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Ermínia Maricato: Os motivos para o “terror imobiliário”

publicado em 27 de janeiro de 2012 às 10:49

Colunistas| 26/01/2012 | Copyleft

CIDADES BRASILEIRAS

Terror imobiliário ou a expulsão dos pobres do centro de São Paulo

O modelo é contra os pobres que estão longe de constituírem minoria em nossa sociedade. O modelo quer os pobres fora do centro de São Paulo. Isso é óbvio. O que não parece ser óbvio é que, em última instância, a determinação disso tudo é econômica. A centralidade é a produção do espaço urbano e a mola propulsora, a renda imobiliária. E depois dizem que Marx está morto.

Ermínia Maricato, na Carta Maior

Dificilmente, durante nossa curta existência, assistiremos disputa mais explícita que esta, que opõe prefeitura e Câmara Municipal de São Paulo (além do governo estadual), que representam os interesses do mercado imobiliário, contra os moradores e usuários pobres, pelo acesso ao centro antigo de São Paulo. Trata-se do único lugar na cidade onde os interesses de todas as partes (mercado imobiliário, prefeitura, Câmara Municipal, comerciantes locais, movimentos de luta por moradia, moradores de cortiços, moradores de favelas, recicladores, ambulantes, moradores de rua, dependentes químicos, e outros) estão muito claros, e os pobres não estão aceitando passivamente a expulsão.

No restante da cidade, como em todas as metrópoles brasileiras, um furacão imobiliário revoluciona bairros residenciais e até mesmo as periferias distantes, empurrando os pobres para além dos antigos limites, insuflado pelos recursos do Minha Casa Minha Vida no contexto de total falta de regulação fundiária/imobiliária ou, em outras palavras, de planejamento urbano por parte dos municípios. A especulação corre solta, auxiliada por políticas públicas que identificam valorização imobiliária como progresso.

Ao contrário do silêncio (ou protestos pontuais) que acompanha essa escandalosa especulação que, a partir de 2010, levou à multiplicação dos preços dos imóveis, em todo o país, no centro de São Paulo, foi deflagrada uma guerra de classes.

Não faltaram planos para recuperar o centro tradicional de São Paulo. Desde a gestão do prefeito Faria Lima, vários governos defenderam a promoção de moradia pública na região. Governos tucanos apostaram em estratégias de distinção local por meio de investimento na cultura (como demonstraram muitos trabalhos acadêmicos) Vários museus, salas de espetáculo, centros culturais, edifícios históricos, foram criados ou renovados. No entanto, o mercado imobiliário nunca respondeu ao convite dos diversos governos, de investir na região, seja para um mercado diferenciado, seja para habitação social como pretenderam os governos Erundina e Marta.

Outras localizações (engendradas pelas parcerias estado/capital privado, como demonstrou Mariana Fix) foram mais bem sucedidas como foi o caso da região Berrini/Águas Espraiadas. Outro fator que inibiu a entrada mais decisiva dos empreendedores no centro foi a reduzida dimensão dos terrenos. O mercado imobiliário busca terrenos amplos que permitam a construção de uma ou de várias torres- clube, padrão praticamente generalizado atualmente no Brasil.

Finalmente, há os pobres – com toda a diversidade já exposta – cuja proximidade desvaloriza imóveis novos ou reformados, coerentemente com os valores de uma sociedade que além de patrimonialista (e por isso mesmo) está entre as mais desiguais do mundo. Aceita-se que os pobres ocupem até áreas de proteção ambiental: as Áreas de Proteção dos Mananciais (são quase 2 milhões de habitantes apenas no sul da metrópole), as encostas do Parque Estadual da Serra do Mar, as favelas em áreas de risco, mas não se aceita que ocupem áreas valorizadas pelo mercado, como revela a atual disputa pelo centro.

