisas no chão, brinquedos como amigos meus terem tudo jogado.
    Ninguém aqui fica tomando batida, está acostumado com a ideia de que os outros, inimigos dos seus bairros sejam revistados. Mas pergunto, vocês gostariam de que ficassem revistando as pessoas dentro das universidades privadas, na saída das salas e bibliotecas como aconteceu conosco ? Achariam tranquilo mulheres sendo revistadas por homens dentro da área comum do seu condomínio ?
    Se não, vão procurar o que fazer.

    cronopio

    08/11/2011 - 15h10

    Por ANTONIO CARLOS LACERDA

    PRAVDA.RU

    Em 2011, a cidade de São Paulo teve 629 pessoas mortas, sendo que 128 foi a própria polícia que matou. Entretanto, para escapar da fama de 'polícia assassina', a própria corporação alega que 60% dos confrontos no período não tiveram mortos.

    A aposentada Valquíria Marques dos Santos, que teve o filho de 15 anos assassinado por um policial militar diz que "Os policiais que levaram meu menino continuam na ativa".

    De cada cinco pessoas assassinadas na cidade de São Paulo em 2011, uma foi morta pela Polícia Militar. Os dados fazem parte de relatório da Secretaria da Segurança Pública do estado.

    Nos primeiros meses do ano, entre janeiro e julho, 629 pessoas foram assassinadas na capital paulista. Deste total, 128 registros foram feitos como "pessoas mortas em confrontos com a Polícia Militar em serviço".

    O tipo de ocorrência, conhecido em outros estados como "auto de resistência", é um indicativo de revides da Polícia Militar a ataque de criminosos ou enfrentamento em ação policial.

    Dez policiais militares estão sendo investigados através de vídeos que registraram a violência policial. Dez policiais militares estão presos sob a suspeição de não socorrer assaltantes baleados pela própria polícia.

    Em todo o estado de São Paulo, no primeiro semestre de 2011, foram registrados 2.241 homicídios. Desses, 241 foram cometidos por policiais, o que dá uma proporção de um assassinato pela PM para cada 9,3 cometidos por outros cidadãos.

    A proporção de um assassinato cometido pela polícia para cada cinco que acontecem na cidade de São Paulo faz da Polícia Militar da capital paulista uma das policiais mais violentas do mundo.

    Nos Estados Unidos, em 2009, foram registradas 406 mortes causadas por policiais em um total de 14.402 homicídios, o que significa que de cada 34 assassinatos um foi cometido pela polícia norte-americana. Na Argentina, de acordo com o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), em todo o ano de 2007 – os últimos dados disponíveis -, a região metropolitana de Buenos Aires (que tinha, à época, 12 milhões de habitantes) registrou 79 casos de pessoas mortas em confronto com a polícia.

    Neste mesmo ano de 2007, só na capital paulista – excluídas as cidades da Grande São Paulo -, a PM registrou 203 mortes "em confronto". Moram na capital 11 milhões de habitantes.
    (…)

Gerson Carneiro

05/11/2011 - 17h40

A cortina de fumaça na USP.

<img src=http://3.bp.blogspot.com/-gIIwjR_O7KQ/TchFy6pvYxI/AAAAAAAAASk/9bIFyWF4HkI/s1600/06_iluca_marcha.jpg>

Responder

M.G.

05/11/2011 - 16h42

A polícia discrimina Afro-descendentes em TODO LUGAR. A USP não está fora da realidade brasileira. Mas abandonar o Campus porque um bando de moleques usam-no prá fumar maconha e sabe Deus o que mais ou deixar a polícia como está, desde que fora da USP é a conivência final e irrevogável com esta porcaria de INsegurança Pública que ai está. É desistir de um Estado de Direito E OBRIGAÇÕES. É continuar a pagar imposto duplo, prá obter um mesmo serviço (particular, é lógico). Da próxima vez que houver um episódio lamentável no Campus, como o assalto com morte de um universitário, me poupem de sabê-lo, por obséquio.

Responder

    Narcotica Anonima

    07/11/2011 - 17h33

    Ual! Eh isso ai! Concordo em genero numero e grau.

    Vladimir Stallman

    10/11/2011 - 01h27

    Se for levar essa lógica adiante a PM deve ser onipresente. A PM deve fazer a guarda do INSS, da receita federal, das prefeituras, das casas legislativas.
    A USP é autarquia, da mesma forma que o INSS, desta forma é lógico que deve haver um sistema de segurança próprio, específico e permanente. Tecnicamente a PM não serve para fazer a segurança permanente da autarquia USP, este é o fato. Ninguém defende que não haja segurança nenhuma nos campi.

Avelino

05/11/2011 - 14h45

Caro Azenha
É a doutrina do Choque versão tucana, desmoralizar, como foi feito com Saddan, bin Laden, Gaddafi e depois invadir e arrebentar, em nome de uma ajuda humanitária, para depois ser privatizado.
É epoca de revoada?!
Saudações

Responder

Operante Livre

05/11/2011 - 14h42

Você acha que teus filhos têm outro mundo em que morar?
Não meu caro, apenas este limitado pelas tuas ordens.
Talvez um dia perceba que eles não sabem viver num mundo democrático.
Triste!!!

