VIOMUNDO

Banco do Brasil: Recuperar “desvios” do mensalão pode provocar reviravolta

26 de novembro de 2013 às 17h47


Vai aparecer a verdade sobre os R$ 73,8 milhões da Ação Penal 470?

por Paulo Moreira Leite, em seu blog

A iniciativa de tentar recuperar fundos supostamente desviados no mensalão pode ter uma função de esclarecimento, desde que se tenha a humildade de procurar fatos

A notícia de que o Banco do Brasil resolveu ir atrás dos recursos que teriam sido desviados para o esquema de Marcos Valério pode ser uma grande oportunidade para se passar a limpo um dos grandes mistérios da ação penal 470.

A condição é que se tenha serenidade para se esclarecer o que foi feito com o dinheiro, uma bolada de R$ 73,8 milhões, que, conforme o relator Joaquim Barbosa, foi desviada para subornar parlamentares e garantir a base de apoio do governo Lula no Congresso.

Essa iniciativa pode ter uma função de esclarecimento, desde que se tenha a humildade de procurar fatos, sem receio de descobrir que as provas que irão surgir podem sustentar aquilo que se diz – mas também podem desmentir tudo o que se falou até aqui e produzir uma visão inteiramente nova sobre o julgamento.

Pelos dados disponíveis até aqui, ocorre o seguinte. Ao contrário do que se disse no Tribunal, duas auditorias do Banco do Brasil não apontaram para os desvios de recursos, muito menos da ordem de R$ 74 milhões. No julgamento, essa constatação foi ignorada pelo Ministério Público, por Joaquim Barbosa e pela maioria dos juízes.

Eles mantiveram a acusação até o final e ela foi um dos pontos altos de todo o julgamento. O problema é que o desvio foi denunciado, mas não foi demonstrado nem explicado. Se este novo exame não apontar para um desvio, será possível sustentar que não houve crime. E se não houve crime, é preciso revisar o processo.

Quando se fala em ir atrás dos recursos, as pessoas podem pensar numa tarefa simples, uma cena de filme, em que os bravos homens da lei chegam ao esconderijo dos criminosos e pegam o dinheiro que teria sido desviado. Não é assim.

O total de R$ 73,8 milhões é apenas o resultado de uma somatória simples. Envolve a soma de recursos do Visanet que altos executivos do Banco do Brasil – Henrique Pizzolato foi apenas um deles – destinaram para campanhas da DNA entre 2003 e 2004. O pressuposto é que cada centavo enviado para a DNA pela Visanet serviu única e exclusivamente para fins escusos.

Essa tese se apoiou no depoimento de uma ex-gerente do núcleo de mídia do Banco do Brasil. Foi ela quem afirmou que as campanhas da DNA eram simples cobertura para os desvios e acusou Pizzolato, com quem não tinha relações diretas, de ser responsável pelos desmandos.

Embora tenha sido até mencionado no julgamento, este depoimento teve a credibilidade afetada quando a Polícia Federal encontrou, em sua conta, recursos de origem difícil de explicar. A ex-gerente teve seus 15 segundos de celebridade e depois sumiu dos jornais e revistas.

O problema real, no entanto, é outro. Uma má testemunha não basta para desmentir uma história – desde que seja verdadeira.

Os dados disponíveis, hoje, colocam em questão a simples ideia de que o esquema financeiro clandestino do PT tenha sido alimentado pelos cofres da Visanet, a multinacional que distribuía recursos para as instituições que usam a bandeira Visa – entre elas o Bradesco, além do Banco do Brasil – para promover seus cartões de crédito.

Existem dois levantamentos conhecidos sobre o destino desse dinheiro. Nenhum deles aponta desvios que chegariam perto de 100% dos recursos entregues, como sustentou-se no tribunal. Longe disso. O que estes levantamentos mostram é que a maioria, se não a totalidade, dos recursos destinados a eventos de publicidade foram consumidos nesta atividade.

Um levantamento do escritório Simonaggio Perícias, de São Paulo, chegou ao destino final de 85% dos gastos, e aponta que todo esse dinheiro foi gasto em campanhas de propaganda e eventos de propaganda para promover o cartão Ourocard.

Conforme o advogado Silvio Simonaggio, contratado pelos antigos proprietários da DNA, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, que já cumprem altas penas em função da ação penal 470, não foi possível chegar aos 15% restantes porque não se teve acesso à documentação que se encontra nos arquivos da empresa Visanet, hoje Cielo, no Banco do Brasil e no Instituto de Criminalística da Polícia Federal.

Claro que sempre se poderá desconfiar da opinião de um perito contratado por uma das partes, mas, além de impressões negativas, será necessário contrapor fatos consistentes para contestar o que estes peritos, de um escritório privado, afirmam.

Outro levantamento, feito pelo jornalista Raimundo Pereira, da revista Retrato do Brasil, aponta na mesma direção. A partir da declaração da Visanet para a Receita Federal, o trabalho mostra uma contabilidade coerente entre pagamentos e gastos. Também dá nomes a boa parte dos beneficiários dos recursos da DNA. Explica campanhas realizadas, eventos patrocinados.

Como é natural em campanhas de publicidade, muitos recursos foram entregues aos meios de comunicação, o que torna muito fácil verificar se eles foram desviados ou não – desde que as empresas indicadas tenham disposição de colaborar.

Apenas a TV Globo recebeu uma soma aproximada de R$ 5 milhões, quantia que, a ser verdadeira, já implica numa redução equivalente do total. Outras empresas de porte também receberam quantias de vulto, ainda que menores.

Há outro ponto a ser debatido. O STF, em sua determinação, deixa claro que considera o Banco do Brasil como verdadeiro proprietário dos recursos desviados. O problema é que uma auditoria do próprio banco, em 11 de janeiro de 2006, demonstrou o contrário.

Afirma-se, ali, que o regulamento que criou o Fundo de Incentivo Visanet, que pertence à multinacional Visa, estabelece com todas as letras que a empresa “sempre se manterá como legítima proprietária do Fundo, devendo os recursos serem destinados exclusivamente para ações de incentivo, não pertencendo os mesmos ao BB Banco de Investimento nem ao Banco do Brasil.”

Diz ainda a auditoria que “as despesas com as ações seriam pagas diretamente pelo Visanet” às agências de publicidade ou reembolsadas pelo incentivador.

Analisando ainda a operação de entrada e saída de recursos, onde seria possível imaginar a ocorrência de desvios, a auditoria afirma que “o Banco optou pela forma de pagamento direto, por intermédio da empresa fornecedora, sem trânsito dos recursos pelo BB.” (“Sintese do Trabalho de Auditoria,” ofício número 100/p).

*****

Laudo comprova legalidade de verba repassada à DNA Propaganda pela Visanet

A análise da documentação foi feita após as condenações de sócios pelo Supremo Tribunal Federal no escândalo do mensalão

Publicação: 14/08/2013 10:54, no Correio Braziliense

Laudo pericial, divulgado ontem pelo escritório Simonaggio Perícias, em São Paulo, atesta que 85,34% dos R$ 73,8 milhões repassados à DNA Propaganda pela Visanet, nos anos de 2003 e 2004, foram efetivamente empregados no pagamento de fornecedores para divulgação dos produtos do Banco do Brasil, como os cartões de débito e crédito com a bandeira Visa.

A conclusão foi possível com base na análise de 80% de toda a documentação, referente às transações, que foi recolhida pelos ex-sócios da DNA, por meio da Graffite Participações Ltda., Cristiano de Mello Paz e Ramon Hollerbach Cardoso, depois de suas condenações pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no escândalo do mensalão.

De acordo com o laudo, o restante do valor referente a 15% do total do repasse não foi examinado porque depende da análise de outras centenas de documentos de posse da empresa Cielo, do Banco do Brasil e do Instituto de Criminalística Nacional.

Ontem, Cristiano Paz e Ramon Rollerbach informaram que já requisitaram o restante da papelada e esperam concluir e comprovar a lisura total das transações na próxima semana. Os publicitários, ao lado do advogado Sílvio Simonaggio, explicaram que o esforço é para tentar convencer o Supremo de que não houve desvio de recurso para pagamento de políticos da base aliada do governo em troca de apoio a projetos de seu interesse, conforme descrito na Ação Penal 470.

No processo, Cristiano Paz está condenado a 25 anos e seis meses de prisão e multa de R$ 2,5 milhões. Ramon, foi sentenciado em 29 anos e oito meses de prisão e multa de R$ 2,8 milhões.

Para comprovar a licitude da aplicação da verba, eles pretendem também convocar todos os fornecedores que se beneficiaram dos recursos para demonstrarem publicamente que aplicaram os recursos em benefício da Visanet.

