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Nouriel Roubini: Danou-se, então, o capitalismo?


18/08/2011 - 18h52

Danou-se, então, o capitalismo?

15/8/2011, Nouriel Roubini, Project Syndicate

Tradução do coletivo da Vila Vudu

NEW YORK.  A volatilidade massiva e as fortes quedas nas cotações de bolsa que hoje atingem os mercados financeiros globais mostram que as mais avançadas economias estão à beira de um segundo mergulho na mesma recessão. Uma crise financeira e econômica causada por excesso de dívidas e de alavancagem no setor privado levou a uma massiva realavancagem pelo setor público, para evitar uma Grande Depressão 2.0. Mas a ‘recuperação’ subsequente foi anêmica e inferior ao que se esperava nas economias mais avançadas, por causa de uma dolorosa desalavancagem.

Agora, uma combinação de altos preços de petróleo e commodities, turbilhão no Oriente Médio, terremoto e tsunami no Japão, crises de dívida na zona do euro e os problemas fiscais nos EUA (e, recentemente, a desvalorização dos papéis americanos por uma agência de avaliação de riscos) levaram a aumento massivo do comportamento de aversão a riscos. Economicamente, os EUA, a zona do euro, o Reino Unido e o Japão estão ociosos. E até mercados emergentes de rápido crescimento (China, os emergentes asiáticos e a América Latina), e economias orientadas para exportação que dependem daqueles mercados (a Alemanha e a Austrália, rica em recursos), experimentam fortes freadas.

Até o ano passado, os políticos sempre conseguiram inventar algum novo coelho para tirar das cartolas, reinflar preços e tentar alguma recuperação econômica. Estímulos fiscais, taxas de juro próximas de zero, duas rodadas de ‘injeção de dinheiro novo’ [orig. quantitative easing], cerco aos papéis podres e trilhões de dólares em ‘resgates’ e provisão de liquidez para bancos e instituições financeiras: tudo isso já foi tentado. Agora, acabaram-se os coelhos.

Atualmente, a política fiscal é o peso que impede o crescimento tanto na zona do euro como no Reino Unido. E até os EUA, governos estaduais e governos locais, e agora também o governo federal, estão cortando gastos e reduzindo pagamentos. Em pouco tempo, não há dúvidas, começarão a aumentar impostos.

Mais uma rodada de ‘resgate’ de bancos é politicamente inaceitável e economicamente irrealizável: a maioria dos governos, sobretudo na Europa, estão tão depauperados que não têm fundos para ‘resgatar’ coisa alguma; de fato, seus riscos soberanos são de tal ordem que já há preocupação sobre a saúde dos bancos europeus que detêm a maior parte dos papéis cada dia mais desvalorizados, dos estados europeus.

Nem a política monetária poderá ajudar muito. Novas injeções de dinheiro [ing. quantitative easing] são limitadas pela inflação que já ultrapassa as metas fixadas na eurozona e no Reino Unido. O Federal Reserve dos EUA talvez inicie uma terceira injeção de dinheiro [ing. quantitative easing (QE3)], mas será pequena demais, vinda tarde demais. Os 600 bilhões da injeção QE2 do ano passado e $1 trilhão em cortes de impostos e transferências conseguiram crescimento pífio de apenas 3% durante um trimestre. E em seguida o crescimento despencou para menos de 1% no primeiro semestre de 2011. A terceira injeção de dinheiro (QE3) será menor e conseguirá ainda menos, em termos de revalorizar os ativos e restaurar o crescimento.

A depreciação da moeda não é opção viável para todas as economias avançadas: todas precisam de moeda mais fraca e melhor equilíbrio na balança comercial, mas não podem ter tudo isso todas ao mesmo tempo. Portanto, depender de taxas de câmbio para influenciar equilíbrios comerciais é jogo de soma zero. Veem-se guerras monetárias no horizonte, com Japão e Suíça já engajados nas primeiras escaramuças para enfraquecer a taxa de câmbio. Em seguida virão outras.

Enquanto isso, na zona do euro, Itália e Espanha estão em risco de perder acesso aos mercados, com pressões financeiras subindo também na França. Mas Itália e Espanha são ambas grandes demais para quebrar e grandes demais, também, para serem resgatadas. Por hora, o Banco Central Europeu trocará alguns bônus, como ponte para a nova Instituição de Estabilização Financeira da Europa [ing. European Financial Stabilization Facility (EFSF)]. Mas, se Itália e/ou Espanha perdem acesso aos mercados, os €440 bilhões ($627 bilhões) do escudo da EFSF já estarão desvalorizados ao final de 2011 ou início de 2012.

Assim sendo, a menos que se triplique o montante do EFSF – movimento contra o qual a Alemanha resistirá –, só resta, como opção, a reestruturação ordeira, mas coercitiva das dívidas de Itália e Espanha, como aconteceu na Grécia. A reestruturação coercitiva de dívidas não securitizadas de bancos insolventes virá em seguida. Assim, apesar de o processo de desalavancagem mal ter começado, logo será indispensável reduzir as dívidas, se os países não conseguem crescer nem salvar-se nem se autoinflacionar a partir de seus problemas fiscais.

Tudo isso leva a concluir que, ao que parece, Karl Marx acertou, no mínimo em parte, quando disse que a globalização, a intermediação financeira sem qualquer controle, e a redistribuição de renda e riqueza, do trabalho para o capital, poderia levar o capitalismo à autodestruição (embora, pelo que já se viu, o socialismo não seja capaz de fazer melhor). As empresas cortam empregos porque não há demanda final suficiente. Mas, com menos empregos, cai a renda do trabalho, aumenta a desigualdade e a demanda final acaba por ficar ainda mais reduzida.

Manifestações populares, do Oriente Médio a Israel e ao Reino Unido – e logo também, sem dúvida, em outras economias avançadas e mercados emergentes – são todas provocadas pelas mesmas questões e tensões: desigualdade crescente, pobreza, desemprego e desesperança. Até as classes médias já sentem, em todo o mundo, que a renda e as oportunidades encolheram.