Enquanto os planos das várias gestões municipais para o centro não deslancharam (leia-se: não interessaram ao mercado imobiliário), os serviços públicos declinaram (o acúmulo de lixo se tornou regra), num contexto já existente de imóveis vazios e moradia precária. O baixo preço do metro quadrado afastou investidores e, mais recentemente, nos últimos anos… também o poder público. Nessa área assim “liberada” e esquecida pelos poderes públicos, os dependentes químicos também se concentraram. No entanto a vitalidade do comércio na região, que inclui um dos maiores centros de venda de computadores e artigos eletrônicos da América Latina, não permite classificar essa área como abandonada, senão pelo falta de serviços públicos de manutenção urbana e políticas sociais.

Frente a isso, a gestão do prefeito Kassab deu continuidade ao projeto NOVA LUZ, iniciado por seu antecessor, José Serra, e vem se empenhando em retirar os obstáculos que afastam o mercado imobiliário de investir na área. Estão previstos a desapropriação de imóveis em dezenas de quadras e o remembramento dos lotes para constituírem grandes terrenos de modo a viabilizar a entrada do mercado imobiliário.

A retomada de recursos de financiamento habitacional com o MCMV, após praticamente duas décadas de baixa produção, muda completamente esse quadro. Os novos lançamentos do mercado imobiliário passam a cercar a região. Vários bairros vizinhos, como a Barra Funda, apresentam um grande número de galpões vazios em terrenos de dimensões atraentes. A ampliação de outro bairro vizinho, Água Branca, vai se constituir em um bairro novo .

Finalmente, o mercado imobiliário e a prefeitura lançam informalmente a ideia de uma fantástica operação urbana que irá ladear a ferrovia começando no bairro da Lapa e estendendo-se até o Brás. O projeto inclui a construção de vias rebaixadas. Todos ficam felizes: empreiteiras de construção pesada, mercado imobiliário, integrantes do executivo e legislativo (que garantem financiamento para suas campanhas eleitorais) e a classe média que ascendeu ao mercado residencial com os subsídios.

O Projeto Nova Luz parece ser a ponta de lança dessa gigantesca operação urbana.

Mas ainda resta um obstáculo a ser removido: os pobres que se apresentam sobre a forma de moradores dos cortiços, moradores de favelas, dependentes de droga, moradores de rua, vendedores ambulantes… Com eles ali, a taxa de lucro que pode ser obtida na venda de imóveis não compensa.

Algumas ações não deixam dúvida sobre as intenções de quem as promove. Um incêndio, cujas causas são ignoradas, atingiu a Favela do Moinho, situada na região central ao lado da ferrovia. Alguns dias depois, numa ação de emergência, a prefeitura contrata a implosão de um edifício no local sob alegação do risco que ele podia oferecer aos trens que passam ali (enquanto os moradores continuavam sem atendimento, ocupando as calçadas da área incendiada). Em seguida os dependentes químicos são literalmente atacados pela polícia sem qualquer diálogo e sem a oferta de qualquer alternativa. (Esperavam que eles fossem evaporar?). Alguns dias depois vários edifícios onde funcionavam bares, pensões, moradias, são fechados pela prefeitura sob alegação de uso irregular. (O restante da cidade vai receber o mesmo tratamento? Quantos usos ilegais há nessa cidade?).

O centro de São Paulo constitui uma região privilegiada em relação ao resto da cidade. Trata-se do ponto de maior mobilidade da metrópole, com seu entroncamento rodo-metro- ferroviário. A partir dali, pode-se acessar qualquer ponto da cidade o que constitui uma característica ímpar se levarmos em conta a trágica situação dos transportes coletivos. Trata-se ainda do local de maior oferta de emprego na região metropolitana. Nele estão importantes museus e salas de espetáculo, bem como universidades, escolas públicas, equipamentos de saúde, sedes do judiciário, órgãos governamentais.

Apenas para dar uma ideia da expectativa em relação ao futuro da região está prevista ali uma Escola de Dança, na vizinhança da Sala São Paulo, cujo projeto, elaborado por renomados arquitetos suíços – autores do arena esportiva chinesa “Ninho de Pássaro” – custou a módica quantia de R$ 20 milhões de acordo com informações da imprensa. É preciso lembrar ainda que infraestrutura local é completa: iluminação pública, calçamento, pavimentação, água e esgoto, drenagem como poucas localizações na cidade.