Financeiro

Para elaborar o laudo, o advogado Sílvio Simonaggio explicou que não se deteve na análise contábil da DNA Propaganda, considerada inidônea em laudo da Polícia Federal. Diz que a análise foi financeira, identificando a “origem dos recursos da Companhia Brasileira de Meios de Pagamento (CBMP) — Visanet repassados pelo Banco do Brasil como fonte de pagamento e os pagamentos realizados pela DNA com base em autorizações do BB e em documentos emitidos pelos prestadores de serviço e fornecedores de bens”.

Dessa análise, se verificou que R$ 32 milhões, ou seja, 54,6% foram para pagamento de divulgação na mídia, e outros R$ 16,8 milhões destinados aos mais diversos patrocínios, entre eles de atletas, como o nadador César Cielo, o tenista Gustavo Kuerten e a jogadora de vôlei Shelda, além de patrocinar também encontro de magistrados em Salvador (BA) no valor de R$ 1,2 milhão, em 2004. Por ironia do destino, o evento foi aberto pelo então presidente do STF.

“Houve utilização adequada dos recursos pertencentes à CBPM e repassados à DNA, com base no limite dos documentos apresentados a exame. O somatório dos desembolsos comprovados e das receitas realizadas pela DNA por ordem do Banco do Brasil, com base em documentos comprovam pagamentos efetuados pela DNA a prestadores de serviços de propaganda e publicidade”, atesta o documento.

Em outro trecho, a perícia atesta também que havia vinculação entre os documentos analisados e as operações para fomento e divulgação de produtos da bandeira Visa.

Tanto Cristiano Paz quanto Ramon não conhecem os efeitos práticos que a conclusão da perícia possa causar no entendimento dos ministros do Supremo, que inicia hoje a análise dos embargos apresentados no processo do mensalão. No entanto, eles afirmam que tudo será encaminhado a seus advogados para estudo da melhor forma de uso das conclusões.

Todo o levantamento da documentação foi feito pelos publicitários que foram pessoalmente em busca de arquivo morto da DNA Propaganda, hoje extinta, e de ex-funcionários, entre os meses de janeiro até maio, quando o conjunto de documentos foi entregue à consultoria.

Os números:

Repasses Valor (em R$)

Nota técnica de 5 de maio de 2003 23,3 milhões
Nota técnica de 3 de novembro de 2003 6,4 milhões
Nota técnica de 20 de janeiro de 2004 35 milhões
Nota técnica de 11 de maio de 2004 9 milhões
Total 73,8 milhões

Valores desembolsados pela DNA (em R$)

Prestador/fornecedor 55,7 milhões
Impostos retidos 1,8 milhão
Comissão a outras agências 1,2 milhão
Total 58,7 milhões

Valores de receitas realizadas pela DNA (em R$)

Comissão de agência 2,8 milhões
Bônus de volume 1,3 milhão
Total 4,2 milhões

Trecho do laudo pericial: O somatório dos desembolsos comprovados e das receitas realizadas pela DNA por ordem do Banco do Brasil, com base em documentos, comprovam pagamentos efetuados pela DNA a prestadores de serviços de propaganda e publicidade.

*****

Abaixo, documentos recentemente divulgados no Megacidadania mostrando o contrato entre a TV Globo e a DNA, de Marcos Valério. 

O contrato sigiloso confirma que a Globo pagava à DNA de Marcos Valério o “BV”, o Bônus de Volume, que nunca poderia ser considerado dinheiro público e muito menos ter sido desviado, pois se trata de uma relação particular entre duas empresas privadas, a Rede Globo e a DNA. No entanto o STF condenou Pizzolato por este “crime”. Os valores pactuados pertenciam EXCLUSIVAMENTE à DNA e era VEDADO repassar qualquer quantia oriunda deste contrato ao Banco do Brasil. No item “GESTÃO” está bem definido que foi a própria Rede Globo quem instituiu o PROGRAMA (= bônus de volume).

A íntegra deste contrato está na AP 470 no STF conforme os carimbos nas imagens comprovam. Fica óbvio que se trata de relação estritamente PRIVADA entre a Rede Globo e a DNA, como de resto qualquer valor que PARTICULARES do segmento publicitário — por extensão — pactuem como BV, o bônus de volume, por exemplo agendas, brindes e etc.

Leia o que a Conceição Lemes escreveu a respeito (e ajude aqui a investigação dela):

1. “Segredo no inquérito 2474 vai na contramão da Lei de Transparência”

2. Barbosa não responde a perguntas sobre o inquérito 2474

3. STF ignora prova da inocência de Pizzolato no mensalão

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Rogerio A. Mendonça

01/12/2013 - 00h47

O PÓSDB foi preso porque o helicóptero do pó deu pane, quantas toneladas passaram antes do acidente?

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francisco

28/11/2013 - 19h55

nossa, a globo recebeu e genoino levou a culpa, a não essa história precisa ser recontada, pois mentira tem perna curta, o povo precisa saber a verdade, quem comeu que pague, papagaio faz e periquito leva culpa, não desistiremos enquanto a verdade não for massificada, contem comigo sou mais um nessa luta.

Responder

José Neto

28/11/2013 - 16h01

Azenha, poderia me mandar um email de contato, pois gostaria de lhe enviar um vídeo que recortei da ap 470 onde Ayres Britto cita que a Companhia de meios de pagamento, que só por ter Brasileira no nome deve ser considerada estatal, pesquisei esta pérola pois você pode mandar para os Blogueiros conhecidos como o Miguel do Rosário que está engajado na defesa do Pizzolato, e eu gostaria de ajudar a desmascarar esta farsa. Abraço

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Julio Silveira

28/11/2013 - 14h07

A propósito. Apesar de termos como representantes legais na mais alta corte do poder judiciário do Brasil 11 membros, apesar deles serem a ultima instância jurídica e termos que nos submeter as suas interpretações da Lei, mesmo sendo considerados notáveis, ainda assim são interpretações particulares de pessoas sujeitas as diversas circunstancias que cercam os poderosos em qualquer meio.
Para nós, cidadãos de bem, a atenção a nosso próprio sentimento e nossas próprias avaliações e convicções não devem ser por nós mesmos desconsideradas, para seguir bovinamente personagens que estabeleceram, por cima, nos representar. Por isso, para que formemos valores para nosso próprio juízo convém recebermos o maior número de informações sobre assuntos de nosso interesse e muita transparência nesses assuntos, quanto mais melhor, para que após nosso arrazoado formemos nossas criticas e após consigamos ficar em paz com nossas próprias consciências.

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Julio Silveira

28/11/2013 - 13h26

Para mim todos os esforços sinceros para se esclarecer esse conturbado assunto são bem vindos. Acho que os agentes envolvidos devem legitimamente buscar reparar e resgatar, de todas as formas, qualquer prejuízo que possam ter tido nesse evento. E se ficar provada manipulação politica para prejudicar pessoas envolvidas na situação que seja bradado de forma clara e transparente no País. Nosso problema cultural de se criar duvidas sobre todo mundo, principalmente politico, é fruto da pouca confiança e da falta de transparência que ocorrem dentro das instituições da corte (poderes constituídos e seus apêndices) que demonstram estar servindo de instrumento a grupos de poder e não ao centro do poder que deveria ser toda cidadania.
Toda a transparência e publicidade que puder ser dada para essas questões, pelo menos para mim, será bem vinda.

Responder

Maria Izabel L Silva

28/11/2013 - 10h31

Galera do uatsap e do feicebuqui, mesmo que a matéria seja longa para as habilidades limitadas de leitura que vocês possuem, faça um esforço de ler por que vale a pena. E parem de dizer que este blog é patrocinado pelo PT. Se vocês acreditam nisso, então o que é que estão fazendo aqui seus otários?
Como dizia o tabareu, esse blog é patrocinado pelo ouro de Moscou, que como vocês sabem, continua circulando por ai…

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Hell Back

28/11/2013 - 01h18

Sob esse STF é muito difícil isso acontecer, pois o mesmo ignora tudo e todos.

Responder

renato

28/11/2013 - 00h16

Já pensou,meu pai preso por um crime, onde paira, a dúvida!
E daqui 7 dias ele vai para cadeira elétrica!
Acredito que nem a “vida” suportaria tal absurdo e desmando!
Tenho que tirar o chapéu para Joaquim Barbosa, porque ao menos
tem culhões. Esta peitando todos, certo ou errado.
Quanto aos outros, as entidades, a OAB, ao advogado de porta de
cadeia, a senhora vendada, só estão de muita conversa…..
Mas parece pessoas que gostam de ir ao programa da Gimenez…
Jogaram a Justiça como Poder no Lixo.