Para conseguir que as economias orientadas pelo mercado operem como podem e devem, temos de voltar ao equilíbrio adequado entre mercados e provisão de bens públicos. Isso implica fugir tanto do modelo anglo-saxão de economia de laissez-faire e vudu, quanto do modelo europeu continental dos estados de bem-estar movidos a déficits. Esses dois modelos faliram.

O equilíbrio adequado exige que se criem empregos em parte por estímulos fiscais orientados para o investimento em infraestrutura produtiva. Exige também taxação mais progressiva; mas estímulos ficais de curto prazo, com disciplina fiscal de longo prazo; empréstimos-só-em-último-caso, por autoridades monetárias, para evitar corridas a bancos, e só nesse caso; redução da carga da dívida para proprietários insolventes e outros agentes econômicos super pressionados; e supervisão e regulação mais estrita de um sistema financeiro que perdeu o rumo e o prumo. Além disso, é preciso quebrar e dividir todos os bancos e trustes oligopolistas grandes demais para quebrar.

Ao longo do tempo, as economias avançadas terão de investir em capital humano, formação e redes de segurança social, para aumentar a produtividade e permitir que os trabalhadores sejam competitivos, flexíveis e encontrem seu nicho numa economia globalizada. É isso. A única alternativa é – como nos anos 1930s – estagnação sem fim, depressão, guerras monetárias e comerciais, controle de capitais, crises financeiras, fundos soberanos insolventes e incontrolável instabilidade social e política massiva.

Você viu primeiro aqui a entrevista de Roubini ao Wall Street Journal que superbombou na rede

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81 comentários

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Mark Weisbrot: Lucros financeiros explicam a bajulação da mídia estrangeira ao Brasil « Viomundo - O que você não vê na mídia

22 de setembro de 2014 às 12h12

[…] Nouriel Roubini: Danou-se, então, o capitalismo? […]

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Costas Lapavitsas: Grécia no euro será empobrecida, envelhecida e colonizada « Viomundo – O que você não vê na mídia

23 de maio de 2012 às 19h13

[…] Em 18.08.2011: Nouriel Roubini: Danou-se, então, o capitalismo? […]

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Rimavicar

19 de maio de 2012 às 16h15

EUNAOSABIA, se existe uma Somália ou diversa no mundo, é por causa das grandes economias capitalistas. Opperante livre,”Além disso, é preciso quebrar e dividir todos os bancos e trustes oligopolistas grandes demais para quebrar”. Concordo plenamente, os grandes bancos e as grandes corporações sugam a cada dia as riquezas mundiais através do rentismo desenfreado e da exploração do trabalho. O que se observa, de maneira muito simples, é que a competição tem por essência eliminar outros competidores de forma que, poucos vencerão. Sendo assim, o capital se concentrará nas mãos dos vencedores. Qual a verdadeira busca do ser humano? Ser feliz? Quantos supostamente serão felizes?
Mas, há outro ingrediente de pouco se fala porém muito está presente nessa receita; o consumo. Hoje, não se cria um produto em razão da demanda e sim a demanda em razão do produto de forma que, para haver trabalho é preciso haver consumo. Onde isso nos levará ao longo do tempo se, as populações crescem, ocupam os espaços, consomem, produzem lixo e posteriormente disputam espaço com o lixo produzido? Produzir o que, pra quem e porquê, eis a questão. No meu pequeno entendimento a economia mundial não se resume a uma questão meramente finaceira mas, de descobrirmos aonde queremos chegar de fato no que diz respeito ao bem estar dos cidadãos do mundo, pois o capital é não tem patria,não tem sentimentos, não tem moral, não tem honra.

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Claudia

03 de outubro de 2011 às 23h10

quem defende o capitalismo e mete pau no socialismo, são os mesmos filhos da nata, que dão péssimos médicos, juízes, promotores, delegados, políticos, funcionários públicos, e por aí vai (…). só complicam o sistema e, parece que morrem de medo de ser equiparados aos demais, e ainda, correr o risco de ter que pegar na foice ou enxada, no sentido de um mundo que fomente a alimentação, o vestuário, as tecnologias, a educação, etc. num sistema menos complexo, que acaba desencadeando a inclusão de TODOS, extinguindo excluídos, bem como os privilégios. Quanto medo de perder poder e status, sentem as famílias das natas burguesas nacionais e internacionais. Temem um mundo sem competição e sem um "babaca" orquestrando desentendimentos entre grupos, criando prisões e guerras de falsa bandeira. Faz parte da educação que receberam, acham que possuem poderes pelo designo de Deus. Ora, este tempo já acabou, vão trabalhar!

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Pedro

06 de setembro de 2011 às 19h10

A solução para o capitalismo é o socialismo.

Responder

    Hell Back

    08 de outubro de 2011 às 17h35

    "A solução para o capitalismo é o socialismo. " E vice-versa. A economia, na minha opinião, não deve ser tão socialista a ponto de desestimular o capitalismo; mas o capitalismo não deve ser tão selvagem a ponto de matar a galinha dos ovos de ouro.

Pedro

06 de setembro de 2011 às 19h08

O socialismo é uma boa saída para a falência do capitalismo nos Estados Unidos.

Responder

    Mario SF Alves

    13 de setembro de 2011 às 01h34

    A propósito, o Michael Moore também pensa assim.

zuleica

03 de setembro de 2011 às 16h21

Discussão bem interessante. Não pelas teses econômicas, exatamente, mas pelos aspectos humanos.
O EUNAOSABIA é economista e acha que os demais, que não o são, simplesmente são incapazes de entender o que se passa. Pela visão dele ou você é economista e mais, tendo estudado na mesma escola que Mercadante, ou você é um otário, um panfletário, um bla…bla…bla..
Alguém disse (acho que foi o Delfim) é que a economia é tão importante que jamais deveria ser deixada nas mãos dos economistas.
Os demais comentaristas, economistas ou não, tentam dialogar no padrão economicista dele e se ferram. Não porque não saibam economia, mas porque o muno não se esgota na economia. Como se diz hoje, È a politica, estúpido!
Um abraço a todos.

