VIOMUNDO

Lincoln Secco: A USP deve ter autonomia, sim!

30 de outubro de 2011 às 11h44

por Lincoln Secco

Não é comum ver livros como armas. Enquanto no dia 27 de outubro de 2011 a imprensa mostrou os alunos da FFLCH da USP como um bando de usuários de drogas em defesa de seus privilégios, nós outros assistimos jovens indignados, mochila nas costas e livros empunhados contra policiais atônitos, armados e sem identificação, num claro gesto de indisciplina perante a lei. Vários alunos gritavam: “Isto aqui é um livro!”.

Curioso que a geração das redes sociais virtuais apresente esta capacidade radical de usar novos e velhos meios para recusar a violação de nossos direitos. No momento em que o conhecimento mais é ameaçado, os livros velhos de papel, encadernados, carimbados pela nossa biblioteca são erguidos contra o arbítrio.

Os policiais que passaram o dia todo da última quinta feira revistando alunos na biblioteca e nos pátios, poderiam ter observado no prédio de História e Geografia vários cartazes gigantes dependurados. Eram palavras de ordem. Algumas vetustas. Outras “impossíveis”. Muitas indignadas. E várias poéticas… É assim uma universidade.

A violação da nossa autonomia tem sido justificada pela necessidade de segurança e a imagem da FFLCH manchada pela ação deliberada dos seus inimigos. A Unidade que mais atende os alunos da USP, dotada de cursos bem avaliados até pelos duvidosos critérios de produtividade atuais, é uma massa desordenada de concreto com salas superlotadas e realmente inseguras. Mas ainda assim é a nossa Faculdade!

É inaceitável que um espaço dedicado à reflexão, ao trabalho, à política, às artes e também à recreação de seus jovens estudantes seja ameaçado pela força policial. Uma Universidade tem o dever de levar sua análise crítica ao limite porque é a única que pode fazê-lo. Seus equívocos devem ser corrigidos por ela mesma. Se ela é incapaz disso, não é mais uma universidade.

A USP não está fora da cidade e do país que a sustenta. Precisa sim de um plano de segurança próprio como outras instituições têm. Afinal, ninguém ousaria dizer que os congressistas de Brasília têm privilégios por não serem abordados e revistados por Policiais. A USP conta com entidades estudantis, sindicatos e núcleos que estudam a intolerância, a violência e a própria polícia.

Ela deve ter autonomia, sim. Quando Florestan Fernandes foi preso em 1964, ele escreveu uma carta ao Coronel que presidia seu inquérito policial militar explicando-lhe que a maior virtude do militar é a disciplina e a do intelectual é o espírito crítico… Que alguns militares ainda não o saibam, é compreensível. Que dirigentes universitários o ignorem, é desesperador.

Lincoln Secco  é professor livre-docente de História Contemporânea da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

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125 Comentários escrever comentário »

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Estudante de Letras é baleado hoje em frente ao prédio de aulas | Além da Mídia

02/09/2015 - 01h39

[…] da Ditadura Militar. Na ocasião da luta contra a assinatura do convênio com a PM, em 2011, Lincoln Secco diria que “A violação da nossa autonomia tem sido justificada pela necessidade de segurança e a imagem […]

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A USP deve ter autonomia sim! – Lincoln Secco « Ágora

05/12/2011 - 23h03

[…] Originalmente publicado no blog Vi o mundo […]

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Paulo Falcão

01/12/2011 - 21h03

Quem se informasse sobre o ocorrido na USP por meio deste artigo pensaria que discípulos de Ghandi, mansamente postados às portas da reitoria, haviam sido agredidos pela selvagem polícia militar paulista que ali chegou porque o arbítrio de um reitor e/ou de um governador assim o determinou. Mais do que isso, estes militares traziam com eles os tempos do AI5, do DOI-CODI. Agiam para impedir a liberdade de pensamento, a liberdade de crítica, a liberdade de expressão. O leitor desavisado imaginaria que viajara no tempo e estava naquela loga noite que foi a Ditadura Militar brasileira. Mas não. Trata-se apenas de um artigo tendencioso, com argumentos "fofinhos", mas vazios de substância e correspondência com a realidade.

A bem da verdade, ocorreu algo bem diverso: alguns poucos soldados que faziam uma prisão por uso e posse de drogas foram violentamente atacados por uma horda de alunos munidos de paus e pedras. Talvez tenham atirado algum livro também, mas ai faltou o idílico professor Lincon esclarecer. Este episódio serviu de catalisador para grupos políticos que defendem a violência como meio de ação e luta política (quem duvidar clique neste link e veja a singela defesa do terrorismo http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?… e virou um episódio de provocação pura. Há cenas abundantes da invasão e depredação da reitoria pelos alunos. Há cenas abundantes de um comportamento de confronto. Talvez existam também cenas de alunos brandindo livros contra cassetetes, como nos diz este artigo de desinformação, mas estes, curiosamente, não circularam na internet, e olha que não faltariam simpatizantes a espalhá-los pela rede.

É verdade que é natural os jovens serem "do contra". É verdade que a polícia militar é mal preparada e precisa ser melhorada. É verdade que o Governador foi incompetente, pois deveria ter feito a desocupação com uma equipe de filmagem registrando tudo, para evitar falsas acusações. Mas também é verdade que vários professores, funcionários e alunos (ligados a partidos e grupos políticos) fizeram o possível para jogar gasolina na brasa, torcendo por uma explosão, um incêndio ou quem sabe um pouco de sangue a ser usado como tinta em bandeiras ideológicas. Não sei se é verdade o que falam do reitor Rodas. Não conheço bem a ele e aos seus projetos para emitir opiniões contra ou a favor, mas vendo o que escrevem e como pensam seus detratores, a falta de consistência em seus argumentos, a distorção ilusionista da realidade, tendo a considerar que ele deve estar fazendo algo certo.

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Rafael

07/11/2011 - 21h42

Incrível como um artigo tão esclarecedor de um professor tão capacitado pode ser tão superficialmente interpretado.
Está claro que NENHUM estudante está protestando pelo direito de fumar maconha no campus. A discussão é muito mais ampla, e pede além da saída da PM, a saída do atual reitor Rodas e do fim da perseguição política contra estudantes, professores e funcionários da USP.

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cronopio

04/11/2011 - 12h39

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

PRAVDA.RU

Em 2011, a cidade de São Paulo teve 629 pessoas mortas, sendo que 128 foi a própria polícia que matou. Entretanto, para escapar da fama de 'polícia assassina', a própria corporação alega que 60% dos confrontos no período não tiveram mortos.

A aposentada Valquíria Marques dos Santos, que teve o filho de 15 anos assassinado por um policial militar diz que "Os policiais que levaram meu menino continuam na ativa".

De cada cinco pessoas assassinadas na cidade de São Paulo em 2011, uma foi morta pela Polícia Militar. Os dados fazem parte de relatório da Secretaria da Segurança Pública do estado.

Nos primeiros meses do ano, entre janeiro e julho, 629 pessoas foram assassinadas na capital paulista. Deste total, 128 registros foram feitos como "pessoas mortas em confrontos com a Polícia Militar em serviço".

O tipo de ocorrência, conhecido em outros estados como "auto de resistência", é um indicativo de revides da Polícia Militar a ataque de criminosos ou enfrentamento em ação policial.

Dez policiais militares estão sendo investigados através de vídeos que registraram a violência policial. Dez policiais militares estão presos sob a suspeição de não socorrer assaltantes baleados pela própria polícia.

Em todo o estado de São Paulo, no primeiro semestre de 2011, foram registrados 2.241 homicídios. Desses, 241 foram cometidos por policiais, o que dá uma proporção de um assassinato pela PM para cada 9,3 cometidos por outros cidadãos.

A proporção de um assassinato cometido pela polícia para cada cinco que acontecem na cidade de São Paulo faz da Polícia Militar da capital paulista uma das policiais mais violentas do mundo.

Nos Estados Unidos, em 2009, foram registradas 406 mortes causadas por policiais em um total de 14.402 homicídios, o que significa que de cada 34 assassinatos um foi cometido pela polícia norte-americana. Na Argentina, de acordo com o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), em todo o ano de 2007 – os últimos dados disponíveis -, a região metropolitana de Buenos Aires (que tinha, à época, 12 milhões de habitantes) registrou 79 casos de pessoas mortas em confronto com a polícia.

Neste mesmo ano de 2007, só na capital paulista – excluídas as cidades da Grande São Paulo -, a PM registrou 203 mortes "em confronto". Moram na capital 11 milhões de habitantes.
(…)

Responder

Anti Vagabundo!

01/11/2011 - 17h42

É brincadeira? Os caras ocupam uma vaga e deveriam estar aproveitando ao máximo a chance que tem, mas preferem ficar defendendo o direito de fumar maconha? Pelo amor de Deus! Vão procurar o que fazer! Quando a PM prende o maconheirinho preto e pobre na periferia esses playbozinhos não fazem passeata e nem ocupação!

Responder

Anti Vagabundo!

01/11/2011 - 17h41

É brincadeira? Os caras ocupam uma vaga e deveriam estar aproveitando ao máximo a chance que tem, mas preferem ficar defendendo o direito de fumar maconha? Pelo amor de Deus! Vão procurar o que fazer! Quando a PM prende o maconheirinho preto e pobre na periferia esses playbozinhos não fazem passeata e nem ocupação!
O consumo de maconha é ilegal, vacilou, tem que dançar! Assim como qualquer filho de pobre. Quando a polícia sair do Campus e voltarem a ocorrer os estupros, homicídios, e sequestros relampago, eles correm prá tv prá chorar. Bando de ingratos!
É graças à vocês, consumidores de maconha que existe o tráfico, é fácil quando se é "mauricinho", o papai tira da cana, não pega nada… já o pobre na periferia que entra pro "movimento" graças à fissura de vocês quando roda apanha e não sai de lá.

Vão defender uma causa que realmente seja importante para a humanidade!!
E pensem: O traficante só existe, por que vocês o sustentam, depois vem reclamar de violencia!

Responder

    Cannabiana

    03/11/2011 - 01h16

    É foda ter que ler comentários como esse. Nós só alimentamos o tráfico porque se plantamos em casa, somos presos e pegamos 6 anos de cadeia. Isso porque os policias deveriam agradecer, porque plantando a gente não alimenta o tráfico. Nós alimentamos o tráfico porque O GOVERNO NOS OBRIGA A ALIMENTAR ELE. Nós, cannabianos, somos a menor parte parcela do tráfico, você sabia disso ? Eu quero mesmo é que seja proibida a cachaça, pra ver aonde vocês filhos da puta vão comprar sua maldita cerveja do dia, vão ter que subir o morro pra comprar. LEGALIZE JAH.

Reg

01/11/2011 - 10h43

Polícia na universidade, só com vestibular.
Polícia tem que estar nas festas, chopadas, fora das universidades, com patrocínio e tudo e divulgadas na internet.
Tem até navios que faz o trajeto Rio/Santos/Rio, protagonista de festas regadas a drogas e sexo, cujo desfecho de uma delas foi a morte de uma universitária.
É nestas festas que atuam cafetões, traficantes, mas desconhecemos qualquer ação policial nestes lugares.
Dentro da universidade aceitar polícia é que não pode e já vimos aonde isto foi parar.
Na ditadura.