Responder

Will

05/11/2011 - 13h48

Balanço da invasão da FFLCH
Texto de autoria do professor Mario Viaro, da Letras-FFLCH

Estive há pouco na Administração da FFLCH e seria interessante se alguém da “falange” (como gostam de se denominar) respondessem às seguintes questões que não são só minhas:

* Há de fato ética num movimento que usa uma aluna-estagiária que conhece os meandros e o funcionamento, bem como dispõe da confiança dos colegas funcionários, para abrir portas de gabinetes?

* Há de fato ética num movimento que deleta sindicâncias e processos administrativos nos computadores, deixando os funcionários responsáveis desesperados por que terão de responder por isso?

* Há de fato ética num movimento que depreda uma copa, fazendo pipocas em cafeteiras, rouba xícaras e outros pertences, estraga troféus e deixam toda a confusão (que era monstruosa) para as faxineiras resolverem?

* Há de fato ética num movimento que atrapalha o pagamento dos setores terceirizados, o mesmo que foi mobilizado tão recentemente, dando oportunidade para a fonte pagadora justificar o calote?

* Há de fato ética num movimento que rouba celulares e tudo o mais que havia no armário de achados-e-perdidos “menos livros e cadernos ” (comentário irônico de um dos funcionários, visivelmente desesperado).

* Há de fato ética num movimento que intimida funcionários, por pura paranoia de ser reconhecidos. Um deles comia uma maçã e foi violentamente abordado por um integrante que pensava que estava filmando. Outra, grávida e responsável por documentações confidenciais, foi intimidada na entrada, como tantas outras, pois exigiam identificação, embora eles mesmo não se identifiquem.

* Há de fato ética num movimento que retira bancos de concreto para fazer barricadas e deixa-os para que os próprios funcionários os recoloquem?
Passando em frente à reitoria, fechada com um bunker, encontra-se o grupelho remanescente, abandonado por todos (não havia viva alma apoiando-os como das outras vezes), votos vencidos em assembleia, deprimentemente abandonados ao léu.

Que não haja confronto violento é o meu voto, mas que respondam por tudo que fizeram é a minha vontade (e de toda a população que não financia uma universidade pública para ser depredada pelos seus próprios integrantes). Que as cabeças deles sejam as de verdadeiros indivíduos e não de massa de manobra de qualquer liderzinho, usando-os num exercício de doutrinação para lá de anacrônico.

Parabéns, “revolucionários”, vocês conseguiram colocar aluno contra aluno, funcionário contra aluno, professor contra funcionário etc. E toda a sociedade contra nós. Nenhum tirano teria maior sucesso em dividir para governar. O problema é que vocês não governam. Ainda bem que existe democracia (ainda).
http://estudantesusp.wordpress.com/2011/11/04/bal

Responder

    cronopio

    06/11/2011 - 14h12

    Wil, será que é ético um reitor adquirir um tapete de 32 mil reais para o seu escritório com dinheiro público?

    Silvia

    08/11/2011 - 17h00

    não é porque o reitor não é ético que a resposta precisa ter o mesmo teor sem ética. uma coisa não justifica a outra.

    cronopio

    15/11/2011 - 20h21

    Cara Silvia, se é você mesma quem está afirmando que o reitor não é ético, reponda, por favor: o que tem feito para combatê-lo? Quais atitudes já tomou ou vai tomar contra Rodas, reitor biônico que ajudou a absolver vários torturadores (leia o texto da Conceição Lemes a respeito para maiores informações)?

    Tampouco acho ético uma polícia onstentar em seu brasão uma estrela em homenagem ao golpe militar (consulte o texto de Gilberto Marangoni).

    Tampouco acho ético um governador que interfere na escolha do reitor.

    Tampouco acho ético uma universidade que não tem eleições representativas (não estou nem falando em eleições diretas, a USP não possui nem ao menos eleições paritárias).

    Tampouco acho ético que um estatuto criado em 1972 e redigido por Gama e Silva, redator do Ai-5 seja utilizado para perseguir funcionários e estudantes que violaram a "honra" da USP (ou seja. que lideraram movimentos políticos, o que é um direito democrático).

    Tampouco considero éticos docentes e estudantes que criticam o movimento estudantil e que nunca fizeram nada pelos funcionários da USP que não tem o mesmo provilégio que eles e que sofrem com a terceirização e com o achatamento de salários. Gostaria de perguntar a esses professores se eles acham que os banheiros que eles utilizam na universidade ficam limpos sozinhos.

    De fato, uma coisa não justifica a outra. Os estudantes que invadiram a reitoria estão sendo punidos. E quanto aos demais?

    Vamos deixá-los impunes?

    Marcelo

    07/11/2011 - 10h23

    Acredito que algumas dessas perguntas possuam repostas e justificativas mais complexas do que apenas contestar a ética dos alunos. Nenhum movimento de guerrilha (uso guerrilha em ironia ao bunker) tem ações violentas, e creio que nem possamos dizer violentas, sem motivos.