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Os Estados Unidos, a caminho de nova recessão? | Viomundo - O que você não vê na mídia

02 de setembro de 2011 às 16h13

[…] Nouriel Roubini: Danou-se, então, o capitalismo?   […]

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Samuel Lima: Algumas observações sobre a cobertura da crise | Viomundo - O que você não vê na mídia

22 de agosto de 2011 às 23h46

[…] Nouriel Roubini: Danou-se, então, o capitalismo?   […]

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Paulo Nogueira Batista: Brasil tem munição contra a crise | Viomundo - O que você não vê na mídia

21 de agosto de 2011 às 13h37

[…] Nouriel Roubini: Danou-se, então, o capitalismo?   […]

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antonius

19 de agosto de 2011 às 20h45

Ufa, quer dizer que o Lula e a Dilma são os gênios de plantão que conseguiram tirar no Brasil da miséria?
Então eles são os gênios da lampada que conseguiram resolver todos os nossos problemas econômicos?
Vejam por que o Brasil está em uma maré boa, os fundamentos de tudo isso e não me venham com conversa fiada de direita ou de esquerda cega e apaixonada.

Responder

    ejedelmal

    07 de setembro de 2011 às 10h20

    Tio Rei, você não tem seu próprio blog no site da Veja?

Gerry Epstein: As forças da austeridade estão no comando | Viomundo - O que você não vê na mídia

19 de agosto de 2011 às 18h47

[…] Tradução do coletivo da Vila Vudu, sobre debate a partir de artigo de Nouriel Roubini […]

Responder

FrancoAtirador

19 de agosto de 2011 às 08h50

.
.
Venezuela sacará de bancos internacionais as reservas em ouro que possui

http://www.cubadebate.cu/noticias/2011/08/17/vene

Responder

    Werner_Piana

    24 de setembro de 2011 às 16h43

    Faz MUITO bem. Hugo, que não é bobo, percebe a trairagem cometida contra o Gadafi e vai proteger a Venezuela. Caso os cavaleiros do Apocalipse da NATO/EEUU resolvam "implantar a democracia humanitaria" deles contra nosso vizonho e parceiro sudamericano.

    Seguro morreu de velho. Eu não deixava nenhum centavo nestes bancos…

Lucas

18 de agosto de 2011 às 23h37

"Quantitative easing" é uma péssima ideia. Isso desvaloriza o dólar, o que faz o petróleo valorizar (o dólar e o petróleo são inversamente proporcionais), o que faz intensivos agrícolas, à base de petróleo, valorizarem, o que sobe o preço da comida, o que aumenta a fome no mundo. O mesmo ocorreu em 2008.

Mais próximos de nós, a desvalorização do dólar torna o real menos competitivo para exportação, e elevando importações, e a compra de imóveis no exterior.

Responder

EUNAOSABIA

18 de agosto de 2011 às 23h29

Hoje pela manhã estive lendo uns textos exatamente sobre ""teoria dos ciclos econômicos""" existem muitas teorias sobre esse tema, não que já não tivesse lido…mas é sempre bom manter os termos bem atuais…só para constar…. existem três condições básicas para o crescimento a longo prazo da economia… isso é teoria pura…

1. Disponilidade de mão de obra qualificada…
2. Taxa de poupança compatível…
3. Grau de desenvolvimento tecnológico…

Qual é o país que reune mais essas três condições acima??? onde está a mão de obra mais preparada (maior produtividade) e tecnologia mais avançadas do mundo???

Sobre a taxa de poupança, a americana é historicamente baixa.. acontece que vão buscar poupança externa… seja em forma de investimento direto (já que é o país que mais atrai investimento no mundo) ou de saldos em Conta Corrente positivos…não esqueçam… nossos bilhões em juros da dívida externa vão pra onde??????? onde ficam os bancos que são nossos crederos???

Modelo e Solow… (Y=f(K,L,T)).

Responder

    Juan

    19 de agosto de 2011 às 08h11

    Nossa, modelo de Solow…
    Modelo neoclássico velho, ultrapassado e utra simplista.
    E o pior!! Neoclássico!!!
    Vindo daquela escola que não tirou o mundo da crise de 1929.
    Poxa, ao menos tente com o Rommer!!!

    EUNAOSABIA

    19 de agosto de 2011 às 10h43

    Beston procurou no google e veio aqui destilar baboseiras… não tem manor noção do que seja isso..nunca leu um livro na vida.. sai do lodo panfletário rapaz… a escola que eu estudei é a mesma do Mercadante… os professores dele foram os meus….

    cronopio

    19 de agosto de 2011 às 14h52

    Vejo que foste um grande aluno!

    Juan

    19 de agosto de 2011 às 08h12

    Pare de ler livro e venha para o mundo real…
    Conselho…

EUNAOSABIA

18 de agosto de 2011 às 23h12

A maior crise que o capitalismo industrial que o mundo já viveu foi a de 29.. leiam o que aconteceu naquele tempo… se hoje a Espanha tem 20% de desemprego… em 29 era mais de 50%… EUA 25% de desemprego..Alemanha mais de 50% também… a maior parte das empresas faliram e ainda assim o que aconteceu????passada essa crise… a economia e o capitalismo produziram riqueza e exuberância durante muito tempo.. JK surfou nessa onda… os chamados anos dourados… a história vai se repetir… vai ser mais uma vez a """ destruição criadora…"""

Pra quem não sabe… quando há desemprego em grande quantidade…o custo da mão de obra cai… ora… as empresas contratam mais quando o trabalhador se dispõe a ganhar menos… demanda e oferta de mão de obra…só isso… o que eu quero dizer é o seguinte… pode parecer paradoxal… mas uma queda da atividade, acaba criando condições para uma recuperação… a economia é movida por """CICLOS"" e os ciclos econômicos se repetem, a economia é cheia de ciclos…os ciclos são o motivo de ser e objeto de estudo da macro economia….

Ainda tivemos outra crise grave,,, a crise dos anos 80… mesmo assim… os anos seguintes foram de muita prosperidade… são cilclos… o capitalismo não vai acabar e os EUA não vão acabar também como vocês sonham….