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Maurício - Santos

01/11/2011 - 06h00

Bem depois de muita coisa que eu li, inclusive em outros posts, chego a conclusão que essa juventude tá de brincadeira.
Conheço vários casos de violência dentro do campus da USP, claro que não efetuados por estudantes, porém, assaltos, estrupos, e até sequestros relâmpagos foram concretizados nesse ambiente.
Se a PM foi solicitada para efetuar uma presença ostensiva na intenção de coibir esse tipo de "Incômodo" à esta sociedade, deveria ser parabenizada.
Não sejam inocentes achando que a polícia iria tolerar o uso de entorpecentes debaixo de suas barbas.São consequencias advindas do próprio sistema, afinal, fumar maconha ainda é proibido, e a galera deveria ter a esperteza de não se deixar pegar em flagrante.
Se partiram pra cima da Polícia por causa disso agem como se quisessem enfrentar todo um sistema com a atitude daqueles que sempre implantaram o terror na sociedade, a violência.E assim, se igualaram à eles.
Parabéns a Polícia e lembrem-se de não dormir na roda, se não vão dançar mesmo.

Responder

Marcelo

31/10/2011 - 22h02

Sou aluno do 5º ano de Geografia, estive presente na ocupação da reitoria em 2007 e nas manifestações que culminaram no confronto com a PM em 2009, e estava na quinta quando houver o último confronto, e tenho algumas posições a colocar.
1-Sou totalmente a favor do debate sobre a legalização da maconha, tenho diversos amigos na universidade que a utilizam, e não tenho opinião definida sobre o assunto.
2-Sou totalmente a favor da retirada da PM do campus, pois sei que esta servirá para perseguição política, sobretudo na nossa FFLCH, e principalmente contra os funicionários.
3-Adoro a diversidade encontrada na nossa faculdade, principalmente por ser um espaço do contraditório, em diversos níveis.
4-Geralmente concordo com as pautas levantadas pelo ME.
Mas sobre o fato ocorrido acredito que o gatilho das manifestações foi uma defesa de privilégios, e não de direitos, pois:
1-A PM foi chamada por conta da morte de um estudante que retirava dinheiro num banco, fato que infelizmente não é privilégio da Cid. Univ., mas que teve toda uma repercussão que se expressou no convênio firmado, agora alguém acha que se tal fato ocorresse em alguma área de periferia teria alguma manifestação da PM, do governador ou de alguma autoridade?
2-A defesa de privilégios, novamente foi defendida, pelos conservadores, quando foi anunciado que se teria a PM, mas não por qualquer um, e sim por um grupo diferenciado que entendesse a especificidade da USP, e a especificidade de Paraisópolis, Heliópolis, da favela São Remo, não merece cada uma um grupo especial?, para o governo acredito que não;
3-Agora vimos na última quinta-feira a defesa do privilégio vir por parte da esquerda da universidade, na qual em algum grau me incluo, pois os estudantes foram detidos por estarem em desacordo com a legislação vigente, concordemos ou não, fato que ocorre com diversos em toda periferia de São Paulo, mas que ninguém da USP sai em suas defesas.
Como deixei claro defendo a saída da PM no campus, e espero que esse seja o desfecho desta pendenga, mas não posso deixar de destacar que há no estopim de tal crise a defesa de privilégios de classe, pois, quem vive a USP sabe disso.
Posso dar o exemplo que presenciei em 2007 em plena iminência da PM invadir o campus pude ouvir de uma estudante, que assim como eu, participava da ocupação da reitoria, que tal fato não ocorreria, pois ali não “tinha filho de qualquer um” e enunciou algumas profissões de classe média clássica, imaginei que eu como filho de empregada doméstica era o único a temer alguma coisa, sei que este não é o pensamento de todos que fazem parte do ME, mas que tem muita gente que vai no oba-oba isso eu posso garantir.

Ass. Marcelo Nunes Diniz, estagiário, filho de emprega doméstica, morador da periferia de Osasco, tudo isso com muito orgulho, deixo claro quem sou, para não me esconder atrás do generalizante termo estudante, como se entre esses não existissem diferenças de classe social.

Responder

    David

    31/10/2011 - 23h28

    Estudam com dinheiro público e fumam maconha com dinheiro próprio …

    cronopio

    01/11/2011 - 09h45

    "L'argent est un bien public/ Comme l’eau alors/Exactement."

    ("O dinheiro é um bem público/ Como a água então/ Exatamente")

    (H. Godard, "Film Socialisme")

    "O dinheiro é como um anel metálico que colocamos em nosso nariz e nos esquecemos de que fomos nós mesmos que o desenhamos e, então, nos deixamos conduzir por ele ao redor do mundo… "

    (Bernard Lietaer, ex-membro do BC da Bélgica)

    Lazlo Kovacs

    01/11/2011 - 03h44

    São questões como as que expressa, Marcelo, que ficam por baixo do tapete. Os poucos pobres que estudam na USP ainda servem como motivo ideológico para que pessoas expressem a universidade como possuidora de diversidade, com incrível cinismo. Só a luta de classes é que não participa da diversidade. Você disse tudo.

Marcelo

31/10/2011 - 21h49

Sou aluno do 5º ano de Geografia, estive presente na ocupação da reitoria em 2007 e nas manifestações que culminaram no confronto com a PM em 2009, e estava na quinta quando houver o último confronto, e tenho algumas posições a colocar.
1-Sou totalmente a favor do debate sobre a legalização da maconha, tenho diversos amigos na universidade que a utilizam, e não tenho opinião definida sobre o assunto.
2-Sou totalmente a favor da retirada da PM do campus, pois sei que esta servirá para perseguição política, sobretudo na nossa FFLCH, e principalmente contra os funicionários.
3-Adoro a diversidade encontrada na nossa faculdade, principalmente por ser um espaço do contraditório, em diversos níveis.
4-Geralmente concordo com as pautas levantadas pelo ME.
Mas sobre o fato ocorrido acredito que o gatilho das manifestações foi uma defesa de privilégios, e não de direitos, pois:
1-A PM foi chamada por conta da morte de um estudante que retirava dinheiro num banco, fato que infelizmente não é privilégio da Cid. Univ., mas que teve toda uma repercussão que se expressou no convênio firmado, agora alguém acha que se tal fato ocorresse em alguma área de periferia teria alguma manifestação da PM, do governador ou de alguma autoridade?
2-A defesa de privilégios, novamente foi defendida, pelos conservadores, quando foi anunciado que se teria a PM, mas não por qualquer um, e sim por um grupo diferenciado que entendesse a especificidade da USP, e a especificidade de Paraisópolis, Heliópolis, da favela São Remo, não merece cada uma um grupo especial?, para o governo acredito que não;
3-Agora vimos na última quinta-feira a defesa do privilégio vir por parte da esquerda da universidade, na qual em algum grau me incluo, pois os estudantes foram detidos por estarem em desacordo com a legislação vigente, concordemos ou não, fato que ocorre com diversos em toda periferia de São Paulo, mas que ninguém da USP sai em suas defesas.
Como deixei claro defendo a saída da PM no campus, e espero que esse seja o desfecho desta pendenga, mas não posso deixar de destacar que há no estopim de tal crise a defesa de privilégios de classe, pois, quem vive a USP sabe disso.
Posso dar o exemplo que presenciei em 2007 em plena iminência da PM invadir o campus pude ouvir de uma estudante, que assim como eu, participava da ocupação da reitoria, que tal fato não ocorreria, pois ali não “tinha filho de qualquer um” e enunciou algumas profissões de classe média clássica, imaginei que eu como filho de empregada doméstica era o único a temer alguma coisa, sei que este não é o pensamento de todos que fazem parte do ME, mas que tem muita gente que vai no oba-oba isso eu posso garantir.

Ass. Marcelo Nunes Diniz, estagiário, filho de emprega doméstica, morador da periferia de Osasco, tudo isso com muito orgulho, deixo claro quem sou, para não me esconder atras do generalisante termo estudante, como se entre esses não existissem diferenças de classe social.

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Luciana

31/10/2011 - 20h34

Parabéns, Lincoln, o texto é excelente, e a citação de Florestan Fernandes não poderia ser mais oportuna. Sou moradora do centro, e aqui é comum que as pessoas consumam maconha e outras drogas lícitas ou não nas praças e ruas, algumas vezes sob o nariz do agente policial, a postos em seu "posto comunitário". Por aqui, não é comum que eles intervenham, seja uma ocasião isolada ou uma Cracolândia. O problema é complexo, e universitários não são mais nem melhores, nem mais cidadãos do que ninguém. Parece explícito porém que os universitários, nesse caso, estão sendo usados politicamente. Em primeiro lugar, para apresentar a imagem de uma polícia repressora, que agrada a muitos. Em segundo, para manchar a imagem das Humanidades da USP, em seus centros mais representativos. Ano que vem teremos eleição, possivelmente uma nova greve de funcionários, e episódios assim parecem sempre muito convenientes para um certo tipo de mídia.

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Aninha implacável! “Como esse moço quer chegar algum dia ao poder?” « LIBERDADE AQUI!

31/10/2011 - 13h50

[…] Lincoln Secco: A USP deve ter autonomia, sim! […]

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Reg

31/10/2011 - 12h40

Lembro da época da ditadura, tentando impedir a entrada de militares na UFRJ, aqui do Rio, e o reitor Pedro Calmon disse que para entrar na universidade tinha que fazer vestibular.

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    Paulo Falcão

    01/12/2011 - 21h13

    O que será que ele diria se alunos encapuzados houvessem invadido sua reitoria, depredado tudo e pedissem sua cabeça? Será que teria a mesma opinião?
    Este comentário é, em primeiro lugar, bastante preconceituoso contra os homens e mulheres que prestam concurso público para serem PMs. Em segundo lugar compara estudantes que lutavam contra uma ditadura com estes atuais que lutam contra a democracia. Se você acha que é exagero, procure nos sites dos grupos políticos envolvidos neste movimento o que eles pensam da democracia. Aliás, o que eles dizem, porque pensar já é exagero.

Regina Braga

31/10/2011 - 12h09

Alguns comentaristas do pig, estão tratando os estudantes como marginais ,como servidores dos narcotraficantes das favelas vizinhas…Absurdo,ver um comentário de tamanho mal gosto…Lei dos Médios e Autonomia prá USP.

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Juliano

31/10/2011 - 09h26

Ja ouvi dizer que dentro da favela Sao Remo ha uma boca de fumo que divide muro com o 93 DP, do Jaguare.

Porque nao fazem uma blitz e fecham a boca? acho que seria mais simples e menos chamativo.

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eduardo di lascio

31/10/2011 - 09h12

Para a maioria dos usuários, a maconha é a coisa mais importante do mundo e isso é de uma indigência mental assustadora.

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Janaina

31/10/2011 - 08h44

Complicada a questão, porque mexe com temas muito mais complexos do que parecem: a polícia, o movimento estudantil, a universidade, a segurança, as drogas. Mas acho que facilita não cair no debate polarizado entre (1) defender maconheiro e apoiar a PM no campus e (2) defender a PM no campus e achar que maconheiro tem que se ferrar (as duas posições estereotipadas agora).