Trata-se de um patrimônio social já amortizado por décadas de investimento público e privado. A disputa irá definir quem vai se apropriar desse ativo urbano e com que finalidade. A desvalorização de tal ambiente é um fenômeno estritamente ou intrinsecamente capitalista, como já apontou David Harvey analisando outros processos de “renovação” de centros de cidades americanas.

A luta pela Constituição Federal de 1988 e a regulamentação de seus artigos 182 e 183, que gerou o Estatuto da Cidade, se inspirou, em parte, na possibilidade de utilizar imóveis vazios em centros urbanos antigos para moradia social. Nessas áreas ditas “deterioradas” está a única alternativa dos pobres vivenciarem o “direito à cidade” pois de um modo geral, eles são expulsos para fora da mesma. Executivos e legislativos evitam aplicar leis tão avançadas. O judiciário parece esquecer-se de que o direito à moradia é absoluto em nossa Carta Magna enquanto que o direito à propriedade é relativo, à função social. (Escrevo essas linhas enquanto decisão judicial autorizou o despejo –que se fez de surpresa e de forma violenta- de mais de 1.600 famílias de uma área cujo proprietário – Naji Nahas – deve 15 milhões em IPTU, ao município de São José dos Campos. Antes de mais nada, é preciso ver se ele era mesmo proprietário da terra, já que no Brasil, a fraude registraria de grandes terrenos é mais regra que exceção, e depois verificar se ela estava ou não cumprindo a função social).

É óbvio, que o caso que nos ocupa aqui mostra a falta de compaixão, de solidariedade, de espírito público. Crianças moram em péssimas condições nos cortiços, em cômodos insalubres, dividem banheiros imundos com um grande número de adultos (quando há banheiros). Com os despejos violentos são remetidas para uma condição ainda pior de moradia pelo Estado que , legalmente, deveria responder pela solução do problema. Num mundo com tantas conquistas científicas e tecnológicas, dependentes químicos são tratados com balas de borracha e spray de pimenta para se dispersarem. Um comércio dinâmico, formado por pequenas empresas e ambulantes, que poderia ter apoio para a sua legalização, organização e inovação é visto como atrasado e indesejável. O modelo perseguido é o do shopping center, o monopólio, e não o pequeno e vivo comércio de rua ou o boteco da esquina.

O modelo é contra os pobres que estão longe de constituírem minoria em nossa sociedade. O modelo quer os pobres fora do centro como anunciou o jornal Brasil de Fato. Tudo isso é óbvio. O que não parece ser óbvio é que, em última instância, como diria Althusser, a determinação disso tudo é econômica. A centralidade é a produção do espaço urbano e a mola propulsora, a renda imobiliária. E depois dizem que Marx está morto.

Ermínia Maricato é urbanista.

PS do Viomundo: Acrescentamos que a grande mídia jamais tratará desta questão de forma contextualizada, já que tira uma gorda fatia de sua renda de incorporadoras, construtoras, imobiliárias…

Leia também:

O projeto de Kassab para o centro de São Paulo e a favela do Moinho

Raquel Rolnik: Em vez de política, polícia

 

32 Comentários para “Ermínia Maricato: Os motivos para o “terror imobiliário””

  1. [...] Ermínia Maricato: Os motivos para o “terror imobiliário” [...]

  2. Precisamos promover valores de vida que não tenham o lucro financeiro como meio e fim.
    E isto precisa começar antes do ensino fundamental.
    Caso contrário esteremos perpetuando a competição pelo poder econômico em detrimento de qualquer vida.
    E cabe ao Estado redirecionar para estes rumos.
    E não é isto que vejo ocorrer.
    O Estado está podre…de ricos.

  3. sáb, 28/01/2012 - 22:34
    Maria

    O Poder da OPUS DEI http://www.youtube.com/watch?v=lLfP6asGNis

  4. sáb, 28/01/2012 - 22:32
    Marcelo

    Eles patrocinam campanhas eleitorais e depois governam, sem voto.

