VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.

Bernardo Kucinski: Macartismo à brasileira

08 de novembro de 2012 às 13h41

Bernardo Kucinski: “Estamos assistindo ao surgimento de um macartismo à brasileira”

Editorial de Carta Maior desta quinta-feira, 8 de novembro

O MACARTISMO À BRASILEIRA

“Estamos assistindo ao surgimento de um macartismo à brasileira. A  Ação Penal 470  transformou-se em um julgamento político contra o PT.  O que se acusa como crime são as mesmas práticas reputadas apenas como ilícito eleitoral quando se trata do PSDB, que desfruta de todos os atenuantes  daí decorrentes. É indecoroso. São absolutamente idênticas. Só as distingue  o tratamento político diferenciado  do STF, que alimenta assim a espiral macartista. O mesmo viés se insinua com relação  à mídia progressista. A publicidade federal quando dirigida a ela é catalogada pelo macartismo  brasileiro como suspeita e ilegítima.Dá-se a isso ares de grave denúncia. Quando é destinada à mídia conservadora , trata-se como norma.  O governo erra ao se render a esse ardil.  Deveria, ao contrário, definir políticas explícitas de apoio e incentivo aos veículos que ampliam a pluralidade  de visões da sociedade  brasileira sobre ela mesma.  Sufocar economicamente e segregar politicamente a imprensa alternativa é abrir espaço ao macartismo à brasileira”. (Bernardo Kuscinski, jornalista, professor e romancista, autor do premiado ‘K’, a angustiante romaria de um pai em busca da filha nos labirintos da ditadura militar brasileira).

Leia também:

 

103 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Dr. Rosinha e a CPI do Cachoeira: Policarpo cometeu um crime « Viomundo – O que você não vê na mídia

29/11/2012 - 19h06

[…] Bernardo Kucinski: Macartismo à brasileira […]

Responder

Mauricio Dias: Gurgel pretende ser o dono do CNMP « Viomundo – O que você não vê na mídia

19/11/2012 - 15h32

[…] Bernardo Kucinski: Macartismo à brasileira […]

Responder

Marcos Coimbra: Misturar para confundir « Viomundo – O que você não vê na mídia

18/11/2012 - 11h25

[…] Bernardo Kucinski: Macartismo à brasileira […]

Responder

Lewandowski, um desagravo ao Direito brasileiro « Viomundo – O que você não vê na mídia

15/11/2012 - 17h38

[…] Bernardo Kucinski: Macartismo à brasileira […]

Responder

Nassif: Por que o ministro Ayres Britto se calou? « Viomundo – O que você não vê na mídia

14/11/2012 - 15h35

[…] Bernardo Kucinski: Macartismo à brasileira […]

Responder

Rui Falcão: Muita tristeza e extrema indignação « Viomundo – O que você não vê na mídia

13/11/2012 - 16h58

[…] Bernardo Kucinski: Macartismo à brasileira […]

Responder

Urariano Mota: Penólope, a menina do Recife « Viomundo – O que você não vê na mídia

12/11/2012 - 10h46

[…] Bernardo Kucinski: Macartismo à brasileira […]

Responder

Nem sempre é o que parece « Viomundo – O que você não vê na mídia

10/11/2012 - 19h14

[…] Bernardo Kucinscki: “Estamos assistindo ao surgimento de um macartismo à brasileira” […]

Responder

ACM Neto pagou com traição a quem acabou de lhe dar a mão « Viomundo – O que você não vê na mídia

10/11/2012 - 13h42

[…] Bernardo Kucinscki: “Estamos assistindo ao surgimento de um macartismo à brasileira” […]

Responder

Guilherme Varella: Você, internauta, sob dupla ameaça « Viomundo – O que você não vê na mídia

09/11/2012 - 20h41

[…] Bernardo Kucinscki: “Estamos assistindo ao surgimento de um macartismo à brasileira” […]

Responder

Maierovich: PCC assume status de Máfia brasileira « Viomundo – O que você não vê na mídia

09/11/2012 - 18h33

[…] Bernardo Kucinscki: “Estamos assistindo ao surgimento de um macartismo à brasileira” […]

Responder

Paulo Petersen: Para os ruralistas, é essencial que a Embrapa continue a serviço do agronegócio « Viomundo – O que você não vê na mídia

09/11/2012 - 16h47

[…] Bernardo Kucinscki: “Estamos assistindo ao surgimento de um macartismo à brasileira” […]

Responder

Fabio Passos

09/11/2012 - 12h27

Os bonecos togados do PiG acham que os 6% de oposicionistas raivosos adestrados pelo PiG representam a população brasileira.

Estão muito enganados… os lacaios da casa grande.

stf, PiG, pgr: Respeitem a vontade do povo, seus golpistas vagabundos!

Responder

Patricio

09/11/2012 - 12h18

Será possível que ninguém enxerga?
Estamos a caminho de um golpe.
Podem chama-lo de AI-45.

Responder

A SIP e a democracia elitizada e excludente « Viomundo – O que você não vê na mídia

09/11/2012 - 12h17

[…] Bernardo Kucinscki: “Estamos assistindo ao surgimento de um macartismo à brasileira” […]

Responder

H. Back™

09/11/2012 - 12h07

Por que essa mesma imprensa, nos tempos da ditadura militar, não se pronunciava tão veementemente como agora? É porque a mesma fazia, pelo menos interinamente, parte do grupo de apoio logístico-informativo da mesma ditadura.

Responder

    Fabio Passos

    09/11/2012 - 12h24

    Não tenha dúvida.

    globo = filhote da ditadura!

FrancoAtirador

09/11/2012 - 09h09

.
.
A caça aos passaportes e o macartismo à brasileira

Blog das Frases – Carta Maior

O ministro Joaquim Barbosa determinou aos 25 réus condenados no processo do chamado ‘mensalão’ que entreguem seus passaportes no prazo de 24 horas, a partir desta 4ª-feira.

A alegada medida ‘cautelar’ está prevista em lei para determinados casos, como informou Carta Maior em reportagem de Nadja Passos (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21227).

Neste, porém, a decisão vem contaminada de um ingrediente que orientou todo o julgamento da Ação Penal 470 e lubrificou a parceria desfrutável entre a toga e a mídia.

Trata-se da afronta ao princípio básico da presunção da inocência, esquartejado em nome de uma panaceia complacente denominada ‘domínio de fato’. Ou , ‘o que eu acho que aconteceu doravante será a lei’.

A caça aos passaportes sem que se tenha esboçado qualquer disposição de fuga (apenas um dos 25 réus ausentou-se do país antes do seu julgamento e, ao contrário, retornou a ele antes de ser condenado) adiciona a essa espiral um acicate político.

Trata-se de uma aguilhoada nos réus que formam o núcleo dirigente do PT, com o objetivo explícito de joga-los contra a opinião pública, justamente por manifestarem críticas à natureza do processo.

A represália é admitida explicitamente. Segundo o relator Joaquim Barbosa, os réus estariam “afrontando” a corte ao questionar suas decisões.

O revide inusitado vem adicionar mais uma demão à fosforescente tintura política de um processo, desde o seu início ordenado por heterodoxias sublinhadas pelo revisor Ricardo Lewandowski.

O propósito de provocar a execração pública com a caça aos passaportes, remete a um método que se notabilizou em um dos mais sombrios episódios da democracia norte-americana: o macartismo.

O movimento da caça aos comunistas no EUA, nos anos 50, embebia-se de um contexto de violência gerado pela guerra fria, mas aperfeiçoaria suas próprias turquesas nessa habilidade manipuladora.