Por pontos:
1- A PM foi autorizada no campus para garantir a segurança das pessoas, em outras palavras, impedir assaltos, estupros e outras violências diretas. Entretanto, não foi feito um plano de segurança para a PM. Na prática, os mesmos lugares perigosos continuam perigosos. Continuo com medo de sair da aula à noite ou de caminhar do bandejão até à Fac. de Educação antes da aula do noturno.
2- Consta que a PM fez buscas sistemáticas na FFLCH durante toda aquela quinta-feira. Certamente, cedo ou tarde, eles encontrariam maconha ou algo ilegal (ou contravencional) com alguém. Questiono porque deixar de garantir a segurança nos pontos perigosos da USP para fazer esse tipo de ação ostensiva dentro de uma unidade?
3- Diversos alunos estavam reclamando há um tempo que tinham levado geral de PM de forma agressiva, que policiais estavam entrando em prédios didáticos (prédios com salas de aula) e em espaços estudantis.
4- Se quisessem fazer uma varredura contra o uso de drogas (sem questionar, por hora, se esse é o papel da PM), por que centrar as ações na FFLCH? O consumo de maconha na USP (e fora da USP também) é enorme.
5- Por que a polícia paulista não se preocupa em acabar com o crime organizado, que controla o tráfico de drogas, mas também os sequestros, roubos de carga e caminhões, explosões de caixas eletrônicos: Ah, deve ser mais fácil "prender maconheiro na USP"…
6- Por último, afinal, para que serve e quais são os limites da ação policial?

É preciso dissociar algumas idéias que estão vindo coladas. Querer segurança no campus não significa querer a PM lá dentro. E querer a PM lá dentro não significa concordar com os abusos cometidos. Estamos perdendo uma grande oportunidade de discutir as práticas condenáveis da PM paulista, dentro e fora da USP. Segundo dados da própria Sec. de Segurança Pública de SP, a PM de SP mata mais do que todas as polícias dos EUA juntas! http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/em-cinc

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    Maria de Jesus

    31/10/2011 - 09h39

    O debate é interessante, mas fica um pouco naquela de quem vem primeiro, o ovo ou a galinha – desculpe termo nada acadêmico. No passado, os alunos fizeram uma arruaça, quebraram tudo, a reitoria ficou desmoralizada…. agora a reitoria coloca policiamento, eles começam a revistar tudo, pelo jeito, passaram dos limites, os estudantes se sentem agredidos, reagem e aí está o resultado.
    Não é questão de culpar, mas de refletir que tipo de homens e mulheres serão os futuros doutores deste País. O que temos visto nas escolas em geral, são historias terríveis de agressões entre alunos, professores, com polícia, sem policia….
    Será que estamos pensando apenas na evolução econômica, de ter melhores empregos, salários, cargos, dinheiro, viagens … Será que estamos deixando os conceitos de cidadania, educação, polidez, enfim o crescimento dos aspectos da moral – de respeito ao semelhante e de amor ao próximo??
    Quando vamos deixar de satisfazer todos os desejos dos nossos filhos, ao ponto de eles não saberem seus limites?? Quando é que nós, adultos vamos valorizar a harmonia no lar, nas ruas, no trânsito, nas escolas, em detrimento do nosso orgulho e da nossa vaidade e dar o primeiro passo para a paz???

    Janaina

    31/10/2011 - 12h53

    Extrapolando os limites do confronto com a PM na FFLCH, mas sem perder de vista este foco, conceitos como cidadania, educação, harmonia, e outros, estão em crise em diversas esferas. E é preciso não limitar à reflexão ao tipo de doutores que teremos, mas à sociedade que queremos. E, para isso, pensar a segurança pública é fundamental.

    A PM foi autorizada na USP depois do assassinato de um aluno. A proposta era garantir segurança para todos, professores, alunos, funcionários, frequentadores. Mas ao invés de estarem nos pontos de ônibus ou nos lugares perigosos (as mulheres que circulam pelo campus sabem dos riscos de estupros em alguns locais), os policiais estão se ocupando em entrar em prédios e revirar mochilas de alunos que estavam estudando (isso ocorreu no dia do conflito, horas antes). E, nessas ações, a PM não age de acordo com respeito, harmonia, cidadania, polidez, ou coisas parecidas.

    O que eu coloco é qual é o limite e a função da polícia. A polícia serve para manter a ordem? Para manter a lei? Para garantir a segurança dos chamados "cidadãos de bem"?

    A polícia paulista é arbitrária e violenta em todos os lugares. Evidente que para os pobres isso é muito mais marcado. Mas esse caso na FFLCH pode servir de estopim pra que essa corporação seja repensada. Não podemos achar normal que os policiais escondam os nomes de suas fardas, andem sistematicamente com a mão nas armas, abordem qualquer cidadão colocando a arma na sua cabeça (e em São Paulo, funciona assim).

    maria de jesus

    31/10/2011 - 15h17

    Prezada, a polícia é a mesma em todo lugar. Se ela foi chamada é porque a situação local estava fora de controle pelos meios normais para um ambiente de crescimento intelectual e porque~não também pessoal?
    O que precisamos é construir ambientes que não precisem de polícia.

    Janaina

    01/11/2011 - 09h45

    Querida, a polícia não é a mesma em todos os lugares.

    No Grajaú, é uma. Na Vila Madá, é outra. Pra ser simplista, fiquemos com apenas esses dois exemplos.

    A polícia foi chamada à USP por uma razão muito simples: garantir a segurança física das pessoas que por lá circulam. Isso significa garantir que essas pessoas não serão assaltadas, estupradas e/ou assassinadas.

    Acontece que a polícia entrou em prédios de sala de aula, deu geral em alunos no corredor da biblioteca, entrou em espaços estudantis (que ficam dentro de prédios), enfim, abusou.

    Isso quer dizer que a polícia não está cumprindo a função dela. Em outras palavras, a polícia não está fazendo aquilo para o qual "ela foi chamada".

    A propósito, embora os rapazes estivessem com maconha, não havia absolutamente nada fora de controle. Ninguém corria o risco de ser assaltado, assassinado e/ou estuprado (lembremos, a razão pela qual a polícia foi chamada) naquele ambiente.

    Precisamos, sim, construir ambientes que não precisem de polícia. Mas isso não justifica a truculência de uma PM que invade sala de aula pra revistar alunos enquanto seu trabalho deve ser realizado nas ruas.

Thiago

31/10/2011 - 01h57

Qual o problema, Zé Duarte? Algumas pessoas são livres para serem estúpidos. Por que não ser livre pra ser maconheiro?

Responder

mara suzan

31/10/2011 - 01h51

Estou preocupada minha filha estuda na FFLCH, estudou em escola pública e passou sem cursinho direto p USP,
nãi vi o que aconteceu mas ninguem chega tão longe, senão tivesse acontecido algo grave, todos temos medo de nossa policia que é autoritaria,l é óbvio algo muito sério aconteceu lá, minha filha não viu pois é do noturno, qdo chegou lá a coisa já tava dificil e eu fico preocupada pois sei que esse reitor não gosta de pessoas que o contestem, ele não respeita a diferença de opinião, a nossa PM não está preparada para lidar com jovens estudantes. Os estudantes que estudam nesse instituto é lógico que são pessoas criticas e ele pelo jeito quer amordaçar usando uma minoria que se droga.

Responder

    Maurício - Santos

    01/11/2011 - 06h09

    Tu deveria se preocupar é se sua filha fosse estrupada lá dentro, como já ocorreu com outras filhas.
    Essa estória de maconheiro aí é barderna de estudante que não está preocupado com a sociedade.Só estão preocupados com seus umbigos.Fumar maconha é legal bagaráio….fora PMs……..e as estrupadas que se danem……….é assim que eles pensam.
    Vai ver se algum maconheiro….puts….detesto essa expressão por que cria um estigma, foi solidário em algum caso de estrupo.Um amigo meu foi sequestrado dentro do campus, colocado na mala de um carro e quase levou um tiro na cabeça, não morreu por obra do Divino Mestre.
    Tem que ter polícia lá dentro mesmo…..o resto é consequência.

will

31/10/2011 - 00h29

e a cracolândia? por que não vão lá prender os usuários? vai lá polícia vai lá!

Responder

Jason_Kay

30/10/2011 - 23h52

Autonomia qualquer universidade deve ter.

Mas a minoria baderneira e criminosa que ter SOBERANIA para cometer crimes dentro do campus.

Isso é coisa de bandidos. Alias, a imagens desses baderneiros pró-trafico de drogas fez a USP se confundir mais com um presidio em rebelião que qualquer outra coisa nessa semana..

A USP nao é um território sem lei. Fim de papo.

Responder

Alexei_Alves

30/10/2011 - 23h26

Então…..
A maconha é consumida legalmente há pelo menos 5 mil anos. Neste tempo todo o total de mortos causados pelo consumo desta erva é ZERO (cifra muito diferente do alcool e do cigarro). A erva não causa overdose nem qualquer doença crônica, nem acidentes de trânsito, nem violência doméstica. Mesmo com toda a facilidade de plantio e produção (no egito antigo era tão comum quanto a cevada e era usada para produção de fibras), e com milênios de legalidade nas costas, sempre foi fumado apenas por uma minoria. A proibição da maconha, iniciada há menos de cem anos, em compensação, e sua consequente associação ao crime e às drogas pesadas, tem causado inúmeras mortes violentas e arbitrariedades e a troco de nada. A proibição não conseguiu diminuir o consumo nem nunca conseguirá. É só uma maneira das pessoas se auto-enganarem e acharem que está se fazendo alguma coisa pela família e os bons costumes, exatamente como foi a lei seca dos anos 20 que conseguiu apenas fundar a máfia nos EUA.

Responder

    Ze Duarte

    30/10/2011 - 23h53

    Tenho só uma notícia pra você: aqui no Brasil não pode. Se quer ser maconheiro, vá para onde for legal.

    Alexei_Alves

    31/10/2011 - 03h52

    então ponha na cadeia ou expulse do país algo perto de 15 milhões de brasileiros

    nada como o bom e velho simplismo né?

    Ze Duarte

    31/10/2011 - 13h44

    Então você quer escolher as leis que devemos obedecer?

    Bom, eu também não quero pagar imposto de renda, acho que vou deixar de pagar e pronto, é uma lei que acho ruim!

    enquanto a maconha for ilegal, não pode e ponto. faça debates, pegue seu senador e seu deputado para cobrar mudanças, faça teses, traga pesquisas… enquanto isso viva nas regras do jogo

    Alexei_Alves

    01/11/2011 - 00h32

    Fácil de falar.
    Sua visão de mundo me diverte.
    Vá lá e prenda os 15 milhões de brasileiros que estão "fora da lei" então.
    Hitler não faria melhor.

    Thiago_Leal

    01/11/2011 - 00h54

    Você sonegando imposto prejudica todos os seus irmãos cidadãos, caro.

    O maconheiro não prejudica ninguém.

Lucas

30/10/2011 - 20h41

Eu assisti todo o "pau" com a PM. Tenho algumas considerações.

Primeiramente discordo do sub-título desse post: "arbítrio". Espera aí. Os policiais estavam lá cumprindo a lei, que vale em qualquer lugar do território nacional. A lei legítima, fruto da Democracia. Sou a favor da descriminalização da maconha e, principalmente, acho que polícia tem de investigar criminosos, não prender estudante. Mas o fato é que a maconha não é legalizada no Brasil, e porque os fumantes são da classe média uspiana a PM não pode abordá-los?

Na época da ditadura, realmente as polícias sequestravam estudantes e cumpriam papel de polícia política. Algo completamente diferente do que a PM tem feito nos últimos tempos na USP. Em 2009 a PM estava no campus em um único local, na porta da reitoria. Eles não faziam rondas caçando estudantes como se fazia na época da ditadura. Os extremistas de esquerda provocaram, provocaram, prensaram 4 PMs na parede… até conseguir o que queriam: o confronto. Naquele ano, a "reação" da PM foi absurdamente condenável, chegando a jogar bombas até mesmo na diretora da FFLCH, Sandra Nitrini e a agredir estudantes que chegavam de ônibus e não tinham nada a ver com o confronto. O fato de a molecada radical, às centenas, querer "tocar" quatro PMs que estavam em um local afastado da maioria do efetivo policial, isso foi errado e covarde. Mas a reação da PM foi extremamente condenável, pois houve claro abuso de força.