    É evidente que o descontentamento com uma SÉRIE de fatores gerou mais esta ocupação. Será que não está na hora da USP rever sua ética e agir de maneira mais democrática?

    Tenho certeza que mais esta ação estudantil seja por descontentamento geral da forma de funcionamento da USP.

    Em relação a indignação deste professor, que torço para que não pense assim e apenas goste de polêmicas, são pessoas como estas, que não possuem senso ético com o individual, mas possuem um alto senso ético com a sociedade, que conseguem mudar o status quo das situações.

    Ainda bem que existem alunos que tomem certas ações, caso contrário ainda estaríamos no regime militar.

    Aline

    09/11/2011 - 15h16

    É assim que você justifica a forma como os "revolucionários" estão tratando o tema?

    "Os fins justificam os meios", é isso mesmo?

    Se tudo na vida fosse resolvido com violência e vandalismo, o mundo estaria destruído muito antes do esperamos. Não respeito nenhum movimento que tenta se fazer ouvir com destruição de patrimônio e uso da violência. Não levo a sério ninguém que tenta se fazer respeitar apedrejando pessoas. Você viu pessoas que levaram pedradas dos manifestantes? Teve um que apareceu com a testa rachada.

Paulo

05/11/2011 - 13h40

É preciso discutir a democracia na Universidade até o fim: a questão do acesso e o uso do ENEM na Fuvest; o sucateamento da Graduação; as relações promíscuas que beneficiam o conhecimento do professor (o "quem indica") e não o projeto a ser pesquisado; as disputas entre professores e/ou Unidades por questões que não são acadêmicas… Polícia no campus é apenas um dos problemas. Esses, não são discutidos; aliás, são considerados "dentro da normalidade" (sobretudo o último caso que citei). São bandeiras que formam a verdadeira "indústria da seca" dos grupos estudantis da USP: só falam destas coisas em situações pontuais, não como pauta permanente.

Deixe-me aproveitar a oportunidade: uma representante do DCE da USP declarou, em assembleia acontecida na quinta-feira no prédio das Ciências Sociais/Filosofia, que o diretório possui uma proposta para a segurança no campus, surgida a partir do Congresso de Estudantes da USP de 2010. Os presentes não perceberam o sentido da declaração, infelizmente. Se existe esta proposta, ela foi enviada à Reitoria? Se foi enviada, a questão é a quantas anda a aceitação ou não da proposta por parte da Reitoria. Se não foi enviada, ah, sim, a representante do DCE poderia ter ficado quietinha no canto dela para não ser taxada de inepta…

Responder

    cronopio

    06/11/2011 - 13h58

    Paulo, sou aluno da Pós graduação e estou lendo agora mesmo o texto do convênio. Contém uma série de irregularidades, como incompatibilidade de datas e menções a reuniões que nunca ocorreram. Além disso, há incoerência entre declarações do reitor e o texto do convênio (segundo Rodas, ele não poderia terminar o convênio de forma unilateral, o que não corresponde ao texto do convênio). O argumento decisivo contra o convênio, no entanto, parece-me o de que a aprovação do convênio não passou pelo Conselho Universtário, o que exige que seja imediatamente impugnado e revisto, sob pena de aceitarmos o esfacelamento da estrutura administrativa da universidade, que passaria a ter uma única instância de poder, caracterizando puro e simples despotismo.

    Conceição Lemes

    06/11/2011 - 15h17

    Cronopio, vc poderia nos mandar por e-mail essas irregularidades apontadas? abs

    cronopio

    06/11/2011 - 21h20

    Conceição, faço parte de um grupo independente de estudantes da pós-graduação. Em nossa última reunião montamos um grupo para estudar o convênio e essas irregularidades vieram à tona. Discutiremos os resultados amanhã (segunda-feira) à tarde. Assim que a gente tiver certeza dos resultados, envio um e-mail, ok? Obrigado! abs

    Conceição Lemes

    06/11/2011 - 21h26

    Ok, Cronopio, te agradeço. Obrigada. Estou preocupada com o andamento das coisas. E quanto mais nós conseguirmos esclarecer essa história, melhor. Posso te enviar um e-mail por este endereço que aparece para nós? abs

    cronopio

    07/11/2011 - 20h46

    Conceição, esse e-mail não funciona mais. Bom, eu que enviei um e-mail para vocês solicitando a publicação do texto do Pablo Ortellado. Será que você consegue recuperar? Posso enviar a ata da reunião e algumas informações importantes. Infelizmente, a discussão do convênio foi adiada em função da questão mais premente que é a necessidade de evitar um desfecho violento para a situação. abs

    Conceição Lemes

    07/11/2011 - 21h45

    Vou tentar resgatar, cronopio. De qualquer forma, vc poderia enviar um e-mail de novo? abs

FrancoAtirador

05/11/2011 - 13h35

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Esta ação militar policialesca no espaço interno da Universidade, originada de um convênio da Reitoria da USP com o Governo do PSDB de São Paulo, tentou transformar a questão da segurança no ambiente acadêmico em um faroeste caboclo, como diria o saudoso Renato Russo, uma luta de Mocinho x Bandido, nos moldes das estórias em quadrinhos da Marvel Comics, tipo SUPER-RODAS x PETRALHAS.

