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Empreiteiras denunciadas na Lava Jato têm contratos de R$ 210 bi com governos de São Paulo; adesão paulista ao impeachment é para barrar investigações?

18 de dezembro de 2015 às 19h15

serra, adir, youssef e alckmin

O senador José Serra (PSDB-SP), os doleiros Adir Assad e Alberto Youssef e o governador Geraldo Alckmin (PSBB-SP)

por Conceição Lemes

Em 5 de novembro, saiu no Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo: Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Alesp aprovou as contas do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) referentes ao exercício de 2014.

Na mesma edição, o DO Legislativo publicou, da página 90 a 124, o voto em separado de dois deputados da Comissão, que desaprovaram as contas: João Paulo Rillo e Teonílio Barba (PT-SP).

Eles elencam diversas justificativas para a rejeição, entre as quais 17 ressalvas e 114 recomendações do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

Em 2014, o TCE-SP fez 92 recomendações em relação às contas de 2013. Alckmin atendeu plenamente somente 7. Das 85 restantes, 43, ele cumpriu parcialmente  e 40, não fez nada. Duas estavam prejudicadas.

Em consequência, agora em 2015, as recomendações subiram para 114. A primeira é justamente cumprir as de 2013. Daí, as ressalvas aprovadas, que podem levar à rejeição das contas nos próximos anos:

Contas 90 b-001 contas 90 c contas 90 D-001

 

Todas as ressalvas são consideradas graves, mas duas se destacam: a 11 e 16.

Em ambas há indícios sérios de que o governo paulista pode estar maquiando números e descumprindo a legislação.

A restrição 11 refere-se aos recursos do petróleo, que, por força da Lei de Diretrizes Orçamentárias, são considerados do Tesouro do Estado. Logo, podem ser incluídos no gasto com a Saúde e a Educação.

Só que isso vai contra o que estabelece a Constituição Federal, que prevê recursos de impostos – basicamente, ICMS e IPVA – para a Saúde e Educação. Consequentemente, é possível que os números divulgados não sejam reais e o governo paulista esteja aplicando menos em Educação e Saúde.

A ressalva 16 refere-se a uma “pedalada” de Alckmin na Educação, visto que as despesas restantes de um ano para pagar no exercício seguinte são grandes. De modo que, havia um total descontrole, como aponta TCE-SP desde 2007.

Mas o que mais chama atenção no voto em separado dos dois parlamentares são três fatos provavelmente conectados:

1) As empreiteiras denunciadas na Lava Jato pelo pagamento de propina a agentes públicos da Petrobras sempre atuaram em obras do governo do Estado de São Paulo.

2) O envolvimento do doleiro Alberto Youssef com grandes empreiteiras em obras públicas de Norte a Sul do Brasil, inclusive no Estado de São Paulo.

Na reportagem A planilha de Youssef, publicada na edição de 6 de dezembro 2014 de CartaCapital, o jornalista Fábio Serapião mostrou que o doleiro mantinha uma lista de 750 obras, entre as quais construções da Sabesp, do Monotrilho e do Rodoanel. Ele salienta:

“Outro caso parecido é o trecho do monotrilho entre a estação Oratório e Vila Prudente, na capital paulista, integrante da linha 15-Prata do Metrô.

No documento apreendido [a planilha do Youssef], a Construtora OAS, consorciada com a Queiroz Galvão e a canadense Bombardier, seria o cliente do doleiro em um contrato de cerca de 8 milhões de reais. Prometida pelo governador Geraldo Alckmin para janeiro deste ano, o monotrilho ainda não entrou em operação.

O presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, o vice-presidente do setor Internacional, Agenor Medeiros, e mais três dirigentes foram presos pela PF.

Na planilha aparecem ainda outros projetos de estatais paulistas, a começar por duas adutoras da Sabesp e obras no trecho Sul do Rodoanel. No caso da construção do anel rodoviário, em 2009, o TCU havia apontado ao menos 79 irregularidades graves, inclusive sobrepreço.

Na planilha do doleiro, a menção ao Rodoanel precede a inscrição do valor de 1,5 milhão de reais.

Além disso, o esquema de Youssef operou também na Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, revelaram reportagens do Estadão sobre a máfia dos fiscais paulistas.