Responder

Messias Franca de Macedo

28/11/2013 - 00h03

Joaquim Barbosa tropeça no mensalão do DEM
Quatro anos de impunidade do mensalão do DEM escracham o rigor seletivo de Joaquim Barbosa e o caráter da AP 470 como julgamento de exceção.

Joaquim Barbosa tropeça no mensalão do DEM
Quatro anos de impunidade do mensalão do DEM escracham o rigor seletivo de Joaquim Barbosa e o caráter da AP 470 como julgamento de exceção.
Uma decisão de Sua Majestade, a Rainha de Copas do Supremo Tribunal Federal, que responde pela alcunha de Joaquim Barbosa, acaba de criar um grave problema. Ao fazer a troca do juiz que cuidava da execução penal dos condenados da AP 470, em busca de alguém “mais duro”, Barbosa tropeçou na Caixa de Pandora do mensalão do DEM.
Ao escolher um juiz para chamar de seu, optou, por acaso, por alguém que é filho de um alto dirigente do PSDB-DF. Pior: o pai desse juiz foi secretário do governo de José Roberto Arruda, no Distrito Federal, e é considerado por muitos como o mais fiel aliado do ex-governador após o escândalo que o derrubou. Arruda caiu flagrado na operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que revelou o que se tornou conhecido como o “mensalão do DEM”.
A Caixa de Pandora, também por acaso, completa 4 anos exatamente nesta semana. Em 27 de novembro de 2009, a Polícia Federal expôs um farto conjunto de provas materiais do esquema de desvio de dinheiro público. O próprio José Roberto Arruda foi pego com a mão na cumbuca, em um vídeo no qual recebia dinheiro vivo – se Barbosa não sabe, é a isso que se chama propriamente de “domínio do fato”.
O DEM ficou com a pecha daquele mensalão, mas é bom lembrar que Arruda era egresso do PSDB, tendo sido líder do governo FHC no Senado. Renunciou para não ser cassado por um outro escândalo, o do painel do Senado. Retornou à política como deputado federal e, depois, como governador, eleito pelo PFL (atual DEM) e trazendo seu querido PSDB para seu governo. Chegou a ser cogitado para vice de José Serra, nas eleições de 2010, não fosse a Federal ter estragado tudo.
O contraste é gritante. Arruda continua livre, leve e solto. Ficha limpa, ele pode inclusive concorrer às eleições do ano que vem. Filiado ao Partido da República (de Waldemar Costa Neto e Anthony Garotinho), Arruda conversa sobre alianças para 2014, no DF, com o PSDB, o PPS e, como não poderia deixar de ser, o DEM.
Detalhe: o processo do mensalão do DEM foi desmembrado. O único que responde atualmente em instância superior é um conselheiro do Tribunal de Contas do DF. Com isso, a maioria dos denunciados, a começar por Arruda, responde a processo em primeira instância, não recaindo na Lei da Ficha Limpa, que exige condenação pelo menos em segunda instância.
Nesse sentido, os quatro anos de impunidade daquele que foi apontado como chefe do mensalão do DEM escracham o rigor seletivo de Joaquim Barbosa e o caráter da AP 470 como julgamento de exceção.

(*) Antonio Lassance é doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB).

25/11/2013

FONTE: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Joaquim-Barbosa-tropeca-no-mensalao-do-DEM/4/29639

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Marat

27/11/2013 - 23h54

Corrigir distorções, erros etc…? Até parece que o Luís XIV do STF vai pensar nisso…

Responder

Messias Franca de Macedo

27/11/2013 - 23h22

VÍDEO apresentado pelo escritor Fernando Morais DESMASCARA O MENTIRÃO!

http://www.youtube.com/watch?v=R_aoUPiXIxU

Responder

Sr.Indignado

27/11/2013 - 23h15

Ou o Gilmar Mendes e o Joaquim Barbosa processam a revista Retrato ou o julgamento tem que ser anulado. Acho que não vão dizer nada, pois o STF pode tudo acima da lei.

Responder

jose carlos lima

27/11/2013 - 22h59

Barbosa jacta-se em dizer “EU SOU A LEI”, ‘EU SOU O ESTADO”. E assim, sem ser importunado, vai avançado, dando uma olhada nas licenças prá lá de suspeitas, do Barbosa, vi que, em 2010, quando ele estava com 60 dias de licença a serem gozadas,o homem foi curado pelo milagre do mensalão,,,

Vejam só vcs que, em 2010 o homi estava de cama e a imprensalona toda reclamando do “indolente’ quando de repente ele foi alvo de um milagre: As licenças foram jogadas para o ar, o homi ficou curado cem por cento e o Estadão registrou a inédita transformação do sujeito rumo à “ascenção social” por causa do mensalão:

“(…) Ele[Barbosa] também garantiu ao jornal Folha de S.Paulo que só retorna aos trabalhos “quando estiver cem por cento curado”. “Não quero mais sacrificar minha saúde, como fiz nos últimos três anos”, disse.

Na próxima quinta-feira (12/8), porém, o ministro vai interromper a licença médica para dar continuidade ao julgamento do processo do mensalão e desempatar a votação sobre a incidência da Contribuição Social sobre Lucro Líquido nas vendas ao exterior feitas pelas empresas.

[Notícia alterada em 10 de agosto de 2010, às 20h30, para correção de informações.](…)”

http://www.conjur.com.br/2010-ago-10/nada-me-choca-cezar-peluso-joaquim-barbosa

Pois é, o homi se revigorou de saúde e virou outro por ter pego a relatoria do mensalão, e a ministra Carmem Lúcia de cara aponto: Esse ai vai ter ascensão social….e, pasmem, ele cancelou a longa licença que a que teria direito(http://jornalggn.com.br/blog/iv-avatar/mensalao-curou-barbosa-de-todas-as-doencas). Prá mim, se a cancelou é pq elas eram falsa, ou seja, não precisava estar de licença mas, para quem acredita em milgares, imagina só o “milagre” que o curou Barbosa: O mensalão! No momento em que ele tomou ele se tornou relator da AP 470 mudou tudo na vida de Barbosa e, daí prá cá, a imprensa não mais pegou no pé dele e teve ministra que comentou: Esse ai vai ter ascenção social (por causa do menslão)…enfim,,,

Responder

Messias Franca de Macedo

27/11/2013 - 22h49

Dossiê Pizzolato revela que BB e Visanet não apontam prejuízo com o ‘mensalão’

Jornal Correio do Brasil – por Redação – do Rio de Janeiro

27/11/2013 13:33

Pizzolato argumenta que há provas no processo, capazes de inocentá-lo integralmente dos crimes a que foi condenado no relatório de Joaquim Barbosa.

A versão de que os recursos do Fundo Visanet eram de uma empresa privada – e não de uma empresa pública, como foi apontado no relatório do ministro Joaquim Barbosa sobre a Ação Penal (AP) 470, do Supremo Tribunal Federal (STF) – ganharam um reforço de peso, nesta quarta-feira, no vazamento do relatório do Banco do Brasil (BB) ao blog *O Cafezinho, do jornalista Miguel do Rosário. Segundo a assessoria de imprensa do BB, provocada por um pedido de vista do Correio
do Brasil aos balanços nos quais deveriam aparecer os prejuízos causados pela suposta operação fraudulenta que teria
incriminado o ex-diretor de Marketing da instituição bancária HenriquePizzolato, “todas as informações relativas ao caso já foram
encaminhadas ao STF”.

(…)

Ainda
segundo Miguel do Rosário, “é preciso entender que o BB não é casa da mãe Joana. Nenhum servidor tem o poder de ‘repassar’ R$ 74 milhões do BB para nenhuma empresa. No caso do Visanet, o BB havia nomeado um gestor para cuidar dos assuntos relativos ao Fundo Visanet. Era Leo Baptista”.

(…)

Ainda segundo O Cafezinho, outra pericia mostrou “que o Fundo Visanet é um fundo privado, na qual uma multinacional o controla”

“O fundo visanet hoje se tornou o CIELO. De acordo com Barbosa, o dinheiro público teria sido desviado do Fundo Visanet que é uma empresa privada. No entanto, o inquérito 2474, encaminhado ao STF, que correu sob segredo de justiça até tempo
atrás mostra que o dinheiro do Fundo Visanet foi em grande parte para as Organizações Globo através da DNA propaganda de Marcos Valério e Barbosa não colocou em juízo a Rede Globo também no caso”, afirmou.

