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Ziraldo: “Muitos pais não percebem, mas seus filhos se tornaram idiotas”


14/08/2012 - 19h10

Guilherme Solari
Do UOL, em São Paulo

Uma breve conversa de 15 minutos com Ziraldo na Bienal Internacional do Livro de São Paulo acaba passando por temas como literatura, colonização brasileira, marketing, UFC, novas tecnologias, casos de família e até mesmo um pouco sobre os seus lançamentos na feira.

Aos 80 anos e em sua 16ª Bienal, o pai do Menino Maluquinho não cessa de enfatizar a importância de feiras literárias e do próprio livro para enfrentar o que ele considera em “emburrecimento” endêmico da sociedade.

“A família brasileira não lê. Nós temos a internet que pode ser a fonte da vida e do conhecimento, mas o computador é usado como brinquedo. Muitos pais não percebem, mas seus filhos se tornaram idiotas”, disse Ziraldo ao UOL. “Bote um livro na mão do seu filho e ensine o domínio da leitura. Se ele não dominar isso, só vai dar certo se souber jogar futebol ou dar porrada muito bem para entrar nesse UFC”.

Ziraldo mostra não aprovar o sucesso das competições de artes marciais mistas. “Liguei a TV de madrugada outro dia e vi dois seres se esfregando. Achei que fosse pornografia. E aí o chão começou a se encher de sangue como se tivesse rompido o hímen. Só depois percebi que era essas lutas”, contou Ziraldo.

Apesar de ser autor de obras que marcaram seguidas gerações de crianças brasileiras, Ziraldo diz que não se considera um narrador. “Não tenho um talento como o de Thalita Rebouças ou da autora do Harry Potter”, falou. “Eu parto de uma ideia simples como uma ilustração e tento fechá-la com chave de ouro, como fazia quando trabalhava no marketing”.

“O livro é o objeto mais perfeito da história da humanidade”, defendeu Ziraldo. “Você carrega a história em suas mãos, sente o cheiro do papel, o tempo que você vira uma página é um tempo que percorre na história. O livro contém vida e isso não pode ser substituído por algo frio e digital”.

Quando perguntado sobre o que mudou em sua comunicação com as crianças em todos os anos de literatura infantil, Ziraldo responde: “Não mudou nada. Os tempos e as tecnologias podem mudar, mas a criança não muda nunca”. Ziraldo lança na feira “O Grande Livro das Tias” (Melhoramentos), homenagem às tias e sua importância na infância.

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25 comentários

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Paula

15 de agosto de 2012 às 19h24

É a mais pura realidade! Hoje falta aos pais incetivar mais o gosto pela leitura dentro de casa… A tecnologia é interessante e ajuda bastante no dia a dia… Mas falta ao usuário aprender a pensar, refletir sobre algo… Não dizer qualquer coisa… É preciso ter o senso crítico diante dos noticias, temas diversos.

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Rafael

15 de agosto de 2012 às 11h07

Importante ressaltar que há livros tão ou mais idiotizantes que muitos sites e programas de tv, ademais, a internet é uma ferramenta importante para quem gosta de ler, e aprofundar-se sobre os assuntos.

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Nuno

15 de agosto de 2012 às 10h51

Luiz Carlos, já que o assunto é educação, leia a coluna Tiro e Queda escrita por Eduardo Almeida Reis e publicada na página 27 do Estado de Minas de hoje (15/08). Texto repleto de preconceito e desinformação:
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IMBECIS TITULADOS
Deu a louca nos mestrados e doutorados, tantos são os imbecis irremediáveis que se apresentam com esses títulos. Os doutorados honoris causa, que tinham fama de sérios, foram desmoralizados pelo analfaboquirroto que vocês elegeram, garanhuense que se gaba de nunca ter lido um livro até hoje. Os telejornais de sexta-feira 13 de julho mostraram um jogador de futebol, de origem africana, metido naquelas roupas ridículas, ao receber seu honoris causa pela Universidade de Bolton junto com a equipe média que o salvou.
Se entendi alguma coisa, o novo doutor se chama Fabrice Ndala Muamba, nasceu em 1988 no Zaire, jogava no Bolton e teve mal súbito durante uma partida contra o Tottenham. Seu coração parou uma porção de vezes. Aparentemente recuperado do ataque cardíaco, Muamba foi doutorado.