 3) Adir Assad,  preso desde março em Curitiba (PR) por decisão do juiz Sérgio Moro por suposto envolvimento nos desvios da Petrobras, é o doleiro das obras tucanas no Estado de São Paulo, segundo reportagem de Henrique Beirangê, publicada na edição de 30 julho de CartaCapital.

O nome de Adir aparece associado, por exemplo, ao Rodoanel Sul 5 e à ampliação das marginais do rio Tietê, anunciada em 4 de junho de junho de 2009, com bumbos e fanfarras, pelo então governador José Serra (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (na época DEM, hoje PSD).

Beirangê observa:

A prisão de Assad revigora outro escândalo já esquecido: o esquema da Construtora Delta e do bicheiro Carlinhos Cachoeira. O doleiro aparece principalmente nas histórias de desvios de obras no estado São Paulo, governado há mais de duas décadas pelo PSDB. Um novo documento nas mãos de procuradores e policiais federais tem o poder de revelar detalhes de um escândalo de proporções ainda desconhecidas no ninho tucano. Os promotores de São Paulo sabem da existência das operações e pretendem abrir inquéritos para apurar as operações financeiras.

O documento é um relatório de análise do Ministério Público Federal que enumera uma série de tabelas de pagamentos a cinco companhias. Segundo a PF, trata-se de empresas de fachada criadas para lavar o pagamento de propinas intermediadas por Assad.

Entre elas aparece a Legend Engenheiros, responsável por movimentar 631 milhões de reais sem nunca ter tido um único funcionário, conforme a Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho.

A contabilidade da empresa exibe polpudos pagamentos de consórcios e empresas que realizaram obras bilionárias no governo de São Paulo durante os últimos 20 anos.

O primeiro pagamento que salta aos olhos é um depósito de 37 milhões de reais ao Consórcio Nova Tietê. Liderado pela Construtora Delta, o consórcio levou as principais obras de alargamento das pistas da principal via da capital paulista em 2009, durante o governo de José Serra.

O valor inicial do contrato previa gastos de 1 bilhão de reais, mas subiu para 1,75 bilhão, ou seja, acréscimo de 75%. Um inquérito sobre a inflação de custos chegou a ser aberto pelo Ministério Público de São Paulo. Acabou, como de costume em casos que envolvem tucanos, arquivado.

A obra foi acompanhada na época pela Dersa, empresa de economia mista na qual o principal acionista é o estado de São Paulo. Na assinatura do contrato entre o governo e o consórcio, o nome do representante da empresa estatal que aparece é o de um velho conhecido: Paulo Vieira de Souza, o famoso Paulo Preto, cuja trajetória e estripulias foram bastante comentadas durante a campanha presidencial de 2010. Acusado de falcatruas, Preto fez uma acusação velada a Serra e ao PSDB à época. “Não se abandona um líder ferido na estrada”, afirmou.

A propósito. Em 30 de abril de 2012, o Viomundo denunciou: São Paulo fez contratos de quase um bi com a Delta; Paulo Preto assinou o maior deles, no governo Serra.

Estávamos em plena CPI do Cachoeira e a mídia se “esqueceu” das conexões Dersa-Delta-Ampliação da Marginal Tietê-Paulo Preto-José Serra.

O doleiro Adir Assad até agora não abriu o bico. Será que fará delação premiada, relatando o que sabe sobre o esquema de fraudes e corrupção em São Paulo ou ficará calado para não incriminar os tucanos?

 SERRA FECHOU R$78 BI EM CONTRATOS COM EMPREITEIRAS DENUNCIADAS NA LAVA JATO; ALCKMIN, R$ 52,3 BI

De qualquer forma, um levantamento inédito revela que, nos últimos 27 anos, 16 grandes empreiteiras denunciadas na Lava Jato por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras receberam, em valores corrigidos, mais de R$ 210 bilhões dos cofres públicos paulistas. As contas referem-se  apenas às empresas do chamado clube das empreiteiras. Não estão incluídas aquelas que ocasionalmente faziam “negócios” com empresas do “clube”, como, por exemplo, a Serveng-Civilsan.  Os dados constam do voto em separado dos deputados João Paulo Rillo e Teonílio Barba.

tabela 1

Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo, por conta das concessões rodoviárias), Companhia do Metrô, Sabesp, Dersa e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) são os órgãos do governo paulista que firmaram maiores contratos com essas empreiteiras envolvidas em irregularidades na Lava Jato.

tabela 2

Somente em 2014 o governo Geraldo Alckmin contratou junto a essas empreiteiras mais de R$ 8 bilhões.