Leia *aqui a íntegra do documento.
*http://www.slideshare.net/megacidadania/3-bb-vol-25-pg-5226-a-5241-auditoria-bb-07-122005

FONTE: http://correiodobrasil.com.br/noticias/brasil/dossie-pizzolato-revela-que-bb-visanet-nao-apontam-prejuizo-com-mensalao/665656/

Responder

Irineu

27/11/2013 - 22h43

parte do texto acima.

“A condição é que se tenha serenidade para se esclarecer o que foi feito com o dinheiro, uma bolada de R$ 73,8 milhões, que, conforme o relator Joaquim Barbosa, foi desviada para subornar parlamentares e garantir a base de apoio do governo Lula no Congresso.”
___________
Se foi pra subornar conforme o Joaquim Barbosa cita.
E os subornados sendo pactuantes com o desvio, também não deveriam ser julgados e condenados?

Responder

Messias Franca de Macedo

27/11/2013 - 22h35

AUDITORIA DO BANCO DO BRASIL – cópias dos documentos em
http://www.slideshare.net/megacidadania/3-bb-vol-25-pg-5226-a-5241-auditoria-bb-07-122005

Responder

FrancoAtirador

27/11/2013 - 20h36

.
.
O LAUDO ‘SALVAGUARDA’ DA JUNTA MÉDICA BARBOSIANA

As conclusões do Laudo Pericial elaborado pela Junta de Médicos da UnB,
constituída por determinação do Supremo Presidente do Supremo Tribunal F.
para avaliar o estado de saúde do petista José Genoino, enfermo e preso,
poderia ser classificada de hilária, considerando as contradições freqüentes,
não fosse a crueldade subliminar contida nas afirmações categóricas,
nos 4 primeiros itens dessas mesmas ‘Conclusões’ da Junta Médica Pericial,
seguidas invariavelmente de ressalvas* que desmentem as próprias assertivas,
supostamente técnicas, mas intencional e premeditadamente colocadas
de forma a prejudicar o petista, cuja gravidade da doença já foi atestada
por diversos outros Médicos, em Laudos anteriores, além de ser pública e notória,
e testemunhada por todos os que o visitaram na Penitenciária do Distrito Federal.

Note-se que no corpo do Laudo Pericial é propositalmente repetida a expressão
“não sendo imprescindível [SIC], para tanto,
a permanência domiciliar fixa do paciente”,
para dar margem a que o Supremo Presidente do STF indeferisse, de plano,
o pedido de prisão domiciliar requerida por José Genoíno ao Supremo.

Entretanto, ao final dos itens 1, 2, 3 e 4 de tais ‘Conclusões’ da Perícia
são acrescentadas pelos Peritos Médicos da UnB salvaguardas (*), tais como:

“1) existência em passado recente de Aortopatia Aterosclerótica e/o Hipertensiva representada por Dissecção Aguda da Aorta Ascendente… Entretanto, o paciente deve se submeter a acompanhamento ambulatorial periódico da sua condição pós-cirúrgica.”

“2) portador atual de Hipertensão Arterial Sistêmica… salvaguardadas a oferta e administração do regime terapêutico.”

“3) portador de Dislipidemia… salvaguardadas a oferta e administração da medicação.”

“4) portador de circunstancial Distúrbio da Coagulação (Hipocoagulabilidade)… salvaguardadas as condições para o devido controle periódico do tratamento.”

Ora, essas aparentemente simples, porém absolutamente significantes, ressalvas*
condicionam o tratamento a uma situação que é incompatível e impraticável
no regime penitenciário em que se encontra o paciente preso, isto é,
os procedimentos terapêuticos recomendados pela Junta Médica Oficial
nas ‘Conclusões’ Periciais, somente poderão ser concretamente realizados,
se o doente crônico, caso de José Genoíno, não estiver na cadeia em Brasília.

Observe-se:

Íntegra do Laudo ‘Salvaguarda’ da Junta Médica Barbosiana em:

(http://imguol.com/blogs/52/files/2013/11/Laudo-JoseGenoino-STF-26nov2013.pdf)
.
.
(*) “SALVAGUARDADAS”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, (http://www.priberam.pt/dlpo/SALVAGUARDADAS) [consultado em 27-11-2013]:

fem. plu. part. pass. de salvaguardar

sal·va·guar·dar – Conjugar
verbo transitivo

1. Proteger, defender, livrar de perigo.

2. Ressalvar*; acautelar. [!!!}

(*) “SALVAGUARDA”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, (http://www.priberam.pt/dlpo/SALVAGUARDA) [consultado em 27-11-2013]:

sal·va·guar·da*
substantivo feminino

1. Proteção concedida por uma autoridade qualquer.

2. Salvo-conduto.

3. [Figurado] O que serve de defesa, de amparo, de garantia.

4. Ressalva*; condição*; cautela. [!!!]

5. [Encadernação] Folha de papel do formato do livro, mas sobrando 5 mm no sentido do lombo. (Nesse excedente dá-se um pouco de cola e assenta-se o primeiro caderno sobre a salvaguarda, virando a área que tem cola sobre o festo para que fixe. Fica, assim, a salvaguarda segura ao caderno sem prejudicar a colocação da guarda. Executa-se a mesma operação ao último caderno.)

(http://www.priberam.pt/dlpo/Conjugar/salvaguardar)
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No Blog O Cafezinho, do Miguel do Rosário, saiba quem são os ‘MAUS MÉDICOS’
que constituíram a Junta Pericial que avaliou José Genoíno em Brasília:

(http://www.ocafezinho.com/2013/11/27/barbosa-contratou-medicos-antipaticos-ao-pt-para-tratar-do-caso-genoino)
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Leia, ainda, no DCM, do jornalista Paulo Nogueira:

Se Genoino morrer, dirão ao cadáver:

“Levanta e deixa de fingimento!”

(http://www.diariodocentrodomundo.com.br/se-genoino-morrer-dirao-ao-cadaver-levanta-e-deixa-de-sofrimento)
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Detalhe:

A Mídia Bandida, como sempre usando de má-fé, só trata nas manchetes do item 5 do Laudo ‘Salvaguarda’ da Junta Barbosiana, que diz respeito à Cardiopatia, como se apenas pelo fato de o problema no coração, propriamente dito, não sendo grave, José Genoino não pudesse ter um infarto do miocárdio ou uma parada cardíaca, ou um acidente vascular por hemorragia interna, diante da gravidade das enfermidades narradas nos 4 primeiros itens do mesmo Laudo.
Aliás, é bom frisar, no item 2 a própria Junta Médica recomenda que o “tratamento medicamentoso deve ser coadjuvado por dieta hipossódica,
restrição de atividade física vigorosa, prática regular de leve a moderada
atividade física aeróbica e restrição da influência de fatores psicológicos estressantes…”.
Se a Papuda fosse um Presídio da Suécia, da Noruega ou da Holanda, ainda vá…

Por falar nisso, leia também:

Suécia e Holanda fecham prisões.
Brasil fecha escolas e abre presídios.

Por Luiz Flávio Gomes

(http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/2013/11/19/suecia-e-holanda-fecham-prisoes-brasil-fecha-escolas-e-abre-presidios)
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Responder

lulipe

27/11/2013 - 20h22

Tem um trecho de uma música de Délcio Carvalho e Dona Ivone Lara que cai como uma luva neste texto:

“Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe, sonho meu…”

Responder

Narr

27/11/2013 - 19h50

Não tenho certeza disso não.
Vamos pensar.
O advogado do BB é advogado do BB e não do PT.
Se há uma sentença do STF que proclama que Pizzolato, sei lá mais quem, Dirceu, Valério etc desviaram 72 milhões, não cabe ao BB provar que isso é verdadeiro.
Para todos os efeitos, já está provado no STF e cabe ao advogado do BB, com a sentença do STF na mão, cobrar dos condenados.
Ou seja, o advogado do BB não vai perder tempo tentando provar algo que o STF anuncia que está provado.
A defesa dos que forem cobrados é que tentaria provar que não houve o desvio.
Aí confesso minha ignorância do Direito: haveria novo julgamento ou a coisa está encerrada? Paguem e pronto?
Acho que o BB ganhou na sorte grande e pronto. Os acionistas privados agradecem.

Responder

    FrancoAtirador

    27/11/2013 - 21h42

    .
    .
    Caro Narr.

    Lê a matéria abaixo e talvez entendas do que se trata:

    Notícias STF
    Segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

    AP 470: Plenário afasta fixação de valor mínimo para reparação de danos

    Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram, na sessão de hoje (17), não fixar valor mínimo para reparação dos danos causados pelas infrações cometidas pelos réus da Ação Penal (AP) 470.

    O relator, ministro Joaquim Barbosa, lembrou que não houve pedido formal nesse sentido, tanto por parte das pessoas que sofreram o prejuízo quando por parte do Ministério Público, que só o fez em alegações finais.

