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Afeganistão: O ato selvagem dos fuzileiros navais


12/01/2012 - 19h56

Ultraje com vídeo de fuzileiros navais urinando em cadváveres de talibãs

por GRAHAM BOWLEY e MATTHEW ROSENBERG

12 de janeiro de 2012, no New York Times

Cabul, Afeganistão — Um vídeo que mostra quatro fuzileiros navais dos Estados Unidos urinando nos corpos de três guerreiros mortos do talibã provocou fúria e condenações na quinta-feira no Afeganistão e em todo o mundo. Autoridades norte-americanas disseram temer que as imagens incitem sentimento antiamericano num momento delicado dos esforços de guerra.

O governo Obama está lutando para manter o presidente Hamid Karzai ao seu lado ao mesmo tempo em que cuidadosamente tenta abrir conversações com o talibã. Mas o vídeo demonstrando tal ato de desrespeito — um possível crime de guerra — provavelmente vai enfraquecer a posição norte-americana com ambos. O talibã e o presidente Karzai rapidamente usaram as imagens como prova da brutalidade norte-americana, uma mensagem com amplo apelo no Afeganistão, onde notícias sobre o vídeo estavam se espalhando vagarosamente na quinta-feira.

Autoridades militares sênior em Cabul e no Pentágono, que estavam avaliando o vídeo, confirmaram que ele é autêntico e identificaram pelo menos dois dos fuzileiros navais, que completaram seu serviço no Afeganistão durante o outono [no Hemisfério norte] antes de voltar para Camp Lejeune, na Carolina do Norte. As autoridades não divulgaram os nomes dos dois.

Mesmo antes que a autenticidade do vídeo fosse confirmada, expressões de ultraje e contrição do secretário de Defesa Leon E. Pannetta e da secretária de Estado Hillary Rodham Clinton e de outros autoridades não deixaram dúvidas de que todos consideravam o vídeo real.

Consciente do potencial do vídeo para enfraquecer a já frágil imagem dos Estados Unidos no Afeganistão, o sr. Panetta telefonou para o presidente Karzai para assegurar que uma investigação completa está em andamento para encontrar os responsáveis e puní-los. O sr. Panetta disse ao líder afegão que “a conduta retratada nas imagens é absolutamente deplorável e não reflete os valores que as tropas norte-americanas devem seguir sob juramento”, de acordo com George Little, um porta-voz do Pentágono.

O vídeo mostra quatro fuzileiros navais em seus distintos uniformes de camuflagem marrom urinando sobre três cadáveres — um coberto de sangue — que estão no chão diante deles. Os homens brincam uns com os outros, uma referência obscena é feita e um diz “tenha um bom dia, colega”.

O talibã disse inicialmente que as imagens não afetariam as negociações, se referindo ao vídeo como apenas mais prova do que o grupo enxerga como brutalidade e desrespeito contra afegãos por parte de norte-americanos. “Esta não é a primeira vez que vemos tal brutalidade”, um porta-voz do talibã, Zabihullah Mujahid, disse à Reuters.

Mas mais tarde, na quinta-feira, numa nota oficial enviada à mídia, o talibã não fez referência às conversações e enfatizou a brutalidade. “Nós condenamos fortemente o ato desumano de soldados norte-americanos selvagens e consideramos este ato em contradição com todas as normas humanas e éticas”, disse a nota.

O presidente Karzai adotou o mesmo tom — ele, também, descreveu o vídeo como “desumano” — afirmando em uma nota que ficou profundamente chocado pelas imagens. Pediu que os norte-americanos punissem severamente os que tiverem cometido crimes. “Este ato de soldados norte-americanos é simplesmente desumano e condenável nos termos mais fortes”, disse.

Autoridades norte-americanas reagiram com remorso durante toda a quinta-feira, numa tentativa de evitar as repercussões do vídeo. A coalizão liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão e a Embaixada dos Estados Unidos em Cabul ofereceram condenações separadamente. As ações que aparecem no vídeo “parece que foram conduzidas por um pequeno grupo de indivíduos norte-americanos que já não estão no Afeganistão”, disse a coalizão em nota. O “comportamento desonra o sacrifício e os valores de todos os soldados que representam os cinquenta países da coalizão”.

A secretária Clinton, que um dia antes descreveu as tentativas do governo Obama de iniciar negociações com o talibã, expressou o que chamou de “decepção total”.

“É absolutamente inconsistente com os valores norte-americanos e com tudo o que se espera de nosso pessoal militar”, a sra. Clinton disse durante uma aparição com o ministro das Relações Exteriores da Argélia em Washington. Ela acrescentou que “qualquer pessoa, qualquer pessoa” que se envolveu ou que sabia sobre o incidente “deve responder por isso”.

O sr. Panetta disse em Washington que pediu aos Fuzileiros Navais e ao general John R. Allen, o oficial que lidera as forças de coalizão no Afeganistão, que investiguem imediatamente. “Vi as imagens e acho que descrevem um comportamento completamente deplorável”, o sr. Panetta disse em uma nota na quinta-feira. “Eu condeno nos termos mais fortes que seja possível condenar”.

O vídeo, postado em sites da internet como LiveLeak e YouTube, começou a ricochetear em sites internacionais na quarta-feira. Embora os militares não tenham dado detalhes adicionais sobre onde o vídeo foi feito ou quem foi o responsável por ele — ou quais as acusações que poderão ser feitas contra os responsáveis –, a maioria dos fuzileiros navais servindo no Afeganistão estão na província de Helmand, no sudoeste.

Se as condenações norte-americanas vão ou não reduzir o ódio dos afegãos, isso permanece incerto. As notícias se espalham lentamente no Afeganistão, onde aparelhos de TV e conexões de internet são raras. Mas para aqueles que viram o vídeo, as imagens parecem ter aprofundado o desgosto com os Estados Unidos, vistos amplamente como invasores depois de uma década de guerra.

“O talibã algumas vezes comete atos duros, mas era suficiente matá-los e não degradar ou humilhar os cadáveres”, disse Jawad, um estudante universitário em Cabul que só deu o primeiro nome.

Haji Ahmad Fareed, um ex-integrante do Parlamento, disse que as imagens confirmaram para eles que os Estados Unidos são adversários do islã e disse que a luta do talibã é “legítima”.

Os norte-americanos “nunca serão nossos amigos e nunca trarão a paz”, ele disse. “Eles urinaram no nosso sagrado Corão e agora eles urinam nos corpos de nossos muçulmanos”.