Algo completamente diferente eu vi, presenciei esta semana – exceto pelo fato de que, novamente, os estudantes "prensaram" a PM, apontaram livros na cara dos policiais – como se isso não fosse violência. Os radicais chegaram ao ponto de jogar um cavalete de madeira, desses de trânsito, na cabeça de um dos policiais (http://www.youtube.com/watch?v=I04csVkgysE&feature=share). Aí a PM reagiu. Dispersou a multidão que a cercava com spray de pimenta, bombas de efeito moral e tiros de borracha – e foi embora rapidamente. Foi o tempo de eu ir do estacionamento da História até a biblioteca, e as dezenas de viaturas tinham ido embora. A ação foi muito rápida, com um caráter de auto-defesa e, a meu ver, não houve abusos, como em 2009. Li em um relato de um colega que um dos PMs ficou para trás, e foi apedrejado.

Sinceramente, não vejo nobreza nisso. Os PMs que estão na USP – embora eu saiba relatos de alguns abusos deploráveis – são, em sua maioria, policiais comunitários. Não são os "sangue no zóio" matadores que agem nas periferias. É a PM da classe média, formada por policiais cuja classe social é, via de regra, inferior à dos alunos. Portanto, humilhar os policiais porque eles estão cumprindo o dever de conduzir os "maconheiros" à delegacia, não é se vingar dos matadores que agem na periferia. É, sim, humilhar trabalhadores, que estão ali para ganhar seu sustento. Particularmente, sou contrário à existência de uma polícia militar. Mas tenho que ser justo: o confronto é tudo o que a molecada radical deseja. Depois ficam posando de vítimas.

Outro absurdo foi a ocupação da administração da FFLCH, como vingança ao fato de a diretora Sandra Nitrini ter negociado com os PMs. Primeiro, ela foi a única diretora a ser contrária à presença da PM no campus. Segundo, Sandra Nitrini "tomou bomba" em 2009, por causa da molecada radical. Depois, ela negociou com a PM a situação dos alunos portadores de maconha. E o que os radicais retribuem para a diretora da faculdade? Retaliação.

Em 2009, após a molecada prensar a PM na parede e forçar o confronto, a Direita universitária ganhou muita força. Dizem que a eleição para o DCE teve de ser fraudada, para evitar a vitória da chapa conservadora. Nesse ano, já começam as chamadas no Facebook para "marchas" em prol da PM. Aliás, os radicais tiveram 2 anos para pensar uma alternativa à PM no campus – já que a violência na universidade é uma realidade. Mas pelo jeito, não saíram do "Fora PM". Enfim, o que essa esquerda radical consegue é isto: fortalecer a Direita – e pior, sem que os conservadores precisem se esforçar.

Vejo esse ambiente lunático da USP – composto por extremistas de esquerda, extremistas de direita e tucanos – como um resultado da campanha difamatória que o Partido da Impren$a Golpista fez e faz contra a esquerda moderada: praticamente não existem PT e PC do B na USP. Então, a coisa oscila da extrema-esquerda para a Direita. Nunca a USP precisou tanto de uma esquerda madura, inteligente e moderada.

Responder

    cronopio

    01/11/2011 - 08h21

    Lucas, concordo com sua avaliação sobre a atitude equivocada dos alunos que invadiram o prédio da administração, mas vale lembrar que a atitude foi decidida em uma assembléia. Eu não estava lá pessoalmente, mas tenho amigos que relataram o ocorrido, mas mesmo entre eles, as opiniões estavam muito divididas. Até porque, se fosse para radicalizar, seria melhor ter ocupado a reitoria. Em todo caso, acho que você desconsidera o clima de tensão que paira no ar pelo menos desde 2009, quando a PM voltou a entrar no campus, não para garantir a segurança de ninguém, mas como instrumento de repressão política. Em seu texto, você diz que a professora "Sandra Nitrini tomou bomba por causa da molecada radical", o que, ao meu ver, distorce completamente o que ocorreu em 2009. Nesse ano, houve um pedido de reintegração de posse viabilizado por liminar expedida pela juíza Maria Fernanda de Toledo Rodovalho, da 3ª Vara de Execuções. Tem-se então o uso do chamado interdito proibitório, uma ação jurídica relacionada a situações nas quais o direito de posse ou de propriedade está sendo ameaçado, o que está previsto no artigo 1.210 do Código Civil.
    O que possibilitou a resolução foi uma uma resolução elaborada pela Comissão de Legislação e Recursos (CLR), cujo parecer foi proposto por João Grandino Rodas, diretor da Faculdade de Direto da USP – e candidato a próximo Reitor -, que foi aprovada na 919º sessão do Conselho Universitário, dia 28/05/08.
    A resolução do parecer da CLR acabou sendo aprovada com 55 votos favoráveis, 21 contrários, na 919º sessão do Conselho Universitário, dia 28/05/08.duas abstenções e quatro votos anulados, em todos os seus itens, sendo: A) reiterar a solicitação de desobstrução forçada dos acessos, caso não haja liberação até a 0h do dia 29 de maio; B) interpor medidas judiciais cabíveis (inclusive reintegração de posse) com pedido de liminar, se a desobstrução, na forma acima, não se concretizar; C) retomar negociações com alunos e servidores, caso necessário, somente após a desobstrução dos acessos; D) identificar os envolvidos nos atos acima descritos, apurando-se, na forma da lei, as responsabilidades administrativas.
    Como foi possível aprovar uma coisa dessas? Simples, por meio de uma reunião secreta, é isso mesmo. Conforme consta na ata da sessão, vários membros disseram não ter sido convocados e, inclusive, só estavam naquela sessão por terem sido avisados de sua realização por terceiros.Só que, segundo a estudante de Geografia Nathalie Drumond, “Como Rd do Co eu também era membro da CLR, e não fui convocada para a reunião que debateu o parecer. Questionei isso publicamente na reunião do Conselho e o argumento dado foi que eles chamaram para a reunião quem foi possível”.Para o professor Pablo Ortellado, também membro do Co, a resolução serve para dar “aval político” e respaldo à reitora, caso ela pense ser necessário pedir a presença da polícia. “Há ainda uma questão que está sendo muito discutida entre estudiosos da área jurídica: nos acontecimentos recentes, a presença policial foi pedida para ‘reintegração de posse’. Só que a Reitoria não tinha sido invadida”.
    O que estou tentando demonstrar é que o movimento estudantil tem sido empurrado para a radicalidade por ações autoritárias da reitoria. Além disso, sou a favor de um debate mais apurado sobre o que aconteceu em 2009, pois foi nesse ano que a PM voltou a entrar na universidade. A PM, munida de metralhadoras, gás lacrimogênio, bombas de efeito moral, espingardas calibre 12, balas de borracha e também de chumbo, deixou-se acuar por um grupo de estudantes enfurecidos e passou a agir como uma matilha (segundo disse um comentador do blog), ora, isso só mostra que ela PM não é uma força competente para agir dentro da universidade. Agir "como um cão acuado" não é exatamente a conduta que se espera de um grupo preparado para lidar com situações de conflito. Sobre a molecada radical, bom, é claro que eles são partes desse imbróglio, só acho insólito que a culpa recaia sobre eles, quando eles são justamente a parte mais fraca da peleja. Eles aceitaram a provocação, sim, aceitaram, mas como convencê-los a agir de forma democrática quando a reitoria realiza reuniões secretas, aprova contratos sem licitação, ergue monumentos à "revolução de 64" e principalmente, falta a três ou quatro reuniões seguidas, fechando intencionalmente o canal democrático de comunicação institucional? Acho, por outro lado, que a PM também não é a grande culpada, os policiais seguem as orientações desse convênio escuso que a reitoria assinou com a PM sem consultar qualquer outra instância interna, nem mesmo a do corpo docente.

Segio R. Dias

30/10/2011 - 20h14

Que pessoas simples, humildes e analfabetas sejam manipuladas é acetável, agora gente estudada, inclusive nas melhores escolas, se dêm a este papel, ou seja, paga pau de traficante! isto é inaceitável. Estes estudantes serão nossos governantes, juizes, promotores, etc. Inaceitável!

Responder

    M. S. Romares

    31/10/2011 - 13h30

    Não serão, não. Alguns já são e fazem até certo sucesso. Presta atenção a seu redor…

Marco Vitis

30/10/2011 - 18h57

A USP fez um convênio com a PM para dar maior segurança aos professores, alunos e servidores.
A PM prendeu algum assassino, asaltante ou algo equivalente nesse período ? Não !!!
O que tem feito a PM ? Faz o que sabe fazer: repressão.
Contra quem ? Contra estudantes.
O Convênio USP-PM precisa ser reavaliado e reelaborado pela comunidade.
Segurança e Autonomia não são excludentes.

Responder

    cronopio

    30/10/2011 - 20h03

    Exatamente, Marco!

    Ze Duarte

    30/10/2011 - 21h01

    sua pergunta é errada: houve algum assassinato, estupro ou assalto nesse período? Não!

    e estudante que porta droga ou trafica é tão bandido quanto os demais, não sei porque esta proteção

Fernando Teruo

30/10/2011 - 18h49

Na FFLCH, maconha é como água. Lamentável os estudantes protestarem pelo direito de fumar. Agradeço aos céus por não ter ido estudar naquele lugar. Maior berço comunista/socialista do Brasil; lutam por um mundo melhor, mas satisfazem o tráfico ilegal. Viva a hipocrisia.

Responder

    cronopio

    30/10/2011 - 20h05

    Nas baladas da Vila Olímpia não só maconha, como também cocaína e extasy são como água. Por que a polícia não entra lá? Seu raciocínio é que é hipócrita: se a polícia realmente quisesse coibir o tráfico de drogas na USP (aliás, na cidade de São Paulo), era só fechar os pontos de venda, as famosas "bocas de fumo", que todo mundo sabe onde ficam. A polícia não fecha os pontos de venda porque ganha propina. Só uma Poliana acreditaria nessa babaquice. Ou você é idiota a esse ponto ou está agindo de forma hipócrita. Aliás, isso não ocorre só na USP, acontece na cidade inteira. A polícia queria provocar um fato político, por isso adotou uma conduta completamente arbitrária, revistando centenas de alunos até encontrar o que queria. Isso é intimidação, e deve ser combatida!

    Leda

    14/11/2011 - 01h50

    Então, exatamente: aproveite para refletir mais o q vc mesmo disse: "satisfazer o tráfico ilegal". Que tal satisfazermos o "comércio legal"?! Como? Com a legalização da maconha. O tráfico só continuará a ser I-legal enquanto a maconha for "i-legal", mas se ela for "legal", não tem mais tráfico, nem bandido que ganha dinheiro e compra armas da polícia e praticam assaltos a mão armada. Olha quantas coisas boas seriam engendradas sem o tráfico ilegal! Está claro q defender o uso legal da maconha não tem nada a ver com "satisfazer o tráfico ilegal", mas ao contrário, busca combatê-lo. Se vc é contra o tráfico, deveria repensar se vc é contra o uso da maconha. Afinal, qdo a maconha paassou a ser ilegal historicamente, e por que? Vc sabe? Pois é….é bom começar a se preocupar com isto e ir pesquisar. Pra começo, te indico o trabalho do Prof. Dr. Henrique Carneiro sobre a História da Maconha. Alguns países que tem uma sociedade ilustrada majoritária tb já refletiram amplamente essas questões, como a Holanda. Dá uma olha lá, prsa pesquisar um pouco, estudar, como fazem hj parece, só os estudantes universitários.

flavr

30/10/2011 - 18h28

Professor,

O seu discurso parte do pressuposto que a própria universidade é capaz de gerir sua segurança. Isso não acontece, e está longe de ser uma realidade. Portanto, não é à toa que temos a PM no nosso campus.