    A reparação está prevista no artigo 387, inciso IV, do Código de Processo Penal, que estabelece que o juiz, ao proferir sentença condenatória, “fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração, considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido”.

    Ao votar pela não fixação desse valor, o presidente do STF e relator afirmou que o caso da AP 470 tem algumas singularidades.

    “A extrema complexidade dos fatos e a intensa imbricação dos crimes tornam inviável a fixação de forma segura de um valor, ainda que mínimo, para reparação dos danos causados pelos delitos praticados por cada um dos réus”, assinalou.

    Como exemplo, o ministro lembrou que parte dos valores desviados pelos condenados no item III da denúncia (corrupção ativa e passiva e desvio de dinheiro) foram lavados pelos condenados no item IV.

    “Os empréstimos simulados do item V foram uma das etapas da lavagem desse dinheiro, que por sua vez serviu tanto para alimentar a corrupção ativa e passiva do item VI quanto para a evasão de divisas do item VIII”, afirmou.

    Em razão dessas peculiaridades, o relator disse que não via como identificar com precisão qual o montante devido por cada réu.

    “Isso só seria possível por meio de uma ação civil, com dilação probatória específica para esclarecimento deste ponto”.

    Embora favorável ao entendimento de que a aplicação do artigo 387, inciso IV, do CPP não dependa de a denúncia trazer pedido expresso nesse sentido, o ministro concluiu que, neste caso, “não há elementos seguros” para tal.

    (http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=226866)
    .
    .

    Narr

    27/11/2013 - 22h28

    OK, isso parece esclarecer. Como o STF reconhece a incapacidade de estabelecer valores, eles terão que ser disputados na Justiça.
    Então, o BB terá que encontrar provas do quanto deve receber e de quem deve cobrar. Situação espinhosa.
    A oposição e o PIG vão cobrar do BB, dizer que fez corpo mole para não cobrar dos mensaleiros.
    É uma situação quase surrealista: se o BB não conseguir encontrar o que cobrar, o PIG dirá que o governo é corrupto, se encontrar, o PIG dirá que a corrupção está provada.
    Muito trabalho para os advogados.
    O ideal é contratar empresas de auditoria externa na base do pagamento de comissão por valores recuperados.
    Se a lei o permite.

    Bonifa

    27/11/2013 - 22h18

    O problema não é apenas esse. Para cobrar, o BB precisaria de uma estipulação de quanto coube do butim ao banco para cada réu, e não se trata de cobrar apenas do Pizzolato. O BB tem que ter dados para operacionalizar a devolução. Se o STF não os dá, ele tem o direito de investigar por conta própria, se quiser de fato a devolução. Na investigação, tudo pode acontecer. Inclusive saber que não houve desvio, porque não? O STF não é Deus, e a Justiça prevê isso.

    Narr

    27/11/2013 - 22h51

    Pois então, preparemos nossos estômagos porque o PIG vai acusar o BB de engavetar a cobrança.

    lulipe

    27/11/2013 - 23h18

    No mundo jurídico isso é apenas o que se costuma chamar de direito de espernear.Nada vai alterar as sentenças já dadas e que não foram alvo dos embargos infringentes, o resto é apenas blá blá blá e chororô, caro Narr.

José Reinaldo Coelho Santos

27/11/2013 - 19h36

Tudo bem. Pelo que foi dito, parece que o dinheiro foi realmente aplicado em propaganda. Mas há uma coisa que ainda me intriga bastante: como é que uma empresa estatal como o Banco do Brasil ainda não veio a público para esclarecer a opinião pública sobre a auditoria que fez? Uma declaração do BB seria suficiente prá demolir todas as supostas mentiras do STF. Por que então o Bb não faz isso? Dilma e Lula não teriam poder para exigir que a empresa divulgasse a verdade sobre o assunto? Espero que PML responda a esta pergunta que tanto me inquieta.

Responder

Antonio C.

27/11/2013 - 18h47

A saga é emocionante. Pizzolato corre por fora pra demonstrar a maracutaia do Barbosa em torno da verba da Visanet. Vale até um “acordo de perdão” como forma de calar a boca de Pizzolato. Barbosa tenta ser ágil para desautorizar o Pizzolato. Barbosa é tanto mais autoritário quanto mais perde o controle do seu monstrinho 470. Por isso, eu digo que não se desesperem em relação a Genoino, o forte, e nem gastem energia se queixando do Barbosa, não o Ruy, o outro. Se for para agir, é melhor de outra maneira.

Responder

ricardo silveira

27/11/2013 - 16h35

O problema, hoje, é o STF provar que as condenações não foram um erro. Mas,pelo que se viu ele não precisa fazer isso. Para a revisão do julgamento os condenados precisam convencer a Globo. Obviamente, isso jamais ocorrerá. A única possibilidade são os novos ministros, que chegaram depois de tudo feito, se encherem de coragem e se convencerem de que, como está não pode ficar.

Responder

Lindivaldo

27/11/2013 - 16h27

Primeiro, os grandes juristas nos alertaram para a a insegurança jurídica que o Joaquim Barbosa e o STF nos estavam impondo com a condução da AP 470.

O Celso Bandeira de Mello, o Dalmo Dallari, o Ives Gandra, o Cláudio Lembo, e outros expoentes do Direito criticaram duramente o cerceamento do direito de defesa, o casuísmo e o atropelamento das garantias individuais no processo, classificando-o como de exceção e com viés político.

Não faltaram, entre os juristas, aqueles que pregassem até o impeachment do presidente do STF para o bem do Estado de Direito.

A eles uniram-se os intelectuais, líderes de vários partidos e outros segmentos da sociedade civil.

Ao substituir um Juiz da Vara de Execuções Penais por outro Juiz, ligado ao PSDB, três entidades representativas da magistratura (ADJ, AMB e Ajufe) romperam com o silêncio e foram à jugular do JB, acusando-o de “coronelismo jurídico”, uso de “canetada”, além de manifestarem clara preocupação com a interferência na autonomia da magistratura.

Por fim, a OAB aprova uma menção de repúdio ao JB e está requerendo ao CNJ esclarecimentos sobre o fato para fins de análise.

E as lideranças dos movimentos negros como estão vendo estas ações suspeitas do Joaquim Barbosa?

Após sua atuação no processo AP 470, o Joaquim Barbosa está longe de ser um herói, segundo a opinião do advogado do CEN ( Coletivo de Entidades Negras) abaixo transcrita na íntegra.

De fato, ao renegar os Quilombos, ele se hospedou na Big House e dançou ao ritmo do “plim plim”.

Como Capitão-do-mato, sim; Zumbi dos Palmares, nunca!

Que diria dele o grande Navegante Negro que liderou a Revolta das Chibatas em 1910?
Perdeu a dignidade de um “Mestre-sala Dos Mares”; e sambou no “Batuque na Cozinha” somente para melhor servir a sinhá!?

Com a toga negra do torturador, foi pior que este: mandou novamente ao tronco, e sem provas, ex-torturados que ainda se ressentem das torturas sofridas nos porões da ditadura militar.

O seu zelo com as coisas do opressor o consumiu, impedindo de ser mais um herói negro, após a chance de ouro lhe dada pelo Presidente Lula.

Virando as costas para o simbolismo histórico de sua nomeação, exorbitou cruelmente na perseguição de quem dedicou a vida pela redemocratização do País, da qual ele próprio se beneficiou.

Assim, ao entrar pelas portas do fundo da Casa Branca, ele ingressou definitivamente na funesta galeria dos traidores!

E que lhe dê as boas-vindas um outro Joaquim, o Silvério dos Reis!

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Leia abaixo o artigo de Luiz Paulo Bastos, advogado do CEN, Coletivo de Entidades Negras:

20 DE NOVEMBRO: O DIÁLOGO ENTRE JOAQUIM BARBOSA, UM JOVEM NEGRO E AS ARMADILHAS DO RACISMO

O racismo age das formas mais cruéis que podem existir. Lembro-me quando estudante de nível médio de uma das melhores escolas da rede particular de Salvador. Negros na minha turma somavam três, em um universo de 45 alunos. Era difícil conviver com o racismo velado pela elite que compunha aquele quadro de alunos. Ouvia algumas falas que me causavam indignação, a qual eu mesmo cuidava de reprimir, em um silencio que calava e ocultava muito mais do que a minha voz; aquele silêncio abafava a minha dignidade.