O senador republicano Joseph Raymond McCarthy, seu líder, tornou-se um virtuose na arte letal de condenar suspeitos, liderando uma habilidosa engrenagem de manipulação da opinião pública, coagida pelo medo a aplaudir linchamentos antes de se informar.

McCarthy teve uma vida cheia de dificuldades até se tornar a grande vedete da mídia conservadora, cujo endosso foi decisivo para se tornar a estrela mais reluzente da Guerra Fria.

Sem a mídia, os excessos e ilegalidades dos seus métodos não teriam atingido um ponto de convulsão coletiva, forte o suficiente para promover a baldeação do pânico em endosso à epidemia de delatar, perseguir, acuar e condenar — independente das provas e muitas vezes contra elas.

McCarthy, nasceu no estado do Wisconsin, no seio de uma família muito pobre de trabalhadores rurais. Estudou num estábulo improvisado em sala de aula. Sua infância foi de trabalhador braçal em granjas.

Quando pode mudou-se para a cidade, fazendo bicos de toda sorte para sobreviver. No ambiente de salve-se quem puder produzido pelo colapso de 29, era um desesperado nadando sozinho para não se afogar no desespero da Nação.

Sem submergir, recuperou o tempo perdido em um curso de madureza que lhe adiantou quatro anos em um. Tornou-se advogado em 1936. Três anos depois, lutando sempre para não afundar, foi aprovado em um concurso como juiz; ingressou no Partido Republicano que o conduziria ao Senado, em 1946.

Ascendeu de forma aplicada e disciplinada, disposto a não regredir jamais à condição de origem. Aproveitando-se das relações partidárias aproximou-se do chefe do FBI, Herbert Hoover, pegando carona na causa anti-comunista que identificou como uma oportunidade em ascensão.

O resto é sabido.

Em dueto carnal com a mídia extremista, passou a liderar o Comitê de Atividades Anti-Americanas no Congresso. Desse promontório incontestável no ambiente polarizado da época, disparou sem parar a guilhotina anti-comunista.

Tornou-se um simulacro de Robespierre da ordem capitalista ameaçada pelo urso vermelho. Pelo menos era assim que vendia seu peixe exclamativo.

O arsenal do terror atingia todo o ambiente da sociedade. Mas foi sobretudo nos meio artístico e intelectual que o garrote vil implantou a asfixia das suspeição generalizada, em cujo caldeirão fervia o ácido corrosivo das perseguições, a coação insuportável não raro deflagradora de episódios deprimentes de delações.

As provas eram um adereço secundário no espetáculo em que se locupletavam jornais e oportunistas de toda sorte.

Nem era necessário levar os suspeitos aos tribunais. O método da saturação combinava denúncias com a execração pública automática. Num ambiente de suspeição generalizada o efeito era eficaz e destrutivo.

A condenação antecipada encarcerava os denunciados numa lista negra que conduzia a uma prisão moral feita de alijamento social, político e profissional. Frequentemente levava a um isolamento pior que as grades da penitenciária.

A ruptura da identidade levava a uma morte em vida. Algus preferiram o suicídio ao martírio zumbi.

MacCarthy morreu em maio de 1958, desmoralizado por um jornalista conservador, mas sofisticado e corajoso, que resolveu afrontar seus métodos e arguir casos concretos de arbitrariedade.

Edward Murrow, cujo embate político com McCarthy inspirou o filme ‘Boa Noite e Boa Sorte’, tinha um programa na internet de então, a TV em fraldas.

No seu See it now, ele colhia provas de casos concretos de injustiça e esgrimia argumentos sólidos contra o denuncismo macartista. Não recuou ao ser colocado na lista negra e trincou blindagem do caçador de comunista, a ponto de levá-lo a ser admoestado pelo Senado.

Em um confronto decisivo, Murrow emparedou o consenso em torno de McCarthy: ‘Se todos aqueles que se opõem ou criticam seus métodos são comunistas – e se isso for verdade – então, senador MacCarthy, este país está coalhado de comunistas!’

O Brasil não é os EUA da guerra fria, nem está submetido a comandos de caça aos comunistas, como já esteve sob a ditadura militar contra a qual alguns dos principais réus da Ação Penal 470 lutaram, com risco de vida.

Certa sofreguidão condenatória, porém, ecoada de instâncias e autoridades que deveriam primar pela isenção e o apego às provas e, sobretudo, as sinergias entre a lógica da execração pública e o dispositivo midiático conservador –que populariza o excesso como virtude– bafejam ares de um macartismo à brasileira nos dias que correm.

Foi o que disse com argúcia o jornalista, professor e escritor Bernardo Kucinski.

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1134

Responder

Sérgio

09/11/2012 - 02h44

Com o STF que está aí, o Brasil ainda vai cumprir seu ideal – ainda vai se tornar um imenso Paraguai.

Responder

Fabio Passos

08/11/2012 - 23h58

Corretíssimo.
O stf se sujeitou a ser instrumento de perseguição política.

A “elite” branca e rica tentou usar este “julgamento” como arma eleitoral. Falhou. O povo deu uma banana para os golpistas do PiG, stf, pgr.

Agora, inconsolável com a derrota acachapante nas urnas, quer usar a farsa do “julgamento” para atacar toda e qualquer manifestação contra os donos do poder.

Responder

    Julio Silveira

    09/11/2012 - 08h31

    Discordo dessa tentativa da esquerda inconsequente de querer marcar o STF com essa pecha. Primeiro por que não é verdade, já que seus membros em grande maioria foram instalados lá por acordos feitos pela propria esquerda, portanto já deviam ter conhecimento do perfil de cada membro, se não se ativeram a isso então demonstram mais uma vez sua incapacidade para avaliar nossas necessidades. Segundo, na verdade o membros do STF em nada se diferenciaram de seus abalizadores, que, quando no poder, buscaram se tornar atraentes aos grupos elitistas que comandam verdadeiramente a sociedade, ainda que de forma indireta, através de seus intrumentos como as redes de radio e TV. Ideologicamente identificados a tempos, ninguem pode se dar ao luxo de acreditar que podia ser diferente o tratamento que recebem. Ainda mais se a longa data já estão identificados como adversários das maiorias sociais, os pobres do país. Falar o que desses esquerdistas falsos, que ainda concedem o motivo, mas não somente o motivo tacito, real, também o motivo da submissão desde o inicio. Da capitulação dos ideais, para a aceitação do ideal, deles. O resultado está aí chororo, reza forte e muito pouca reflexão.
    Sempre acreditei que politica é guerra, guerra surda, mas com regras. A principal, civilidade com respeito a cidadania, coisa para gente inteligênte, não pensei que fosse coisa para ingenuos, ou pior, coisa para oportunistas.

    Fabio Passos

    09/11/2012 - 11h14

    prezado, Dirceu e Genoíno arriscaram a própria vida lutando pelo povo brasileiro. O PT fez caixa 2 e os golpistas querem colocar dois heróis na cadeia. Perseguição política evidente. Sinto que você faça parte desta matilha de linchadores da direita. O stf é um tribunal de …

    nina rita de cássia

    09/11/2012 - 17h40

    Senhor Júlio, esquerdistas falsos ou autênticos, os instalados no poder federal, legitimamente, através do voto, reiterado duas vezes, NUNCA se puseram a afrontar as instituições democráticas. Tampouco as republicanas, como estão fazendo esses que, não sei porque, são chamados de _ ministros _ do STF. O senhor, certamente, NÃO ESTÁ VENDO AS SESSÕES DO JULGAMENTO. Se estivesse, teria bem outra opinião. Isto, supondo que é um democrata. Aliás, não precisa nem ser petista, nem de esquerda, para estar indignado. Basta ser honesto, valorizar a VERDADE DOS FATOS, ter respeito às leis e aos fundamentos constituicionais e/ou ser um democrata.