Aliás, isso já é praxe em todo o estado de São Paulo e em especial na capital paulista, embora não seja a única unidade da federação com este "modus operandi".

Neste caso, ao prender estudantes que estavam em paz no seu canto fumando um cigarro de maconha,
que muitos ignorantes no assunto ou mesmo mal-intencionados sugerem que torna o indivíduo ameaçador ou violento, portanto suscetível a cometer crimes, como se somente por ser um usuário de cannabis fosse, por si só, um potencial estuprador ou assassino,
quando, ao contrário, o THC na verdade entorpece, isto é, causa torpor e altera os reflexos, porque é um depressor do sistema nervoso central,
o que o SUPER-RODAS tenta escamotear, em conluio com o SUPER-XUXU, é a intenção de promover de fato a repressão política às livres e constitucionais manifestações de estudantes, professores e funcionários, em número cada vez maior, contrárias aos interesses da atual administração da USP.

Chegará o momento, porém, que esses falsos super-herois terão sua real face revelada e assim se verá com clareza que não passam de VENONS FASCISTAS.
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Responder

Geysa Guimarães

05/11/2011 - 13h27

Sou contra a intervenção policial e também contra o uso de maconha em ambiente estudantil.
Cabe à direção da universidade tomar providências, que começam pela admoestação verbal e vão até a expulsão.
Quem tem o privilégio de ingressar numa Usp e não valoriza, que abra caminho para outros.

Responder

    @happilymaried

    07/11/2011 - 00h39

    Tem gente confundindo universidade pública com Woodstock…

Ananda

05/11/2011 - 11h23

ANANDA PARTE CINCO
Eu não sou a pessoas mais culta, nem mais inteligente, nem sabia.. nada disso, mas tbm não sou a mais burra pra me iludir com um movimento sem fundamento, e se como diz no matéria acima: não existe democracia na escolha do reitor etc etc, então lute por isso.. pronto, falei.
PS, uma pena não cosneguir publicar meu comentário por inteiro na sequencia, pq queria mesmo falar tudo isso, que tentei dizer em partes

Responder

Ananda

05/11/2011 - 11h22

ANANDA PARTE QUATRO
Mas de verdade, com maturidade, com consciência. Pra mim, posso parece moralista, mas q se F.! esse pessoal ai , é só um bando de playboyzinho sim, que não sabem nem o que foi a ditadura militar, não sabe nem como foi instaurada a repressão no Brasil, não conhecem nem o AI 5, qto menos o AI 1, e nem como a ditadura acabou, se “sabem” acham realmente que foi o povo que conseguiu, (pura ilusão, infelizmente), curti Caetano e se acha Cult pq assiti Woody Allen ( e desculpa nem entendem).

Responder

Ananda

05/11/2011 - 11h20

ANANDA PARTE TRÊS
Eu não quero parecer moralista, tenho 29, duas filhas, fumo, bebo, trabalho, tenho formação superior, e amo rockinroll rs. Ainda sim a questão é outra. Esse movimento, essa “ocupação” que ta rolando é muito pequeno saca? Pequena pra um pessoal que se gaba em ter passado em universidade pública. Quer algo? lute por algo concreto, lute politicamente pela descriminalização da maconha! Legalize já! Assim como os gays obtiveram com anos de luta a legalização do casamento homossexual.

Responder

Ananda

05/11/2011 - 11h19

ANANDA PARTE DOIS
O que acontece é que pelo fato da maconha ser criminalizada, ela é comercializada no mesmo lugar que outras drogas são, e é evidente, que vc conhecendo o cara que vende uma coisa venda a outra tbm, conhece tbm pessoas que usam uma coisa e usam a outra, tbm e é essa a relação que a maconha tem com as outras drogas, ai o cara diz que experimentou "o pó" pq começou fumando maconha, rs , mas ele só vai ficar louco pra cheirar se beber, e não se fumar um baseado.. MAS ENFIM. A QUESTÃO NÃO É ESSA. Quero dizer que mesmo sendo a favor da legalização, mesmo me considerando uma pessoa de esquerda política, e MESMO RECONHECENDO SIM, QUE A POLÍCIA É TOTALMENTE DESPREPARADA E ABUSIVA, pra mim esse movimento de "fora polícia" é um protesto imaturo e feito por estudantes mimados, que não sabiam ouvir não, ou nunca ouviram um de seus pais.

Responder

Ananda

05/11/2011 - 11h18

ANANDA PARTE UM
ps: que coisa mais "censura" não aceitar um post "grande""
Primeiro, sou totalmente a favor de descriminalização da maconha, acho insano ser considerada uma droga ilícita, pois por exemplo, nunca vi o cara fumar altos baseados e bater na mulher e nos filhos, ou pior, pegar seu carro e sair atropelando e até matando pessoas. A questão dessa velha frasesinha (da minha mãe doutrinada infelizmente) de que vc começa com a maconha e depois "vai pra droga pior" é uma coisa sem fundamento, pq quem fuma maconha não vai quere usar cocaína por exemplo, mas sim quem toma váárias vai sentir vontade de cheira ou vai estar mais propenso a isto. Tem ateh uma frase de grupos de ajuda que é: "nunca dar o primeiro gole".