Abs

Responder

    cronopio

    30/10/2011 - 20h01

    Se o reitor não tivesse sucateado a guarda universitária, a Usp poderia ser responsável por sua própria segurança. Em todo caso, não é apenas falta de segurança, a USP está infestada de problemas: falta de moradia, falta de professores, professores mal pagos, falta de salas de aula, terceirização de funcionários, funcionários mal pagos, perseguição política de estudantes, desvios de verba, privatização de cursos por meio de fundações: pelo jeito, o reitor está pensando seriamente em resolver todos esses problemas com a PM, não acha?

    flavr

    31/10/2011 - 15h23

    O reitor é péssimo sim e nos trouxe muitos problemas. E garanto nestes que você citou há alguns que me incomodam profundamente.
    Mas não é motivo para reagir como adolescente à presença da PM no campus. Ela virou uma necessidade, infelizmente, e o pessoal que fez essa bagunça não está ajudando em nada a reverter isso. Fato.
    Quem mais deveria saber conquistar suas reinvidicações pelo diálogo é o que se mostra menos apto para tal. DCE e FFLCH estão envergonhando a USP pela postura radical e antidemocrática.

    Até quando vão ficar ouvindo que são minoria? É isso que vocês querem? Não parece muito inteligente.

    cronopio

    31/10/2011 - 21h43

    flavr, entendi seu ponto de vista, mas cuidado com as classificações, ok? Você diz, "é isso que vocês querem" mas se esquece de que eu não afirmei se faço ou não parte do grupo que ocupa a reitoria. Veja, eu nem sequer sou do Movimento Estudantil, apenas expressei minha opinião. Não acho que os estudantes tenham tomado a melhor atitude, mas compreendo que eles se sentiram acuados pela presença ostensiva da PM na USP, não como forma de realizar a segurança do campus, mas como instrumento de repressão política.Vale lembrar que a PM voltou a entrar na USP em 2009, para reprimir um grupo de manifestantes (estudantes e funcionários) em greve. Some-se a isso as perseguições políticas que vem sendo perpetradas contra alguns estudantes e funcionários. Mais um fato que costuma ser deixado de lado: quando os estudantes ocuparam pela primeira vez a reitoria, eles já haviam tentado conversar com a reitora Sueli três vezes e ela sempre faltou às reuniões (é claro que ela pretendia provocá-los), ou seja, a reitoria não costuma adotar uma atitude democrática, e nem dá margem para esse tipo de discussão. Um exemplo é esse acordo com a PM, que parece ter sido realizado de maneira escusa, sem o consentimento dos funcionários, etc. De resto, não ligo em ser minoria, pelo contrário, uma minoria consciente vale muito mais que uma legião de catatônicos. Bom, para resumir, acho que o DCE e a FFLCH foram empurrados para a radicalidade por perderem todos os canais de diálogo. Um abraço.

Antonio C.

30/10/2011 - 17h54

Estudei na USP, voltei a estudar na USP e parece que, a cada momento em que se refere ao assunto, a coisa fica pior. Não pela falta de argumentos, mas pela simplificação e o modo como se gosta de atrapalhar as ideias, de tal modo que ninguém se lembra qual foi o problema inicial – sobretudo quando desagrada a gregos e troianos. Aquele que se sente agredido presume a própria inocência ou imunidade em relação aos seus atos. Lamento, professor.

1. Se o cara foi pego com a erva, além de ser um tremendo "vacilão", acha que a USP é a "Terra de Alguns" (na verdade, é!) e que certas regras não valem. Se fosse a Guarda Universitária, em vez da PM, daria na mesma.

2. Se ser usuário não é problema, qual é o papel do "movimento uspiano" em relação a isso? Nem é pauta de movimento estudantil, quanto mais na USP. A gente sabe que isso extrapola os muros, não?

3. Muitos estudantes usam o argumento da violência policial que aconteceu em 2009 contra a presença da PM. A questão não é tão simples: envolveu provocação de alunos aos policiais, em uma greve esvaziada. Quem vai mexer no vespeiro?

4. A polícia reprime, que comete abusos, quem é que não sabe disso? Qual é a proposta do DCE para a segurança no campus? Morreu um estudante recentemente, é preciso proteger a vida e o patrimônio, sobretudo a minha, quando atravesso as avenidas da USP e, volta e meia, passa o automóvel de um estudante da universidade à toda, desrespeitando direitos.

5. Infelizmente, sob o nome da autonomia universitária e da participação estudantil, tem aparecido certos alunos que, por experiência, são absolutamente inconfiáveis como representantes, tão ruins quanto a presença da PM no campus., que esvaziam e controlam as discussões com pautas de proveito próprio.

Por fim, os livros que leio são semelhantes àqueles que os alunos empunharam. Só pularam algumas páginas: a mesma Universidade que se presta ao saber se presta ao tráfico de favores e de influência; de arrogância quando alguém se "tornou um dentre os pares"; que não consegue se desvencilhar de suas características de classe; que reverencia, de maneira acrítica, certos nomes e professores que, como mortais, se equivocam. Um representante estudantil, convidado a participar de evento promovido pela USP, declarou que "funcionários e professores deveriam ir em ônibus diferentes". Eu me pergunto até hoje em qual ônibus ele iria, com a sua pretensa identificação com os docentes, mas não sendo um deles. Talvez fosse à pé.

Responder

    cronopio

    30/10/2011 - 18h35

    Caro Antonio, deve fazer muito tempo que você não aparece na USP, porque você está completamente desinformado. Em primeiro lugar, o argumento de que a PM deve agir no campus como em qualquer outro lugar é hipócrita, como o texto do Lincoln já havia mostrado, pelo simples motivo de que a polícia não tem uma atuação neutra, ela sempre age de acordo com certos parâmetros, muitas vezes preconceituosos e injustos (ou você acha que a polícia dá batida na playboyzada de Higienópilis do mesmo modo que atua no Capão Redondo?). Além disso, é um argumento tremendamente ingênuo: todos sabem onde ficam os pontos de venda de drogas (aqui perto de casa tem um ponto que funciona há vinte anos, a polícia só vai lá para receber dinheiro). A polícia estava apenas seguindo as coordenadas da reitoria, como disseram os próprios PMs, quando indagados sobre o motivo das centenas de batidas que estavam realizando (eles paravam os alunos da FFLCH e pediam o número USP e o RG, que anotavam num caderninho). Enfim, em relação a essa questão, ou você é ingênuo, ou hipócrita, escolha.
    Sobre a invasão do campus em 2009 você disse absurdos ainda maiores. Naquela ocasião a PM entrou na USP sob um pedido de reintegração de posse, agrediu professores e estudantes, armada com metralhadoras, balas de borracha e spray de pimenta (instrumento considerado arma de guerra pela comunidade internacional – o uso contra civis é condenado). Vale lembrar que Rodas também quebrou a palavra empenhada por Sueli em nome da reitoria (segundo a ata da última reunião antes da desocupação, a reitoria prometeu que não haveria perseguições políticas), persguindo políticamente seis alunos escolhidos mais ou menos a esmo (os alunos sofreram processos de exclusão). Os professores condenaram as atitudes da reitoria e fizeram uma série de manifestos em repúdio à reitoria (nenhum deles saiu na mídia, por que será?). No dia 2/12/2010, Samuel de Souza (42), aluno da graduação da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) e morador do conjunto residencial da USP, morreu na praça do relógio por omissão de socorro (nem a guarda universitária, nem a PM e nem o HU quiseram socorrê-lo, embora tenham sido acionados), o corpo de Samuel ficou abandonado por mais de doze horas. O fato só foi noticiado porque uma repórter chegou ao local antes de qualquer autoridade, mesmo sem ter sido diretamente acionada. Por que a morte de Samuel não gerou a indignação merecida merece uma reflexao. Finalmente, essa ultima parte do seu texto contem uma denuncia grave, faze-la sem citar nomes parece bastante duvidoso, recomendo um pouco mais de cuidado na propagacao de deuncias desse tipo.
    Grato.

    Antonio C.

    30/10/2011 - 19h57

    Caro Cronópio.

    Não alimento trolls. Pelo que escreve já sei o que é, o que pensa e como trata as questões, em um manual em sua valise. Reitero o que escrevo. Abraços a você e a Julio Cortázar.

    cronopio

    30/10/2011 - 22h15

    Caro Antonio C., gostaria de saber qual o meu manual, mas posso garantir que não é a Veja (o seu é?). Ao contrário do que o Lazlo afirmou, não faço parte do movimento estudantil e apenas procuro ter uma visão distanciada e esclarecida da questão. Agora, se você afirma dizer já saber quem eu sou, o que penso, e como trato as questões, empreste-me essa bola de cristal, amigo! Eu poderia dizer que você é um fama, mas não gosto de colocar rótulos nas pessoas, pois acredito que elas sejam bastante diferentes entre si. Um abraço!

    Lazlo Kovacs

    31/10/2011 - 09h27

    Com exceção a "idiota", "hipócrita" e "Poliana", qual o esclarecimento, caro agente provocador? A sua contribuição à discussão somente alimenta a direita na sua universidade (será esta a sua real intenção?). A segunda maior Unidade da USP, a Poli, é a favor da presença da PM no campus. Não há unanimidade. Leia o comentário esclarecedor do Lucas.

    cronopio

    31/10/2011 - 12h23

    Caro Lazlo, vejo que minha provocação parece ter surtido efeito! rs. Com exceção de Poliana, que não é uma ofensa tão grave assim (você me chamou de "agente provocador", então acho que estamos quites, rs), eu disse que o raciocínio exposto era "hipócria", em nenhum momento disse que o meu interlocutor era hipócrita (você tambem mencionou arraogância e estupidez, não foi? não precisa se desculpar, nã fiquei ofendido, sinto muito se você ficou). Não sei se estou alimentando a direita ou a esquerda, estou apenas dizendo o que penso. Concordo com você em um ponto, o texto do Lucas contém argumentos interessantes, vou escrever uma resposta assim que tiver mais tempo, com certeza, pois pretendo mostrar que ele possui uma visão idealista de democrácia, tenha um pouco de paciência com um cronópio de meia idade, rs! Abraços!

    Lazlo Kovacs

    31/10/2011 - 14h43

    Fatos, não argumentos. Abraços.

    cronopio

    31/10/2011 - 19h08

    Boa, agora defina o que você entende por fatos, afinal, é uma ilusão positivista (no mal sentido) achar que os fatos estão disponíveis, não acha? Um abraço!

    cronopio

    31/10/2011 - 21h29

    ops, "mau sentido"! abç!

    Lazlo Kovacs

    01/11/2011 - 00h03

    Pensei entre uma disputatio ao gosto medieval ou deixar de lado a questão dos fatos e partir para uma genealogia, onde chegaria às posições pós-modernas e à conclusão que Rodas e os estudantes estão certos em sua diversidade de opiniões, tese da qual discordo.

    No entanto, sem meio-termo, é hipocrisia (!) considerar inocentes pessoas que sabem que tem polícia agindo de modo autoritário e, ainda por cima, não sabem contornar a situação, "dão bandeira" sempre no mesmo lugar, servindo de bode expiatório para a PM e para a própria Reitoria. Não é heroísmo e nenhum exercício de retórica se prende nisso. Comumente, isto é denominado "burrice".

