VIOMUNDO

Diário da Resistência


A ingenuidade de uma parte da esquerda meio pollyana
Política

A ingenuidade de uma parte da esquerda meio pollyana


29/07/2013 - 12h27

Tarso Genro: “Não sejamos ingênuos. Quem está ganhando é o Centrão”

 Por Marco Weissheimer, em seu blog no Sul 21, via Conversa Afiada

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, foi um dos raros casos de políticos brasileiros que colocou a cara para bater durante as manifestações de rua que sacudiram o país em junho e julho deste ano.

No calor dos protestos, promoveu reuniões, entrevistas coletivas, audiências públicas, convidou os jovens manifestantes para debater e ouviu diretamente, sem nenhum filtro, críticas destes à atuação das forças de segurança e sobre outros problemas relacionados a políticas e serviços públicos.

Dentro do PT, suas iniciativas acabaram tendo projeção nacional, diante do ruidoso silêncio que se ouvia então. Foi um dos primeiros a defender a necessidade de uma Constituinte exclusiva, proposta que mais tarde seria abraçada pela presidenta Dilma Rousseff e, rapidamente, bombardeada pelo “Centrão” político que comanda o Congresso Nacional e tem crescente poder inclusive dentro do PT.

Goste-se ou não de suas opiniões, do governador gaúcho não se pode dizer que pecou pela omissão. Entrou em várias bolas divididas e segue entrando. Tarso Genro está preocupado com o que considera ser uma interpretação ingênua por parte de setores da esquerda a respeito das consequências políticas de todo o processo de manifestações até aqui.

O desdobramento do debate sobre a Reforma Política no Congresso, a subordinação do PT à lógica Vaccarezza, e a tentativa de desconstituição das conquistas sociais dos últimos 10 anos são alguns dos fatos apontados por Tarso para analisar a conjuntura atual. “O que está ocorrendo agora não é mais um debate sobre normas mais, ou menos, democráticas, mas um debate sobre a correlação de forças no plano da política, para a aplicação dos princípios que inspiraram a Constituição de 88. E quem está ganhando é o “centrão”, resume.

Tarso Genro expõe assim as suas principais preocupações a respeito do atual momento político no país e sobre as leituras que vêm sendo feitas sobre as manifestações de rua e suas consequências:

“A ingenuidade de uma parte da esquerda meio pollyana”

O que me pasma é uma certa ingenuidade de uma parte da esquerda  meio “pollyana” a respeito das manifestações do início de julho, pela qual confundem as autênticas manifestações dos estudantes e de certos novos movimento sociais – que aliás já estão na cena pública há mais de duas décadas —  com a instrumentalização que a mídia oposicionista fez do próprio movimento, direcionando-o para dois níveis: primeiro, desgastando as funções públicas do Estado, principalmente nas áreas da saúde e do transporte público das grandes regiões metropolitanas e, segundo, pretendendo “apagar” da memória popular, de forma totalitária, as grande conquistas dos governos do Presidente Lula, seguidas pelo governo atual da Presidenta Dilma, na base do “gigante acordou”, que tanto deleitou as classes médias mais conservadoras.

Tudo isso veio combinado com um ataque aos partidos e aos políticos em geral, que atingem a própria democracia, que certamente na visão destes conservadores deve ser substituída por um processo “limpo”, de manejos tecnocráticos,  feito por gerentes do capital financeiro.

A histórica campanha da grande mídia contra o Estado 

Na verdade, ocorreram dois movimentos neste processo: um movimento tipicamente eleitoreiro da grande mídia, seguido por algumas redes sociais, preparando o ambiente eleitoral para o próximo ano, e um autêntico movimento popular, insatisfeito pelas limitações das conquistas até agora obtidas, cujo seguimento e  aprofundamento, agora,  só pode ser dado por novos processos de participação popular direta, inclusive para reformar o atrasado sistema político brasileiro, que já é um emperramento para que se aprofundem as conquistas sociais até agora obtidas.

Dou o exemplo da saúde pública. Quem não sabe  que o SUS faz dezenas de milhões de atendimentos às populações mais pobres  e que é uma das grandes conquistas do povo trabalhador do país, que salva milhões e milhões de vidas em cada ano?  Pois bem, dezenas de reportagens “contra” este sistema público foram feitas precisamente no momento em que os planos privados, que eram apontados como a grande saída pelos neoliberais, entraram  numa crise profunda, que ficou totalmente subsumida nos noticiários, pois o “problema”, para esta mídia,  era o Estado, não o mundo privado.

Há luta ideológica sobre a saúde pública

Ambos, certamente, estavam e estão subfinanciados e  o nosso SUS precisa ser muito melhorado. Mas o que foi escondido  -nestes ataques ao  sistema de saúde pública no Brasil-   é que ele é, predominantemente bom para o povo e que o  privatismo  não resolveu a questão nem para a classe média que paga religiosamente os seus planos.

A direita, na verdade, se propôs a uma luta ideológica, sobre a questão da saúde no Brasil, manipulando a informação, e a esquerda e os governos se recusaram a fazê-la. As lideranças de esquerda em geral, com algumas exceções honrosas, manifestaram-se “encantadas” com os movimentos, como se eles fossem uniformemente “autênticos”, não manipulados, o que não é verdade. Basta ver que quando eles saíram da domesticação induzida passaram a ser depreciados.