Mas o ano de 2009, com o tucano José Serra à frente do governo do Estado de São Paulo,  foi o campeão. Em 2009, houve o maior número de contratos entre o governo paulista  e as empreiteiras implicadas na Operação Lava Jato.  Em valores corrigidos, somaram a bagatela de R$ 43,436 bilhões.

Mas tal honraria não foi apenas em 2009.

A gestão José Serra (2007 a 2010) foi a grande vencedora no quesito dinheiro público para as empreiteiras. De 2007 a 2010, os contratos com elas carrearam R$ 72,118 bilhões dos cofres públicos paulistas.

O governo Alckmin é o vice-campeão. De 2011 a 2014, os contratos com empresas denunciadas na Lava Jato totalizaram R$ 52,386 bilhões. Só em 2013 somaram R$ 41, 236 bilhões.

tabela 3

tabela 4

TCE-SP E MPE-SP JÁ COMEÇAM A APONTAR IRREGULARIDADES

Repetimos:  as 16 integrantes do “clube das empreiteiras” , denunciadas na Lava Jato pelo pagamento de propinas a executivos da Petrobras atuaram muito no Estado de São Paulo. Os contratos dessas 16 grandes empresas com sucessivos governos paulistas somam mais de R$ 210 bilhões, em valores atualizados.

Alguns resultados das investigações  sobre a Lava Jato paulista já são conhecidos. Ao longo do tempo, o TCE-SP considerou irregulares 58 contratos de mais de R$ 5,2 bilhões, envolvendo o governo paulista e empreiteiras denunciadas na Lava Jato.

Em dezembro de 2014, Serapião revelou que Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da PEM Engenharia, denunciada pelo pagamento de propina no esquema da Petrobras, foi citado no cartel do Metrô paulista, o trensalão, também conhecido como propinoduto tucano.

O MPE-SP investiga, pelo menos, duas licitações ganhas pela PEM Engenharia. Uma delas, de mais de R$ 1,5 bilhão, foi para a fase I da linha 5 do Metrô. A outra, de mais de R$ 200 milhões, para a linha 2 do Metrô.

Outras empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras e na mira do MPE-SP por conta de contratos com o governo paulista:

* Toyo Setal, que até recentemente tinha como consultor Júlio Camargo, um dos delatores da corrupção na Petrobras. Em1998, ela assinou contrato de R$ 11 milhões para executar serviços de engenharia, projeto, fornecimento, montagem e instalação de sistema destinado ao trecho Artur-Guaianases da linha Leste/Oeste do Metrô paulista.

* A Queiroz-Galvão e a Serveng-Civilsan, que em 2013 assinaram com o governo Alckmin contrato para a construção de trecho da Rodovia Nova Tamoios (SP-099), que terá 33,9 km de extensão e ligará Caraguatatuba a São Sebastião, no litoral Norte paulista. A obra ficará  R$ 860 milhões mais cara que o custo previsto inicialmente de  R$2,34 bilhões. Curiosamente, em 2014,  a Queiroz Galvão ganhou também a licitação para a PPP da Rodovia Nova Tamoios, que envolve quase R$ 4 bilhões.

* A Jamp, empresa associada à Engevix, do esquema da Lava Jato.  Ela atuou na CDHU (Companhia de Desenvolvimento da Habitação Urbana), FDE (Fundação de Desenvolvimento da Educação) e na CPTM (Companhia de Transportes Metropolitanos). Chegam a dezenas os seus contratos com o governo paulista.

Várias outras empresas denunciadas na Lava Jato também estão envolvidos na obra da linha 5 – Lilás do Metrô ( aqui e aqui).

Segundo a Justiça, a obra apresentava superfaturamento de mais de R$ 300 milhões

Agora, o Estadão publica que, além de atrasar mais de 4 anos, a vai custar R$ 1 bilhão a mais.

Esses são alguns exemplos de empresas denunciadas no esquema de corrupção da Petrobras e que continuam ganhando licitações ou aditivos do governo paulista.