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RicardãoCarioca

15 de agosto de 2012 às 09h19

Mas se educar, o PiG não vai conseguir manipular!

Se ensinar a ler e a escever, o político bandido não conseguirá se eleger!

Se ensinar a pensar e a analizar, vai ficar mais difícil de roubar!

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Gustavo

15 de agosto de 2012 às 08h37

Eu já acho que isso é recalque do Ziraldo… a verdade é que a internet revolucionou o mundo da comunicação e criou milhares de “Ziraldos” espalhados por esse Brasil tirando o monopólio dele… essa turminha que se diz muito letrada, metida a intelectual é a mesma turma do PIG…. ta na cara… essas histórinhas fantasiosas só servem para alienar a população, só servem para tirar o povo da realidade… pra mim idiota é quem lê Menino Maluquinho e acha que é melhor que os outros por isso… uma história boba, que não leva ninguém a lugar nenhum… fala sério… a internet ta ai, o conhecimento ta ai… mas a sabedoria só vem de um lugar… pedindo e seguindo a Deus!!!

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    Luís

    15 de agosto de 2012 às 09h44

    Vixi, se o Gustavo já ficou bravo com esse comentário, então vai ficar mortalmente ofendido com esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=gu-EK_DTFGQ

    PS: Ziraldo é do PIG? Eu não sabia.

    Rodrigo Leme

    15 de agosto de 2012 às 09h58

    Para Gustavo, não fala bobagem. Tenho N coisas contra o Ziraldo, mas dizer que a internet tira o mercado dele?!?!?!

    O homem é um gênio, capaz de fazer um livro que você leu aos 5 anos e ainda se lembra de cada página dele com 40 anos.

    Ele só falou a real: os pais estão deixando a educação na mão da internet e da TV. Que pai não toca a criança na frente da TV vendo Galinha Pintadinha e vai cuidar da vida? Errado, muito errado.

    O gostoso de ter uma criança é moldar, orientar, e isso só se faz estimulando a leitura, mesmo que na internet, mas uma leitura que estimule o pensar. E para estimular o pensar, a presença do pai é obrigatória.

    paula

    20 de maio de 2014 às 19h23

    voce esta completamente equivocado,nao gosta de lé,e se irrita quando critica a internet porque no Brasil mal aproveitada.legiao de Zumbis,menino maluquinho marcou uma geraçao,inesquecivel.

FrancoAtirador

15 de agosto de 2012 às 07h37

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L.I.V.R.O.

Um novo e revolucionário conceito de tecnologia de informação

Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de

Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas – L.I.V.R.O.

L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que até uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!

Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de páginas numeradas, feitas de papel reciclável e capazes de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantêm automaticamente em sua seqüência correta.

Através do uso intensivo do recurso TPA – Tecnologia do Papel Opaco – permite-se que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade!

Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso, porém, os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.

Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.

Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abri-lo. Ele nunca apresenta “ERRO GERAL DE PROTEÇÃO”, nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo.

O comando “browse” permite fazer o acesso a qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento “índice” instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados.

Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você faça um acesso ao L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração.

Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas.

Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. através de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada – L.A.P.I.S. Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro.

Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O.

http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=3689

http://www.cg.org.br/gt/gtbv/bibliotecas.htm

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Marcelo de Matos

14 de agosto de 2012 às 23h34

Minha infância foi boa: naquele tempo não existia videogame, nem nenhuma dessas parafernálias eletrônicas, entre as quais se inclui o computador. Já se falava nesse troço, mas, com outro nome – cérebro eletrônico. Era uma estrumela que ocupava uma enorme sala, com inúmeras válvulas. O Brasil chegou a importar alguns. O programa ficava em cima de uma mesa. Devia ser útil para a burocracia oficial, mas, inadequado para particulares, quanto mais para crianças. Eu brincava com cavalinhos de cana de milho e bois de chuchu com palitos espetados. E lia especialmente o incrível Monteiro Lobato. O Visconde de Sabugosa procurava petróleo em “anticlinais” e locais de deposição de “animálculos e plantículas”. Eram termos estranhos, mas, eu logo os decorava, sonhando com o futuro do país que um dia descobriria petróleo. E de fato está descobrindo, não nos anticlinais, mas, em regiões abissais. De minha casa em Itanhaém fico vendo os helicópteros da Petrobrás cruzarem o céu várias vezes por dia, rumo à bacia de Santos. Aí lembro-me dos sonhos do Visconde.

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assalariado.

14 de agosto de 2012 às 22h42

Domingo passado, 4/8/2012, numa reportagem, a tv record mostrou sobre a musica funk (batidão), que está virando moda em alguns lugares da capital(SP). E a tv, na sua visão duvidosa, como sempre, para faturar encima do acontecimento segundo a reportagem, era regrado a muitas bebidas, danças eróticas, drogas e tals, …

Acontece que, minhas filhas estavam em casa nesta hora e, para eu não deixar passar em branco, logo perguntei para elas:

– que opção de lazer tem o povo da periferia?

Responderam;
– mas não precisa fazer estes tipos de gestos na rua.

Retruquei;
– essa situação, como voces estão carecas de saber, já é fruto da manipulação da midia e resultado da má qualidade de ensino no Brasil, a mais de 20 anos.

Retrucaram:
– pai não tá vendo as letras das musicas, só falam em dinheiro, ter as coisas, que muitas vezes não da para o povo da periferia possuir.

Respondi:
– hoje como nunca, o sistema capitalista através da suas mídias não estão preocupados em formar cidadãos, estão preocupados em formar consumidores. De preferencia alienados politicamente, para não dar trabalho mais ali na frente (no sentido historico).

– coisa e tals, …

Ou seja, para muitos pais, filhas e familias inteiras, acham tudo isso ‘normal’ e ‘moderno’ e que, se sairem fora dessa etiqueta seus filhos ficarão isolados nas baladas coisa e tal, … Sim, hoje, a educação escolar do capital, é quem determina os valores e que os nossos filhos e filhas devem aprender porém, não precisam raciocinar. E assim, formam seres para não questionarem. Percebem? E a ideologia do capital através de suas midias, formam pessoas para serem vaidadosas, um espelho consumista, que não precisa raciocinar. Em resumo, nos dois casos a irracionalidade, segundo os critérios de lucros do capital, levam o pscologico dos seres humanos através da educação e da propaganda a só pensar que pensam, mas na verdade só repetem o que lhes adestraram, sem perceberem. Quanto aos livros? Ora, não mudem de assunto por favor! Percebem o fio duplo, da navalha que teremos que desmontar?

Abraços Faternos.

Responder

josaphat

14 de agosto de 2012 às 22h12

Enquanto isso em outros blogs ditos de esquerda faz-se propaganda descarada para eleger-se Haddad. Anuncia-se como uma grande vitória o aumento de 0,4 % da qualidade do IDEB no ensino fundamental de 2009 para 2011.
Realmente agora somos um povo verdadeiramente educado.
É por isso que estou parando de seguir esses blogs.

Responder

    Marcelo de Matos

    14 de agosto de 2012 às 23h15

    Você está certo, Josaphat. Fique aqui mesmo que esses blogs ditos de esquerda, na verdade, são petistas. Este aqui tem uma neutralidade suiça, bem a seu gosto.