A falência do sistema político atual

O que preocupa não é mais simplesmente a eleição do ano próximo, pois acredito que a Presidenta vai recuperar o seu prestígio,  porque o governo tem bala na agulha. O  que me  preocupa é o grau de governabilidade que qualquer governo terá, no próximo período, em função da falência do sistema político atual, que estimula as alianças fisiológicas que tornam os governos reféns de maiorias artificiais,  e,  em função da incapacidade dos estados e municípios  — sejam eles quais forem —  de responder às demandas populares, por melhor saúde, melhor educação, melhor transporte, em função de duas coisas: as desonerações que sacrificam as nossas arrecadações,  através da redução dos valores do Fundo de Participação dos Estados e dos Fundo de Participação dos Municípios, e em função das dívidas do Estados,  que não param de crescer  e impedem  que se obtenha novos financiamentos para obras de infraestrutura, por  exemplo.

A tarefa estratégica para um governo de esquerda

Reagir contra a “desindustrialização” do país e reforçar a capacidade de resposta dos Estados e Municípios — principalmente os que governam com  participação popular — no próximo período é, na minha opinião, a principal tarefa estratégica de um governo democrático de esquerda, pois, como parece que não haverá reforma política nem reforma tributária, a estabilidade política dos governos só pode ser moldada através de “remendos” no pacto federativo, mais no âmbito da política do que âmbito de reformas na legalidade vigente.

“Quem está ganhando é o centrão”

Que me perdoem os estetas da democracia formal, mas o que está ocorrendo agora não é mais um debate sobre “normas” mais, ou menos, democráticas, mas um debate sobre a correlação de forças no plano da política,  para a aplicação dos princípios que inspiraram a Constituição de 88. E quem está ganhando é o “centrão”,  ou seja, as mudanças que eles toleram já chegaram ao seu limite. Agora, para eles, é conservar e acalmar a plebe.

Para nós deve ser mais igualdade, o que significa reforma tributária, reforma política, democratização dos meios de comunicação e mais combate às desigualdades sociais e regionais. Que tal encarar um imposto sobre  as grandes fortunas e um bom CPMF, para Transportes e Saúde?

PS do Viomundo: Perguntas que nos parecem pertinentes: Os problemas de Saúde, Educação e Transporte Público que embalaram uma quantidade razoável de manifestantes, especialmente nas regiões metropolitanas, devem ser creditados apenas à oposição e à mídia ou são reais? Quanto à privataria, ela não teria sido abraçada por setores crescentes do PT-que-está-no-governo ou é exclusivamente coisa dos tucanos? O PT contribuiu para a falência do sistema de representação ou é tudo culpa dos outros partidos?

Leia também:
A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



53 comentários

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Hell Back

31 de julho de 2013 às 14h14

Também venho notando uma crescente posicionamento da esquerda para o lado do conservadorismo. Parece que os partidos que agora estão no poder estão abraçando as causas do PSDB! Será que isso se deve ao Centrão?

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kalifa

31 de julho de 2013 às 11h55

Ás ruas mas para lutar contra os pedágios a mercadoria saúde, a falta de investimento em transporte público nas grandes cidades como são paulo, a corrupção na construção do metrô em são paulo, a indiferença do governo paulista com a educação pública etc!

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Nelson

31 de julho de 2013 às 10h13

A análise que o Sr Tarso Genro faz das manifestações é muito pertinente. Aliás, diagnosticar, de forma clara e correta os problemas e apontar soluções é uma virtude de Tarso.
A questão é o depois, o colocar em prática tais soluções. Infelizmente, na prática, Tarso acaba deixando a desejar e parecer esquecer de suas excelentes análises.

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Malvina Cruela

31 de julho de 2013 às 07h54

alguém sabe me dizer em que momento o que era pra ser “esquerda” (transformação, progresso social, renovação, liberação, reparação das injustiças, primado da verdade, se tornou seu oposto??? (estagnação, oficialismo, defesa de interesses inconfessáveis, mau caratismo, repressão,
enfim…conservadorismo?)