  5. sáb, 28/01/2012 - 16:06
    MARIA DO CARMO

    Kassab nunca me enganou. Na declaracao de renda, foi questionado que o patrimonio nao era compativel com a renda a desculpa e que morava com os pais, e nao tinha despesas : mentiroso.Como prefeito nao queria placas, cidade bonita so que pintores pedreiros e outros deixaram de trabalhar, e se viram na contigencia de trabalhar mais para empresas e ganhar menos : governo de elite. Ao inaugurar algo em posto de saude, chegou todo lampeiro discursos, um paciente trabalhador que estava doente esperando reclamou, gritou chamando-o de vagabundo verdadeiro escandalo ; sem respeito a pobre! A controlar : desonesto! Area do Itaim : nem se fala! Nova Luz ;HA!HA! Fundacao do partido assinaturas falsas! Kassab e da area imobiliaria ! E DA ELITE!

  6. sáb, 28/01/2012 - 10:03
    Ze Duarte

    Sim, porque todo mundo adora uma pobreza pra fazer proselitismo.

    Quem gosta de áreas degradadas?

    Cadê que os indignados não pegam estes pobres pra levar pra casa? Não fazem isso pois preferem manter o zoologico humano à vista de todos…

    • ter, 31/01/2012 - 15:52
      Schmitt

      Seu idiota, eu pago impostos para o Estado ajudar a população pobre a sair desta situação! E o que a porra do Estado faz? Usa esse dinheiro pra facilitar a vida da iniciativa privada!

      Morra, por obséquio.

  7. sáb, 28/01/2012 - 9:32
    NALDO

    A permissividade que estão dando as construtoras está acabando com bairros inteiros,onde antes era residencial hoje são bairros com um transto mortal, sem organização nenhuma, sem nenhum lazer.

  8. sex, 27/01/2012 - 20:07
    Luci

    Nagi Nahas está com o Dragão Chinês embaixo da cama, sem máscara (caiu).

  9. sex, 27/01/2012 - 20:06
    Luci

    Nagi Nahas quebra o Ovo da Serpente e incendeia a República, decide após a reintegração criar seu Dragão Chinês, no terreno Pinheirinho junto com a Massa Falida.
    Para a inauguração/banquete convidadas as autoridades que lhe garantem o poder de fogo, bala e bombas, com tranmissão ao vivo do PIG e Rede Brothel.

  10. sex, 27/01/2012 - 18:35
    Maria

    Estes prédios torres com clube, são verdadeiras armadilhas, daqui algum tempo as pessoas "classe média" não terão condições de arcar com as despesas de condomínio e ai será tarde demais.
    Eu conheço pessoas que estão nesta situação.Estas empreiteiras construtoras estão colocando pessoas para viverem como eles determinam -escolhem até os móveis – decorado. Somos conduzidos, e eles lucram bilhões para mandarem para o exterior.Em todas grandes cidades, não constróem uma escola sequer, não reformam uma escola, só prédios e iludem as pessoas. Os valores dos imóveis estão irreais, e estão criando um apartheid social prejudicial á cidade e sua população.O Estado de São Paulo não é isso.Cidades do interior que eram pacatas, com casas estão sendo modificadas pela ganância e poder imobiliários.

  11. sex, 27/01/2012 - 14:48
    andreb

    Para quem se interessar em ter um historico desses movimentos , segue um link
    http://www.sociologia.ufsc.br/npms/mspd/a132.pdf

    "O Protesto como estratégia de ação: Uma análise a partir do Movimento de Moradia da Cidade de São Paulo" onde são registradas as principais ações de governos municipais, desde da decada de 80 aos dias de hoje. O sobe-desce do abandono às questões de moradia em SP.
    O texto faz parte do" III Seminário Nacional e I Seminário Internacional – Movimentos Sociais Participação e Democracia -11 a 13 de agosto de 2010, UFSC, Florianópolis, Brasil"

  12. sex, 27/01/2012 - 14:39
    Gabi

    Querem transformar São Paulo "num Estado de arquimilionários"?