O sr. Fareed estava se referindo a uma notícia errônea da revista Newsweek de 2005, segundo a qual soldados norte-americanos baseados na prisão de Guantanamo Bay, em Cuba, tinham jogado o Corão num toalete. A notícia causou protestos e revoltas em várias partes do mundo muçulmano. Os piores foram no Afeganistão, onde pelo menos 17 pessoas foram mortas durante tumultos e as Nações Unidas e grupos de ajuda internacional sofreram ataques.

No ano passado, protestos irromperam depois que um Corão foi queimado numa igreja da Flórida, levando a várias mortes, inclusive de sete funcionários das Nações Unidas, quando uma multidão invadiu um escritório da ONU em Mazar-i-Sharif.

Autoridades norte-americanas no Afeganistão também lutam para conter a reação ao episódio em que um grupo de soldados norte-americanos, em 2010, matou por esporte três civis afegãos, num episódio que mexeu com a hierarquia militar e irritou o governo afegão. O acusado de liderar o bando, que patrulhava rodovias e pequenas vilas na região de Kandahar, foi condenado por três assassinatos por uma corte militar norte-americana em novembro.

As imagens, que se espalhavam na quinta-feira, também relembraram as fotos publicadas durante a guerra do Iraque pelo jornal britânico Daily Mirror. As fotos mostravam o que parecia ser soldados britânicos abusando e urinando em um prisioneiro iraquiano. Mas aquelas fotos — que emergiram quase ao mesmo tempo que as chocantes imagens de abuso por parte de soldados norte-americanos na prisão de Abu Ghraib, em 2004 — eram falsas.

As ações dos fuzileiros navais que aparecem no vídeo podem ser uma violação da Convenção de Genebra, que proíbe vilipendiar os corpos dos mortos em guerra.

Embora as imagens tenham dominado as notícias no Afeganistão na quinta-feira, a aparente campanha de assassinatos do talibã continuou, quando um suicida usou um carro-bomba para matar o governador de um distrito chave da província sulista de Kandahar.

Said Fazluddin Agha, o governador do distrito, estava indo para casa depois do trabalho em seu carro blindado, quando foi atingido por um Suzuki lotado de explosivos, disse Zalmai Ayoubi, um porta-voz do governador de Kandahar. Os dois filhos dele também foram mortos e nove policias e um civil ficaram feridos. O sr. Agha tinha sobrevivido a uma tentativa anterior de assassinato, dois anos antes, quando os explosivos eram carregados por uma mula.

Reporting was contributed by Elisabeth Bumiller and John H. Cushman Jr. in Washington, Sangar Rahimi, Sharifullah Sahak and Jawad Sukhanyar in Kabul, an employee of The New York Times in Kandahar, and J. David Goodman in New York.

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92 comentários

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Tomudjin

15 de janeiro de 2012 às 10h46

A opinião pública está a mercê de uma imprensa podre que manipula informações, que esconde os erros de seus patrões, coniventes e aliados, e ainda deturpa qualquer tentativa de alguém mostrar a realidade crua que nunca aparecerá nessa tal de mídia oficial, falida de qualidade e há muito tempo degenerada.
Corja de manipuladores. Traficantes de uma droga letal e gratuita chamada "alienação".

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Operante Livre

14 de janeiro de 2012 às 22h53

Será que ainda vai vazar um filme do Rumsfield obrando sobre cadáveres?
Essa indignação de uns poucos americanos não me convenceu de que a grande maioria achou e/ou acha benfeito urinar sobre um cadáver do adversário.

Evito imaginar que outras coisas horríveis fizeram e fazem. O governo e o povo americano, em sua grande maioria, já não têm credibilidade. É como se tudo se passasse num estúdio de Hollywood, esse espanto. Lamento pela minoria do povo americano que não pactua com Abugraid, guantânamo e outros campos espalhados pelo mundo.

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Marat

14 de janeiro de 2012 às 21h39

Todos sabemos a mentalidade (de muitos, talvez a maioria) estadunidense: Selvagens, ladrões, terroristas etc., etc., etc… Lógico que eles detêm controle total da imprensa mundial, seja por pagamento, seja por pressão, e, portanto, quase nunca são divulgados seus atos de selvageria. O inverso, ou seja, quando um talebã ou outro guerreiro luta contra as tropas invasoras e comete algum ato bárbaro, ai sim, a imprensa logo vem com seu discurso pré-moldado.
Isso não vai mudar tão cedo, mas as pessoas, mesmo as mais alienadas, devem ter estremecido com esse vídeo (que não foi feito por jornalistas, óbvio).
Essa mesma imprensa, bem como a ONU nada fazem acerca dos atentados terroristas contra cientistas e professores iranianos. Esse é o Admirável mundo novo. Depois os soviéticos é que eram o perigo, eram o "império do mal"… EEUU = Estado terrorista!

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Maria Libia

14 de janeiro de 2012 às 19h08

Engraçado esta defesa dos EUA. Essas pessoas acham normal um país invadir outro, só por causa do petróleo, e os invadidos deverão ficar quietos e gratos por essa invasão? Então por que acham ruim quando os ladrões invadem suas casas? Tenho medo dessa gente, pessoas que acham que invadir, estuprar, matar, destruir famílias, destruir países é bom, é normal. O que será que eles passam de moral e dignidade para seus filhos? CREDO EM CRUZ.

Responder

    Sergio

    14 de janeiro de 2012 às 20h37

    Não há santos nesta história. Quando há uma "discussão" nem sempre um dos lados tem razão em tudo.

Ronaldo Irion

14 de janeiro de 2012 às 12h59

Grande mistificação, martelada pela mídia: o mito da "punição". Da mesma forma que aqui, nos EUA só punem os ladrões de galinha, quando muito. Pois se forem punir aqueles que merecem, podem começar pelo cínico presidente, vice, etc…

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Cido Barros

14 de janeiro de 2012 às 11h52

Padrão de comentário: um soldado norte americano vale por todo o exército daquele país, assim como um peessedebista corrupto vale por todos os seguidores do partido ou um evangélico vigarista representa todos os religiosos.

Por outro lado, qualquer pessoa de orientação esquerdista que faça algo errado deve ser considerada exceção à regra, a ovelha negra, a laranja podre.

Escreva algo diferente disso e ganhe vários pontos negativos (ui)

Responder

lock

13 de janeiro de 2012 às 23h22

Façam assim peguem sua familias, suas filhas e mulheres e vão viver no meio de uma vila dominada pelo talebã, depois de 1 ano me digam o que vocês acham desse fato.

Responder

Regina Braga

13 de janeiro de 2012 às 23h18

Monstros…Monstros e Monstros…Representam bem o país.

Responder

João

13 de janeiro de 2012 às 21h14

Vejo aqui alguns que em outros artigos defendem o aborto, com a justificativa de que o embrião ou o feto, ou o nascituro não é ainda um ser humano, portanto passível de ser abortado, picado, descartado.