    Luiz Carlos Azenha

    14 de agosto de 2012 às 23h25

    O valor da internet, em minha opinião, está na diversidade. Não podemos ficar trancados em nossos próprios escaninhos, sem ouvir opiniões divergentes. Por isso, viva a diversidade!

    josaphat

    14 de agosto de 2012 às 23h35

    Não se trata de neutralidade, seu idiota, mas da verdade.
    Coisa que há muito os petistas como você esqueceram.
    E vou dizer uma coisinha a mais, que ouvi hoje e que achei tocante:
    Uma colega, professora como eu, ontem, passando pela praça Raul Soares (falo de BH), aproximou-se de um grupo de jovens panfletando para o pt de Patrus e perguntou a um deles se estava recebendo por aquilo. O jovem responde que evidente que sim. Então ela retrucou: A diferença entre nós, meu filho, não é só de idade. No meu tempo, a gente fazia de graça.
    Saudações esquerdistas!

    Luís

    15 de agosto de 2012 às 10h32

    Josaphat, foi-se a época dos militantes que militavam (meio pleonástica essa frase, não acharam?) de graça e sem pedir nada em troca.

Indio Tupi

14 de agosto de 2012 às 21h39

Aqui do Alto Xingu, os indios informam que gostam muito de ler, e o fazem avidamente. Mas, gostariam de lembrar algo muito mais escandaloso ocorrido com a recente crise global. A fraude dos banksters em escala global empurrou mais de centenas de milhões de pessoas na miséria, sem que isso fosse motivo suficiente para se colocar um único bankster na cadeia, à exceção do Maddoff, pois o modelo empresarial do capitalismo pós-industrial do rentismo financeirizado é a fraude pura e simples.

Senão vejamos, os banksters financiaram os nazistas, lavam dinheiro para terroristas, financiam operações ilegais com armamentos e o fabrico de bombas de clusters, dão cobertura a golpes e a operações militares ilegais, lavam dinheiro para traficantes, financiam operações fraudulentas de concessão de hipotecas bancárias, inclusive de securitização de “pacotes” hipotecários fraudados, cobram taxas de juros e as mais diversas comissões ocultas no financiamento do consumo, de cartões de crédito e intermediação de “pacotes” de aposentadoria, tudo isso em um mercado estimado de US$ 800 trilhões, sem mencionar as manipulações nos mercados de derivativos de cerca de US% 350 trilhões e o desenfreado “insider trading” em tudo que é modalidade operacional, tudo convenientemente ocultado em paraísos fiscais, fora de qualquer fiscalização de qualquer país.

Nos Estados Unidos, o governo já tornou política oficial não processar a fraude banc´paria, como visto na crise recente, eis que considerado “crime sem vítima”. Mas, o Banco Mundial já observou que a crise financeira — causada pela fraude bancária — llançou à miséria entre 64 milhões e 100 milhoes de pessoas, enquanto outras fontes menos conservadoras estimaram as vítimas, em 2009, em 140 milhões de pessoas, e isso apenas na Ásia.

Lembremos que fontes das Nações Unidas, em 2009, estimaram que a crise global do capitalismo pós-industrial do rentismo financeirizado elevou o número das pessoas famintas ao nível recorde de 1 bilhão. Não estamos falando aqui da escassez de dinheiro para atividades de lazer, como a singela leitura de um livro, ou para a diversão ou o consumo de um bem de luxo, mas da morte simplesmente prematura e antecipada.

Como se sabe, a pobreza diminui em muito a expectativa de vida e, apenas nos Estados Unidos, cerca de 23,5 milhões de fa´milias, ou cerca de 45 milhões de pessoas vivem, hoje, abaixo do nível da pobreza, pobreza esta que vem reduzindo a duração da existência em cerca de 9 anos, apenas entre esses pobres. Esse genocídio, provocado pela especulação financeira impune, levará à morte prematura dezenas de milhões de crianças, sem falar de homens e mulheres adultos, conforme atestam as próprias Nações Unidas.