Responder

Fabio SP

05/11/2011 - 10h44

Porque não levar a Fefeleche para a zona Leste e deixá-los sozinhos por lá. Aí poderão fazer o que quiserem…

Responder

    cronopio

    06/11/2011 - 14h03

    Nossa, esse foi um dos comentários mais preconceituosos que já li por aqui… lembrou aquele movimento tucano, o São Paulo para os Paulistas que surgiu durante a última disputa presidencial. Vocês poderiam usar o tema "São Paulo, ame-a ou deixe-a."

Leonardo

05/11/2011 - 10h38

Ocupar reitoria é ocupar o vazio, coração vazio da universidade operacional. Foi uma armadilha para o movimento estudantil ser jogado na ilegalidade, porém, não fossem os manifestantes, nada estaria sendo publicamente discutido. Parabéns ao VIOMUNDO por publicar textos profundos e diferentes, que explicam uma situação de radicalização imposta por uma universidade operacional fechada ao debate público.

Responder

    Tobias Reis O. LLory

    05/11/2011 - 13h01

    adoro esses termos…

    20 estudantes numa Universidade com 20 mil alunos é "movimento estudantil"…

    então tá!

    cronopio

    06/11/2011 - 14h00

    Por favor, Tobias, você poderia me fornecer a fonte desses números? Obrigado.

Luciano Prado

05/11/2011 - 09h44

Universidades são espaços dos estudantes, onde os embates, as lutas devem ser de idéias.

Responder

    Geysa Guimarães

    05/11/2011 - 13h30

    Só que as ideias esfumaçadas, Luciano, não são lá muito aproveitáveis. Pra artistas, talvez.
    Inegável que a maconha altera a percepção.

Tiago

05/11/2011 - 09h07

Pois que o nobre professor leve esses fatos (a atuação anti-democraticada da polícia) ao conhecimento público, então. Ao invés disso, a alternativa é ocupar e destruir o patrimonio que é da faculdade e portanto público. A alternativa do nobre professor é apoiar maconheiros playboys que não fazem a menor ideia do que é ser um verdadeiro proletário, e pensam que a luta de classes ainda se dá como no século 18. Que dia triste e patético para a esquerda brasileira, quando vejo esses playboys com camiseta do Che Guevara, baseado na mão e gritando a revolução, não sei se rio ou se choro. Por que este blog não recolhe as opiniões de outros alunos da universidade? E onde está a UNE nessa situação? Ou ela está apoiando a "luta contra o fascismo e a opressão" dos maconheiros?

Ontem fiquei muito feliz ao ver os protestos de estudantes nordestinos quanto a nova palhaçada no Enem ( a proposito, este blog do Azenha tambem está atuando na defesa desse ministro incompetente?). Ainda há esperança para o Brasil, e está na mão da verdadeira massa proletária desse país que sabe o que é lutar e enfrentar adversidades, e não nos revolucionários-filhinhos-de-papai da maconha da USP.

Responder

FrancoAtirador

05/11/2011 - 02h42

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MP-SP pede afastamento do presidente do Metrô por omissão diante de fraudes

São Paulo – Quatro promotores de Justiça ajuizaram uma ação pedindo o afastamento do presidente do Metrô, Sérgio Henrique Passos Avelleda, por considerar que há envolvimento em fraudes e favorecimento de empresas e consórcios. A informação foi publicada na quinta-feira (3), mas os detalhes foram divulgados apenas nesta sexta-feira (4). As licitações questionadas são de obras de ampliação da linha 5-Lilás, que liga Capão Redondo e Largo 13, que chegaria à Chácara Klabin – todas estações na zona sul da capital paulista.

Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), Avelleda foi omisso no caso. Além do afastamento, a ação pede a anulação dos contratos, firmados em abril deste ano – depois de ter sido suspensa em outubro de 2010 por suspeita de irregularidades. As sete propostas vencedoras do leilão somam R$ 4 bilhões, mas os promotores acreditam que houve prejuízos ao erário público da ordem de R$ 326 milhões em função de uma regra do edital que impedia que um mesmo consórcio vencesse mais de um lote das obras.

Embora a regra não seja ilegal, dizem os promotores, ela facilitou o "conluio" entre empresas vencedoras. O resultado era conhecido meses antes da realização do leilão, e chegou a ser registrado em cartório por um jornal da capital paulista que teve acesso ao acordo prévio – este sim vedado por lei.