Pois bem, esses abortistas não tem porque se revoltar hipócritamente com a barbárie praticada pelos soldados americanos, pois aqueles corpos também não tem mais alma,espírto ou vida, são apenas um amontoado de carne.

No primeiro caso, no útero era um ser a espera da vida, no segundo, a vida já se fora. portanto situações iguais.

Responder

Sergio

13 de janeiro de 2012 às 18h28

Quantos soldados estão/estiveram lá ? Milhares ? Dá pra julgar todo o efetivo por 4 ou 10 ou mesmo 100 idiotas psicopatas anormais ? Pelo menos em um país democrático como os EUA (sim, eles são democráticos !) quando casos assim são descobertos e divulgados, ocorre investigação e punição dos culpados. Será que isso ocorre na China, Cuba, Coréia do Norte, Venezuela e BRASIL ?

Responder

    Silvio I

    13 de janeiro de 2012 às 19h46

    Sergio:
    Você se engana ao dizer isso. Todos as soldados americanos tem isso na cabeça, porque assim foram adestrados. Veja nos exércitos de América, nenhuma tênia a tortura, dentro de suas instruções. A partir de a ida de integrantes dos exércitos dos diferentes países da América, as escolas do exercito americano, em Panamá e nos EUA, aprenderão a torturar. Isso se pode observar em todas as ditaduras militares, que existiram onde se tem quantidade de presos, torturados e mortos.

    Cido Barros

    14 de janeiro de 2012 às 10h21

    Você está certo em dizer que não podemos tomar a parte pelo todo, esse é um erro muito comum dos comentadores aqui do blog quando se trata de qualquer coisa relacionada aos EUA ou ao PSDB, por exemplo.

    Por outro lado, citar os EUA como exemplo de país democrático é um pouco exagerado, não? O que fazem em nome dessa "guerra ao terror" (que p é essa?) é um absurdo… sem falar em eleições fraudulentas, protecionismo e embargo econômico, etc.

    Sergio

    14 de janeiro de 2012 às 15h04

    "Você está certo em dizer que não podemos tomar a parte pelo todo"…Melhor seria o todo pela parte, mas vá lá, entendi o que quis dizer.

    Os EUA são "imperialistas" ? Claro que são, afinal, ainda que não por muito tempo mais, são a potência dominante. É óbvio que irão fazer de tudo para perpetuar o "american way of life" e os terroristas são uma pedra no sapato deles. Para combatê-los são capazes de quase tudo.

    Dito isto, continuo afirmando que os EUA são um país democrático, mais democrático do que a esmagadora maioria dos outros países, Brasil incluído. Só pensa diferente quem não conhece os EUA.

    Nelson

    14 de janeiro de 2012 às 21h17

    Que tipo de democracia é esta, que lança bombas atômicas sobre duas cidades provocando a morte imediata de 200.000 pessoas, meu caro Sérgio?

    Que tipo de democracia é esta, que despejou 4.500.000 de toneladas e mais de 80 milhões de litros de herbicidas altamente tóxicos (agente laranja incluído) sobre um pequeno país
    do sudeste asiático, deixando um rastro de mais de 3.000.000 de mortos, milhares e milhares contraindo doenças degenerativas como o câncer e outras milhares e milhares de crianças nascendo deformadas por muitos e muitos anos?

    Que tipo de democracia é esta, cujo governo mentiu, descaradamente, para justificar a invasão e a ocupação de um país ocultando o objetivo único de roubar as riquezas de seu povo?

    Paro por aqui, meu caro Sérgio, por que há uma infinidade de fatos que nos podem servir de parâmetro para medirmos a intensidade da democracia nos EUA.

    Marat

    15 de janeiro de 2012 às 11h07

    Punição? Uma palmadinha no bumbum e três meses de detenção, para depois ser reintegrado… Aquilo sim é que democracia, né?

    Paulo

    15 de janeiro de 2012 às 15h20

    Tem toda a razão. Em um caso semelhante, o PM desequilibrado que agrediu o estudante da USP teve sua truculência gravada em video e mesmo assim eu duvido que será devidamente punido por isso. A violência policial no Brasil ainda goza de uma imensa impunidade. Concordo 100% com você.

Diniz

13 de janeiro de 2012 às 15h29

A cena de militares americanos urinando sobre cadáveres afegãos é uma metáfora perfeita da ordem geopolítica mundial. Nas últimas décadas o exército dos EUA não tem feito outra coisa que invadir e "marcar território", urinando sobre o mundo como se ele fosse um grande pinico. E o que fazem organismos internacionais como a ONU diante do fétido xixi da beligerância ? Por covardia, ou comportam-se como o imobilismo dos cadáveres, ou pior, compactuam "fisiologicamente" (em todos os sentidos da palavra), mijando nas próprias calças …

Responder

ZePovinho

13 de janeiro de 2012 às 14h19

Esse cara é um genérico do ZePovinho:

[youtube lNfxrIcdl70 http://www.youtube.com/watch?v=lNfxrIcdl70 youtube]

Responder

monge scéptico

13 de janeiro de 2012 às 14h04

Não há novidade no fato. Centenas de crimes(ou milhares) já foram perpetrados perpetrados
a humanidade, por esses criminosos.
Nasceram e foram criados para serem criminosos. A hilary clinton é um desastre moral. O oba-
-ma um títere nas mãos sujas da industria bélica.

Responder

Luca K

13 de janeiro de 2012 às 13h45

Atos muito mais selvagens do que este são ou foram cometidos pelos soldados americanos frequentemente no Afeganistão e no Iraque. O ranger(tropa de elite do exercito dos EUA) John Needham, foi ferozmente perseguido pelos companheiros por ter se insurgido contra assassinatos praticados por sua unidade no Iraque. Assistam ao documentario q posto abaixo a respeito da estória trágica de John. Entre 38:47 e 40:00 vcs verão algumas das fotos q Needham tirou documentando alguns dos crimes bárbaros(tortura, desmembramentos, execuçoes sumárias, etc) cometidos por sua unidade. Sobreviveu ao Iraque mas morreu mais tarde nos EUA por causa das experiências na guerra. Infelizmente, apenas em Inglês.
[youtube RiNmerP32xk http://www.youtube.com/watch?v=RiNmerP32xk youtube]

Responder

Morvan

13 de janeiro de 2012 às 12h56

Bom dia.
As cenas são fortes e são, antes de qualquer coisa, um atentado à dignidade humana. Não importa se são afegãos, estadunidenses, franceses, malgaxes, o escambau. São pessoas humanas. É um ultraje.
Mas a gente não precisa ir muito longe, não é?
Lembram-se daquele caso do soldado seviciado, só porque "usava roupas estranhas", conforme "jutificativa de um dos "machões"?
Até agora, não houve nenhum trâmite e o Exército brasileiro finge que não é com ele.
Alguém tem alguma notícia sobre aquele caso?