  13. sex, 27/01/2012 - 14:34
    Fabio

    O centro de São paulo foi uma região valorizada ate a decada de 70 , originalmente formada pela classe média e alta após a construção do " minhocão" a região foi perdendo valor , fico imaginando outras regiões de São Paulo que hj tem grande valor imobiliário e infraestrutura feita junto com a iniciativa privada e publica , como começam a perder valor . Em que ponto este "progresso" começa a se deteriorar . Pois foi investido uma grande quantidade de dinheiro no Centro e a região vai se reerguer como ? A Erminia Maricato como urbanista poderia indicar alguns caminhos , ou talvez as pessoas que moram lá e veem seu patrimonio se desvalorizar a decadas.

  14. sex, 27/01/2012 - 14:30
    ricardo silveira

    Assisti o início do “entre caspas”, Globo News, que tratou da barbárie do Pinheirinho de forma preconceituosa. Prefiro não ter estômago para assistir a jornalismo tão mau caráter, feito para distorcer, para manipular e não informar. Por que esse governo nega aos brasileiros que o elegeram o marco regulatório das comunicações? É inacreditável o partidarismo da mídia? Não há como construir a democracia num país onde prevalecem os monopólios.

  15. sex, 27/01/2012 - 14:03
    Outro Antonio

    Esperamos que Kassab seja varrido do cenário político. Os pobres são em maior quantidade e vão decidir sobre o destino desse cretino e de seu natimorto partido, o PSD. Já decidiram sobre o DEM, que está definhando todo dia um tanto.

    • sex, 27/01/2012 - 15:09
      Antono Vieira

      Quero acreditar em suas palavras mas, com as organizações globo, folha de São Paulo, estadão etc, desinformando e invertendo as responsabilidades, os abusos continuarão e estes mandatários, como Kassab, Alkimim, Cerra, etc. galgarão mais degraus no poder. É lastimável. O que esperar da justiça, do legislativo e do executivo brasileiro. São poderes corroídos pela corrupção!

  16. sex, 27/01/2012 - 13:13
    GilTeixeira

    Especulação imobiliária, Kassab e Alckmin vendendo São Paulo;Justiça de S. Paulo suspende revitalização da Luz

    A Justiça suspendeu, por meio de liminar, os efeitos da lei que trata da concessão urbanística na área do projeto Nova Luz, no centro de São Paulo. A decisão, de quinta-feira (26), é do juiz da 8ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. Na prática, o projeto fica parado. Cabe recurso.

    O juiz também suspendeu o processo administrativo que trata da elaboração do processo urbanístico para a área e seu estudo de viabilidade econômica.

    A ação, proposta pela população, alega que nenhuma audiência pública foi feita para apresentar o projeto aos moradores e comerciantes atingidos pela intervenção.

    "A decisão política de aplicar no projeto Nova Luz o instrumento da concessão urbanística, de fato, não contou com a participação popular", disse o juiz Adriano Marcos Laroca na decisão.

    Laroca ainda afirma que é falso o argumento de que o projeto irá se concretizar sem a necessidade de grandes investimentos da prefeitura. Isso porque estudos da FGV (Fundação Getúlio Vargas) teriam sinalizado que o projeto só se concretizaria com investimentos públicos em torno de R$ 600 milhões, fora os já realizados com instrumentos de incentivos fiscais.

    PROJETO

    O projeto Nova Luz prevê que a transformação da região, que fica no centro de SP, fique a cargo de uma empresa privada, que poderá fazer as desapropriações e vender os terrenos com lucro.

    A previsão é cerca de 30% da região da Santa Ifigênia seja desapropriada e demolida.