Responder

    cronopio

    19 de agosto de 2011 às 15h22

    Você não levou em conta o fato de que o nível de produtividade aumenta constantemente. Com o avanço tecnológico, é preciso cada vez menos mão-de-obra para atingir determinado nível de produtividade. A possibilidade de expandir proporcionalmente o mercado, barateando os produtos e compensando com a venda em larga escala (como ocorreu no fordismo) já não está mais disponível. A mão-de-obra, como até você pôde perceber, desvaloriza-se. A internacionalização da mão-de-obra agravou o problema, pois colocou todos os trabalhadores do mundo para concorrerem uns com os outros. Trabalhar como chinês é o que você propõe, EUNAOSABIA. Para isso, é melhor abandonarmos logo essa tal de democracia e sentarmos a borracha nos rebelados, como você sugeriu em um post anterior. Sabe, você tem certeza de que você não é stalinista? A ditadura aplicada na URSS serviu para disciplinar a mão-de-obra camponesa ao trabalho industrial, a trabalhar por menos, como você propõe. Bom, na verdade você diz "o trabalhador se dispõe a ganhar menos". Se ele não se dispuser, aí sim a gente entra com a borrachada. Camarada, assim você me assusta.

    Mario SF Alves

    13 de setembro de 2011 às 01h49

    Bom, faltou acrescer ao argumento pro (ré) ciclagemdocapitalismo, a contextualizacao demográfica dos percentuais informados.
    Abs.,
    Mario.

Revista “esquerdista” fala em guerra de classes mundial | Viomundo - O que você não vê na mídia

18 de agosto de 2011 às 22h54

[…] Nouriel Roubini: Depressão 2.0   […]

Responder

Juan

18 de agosto de 2011 às 22h31

Odeio o Nouriel Roubini!!!
Só vem à público para dizer que as coisas não darão certo e vive ganhando MILHÕES com isto.
Milhões com a desgraça de milhões de pessoas…
Não vejo ele contribuindo para pesquisas academicas para um modelo de desenvolvimento ou distribuição de renda.
Ok, ele preveu a crise!!
Que lindo!!
O que mais ele fez?

Alguns economistas decentes que são objetivos com problemas sociais e da economia: Amartya Sen, Jeffrey Sachs e o Graziano da FAO.
Roubini só quer grana…não é muito diferente do Greenspawn.

Responder

Claudio Martinez.

18 de agosto de 2011 às 21h48

Só um retoque a fazer.

"embora, pelo que já se viu, o socialismo não seja capaz de fazer melhor"

Não sei como é que tá no original, mas não acredito em erro de tradução.
Acho que é uma visão "mainstream" num "outsider".
O correto seria alguma coisa tipo,
"embora, até agora, o socialismo não tenha sido capaz de fazer melhor."
Não é?
Pra mim parece menos determinista, menos taxativo, menos "nunca será".
Desculpem, mas sou exigente nas minhas concordâncias.
Tá bom, chato.
Meus amigos petistas daqui de Poa sabem bem.
Abs

Responder

    EUNAOSABIA

    18 de agosto de 2011 às 21h58

    Me dá um autógrafo??? é cada um viu meu….

    Vamos esperar mais quantos séculos para o ""socialismo"" fazer alguma que preste em prol do ser humano??? ou será que a matriz dessa sandice… ou seja… o que foi feito na URSS e satélites ainda não deu pra sacar que o socialismo não passa de uma grande farsa pra dizer o mínimo??? milhões de mortos, miséria e muita desigualdade…. querem dividir uma renda que não existe… que ninguém produz…

    FrancoAtirador

    18 de agosto de 2011 às 23h24

    .
    .
    Fala um pouco da Alemanha Nazista,
    de Adolf Hitler, de Joseph Goebbels,
    de Heinrich Himmler e Josef Mengele.

    Depois diz como a União Soviética,
    de Vladimir Ulianov e de Josef Stalin,
    derrotou todos esses teus ídolos.
    .
    .

    Fabio_Passos

    18 de agosto de 2011 às 23h32

    Você acha que o fhc é a pessoa mais indicada para salvar os eua nesta crise?

    cronopio

    19 de agosto de 2011 às 15h32

    Não, ele acha que a melhor pessoa é "ele" mesmo, o sr. profeta EUNAOSABIA!

    Fabio_Passos

    19 de agosto de 2011 às 18h09

    Vai ver ele pensa que o Obama deveria buscar conselhos com fhc, fujimori e menem…

    Mario SF Alves

    13 de setembro de 2011 às 01h28

    Xiii … olavete no pedaço! E, atenção, atenção, confirmado, comprovado, ele, de fato, brain wash mais branco !http://opinionhead.com/wp-content/uploads/2008/10/brain-wash1.jpg

    Vila Vudu

    18 de agosto de 2011 às 22h13

    O original, nesse ponto, diz? "though his view that socialism would be better has proven wrong". Mais literalmente pode ser "embora sua [de Marx] visão de que o socialismo seria melhor provou-se errada".

    De fato, o autor é economista metido a guru e TOTALMENTE pró capitalismo. No texto, depois de detonar os erros de governo capitalistas, ele dá uma receita (capitalista) para salvar o capitalismo. Leiam lá. Pareceu-nos IMPRESSIONANTEMENTE igual ao que os governos Lula-Dilma estão fazendo, com IMPRESSIONANTE sucesso, para desespero do tucanato udenista golpista de sempre.

    A verdade, afinal, é que Marx NUNCA disse que, um belo dia, o comunismo seria inaugurado, do nada, e oficialmente substituiria o capitalismo. O que Marx disse é que o comunismo nasceria de dentro das lutas e contradições do próprio capitalismo. Isso, parece, nem o Roubini leu direito!

    FrancoAtirador

    19 de agosto de 2011 às 00h07

    .
    .
    Se me permitem:

    COLETIVO DE TRADUTORES VILA VUDU

    O Coletivo de Tradutores Vila Vudu, São Paulo, SP, Brasil, é um coletivo 'disperso' de tradutores, no qual todos são livres para traduzir e distribuir o que encontrem em jornais do mundo e entendam que interesse aos leitores brasileiros.