:-(

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

Luiz Felipe

13 de janeiro de 2012 às 12h27

Monstros, bárbaros, corruptos, ladrões existem em qualquer lugar e em qualquer exército. A diferença é de como são ou não punidos. No Brasil os corruptos ficam impunes e ocupam altos cargos no governo, militares que agem desta forma até com os próprios companheiros de farda vivos durante o treinamento, causando inclusive perda de vidas, continuam impunes.

O problema é que uma corja de lulo petistas defendem a impunidade e o crime.ndefendem aqueles que provocam a mete de inocentes nas filas do SUS. Estés sim são una forja de assassinos

Responder

    Bonifa

    14 de janeiro de 2012 às 11h57

    Não é verdade. Há exércitos onde o moral altíssimo da tropa se deve a treinamento inteiramente racional e principalmente ao iabalável sentimento de defesa da Pátria e de seus valores.

    Paulo

    15 de janeiro de 2012 às 15h22

    Não minta, rapaz demagogo. Fale a verdade. Você nunca nem passou perto de uma unidade do SUS. Fale do que você conhece em vez de papagaiar o que lê por aí.

Patricio

13 de janeiro de 2012 às 12h12

Já retiraram o vídeo do YouTube!

Responder

Marcus Fitz

13 de janeiro de 2012 às 12h02

Essa é a 'Pax Americana'…

Tratam os cidadão afegãos como 'não-pessoas'.

O Brasil que não fica esperto, já estão de olho na Amazônia (há tempos) e em nossos recursos naturais – até nossa água! – só não criaram caso porque o país já abre as pernas o suficiente pra não reclamarem.

É claro que eles querem prolongar essa guerra. Um exército poderoso que não consegue capitular um país fraco em poderio militar? Ora, e como ficam os lucros?

O fato lembra bem o caso Irã-Contras, a relação droga/guerra dos yankees é bem notória.

E também não esqueçamos, que depois que os yankees invadiram o Afeganistão, não é que a produção de papoula aumentou exponencialmente? Onde vocês acham como eles conseguem (mais) dinheiro para patrocinar a guerra? Os senhores da guerra também são os barões da droga – vejam o exemplo da Colômbia – destroem o país dos outros e a sua própria população, afinal os EUA são o maior mercado consumidor de droga.

Pra terminar: Eles perguntaram se os afegãos queriam uma 'democracia ocidental'? Cadê o respeito à soberania e a autodeterminação dos povos?

MF

Responder

will

13 de janeiro de 2012 às 11h20

..,. se fosse só mijar tava bom. tem muito soldado americano contrário a essas invasões. tem muita história relatada e até filme.

Responder

    Patricio

    13 de janeiro de 2012 às 12h20

    Tá tampando o sol com peneira, Will. Quando um palestino joga bomba em Israel, TODOS os palestinos pagam por isso.
    O que leva uma pessoa normal crer que tem gente normal nas forças armadas americanas?

Armando S Marangoni

13 de janeiro de 2012 às 11h09

Esperar o quê de máquinas de matar? Carinho, compreensão? Simpatia?

São máquinas de matar!

MÁQUINAS DE MATAR!

DE MATAR!

Responder

Luiz Moreira

13 de janeiro de 2012 às 09h36

Andre!
Por acaso os americanos é que foram ao pais dos outros e não o contrario. Será que ias dizer o mesmo quando eles entrarem em tua cidade e mijarem na cabeça da tua mãe e irmã, e na tua (até aí nada de mal),
após terem te executado, pois nem sempre matam só os guerrilheiros. Muito bons estes soldados enviados pela DEMOCRACIA.

Responder

Eduardo Oliveira

13 de janeiro de 2012 às 09h21

Não bastam ainda desrespeitar para matar tem que matar e desrespeitar também . A nação norte americana ( EUA) se equivocam a cada dia em sua política externa e expõem seu povo todos os riscos mundo afora. Lamentável e loucos!Uma historia democrática em processo acelerado de degradação.

Responder

Jair de Souza

13 de janeiro de 2012 às 09h17

A gente acaba por entender este tipo de ações (que ocorrem com muita frequência, não só no Afeganistão, mas também na Palestina ocupada). Nem os ianques, nem os sionistas, nem seus admiradores que aparecem comentando por aqui, veem nisto atos de lesa humanidade. É que, do ponto de vista deles, os outros não são humanos. Ou seja, os afegãos não são humanos, os palestinos não são humanos, os iraquianos não são humanos. Eles sim são humanos. E aqui estão dando-nos mais uma prova de sua humanidade superior. Neste vídeo que indico a seguir, poderemos ver também como os soldados israelenses consideram que os palestinos não são humanos.[youtube 1GhLoAtywMg http://www.youtube.com/watch?v=1GhLoAtywMg youtube]

Responder

    Beto_W

    13 de janeiro de 2012 às 11h03

    Endosso a recomendação do filme, Jair. Ele mostra bem a humilhação diária dos palestinos nos postos de controle.

augusto

13 de janeiro de 2012 às 09h01

noto que o texto americano e os internautas aqui estao de modo geral se referindo ao Afganistao e circunscrevendo os fatos e repercussões a esse pais.
Letal e danoso engano.
O que está em jogo aqui é o mundo muçulmano todo e todo o jogo estrategico de dominaçao posto em pratica na Asia central desde 2002 no minimo. Centralizado no tal 'fluxo' do petroleo.
Ta na cara.

Responder

augusto

13 de janeiro de 2012 às 08h55

O andre internauta provavelmente se refere ao que vinte mil soldados fizeram na cidade de Fallujah, iraque ao
final de 2004, depois que um americano fora encontrado enforcado numa ponte da cidade por guerrilheiros iraquianos da região.
Cercaram a cidade, pediram por dias a fio a mulheres e crianças para sairem de fallujah e depois… fizeram como as tropas da SS nazista no leste europeu em 1941-43. Nao precisa dizer mais nada mas a midia NAO carregou estas tintas não…
Sinto pela tua revolta , sr.andre. Mas ela tá fora de lugar e muito mais ainda, de proporçoes, meios e agravantes brutalmente diferentes.

Responder

Gerson Carneiro

13 de janeiro de 2012 às 07h56

O ato selvagem dos nossos fuzileiros navais contra os Quilombolas do Rio dos Macacos em Simões Filho, região metropolitana de Salvador-BA, na área aonde está a base naval de Aratu, aonde FHC e hoje Dilma passa as férias.