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anac

31 de julho de 2013 às 05h19

Lembro sempre, nessas situações, de outro politico do RS, aliás, GRANDE POLITICO, Leonel Brizola, homem patriota de suprema coragem e lucidez, que NUNCA se omitiu em nada em relação ao país. Foi chamado de dinossauro porque era contra a privatizações, que, hoje, sabemos, não passou de PRIVATARIA, verdadeiro crime de lesa pátria, como Brizola definiu muito bem. A Globo era a favor da privataria, por motivos óbvios. Brizola tinha como obsessão a educação integral aos pobres com o seu CIEPS. A Globo e a classe media homer simpson coxinha foi contra. Brizola prometia que seu primeiro ato como presidente seria cassar a concessão da Globo. Hoje entendemos o motivo…
Brizola estava certíssimo, um dos grandes problemas do Brasil é a falta de educação, negada a maior parte da população para melhor manipulá-la. Não por acaso negada, pois projeto de séculos de uma elite egocêntrica e pervertida que jamais aceitou o fim da escravidão. Getúlio Vargas de direita foi considerado o inimigo pelos coxinhas da época, não por causa dos seus defeitos, mas pela criação da PETROBRAS, CSN e, principalmente, leis trabalhistas. Feitos que desagradaram a elite. Juscelino foi outro, vitima do ainda líder do PiG da época: Carlos Lacerda, responsável pelo suicídio de Getúlio, cujo ato extremos adiou o golpe da direita traidora para 1964. João Goulart foi vitima deste golpe apoiado pelos coxinhas da TFP, que pegaram como mote o comunismo e a corrupção, lema criado pelo PiG a mando dos USA. Brizola, nem deixaram chegar a presidência. Se alguém acha que a ditadura é passado se esqueceu de se livrar dos apoiadores de primeira hora que ainda estão conspirando contra o estado democrático de direito.E com uma áurea de democratas de primeira hora. Os Homer Simpson educados para ser coxinhas são reféns da elite predadora, a mesma que sonega bilhões e faz o coxinha – junto com os pobres – pagar o pato, digo, o almoço. Lembrem que hoje a Globo se arvora na maior defensora da liberdade de expressão(imprensa). A liberdade de expressão que ela defende é apenas a dela. Romper com tudo isso não é fácil. Brizola rompeu com Lula por não ter providenciado como primeira medida do seu governo a anulação das privatizações e a devassa no governo FHC.Ora, Lula para assumir o poder teve que pedir licença aos donos do Brasil. É só ler a CARTA AOS BRASILEIROS, que era na realidade dirigida a direita midiática e a elite que a financia. Lula entregou o BC e o Ministério da Fazenda a direita, possibilitando enorme ganhos aos rentistas e banqueiros. Mesmo assim, foi vitima de sórdida campanha com as inúmeras crises criadas pelo PiG . Por muito pouco sofreu o impeachment. Na Folha, aliada de primeira hora da ditadura, foi chamado, na capa do jornal, de assassino das vitimas da tragedia da TAM no aeroporto de SP por um psicopata colonista.Dilma desde o primeiro momento do seu governo foi vitima dos ataques covardes da mídia, só suspensos provisoriamente com a descoberta da aliança criminosa VejaCanetaCachoeira. Com o atual sistema politico, governa o país aquele que faz alianças pragmáticas com um partido da laia do PMDB, repleto de fisiologistas, liderados por gente, como o Michel temer. Romper com tudo isso não é fácil. E nunca foi na historia da humanidade. Não por acaso em muitos países tal situação acabou em matança de muitos, como na revolução francesa, soviética e cubana. O velho tem que morrer para o novo nascer. A mídia como sempre procurar reviver os velhos tempos do golpe de 1964, quando a corrupção e demais mazelas do país passaram a ser responsabilidade do governo de João Goulart. A presidente Dilma está enganada não se faz democracia com controle remoto. Temos que caminhar para frente e não podemos mais admitir retrocessos. Se o PT é incapaz de liderar nessa caminhada árdua então que se mude o partido. Mas não se enganem qualquer candidato apoiado pelo PiG é retrocesso. Fico com o PT e Dilma se não aparecer outro partido com condições de avançar.Rezo para que apareça outro Brizola, quando terei certeza que Deus é brasileiro.

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    Lafaiete de Souza Spínola

    31 de julho de 2013 às 11h32

    Façamos justiça ao Darcy Ribeiro, grande conhecedor deste nosso Brasil, que sempre desejou mudar esse país da casa grande e senzala. Ele criou o projeto CIEPS e Brizola, que o admirava e o respeitava como a ninguém, deu apoio total para que fosse implementado.

    Sim, a educação continua sendo a prioridade! Um governo sério assim deveria considerá-la e assumir essa briga contra essa força que não deseja ter pela frente um povo educado.

    Grande parte da classe média é indiferente.

    Publico, faz mais de ano, um tópico, em vários BLOGS: UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL. Sinto essa indiferença, pois é um assunto pouco discutido.

    É por isso que governos posteriores abandonaram esse projeto.

    A CARTA AOS BRASILEIROS surgiu, quando alguns resolveram chegar ao poder, só pelo poder. Após essa decisão, surgiu a necessidade de novas alianças. Tiveram que solicitar permissão para participar desse jogo de cartas marcadas, onde podem chutar ao gol, fazer gol olímpico, gol de placa etc. Mas como não é permitido ganhar a partida, então, indicam alguns jogadores que possam fazer os famosos gols contra. E que tal, para maior segurança no resultado, apitar o jogo?

    Assim, para não ficarmos dependentes da sorte; para que o time jogue para ganhar; para não ficarmos na ilusão de um salvador da pátria que seja atraído pelo doce do poder só pelo poder; para não precisarmos de alianças espúrias; para não necessitar pedir a benção e licença para praticar o jogo, o jogo bem jogado; para investir na educação que é a base para a construção de uma sociedade mais justa e para construção de uma nação unida e segura; temos que pensar em um partido diferente, partido organizado e dirigido por esse povo sofrido e não por tutores. Publiquei, também: Precisamos de um novo partido?

Mário SF Alves

30 de julho de 2013 às 23h54

É… tempos difíceis esses. Em tempos assim, costumam dizer: se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.
________________________________
Mas… felizmente -ou não- há controvérsias. Há quem diga que se a gente se unir o bicho corre.

Responder

Paulo

30 de julho de 2013 às 19h07

O PS do Viomundo vale mais que o texto inteiro. Pollyana é quem concordar candidamente com o texto do Weissheimer.

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matheus

30 de julho de 2013 às 11h31

A melhor parte foi o PS do Viomundo. O resto é desespero governista.

Responder

    Carlos Dias

    30 de julho de 2013 às 14h17

    Coxinha detected!

    abolicionista

    30 de julho de 2013 às 20h25

    Reaça detected!

    matheus

    31 de julho de 2013 às 12h42

    Governista detected?