    Quando o cara pegou a sua maconhinha e caiu como um "pato" na mão do algoz, desculpe, mas deu motivo para o uso da Lei. E os seus colegas de infortúnio foram para cima da polícia acobertar os alunos. É isso mesmo que vai sair no jornal(não em letra, mas em espírito): "estudante da USP protege colegas maconheiros". E a pessoa que trabalha o dia todo e se dopa na frente da televisão, ao ver isso no Jornal Nacional ou seja lá qual for, vai pensar: "Pô, estão gastando o meu dinheiro com esse bando de playboyzinhos desocupados?" Ponto pro PIG de novo.

    Também é hipócrita (!!) acobertar alunos da USP que transgrediram a lei com o argumento dos consumidores da Vila Olímpia (imagino que alguns consumam nos dois lugares). O raciocínio é óbvio: "O que NÃO se aplica a eles NÃO DEVE ser aplicado a mim". Como eu aprecio a democracia, que se aplique a isonomia: aplique-se a LEI para o playboy, seja na USP, seja na Vila Olímpia. Se a lei é draconiana, olha, sinto muito, o exercício de retórica não está salvando a pele de ninguém: que se faça por onde para mudá-la. De resto, que se saiba proteger e não se deixe vitimar.

    Reitero a minha estima por Sandra Nitrini que, após a negociação com a PM no caso dos alunos, teve como resposta a ocupação do prédio da Administração da FFLCH. Parece que teve ingenuidade o suficiente em não negociar o suficiente com os alunos, que se sentiram fortalecidos em uma identificação coletiva e onipotente (explicação sociopsicológica) e, muito seguros, invadiram o prédio. Aplacado o ânimo, saem da onipotência e sentem receio da lei draconiana. Esperarei ansiosamente que se concretize a promessa de apoio que terá dos estudantes que quebraram a promessa e retaliaram-na, apesar do histórico recente de Brandão e dos seis alunos uspianos levarem a esperança para um breve futuro sombrio.

    No caso de não aplicação da lei, fica o reflexo para o PIG trabalhar: "a lei não se aplica na USP, a esse bando de desocupados que, em vez de estudar, fumam maconha", levando a medidas mais duras e moralizadoras por parte da universidade.

    Assim, ao apoiar incondicionalmente os estudantes, vendo o mundo em preto e branco e nada mais, estudantes de um lado, Reitoria do outro, os primeiros dão carga para o segundo. Discurso como exercício de estilo desvia dos fatos e não atende os verdadeiros problemas, antes, ofusca-os. Deixa-se de lado, inclusive, a questão da relação universidade-sociedade em grandes nacos – sociedade na qual a USP é apenas uma sigla. Diante de tais circunstâncias, incitar e querer que o circo pegue fogo é uma atitude suspeita, digna de agentes provocadores. Esse fascismo do estudantado – "está conosco ou contra nós", irracionalista, coletivista e intolerante – é a ressaca pós-1968 na Alemanha e Itália, longe da memória da Maria Antonia e das barricadas de Paris (para quem gosta da História, confirme por si mesmo), é triunfalismo bem pensante e oco, que só serve para alimentar ressentimentos e fazer a direita voar em céu de brigadeiro.

    cronopio

    01/11/2011 - 08h00

    "isonomia"? E o idealista sou eu? rs. Um abraço, Lazlo.

    Lazlo Kovacs

    01/11/2011 - 11h25

    Porém,a lei não é aplicada de maneira isonômica, o que só serve para reafirmar a tese de que, na atual situação, aluno uspiano age de tal maneira para que a lei NÃO se aplique a ele, do mesmo modo que ao morador da Vila Olímpia (e, eventualmente, estudante da USP). Só que discutir a legislação extrapola os muros de USPville, com o seu representativo movimento estudantil no campo da inserção social. De resto, segue-se o comentário que fiz anteriormente, para contextualizar este.

    cronopio

    01/11/2011 - 12h49

    Caro Lazlo, a questão não é se a lei se aplica ou não, ela sempre se aplica, tanto na Vila Olímpia quanto na USP e na favela, mas não de maneira direta. Há uma diferença considerável entre o que a lei enuncia e seu modus operandi. Muitas vezes essa diferença é total, ou seja, há leis que necessariamente tem de ser desobedecidas. O estudante da USP não age como se a lei não se aplicasse a ele, mas sabe que a polícia não atua em todos os lugares da mesma maneira. Quando falo da Vila Olímpia, procuro apenas mostrar que há em setores de nossa sociedade um sentimento difuso de repúdio ao espírito crítico. Além disso, todos sabemos que não existe abordagem policial neutra, a atitude da polícia é afetada por uma pletora de fatores, por isso considero que sua abordagem do problema da presença da PM na USP, embora tenha melhorado bastante, ainda padece de um idealismo sintomático. Um abraço.

    Lazlo Kovacs

    01/11/2011 - 21h02

    E você mudou a sua atitude arrogante. Será que a sua atitude não estava "angariando atenção à causa"? Resposta: não estava. Lamento, mas foi você quem falou da Vila Olímpia, só que ficou muito ruim, soou mesmo que a lei não seja aplicada na USP. Na verdade, você está se explicando. Lamento.

    cronopio

    02/11/2011 - 01h03

    Lazlo, desculpe, mas tenho assuntos mais importantes para tratar, se você quer continuar achando que minha atitude é arrogante, ok.
    Prefiro a arrogância crítica à unanimidade cínica. Continuo achando a Vila Olímpia uma merda, sinto muito. Nasci no Parque Arariba e acho que o sentimento é recíproco. Fico triste por você, mas certamente existirão novas oportunidades.
    Um abraço.

    Lazlo Kovacs

    02/11/2011 - 16h16

    Lamento que distorça qualquer frase em proveito próprio, inclusive sobre a Vila Olímpia (derrapagem argumentativa). Até agora, os fatos tem se mostrado de outro modo. Lamento pelo seu pensamento unidimensional. Passar bem.

Conservador316

30/10/2011 - 17h05

Quando não consegue vencer nos argumentos, a esquerda parte pra desinformação.
Ninguem falou contra a autonomia da USP.
isto não está em jogo.
O que queremos é a POLICIA combatendo BANDIDOS na USP.
Isso não fere a autonomia da USP.
Quem odeia policia é bandido.

Responder

    pedro

    31/10/2011 - 10h29

    Quem tem medo de polícia é bandido.

Conservador316

30/10/2011 - 17h03

Reinaldo Azevedo escreveu um texto que detona os argumentos dos jornalistas "progressistas" e dos maconheiros.
Está claro que quem comandou essa baderna, agiu a mando dos traficantes, que estavam perdendo dinheiro com a presença da policia no Campus.

Responder

    yacov

    30/10/2011 - 18h04

    Os conservadores em geral, são muito burros e temem o novo. Mas, queiram eles ou não – e podem estrebuchar e gritar seu discurso falso-moralista, que no fundo tem por objetivo único estancar a mudança e manter as velhas raposas no poder, na posse das chaves da porta do galinheiro e do cofre – o novo SEMPRE VEM!! Ora, uma Academia de POLÌCIA dentro da Universidade é um óbvio cerceamento à sua autonomia sim, ESTÙPIDO!! E se quem odeia a polícia é bandido, a maioria do povo brasileiro é bandido, pois a maioria não confia e teme a Polícia, que é truculenta e assassina. Uma das heranças da maior obra do conservadorimso nacional da nossa história recente: A DITADURA MILITAR!!

    "O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

    cronopio

    30/10/2011 - 19h20

    Na verdade um grupo de traficantes rivais pagou o Reinaldo Azevedo para escrever esse texto! Tenho fontes secretas que o confirmam tudo. Cuidado, os narcotraficantes estão preparando uma revolução comunista, os subsolos da usp estãos cheios de explosivo plástico e o centro de esportes é na verdade um campo de treinamento de guerrilheiros! A ameaça vermelha não morreu!

    Conceição Lemes

    30/10/2011 - 19h31

    Cronopio, o professor Hariovaldo "baixou" em vc, rsrsr? abs

    cronopio

    31/10/2011 - 21h01

    São fatos, Conceição. Testemunhei aulas de artes marciais sendo praticadas no centro de esporte. Além disso, um amigo meu que é físico também me segredou que há um reator nuclear funcionando na USP! Estão desenvolvendo a bomba atômica, com certeza! o Enéas já estava tentando denunciar isso… enfim, tenho fontes secretas que preferem permanecer anônimas e que confirmam tudo! O Reinaldo Azevedo está trabalhando para os comunistas, não digam que eu não avisei!

    Conceição Lemes

    31/10/2011 - 21h05

    kkkkkkkkkkkkk. Obrigada por me fazer rir, Cronopio. Abração

    M. S. Romares

    31/10/2011 - 13h32

    O nick Conservador é por que o cérebro está conservado em formol?

cronopio

30/10/2011 - 16h19

Texto excelente, fora PM do campus!

Responder

Leonardo

30/10/2011 - 15h32

É pena que a polícia tenha caído na armadilha do Serra, pagará caro pela semântica de defesa do governante autoritário, pois a resistência irá aumentar, são protestos nas ruas que amanhã se tornarão mais intensos, resultado da política do não-diálogo, da não-negociação, da insistência dos rótulos através da imprensa chapada e bêbada que deseja incessantemente a morte do presidente Lula.

Responder

Leonardo

30/10/2011 - 15h32

A imprensa cafona não tem condições morais de dizer o que quer que seja.
A polícia saiu da FFLCH em situação bem pior que a Geise Arruda saiu da Uniban, ou seja, sob vaias!
Resultado de terem entrando onde não deviam, bisbilhotar a vida de alunos, uma minoria usuária de drogas, claro que os estudantes reagiriam, é o direito de resistência a não ser abordado por autoridade policial que esconde a identificação, traz bombas de gás dentro de carros, usa cacetetes, desconfia do corpo de alunos pobres e de classe média baixa do período noturno e os confunde com ditos "marginais". Houve uma atuação policial equivocada, deveriam ter feito rondas no campus, mas no interior da faculdade, exige-se a paz e o respeito inclusive quanto aos estudantes viciados.
Fosse numa festa universitária de alguma faculdade mais rica da própria USP, será que essa abordagem teria acontecido?
FFLCH ainda é um centro pensante e de resistência às politicas cafonas do reitor Rodas.Essa, a universidade pública que o José Serra tentou aparelhar, mas FFLCH resiste, abrigando as diferenças e apostando na solução não-policial.

Responder

Amaline

30/10/2011 - 15h19

Dizer que o movimento dos estudantes da USP é pelo uso da maconha foi uma pauta do PIG e da reitoria. Vi a reivindicação dos alunos: eles estão pleiteando liberdade de ação política, contra a perseguição que estão sofrendo desde a ocupação em 2009, inclusive com ameaça de expulsão. A USP vive um dos piores momentos de ditadura. Na quinta do dia 27/10, durante todo o dia e antes do confronto, vários alunos, funcionários e professores foram revistados indiscriminadamente, como se a comunidade fosse de ante mão bandida.A reitoria mandou a polícia pra cima para desmoralizar a reação contra ela e continuar livre para aprofundar o processo de privatização da USP. Trata-se de um processo de criminalização da ação política. Para isso ela conta com o conservadorismo e estimula ressentimentos.

Responder

    cronopio

    30/10/2011 - 19h04

    Na mosca, Amaline!