[youtube o-myewtXUb0 http://www.youtube.com/watch?v=o-myewtXUb0 youtube]

Denunciando esse fato pelo twitter, recebi da Marinha do Brasil a "notificação" abaixo.
Detalhe: não estou em idade de alistamento.

"@GersonCarneiro em atenção a VSa., solicita-se o contato com o Segundo Distrito Naval, com2dn.mar.mil.br ou 71-35073706 ou 71-35073851." – @marmilbr

Responder

    joao

    13 de janeiro de 2012 às 10h43

    UIA Gerson, ameaça ao seu direito de opinião em pleno 2012?????? Mantenha-nos informados sobre os motivos do interesse da Marinha na sua pessoa amigo.

    Beto_W

    13 de janeiro de 2012 às 11h06

    Pois é, como eu disse em comentário no artigo do Chomsky, nós no Brasil temos os nossos "palestinos", as nossas não-pessoas… Esse vídeo merece ser divulgado, Gerson, não se deixe intimidar.

    Luca K

    14 de janeiro de 2012 às 14h28

    Aí Beto, veja este depoimento de um veterano da IDF sobre o q ele viu durante a "guerra" de 48.
    [youtube JB0DXF2ObPw http://www.youtube.com/watch?v=JB0DXF2ObPw youtube]

    Beto_W

    16 de janeiro de 2012 às 23h45

    Demorei mas assisti, Luca. Obrigado por mais esse excelente vídeo. Dei uma olhada na instituição israelense que fez essa entrevista: http://www.zochrot.org/en

    Nunca havia ouvido falar neles, mas graças a você agora conheço mais uma entidade israelense que luta pelos direitos dos palestinos.

    Quanto ao vídeo em si, fico admirado pela coragem do Sr. Neumann em assumir as atrocidades que cometeu e testemunhou. O que me entristece é que o tempo vai passando e a maioria dos veteranos dessa guerra irá levar seu remorso para o túmulo sem ter confessado o que fez, já que muitos devem já ter mais de 80 anos.

    mariazinha

    13 de janeiro de 2012 às 11h48

    Gerson! Conte com nosso apoio! Repercurtiremos sua matéria pela blogosfera. VC é um brasileiro arretado; esses marinheiros são altruístas por fora e, por dentro, em vez de coraçõe, possuem o ferrão da crueldade. Grande abraço de solidariedade!

    Pedro Gravina

    13 de janeiro de 2012 às 12h28

    Gerson:
    Não posso deixar de fazer um comentário sobre as suas palavras.
    No video, constam várias acusações contra os militares da Marinha. Certamente, se forem reais, são gravíssimas e merecem investigação. Acontece que o video não mostra qualquer prova ou justificativa, e nem mesmo qualquer versão oposta. Acho que você deveria ter mais cuidado ao julgar o "ato selvagem dos nossos fuzileiros navais".
    Outro detalhe: fuzileiros navais não usam capuzes cobrindo o rosto e não aterrorizam ninguém pela madrugada. Obviamente, se quisessem esconder suas origens, não utilizariam capuzes vestindo a farda, pois seriam reconhecidos como fuzileiros do mesmo jeito.
    Mais um: a Marinha fez contato com vc (ou pelo menos tentou) para que você tenha acesso ao outro lado das informações. Não estamos mais na década de 60. Não tenha medo dos motivos do interesse da Marinha pela sua pessoa, como comentou outro camarada aqui na página. Além do mais, ninguém é recrutado pelo Twitter. Aliás, não se pode servir como fuzileiros naval: a entrada é por concurso público.
    Sou militar da Marinha, fuzileiro naval, e é por isso que tenho interesse em participar desse debate. Afinal, tenho consciência que vocês (e eu) pagamos nossos salários através dos impostos.
    Abraço.

    Antonio Nunes

    13 de janeiro de 2012 às 14h21

    o q vc recebeu não foi nem uma "notificação" e muito menos uma ameaça (como diz o comentário do João)…

    foi um pedido de contato (q deve ser averiguado inclusive se é verdadeiro)!

    SE vc entrar em contato e houver algum tipo de ameaça por parte da Marinha, então o caso é grave…

    mas por enquanto, NÃO HÁ CASO ALGUM!

    Pedro Gravina

    14 de janeiro de 2012 às 15h07

    É, assim fica difícil. Já estou cansado com a censura deste blog aos meus comentários. Continuem com esta pantomima de "blog democrático.'
    Falsos.

Ana Cruzzeli

13 de janeiro de 2012 às 07h48

Gente, mas essa Hillary é completamente C Í N I C A.
Depois que essa Sra Hillary Rodada Clinton deu aquele WAW, que moral ela tem, qual moral eles têm para dizer qualquer coisa de qualquer evento.

Deus nos livre dessa O R D I N Á R I A e do B A N A N A do O B R A M A.

Força aos M U L Ç U M A N O S, força aos povos U L T R A J A D O S pelo império do MAL

Responder

Arlene

13 de janeiro de 2012 às 05h38

Gente: Americanos somos todos nós (Norte, Sul e Central). Eles são estadunidenses. Eles são tão "humildes" que se denominam o continente. Temos que combater essa prática! Tenho orgulho de ser americana do sul de um país chamado Brasil.

Responder

    Fabio_Passos

    14 de janeiro de 2012 às 00h10

    Exato. Nós todos somos americanos.
    Não nos confundam com esta corja de assassinos e torturadores covardes: os ianques.

    Nelson

    14 de janeiro de 2012 às 20h44

    Para ser mais exato ainda, meu caro Fábio Passos, eu diria que, ao igualarmos os ianques a uma "corja de assassinos e torturadores covardes" estamos cometendo o grave erro da generalização.
    Há muita gente nos EUA, há muito ianque, que não compactua com o que o Sistema de Poder que domina aquele país faz – os horrores que comete – para perpetuar seu poder.
    No nosso país, sabemos, existe uma montoeira de safados e nem por isso devemos admitir que todo o povo brasileiro seja assim qualificado.
    Creio ser fundamental que afastemos de nossas práticas esse erro grave que qualifico de generalização, para que a análise e compreensão dos fatos nos permitam construir o mundo melhor e em paz que almejamos.

    Fabio_Passos

    14 de janeiro de 2012 às 23h56

    estadunidenses são os ferrados pelo sistema.
    ianques são estes malditos assassinos e torturadores que aterrorizam todo o planeta.