Carlos Lima

30 de julho de 2013 às 11h12

Azenha, seu blog foi um dos poucos que publicavam meus comentários a respeito daquela loucura que muitos chamaram de “manifestações Pacificas”, aquilo era um bomba e se seguirem o cronograma os mais pobres só não participaram porque a bomba foi desarmada pela caixa no final de semana, aquilo era para jogar a Dilma na lama, e todos sabem quem esta por traz disso são os mesmos de sempre, quem esteve no ultimo golpe é só juntarem as peças e o cronograma se encerraria com a visita do PAPA, veja que os atores são os mesmo e os coadjuvantes os jovens. A esquerda se auto destruiu em uma trama que parece, parece gente novela global, seria coincidência demais né pessoal, quando eu escrevia que estavam fazendo uma leitura errada dos acontecimentos, só estava talvez num sorte ou um pouquinho só de experiência que aquilo era um golpe e avisara meses antes que algo ruim se avizinhava, o silencio dos cães precedem de algo errado, ou o cão esta morto ou esperado o momento de latir e subjugar seu observado. Disse muitas vezes a letargia do PT e da DILMA nos custaria muito caro. Acho na minha sinceridade que não tem para onde corre de qualquer forma não podemos fugir da luta. O GOLPE TEM PAI, MÃE, E PARENTES PRÓXIMOS, BEM PRÓXIMOS. Muitas vezes comentei em blog sobres figuras não confiáveis, do tipo Eduardos, Pimenteis e pmdebês a teia foi armada porém o governo cochilou nas pesquisas, o qual eu também avaliara que aquilo não transmitia as ruas, inflaram para esvaziar como pregos em pneus. Não sei qual é a lógica da DILMA, más me parece muito a síndrome de Estocolmo. De qualquer forma não enfermidade que não se cure quando se precisa, vamos mautrar um pouco para ver se ela gostará de nós. O lixo ideológico ainda é amigo pessoal, mas somente pela história.

Responder

Tomudjin

30 de julho de 2013 às 10h48

É o golpe que eles querem; e, não, deixar o pais em iguais condições de uma Finlândia.

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

30 de julho de 2013 às 10h12

Ótimo o postscriptum do VIOMUNDO!

Até a grande mídia está colocando às alturas o crescimento do IDH-M, nos últimos 20 anos.

Não custa nada uma pequena dose adicional de anestesia para que o nosso povo continue aceitando as migalhas que caem das mesas fartas daqueles que por décadas ou séculos pouca importância deram à educação das crianças nesse país.

Foram obrigados a declarar que a educação continua com um péssimo desempenho.

SOBRE INVESTIMENTO NA EDUCAÇÃO.

Essa é a nossa prioridade!

Sem um investimento alto na educação não teremos tecnologia e a consequência será continuar um país exportador de produtos primários. Outras consequências serão a progressiva desnacionalização e as privatizações em todas as áreas.

É esse o país que queremos? Estamos preocupados com isso?

Nesse mundo globalizado, quem não investe em Educação estará mais vulnerável.

O Brasil, todos sabemos, é um país de analfabetos e semianalfabetos. Um diploma de segundo grau, quase sempre, não passa de um pedaço de papel. O IDEB e testes internacionais estão aí para comprovar a quem duvida dessa verdade.

Depois do primeiro impacto inicial, o bolsa família passa à fase da saturação no que diz respeito à ampliação do mercado interno.

Segundo estatísticas, as classes D e E representam cerca de 75 milhões de habitantes, aproximadamente 40% da nossa população. O poder aquisitivo desses nossos conterrâneos está em torno de, mirrados, 10%. O que podemos esperar dentro desse quadro de calamidade?

Um investimento de pelo menos 15% do PIB na educação, em nossas condições concretas, daria um impulso, em curto prazo, no nosso mercado interno, desde que haja uma mobilização nacional.

Boa parte das nossas reservas poderia ser usada, inicialmente, para a construção de escolas, em tempo integral, tipo CIEPS, porém mais amplas, com áreas dedicadas à cultura e ao esporte. Tudo isso nas cidades e no campo.

Reservando aos pequenos agricultores o fornecimento da alimentação dessas escolas, haveria um crescimento do mercado interno oriundo da renda desses agricultores, além de mantê-los em suas terras.

Não se faz necessário deduzir que haveria um crescimento, também, na construção civil. Por favor, esse é o trem bala que o Brasil necessita.

Sugiro que se aplique cerca de 40% das reservas na construção de grandes centros educacionais e na preparação urgente de professores, tudo federalizado.

Sem a federalização, o ensino não terá futuro!

Precisamos auditar a dívida interna, pois não é justo que 45% da arrecadação continuem sendo entregues ao sistema financeiro. Para complementar esses 15%, uma CPMF de 0.4% poderá ser instituída! Isso é investimento!

FINLÂNDIA x BRASIL:

1. O PIB PER CÁPITA da Finlândia é de aproximadamente US$ 55.000,00.

2. O do Brasil está em torno de US$ 12.000,00.

3. A Finlândia investe cerca de 6% na educação, o que dá US$ 3.300,00.

4. O Brasil dedica por volta de 5%, num total de US$ 600,00.

5. A Finlândia, portanto, investe 5.5 vezes mais que o Brasil, na área.

6. Se passarmos a investir 15% do PIB, dá para ver que não é um exagero, como
alguns afirmam. Neste caso, a Finlândia continua investindo 80% mais que o Brasil.