Jean Souza

08/11/2012 - 23h07

Se alguém tivesse brios no PT, pediria a cassação da rede globo por ter feito uso político de concessão pública. Mas não têm essa coragem. So querem continuar no poder para “mudar o país”…
E quanto mais ricos, mais abusados os Marinho ficam!

Responder

neopartisan

08/11/2012 - 22h24

Macartismo midiático.
Curioso: nos EUA o recuo inicial da onda macartista dos anos 50 parece ter sido determinado por um expoente da mídia, o jornalista Edward R. Murrow.
Já aqui…a alma do sórdido senador Joseph McCarthy sobrevive nos corpos dos mervais e doras kramers.

Responder

cesar

08/11/2012 - 21h39

Tem que ser igual a luta contra o crime organizado:Atacar a questão financeira do PIG, portanto o governo deve redirecionar suas verbas publicitárias a midia plurarista.Será que terá coragem?

Responder

ZePovinho

08/11/2012 - 20h31

img src=”” Aprovado pelo SNI

A estranha história de Roberto Freire

….Em 1970, no horror do AI-5, quando tantos de nós mal havíamos saído da cadeia ou ainda lá estavam, muitos sendo torturados e assassinados, o general Médici, o mais feroz dos ditadores de 64, nomeou procurador (sic) do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) o jovem advogado pernambucano Roberto João Pereira Freire, de 28 anos.

Não era um cargozinho qualquer, nem ele um qualquer. “Militante do Partido Comunista desde o tempo de estudante, formado em Direito em 66 pela Universidade Federal de Pernambuco, participou da organização das primeiras Ligas Camponesas na Zona da Mata” (segundo o “Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro”, da Fundação Getulio Vargas-Cpdoc).

Será que os comandantes do IV Exército e os generais Golbery (governo Castelo), Médici (governo Costa e Silva) e Fontoura (governo Médici), que chefiaram o SNI de 64 a 74, eram tão debilóides a ponto de nomearem procurador do Incra, o órgão nacional encarregado de impedir a reforma agrária, exatamente um conhecido dirigente universitário comunista e aliado do heróico Francisco Julião nas revolucionárias Ligas Camponesas?

Os mesmos que, em 64, na primeira hora, cassaram Celso Furtado por haver criado a Sudene, cataram e prenderam Julião, e desfilaram pelas ruas de Recife com o valente Gregório Bezerra puxado por uma corda no pescoço, puseram, em 70, o jovem líder comunista para “fazer” a reforma agrária.

Não estou insinuando nada, afirmando nada. Só perguntando. E, como ensina o humor de meu amigo Agildo Ribeiro, perguntar não ofende.

Responder

Julio Silveira

08/11/2012 - 19h53

As vezes sinto-me um estranho vivendo neste país. Por que passei a acreditar que realmente o sonho de um país melhor acabou, é utopia. Que me perdoem os que possam se ofender, mas com o tempo, vendo defesas de coisas indefensáveis, comecei a acreditar que temos dentro da esquerda uma pusilanimidade inesperada por mim. Devo estar enganado, mas vejo grande parte dos que se dizem esquerdistas sob disfarces diversos, se apropriarem da tradicional e obcena forma de fazer politica brasileira, costurada e manipulada ancestralmente pela direita, usando os mesmos modus operandi. Não vejo a rebeldia, nem digo isso, pelo menos a valentia para enfrentar a herança cultural. Não, vejo apego. Com isso demonstram ser tão sem propósito. Percebi que a maior ambição é o simples poder, para poder administrar a revolução a conta gotas, seguindo a máxima de um ex procer da direita, que tão convenientemente mudou de lado, sendo aceito hoje de braços abertos, tendo até virado Guru (talvez isso explique). Que dizia primeiro fazer o bolo crescer para depois dividir. A esquerda, essa que temos adaptou, hoje é primeiro temos que convencer a direita de que somos bons, para aí se eles aceitarem fazer a tal revolução que precisamos, a secularmente necessária. Repetem a pusilanimidade ancestral da direita, mas se diferênciam dela usando palavras de ordem de um socialismo invindouro. Acabam firmado-se a cada dia como estelionatários dos que esperavam, como maioria que lhes deu fé, verem-se verdadeiramente representados. Mas parece que esses séculos de governos elitistas conseguiram firmar de forma indelevel no dna da brasilidade seus maus conceitos e hábitos culturais, tão reconhecidamente maus mas de tão dificil libertação.

Responder

    Bonifa

    08/11/2012 - 23h15

    Não tema. Quem ama ou amou de maneira crucial o Brasil, está com vopcê.

Roberto Locatelli

08/11/2012 - 19h44

Senador Roberto Requião (PMDB – Paraná) apresentou projeto para que os membros do STF tenham mandato de 8 anos, ao invés de serem mantidos no cargo até se aposentarem ou falecerem. Já é um começo. Mas o ideal é que esse mandato seja fruto de ELEIÇÕES DIRETAS, e não de indicação de presidentes.

As indicações presidenciais são sempre inadequadas pois pendem para um lado (nomear cupinchas, como FHC fez) ou pendem para o outro (Lula e Dilma, por exemplo, quiseram ser magnânimos e nomearam juízes “neutros” que agora se mostram lacaios do PIG e da elite.

Responder

    Mário SF Alves

    10/11/2012 - 23h33

    Não existe neutralidade, meu caro. É tudo uma questão de circunstância. Qualquer frágil, ou mais débil que seja “ameaça” à democracia (relativa) burguesa, o estado de fato assume a direção. E nessas horas os intelectuais orgânicos do sistema hegemônico, quer queiram ou não, serão chamados às falas. Sejam eles Joaquins, sejam eles, até mesmo, Lewandowiskis. E é esse estado do terror. É esse o estado de uns poucos em detrimento do estado universal, de todos. É esse o estado que recentemente mostrou a cara e que ora cumpre enfrentar. É esse o estado do arbítrio que ora cumpre desmascarar. É esse aquele mesmo estado do AI5. Estado forte, armado até os dentes, senhor absoluto do monopólio da violência, torturador, deformador da História e verdadeiro leviatã. Estado do arbítrio, covarde, que só é forte contra o povo. Estado todo cagão contra latifundiários, corporações, indústria bélica e banqueiros. Aliás, cagão não; conivente, produto, cria, resultado, isto, sim.

assalariado.

08/11/2012 - 19h19

A ideologia macarthista é equivalente ao CCC (Comando de Caça aos Comunistas), criado no golpe de Estado em 1964 no Brasil. É também, resultado da luta pelo poder do Estado, entre exploradores e explorados quando da derrota hegemonica, militar e economica da burguesia imperialista, para o bloco economico que se denominou paises “comunistas”, no final da 2ª guerra mundial.

Ora, os tribunais do capital nada mais são que quarteis, barricadas das elites nesta guerra de guerrilhas que, a minha culta ignorancia politica diz: São e estão coerentes, tempo integral, não tenho ilusões. Só é dar uma olhada no Histórico dessas raposas que tomam conta do galinheiro “republicano”. Afinal, na vida privada quem são eles mesmo? Qual é o status politico, economico e juridico que esses soldados recebem do Estado burgues enquanto ‘justiceiros’ das leis? Por falar nisso, Aonde é que anda o senador Demostenes, será que está preso? Ou faltou robustez, nas provas concretas?