    Marat

    15 de janeiro de 2012 às 11h06

    Exato, Arlene. Eu os denomino estadunidenses, porque quero distância daqueles caras. Sei que somos todos americanos (até aqueles estúpidos arrogantes). Relembrando aos colegas que as vezes os chamam de norte-anericanos, não podemos nos esquecer que há gente boa na América do Norte, a maioria no México! Abraços

Caracol

13 de janeiro de 2012 às 04h54

No fundo, no fundo, (sem querer justificar este ato bestial), acho que os americanos mijaram neles porque eles cagam pra Hollywood, Coca Cola e McDonalds.
Haja mijo. Vão ter que mijar até virar ao avesso.

Responder

Refrigério

13 de janeiro de 2012 às 02h57

E olha a declaração da Hilária Clinton: “É absolutamente inconsistente com os valores norte-americanos e com tudo o que se espera de nosso pessoal militar”, a sra. Clinton disse durante uma aparição com o ministro das Relações Exteriores da Argélia em Washington. Ela acrescentou que “qualquer pessoa, qualquer pessoa” que se envolveu ou que sabia sobre o incidente “deve responder por isso”.

Desprezada Hilária, o único valor americano é o dinheiro, ilustríssima senhora. Este é o único valor que o povo e os soldados americanos entendem e respeitam: money, money, money! Falou em valor, falou em dinheiro.

Não me venha com essa historionha de trancoso que os Estados Unidos respeitam o povo e o governo (títere) de um país ocupado.

Os Estados Unidos não respeitam absolutamente nada.

Responder

Roberto D. Brandão

13 de janeiro de 2012 às 00h52

Só agradecer "Vi o Mundo" pelo conteudo de suas reportagens.

Responder

Edison

13 de janeiro de 2012 às 00h37

Nação de canalhas desprezíveis e covardes "em todos os sentidos".
Jamais obtiveram vitória expressiva sem cortina de fogo.
Levaram um pau da Coréia e outro do Vietnam.
E quem derrotou Hitler foi a Russia.
Como todo brutamontes covarde vai morrer com uma facada nas costas.
Só espero estar vivo para ver este dia glorioso chegar.

Responder

FrancoAtirador

13 de janeiro de 2012 às 00h35

.
.
"O buraco negro da monotonia ensandecida
poderia ser sacudido se o conformismo midiático
desse à perversão a sua contrapartida racional.

Humanos são feitos de razão e circunstâncias.

As circunstâncias desse desfrute de impunidade
têm sua origem institucional no arbítrio de um poder
que reafirma sistematicamente seu direito imperial
de decretar o estado de exceção a um planeta reduzido
à condição de fronteira estendida de seus interesses."

(SAUL LEBLON, CARTA MAIOR)

<img src="http://www.medyagunebakis.com/db/fotogaleri/281_5.jpg"&gt;

Responder

Pitagoras

13 de janeiro de 2012 às 00h16

E depois esses crápulas se admiram do porque americanos são odiados mundo afora…
E a cínica da hilária clíntoris ainda tem a coragem de proclamar que esses "não são os valores americanos". Que valores, cara-pálida? Invadir, torturar, trucidar, roubar as riquezas de povos tão distantes, colonizar, corromper, impor seu "american way of life" á força, eliminar as culturas locais, esses são os verdadeiros valores americanos!

Responder

FrancoAtirador

13 de janeiro de 2012 às 00h01

.
.
É ASSIM QUE A AUTOPROCLAMADA "MAIOR DEMOCRACIA DO PLANETA"

QUER DISSEMINAR OS SEUS "VALORES MORAIS" PARA O "RESTO DO MUNDO"
.
.
URINANDO SOBRE AS NOSSAS CABEÇAS

Por Saul Leblon, no Blog das Frases, na Carta Maior

A sensibilidade contemporânea foi em grande parte anestesiada pela naturalização midiática da violência social e política. Imagens e relatos burocratizados descarnam corpos e estatísticas de sua história e humanidade.

Intencional ou não, o mecanismo dissolve a fronteira que separa a vítima do algoz.

Mesmo o sangue, assim liquefeito, não deixa espaço para suas causas seminais.

Às vezes um ruído cênico sacode a monotonia das violência bélica norte-americana.

Risos sobre cadáveres, por exemplo. Soldados urinando sobre corpos sem vida.

A barbárie assusta, mas não é um ponto fora da curva institucional.

Na nebulosa dissipação do último dia de 2011, o democrata eleito com a promessa de fechar Guantánamo, revalidou, por exemplo, o Ato de Autorização de Defesa Nacional que 'legaliza' a existência do campo de concentração e proíbe o ingresso de seus prisioneiros ao território americano; impede-os assim de recorrer ao direito ao habeas corpus, ao veto a prisão sem evidencia formal de crime e a outros marcos de legalidade que distinguem uma democracia de um estado de exceção.

Dias depois, em cinco de janeiro, com a mesma ambígua desenvoltura, Obama anunciaria cortes no orçamento da defesa compensados, advertiria em seguida, pela ênfase em operações secretas. Leia-se: atos de sabotagem, guerra cibernética e ataques a alvos específicos 'de efeito imediato'.

A julgar pelos assassinatos em série que já mataram quatro cientistas ligados ao programa nuclear iraniano, vetado pelo Império, a nova doutrina tem eficácia comprovada.

O alívio aterrador de bexigas militares nos cadáveres talebãs, portanto, ampara-se em precedente à altura: o jorro contínuo de cinismo institucional despejado pela grande democracia do norte nas nossas cabeças.

Íntegra em:

http://cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cf

Responder

Maria Dirce

13 de janeiro de 2012 às 00h00

Os soldados são o ovo da serpente americano!, quem vive e guerras e brutalidades quem cria as mentiras para invadir e tripudiar? quem decepa países e pessoas? o governo americano é absolutamente cúmplice das torturas e atrocidades cometidas pelo seus soldados.Quem ja viu o vídeo de Guatánamo? não tem nada muito diferente disso se não for pior!O mundo atônito vê esse vídeo agora, e o que não viram ??????.

Responder

Antonio

12 de janeiro de 2012 às 23h49

As perguntas são:

Quem treinou estes soldados?
Que valores foram passados?
Ahmadinejad em discurso no dia em que assassinaram um cientista em Teerã tem razão: Ao capitalismo só resta matar, o sistema faliu e esta na hora de construir uma nova ordem mais humana.
Os EUA de hoje nada mais tem dos princípios dos fundadores do estado americano.
Não passam de uma bando de bucaneiros assassinos, um povo idiotizado controlado pelas grandes companhias.
Nem os nazistas chegaram a tanto!

Responder

    Fabio_Passos

    13 de janeiro de 2012 às 15h58

    São adestrados como bestas assassinas.
    E depois que praticam a barbárie, vem os adestradores simulando reprovação.
    Canalhas malditos.