    No último dia 3 de janeiro, a Polícia Militar começou uma ação para reprimir o tráfico de dorgas na cracolândia –localizada na área do projeto de mudança urbana. A gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), inclusive, rebatizou o local de Nova Luz.

    do Blog Amigos do Presidente Lula http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

    • sáb, 28/01/2012 - 17:42
      Maria do Carmo

      Prezado gilteixeira, Kassab e da area imobiliaria e mais o Alckmin que se diz medico mas nao exerce ou exerceu a medicina e fala como se entendesse, a profissao dele e politico que exerce o tempo todo no que tem de pior. Sao Paulo esta nas maos de dois pretendentes a presidente e dispostos a tudo sao arrivistas estao se calcando o Kassab esta militarizando Sao Paulo, e Alckmin e PSDB, sao prefeito e governador das elites. Estao literalmente negociando Sao Paulo. Precisamos urgente de Politicos e Magistrados comprometidos com o povo, e um Ministerio Publico que assumam as sua funcoes com responsabilidade nao apenas pensando em promocoes rapidas, que facam por merecer esses ficarao na historia.

  17. sex, 27/01/2012 - 12:54
    ZePovinho

    O professor Peter Dale Scott,da UCLA,vem escrevendo uma série de artigos sobre o "Estado profundo" que realmente governa os EUA e vem implantando a tirania desde o assassinato de Kennedy.
    Partindo do discurso de presidente Eisenhower,quando saiu do cargo em 1961,até hoje,é impressionante como esse discruso foi preciso.
    Eu me pergunto se estamos,no Brasil,também diante de um Estado profundo que controla o judiciário,o executivo,o banco central e outras insituições chave da República:

    [youtube T-xEcChFC6I http://www.youtube.com/watch?v=T-xEcChFC6I youtube]
    http://www.voltairenet.org/El-Proyecto-Juicio-Fin

    «Estoy conciente de la posibilidad que se instaure une verdadera tiranía en Estados Unidos. Tenemos por lo tanto que asegurarnos de que esta agencia [la National Security Agency, NSA] y todas las demás que posean estas tecnologías operen dentro de un marco legal y bajo una supervisión apropiada, para que nunca caigamos en ese abismo. Sería esa una caída sin regreso.» – Senador Frank Church (1975)

    Historia del Estado profundo en EE.UU. (Primera parte)
    El «Proyecto Juicio Final» y los eventos profundos: el asesinato de JFK, el Watergate, el Irangate y el 11 de septiembre

    por Peter Dale Scott

    En este análisis, dividido en dos partes, el ex diplomático y profesor de ciencias políticas Peter Dale Scott muestra como Estados Unidos ha caído, por etapas sucesivas y a partir del asesinato de John F. Kennedy, en la situación que el presidente Eisenhower temía y sobre la cual incluso advirtió a sus compatriotas. Desde el 26 de octubre de 2001 y la imposición de la Patriot Act, el Estado profundo, una estructura secreta que se sitúa por encima de las apariencias democráticas, es quien realmente gobierna el país.

  18. sex, 27/01/2012 - 12:43
    Ramalho

    Proponho, seguindo o caminho aberto por um comentarista de cujo apelido infelizmente não me recordo, que as referências à "grande mídia", ou "grande imprensa", sejam substituídas por "mídia grande" e "imprensa grande".

  19. sex, 27/01/2012 - 12:21
    Antonio

    Parabéns pela crônica e pelo PS, representam a realidade que vivemos.
    Incorporadores e construtoras não visam nada além do lucro.
    Culpa cabe também, aos compradores destes imóveis como os que estão sendo construídos na Barra Funda.
    Na Vila Olimpia, muitos reclamam do trânsito nas ruas estreitas, da dificuldade de estacionar etc.
    Não viram isso quando agindo como novos ricos compraram os imóveis?
    Falta vergonha e cidadânia a muitos, vereadores que poderiam alterar este estado de coisas.
    Prefeito, secretários, inclusive do governo estadual que têm interesses, diretos ou indiretos via propina.
    E sobretudo de nós, povo, que damos de ombros a qualquer coisa que não nos atinja diretamente.
    Escrevemos nos blogs, protestamos confortavelmente sentados em nossas escrivaninhas e quantos estão dispostos a protestar, escrevendo ao deputado, vereador etc.
    Quantos comparecem a uma concentração ou se trabalham para arregimentar assinaturas para uma petição, carta de protesto etc.
    Falamos muito e fazemos pouco e com isso permitimos que os interesses econômicos prevaleçam ajudados por governantes da pior espécie.