Aliás, a Queiroz Galvão ganhou uma licitação de R$ 88 milhões para contratar as  empresas que executarão para a execução as obras complementares de trecho da rede de veículos leves sobre trilhos – VLT da Região Metropolitana da Baixada Santista, compreendido entre o Terminal Barreiros, em São Vicente, e a Estação Porto, em Santos.

A Serveng-Civilsan ganhou também contrato de R$ 555 milhões para elaborar o projeto e executar as obras da interligação entre as represas Jaguari (da bacia do rio Paraíba do Sul) e Atibainha (Sistema Cantareira).

Em 9 de dezembro, nós especulamos:

Eduardo Cunha e Michel Temer lideram um golpe parlamentar para se livrar da Operação Lava Jato, com a conivência do PSDB, agora que as investigações vão bater neles por conta da delação premiada do ex-líder do PT no Senado, Delcídio do Amaral.

De quarta, 16, para quinta-feira, 17, o golpe de Eduardo Cunha e Michel fez água.

Primeiro, os atos do dia 16 pelo Brasil todo mostraram que, finalmente, a ficha caiu para a sociedade.

O impeachment, como mostraram muito bem os professores no ato em defesa da democracia na Faculdade de Direito da USP, seria apenas o primeiro passo para o desmonte de todas as conquistas sociais da Constituição de 88 e dos últimos 13 anos.

Segundo, o pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para afastamento de Eduardo Cunha do mandato de deputado federal e, consequentemente, da presidência da Câmara.

O PGR faz um retrato devastador do homem do impeachment: atacadista de venda de emendas parlamentares.

Terceiro, a decisão do STF nesta quinta-feira sobre o rito de impeachment: a comissão que avaliará o caso será definida por chapa única, a votação será em aberto, e caberá ao Senado a decisão final.

Diante desse quadro e desses dados, ficam várias perguntas:

Será que, por temerem o avanço da Lava Jato, Serra, Alckmin & amigos abraçaram o impeachment para desviar o foco deles?

Como fica a operação-abafa da Lava Jato que estava sendo negociada pelo vice Michel Temer, o traidor, com os tucanos?

Será que a força-tarefa da Lava Jato vai finalmente abrir a linha de investigação tucano-paulista, a Lava Jato paulista?

Leia também:

Ataque de Gilmar fortalece tentativa de Cunha e oposição de atropelar STF

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25 Comentários escrever comentário »

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marco

23/12/2015 - 22h01

Ora Senhor Azenha! O único propósito da ELITE E SEUS PARTIDOS tentarem GOLPE,não é diferente do propósito de PARTE DO JUDICIÁRIO,sempre que surgem ações,como a ZELOTES,o primeiro propósito e tentar envolver na investigação,alguém que foi ou é partidário do atual governo.Isso ocorre por exemplo,na ” LAVA A JATO “,que reiteradamente tem tentado desviar o foco do que diz investigar,para imediatamente acusar os atuais governantes e seus seguidores,sem nenhuma base,e fazer com que o ATUAL GOVERNO,onde se começou de fato a investigar,se intimide,já que seus seguidores temem,que se reelegendo em 2018,continuem investigações,e o que eles querem mesmo,e voltar ao GOVERNO,de qualquer maneira,para continuar roubando impunemente.Infortunadamente,o JUDICIÁRIO,em parte,pequena parte,o M.Público,também,salvo poucos e a Polícia Federal,que antes desse governo,somente prendiam pretos e pobres,salvo muito poucos,são cúmplices dessa canalha.O maior temor deles,é a hipótese de PUNIBILIDADE.O resto e DIVERSIONISMO.Querem mesmo,é

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Urbano

22/12/2015 - 14h22

O que mais os acéfalos da oposição ao Brasil sabem fazer é querer, a todo custo, que igualemos o nosso discernimento ao deles…

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Julio Silveira

21/12/2015 - 20h38

A lava a Jato tem motivo e foco, pegar petistas e manter o Brasil aquele país maravilha, sem ladrão (para o publico, os considerados trouxas). Quanto a corrupção que assolava e ainda assola o país, sem PT, essa não deve vir ao caso, devem ser aguas passadas, previamente fechadas nas eclusas da impunidade que banhou muita gente chamada “limpinha”. Para que revolver seu fundo?