Rede Brasil Atual

Responder

Allan Erick

05/11/2011 - 01h43

Ahhh…tá certo!! Agora sim me convenci de que universidade é o lugar certo para fumar maconha!! Essa minha cabeça conservadora…nossa! Seria muito interessante que esses estudantes, tão democráticos a ponto de expulsarem a imprensa e de promoverem a depredação do patrimônio público, aproveitassem a "onda" ( literalmente?) e fizessem um levante para que a universidade libere a birita em sala de aula ou, quem sabe, defina alguns locais para se fumar crack e cheirar um pozinho…sinceramente, alguns posicionamentos da esquerda são risíveis, nada mais do que cegueira ideológica…e olha que eu sou alguém que pode ser considerado de esquerda, mas antes de tudo, sou sensato.

Responder

    cronopio

    06/11/2011 - 14h06

    Por favor, a maconha nem mesmo é pauta do ME, que tal dar uma lida no texto antes de comentá-lo?

    Tobias Reis O. LLory

    08/11/2011 - 19h32

    ME?

    a USP tem quase 80 mil estudantes…

    e o Sr chama uma gangue de 60 bocós de "movimento estudantil"?

    me poupe, né!

Adrián Fanjul

05/11/2011 - 01h23

Sua matéria é ótima, Pablo, já a postei no Fórum dos professores da FFLCH. Um grande abraço de teu colega de Letras.

Responder

FrancoAtirador

05/11/2011 - 00h52

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PELA DEFESA DO ESTADO LAICO

Por Raul Pont*

A manifestação de entidades da sociedade civil criticando o uso ou permanência de símbolos religiosos em espaços de prédios públicos (repartições, tribunais, assembleias) é correta e pertinente diante da Constituição Brasileira.

O Estado brasileiro, desde a República, é um Estado laico, distinto do caráter confessional que existia no Império. A tradição, o conservadorismo e a inércia mantiveram símbolos e referências identificados com algumas religiões e, assim, discriminando outras. O mesmo ocorre com o ensino religioso nas escolas públicas, que acaba tendo uma identificação cultural com uma ou outra religião predominante.

Ora, se o Estado é laico e, ao mesmo tempo, a Constituição garante como inviolável a liberdade de crença, a melhor forma de respeitar a Constituição é despir o Estado (em todos os níveis administrativos) de qualquer símbolo, referência e uso de declarações de fé nos atos e espaços públicos.

Essa é a maior garantia de que caminhamos para um verdadeiro espírito republicano, sem preconceitos, sem discriminações. Os exemplos atuais no mundo onde os Estados são confessionais corroboram a tese de que, nestes casos, a intolerância, os conflitos sociais e as perseguições políticas encontram respaldo nessa argumentação anacrônica e medieval de vincular o Estado a alguma crença religiosa.

Enfrentar este problema no Brasil é colaborar para que se avance para um Estado republicano, contemporâneo, sem preconceitos e discriminações. É necessário alertar, também, para o sistema partidário atual. Nas últimas duas décadas começaram a existir vinculações fortes entre partidos políticos e cultos religiosos no Brasil. Estes vínculos, além de inconstitucionais, não contribuem para fortalecer um sistema político-partidário democrático, autônomo e soberano, como se requer em um Estado laico.

* Raul Pont é deputado estadual e presidente do PT-RS

Para assinar a Petição Online pela retirada de Crucifixos e Símbolos Religiosos da Câmara de Vereadores de POA e Asselmbleia Legislativa do RS:

http://www.peticoesonline.com/peticao/retirada-de

<img src="http://raulpont.com.br/thumb.php?imagem=upload/blog/93.jpg&x=305"&gt;

Responder

    Fabio SP

    05/11/2011 - 10h42

    Então, taí um negócio interessante. Faz uma votação com o povo da cidade para ver o que eles querem. Se decidirem tirar os crucifixos, então tira. Agora, se decidirem manter os crucifixos, eu sei que vai vir encher o saco de novo, tantas e tantas vezes, ou até entrar na assembléia e tirar na marra. Parece uns certos estudantes.

    FrancoAtirador

    05/11/2011 - 12h39

    .
    .
    Os nazistas estão adorando a tua idéia, Fabio SP.

    Já planejam colocar a cruz suástica e a imagem de Hitler

    em todas as escolas e repartições públicas municipais.
    .
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    mfs

    05/11/2011 - 14h43

    Neste caso, deveríamos convocar uma nova assembleia constituinte que restabeleceria a união entre a Igreja católica e o Estado, como era após 1824. Se a cruz pode ficar na repartição pública, então podemos supor que muçulmanos e judeus deverão ser proibidos de exercer cargos públicos? Vai, rapaz, leva as consequencias de sua ideia até o fim.

    Fabio SP

    05/11/2011 - 18h11

    Concordo plenamente… Se bobear vamos ficar igualzinho ao seu queridinho IRÃ…

    Jonh

    05/11/2011 - 15h01

    Quando a polícia entra e se instala na favela promovendo as mesma barbaridades ninguém reclama. Não estou querendo dizer que não haja necessidade da polícia, que não concordo com a presença deles na favela, universidades, etc., mas que quando ela haje de maneira abusiva no cotidano das pessoas humildes (negro/ pobres, principalmente) não há esse clamor por direitos. Parece que revistar, invadir, prender… pobres é dever da polícia.