Devemos considerar, ainda:

Que a nossa população em fase escolar, percentualmente, é maior que a da Finlândia.

Que a Finlândia investiu na educação para chegar a esse patamar de bem estar.

Que não se deve esperar melhores dias para assim proceder, pois esses dias podem não chegar ou tornar-se muito tarde, prolongando essa injustiça social e mantendo a nossa fragilidade na segurança.

Responder

Uélintom

29 de julho de 2013 às 22h52

É, senhor-analista-estrategista-Genro, o senhor está certo, né? Deve ser coisa de coxinha fascistóide enrustido dos movimentos populares que lutam ferozmente contra a prefeitura de BH, governada por um marionete do PSDB.

Aliás, devem ser esses manipulados babacas que estão fazendo ocupação daquela prefeitura-marionete-do-PSDB com o claro objetivo de derrubar a presidenta Dilma. Pois é, né seu Genro, essa direita não tem jeito.

Parabéns pela sua visão de esquerda comprometida com os movimentos populares e com a justiça. Parabéns pelo senhor ter feito as demarcações de terras indígenas no RS enquanto foi ministro da justiça, uma reparação histórica que é uma questão de honra para os democratas progressistas de esquerda. Parabéns pelo seu empenho em impedir que a agro-candidata Hoffmann pisasse na cabeça dos Guarani no RS.

[Pois é, às vezes o sarcasmo e a ironia nascem da indignação. Quem diria que políticos de grande expressão do PT virariam reles políticos caras-de-pau, como políticos de qualquer beco sombrio desse país].

Responder

    Carlos Dias

    30 de julho de 2013 às 10h43

    Azenha, essa Pollyanna vestiu direitinho a carapuça rsrs

    Uélintom

    30 de julho de 2013 às 22h53

    Carlos Dias, você pode tentar enganar a quem você quiser, mas a mim, não. Você é mais um troll-cavalo-de-tróia: uma combinação comum ultimamente que tem explodido nos colos dos partidos progressistas na internet. Está deliberadamente jogando a massa dos manifestantes, que é, sim, sem partido, contra o PT.

    Você faz o mesmo joguinho dos bad-boys e dos carecas fascistas, que nas manifestações atacaram partidos de esquerda. Como essa turma da pesada, você está trabalhando arduamente para afastar do PT e das esquerdas esses novos atores sociais, uma juventude ainda despolitizada, da qual a esquerda deveria estar próxima.

    Assim, finge que está ajudando o PT (é um cavalo-de-tróia), e ofende os manifestantes como um todo, desqualificando muitas das reivindicações pertinentes lá presentes (é um troll).

    A única dúvida que tenho: você age a mando (pago ou não) de alguém ou é o que é por conta própria?

    Carlos Dias

    31 de julho de 2013 às 12h51

    Polliuéllinton

    O texto do azenha foi endereçado exatamente para pessoas como voce.
    Pela sua resposta, percebe-se claramente que és a perfeita pollyanna… Que que eu posso fazer? Você que escolheu ser assim…

    Então tenha respeito. Escrevi baseado na sua resposta defensiva e evasiva… Em nenhuma palavra que escrevi depreende-se que apoio este ou aquele partido. Se voce é anti-petista ou anti-tucano ou anti-inteligência, problema é seu…

    Agora, não me venha chorar de Pollyanna arrependida.

Francisco

29 de julho de 2013 às 20h36

O que precisa o PT fazer?

Tudo que a galera esta pedindo (mais saúde, mais trasporte, mais segurança), cobra de quem ganha mais de X reais.

Os tais, vão dizer que o problema é a roubalheira (mero pretexto para dizer que “não adianta contribuir mais”). Bota no ar todos (TODOS…) os casos de corrupção, devidamente aconpanhados do placar do TCU. O placar que aponta os partidos que roubam mais…

Os tais vão dizer que o problema é gestão. Bota no ar o resultado do IDH dessa semana. É o suficiente.

O problema é: disposição para bater de frente e ter “ar” para botar.

Conclusão: como fazer para ressuscitar Chaves?

Responder

Rogério Tomaz Jr.

29 de julho de 2013 às 19h25 Responder

Fabio Passos

29 de julho de 2013 às 18h48

Quando a esquerda abdica de sua tarefa histórica… abre espaço para o avanço fascista.
É dever da esquerda lutar por uma ruptura com o regime de Apartheid Social construído no Brasil pela “elite” branca e rica.

Não basta reduzir lentamente uma desigualdade abissal.
Já passou da hora de implodir a casa-grande e recuperar toda a riqueza que a ricaiada roubou da massa trabalhadora.

A demanda é para que o Estado assuma a responsabilidade de prover bens e serviços de qualidade para a massa fubecada.
Chega de negociatas com cias transnacionais incompetentes e inescrupulosas.

O momento exige ousadia.
É dever da esquerda ousar.

Responder

jose carlos lima

29 de julho de 2013 às 18h42

O PT contribuiu para a falência do sistema de representação ou é tudo culpa dos outros partidos?