    Páginas na TLAXCALA

    (http://www.tlaxcala-int.org/pages_auteur.asp?auteur=Coletivo%20de%20tradutores%20Vila%20Vudu&ref_aut=1928&lg_pp=pt)

    QUEM SOMOS

    Nós, os tradutores da Tlaxcala formamos um grupo de muitas nações diferentes e de diferentes culturas, com membros dos cinco continentes, unidos por um objectivo comum: a transferência horizontal, sem censuras, de informação sociopolítica global nas línguas que usamos. Trabalhamos voluntariamente e sem nenhuma remuneração.
    A nossa ideologia está definida no Manifesto da Tlaxcala e as páginas deste sítio regem-se pelo princípio da tradução permitida ou Copyleft.

    http://www.tlaxcala-int.org/pages_auteur.asp?aute

    FrancoAtirador

    19 de agosto de 2011 às 00h18

    .
    .
    MANIFESTO DA TLAXCALA

    Todas as línguas do mundo devem contribuir, e assim o fazem, para a fraternidade do gênero humano. Diferente do que muitos pensam, uma língua não é apenas uma estrutura gramatical, não são apenas palavras encadeadas conforme um determinado código sintático. Ela é também, e sobretudo, uma criação de significado a partir dos nossos sentidos. Com eles observamos, interpretamos e expressamos o mundo a partir de um lugar particular, determinado geográfica e politicamente. Por isso, nenhuma língua é neutra. Todas levam em seus genes a marca da cultura à qual pertencem…

    Império e língua imperial vão sempre juntas e são, por definição, predadores. Rechaçam a alteridade. Toda língua imperial se constitui em sujeito da História, narra esta do seu ponto de vista e aniquila (ou trata de aniquilar) as línguas que considera inferiores. A História oficial de um império nunca é inocente. Ela move-se pelo afã de justificar hoje os seus atos de ontem e para projetar no amanhã sua própria versão, a sua própria visão de mundo…

    Em nossos dias, o poder imperial concentra-s nos EUA, cuja língua oficial é o inglês. Fiel às características condutoras de todo império, a língua inglesa impõe agora a sua lei. Países ou territórios inteiros perderam, ou estão perdendo, suas línguas originais sob a influência do inglês. Filipinas ou Porto Rico são apenas um exemplo, entre outros. Na África sub-saariana, segundo a UNESCO, o falso prestígio concedido ao inglês, ao francês, ao português ou a muitas línguas vernáculas, destrói uma língua materna local a cada duas semanas.

    Nada obsta que exista uma língua franca que facilite o conhecimento mútuo nestes tempos globalizados. O problema está na transmissão da ideologia de superioridade que a caracteriza, a qual, consciente ou inconscientemente, demonstra seu desprezo pelas línguas “subalternas,” isto é, por todas as demais. O complexo de superioridade que sempre acompanha uma língua imperial é tão substancial na sua essência que pode hoje ser observado inclusive entre os ativistas anglófanos envolvidos na luta por um mundo melhor: os seus meios de comunicação são uma prova tangível de que os escritos que publicam, traduzidos de línguas “subalternas”, constituem apenas uma pequena percentagem do seu conteúdo. Até mesmo as traduções do inglês para outras línguas são incomodamente superiores àquelas em sentido inverso. Todos nós somos culpados por termos aceito até agora tal desigualdade…

    Os tradutores de Tlaxcala crêem na alteridade, na bondade de abordar outros pontos de vista e, por isto, se comprometem a des-imperializar a língua inglesa, publicando em todas as línguas possíveis (inclusive o inglês), as vozes dos escritores, pensadores, desenhistas de charges e ativistas que redigem hoje seus textos originais em línguas nas quais a influência avassaladora do império não lhes permite fazerem-se ouvir. Do mesmo modo, os tradutores de Tlaxcala facilitarão para os que desconhecem o inglês a tomada de conhecimento das idéias de escritores anglófanos situados à margem ou publicados em pequenos meios de comunicação, difíceis de encontrar.

    A língua inglesa, com sua qualidade de aparato institucional do conhecimento, é hoje uma estrutura global de poder mediante a qual representa o mundo à sua imagem e semelhança, sem pedir permissão às demais línguas e culturas. Os tradutores de Tlaxcala estão convencidos de que é possível derrotar os senhores do discurso e ambicionam abalar essa estrutura para que o mundo consiga ser multipolar e multilinguista, possuidor de uma diversidade semelhante à da própria vida.

    Os princípios que Tlaxcala utiliza para selecionar textos são que estes reflitam os valores essenciais da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com vistas ao respeito efetivo dos direitos e da dignidade da pessoa. Os tradutores de Tlaxcala são anti-militaristas, anti-imperialistas e opõem-se à globalização corporativa neoliberal. Aspiram à paz e à igualdade entre todas as línguas e culturas. Não crêem na guerra de civilizações e nem na atual cruzada imperial contra o terrorismo. Opõem-se ao racismo e ao estabelecimento de muros ou barreiras ― sejam de caráter físico ou lingüístico ― que impeçam a livre circulação de cidadãos e idéias no planeta. Buscam promover o florescimento do Outro, reconhecer-lhe seu direito, respeitá-lo, conseguir que ele deixe de ser objeto da história para constituir-se em sujeito em um nível de equidade. Este esforço é voluntário e gratuito. Todas as traduções efetuadas por Tlaxcala têm a marca de copyleft, ou seja: são de livre reprodução, respeitados certos direitos.

    Tradutores e intérpretes de todas as línguas, conectem-se e unam-se! Webmasters e blogueiros de todas as cores do arco-íris que partilham de nossas preocupações, contatem-nos!

    Íntegra em:

    http://www.tlaxcala-int.org/manifeste.asp?lg_aff=

    Mario SF Alves

    13 de setembro de 2011 às 01h16

    Bravo, Franco! Bravíssimo!