    Conceição Lemes

    05/11/2011 - 15h22

    Aqui, não, Jonh. Faça essa reclamação em outro lugar. abs

    FrancoAtirador

    05/11/2011 - 16h40

    .
    .
    Esse John é o irmão siamês analfabeto do Reinaldo Azevedo ?
    .
    .

    M.G.

    05/11/2011 - 18h38

    Outro lugar por quê? a USP é território estrangeiro? é embaixada de algum país que não estou sabendo? é a ilha da utopia? A USP faz parte da realidade brasileira, em que negros são humilhados nas favelas, no meio da rua, a qualquer hora do dia e da noite, pelo simples fato de serem negros. E também está inserida na INsegurança pública da cidade, do estado e do país, pp em se tratando de pobre e negro, de um lado, como salientou o John e do outro a classe mérdia branca indexada, a bordo de seus SUV's blindados, com licença para matar livremente e impunemente pelas ruas INseguras do país.

FrancoAtirador

05/11/2011 - 00h19

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RESQUÍCIO DE DITADURA

"o despreparo da força policial para atuar no ambiente universitário
(na verdade, demonstram seu despreparo para atuar numa sociedade democrática)"
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Responder

Ricardo

04/11/2011 - 23h20

Ao ler o post desse professor, lembrei de uma frase que a turma do Planeta Diário gravava em camisetas muito populares nos anos 80: "Liberdade é passar a mão na bunda do guarda".

Responder

Conservador316

04/11/2011 - 21h41

Estou aqui em lágrimas, com muita pena desses estudantes.
Coitados, nem podem mais fumar um baseado em paz que aparecem esses agentes repressores , braço armado dos porcos capitalistas.
Vou fazer uma vaquinha aqui entre maus amigos pra poder comprar mais sucrilhos e Toddynho pra eles.

Responder

    Lorenzo Tozzi-Evola

    04/11/2011 - 23h20

    Na falta de qualquer coisa nova para se acrescentar, repita-se incessantemente o já dito. Vai que cola e vira verdade…

    Mariano

    05/11/2011 - 01h12

    Não se esqueça das roupas da GAP e óculos ray ban, esses revolucionários não gostam de roupa de gentalha. Quebram a usp num dia e renovam o guarda-roupa em nova Iorque no mês seguinte. Essa esquerda universitária da usp e tão patética que só me resta dar risada.

Alexandre

04/11/2011 - 21h18

Aqui na UFC, no início do governo do Figueiredo, nós estudantes fizemos um levante (não lembro bem o motivo), mas lembro que o PM (tropa de choque) mandava cassetete nos lombos de alunos, gás lacrimogênio, etc, enquanto estávamos na rua. No entanto, eles não entravam de forma alguma dentro do Campus, paravam no portão.
Acho que São Paulo ainda está na ditadura, portanto, não é por menos que SP elege umas figuras bizarras como esses tucanos do inferno.

Responder

    Conservador316

    05/11/2011 - 01h21

    "…Aqui na UFC, no início do governo do Figueiredo, nós estudantes fizemos um levante (não lembro bem o motivo).."

    Esta provado: Maconha faz mal pra memória.

    Luciana

    07/11/2011 - 13h28

    Cara, vcs se preocupam de mais com coisa pouca…. a maconha é o ultimo dos problemas envolvidos nessa questão, ta mais do que na hora dos "não-maconheiros" desistirem de meter pau nos "maconheiros" e se apresentarem para um debate de ideias. Maconha da lezeira…. mas ué… não são os maconheiros que estão se organizando??? e os não maconheiros… onde ficam? a eeeeeeé no sofa apontando o dedo… triste pobre fraco….

    Narcotica Anonima

    07/11/2011 - 17h18

    e os não maconheiros… onde ficam?
    Trabalhando….

    cronopio

    07/11/2011 - 20h11

    Trollzinha, o EUNAOSABIA tá solteiro, sabia?

    marcio

    09/11/2011 - 06h20

    Você não tem como provar que trabalha, você é anônima. Então, posso dizer na sua cara: é mentira, prove!

O Maldoror_

04/11/2011 - 21h02

…se um ex Pm , sem excrúpulos, derrubou um Ministro com argumentos que não provou…Três estudantes maconheiros tem que derrubar o Reitor da USP sim!!!!!…e fora com a PM!!!!!

Responder

    leandro

    05/11/2011 - 08h48

    Esse ex-pm é o tal que o Agnelo Queiroz chamava de "meu mestre"?

    Oriundo

    05/11/2011 - 14h23

    Jovem, Leandro, pelo-amor-de-deus, p/de repetir como papagaeio, o que a merdia quer que vc saiba.
    Notou que toda mérdia televisiva mostrou esse unico e suposto diálogo.
    REFLITA.PENSE.RACIOSINE.

    Rafael

    08/11/2011 - 19h51

    "Raciosine". Excelente! A forma é tão coerente quanto o conteúdo.

    mfs

    05/11/2011 - 14h39

    Quantas pessoas alguém pode elogiar antes de descobrir que o elogiado não é digno de confiança?