    João

    13 de janeiro de 2012 às 21h41

    São corpos sem vida, da mesma forma que voces dizem ser o nascituro, ao defender o aborto.
    Os soldados fizeram o que voces querem legalizado, profanar corpos ao abortar.

    Fabio_Passos

    14 de janeiro de 2012 às 00h26

    hã… muito bom.
    São assim mesmo estes fanáticos religiosos.
    Você é a versão religiosa do prof Hariovaldo?

    João

    14 de janeiro de 2012 às 13h36

    Deixa de ser hipócrita rapaz, o que escrevi acima nada tem a ver com religião. Te, a ver com profanação de corpos, nos dois casos.

    Fabio_Passos

    14 de janeiro de 2012 às 23h47

    deixa de ser mentiroso, joão.
    igualar feto a ser humano é superstição de religioso medieval.

    Pare de mentir… porque Deus sabe das suas mentiras.

Lucas Sandoval

12 de janeiro de 2012 às 23h47

Eram terroristas do talibã. Essa gente tem que morrer mesmo. Não concordo com o ato de mijar nos cadáveres, porque a urina não merece ter contato com algo tão ruim. Observo que o governo do Obama está desmantelando o exército americano. Se continuar assim, muito em breve os EUA deixarão a china e o irã tomarem conta do mundo. Paro por aqui, pois não quero nem sonha com isso.

Responder

    Luca K

    13 de janeiro de 2012 às 11h08

    Mude-se para os EUA e aliste-se nos Marines…

    Patricio

    13 de janeiro de 2012 às 12h11

    Essa gente… é gente, apesar de seu hino patriótico, gente boa. Pra você são terroristas, para mim são heróis combatem invasores mijões.
    Quanto a desmantelação do exército americano, Deus te ouça! Não existe nada mais covarde no mundo. Quem mais se aproxima desses criminosos é o estado de Israel.

    Viva o Irã, laico e independente!

    Nelson

    14 de janeiro de 2012 às 20h57

    Quem garante a você, Sandoval, que se tratava de terroristas?
    Quem invadiu território que não lhe pertence e passou a matar gente a rodo, os talibãs ou os soldados dos EUA?

    Para clarear um pouco tua visão sobre quem são os verdadeiros terroristas, dê uma lida no livro "Piratas e imperadores, antigos & modernos–o terrorismo internacional no mundo real", de Noam Chomsky, linguista nascido nos Estados Unidos e descendente de judeus. No livro, Chomsky afirma, entre outras coisas, que as duas maiores organizações terroristas do planeta são os governos dos EUA e de Israel.

    Sandoval. Desvie, nem que seja um pouco, seus olhos da Veja, Isto é, Época, Folha, Estadão e procure aprofundar seus conhecimentos sobre o que realmente acontece por detrás da gigantesca manipulação dos fatos perpetrada pelos órgãos da mídia hegemônica e seus (de)formadores de opinião. Artigos, ensaios, livros de Noam Chomsky, Howard Zin, Michael Parenti, William Blum, James Petras, Norman Finkelstein e outros autores vão ajudá-lo a enxergar melhor o que se passa.

João-PR

12 de janeiro de 2012 às 23h31

Os soldados mostram apenas aquilo para que foram treinados!
Não adianta os EUA dizerem que "condenan" as atitudes, porque quando um soldado dos EUA faz o que fez, são os EUA atuando. Não há como separar uma coisa da outra.

Responder

    Fabio_Passos

    13 de janeiro de 2012 às 15h57

    Perfeito.
    É no topo da "democracia" ianque onde está a podridão que há muito aprovou a tortura, assassinatos e genocídio para roubar riquezas.

    Os soldados são desumanizados.
    Os eua criam estas bestas assassinas e depois se dizem chocados com a barbárie.
    Hipócritas.

Jorge Portugal

12 de janeiro de 2012 às 22h39

Os americanos ainda não deflagraram uma guerra nuclear ainda, por que são super gananciosos e muito capitalista, não querem perder. Americanos para mim são loucos.

Responder

Marcelo de Matos

12 de janeiro de 2012 às 22h24

Acabo de assistir ao Jornal da Cultura que tem alguns bons comentaristas, como Airton Soares, uma professora de Direito cujo nome não lembro, entre outros. A jurista quis fazer uma defesa da atitude dos soldados. Disse que eles viram tanta coisa monstruosa nessa guerra que reagiram como estão acostumados, usando toda agressividade a seu dispor. Pode até ser porque em guerra ocorre de tudo: estupros, execuções, tortura, etc. Mas a jurista não parou por aí: aproveitou o embalo para condenar a atitude do Ministro da Justiça que ameaçou deportar os haitianos. Parece que ela não estava no melhor de seus dias.

Responder

Ronaldo Irion

12 de janeiro de 2012 às 22h21

Apesar de toda a censura controlada mundialmente, alguma coisa acaba escapando. EUA e Israel são hoje a ESCÓRIA da humanidade, merecedores do maior desprezo de todo cidadão que tem a mínima pretensão de decência. Mas não basta somente o desprezo; é preciso boicotá-los economicamente, boicotar o que representam, suas marcas e sua cultura. A humanidade deve caminhar para a paz, nem que seja na base do boicote!

Responder

    João Paulo

    15 de janeiro de 2012 às 13h30

    Isto, de certa forma eu já faço. Recebi dois envelopes sobre concurso promovido por uma instituição do PIG norte-americano. Os envelopes trazem instruções sobre como participar do concurso. Recebi, e não vou mover uma palha, ainda que seja um prêmio bom. O meu sentimento anti-americano não me permite. Podem dizer que a sorte passou na minha porta na forma de um cavalo selado, que era só montar. Pois a minha rejeição aos Estados Unidos é tal que me impede até de participar de suas promoções. Mas eu tenho muitas dificuldades até para aprender o Inglês, matéria que na escola eu sempre passei na táboa da beirada, com média 50. Isto porque o meu sentimento anti-imperialista já gritava dentro de mim.

Fabio_Passos

12 de janeiro de 2012 às 22h21

O desprezo pelo semelhante é a principal característica destes ianques covardes e assassinos… os maiores terroristas do mundo:

<img src=http://4.bp.blogspot.com/-s_bDnn1b3p4/Tm0KFbhrWkI/AAAAAAAAICE/Z1hURiIO7eA/s640/911+attacks+10+years+J.gif>

Responder

_Rorschach_

12 de janeiro de 2012 às 21h34

Sabe o que eu fico pensando?

Profanacao de cadaver choca (mormente os religiosos) e coisa e tal, mas convenhamos, deve ser banal em guerras.

Agora, imaginem o esses selvagens fizeram com os caras ainda VIVOS!!!!