  20. sex, 27/01/2012 - 11:52
    Maria

    Ermínia Maricato, excelente sua explicação. Onde é que esta gente cultiva tantas maldades? Onde colocam tanto dinheiro. Querem construir outro país dentro de São Paulo?
    Verdades reveladas: O setor imobiliário, mega investidores expulsam os pobres com aval de autoridades e públicas e justiça. Autoridades que esqueceram suas origens paupérrimas, e comportam-se como ditadores. Fora este arbítrio e emprendimentos faraônicos o Estado não pertence a voces.
    Grupos de biliardários que pagam 6% de juros ao ano em empréstimos no BNDES e em instituições financeiras. É um grande grupo contra o povo.
    Projeto Nova Luz: É preciso que a Polícia Federal investigue os incêndios de Favelas em São Paulo.

    • sáb, 28/01/2012 - 17:08
      maria do carmo

      PREZADA MARIA, Concordo em genero e numero, certissimo, realmente o setor imobiliario com mega
      investidores expulsam os pobres com aval de autoridades publicas justica (corrupcao). Quanto as origens eles agridem as proprias origens, que nao aceitam, e caso para psiquiatria.

  21. sex, 27/01/2012 - 11:46
    Marcelo de Matos

    Há dois tipos de análise – a lógica e a ilógica. A primeira baseia-se no entendimento da dinâmica do mercado; a segunda inverte todas as regras econômicas, em especial a lei da oferta e da procura. Não há nenhum parâmetro lógico que defina onde devem residir os pobres e os ricos, a não ser o valor de mercado dos imóveis (Marx está vivo). O poder público não tem meios de bancar áreas urbanas supervalorizadas para residência dos primeiros. O que desencadeou essa série de análises que visam estabelecer reserva de mercado para os sem teto foi a reintegração de posse no Pinheirinho. O que ocorreu lá pode ser criticado sob vários aspectos, mas, é o corolário natural de um pedido de reintegração de posse. O imóvel tinha dono e esse, através de seus advogados, conseguiu vencer a morosidade que é a tônica predominante no Judiciário. O mesmo não ocorreu em Sampa, no governo Erundina: uma enorme área pertencente ao INSS não foi retomada e transformou-se em favela. Mérito da prefeita, incúria do governo federal, ou política pública correta?

  22. sex, 27/01/2012 - 11:41
    Paulo

    Solidariedade à Ocupação Pinheirinho

    O MUST (Movimento Urbano Sem-Teto) do Pinheirinho está fazendo uma campanha de arrecadação de fundos, via CSP-Conlutas, em solidariedade às milhares de famílias desalojadas de suas casas pela ação violenta da PM e omissão dos governos.

    Os dados para doação são os seguintes:

    Banco do Brasil
    Agência: 4223-4
    Conta Corrente: 8908-7
    Central Sindical e Popular Conlutas
    CNPJ: 07.887.926/0001-90

    Após o depósito, favor enviar e-mail para [email protected] com o comprovante e menção da organização doadora.

    Não vamos abrir mão de exigir dos governos que garantam condições dignas para as famílias desalojadas do Pinheirinho. Entretanto, temos acompanhado a situação alarmante em que se encontram os moradores abrigados em locais sem infraestrutura.

    A campanha para angariar alimentos, roupas, remédios e materiais de higiene também está acontecendo e está sendo centralizada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (telefone: 12 3946-5333).

  23. sex, 27/01/2012 - 11:10
    eunice

    Ah……………………..Claro!

    Num Congresso cheio de fakes votados pelo povo e financiados pelos banqueiros e construtoras, não é tão simples. E se pegamos paus e pedras eles nos atacam à noite e nos tiram as pedras.

  24. sex, 27/01/2012 - 11:07
    Benedito

    Perfeito. O texto explica tudo.

  25. sex, 27/01/2012 - 11:07
    eunice

    Fazer uma Lei proibindo qualquer loteamento ou reurbanização sem contrato com a sociedade. Botar na cadeia os prefeitos que não cumprirem. Simples assim. Porque São paulo já se foi. Foi tomada pelos nazistas!

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