O PT é minoria no Congresso

Responder

    Julio Silveira

    30 de julho de 2013 às 10h45

    Esse é o discurso dos ideal para os cumplices, os conformistas, os covardes. Antigamente, quando não tinham o poder brigavam, incitavam, lutavam, falavam ao povo na língua do povo. No poder perderam o elã, acostumaram-se, ou então associaram-se. Eram poucos desde o inicio, quando propuseram-se a fazer a diferença, hoje são muito mais, com a diferença do poder, mas agora se escondem atrás do tamanho, que antes não fazia diferença mas faziam diferente, agora pequenos é desculpa, deve ser no espirito.

    André Dantas

    30 de julho de 2013 às 13h50

    Perfeito, Júlio.
    A propósito: o PT é o partido com a maior bancada da Câmara dos Deputados, além do fato de 70% dos deputados comporem a “base” do Governo. No Senado apesar de ser “apenas” a 2ª maior bancada, atrás apenas do PMDB do Vice-Presidente da República, a “base” do Governo é composta por 75% dos senadores.
    Incrível a lógica defensiva do partido na Presidência: os avanços – que realmente existiram – são obra de Lula, Dilma e do PT, já os abusos, os retrocessos, os erros são obra do “governo de coalisão”, “custos em prol da governabilidade”, da “traição dos aliados”, ou pior, “da esquerda radical que faz o jogo da direita”…
    Os caras se abraçam com Maluf, Sarney, Renan Calheiros e é a esquerda radical que faz o jogo da direita. Jacques Wagner solta a polícia sobre os manifestantes e é a “esquerda radical” que faz o jogo da direita. O PT agracia o Pastor Feliciano com a Comissão de Direitos Humanos e vocês já sabem quem faz o jogo da direita…
    Sinceramente, só muita ginástica mental para fugir à verdade mais simples.

edna baker

29 de julho de 2013 às 18h06

Tarifa zero para transporte público e Dilma ” arrebenta a boca do balão”

Responder

    Fabio Passos

    29 de julho de 2013 às 18h52

    E 10℅ do PiB em educação,
    10% do orçamento da união na saúde,
    Redução da jornada semanal para 40hrs semanais,
    Fim do fator previdenciário…

    Nelson

    31 de julho de 2013 às 10h09

    Ainda está faltando muita coisa nessa tua relação, meu caro Fábio Passos:

    – Acabar, para ontem, com os leilões do petróleo;

    – Sustar o processo de privatização, ou concessão, como querem os petistas, dos aeroportos, portos, rodovias e ferrovias;

    – Reforma Agrária (reforma mesmo, não um “faz de conta”), para ontem, também;

    – Incentivo total à agroecologia, visando, num prazo mais curto possível, à mudança da lógica implementada na produção agrícola atual(predatória e deletéria, altamente poluidora, que envenena a natureza e os alimentos que vêm a nossa mesa, o que implica em sérios danos a nossa saúde);

    – Tratar o funcionário público e de empresas estatais com o respeito que ele merece, sem mimos e mordomias, mas valorizando a todos, deixando de lado a tal da meritocracia, na qual o PT embarcou “de mala e cuia” e que garante salários dignos a apenas alguns chefes;

    – Sustar as absurdas demissões em massa na Eletrobrás, que lembram muito a era FHC.

    Haveria mais, mas vou ficar só nessas, Fábio.

    Abel

    29 de julho de 2013 às 20h10

    Só se estatizar as empresas de ônibus primeiro. No dia seguinte, ela é deposta…

    lukas

    29 de julho de 2013 às 20h33

    Quanto custa?

mineiro

29 de julho de 2013 às 17h37

em resumo o que o tarso disse , quem esta mandando é o pmdb e com o apoio dos safados , dos pilantras da ala golpista do pt, a mando da elite e da burguesia. para nao deixar as mudanças acontecerem e o pais se desemvolver. em resumo é isso. mas com uma pres. a versao do fhc de saias , covarde , medrosa , traidora. pode ter certeza nao precisa nem de centrao ou centrinho , ou qualquer m…………………..que existe nesse brasil. so essa pres. da burguesia maldita ja resolve.

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abolicionista

29 de julho de 2013 às 14h40

O movimento é autêntico mas, obviamente, precisa calibrar a pontaria. O governo não ajuda, pois entra na linha de tiro para proteger os interesses da burguesia com a qual se aliou. As manifestações são legítimas, tanto as verticais quanto as horizontais. Elas dizem muito a respeito da insatisfação do povo com o regime representativo e, por que não dizer? com a vida em geral.

Escutei muita gente reclamando das pautas genéricas e em parte concordo com as críticas (pouca gente sabe, a rigor, todas as implicações da PEC 37, por exemplo), mas, quer saber? Acho o lema “por uma vida sem catracas” um lema excelente. Ele é muito mais difícil de ser esvaziado, ele não é arrogante como: “dez porcento do PIB para a educação”. Não é que eu seja contra, mas o governo pode transferir os 10 porcento e fazer isso de uma forma a não mudar nada. E o movimento, como fica depois disso? Uma vida sem catracas é algo que todo mundo entende e que permanece. O MPL tem aspectos brilhantes, ele trouxe para a rua um conflito que ficava recalcado e que, como tal, tinha potencial regressivos cada vez maiores.

Quanto ao Tarso, ele está fazendo o trabalho dele. Os políticos devem consultar as planilhas e os especialistas, mas, no dizer de Castro Alves, a praça é do povo como o céu é do condor.