EUNAOSABIA

18 de agosto de 2011 às 21h47

Só mais um comentário sobre o que Roubini escreve…. tudo é muito lógico… tudo o que descreve é o que realmente está amparado no conhecimento científico da ciência econômica….o grande problema é o deficit fiscal desses países…aplicar gasto público aos moldes do que o "princípio da demanda efetiva" Y = C + I + G + (X-M) proposto por Keynes, requer muito gasto público… mas com esses déficitis gigantescos… como fazer para por isso em prática??? esse é o maior problema em minha opinião hoje…. em tempo: na situação atual, a política monetária é inútil… totalmente mesmo…

Responder

    Juan

    18 de agosto de 2011 às 22h14

    Mas esse é problema da macroeconomia de hoje, esses receituarios…"É crise? Mexe nos juros!!! QUalquer coisa, mexa nos compulsorios ou redescontos"."Ou vamos gerar um impulso fiscal na economia e veremos o que acontece". Em alguns momentos funcionam, como no Brasil no meio da crise 2008. Só que nem sempre isto vai funcionar e estamos vendo isto hoje. É que nem a "Crítica de Lucas"!!Isso é a crítica de Lucas aplicada…
    No fundo crise econômica é que nem aumento de criminalidade: Se vc deixar para cuidar com receituários incompletos e desatualizados, ambos piorarão no futuro.
    No fundo, tem que mudar o modelo de crescimento das economias, parar de utilizar o crédito como propulsor do consumo (e uma série de outras coisas). Mas…, pelo prisma do consumo, se for montado um modelo de crescimento que o consumo dependa da renda, não vai mais existir essa mais valia ABSURDA que existe hoje no mundo. E sem essa mais valia, não é interessante, para quem realmente manda no mundo, crescer.

    EUNAOSABIA

    18 de agosto de 2011 às 23h37

    Humm… você então é da turma do tempo da "mais valia" ainda??? saquei….. não precisa dizer mais nada…. saquei de longe…

    Juan

    19 de agosto de 2011 às 08h08

    Ué?
    Qual o problema de usar a teoria da "Mais valia"?

    E vc é ainda da turma do modelo de Solow!
    Modelo hiper simplista e hiper neoclássico.
    Pq vc não apresenta o modelo de "Rommer"?
    Que é bem mais completo e realista?

    cronopio

    19 de agosto de 2011 às 14h42

    Grande resposta, EUNAOSABIA, você devia ser o melhor aluno da turma! KKKK

FrancoAtirador

18 de agosto de 2011 às 21h37

.
.
Enquanto houver economistas formulando teorias

de como lucrar às custas do trabalho alheio.

Enquanto houver políticos para executar estas teorias.

E enquanto houver trabalhadores elegendo estes políticos,

haverá Capitalismo.
.
.

Responder

joaquim

18 de agosto de 2011 às 21h01

È isto

Responder

O_Brasileiro

18 de agosto de 2011 às 20h31

A solução é dura (para os banqueiros e especuladores): DISTRIBUIÇÃO DE RENDA!
Mas não há Psiquiatras suficientes para fazerem os banqueiros e especuladores se desfazerem nem de pequena parte de seus bens… Ai vem o inevitável, os valores de suas empresas desabam e eles perdem bilhões e bilhões em poucos dias!
Parece que nunca ouviram falar em:
"É dando que se recebe"
"Vão-se os anéis, e ficam-se os dedos".

Responder

Fabio_Passos

18 de agosto de 2011 às 20h29

"Além disso, é preciso quebrar e dividir todos os bancos e trustes oligopolistas grandes demais para quebrar."

Muito interessante.
Só que as oligarquias financeiras são o governo de fato.

A recomendação do Nouriel Roubini é no fundo uma proposta de derrubar o regime… acho ótimo.

A melhor e mais rápida solução para derrubar o regime não seria estatizar todo o sistema financeiro?

Imaginem o que a sociedade poderia fazer transferindo os fluxos financeiros da especulação estéril para investimentos e crédito produtivo.

Responder

    Werner_Piana

    24 de setembro de 2011 às 16h47

    "A melhor e mais rápida solução para derrubar o regime não seria estatizar todo o sistema financeiro?

    Imaginem o que a sociedade poderia fazer transferindo os fluxos financeiros da especulação estéril para investimentos e crédito produtivo. "

    isso é o sonho último.
    Será que se realizará?

    Rimavicar

    19 de maio de 2012 às 16h22

    Apoiado!

Operante Livre

18 de agosto de 2011 às 20h28

Danou-se o ser humano que não é mais razão para o que se produz.

Responder

EUNAOSABIA

18 de agosto de 2011 às 19h53

Quando eu falei por aqui… que o problema da europa não era o de falta de estado, e sim seu gigantismo, alguns desinformados e acima panfleteiros esquerdopatas saudosos da volta do muro de Berlin diziam que não, diziam que era culpa do tal do """neo liberalismo""… como se eles soubessem pelo menos o que é o liberalismo econômico e suas teses….não passam de repetidores de jargões que circula pela rede..perdidos.

Está aí…. exatamente o que eu dizia… a europa isto indo pro farelo por conta de políticas ao modelo socialista, muito estado, todo mundo querendo se dar bem e sem muito esforço, todo mundo querendo se apropriar da riqueza que o """outro""" produz…. essa geração que ocupa as ruas hoje em protesto, tem que entender uma coisa… seus pais e avós viveram muito bem… e hoje, seus filhos e netos é que estão pagando a conta….

Na moral… sem bla bla bla… quero que me provem onde eu estou errado… Roubini escreve exatamente o que eu já tinho dito aqui…

Quanto aos EUA…. é ganância, incompetência e falta de regulamentação…

Quero comentários baseados em teoria, e que me mostrem onde estou errado…… na moral mesmo… sem bla bla bla….. mata trolls, Cid e Gerson estão ""dispensados"..

Responder

    O_Brasileiro

    18 de agosto de 2011 às 20h54

    Você continua NÃO SABENDO!
    Você já viu algum banqueiro trabalhando numa linha de produção?
    Já viu algum industrial plantando verduras e legumes com as próprias mãos a não ser como hobby?
    Já viu algum especulador em pé esperando clientes na porta de uma loja?
    Quem se apropria do que os outros produzem são esses PARASITAS!

    EUNAOSABIA

    18 de agosto de 2011 às 21h38

    Na moral rapaz… quero ser rebatido com teoria econômica… de bla bla bla … tô cheio….

    Saudações…..