    Lazlo Kovacs

    30/10/2011 - 20h45

    Enfim uma voz mais lúcida que a do Cronópio que, com inegável arrogância, mas igual estupidez, parece um agente provocador. Abraços.

    cronopio

    30/10/2011 - 21h57

    Acho que expor os argumentos é mais eficaz do que ofender seu interlocutor. Um abraço!

    Ze Duarte

    30/10/2011 - 21h03

    Desculpa, mas me explica, do alto de sua genialidade, como vai se fazer revistas nas pessoas se não for indiscriminadamente? Você que o policial pergunte se a pessoa é bandida ou está portando algo ilegal?

    Amaline

    31/10/2011 - 10h14

    Você acha natural que uma revista seja indiscriminada?
    Em alguns países, a polícia não pode revistar alguém sem uma forte suspeita para tal. Até prova em contrário, todas as pessoas são presumidamente inocentes, e não indiscriminadamente culpadas. O Estado só pode revistá-las se tiverem cometido algum delito ou se tiver suspeitas fortes e fundamentadas para tal. Isso é feito para evitar, entre outras coisas, que a polícia aproveite a revista para plantar ou forjar prova no corpo da pessoa revistada. Além do que, no Brasil, as mulheres só podem ser revistadas por uma policial, o que não aconteceu na USP. Mas aproveito para repetir o que já se disse aqui: não é por apenas falta de segurança que a USP está infestada de problemas: falta de moradia estudantil, falta de professores, professores mal pagos, falta de salas de aula, terceirização de funcionários, funcionários mal pagos, perseguição política de estudantes, funcionários e professores, suspeitas de desvios de verba, privatização de cursos por meio de fundações” etc.

    Ze Duarte

    31/10/2011 - 13h42

    que bobagem! revista é exatamente pra isso… bandido não usa crachá!!!

    aí você quer o que? que a polícia só reviste quem tem "cara de bandido"?

    Aí imaginemos que polícia use critérios subjetivos, aí ao abordar uma mulher:

    – Teríamos blogs, posts no facebook, dos escritores progressistas, intelectuais, ONGs, MST, esquerdistas em geral dizendo que a PM paulista é sexista e odeia mulheres;

    Se pegassem um gay pra revistar:

    – Teríamos blogs, posts no facebook, dos escritores progressistas, intelectuais, ONGs, MST, esquerdistas em geral dizendo que a PM paulista é homofóbica

    Se pegassem um pobre:

    – Teríamos blogs, posts no facebook, dos escritores progressistas, intelectuais, ONGs, MST, esquerdistas em geral dizendo que a PM paulista é contra os pobres e que não revista os ricos

    Se pegassem um negro:

    – Teríamos blogs, posts no facebook, dos escritores progressistas, intelectuais, ONGs, MST, esquerdistas em geral dizendo que a PM paulista é racista…

    Ainda bem que você nào trabalha para a polícia, pois se dependesse de você jamais havaria blitzes, revistas em estradas, pois todo mundo vive em seu mundinho cor de rosa com arco íris da inocência…

    Acorda pra vida garota…

    Já fui revistado quando andava de ônibus e não vi nada demais nisso, até porque era medida para conter os assaltos

    Amaline

    31/10/2011 - 21h11

    Hummmm, você gostou de ter sido revistado arbitrariamente, hem? Conte como foi. Você conhece o livro "Discurso sobre a servidão voluntária"? Qual o problema de mulheres, gays e negros reivindicarem seus direitos à cidadania? Você é contra a democracia?

    David

    31/10/2011 - 23h52

    Alguem contrata um psicanalista para estes maconheiros !

    PSDB governa há 16 anos SP. Vcs estudantes, maconheiros, em força de quê?

silvia macedo

30/10/2011 - 15h01

Artigo corretíssimo, sensato, sereno, objetivo.

Responder

Jorge Stolfi

30/10/2011 - 13h50

Infalizmente muitos docentes de universidade confundem, como o Prof. Lincoln, "autonomia" com "imunidade". Num estado de direito, as leis valem para todos; a universidade não tem o o direito, legal ou moral, de "resolver seus problemas em casa. Regimentos internos não tem prioridade sobre as leis comuns, e processos administraivos não podem substituir a justiça comum. Violação de leis não é um assunto interno da universidade.

Responder

André Oliveira

30/10/2011 - 13h48

Sou aluno da FFLCH, fui aluno de Lincoln Secco, um excepcional professor, e , a bem da verdade, duas coisas são realidades. Nossa casa é uma casa do saber com gente muito esforçada. Mas é também um local no qual de forma sistemática e já há vários anos, um gramadinho anexo ao estacionamento interno da História/Geografia, é uma Amsterdan no qual qualquer um a hora que quer, fuma o seu baseadinho…Ficou uma pergunta no ar nesta confusão toda, que acho que ninguém fez questão de responder: houve ou não houve flagrante ? Se houve é necessária a apresentação da prova. Sem prova não tem detenção e sem detenção essa prisão foi ilegal. Mas, de certa forma, alguns alunos lá exageraram e se comportam da mesma forma que as elites que eles combatem: querem foros e privilégios especiais sim..As diretorias, no entanto, tem sido omissas em denunciar a vigilância absoluta na FFLCH, em busca de qualquer desvio de conduta e a leniência do estado na cracolândia, que confina numa rua milhares de zumbis para que morram sem causar transtornos ao resto do Centrão…

Responder

Cristiano

30/10/2011 - 13h11

Mas quando ocorrem homicidios, roubos de carros, estupros, sequestros e etc… os mesmos playboys maconheiros reclamam da falta de segurança.

Querem policia pra pegar ladrão, mas nao para coibir crimes deles mesmos.

Porem quem financia o tráfico é o usuário.

Responder

    cronopio

    30/10/2011 - 19h04

    Raciocínio hipócrita: se a polícia realmente quisesse coibir o tráfico de drogas na USP, era só fechar os pontos de venda, as famosas "bocas de fumo", que todo mundo sabe onde ficam. A polícia não fecha os pontos de venda porque ganha propina. Só uma Poliana acreditaria nessa babaquice. Ou você é idiota a esse ponto ou está agindo de forma hipócrita. Aliás, isso não ocorre só na USP, acontece na cidade inteira. A polícia queria provocar um fato político, por isso adotou uma conduta completamente arbitrária, revistando centenas de alunos até encontrar o que queria. Isso é intimidação, e deve ser combatida!

Eunice Escouto

30/10/2011 - 12h46

É tem que deixar a classe média alta , a elite cultural do país , se 'chapar' a vontade , sem ser interpelada pela polícia, afinal de contas a Lei antidrogas não é para eles e não se aplica ao campus da USP.

Responder

    cronopio

    30/10/2011 - 22h16

    Isso, e tem que entrar também nas baladas da Vila Olímpia, onde os jovens consomen ecstasy como se fosse água. também sugiro uma batida no escritório de certo político mineiro com fama de cocainômano.

Adriana De Simone

30/10/2011 - 12h38

ESCLARECEDOR!

Responder

EUNAOSABIA

30/10/2011 - 12h28

Deveria pensar duas, três, quatro, cinco… um quinquilhão de vezes antes de proferir o nome de Florestan Fernandes… sua analogia é furada e sem sentindo algum, sobre o que acontecia naquela época e hoje.

Proferir o nome desse monstro sagrado da sociologia brasileira e mundial, que lutava efetivamente por liberdade e democracia, querendo criar um link a fim de defender esse movimento de baderneiros e arruaceiros que fazem uso livre de maconha dentro do campus da USP é um ofensa sem tamanho. ..

Crime é crime em todo lugar, e a USP não é território livre e imune a legislação penal brasileira.

Se tem consumo lá dentro então tem quem venda, e se existe a venda dessas drogas o nome disso é “tráfico de drogas”””..

Sem essa rapaz….

Responder

    assalariado.

    30/10/2011 - 14h04

    EUNAOSABIA, a questão das drogas não é uma situação isolada dentro desta sociedade, onde vale tudo por dinheiro, mesmo que se for para viciar o meu, o seu, e outros filhos nas portas das escolas. O grande entrave para resolver a questão das drogas não é simplesmente prender o viciado ou o vendedor dela. Este assunto se for discuti- lo de forma séria, terá necessáriamente que discutir quem são os seu donos, melhor dizendo, quem são os capitalistas, os proprietários destas mercadorias. Quem é realmente que está se enriquecendo com este tipo de comercio? Certamente estes capitalistas não moram na favela , muito menos na periferia. Tenho até uma sugestão, para começar a projetar alguma solução para esta situação das drogas. Quando prenderam aquele traficante colombiano ( o Juan Abadia, lá naquele bairro burgues, em Carapicuiba, se lembra?). Ou seja, não adianta as PMs irem lá para USP, na favela ou na periferia acabar com as droga, terão sim, que procurar os verdadeiros donos das drogas nos bairros elegantes "fora de suspeição", entendeu? O resto é discurso furado…

    yacov

    30/10/2011 - 18h14

    Sem essa rapaz… Esse canalha só pode ser um dos generais torturadores sobreviventes que hoje frequentam os shoppings com seus netos. PELAMOR… Essa gente enxergamtudo em preto e branco.Nâo tem visão para os semi-tons que há entre um extremo e outro. Prá começar, a Maconha está em vias de ser liberada. Até o Seu guru Mor, o THC, digo, FHC, defende esta idéia. E o âmbito universitário não pode ser tratado como caso de polícia. È necessária e urgente a instituição de uma polícia universitária, treinada e capacitada a lidar com os estudantes de forma diferenciada e não apenas com cassetetes, balas-de-borracha e bombas de gás. VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÂO!! CHEGA DE AUTORITARISMO E REPRESSÂO!! A ditadura acabou há mais de 30 anos…

    "O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZIL para TOLOS"

    cronopio

    01/11/2011 - 09h06

    Jovens, não usem drogas, vocês podem acabar ficando com sequelas mentais graves, como no caso de um dos comentadores do blog famoso por suas sandices…

Ze Duarte

30/10/2011 - 12h21

Pessoal quer liberdade pra ser maconheiro, só o que faltava mesmo.

Ainda que usaram livros de Marx como arma, só pra isso serve mesmo!

Responder

    M. S. Romares

    30/10/2011 - 13h41

    Não Zé, o livro do Marx não serve só pra isso como voce quer. Entre muitas de suas utilidades, a mais importante, é a oportunidade que ele traz de deixar as pessoas menos ignorantes. Para alguns, é claro.

    Fabio SP

    31/10/2011 - 00h43

    O meu Das Kapital serve para segurar uma escrivaninha pensa que eu tenho…

    M. S. Romares

    31/10/2011 - 13h09

    Voce está "incluido" fora dos alguns, é claro.

    cronopio

    31/10/2011 - 20h55

    O que é isso, está tirando sarro de si mesmo?rs

    Thiago

    31/10/2011 - 01h56

    Qual o problema? Algumas pessoas são livres pra serem estúpidos, Duarte. Por que não ser livre pra ser maconheiro?

    Ze Duarte

    31/10/2011 - 13h37

    Amigo, quer ser maconheiro, você tem duas opções: ir para onde seja legalizado, ou, ficando aqui, sabendo que é ilegal, ser maconheiro e arcar com as consequências. Agora querem revogar a lei de drogas só pros maconheiros da USP, aí não dá.

    Se quer mudar isso, vá atrás do seu deputado federal e mande mudar a lei!!!