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Julio Silveira

29 de julho de 2013 às 14h32

Fala sério Weissheimer, o Tarso é o próprio centrão, é roto querendo falar dos esfarrapados. Ele, apesar de toda a fleuma mandraque, tem todos os cacoetes e vícios dos políticos do antigo centrão, discurso fácil, se faz passar por inovador, esquerda para ganhar o publico, mas vira e mexe, já nem tão camuflado, atua para a direita. Ele realmente não é nada pollyana é um prático pragmático.

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Bacellar

29 de julho de 2013 às 14h12

Bom ver que alguem na esquerda tem um diagnostico razoavel das manifestacoes.

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Alessandro

29 de julho de 2013 às 13h39

A base do governo sequer vota unida. Desde a MP dos Portos a coisa tá embaçada. Dentro do próprio PT, a oposição a Dilma marca posição. Presta atenção na agenda popular. São bilhões beneficiando empreiteiras e grupos políticos, que se elegem com voto popular mas governam para as elites. Desmilitarizar a polícia, ampliar as liberdades individuais, qualidade nos serviços públicos, … Existe uma sociofadiga da esquerda partidária que a impede de compreender e interagir com os movimentos. Não houve cooptação nem imposição de agendas. Contudo, tudo está em disputa e a direita sabe disso.

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Eunice

29 de julho de 2013 às 13h27

A desfaçatez da mídia deve ser lembrada sempre. Num primeiro momento critica,no segundo manipula e depois captura.

As duas capas da Veja são bons exemplos de dois momentos.
1- muito fogo e baderna são bons para derrubar governos, vão em frente.
2- não mexa nas nossas instituições, queremos apenas usar vocês.

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Gilles

29 de julho de 2013 às 13h11

Brevemente.

1) A palavra “presidenta” se tornou um excelente barômetro da integridade de quem escreve. É um termo especial criado pelo Lula para a atual presidente. Fede a führer.

2) Existe uma avaliação interessante, ainda que moralista, de qual é a preocupação básica da direita — o Estado cria mais problemas que resolve, e o desastroso é que existem problemas que só o Estado resolve. (Logo — não é que deva-se procurar o estado mínimo, mas que deve-se minimizar os problemas gerados pelo estado que queremos. E sim, eu quero renda mínima garantida, por exemplo). Vê-se que o autor é confederado, mas bastante inteligente.

3) Existem dois momentos bastante distintos em junho e julho, tão distintos quanto (ainda que sem um épsilon da importância) março e outubro de 1917. Junho foi o mês das manifestações horizontais, massivas, com ampla participação da classe média e de uma diversidade de discursos políticos, conforme convocadas de maneira desorganizada pelo que o PHA chama maldosamente de “tucanonymous”. Julho foi um mês de atos coordenados por agrupações de esquerda já estabelecidas, tendo por isto um caráter muito mais vertical e “politizado” em um sentido que as massas de junho rejeitavam. A única maneira de confundir estes dois momentos é estar fora do país lendo o Brasil 247; misturar as duas coisas, sendo inteligente como o texto demonstra, é má fé.

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    Carlos

    29 de julho de 2013 às 15h33

    Brevemente:
    1) Dizer que a palavra presidenta “fede a führer” é afirmação tão infeliz e tão despropositada que sequer mereceria comentários. Mas fiquei curioso, pois a afirmação sugere que enxergas alguma semelhança entre o Brasil de hoje e a Alemanha de Weimar. Se de fato enxergas, por favor explica qual seria essa semelhança.
    2) O que dizes no item 2 é simplesmente incompreensível. Se pretendes que alguém mais, além de ti, o entenda, sugiro que o reescrevas.
    3) As manifestações de junho e julho tiveram claramente TRÊS momentos, e não dois. O primeiro foi comandado pela extrema esquerda e pelos anarquistas (movimentos Passe Livre em São Paulo e seu similar em Porto Alegre, por exemplo). O segundo momento foi predominantemente de direita, empurrado pela mídia. E o terceiro foi o comandado por sindicatos e por partidos de esquerda. Eu considero o primeiro e o terceiro muito mais importantes (e positivos) do que o segundo (que levou às ruas, basicamente, gente que quer retroceder, e não avançar). E me espanta que alguém minimamente politizado não consiga ver a diferença entre o primeiro e o segundo momento …

    jose justino de souza neto

    29 de julho de 2013 às 17h29

    Apoiado. Concordo com a resposta do Carlos.

    Armando

    29 de julho de 2013 às 23h51

    Também concordo integralmente com o Carlos e ainda acrescento que se o autor quis dar uma de sabichão ao escrever a palavra líder, condutor ou guia em alemão, o fez de forma errada, pois deveria grafar em maiúscula como todo substantivo em alemão.

    denis dias ferreira

    30 de julho de 2013 às 00h46

    1) A palavra “presidenta” se tornou um excelente barômetro da integridade de quem escreve. É um termo especial criado pelo Lula para a atual presidente. Fede a führer.
    “Presidenta” é um termo especial criado pelo Lula?!
    A palavra presidenta se tornou um excelente “barômetro” da integridade (física, moral, intelectual, espiritual, sexual, metafísica, etc? Qual delas?) de quem escreve?!
    Fede a fûrer?!
    Cara, você deve ter ingerido uma overdose de purgante antes de escrever estas coisas!!!