    Juan

    18 de agosto de 2011 às 22h23

    Calma, não é pq somos economistas que somos seres superiores e as pessoas só podem nos rebater com"teoria economica".
    Por pensarmos assim, como se soubessemos tudo com a teoria econômica, que o mundo está indo para uma crise.
    Desafio para nós, novos economistas: Mais humildade e aprender com as outras ciencias e as pessoas.
    Grande Abraço!!

    Marcos C. Campos

    18 de agosto de 2011 às 22h35

    Qualquer um , que escreva qualquer coisa para você é bla bla bla então figura acho que és troll mesmo.

    Leider_Lincoln

    18 de agosto de 2011 às 23h03

    Para que teoria, se os fatos já estão te massacrando? Acha que com teoria os vencerá? Tolinhoooooooo!

    EUNAOSABIA

    18 de agosto de 2011 às 23h34

    É duro não ter argumentos e viver de trolagem, né goiano??? deves ser gerente de uma pamonharia, presumo…

    Marcilio

    18 de agosto de 2011 às 20h55

    Quer dizer que a Margareth Tatcher pregava o modelo socialista? Meu Deus quanta besteira junta…pelo que vejo Dvorak mudou de nome.

    Ele leu uma coisa e entendeu outra….ai fica muito difícl. Haja miopia.

    EUNAOSABIA

    18 de agosto de 2011 às 21h37

    Marcilio…. """anglo saxão""" sabe o que significa isso rapaz??? é claro que a Inglaterra está fora dessa….todo mundo sabe… aliás a Inglaterra está é se lixando pro euro….eles continuam com a libra…

    Procure estudar um pouco mais….

    Apesar dessa onda desses baderneiros na terra da rainha.. (agora tudo é problema social… deixa comigo… nada que um bom cassetete de borracha no costado não resolva)….os ingleses ainda estão em melhores condições que a maioria dos países da região….

    Juan

    18 de agosto de 2011 às 22h00

    Boa noite…
    Eu acho que o pessoal está pegando um pouco pesado com vc…concordo com vc, o problema não é o "Neoliberalismo" na europa. Na verdade, na minha opinião, acho que são doi problemas: O Gigantismo, como vc disse, e o próprio capitalismo.
    Pq o Gigantismo? -> ~Muito simples: Como unificar um conjunto de paises tão disparos culturalmente e até economicamente. Como pedir que um Alemão colabore com um Inglês ou Frânces? Ou um polones com um Alemão? A teoria de áreas monetárias é ótima e linda, na teoria…
    Se os paises não são minimamente integrados, tanto economicamente quanto culturamente, vai dar besteira mesmo…igual está acontencendo. Pq não "Neoliberalismo"? Simples, nunca ví teoria neoliberal em que os estados ajudem a financiar o crescimento economico. Isso é outra coisa, na minha opinião…Nunca o neoliberalismo utilizaria os estados para ajudar no crescimento (não é a toa que eles estão quebrando agora). .

    Hell Back

    08 de outubro de 2011 às 17h13

    Yes; é um neoliberalismo seletivo. É política neoliberal quando dá lucro, é socialismo quando dá prejuízo. É a tal máxima: capitalizar os lucros e socializar os prejuízos. Assim até eu. rs

    alexandre melo

    18 de agosto de 2011 às 22h38

    a inglaterra é o maior candidato ao rebaixamento para a segunda divisâo, não tem
    mercado interno, não tem colonias para pilhar, desindustrializou-se recebe um grande
    numero de imigrantes (do antigo imperio) que acham que ainda existe riqueza naquele paisinho,
    quanto a libra ,artificialmente mantida alta vai sumir no mundo novo de novas potencias.
    eunaosabia guarde de lembranças umas notas com a cara da rainha, lembrança de uma era
    que se acabou.

    cronopio

    19 de agosto de 2011 às 14h37

    Peço atenção à frase escrita a algumas horas pelo intelectual EUNAOSABIA:

    "nada que um bom cassetete de borracha no costado não resolva"

    Que pensamento refinado, que agudeza. O sujeito é fino em suas ponderações, um verdadeiro "homme de lettres"! Essa frase, aliás, lembra muito o saudoso e aguerrido Alborghetti, grande estudioso das moralidades.

    alcides

    18 de agosto de 2011 às 22h07

    eu acho que vc continua não sabendo … . Vc diz que o problema da Europa é o gigantismo de Estado, conforme fala o Roubini. Mas diz que o problema dos EUA é incompetência, e não a desregulamentação do sistema financeiro, dogma neoliberal. Assim fica muito fácil: considera o que lhe é conveniente e descarta o inconveniente. Vai analisar bem assim lá na casa de noca.

    assalariado.

    18 de agosto de 2011 às 22h12

    EUNAOSABIA, da para voce explicar o problema da europa, em sua afirmação;

    1) o seu gigantismo?

    2) o seu modelo socialista?

    Por acaso não seria mais facil dizer que, esta é mais uma das crises do capital, e que, agora não tem mais remedio para remediar? Afinal de contas, a crise é global, é dos que movimentam mais de 80% da economia capitalista que, está esgotado. Este em um movimento, dira eu, efeito bola de neve, os problemas só se agravam, é o tsunami capitalista, bancarrota, falencia do capital e de seu Estado burgues fraudulento. EUA e o Euro morrerão abraçados. Ai de quem estiver com os cofres cheios de dolares, não valerão um centavo,…

    Quanto ao "socialismo" que não deu certo, o Sr. Nouriel Roubini "esqueceu-se" de dizer, onde?
    É mais um querendo salvar o capitalismo moribundo…

    Lorenzo Tozzi-Evola

    19 de agosto de 2011 às 10h40

    O interessante da internet é que é nela, e só nela, que idéias esdruxulas têm voz e são debatidas. EUNAOSABIA dizendo que a culpa da crise é o gigantismo estatal, contrariando "esquerdistas" do calibre de Roubini e Krugman, ilustra isso.

    Mais interessante ainda é que tais idéias são apresentadas num tom professoral, quase de superioridade, como se tivéssemos diante de nós um grande pensador desconhecido da economia, um genial pretendente a ministro ou presidente de banco central. Na verdade, como ele mesmo define toda idéia que lhe é contrária, é puro "blá blá blá". Não à toa só tem espaço na internet. E muita gente perde tempo com isso.