Teremos que deixar de sermos ingenuos politicos e reconhecer este status politico classista da casa juridica, de supremacia politica ideologica capitalista. Elas (as togas), representam uma classe em particular e, com certeza, não é a classe pobre e explorada da nação Brasil. Fazem parte das elites, são lobos em pele de cordeiro. Digo tudo isso, porque tenho a impressão que estamos chegando na encruzilhada da história da luta de classe no Brasil. Para que mais tarde, nesse embate politico, não sejamos pegos de surpresa pelos donos do capital e suas multifardas no caso de (mais um) golpe de Estado. Iremos para cima dos inimigos de classe e, estes, acionarão suas “leis”, quarteis e soldados, escondidos dentro do seu cavalo de troia.

Neste momento usam como escudo e de forma “legal”, este seu quartel juridico, em conluio com seu eco psicológico e ideológico, a imprensa burguesa. Estamos em guerra fria interna, visto que, o governo da vez tem viés popular. Assim como no governo Getulio Vargas, João Goulart, Lula, este governo (dona Dilma) não pode dar certo, nessa guerra de interesses opostos. Bem vindos na compreensão politica ideologica a qual Karl Marx chamou de luta de classes, nunca escancarada, como neste momento.

Abraços preocupados.

Responder

    Mário SF Alves

    10/11/2012 - 23h58

    Então? Formado o quadro; feita a anamnese e concluído o diagnóstico, passemos à fase seguinte. Passemos à Fase I, à ação estratégica: CAMPANHA NACIONAL DE FILIAÇÃO PARTIDÁRIA: AVANTE PT! “Homens e mulheres do Brasil todo: pela consolidação da democracia, pela civilização que há de vir, UNÍ-VOS, POLITIZE-VOS.

Molina

08/11/2012 - 19h02

Mais um velho stalinista resmungando…

Responder

LEANDRO

08/11/2012 - 18h47

E agora tão sem passaportes….nem pra cuba da pra fugir

Responder

    francisco niteróil

    08/11/2012 - 20h16

    Sorte tiveram o abdumasih e o cacciola.

    Mas a bem da verdade, sorte mesmo tiveram os poiticos do PSDB denunciados pelo MV e que o MPF deu aquela colher de cha.

    Sem falar tb no Daniel Dantas, com acoes trancadas, etc.

    Pensando bem, como tem gente sortuda neste Brasil.

Sala Fério

08/11/2012 - 17h45

A esse respeito, no meu bloguinho (http://salafehrio.blogspot.com.br):

Visite para mais charges, textos e grafismos toscos e absurdos – só não tão toscos e absurdos quanto os critérios do STF e da grande mídia …

Responder

Rodrigo Leme

08/11/2012 - 17h44

Derubem o judiciário, derrubem a imprensa. O sonho da esquerda brasilis, em poucas linhas.

Responder

    assalariado.

    08/11/2012 - 19h25

    Sr. Rodrigo Leme, por acaso, achas que esse judiciario, a imprensa e porque não dizer o Estado, não são braços de um mesmo corpo, nessa sociedade divida em luta de classes?

    Abraços.

    P Pereira

    09/11/2012 - 00h57

    Ainda não é um Hariovaldo, mas é bastante divertido.

smilinguido

08/11/2012 - 17h43

Se STF foi tribunal de exceção, com que roupa os comissários tratarão os mensaleiros de outros partidos?

Os argumentos do desconforto de comissários, intelectuais e políticos da nação petista diante das sentenças do Supremo Tribunal Federal colocam-nos na situação do sujeito que usa livre-arbítrio para acreditar que a rua Barata Ribeiro é uma transversal da avenida Atlântica. Pode acreditar nisso, mas nunca mais será capaz de achar um endereço em Copacabana.

Oito dos 11 ministros da corte foram nomeados por Lula e Dilma Rousseff. Ao sustentar que esses juízes formaram um tribunal de exceção, os companheiros deslustram o mérito das indicações dos governantes petistas.

Salvo os doutores Toffoli e Lewandowski, a corte teria cedido a uma pressão dos meios de comunicação. Se essa influência fosse infalível, como explicar que a mesma corte, por unanimidade, reconheceu a constitucionalidade das cotas para as vagas nas universidades públicas? Contra elas estava a unanimidade dos grandes meios de comunicação, ressalvada a autonomia assegurada a alguns articulistas.

Dois condenados (José Dirceu e José Genoino), ergueram em suas defesas passados de militância durante a ditadura. Tanto um como outro defenderam projetos políticos que transformariam o Brasil num Cubão (Dirceu) ou numa Albaniona (Genoino).

Felizmente, a luta de políticos como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Paulo Brossard trouxe esses militantes perseguidos para a convivência democrática, e não o contrário. Se tivessem prevalecido as plataformas do PC do B ou do Molipo, Ulysses, Tancredo e Brossard teriam vida difícil.

A teoria da conspiração contra guerrilheiros heroicos estimula construções antidemocráticas de denúncia da justiça e da imprensa a serviço de uma elite. Nos anos 60, muita gente achou que a luta contra a “democracia burguesa” passava pela radicalização e até pelos trabucos. Deu no que deu.

Ficaria tudo mais fácil se os companheiros entendessem que fizeram o que não deviam e foram condenados. Endossaram a teoria da impunidade do caixa dois eleitoral porque acharam que ela os protegeria. O melhor a fazer seria reerguer a bandeira abandonada da moralidade. Assim poderão batalhar pela condenação de mensaleiros de outros partidos e apresentar-se aos eleitores com um projeto livre de capilés.
Helio Gaspari

Responder

    francisco niteróil

    08/11/2012 - 19h27

    Grande texto do herdeiro dos arquivos do heitor ferreira e por tabela do golbery.

    Sendo assim, ele entende muito de ditadura, só que com a visao “privilegiada” dos de dentro.

    Boa comoanhia.

    Jotage

    08/11/2012 - 20h45

    Francisco
    Não se responde a troll. Ele está nervosissímo, pois com a falência do PSDB, quem é que vai pagar o salarinho dele? Agora ele vai ter que trabalhar? Nunca! Isto é coisa para brasileiro, o que ele não é.

trombeta

08/11/2012 - 17h25

O teatro montado no picadeiro do STF não tem fim, agora, os doutos “importaram” do oriente médio penas islâmicas para mostrar à sociedade que a “corrupção da esquerda” é muito pior do que a corrupçao da direita.

Pior que isso é ver um negro massacrado historicamente pela elite branca se entregar ao primeiro aceno da casa grande e virar heroi do baronato.

Responder

abolicionista

08/11/2012 - 16h39

A balança da justiça no Brasil funciona segundo o critério que Maria Rita Kehl apontou no texto que lhe valeu o emprego: “dois pesos, duas medidas”. O mesmo crime, quando cometido por partidos diferentes, muda completamente de natureza, podendo tornar-se mais terrível do que um homicídio ou mais ameno do que pisar na grama.

Responder

Bonifa

08/11/2012 - 16h30

Este tratamento completamente diferente dado a dois partidos, o PT e o PSDB, pelo mesmo crime, destruiu o STF. Isso não será percebido claramente a curto prazo, principalmente porque as jogadas políticas da mídia têm tido o poder de acobertar a destruição. Mas a mídia joga a curtíssimo prazo e a opinião pública vai sendo construida aos poucos, com a clareza dos detalhes, um após outro. Muito breve vai surgir aos olhos de todos, como uma necessidade premente, a reforma do judiciário no que diz respeito ao STF, à sua constituição e a seu funcionamento.