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Reahli

21/12/2015 - 20h16

“Quando, por um lado, o socialismo tiver destruído o que deve destruir por si, isto é, o exército permanente pela guerra civil, a propriedade pelas confiscações, a família pelos costumes e pelas leis; e quando, por outro lado o despotismo moscovita tiver crescido e se tiver fortalecido como deve fortificar-se e crescer por si, então o despotismo vai absorver o socialismo e o socialismo será encarnado pelo Czar; estas duas aterrorizantes criações do gênio do mal completar-se-ão uma pela outra.” Louis Veuillot (final do século XIX)

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Leo

21/12/2015 - 19h07

Já diziam os antigos que “apressado come cru”. Vejam o caso do mensalão mineiro! Azeredo foi condenado e será preso! Ou seja, fiquem tranquilos, pois todos, eu disse, TODOS serão processados e, se necessário, responsabilizados pelos seus delitos. Isto diz respeito a qualquer empresário ou autoridade, pertença a que partido for.
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Apenas peçam ao Governo Federal para não reduzir os recursos financeiros destinados para a Polícia Federal, em 2016, conforme pode ser observado nas peças orçamentárias referentes ao próximo exercício.

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leandro oliveira

21/12/2015 - 18h05

É uma relação de simbiose forçada… PIG sem PSDB não vive (veja que estão falindo todas, só por que a Dilma não compra as revistas/jornais/anúncios para as escolas, hospitais e demais órgãos públicos- os tucanos fazem isso), tucanalhas só vivem com apoio do PIG (para esconder, manipular informações).

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Adriano

19/12/2015 - 21h55

Sequer investigam o psdb. O psdb pode fazer o que quiser que não acontece nada.
O Moro só investiga o pt e nunca investigou ninguém do psdb ou dem. Aecio foi denunciado, Agripeno tb, Sérgio guerra idem, todos eles denunciados na lava jato e o juiz não fez NADA.
Por isso que o povo não elege mais o psdb pq o tucanato é super protegido pelo judiciário e pela mídia.
PQ tanta proteção ao psdb. Esmola qdo é demais o santo desconfia.

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Carlos Marxo

19/12/2015 - 17h24

Infelizmente desde 1988 o Brasil já matou mais de 2,5 milhões de pessoas. É o genocídio comunista , fomos governados pela dupla marxista PSDB/PT e estamos no mar de lama.

Responder

    Nelson

    19/12/2015 - 21h51

    “Infelizmente desde 1988 o Brasil já matou mais de 2,5 milhões de pessoas. É o genocídio comunista , fomos governados pela dupla marxista PSDB/PT e estamos no mar de lama.”

    Amigo. Quando a gente pensa que já viu de tudo, eis que a novidade aparece.

    “Dupla marxista PSDB/PT”, é de amargar.

    O “marxista” PSDB ferrou o quanto pode com os trabalhadores e doou a grandes capitalistas quase 70% do patrimônio e riquezas pertencentes ao povo brasileiro.

    O “marxista” PT já garantiu treze anos de ganhos nunca vistos aos bancos e gordíssimos lucros a grandes empresas, além de oferecer subsídios, isenções e desonerações “a granel” a expressiva parte do empresariado.

FrancoAtirador

19/12/2015 - 13h00

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O GenerALCKantarêra paga muito bem ao seu Serviço de Comunicação Social.
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Responder

FrancoAtirador

19/12/2015 - 12h51

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A Mídia Jabaculê, Corrupta, Comprada e Vendida,
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Jamais Noticiará Algo que Desfavoreça o PSDB,
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inda mais na Capitania Hereditária de São Paulo.
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Responder

    FrancoAtirador

    19/12/2015 - 12h53

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    O GenarALCKantareira paga muito bem ao seu Serviço de Comunicação Social.
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Hélio Jacinto Pereira

19/12/2015 - 11h08

O PSDB virou uma verdadeira quadrilha !
O MP precisa investigar este caso e também outros envolvendo os Bicudos de SP !
Empresas como a DERSA,SABESP e EMAE tem serviços prestados por dezenas de empreiteiras terceirizadas, que em sua maioria estão nas mãos de Filiados e simpatizantes do PSDB e DEM !
É evidente que os contratos com empresas Terceirizadas precisam ser investigados com todo rigor pelo MP,pois a “Lavagem de Dinheiro” é evidente !