Àquela época, eu começava a perceber o quão difícil seria admitir o posicionamento político de me assumir negro dentro de uma sociedade racista. As piadas racistas me corroíam a alma com uma impiedade sem tamanho. Mas o pior não era ouvi-las, era ter que aceita-las por medo das represálias, da exclusão, do abandono, da solidão… Sim, passei muito tempo sem a coragem de assumir a minha identidade étnica, comungando com os padrões eurocêntricos que me eram impostos. Em troca da falsa aceitação de alguns camuflei muito do meu eu, escondi o descendente de pessoas escravizadas que trago em mim, ocultei as principais características demonstradas pelo povo negro ao longo da história brasileira: resistência e capacidade de reconstruir.

Mas a negritude não se permite esconder por muito tempo. Ela grita e invade sem pedir licença. Não! Não é por falta de educação. É pela necessidade de não se adequar às realidades (im)postas pela ideologia racista que se pretende predominante. Mas qual o porquê de remontar essa trajetória agora? Seria uma necessidade de valorização ou de piedade? Piedade nunca! Mas devo confessar que valorização talvez possa se encaixar neste relato. Sei do valor que trago em mim, assim como reconheço o valor dos meus pares. Porém, algumas ações ainda se fazem necessárias para que a sociedade brasileira passe a reconhecer e valorizar a população negra. Logo, a tentativa de valorização é cabida.

Contudo, a ideia deste relato foi traçar um paralelo com uma outra história. A história de uma pessoa negra, em um universo de onze indivíduos. Onze indivíduos que representam a alta cúpula do Poder Judiciário do Brasil. Onze Ministros que têm em suas mãos o poder de proferir a última decisão em processos judiciais. Onze Ministros que compõem o Supremo Tribunal Federal! Falamos de Joaquim Barbosa, o primeiro Ministro negro do Supremo Tribunal Federal. Quando falamos desta forma pensamos na quebra de um paradigma, o que de fato ocorreu. Foi ele o primeiro Ministro Negro. Mas se pensarmos que o Brasil tem a sua população composta por 51% de negros e que, de maneira inversamente proporcional, possui apenas um Ministro que representa esta parcela étnica em um universo de onze começamos a observar que o racismo também está instalado naquele espaço de poder, desde a sua composição.

Imagino que, assim como eu quando era estudante de nível médio, Barbosa tenha se rendido aos caprichos de uma elite dominante, sob o pretexto de ser aceito enquanto Ministro, de ser aquele que mostra serviço, aquele que, como ele mesmo diz, não faz “chicana”, aquele que parte significativa da população brasileira considera como herói, aquele que pune, que manda prender pela enganosa sensação de justiça das prisões. Será que, assim como eu quando adolescente, Barbosa não se perdeu em meio às armadilhas plantadas pelo racismo? Penso que sim e passo dizer os porquês.

Quando do julgamento a Ação Penal 470, rotulada de processo do mensalão, Joaquim Barbosa esqueceu que a maioria da população carcerária do Brasil é composta por negros. E que esta realidade se apresenta como consequência de um longo, injusto e ainda atual processo de negação do povo negro. Incialmente escravizados e, quando libertos, considerados vadios, o negro sofreu um fenômeno de criminalização histórico. Prova disto é que os únicos índices que continham dados estatísticos da população negra se davam por meio dos boletins policiais, o que, somado à ausência de vontade política de construir ações voltadas para este segmento populacional, impossibilitou a construção de programas que garantissem a vida em condição de dignidade para a população negra. Mas o que o julgamento do “mensalão” tem a ver com o povo negro?

Aliada ao processo de criminalização, ou melhor, entranhada no processo de criminalização, a violação da “presunção da inocência” se constituía e se constitui como o principal fator do grande número de negros, em sua maioria jovens, compondo a população carcerária. Para a sociedade nascemos culpados e devemos nos esforçar para provar a nossa inocência. Qualquer decisão que condene réus, ainda mais privando-os da liberdade, sem provas capazes de comprovar a veracidade das acusações fortalece o racismo entranhado na nossa sociedade, uma vez que cria precedente para que aqueles que são historicamente criminalizados sejam formalmente condenados.

Quando o Ministro Joaquim Barbosa, na Ação Penal 470, carrega a bandeira da condenação arbitrária, sem provas, em total desrespeito à presunção da inocência, condenando homens e mulheres, dentre eles homens que contribuíram genuinamente para a redução das desigualdades sociais e regionais deste país, ele anuncia o risco a que os negros brasileiros estão submetidos. O risco de serem condenados sem qualquer parâmetro de justiça e de razoabilidade, condenados única e exclusivamente pela lógica do racismo.

Sei o quanto é difícil se sentir sozinho Joaquim. Ser voto dissonante não apenas entre onze Ministros, mas perante significativa parcela da população que, doutrinada na perspectiva big house, acredita na veracidade das mentiras repetidas por meio da arma de destruição em massa que camufla a sua perversidade pela sonoridade de um doce “plim plim”. Mas foi assim, por meio da dissonância, que se construíram os nossos heróis: Luiza Mahin; Zumbi; João Cândido, o Almirante Negro; e muitos outros. O poder da resistência se dava por meio da não aceitação da doutrina da elite branca, de carregar em si parte dos seus, do não se deixar levar no mar revolto de tubarões brancos.

Não! Joaquim Barbosa não é o nosso herói. Os nossos heróis não tiveram dúvidas, não esqueceram os seus pares. Não se calaram como eu quando pressionados pela elite racista; não se renderam ao posicionamento das elites brancas direitistas. Mas Joaquim, também, não pode ser considerado o nosso algoz. A sensação da solidão muitas vezes nos trai e o racismo se utiliza destas artimanhas para fazer de nós instrumentos da nossa própria derrota. Cabe a Joaquim fugir da perspectiva da justiça universalista, que se apresenta com argumentos vazios, e que faz com o que os efeitos das decisões atinjam os segmentos mais vulnerabilizados. Mas a nós, negros, cabe o apoio aos nossos iguais para que sintam que o coração que pulsa por igualdade conta com outras milhões de batidas uníssonas pela dissonância que grita, no dia 20 de novembro, dia da consciência negra: “não ao racismo, de qualquer lado que ele se apresente”.

Responder

Murdok

27/11/2013 - 16h22

Seguir o caminho do dinheiro. É por ai mesmo.

Responder

Genghis Khan

27/11/2013 - 15h20

Com tudo o que já foi dito e comprovado, tem que ser muito imbecil para acreditar no ‘mensalão’. Mas tem outra hipótese para justificar a crença no mensalão: desonestidade intelectual. O sujeito sabe que a história não se sustenta, como serve aos seus ‘ideais’, às favas com as provas e os fatos.
P.S. Prefiro o primeiro, porque o segundo é o verdadeiro canalha que ladra porque não lhe deixam chegar perto do cofre. É o indignado seletivo, o mesmo que diz que a corrupção da SIEMENS/ALSTOM (confessada pelos corruptores e com condenações na SUIÇA, é mero esquema de petralha para encobrir o mensalão.

Responder

ricardo

27/11/2013 - 14h17

O Moleira não desiste.

Responder

Véio zuza

27/11/2013 - 14h14

O Banco do Brasil foi fundado por D. João VI. Afundou, voltou, faliu, voltou, veio a ditadura, as diretas, o Lula… e continua lá. Muito JB já passou nesse tempo. O homem passa e o banco fica…
Acho que é um tática “mineira” (ou “chinesa”), tudo com calma, com muito tempo. O BB – o Pizzolato é “funcionário” do BB, deve ter amigos lá – inicia uma investigação, cozinha pé do galo e quando o JB estiver na planície, divulga o resultado: “não tem desvio nenhum. o dinheiro nunca foi do BB.o dinheiro da VISANTE é privado”. O Teori Z. era do BC e entende do riscado; pode concordar, dar entrevista, etc…
Ai o jogo já está virando. Não é decisivo, mas é uma pedrinha no sapato do JB…

Responder

Marcos

27/11/2013 - 14h10

É muito otimismo. No Brasil a globo faz a “verdade”. Se o Brasil quiser ser um país sério é preciso democratizar a mídia.

Responder

italo

27/11/2013 - 14h01

O Zé Genoino e o Zé Dirceu permanecem na Papuda, mesmo que a globo devolver 80% que recebeu do ValerioDantas, seja este dinheiro público ou não. Restauramos a Justiça, ahhhh!

Responder

henrique de oliveira

27/11/2013 - 13h43

74 milhões , isso é dinheiro de pinga perto da sonegação de globo que chega a quase 1.5 bilhões e nem se compara com os 15 bilhões do trensalão , se a pena for pela grana roubada haja viveiro para guardar tucano pelo resto dos dias do universo.

Responder

Messias Franca de Macedo

27/11/2013 - 13h11

LUCRO ESPÚRIO E CRIMINOSO DOBRADO NO HOSPITAL DOS MÉDICOS DA “junta médica” do golpe! O BENEFICIÁRIO-MOR é o médico Cantídio Lima Vieira, integrante da “junta médica” do rábula psicopata a soldo dos golpista$$$.