Regina Braga

04/11/2011 - 20h55

Como diria o Chomski- Criaram o problema e querem dar a solução.Militarização,chega! Ninguém suporta os EUA e o tea party tupiniquim…Caçar as liberdades individuais,NUNCA funcionou,uma hora ou outra as pessoas vão cobrar. E a USP têm história,têm trajetória,têm experiência contra a ditadura.

Responder

    Stella Dauer

    08/11/2011 - 01h24

    E cadê a ditadura? Porquê estão tentando transformar uma festinha dentro da reitoria, com direito a maconha e cerveja em luta pela liberdade, luta contra ditadura? Esse tempo já foi, agora só sobrou o resto dos playboizinhos reclamando que não podem fumar ao invés de ir estudar na escola que eu, contribuinte, ajudo a pagar…

    cronopio

    08/11/2011 - 15h10

    Por ANTONIO CARLOS LACERDA

    PRAVDA.RU

    Em 2011, a cidade de São Paulo teve 629 pessoas mortas, sendo que 128 foi a própria polícia que matou. Entretanto, para escapar da fama de 'polícia assassina', a própria corporação alega que 60% dos confrontos no período não tiveram mortos.

    A aposentada Valquíria Marques dos Santos, que teve o filho de 15 anos assassinado por um policial militar diz que "Os policiais que levaram meu menino continuam na ativa".

    De cada cinco pessoas assassinadas na cidade de São Paulo em 2011, uma foi morta pela Polícia Militar. Os dados fazem parte de relatório da Secretaria da Segurança Pública do estado.

    Nos primeiros meses do ano, entre janeiro e julho, 629 pessoas foram assassinadas na capital paulista. Deste total, 128 registros foram feitos como "pessoas mortas em confrontos com a Polícia Militar em serviço".

    O tipo de ocorrência, conhecido em outros estados como "auto de resistência", é um indicativo de revides da Polícia Militar a ataque de criminosos ou enfrentamento em ação policial.

    Dez policiais militares estão sendo investigados através de vídeos que registraram a violência policial. Dez policiais militares estão presos sob a suspeição de não socorrer assaltantes baleados pela própria polícia.

    Em todo o estado de São Paulo, no primeiro semestre de 2011, foram registrados 2.241 homicídios. Desses, 241 foram cometidos por policiais, o que dá uma proporção de um assassinato pela PM para cada 9,3 cometidos por outros cidadãos.

    A proporção de um assassinato cometido pela polícia para cada cinco que acontecem na cidade de São Paulo faz da Polícia Militar da capital paulista uma das policiais mais violentas do mundo.

    Nos Estados Unidos, em 2009, foram registradas 406 mortes causadas por policiais em um total de 14.402 homicídios, o que significa que de cada 34 assassinatos um foi cometido pela polícia norte-americana. Na Argentina, de acordo com o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), em todo o ano de 2007 – os últimos dados disponíveis -, a região metropolitana de Buenos Aires (que tinha, à época, 12 milhões de habitantes) registrou 79 casos de pessoas mortas em confronto com a polícia.

    Neste mesmo ano de 2007, só na capital paulista – excluídas as cidades da Grande São Paulo -, a PM registrou 203 mortes "em confronto". Moram na capital 11 milhões de habitantes.
    (…)Por ANTONIO CARLOS LACERDA

    cronopio

    08/11/2011 - 15h13

    Por favor, a maconha nem mesmo é pauta do ME, que tal dar uma lida no texto antes de comentá-lo?

Henrique Finco

04/11/2011 - 20h41

Algo semelhante está acontecendo em Rondônia – e talvez com mais gravidade, conforme e-mails de professoes de lá. Abaixo há os links sobre a absurda prisão de um professor de lá.
Henrique Finco, Florianópolis.
Abaixo os links dos vídeos sobre a prisão: http://www.youtube.com/watch?v=xeBQh3BlGaU http://www.youtube.com/watch?v=xnj1zx0nW3M
link do blog do comando de greve de lá: http://comandodegreveunir.blogspot.com/

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    cronopio

    06/11/2011 - 14h10

    Henrique, parece piada, mas em Santa Catarina também está ocorrendo algo parecido. Estudantes estão sendo perseguidos e violentados por policiais racistas (mandarei o link a seguir) Parece existir uma ligação entre os fatos. Olhos abertos, amigos!

José Honorato

04/11/2011 - 20h35

Enfim um texto minimamente sensato a respeito do assunto. Pena que o texto tenha pouca visibilidade e que, segundo todos os indicadores, a discussão deva continuar enviesada até que se desça o providencial sarrafo na cachola desse "bando"! É o chamado sarrafo-do-ponto-final.

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Cláudia M.

04/11/2011 - 20h23

A melhor e mais pertinente análise feita até agora. O professor Pablo Ortellado vai ao ponto: "Ao contrário das outras grandes universidades públicas, como a Unicamp ou as federais do Rio, Minas e Rio Grande do Sul, a gestão da USP é incrivelmente não democrática, o que, com os anos, empurrou todos os setores não alinhados com o grupo no poder para ação extra-institucional – simplesmente por falta de opção". PERFEITO!!!

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