    David

    31/10/2011 - 23h58

    Maconheiro que é maconheiro tem q mostrar a cara rua… São poucos os que assumem.

    cronopio

    01/11/2011 - 09h25

    Isso mesmo, não dá para fazer como o FHC, que fuma mas não traga!kkk

cronopio

30/10/2011 - 20h14

ps: podem negativar à vontade, continuo à espera de argumentos…

Responder

Lazlo Kovacs

30/10/2011 - 20h23

Idiota, babaquice, hipócrita… é a adjetivação contra o argumento, bem ao estilo neocon.

Responder

Lazlo Kovacs

30/10/2011 - 20h51

Caro estudante de letras e membro do movimento estudantil uspiano: na revolução, a tua trincheira é dentro da USP, ao lado do bandejão. A gente sabe que o "sistema é podre", mas não damos apoio incondicional a quem já vem com discurso "ideológico", menos esquerdista do que se imagina. Sua beligerância é sintoma de que algo em sua prática política não vai bem. Abraços e conselhos.

Responder

David

31/10/2011 - 23h59

"revistando centenas de alunos até encontrar o que queria'

Ou seja, se revistar um aluno da USP é quase certo de encontrar maconha !

(ahahahahahahah)

Responder

cronopio

30/10/2011 - 22h05

Rs, caro Lazlo, foi engraçado ler seu comentário, porque não sou membro do movimento estudantil e nem defendi a beligerância, pelo contrário, quem defendeu as práticas policiais foi você. "O sistema é podre"?rs, do que você está falando, amigo? E que "nós" é esse? Você faz parte de algum grupo ou seita? Também não entendi por que você falou do bandejão? Você acha que os alunos mais pobres, que utilizam o bandejão, são baderneiros, é isso? Espero que não. Olha, Lazlo, em meu comentário eu apenas demonstrei a hipocrisia do argumento que diz que a ação da polícia tinha como meta combater o tráfico de drogas, o que é uma falácia. Para combater o tráfico bastaria fechar os pontos de venda, cuja localização todos conhecem. Minha prática política é somente o exercício do pensamento crítico. Abraços e conselhos, amigo.

Responder

Lazlo Kovacs

30/10/2011 - 22h07

Quais argumentos? Vou citar alguns dos seus: hipócrita e imbecil. Não estou lhe xingando (considere, moderador…). Aproveite e leia o post do Lucas.

Agora entendo a sua arrogãncia: é uma defesa contra a sua insegurança, de quem não tem certeza da própria posição e está prestes a ser "pego com a boca na botija" por causa disso. Algo me diz que lhe faltam argumentos.

A propósito: sabia que a Sandra Nitrini pode perder o emprego por defender gente como você? Sabia que ela pode ser mandada embora por não cumprimento de regras internas da universidade, caso ela não for estável? Compreendo que você queira truncar a discussão em função de certos interesses, mas testemunhas oculares não concordam com o seu discurso pronto, linear e absolutamente coerente – uma outra maneira de chamá-lo de "ideológico".

O medo que os alunos acampados no prédio sentem agora não é fruto de uma ação futura da Universidade contra eles, mas pelo fato de terem se exaltado e, agora, perceberam o excesso (para não dizer termos mais chulos).

Sua arrogância beligerante, mas completamente defensiva, mostra a fragilidade do movimento estudantil uspiano, com pautas medíocres e cada vez mais encasteladas em seus nacos de poder estudantil, cada grupo brigando por mais um quinhão.

Responder

cronopio

30/10/2011 - 22h08

Caro Lazlo, você não sabia que os neocons são comunistas infiltrados tentando tomar o poder? Não podemos confiar em ninguém, meu amigo, a ameaça vermelha bate a porta, às armas!

Responder

André Oliveira

30/10/2011 - 23h22

Eu sou aluno da instituição no horário noturno e não vi uma única abordagem de policiais na FFLCH e nenhuma forma de truculência, pelo menos nos momentos em que eu estive lá. Deve ter ocorrido algo fora do normal naquele dia, e eu tinha aulas na pedagogia ( licenciatura em História) pois caso contrário os alunos não reagiriram, mas o desdobramento pra mim foi errado e repito, o comportamento dos militantes e inclusive o seu sr cronopio (??) é de ser o dono da verdade. E é isso que eu digo; elitismo as avessas dos iluminados acima do bem e do mal. O Senhor sabe onde funciona a boca de fumo ? Então ligue para o disque denúncia e faça sua parte. Eu não sei. Hipócrita é playboy dar uma de comunista indo pra FFLCH com Citroen C3 e depredar os banheiros recém reformados só pra dizer que é contra o capitalismo…Lá tem muita gente séria que eu respeito e eu apoiei todas as manifestações do ME, menos esta. Os alunos na direção da FFLCH não são maioria nem na própria instituição e desrespeitam a vontade soberana dos alunos das demais instituições, pois caso você se posicione contrário aos conceitos deles periga você levar um cacete do pessoal do ME, principalmente se você bater de frente com algumas das meninas, muito eloquentes por sinal, mas que não admitem ouvir um não bem fundamentado…

Responder

cronopio

31/10/2011 - 12h08

Parte I: Caro Lazlo, fico feliz por ter um leitor tão aguerrido. A Sandra Nitrini defende "gente como eu"? Do que você está falando, Lazlo? "Gente como eu"? Desculpe, mas isso soa bem preconceituoso. Considero que a Sandra Nitrini, uma excelente professora, capaz de formular suas próprias opiniões. Se ela está sendo ameaçada por defender seus pontos de vista, devemos fazer de tudo para proteger sua liberdade e sua autonimia de pensamento, duas coisas imprescindíveis no trabalho intelectual. Acho fundamental não ter certeza de sua própria posição, é inútil entrar em uma discussão munido apenas de certezas . É fundamental admitirmos a possibilidade de que nossos argumentos sejam superados,é próprio do processo democrático. Só que você ainda não apresentou argumentos, apenas acusações "ad hominem", que pretendem desqualificar o interlocutor.

Responder

cronopio

31/10/2011 - 12h11

Lazlo, como você me acusa de "não ter certeza de minha própria opinião", respondo que acho problemático o fato de você insinuar que alguém só deva sustentar uma opinião em prol de seus interesses pessoais. Penso que, em muitas ocasiões, seja preciso fazer justamente o contrário, ou seja, opinar em prol do bem comum e do que se considera justo. É o que pode estar ocorrendo com a professora Sandra Nitrini, que defende o interesse dos alunos porque considera que, em certa medida, suas reivindicações (ou pelo menos seu direito de fazer reivindicações) sejam legítimas.Um último conselho, coloque menos paxão no debate. Um abraço.

Responder

M. S. Romares

31/10/2011 - 13h25

Na boa, Lazlo, mas li e reli o texto do Cronopio e não vi nenhuma citação em referencia a voce, mas percebi um "idiota" , um "hipócrita" e uma Poliana, mas nada te citando NOMINALMENTE. Poderia me fazer entender? Em tempo, não endosso o que ele escreveu, embora o tenha em alta conta por outras intervenções aqui o Azenha.

Responder

cronopio

31/10/2011 - 19h34

André, concordo com suas críticas ao ME, sei que suas práticas estão engessadas e que há um bocado de romantismo em suas posições. Apesar disso, por mais que eu não endosse as ações do ME, por mais que algumas garotas sejam eloquentes como você mencionou (vale lembrar que não são todas…),por mais que tenham agido de modo impulsivo, as práticas do ME são infinitamente mais democráticas do que as da PM de São Paulo, conhecida por sua truculência (a utilização de balas de borracha, por exemplo, é algo inadmissível, no link a seguir, uma reportagem sobre uma bala de borracha da polícia que matou um rapaz em 2009 http://www.youtube.com/watch?v=p7lF1IlfRlE). Em 2009, a polícia entrou no campus com metralhadoras, para que serviriam essas metralhadoras? eles pretendiam dispará-las? Sobre a boca de fumo, obrigado pelo conselho, mas prefiro não denunciar, talvez os policiais que ganham propina por lá não fiquem muito felizes comigo, né? Sobre os playboys que chegam na usp de citroen C3 (eu nem sei que carro é esse, mas vamos lá), observei recentemente uma tabela com o perfil sécio-econômico de cada faculdade, e a FFLCH ocupava o último lugar (em primeiro não vinha a FEA, mas a ECA. Ou seja, há muito de preconceito nesse tipo de acusação isolada). Sob a questão dos banheiros, também não concordei com a depredação, mas você há de convir que é vergonhoso ter funcionários terceirizados limpando nossas latrinas, é algo terrível, porque eles não têm garantia nenhuma, às vezes passam meses sem receber salário e, quando não são mais necessário, são descartados e deixam seus postos sem nenhuma compensação. A propósito, sei que não sou dono da verdade, por isso estou aqui discutindo com vocês, o que me irrita sim é a cobertura absolutamente maniqueísta, parcial e superficial da grande mídia, que não à toa atende pela alcunha de PIG.

Responder

Lazlo Kovacs

01/11/2011 - 03h31

É uma pena que na Universidade de São Paulo pergunte-se primeiro se o candidato à pós-graduação conhece algum professor e só depois perguntem do projeto! Conheço vários casos uspianos de alunos que ficaram gravitando em torno de professores até serem aceitos na camarilha. Eis a liberdade intelectual! Mas você se contradiz constantemente: ora fala para que um tenha que escolher ( e você dá o menu) entre ser ingênuo e hipócrita (a sua palavra preferida), ora mostra-se humilde. É a atitude que, na tentativa de produzir discussão, produz efeito contrário. Como você adjetiva (ofensivo), apenas para abrir terreno para si mesmo ("eu sou de tal e tal maneira"); chega inclusive a truncar os argumentos para ter razão. De quando em quando, insere uma frase neutra, que poderia ser escrita e falada por qualquer pessoa sem o mínimo de comprometimento: "É fundamental admitirmos a possibilidade de que nossos argumentos sejam superados, é próprio do processo democrático"; fica de lado o que é democracia (sob o seu ponto de vista) e, à luz da situação concreta, qual a argumentação a ser superada; pode ser, inclusive, que não seja fundamental admitir a possibilidade (…); enfim uma frase completamente oca, retórica. Afinal, a sua discussão, ao fim e ao cabo, é tão produtiva que o tema principal ficou em segundo plano. Quanto ao argumento ad hominem, não desqualifico o intelocutor: eu descrevo o meu interlocutor, o que é bem diferente. Foi por isto que o seu tom ficou menos arrogante ficou mais conciliador. Continuo achando que alguns alunos da USP agem como agentes provocadores e que a questão da PM na USP não serve de motivo para tentar homogeneizar a discussão sobre questões como tráfico de influência e de sua inenarrável característica de classe. A discussão democrática (democracia formal) dentro da USP passa por um quinhão de poder ou dois, entre um e outro chá das cinco.

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cronopio

01/11/2011 - 07h56

Desculpe, Lazlo, mas esse seu último texto está muito confuso. A única parte que entendi mais ou menos foi aquela em que você disse que não utiliza argumentos "ad hominen", apenas descreve seu interlocutor. Bom, como você bem sabe, não há descrição neutra. Além disso, sua descrição, pelo menos em uma ocasião, foi precipitada, por isso você chegou a afirmar que eu sou membro do movimento estudantil, o que é falso. Tampouco acho que eu seja um "agente provocador". Provocador até pode ser, mas "agente provocador" é um pouco demais, né? Sobre o tom conciliador, ele é apenas uma maneira de evitar que o debate descambe para a gritaria, onde não me sinto muito à vontade.rs Um abraço.

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cronopio

01/11/2011 - 09h36

Perguntas retóricas:

você sabe contar?

Então sabe a diferença entre "um" e "centenas"?

Um abraço.

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