Cantídio Lima Vieira é sócio de duas clínicas que prestam serviço ao Senado. O BENEFICIÁRIO: o médico Cantídio Lima Vieira é sócio de
duas clínicas que prestam serviço ao Senado.
A clínica ProCardíaco, que recebe como conveniada do Senado, tem como dono o servidor Átila Cesetti. Médico do próprio Senado, Cesetti ganha salário de R$ 42 mil mensais.

CARO E POUCO EFICIENTE

O hospital do Senado, que ocupa uma área de 2.500 metros quadrados, não
atende nem 5 mil pessoas por mês e custa ao contribuinte R$ 5 milhões por ano.
(…)

ESCÂNDALO!

Quem visita o Departamento Médico do Senado encontra um local sem filas. Segundo a auditoria da FGV de 2009, a média de atendimentos não chega a cinco mil por mês. Uma UPA, que possui metade do corpo de funcionários, atende 25 mil pacientes no mesmo período. O hospital do Senado ocupa uma área de 2.500 metros quadrados e sua estrutura custa ao contribuinte R$ 5 milhões por ano. Pelo estudo, o grosso da demanda dos mais de 25 mil beneficiários do plano de saúde da Casa acaba sendo suprido pela rede hospitalar privada, paga com o fundo do Sistema Integrado de Saúde do órgão legislativo. O maior sintoma da ineficiência do serviço médico é o volume de gastos com reembolso de despesas dos parlamentares com hospitais particulares. Os senadores não utilizam os serviços do hospital da Casa e apresentam R$ 60 milhões em notas de ressarcimento por ano. O orçamento para despesas médicas dos parlamentares, servidores, aposentados e dependentes chega a R$ 105 milhões anuais.

FONTE: http://www.istoe.com.br/reportagens/256069_MARAJAS+DE+JALECO

Responder

Lucas

27/11/2013 - 12h57

Esse assunto sinceramente já está tão desvirtuado e cheio de emoções cegas e egoistas que queda dificil conceber que se trata de um ‘extraordinário’ argumento contra a decisão final da AP 470. Primeiramente, pelo fato de que o Banco do Brasil não é uma entidade 100% pública, tem participação privada, segundo o Banco do Brasil apesar de ter a adminsitração feita pela Administração Pública, grosso modo, atua nos moldes das instituições financeiras privadas. Será que esse BE a BA básico de qualquer iniciante jurídico não seria observado pela mais alta corte? Claro é que existem minúcias que podem, ou não, corroborar com os documentos apresentados neste artigo, assim como também podem desqualificar completamente a informação deste artigo, que por mais íntegra pareça carece de fundamentos jurídicos que complementem o entendimento do leitor, pior, só confundem. Ainda, por mais que a figura do J.Barbosa não me agrade,o fato é que o processo ocorreu dentro da legislação, dentro do previsto pela CRFB, e por um colegiado, este, que bem se diga, com indicados pelo próprio governo. Portanto, é de se rechaçar veemente qualquer cogitação de tribunal de exceção. Não me agrada a ideia de que pessoas que num passado remoto muito lutaram para que este pais pudesse ter uma Corte independente, mas o exemplo deles acaba conferindo que o resultado da luta, de certa maneira, foi logrado. E infelizmente o ser humano é humano por natureza, não divino. É difícil, mas com o passar do tempo temos que aceitar a realidade de que ninguém é incorruptivel por natureza, o que existe na verdade, é um “estar” sem ser corrompido. Não comparo os réus politicos da AP 470 com Jesus Cristo, isso é uma blasfemia e precisamos amadurecer e extirpar qualquer tipo de fundamentalismo. Desejo maior coerência, desejo inteligência e sapiência a todos, por mais díspar que seja minha opinião.

Responder

Josélio farias

27/11/2013 - 10h01

….viram a manchete de O Globo de hoje?????? Arregaçou a defesa do PSDB,virou folhetim peessedebista escancarado…..ponto

Responder

jose carlos lima

27/11/2013 - 08h58

Morri de rir lendo o artigo onde Reinaldo Barbosa detonou Barbosa por causa de falsos atestados médicos, e lhe sugeriu aposentar-se, agora Genoino não pode se aposentar, que coisa heim…

Antes do “mensalão’ que deu fama e apoio da mídia para Barbosa, seus pares do STF cogitaram pedir junta médica para averiguar suspeita de atestados médicos falsos para Barbosa
http://www.conjur.com.br/2010-ago-02/ministro-joaquim-barbosa-renova-licenca-medica-60-dias
Neste artigo, o Reinaldo Azevedo, da Veja, detona Barbosa por causa dos supostos atestados falsos
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/ou-joaquim-barbosa-volta-ao-trabalho-ou-tem-de-se-despedir-do-stf-e-simples/
Como o mensalão curou Joaquim Barbosa, que até interrompeu a licença médica para cuidar do caso, o homi, que so vivia duante, diante da possibiidade de ascenção social e conquista de poder por ser relator do mensalão, ficou bonzinho, interrempeu a licença, e agora fica meses a fio sem sofrer qualquer recaída, estranho não
http://www.conjur.com.br/2010-ago-10/nada-me-choca-cezar-peluso-joaquim-barbosa

Barbosa disse que só voltaria ao trabalho quando estivesse cem por cento curado e o mensalão o curou cem por centor, dizem que o poder é afrodisíaco,,,e curativo tambem,,,da pra ver
http://www.conjur.com.br/2010-ago-09/joaquim-barbosa-retorna-stf-quando-estiver-curado

Ministros dependem da saúde de Barbosa
http://www.conjur.com.br/2010-ago-10/ministros-stf-esperam-definicao-saude-joaquim-barbosa

E Barbosa dá a entender que, como qualquer trabalhador do inss, poderia era estar aposentado…mas o mensalão o curou de todas as doenças..rsss
http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/barbosa-erra-ao-cobrar-privacidade-em-ambiente-publico-de-lazer-durante-licenca-medica/

Responder

Gerson Carneiro

27/11/2013 - 06h57

A não ser que a Direção do Banco do Brasil esteja infestada de tucanos. Daí eles só irão ratificar a peça do “mensalão”.

Responder

    Sérgio Vianna

    27/11/2013 - 12h58

    Não duvide disso…

    lá sobram tucanos e outros trapalhões…

    Socrates

    27/11/2013 - 18h02

    PELO q vejo a PF tá cheia de tucanos e se o BB também tiver então é por isso q o gov DILMA não vai p/ frente. TEM TRAÍRAS E inertes demais. É o zé da justiça, é o Bernardo das comunicações, … ÊTA POVO brasileiro p/ ter sangue doce p/ traidores. VIXE!!!!

Euler

27/11/2013 - 01h53

Só será possível uma análise isenta por parte do STF se, e quando, o Governo Federal conseguir alterar a composição daquela corte, colocando mais dois ministros não pautados pela mídia. Por enquanto, o placar é: 7 x 4 contra o PT, com uma possível alteração para 6 x 5.

Mas, o PT poderá usar estes esclarecimentos para convencer parcelas da população do quanto o julgamento do “mensalão” foi político. E isto tem peso no julgamento moral e eleitoral. E o governo federal dispõe de instrumentos, tanto para investigar a fundo sobre os recursos do Visanet (quem pagou e quem recebeu), quanto para divulgar para a população os resultados da investigação. Basta querer. Mas, será que o governo federal – Lula, Dilma – quer realmente apurar os fatos? Eis a questão.

Responder

fatimacoelhosantanna

27/11/2013 - 01h41

Vergonha do nosso STF,Joaquim barbosa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

fatimacoelhosantanna

27/11/2013 - 01h35

Entao Joaquim barbosa,o domínio dos fatos estão vindo atona,quero ver vc sair desta (vc envergonha o nosso STF)

Responder

FrancoAtirador

27/11/2013 - 00h13

.
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Essa situação é assombrosamente surreal, mas torço para que vá adiante!

Como é que o Banco do Brasil vai recuperar valores que não eram dele?

E, ainda que fossem, os gastos em publicidade do Cartão de Crédito Ourocard

nos diversos Meios de Comunicação do País, principalmente na Rede Globo,

e em patrocínios de equipes e atletas das mais variadas modalidades de Esporte

estão comprovados por inúmeras faturas de pagamento pelos serviços prestados.

Quero ver, ao final, o Banco do Brasil, a Cielo, a Polícia Federal e o MPF

declararem expressamente que não houve desvio de dinheiro público algum.
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.