Em virtude da crise financeira deflagrada pelo capitalismo pós-industrial do rentismo financeirizado, haverá um aumento da mortalidade infantil de entre 200.000 a 400.000 crianças, em decorrência da má nutrição, e os países em desenvolvimento serão os mais seriamente afetados, em virtude principalmente do aumento dos generos alimentícios, da menor ajuda ao desenvolvimento, da falta de recursos para aquecimento, do colapso da remessa dos emigrantes, da redução do comércio mundial, da diminuição dos investimentos públicos e privados e da redução da arrecadação fiscal.

Embora os países em desenvolvimento sejam os mais afetados, a popbreza vem aumentando nos Estados Unidos, no Reino Unido, em outros países desenvolvidos, para não falar da conhecida crise nos países da periferia da União Européia e do Leste Europeu, onde a Rússia é caso emblemático: se não bastasse haver perdido entre 5 milhões e 10 milhões de pessoas após as reformas “neoliberais” após 1990, perdeu cerca de 7,5 milhões das pessoas mais educadas e especializadas, as quais simplesmente emigraram em busca de emprego. A tragédia da Rússia pode ser aquilatada pelo fato do US Census Bureau haver estimado que a população daquele país caira de 148 milhões de pessoas nos anos 1990 para cerca de apenas 111 milhões de pessoas em 2050, numa perda de 40 milhões de pessoas. A conquista financeira não mata pessoas diretamente. É mais gentil.

Na verdade, estamos testemunhando um gigantesco e impensável “holocausto financeiro” causado pelos banksters em escala global, com números vultosos de mortes potenciais em curso, de corar de inveja os incineradores atribulados dos fornos crematórios nazistas, os quais não podiam imaginar forma mais sutil e eficiente de dizimar a espécie humana com o simples “click” do mouse.

Responder

    Cibele

    14 de agosto de 2012 às 22h19

    Indio, obrigada de verdade pelas informações, li tudo. É revoltante, mas não podemos fazer nada. Vamos discutir o emburrecimento, por favor. Ele prejudica as pessoas honestas e ajuda as desonestas. Vamos enfatizar na educação das crianças a importância dos valores, da verdade, da vida real. Isso ajudaria, indiretamente, a minar o poder dos banksters. Aliás, a única coisa que ajudaria. A compreensão profunda dos fatos pelo maior número possível de pessoas. E vamos sempre no caminho contrário. Abraço.

Eduardo Vieira Miranda

14 de agosto de 2012 às 21h02

O problema é que os pais delegaram a tarefa de educar ao computador.

Computador com acesso à internet por si só não educa.

A mesma internet que aumenta o conhecimento e abre portas, também emburrece.

Sinceramente, acho que os pais desta nova geração não são pessoas que gostam de leitura, por isso os filhos não gostam de ler. Bons hábitos se aprendem com o exemplo dos pais, avós, tios, amigos…

Responder

    Cibele

    14 de agosto de 2012 às 22h07

    Gostei, Eduardo. A molecada está mesmo intoxicada por “games” e sites inadequados para sua idade (alguns para qualquer idade). E a soberana hipocrisia finge que está educando os filhos. Continuam incapazes de encarar o sexo de forma natural, por exemplo, mas sabem muito bem do show de horror que seus filhos assistem escondido. Só pode piorar, né? Abraço.

strupicio

14 de agosto de 2012 às 20h06

Não é que os ‘pais não percebam’…afinal os filhos tem de ter um modelo a seguir não é????

Responder

leprechaun

14 de agosto de 2012 às 19h49

Tenho essa mesma impressão, uma regressão. Os progressos econômicos não estão surtindo efeito na convivência cotidiana, que está cada vez mais difícil e insuportável, sociedade surtada…com dinheiro no bolso

Responder

    Cibele

    14 de agosto de 2012 às 21h49

    Assino embaixo. Tá difícil a convivência…

Fabio Passos

14 de agosto de 2012 às 19h30

Ainda sofremos muito com os efeitos da ditadura.

É devido a um parcela de nossa classe média, claramente limitada por uma formação intelectual deficiente, que o PIG ainda sobrevive defendendo o atraso.

Responder

    Cibele

    14 de agosto de 2012 às 21h47

    Isso aí, Fabio!


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