Chomsky se solidariza com o Ocupa Wall Street

Tempo de leitura: 2 min

por Noam Chomsky, do SinPermiso

Qualquer um que tenha os olhos abertos sabe que o gangsterismo de Wall Street – das instituições financeiras em geral – infligiu graves danos ao povo dos Estados Unidos (e ao mundo). E deveria saber também que tal coisa foi ocorrendo progressivamente nos últimos trinta anos na medida em que aumentou de modo radical seu poder no comando da economia e com isso seu poder político.

Deste modo foi posto em marcha um círculo vicioso que concentrou uma imensa riqueza, mas o poder político ficou nas mãos de um diminuto setor da população, uma fração de 1%, enquanto o resto foi se convertendo cada vez mais no que passou a se chamar de “precariado”, pessoas que tratam de sobreviver em uma precária existência. Além disso, as horríveis atividades dessa pequena parcela da população são realizadas com uma impunidade quase completa: não só mediante o “too big to fail” (muito grande para quebrar), mas também com o “too big to jail” (muito grande para ir para a cadeia).

Os valentes e honrados protestos que continuam em Wall Street deveriam servir para chamar publicamente a atenção da sociedade sobre esta calamidade e conduzir a um dedicado esforço para superá-la e conduzir a sociedade para um caminho mais saudável.

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cronopio

II
Raça de Abel apodrecida
Há de adubar o solo ardente!
Raça de Caim, tua lida
Nunca te será suficiente;
Raça de Abel, eis teu labéu:
Do ferro o chuço é vencedor!
Raça de Caim, sobe ao céu
E arremessa à terra o Senhor!
Tradução: Jorge Pontual

cronopio

Raça de Abel, só bebe e come,
Deus te sorri tão complacente.
Raça de Caim, sempre some
No lodo miseravelmente.
Raça de Abel, teu sacrifício
Doce é ao nariz do Serafim!
Raça de Caim, teu suplício
Será que jamais terá fim?
Raça de Abel, tuas sementes
E teu gado produzirão;
Raça de Caim, sempre sentes
Uivar-te a fome como um cão.
Raça de Abel, não tremas nunca
À lareira patriarcal;
Raça de Caim, na espelunca,
Treme de frio, atroz chacal!
Raça de Abel, pulula! Ama!
Teu oiro é sempre gerador.
Raça de Caim, alma em flama,
Cuidado com o teu amor.
Raça de Abel multiplicada
Como a legião dos percevejos!
Raça de Caim, pela estrada
Arrasta a família aos arquejos.

SILOÉ-RJ

O bicho vai pegar na quarta feira. A maioria dos SINDICATOS vai se juntar aos MANIFESTANTES, e os VETERANOS MARINES também irão: PARA PROTEGÊ-LOS.
O que aconteceria, se todos encerracem ao mesmo tempo suas contas bancarias???

FrancoAtirador

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Americanos X Americanos

Por Paulo Nogueira*, no Diário Do Centro Do Mundo

Demorou.
Os americanos estão enfim protestando contra eles mesmos. Quer dizer: contra o governo e mais a plutocracia que manipula a Casa Branca. A inspiração vem dos protestos do mundo árabe.
O nome é sugestivo: Occupy Wall Street. Ocupar Wall Street. Ou apenas OWS.

O movimento surgiu num site canadense de esquerda chamado adbusters, e por razões óbvias conquistou muitos corações na sociedade americana. A crise econômica e mais uma extraordinária agressividade militarista do governo estão testando o limite da paciência dos americanos.

No final de semana, quando Obama comemorou a execução de mais um líder do Al-Qaeda, um clérigo nascido nos próprios Estados Unidos, Anwar al-Awlaki, milhares de integrantes do OWS foram reprimidos pela polícia de Nova York quando faziam seu protesto. Muitas prisões foram feitas.

É vital, para que o mundo se torne mesmo mais seguro, como levianamente falou Obama depois da morte de bin Laden, que a sociedade americana cobre energicamente uma mudança na atitude da Casa Branca, nos moldes do que aconteceu nos anos 1960. A Guerra do Vietnã começou a terminar ali.