Responder

Fabio SP

12 de janeiro de 2012 às 21h26

KKKK… Talibã falando em desumanidade… é piada…

Responder

Uélintom

12 de janeiro de 2012 às 21h11

É claro que os EUA sob o comando de Obama continuam os mesmos EUA. Parece que Obama terceirizou algumas coisas para o segundo escalão republicano, principalmente na questão das guerras. Mesmo assim, fico descofiado se esse tipo de coisa aparecendo agora (soldados urinando em cadáveres talibans) não é ação de quem está incomodado com as conversações com os talibãs, como os republicanos e os israelenses radicais. Quanto à indústria das armas, a questão é mais prática: se a conversa com os talibãs render mais vendas, "viva o diálogo!", e se atrapalhar, "queimem Obama!".

Responder

Jason_Kay

12 de janeiro de 2012 às 20h59

Urinar em cima de cadáver é desumano e gera ondas de protestos, mas massacrar, degolar e decepar dezenas (ou centenas) de pessoas, após tortura de todo tipo e a sangue frio na frente de uma câmera, não recebe nenhuma menção dos mesmos "humanistas" que se incomodaram com a "mijada".

Não estou justificando esse ato idiota do soldado americano, apenas expondo o "dois pesos e duas medidas" na repercussão de atos completamente desproporcionais.

Responder

    Jorge Nunes

    12 de janeiro de 2012 às 23h43

    Mijaram em soldados mortos defendendo seu país.

    Isso causa mais revolta na população local.

    Patricio

    13 de janeiro de 2012 às 12h24

    Justificação mais besta!

    Paulo

    13 de janeiro de 2012 às 14h23

    a outra parte a Fox já faz, né…

Maria

12 de janeiro de 2012 às 20h48

As atitudes de soldados e autoridades americanas é de uma monstruosidade sem igual. Mais recentemente,tudo começa com a fabricação das armas de destruição em massa do Iraque, assassinatos da população civil,inclusive crianças, desrespeito a prisioneiros, raramente torturados etc etc. Para fechar com chave de ouro, mais um ato covarde,cruel, daqueles que se julgam donos do mundo. Agora querem inventar armas nucleares para justificar ações contra o Irã.
Sinceramente considero que não apenas os muçulmanos, mas todas as pessoas de bem tem todos os motivos para odiar essas atitudes insanas dos americanos. Gostaria que os organismos internacionais repudiassem com o rigor necessário essas atitudes de selvageria e que a imprensa do meu país mostras que realmente é livre e independente o suficiente para criticar de forma adequada mais um ato vil dessas coisas que não apenas merecem ser chamados de pessoas.

Responder

André

12 de janeiro de 2012 às 20h46

Mas uma coisa bem curiosa…

Sequestrar, matar, perseguir, decepar a cabeça de americanos, cristãos e espalhar o vídeo não recebe a censura de ninguém.

Na hora que mijam no cadáver de um terrorista, vem a histeria coletiva.

Responder

    Marcio H Silva

    12 de janeiro de 2012 às 21h51

    Se os caras tivessem invadido os EUA e cortassem a cabeça dos americanos e distribuísse o vídeo concordaria com sua posição.
    Mas todos sabem que os invasores de nações são os EUA e recentemente a OTAN. Invadem, destroem, matam, humilham e roubam.

    Ramalho

    12 de janeiro de 2012 às 23h25

    Não recebe censura? No Iraque, por exemplo, a censura consistiu na matança de mais de um milhão de iraquianos depois que o americano foi decapitado, mas, também, antes, antes até deste americano ter viajado ao Iraque. A matança de iraquianos já vinha de longe.

    Cá pra nós, invasor da terra alheia e assassino do povo que a ocupa – mais do que assassino, genocida – tem mesmo é de ser decapitado.

    Agora, terrorista por terrorista, nada como os americanos que com duas bombas atômicas mataram mais de 200.000 japoneses, civis mencione-se. Ou a Inglaterra, com seus bombardeios terroristas, depois da Alemanha ter sido vencida, e que tinham por propósito, além de aterrorizar a população alemã, destruir tudo o que fosse possível, de velhos e crianças às casas deles, passando por seus locais de trabalho, suas praças e ruas. Essa raça, sim, é boa de terrorismo.

    ("en passant", espero que algum talibã pegue estes mijões e separe as cabeças destes dos respectivos corpos).

    Pois é, o terrorismo saxão não sofre censura de ninguém, mas, na hora em que derrubam as torres gêmeas, vem a HISTERIA coletiva.

    Jorge Nunes

    12 de janeiro de 2012 às 23h41

    O que você falou na primeira é da insurgência do Iraque.

    Os fuzileiros urinam em soldados do talibã no Afeganistão.

    Nenhum dos dois grupos tem relação entre si.

    Mas os soldados dos EUA não só mijaram, também matam, sequestram e bombardeiam (até agora os alvos foram mais civis do que militares).

    edv

    13 de janeiro de 2012 às 00h19

    É que as pessoas estão tão acostumadas (Hollywood) a ver estas coisas serem praticadas apenas pelos bandidos (do Islã, japs, nazis, soviéticos, etc) que, quando vemos mocinhos "civilizados" e de "bom coração" fazer tais coisas, ficamos muito, muito "espantados"!…
    Afinal os "outros" são apenas "bandidos fanáticos, covardes e psicopatas de chocadeira", nem família têm, na terra DELES!
    Já estes, "invasores amigos", têm uma bela família esperando-os de volta numa confortável casa, provavelmente com uma SUV ou pickup na garagem e uma bandeira na varanda…
    Entende?…

    CLÁUDIO LUIZ PESSUTI

    13 de janeiro de 2012 às 09h34

    Sofisma de botequim, a velha lenga lenga direitista dos "dois lados": os EUA são o invasor, portanto são os agressores.Foram lá , meter o bedelho onde não foram chamados, mentindo sobre armas químicas, nucleares e Al Quaeda.Se seu país é invadido , você tem o direito de reagir, isto está na Carta da ONU.Terrorista, o cara tá no país dele, deixe que eles lá definam quem é terrorista ou não.

    Bonifa

    13 de janeiro de 2012 às 11h00

    Não dá para crer que a simples informação cotiana, embora toda centrada em propaganda americana, engendre na cabeça de algum André conclusões tão estúpidas. Das duas, uma: Ou o André está fazendo provocação tentando tirar um sarro, ou é caso de deformação psíquica grave, com viés ideológico.

Andre

12 de janeiro de 2012 às 20h41

São idiotas.

Certamente serão punidos e o secretário de defesa dos EUA ligou para o presdiente do Afeganistão condenando o ato.

E os abusos dos outros, quem pune e se desculpa pelos excessos deles?

Responder

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