    H Aljubarrota

    19 de agosto de 2011 às 15h19

    Sabe quem morre de saudades do Muro de Berlim, seu babaca? O Império que você segue, como lemins seguem para o precipício… sim, os Estados Unidos da América. Comportaram-se em relação ao Muro como cães se comportam quando perseguem carros… o carro para e ele também para sem saber o que fazer.

    Mario SF Alves

    13 de setembro de 2011 às 01h53

    E… Tem razão, parece que ta faltando demônios para a farra da demonizacao!

Operante Livre

18 de agosto de 2011 às 19h51

Interessante isto: "Além disso, é preciso quebrar e dividir todos os bancos e trustes oligopolistas grandes demais para quebrar.

Ao longo do tempo, as economias avançadas terão de investir em capital humano, formação e redes de segurança social, para aumentar a produtividade e permitir que os trabalhadores sejam competitivos, flexíveis e encontrem seu nicho numa economia globalizada."

Contudo, não penso que uma corrida pela competitividade leve-nos a alum lugar diferente deste onde nos encontramos: uma sinuca de bico. Aumentar produtividade é tentar resolver o problema colocando mais do ingrediente catalizador da crise: aumentar produtividade.

Não vejo solução alguma numa mudança quantitativa. Estou cada vez mais convencido de que deveremos ter uma mudança qualitativa na relação do homem consigo, mediado pelo trabalho e seus produtos. Sem viés teocrático, espero que a humanidade esteja no centro dos motivos para criar um modelo de vida em que as ferramentas criadas pelo homem sirvam para melhorar a vida de todos os homens. Isto implica uma implica uma mudança do eixo moneteriocêntrico (o consumismo competitivo é o ícone deste) para humanocêntrico (a produção para o bem-estar e realização humana é o ícone deste). Talvez Max-Neef, um pensador e economista chileno que aprecio, seja um dos que tenha percebido e alertado para isto há décadas, e não tenha se deixado encantar pelos fogos de artifício que comemoram a vitória pela vitória, a competição pela competição, o novo pela novidade, ou o topmodel apenas porque é top. O desenvolvimento deve ser do homem, respeitando as necessidades humanas. E isto os modelos socioeconômicos atuais não contemplam.

Responder

    antonius

    19 de agosto de 2011 às 20h48

    Muito boa a sua argumentação.

Ricardo VCP

18 de agosto de 2011 às 19h49

Pensando cá com meus botões, para os EUA é muito bom acabar com o Euro ou mantê-lo restrito ao Mercado Europeu, já que ele estava se tornando um competidor(moeda) no comércio mundial em relação ao US$!

Se o Euro se tornasse a moeda para o comércio mundial, então a União Européia poderia emitir dinheiro a dar com pau sem lastro nenhum, assim como faz os EUA.

Assim fica tudo como dantes no quartel de abrantes!

Se os EUA precisam subornar um Ministro da Defesa de algum país… No problem! Coloca a impressora pra funcionár e pronto! Se precisam arregimentar uns espiões em algum país… Imprime mais dinheiro!

Não vão conseguir e nem pretendem pagar a dívida alguma mesmo!!!

Responder

    alexandre melo

    18 de agosto de 2011 às 22h31

    a crise atual é essa o resto do mundo não esta mais aceitando estes dois dinheiros
    falsos, dolar e euro, e só a percepçâo deste fato fez o mundo tremer. a casa caiu
    logo o mundo exigira a volta do ouro ou uma moeda internacional neutra e ai potencias
    falsas falirão .

Lucio

18 de agosto de 2011 às 19h33

Entra década atrás da outra e os esquedistas sempre vêm com essa cantilena de "fim do capitalismo".

O mais hilário é a alternativa que eles imaginam.

Responder

    EUNAOSABIA

    18 de agosto de 2011 às 21h41

    Se esses incompetentes e lunáticos da esquerda colocassem suas sandices em prática, o mundo se tornaria um grande Somália… todo mundo igualzinho… miserável e morto de fome….essa seria a igualdade a que eles nos submeteriam…..

    Juan

    18 de agosto de 2011 às 22h16

    Poxa, respeito né meu caro? Não sou "esquerdinha", mas respeito e muito a ideologia de esquerda. Tudo na vida tem que ter um equilíbrio…a esquerda equilibra o mundo da direita…e vice versa.
    Vc é um cara inteligente, não precisa ofender o pessoal de esquerda.
    Abs!!

    Pedro Soto

    18 de agosto de 2011 às 22h30

    Ó neoliberal fracassado, o teu mundo caíu há muito tempo. Continuem correndo atrás do estado para salvar a economia, bobalhão. Vai lá se inscrever no Tea Party e pedir para cortar os impostos dos bilionários. Essa é a única bandeira que restou do neoliberalismo. Vai escrever besteira no Reinaldo Azevedo, otário!

    cronopio

    19 de agosto de 2011 às 15h37

    Opa, agora você se deu mal! Assista ao vídeo abaixo e entenda o que aconteceu com a Somália e veja quem causou a fome dos somalis.
    http://dotsub.com/view/8446e7d0-e5b4-496a-a6d2-38

    Foram os países capitalistas que instauraram um governo ditatorial na Somália, após 9 anos de governo democrático, foram eles também os responsáveis por destruir a única fonte de proteína dos somalis, foram também os países capitalistas que despejaram barris com dejetos radioativos na costa da Somália. Sugiro que assista ao vídeo e mastigue os argumentos expostos, junto com feno, em seu café da manhã.

    Camaleão

    18 de agosto de 2011 às 22h04

    Lucio, não sei a que "esquerdistas" vc se refere. Mas se está falando de Noel Rubini, o homem é TOTALMENTE de direita, nunca foi de esquerda, nem perto. É um desses super gurus-consultores de economia mundial, que vive de prever (e acertar as previsões) das crises do capitalismo mundial. Dê uma googleada no nome, e você verá que ATÉ a Mirian Leitão é fãzoca do cara.

    Leider_Lincoln

    18 de agosto de 2011 às 23h01

    Realmente. O Capitalismo, qualquer um vê, está num momento ótimo, não é mesmo? Você é um gênio!


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