Me chamou a atenção uma foto do OWS, tanto que a usei para ilustrar este texto. Uma mulher ergue um cartaz com uma frase de Goethe: “Ninguém é mais escravo do que aquele que ilusoriamente acredita ser livre”.

O fato é que em nome da liberdade os Estados Unidos têm cometido horrores no mundo. Isso me remeteu a um dito de Einstein que estava ontem na Frase do Dia do DCM: “O mundo não vai ser destruído pelo mal, mas pelos que não fazem nada para combatê-lo”.

Obama foi uma falsa esperança de renovação. “Disseram a nós que Obama mudaria as coisas, mas na verdade o que estamos vendo é mais um mandato de Bush”, diz o ativista Phil Budenick, do OWS.
Enquanto isso, no Brasil…

Bem, uma amiga do Facebook postou uma matéria estrangeira que falava do OWS. E observou: “Paulo: vi todos os jornais brasileiros e não encontrei nada.”

Como dizia o diretor de redação Guzzo nas madrugadas de fechamento da Veja nos anos 1980, a quem apelar?

*Paulo Nogueira é jornalista e está vivendo em Londres. Foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo.

FrancoAtirador

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INDIGNADOS OCUPAM PARQUE EM FRENTE À CÂMARA LOS ANGELES

[youtube KUI059XgxZo http://www.youtube.com/watch?v=KUI059XgxZo youtube]

Movimento "Occupy Wall Street" alastra-se a outras cidades dos EUA

Apesar da polícia nova-iorquina ter anunciado a libertação das pessoas detidas no sábado durante a manifestação do movimento “Occupy Wall Street”, a vaga de contestação social alastra-se a outras cidades dos Estados Unidos.

Em Los Angeles, Boston, Filadélfia, Seattle e Chicago grupos de cidadãos expressaram o seu apoio ao movimento e às suas posições contra a crise económica, a desigualdade social e a ganância dos ricos.

“O nosso objetivo é chamar a atenção para as enormes injustiças que existem no nosso país e a conivência entre os interesses corporativos e políticos”, disse um dos participantes.

“Espero que isto continue até as pessoas prestarem atenção. Para já, já fomos notícia mas temos de chegar á primeira página”, sublinhou uma arquiteta que integra o movimento.

O movimento “Occupy Wall Street” está concentrado na baixa de Manhattan, organizando fóruns e reuniões num parque do centro sul da cidade, onde se mantém desde 17 de setembro.

As manifestações revelam, por si, a impaciência crescente de grupos essenciais para a reeleição do presidente Barack Obama: os jovens, as minorias, os sindicatos e as mulheres.

EuroNews

FrancoAtirador

Alfinetadas da Carta Maior:

Bahrein condena 14 manifestantes à prisão perpétua.

Na semana passada, a ditadura monarquista amiga dos EUA
já havia condenado 20 médicos a 15 anos de prisão
por prestarem socorro a manifestantes feridos.

Bahrein serve de estacionamento a V Frota norte-americana.

Não há previsão de 'ajuda' da OTAN aos rebeldes do país.

03/10/2011

mfs

Os protesto têm que se alargar, sensibilizar a população e pressionar o Congressistas (ou os que vierem a ser eleitos) para criar leis que permitam a intervenção nos bancos privados. Quando o banco quebra, milhções de pequenos poupadores se dão mal. Então, uma lei adequada permitirá o confisco dos bens dos banqueiros e estatização do banco, para salvar os pequenos poupadores.

Bonifa

“Too big to jail”: A expressão perfeita para o banqueiro Daniel Dantas.

Marcio H Silva

É complicado o que está acontecendo lá. Estão enchendo o Barril de polvora, daqui a pouco explode. Pior do que não ter, é ter e depois perder.

M. S. Romares

Aqueles que protestam se deram conta que não querem e não devem pagar as fichas desse cassino. A ditadura do capital é a mais vil e nefasta porque se utiliza de meios que mais cedo ou mais tarde repicam ao redor do planeta. Eles exportam a bancarrota, a miséria (inclusive a intelectual), e invariavelmente, a instabilidade governamental de muitos paises.

frederico morbach

é protesto anti Lucro…De homens contra Ratos!

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