Responder

strupicio

08/11/2012 - 16h27

qual o problema em admitir que o PT é feito do mesmo barro que todos os outros? que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente?
que quando um “partido revolucionário” decide participar do jogo congressual, fatalmente vai adotar as praticas vigentes??? pq essa “decepção” de virgens no prostíbulo?? antes a tese da esquerda era negar o que aconteceu depois passou a ser perseguição do judiciário pautado pela mídia?? decidam-se por favor…

Responder

Pedro Serrano: É ilusório que todo crime pode e deve ser punido com encarceramento « Viomundo – O que você não vê na mídia

08/11/2012 - 16h10

[…] Bernardo Kucinscki: “Estamos assistindo ao surgimento de um macartismo à brasileira” […]

Responder

Luiz Augusto de Freitas Guimaraes

08/11/2012 - 15h46

O PT é vítima do patrulhamento que praticou no passado. Foi ingênuo ao não atentar para o fato de que seus erros receberiam tratamento diferente. Cometeu os mesmo erros dos seus antecessores no poder, esquecendo-se que também seria patrulhado. Ora, se virou “cult” agredir petista, no passado também era “cult” falar mal dos militares (culpados por todas as mazelas que sofríamos). Não há dúvidas que o que há de ruim na política não é privilégio apenas do PT. Porém, os amigos dos meus inimigos não são amigos meus. E o PT quis acreditar que antigos inimigos se tornariam seus amigos.

Responder

    francisco niteróil

    08/11/2012 - 16h06

    Viomundo
    Viva a democracia e a blogosfera onde nao existe censura. Asssim, podemos exercer a penitencia de ouvir absurdos e pensar “que bom, podia ser pior”.

    Assim, podemos ler critica de episodios da vida democratica atual comparados a criticas aos militares.

    Eles foram eleitos como atualmente todos sao?

    Os politicos atuais institucionalizaram a tortura?

    Fecharam o Congressso? Os governos atuais fecharam ou ameacaram a imprensa?

    Uma coisa é o contraditorio que nao esta ocorrendo por falta de democratizacao da midia.

    Outra coisa É A FALTA DE CONTRADITORIO POR CAUSA DAS BAIONETAS.
    AQUELAS CRITICAS SAO OBRIGATORIAS PARA QUEM TENHA O MINIMO RESPEITO À DEMOCRACIA.

    As criticas atuais, nem sempe, mas a maioria nao respeitam o contraditorio.
    Abaixo eu descrevo diferencas de mensaloes, é disso, por ex., que estamos falando.

    E regime de tortura sera semore criticado e execrado, ok?

    francisco niteróil

    08/11/2012 - 16h08

    Em tempo: CHAMAR DE PATRULHAMENTO AS CRITICAS E EXECRACOES AO REGIME MILITAR É DE VOMITAR.

    VIOMUNDO, ENGOV para todos que amam a democracia, ok?

    Adma

    08/11/2012 - 16h34

    Meu amigo, criticar a ditadura é um imperativo ético e moral, não é “patrulhamento”. A ditadura militar foi um governo ilegítimo, que foi implantado por meio de um golpe que derrubou um governo legitimamente eleito (e popular) e se manteve por décadas por meio de torturas, censura à imprensa e às artes, cassações de políticos e acadêmicos e supressão das garantias fundamentais. Você deve ser parente de militares, para defendê-los com tanta veemência.

Isidoro Guedes

08/11/2012 - 15h18

Essa sempre foi uma prática usual das elites (através da mídia) na política brasileira. Descarada, mas usual, o que por si só justifica um marco regulatório (a chamada “Ley de Medios”) para democratizar as comunicações no país.

Responder

Thomaz

08/11/2012 - 15h17

Porque para fundamentar sua afirmação o prof Kucinski não aponta uma absolvição a réu do PSDB feita pela suprema corte em crime igual ao praticado por um petista?

Responder

    francisco niteróil

    08/11/2012 - 15h52

    a viagem de marte pro nosso planeta foi boa? Sentiu enjoos?

    Bem, já que vc é novo aqui, vamos lá:

    Tivemos dois casos chamados mensalao. O do PT foi julgado no STF, mas o do PSDB, ocorrido muitos anos antes, foi parar nos juizados de primeira instancia onde já está ocorrendo prescricoes.

    Por outro lado, um mesmo oersonagem dos mensaloes acima entregou listas de envolvidos ao MPF. Em um caso, tivemos o julgamento já citado. Em outro o PGR considerou os mesmos atos crimes diferentes e prescritos, ou seja, nada chegou ao STF.

    Sabe o mensalao de brasilia? A mesma coisa, nada ainda.

    Assim, a tua hipotese, CARO MARCIANO, nao se verifica pois nada chega ao STF se envolver o PSDB. E se chega, como o azeredo, entra numa fila à espera da prescriçao.

    Thomaz

    08/11/2012 - 18h00

    Então, caro Francisco, um caso no qual a suprema corte tenha julgado assim um petista e assado um tucano. Não tem nenhum aqui no seu planeta? Nem para justificar a “tese” do prof petista Kucinski?

    francisco niteróil

    08/11/2012 - 19h25

    Cara

    Vc nao sabe ler?

    Claro que nao posso te aoresentar caso pois eles prescrvem ou, pior, sequer sao denunciados.

    Eu ja te relembrei a denuncia do marco valerio em que o oessoal do PSDB sequer foi denunciado.

    Entao eu nao tenho caso nenhum pois eles nao sao julgados.

    Cara, a sua oerguntinha é muito idiota pois eu ja te respondi e vc ficou igual garoto mimado fazendo a mesma oergunta.

    Encerrada aqui a aulnha pois vc ainda nao sabe interoretar um texto.

Eunãosabia

08/11/2012 - 15h12

Totalmente de acordo.

Responder

francisco niterói

08/11/2012 - 14h46

Viomundo e comentaristas

Faz tempo que eu gostaria de dividir com a blogosfera o espraimento desta questao que, a meu ver, esta atingindo as raias do absurdo.

Lendo um post do CQC/Genoino escrito pelo paulo nogueira, e me lembrando do posicionamento de diversos artistas ( maite, luana piovani), cheguei à conclusao que os freios sociais foram rompidos por falta de critica da midia. Virou “cult” agredir petista, que é a forma redutora para todos aqueles que nao seguem a opiniao publica amatilhada.

Vou dividir com vcs uma questao particular:

Tenho uma amiga, um doce de pessoa mas que é tao reacionaria que, no clima da midia, perde toda a docura que sempre a caracterizou. Faz uns 6 anos, na minha casa, ela do nada disse ” o PT so tem ladrao”. Discretamente lembrei a ela que ela poderia pensar qq coisa, mas que havia limites para expor coisas sem provas, PRINCIPALMENTE NA RESIDENCIA DE UMA PESSOA QUE TINHA UM PARENTE QUE É PREFEITO DE UMA CIDADE PELO PT.

Assunto morreeu, mas sempre, de vez em quando, volta de forma disfarcada. E OLHA QUE ESTA PESSOA É FILHA DE UM MILITAR QUE MUITOS ACUSAM DE TER SIDO TORTURADOR. ACHO QUE A COISA NAO FOI ADIANTE POIS O CARA JA MORREU. E EU SEMPRE RESPEITEI ISSO.

Este fim de semana, mais uma vez, ocorreu um fato assim.

Vejam vcs entao o esgarcamento na sociedade brasileira: uma pessoa educada, doce mas que “incorpora um diabo” sempre que um assunto, mesmo que distante, lembre algo do governo federal. Este ultimo casonasceu de alguem que reclamou que o hospital PRIVADO estava cheio. E vcs sabem, ne? A culpa é deste “governo corrupto”. Do nada um discurso destemperado, sem freios, deselegante sem mesmo lembrar na casa de quem estava.