Responder

    Bonifa

    27/11/2013 - 02h39

    Até um congresso de magistrados foi patrocinado pela Visa Ourocard com este mesmo dinheiro, e até membros do STF compareceram a este congresso. O Banco sabe muito bem que não houve qualquer perda de dinheiro que lhe pertencesse, já que fez duas auditorias e estas atestaram isto. Repassado à DNA, o dinheiro foi. Para que ela fizesse publicidade Visa, este foi o motivo oficial do repasse. O Banco poderá até considerar de saída que o STF está certo, e que o dinheiro não foi empregado em publicidade. Mas poderá também investigar por conta própria se o dinheiro repassado foi gasto realmente em publicidade pela DNA, nada o impede de fazer isso. Para isso poderá fazer investigação independente ou apelar para a Polícia Federal. De qualquer modo, sempre teria de recorrer à Polícia Federal, porque em se supondo que o dinheiro pode não ter sido gasto em publicidade, o Banco deveria pedir uma investigação policial detalhada sobre o destino do dinheiro, já que os autos do processo não discriminam isso. E ao que tudo indica, o dinheiro foi de fato empregado em publicidade, não havendo razão para que o Banco o peça de volta. Cairá por terra, aí, todo o processo do mensalão, que se baseia em desvio de dinheiro público, que não houve. Mas acontece que este mensalão é tudo na vida para a oposição. Ela não tem bandeira alguma, apenas este mensalão. E não será surpresa se, com auxílio de mídia, for inventada uma trama ainda mais ousada que as que foram inventadas até agora, para, apesar de tudo, tentar dar a entender à opinião pública que o julgamento foi correto. Uma mentira exige outra para se sustentar, e outra, até que tudo fica insustentável. Por outro lado, o Supremo que agora tem outra composição, bem poderá por um fim nisso tudo anulando em parte este julgamento, sem se sentir incômodo com as pressões da oposição e de sua grande mídia. A justiça terá dado um grande passo à frente, neste caso.

    museusp batista neto

    27/11/2013 - 13h46

    Para a constatação de que NÃO HOUVE DESVIO DE DINHEIRO PÚBLICO, por conseguinte, a peça acusatória e TODO O PROCESSO do chamado mensalão não passam de um EMBUSTE tramado pelos PGR e o STF, não há necessidade de fazer nenhuma auditoria no BB. Basta qualquer um consultar o registro da VISANET e verificar que se trata de uma empresa PRIVADA multinacional de capital aberto que investiu os 70 e poucos milhões em publicidade e ficou satisfeita com a aplicação dos recursos. PONTO!!! Não há dinheiro DESVIADO e muito menos público, portanto, o imbroglio todo é uma patranha, ou “Vertigem” como chamou o jornalista Raimundo Pereira da revista Retratos do Brasil.

    FrancoAtirador

    27/11/2013 - 21h52

    .
    .
    Há chance de que isso aconteça

    na Ação de Revisão Criminal,

    a ser oportunamente oposta no STF.
    .
    .

    Bonifa

    27/11/2013 - 22h25

    Respondendo ao Batista Neto, a coisa é um pouco mais complicada que isso. O presidente da Visanet, ao que se sabe, era um político influente do PSDB à época, e ele foi responsável por informações distorcidas com o propósito de fazer mais crível a farsa do mensalão.

Elder

27/11/2013 - 00h03

Pode provocar reviravolta? Sei não…,diria o jeca desconfiado.

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Chuck

26/11/2013 - 23h35

O povo não é bobo! E vai mostrar reelegendo Dilma!

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Messias Franca de Macedo

26/11/2013 - 23h14

[BOMBA! EXTRA! DINAMITE!…] O ESTADÃO REVELA VÍDEO NO QUAL HENRIQUE PIZZOLATO DESCONSTRÓI A FARSA DO ‘MENTIRÃO’!

http://tv.estadao.com.br/videos,EM-NOVO-VIDEO-PIZZOLATO-ATACA-SUPREMO-E-DIZ-QUE-PT-NAO-PODE-ASSUMIR-ESSA-CULPA,218858,260,0.htm

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Elizete

26/11/2013 - 22h28

Quando vejo o que estão fazendo com as pessoas ligadas ao PT, me faço mil perguntas, o porquê desse silêncio? e, de repente me vem a mente a imagem de JESUS CRISTO, que diante da hipocrisia humana se fez SILÊNCIO. Jesus sabia que estava no caminho certo, por isso suportou toda a humilhação de cabeça erguida, ignorando toda forma de blasfêmia. Acredito que o mestre esteja intervindo nessa situação, pois DIRCEU E GENUÍNO parecem bem equilibrados, deixando transparecer que estavam no caminho certo.

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    Sr. R.

    27/11/2013 - 12h12

    Elizete minha cara,

    Faça um favor, tá? A discussão por aqui é política, então deixe o seu proselitismo da religião para outra ocasião. Não misture as coisas.

    ricardo

    27/11/2013 - 14h16

    Jesus Cristo? Menos, Elizete, menos.

lukas

26/11/2013 - 22h24

Cada hora vocês se agarram a uma boia diferente. Esqueceram do julgamento na Corte Interamericana de Direitos Humanos, do julgamento do Pizzolatto na Itália e agora veem com esta.

Uma hora se conformam.

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    Aliança Nacional Libertadora

    27/11/2013 - 00h07

    A cretinice de não ler o artigo e tripudiar exacerba a ignorãncia reacionária.

    Posso fechar os olhos e ouvir esse mesmo discurso pela UDN e a “sociedade” racista privilegiada.

    Não evoluem, aprimoram os defeitos…

    Maria Izabel L Silva

    28/11/2013 - 10h22

    “Boia diferente”? Chama isso de “boia”? Ou você não leu o artigo, ou você esta descerebrado. Confesso que o artigo é longo e cansativo para quem não tem o habito de ler e só sabe trocar mensagens nas redes sociais. Mas para quem tem o habito de ler e tem neurônios saudáveis, livres dos bagulhos do PIG, a matéria vale a pena. Como diria o tabareu, “Viva o Brasil”.

José X.

26/11/2013 - 20h02

Nada vai adiantar. Os supremos ministros do supremo são deuses, não estão interessados na opiniões de meros mortais. Desconfio que os políticos do PT condenados pela AP470 só serão redimidos daqui a 50 anos, como Jango. Meu medo agora é outro: agora que a porteira do STF foi aberta para psicopatas e jagunços da Globo. Imaginem quem Serra ou Aécio colocariam lá…não, não imaginem, é uma cena dantesca.

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bira

26/11/2013 - 18h59

Espero que isso não seja boato. Que o Banco tente reaver o “seu” dinheiro e, caso fique provado que o dinheiro não lhe pertence, os senhores ministros declarem as suas incompetências.

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Abelardo

26/11/2013 - 18h58

Azenha, tenho a impressão, que depois da publicação dessa matéria, surgirá uma ordem do alto comando da elite sangue suga, rancorosa e quadrilheira, para que os seus serviçais abortem as pretensões, de quem quer que seja, de tentar recuperar desvios do dinheiro público que nunca aconteceram, porque nunca foram desviados. Não deve ser difícil para eles, afinal as noticias que retratam as atitudes repugnantes e ridículas de setores da mídia e do judiciário, nos últimos tempos, coloca-os na condição serventes dessa elite brontossaura que devasta o país desde 1500.

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Um avião cheio de cocaína! O aécio está exagerando um pouco, não?

26/11/2013 - 18h43

E o carrasco trapalhão está cada vez mais desmoralizado…

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Vixe

26/11/2013 - 18h25

O que me incomoda é ver o linchamento do Genoino, do Dirceu e do Delúbio e a alta cúpula do PT num silêncio sepulcral.
Por que desse silêncio?
Por que Olívio Dutra apoiou as prisões?
Vingança?
Há muitas questões para serem respondidas e o PT, na sua totalidade, tem a obrigação de vir a público e dar satisfações a respeito do caso.
Até agora, só houve ações isoladas de amigos dos condenados e militantes anônimos que se empenham em provar que esse julgamento e as condenações foram pura farsa.
Do que a cúpula do PT tem medo?

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Luís Carlos

26/11/2013 - 18h06

Se houve crime na utilização desses recursos do VISANET os receptadores do dinheiro devem ser punidos também? Nesse caso, porque a Globo, por exemplo, que recebeu parte do dinheiro “criminoso” e “desviado” não é punida? Porque não foi crime?

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André Lima

26/11/2013 - 18h02

Vocês apenas se esqueceram do “domínio dos fatos”, que pra tudo serve,inclusive para envolver o BB.

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Regina

26/11/2013 - 17h59

é isso que tem que ser feito. Apoio.

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