Responder

Euler

19/12/2015 - 10h43

Parabéns, Conceição Lemes, pelo texto jornalístico de excelente qualidade. Coisa que não se vê na mídia golpista, sempre interessada em blindar os tucanos e afins. A Lava Jato já teve inúmeras oportunidades de investigar indícios que fatalmente atingiriam em cheio ao ninho dos caciques tucanos. Mas, não o fez para não perder o apoio da mídia. E com isso vem prevaricando, impondo uma dinâmica seletiva aos processos, de modo que nunca se atinge os caciques tucanos. Isso precisa ser denunciado, inclusive internacionalmente, até para que revele o que está por trás da Lava Jato, que se tornou uma espécie de estado policialesco-judicial paralelo.

Esta união informal entre o complô da Lava Jato (juiz Moro, procuradores e policiais federais do Paraná), mídia golpista e os interesses de grupos de rapina, incluindo multinacionais, precisa ser questionada. O pretexto principal dessa gente é o surrado combate à corrupção, que em tese é uma causa justa. Mas, na essência, este combate se tornou um instrumento para atingir objetivos políticos, econômicos, estratégicos, até, contra a Petrobras, contra o pré-sal no formato atual, contra o governo Dilma e contra o PT. Seletivamente, pouparam em tudo aos tucanos, seus governos, suas lideranças, todas envolvidas em esquemas semelhantes ou piores até do que as delações arrancadas pela Lava Jato.

Até agora, os maiores banqueiros foram poupados; os tucanos estão blindados; as empreiteiras e a Petrobras tiveram que reduzir os investimentos, causando desemprego e queda nos impostos em valores muitas vezes superiores ao apurado nas propinas. O que mostra que os rumos adotados pela Lava Jato precisam sofrer alterações, não para impedir as investigações, mas para ampliá-las, para tratar a todos de forma republicana, e não segundo a agenda golpista da mídia que representa a Casa Grande.

Responder

Mauricio Gomes

19/12/2015 - 09h11

Fora do tópico (mas nem tanto). Quando o STF ou o CNJ irá por um fim na diarreia verbal do sinistro Gilmau Mentes?Ninguém tem coragem de denunciar publicamente esse picareta safado? Ontem ele insultou seus pares de forma grotesca, como sempre acontece quando seu ponto de vista é derrotado. Até quando?

Responder

    FrancoAtirador

    19/12/2015 - 12h38

    .
    .
    O CNJ não tem Competência Administrativo-Disciplinar sobre os Ministros do STF.
    .
    .

    Mauricio Gomes

    19/12/2015 - 16h31

    Quem poderia fazer algo então? Só o STF mesmo?

    FrancoAtirador

    21/12/2015 - 20h07

    .
    .
    Ou o Senado Federal, em Processo de Impeachment, por Crime de Responsabilidade.
    .

Caracol

19/12/2015 - 08h06

Belo trabalho, Conceição!
Parabéns pelo seu esforço e dedicação, ver uma realização como esta renova minha fé na ainda existência de jornalistas profissionais.

Responder

Seu Zé

18/12/2015 - 22h24

Com esse judiciário que temos? Fala sério…

Responder

Re

18/12/2015 - 21h42

Eu já pensei nisso, principalmente quando a Lava a Jato chegou perto do Preciado, primo e operador do José Serra. Ao pensar no PSDB e no PMDB, penso na lógica do dinheiro, pois creio que seus compromissos se estabelecem só nesse patamar, vide A Privataria Tucana e O Príncipe da Privataria. Como estão vendo gente graúda presa, precisam desesperadamente do impeachment – se tal acontecer, abafam a Lava a Jato, tiram ela da mídia e escanteiam o Moro. É a impressão que tenho. Isso, fora o interesse pelos outros “compromissos”, como o pré-sal. Acho que dão pouca bola para o José Serra, mas tenho a intuição de que ele é o pivô de muita coisa.

Responder

Nelson

18/12/2015 - 20h15

Mas, os órgãos da mídia hegemônica e seus comentaristas, que procuram se mostrar probos e impolutos, preocupados em combater a corrupção, pouco ou nada divulgam da imensa podridão dos governos tucanos.

Responder

MANREL

18/12/2015 - 19h45

Isso sim é uma bela reportagem

Responder

ROSE PE

18/12/2015 - 19h44

Tinha certeza disso, que o empenho da corja PSDBista não era à toa, vamos continuar indo para rua e dizer “Não vai ter golpe!”

Responder

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