E ai? Ate quando vamos ficar na defensiva? O clima de vale tudo está implantado na sociedade. Posso abrir a porta da minha casa e pedir pra minha amiga sair? Seria ate compreensivel visto que ela ataca o tempo todo. Mas acho que ela é vitima deste clima TAO BEM DESCRITO PELO POST.
Desculpem-me a sessao “divã”, mas acho que demonstra o espraiemnto da guerra implantada na sociedade.

Vcs estao vivendo isso? O ter que engolir ate mesmo pessoas doceis atacando a sua familia por discordar politicamente?

Responder

    Adma

    08/11/2012 - 16h41

    Eu também me sinto cnstrangida de discutir mensalão no meio de amigos e conhecidos meus, pois a maioria acredita piamente em tudo o que vê na Globo e Globonews. Creem firmemente que houve compra de votos, que “o PT roubou” e que o STF está fazendo um bom trabalho. Admiram Joaquim Barbosa (precisa dizer mais?) Mas ninguém chegou ao ponto de me dirigir ofensas pessoais. No máximo me veem como uma fanática cegada pela ideologia.

    O comportamento dessa sua amiga me parece típico de uma pessoa que sofre de transtorno bipolar. Como pode alguém tão “doce” se transformar e se transfigurar desse jeito?

    Bonifa

    08/11/2012 - 17h18

    Está em curso um esforço planejado e muito bem articulado, já há algum tempo, destinado a deixar a maioria da classe média, que é tradicionalmente mais vulnerável a grosseiras manipulações de informação, com ódio profundo do Lula e do PT. Ódio tão profundo que, ninguém duvide, é capaz de motivar até o assassinato banal e brutal, como soi acontecer com qualquer ódio sem razão. Este fenômeno não vem só da imprensa, mas também de um trabalho vasto que inclui o boca a boca e a criação de mentiras e fofocas sem qualquer fundamento. Para sustentação do fenômeno, fizeram esta classe média acreditar que é “chique”, é “in”, odiar o Lula e odiar o PT, mesmo que ela não entenda porquê. Veja bem: Pessoas que se destacavam por pregar este ódio, como o famigerado Índio vice do Serra, eram inexplicavelmente adorados pelas socialites do Rio e de todo o país. Algumas manifestaram o desejo de que ele, o Índio, fosse o futuro presidente da República. Agora, o rapaz foi preso, seria um estelionatário com a boca na botija, está atrás das grades e ninguém, nenhum órgão da imprensa antilula, fala sobre o caso. Porquê? É porque obviamente não é chique falar sobre isso. E se amanhã o Índio obtiver um Habeas Corpus de algum ministro destes do Supremo, o que é muito fácil de acontecer, reaparecerá no jet set como um herói e será maravilhosamente recebido por suas fãs. Fãs que odeiam os “corruptos” do PT, naturalmente.

    adriana

    08/11/2012 - 17h36

    sim, na família, com amigos colegas de trabalho… é lamentável. Até já cortei relações.

    maria olimpia

    08/11/2012 - 17h47

    Francisco-niteroi,
    Também acontece comigo.
    É incrível que essas pessoas são vítimas daquilo que a mídia nos acusa(os eleitores do PT), de “embotamento mental”. Simplesmente não conseguem enxergar a realidade, estão dominadas pelo ódio, literalmente!

    MTHEREZA

    08/11/2012 - 22h12

    Também está acontecendo comigo. O pior é que essas pessoas acreditam mesmo que o fato de se almejar um julgamento digno desse nome é compactuar com a corrupção. E alguns até votaram no Lula em 2002, mas agora estão inconformados em dividir seu precioso espaço em aviões, ruas e universidades. Daí, vão pra Capádócia andar de balão (ate ser lançado um pacote em 36 vezes). Não querem enxergar que uma classe média ampliada é que sustenta o capitalismo, já que não mudamos de regime político.

    assalariado.

    08/11/2012 - 20h24

    Caro Francisco Niteroi, primeiro devo lhe dizer que na maioria das vezes tenho afinidades com seu comentários.

    Tenho, como voce, divergencias na questão do Tal “mensalão” em relação a familiares e amigos, pelo fato de eu ter sido petista durante 25 anos. Porém, hoje, continuo com a ideologia socialista e suas coerencias, com relação ao poder e ao, ter dinheiro. Aprendi, nas lutas sindicais e populares a não ser idolatra e/ ou defender rótulos e que tais.

    Quando revejo pessoas de minhas relações que falam sobre o “mensalão”, logo pergunto: Voce sabe onde nasceu o “mensalão” e, como é de se esperar a resposta é: NÃO! Geralmente explico que nasceu em 1998 em Belo horizonte, via PSDB, e os porques e tals, … Como acredito que, o que move a história são as perguntas e não as respostas, logo, … Geralmente, explico que nasceu em 1998 em Belo horizonte, via PSDB, e os porques e tals, … Nunca perdi amizades devido aos argumentos que tento passar. Também se a pessoa é muito desavisada não invisto em conscientiza -las, do um tempo numa boa. Depois da “euforia da noticia” fica mais facil voltar ao assunto com as pessoas, cancei de fazer isso.

    Acho que já deu para voce perceber que não tenho rabo preso com partidos, tenho sim, com ideias. Embora sinto muita falta de um partido verdadeiramente das massas que frequente os ambientes dos explorados da nação que no caso são as periferias e portas de empresas/ fabricas.

    Abraços sinceros.

    assalariado.

    08/11/2012 - 21h50

    Opa! No comentario, errei: Depois da “euforia da noticia” fica mais facil voltar ao assunto com as pessoas, cancei de fazer isso.

    Correção: cansei de fazer isso.

    Abraços.

    Luiza Carioca

    09/11/2012 - 00h24

    Eu tinha uma amiga assim. Fomos amigas durante quase quarenta anos, desde a infância. Após anos ouvindo barbaridades, cheguei ao limite quando ela colocou no facebook aquela mensagem infeliz sobre o câncer do Lula. Mesmo triste, tomei coragem e rompi relações. Não me arrependo.

Araújo

08/11/2012 - 14h45

Quem financia a imprensa golpista através de publicidades oficiais e estatais? Quem indicou o Maluco do STF, que foi a Alemanha receber dos branquelos de olhos azuis as carícias na coluna? Quem indicou o PGR, o gorduroso?
Eu não fui.
Acho é pouco.

Responder

francisco moraes e silva

08/11/2012 - 14h44

é alei da casa grande ou?

Responder

FrancoAtirador

08/11/2012 - 14h32

.
.
UM NOVO NOME PARA A VELHA ‘GUERRA FRIA’

O antipetismo é uma transfiguração do anticomunismo
espalhado no mundo pelos United States of America.

A matriz ideológica é a mesma vigente no Século 20,
a partir da revolução russa, e acentuada no pós-guerra
com as revoluções socialistas no Oriente e em Cuba.

A derrocada da União Soviética foi somente uma batalha
vencida pelos EUA, com a sucumbência do estalinismo.
Mas foi uma vitória muito mais política do que econômica.

No Século 21, o colapso financeiro do capitalismo ocidental,
fundamentalmente provocado por governos desestatizantes,
e a ascensão da China, com a economia sob controle estatal,
somada ao descolamento da maioria dos países sul-americanos,
que adquirem cada vez mais autonomia em blocos multilaterais,
significaram uma derrota muito maior para os EUA e aliados.

Na verdade, a ‘Guerra Fria’ não acabou, apenas mudou de forma,
vez que, hoje, a batalha da informação ou da contra-informação
retorna ao patamar do período mais drástico do conflito EUAxURSS.