Ivanisa Teitelroit Martins

29 de julho de 2013 às 13h08

Há uma diversidade de demandas em aberto. À União cabe normatizar as políticas públicas,aos Estados coordenar as ações governamentais dos municípios em seus limites territoriais e aos municípios cabe executar os programas, inclusive através de consórcios intermunicipais. Considero que “as desonerações que sacrificam as nossas arrecadações, através da redução dos valores do Fundo de Participação dos Estados e dos Fundo de Participação dos Municípios, e em função das dívidas do Estados” deveriam ser tratadas em âmbito nacional através de um forum permanente entre representantes de Estados e Municípios e de suas entidades representativas. A autonomia municipal sempre foi uma referência fundamental desde a Constituição. Há que se eleger prioridades. As manifestações das ruas em todo o país demonstram que o foco deve ser municipal. Recomendo uma articulação federativa contínua e permanente.

Responder

J Souza

29 de julho de 2013 às 12h53

Acho que pior do que a “ingenuidade” de parte da esquerda é a falsa esquerda. Gente que se diz de esquerda, mas cujas ações são na maioria de direita…

Responder

    JOTACE

    29 de julho de 2013 às 15h16

    Fico com o teu comentário, J souza, como ademais com o PS do Viomundo, da mesma forma excelente… Cordial abraco, Jotace

    André Dantas

    30 de julho de 2013 às 14h20

    Concordo integralmente contigo e acrescento: a falsa esquerda é ainda mais nociva que a direita no que se refere aos movimentos sociais. A falsa esquerda é paralisante, desmobilizadora e, pior, quando vem à luz a sua falsidade, assassina as esperanças. Todos somos jogados no mesmo balaio, falsa e verdadeira esquerda, da traição aos anseios populares. Isso é muito nítido na Europa onde não se espera nada de ninguém e me parece que no Brasil vamos no mesmo caminho, como se não houvesse esperança à esquerda do PT.

psgd

29 de julho de 2013 às 12h48

O Governo Dilma e PT estão prevaricando ao não denunciar os roubos do PSDB. Todos nós sabemos que a punição desses crimes é de competência de outras instâncias de poder, entretanto, como elas não vão se mexer, porque ao PSDB tudo é lícito e permitido, cabe aos partidos políticos e particularmente ao PT e, até mesmo ao executivo, fazer com que o povo tome conhecimento das maracutaias. O silêncio do PIG já era esperado, porque ele é parte integrante do esquema, mas do PT, partido que se diz adversário do PSDB, e do governo federal, compromete a democracia. O PT e o Governo Dilma inventaram um novo sistema de governo, que pode se chamar “democracia com radicalismo dirigido de direitos e deveres” ou no popular “democracia meia boca”. Radicaliza-se na observância do cumprimento dos direitos e deveres democráticos, de acordo com o nível social das pessoas ou a representatividade econômico/financeira das entidades envolvidas em mal feitos.
Esquecem o PT e o Governo, que os estragos provocados pela explosão dessa bomba, que o PSDB vem desenvolvendo desde o governo FHgagáC, pode atingir em cheio o coração da nossa jovem, cambaleante e mal administrada democracia. Dilma e PT tem de denunciar, o mais rápido possível, as roubalheiras do PSDB. O ditado popular “vão-se os anéis e fincam os dedos” não funciona mais na atual conjuntura, porque pelo visto nas ruas, vão-se os anéis e os dedos também ou mineiramente “vai moita com inhambu e tudo”.

Responder

    JOTACE

    29 de julho de 2013 às 15h34

    Caro Psgd,

    Louvo o teu patriotismo, mas levanto aqui uma questão, a mesma que tenho feito na diária, fora e dentro da rede: como Dilma e o PT denunciariam os desmandos dos demotucanos se eles praticam o mesmo, desde os tempos de Lula, e a cada dia de maneira mais atrevida e desavergonhada? A quem duvidar da pertinência da minha indagação sugiro fazer uma pesquisa, mesmo que seja rápida. A Internet está mais que repleta de dados… Cordial abraço, Jotace

    cid elias

    29 de julho de 2013 às 17h33

    Por gentileza, traga dados dessa estultice: ” …como Dilma e o PT denunciariam os desmandos dos demotucanos se eles praticam o mesmo, desde os tempos de Lula, e a cada dia de maneira mais atrevida e desavergonhada…”; para que possa desenhar pra ti a diferença, vai…

    JOTACE

    30 de julho de 2013 às 01h48

    Caríssimo cid elias,

    Prezo muito o meu tempo para desperdiçá-lo com trolls, ainda que respeite e até aprenda com alguns deles, sejam chapa-brancas ou demotucanos, ou de qualquer outra designação. Mas você, como troll, está mesmo no zero, afundado na ignorância extrema ou na malícia tentando encobrir o sol com o dedo furado. Se quer dados vá à Internet onde estão disponíveis à saciedade. Espero que faça isso e comente depois. Cordialmente, Jotace

    denis dias ferreira

    30 de julho de 2013 às 10h17

    Jotace,cite casos de corrupção envolvendo membros do PT. Já que estão disponíveis na internet, cite-os, Vamos. Eu o desafio, E não me venha com essa conversinha de troll.

    cid elias

    30 de julho de 2013 às 16h59

    troll é a genitora

    jose justino de souza neto

    29 de julho de 2013 às 17h32

    Você quer que a Dilma e o PT ajam como os proto-fascistas que acusam, julgam e condenam? De quem é a função na República de denunciar, julgar e condenar?

    abrantes

    29 de julho de 2013 às 23h46

    Concordo com você.Esse pessoal vive pedindo mais democracia ,mas querem que o PT e a presidenta Dilma tomem atitudes DITATORIAIS.


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