Por exemplo, quando o Departamento de Estado Norte-Americano
percebeu que, em dado momento da Revolução Popular Egípcia,
as informações haviam fugido ao controle, pois eram geradas
por redes na internet e jornais médio-orientais independentes
e, depois, repercutidas pela TV Al-Jazeera que apoiou a revolta,
Hillary Clinton foi de imediato discursar no Congresso dos EUA
pedindo a liberação de verbas para o setor de telecomunicações.
“Estamos perdendo a Guerra da Informação”, declarou a Secretária.
Não demorou muito, e a emissora de TV do aliado Catar mudou de rumo.

GUERRA DA INFORMAÇÃO: ESTE É O NOVO NOME DA VELHA ‘GUERRA FRIA’.

Daí a máxima ‘O que é bom para os EUA, é bom para o mundo’
voltar ao Brasil, nos círculos impatrióticos de neocolonizados,
tentando conquistar desavisadamente uma classe sócio-econômica
que ascendeu substancialmente em escolaridade e remuneração,
mas que não tem absolutamente qualquer consciência política.

E o Cartel Empresarial Máfio-Midiático é o principal responsável
pela disseminação, aqui no País, dessa ideologia antipatriótica.
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    08/11/2012 - 14h51

    .
    .
    Macartismo

    Macartismo (em inglês McCarthyism) é o termo que descreve um período de intensa patrulha anticomunista, perseguição política e desrespeito aos direitos civis nos Estados Unidos que durou do fim da década de 1940 até meados da década de 1950.

    Foi uma época em que o medo do Comunismo e da sua influência em instituições americanas tornou-se exacerbado, juntamente ao medo de ações de espionagem promovidas pela OTAN.

    Originalmente, o termo foi cunhado para criticar as ações do senador americano Joseph McCarthy, tendo depois sido usado para fazer referências a vários tipos de condutas, não necessariamente ligadas às elaboradas por McCarthy.

    Durante o Macartismo, muitos milhares de americanos foram acusados de ser comunistas ou filocomunistas, tornando-se objeto de investigações agressivas.

    A maior parte dos acusados pertencia ao serviço público (como Alger Hiss), à área artística e cultural (p/ex. Barbara Bel Geddes), cientistas (como David Bohm), educadores e sindicalistas e até militares de alta patente.

    As suspeitas eram freqüentemente dadas como certas mesmo com investigações baseadas em conclusões parciais e questionáveis, além da magnificação do nível de ameaça que representavam os investigados.
    Muitos perderam seus empregos, tiveram a carreira destruída e alguns foram até mesmo presos e levados ao suicídio.

    O Macartismo realizou o que alguns denominaram “caça às bruxas” na área cultural, atingindo atores, diretores e roteiristas que, durante a guerra, manifestam-se a favor da aliança com a União Soviética e, depois, a favor de medidas para garantir a paz e evitar nova guerra.
    O caso mais famoso nesta área foi o de Charlie Chaplin.

    A “caça às bruxas” perdurou até que a própria opinião pública americana ficasse indignada com as flagrantes violações dos direitos individuais, graças em grande parte à atuação corajosa do famoso e respeitadíssimo jornalista Edward R. Murrow na rede americana de televisão CBS, o que levou McCarthy ao ostracismo e à precoce decadência.
    Ele morreu em 1957, já totalmente desacreditado e considerado uma figura infame e uma vergonha para os americanos.

    Ver também:

    Lista Negra de Hollywood
    Anticomunismo
    Guerra Fria

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Macartismo

strupicio

08/11/2012 - 14h21

mas e a covardia e subserviência aos poderosos que é a própria definição de brasilidade???

Responder

LEANDRO

08/11/2012 - 14h15

Tá bom…e porque será que o lula tá assim..

Lula pede para que PT não divulgue nota em defesa de mensaleiros

Responder

    Mário SF Alves

    11/11/2012 - 00h23

    E quem você acha que é o Lula? Você acha mesmo que Lula está sózinho nessa luta? Cara, bote fé, o Lula conhece o terreno e está amparado por estrategistas, mesmo; estrategistas de verdade; não aqueles chinfrins, ocasionais, cheios de blá-blá-blá, viciados em retórica vazia, ultra-confiantes no poder da força e cevados pela grana da direita que os domestica via PiG e outras piguelices.

geniberto campos

08/11/2012 - 14h14

Fica a pergunta: – por que o STF vem agindo dessa forma?
De que se trata, afinal? O tribunal supremo quer fazer uma justiça exemplar? Ou toda essa indignação de justiceiros/milicianos esconde um plano golpista,diabólico,mal engendrado, contra um partido – o PT – que ganhou 3 das últimas eleições presidenciais?
Isso é, sim, um julgamento de exceção. Feito por um tribunal partidarizado, e que não consegue mais esconder a sua falta de conhecimentos jurídicos mais elementares. Homens e mulheres medíocres, posando de intelectuais, ostentando, alguns, um risinho irônico que causa calafrios na alma dos democratas. Capazes de cometer toda espécie de truculência e arbitrariedade, que nem os tribunais militares do período autoritário ousaram cometer. E nos piores momentos da ditadura.

Responder

Pensador

08/11/2012 - 14h12

Se fosse assim, o Senador Demóstenes Torres não teria “dançado”. Bernardo Kuscinski, coloque a mão na consciência, e reflita sobre o que está dizendo. Para começo de conversa, se não houvesse coisas erradas, a Ação Penal 470 nem estaria ocorrendo.

Agora, se é PSDB, PT, PSOL, ou qualquer outro partido, “dane-se”. Ao invés de colocar seus caprichos partidários como guia do seu senso ético e senso crítico e sendo conivente com a corrupção; deveria estar pensando no futuro da nação.

Sem sombra de dúvidas, essa ação penal é um divisor de águas. Nos, povo povo brasileiro, estamos cansados de ser esculachados por esses políticos ladrões; da mesma, forma que nos povo brasileiro estamos cansado de ser mortos nas ruas, pelos marginais. Mas da mesma forma que os defensores dos Direitos Humanos só ficam irritados quando morre um marginal ou quando presidiários são assassinados, mas não dão a minima quando é um pai de família ou um trabalhador honesto… esses intelectuais, herança da esquerda da época da ditadura, da mesma forma, vem defender político corrupto, usando o pior dos argumentos possíveis: “Se fulano não foi condenado também, Sicrano pode continuar desviando verbas de merenda escolar e roubando do povo”.

Desculpem o desabafo, mas simplesmente estou cansado dessa gente.

Responder

    José Ruiz

    08/11/2012 - 14h35

    acredito que muito mais gente está cansada de você..

    Roberto

    08/11/2012 - 15h17

    Voce deve estar cansado de ler a Veja e assistir a Globo. Descanse desses veículos de (des) informação e vai começar a ver as coisas sob uma ótica mais coerente e, quem sabe, talvez até aprenda a ler.

    Pensador

    08/11/2012 - 16h18

    Quando jovem era marxista/anarquista, leitor assíduo de carta-capital. Achava bacana as “teorias conspiratórias que ela engredrava”. Depois de adulto, ao trabalhar e viver a vida, e aprofundar meu conhecimento, percebi que muitas das coisas não faziam o mínimo sentido.

    Perdoe-me, realmente quero entender esse “marcarthismo das elites brasileiras”. Mas não faz o mínimo sentido, é como outro artigo aqui, publicado, no qual dizia que Joaquim Barbosa era uma espécie de “Capitão do Mato” do homem branco.

    Curioso, a forma que algumas pessoas encontram de “argumentar” é atacar a pessoa autora do comentário, ao invés do comentário em si. Enfim, vamos deixar o PT, e todos os populistas dilapidarem nosso país, com políticas que ao invés de provocarem crescimento, provocam retrocesso. A boa fase do Brasil se deve ao fator China. Mas tão logo, a economia chinesa e dos EUA diminuam a importação de commodities, voltaremos a nossa realidade.

    Enquanto isso, veremos pessoas gritando alto. Apenas gritando, por que são incapazes sequer de propor soluções e se adaptarem a realidade.

    Fecho com uma frase de Maquiavel: “O homem que vive a vida como deveria ser, ao invés de vivê-la como é, está fadado a destruição”.

    marcio gaúcho

    08/11/2012 - 18h09

    Uma acusação, principalmente partindo da PGR, deveria estar fartamente comprovada documentalmente. O julgamento do STF, ao arrepio da falta de provas legais, utilizando-se da alemã ” Teoria do Domínio do Fato ” é uma grande piada em cima da população brasileira, onde apenas a elite interessada está a rir sem parar. Porque os palhaços somos todos nós, a maioria da população brasileira!

    João Vargas

    08/11/2012 - 18h42

    “Este julgamento é um divisor de águas”. Que águas, pergunto eu? será a separação da água suja e da água podre? O problema não está nos galhos, e , sim na árvore. Porque a mídia não aproveita o momento para levantar a discussão da reforma política? do financiamento público de campanha? Simplesmente porque isto não interessa à direita carcomida. Eles não querem mudar nada porque sempre mamaram no sistema, agora querem derrubar o PT para poderem voltar a mamar nas fartas tetas do Estado.

Fausto

08/11/2012 - 14h04

O Supremo Tribunal Federal, agora transformado em Tribunal de Exceção, se desmoralizou por completo. Não representa a sociedade como um todo, tampouco, tem representatividade popular; a maior prova disso foi o “não” que o eleitor deu nas urnas, contrariando o desejo do procurador Roberto Gurgel que sem nenhum escrúpulo sugeriu que não votasse no PT. O STF representa sim, a minoria dominante que se considera dona do Brasil. A ela serve incondicionalmente os doutores togados, atropelando o Estado Democrático de Direito, relativizando a democracia pela imposição do golpe jurídico. A jurisprudência gerada pelo casuísmo que reina na suprema corte, virou uma excrescência jurídica, um vale-tudo que nem mesmo a ditadura militar ousou fazê-la.

O STF transformou-se num reality show, uma vitrine de soberbos doutos disputando os holofotes midiáticos, um desfile de vaidades sem igual, jamais visto no País. Um espetáculo mórbido patrocinado pela mídia golpista, onde vendilhões travestidos de homens da lei fingem praticá-la. Em nome da justiça cometem injustiça, em nome da lei descumprem-na, nada mais importa senão, condenar e condenar, porque assim quer uma elite desprezível detentora do poder desde sempre. Mas a história tem bons exemplos de como isso termina.

Quando magistrados transformam a tribuna em palanque político de direita para desconstruir o PT, já não são mais juízes, e sim membros de um partido. O STF perdeu a razão de ser, não tem mais finalidade como instrumento de justiça. Melhor seria se assumir como legenda partidária. O que sinto diante disso tudo é um misto de indignação e nojo. A impotência diante do golpe descarado e anunciado sem reserva, expressa um sentimento que não é exclusividade minha. Basta acessar as redes sociais e os incontáveis blogs progressistas e se descobre de imediato o clima de revolta que se está instalando no País. A aparente calma apenas camufla o inconformismo que reina nos milhões de corações inquietos.

O comportamento do relator da Ação Penal 470, um sociopata nitidamente despreparado para um evento desse porte, não pode subjugar uma Nação inteira aos seus caprichos doentios. Esse tirano, emocionalmente desequilibrado está semeando o ódio no povo, e os efeitos dos seus atos insanos poderão resultar numa reação violenta com conseqüências imprevisíveis. Muitos dos oportunistas irresponsáveis que hoje respaldam sua atitude, poderão se arrepender amargamente amanhã. Para tudo tem limite, ninguém agüenta mais tanto abuso, o copo está quase transbordando…

Lewandowski é o único ministro realmente independente da Corte, os outros se comportam como marionetes do PIG. Num lance de oportunismo vão a reboque do carrasco togado. As ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber são mais comedidas, no entanto, faltam-lhes o discernimento e a sensatez, talvez coragem para enfrentar a mídia e não acompanhar Joaquim Barbosa. A minha intuição me leva a crer que alguma coisa está para acontecer. Sinto algo estranho no ar, muito intenso. Há uma energia diferente, uma sensação inexplicável. Acho que é o silêncio que precede o esporro!

Responder

    Julio Silveira

    09/11/2012 - 11h17

    Com uma grande mão da “esquerda”.

roberto almeida

08/11/2012 - 13h57

Concordo plenamente. É com verbas públicas de publicidade que a grande imprensa produz uma campanha sem fim em defesa da liberdade de imprensa. Liberdade dos patrões. Os leitores desta recebe a informação que interessa aos barões da imprensa, não aquela de interesse público. Nessa toada a sociedade brasileira pena permanentemente numa obscura despolitização em virtude da informação deformada que recebe. Entra mês e sai mês assiste-se ao monotema mensalão. E como não há contraponto vai a massa de leitores a repetir aquilo que ecoa a mídia conservadora: o mensalão foi o mal do Brasil. 500 anos, com mínimos intervalos, de regimes econômicos concentradores de riqueza, sistema perverso, e o mal foi um mensalão que não se sabe nem se existiu. E as forças progressistas admitem passivamente esse caminhar bovino para o abismo.

Responder

Rita

08/11/2012 - 13h53

Perfeito!!

Responder

Messias Franca de Macedo

08/11/2012 - 13h43

UMA PERGUNTA INUSITADA QUE CAUSA, DIGAMOS, ESPÉCIE!

No julgamento do MENSALÃO tucanoDEMoníaco mineiro [Ação Penal 536] – Eduardo AZARedo, Aécio ‘Never’, Cemig, Bemge etc. &$ Cia! -, o réu Marcos Valério deverá receber uma dosimetria, digamos, cavalar! [Durante os episódios golpistas, os inclementes “supremos”, impiedosamente, galopam!…] Em sendo assim, o já presidente do “supremoTF”, “o inovador” Joaquim Barbosa, irá revolucionar (sic) o cenário jurídico ‘nacioná’ preconizando o somatório das dosimetrias?! Digamos: 40 anos, 08 meses, três semanas, 12 horas, cinquenta minutos e – rigorosos – 10 segundos de reclusão em regime fechado (idem sic), por conta dos crimes “inéditos” perpetrados e presentes nos autos ou não(!) da Ação Inquisional(!) 470… Mais, supondo: 40 anos, 09 meses, três semanas e meia, 17 horas, cinquenta e cinco minutos e – impreteríveis – cinquenta e nove segundos de reclusão em regime fechado (ibidem sic), pena imputada em função dos crimes arrolados na Ação Penal 536 [MENSALÃO tucano das Minas Gerais], nascedouro do ‘Valerioduto’!… Se a resposta for afirmativa, o réu Marcos Valério, inexoravelmente, entrará para o livro dos Recordes, O Guinness World Records (antigo Guinness Book of Records, lançado em português como Livro Guinness dos Recordes)!…

EM TEMPO: como deverão estar sendo ‘os tremores intestinais’ dos [inimputáveis(?!)] réus tucanos da Ação Penal 536?!…

Que país é este, sô?!…

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Deixe uma resposta